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Boa Tarde,

 

Preciso de ajuda rsrs.

Estou planejando um Mochilão pela Europa em agosto de 2019. Vou com minha namorada, vamos ficar 30 dias, passaremos por 7 países. Mas o que tem tirado meu sono são os documentos para passar pela imigração. Estamos dividindo os custos da viagem; então alguns comprovantes de hospedagem estão no nome dela e outros no meu nome, como comprovar que temos hospedagem para todo o período? Podemos passar juntos?

 

Outra duvida é sobre o comprovante de subsistência, quando sairmos do Brasil já vamos com passagens de ida e volta, hospedagens e locomoções internas pagas. O valor que levaremos será para alimentação, passeios e compras. Vou levar extrato financeiro da minha conta, meu cartão de credito (limite bom) e estou tentando abrir uma conta no N26 para transferir a maior parte do valor para lá e claro levar uma quantia em dinheiro. Minha duvida é sobre os comprovantes do minha namorada; não poderemos utilizar extrato da conta dela e também não tem cartão de credito. Também estamos tentando abrir uma conta no N26 para ela, mas o valor que mandaremos não é suficiente comparado com o mínimo que eles podem pedir na imigração. Posso de certa forma ser responsável financeiro por ela? Utilizando meus comprovantes para mostrar que ela terá como se manter? Pq somando os nossos comprovantes juntos conseguimos o mínimo necessário, só que grande parte estará em meu nome, como o cartão de credito. E não consigo colocá-la como adicional.

 

Me ajudem por favor, preciso resolver essas questão para continuar com o planejamento.. kkk

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10 respostass a esta questão

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Philipe, boa tarde!

Minha experiência na imigração na Europa foi super tranquila, eu estava com as passagens de volta, comprovantes de hotéis e comprovação de mínimo de 60 euros por dia, além do seguro viagem e não foi solicitado nada! Apenas tivemos o passaporte carimbado e pronto. Entrei por Lisboa em Portugal e também estava em casal.

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Boa tarde, a minha foi tranquila também, entrei por Lisboa, o cara só deu bom dia e carimbou o passaporte.

No guichê fui com minha esposa, ou seja, vocês 2 podem ir juntos. 

Leve todos estes comprovantes que você citou em uma pasta, se pedirem algo apresenta. 

A imigração só irá enroscar se sentir alguma coisa, ou alguma informação conflitante, mas como pelo visto você tem tudo certo.

Quanto aos valores para se manter, você tendo o dinheiro, cartão etc... sem problemas.

Do mais, é só ir tranquilo, afinal você não vai ser um imigrante ilegal, estará lá para turismo.

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@Philipe Santos conforme foi citado acima, voce já tem praticamente tudo que é preciso para entrar na Europa (passagem ida/volta, meios de comprovar seus gastos (extrato bancario, demonstrativo de limite do cartao de credito, reservas de hospedagem), só falta o seguro de viagem e o passaporte ter vencimento com data superior a 6 meses a partir da entrada na Europa.

Quando chegar no atendimento à policia vcs dois podem entregar os passaportes juntos, afinal estao viajando juntos. Responda apenas o que for ti perguntado, nao precisa ja chegar e ir expondo todos os seus comprovantes. Provavelmente vao ti perguntar o que pretendem fazer na Europa, quanto tempo pretendem ficar, coisas basicas assim, e talvez ti solicitem algum tipo de comprovante. Mas tudo é bem tranquilo, se vc nao deve nada e nao tem nada de errado nao precisa se preocupar.

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@Philipe Santos conforme foi citado acima, voce já tem praticamente tudo que é preciso para entrar na Europa (passagem ida/volta, meios de comprovar seus gastos (extrato bancario, demonstrativo de limite do cartao de credito, reservas de hospedagem), só falta o seguro de viagem e o passaporte ter vencimento com data superior a 6 meses a partir da entrada na Europa.

Quando chegar no atendimento à policia vcs dois podem entregar os passaportes juntos, afinal estao viajando juntos. Responda apenas o que for ti perguntado, nao precisa ja chegar e ir expondo todos os seus comprovantes. Provavelmente vao ti perguntar o que pretendem fazer na Europa, quanto tempo pretendem ficar, coisas basicas assim, e talvez ti solicitem algum tipo de comprovante. Mas tudo é bem tranquilo, se vc nao deve nada e nao tem nada de errado nao precisa se preocupar.

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Cara vocês são um casal e vão juntos para o guichê de imigração, não tem grilo. Se tem reservas para 01 casal na cidade "x"... não importa em nome de quem esta. O mesmo vale para a grana... é a grana do casal!

Vai levar Cartão de credito, ok! Mas evita usar por causa do IOF e da instabilidade cambial. Você paga o que comprar pela cotação no pagamento da fatura...e você não sabe se  a cotação vai subir ou cair...

Quanto a essa questão de abrir conta, bla bla bla... para quem não vei residir na Europa não vejo muita vantagem. Leva uns 500 euros no máximo em espécie e o restante em TVM... simples, pratico, seguro e boa viagem!

Tenho ouvido ultimamente essa estoria de contas em Banco brasileiros que voce saca na Europa em Euro, não sei procede! Sou das antigas.... um pouco em espécie e o grosso em cartão pre pago (TVM)... deixo uma grana extra com algum parente aqui no Brasil e se eu precisar esse parente credita mais euros no meu TVM. Se sobrar... é vender quando voltar.

A imigração em Lisboa é muito tranquila. 

4 horas atrás, edgarjrbr disse:

Philipe, boa tarde!

Minha experiência na imigração na Europa foi super tranquila, eu estava com as passagens de volta, comprovantes de hotéis e comprovação de mínimo de 60 euros por dia, além do seguro viagem e não foi solicitado nada! Apenas tivemos o passaporte carimbado e pronto. Entrei por Lisboa em Portugal e também estava em casal.

Onde viu que são 60 euros por dia? 

Na embaixada de Portugal a informação é de 75 euros + 40 euros/dia/pessoa. (http://www.embaixadadeportugal.org.br/assuconsul/faq-visto.php)

Mas isso é relativo! Porque se você fala para o Agente: Olha vou fazer somente uma conexão aqui em Lisboa para Barcelona e vou passar 20 dias lá... faria sentido ele usar esse parâmetro? Depende do Agente! Alguns vão entender que é um problema a ser resolvido lá na Espanha, outros podem aplicar o parâmetro da Espanha, ou uma media... é bem relativo, infelizmente! mas ele só vai chegar nesse nível de pedir comprovação se realmente estiver desconfiado (rs)... o maximo que aconteceu foi o cara me perguntar quantos dias ficaria e quanto tinha para gastar... nunca pediram para ver. Na maioria das vezes nem perguntaram nada... ou fazem 03 perguntas básicas bem pro-forma. 

Relaxe! Não esqueça o seguro e aproveite.

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Que eu saiba, VTM vc não foge do iof... vc paga na hora da compra ("ao carregar"). Posso até ter entendido errado, mas nunca vi vantagem e sempre levei em dinheiro e cartões normais (vejo como alternativa para quem nao tem cartao, ou tem limite muito baixo ou sem segurança em caso de perda-roubo).. tb nunca pensei em fazer conta lá fora.... prefiro levar mais dinheiro em papel do que a maioria se sente confortavel.

Sacar lá fora em moeda local, com cartão internacional (desde que habilitado) normal, é possivel. O problema é que além de iof tem taxa por saque e limite de saque muito abaixo do que tenho aqui. Nas minhas experiencias (BB estilo usando na Russia, Suiça e Alemanha) achei que não vale a pena e só voltaria a usar como emergencia. 

Unico local que já vi obrigando todos a passar sozinho, foi Alemanha (Berlin anos atrás), o cara não respondeu nem "Oi" e carimbou sem pergunta alguma no meu caso. Todas as outras imigracoes que passei, sempre vi casais e até grupos de 3 ou 4 indo juntos.

Como dito acima, comprovar dinheiro e hotel para o casal é normal. Mesmo se te obrigarem a passar separado, basta explicar... mas falta de dinheiro ou passagem de volta devem ser os maiores motivos de problemas no meu palpite.

Relaxa. Eles gostam de turistas. Leve o que todo mundo recomenda e pronto. Inicialmente entregue só os passaportes, no maximo coloca a passagem de volta junto. O resto só se perguntar.... já passei muitas vezes e o máximo que tive que mostrar foi passagem de volta 1x em Amsterdam (Russia a imigração não perguntou, mas alfandega perguntou quanto dinheiro vivo estava levando... preocupada com o limite máximo não declarado e não mínimo, mas tb só perguntou sem olhar). Geralmente não tem pergunta alguma, ou só coisas tipo quanto tempo e o onde vai.

 

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5 horas atrás, renata83 disse:

Que eu saiba, VTM vc não foge do iof... vc paga na hora da compra ("ao carregar"). Posso até ter entendido errado, mas nunca vi vantagem e sempre levei em dinheiro e cartões normais (vejo como alternativa para quem nao tem cartao, ou tem limite muito baixo ou sem segurança em caso de perda-roubo).. tb nunca pensei em fazer conta lá fora.... prefiro levar mais dinheiro em papel do que a maioria se sente confortavel.

@renata83 Oi Renata! Para quem fica em hostel acho uma opção arriscada levar tudo em espécie ... sempre fica aquela preocupação e nem sempre os lookers são eletrônicos. Tem hostel que acho os lookers são fragilíssimos a exemplo do The Yellow em Roma (famosíssimo por sinal). Muito pior o cara ficar para cima e para baixo com todo seu dinheiro da viagem. Mesmo em hotel eu não confio muito em largar a grana la ... mesmo com cofre (sera mesmo que não rola uma senha mestra que abre todos...kkk).  

Quanto a velha estoria do IOF ... é meio difícil burlar isso (em menor alíquota no caso de compra em espécie ou em maio alíquota no TVM ou cartão de credito, dura lex sed lex). A grande questão é a variação cambial. Vamos a um exemplo pratico: O vencimento do meu cartão de credito é dia 10 de cada mês. Fiz uma compra em euros 04/12, no ato da compra esse valor já é convertido para USD (ou seja, você já pode sair perdendo na logo de cara se o Dolar tiver em alta em relação ao Euro). Esse valor sera debitado e eu só o pagarei na fatura de 10/01, portanto se em 10/01 o Dolar aqui no Brasil tiver disparado na cotação (o que não é raro no cenário de instabilidade econômica interno e externo)  eu perco novamente!

o TVM embora com cotação um pouco acima da moeda em especie é um meio termo para se proteger de furtos ou perdas, como também da variação cambial ... afinal no dia que vai carregar o TVM você sabe qual a cotação que vai pagar pela moeda. E voce usara la fora como um cartão de débito em conta.

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12 horas atrás, Rafael_Salvador disse:

Tenho ouvido ultimamente essa estoria de contas em Banco brasileiros que voce saca na Europa em Euro, não sei procede! Sou das antigas.... um pouco em espécie e o grosso em cartão pre pago (TVM)... deixo uma grana extra com algum parente aqui no Brasil e se eu precisar esse parente credita mais euros no meu TVM. Se sobrar... é vender quando voltar.

 

A muito tempo é possível sacar direto da conta corrente e até mesmo poupança em alguns casos no exterior. É só habilitar o cartão para uso internacional, basta escolher na hora do uso do caixa eletrônico ( ATM ) sacar da conta corrente ou do limite do cartão de crédito.Verifique o limite de saque diário, normalmente é diferente do limite de sua conta aqui no Brasil. Minha conta esta limitada ao equivalente a 1.500 dólares diários. No BB por exemplo, recomendam usar o cartão Mastercard, pois caixas de algumas redes não entendem a função Checking Acount dos cartões Visa e acabam debitando no limite do cartão de crédito, eu sempre levo os dois. Infelizmente não tem como fugir das taxas de IOF e também do uso de caixas em exterior, paga-se uma taxa ao banco aqui no Brasil e mais uma do caixa no exterior. Ate inicio de 2014 a taxa para saques no débito era de apenas 0.38%, mas a Dilma criou mais este imposto para ferrar com quem viaja...

Mas nunca confie 100% no cartão, leve parte em dinheiro, além de tudo deixo uma certa quantia separada para alguma emergência, como perda ou roubo do cartão.

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Pra que abrir conta no N26 para uma viagem tão curta assim?

Não vai render quase nada de economia, só um monte de trabalho e burocracia para abrir e fechar a conta depois.

Se você levar 60 Euros por dia, serão uns 1.800 Euros no total, levando uns 500 em espécie, sobra uns 1.300 euros para levar de outra forma.

Depois de descontar de descontar todas as taxas, impostos custos de remessa para o N26, na prática isto vai lhe render no máximo uns R$ 0,10 de economia por cada euro em relação ao cartão convencional ou VTM.

E multiplicando 1.300 x 0,10, no final das contas vai te render uma economia de meros R$ 130, o que é um valor irrisório para quem vai gastar 13 a 15 mil Reais numa viagem destas.

Concentre os seus esforços em achar um hotel mais barato e melhor localizado, que inclua café da manhã ou que lhe economize algumas passagens de metrô,  em otimizar a sequencia das cidades para gastar menos dinheiro com passagens, pesquisar quais passeios são legais e quais são arapucas pega turista, isto vai lhe render mais economia de dinheiro do que este malabarismo financeiro todo.

 

E em breve nem teremos mais que nos preocupar com a variação cambial do dólar até o fechamento da futura do cartão de crédito convencional, o governo brasileiro baixou uma norma onde estipula que as compras realizadas no exterior terão que ser convertidas para real no momento da compra e depois não mudam mais.

A única vantagem do VTM e N26 ainda seria a proteção a longo prazo contra a variação cambial,   tipo você aproveitar uma baixa na cotação agora em janeiro e já carregar uns 1000 euros agora aproveitando uma eventual baixa na cotação, e ai se a cotação disparar até Agosto, você estará protegido.

Mas nada garante que lá em Agosto, a cotação não acabe sendo menor ainda do que agora em janeiro e você se "ferrou" por que pagou caro agora em janeiro...

 

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@poiuy Exatamente... Leupay, N6 e todos esses malabarismos representam economia de palito... o cara gasta 10K, 20K... ou mais em uma viagem e quer economizar R$ 200,00...

Uma amiga levou tudo em dinheiro espalhado nas malas para economizar com o TVM. Desceu no Aeroporto de BCN e novamente para economizar se jogou de transporte publico para fazer uma baldeação em Barcelona Saints... resultado? Foi furtada a sacola de mão e perdeu metade da grana! Ficou 20 dias na Europa passando perrengue e comendo Mc"Donalds... valeu a pena a economia? 

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    • Por Roberto Tonellotto
      No mês de maio de 2018 viajei para a Itália com o objetivo de assistir a duas etapas do Giro d’Italia, uma das competições de ciclismo mais importante do mundo ao lado do Tour de France. Ao todo são 21 etapas. Nessa edição as três primeiras etapas foram em Israel antes de chegar na Sicília, já na Itália, e subir até o Norte e depois retornar ao Sul para a última disputa em Roma.
      Meu objetivo era assistir a 14ª etapa, com partida de San Vito Al Tagliamento com chegada no Monte Zoncolan. Assistir de perto uma final de etapa sobre o mítico Zoncolan na região do Friuli é o sonho de qualquer ciclista ou apreciador do esporte.  Considerada a montanha mais dura da Europa, com 10,2km e com ganho de elevação de 1.225 metros, torcedores do mundo todo disputam espaço ao longo de toda subida para ver de perto o sofrimento e a garra dos melhores ciclistas de estrada do mundo. Na tarde do dia 19 de maio eu e o amigo Tacio Puntel, que mora no país há 13 anos, estávamos estrategicamente colocados sobre a Montanha para assistir à chegada. Milhares de pessoas chegaram cedo ou até acamparam no local, onde a temperatura mínima naquela madrugada tinha ficado abaixo de zero. Mas tudo é festa. Ali ficou evidente para mim como a cultura do ciclismo é tão importante para a sociedade italiana e europeia. Mas para a alegria de alguns e a tristeza de outros quem ganha a etapa é o britânico Chris Froome (que se tornaria o campeão do Giro) seguido de perto por Simon Yates e em terceiro colocado o italiano Domenico Pozzovivo.
      No outro dia fomos até Villa Santina para assistir a passagem da 15ª etapa com 176km, que teve início em Tolmezzo e chegada em Sappada, também na região do Friuli. A passagem dos ciclistas ocorreu dentro da cidade. Sentados em um bar ao lado rua, podemos ver toda a estrutura envolvida para dar suporte as 22 equipes que somam quase 180 ciclistas. Ônibus, Vans, Carros de abastecimentos, motos, equipes de televisão, ambulâncias. Uma grande logística para um negócio milionário que percorreu mais de 3.571 mil quilômetros em terras israelenses e italianas.
      Mas nem só de assistir ao Giro se resumiu essa viagem. Após passar alguns meses planejando roteiros para pedalar na Itália, Áustria e Eslovênia, chegava a hora de pôr em prática. Narro a partir de agora alguns trechos de cicloturismo que realizei nos três países.
      Cleulis (Itália) –  Passo Monte Croce - Dellach (Áustria) – 70km.
      Acordei decidido que iria almoçar na Áustria. Para chegar até lá teria que enfrentar o Passo do Monte Croce Carnico, ao qual já tinha subido e tinha noção que não era muito difícil. O retorno porém, era uma incógnita. O dia estava bonito, a minha frente a espetacular Creta de Timau, a montanha de 2218m, me mostrava o caminho. Uma parada rápida para foto na capela de Santo Osvaldo e cruzo Timau, a última frazione antes de chegar à fronteira. A partir dali, só subida e curvas. Muitas curvas. Eram incontáveis os grupos de motociclistas, trailers e cicloturistas que desciam a montanha. A cada curva um novo panorama se abria. Placas indicavam a altitude, 900m, 1000m, 1200m, até alcançar os 1375m na fronteira Itália/Áustria. Depois, só alegria... Descida de 12km até Mauthen.
      Parada em Kotschach para foto e planejar o próximo passo. Viro à direita na 110 e o vale que se abre a minha frente (e que se estende por quase 80km até Villach) me faz recordar da Áustria dos cartões postais e filmes. Campos verdes infinitos e montanhas que ainda conservavam a neve do inverno. O que mais me impressionou foi o aroma. Um frescor no ar. Uma mistura de terra molhada com lenha verde recém cortada. Segui por esse vale até encontrar a primeira cidade, a segunda, a terceira. Resolvi que era hora de voltar. Encontro a Karnischer Radweg R3, uma ciclovia que acompanha um belo Rio de águas cristalinas. Chego novamente em Mauthen, compro um lanche reforçado e quando vejo já estou subindo os 12km em direção a Itália. Começa a chover faltando poucos quilômetros para a fronteira.
      Parada obrigatória no Gasthaus Plockenhaus. Tempo depois a chuva diminui e começo o último trato até a fronteira. Mais um túnel congelante. Pedalo forte para esquentar o corpo. Na fronteira, já aquecido, vou beber um café no Al Valico, no lado italiano. Como ainda tinha algum tempo até anoitecer e querendo aproveitar ao máximo a viagem, deixo a bicicleta no restaurante e parto rumo a um trekking montanha acima, rumo ao Pal Piccolo. O local foi cenário de um dos episódios mais sangrentos da Primeira Guerra Mundial e hoje abriga um museu a céu aberto, onde mantém em perfeito estado as trincheiras e equipamentos utilizados nas batalhas entre o Império Austro-Húngaro e Itália. Seria uma caminhada de 2km com quase 600m de subida. Logo comecei a ver alguns animais selvagens e neve.
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      O corpo cobrava o preço do esforço dos últimos pedais e do cansaço da longa viagem. O sábado amanheceu bonito na região da Carnia na Itália e fazia calor quando partimos rumo a Heiligenblut na Áustria. O contraste do verde das montanhas com alguns pontos de neve com o céu azul e a brisa leve nos lembravam que a primavera havia chegado e não iria demorar muito para o verão dar as caras. Por volta do meio dia chegamos a Heiligenblut. A partir dali eu seguiria pedalando. Rapidamente preparo a Mountain Bike, me visto, respiro fundo e começo a “escalar” os 15 quilômetros até o mirante do Grossglockner, a maior montanha da Áustria e a segunda da Europa, com 3797m de altitude. Os primeiros metros, com uma inclinação de 15% já demonstravam que o desafio seria vencido com paciência e força. O calor me surpreende, o Garmin marca 33 graus e uma altitude de 1295m, o que só aumenta o desconforto, que iria diminuir conforme ganharia altura. Pra quem já subiu a linha São Pedro, Cortado, Cerro Branco, Lajeado Sobradinho, Linha das Pedras ou Linha dos Pomeranos pode ter uma pequena ideia do que foi. Chegava na marca dos 11km de subida, na altitude de 2000 mil metros. Pausa para hidratação e para admirar a paisagem. Picos nevados, cachoeiras, mirantes, campos verdes. Impossível não ficar hipnotizado com tamanha beleza de uma das estradas alpinas mais bonitas do mundo. Depois de 2 horas e 15 minutos e algumas paradas para hidratação chegava a 2.369m com uma visão espetacular do Glaciar Pasterze com 8,5km de comprimento e do imponente Grossglockner. Depois de comprar alguns souvenires e comer um pouco, iniciei a descida que em alguns pontos era possível ultrapassar facilmente os 80km/h.
      Triglav - Kranjska Gora (Eslovênia) Tarvisio - Pontebba - Chiusaforte - Moggio Udinese (Itália)
      Parque Nacional Triglav, Eslovênia. Passava do meio dia quando inicio mais uma pedalada. O trajeto do dia seria quase todo em ciclovias através de vales. Segui até a fronteira em Ratece e dali até Tarvisio na Itália onde encontrei a ciclovia Alpe Adria que inicia em Salsburgo na Áustria e vai até Grado no litoral do mar Adriático. Feita sobre uma antiga ferrovia, asfaltada e bem sinalizada é considerada uma das mais bonitas da Europa. Diversos túneis, pontes, áreas para descanso e pontos para manutenção das bikes com ferramentas a disposição. Durante o dia cruzei por centenas de ciclistas e fui cumprimentado por japoneses, espanhóis, alemães, holandeses e claro, italianos.
      É um parque de diversão só para ciclistas. Um ponto de encontro de apaixonados por bicicleta de diferentes nacionalidades. Ali famílias pedalam tranquilamente, sem pressa. Mais do que uma atividade física, percorrer a Alpe Adria é uma viagem na história e nos valores culturais e ambientais do Friuli.
      A paisagem mudava constantemente, ao fim de cada túnel se abriam bosques selvagens, montanhas rochosas e rios com água em tons de azul. Parei na antiga estação de Chiusaforte que foi transformada em um bar para cicloturistas. Dessa cidade as famílias Linassi, De Bernardi e Pesamosca emigraram para a Quarta Colônia na década de 1880. Recarreguei as energias com café e cornetto e segui em frente encantado com a beleza do Rio Fella. Após alguns quilômetros, ao lado do Rio Tagliamento encontrei a cidade medieval fortificada de Venzone. Próximas paradas: Buia terra das famílias Tondo e Comoretto e a cidade de Gemona Del Friuli das famílias Copetti, Forgiarini, Baldissera, Londero, Brondani, Papis, Rizzi, Patat e tantas outras que dali saíram para colonizarem a região central do nosso Estado.
      Nos últimos quilômetros encontrei a belíssima planície friulana e Údine, Palmanova e Aquileia, a antiga cidade romana fundada em 181 a.C. que conserva vestígios arquitetônicos do Forum, do porto fluvial e os 760 metros quadrados de mosaico do século III na Basílica de Santa Maria Assunta.
      Já era tarde da noite quando cheguei em Grado. Degustei uma pizza e um bom vinho tocai friulano e adormeci ao som do Mar Adriático.
      Pendenze Pericolose
      Pendenze Pericolose é um hotel para ciclistas de estrada em Arta Terme. Estrategicamente localizado próximo das subidas mais desafiadoras da Europa como o Zoncolan e o Monte Crostis é também cenário para diversas competições esportivas. Foi ali que conheci seu idealizador, o romano Emiliano Cantagallo que deixou o emprego de Guarda do Papa para se dedicar inteiramente ao ciclismo e a hotelaria na região da Cárnia.
      Eu já acompanhava seus vídeos na internet com ciclistas profissionais em lugares incríveis onde ele demonstrava a paixão que sentia por aquela terra. Estando tão perto eu não poderia perder a oportunidade de ter essa experiência. Através dos amigos Tácio e Marindia Puntel o encontro foi marcado. No outro dia já estávamos na estrada, eu, Emiliano e Alessandra que também veio de Roma e estava hospedada no hotel. Fiquei espantado com seus níveis de condicionamento físico. Normal para quem faz por volta de 150km todos os dias. Nesse dia aliviaram para mim, seriam 100km e “apenas” duas montanhas.
      Foi um dia inesquecível, apesar do ritmo forte, conversamos muito. Emiliano contava sobre cada lugar: Sella Nevea, Tarvisio, Montasio... Falamos sobre o acaso da vida. Dois romanos e um brasileiro nas montanhas da Cárnia unidos por um esporte e com visões de mundo semelhantes. No meio do caminho, fizemos uma parada no Lago del Predil. Contemplamos o lago cercado por montanhas e nos abraçamos como velhos amigos.
      Foram mais de 500 quilômetros pedalados entre Áustria, Itália e Eslovênia durante a primavera do hemisfério norte. Foram 15 dias de imersão cultural, descobrindo e aprendendo. Permaneci a maior parte do tempo entre Arta Terme e Paluzza. Sentia-me em casa convivendo com pessoas que possuem uma ligação genealógica e afetiva com nossa região. Daquela área saíram as famílias Anater, Prodorutti, Puntel, Maieron, Dassi, Muser e Unfer. Se não fosse pela língua e pelas montanhas, diria que estava na Linha dos Pomeranos ou na Serraria Scheidt.  Na fração de Cleulis, em Paluzza, conheci as casas que foram de alguns emigrantes. Construções em sua maioria de dois pavimentos e que ainda se mantem intactas e bem cuidadas.
      Foi de Cleulis que iniciei mais uma pedalada, agora até o Lago Avostanis. Não fazia ideia do que ia encontrar quando parti às 7 horas de um domingo ensolarado e frio. Logo comecei a subir por uma estrada de terra que serpenteava a Floresta de Pramosio. Muitas curvas. Seriam mais de cinquenta nos dez quilômetros até o topo. A inclinação era absurda. A mata fechada permitia que apenas alguns raios de sol atingissem a estrada. Quanto mais alto, mais a temperatura diminuía e a paisagem se transformava. Parei em uma placa indicativa que mostrava em detalhes como a vegetação se dividia conforme a altitude. Assustei-me quando percebi que havia percorrido apenas um terço do caminho. O silêncio era quase total, ouvia apenas a minha respiração e o barulho do atrito dos pneus com o cascalho.  O ambiente, muito bem preservado, é lar de cervos e coelhos selvagens que saltavam de um lado para o outro. Na altitude de 1500 metros está a Malga Pramosio. Malga é uma espécie de estabelecimento alpino de verão, geralmente um restaurante ou bar com produtos típicos. Segui em frente. O caminho a parti dali só é possível ser feito a pé ou de bicicleta. Ainda havia muita neve em alguns pontos, o que exigia colocar a bicicleta nas costas e caminhar sobre o gelo ao lado de um precipício. Foi assim que cheguei a quase 2 mil metros de altitude no Lago Avostanis que ainda estava congelado. Foi o lugar mais bonito de toda a viagem, uma beleza que só se revela para aqueles dispostos a enfrentar a si mesmos e a respeitar o poder da natureza em sua forma bruta.
      Durante esse tempo pedalando por antigas estradas romanas, cidades medievais, atravessando fronteiras e exposto a uma diversidade de culturas e tentando me adaptar a cada uma delas, percebi uma coisa que mais me chamou atenção: o respeito. O respeito não só com o ciclista, mas com o ser humano em si. E o respeito se transformava em solidariedade, em empatia. Por diversas vezes, em bares e restaurantes principalmente no Friuli, recusavam-se que eu pagasse a conta. Não sofri qualquer tipo de preconceito por ser brasileiro ou por não ter sangue “puro” italiano. Havia apenas curiosidade e fascínio de ambas as partes.
      Foram tantos os detalhes que me chamaram atenção durante esses dias que são difíceis de enumerá-los. Desde beber água direto das fontes à beira da estrada até a generosidade daquele povo. É poder conhecer coisas assim quer torna o ciclismo tão especial. Não é apenas o lugar em si. Mas o modo que você o visita. As pessoas e as histórias que conheceu. O que você precisou fazer para chegar até ele e o quanto dele ficou em você quando foi embora.
       
































    • Por ARQUITETO_VIAJANTE
      Olá pessoal, compartilhando com vocês esse passeio que fiz com meu namorado até Baia Formosa/RN de carro - buggy saindo de Natal/RN. Somos de Natal e assim como a maioria das pessoas que vivem aqui, não costumamos fazer esse tipo de passeio (apesar de ser um desperdício já que temos um litoral incrível, cheio de paisagens espetaculares) no máximo vamos as praias urbanas e só. No dia anterior ao passeio entrei em contato com o pessoal do insta @baiaformosa.rn e pedi uma indicação de passeio que poderíamos fazer em um dia  percorrendo a maior parte dos atrativos. Em Baia Formosa existem basicamente 3 tipos: buggy, quadricíclo e 4x4 onde opamos pelo de buggy por ser mais em conta para duas pessoas (R$ 350), lá você encontra até por R$ 280, mas como não conheciamos optamos por esse. Assim eles nos indicaram o cara que acredito ser o melhor e mais conhecido bugueiro da região, Welligton (84-99114-1756 @bugueirowellingtonbf) uma pessoa incrível, extremamente pontual e responsável. Ótima escolha!
      Depois de agendarmos com Wellington no dia anterior, partimos de Natal para Baia formosa de carro pela BR101, esse trajeto muito tranquilo dura cerca de uma hora e meia. Fomos direto para o centro da cidade onde havíamos marcado com ele as 9:30h e de lá partirmos para o primeiro destino que seria dá uma passada em Barra do Cunhaú para conhecer esse lindo lugar que faz parte do município vizinho a Baia Formosa, Canguaretama. Fomos pela praia antes que a maré subisse e o ja nos primeiros metros ainda na praia principal de Baia Formosa nos encantamos desde o inicio com um dos cenários principais da novela Flor do Caribe: água calma, tranquila, falésias, areia, vegetação...

      O passeio pela praia é de boa e leva de 15 a 20 minutos até Barra do Cunhaú. Chegando lá a visão é muito linda! Quem nos recebe é o rio Curimataú que em encontro com o mar fica verdinho e tranquilo. Nesse trecho a areia é bem branquinha e o pessoal pratica kite surf aproveitando os ventos favoráveis a esse esporte na região.
      Ali no rio ficamos por cerca de 40 minutos, tomando banho, agua de coco e deitando nas redes que eles colocam dentro da água. O consumo de bebidas e comidas nesse ponto é um pouco salgado mas é aquilo né, lei da oferta e da procura: colo lá tem poucas barracas, eles vendem caro mesmo.
      Depois pegamos o buggy e voltamos para Baia Formosa mas não mais pela praia e sim por dentro de uma fazenda pois o mar ja estava alto e nao havia faixa de areia para o carro passar. Essa mudança do trajeto já é informada desde o inicio para que a pessoa saiba que vamos passar por esse lugar que também é bem legal onde é cobrado um pedágio de R$ 10,00 por carro. Dentro dessa fazenda podemos ver a mata nativa de restinga, com vários rios e lagos entre dunas (tinha até vacas rssr). O Bugueiro nos leva ao alto de uma duna para ver a baia e é tudo muito perfeito: o mar com diversas tonalidades de azul, a areia, o coqueiral!!!

      Esse passeio por ali, com a parada na duna deve dá por volta de 30 a 40 minutos. Dali fomos em direção a Lagoa Araraquara mais conhecida como lagoa da coca-cola devido a tonalidade de suas águas que lembram o famoso refrigerante. Pra chegar lá saímos da fazenda e pegamos a estrada asfaltada de entrada da cidade, atravessamos todo o centro dela (passamos em frente da casa do campeão mundial de surf 2019 Ítalo Ferreira) descendo pelas praias do centro e indo em direção ao Sul . A lagoa fica dentro de uma reserva florestal muito importante para o RN e Brasil, a mata da Estrela que é o maior remanescente da mata atlântica sobre dunas do país, para chegar lá nós passamos por dentro dessa mata que é belíssima diga-se de passagem. A lagoa é muito interessante mesmo com suas águas escuras e quentes onde permanecemos por cerca de 30 minutos.
      Depois disso, partimos em direção a ultima praia do litoral potiguar, a praia do Sagi. No caminho passamos pelo farol do Bacubari e Museu do Mar, uma inciativa particular de um senhor que coleta espécies marinhas mortas na região e enterra numa espécie de cemitério que ele organizou. Depois ele expõe os cascos de tartarugas e ossos de animais interessantes como golfinhos, baleias, peixe-boi e outros.
       
      Continuando o passeio chegamos na praia do Sagi e como já passava das 12:00h, fomos direto no restaurante "reservar" nosso almoço. Aqui uma dica interessante dele: Fomos na Ombak - Camarão, cachaça e MPB (@cahacaria) para dá uma olhada rapida por lá, já que é uma cachaçaria bem interessante, ver o cardápio e já fazer o pedido (pois a montagem do prato demora uns 40 minutos) ou seja, escolhemos e fomos dá um passeio enquanto ficava pronto. Sim, isso é possivel!!!  Então, como tínhamos essa possibilidade, fomos direto para o limite entre o RN e PB que é o estuário do rio Curimataú, um lugar muito lindo  e tranquilo. Ali ficamos uns 30 minutos tomando banho no rio/mar e relaxando. Nesse espaço tem umas barracas onde se pode beber e comer petiscos. Ali também você consegue fazer passeio de barco e salto de tiroleza.
      Depois retornamos para o Ombak e o prato estava pronto, um camarão no coco verde com arroz maravilhoso, acompanhado com suco fresco de caju e de sobremesa cocada (R$ 95,00). Dali fomos fazer o passeio de canoa no Rio Sagi com direito a parada para tomar banho no interior do mangue num trecho com terra clara e plana. Quem for fazer esse passeio não deixe de conhecer Toreba, uma figura muito engraçada e carismática da região. O passeio com ele é super animado e interessante ($20 por pessoa) e dua reca de 30 minutos ou até 2 horas se a pessoa quiser ficar tomando banho de rio. Como queríamos apenas conhecer foi bem rápido. Vale salientar que quem quiser pode tomar banho de lama também  e não custa nada rrsrs.
      O passeio se encerra com a volta para o centro de Baia Formosa porém antes ainda teve uma surpresa do nosso bugueiro: ele nos levou para ver o por-do-sol num lugar fantástico!!! Não vou descrever, confiram na foto...

      Depois desse espetáculo o bugueiro ainda brincou com a gente fazendo manobras radicais e dando aquele grau de aventura ao passeio. De lá voltamos ao centro onde nos despedimos com a certeza que em breve voltaremos para aproveitar mais desse paraiso tão pertinho aqui de nós.
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    • Por Jonatas Elias
      Relato da viagem pela França
       
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    • Por lavidaesmara
      O Oceanogràfic de Valência, situado na Cidade das Artes e das Ciências, é o maior aquário da Europa. Conhece-o em:
      https://lavidaesmara.com/2020/07/08/dia-oceanografic-valencia/
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