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Diego Minatel

O nosso norte é o sul: Atravessando Brasil e Argentina até Ushuaia ou O caminho para o fim do mundo

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Parte 4 - Do Brasil para a Argentina

"Oh! Oh! Seu Moço!
Do Disco Voador
Me leve com você
Pra onde você for
Oh! Oh! Seu moço!
Mas não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem
Tanta estrela por aí" S.O.S, Raul Seixas

Logo que chegamos no posto já fomos sondar os caminhoneiros que haviam pernoitado por ali. Vinte minutos depois fui conversar com um caminhoneiro que estava escovando os dentes em frente ao seu caminhão. Me apresentei e expliquei rapidamente a viagem. Quando ele começou a falar só vi um monte de pasta de dente voando na minha direção. Tentei desviar. Porém, fui derrotado e como prêmio recebi uma enxurrada de saliva misturada com creme dental no rosto. O sangue subiu, mas quando eu ouvi o caminhoneiro dizer "Estou partindo agora, se quiser ir tem que ser já" engoli o orgulho e abri um sorriso, e respondi "Bora". Corri chamar o Matheus. Ajeitamos nossas coisas na cabine e partimos rumo a Itaqui.

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Foto 4.1 - Os arredores do posto

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Foto 4.2 - O caminhão vermelho no fundo foi o que viajamos

O início da viagem foi esquisito demais. Wagner, o caminhoneiro, fazia diversas perguntas que mais se parecia com uma entrevista de um sequestro. "Vocês tem dinheiro ai?", "Alguém de suas famílias sabem que vocês estão aqui agora?", "Precisa ter muito dinheiro pra viajar assim!", "Vocês sabem que tem muito louco pela estrada!", "Já sofreram algum tipo de violência com um caminhoneiro?". Essas foram algumas das frases que me lembro, mas foram meia hora desse tipo de conversa. O Matheus ficou mudo, não dizia nada. Por alguns segundos pensei em pular do caminhão (risos). Aos poucos fui tentando levar a conversa pra outro rumo. Até que começou a tocar Raul Seixas. Caralho! Tinha até esquecido do quanto eu gostava de ouvir aquelas músicas. Comecei a cantar. O Wagner também começou a cantar. O som da música foi para as alturas. A cara carrancuda do Wagner começou a esboçar os primeiros sorrisos. Quando começou tocar S.O.S. e troquei o trecho "Oh! Oh! Seu Moço! Do disco voador me leve com você pra onde você for" por "Oh! Oh! Seu Moço! Do caminhão me leve com você pra onde você for" ele deu risada e nesse momento as conversas tomaram um rumo diferente. E assim, começamos a conhecer as teorias de Wagner. 

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Foto 4.3 - O caminho

A primeira teoria ele nos explicou quando tocava Cowboy Fora da Lei, no trecho que diz "Oh, coitado, foi tão cedo. Deus me livre, eu tenho medo. Morrer dependurado numa cruz" o Wagner logo emendou "Foi brincar com o Homem e logo morreu, claro que tem ligação!". Depois começamos falar de política (assunto perigoso quando se é caroneiro!) e ele começou a introduzir sua frase típica, pra qualquer político ele sempre dava mesma resposta: "O Lula aquele Zé Buceta! Nem sabe que eu existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito.", "O Bolsonaro aquele Zé Buceta! Nem sabe que eu existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito.". Depois foi a vez do futebol, e ele era assertivo na sua frase: "Jogadores de futebol são tudo Zé Buceta! Nem sabem que eu existo, pra que vou torcer se vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito." (risos). A sua opinião de mundo se resumia nisso "Zé Buceta! Nem sabe que existo, vou ter que continuar trabalhando do mesmo jeito", confesso que é uma boa visão de mundo, mas tornava o Wagner previsível até então. 

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Foto 4.4 - Mais um pouco do caminho

Quando começou tocar Quando Acabar o Maluco Sou Eu, o Wagner começou se autodenominar como maluco, mas logo fez uma mea culpa falando que era o único da família assim. E assim, começamos a conhecer o Wagner de verdade. Disse que tinha muitos irmãos e que a maioria era estudado e falava com orgulho de um irmão que morava e trabalhava na Alemanha. Depois, contou a história de sua mãe e como ele sentia ter perdido ela tão cedo. Falou da sua esposa e da sua filhinha. Disse que jogou futebol e foi da base do Santos junto com o Robinho. Seu pai era da aeronáutica e por agora ele estava tirando brevê de voo, mas logo emendou com a seguinte frase "Aqueles Zé Buceta cobram caro demais por aula! Ai tenho que trabalhar muito mais". Disse também que quase não parava na sua casa e que estava trabalhando muito, emendando uma carga na outra. E nos contou de quando era caminhoneiro em outra empresa e viajava pela Argentina rumo a Terra do Fogo. Ele não gostava de argentinos de jeito nenhum, não entendi o porque, mas toda vez que ele falava de argentinos ele se referia como aqueles Zé Buceta (risos). Quando acabou as músicas do Raulzito, começou a tocar Astronauta de Mármore do Nenhum de Nós e nesse momento ele disse "Vocês não tem fome não, sobe ali e pega um pacote de bolacha pra nós comermos.".

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Foto 4.5 - O carro vermelho no caminho

Comemos. A distração do Wagner é buzinar pra pessoas distraídas na pista. Ele dava risada com isso e eu também. Nos cagamos de dar risada quando o Wagner disse "Olha que vaca rica!" ao vermos uma vaca sozinha num pasto imenso. Agora nós três eramos bons amigos e as conversas rolavam naturalmente. A partir daqui o tom das conversas foi mais para as brincadeiras e risadas, e a música acompanhou, nesse momento começou tocar só música de balada. Wagner deixou o volume no máximo. Tocou até Harlem Shake e seu "Con los terroristas". Foi engraçada e perplexa toda aquela situação. Confesso, que estava curtindo aquela balada ambulante pela qual viajávamos. Ai o caminhão parou, ele nos disse que ali deixaria nós. Era a entrada de Itaqui (cidade distante 100km de Uruguaiana). Ele seguiria para a Camil carregar o caminhão com arroz. E assim, nos despedimos dessa figura que é o Wagner e voltamos para a rodovia. 

Wagner foi um cara que lembraríamos por toda a viagem. Seu jeito esquisito no início deu lugar a um cara gente boa demais. A sua maneira ele é um cara de coração grande. Tanto que para mim a música tema dessa viagem é S.O.S. do Raul Seixas, toda vez que eu tinha uma chance eu colocava essa música durante a viagem. Creio que seu jeito esquisito de início foi uma defesa natural por dar carona para dois caras, ele estava em desvantagem naquela situação. Se nos sentimos em perigo por um momento, ele também deve ter se sentido em perigo também, apesar de nossas caras de bobos (risos). Gosto de gente como o Wagner, de fala fácil, sem papas na língua e que sai do comum e fala o que pensa (mesmo que isso resuma o resto do mundo em Zé Buceta). 

Depois seguimos caminhando pela rodovia. Toda vez que um veículo passava por nós erguíamos o dedão da esperança. E assim fomos até chegar num posto rodoviário. O movimento de caminhões e carros era baixo. Sondamos os caminhoneiros parados, mas a maioria iria carregar o caminhão de arroz ali perto. Tava quente demais. O Matheus deu uma olhada no BlaBlaCar e tinha um carro saindo por aquela hora para Uruguaiana. Era baratinho, acho que estava dez reais e resolvemos seguir de BlaBlaCar. Uns minutos depois do meio dia o Guilherme parou no posto rodoviário e seguimos viagem com ele. 

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Foto 4.6 - A saída do posto

Fiquei na parte de trás esmagado pelos mochilões. Matheus dessa vez tomou a dianteira das conversas. Eu pouco conversei e só ouvia a conversa dos dois. Guilherme é um ex militar que agora é vendedor da Convex. Estava se acostumando com essa nova vida. Tinha descoberto o BlaBlaCar no dia anterior, que sorte a nossa. E seguia para Uruguaiana para tentar fazer algumas vendas e fechar melhor o mês de novembro. Geralmente, eu não falava sobre o meu mestrado, mas nesse dia com o Guilherme eu descobri que falar o que eu fazia criava uma confiança entre a pessoa que nos dava carona, além de criar uma curiosidade e deixar a pessoa meio sem entender porque viajava daquele jeito. Enfim, fiz mestrado em inteligência artificial. Guilherme ficou bastante curioso conosco e sua conversa com o Matheus fluía bem.

O caminho ao redor não muda nada de São Miguel das Missões até Uruguaiana. Muitos silos e plantações de arroz pelo caminho. Guilherme falou bastante sobre sua vida no exército. Ele é um cara articulado e fala muito bem, acho que a profissão de vendedor tem tudo haver com ele. Falou das suas muitas viagens e missões como militar. O curioso que ele se autodenominava ex milico, sempre achei que milico era um termo pejorativo pra militar. Ele é viajante também e está preparando uma viagem de moto até Ushuaia. Estava com saudades da mulher e da filha e depois de Uruguaiana seguiria direto pra sua cidade rever as duas. Atravessamos uma ponte com sinaleiro, onde só da pra passar carros por apenas um sentido por vez. Depois disso nos aproximamos de Uruguaiana. A viagem foi bem legal, o Guilherme é um cara gente boa demais. Ele nos deixou próximo a casa de câmbio e nos explicou por onde teríamos que seguir para atravessar a fronteira. Demos um abraço de despedida no Guilherme e seguimos nosso caminho. 

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Foto 4.7 -  A tal ponte

Cambiamos parte do nosso dinheiro. A ideia era levar todo o dinheiro em espécie para melhor controlar ele e saber o momento de voltar. Assim, com uma parte em pesos argentinos e outra em reais, para cambiar no futuro, seguimos para a fronteira. Estávamos com fome e no meio do caminho paramos pra comer um lanche. Aproveitamos e compramos um adaptador universal para carregar os celulares na Argentina. Ficamos sabendo que não se pode cruzar a pé a ponte que une Brasil e Argentina. Quando eu conversava com o tiozinho do lanche para pegar mais informações das maneiras possíveis de atravessar a fronteira, um senhor veio falar comigo. Seu nome é Jadir e se ofereceu para nos levar até a aduana argentina. Colocamos as mochilas na caçamba e entramos na sua caminhonete. O trecho não durou dez minutos, mas deu pra conversar bastante com o Jadir. Ele é representante de produtos hospitalares e ficou bastante preocupado com a nossa viagem, dizia que a Argentina era um país muito perigoso atualmente. A conversa foi boa e ele no final parecia nosso pai, cheio de conselhos sobre segurança e ainda deixou seu cartão comigo caso precisássemos de algo por aquele dia ou no futuro. Que satisfação conhecer o Jadir, que ao ver nós com uma necessidade não hesitou em nos ajudar.

Demos um tempo na aduana antes de cruzar a fronteira, pois ainda tínhamos internet no celular. Cruzar a fronteira foi bem tranquilo. Enfim, estávamos na Argentina. Agora caminhavamos por Paso de los Libres e assim, seguimos para a rodoviária da cidade. A cidade parece mais um bairro. Ouvimos dizer que a cidade é violenta, não sei ao certo, mas a cidade é bem pobre. Chegamos na rodoviária e todos guichês estavam fechados. Esperamos mais um pouco e logo os guichês começaram a abrir. Pesquisamos os preços dos ônibus para Buenos Aires. Na Argentina tem-se desconto pagando em dinheiro e somado que naquele final de semana começaria o G20 na capital (e ninguém queria estar na sitiada Buenos Aires), conseguimos um desconto de quase 50% no valor da passagem. Ficamos horas e horas na rodoviária da diferente Paso de los Libres. Com o passar das horas já estava acostumado com o espanhol. No meio da noite chegou o nosso ônibus. Agora a viagem seguiria para Buenos Aires.

Esse dia foi um bom dia. Conseguimos duas caronas e uma carona por BlaBlaCar, além de pagar bem baratinho para chegar até Buenos Aires. Percorremos muitos quilômetros em companhia de diferentes pessoas e de muita conversa. Estar na Argentina era simbólico para nós, pois parecia que só agora a busca pelo fim do mundo tinha começado. Nesse momento o frio na barriga começou a me dominar. Agradeço de coração ao Wagner, Guilherme e Jadir pelas caronas. E como falei muito do Raulzito nessa parte, queria terminar com um pedaço de sua música Por Quem os Sinos Dobram (nome tirado do livro de mesmo nome do Ernest Hemingway): 

"Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado, é
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais" Por quem os sinos sobram, Raul Seixas

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Parte 5 - Buenos Aires, la capital

"Há algumas coisas que não se pode aprender rapidamente, e o tempo, que é só o de que dispomos, cobra um preço alto pela aquisição delas. São as coisas mais simples do mundo, e porque leva a vida inteira de um homem para conhecê-las, a pequena novidade que cada homem extrai da vida custa muito caro e é a única herança que ele poderá deixar." Morte ao Entardecer, Ernest Hemingway

Chegamos em Buenos Aires. A cidade estava sitiada, pois era dia do início do G20 e tinha sido declarado feriado. (O G20 é um grupo formado pelas dezenove maiores economias do mundo (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) mais a União Européia. Esse grupo representa 90% do PIB mundial e tem como intuito facilitar o comércio mundial.). A rodoviária do Retiro estava fechada e descemos na rodoviária Liniers. Caminhamos na direção da estação de trem. Ao chegar descobrimos que as estações de trens e os metrôs estavam fechados, além da diminuição de frequência dos ônibus circulares. Precisávamos chegar no bairro da Recoleta, lugar que é bem próximo de onde estava sendo a reunião do G20. Entramos no ônibus e descobrimos que não se aceita dinheiro vivo como pagamento, tem que ter o cartão SUBE para utilizar os transportes públicos. O motorista nos deixou subir mesmo assim. Depois de um bom tempo de bus descemos em algum lugar do centro. 

O Matheus já havia estado em Buenos Aires e sabia se locomover um pouco pela cidade, no meu caso era a primeira vez na capital argentina. Fomos caminhando em direção da nossa hospedagem com o auxílio do Maps.me. Precisávamos de wifi para avisar a pessoa que ia nos receber que havíamos chegado. Avistamos uma cafeteria aberta e o Matheus entrou para pedir se podíamos usar por um momento a internet. Mathias, o garçom, com uma amabilidade fora do comum passou a senha do wifi para nós. Logo depois, ele trouxe quatro medialunas e dois cafés. Nesse momento pensei comigo "Nos ferramos vamos ter que pagar esse café da manhã nesse lugar caro.". Comemos e usamos a internet. O Mathias ainda trouxe água para nós. Na hora que perguntamos quanto tinha ficado o Mathias deu risada e disse que era por conta da casa. Ele ainda perguntou se queríamos levar umas medialunas para comer depois. Não levamos as medialunas para viagem, mas ficamos conversando um pouco com o Mathias enquanto a cafeteria continuava vazia. Depois de uns minutos nos despedimos do Mathias e seguimos nosso caminho. 

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Foto 5.1 - Os cafés e as medialunas

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Foto 5.2 - Mathias, o gente boa

Esse episódio do Mathias é muito importante para mim. Parece algo simplório, mas não é. Minha primeira reação ao ver ele trazendo o café e as medialunas foi duvidar da sua índole e pensar que ele havia dado a senha do wifi em troca de consumirmos aquilo. Como esse pensamento me torturou depois, me senti um hipócrita. Mathias foi coração puro e eu no meu pré conceito criei uma falsa imagem desse cara gente boa demais. 

Chegamos no nosso destino. Silvina com seu sorrisão veio nos receber. Ela mora há quatro anos em Piracanga, na mesma ecovila que o Matheus morava antes da viagem. Estava de férias e veio rever a família, tinha chegado no dia anterior em Buenos Aires. Nos próximos dias ela faria um curso de ioga em uma cidade vizinha, então esse seria nosso primeiro e único contato com ela na nossa estadia em Buenos Aires. Silvina apresentou sua mãe, Carlota, e sua casa. Tomamos mate. Minutos depois a Carlota inaugurou a pergunta que iria nos acompanhar por todos os nosso dias na Argentina. A pergunta foi "Brasil, como puede eligir Bolsonaro?" (risos). Tomamos banho e logo fomos caminhar. A Silvina nos acompanhou por um tempo, depois quando já era hora dela seguir pro curso nos despedimos da Silvina e seguimos.

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Foto 4.3 - Silvina e o mate argentino

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Foto 4.4 - Matheus, Silvina e Eu (A despedida)

Caminhamos em direção ao Obelisco. Não era possível caminhar próximo do Obelisco, tinha muita polícia em todo o lugar. Assim, resolvemos sair daquela muvuca e fomos na direção do cemitério da Recoleta. Nunca tinha entrado num cemitério como atração turística. Ouvi dizer que esse cemitério é o segundo mais visitado do mundo. As lápides são gigantes e cheias de luxo, é um lugar diferente e bonito. Muitas celebridades e presidentes argentinos estão enterrados nesse cemitério, mas a principal atração é o túmulo de Evita, a mãe dos pobres.

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Foto 4.5 - A entrada do cemitério

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Foto 4.6 - O caminho para as lápides

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Foto 4.7 - A lápide de Eva Perón, a Evita

Depois passamos o resto do dia caminhando pelos arredores de Palermo e seus muitos parques. Conhecemos a incrível Florales Generica. Passamos pelo lindíssimo Planetário. No Planetário vi uma cena inédita na minha vida, sentei e parei para ver diversos youtubers brasileiros gravando vídeo naquela belezura de lugar. Eles davam diversas dicas de como ganhar dinheiro, ser rico, de viver viajando. Enfim, tinham fórmulas prontas pra tudo. Achei meio bizarro tudo aquilo. No resto do dia ficamos caminhando pelos parques de Palermo, e confesso é um mais bonito que o outro.

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Foto 4.8 - Florales Generica

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Foto 4.9 - O planetário

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Foto 4.10 - Arredores de Palermo

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Foto 4.11 - Em um dos parques de Palermo

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Foto 4.12 - Arredores de Palermo

No dia seguinte, acordamos e partimos para o bairro de La Boca para conhecer o Caminito. Caminito é um lugar bacana demais, cheio de música, dança e comida. As cores fortes dão um charme a mais ao lugar. Depois seguimos pela linha do trem e fomos conhecer a frente do estádio do Boca, a La Bombonera. Na verdade queria mesmo era ter assistido um jogo naquele caldeirão. Na volta pro Caminito avistei um grafite do Riquelme. Talvez o Riquelme seja o jogador que mais gostei de assistir. Ver o Riquelme em tintas na mesma pose em que comemorava seus gols, não teve como não lembrar das Libertadores de 2000, 2001 e 2013 (risos). Antes de irmos embora comemos um choripan (pão e linguiça).  

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Foto 4.13 - O Caminito

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Foto 4.14 - O Papa Francisco

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Foto 4.15 - As cores de La Boca

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Foto 4.16 - A espera do Tango

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Foto 4.17 - Mais cores

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Foto 4.19 - As lojas

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Foto 4.19 - La Bombonera

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Foto 4.20 - Riquelme

Na sequência seguimos de ônibus para Puerto Madero. Descemos em um lugar esquisito, depois de caminhar uns dois quarteirões percebi que estávamos numa região de prostituição. Cheio de gente mal encarada. Andamos por algum tempo meio sem saber pra onde íamos. Chegamos numa rua movimentada e nos localizamos. Caminhamos bastante. Chegamos em Puerto Madero. Em Puerto Madero tem diversas estátuas de símbolos do esporte argentino como: Juan Manuel Fangio, Ginóbili, Lucha Aimar, entre outros, mas o que chamou a atenção foi que estátua do Messi estava inteiramente depredada, não sei se isso foi depois da Copa. Outra coisa que chamou a atenção em Puerto Madero foi os carrinhos de choripan e as muitas pombas. Vimos uma cena que as pombas comiam as linguiças de um desses carrinhos enquanto a dona do carrinho fazia outras coisas. Deve ter dado um bom tempero para os próximos choripans (risos).

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Foto 4.21 - Ônibus em Buenos Aires

No outro dia, um domingo, partimos para conhecer a feira de San Telmo. A feira é incrível. Tem muita coisa legal pra ver. Tem boa música por todas as partes. Tem tango também. Muito doce de leite. Acho que nesse dia comemos meio quilo de doce de leite só de experimentarmos as amostrinhas das lojas. E ainda tem a Mafalda sentada num banquinho. Eu sou fã da Mafalda, para mim foi legal tietar ela ali. Não tem como descrever as sensações de estar ali na feira de San Telmo, com toda certeza foi a melhor parte de estar em Buenos Aires.

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Foto 4.22 - A feira de San Telmo

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Foto 4.23 - Miguelito, Mafalda, Eu e o Manoelito

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Foto 4.24 - A feira de San Telmo

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Foto 4.25 - Melhor maneira de se locomover com os filhos

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Foto 4.26 - O tango não tem idade

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Foto 4.27 - Matheus modelando, novamente

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Foto 4.28 - O teto de guarda-chuva

Pela tarde conhecemos a Casa Rosada e seus arredores. Caminhamos solitários por caminhos que normalmente estariam entupidos de gente e carros. Avançamos até perto do Obelisco. Seguimos caminhando pela Avenida 9 de Julio. Encontramos um grupo de pessoas dando abraço grátis. Abraçamos o grupo todo.

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Foto 4.29 - A Casa Rosada

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Foto 4.30 - O vazio que o G20 trouxe

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Foto 4.31 - Um prédio

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Foto 4.32 - Ao lado da Casa Rosada

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Foto 4.33 - Outra vista da Casa Rosada

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Foto 4.34 - A praça

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Foto 4.35 - A cidade vazia

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Foto 4.36 - Obelisco

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Foto 4.37 - Eu e a Buenos Aires vazia

Na Recoleta tem uns bancos distribuídos pelo bairro que parecem sofás. Fiquei diversos dias imaginando como aqueles sofás nas ruas eram chiques, mas ao mesmo tempo fiquei pensando como aquilo deveria ser fedido e um caos quando chovia. Em nenhum momento, tive a curiosidade de sentar nesses sofás. Nesse dia a curiosidade falou mais alto e sentei no banco. E a surpresa e uma sensação de burrice me contaminou. O banco é de pedra, uma pedra toda esculpida para parecer um sofá, mas é de pedra (risos). Ai fiquei dando risada sozinho de como tinha sido juvenil em achar que aquilo era um sofá de verdade.

Outra coisa que me chamou a atenção em Buenos Aires foi os sinaleiros. O sinal amarelo acende antes do verde, o que dá uma impressão da largada de uma corrida. E o sinal de pedestres fica verde junto com o de carro, explicaram que a preferência é do pedestre, mas sempre me embananava ao atravessar a rua.  

Depois encontramos a Brown, uma amiga do Matheus que estava morando em Buenos Aires. As conversas sempre voltavam para a política. Ela nos contou que sempre que conhecia um argentino ouvia a mesma pergunta "Brasil, como puede eligir Bolsonaro?". Conosco era o mesmo. A Brown falou uma coisa que me chamou a atenção. Ela disse mais ou menos assim: "Brasil e Argentina são dois países parecidos, onde politica é tratada como futebol. Os dois países estão divididos. A única diferença que eu vejo é que aqui ninguém discute Direitos Humanos, todos entendem como conquistas inalienáveis. Já no Brasil ainda discutimos Direitos Humanos.". 

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Foto 4.38 - Matheus, Eu e a Brown

Acordamos um pouco mais tarde hoje, era o dia da partida. Conhecemos o Dani, que tinha pernoitado na casa da Silvina também, ele estava viajando por poucos dias e estava no Uruguai, atravessou o Rio da Prata para rever a Silvina, eles moraram juntos em Piracanga anos atrás. Ele já seguiria de volta pro Uruguai no mesmo dia. Tomamos café da manhã com a Carlota nesse dia. Conversamos bastante.  Pela primeira vez tivemos a oportunidade de ter uma conversa de longo prazo com a Carlota. Descobrimos que ela é psicóloga e socióloga. Uma mulher cheia de opiniões e uma boa visão de mundo. Foi muito boa essa conversa e ficou aquele gostinho que devíamos ter feito isto antes. A Carlota ainda ensinou o Matheus a preparar mate. Já era mais de meio dia, demos um abraço apertado na Carlota e seguimos para a rodoviária do Retiro. 

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Foto 4.39 - Dani, Matheus, Carlota e Eu.

Os dias, na capital argentina, foram tranquilos. Apesar de não querer passar por cidades grandes, me surpreendi com a beleza da cidade. Sua arquitetura toda harmônica é uma beleza pra vista. O G20 esvaziou o centro da cidade, e isso se mostrou bom para nós que pudemos caminhar tranquilamente por todos os pontos turísticos da cidade. Caminhamos muito, muito mesmo, mas sempre devagarinho. Saíamos cedinho da casa da Carlota e voltávamos no meio da noite. A calmaria, desses dias, foi muito boa e ainda tive a sorte de conhecer a tão badalada capital argentina. E muito obrigado para Silvina e Carlota por nos acolherem. Muchas gracias y besos!

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    • Por Diego Minatel
      Para mim é algo realmente complicado traduzir em palavras os momentos vividos nos dias da minha viagem. Viagem esta que não se traduz num simples mochilão ou turismo de longa duração. Foi o encontro de uma pessoa comum com seu sonho de andar por terras que tanto o inspiraram, terras mãe da esperança, terras de homens e mulheres feitos de histórias e de coração, corações gigantescos. O sentimento que fica depois de quase seis meses na estrada é o de gratidão, do agradecimento as infinitas pessoas que ajudaram esse pobre viajante das mil e uma maneiras possíveis, para vocês meu muito obrigado.

      Foto 1 - A companheira de viagem
      Tinha uma vida igual a tantas outras, era bem razoável por sinal, mas a vontade de caminhar e estar frente a frente com o novo me atormentava todos os dias. Queria conhecer com meus olhos as diferenças, os sotaques, as comidas, as belezas. Desejava não ter pressa, fazer tudo no seu tempo necessário, não estar preso a rotina dos dias e principalmente aprender. Sim, aprender, não com fórmulas prontas e nem sentado dentro de uma sala de aula. Queria aprender com experiências. Queria conhecer pessoas. De alguma forma queria fugir da minha vida cotidiana, não por ela ser ruim, mas pelo desejo de se conhecer e assim, quem sabe, voltar uma pessoa melhor. Quando esse sentimento passou a ser insuportável decidi que tinha que partir.
      Por um ano ajuntei algum dinheiro, queria ficar seis meses na estrada. A grana não era o suficiente, mas suficiente era a minha vontade. Dei um ponto final no trabalho. Abri o mapa e não tinha ideia por onde começar. Decidi não ter um roteiro, apesar de ter muitos lugares em que eu queria estar.
      Assim começa a minha história (poderia ser de qualquer um). O relato está dividido da seguinte forma:
      Parte 1: de Rio Claro ao Vale do Itajaí
      Parte 2: Cânions do Sul
      Parte 3: de Torres a Chuí
      Parte 4: Uruguai
      Parte 5: da região das Missões a Chapecó
      Parte 6: Chapada dos Veadeiros e Brasília
      Parte 7: Chapada dos Guimarães
      Parte 8: Rondônia
      Parte 9: Pelas terras de Chico Mendes, Acre
      Parte 10: Viajando pelo rio Madeira
      Parte 11: de Manaus a Roraima
      Parte 12: Monte Roraima y un poquito de Venezuela
      Parte 13: Viajando pelo rio Amazonas
      Parte 14: Ilha de Marajó e Belém
      Parte 15: São Luis, Lençóis Maranhenses e o delta do Parnaíba
      Parte 16: Serra da Capivara
      Parte 17: Sertão Nordestino
      Parte 18: Jampa, Olinda e São Miguel dos Milagres
      Parte 19: Piranhas, Cânion do Xingó e uma viagem de carro
      Parte 20: Pelourinho
      Parte 21: Chapada Diamantina
      Parte 22: Ouro Preto e São Thomé das Letras
      Parte 23: O retorno e os aprendizados
      O período da viagem é de 01/10/2015 a 20/03/2016. De resto não ficarei apegado nas datas exatas em que ocorreram os relatos que irão vir a seguir, tampouco preocupado em valorar tudo. Espero contribuir com a comunidade que tanto me ajudou e sanar algumas dúvidas dos novos/velhos mochileiros.
    • Por matheusinacioca
      E aí, tudo bem
      Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas...
      Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro.
      Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus... 
       
      Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira:
       
      BUENOS AIRES: 3-5 dias
      BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm)
      EL BOLSON: 4 dias
      EL CALAFATE: 3 dias
      EL CHALTEN: 5 dias
      PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias
      USHUAIA: 5-7 dias.
       
      *Outras duvidas:
      1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá.
      2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre??
      3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia?
      4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice?
      5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy??
      6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb...
       
      Desde já muito obrigado galera
    • Por matheusinacioca
      E aí, tudo bem
      Estou terminando de organizar minha viagem e preciso de algumas dicas...
      Meu voo de ida chega em Buenos Aires dia 19.01.19 (onde já tenho reservado no HOSTAL MILLHOUSE AVENUE até dia 22.01.19) e meu voo de volta sai de Ushuaia dia 23.02.19; concluindo assim 36 dias de roteiro.
      Meu segundo destino depois de BNA é Bariloche (vou de ônibus, empresa: VIA BARILOCHE). A partir de Bariloche a ideia é ir para el Bolsón, el Calafate-el Chaltén, Puerto Natales (parque Torres del Paine), e por fim, Ushuaia. Pretendo fazer todos esses trajetos de bus... 
       
      Minhas duvidas são em relação da quantidade de dias que reservo para cada cidade... Pensei da seguinte maneira:
       
      BUENOS AIRES: 3-5 dias
      BARILOCHE: 4 dias (até pensei em ficar mais, mas devido ao preço da cidade não sei se convêm)
      EL BOLSON: 4 dias
      EL CALAFATE: 3 dias
      EL CHALTEN: 5 dias
      PUERTO NATALES (P.TOR.PAINE): 6 dias
      USHUAIA: 5-7 dias.
       
      *Outras duvidas:
      1.devo agregar no trajeto: Villa la Angostura??... vi que tem bastante coisa legal por lá.
      2. de el Calafate vou para Puerto Natales, onde o objetivo é fazer o Parque Torres del Paine, acho que vou acabar optando pelo W, alguém tem alguma dica sobre??
      3. posterior ao Parque Torres del Paine, tenho que voltar para el Calafate pra descer até Ushuaia, trajeto que pretendo fazer de ônibus, vi que tenho que ir primeiro para Rio Gallegos... seria interessante reservar 1-2 dias para conhecer está cidade? ou melhor sigo direto para Ushuaia?
      4. en el Calafate, no glaciar Perito Moreno... minitrekking vs. big ice... já li tanto sobre isso que ainda não consegui decidir... alguém que fez, tendo em conta os valores, vale a pena o Big Ice?
      5. el Chaltén, pode fazer camping no Fitz Roy??
      6. Estendo para 5 dias em Buenos Aires antes de descer para Bariloche, ou 3 já está de bom tamanho?? quero conhecer Tigre tb...
       
      Desde já muito obrigado galera


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