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Mari D'Angelo

Uma noite no Deserto do Saara

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ūüď∑ Texto original com fotos aqui:¬†http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/

√Č dif√≠cil n√£o colocar uma noite sob o estrelado c√©u do¬†Deserto do Saara¬†como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo¬†Marrocos!

V√°rias empresas, hot√©is e hostels oferecem roteiros at√© o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do¬†Marrocos, mas como est√°vamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um √īnibus tur√≠stico n√£o agradava a nenhum de n√≥s, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.

Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!

Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.

A solu√ß√£o foi inusitada, mas n√£o poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simp√°tico funcion√°rio do¬†Riad Dar Outeba, onde est√°vamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no¬†Deserto do Saara, nunca pensei que seria poss√≠vel ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra ‚Äúluxo‚ÄĚ n√£o combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experi√™ncia, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.

O valor oficial do acampamento onde ficamos √© de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo d√° por volta de 60‚ā¨ e inclui: Transporte ida e volta de 4√ó4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, caf√© da manh√£, garrafinhas de √°gua gelada, ch√° de boas vindas e estacionamento em Merzouga.

Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.

Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando ch√° de menta num calor de 40¬ļ) at√© que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!

H√° algumas formas de chegar at√© os acampamentos; de 4√ó4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromed√°rios. Eu estava decidida a n√£o ir com a √ļltima op√ß√£o, pois acho que √© uma forma de explora√ß√£o animal e apesar de saber que o corpo deles √© preparado para esse tipo de clima e de ‚Äúfun√ß√£o‚ÄĚ, n√£o acho certo e n√£o quis apoiar a pr√°tica. Como o quadriciclo era a op√ß√£o mais cara, decidimos ir de 4√ó4.

Ficamos sabendo que atualmente, para a seguran√ßa dos turistas, n√£o √© mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do¬†Deserto do Saara, ent√£o todos eles agora ficam a uma curta dist√Ęncia da cidade. De 4√ó4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emo√ß√£o de um rali pelas dunas! De dromed√°rio o tempo √© em m√©dia 1h30.

O acampamento fica em um vale em meio √†s dunas e √© encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e at√© tomadas e entradas USB! S√£o 8 tendas e mais um espa√ßo comum para as refei√ß√Ķes. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme √†quele lugar que parecia cen√°rio de filme!

Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!

Caminhamos at√© o topo de uma duna, de onde a vista √© de tirar o f√īlego, e arriscamos algumas descidas de¬†sandboard. L√° de cima vimos um p√īr do sol t√£o lindo que entrou para o top 5 da minha lista imagin√°ria!

Mesmo n√£o sendo t√£o afastado da civiliza√ß√£o, a sensa√ß√£o √© de estar no meio do nada. √Č uma emo√ß√£o incr√≠vel caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um gr√£ozinho de areia! Naquele momento est√°vamos animados demais para apreciar o sil√™ncio do Deserto, mas n√£o imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.

Na volta para o acampamento passamos pelo ‚Äúestacionamento de dromed√°rios‚ÄĚ e obviamente n√£o resisti √†quelas carinhas sorridentes! Eles s√£o d√≥ceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de n√£o ter ido at√© l√° sobre suas corcovas. N√£o √© que eles n√£o sejam bem tratados, mas v√™-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados n√£o me pareceu certo.

Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!

Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.

Quando j√° est√°vamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresenta√ß√£o de m√ļsica berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos t√≠picos.

De forma bastante simplificada, os berberes s√£o o povo do deserto. H√° diferentes ramifica√ß√Ķes e diferentes l√≠nguas (que s√£o no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles √© de ser um povo livre. Talvez por seu passado n√īmade, tenham se tornado mais abertos em rela√ß√£o √† v√°rias ideias, e essa foi uma das mais agrad√°veis surpresas da viagem.

Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.

E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.

Eu sei que a essa altura voc√™ deve estar se perguntando, e os escorpi√Ķes? N√≥s n√£o vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. N√£o fiquei descal√ßa e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais n√£o √© muito comum v√™-los durante o dia, eles preferem sair √† noite quando o clima est√° mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpi√Ķes enormes e at√© cobras. L√° eles est√£o preparados caso avistem um, mas √© sempre bom ficar atento.

No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.

ūüď∑ Texto original com fotos aqui:¬†http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/

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Passaste ao escrever bastante da emo√ß√£o e das sensa√ß√Ķes desta experi√™ncia. O Marrocos √© mais do que uma viagem √© um conjunto fant√°stico de experi√™ncias. Devo voltar em 2020. Fiz uma viagem de carro l√° em 2016 e fiz amigos. Se quiser d√™ uma olhada em meu relato.

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Olá! Lindo relato, rico em detalhes! Gostaria de fazer uma pergunta você lembra o nome da empresa que você fez o passeio pelo deserto?

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    • Por Mary Rocha
      Chegar no aeroporto em Marrakesh j√° foi uma experi√™ncia em si. Fomos recebidos com uma temperatura de 37 graus, aquele tipo de calor seco que sugere que voc√™ n√£o fa√ßa movimentos muito bruscos para n√£o come√ßar a suar logo de cara e que contenha a respira√ß√£o que fica um pouco mais ofegante, como se de repente¬†¬†seu canal de respira√ß√£o reduzisse em 1 cent√≠metro. Quando se vive num pa√≠s bem mais frio (que √© o meu caso que moro na Nova Zel√Ęndia), este contraste de temperatura √© impactante nos primeiros minutos. O t√°xi estava esperando por n√≥s para nos levar ao nosso¬†Riad, tipo de acomoda√ß√£o comum que parece um mini pal√°cio no interior da medina, parte antiga de Marrocos. O lugar era lindo e muito bem decorado. Os t√°xis geralmente n√£o t√™m permiss√£o para entrar nas medinas, pois n√£o h√° espa√ßo suficiente nos becos para que os carros passem, ent√£o a recepcionista, uma jovem mu√ßulmana marroquina, nos levou a p√©, dando-nos a oportunidade de experimentar imediatamente as ruas estreitas, transportando voc√™ para o filme de Aladdin. A atmosfera √© fora deste mundo e voc√™ sente que h√° cada esquina h√° um tesouro escondido. Chegando ao nosso alojamento, nos ofereceram biscoitos caseiros e ch√° de hortel√£ - a recepcionista disse que era uma tradi√ß√£o quando recebiam h√≥spedes em suas casas.
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      Eu viajei para muitos pa√≠ses e poucos deles me deram esse sentimento de amor √† primeira vista, desde o in√≠cio at√© o fim. E o Marrocos √© definitivamente um deles. A √ļnica coisa que posso dizer para finalizar √© "Shukran (obrigada)¬†Marrocos" pela excelente hospitalidade!
      Mary Rocha - Fundadora da NZEGA (www.nzega.com) 
      Escritora do livro Big Blue - Saiba mais sobre o livro
    • Por FlavioToc
      Observei que h√° poucos relatos sobre o Marrocos de carro e eu estava em d√©bito quanto a contar a hist√≥ria desta viagem, ent√£o resolvi escrever agora. E tamb√©m pela gratid√£o ao povo marroquino pela hospitalidade, gentileza e simpatia. ¬†Escolhemos viajar em mar√ßo por ser o fim do inverno e porque gostar√≠amos de ver neve. As temperaturas oscilaram entre 2¬ļ e 13¬ļC, com exce√ß√£o do Sahara onde foi de 16¬į a 22¬įC. Ah, e √© um destino muito seguro e bastante econ√īmico, que s√£o palavras m√°gicas para mim.
      O Marrocos por todo o exotismo povoa minha mente há décadas, então quando soube que tinha surgido uma empresa aérea que fazia voos diretos e em 9 horas, achei que era a hora. A cotação do dólar e euro começou a subir sem parar, isso sempre ocorre quando estou prestes a viajar, e só faltavam as passagens. Decidimos minha esposa e eu, que tinha que ser naquele momento. Por sorte durante a viagem o dólar e euro baixaram e a Royal Air Marroc devolveu-me a diferença, que foram uns R$ 800, nas duas passagens.
      Um probleminha era que os idiomas oficiais eram o francês, árabe e berbere. Meu inglês é capenga, mas soube que dava para se virar bem com o espanhol, então com a cara e coragem, nós fomos. Tratei de escolher apenas hospedagens nas quais falassem espanhol (tem lá embaixo no Booking).
      A aventura come√ßou ao entrar no avi√£o com a tripula√ß√£o falando franc√™s, alguns homens usando roupas t√≠picas, todas as mulheres usando len√ßo (hijab) e m√ļsicas √°rabes de fundo, me parecia que s√≥ tinha n√≥s dois de brasileiros. O voo atrasou uma hora e meia, devido a um temporal em Guarulhos. E ao chegarmos a Casablanca vimos o quanto √© rigorosa a imigra√ß√£o, sendo n√≥s e outro casal separado para a revista, mas deu tudo certo e nem perguntaram sobre o chimarr√£o e cinco quilos de erva-mate que lev√°vamos.
      Inclu√≠mos neste roteiro as quatro cidades imperiais que s√£o Marrakech, Fez, Meknes e Rabat. E acrescentamos Chefchaouen, Ifrane, Ouarzazate, Merzouga, Tinghir e Casablanca todas de grande import√Ęncia tur√≠stica.
      Coloquei abaixo com as fotos um mapa de nosso roteiro.
      Vis√£o geral sobre turismo no Marrocos
       
      O Marrocos é um país de enormes contrastes. O país tem praias, montanhas, neve, deserto, cidades históricas e culturais. A cada 50 km a paisagem muda totalmente. Nas cidades grandes convive a mistura de modernidade e tradição. Não é todo lugar que se pode almoçar em um restaurante fundado em 1150 ou dormir em um hotel do ano 1348. E por falar em neve, as Montanhas Atlas têm neves eternas, ou seja, neves permanentes no topo, lindas.
      √Č um pa√≠s seguro e de pessoas alegres, am√°veis e que respeitam o turista. A pol√≠cia √© muito educada e eficiente. S√£o muito tolerantes e respeitadores quanto a outras religi√Ķes. N√£o h√° problemas para que mulheres viajem sozinhas, claro que devem se cobrir mais e n√£o usar roupas muito justas por respeito a seus costumes. Tamb√©m n√£o precisam usar o len√ßo (hijab). Podem at√© ouvir uma cantada, tipo ‚Äúquer casar comigo?‚ÄĚ ou ‚Äúquero casar com uma garota brasileira‚ÄĚ e n√£o se admire se em portugu√™s.
      Todas suas fotos parecerão profissionais, porque além dos cenários incríveis a iluminação é perfeita. Por isso que Ouarzazate é chamada de Hollywood do Marrocos. Ocorrem muitas filmagens e não só de filmes com a temática árabe ou com deserto, mas até com temas europeus ou chineses por exemplo.
      Você vai ouvir muito as palavras:
      -Medina ‚Äď √Č a cidade antiga que fica dentro das muralhas, ou seja, uma fortifica√ß√£o. Os port√Ķes das medinas s√£o chamados de Bab, por exemplo, em Meknes tem a Bab El Mansour.
      -Souk, zoco, (espanhol), souq (ingl√™s) ‚Äď que se refere √† zona comercial ou bazar dentro da medina. H√° o souk dos couros, dos frutos secos, das joias, dos cal√ßados, etc.
      -Riad ‚Äď S√£o mans√Ķes ou palacetes tradicionais sem janelas para o exterior, as salas e quartos abertos para o p√°tio interno ajardinado que muitas vezes tem √°rvores e fonte para refrescar. Abrigavam fam√≠lias numerosas e endinheiradas, hoje √© uma palavra para hospedagem, ou seja, √© um pequeno hotel sempre com decora√ß√£o t√≠pica. Hospedagem que recomendo e √© quase obrigat√≥ria, pela experi√™ncia, em Chefchaouen, Fes e Marrakech entre as cidades deste roteiro.
      -Kasbah ‚Äď s√£o pal√°cios fortificados. Normalmente s√£o de adobe (mistura de terra e palha) √© um tipo de arquitetura muito comum no Marrocos. Tanto que, entre Ouarzazate e Thingir √© chamado de Vale dos Mil Kasbahs. Alguns atualmente servem como hot√©is.
      -Ksar ‚Äď √© uma cidadela fortificada e pode conter v√°rios kasbahs. O mais famoso √© o Ksar Ait Bem Haddou em Ouarzazate.
      -B√©rbere ‚Äď s√£o os habitantes originais do Marrocos e de seus vizinhos Arg√©lia, Mali, Tun√≠sia antes da chegada dos √°rabes no ano 681. S√£o diversos grupos ou tribos e sua cultura √© muito forte e influente no dia a dia. N√£o confundir com √≠ndios, como li algu√©m citar. Tem uma cultura com escrita bem antiga derivada dos fen√≠cios. Tiveram tamb√©m influencia grega e romana. O grupo mais conhecido pelo cinema s√£o os touaregs.
      -Djellaba - é o traje típico masculino.
      -Kaftan ‚Äď √© o vestido t√≠pico feminino. Assim como os trajes masculinos, tem para o inverno, o ver√£o, para o dia a dia e para festas. Ali√°s, as mulheres v√£o ficar encantadas com a beleza dos mais festivos em exposi√ß√£o nas lojas.
      -Hijab ‚Äď √© o len√ßo feminino. N√£o √© obrigat√≥rio. Tamb√©m chamado nas lojas de pashmina. √Č uma boa op√ß√£o de presente. Bem baratos e de boa qualidade.
      Baboucha ou babouche ‚Äď S√£o chinelos t√≠picos. Tem para homens e para mulheres. S√£o muito decorativos. Outra boa op√ß√£o para presente. Tamb√©m s√£o bem baratos.
      -Dirham ‚Äď √Č a moeda (abrevia√ß√£o MAD), que vale 10 a 11 por um Euro. Euros tamb√©m circulam muito bem no com√©rcio e hot√©is. Bem f√°cil de converter, at√© de cabe√ßa, para reais. Por exemplo, 200 MAD. Tire um zero e multiplique por 10 ou 11 (como preferir), o resultado √© 20 Euros.
      -Hamman ‚Äď √Č o conhecido banho turco. √Č um ritual de banho, esfolia√ß√£o e massagem. N√≥s fizemos os dois juntos em Marrakech em nosso riad. Adoramos! Creio ser uma experi√™ncia obrigat√≥ria. E a mo√ßa que fez tinha m√£os de fada, nada daquela coisa bruta que se v√™ em filmes.
      Coloquei os hotéis que ficamos para referência de preços (ver no Booking) e de localização, que no caso das cidades grandes também incluía o problema de chegar de carro. Isso porque dirigir dentro das medinas como em Marrakech e Fez é um problema.  Todos tinham nota acima de 8 na época.
      Muitas atra√ß√Ķes s√£o livres ou muito baratas. Apenas mais caros foram os ingressos com guia na Mesquita Hassan em Casablanca e o Jardim Marjorelle em Marrakech. Mas valem todos os centavos. Estes n√£o se comparam aos valores na Europa, s√£o muito menores.
      Se for comprar algo mais caro tenha uma no√ß√£o de pre√ßos antes de entrar em uma negocia√ß√£o. √Č uma experi√™ncia marcante que pode levar horas. N√≥s compramos um lindo casaco de couro de camelo para minha esposa. O pre√ßo come√ßou em umas tr√™s vezes mais, sa√≠mos, voltamos umas duas vezes e novas discuss√Ķes de valores. Ent√£o soube quanto era a faixa de pre√ßos l√° no riad e tamb√©m com outro vendedor e no final quando j√° est√°vamos quase brigando fechamos em 80 Euros, ficamos amigos, nos abra√ßamos e conversamos.
      Para mais informa√ß√Ķes veja no site:http://www.marrocos.com/
      A culin√°ria
       
      Mundialmente famosa e ex√≥tica com muitos temperos, mas nada que desagrade a maioria dos paladares (ah..., tem o cominho) e h√° tamb√©m muitos pratos vegetarianos. N√£o tem esquisitices. N√£o estranhamos e gostamos muito. √Č bem variada e os mais populares s√£o:
      -Cuscuz ‚Äď Que √© feito com s√™mola um tipo de trigo duro. Quem gosta do cuscuz paulista vai gostar porque √© semelhante, mas melhor.
      -Tajine ‚Äď Costuma ser alguma carne bovina, cordeiro, frango, peixe. √Č como uma carne de panela muito macia. S√£o cozidos lentamente em uma panela de barro com o mesmo nome.
      -Mechui ‚Äď Cordeiro assado lentamente e muito macio.
      -Sopas ‚Äď As mais comuns s√£o a harira e baissa de habas (favas). Tom√°vamos todos os dias e muit√≠ssimo barata.
      -Paella ‚Äď Espanhola. Servida no litoral. Como em Rabat.
      -Pastella ou pastilla ‚Äď √Č um prato bastante ex√≥tico com uma carne como frango ou pombo com ameixas, am√™ndoas e mel, cobertos por uma fina massa folhada e cobertos com a√ß√ļcar de confeiteiro. Mistura salgado e doce. √Č bem gostoso e bonito.
      -Pinchito ‚Äď s√£o espetinhos. Semelhantes aos que conhecemos.
      -Kebab ‚Äď s√£o espetinhos de carne mo√≠da. Bem conhecidos por aqui.
      -Amlou ‚Äď √© conhecida como a ‚ÄúNutella marroquina‚ÄĚ. √Č deliciosa, mas n√£o achamos semelhan√ßa, √© bem flu√≠da, n√£o pastosa. Confeccionada com am√™ndoas, mel e √≥leo de argan.
      Todos os pratos são acompanhados com pão à vontade.
      Nas cidades maiores h√° tamb√©m v√°rias op√ß√Ķes de comida internacional, de mexicana a tailandesa.
      Muitas vezes, como estávamos em dois, um pedia um cuscuz e outro um tajine e cada um comia um pouco de cada. Em todos os lugares são pratos muito fartos. Só em Marrakech são um pouco menores, mas nunca faltou comida. Todos os cardápios são pelo menos em francês, inglês e espanhol e tem foto da comida, além da descrição.
      N√£o deixe de entrar em uma p√Ętisserie (confeitaria) para fazer um lanche e ficar√° encantado com a variedade de doces. S√£o de um sabor delicado e n√£o muito doces. Usam mel, am√™ndoas, gergelim. E n√£o deixe de tomar o suco ou batido de am√™ndoas, que √© fant√°stico, vem quase copo de liquidificador. Mesmo assim foi um para cada.
      Vai se esbaldar comendo t√Ęmaras e tem uma grande variedade. Procurei comprar embaladas. S√£o deliciosas.
      Azeitonas, eu nem imaginava que havia tantas variedades. Servem até no café da manhã. E na maioria das vezes antes de qualquer refeição já colocam na mesa pão e azeitonas.
       
       
      Como é dirigir no Marrocos
      Dirigir no Marrocos é fácil e uma experiência incrível que te faz sentir na pele os lugares por onde passa, viajando no teu ritmo e desfrutando do trajeto, não só dos destinos.
      Nosso roteiro deu uns 2000 km, mas rodamos um total de 3600 km.
      Alugamos o carro pela internet pelo site https://www.economycarrentals.com
      que apresentou os melhores preços (até a metade de outros) e não tinha taxas extras. A locadora foi a Europcar, e escolhemos um i30, na falta nos ofereceram como upgrade o Qaskay que é uma SUV do porte do Jeep Compass. Um detalhe maravilhoso que era a diesel, o que fez a diferença, porque fez 22,5 km/l. Pagamos pela diferença R$ 120 (convertidos). Então, lá escolha o diesel. Uma coisa que não entendi é que no ticket da máquina de cartão apresentou a palavra débito, apesar de ter escolhido o crédito. E no fim das contas saiu mesmo no crédito na fatura do cartão. Não entenderia mesmo em português, muito menos em francês. Mas na próxima vez lá, já sei e tudo bem. Portanto, não se preocupem com isso. Se quiseres saber o preço dos combustíveis lá para planejamento veja em https://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/ que mostra a média dos valores praticados em todos os países.
      Evite dirigir nas grandes cidades que pode ser confuso e tamb√©m para n√£o perder a vaga do estacionamento, que em geral √© na rua com ‚Äúflanelinhas‚ÄĚ licenciados, custou 2 Euros por noite em todos os lugares. Pode ficar tranquilo que ningu√©m mexe. N√£o v√° deixar coisas de valor √† vista, √© claro. Nestas use t√°xis que s√£o baratos. ¬†As placas de sinaliza√ß√£o s√£o em √°rabe e alfabeto ocidental. Ver√° algumas em b√©rbere nas autoestradas (escrita que lembra a dos fen√≠cios). N√£o √© necess√°ria a PID (Permiss√£o Internacional para Dirigir).
      As estradas são de ótima pavimentação e poucas têm pedágios sendo a maioria baratos (foram valores como 6, 8 ou13 MAD, ou seja, 1 Euro), a exceção é a que vai de Marrakech à Casablanca.
      A pol√≠cia √© bastante simp√°tica, ent√£o tamb√©m seja. N√£o ultrapasse os limites de velocidade que com 90% de chances voc√™ trar√° como ‚Äúsouvenir‚ÄĚ uma multa. T√™m radares em todas as estradas inclusive as mais desertas. Minha principal aten√ß√£o foi com a placa Ralentir (desacelere) que √© uma pegadinha no sentido literal mesmo. Leia neste post https://www.tempodeviajar.com/como-escapar-gendarmerie-royale-marrocos/ l√° tem todas as informa√ß√Ķes necess√°rias para dirigir com tranquilidade no Marrocos.
      Chefchaouen nos mapas pode aparecer El Ai√ļn. Por sinal, no Google mostra no men√ļ a op√ß√£o El Ai√ļn, Chefchaouen, Marrocos. √Č esta mesmo.
      SAINDO DE CASABLANCA
       
      Total: 2000 km
       
      1¬ļ Dia 05/3- Chegada a Casablanca
       
      Chegada ao hotel no final da tarde, por conta dos atrasos. Ent√£o, o previsto para fazer n√£o deu certo e ficaram v√°rias atra√ß√Ķes para outra viagem.
      Pernoite em Casablanca ‚Äď Le Trianon Luxury Hotel & SPA. Escolhi pela nota no Booking na √©poca superior √† 8 e pela localiza√ß√£o perto de v√°rias atra√ß√Ķes e junto ao Twin Center que √© uma refer√™ncia. O custo-benef√≠cio dos hot√©is em Casablanca √© baixo. Neste mesmo, o caf√© da manh√£ era a parte e custava 7 Euros por pessoa. Tomamos caf√© em uma lanchonete.
      2¬ļ Dia 06/3- Casablanca ‚Äď Rabat ‚Äď 85 km ‚Äď 1:00 h
       
      - Mausoléu de Mohammed V
      - Torre Hassan
      - Kasbah dos Oudaias. √Č uma fortaleza cheia de resid√™ncias ainda usadas atualmente. N√£o √© necess√°rio guia, mas se quiser combine, inclusive se entrar em uma casa v√£o querer te cobrar a parte, ent√£o trate antes.
      - Jardim Andaluz
      - Chellah (antiga necr√≥pole que foi constru√≠da fora das muralhas pelos Merenidas no s√©culo XIII, que abriga as ru√≠nas da antiga cidade romana). Hoje √© um bonito jardim que d√° vontade de passar uma tarde. √Č cheio de cegonhas e seus ninhos.
      - Pal√°cio Real. N√£o pode tirar fotos.
                  Almoçamos na praia junto ao Kasbah dos Oudaias 180 MAD (para dois)
      Pernoite em Rabat ‚Äď Riad Meftaha
       
       
       
      3¬ļ Dia 07/3- Rabat ‚Äď Chefchaouen
       
      ‚Äď 250 km ‚Äď 3:35 h
       
      Chefchaouen √© imperd√≠vel!¬† Conhecida como ‚Äúcidade azul‚ÄĚ, √© uma das cidades mais coloridas do mundo, muito fotog√™nica e aut√™ntica. Voc√™ se sente voltando mil anos no tempo. Parece que todos os moradores usam roupas tradicionais, at√© os meninos usam a jelaba e com capuz parecem magos de um filme de Harry Potter. Quem gosta de gatos vai adorar, porque s√£o muitos pelas ruas e todos bem tratados, estes tendo sido at√© objeto de um estudo de universidade. S√£o muitas as op√ß√Ķes para refei√ß√Ķes e tamb√©m bem econ√īmicas, na pra√ßa √© uma pechincha.
      Pernoite em Chefchaouen ‚Äď Dar Zambra. Este hotel fica dentro da medina, bem no alto, ent√£o tem que contratar carregadores (combine antes) ou ter√° que subir pelas ruelas e escadas com tudo nas costas.
      Todas as atra√ß√Ķes na cidade est√£o listadas abaixo.
       
       
      4¬ļ Dia 08/3- Chefchaouen
       
      -Cidade antiga e medina. Exige muito das pernas para percorrer os labirintos de ruelas e escadarias. √Č o que mais se faz l√°, olhar, descobrir e encantar-se.
      -Castelo central
      -Mesquita com minarete octogonal
      -Lavanderia p√ļblica Rass Elma
      Pernoite em Chefchaouen ‚Äď Dar Zambra
       
       
      5¬ļ Dia 09/3 ‚ÄďChefchaouen ‚Äď Volubilis
       
      ¬†165 km‚Äď M√©knes Total: 200 km ‚Äď
       
      Volubilis ‚Äď M√©knes 34,3 Km 44 min.
       
       
      Volubilis
       
      - Volubilis (imensas ruínas romanas datando de 28 A.C). Nós paramos junto a uma cerca e avistamos de longe. Não tivemos tempo para visitar.
       
       
      Meknes
       
      ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Meknes √© uma cidade surpreendentemente linda. Quando est√°vamos chegando a gente come√ßou a ficar de boca aberta. Os roteiros tur√≠sticos n√£o lhe d√£o a devida import√Ęncia, mas √© uma das cidades que o guia Lonely Planet recomenda para a visita em 2019. N√≥s morar√≠amos l√°, se pud√©ssemos.
      - "Tour des remparts", circuito das muralhas, que passa pelas diversas portas ("babs") da cidade; fizemos com uma carruagem. A cidade antiga é cercada por três conjuntos de muralhas, sendo uma dentro da outra e a externa com 12 metros de largura.
      - Mausoléu de Moulay Ismail (construtor da fortaleza, que teve 500 mulheres e 800 filhos!), uma das poucas mesquitas que podem ser visitadas, exibindo trabalhos decorativos riquíssimos;
      - Bab El Mansour
      - Medersa Bou Inania
      - Palácio Real, com seus fantásticos estábulos, com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos cavaleiros, os silos, com capacidade de armazenagem de 2 anos,  o reservatório com uma "nouria" (monjolo), apto a alimentar de água tanto o palácio, quanto a "medina",  além dos jardins suspensos com oliveiras. Uma obra de engenharia militar. Um guarda se ofereceu por um pequeno valor nos servir de guia.
      - Ville Nouvelle (cidade nova), onde estão localizados os hotéis e restaurantes, mais parecendo um "mercado persa". Quanto ao artesanato, seu forte são os "damasquinados": semelhantes aos trabalhos encontrados em Toledo (Espanha), só que elaborados com ferro e prata. 
       
       
      Pernoite em Meknes ‚Äď Riad Yacout, este fica dentro da muralha, uma localiza√ß√£o privilegiada e perto de tudo. O riad era lindo e com uma decora√ß√£o muito aut√™ntica. O ano de funda√ß√£o era por volta de 1750 se n√£o me engano.
      6¬ļ Dia 10/3 - M√©knes ‚Äď Fez 64 km
       
      ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Fez √© uma das cidades mais antigas do Marrocos, sua funda√ß√£o foi 789. √Č misteriosa e cultural, √© maior medina que n√£o entram carros do mundo. Percorrer suas ruas e ruelas √© a principal atra√ß√£o. E ficar√° impressionado com a qualidade dos objetos de couro, com as cer√Ęmicas, dos ladrilhos, com as portas, bem, a lista √© longa. Porque voc√™ vai se surpreender a todo o momento. Precisar√≠amos ter ficado mais uns dois dias pelo menos.
      - Bab Boujloud ‚Äď o port√£o azul, principal entrada para a Medina
      - Medersa Bou Inania (medersa ou madrassa)
      - Dar-el-Makhzen (Pal√°cio Real)
      - Bairro judeu Fez Mellah
      - Santu√°rio de Moulay Idriss I
      - Padaria comunitária. São bem comuns até hoje. As pessoas levam o seu pão para assar lá.
      - Medina
      - Jardin Jnan Sbil
      - Palacio Glaoui
      - Al-Karaouine University ‚Äď Foi fundada em 859 por Fatima Al-Fihri e √© a mais antiga universidade ainda em funcionamento cont√≠nuo do mundo de acordo com a UNESCO. Mas n√£o se pode entrar, pena.
      - Museu de Artes e Ofícios de Madeira de Nejarine
      - Tombeaux merinides (Tumbas dos Merenitas)- Vista da cidade
      - Quartier tanneurs ‚Äď quarteir√£o de tingimento de couros
      -Borj Nord (Museu das Armas) Fortaleza no alto de uma colina
      -Dar-el-Makhzen (Pal√°cio Real)
      Observação: Serviço Oficial de Guias em Fez é tabelado: Meio- dia: 200 MAD inclui apenas visita a medina.
      ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† N√≥s contratamos um guia que foi chamado pelo gerente de nosso riad para otimizar o tempo, ent√£o nosso tour come√ßou por volta das onze horas at√© l√° pelas quatro e meia da tarde. Foi meio corrido e com muita informa√ß√£o. Depois ande sem guia, ent√£o vai se perder e se achar entre as 10.000 ruelas (isso mesmo) que comp√Ķem esta medina. N√≥s t√≠nhamos como refer√™ncia a Bab Boujloud, o port√£o azul, j√° que nosso riad ficou pr√≥ximo.
      ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† No outro dia era sexta-feira e no Marrocos que √© mu√ßulmano, equivale ao domingo. Ent√£o, dentro da medina a maioria do com√©rcio estava fechado. Utilizamos o servi√ßo de um guia para conhecer a parte fora da medina. Ele foi com uma van, e este sim foi maravilhoso, com muitas explica√ß√Ķes inclusive sobre sua religi√£o.
                  Esta hospedagem merece uma referência especial, já que nunca na vida fomos tão bem acolhidos em um hotel quando lá. O gerente nos colocou sob os cuidados do Hassan, e tudo que precisamos, ele nos auxiliou. Levou o carro que estava com pneu furado para conserto, conseguiu os guias, a compra de remédio para tosse (gripei) e um monte de coisas. Este riad é um palácio literalmente e nos deram uma suíte enorme que tinha até sala com sofás e o ambiente finamente decorado. Daria para passar um dia só fotografando os detalhes de tudo. Este riad foi construído em 1373. Bem antigo, mas reformado e belíssimo.
      Pernoite em Fez ‚Äď Riad Al Makan ‚Äď creio que melhor localiza√ß√£o √© imposs√≠vel.
       
       
       
      7¬ļ Dia 11/3 ‚Äď Fez
       
      Pernoite em Fez ‚Äď Riad Al Makan
       
       
       
      8¬ļ Dia 12/3 - Fez ‚Äď Ifrane 72 km
       
      ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Ifrane √© chamada de ‚ÄúSu√≠√ßa Marroquina‚ÄĚ e os tours normalmente s√≥ fazem uma passagem de umas horas, ela √© mais ‚Äúocidental‚ÄĚ, mas a natureza em volta √© bel√≠ssima. ¬†Mas n√≥s quer√≠amos ver neve, por isso resolvemos ficar um pouco e ter um tempo para descansar. Fizemos at√© bonecos de neve e interagimos bastante com as pessoas.
      -Estação de esqui.
      -Bosques de cedro com os macacos de Gibraltar, são a mesma espécie e bem mansos. Podemos nos aproximar sem que agridam. Entramos em uma estrada ao lado do hotel e ao longo do percurso víamos as pessoas fazendo pic-nic.
      -Nascentes de √°gua
      -Parque das Cascatas de Vitel
      -Termas Naturais de Ras El Ma
      Pernoite em Ifrane ‚Äď H√ītel Relais El Maa, sem caf√© da manh√£. Tinha uma lanchonete junto, mas comemos todas as refei√ß√Ķes em um restaurante a poucas quadras.
       
       
      9¬ļ Dia 13/3 ‚Äď Ifrane
       
      Pernoite em Ifrane - H√ītel Relais El Maa
       
       
       
      10¬ļ Dia 14/3 - Ifrane ‚Äď Merzouga 400 km ‚Äď tempo estimado de viagem 6:00h
       
                  Atenção ao tempo de viagem, que pode ser maior dependendo das paradas. Leve água e coisas para comer, porque não dará tempo para almoço se você quiser chegar até às quatro da tarde para ir de dromedário ao acampamento no deserto. Este horário tinha sido combinado por e-mail com nosso riad, e a finalidade é estar no acampamento ao por do sol. Foi o trecho mais longo que dirigimos e é demorado por conta das várias cidadezinhas que passamos. Muitas gostaríamos de ter parado um pouquinho.
      O passeio com dromedários até o acampamento no deserto foi uma experiência e tanto. Levamos em torno de uma hora e meia de dromedário. O jantar foi preparado no acampamento e o desjejum quando retornamos ao riad.  Creio não ser necessário falar o quanto isso foi emocionante. Ah, e era nosso aniversário de 24 anos de casamento.
       
       
      Pernoite em Merzouga no deserto em uma tenda
       
      11¬ļ Dia 15/3‚Äď Merzouga
       
      -Tour das dunas (visita a aldeia Khamlia, Minas Mfiss e o√°sis Tissardmine. Pre√ßo 500 MAD por pessoa (+- R$ 200,x2), achamos meio caro, mas c√īmodo pois t√≠nhamos combinado tudo antes por e-mail. Foi em torno de quatro horas. Visitamos:
      -Aldeia e o√°sis de Hassilabied, aldeia e o√°sis de Merzouga, m√ļsicos Gnawa na aldeia de Khamlia, Dunas de Iqri, aldeia de Tisserdmine, nas dunas, visitar o Dep√īt Nomade (loja de tapetes e museu), planalto negro de cobalto vulc√Ęnico da Hamada du Ghir. Passa pelos caminhos de uma antiga rota do Paris Dakar, tamb√©m ver√° n√īmades acampados junto √†s dunas.
                  À tarde fomos à Rissani para ver o mercado. Andamos por dentro de um kasbah que tinha várias famílias morando. Faltou conhecer o centro de Merzouga.
      Pernoite em Merzouga - Kasbah Azalay Merzouga. Esta hospedagem tem uma linda vista para o deserto e você vai querer ver o sol nascer. O traslado até o acampamento, o acampamento e jantar no deserto foram organizados por eles e combinado por e-mail. Creio que todos os hotéis ou riads também façam.
       
      12¬ļ Dia 16/3 ‚Äď Merzouga ‚Äď Tinghir - Boumalne Dades 252 km
       
                  Em Tinghir (ou Tinerhir), dê uma parada obrigatória e contemple a cidade oásis.
      -Gargantas do Dad√©s. √Č um desfiladeiro incr√≠vel e que vai render umas fotos impressionantes. N√£o deixe de dirigir at√© o alto.
      -A Garganta de Todra, é outro desfiladeiro, com paredes com mais de 200m de altura.
      -Vale das Rosas em Kelaat-M’Gouna, Jbel Saghro, La Vallée Des Figues, Vale das rochas Dedos de Macaco, Vale dos Pássaros.
       
      Para chegar nas Gargantas de Dadés: Em Boumalne pegar a R 704. E para ir à Garganta de Todra pegar a R 703 e andar uns 17 km.
      -Kelaat M‚ÄôGouna ‚Äď Entrada para o Vale das Rosas. Aproveite para olhar as lojinhas e comprar uns perfumes, que s√£o de excelente qualidade e com ess√™ncias locais (influ√™ncia francesa), s√£o lembrancinhas boas e baratas.
      Pernoite em Boumalne Dades ‚Äď Maison D‚ÄôHotes Restaurant Chez L‚ÄôHabitant Amazigh
       
       
      13¬ļ Dia 17/3 - Boulmane ‚Äď Skoura ‚Äď Ouarzazate
       
      ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Este trajeto √© conhecido como o Vale dos Mil Kasbahs‚ÄĚ e realmente s√£o muitos.
      - Em Skoura com Kasbah Amerhidil e Sidi El Mati.
      ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Ouarzazate √© uma maravilhosa cidade com v√°rios atrativos onde d√° para sentir o dia a dia das pessoas e tamb√©m pode servir de base para visitar os arredores at√© 100 km. √Č conhecida como a ‚ÄúHollywood do Marrocos‚ÄĚ devido √† produ√ß√£o de filmes.
       Em Ouarzazate:
      - Kasbah Tifoultoute
      - Kasbah Taourirt
      - Kasbah des Cigognes
      - Ksar de Ait Ben Haddou. Impressionante. √Č uma cidade fortificada fundada em 757 e ainda vivem l√° algumas fam√≠lias. L√° foram feitos muitos filmes como Lawrence da Ar√°bia, O Gladiador, A m√ļmia, Alexandre, etc. Fica a 30 km da cidade em dire√ß√£o de Marrakech. Indo pela N9 e depois pegar P1506 e andar uns 9 km. N√≥s preferimos ir e voltar para Ouarzazate.
      - Museu do Cinema
      - Est√ļdios de Cinema Atlas. N√£o foi poss√≠vel entrar porque estava acontecendo uma filmagem.
      - Est√ļdios de Cinema CLA. V√°, s√≥ se tiver tempo. Eram objetos de cen√°rios bem velhos, mas rendem boas fotos.
      - Bairro típico de Taourirt
      - Bairro típico de Tassoumaat,
      - Oásis Fint. Passamos umas horas e é muito relaxante estar entre as tamareiras.
      -Museu do cinema. Fica junto ao Kasbah Taourit.  Aproveite para entrar nas lojinhas em volta. Lá encontrará peças incríveis, inclusive antiguidades.
       
       
      Pernoite em Ouarzazate ‚Äď Hotel Dar Rita. Ela, a Rita √© portuguesa e tem um excelente site com informa√ß√Ķes sobre o Marrocos: http://www.darrita.com/hotel-marrocos/. Mais informa√ß√Ķes tamb√©m com: http://www.joaoleitao.com/viagens/marrocos/ (√© irm√£o da Rita)
      14¬ļ Dia 18/3 ‚Äď Ouarzazate
       
      Pernoite em Ouarzazate - Hotel Dar Rita
      15¬ļ Dia 19/3 - Ouarzazate ‚Äď Marrakech 196 km
       
      O tempo de viagem de Ouarzazate à Marrakech é em torno de 4 a 5 horas, mas depende das paradas. Uma coisa que eu tinha muita vontade era de cruzar as Montanhas Atlas, e foi realmente fantástico com cenários de indescritível beleza.
      ¬†¬†¬†¬† ¬†¬†¬†¬†¬†¬† Todas as atra√ß√Ķes de Marrakech custam em torno de 10 MAD (1 Euro).
      √Č melhor usar t√°xis para se locomover para fora da medina e negocie antes. N√≥s fomos ao Jardim Marjorelle de Tuk tuk.
      Não se hospede muito longe da praça, pois ela será sua referência para tudo.
      - Jemaa el Fna. De dia √© uma coisa, e √† noite se transforma numa mistura de magia com luzes, cores e aromas. Falta-me talento liter√°rio para descrever melhor o que se sente e v√™. √Č a principal pra√ßa de Marrakech e uma das mais famosas do mundo e √© onde a vida p√ļblica acontece. √Č bem movimentada durante o dia, mas ao cair da noite √© quando tudo acontece. Parece que toda a popula√ß√£o e turistas v√£o para l√° e √© imposs√≠vel n√£o sorrir o tempo todo ao ver todo mundo t√£o alegre e se divertindo, comendo, assistindo os v√°rios espet√°culos que est√£o acontecendo (como encantadores de cobras, malabaristas, etc). Nas ruas da medina chega a acontecer congestionamento de gente a p√©. S√©rio, eu vi, ent√£o j√° esteja por l√° ao entardecer e fique at√© l√° pelas nove da noite quando o movimento diminui.
      ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† E a gente tem que ter cuidado s√£o com as motos tipo ‚Äúmobiletes‚ÄĚ que andam a toda entre as pessoas dentro da medina.
      - Mesquita Koutoubia com minarete de 70 m.
      - Tumbas Saadianas
      - Pal√°cio Real
      - Palácio Bahia que é lindo
      - Palacio El Badi em ruínas, pois foi saqueado para construir Méknes
      - Medersa Ben Youssef
      - Museu Dar si Said ‚Äď Museu de artes de Marrakech (vale mais pela arquitetura)
      - Museu de Marrakech
      - Qoubba Almor√°vida ‚Äď fica perto da Medersa Bem Yousef
      - Jardim Majorelle (entrada 20 MAD + 15 para o Museu Berbere). Superou todas as expectativas. N√£o d√° para deixar de ir. Est√° junto a uma casa que pertenceu a Yves Sain Lawrent e √© inspirado nos jardins isl√Ęmicos, tem uma cole√ß√£o de cactos e palmeiras de todo o mundo, tudo com descri√ß√£o. L√° vimos, do Brasil buriti e buti√°. Reserve umas tr√™s horas pelo menos, porque √© enorme e cheio de coisas para ver. Imperd√≠vel tamb√©m √© o Museu B√©rbere, e isso que n√£o sou muito de museus.
      - Gueliz e Ville Nouvelle (parte mais moderna, tem até um Carrefour (onde dá para comprar bebidas alcoólicas)
      - Cyber Park. Fica bem pr√≥ximo da entrada da medina. √Č bonito, mas v√° se tiver tempo ou na volta do Jardim Marjorelle se quiser dar uma parada.
      - Muralha da Medina.¬† Ver os port√Ķes Bab Agnou (mais importante) e Babe Rob al√©m de Bab Debbagh, que d√° acesso aos curtumes, e tamb√©m no Bab Aghmat.
      - Souk do Ouro, souk das frutas, Souk Semmarine (sandálias, babouches, jóias, puffs), Souk Ableuh (especiairias, azeitonas), Souk Kchacha (frutos secos), souk dos instrumentos musicais, Souk do tapetes, Souk Mouassine, Souk El Khemis, Souk Siyyaghin (jóias, ouro), Souk Smata (babouches, cintos).
      - Maison de la Photographie
      Pernoite em Marrakech ‚Äď Riad El Wiam
       
      16¬ļ Dia 20/3 ‚Äď Marrakech
       
      Pernoite em Marrakech ‚Äď Riad El Wiam
       
       
      17¬ļ Dia 21/3 ‚Äď
       
      Pernoite em Marrakech ‚Äď Riad El Wiam
       
       
       
      18¬ļ Dia 22/3 - Marrakech ‚Äď Casablanca 242 km Tempo estimado 3:30h
       
      ¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Gastamos a manh√£ neste trecho, que √© uma autopista, com ped√°gio caro. Fizemos check-in adiantado no hotel em Casablanca. Deixamos o carro estacionado na frente do hotel e √† tarde pegamos um t√°xi para ir ao Morocco Mall. Este √© o maior shopping center da √Āfrica e nosso objetivo foi ver um aqu√°rio gigante¬† no qual tem um elevador que passa por dentro. √Č maravilhosa a sensa√ß√£o que ‚Äúlembra um mergulho‚ÄĚ. Se paga uma pequena taxa e pode fotografar, mas sem usar flash. Nem vimos lojas, porque eram s√≥ daquelas grifes bem esnobes como Chanel, Louis Vuitton e Cartier.
                  Depois demos uma caminhada pela Boulevard de la Corniche, que é uma avenida na beira-mar. Voltamos para o hotel.
                  Casablanca é uma cidade muito bonita que tem a mistura de arquitetura do tempo da colonização francesa e a modernidade. O trajeto do aeroporto ao hotel, os arredores do hotel, o percurso até a Mesquita e ao Morocco Mall foi o que vimos e nos deixou uma ótima impressão e desejo de quando retornar ver o que faltou.
       
       
      Pernoite em Casablanca ‚Äď Le Trianon Luxury Hotel & SPA.
       
      19¬ļ Dia 23/3 ‚Äď Casablanca
       
      Entregar o carro no aeroporto.
      Retorno ‚Äď Partida 12:20h
       
       
      Vídeo do Youtube sobre as experiências no Marrocos:
       
      https://www.youtube.com/watch?time_continue=178&v=awQEEEWLYq0
      Nossos custos (2 pessoas) foram 2116 Euros assim discriminados:
       
      -Almo√ßo e jantar ‚Äst¬† 630
      -Lanches -                 112
      -Hotéis/riads -           876 (alguns mais simples outros bem legais, mas todos muito bons)
      Atra√ß√Ķes -¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† ¬†¬† 50
      Aluguel do Carro -     265 (para todo o período)
      Diesel -                      183
       
      Para ter uma ideia dos custos de um destino uso o https://www.numbeo.com/cost-of-living/
      pode conferir que é bem aproximado e em média gastei sempre um pouco menos.
       
      Frases √ļteis em Franc√™s, express√Ķes francesas do dia-a-dia que ajudam a parecer mais simp√°tico.
       
      Sim = Oui
      N√£o = Non
      Obrigado = Merci
      Salut = Oi / Tchau
      Ça va = Tudo bem (pode ser pergunta ou resposta)
      Bom dia = Bonjour (usado o dia inteiro)
      Boa tarde = Bonsoir (aos finais de tarde)
      Boa noite = Bonne Nuit
      Adeus = Au revoir
      Palavras em √°rabe
       
      Sauda√ß√Ķes:
      -As-salam alaykom = ‚Äúque a paz esteja com voc√™‚ÄĚ, pron√ļncia: assalam-aleic√Ľm
      -Responda a esta sauda√ß√£o padr√£o com "Wa Alykom As-salam, pron√ļncia
      aleic√Ľm-assalam,= que a paz esteja com voc√™ tamb√©m, pron√ļncia: aleic√Ľm-assalam
      -Salam = Oi! ‚Äď cumprimento informal
      - Shukran = Obrigado
      -Agradecendo o ch√° de menta: antes de beber, olhando nos olhos do anfitri√£o dizer: bi saha
       
                  Foram nossas experiências mais incríveis:
      -Visitar os mercados e souks sentindo suas cores e aromas
      -Passar a noite em um acampamento no deserto do Sahara
      -Ir até o acampamento de dromedário
      -Percorrer a gigantesca medina de Fez
      -Conhecer Chefchaouen, a cidade azul
      -Andar e se encantar à noite pela Praça Jemaa el Fna em Marrakech
      -Dirigir. Subindo para as Montanhas Riff, passando por lugares indescritíveis  como a Garganta Dades, ir ao deserto, se emocionar ao chegar em cidades como Méknes e tantos outros lugares
      -Cruzar as Montanhas Atlas e ver neves eternas, vales e vilarejos
      -Maravilhar-se com os vales verdejantes no deserto e o aproveitamento de toda terra fértil.
      -Conhecer as pessoas, com um pouco de sua cultura e religião e ter a oportunidade de interagir com elas. Fizemos amigos lá. Levamos as melhores lembranças.



































    • Por chendailem.sousa
      Oi pessoal, 
      estou planejando ir para Marrocos e Egito em abril de 2019. 
      A ideia é passar 15 dias entre os dois países. Quanto vocês gastaram em média?
      E enfrentaram algum tipo de difuldade com violência?
    • Por Evandro Sanches
      Ol√°, pessoal que frequenta o site ‚ÄúMochileiros.com‚ÄĚ. Depois de muita enrola√ß√£o, segue aqui o meu relato de uma viagem de 16 dias pelo Marrocos, a partir da Espanha, de 31 de outubro a 15 de novembro de 2017. Fez parte de uma viagem maior que come√ßou em 30 de agosto e em que percorri Portugal, Su√≠√ßa, It√°lia, Londres, Paris, Madri, e que finalizei com o Marrocos. Por sua vez, essa viagem ‚Äúmaior‚ÄĚ fez parte de um 2017 semi-sab√°tico e que me trouxe muuuita realiza√ß√£o. As informa√ß√Ķes que obtive neste site nessa e em praticamente todas minhas viagens recentes sempre foram muito relevantes. Ent√£o, est√° aqui minha retribui√ß√£o. Precisando, √© s√≥ entrar em contato que tenho o maior prazer em ajudar a esclarecer qualquer d√ļvida. Vamos l√°:
      30-10: Da esta√ß√£o Sur de autobus de Madrid (bem pr√≥xima ao metr√ī Mendes Alvaro, uns dois minutos a p√©) pra T√Ęnger, no Marrocos (passagem comprada pela Internet da ‚ÄúInterBus‚ÄĚ dois dias antes ‚Äď tr√™s trechos, de √īnibus entre Madrid/Algeciras, das 22:00 √†s 6:00, e depois, saindo literalmente ao lado de onde o √īnibus anterior te deixa, para o trecho Algeciras/Tarifa, das 7:00 √†s 7:35 - e travessia do Estreito de Gibraltar, a partir das 8:00, tudo por uns ‚ā¨ 65,00 ‚Äď no detalhamento da passagem, s√≥ a travessia do estreito consome ‚ā¨ 38,00). O trecho intermedi√°rio n√£o estava expl√≠cito na passagem, o que me preocupou um pouco, mas deu tudo certo. Detalhe: √© bom ficar de olho nesta passagem pra quem pretende fazer esse trecho de √īnibus, pois, ao contr√°rio do Brasil, n√£o √© t√£o comum se viajar de √īnibus pela Europa, ou seja, as passagens podem se esgotar, a depender do trecho em quest√£o. Ent√£o, √© bom compra-la o quanto antes. Teria sido poss√≠vel um pre√ßo melhor se tivesse comprado ainda antes, mas tinha d√ļvidas quanto a permanecer ou n√£o mais dias na Espanha (acabei ficando um pouco mais do que o previsto, pois Madri mereceu, √™ta cidade incr√≠vel).
      31-10: Uma d√ļvida que me consumiu nesta viagem foi quanto ao tempo necess√°rio pra aduana, imaginava que poderia n√£o ser suficiente. Mas, na verdade, a ‚Äúaduana‚ÄĚ Espanha-Marrocos √© feita na pr√≥pria embarca√ß√£o e at√© que foi r√°pido. Me pareceu que a embarca√ß√£o s√≥ parte depois que a aduana encerra seus trabalhos. Ou seja, sem estresse. Chegando a T√Ęnger, consegui uma carona at√© a rodovi√°ria ao ajudar uma senhora com suas malas. Como teria 16 dias no Marrocos e estava ansioso para chegar em Chefchaouen, abri m√£o de conhecer T√Ęnger, que me pareceu uma cidade super interessante e de boa infraestrutura urbana, para os padr√Ķes de uma pa√≠s emergente. Fica pra pr√≥xima viagem. Por 35 dirhans (a moeda marroquina) o equivalente a tr√™s euros, comprei uma passagem pra Chefchaouen. Pra se ter uma base, taxistas se ofereciam pra fazer o trajeto por 60 euros. Cada euro vale 11 dirhans. Fa√ßam as contas e vejam de quanto seriam as perdas. Foi uma viagem de pouco mais de 100 km feitos em quase tr√™s horas. Mas valeu imensamente pela economia. Al√©m de que, te d√° uma no√ß√£o da realidade marroquina e passa por Tetu√£o, uma das mais importantes do norte do Marrocos.
      Chegando em Chefchaouen, neguei todo o ass√©dio de taxistas e quem mais fosse que oferecia servi√ßos e hotel, pra conseguir chegar sozinho √†s proximidades da medina (cidade velha), a menos de 1,5 km, e procurar um hotel. Achei o Hotel Zerktouni (bem simples), na Rua Zerktouni, 9 (tel 0539882694). Assim como a maioria dos hot√©is locais, algu√©m sempre fala espanhol ou algo parecido, ent√£o d√° pra se virar numa boa. 100 dirhans por uma di√°ria. Viva o Marrocos I. Deixei minhas coisas e fui pra medina, a menos de 100 metros do hotel. Pra quem n√£o sabe, medina √© o que corresponderia ao centro hist√≥rico de uma cidade marroquina, cercado por muralhas. Nela, funcionam mercados, feiras, casas de artes√£os, barbearias, mesquitas, lares, restaurantes, ambulantes e todo tipo de com√©rcio tradicional. Geralmente, s√£o muito interessantes e tentadores para ‚Äúocidentais‚ÄĚ. E bem f√°ceis de se perder, √© sempre bom estar acompanhado por um mapa ou ter algum ponto de refer√™ncia, como um cart√£o do hotel ou uma mesquita mais famosa (sempre h√° in√ļmeras, pra todo lado). E √© um lugar privilegiado para se entrar em contato com o que h√° de mais tradicional no pa√≠s, e, ao contr√°rio do que se v√™ mundo afora, ou seja, muita coisa fake, aqui tudo me pareceu aut√™ntico. Por exemplo, as pessoas vestem o que realmente corresponde aos seus h√°bitos. Mas √© percept√≠vel que, fora da medina, diminui consideravelmente o n√ļmero de pessoas com indument√°ria tradicional, e o com√©rcio vende de tudo que se venderia no Brasil, por exemplo.
      Andei um pouco ao l√©u, fiz uma refei√ß√£o (delicioso tajine de frango ao molho de lim√£o com batatas fritas e suco de laranja natural por 47 dirhans, pouco mais de 4 euros, no restaurante Assaada, bem pr√≥ximo √† porta ‚ÄúBab El A√≠n‚ÄĚ da medina). Viva o Marrocos II. Quem viaja pra c√° vai sempre encontrar essa op√ß√£o de alimento, que √© o Tajine, uma modalidade de preparo, servido quentinho em uma esp√©cie de prato de barro coberto por uma tampa tamb√©m de barro que conserva o calor por um certo tempo. Tem de v√°rios tipos. Continuei andando pela medina, tirei fotos de casinhas e cen√°rios azuis ‚Äď o forte de Chefchaouen - e fui parar na mesquita espanhola, como eles chamam uma certa constru√ß√£o j√° fora da cidade mas bem pr√≥ximo dela, a uns cinco minutos de caminhada ap√≥s atravessar a porta Bab Onsar, e o rio Ras El Maa, e indo um pouco al√©m, at√© alcan√ßar a tal mesquita, pequenina e que nunca chegou a ser usada, que d√° pra uma bela vista panor√Ęmica dos arredores. Voltei, me perdi, me reencontrei geograficamente, belisquei ‚Äúdocinhos-mara‚ÄĚ, comprei p√£o caseiro e queijo. Show de bola. Da√≠ voc√™ volta pro hotel e d√° de cara com gente ali ajoelhada fazendo ora√ß√Ķes, sem falar das mesquitas que, cinco vezes ao dia, anunciam as preces em alto e bom som. Benvindo ao Marrocos. Obs: Chefchaouen se mostrou um bom lugar para trocar euros por dirhans. Aqui encontrei quem me desse 10,80 dirhans por euro, o que √© praticamente a cota√ß√£o que aparece na net como c√Ęmbio oficial. N√£o sei como seria em T√Ęnger, pois n√£o tive a oportunidade de explor√°-la, t√£o grande era minha vontade de conhecer Chefchaouen. ¬†¬†
      OBS: na verdade, depois de 16 dias no Marrocos, verifiquei que as casas de c√Ęmbio praticam valores muuuito parecidos, todas nessa faixa.

      Foto: Chefchauen (significa algo como ‚Äúolhe as montanhas‚ÄĚ) vista da ‚Äúcasb√°‚ÄĚ, ou seja, a parte fortificada da medina. Esta cidade se tornou minha maior paix√£o no Marrocos. Chama aten√ß√£o pela maioria das casas adotarem uma colora√ß√£o azul. A origem disso √© incerta, mas parece estar ligado a tradi√ß√Ķes judaicas, seus primeiros habitantes. Mas h√° tamb√©m quem diga que essa cor espanta mosquitos.
      01-11: Acordei tarde, me distrai com a internet, mensagens, facebook. Ontem, zanzando por aqui encontrei outro hotel mais barato, mais limpinho e dentro da medina (Hotel Abi Khancha, em frente √† mesquita de mesmo nome, Avenue Assaida Alhorra, 57, por 60 dirhans a di√°ria, tel. +212539986879, +212602246223 e +212626878426, [email protected]) e l√° fui eu trocar de hospedagem. Fiquei t√£o entusiasmado com o dia anterior que resolvi abdicar das trilhas que pretendia fazer nos arredores em prol de mais uma procura pelos melhores √Ęngulos da cidade azul. E valeu a pena, pois ela n√£o decepciona. √Č √ļnica mesmo. Al√©m do entusiasmo com a cidade, incr√≠vel, tem o fato de se estar mergulhando na rotina local, com tudo o que ela cont√©m e ainda mais na cidade velha (a medina), com aquele ‚Äútrup√©‚ÄĚ de mulas, motos, corredores estreitos, p√≥rticos, pequenas pra√ßas e feiras, o colorido dos produtos √† venda expostos nos muros e nas lojas, os habitantes locais entrando e saindo das mesquitas (numerosas, em todo lugar tem uma), enfim, a realidade marroquina em g√™nero, n√ļmero e grau, com toda sua intensidade em odores, cores e afetos, √© not√≥rio que esse pa√≠s n√£o quer que voc√™ fique indiferente a ele. Encantador e envolvente. E assim foi o dia, entre mercados de rua com produtos ultracoloridos, comidinhas e bebidinhas curiosas (tipo suco de t√Ęmara, muito doce mas tem l√° seu valor gastron√īmico, por 12 dirhans). Mandei pro papo tamb√©m um tajine de carne com ovo (30 dirhans) e um cuscuz de carne de cordeiro com legumes (35 dirhans), mais suco de laranja (a laranja daqui tem um ‚Äútchan‚ÄĚ ‚Äď 12 dirhans ‚Äď na Espanha √© quase sempre extremamente √°cida). No caso do cuscuz, √© praticamente o que se come em Pernambuco e diferente do baiano, ou seja, feito com farinha de milho mas comido seco, com a carne e os legumes por cima. Muito bom!¬† ¬†

      Foto: sucess√£o de constru√ß√Ķes coloridas na medina, com o onipresente azul. √Č tudo assim grudadinho uma casa na outra, dando pra corredores estreitos pra circula√ß√£o (carros n√£o entram). E muitas parreiras nos telhados. √Äs vezes, formam um verdadeiro t√ļnel com seu emaranhado. Pra quem puder, procurem ficar hospedados dentro da medina para se ter uma no√ß√£o melhor do que h√° de mais tradicional por aqui.

      Foto: ruelas estreitas com produtos à venda nos muros.


      Fotos: dois dos recantos mais charmosos da medina em Chefchauen.
       
       
    • Por Paola Acosta
      Eu e meu namorado est√°vamos fazendo um mochil√£o por alguns pa√≠ses na Europa. Dentro do nosso roteiro¬†a √ļltima parada seria na √Āfrica, mais precisamente em Marrakech, no Marrocos. Durante quatro dias est√°vamos hospedados em um Hostel localizado na Medina, bem pr√≥ximo aos souks (mercados dos mais diversos¬†utens√≠lios locais). A localiza√ß√£o da hospedagem foi uma √≥tima escolha e o Majorelle Hostel nos recebeu incrivelmente bem.¬†
      Est√°vamos viajando h√° 23 dias de mochila, utilizando de √īnibus e v√īos low cost para nos locomover at√© os pa√≠ses, quando chegamos a Marrakech j√° est√°vamos bastante cansados. Foi no √ļltimo dia de estadia no Marrocos que decidimos alugar uma moto. Nunca hav√≠amos dirigido antes, exceto em uma pequena aventura no interior do Brasil por alguns poucos minutos. Por sorte descobrimos que havia um modelo de moto a ser alugado que n√£o exigia carteira de motorista, pois chegava a uma velocidade de apenas 80km/h.
      Deslocamo-nos at√© a¬† loja Palmekech, cujo o endere√ßo √© Ruy La Recette, n¬ļ 53¬†, pr√≥ximo a Medina e negociamos o valor de R$ 80,00¬†( cerca de 200,00 dihans) das 12h¬†√†s 21h. Sab√≠amos que o tr√Ęnsito na medina era ca√≥tico, mas optamos por nos aventurar. Em meio a carros arranhados, milhares de motos, charretes, bicicletas e pedestres nos jogamos. No come√ßo √© um pouco aterrorizante, pois os motoristas buzinam o tempo inteiro e pouco seguem regras de tr√Ęnsito, mas depois de algum tempo √© poss√≠vel se adaptar.
      O transporte possibilitou que conhecêssemos a parte nova de Marrakech e outros pontos turísticos mais distantes da Medina. Mochilamos desde o ano de 2014 e podemos garantir que dirigir uma moto em Marrakech foi uma das vivências mais marcantes das nossas viagens. 
      Obs: Apenas o/a motorista utiliza o capacete, pois o/a passageiro(a) est√° isento(a) por lei.
       



      20180217_154450.mp4


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