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ÁquilaChv

Relato - África do Sul em 24 dias - out/nov 2017 (Cape Town + Garden Route + Johannesburg/Safari)

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Top demais cara, será minha próxima trip:D.. Obrigado pelas dicas. Acompanhando o relato!

 

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Muito bom seu relato,bem detalhado! Poderia dizer qual o custo total da viagem?

 

  • Gostei! 1

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Gostaria de saber a media de gasto. pretendo ir com minha esposa este ano pra Africa do sul machilar por 20 dias no mínimo e 30 dias no máximo! 

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Sensacional.
Entendi que vc vai fazer outros 2 posts sobre a viagem. Aguardando !
Valeu


Sim, ainda não consegui parar para escrevê-los. Viu tentar postar nos próximos dias.

Abraços

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Em 05/03/2018 em 23:40, LucasMarcos disse:
Gostaria de saber a media de gasto. pretendo ir com minha esposa este ano pra Africa do sul machilar por 20 dias no mínimo e 30 dias no máximo! 

Olá @LucasMarcos

Não é uma viagem cara.

Começando pelas passagens. Quando compramos, as passagens mais baratas eram para África do Sul.

Em relação a hospedagem, pode variar bastante. Depende também da cidade, claro.

Se pesquisar com certa antecedência (pelo Booking ou pelo Airbnb), pois as hospedagens mais baratas se esgotam primeiro, dá para encontrar diárias em hospedagens legais por aproximadamente 100 reais.

Se ficar em hostel é mais barato ainda. E tem uns hostels que não perdem em nada para uma hospedagem padrão.

As hospedagens mais caras foram as dentro do parque Kruger (no Safari), e não foram as melhores em que nos hospedamos. Se for fazer Safari e quiser dormir dentro do parque (o que eu recomendo muito), tem que reservar com bastante antecedência. Os preços é melhor consultá-los diretamente no site do parque, pois há variações durante o ano: https://www.sanparks.org/parks/kruger. Aliás, a única forma de reservar hospedagem dentro do kruger é pelo site oficial do parque. Há também diversos tipos de hospedagem, desde camping até luxo. Então varia bastante mesmo.

Em relação a alimentação, é mais barato que no Brasil. Como o país é produtor de vinho, uma taça de vinho, por exemplo, é mais barato que refrigerante. Uma refeição boa (em local turístico) pode ser encontrada a partir de 80 Rands. Hambúrgueres e sanduíches são mais baratos. Mas aqui também pode variar bastante, depende do seu gosto e da sua exigência.

O aluguel do carro (econômico) também não foi caro. A diária ficou em torno de 60 reais (fazendo a conversão). Mas reservamos com bastante antecedência pelo Expedia.

Espero ter ajudado. 

Abraço

 

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Olá pessoal, como prometido, segue a segunda parte. Ainda postarei a terceira. 

2ª parte: GARDEN ROUTE

Hermanus é uma cidade muito bonita, ruas com asfalto novo e bem cuidado, casas com fachadas e jardins bonitos. Fiquei impressionado por ser uma cidade tão pequena e tão bem cuidada. A cidade também tem bons restaurantes.

Outra coisa que nos surpreendeu foi que só tivemos contato com a anfitriã por mensagem (whastapp e airbnb). Ela disse para contatá-la quando chegássemos na cidade, mas achamos que ela iria pelo menos ao nosso encontro. Quando a contatamos, ela nos passou uma senha que abrirmos uma caixa que estava na porta, lá tinha a chave da casa, rs. Depois, na hora de ir embora, apenas deixamos a chave na casa. Ficamos surpresos com a confiança da dona da casa em nós (desconhecidos). Isso seria algo impensável no Brasil.

A partir de Hermanus, agora transitando por cidades menores, então, começamos a perceber um fenômeno interessante no trânsito sul-africano: é impressionante como os cruzamentos funcionam bem sem semáforo. Tem uma sinalização de “pare” para no asfalto para os quatro sentidos do cruzamento. Todos os carros realmente param e saem intercalando-se, devagar e educadamente. Começamos aí a ficar positivamente surpresos com o trânsito da África do Sul, que me pareceu ser muito seguro e civilizado.

A fama da cidade se deve ao fato de sua baía ser um santuário de baleias. O período bom de ver baleias é entre junho e dezembro (variando um pouco dependendo da espécie). De fato, pudemos ver muitas baleias. Depois de deixar as coisas na casa, fomos dar uma volta na cidade. Assim que chegamos ao píer (centro turístico da cidade), vimos algumas pessoas olhando para o mar, algumas com binóculo, outras com máquinas fotográficas. Nos aproximamos e vimos que eram baleias, elas estavam muito próximo a uma pedra. Era possível caminhar essa pedra e ficar a uns 10 metros de distância das baleias. Eram duas, uma delas parecia filhote. Depois vimos outras também, parecia que naquela baía havia dezenas delas. Elas ficam flutuando, sobem para respirar e depois descem, e às vezes saltam como se estivessem se exibindo para quem está assistindo. Ficamos vendo as baleias saltarem de longe até escurecer. Foi muito legal. Achamos que íamos precisar fazer uma excursão em alto mar para ver baleias, mas não é necessário.

Como ficamos 2 noites em Hermanus, no dia seguinte fomos para Cape Agulhas, o ponto mais ao sul do continente africano. Tem um farol bonito e um monumento com uma placa onde os oceanos índico e atlântico se dividem, não é nada demais. Para quem está com tempo curto, acho que Cape Agulhas é dispensável.

No outro dia também vimos baleias, mas elas não estavam saltando tanto quanto no dia anterior.

Em Hermanus também tem uma estação espacial, não conseguimos ir porque quando tentamos ir era sábado e não abre aos sábados.

Seguimos para Oudtshoorn. É difícil pronunciar esse nome, rs. É algo como “oudtchróen”. No caminho, fizemos uma parada em Mossel Bay. A cidade é bem bonitinha, o asfalto é de bastante qualidade e me lembrou um pouco São Francisco nos EUA, apesar de não conhecer SF. Fomos almoçar no restaurante chamado Kaai (indicação da internet), que fica bem perto do porto e da praia. Lugar é bastante agradável para almoçar.

Perto da nossa mesa, vimos um casal miscigenação, que me chamou atenção por ter sido o único que tinha visto até então, e acabou sendo o único que vi em toda a África do Sul. As consequências do Apartheid são muito visíveis até hoje na Áfrical do Sul. Uniões inter-raciais, por exemplo, eram proibidas. Percebe-se nitidamente também a influência (e domínio) holandesa nas cidades da Rota Jardim. O cardápio do restaurante estava em Afrikaans. As placas indicando as cidades, na estrada, também estão em Afrikaans. Mossel Bay, por exemplo, está indicado como Mosselbaai.

Em Oudtshoorn, passamos apenas uma noite. O turismo aqui é em torno de um conjunto de cavernas chamada Cango Caves e nas fazendas de avestruz. Acordamos cedo, pegamos a visita guiada na Cango Caves no primeiro horário, depois visitamos uma fazenda de avestruz e almoçamos avestruz. Na Cango Caves, há uma parte, que não faz parte da visita guiada, com uns painéis informativos. Não deixe de passar e ler (tem bastante coisa para ler, mas achei que valeu a pena, foi bastava informativo). Depois fomos numa fazenda de avestruz. A visita começa com uma apresentação do guia sobre avestruz e depois interagimos com alguns deles. As duas visitas foram legais, muito informativas. E a carne de avestruz é muito gostosa.

A cidade sai um pouco do roteiro. Para quem está com tempo curto e quer fazer a Rota Jardim “pura”, acho que dá para não subir para Oudtshoorn. A gente estava na dúvida se visitaríamos Oudtshoorn ou não. Mas depois de ter visitado, achamos que valeu a pena.

Como a cidade fica numa região e clima semi-árido, é muito mais quente que as cidades da Rota Jordim.

Depois fomos para Knysna (se pronuncia Nysna). É um cidade um pouco maior que as duas anteriores. A cidade é muito bonitinha e tem uma Waterfront também. Os restaurantes da Waterfront são excelentes (a dona da pousada que ficamos nos indicou o Bazala, que gostamos muito). Comemos carne de crocodilo, carne de Kudu com alguns acompanhamentos típicos (Maliepap, que parece um cuscuz, e chakalaka, um tipo de molho bastante apimentado).

Antes de deixar a cidade, fomos visitar o Knysna Head (ou simplesmente The Head), cuja vista é muito bonita. Dá para ficar um tempinho contemplando a paisagem. No pé do morro, tem uma espécie de padaria, tomamos café da manhã lá. Nunca na minha vida tinha visto tanto jalapeño (pimenta) junto no mesmo prato. Suei tanto que tive que lavar o rosto no banheiro, rsrs.

Demos uma volta no centro da cidade, visitamos uma igreja anglicana e partimos rumo a Plettenberg Bay. Também por indicação da senhora da pousada, paramos no Garden of Eden (informativo e agradável, mas não é indispensável) e na Robberg Nature Reserve – parque nacional que tem 3 trilhas (a maior tem 9 km), a paisagem é maravilhosa, vale a pena passar pelo menos um período. Infelizmente estávamos com pouco tempo e só fizemos metade da trilha mais curta. Para fazer as trilhas (que tem muitas escadas), recomendo estar de tênis e bermuda (apesar do vento frio e forte da costa sul).

Plettenberg é uma cidade bem gostosa também, tem atmosfera mais praiana e de surf. Demos uma volta na praia (a água estava geladassa), tinha uns caras surfando. Assim como em Cape Town, há várias mansões na beira da praia que cercam o acesso à praia, que obriga as pessoas a darem uma volta grande para chegar na areia.

Na praia Central Beach, vi uma placa que me chamou a atenção. Tinha várias proibições: entre elas música alta, comida, bebida alcoólica e "Ball Games". E pensamos: “ué, o que se faz na praia então?” kkkkk. Tudo o que o brasileiro mais gosta de fazer na praia estava proibido naquela placa.

De noite experimentamos mais uma comida típica sul-africana: Boboti (basicamente, é carne moída com ovo batido).

Acordamos cedo e partimos sentido à vila de Storms River. Decidimos nos hospedar nessa vila porque é onde estão as hospedagens mais próximas do Tsitsikamma Park, depois das hospedagens que ficam dentro do parque, é claro. Mas as hospedagens do parque (que ficam quase na praia, com uma vista incrível) são bem mais caras e é preciso reservar com muita antecedência. Dentro do parque também tem a opção de camping.

No caminho, fizemos uma parada na praia Keurboomstrand. É bonita, mas devido ao tempo meio frio, estava deserta.

Também passamos para almoçar no famoso bungee jump Face Adrenalin. É muito alto, rs. Deixamos para decidir se pularíamos no dia seguinte. Acabamos não pulando, mas quem estiver animado eu recomendo. É um dos mais altos do mundo e lá tem uma placa comparando os 10 bungee jumps mais altos do mundo, com a altura e o preço de cada um. E realmente a relação preço-altura desse bungee jump é a melhor.

O Tsitsikamma Park é, talvez, o segundo parque mais famoso da África de Sul. O primeiro seria o kruger. É muito grande, seriam necessários vários dias para conhecer tudo. Os pontos do parques que julgamos ser os que valeria mais a pena visitar em apenas um dia inteiro que estivemos lá foram a Waterfall Trail e a ponte pencil. A waterfall trail é uma trilha que dá numa cachoeira de uns 50 metros, com um poço excelente para banho e que desemboca quase no mar – eu nunca tinha visto um cenário como esse, com mar e cachoeira se misturando. Tem também o caiaque ou uma espécie de boia Cross para fazer no rio, que também legal, como estávamos com pouco tempo priorizamos a trilha.

No dia seguinte, tínhamos café da manhã e partimos para Jeffreys Bay. A cidade está no circuito mundial de surfe, então tudo é voltado para surfe. Tem aulas de surfe, ajudam prancha, etc. Tem também algumas outlets de marcas como Ripcurl, Bilabong, Quicksilver, etc. É uma cidade gostosa, mas deve ser melhor no verão. Também tinha planos de surfar em Jeffreys Bay, mas como estava frio e o mar não estava lá essas coisas, não animei entrar na água gelada para pegar uma onda pior que a do Guarujá. 

Então seguimos para Port Elizabeth, onde pegaríamos o voo para Johannesburg. Nosso anfitrião já esteve no Brasil, era um cara bastante agitado e atencioso. Nos deu dicas de onde comer e conversamos bastante. A cidade é bem maior e mais rica que as outras da Rota Jardim. Apenas caminhamos pela orla perto de onde estávamos, comemos e, no dia seguinte, pegamos o voo para Johannesburg.

  • Gostei! 4

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    • Por renatocmdc
      Pernoites: Joanesburgo (2 noites), Kruger Park (2 noites), Timbavati Reserve (1 noite), Graskop (1 noite), Balule Reserve (1 noite), Cidade do Cabo (4 noites), Franschhoek (1 noite).  
      Dia 01 – A chegada na Africa do Sul
      Cheguei a cidade do Cabo em voo da TAAG1 e fomos direto para Joanesburgo pela Mango2. Chegamos, eu e minha esposa, em Joanesburgo já de noite, retiramos o carro alugado e partimos para a pousada Strathavon Bed and Breakfast. No outro dia logo cedo fomos para o Museu do Apartheid, fomos um dos primeiros a chegar, abria as 9h. Ficamos quase 4h no museu e ainda assim sem ler todas as informações presentes. Muitas  pessoas passam lá correndo quase que só para tirar fotos, não recomendo. O lugar oferece uma incrível aula de história.
      Como gastei mais tempo do que esperava no museu, acabei comendo pela lanchonete de lá e fui atrás de comprar uma bota já que pretendia fazer umas trilhas pela Cidade do Cabo e a minha estava se abrindo. Chegando na loja que tinha a marca que eu queria não tinha meu número disponível, eu teria que continuar com minha velha timberland. Parti para o Sandton City trocar uns dolares e visitar a Mandela Square e depois jantar por lá. Por fim fomos no supermercado comprar alguns mantimentos para a passagem pelo Kruger e já não havia mais tempo para nada a não ser voltar para a pousada e dormir.
      Dia 02 – Começando o Safari
      Saimos logo depois do café da manhã com destino ao Satara Restcamp3, onde tinha reservado 2 diárias. Utilizei o Waze juntamente com o meu GPS (utilizei o mapa do openstreetmap). Chegamos no meio da tarde, e já fui dirigir pelo parque. A dica aqui é andar devagar e sempre prestando atenção nos arredores.  Recomendo comprar o mapa disponível nas Shop Stores dos restcamps dentro do kruger, nele tem todas as estradas bem como os animais, informações sobre o parque e ainda uma lista para marcar quais animais você viu e custa 90 rands.
      Os portões portões do parque, em outubro, fechavam as 18h. Assim, quem não tem reserva dentro do parque tem que sair deste até essa hora. Quem tem reserva deve entrar no seu restcamp até as 18h também, se chegar depois vai tomar multa. Fizemos o check in e fomos preparar o jantar, já que tinha churrasqueira no chalé fizemos um churrasco, compramos a carne e carvão na própria loja do Satara. Quem quiser mais comodidade, tem restaurante no Satara e em outros restcamps como o Skukuza.
      Dia 03 – Procurando o Big Five
      Acordamos cedo, 5h, tomamos um café da manhã rápido (lembra dos itens que compramos em Joanesburgo ? Era para isso também), e começamos a rodar o parque. Os portões abrem as 5:30 e recomendo que você saia essa hora4. Começamos a rodar rapidamente vimos 2 leões machos deitados. Um tinha uma ferida proxima a cabeça e ficou deitado o tempo todo. O outro se levantou e fez uma pose para foto e depois se deitou novamente. Seguimos andando, a quantidade de animais era enorme, zebras, girafas, elefantes, impalas, wildbeast, kudu, warthdog. Voltamos ao Satara Restcamp para ver o Sighting Board, disponível em alguns acampamentos e as pessoas marcam quais animais viram e onde. Como tinham marcações de Cheetah perto da estrada S127 fomos para lá mas já não encontramos nada =(. Existem alguns locais que são áreas para picnic com banheiro disponíveis. Fomos então em uma dessas, Timbavati, e ao falarmos com um casal lá eles falaram que tinha uma leoa próximo dali com um banquete, um kudu morto. Fomos lá e avistamos a leoa, estava bem cançada e ofegante e só descansava.
      Ficamos rodando até próximo das 18h e então vimos 4 bufalos, ainda deitados, repousando em uma árvore. Voltamos ao Satara para mais um churrasco no meio da savana.

      Da para ver no canto inferior o outro leão deitado com uma ferida perto da cabeça.

      O Kudu morto estava atrás da arvore. Essas pintinhas rosadas boca e pata da leoa são sangue.
      Dia 04 – Atacados por leões
      Nesse dia a porra ficou série hahaha. Nesse dia iriamos embora do Satara, então arruamos logo as malas, botamos no carro e saimos cedinho as 5:30. Começamos a fazer uma rota pela S90, decemos pela S41 mas parecia que o negócio não estava bom.
      Até que na estrada S100, avistamos um carro parado e logo do lado um bando de 5 leões, 4 leoas e 1 leão. Todos deitados curtindo a fria manhã no sol. Até que uma leoa se levantou e começou a andar rumo a estrada. Não demorou muito para que todo o grupo estivesse andando e cruzando a estrada, na frente do nosso carro. Até que o gatinho, pelo que os rangers disseram devia ter uns 3 anos, resolveu experimentar nosso carro e ficou na frente do carro mordendo o carro. Nessa hora pensei “PU** *** ***** pq não fiz o seguro?” hahahahhaha. Sentiamos e escutavamos o leão tentando morder o carro e para melhorar chega uma leoa e tenta fazer o mesmo hahahah (não filmamos a leoa em ação). Acontece que quando o leão começou a morder o carro eu parei de filmar e fiquei em alerta, vai saber o que aconteceria, para ligar o carro e sair com tudo se precisasse. Minha esposa filmou um pouco mais e depois parou devido ao medo, se abaixou e ficou querendo se esconder dos leões kkkkkkkk. Nosso medo maior já nem era o dano ao carro e sim que eles mordessem o pneu e furasse. Os leões passaram e voltamos ao Satara para ver o possível estrago no carro. UFAAA, esta tudo em seu lugar, nada quebrado, nenhuma perfuração no parachoque e tudo o que viamos era baba de leão na frente do carro.
       
      Falamos com alguns rangers depois e todos disseram que era algo bem incomum e deveria ser uma experiencia em tanto (tive outra dessas no dia 07). Eles disseram que nessa situação a melhor coisa fazer era fechar os vidros, trancar as portas e manter o carro desligado e só apreciar os leões.
      Voltamos a dirigir em direção ao Orpen Gate e saímos do Kruger com destino ao Greater Kruger5, mais especificamente a reserva Timbavati. Ficamos no Shindzela Tented Camp. O local é aberto, SEM CERCA! então os bixos podem andar livremente por ali. Segundo informaram, já viram todos os tipos de animais rodando por lá, até leões.
      Ao chegarmos um dos rangers nos recepcionou e foi mostrar o local, mais simples em relação a outros lodges mas com um ótimos custo-benefício. Partimos para o game drive e nos deparamos logo com mais 5 leões. Depois da experiência com o carro não queríamos mais nem ver leões hahhaha. Ficamos observando os leões e estes observavam uma manada de búfalos que caminhavam perto dali. Deixamos os leões de lado e fomos ver os bufalos, eram muitos!!! Já era noite quando avistamos os rinocerontes tomando água, as fotos não ficaram legais pois já estava escuro6. Voltamos para o acampamento e fomos jantar na Boma. Como o local é aberto, os rangers vão nos quartos pegar as pessoas e levar para a boma e eles andam com um rifle na mão. Os rangers jantam com as pessoas e conversamos bastante com eles, ouvindo várias histórias sobre a savana africana. De repente, começamos a escutar um barulho de hiena, e que animal atrevido, mesmo com várias pessoas uma hiena entrou duas vezes no acampamento de noite querendo roubar comida.


      Três dos leões assistiam a movimentação dos Búfalos. Os leões preferem caçar a noite. Voltamos ao local na manhã seguinte para saber se tinha acontecido alguma abate de bufalo naquela noite mas não ocorreu, os leões continuavam apenas a descansar.

      Dia 05 – Safari + Rota Panorâmica
      Fomos acordado pelo ranger as 4:45 para irmos fazer o safári da manhã. Vimos os leões do dia anterior novamente, hiena se banhando e mais uma quantidade boa de animais. Voltamos para o Shindzela, tomamos café e saímos com destino a rota panorâmica. Fizemos a rota panorâmica, o local mais bonito para mim foi o Three Rondavels mas acho que as paisagens do Brasil ganham. As cachoeiras estavam bom pouca água, outubro é um dos meses mais secos por lá.
      Chegamos em Graskop e ficamos na Monia Holiday House. Tomamos banho, descansamos e então fomos procurar um lugar pra jantar as 20h, tava quase tudo fechado, parecia cidade fantasma.
       Dia 06 – Balule Reserve
      Zaimos após o café da manhã e fomos para a Balule Reserve, onde ficaríamos 1 noite no Sausage Tree Camp. O local já é mais luxuoso que o Shindzela, tem cerca ao redor da propriedade, banheiro ao ar livre com vista para a savana, comida excepcional. Almoçamos e de tarde partimos para o Safari.  O terreno desta reserva já é bem mais acidentado e bem mais offroad. Nosso ranger foi o James, acredito que é também o proprietário do local. A reserva Balule já fica mais ao norte e quanto mais ao norte a densidade de animais vai diminuindo, ainda assim vimos bastantes animais e tivemos um por do sol no rio Olifants inesquecível com direito a hipopótamos no rio, elefantes andando na margem do rio, aves voando, céu laranja. Até que dois hipopótamo emaçaram a sair da água, o ranger pediu para irmos rapidamente para o carro e os hipos voltaram correndo para a água.
      Chegamos no Sausage Camp e fomos jantar na Boma. A comida era divina. Como nesse Camp  só tem 5 quartos disponíveis, na bomba tem 5 mesas, uma para cada quarto e ficam dispostas em U, não havendo tanta interação entre as pessoas já que ficam um pouco afastadas.   
      Dia 07 – Cara a cara com o gatinho
      Mais uma vez fomos acordados pelo ranger as 4:45 para irmos para o Safari as 5:30. Começou o safari e logo encontramos um leão, macho, descançando. Segundo o ranger James, ele devia ter uns 7~8 anos. Estavamos observando o leão quando ele resolve aprontar uma pegadinha. Se levanta e começa a andar em direção ao carro. Eu que estava tirando fotos dele fico paralisado quando vejo que ele esta vindo em direção ao carro mais especificamente em minha direção. Minha esposa também não teve reação nem para filmar! Uma francesa que estava atrás de mim no carro quase que pula e sai correndo com medo kkkkk. Eu pensava “cadê, ele não vai espantar esse leão ?” “cara*** essa po**** ta muito perto” e o  ranger só dizia calmamente “não se mexam e fiquem calmos”. Até que chegamos ao ápice! O leão praticamente ficou a uns 30cm de mim, quando já não havia como andar para frente ele fez a curva, contornou o carro, andou mais um pouco e se deitou. Só não caguei na hora porque não tinha merda pronta, pqp!  Depois que passou fiquei me perguntando por que não tirei mais fotos ou filmei mas devido a experiencia anterior do leão mordendo o meu carro eu estava muito apreensivo que ele quisesse experimentar o carro/eu hahahaha. O safari terminou sem mais emoções, voltamos para o Sausage Tented, arrumamos as coisas e partimos para o aeroporto. Hora de se despedir do Kruger e partir para a Cidade do Cabo. Vimos  só 4 dos big fives, não conseguimos ver o leopardo e também não vimos nenhum Cheetah.


      Leãozinho andando em direção ao carro.

      Por do Sol no rio Olifants. 
      Chegamos em Cape Town8 a noite, pegamos o carro alugado e fomos para o Sunflower Stop Backpackers. O albergue é simples, ficamos em um quarto de casal com banheiro, o café da manhã tem poucas opções, mas o preço era muito atrativo. Compramos algumas coisas para reforçar o café da manhã e para mim ficou muito de boa, excelente custo beneficio.  
      Dia 08 – Cape of Good Hope
      Nesse dia o planejado era fazer table mountain, o clima não ajudou e parti para o cabo da boa esperança. Fizemos o básico, Muizenberg Beach, Boulders Beach e depois Cape of Good Hope.
      Almoçamos no The Lighthouse Café em Simons Town, recomendo muito. A comida estava deliciosa. O restaurante é pequeno, chegamos por voltas 14h e pegamos a última mesa disponível. Depois iriamos margear o mar pela Chapman’s Peak mas ela estava fechada por que estava ventando muito.
      Fizemos um lanchinho pela rua e voltamos para dormir no albergue já que era tarde.

      Dia 09 – Trilha para Table Mountain ? NO WAY!
      O dia amanhaceu aberto, então pensamos em ir fazer a Platteklip Gorge Trail7 para subir na Table Mountain. Chegando o tempo começou a fechar e ventar muito! Decedimos que não seria bom arriscar fazer a trilha devido a roupa não apropriada que usavamos. Subimos pelo bondinho e já na subida o tempo fechou de vez e começou a chover, ai eu dei graças a deus por não ter feito a trilha pois lá em cima estava uma sensação térmica de -1°C e ainda estariamos todos molhados! E que frio fazia lá em cima!! O tempo voltou a abrir, andamos la por cima, curtimos bastantes mesmo com o vento/frio.
      No final da tarde tinha planejado ir ao Devil’s Peak tomar umas cervejas. Google dizia que era aberto até as 22h, a placa no local dizia que era até as 16:30 hahahaha. Com o imprevisto, o que fazer ? Fomos pro Waterfront curtir o final da tarde e tomar algo por lá.
      Dia 10 – Praias, Woodstock, Waterfront
      Saimos cedo para passear pelas praias. O tempo estava aberto e temperatura por volta dos 13 graus. Dirijimos por Clifton, Camps Bay e até um pouco mais ao sul. Voltamos e fomos almoçar no mercado do Waterfront e depois fomos no Woodstock Brewery provar umas cervejas artesanais. Experimentei 4 no local e trouxe mais 2 garrafas para experimentar no Brasil, todas as cervejas me agradaram.
      No Waterfront existem várias lojinhas para comprar souvenir. Aconselho a comprar aqui ou se for comprar a ambulantes vê logo os preços nas lojas, são padronizados, porque eles querem assaltar as pessoas.
      Dia 11  - Franschhoek
      Saimos de manhã cedo para a cidade Franschhoek. Visitamos duas vinículas, pequenas, a Lynx e a Eikehof. Os vinhos da Lynx eram muito bons! Dava vontade de compra todos hahaha mas não tinhamos muito espaço para trazer.
      A Eikehof já tinha vinhos que, para mim, eram de qualidade inferior aos da Lynx. Em compensação o local é bem mais bonito, ótimo para fotos, e você pode degustar os vinhos com uma tábua de frios e carnes, recomendo!
      Depois compramos algumas coisas para fazermos nosso jantar na Tea House, reservado no airbnb.
      Dia 12 – Babylonstoren e partiu Brasil
      Enquanto estavamos no Shindzela, uma espanhola me falou muito bem dessa Babylonstoren e recomendou fazermos o tour guiado, 10 rands por pessoa que é utilizado na educação das crianças da região. Mandei email para [email protected] solicitando a reserva do tour, me responderam que estava agendado e informaram para chegar no dia solicitado as 10h da manhã. O guia explica um pouco sobre todo jardim e encoraja as pessoas a provarem as plantas ou frutos, se estes estiverem maduros. O tour durou cerca de 1h10min e no final você pode comer no restaurante que utiliza, se não me engano, 80% de produtos cultivados ali. Caso não consiga vaga no tour, você pode ir por conta própria e explorar o jardim sozinho.     
      Saimos do Babylonstoren e seguimos para o aeroporto pegar nosso voo de volta.
      1 A TAAG vinha sendo gerida pela Emirates. Somando-se a uma crise financeira que atinge a Angola e a dificuldade de repatriamento das receitas das vendas em Angola, a Emirates saiu da gestão da TAAG. A empresa agora é gerida pelo governo novamente. Os efeitos disso não sabemos mas no passado ela foi barrada de voar para a Europa por manutenção precária em seus aviões. Pude observa que internamente as aeronaves tinham uma grande quantidade de controles e centrais multimidias danificadas/quebradas.
      O aeroporto de Luanda é muito ruim, nenhum local aceitava cartão de crédito Mastercard. Alguns aceitavam Visa. Não encontrei ATM para sacar dinheiro, fazia muito calor, banheiros pequenos e um pouco sujo e sem papel higiênico (a melhor coisa que faço nas minhas viagens é levar lenço umedecido pampers na bagem de mão, é igual a água em deserto kkkkkkk).
      2 Na volta Joanesburgo – Cidade do Cabo a Mango quis encrencar com minha reserva, utilizei apenas o primeiro e último nome para realizar a reserva e eles ficaram dizendo que não tinham como deixar embarca assim, e que o nome deveria está igual ao passaporte, completo. Expliquei que embarquei de Cape Town para Joanesburgo assim e que era comum utilizar assim no Brasil e por fim uma supervisora deixou.
      ³ As reservas são feitas no próprio site oficial do SANParks, https://www.sanparks.org/bookings. Reservei com 3 meses de atecedência e já não havia vagas no Skukuza, Lower Sabie e nem no Crocodile Bridge. No Satara existam pouquissimas opções disponíveis e quase não consegui ficar 2 dias seguidos. Ainda tive que trocar de quarto porque tive que reservar diferentes quartos devido a disponibilidade quando fiz a reserva, então é bom se planejar com antecedência para ficar nos restcamps oficiais dentro do Kruger. O valor da diária para dois ficou aproximadamente 2000 rands, incluindo as taxas de conservação do parque.
      4 Quando fui nas reservas privadas que fazem parte do Great Kruger, os rangers informavam que geralmente os animais tomam água de manhã logo cedo e no final da tarde, por isso nesses locais os games drives são feitos nessas horas já que com mais animais transitando e indo para as poças de água fica mais fácil encontra-los.
      5 O Greater Kruger consiste no Kruger mais as reservas privadas ao redor do Kruger e tudo fica sem cerca, assim os animais podem transitar livremente das reservar privadas para o kruger e vice-versa. São nas reservas privadas que os safaris são feitos unicamente pelos Lodges daquela reserva e sem restrição de percuso já que dentro do kruger não se pode sair das estradas demarcadas.
      6 No Sausage Tree Camp, o ranger pediu para que se avistassemos rinocerontes bater quantas fotos quisessemos mas para não colocar em redes sociais devido a caça indiscriminada que vem acontecendo estes animais, podendo atrair caçadores para a reserva.
      7 Tinha planejado também fazer a trilha para a Lion Head no outro dia mas acabei desistindo devido ao tempo nublado e muito vento.
      8 Dispensamos algumas coisas como mergulho de tuburação, Whales watching na Cidade do Cabo tendo em vista que preferi gastar mais e ficar 2 diárias em reservas privadas no kruger e me hospedar em um Restcamp no Kruger e isso comeu um bom orçamento meu.
    • Por mcm
      Mudei de emprego, fiquei 1 ano sem férias, mas finalmente voltei à boa prática. Com duas semanas nas mãos, onde escolher? Dentre as várias opções, a África do Sul estava no alto das nossas preferências. A Latam passou a voar direto para lá, então as coisas pareciam mais fáceis. Só que não rolava promoção para as datas que queríamos. Até que a santa TAAG fez uma boa promoção e compramos. Optei por chegar por Johannesburgo e voltar pela Cidade do Cabo.

      África do Sul, para mim, é Mandela. É J. M. Coetzee. É Safari. É Copa de 2010. Cidade do Cabo. Eram as minhas referências, todas positivas.
       
      Assim que compramos as passagens, comecei a fazer o planejamento macro. Até pensei em esticar para outro país, mas vi que a África do Sul demandaria mais que apenas 2 semanas. Então primeira decisão foi que ficaríamos somente por lá.

      Segunda decisão foi não dirigir. Tenho ampla predileção por *não* dirigir no exterior. Mais ainda em mão inglesa. E ainda mais na África do Sul, com os relatos de policiais no estilo Brasil de ser, digamos assim. Com isso passei a enfrentar um problema para fazer o safari. Porque mais de 9 entre 10 relatos sobre o país contém safari com carro alugado. Mas mantivemos a disposição de não dirigir.

      Fechamos o roteiro básico de ficar 1 ou 2 dias em Jb, fazer um safari e passar +- 1 semana na Cidade do Cabo. E assim foi.

      Problema é que acabei deixando o fechamento da logística (hotéis, passagens internas, safari) para amanhã, depois para amanhã (e assim subsequentemente), o que resultou num problema na hora de decidir qual safari fazer. Kruger? Outro parque? Reserva privada? E tudo isso em meio à (enorme) limitação de não estar de carro. Tive de recorrer a agências, e consultei diversas. Algumas me respondiam com impressionante rapidez. Outras levavam dias para retornar.

      As opções de safari, de como fazer, de onde ir e ficar, são diversas, para diversos bolsos e estilos. Mas, para quem está sem carro, complica. Lendo relatos eu acabei tentado pelas reservas privadas. Problema principal, de início, era o preço. São *muito* mais caras, em regra. Dependendo de onde estão, o transporte até lá (sem estar de carro) também fica bem caro. Balancei diversas vezes em função disso. No entanto, considerando que pode ser nossa a única vez na região na vida, optei tardiamente pelo esquema mega-patrão de ficar em reserva privada. Tardiamente pq, na hora em comecei a verificar disponibilidade, poucas (dentre as mais acessíveis) ainda tinham vagas. Isso foi pouco menos de 1 mês antes da viagem.

      Entre idas e vindas, para encurtar o assunto, acabei fechando com a Ashtons (uma empresa que faz o transporte de Jb ao Kruger) o pacote de transfer + 3 dias na Umlani Bushcap. Gostei da proposta do Umlani de uma coisa mais rústica (não tem energia elétrica, o chuveiro banho numa parte externa do quarto, etc.; uma parada pretensamente mais rústica). E também era dos poucos com vaga.

      Depois disso compramos as passagens de lá para a Cidade do Cabo. Para piorar, caía num começo de feriado nacional no país. Mais facada no bolso. Somando tudo isso, o dólar disparando. O rasgo foi grande. Mas vou esquecer disso, e a lembrança das férias na África do Sul serão eternas.

      Roteiro básico:
      Johannesburgo – 2 dias
      Safari no Umlani Bushcamp – 4 dias
      Cidade do Cabo – 7 dias

      Quando: De 16 a 28 de Setembro de 2018

      Custos:
      Aéreo - Ida: Rio-SP-Luanda-JB; volta Cidade do Cabo-Luanda-SP-Rio: 2.200 BRL cada
      Aéreo – Hoedspruit – Cidade do Cabo: 3.985 ZAR cada

      Safari/bushcamp: 23.172 ZAR para ambos

      Pousada JB – Thulani Lodge – 1.582 ZAR (total 2 dias)
      Pousada Cabo – At the Barn – 4.630 ZAR (total 7 dias)

      Adotamos uma média de 100 USD por dia para cada de orçamento, incluindo o custo com hospedagem (mas excluindo os aéreos e o esquema-patrão do safari/buschcamp). Ficamos dentro do orçamento.
       
       
    • Por zervelis
      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!
    • Por marcuscoura
      Falar da África do Sul sem dúvidas é uma coisa muito fácil depois de conhecê-la.
      Em 2012, estive pensando em países curiosos e no mínimo “exóticos” de se conhecer, fugindo de países procurados como os EUA, Canadá, toda a Europa, etc...
      Dentre eles, pensei em Hong Kong, Japão, Nova Zelândia, Marrocos, Tailândia e a África do Sul.
      Aproveitando as pesquisas e a vontade que meus primos estavam de conhecer o país, não pensei duas vezes. Não me arrependo nem um pouco.
      Nosso trajeto começou em Cape Town, mas com parada em Johannesburgo. Começo falando do aeroporto que, a partir dali, já é notável a presença de lojas vendendo objetos de decoração africana, animais de madeira e uma lista diversa de presentes pequenos. Loja na qual pode ser encontrada em ambas as cidades, quase que em todas as esquinas.
      De São Paulo à Johannesburg, fizemos um vôo tranquilo, de aproximadamente 6, 7 horas. Vale lembrar que a Companhia Aérea “South African Airways” me deixou realmente surpreso pela qualidade e infra-estrutura. O avião é equipado com pequenos monitores em todas as poltronas, podendo-se assistir filmes, escutar músicas ou jogar games. Tudo isso, querendo ou não, ajuda a passar o tempo em vôo.
      Chegando em Johannesburg, pegamos um avião um pouco menor para Cape Town. Que fique o aviso... Chegando em Cape Town, a turbulência que pegamos não foi brincadeira. Natural, devido a área montanhosa e cheia de nuvens.
      Cape Town sem dúvidas é um destino quase que impossível de não se apaixonar. Muitos a comparam com Rio de Janeiro e Califórnia, por ser uma cidade praiana, moderna e bem estruturada. A única diferença é que, infelizmente, é preciso muita coragem para encarar a água das praias. Praias na qual são maravilhosas, areias brancas e águas estupidamente azuis. Águas, porém, extremamente geladas, diga-se de passagem. Fora a água, há bastante relatos de ataques de tubarões, ou seja...
      Diferente de Johannesburg, Cape Town é definitivamente mais interessante e com mais opções de passeios. Logo no primeiro dia, já fomos conhecer o Point Noturno “V&A Waterfront”, onde encontra-se os melhores restaurantes, um shopping, bares, pubs... tudo isso de frente a uma grande marina e um visual incrível.
      A nossa moeda é bem mais valorizada que o Rend, em si. Vale lembrar que, nas compras, a diferença não é tão grande pra quem acha que virou milionário na troca de moedas. Nas compras eletrônicas e até mesmo roupas, a diferença é muito pequena, porém, para se comer bem, o real é realmente valorizado, levando em conta que, em um restaurante de luxo, aqui em São Paulo, gastamos mais de R$ 100,00 muito fácil. Lá, em um ótimo restaurante, é difícil o valor passar disso.
      Outra coisa barata são os taxis. Passeamos por Cape Town muitas vezes a pé e de taxi. A diferença é bem grande do Brasil.
      Fizemos amizade com um taxista muito gente fina. O nome dela é Kenny e fica aqui a indicação: [email protected] | +27 (0) 21 913 6866.
      Outras pessoas optam por alugar ou até mesmo comprar um carro por lá. Carros que aqui no Brasil, seria uma fortuna a diária e que lá, são quase que “populares”.
      A única dificuldade é encarar a mão inversa. O volante, no caso, fica do lado direito e é um tanto assustador ficar no banco do passageiro. A sensação é bastante estranha rs.
      Um dos melhores passeios da cidade, sem dúvidas é a Table Mountain. Considerada uma das 7 maravilhas naturais do mundo. Temos duas opções. A que envolve muita disposição e adrenalina que é escalar a montanha (tarefa bem difícil), e a opção mais cômoda, que seria o “bondinho”. O interessante do bonde é que ele gira 360 graus, então é possível aproveitar a paisagem a partir dali. O ticket do bonde custa 205 Rends (adulto). Vale a pena pra quem não tem tanta disposição/coragem.
      A vista de cima é realmente de tirar o fôlego. Tem também uma cabana na qual é possível almoçar, comprar lembranças, vinhos, etc. Uma dica de lá é o lanche feito com carne de avestruz. Carne de sabor forte, porém muito boa. Vale a pena.
       
      O interessante do passeio é caminhar por toda a área da montanha e explorar a fauna e flora, além de esperar o pôr do Sol, claro. Ah! Mais uma dica... levem blusas de frio pois nesse horário, o frio é de lascar.
       
      Outros passeios interessantes são:
      - As vinícolas, onde é possível fazer a degustação de queijos e vinhos
      - O passeio ao Jardim Kirstenbosh National Botanical Garden, considerado o maior do mundo
      - A ida ao cabo das tormentas (cabo da boa esperança) onde também tem um visual incrível, sem contar a história que todo o lugar representa. Fiquei impressionado com a força do vento daquele lugar. É MUITO vento! Chega a ser engraçado.
       
      Seria um desperdício ir a África e não fazer um Safari. Escolhemos o Aquila’s Safari. Uma reserva muito bem estruturada e com diversas espécies de animais, incluindo os 5 maiores predadores do continente (The Big Five) que são: O Búfalo, o leão, o leopardo, o elefante e o rinoceronte. Logo na chegada, fomos recepcionados com taças de champagne e um “café da manhã” que mais parecia um almoço. O lugar possui piscinas, lojas, além de oferecer outras opções de passeio como o tradicional automóvel onde é possível levar um grupo de pessoas, triciclos e até mesmo helicópteros.
       
      Outra que não pode ficar de fora, é a visita a Robben Island onde encontra-se a prisão em que Nelson Mandela ficou preso. Meio angustiante, mas interessante.
       
      Diferente de Cape Town, Johannesburg é considerada a Nova York do continente. Cidade onde fica a maior concentração de todo o luxo. Hotéis, edifícios, carros importados, shoppings, acaba sendo uma cidade onde os interesses e passeios, são outros.
       
      Mesmo no meio de tudo isso, ainda fizemos um passeio ao Lion Park, onde é possível interagir com filhotes de leão e acompanhar e fotografar diversas espécies como antílopes, zebras, hienas, suricatos, leopardos, os famosos leões “tradicionais” e até mesmo leões brancos, e por fim, girafas e avestruzes que ficam soltos pelo parque.
       
      O local oferece um programa de apoio aos leões, onde é possível passar alguns meses cuidando deles, sem nenhum tipo de remuneração, mas em compensação, o local oferece abrigo (como se fossem acampamentos), comida e folgas, é claro. Tudo isso incluso em um pacote, como se fosse (se não for) um intercâmbio.
       
      Visitamos uma favela local, em que, comparada as do Brasil, é realmente triste. As pessoas ali vivem em pequenas casas de lata (muito pequenas), debaixo de um Sol muito forte. Mas não se enganem. O Sol realmente é presente, porém, o frio é muito intenso. Tivemos que fazer o Safari debaixo de Sol, e ainda com cobertores que o passeio oferece (além de champagne e bebidas não alcólicas já inclusas no passeio).
       
      Dica de restaurante em Capetown: Belthazar. Fica na marina de V&A Waterfront.
      Dica de restaurante em Johannesburg: Lekgotla. Fica na Nelson Mandela Square. (Uma boa opção seria a carne de crocodilo. Vale a pena)
       
      Bom, então essa foi a tentativa de um “pequeno” relato sobre a África do Sul haha! Super recomendo!
       
      Boa viagem!
       
       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       


    • Por Sara_dantas
      Gente, uso o mochileiros para planejar as minhas viagens desde 2007 (como membro, desde 2008). Algumas dúvidas minhas já foram respondidas aqui e postei umas dicas também, mas é a primeira vez que vou deixar um relato de viagem. Nunca fiz antes porque não consigo ser muito detalhista com valores e informações de viagens, sou mais com experiências, impressões... Mas dessa vez consegui anotar algumas coisas e, como num geral, os relatos e dicas sobre a África são mais escassos (que Europa, EUA/Canadá e América do Sul, pelo menos), talvez o meu relato possa ser útil pra alguém. Como meu namorado não pôde ir comigo, viajei sozinha, mas em Pretoria fiquei na casa de um amigo, que fez os passeios da região comigo. Vamos lá:
       
      ROTEIRO (Cape Town – Victoria Falls – Johannesburg/Pretoria)
      20/04/2016 – saída de São Paulo
      21/04 a 26/04 – Cape Town
      26/04 a 29/04 – Victoria Falls
      29/04 a 04/05 – Johannesburg/Pretoria
      04/05 – volta pra São Paulo
       
      PASSAGENS:
      Comprei todas as passagens juntas, pela South African Airways, por R$ 3.695,46 (com as taxas). Os trechos foram:
      São Paulo – Cape Town (conexão em Johannesburg)
      Cape Town – Victoria Falls (conexão em Johannesburg)
      Victoria Falls – Johannesburg
      Johannesburg – São Paulo
       
      Hospedagem:
      - Na parte Johannesburg/Pretoria fiquei na casa de um amigo que mora em Pretoria.
      - Cape Town: fiquei no Atlantic Point Backpackers, em Green Point, em quarto feminino de 8 camas. Gostei bastante, o quarto era espaçoso, o albergue era limpo, a localização era boa (dava pra ir a pé pro Waterfront e fiz alguns passeios que saíram de lá, então foi bem prático), tinha free wifi, café da manhã (bem simples) incluso, o staff foi atencioso e prestativo quando precisei. A diária foi de 265 rands, totalizando 1325 rands os 5 dias. Fiz a reserva pelo hostelworld e paguei 15% antecipadamente (U$ 13,92), ficando o restante para pagar no hostel (1126,25 rands).
      - Victoria Falls: fiquei no Shoestrings Backpackers. Dos relatos que li aqui, acho que a maioria (ou talvez todo mundo) que foi a Vic Falls ficou lá. No hostelworld só aparecia ele e um outro albergue, mas a localização dele parecia melhor, mais perto das cataratas (e todos falavam que dava mesmo pra ir a pé pra lá) e tal. Vi algumas pessoas até comentando do barulho, porque o Shoestrings é um albergue de festa, e lembro de uma menina que o achou meio sujinho, e ela não se considerava fresca. Como Victoria Falls não tem tantas opções de hospedagem, e a maioria é cara (tem tipo uns resorts na beira do rio, dá pra ver os animais da varanda) e tinha a praticidade de ir andando pras cataratas, decidi arriscar e ficar lá. Foi uma relação de amor e ódio, e se me perguntarem se eu o indico pra alguém, eu realmente não sei. Vou explicar: o quarto era horrível, meio apertado, abafado, o ventilador de teto parecia que ia cair e era de potência fraca, o banheiro era horrível, mal cuidado, em alguns o chuveiro era só o cano, não tinha a ducha, muita coisa meio que no cimento mesmo, não tinha cortinas nas janelas e eu tinha que me contorcer pra trocar de roupa sem alguém lá fora ver, e tudo com a aparência de sujo. Se eu levar em consideração só o quarto e os banheiros, FOI O PIOR ALBERGUE QUE JÁ FIQUEI NA VIDA! E eu já estive em uns 30, pelo menos, e não me considero uma pessoa fresca também. No primeiro dia que cheguei odiei tudo, chorei (houve outros problemas que vou explicar depois) e pensei seriamente eu ir pra algum outro hotel ou mesmo um dos resort, ainda que tivesse que gastar mais do que deveria (e tinha!) pra ficar em algum lugar minimamente decente. Depois da péssima primeira noite eu me acalmei e fui descobrindo as coisas legais do Shoestrings... Tinha um restaurante que, apesar de bem simples, era bem legal (inclusive vinha gente dos resorts comer lá e dizia que era a melhor comida da cidade!), o bar deles era legal, tinha uma agência de turismo em que dava pra reservar os passeios, um espaço grande e bem natureza, dois cachorros super fofos (o Mojo e o Morgan), gente tocando violão o tempo todo e um ambiente bastante favorável a fazer amigos. O Shoestrings é um centro de lazer em Victoria Falls, que é uma cidade bem pequena, e todas as noites pessoas de cidades vizinhas (até da Zâmbia) vão curtir lá. Me deu a impressão de que eles passaram a faturar mais com o bar e restaurante e acabaram descuidando da parte da hospedagem. Fui acostumando um pouco e relevando os problemas, e no fim acabei curtindo o tempo que fiquei lá. Mas eu realmente não sei se recomendo, o quarto e o banheiro eram HORRÍVEIS! A diária no dormitório (quando fiz a reserva no hostelworld o quarto era de 8 camas, mas quando cheguei lá eram 4 na verdade – e em duas das três noites fiquei sozinha) era U$ 15, paguei U$ 5,40 na reserva e U$ 39,60 lá.



       
      SEGURO VIAGEM:
      Comprei online, da assist card (graças a deus não precisei usar!). Não lembro a categoria, mas acho que foi o segundo ou terceiro mais simples. Foi uns R$ 360,00.
       
      DINHEIRO:
      Comprei 10.900 rands na cambio store, aqui em São Paulo (como ficava ruim pra buscar lá no horário comercial, paguei pra entregarem), em 2 partes: primeiro comprei 6.000 rands com a cotação de R$ 0,3420, e com o IOF e a taxa de entrega (se eu não me engano, R$ 30 ou R$ 40) ficou tudo R$ 2.082,00. Depois comprei 4900 rands com a cotação de R$ 0,3060, tudo por R$ 1.535,10.
      Eu tinha também uns U$ 200 que tinham sobrado de uma outra viagem e pra essa comprei mais até completar completar U$ 1.000, que foi o que levei. Acho que gastei mais ou menos R$ 3.000,00, um pouco menos até, pra comprar esses dólares (eu gosto de comprar na prime cash, que fica na Liberdade, em São Paulo. Geralmente é a melhor cotação e já incluem o IOF. Pena que lá não vendem rands...).
      Resumindo: levei U$ 1.000, 10.900 rands e um cartão de crédito por segurança (que só usei 2 vezes). Somando o que gastei com as passagens, a compra de moeda e o que paguei no cartão e antecipadamente nas reservas dos hostels, gastei mais ou menos uns R$ 10.400 nessa viagem. Mas sobraram uns U$ 400 (que já estão reservados pra outras viagens!) e uns 1.000 rands (que usei pra comprar várias lembranças no aeroporto), então os gastos da viagem mesmo foram menores que R$ 10.000,00. Não gastei com hospedagem em Joburg/Pretoria e, apesar de ser uma pessoa econômica e sem muitos luxos, comi bem e não me privei de muitas coisas financeiramente.
       
      1º dia – 20/04: o voo estava previsto para sair às 18h, decolamos um pouco depois. Foi bem tranquilo, pouquíssimos balanços, teve um anúncio de atar cintos por conta de turbulência quando já estávamos perto de pousar, e mesmo assim foi superleve. Não estava totalmente cheio, eu que estava sentada lá no fundão (na antepenúltima fileira) fui sem ninguém ao lado (o que tornou a viagem mais confortável). Serviram jantar e café da manhã. O jantar eu gostei, o café da manhã era sul-africano (uma mistura de linguiça, ovos, tomate, batata... Não curti, não). Achei o voo bom, num geral. Engraçado que sou alta e achei o espaço entre as poltronas razoável – dentro da realidade, e uma brasileira baixinha que conheci depois achou apertado e desconfortável.
       
      2º dia – 21/04: pousamos um pouco depois das 7h30. O meu voo pra Cape Town era às 9h10, com o embarque começando às 8h40. A fila da imigração era GIGANTE, parecia a dos EUA, só que não tinha ninguém da companhia aérea pra passar na frente as pessoas que tinham conexão. O pessoal do aeroporto foi bem grosso com um monte de gente. Fiquei mais de 1h na fila, depois tinha que pegar a bagagem e despachar de novo, antes de embarcar. Só que ninguém sabia dizer onde eu deveria despachar a mala. Um senhor falou pra eu pedir ajuda de um pessoal que estava de laranja. Achei que eles trabalhassem no aeroporto... Fui lá e um cara me ajudou. Ele pegou a minha mala e começou a correr pelo aeroporto, eu atrás quase caindo e morrendo (tenho asma, corro 10 metros e fico sem ar). Depois de correr o que pra mim pareceram 100 km, chegamos ao check in e despachei a mala às 8h45, ufa! Aí o cara me cobrou pelo serviço. Eu só tinha notas altas (tanto de rand quanto de dólar), por sorte tinha também 3 notas de um dólar, que dei a ele (que não gostou muito e reclamou. Só pedi desculpas e expliquei a situação. Tinha acabado de chegar, não tinha dinheiro trocado e achei que trabalhasse o aeroporto). Corri pra embarcar, outra fila pra passar no raio-x, mas por sorte o voo atrasou uns 20 minutos, então deu tempo (e eu pude descansar um pouco).
      Durante praticamente todo esse segundo voo o céu esteve encoberto e rolaram umas turbulências (nada muito forte). Apesar de amar viajar, eu morro de medo de avião e fico tensa nessas situações, mas estava tão cansada (eu não consigo dormir em voos, então estava virada) que acabei relaxando. Fechei os olhos e tentei descansar o máximo. Antes de pousar deu pra ver um pedaço de False Bay. Pena que o tempo estava um pouco ruim, deve ser linda a vista com o tempo aberto (PS: Por indicações de amigos, eu estava sentada na poltrona A, pois desse lado se tem a melhor vista ao pousar em Cape Town).

      No aeroporto fui a uma loja da Vodafone e comprei um chip com um pacote de 250 mega pra usar a internet. Custou 164 rands. Havia pacotes desde 100 mega até 5 giga, eu acho. Como no Zimbábue não iria funcionar, e em Joburg/Pretoria eu estaria com o meu amigo (teria internet na casa dele e era fácil pegar táxi com ele), achei que o de 250 seria suficiente (e foi mesmo, até “sobrou”). Antes de viajar, esse meu amigo e uma conhecida que viaja a trabalho pra Cape Town com frequência me disseram que um táxi do aeroporto pra Green Point custaria por volta de 250 rands e que eu não deveria pagar mais que isso. O transfer do hostel era 300 rands, então preferi pegar um táxi por conta própria. O vendedor da Vodafone me disse que conhecia uns motoristas que faziam essa corrida por uns 260 rands e chamou um pra mim. Era um rapaz de origem indiana, simpático, falou muito do Brasil. No meio da corrida fui só confirmar o preço e ele falou que era 350 rands. Apesar de tímida e discreto eu não disfarcei o meu espanto, expliquei que já tinha pesquisado e que essas corridas saíam por uns 250 rands e que o conhecido dele que me indicou o táxi falou que eu pagaria no máximo 260 rands. Eles disse que o menino devia ter se enganado e que essas pesquisas deviam ser antigas e tal. Protestei um pouco e fechamos por 300 rands, mas eu fiquei meio bolada com isso.
      Cheguei ao hostel por volta das 13h e o check in era às 15h, mas como o quarto em que eu ia ficar já estava limpo, me deixaram entrar. Tomei banho, dei uma leve descansada enquanto mandava mensagens pra família e amigos aí resolvi sair pra almoçar. Passei na recepção pra pegar algumas informações e foi como um balde de água fria. Eu tinha pesquisado e sabia que a África do Sul era como o Brasil, um pouco perigosa. Mas todo mundo falou bem da região de Green Point e em Joburg, que parecia mais perigosa, inclusive tendo “ilhas de circulação”, eu estaria com um amigo, então não estava insegura em viajar sozinha. Sabia também que o transporte público lá não era muito bom e que haveria uma certa dificuldade na locomoção, mas nada muito grave. Só que aí a menina da recepção começou a fazer mil restrições, falou pra eu não andar sozinha à noite em hipótese alguma, que eu deveria pegar táxi pra tudo, blábláblá e eu comecei a me sentir insegura. Pra piorar, o tempo não estava muito bom e a previsão era a mesma pro dia seguinte (uma sexta), só começando a melhorar a partir de sábado. E Cape Town é linda, mas é uma cidade que é melhor curtida com o tempo bom.
      Enfim, decidi arriscar e fui andando pro Waterfront (era tão perto!), basicamente uma reta de uns 700 metros. A rua não era muito movimentada e isso me deixou um pouco receosa, mas cheguei lá de boa. O local é bem legal mesmo, vários restaurantes, lojinhas, tem um shopping, apresentações na rua. Já eram umas 15h e pouca e na maior parte dos lugares as pessoas pareciam estar já bebendo. Fiquei meio sem graça e acabei comendo no McDonalds (e me senti frustrada e derrotada por isso). Não estava chovendo, mas o tempo estava encoberto e em só um momento, acho que durou 1 minuto mais ou menos, deu pra ver a Table Mountain. Dei mais umas voltas por lá e depois fui andando pra Sea Point. Minha conhecida que sempre viaja a trabalho pra Cape Town tinha me dito que lá eles abordam bastante as pessoas pedindo dinheiro, mas que era só eu ficar tranquila e dizer não que iam embora. No caminho até Sea Point fui interpelada em diversos momentos. Me mantive calma, falei que não tinha nada e continuei andando em todas as vezes. Talvez pelo que a menina da recepção tenha falado, comecei a ficar com medo e me senti muito triste por estar sozinha. Comecei a me questionar se realmente valia a pena ter feito essa viagem... Eu sabia que estava em um lugar maravilhoso, mas comecei a pensar que eu não conseguiria aproveitá-lo como queria e sonhava, tive a sensação de que havia muitas “restrições” pra uma mulher sozinha viajando por lá, e o tempo fechado não estava colaborando e sim, me deixando mais deprê. Dei uma volta no Sea Point promenade, vi o “óculos do Mandela”, em um momento deu pra ver um pedaço da Lion’s head (tudo encoberto). Já eram umas 17h e pouca, ia começar a escurecer e achei melhor voltar pro hostel. Fui andando o tempo todo com uma vontade de chorar, um aperto no peito e um nó na garganta. Eu já tinha mochilado 3 vezes sozinha pela Europa e América do Sul. Viajar sozinha me fez muito bem até, porque eu era extremamente tímida e insegura, e só comecei a me tornar mais confiante depois de ter me aventurado por conta própria. Mas minha última viagem sem companhia tinha sido em 2010. Desde então estou sempre acompanhada, só que dessa vez meu namorado não pôde vir comigo. Como meu lema é “não é ruim viajar sozinho, o ruim é deixar de viajar”, eu escolhi o destino e fui. Mas nessa volta pro hostel eu tava muito mal mesmo, questionando demais se tinha feito a escolha certa de ir sozinha pra África. Felizmente percebi depois que estava errada nos meus questionamentos, a viagem valeu MUITO a pena.
      Quando cheguei ao quarto conheci a Tatiana, uma brasileira de Fortaleza que tinha vindo no mesmo voo que eu (São Paulo – JNB, o voo dela pra Cape Town foi outro). Pior é que nós estávamos sentadas até próximas e nos vimos (ela é a baixinha que achou desconfortável). Acabamos nos tornando bastante amigas e mudamos a viagem uma da outra. Ela teve alguns problemas no aeroporto de Johannesburg e tava se sentindo meio pra baixo também. Conversamos um tempão e começamos a planejar alugar um carro pra irmos até Cape Point. Não sou uma pessoa muito religiosa, mas tenho certeza de que Deus colocou a Tati (e também a Karin, que vai entrar no meu relato daqui a pouco) no meu caminho pra fazer a viagem maravilhosa.
      Eu tava bem cansada, não tinha dormido nada, mas tentei me manter acordada até umas 21h, pra me adaptar ao fuso. Depois disso dormi.












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