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ūüď∑ Texto original com fotos aqui:¬†http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/

√Č dif√≠cil n√£o colocar uma noite sob o estrelado c√©u do¬†Deserto do Saara¬†como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo¬†Marrocos!

V√°rias empresas, hot√©is e hostels oferecem roteiros at√© o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do¬†Marrocos, mas como est√°vamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um √īnibus tur√≠stico n√£o agradava a nenhum de n√≥s, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.

Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!

Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.

A solu√ß√£o foi inusitada, mas n√£o poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simp√°tico funcion√°rio do¬†Riad Dar Outeba, onde est√°vamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no¬†Deserto do Saara, nunca pensei que seria poss√≠vel ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra ‚Äúluxo‚ÄĚ n√£o combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experi√™ncia, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.

O valor oficial do acampamento onde ficamos √© de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo d√° por volta de 60‚ā¨ e inclui: Transporte ida e volta de 4√ó4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, caf√© da manh√£, garrafinhas de √°gua gelada, ch√° de boas vindas e estacionamento em Merzouga.

Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.

Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando ch√° de menta num calor de 40¬ļ) at√© que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!

H√° algumas formas de chegar at√© os acampamentos; de 4√ó4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromed√°rios. Eu estava decidida a n√£o ir com a √ļltima op√ß√£o, pois acho que √© uma forma de explora√ß√£o animal e apesar de saber que o corpo deles √© preparado para esse tipo de clima e de ‚Äúfun√ß√£o‚ÄĚ, n√£o acho certo e n√£o quis apoiar a pr√°tica. Como o quadriciclo era a op√ß√£o mais cara, decidimos ir de 4√ó4.

Ficamos sabendo que atualmente, para a seguran√ßa dos turistas, n√£o √© mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do¬†Deserto do Saara, ent√£o todos eles agora ficam a uma curta dist√Ęncia da cidade. De 4√ó4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emo√ß√£o de um rali pelas dunas! De dromed√°rio o tempo √© em m√©dia 1h30.

O acampamento fica em um vale em meio √†s dunas e √© encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e at√© tomadas e entradas USB! S√£o 8 tendas e mais um espa√ßo comum para as refei√ß√Ķes. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme √†quele lugar que parecia cen√°rio de filme!

Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!

Caminhamos at√© o topo de uma duna, de onde a vista √© de tirar o f√īlego, e arriscamos algumas descidas de¬†sandboard. L√° de cima vimos um p√īr do sol t√£o lindo que entrou para o top 5 da minha lista imagin√°ria!

Mesmo n√£o sendo t√£o afastado da civiliza√ß√£o, a sensa√ß√£o √© de estar no meio do nada. √Č uma emo√ß√£o incr√≠vel caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um gr√£ozinho de areia! Naquele momento est√°vamos animados demais para apreciar o sil√™ncio do Deserto, mas n√£o imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.

Na volta para o acampamento passamos pelo ‚Äúestacionamento de dromed√°rios‚ÄĚ e obviamente n√£o resisti √†quelas carinhas sorridentes! Eles s√£o d√≥ceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de n√£o ter ido at√© l√° sobre suas corcovas. N√£o √© que eles n√£o sejam bem tratados, mas v√™-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados n√£o me pareceu certo.

Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!

Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.

Quando j√° est√°vamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresenta√ß√£o de m√ļsica berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos t√≠picos.

De forma bastante simplificada, os berberes s√£o o povo do deserto. H√° diferentes ramifica√ß√Ķes e diferentes l√≠nguas (que s√£o no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles √© de ser um povo livre. Talvez por seu passado n√īmade, tenham se tornado mais abertos em rela√ß√£o √† v√°rias ideias, e essa foi uma das mais agrad√°veis surpresas da viagem.

Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.

E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.

Eu sei que a essa altura voc√™ deve estar se perguntando, e os escorpi√Ķes? N√≥s n√£o vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. N√£o fiquei descal√ßa e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais n√£o √© muito comum v√™-los durante o dia, eles preferem sair √† noite quando o clima est√° mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpi√Ķes enormes e at√© cobras. L√° eles est√£o preparados caso avistem um, mas √© sempre bom ficar atento.

No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.

ūüď∑ Texto original com fotos aqui:¬†http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/

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Passaste ao escrever bastante da emo√ß√£o e das sensa√ß√Ķes desta experi√™ncia. O Marrocos √© mais do que uma viagem √© um conjunto fant√°stico de experi√™ncias. Devo voltar em 2020. Fiz uma viagem de carro l√° em 2016 e fiz amigos. Se quiser d√™ uma olhada em meu relato.

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@D FABIANO Em Marraquexe e no acampamento do deserto algumas pessoas até arranham um espanhol sim, mas também dá pra se comunicar em inglês sem problemas. Eu fiquei no inglês/francês e deu tudo certo. Nas cidades menores é mais difícil, aí acaba sendo mais o francês mesmo, mas as pessoas são bastante simpáticas e arrumam um jeito de se comunicar. 

Não sei se falam espanhol na imigração mas não achei muito rígido não. Só fizeram algumas perguntas simples e tivemos que preencher um papel com alguns dados (todos os passageiros de todos os voos precisam). O aeroporto de Casablanca é muito muito confuso, mas fora isso não tive grandes problemas. Caso você saia do aeroporto e precise entrar de novo tem que passar as malas por um raio x.

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    • Por Schumacher
      Dia 1
       
      Em janeiro de 2020, antes da pandemia assolar o mundo, parti para minha √ļnica viagem internacional no ano. Segui de √īnibus de Floripa a Porto Alegre, embarcando¬†no voo da Cabo Verde Airlines at√© a ilha do Sal (826 reais pela ida).
       
      A cia aérea deixou a desejar bastante, pois o avião não era grande, as telas de vídeo estavam desligadas, não havia tomadas, o jantar estava quase congelado e nem café da manhã foi servido.
       
      Dia 2
       
      Ao desembarcar às 6 e meia, tirei o visto ao custo de 3400+2500 escudos cabo-verdianos (110 escudos = 1 euro). Tive o azar de ir antes da isenção do visto começar a valer.
       
      Fui até a via principal em frente ao aeroporto e parei a primeira picape cheia de gente em direção à distante cidade de Santa Maria. Esse meio de transporte me custou apenas 100 escudos, enquanto que um táxi sairia por 15 euros!
       
      Deixei a mochila no quarto compartilhado do albergue Xamedu Sal, que fica na borda da parte menos subdesenvolvida da cidade, e saí a caminhar pela parte arenosa a leste. Duas noites nessa hospedagem me custaram 3469 escudos.
       

       
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      Voltei atravessando a salina que ainda opera e que dá nome à ilha do Sal.
       
      Na virada pra tarde, almocei a tradicional cachupa (feij√£o, milho, ovo e alguma carne) por 3 euros no Caf√© del Mar. √Āgua de meio litro por 150 escudos, salgado.
       

       
      Em seguida, segui pela praia principal, onde fica um p√≠er e a maioria dos turistas brancos. As constru√ß√Ķes s√£o mais bonitas por aqui e h√° diversas lojas de souvenires.
       

       
      Caminhei uma eternidade entre resorts até a praia de Ponta Negra. Bem bonita.
       
      Na volta à rua Pedonal, me deliciei com sorvete italiano na Gira Mundo: 3 bolas por 350 escudos.
       
      Mais além, fui ao restaurante d'Angela degustar mariscos. Entre os disponíveis, pasmem, cracas (500 escudos)! E não era ruim, apenas difícil de comer. Um caneco de cerveja (250 escudos) acompanhou a refeição do final da tarde, quando o vento já começava a resfriar.
       

       
      Conheci uma sueco-brasileira (Janine) no albergue. Juntos e com mais duas francesas, fomos tomar uma no Buddy Bar, onde rolava som ao vivo. Peguei uma caipirinha de grogue, o destilado local, por 400 escudos.
       
      Por fim, comemos um kebab no Camara Camara, por 300 escudos.
       
      Dia 3
       
      Depois de pegar um bolo e um suco de baobá num mercadinho (quase sempre de posse chinesa), fui até a CV Bike, onde aluguei uma bicicleta decente por 16 euros a diária. Queria ter saído mais cedo, mas só consegui partir às 10 e meia.
       
      O começo é uma subida reta pelo asfalto, com vento lateral - e tudo seco à volta.
       
      Em Murdeira, há um condomínio bacana e uma praia linda. Vi uma águia-pescadora lá, enquanto admirava a vista das areias negras.
       

       
      Quase chegando ao aeroporto, desviei pela estrada de chão que passa pelo sertão até Palmeira. Foi um trecho complicado.
       
      Esse povoado é onde fica o porto da ilha. Almocei na Casa dos Pescadores uma cavala por 400 escudos e uma água de 1,5 l por 150.
       
      Atravessei as casinhas coloridas, antes de novamente pegar a estrada n√£o asfaltada. Primeiro parei na ba√≠a azulada de Regona, antes do ponto mais distante que chegaria, Buracona. Por 3 euros, tive acesso ao olho azul (que j√° n√£o estava mais azul devido √† hora tardia), bem como atra√ß√Ķes acess√≥rias.
       

       
      Retornei por outro caminho, de areia quase fofa e pedras, até Terra Boa, o local de cultivo. Precisei passar por uma favela lotada de lixo pra atingir Espargos, a capital da ilha do Sal.
       

       
      Nem parei, prosseguindo pelo asfalto morro abaixo até Santa Maria, quase ininterruptamente, pois o sol já estava se pondo.
       
      Cheguei às 6 e meia, bem no horário em que a loja das bikes estava fechando.
       
      Também deu tempo de chegar no restaurante d'Angela antes do happy hour de frutos do mar acabar. Peguei o polvo (500 escudos).
       
      Depois do banho, me uni a uns colombianos e a outra brasileira (Andyara) para a janta no restaurante d'Fogo, onde comemos peixe por 350 escudos. Pedi uma cerveja grande; me trouxeram 1 litro por 350 escudos.
       
      Em seguida, curtimos brevemente no Ocean Bar, antes da balada fechar. A festa continuou no Buddy Bar, mas pela 1 e pouco, voltamos pra dormir.
       

       
      Dia 4
       
      Acordei tarde, só a tempo de pegar minhas coisas, almoçar um espaguete (3 euros) no Café del Mar e pegar um transporte coletivo Hiace (van) pro aeroporto, por 100 escudos. Só sai quando lota, mas esse foi rápido.
       
      Lá, esperei até o embarque atrasado com a Binter CV para a ilha de São Vicente. Por sorte, não precisei enfrentar a bruma seca, que é o vento carregado de areia do Saara que atinge as ilhas nessa época, e que fez um casal de brasileiros precisar aguardar 4 dias a mais pra deixar essa ilha!
       
      Já em São Vicente, desci e aguardei na via principal por um aluguer (outra forma de chamar as vans), mas como demorou a passar, negociei com um taxista que já levava outra pessoa para que eu pagasse 300 escudos - o preço normal seria 1000.
       
      Ingressei no Basic Hotel, que fica numa baita ladeira um pouco fora do centro. Uma suíte privativa saiu por 2170 escudos.
       
      No Fortim do Rei, em ru√≠nas, aparentemente fica a melhor vista de Mindelo, a capital da ilha. D√° para se ver o centro de constru√ß√Ķes portuguesas, a marina e o porto, a praia da Laginha e as casas coloridas no morro.
       
      Desci com o sol já baixo em direção ao centro e beira-mar. Logo tomei uma batida de frutas num quiosque por 260 escudos. Tentei caminhar mais, mas não me senti muito seguro por lá, então depois de atravessar umas quadras, parei num restaurante para jantar. A pizza vegetariana no Cocktail saiu por 450 escudos + caneco de cerveja por 200 escudos.
       
      Subi o morro de volta pro hotel e l√° permaneci.
       
      Dia 5
       
      Dei uma volta pelo centro durante a manhã, depois do pequeno almoço incluído no hotel. Ingressei no interessante Museu do Mar (200 escudos), que fica numa torre à beira-mar e conta a história marítima de São Vicente e Cabo Verde.
       

       
      Depois, almocei uma cachupa (280 escudos) no Dokas, ao lado do terminal de balsas.
       
      Enquanto aguardava a balsa pra ilha seguinte, relaxando na incrível praia da Laginha, um cara veio me incomodar pedindo dinheiro insistentemente, fato corriqueiro nesses meus dias em Cabo Verde…
       

       
      Subi na embarcação, que levou uma hora e custou 800 escudos por trecho. Balançou um bocado; uns quantos gorfaram.
       

       
      No desembarque na ilha montanhosa de Santo Antão, comprei uns pastéis baratíssimos (10 escudos cada!) de uma ambulante, e peguei um aluguer para Ribeira Grande (400 escudos). O trajeto longo pela costa é bem cênico.
       
      Enquanto o sol se punha, caminhei pelas vielas de Ribeira Grande, em busca do melhor mirante.
       
      Me hospedei no Residencial Luatur, onde uma suíte privada básica saiu por 4479 escudos para 2 noites. Jantei lá mesmo: lula com legumes (500 escudos) + suco natural de maracujá (150 escudos).
       
      Dia 6
       
      O café incluído estava bom. Depois dele, esperei até às 10 e meia pelo aluguer para Cruzinha (300 escudos). O trajeto até lá é bem bonito, mas levou uma hora e meia.
       
      Por forma√ß√Ķes de paleodunas, comecei ent√£o a trilha de 14 km at√© a Ponta do Sol. O caminho √© sobre areia inicialmente e cal√ßada de pedras na maior parte do tempo. Sempre acompanhado pelo mar √† esquerda, montanhas √† direita e vento por todos os lados, √© trabalhoso pelas in√ļmeras subidas e descidas.
       

       
      Passei pelas vilas de Formiguinhas, Corvo e Fontainhas, mas somente nos dois √ļltimos encontrei uma fonte abundante de √°gua, j√° que estava no per√≠odo seco. Ali tamb√©m ficam terra√ßos agr√≠colas.
       

       
      Ultrapassei uns quantos franceses, a nacionalidade estrangeira não-lusófona mais presente nas ilhas. Quatro horas e meia depois de começar, entrei na cidade de Ponta do Sol.
       
      Fui direto pro restaurante bem-conceituado Caleta de Sol. Lá me deliciei com um filé de peixe marinado grelhado (500 escudos).
       

       
      Em seguida, tomei um aluguer para Ribeira Grande (100 escudos). Como não havia o que fazer, fui pro hotel. Mais além, jantei uma pizza grande por 400 escudos.
       
      Dia 7
       
      O caf√© da manh√£ demorou, mas tive que esperar at√© √†s 11 horas pelo aluguer para a Cova do Pa√ļl, uma cratera vegetada onde eu come√ßaria outra trilha. Duzentos e cinquenta escudos, uma hora e muitas paisagens c√™nicas depois, fui o √ļltimo a deixar a van, sobre a cratera vulc√Ęnica.
       

       
      A reserva natural que a abrange é uma área importante, pois permanece verde mesmo durante a seca, ao contrário da maioria de Cabo Verde.
       

       
      Desci e contornei a cratera, onde há cultivos agrícolas. Após leve subida, veio um abismo em ziguezague, coberto de neblina.
       
      Um tempo depois essa dissipou, sendo possível ver os vilarejos abaixo. Ainda levei um tempo para atingi-los.
       

       
      N√£o havia aluguer algum na primeira vila ap√≥s a trilha, ent√£o continuei descendo. Quando vi um √īnibus com o letreiro do aluguer pendurado, o chamei. No entanto, era uma excurs√£o privada de estudantes americanos. Apesar disso, me deram carona.
       
      Parei para almo√ßar com eles no Divin' Art em Ribeira Grande, um restaurante mais caro com m√ļsica ao vivo - paguei mil contos num prato grande cheio de coisas + bebida + sobremesa. Com eles, tamb√©m aproveitei a carona at√© o porto, onde pegamos a balsa de volta para S√£o Vicente.
       

       
      Ao desembarcar, segui para o restaurante Caravelas, onde tomei uma cerveja tranquilamente (220 por 500 ml). Um tempo depois, comi um hamb√ļrguer (250 escudos).
       
      Por fim, fiz o check-in no albergue Simab√ī Backpackers. Por um quarto privado, paguei 1745 escudos, s√≥ que o chuveiro gelado deixou a desejar. Fui dormir cedo.
       
      Dia 8
       
      Às 6 e meia já estava de pé, dividindo um táxi com o senhor mochileiro português Raul até o aeroporto (1000 no total). Voaria em breve até Praia, numa conexão até a ilha do Fogo. O custo para os dois voos foi de 62 libras esterlinas.
       

       
      No aeroporto de Praia h√° uma casa de c√Ęmbio que cobra a cota√ß√£o oficial de 110 escudos por euro, menos uma comiss√£o que fica em no m√°ximo 5%. Uma op√ß√£o interessante, j√° que os bancos e a maioria dos com√©rcios cobra 10%.
       
      Como não passam coletivos ali, eu e o portuga rachamos um táxi de 700 escudos ( o preço normal era 1000).
       
      Caminhei um bocadinho pelo centro, um pouco mais movimentado que o das outras ilhas. Entre os pontos interessantes, entrei no museu etnológico (200 escudos).
       

       
      Em seguida, comi 3 salgados de frango (70 escudos cada) na pastelaria Vilu. A sobremesa foi na sorveteria Nhamii, onde 3 bolas artesanais saíram por 260 escudos.
       
      Desci a escadaria até o Mercado Sucupira, onde ficam as vans, mas só consegui um táxi de volta ao aeroporto, por 500 escudos.
       
      Aguardei algumas horas at√© o embarque a S√£o Filipe, capital da ilha do Fogo. Enquanto aguardava, eis que surgiu no aeroporto o casal de colombianos (Daniel e √āngela) que conheci em Sal.
       
      Ao descer do voo de somente 25 minutos de duração, dividimos um táxi de 400 escudos até a hospedagem, que coincidentemente era a mesma!
       
      Saímos para dar uma volta na cidade, naquele fim de dia. A cidade é pequena mas bonitinha, bem colorida. Aproveitamos para comprar produtos locais: pão (15), queijo de cabra (100), chouriço (100) e vinho (800). Os dois primeiros foram comprados dentro da casa de uma senhora; já o terceiro, numa loja de eletrodomésticos/bar/mini-mercado!
       

       
      Jantei um prato de peixe delicioso na Casa Anilda e Albino por 600 escudos. Lá, um quarto duplo grande com pequeno-almoço saiu por 2217 escudos.
       
      Passamos o resto da noite conversando e tomando o vinho.
       
      Dia 9
       
      Café da manhã razoável. Após, nós 3 negociamos um táxi de ida, espera e volta para Chã das Caldeiras. O total foi de 7 mil escudos, mas como eu não retornaria com os colombianos, minha parte foi menor.
       
      O percurso levou quase uma hora e meia, passando por vilarejos e paisagens, at√© a entrada no Parque Natural do Fogo, quando primeiro avistamos o cone vulc√Ęnico principal, com 2829 metros acima do n√≠vel do mar. A estrada original foi soterrada pela lava vulc√Ęnica da erup√ß√£o mais recente, em 2015!
       

       
      Enquanto os dois subiam no pico pequeno, cone formado nessa erupção, fiquei ao redor tirando fotos. Apesar da altitude de Chã das Caldeiras ser de 1800 metros, a temperatura durante o dia é quente, ao contrário da noite.
       
      Depois, vimos o vilarejo com as casas parcialmente cobertas pela lava, e as novas casas em construção. Numa dessas, compramos vinho (750 escudos).
       

       
      Em seguida, almoçamos na Casa de Marisa, a hospedagem e restaurante mais chique da cidade. Ali também são feitos passeios guiados, mas com preços bem salgados. O peixe de almoço me custou 900 escudos.
       

       
      Enquanto meus camaradas voltavam pra São Filipe, eu caminhei até o Parque Florestal de Monte Velha, mas não achei nada de mais lá.
       
      Depois do banho de chaleira, jantei os produtos típicos locais que eu havia comprado: pão, chouriço (linguiça), queijo de cabra e vinho.
       
      Sem internet na Casa de Ciza e Rose (3500 escudos para um quarto por 2 noites), fui dormir cedo.
       

       
      Dia 10
       
      Tomei o café da manhã bom, enquanto o dia amanhecia pelas 7 h. Logo mais, parti rumo ao vulcão.
       
      Comecei a caminhada a cerca de 1750 m de altitude, atravessando o trecho inicial entre vinhedos. Ao dobrar 90 graus para a direita, começou a subida pra valer. Havia dois possíveis trajetos de ida; escolhi o mais reto, mas acabou sendo a opção errada, pois ao chegar à parte mais inclinada tempos depois, fiquei sem ter pra onde ir, pois havia um trecho de areia negra fofa bem difícil de subir.
       
      Dessa forma, tive que me reorientar pro outro caminho. Naquela altura, foi preciso escalar rochas com as mãos, por mais um longo pedaço.
       

       
      Passei um trio de Cabo Verde que estava subindo e alguns europeus com guia descendo, para enfim chegar à borda da cratera, fétida de enxofre. Continuei até o topo do pico, a 2829 metros, onde cheguei cerca de 3 horas após o início.
       

       
      Para descer, escolhi o caminho menos usual e mais √≠ngreme que vai em dire√ß√£o ao pico da √ļltima erup√ß√£o. S√≥ que essa parte foi dificultosa, pois al√©m de for√ßar os joelhos, as pedras estavam soltas demais. Certa hora, decidi descer quase deslizando pela areia fofa, o que fez com que eu acelerasse o passo de uma vez.
       
      Na borda do tal pico inferior, onde o calor ainda era sentido, coletei umas rochas de enxofre e depois segui pela areia dura até Chã das Caldeiras, chegando apenas 6 horas depois de começar.
       
      Faminto e desidratado, tomei um litro de √°gua e comi dois pratos cheios de comida da hospedagem, que estavam deliciosos (o melhor da viagem). Setecentos escudos para tal.
       

       
      Posteriormente, fiquei relaxando por ali. De jantar, apenas frutas.
       
      Dia 11
       
      Pelas 6 e meia o transporte coletivo bateu a porta. Hora de voltar pra S√£o Filipe, por mil escudos.
       
      Ao chegar, fiquei vagando pelo centro para matar o tempo até meu voo do final da tarde para Praia. Antes de caminhar ao aeroporto, almocei no Sabor di Lena - o prato do dia custou apenas 250 escudos.
       
      Esperei ent√£o pelo voo. Ainda bem que todos os aeroportos que passei possuem wi-fi gr√°tis. O voo custou 50,5 libras. Ao descer, peguei um t√°xi na rua at√© Achada Santo Ant√īnio (700 escudos).
       
      A hospedagem para as 3 noites seguintes seria a Praiadise Hostel (5610 escudos para todo período). A recepção não foi tão boa, já que pedintes me abordaram com insistência, e me xingaram quando neguei a dar esmola.
       
      Procurei ao redor um lugar para jantar; acabei parando no bar Só Sabi, onde comi um prato de feijão por 400.
       

       
      Apesar dos muitos beliches, só havia eu e um senhor francês no dormitório, e ninguém na área comum, então fui dormir cedo.
       
      Dia 12
       
      Tomei o café da manhã incluído. Em seguida, atravessei o que parecia ser uma favela para pegar o coletivo até a Cidade Velha (apenas 80 escudos!). Essa foi a primeira capital de Cabo Verde e a primeira cidade fundada por europeus nos trópicos, em 1462.
       

       
      Caminhei lentamente por suas ruas de pedra, observando as constru√ß√Ķes que em conjunto s√£o um Patrim√īnio da Humanidade. As mais emblem√°ticas s√£o o pelourinho, a catedral, o convento de S√£o Francisco e a fortaleza de S√£o Filipe. Essa √ļltima fica no alto de um morro, com vista pra toda cidade, e tem detalhes no interior, que custa 500 escudos pela visita.
       

       
      Num restaurante na orla (Praça do Mar), ingeri um prato de frango por 600 escudos.
       
      Uns tempos depois, peguei a volta pro bairro Plateau (centro) de Praia. Acabei parando sem querer numa van de mission√°rios brasileiros. Tive que me segurar para n√£o dizer que sou ateu.
       
      Tomei aquele sorvete e segui a sugest√£o dos colegas colombianos: visitei o Museu Am√≠lcar Cabral (200 escudos). Esse cara foi o respons√°vel pela independ√™ncia n√£o s√≥ de Cabo Verde, como tamb√©m Guin√©-Bissau! E l√° estava em carne e osso a vi√ļva dele!
       

       
      Voltei caminhando √† Achada Santo Ant√īnio. Fui √† Pizzaria Terrazza It√°lia, onde pedi uma de tomate e r√ļcula (800 escudos) e um caneco de chope (250 escudos). A boa aqui √© chegar at√© √†s 17:30 h, pois v√°rias pizzas custam 650 escudos.
       
      Depois disso, anoiteci no albergue.
       
      Dia 13
       
      Após o café, caminhei até a estação de coletivos do mercado Sucupira para pegar um até Tarrafal, extremo norte da ilha de Santiago. Demorou mais de uma hora para encher o veículo e uma e meia para chegar, por 500 escudos. Por muita coincidência, quem estava sentado esperando quando cheguei era Raul, o portuga.
       
      Descemos no campo de concentra√ß√£o, cujo apelido "carinhoso" √© campo da morte lenta. Para l√° foram enviados os portugueses que eram contra o regime fascista de Salazar, e tamb√©m os estrangeiros que lutavam pela independ√™ncia das col√īnias africanas. Paga-se 200 escudos para acessar o local.
       

       
      Caminhamos até o primeiro restaurante que vimos, onde tivemos um prato de peixe espinhento (chicharro) por 350 escudos.
       

       
      Em seguida, admiramos a orla, primeiro no ponto de mergulho Kingfisher, e depois na própria praia, ambos com um mar belo.
       

       
      Entramos na igreja da pra√ßa principal e regressamos ao final da tarde, passando pela bonita Serra da Malagueta ao p√īr do sol.
       
      Jantei garoupa com legumes no Só Sabi (400 escudos), e me retirei ao albergue.
       
      Dia 14
       
      Consegui dividir um t√°xi com mais 2 pro aeroporto; ainda bem, pois n√£o tinha mais dinheiro para peg√°-lo sozinho.
       
      Com atraso, voei de SATA por quase 4 horas até Ponta Delgada, a capital do arquipélago dos Açores. O entretenimento se resumiu a uma revista, mas ao menos a refeição foi substancial.
       
      Ao descer, presenciei um estado atmosférico que eu não via desde que saí do Brasil: chuva!
       
      Nem precisei abrir a boca na imigra√ß√£o. Ao atravess√°-la, comprei o bilhete de √īnibus (ANC AeroBus) do aeroporto ao centro de Ponta Delgada (6,5 euros para ida e volta).
       
      Caminhei admirando as ruas que possuem constru√ß√Ķes no mesmo estilo das mais antigas de Florian√≥polis, pois os a√ßorianos foram os que primeiro povoaram a Ilha da Magia.
       

       
      Jantei carne de porco alentejano por 6 euros no Café Trianon, ao lado da Igreja Matriz.
       
      Depois disso, passei mais uma hora e tanto caminhando aleatoriamente pelas vielas de pedra. A arquitetura dessa cidade é deveras interessante. E a noite é uma tranquilidade só.
       
      Passei a noite no albergue Bruma Hostel, cujo dono é um simpático mineiro. Dezoito euros por um lugar adequado e com café da manhã.
       
      Dia 15
       
      A refeição estava boa. Após ela, saí a vagar pelo centro histórico, agora podendo ver com mais detalhes as formas e cores preservadas das casas, igrejas, praças e edifícios governamentais.
       

       
      Almocei no Magia do Sabor. Durante a semana eles possuem um buffet por 7 euros, mas como era s√°bado, n√£o rolou. Optei ent√£o por um prato de frango com salada e refri por 5,6 euros.
       
      Cheguei a uma conclusão: o português africano é fácil de entender, o de Portugal razoavelmente, mas o de São Miguel (Açores), impossível!
       
      Em sequência, peguei minha mochila e retornei ao aeroporto, para pegar a continuação do voo num turboélice da SATA para a ilha do Pico, com escala na ilha Terceira.
       
      Ao desembarcar, fui recepcionado pelo Terry Costa, diretor do Montanha Pico Festival, que me fez o convite para participar. Primeiro, me mostrou um pouco dos arredores, que s√£o bem pouco desabitados, mas cheios de verde entre rochas vulc√Ęnicas.
       
      √Ä noite, nos encontramos com os demais fot√≥grafos no Atl√Ęntico Teahouse, onde jantamos. Logo depois, visitamos a exposi√ß√£o onde estavam minhas fotos - foi bem bacana!
       

       
      Partimos enfim para uma expedição fotográfica noturna. Pena que o tempo não ajudou muito.
       
      Repousei numa casa separada para o evento, junto com Toma, um cineasta da Cro√°cia, e Austeja, uma fot√≥grafa da Litu√Ęnia.
       
      Dia 16
       
      Pela manh√£, s√≥ dei uma volta a p√© entre a paisagem protegida das parreiras cultivadas em currais vulc√Ęnicos, um Patrim√īnio da Humanidade.
       
      Almocei com Terry e Toma na Pastelaria Linu na cidade de Madalena, onde tive uma massa por 7 euros.
       
      √Ä continua√ß√£o, fomos em dire√ß√£o √† Montanha do Pico, que estava coberta de nuvens e vento. Paramos na Casa da Montanha, onde eu apresentei a minha hist√≥ria ao p√ļblico que participava do festival. Foi recompensador para mim, pois nunca havia dado uma palestra a um p√ļblico internacional e grande.
       
      Após o chá com bolachas, o grupo percorreu uma trilha com o diretor do parque, que compartilhou seu conhecimento sobre a geologia da montanha.
       

       
      Passei no hipermercado SolMar de Madalena no retorno, onde comprei os cafés da manhã e jantares dos dias seguintes.
       
      Comi vendo TV e depois fui dormir.
       
      Dia 17
       
      De manhã, fui com o Terry até Madalena, o maior povoado da ilha, para uma entrevista na Rádio Pico, a primeira de minha vida!
       

       
      Depois, comprei as passagens de barca para Faial, a 3,6 euros cada trecho.
       
      Fiquei passeando e fotografando os arredores até a hora do almoço. Esse foi no snack-bar Duas Maravilhas, um prato feito de 6 euros.
       
      Prossegui na orla em dire√ß√£o √† Candel√°ria, onde estava hospedado. Na altura de Cria√ß√£o Velho, fiquei surpreso com a paisagem das vinhas entre labirinto de rochas, combinada com um moinho e com a montanha que finalmente se revelava. Esse √© um Patrim√īnio da Humanidade.
       

       
      Cheguei à casa já no final da tarde. Jantei e fiquei vendo TV. Enquanto isso, meus estranhos colegas de casa faziam um ritual espiritual com cacau.
       
      Dia 18
       
      Peguei o √īnibus da manh√£ (√ļnico) at√© Madalena (1,10 euros - tarifa varia de acordo com a dist√Ęncia), onde tomei a balsa das 8:15 h para Faial. Travessia confort√°vel de meia hora at√© a cidade de Horta.
       
      Na chegada, fui recebido com um arco-√≠ris. O maior centro urbano de Faial √© pequeno. Suas edifica√ß√Ķes baixas e coloridas s√£o lindas. Al√©m disso, j√° igrejas e um verde profundo nos campos atr√°s.
       

       
      Pedi um sandes (sandu√≠che) de atum (1,45 euros) num dos v√°rios caf√©s, antes de prosseguir para a praia de Porto Pim. De areia mais clara que a t√≠pica vulc√Ęnica, ali ficava um forte, uma esta√ß√£o baleeira e os cabos submarinos de telecomunica√ß√£o entre¬† Europa e Am√©rica.
       

       
      Em um dos raros √īnibus para fora de Horta, fui levado at√© a entrada do Vulc√£o dos Capelinhos, por 2,55 euros. Paguei outros 10 euros pelo ingresso no centro de interpreta√ß√£o. Esse local faz parte do geoparque dos A√ßores e possui uma hist√≥ria interessante, al√©m da paisagem surreal.
       

       
      Até 1957, não havia nada além do farol que ali se encontra. Então, eis que surgiu no meio do mar um vulcão, que entrou em erupção continuamente por 13 meses, adicionando um bom pedaço de terra à ilha e provocando a emigração de quase metade dos seus habitantes.
       
      No meio da tarde, precisei voltar. S√≥ que isso foi uma tarefa bem ingrata: sem autocarro (√īnibus), fiquei mais de uma hora caminhando em dire√ß√£o √† long√≠nqua Horta at√© conseguir uma boleia que me deixou no aeroporto. De l√°, peguei um t√°xi por 10 euros at√© a esta√ß√£o de balsa. Se n√£o fizesse isso, ia acabar a perdendo‚Ķ
       
      Preparei minhas coisas pro dia seguinte e fui dormir bem cedo.
       
      Dia 19
       
      Às 6 e 45 já estava de pé. Logo depois, peguei uma carona com um dos funcionários da Casa da Montanha, para ir até lá.
       
      Tive que pagar 20 euros de ingresso. Assim que o relógio bateu 8 e meia, iniciei a subida, sob frio e nuvens. Fui tirando as camadas conforme ascendia pelo fluxo de lava entre a vegetação verde arbustiva.
       
      Passei por uma das furnas, cones vulc√Ęnicos secund√°rios. Horas depois, surgiu o sol. Continuei progredindo tranquilamente, ainda que o trajeto fosse √≠ngreme.
       

       
      Sobre a camada de nuvens e encarando um vento considerável, cheguei à grandiosa cratera principal. Dali até o topo, chamado Piquinho, foi escalada com as mãos.
       

       
      Quatro horas depois de começar, cheguei ao ponto mais alto de Portugal, com 2351 m. A descida, por sua vez, levou pouco mais de 1 hora e meia. Só que meus tênis abriram um rasgo em ambas as solas.
       
      Com sorte, logo chegou uma dupla que me deu carona at√© Madalena. L√° fiquei √† espera do √īnibus para casa.
       
      À noite, tomei um vinho português e fiquei conversando com a colega.
       
      Dia 20
       
      Peguei uma carona até Cachorro (nomeado devido a uma formação rochosa em tal formato). De lá, continuei pelo litoral norte até Lajido, onde há um grande escorrimento de lava do tipo pahoehoe.
       

       
      Nesse povoado tamb√©m fica a Casa dos Vulc√Ķes e o Centro de interpreta√ß√£o da paisagem da cultura da vinha da Ilha do Pico. Comprei o ingresso combinado de 8 euros, visitando primeiro o museu interativo que trata da geologia. H√° at√© mesmo um simulador de terremoto.
       
      Como no inverno ambos museus fecham para almoço, tive que ficar aguardando até o segundo centro abrir. E não havia um estabelecimento sequer aberto em menos de 2 km para que eu pudesse comer.
       
      No estabelecimento seguinte, li sobre o processo de produ√ß√£o e da designa√ß√£o da √°rea como patrim√īnio, al√©m de provar um vinho licoroso da ilha.
       
      Ap√≥s a visita curta, caminhei at√© o aeroporto, onde comi um salgado e peguei o √īnibus para Madalena (0,95 euros). L√°, visitei mais um museu, o do vinho.
       
      Como o sistema estava fora do ar, pude ver de gra√ßa. Embora algumas informa√ß√Ķes fossem repetidas, em rela√ß√£o ao museu anterior, esse √© mais completo - s√≥ n√£o h√° a degusta√ß√£o. E pra completar, h√° um bosque de dragoeiros, √°rvore end√™mica da Macaron√©sia.
       

       
      Esperei o Terry, que levou eu e Toma para jantar num lugar meio chique em S√£o Roque - ainda bem que ele pagou, pois o jantar de polvo e etc que eu pedi na Casa √āncora custou 20 e muitos euros.
       
      Dia 21
       
      Fiz uma boquinha tranquilamente, indo em seguida à Galeria Costa, terreno onde ficam as obras de arte dos participantes do festival, em meio a jardins. Minha missão era a de fotografar de formas inusitadas.
       

       
      Missão cumprida, voltei à casa, preparei o almoço e aguardei a carona pro aeroporto. Voltei a Ponta Delgada com a SATA.
       
      Apenas passaria a noite lá. Dessa vez escolhi o albergue Azores Dreams, mais próximo, ao custo de 15 euros, incluso café da manhã.
       
      Dia 22
       
      A continuação do voo foi de manhã cedo para Funchal, na ilha da Madeira (os dois voos juntos custaram só 38,7 euros). Retirei o carro da empresa Surprice, que saiu de graça pra mim, reservando com pontos na EasyRentCars.
       
      As primeiras coisas notadas ao chegar s√£o a quantidade de turistas estrangeiros, bem maior que A√ßores, e o n√ļmero grande de t√ļneis. Atrav√©s de alguns desses, cheguei na Ponta de S√£o Louren√ßo. Essa √© uma √°rea protegida onde fica uma trilha popular, donde se v√™ uma pen√≠nsula rica em forma√ß√Ķes geol√≥gicas, e de vegeta√ß√£o diversa do resto da ilha.
       

       
      Passei 2 horas e meia caminhando ali. Na sa√≠da, peguei um sanduba (3 euros) num dos furg√Ķes, e parti pro interior da Madeira.
       
      Em meio √† floresta Laurissilva, Patrim√īnio da Humanidade, subi at√© outra trilha: vereda dos balc√Ķes. Essa √© bem f√°cil; leva at√© um mirante de onde se v√™ as florestas, os penhascos, algumas vilas e aves (s√≥ vi tentilh√Ķes e bis-bis).
       

       
      Já escurecia, então segui a Santana. Primeiro, comprei uns produtos típicos da Madeira no hipermercado Continente: vinho e bolo de mel de cana. Continuando, vi as casas típicas de colmo.
       
      Depois, tive certa dificuldade em achar um lugar pra jantar. Acabei tendo pizza (8,5 euros pela média) no estabelecimento Malta Gira.
       
      Para me hospedar, fiquei com uma casinha joia alugada pelo AirBnb, em Santana mesmo, por 107,5 reais.
       
      Dia 23
       
      Tomei meu iogurte com granola e piquei a mula. Primeira parada foi morro acima, no Parque Florestal de Queimadas, onde fazia 7 graus de temperatura.
       

       
      Visitei a casa típica de Santana mobiliada. Depois, caminhei um pouco nessa floresta Laurissilva, de verde infinitivo e água. O problema é que minhas meias ficaram encharcadas, graças aos buracos nos tênis.
       
      Em seguida, parada rápida nas ruínas de São Jorge (em reparos) e no miradouro da Vigia. Mesmo eu tendo comida no carro, precisava de alguma proteína salgada, então comi um tipo de sanduíche típico chamado "prego especial no bolo do caco", no Bar e restaurante Arco, por 4 euros. Vista pro mar.
       

       
      Continuei a contornar a ilha. Parada seguinte no miradouro V√©u da Noiva - cascatas. Mais al√©m, em Ribeira da Janela e em Porto Moniz. Esse √ļltimo vilarejo possui uma orla tur√≠stica, baseada em piscinas naturais.
       

       
      Cheguei a tempo de curtir o p√īr do sol na Ponta do Pargo, o ponto mais a oeste da Madeira, onde fica um farol e minha hospedagem. Jantei no restaurante pr√≥prio, onde tive a sorte de ser servido por um chef e um gar√ßom brasileiros, que me fizeram uma baita feijoada com caipirinha por 7 euros.
       

       
      Dormi no quarto privado do residencial, por 77 reais.
       
      Dia 24
       
      Não sabia que havia café da manhã, então acabei comendo o que eu havia comprado. Mesmo assim, os solícitos brasileiros me prepararam um rango pra levar, que eu acabei comendo à noite.
       
      Ao sair, tentei ver algo no mirante da Garganta do Diabo, mas havia apenas um filete de água. Sendo assim, segui em direção a Funchal.
       
      Fiz uma parada antes, em dois mirantes: Cabo Gir√£o e Pico dos Barcelos.
       

       
      Em sequência, comprei uns artigos necessários, como os tênis, na Decathlon.
       
      Pra achar um lugar pra almoçar foi duro, pois às 15 h já não se servia mais. Por isso, acabei comprando num supermercado mesmo e comi no carro.
       
      Ap√≥s, visitei o Jardim Bot√Ęnico da Madeira (6 euros). Num declive, ficam jardins tem√°ticos, alguns deles bem interessantes, como o das suculentas e o geom√©trico, al√©m das plantas nativas da Madeira.
       

       
      Para o p√īr do sol, me dirigi ao Cristo Rei, uma est√°tua a la Cristo Redentor, num mirante.
       
      Depois de lá, dei entrada na Quinta das Malvas, um casarão do século 19. Paguei 21,7 euros pela suíte privada, com café da manhã mas sem TV. Terminei meu vinho da Madeira, licoroso.
       
      Dia 25
       
      Deixei o carro na hospedagem, pois seria inc√īmodo guiar nas vielas do centro, al√©m de caro pra estacionar. Assim, desci a ladeira a p√©.
       

       
      H√° um bocado de constru√ß√Ķes antigas, como igrejas, pal√°cios e fortes, bem como pra√ßas e museus. Na orla, dois transatl√Ęnticos alem√£es despejavam um monte de turistas europeus.
       

       
      Visitei dois dos museus. Um deles é dedicado ao madeirense mais famoso: Cristiano Ronaldo. Por 5 euros, se vê uma sala recheada de troféus de um dos melhores jogadores do mundo.
       
      O outro museu chama-se Madeira Story Centre. De uma forma bem didática, conta sobre a história e cultura da região.
       
      Entre esses museus, almocei o prato do dia com atum na Petisqueira Atlantic (5,5 euros).
       
      Passeei aleatoriamente por umas horas, apreciando a parte hist√≥rica. Por fim, peguei um √īnibus (1,95 euros) de volta √† hospedagem.
       
      Preparei minhas coisas, abasteci e devolvi o carro no aeroporto, para ent√£o aguardar o voo pra Lisboa pela easyJet (46,5 euros).
       
      Ao desembarcar, fui de metr√ī (50 centavos cart√£o + 1,5 euros passagem) at√© a hospedagem Urban Garden Hostel, onde passei duas noites num quarto compartilhado com caf√© por um total de 25 euros.
       
      Dia 26
       
      Em seguida ao caf√© da manh√£ meio fraco, andei at√© o museu de hist√≥ria natural e ci√™ncia. O ingresso combinado com o jardim bot√Ęnico saiu por 6 euros. Achei divertida a parte interativa, sobretudo a se√ß√£o de f√≠sica. J√° o jardim, esse n√£o √© t√£o interessante.
       

       
      Almocei no indiano Bengal Tandoori por 6,9 euros. A sobremesa foi na sorveteria Amorino (4 bolas por 4,7 euros), localizada no calçadão central da rua Augusta.
       
      Continuei a caminhar pelo centro histórico, cheio de turistas e edifícios interessantes. O que não gostei foi do fato de me tentarem vender drogas a todo momento.
       

       
      Terminei a caminhada com o sol se pondo na orla. Voltei ao albergue, onde esperei meu colega português Rodrigo, que levou a mim e sua namorada para jantar no restaurante A Obra. O prato de comida refinada com vinho saiu por 19 euros por pessoa. Ao menos, pudemos tomar a aguardente caseira à vontade.
       
      Continuamos a festa em duas baladas: a primeira, Crew Hassan, gratuita e cheio de estrangeiros, a segunda, Desterro, meio oculta e ao custo de 5 euros.
       
      Dia 27
       
      Acordei tarde. Fui até a estação final Cais do Sodré, onde tomei o trem até Belém (3,2 euros das passagens + outro cartão).
       
      L√° visitei o Museu Nacional de arqueologia e o Mosteiro dos Jer√īnimos (12 euros pelos dois). O museu possu√≠a 3 exibi√ß√Ķes: Eg√≠pcios, Lusit√Ęnia romana e tesouros portugueses. Quanto ao mosteiro, ele lhe d√° acesso ao claustro, ao andar superior da igreja e a uma linha do tempo.
       

       
      Ao sair de lá, a chuva estava forte. Como os restaurantes mais em conta estavam já fechados, fiquei com o Cais de Belém. Escolhi uma entremeada no carvão por 6,8 euros.
       
      Com a tarde chegando ao fim e eu molhado e com dores na coluna desde o dia anterior, regressei. Peguei minha mochila e toquei pro aeroporto.
       
      Às 21 h, fui de Vueling até Barcelona, onde passei a noite no aeroporto.
       
      Dia 28
       
      Sem dormir direito, de manhã fui de Norwegian até San Francisco, com conexão em Londres-Gatwick. O segundo voo foi de 10 horas e meia de duração, sem comida ou sequer água pra beber, já que era um voo de baixo custo. Ainda bem que levei.
       
      Tive aquela recepção nada amigável dos agentes de imigração, que me mandaram pra sala de interrogatório e me deram um chá de cadeira de quase 3 horas!
       
      Desgastado, peguei o trem (BART) até o centro de San Francisco, por 10,2 dólares. Se eu fosse usar mais esse transporte, valeria comprar um cartão Clipper (3 dólares), para usufruir de tarifas menores.
       
      Desci pr√≥ximo √† hospedagem Found Hotel, onde eu ficaria num quarto compartilhado por uns 125 reais a di√°ria. Antes disso, por√©m, parei pra comer no Burger King (2 sandu√≠ches por 6 d√≥lares), o primeiro lugar aberto que vi. Parecia um manic√īmio aquilo‚Ķ
       

       
      Dia 29
       
      Comecei o dia me assustando com a quantidade de sem-tetos e gente maluca no centro de San Francisco. Não lembro de ter visto igual em outro país de primeiro mundo!
       
      Comprei rango num mercado e saí a caminhar ao redor dos prédios altos. Parei na loja de roupas baratas Dress for Less, onde adquiri alguns itens, como tênis por 10 dólares.
       
      Almocei num Subway (30 cm por 8,1 d√≥lares). Depois embarquei num √īnibus para a √°rea da ponte Golden Gate (4,5 d√≥lares). J√° havia estado aqui em 2011, mas essa vista ainda me deixa de boca aberta.
       

       
      Passei o resto da tarde por l√°, entre a neblina que surgia e sumia constantemente. Antes de partir, entrei na Sports Basement, uma loja enorme de artigos esportivos.
       
      Retornei ao centro caminhando. Primeiro passei pelas casas bacanas em frente à marina. Em seguida, jantei biryani de frango (10,8 dólares) no indiano Naan Curry. Saí de lá explodindo e soprando fogo.
       
      Voltei o resto do caminho tortuoso e fui dormir.
       
      Dia 30
       
      O jetlag de 8 fusos bateu no meio da noite. Quando decidi sair da cama, conheci o centro c√≠vico e depois peguei um √īnibus at√© a Ocean Beach (3 d√≥lares).
       
      No supermercado Safeway, comprei uma marmita por 7 dólares e comi na beira da praia, só que o vento estava desagradável.
       
      Assim, entrei de uma vez no Golden Gate Park. Esse parque municipal maior que o Central Park de NY √© repleto de atra√ß√Ķes esportivas e naturais. Passei muitas horas ali, caminhando e fotografando.
       

       
      Quando o final da tarde se aproximava, encontrei um casal de brasileiros, que me deram uma carona de volta. Fiquei no shopping Westfield Centre. Lá eu jantei frango teryaki (10,1 dólares) numa lanchonete chinesa, que tenta enganar com o nome Sarku Japan.
       
      Dia 31
       
      De manh√£, fui no ponto retirar as diversas encomendas que havia feito com a Amazon. Foi um parto trazer todas aquelas caixas de volta ao hotel, 1,5 km distante. Consegui fazer tudo caber em duas mochilas, a tempo do check-out.
       
      Almocei comida coreana no quiosque Sorabol, no shopping. Escolhi bulgogi com kimchi, miojo, arroz e brócolis (10,8 dólares).
       
      Depois, fiquei zanzando pelos bairros a nordeste at√© escurecer. Passei pela Chinatown, pela rua sinuosa Lombard e pelos p√≠ers da orla, todas essas atra√ß√Ķes imperd√≠veis.
       

       
      Jantei no chinês Panda Express (11,8 dólares). Então, parti pro aeroporto.
       
       
      Dia 32
       
      De madrugada, peguei o primeiro v√īo do dia, pela Avianca, at√© San Salvador (El Salvador). Que bom que tive a fileira inteira livre pra mim, ent√£o pude dormir.
       
      O segundo foi para Lima (Peru), enquanto que o terceiro chegou em Guarulhos na manh√£ seguinte, para ent√£o retornar a Floripa. Fim!
       
      Curtiu o relato resumido? Então confere o completo desses e mais de outros 100 países em meu blog de viagem Rediscovering the World
    • Por felipeffernandes
      Fala galera!
      Estava¬†tentando montar um mochil√£o pela Europa neste ano, sendo que viajaria com a minha irm√£. Mas, com esse lance todo¬†da pandemia e a alta das moedas mais fortes, pensamos num outro destino: √Āfrica do Sul.
      Pesquisando sobre as atra√ß√Ķes e lendo alguns relatos aqui, tamb√©m despertamos interesse por conhecer a Nam√≠bia.¬†
      O que não está muito claro pra nós é se seria possível conhecer estes dois países, já que temos um orçamento meio limitado.
      A ideia seria fazer Safari na Nam√≠bia (Etosha),¬†dar um rol√™ no deserto e seguir para a √Āfrica do Sul,¬†Cape Town.
      Rola fazer isso? Se sim, quantos dias levaria, no mínimo? E quanto eu iria gastar? 
       
      Agradeco desde já! 
    • Por ms.priscila
      Roteiro Marrocos (11 dias)
      INFORMA√á√ēES GERAIS
      Visto: dispensa de visto por até 90 dias
      Passaporte: deve ter validade de pelo menos 6 meses da data do retorno ao Brasil
      Vacinas: n√£o exige vacina da febre amarela
      Quando ir: mar-maio e set-nov
      Capital: Rabat
      Moeda: dirham marroquino (MAD), podendo ser comprado fora ou dentro do país
      Idioma oficial: árabe e francês
      Cod. telefone: +212
      Padr√£o bivolt: 220V
      Tomadas: C e E
      Empresas aéreas: Royal Air Maroc (RAM)
      Trem: ONFC
      √Ēnibus: CTM e Supratours

      VIAJANDO SOZINHA PELO MARROCOS
      Antes de decidir viajar ao Marrocos, pesquisei muito a respeito pois li e ouvi muitos relatos negativos quanto à presença da mulher no país, como por exemplo, perseguição e assédio.
      Por este motivo, optei por viajar com agência de viagens (o que nunca havia experimentado) e, ao final, posso dizer que foi uma boa escolha diante dos argumentos que tratarei mais adiante. A agência escolhida foi a Almanatour (esta informação não é patrocinada), porque somente ela oferecia o tour em novembro pelo tempo e locais pretendidos.
      O Marrocos é um país em expansão e com uma arrojada política de estruturação voltada ao turismo. Assim, a agência, especificamente, cumpriu com todos os serviços contratados, mas de uma maneira geral, os serviços ainda são ruins, mesmo nos hotéis estrelados, mas é um caminho a ser percorrido.
      Quanto √† persegui√ß√£o e ass√©dio mencionados anteriormente, por duas vezes, em Fez e Marrakech, abandonei o tour para andar sozinha pela cidade e as impress√Ķes s√£o as seguintes:
      1. O Marrocos é um país muçulmano, portanto, você deve respeitar a figura da mulher dentro da religião;
      2. Independente de ser homem ou mulher, voc√™ ser√° extremamente assediado no que diz respeito √†s compras; e nesse aspecto, eles s√£o incans√°veis. Por isso, a dica √©: √≥culos escuros e um educado ‚Äúno, thanks‚ÄĚ;
      3. Evite tirar fotos com animas e fazer tatuagens nas praças principais das grandes cidades; um triste fato é que os vendedores sempre estarão prontos a lhe enganar nos valores comercializados.
      Assim, algumas situa√ß√Ķes que vimos ou enfrentamos:
      a. Um colega do tour tirou uma foto com um animal, em Marrakech, e o rapaz lhe disse que pela foto ele poderia pagar a quantia que quisesse. Ap√≥s a foto, o colega ofereceu 5‚ā¨, o que foi recusado pelo rapaz, que passou a exigir 20‚ā¨. Nesse momento, o rapaz passou a ir para cima do colega, que come√ßou a chamar a pol√≠cia, quando o rapaz empreendeu fuga.
      b. A noite, tirei uma foto de uma praça, em Marrakech, e um rapaz, saindo não-sei-de-onde, me pediu dinheiro pois possivelmente havia saído na minha foto. Expliquei que a foto não estava boa, apaguei e ele se convenceu e foi embora.
      c. Antes de partir de determinado ponto turístico, eu e uma colega do tour perguntamos a alguns policiais quanto era um táxi de onde estávamos para o hotel; eles nos informaram que o valor girava em torno de 20 a 25 MAD. Quando abordamos os taxistas, nos cobraram 80 MAD e aí começam a querer negociar. Ao final, voltamos a pé porque ficamos com receio de negociar valor certo e ser cobrado a maior, quando chegássemos ao destino.
      Assim será em relação a tudo que você tenha que pagar no país. Por esta razão, contratei um tour com tudo incluído e fugi de todos estes percalços.
      Conclus√£o: o Marrocos √© um pa√≠s lindo, incr√≠vel, de cultura apaixonante. Nas grandes cidades medievais v√™-se grande n√ļmero de turistas nas ruas durante todo o dia e noite. Caminhe a vontade pelas medinas, pra√ßas e demais pontos tur√≠sticos; voc√™, mulher, n√£o ser√° perseguida. Enjoy!

      CLIMA NO MARROCOS Por estar pr√≥ximo ao deserto, acreditava que o Marrocos era sempre quente. Ledo engano. Faz frio e muito frio. Respeite as esta√ß√Ķes. Fui em novembro (final do outono) e as temperaturas foram sempre amenas (8o a 20o) e mesmo no deserto fez frio durante o dia, mas sob forte sol.

      ROTEIRO DIA A DIA
      Por uma questão didática, expus o roteiro descriminado pela agência, em seu site, e farei comentários, quando julgar necessário.

      Dia 01: Marrakech
      ‚ÄúChegada ao Aeroporto. Transfer para o hotel escolhido. Jantar inclu√≠do.‚ÄĚ

      Dia 02: Marrakech ‚Äď Essaouira ‚Äď El Jadida ‚Äď Casablanca
      ‚ÄúSa√≠da para Essaouira logo depois do caf√© da manh√£. Visita da cidade, almo√ßo opcional em um restaurante da cidade. Pela tarde vamos em dire√ß√£o a Casablanca. Durante o trajeto faremos paradas em Oualidia e El Jadida. Visita de orienta√ß√£o da cidade de Jadida ou Mazag√£o (que foi uma antiga cidade portuguesa) e na √©poca considerada o melhor ref√ļgio na Costa Atl√Ęntica no ano de 1769. Chegaremos em Casablanca para o jantar e alojamento no Hotel.‚ÄĚ
        Essaouira
      Medina da Essaouira

      Dia 03: Casablanca ‚Äď Meknes e Fez
      ‚ÄúCome√ßamos o dia conhecendo Casablanca, a capital econ√īmica do Marrocos: ¬†Mercado Central, ¬†distrito de Hab√ļs, o Pal√°cio Real, a Pra√ßa de Mohamed V, a zona Residencial de Anfa, o exterior da¬†Mesquita de Hassan II. Sa√≠da para¬†Meknes¬†para visitar a capital ‚ÄúIsmaelita‚ÄĚ, a qual tem as maiores muralhas de Marrocos (40 km); a famosa¬†porta de Bab Mansour, os¬†est√°bulos reais¬†e o bairro Judeu. Almo√ßo durante o trajeto (Opcional). Continua√ß√£o a¬†Fez. Jantar e alojamento.‚ÄĚ
      A parada não permite entrar na Mesquita de Hassan II, em decorrência do tempo. Se estiver sem excursão e decidir entrar na mesquita, é necessário um véu para cobrir ombros e colo.
        Casablanca
      Est√°bulos reais

      Dia 04: Fez
      ‚ÄúTodo o dia ser√° dedicado a conhecer a Capital Espiritual do Marrocos; visitaremos a Medina Medieval e veremos as escolas mu√ßulmanas mais antigas (exteriores) ‚ÄúAttarine e Medersa Bou Anania‚ÄĚ, que fazem parte das Universidades Isl√Ęmicas mais antigas do mundo. Durante a nossa visita, tamb√©m visitaremos a fonde √°gua¬†Nejjarine, a mais antiga da medina, o¬†Mausol√©u de Moulay Idriss e a Mesquita de Karaouine, vista exterior somente. Almo√ßo t√≠pico (n√£o inclu√≠do) em um restaurante local no cora√ß√£o da Medina. Na parte da tarde, visita aos mercados mais tradicionais,¬†os zocos¬†e a parte de¬†¬†Fez Jdid. Jantar e alojamento no hotel.‚ÄĚ
      Neste dia, eu e uma colega do tour decidimos deixar o grupo e passear sozinhas pela principal medina de Fez: Fez El-bali. Passamos cerca de 05 horas no local, guiadas pelo GPS do celular. Esta medina possui mais de 9000 ruelas, portanto, n√£o se percam. Negociamos, compramos, almo√ßamos e voltamos para o hotel. O t√°xi foi contratado por 300MAD/30‚ā¨ (ida e volta) no pr√≥prio hotel.
      Medina Fez El-Bali

      Dia 05: Fez-Rabat-Marrakech
      ‚ÄúSa√≠da at√© a cidade sagrada de¬†Moulay Idriss¬†pelas ru√≠nas de¬†Vol√ļbilis,¬†via a cidade Romana at√© Rabat, a Capital Administrativa. Visita ao¬†Palacio Real Mechouar, ao Jardim e a Kasbah Oudaya¬†(fortaleza Medieval), ao¬†Mausol√©u de Mohamed V¬†e a Torre da Mesquita de Hassan.¬†Almo√ßo opcional durante o trajeto. Continua√ß√£o da viagem por estrada autopista at√© Marrakech.¬† Check-in no hotel , Jantar e alojamento.‚ÄĚ
        Volubilis
      Rabat

      Dia 06: Marrakech
      ‚ÄúTodo o dia dedicado para conhecer Marrakech, a segunda mais antiga do Imp√©rio, tamb√©m chamada de ‚ÄúA P√©rola do Sul‚ÄĚ. A visita a parte hist√≥rica incluir√° o¬†Jardim da Menara,¬†a Tumbas Saadianas,¬† o Pal√°cio Bah√≠a, a Koutoubia e o Museu de Dar Si Said. Almo√ßo no hotel. Durante a tarde visita dos¬†Zocos de Marrakech¬†e dos¬†bairros dos artes√£os, para apreciar a diversidade do local, incluindo a conhecida zona da pra√ßa mais famosa do Marrocos, a¬†Djemaa El Fna¬†e seu incompar√°vel ambiente noturno. Jantar t√≠pico (opcional) nas Tendas do famoso restaurante ‚ÄúChez Ali‚ÄĚ encantador por suas apresenta√ß√Ķes de diferentes grupos folcl√≥ricos das regi√Ķes de nosso pa√≠s. Alojamento.‚ÄĚ
      Ao final do tour, por volta das 17:30h, abandonamos o tour e continuamos na Praça El Fna pelo resto da noite, até por volta das 22h, quando voltamos sozinhas ao hotel a pé.
      Koutoubia
      Palacio Bahia
      Djemma El Fna

      Dia 07: Marrakech, Ouarzazate e Zagora
      ‚ÄúCaf√© da manh√£ no hotel, partida para Ait Ben Haddou atrav√©s de Tizi N`tichka (2260 m. de altitude). Visita √† famosa Fortaleza, a Kasbah,¬† que serviu como cen√°rio para filmes famosos¬†e atualmente √© patrim√īnio da UNESCO. Almo√ßo (opcional) em um restaurante local frente a Kasbah e continua√ß√£o para Zagora, cruzando o Valle¬† de Draa. Uma paisagem √ļnica nos acompanhar√° neste dia.¬† Jantar e acomoda√ß√£o no hotel.‚ÄĚ
        Ait Ben Haddou
       
      Dia 08: Zagora ‚Äď Nkob ‚Äď Tazzarine ‚Äď Erfoud
      ‚ÄúSa√≠da para Tamgroute, visita ao centro de artesanato e de acordo com a disponibilidade, visita a Livraria Cor√Ęnica, que cont√©m livros antigos e documentos que datam de antes do s√©culo XII. Partida para Erfoud, atrav√©s de pequenos povoados bereberes como¬† Tansikht e¬† N¬īKob, onde √© poss√≠vel ver cen√°rios espl√™ndidos do pr√©-Saara e das Vilas Berberes da cadeia de montanhas. Almo√ßo (opcional) em Tazzarine¬† em um pequeno villarejo no deserto. Pela tarde, continua√ß√£o para Erfoud atrav√©s da vila de Alnif e Rissani, local de nascimento da atual dinastia Alaouita. Jantar e acomoda√ß√£o no hotel.‚ÄĚ
        Centro de artesanato
      Alnif
      ‚ÄúNeste dia, poder√° realizar estas excurs√Ķes opcionais:
      Opcional 1 : Excurs√£o em Jeep ¬†4√ó4 a Merzouga para ver o p√īr do sol ou o nascer do sol nas dunas de Merzouga
      Opcional 2 : Excurs√£o em Jeep ¬†4√ó4 a Merzouga para ver o p√īr do sol e Jantar na Tenda √°rabe em pleno deserto e regresso ao seu hotel em Erfoud
      Opcional 3 :¬†Excurs√£o em Jeep ¬†4√ó4 a Merzouga para ver o p√īr do sol e Jantar na Tenda √°rabe em pleno deserto + dormir em uma Tenda √Ārabe‚ÄĚ
      Optei por dormir em uma tenda √°rabe. Assim, ao chegar ao deserto, fomos ver o p√īr-do-sol, jantar e pernoite na tenda. A tenda possui cama de casal, luz el√©trica, tomadas, chuveiro el√©trico, mas n√£o possui aquecedor.
      Na saída do hotel em Erfoud, em direção ao deserto, há vários vendedores que oferecem véus e colocam na cabeça dos turistas.
        Dunas do Deserto do Saara
      P√īr-do-sol no Deserto do Saara

      O passeio nos dromed√°rios custou 30‚ā¨
      O passeio para o nascer do sol custou 20‚ā¨

      Dia 09: Erfoud ‚Äď Tineghir ‚Äď Ouarzazate
      “Caso a noite anterior tenha sido passada no hotel em Erfoud, você poderá optar por fazer uma excursão saindo em 4×4 ainda a noite para admirar o nascer do sol nas dunas do deserto.
      Depois do caf√© da manh√£, sa√≠da para Tineghir; visita da magn√≠fica Garganta de Todra, um desfiladeiro que atinge¬†uma altitude de 250 metros. Almo√ßo (opcional) em um restaurante localizado ali mesmo, aos p√©s da garganta. √Ä tarde, seguiremos nosso roteiro em dire√ß√£o a Ouarzazate pela famosa estrada das Mil kasbas, passando por lugares inesquec√≠veis como¬†El Kelaa M‚Äôgouna e pela aldeia de Skoura. Jantar e alojamento no hotel.‚ÄĚ
      Garganta de Todra

      Dia 10: Ouarzazate ‚Äď Marrekech
      ‚ÄúCaf√© da manh√£ e visita panor√Ęmica da cidade de Quarzazate, antes de iniciar o caminho at√© Marrakech. Ao chegar em Marrakech, almo√ßo no hotel, resto dia livre. Opcional: um jantar t√≠pico marroquino no cora√ß√£o da Medina.‚ÄĚ
      Infelizmente, todos os jantares que pagamos durante a viagem somente inclu√≠am um √ļnico prato t√≠pico, chamado Tajine (um cozido de legumes e verduras com/sem carne/frango). Assim, se voc√™ pretende provar o famoso cordeiro ou cuscuz marroquino, fuja dos jantares pagos.

      Dia 11: Marrakech-aeroporto
      ‚ÄúCaf√© da manh√£ e transfer at√© Marrakech para Aeroporto Menara para embarque, conforme hor√°rio previsto para o voo.‚ÄĚ
      Além das principais cidades medievais contidas neste tour, você ainda pode visitar:
      CHEFCHAOUEN (Mesquita Azul)
      A √ļnica maneira de chegar em Chefchaouen √© por terra, √īnibus ou carro. A cidade fica mais ao norte do pa√≠s, e chegar at√© ela √© tranquilo. Saindo de Marrakech, √© uma longa viagem, pois Chefchaouen fica a quase 600km de dist√Ęncia, passando por Casablanca, Rabat e Fez.

      CASCADES D’AKCHOUR (40min de carro de Chefchaouen)
      O ponto de partida dos t√°xis √© ao lado do posto de gasolina (s√≥ tem um na cidade). √Č s√≥ chegar e falar que quer ir para Akchour.

      CASCATAS DE OUZOUD (160km de Marrakesh)
       
    • Por Lucas Mourao Machado
      Ol√° pessoal pela primeira vez na vida venho a escrever um relato di√°rio de viagem. Um blog. N√£o tenho muita experi√™ncia em blogs, mas devido a pouqu√≠ssimas informa√ß√Ķes que encontrei sobre S√£o Tom√© e Pr√≠ncipe escrito por brasileiros resolvi deixar aqui o meu depoimento para ajudar futuros viajantes. Estou viajando eu Lucas e meu companheiro Jair. Nossa viagem iniciou-se em S√£o Paulo dia 23 de julho de 2018 as 18:20h . Chegaremos em S√£o Tom√© dia 25 as 00:30h. Dia 3 de Agosto vamos em um v√īo para Pr√≠ncipe que volta para S√£o Tom√© dia 5 de Agosto. Dia 6 de agosto voltamos para o Brasil de madrugada e chegamos dia 7 de Agosto de madrugada. Ou seja. Ao todo ser√£o 9 dias na ilha de S√£o Tom√© e 3 dias na ilha de Pr√≠ncipe. Tentarei relatar com detalhes cada dia dessa viagem a esse pa√≠s pouqu√≠ssimo conhecido.

      Pela nossa pesquisa anterior o que vale mais a pena para quem vem a S√£o Tom√© e Pr√≠ncipe √© trazer consigo Euro. S√£o poucos os locais no pa√≠s que aceitam cart√£o de cr√©dito. Os que aceitam muitas vezes n√£o tem as nossas principais bandeiras visa/master. N√£o existe no pa√≠s caixas eletr√īnicos que aceitam cart√Ķes internacionais como os nossos para sacar dinheiro. Existe no pa√≠s uma moeda local a Dobra. Quando utilizamos o euro nos d√£o o troco na moeda deles. Pelo que pesquisamos D√≥lar n√£o √© bem aceito.

      Calculamos uma média de 100 euros por dia fora os gastos com hospedagem e locação de carro. Pelo que pesquisamos os preços dos passeios com guia são bemmm salgados então conseguimos alugar um carro por 35 euros por dia em São Tomé e 50 Euros em Príncipe e pretendemos fazer os passeios por nossa conta. Quanto a segurança em circular pelo país o que me informaram é que para nós que somos brasileiros acharemos o lugar mais calmo e pacífico do mundo. Assim espero !!!

      Como São Tomé conseguiu sua independência de Portugal super recente (1975) ainda tem muita ligação com o país. Os portugueses são os turistas mais frequentes. Aconselho a quem quiser procurar mais blogs os melhores que encontrei foram de portugueses.

      Nosso v√īo partiu de S√£o Paulo com destino a S√£o Tom√© com escala em Luanda (Angola). Conseguimos comprar por R$1700,00 reais com taxas. O problema √© a conex√£o em Luanda longu√≠ssima de 18 horas que √© onde me encontro neste momento escrevendo o relato do percurso. Saimos de S√£o Paulo ontem as 18:20h. Chegamos em Luanda as 2:20h. 06:20h no hor√°rio local. Viemos de cia a√©rea TAAG. A maneira mais em conta de vir a S√£o Tom√© √© pela TAAG mas tem essas escala gigantesca em Luanda. O v√īo foi excelente. Boing 777 300 new generation. Um avi√£o de dar inveja nos nossos humildes jatinhos. Nos serviram jantar e caf√© da manh√£ super fartos e variados. Avi√£o extremamente confort√°vel com tudo de mais moderno que se tem hoje. Pousamos em Luanda e j√° sentimos aquela desordem tipicamente brasileira no desembarque. Viemos para a √°rea de passageiros em conex√£o para aguardar nosso v√īo para S√£o Tom√© que sai as 22:00h no hor√°rio local. O visto para quem quiser sair do aeroporto e passar o dia em Luanda custa 120 d√≥lares por entrada. Ou seja, 120 na ida mais 120 na volta caso queira deixar o aeroporto em ambas oportunidades. N√£o pesquisei o que tem para fazer em Luanda pois nos assustamos com o pre√ßo e pretendemos fazer uma viagem mais econ√īmica. Como aqui tem internet wifi gratuita no aeroporto n√£o vai ser dif√≠cil passar o tempo. A √°rea de conex√£o onde me encontro √© relativamente ampla. Tem v√°rias lojas e um free shop pequeno. Tem tamb√©m 4 lanchonetes simples com o pre√ßo bem salgado. Paguei 7 dolares em um p√£ozinho com caf√©. Recomendo comerem bem em S√£o Paulo e no avi√£o pois eles n√£o deixam entrar com comidas e bebidas aqui na sala de conex√£o. Al√©m do pre√ßo alto as op√ß√Ķes n√£o tem uma boa apar√™ncia. Uns salgados meio velhos e uma comidinha com um cheiro de gordura velha que n√£o me interessou nem ver o card√°pio. Os assentos s√£o relativamente confort√°veis. D√° para deitar em v√°rios e tirar um bom cochilo. Tem um ar condicionado agrad√°vel ent√£o n√£o vi problemas ... Diferente dos relatos que li na internet onde as pessoas reclamaram muito. Tem tamb√©m uma √°rea de grandes janelas onde conseguimos ter uma vista panor√Ęmica da cidade o que ajuda a passar o tempo. O √ļnico por√©m na √°rea de conex√£o s√£o os pernilongos. Tem bastante. E como n√£o podemos trazer repelente na mala de m√£o estamos expostos ao ataque. Aconselho virem de blusa de frio, meia, e cal√ßa para ajudar a evitar as picadas e tamb√©m pelo ar condicionado que √© bem frio. Espero que os pernilongos n√£o sejam da mal√°ria hehe.
      Lojas no aeroporto de Luanda
      Lojas típicas do aeroporto.
      Lojinhas no aeroporto.
      Aeroporto visto da sala de conex√£o.
      Sala de conex√£o no aeroporto.

      Embarcamos depois de muita confus√£o na sala de embarque para S√£o Tom√© com 1 hora de atraso as 23:00 e adivinham... O avi√£o tamb√©m estava tomado de pernilongos hehe. Apesar dos sugadores de sangue, o avi√£o tamb√©m era √≥timo. Um 737 novinho. Mesmo a viagem sendo r√°pida apenas 1:40 foi nos servido um jantar maravilhoso. A tripula√ß√£o do avi√£o n√£o era bem treinada o v√īo foi um caos. Uma desordem na organiza√ß√£o das pessoas, do servi√ßo, somado a falta de educa√ß√£o de alguns indiv√≠duos, e o excesso de crian√ßas no v√īo deixou tudo bem complicado. N√£o posso dizer que aterrizamos na pista e sim ca√≠mos rs. Meu companheiro de viagem tamb√©m ja fez ci√™ncias aeron√°uticas e ele tamb√©m ficou chocado. Pousamos de ponta em alta velocidade. Quando o avi√£o tocou o ch√£o todos gritaram rs foi um susto imenso. Estava muito nublado e acho que o piloto n√£o tinha l√° muita experi√™ncia. Desembarcamos e se ja achamos o aeroporto de Luanda desorganizado o de S√£o Tom√© √© um tumulto. As pessoas desceram do avi√£o e foram correndo para a sala de desembarque, sem fila, √īnibus, nem nada. Correndo pela pista. Um empurra empurra danado sem a menor educa√ß√£o de alguns. Na imigra√ß√£o era claro que a policia n√£o tinha controle de nada e nenhuma tecnologia. N√£o havia cameras de seguranca no sagu√£o nem se quer um aparelho de Rx para revistar as malas. Um rapaz carimbava os visto sem muitas perguntas e entravamos. Um grupo de arruaceiros que estavam no nosso v√īo estavam bem bebados. Deixaram uma garraga de whisk quebrar no chao e beberam a no bico quebrada com os cacos em frente a imigra√ß√£o sem nenhum problema. Uma verdadeira farra. Ao ingressar ao pa√≠s sai rapidamente do aeroporto e me deparei com um camp√£o escuro sem ilumina√ß√£o onde umas 100 pessoas aguardavam seus parentes. N√£o vi taxi nem nada parecido. Por sorte tinhamos contratado um servi√ßo de transfer e no meio daquele multid√£o avistei um rapaz com uma plaquinha com o nome do nosso hotel. Nunca me senti t√£o aliviado. O rapaz do transfer muito carismatico trabalha neste primeiro hotel que estamos de onde escrevo agora. O nome √© Sweet Guest House. Amei o hotel. Muito organizado, limpo, quarto √≥timo com ar, banheiro limpinho, cama boa, muito espa√ßo. Pessoal super receptivo e bem treinado. Chegamos tomamos um bom banho depois de 48 horas e capotamos.

      1¬į dia. Acordamos as 11 da manh√£. Levantamos e partimos para o nosso primeiro contato. Neste dia pretendemos ficar mais pelo centro fazendo um city tour a p√© pois pegamos nosso carro apenas amanh√£. Como no centro de S√£o Tom√© tudo √© perto n√£o vimos a necessidade de carro neste primeiro dia. Confesso que no caminho do aeroporto para o hotel fiquei assustado em como vamos dirigir por aqui. As ruas s√£o prec√°rias e tudo bem desorganizado. Fomos direto para o mercado municipal e j√° foi aquele verdadeiro choque cultural. Um tumulto de pessoas, verduras, lugumes, especiarias e peixes vendidos a c√©u aberto. Bem interessante mas falta um controle sanit√°rio pesado. N√£o consiguiria comer nada naquele mercado. As frutas, verduras e especiarias s√£o bem semelhantes as nossas mais comuns. Uma ou outra desconhecida. Do mercado fomos almo√ßar em um dos restaurantes indicados nos blogs que pesquisamos. Xico's. Um lugar super agrad√°vel perto do mercado com uma comida gostosa e um atendimento muito bom. Todos aqui s√£o muito sol√≠citos e prestativos. Tamb√©m tem uma pequena exposi√ß√£o de arte no segundo andar do restaurante. O pre√ßo da refei√ß√£o do dia foi 180 dobras. 1 euro equivale a 25 dobras. Um lombo com pimenta salada e batata frita foi o que nos foi servido.

      Almoço no Xico's.

      Do restaurante fizemos um tour por nossa conta pelos principais pontos turísticos da região central.

      Entrada do mercado central
      Mercado central
      Forte de S√£o Sebasti√£o
      Pal√°cio do Governo
      Baía Ana Chaves
      Forte S√£o Sebasti√£o
      Mercado da cidade
      Museu de artesanato

      A noite sa√≠mos para jantar na associa√ß√£o CACAU. Incr√≠vel!!! Passam um filme com apresenta√ß√£o da hist√≥ria de S√£o Tom√©, tem show ao vivo de m√ļsicas locais com dan√ßarinos, e um jantar expetacular super farto por 20 euros. S√≥ nao inclui bebidas alco√≥licas. Fotos do jantar a seguir:

      Fomos e voltamos do jantar de taxi que nos cobrou 6 euros por percurso. Vamos dormir que amanh√£ cedo recebemos nosso carro e vamos sentido norte da ilha.

      2¬į dia . Acordamos as 8:00h tomamos nosso caf√© da manh√£ no pr√≥prio hotel por 8 euros por pessoa. ( Sweet Guest House). Fizemos o check-out. Gostei muito do hotel. Muito limpo, super novo e bacana. Quarto e √°reas comuns sensacionais. Os atendentes que trabalham s√£o perfeitos super gentis e sol√≠citos. Recomendo muito! Em seguida o pessoal da Ban ben Noun Tours chegou com nosso carro. Um carro bem antigo com uma luz de emerg√™ncia ligada no painel e pneus bem carecas rs. √Č um toyota 4√ó4 bem antigo. Tem at√© toca fita ao inv√©s de CD rs. Mas tem funcionado at√© o momento. Compramos um chip de internet em uma ag√™ncia de telefonia m√≥vel no centro para que possamos usar o GPS do google que tem sido muito √ļtil. Depois disso seguimos rumo ao norte para nosa segunda hospedagem. Em 40 minutos chegamos ao Residencial Tamarindos. Amamos o hotel tamb√©m. Quarto perfeito com ar, frigobar, banheiro √≥timo, super novo e limpo. Deixamos as coisas e seguimos para as Ro√ßas do norte com uma boa parada de duas horas na Praia Lagoa Azul.

      Praia Lagoa Azul
      Amamos a praia. Quanto as Roças, que são antigas fazendas do seculo XX de café e cacau, estão todas destruídas e sendo usadas como abrigo pela população. O norte da ilha é extremamente pobre. De ambos os lados da estrada passamos por vilarejos paupérrimos. Muita pobreza mesmo como nunca tinha visto em nenhum lugar do Brasil. Mas pelo que percebi ninguém passa fome, pois, como é uma ilha, a pesca é intensa, e eles criam muitos animais que vivem soltos com eles... porcos,galinha,cabras.... também tem infinitas bananeiras, pés de cacau, cana , mandioca, mamão. Frutas bem semelhantes das nossas. Eles pedem o que eles não encontram. Doces rs. Ninguém nos pediu comida. As crianças vem correndo atras do carro pedindo doces em todos os lugares. Todos muitos educados sempre com um sorriso no rosto e prontos para nos ajudar em tudo. A pobreza assusta. Ainda mais que todos andam com um facão gigante na cintura mas não sentimos medo em momento algum. Após passar por todas as vilas e fazendas da época colonial mais ao norte (Santa Catarina, Diogo Vaz e Fernão Dias) voltamos e paramos para almoçar em um eco resort chamado Mucumbli. Maravilhoso! Evidente o abismo social existente como no Brasil.

      Estrada ao norte da ilha.
      Roças do seculo XX
      Meu Xar√° Lucas e seu c√īco
      Eco Resort Mucumbli.

      Vimos o p√īr do sol em Mucumbli e voltamos para nosso hotel onde fomos surpreendidos pelo eclipse lunar que acontecia hoje. Simplesmente magn√≠fico.

      Eclipse lunar.

      3¬į dia. Acordamos tomamos caf√© e alugamos bikes no hotel por 5 euros cada. Fizemos um tour pelas praias da costa norte. Fomos ao Morro do Peixe uma comunidade de pescadores pr√≥xima ao hotel e de l√° fomos a Praia dos Tamarindos, Praia do Governador, Comunidade Fern√£o dias, Comunidade Micol√≥, Cidade de Guadalupe e novamente Morro do Peixe. Foi um circuito tenso. As bikes eram p√©ssimas fomos rezando para n√£o quebrarem no caminho e quebraram bem no fim ufa rs. Elas n√£o eram pr√≥prias para trilha e a estrada era p√©ssima tanto a de terra como a parte em asfato. As comunidades extremamente pobres mas n√£o sentimos medo. Comprimentavamos todos que passavam e eles ja abriam um sorris√£o ainda mais quando descobriam que somos brasileiros. Chegamos a um restaurante esgotados quase mortos rs. Creio que o trajeto total deu uns 20 km mas pela p√©ssima estrada, calor escaldante e as bikes p√©ssimas pareceu que foram 100 rs. Almo√ßamos no restaurante Celva's. Menu executivo por 17 euros por pessoa. √önico por perto foi nossa salva√ß√£o. De l√° pedalamos acabados para o hotel pegamos o carro e fomos a praia Lagoa Azul a mais bonita e mais limpa at√© o momento. As outras s√£o muito pr√≥ximas das vilas ent√£o acabam que s√£o sujas e desembocam esgotos... Na volta da praia o seguran√ßa de l√° nos pediu carona e nos levou a Ro√ßa Santo Agostinho creio que a maior. Chegou em seu funcionamento a ter 3000 trabalhadores. No momento encontra-se desativada e virou abrigo como todas as outras. Mais uma vez a pobreza chocou bastante. Nessa s√≥ n√£o tivemos medo pois estavamos acompanhado desse amigo local que fizemos. De l√° voltamos para o hotel jantamos e fim do dia !

      Praia dos Tamarindos
      Praia do Governador
      Caminho entre praias
      Caminho entre praias
      Almoço no Celva's
      Mapa da regi√£o do percurso de bike.


      Praia Lagoa Azul.

      Não tiramos fotos das comunidades pois fomos avisados a não fazer. O pessoal não gosta!!! E isso é sério rs. Quase tivemos problemas quando queriamos fotografar uma embarcação e a senhora achou que estavamos tirando foto dela. Foi tenso!!!! Então já fica o aviso. Jamais fotografem alguém sem pedir autorização.

      4¬į dia. Acordamos fizemos o check out e saimos sem tomar o caf√© da manh√£. Dirigimos direto para a regi√£o central e fomos para o Hotel Me-zochi. Este hotel √© basicamente um jardim grande com uma casa central de madeira com algumas suites (creio que 4), e uma sala conjugada com cozinha comum. No hotel n√£o havia ningu√©m para nos receber. A casa estava toda aberta entramos vimos algumas malas que devem ser de outros hospedes mas nem sinal de uma alma viva rs. Sai do hotel e fui a uma casa pr√≥xima onde o dono ligou para o rapaz que toma conta e ele disse que estava no centro fazendo compras e depois voltava mas que podiamos deixar nossas coisas em uma das suites rs. Fizemos conforme indicado e saimos para o nosso primeiro dia na regi√£o central. Come√ßamos pela Ro√ßa Monte Caf√©. Uma das √ļnicas ro√ßas que mant√©m alguma produ√ß√£o ap√≥s a independ√™ncia do pa√≠s em 1975. Todas as ro√ßas ap√≥s a independ√™ncia tiveram seus territ√≥rios divididos entre os trabalhadores que acabaram optando por um cultivo individual para sub exist√™ncia e as depend√™ncias das ro√ßas viraram abrigo ou foram abandonadas. Apenas o Monte Caf√© tem um museu do caf√© que √© do governo e uma cooperativa que √© dos locais que est√£o tentando retomar o cultivo de forma coletiva e colocar de novo a Ro√ßa para funcionar. Super bacana a ideia deles. A cooperativa tamb√©m faz um tour pelas antigas √°reas de produ√ß√£o do caf√© e cacau meio que disputando os turistas com o museu que √© do governo. Fizemos o tour com eles para fortalecer a popula√ß√£o. Foi √≥timo. No final eles oferecem uma degusta√ß√£o de 3 tipos de caf√© org√Ęnico que s√£o plantados l√° e um ch√°. De l√° fomos ao Jardim Bot√Ęnico e adivinha? Tamb√©m foi meio que abandonado. Pelo que o guia que contratamos explicou havia uma funda√ß√£o da uni√£o europ√©ia que patrocinava alguns parques na √Āfrica em v√°rios pa√≠ses mas encerraram o projeto. De 24 trabalhadores restaram apenas 3 que fazem o tour meio que por conta pr√≥pria. Apesar disso gostamos. O senhor que nos guiou trabalha l√° a muitos anos e sabe muito sobre as plantas. Nos explicou sobre todas as frut√≠feras que foram trazidas pelos portugueses, as medicinais e as ornamentais. Pagamos 4 euros por pessoa a ele. De l√° fomos a Cascata S√£o Nicolau. Uma cachoeira que fica na beira da estrada de 20m de altura. Como estamos na √©poca da Gravana,√©poca de seca tem pouca √°gua mas a natureza em volta √© muito bonita bem preservada. Essa regi√£o central √© mais montanhosa que o norte que √© regi√£o de Savana. A mata √© mais densa. T√≠pica Floresta Tropical. Diferente do norte que √© mais quente e seco. Aqui no centro chega a fazer um friozinho. Adoramos a Cascata pois havia uma turma de crian√ßas e batemos muito papo. Nos contaram das novelas brasileiras que assistem os cantores de funk e sertanejo brasileiros que gostam. Eles escutam muita m√ļsica brasileira mais at√© mesmo que a deles. E novelas s√≥ passa as nossas da Globo. A crian√ßa mais velha nos contou que queria muito fazer jornalismo ou sociologia mas que aqui nao tem universidade p√ļblica. De l√° fomos a Ro√ßa Saudade onde funciona o museu Almada Negreiros um escritor e pintor nascido aqui que viveu em Portugal. L√° no museu tamb√©m tem um restaurante com um mirante lindo! Almo√ßamos um menu executivo que foi a melhor comida at√© o momento. Duas entradas, prato principal e sobremesa sensacionais por 17 euros por pessoa. Voltamos para o hotel descansamos um pouco e n√£o vimos ningu√©m. Realmente acho que √© um hotel fantasma. Acordamos as 19:00h para jantar. Fomos ao Caf√© Nunes. Comemos um franguinho bem fraco por 15 euros para os dois. N√£o recomendo comerem outro tipo de carne aqui que n√£o venha do mar. Tudo do mar √© muito mais fresco e os peixes s√£o excelentes. N√£o vale a pena fugir do trivial percemos isso hoje rs. Voltamos para o hotel e adivinha? Ainda nao vimos ningu√©m!!!!! Entramos para o nosso quarto e aqui estamos. Estou com um pouco de medo de verdade rs. √Č um hotel fantasma mesmo. Amanha ja vamos para a costa oeste e acho que n√£o ter√° ningu√©m para fazer o check out kkk muito doido isso.

      Roça Monte Café
      Jardim Bot√Ęnico
      Cascata S√£o Nicolau
      Museu Almada
      Restaurante Almada

      5¬į dia. Acordamos e gente adivinha. Apareceu 2 senhoras no hotel para fazer o caf√© da manh√£ kkk. Nos prepararam uma omelete com p√£o e caf√©. Comemos e partimos para o dia. Resolvemos fazer um tour pelo Parque Nacional Ob√ī. Fizemos o percurso at√© a Lagoa Am√©lia. √Č uma cratera de vulc√£o a 1400 m de altitude que se encheu de √°gua devido as nascentes pr√≥ximas e teve sua superf√≠cie coberta por uma vegeta√ß√£o rasteira que nos permite andar por cima. Diz o guia que a cratera tem mais de 30 metros de profundidade. Quando andamos por cima dela parecemos que estamos sobre um colch√£o d'√°gua. Super legal. S√£o 3 horas o percurso de ida e volta. De l√° voltamos ao Museu Almada e comemos novamente o menu executivo. Voltamos ao hotel buscamos nossas coisas e seguimos rumo a costa leste para a cidade de Santana. Nessa costa tem v√°rios locais no Airbnb para hospedagem incr√≠veis. As suites s√£o cravadas na montanha sobre o mar com uma vista maravilhosa. √Č em um vilarejo paup√©rrimo. Custamos a encontrar nossa casa que alugamos no Airbnb que se chama Cabin Lover's. Amamos o quarto. No nosso terreno haviam 4 bangal√īs do mesmo dono com uma escadinha que leva ate a praia que √© meio que particular. S√£o piscinas naturais incr√≠veis. Eles oferecem todas as refei√ß√Ķes no quarto a um pre√ßo ok creio que 15 euros o menu executivo e 8 euros o caf√© da manh√£. Chegamos nadamos rapidamente jantamos e ficamos a curtir o luar rs.

      Topo da Lagoa Am√©lia no parque Ob√ī. Cratera do vulc√£o coberta por esse arbusto que nos permite andar por cima da √°gua.
      Parque Ob√ī
      Piscinas naturais do Cabin Lover's
      Varanda do quarto do Cabin Lover's.

      6¬į dia. Dormimos super bem. Acordamos as 6:00h para ver o nascer do sol no mar do quarto e 12:00 descemos para as piscinas naturais. Nadamos com umas crian√ßas do vilarejo que apareceram por l√°. Voltamos umas 14:00h fizemos as malas e partimos para o sul da ilha onde viemos nos hospedar no Jal√© Ecolodge. No caminho paramos para almo√ßar no restaurante Mionga. Comemos o menu executivo por 10 euros e seguimos viagem. Passamos por v√°rias praias bacanas mas n√£o paramos pois pretendemos visita-las no nossos dias de hospedagem aqui no sul com mais calma. Tamb√©m este hotel √© bem longe. √Č a √ļltima hospedagem no sul. Da quase 2:30h de viagem da cidade de S√£o Tom√©. E como sa√≠mos tarde n√£o queriamos parar para n√£o chegar a noite. Ainda bem que fizemos isso pois chegando no Jal√© tem uma vila extremamente pobre e √© estrada de terra. Daria um pouco de receio passar a noite sem conhecer. O Jal√© √© uma praia particular onde ocorre a desova das tartarugas. √Č um hotel ecologico criado por uma ONG com apoio da uni√£o europ√©ia. Um lugar super roots. S√≥ tem energia el√©trica das 18 as 23 horas rs. O chuveiro √© frio. Eles oferecem as 3 refei√ß√Ķes e caso queira tem que avisar com anteced√™ncia. Jantamos hoje um polvo acompanhado de arroz, legumes, e banana frita. Comemos vendo o p√īr do sol. Foi lindo. O Jal√© tem apenas 3 chal√©s distribu√≠dos em uma praia de 1 km particular. √Č uma verdadeira imers√£o na natureza. Relax total para quem curte essa vibe.

      Nascer do sol visto do quarto Cabin Lover's.
      Cidade de Santana. Piscinas naturais do Cabin Lover's.

      Pico C√£o Grande. Pode ser avistado apenas da estrada no caminho para o Sul da ilha.

      Praia do hotel Jalé Ecolodge

      Jantar no Jal√© ao p√īr o sol.

      7¬įdia. Acordamos e junto a um guia que arrumamos aqui no Jal√© saimos para desbravar as praias do sul. O guia √© o seguran√ßa do Jal√© que estava de folga neste dia e faz esses bicos nas horas vagas. Disse que poderiamos pagar o quanto quis√©ssemos. Oferecemos 10 euros por pessoa. Foi √≥timo t√™-lo conosco pois algumas praias n√£o aparecem no mapa do google e ele nos levou tamb√©m em uma cachoeira maravilhosa que jamais chegariamos por nossa conta. Ela n√£o tem nem nome. Visitamos as praias Piscina, Cabana, Inhame, Grande, Micond√≥, e a cachoeira sem nome pr√≥ximo a comunidade morro do peixe. Todas essas praias do sul s√£o expetaculares e desertas. Em todas que fomos eramos as √ļnicas pessoas na praia. Incr√≠vel!!! A que mais gostamos foi a praia Piscina. S√£o v√°rias piscinas naturais √≥timas para nadar. A que estamos hospedados que √© a Praia Jal√© √© a segunda mais interessante. Mas todas s√£o √ļnicas!!! Al√©m dessas belezas naturais visitamos tamb√©m a Ro√ßa S√£o Jo√£o dos Angolares. Ela funciona como um hotel e restaurante utilizando as estruturas da antiga Ro√ßa. Tem tamb√©m uma exposi√ß√£o de arte bem interessante de artistas locais. √Č um lugar bem chick para os padr√Ķes daqui. Inclusive o presidente de S√£o Tom√© estava almo√ßando l√° no momento. De l√° voltamos para o nosso hotel na Praia do Jal√© jantamos e descansamos. O jantar estava divino. Um peixe com ervas acompanhado de batata doce com um molho deliciso. Apesar do sabor maravilhoso ele n√£o me fez bem. A noite tive febre, enj√īo, e dor de barriga. Tomei uns remedinhos e consegui dormir.

      Praia Jalé.
      Os √ļnicos 3 bangal√īs no Jal√© onde estamos hospedados. P√© na areia.
      Praia com rio proximo ao Pico C√£o Grande.
      Cachoeira sem nome rs
      Mangue no sul que oferece passeio.
      Praia Hotel próximo ao Inhame.
      Praia Hotel Inhame
      Cachoeira sem nome.
      Pico C√£o Grande.
      Praia Piscina.

      Roça São João dos Angolares.
      Museu Roça São João.

      8¬į dia. Acordei ainda um pouco indisposto. Hoje iriamos ao Ilheu das Rolas. Uma ilha aqui pr√≥xima onde tem um Resort all inclusive da rede Pestana e algumas praias bacanas. Tem tamb√©m um marco onde passa a linha do Equador. Mas como ainda estou um pouco fraco decidimos ficar por aqui mesmo no Jal√©. Curtir mais a nossa praia que √© p√© na areia e ficar bem pr√≥ximo do banheiro rs. O passeio a ilha √© de barco e sai do vilarejo de Porto Alegre que √© paup√©rrimo. S√£o 30 minutos de barco at√© a ilha. Vai que a dor de barriga volta no trajeto. Ap√≥s o caf√© da manh√£ e um cochilo me senti melhor e decidimos ir para a Praia Inhame bem pr√≥xima da nossa que tem um hotel super bacana estilo ecol√≥gico tamb√©m mas com mais estrutura. Inclusive recomendo muito ele ao inv√©s do nosso mas √© mais caro. Chegando l√° tinha um pessoal fazendo um tour para o Ilheu das Rolas por 10 euros por pessoa saindo do hotel mesmo em um barco muito mais confort√°vel dos que o que saem de Porto Alegre que s√£o de pescadores e ainda √© 15 euros e mais longe. Como eu estava melhor embarcamos. A ilha √© linda. Chegamos e fomos para o Resort Pestana. Pode entrar e participar do almo√ßo e ou jantar sem estar hospedado. Rodamos o Resort todo para conhecer. Adoramos a piscina com borda infinita para o mar. Resolvemos rodar a ilha toda e voltar para almo√ßar no resort mais tarde. Fomos rodando a ilha que tem mirantes lindos com uma vista para o mar incr√≠vel. Depois fomos ao marco por onde passa a Linha do Equador. √Č um mirante bem no alto com uma vista surreal. De l√° descemos para a praia mais linda que vimos em toda viagem a Praia Caf√©. Perfeita para um mergulho e uma relaxada na areia fofinha. Ficamos umas duas horas na praia e voltamos para o Resort Pestana. Participamos do buffet livre que serviam por 28 euros por pessoa. Tinha de tudo um pouco gostamos bastante. Depois voltamos para o local onde marcamos nosso barco de volta as 16 horas. Retornamos para o hotel Inhame de barco onde tinhamos parado nosso carro e retornamos para o nosso hotel. O Jal√©.

      Barco que sai do Hotel Inhame e faz a travessia.
      Piscina Resort Pestana.
      Bar e piscina borda infinita para o mar do Resort Pestana.
      Mirante em torno da ilha.
      Marco linha do Equador.
      Praia Café a melhor analisando todos os aspectos. Cor da água, limpeza da praia, temperatura da água, faixa e textura da areia, estrutura por trás com almoço etc...

      9¬į dia. Acordamos as 5h da manh√£ pois nosso v√īo que vai para Pr√≠ncipe partia as 9h da manha. E como o trajeto do extremo sul da ilha ate o aeroporto demora cerca de 2:30h saimos bem cedo. Pagamos na passagem para Pr√≠ncipe 110 euros ida e volta. O avi√£o √© um bimotor turbo h√©lice para 35 pessoas. Foi tranquilo o v√īo. Chegamos em Pr√≠ncipe e conseguimis alugar um carro por 100 euros os 3 dias. Do dia 3 ao dia 5. O carro n√£o era uma 4√ó4 como deve ser pois as estradas em Pr√≠ncipe s√£o p√©ssimas. Mas por outro lado economizamos muito. Queriam nos alugar por 80 euros cada dia. 240 euros os 3 dias !! Absurdo !! Mas conseguimos esse carro com um local que nos alugou o carro particular dele rs. Nos hospedamos no hotel Pr√≠ncipe Residencial. Pagamos 45 euros a di√°ria. Hotel simples mas limpinho. Nesse primeiro dia fomos inicialmente a praia do Macaco e Praia do boi. Ambas maravilhosas pertinho uma da outra. Des√©rticas com uma natureza surreal. As praias mais bonitas de toda a viagem mais at√© mesmo que do Ilheu das Rolas. Ficamos umas 3 horas nessa praia nadando e curtindo o sol e de l√° fomos a Ro√ßa Belo Monte. A Ro√ßa funciona como um hotel chiqu√©rrimo super bacana de visitar e pode usufruir do restaurante mesmo sem estar hospedado. Como ja tinhamos comido apenas visitamos e voltamos para o hotel ja no fim do dia. Come√ßou uma chuva torrencial e n√£o sa√≠mos mais do quarto.
      Baia da cidade de Santo Ant√īnio.
      Cidade de Santo Ant√īnio.
      Praia do Boi a mais linda que fomos.
      Mirante Com vista para praia do Macaco
      Roça Belo Monte

      10¬į dia. Fomos na parte da manh√£ no Resort Bombom que tem uma ilha particular com um restaurante sensacional. Tem tamb√©m um snack bar com uma piscina TOP que pode usurfruir por 15 euros sem estar hospedado. Se n√£o nadar n√£o paga rs. De l√° fomos para o Resort Sundy Praia. Nele nadamos e passamos a tarde toda foi uma delicia. Ele √© da mesma rede do Bombom e pode se usurfruir da piscina por 15 euros. A piscina √© ainda mais TOP com uma borda infinita maravilhosa para a praia. De l√° fomos tentar ver o p√īr do sol na Ro√ßa Sundy. Outro hotel da mesma rede mas em cima das montanhas com uma vista linda. L√° fizemos um tour pela Ro√ßa onde se cultiva cacau e vimos tudo sobre a prova da Teoria da Relatividade de Einstein que foi feita l√°. Um amigo de Einstein fotografou o Eclipse do sol l√° de Sundy e provou que Einsten estava certo e que o Universo √© curvo e a luz ao passar por ele distorce a real posi√ß√£o das estrelas no universo. Saindo de Sundy j√° era noite e fomos jantar na cidade de Santo Ant√īnio onde fica nosso hotel. Comemos em um restaurante beira mar de um Portugu√™s mas n√£o tinha nem placa com nome.

      Resort Bombom
      Resort Bombom
      Resort Bombom
      Resort Sundy Praia

      11¬įdia. Acordamos e chovia. Queriamos aproveitar a manh√£ para darmos um √ļltimo mergulho na praia Bombom que √© a mais perto com a melhos estrada mas n√£o deu devido a chuva. Fomos ent√£o a um mirante chamado Terreiro Velho. Bem bonito a vista mas a estrada p√©ssima. Ele √© sentido sul da ilha que √© onde fica o Parque Florestal que ocupa a maior parte da ilha. De l√° voltamos a cidade e visitamos algumas lojinhas at√© dar o hor√°rio que devolveriamos o carro 12:30h. O nosso v√īo para S√£o Tom√© partiu as 14:20h. Chegando a Sao Tom√© e como estavamos agora sem carro alugado reservamos com a mesmo pessoa que nos alugou o carro um transfer para o aeroporto de ida e volta por 10 euros por percurso. (Empresa Ban Ben Noun Tours). Ele nos levou para o nosso hotel o Hospedaria Porcelana. Hotel simples mas bem limpinho e organizado super bem localizado. Pagamos 40 euros na di√°ria. Deixamos as coisas no hotel e fomo almo√ßar no Restaurante Papa Figo. Comemos um peixe gostoso compramos alguns artesanatos e voltamos ao hotel onde dormimos ate 00:30. O transfer nos buscou e nos levou para o aeroporto pois nosso voo partia para Luanda as 03:00h. Pegamos o v√īo que foi super tranquilo voltamos para Luanda e aqui estamos aguardando para voltar ao Brasil :)

      Mirante Terreiro Velho

      Cidade de Santo Ant√īnio.

      Dicas Gerais:

      $$$: Leve apenas Euro. Não aceitam dólar em lugar algum e não aceitam cartão mesmo!!!! Impossível sacar dinheiro. Recomendo 100 euros por dia fora hospedagem e dinheiro para aluguel de carro. Apesar de termos gastado apenas 50 euros por dia não é bom arriscar. Lembre que esta viajando para um país extremamente pobre de pouquíssima estrutura. Não vai querer passar aperto né?

      Hospedagem: Vale a pena ficar em uma hospedagem diferente em cada região da ilha. As estradas são muito ruins e se você for e voltar todo o dia para a cidade de São Tomé vai ficar muito cansativo e vai ter pouco tempo para aproveitar os lugares. Os hoteis estão todos no Booking e Airbnb.


    • Por Ana Maria Cavani
      Gostaria de compartilhar com vocês a fantástica viagem que fiz para o Marrocos com esta agência Viagens_em_Marrocos
      Encontrei o site da ag√™ncia "viagens_em_marrocos" sem querer, estava pesquisando sobre viagens em Marrocos e eis que surge o pr√≥prio. No come√ßo fiquei insegura, mas resolvi mandar um e-mail e rapidamente o Omar me respondeu. Omar me mandou v√°rios roteiros, at√© definir quantos dias queria e pedi para sair do Tanger, pois estaria na Espanha e quer√≠amos atravessar de ferry-boat. Omar me mandou o roteiro de 10 dias saindo e chegando no Tanger. Ap√≥s essa defini√ß√£o passamos a nos falar por whatsapp, foi incr√≠vel, pois todas as d√ļvidas que eu tinha, o Omar me esclarecia. Chegamos no Tanger dia 18/10/2019 e Mustaf√° (nosso guia) e Mouhamed (nosso motorista) foram nos buscar. Ali come√ßou a incr√≠vel viagem pelo Marrocos. Fomos para Chefchouen / Fes / Mersouga / Erg Chebbi / Dades / Marrakech / Rabat, esses foram os locais aonde pernoitamos. O roteiro √© muito mais completo, passamos por muitas cidades, visitamos as ruinas romanas de Volubilis, que n√£o estava no nosso roteiro, mas falei com o Omar e ele prontamente incluiu essa visita, que valeu muito a pena. O ponto alto foi o deserto, andamos de 4 x 4 nas dunas, sensacional e depois fomos de camelo para o nosso magnifico acampamento Sirocco Luxury Camp, maravilhoso, l√° conheci o Youssef irm√£o do Omar, foi muito atencioso, foi at√© a nossa tenda para nos comprimentar. Os h√≥teis s√£o maravilhosos, sempre muito atenciosos com a gente. Depois do deserto visitamos, as Gargantas de Todra, os est√ļdios de cinema, atravessamos o Alto Atlas, paisagens deslumbrantes. Depois de Marrakech, fomos para Casablanca enfim pudemos entrar em uma Mesquita, ali√°s uma baita Mesquita - Hassan II. Ao final depois de Rabat passamos por Asilah e nos divertirmos na praia foi bem legal e no fim passamos na Caverna de Hercules que tamb√©m n√£o estava na programa√ß√£o mas atenderam nosso pedido e depois nos deixaram no Tanger onde atravessamos de volta para a Espanha no dia 27/10/2019.
      Em duas cidades tivemos guias locais. A guia local Fátima de Fes foi sensacional, muita história para nós contar. O guia local de Marrakech Mustafá também muito experiente.
      Na despedida nos emocionamos muito, pois nosso guia Mustaf√° e nosso motorista Mouhamed nos protegeram como se fossemos da familia deles, nos tornamos amigos que v√£o ficar para sempre em nossos cora√ß√Ķes.
      Recomendo muito "Viagens em Marrocos" s√£o sensacionais!
      As viagens são privadas, estávamos em 5 pessoas, era tudo em função da gente, foi maravilhoso. Foram 10 dias inesquecíveis!
      Em relação a reserva demos um sinal feito através do paypal e o restante quando chegamos pagamos em Euros, super tranquilo.
      Meu enorme agradecimento ao Omar que junto com sua equipe maravilhosa me proporcionou uma Viagem Incrível.
      Contatos da agência Viagens em Marrocos:
      http://viagens-em-marrocos.com/
      E-MAIL:¬†[email protected]¬†/¬†[email protected]
      WHATSAPP - Omar: +212 668 477 203 / Youssef: +212 661 347 126
      Ana Maria

























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