Membros D FABIANO Postado Maio 13, 2020 Membros Postado Maio 13, 2020 @Trip-se! Pensei em 2013 ser só altitude o problema de La Paz.Fiquei preso por tormentas de neve em San Pedro.Com a fronteira fechada fui a Arica e de lá a La Paz,já conhecia,pois não era turista,sim fazia mestrado em Santiago e voltava sempre ao Brasil por um caminho diferente. Só que eu,acostumado com grandes altitudes,que conhecia vários pontos da América,desmaiei em Tambo Quemado,fronteira que esta a 5200m. O resto da história só boliviano que soube,pois acordei deficiente físico e nessa situação vim para cá recordar os meus bons tempos pela América. Citar
Membros Daniela Alvares Postado Maio 14, 2020 Autor Membros Postado Maio 14, 2020 @D FABIANO Puxa, fiquei sensibilizada com sua história, não posso imaginar o que você sentiu ao acordar... A vida é mesmo uma viagem incerta. Agora você vive no Algarve? Vem sempre à América? Citar
Membros D FABIANO Postado Maio 14, 2020 Membros Postado Maio 14, 2020 @Trip-se! Algarve? Não falei isso. Continuo na velha vida, hoje em dia,que recuperei um pouco a perna. Mas o sonho que era ser juiz de direito se foi. Citar
Membros Daniela Alvares Postado Maio 14, 2020 Autor Membros Postado Maio 14, 2020 @D FABIANO Europa. É que tô com a cabeça em Portugal. Viver no Brasil tá difícil demais, com esse desgoverno escroto de direita, essa gentalha podre que tá aniquilando o país. Só penso em me mandar daqui tão logo essa pandemia regrida. 4 Citar
Membros Este é um post popular. Torres Rafa Postado Maio 15, 2020 Membros Este é um post popular. Postado Maio 15, 2020 @Trip-se! fora bolsonaro!!! 5 Citar
Membros Este é um post popular. Daniela Alvares Postado Maio 19, 2020 Autor Membros Este é um post popular. Postado Maio 19, 2020 Parte 2 Sitios Arqueológicos de Cusco Para visitar os sítios arqueológicos, é essencial não fazer de Cusco um local de breve passagem. O contrário do que fizemos. Cusco era das últimas paradas de uma viagem de mais de vinte dias iniciada em Santiago, no Chile. O número reduzido de dias e o cansaço nos impediram o mergulho tão necessário numa cultura que exige de nós, dedicação, estudo, memória, atenção, energia, paciência. E o sempre rei, precioso, maior reverenciado dos incas: tempo. Tínhamos pouco e, assim, tivemos que fazer um passeio que nos levou para os sítios Sacsayhuamán, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay, todos numa tarde. Fizemos desse jeito porque era nossa única opção, mas jamais faríamos novamente. É preciso tempo para entender o próprio tempo inca. Dentro de cada sítio, é primordial sentir o tamanho e a grandiosidade de uma civilização que prezava tanto pelo equilíbrio. E isso não é nem a metade de um belíssimo circuito que traceja os passos, ainda que com inúmeras incertezas, de um povo primoroso e genial. Qorikancha é o sítio arqueológico no centro de Cusco, que, para ser visitado, é preciso pagar a entrada separada do Convento Santo Domingo, construído em cima do Templo, como a maioria das construções pós-Império Inca. E por ser ali, é o mais cheio. Uma fila de mais de 40 minutos do lado de fora e pessoas saindo infelizes pelo excesso de gente. Optamos por não visitá-lo. Seguimos para um museu subterrâneo ali ao lado, que contava um pouco da cultura inca. Pouca estrutura, bastante história. As construções incas são arrebatadoras. A altura das paredes, o esmero dos encaixes das pedras e a energia dos lugares são sempre muito impressionantes. Acredita-se que Sacsayhuamán foi uma fortaleza, com rochas inacreditáveis de até cinco metros de altura. De lá, pode-se ver a cidade de Cusco inteira. Dizem que há até um túnel que a conecta a Qorikancha, onde muitas pessoas entraram e nunca mais saíram. Conta-se também que ali eram realizadas as cerimônias de passagem de ano, sempre com o sacrifício de um animal à meia-noite, quando o coração era arrancado com o bicho ainda vivo. Se continuasse a bater do lado de fora, era a profecia de um ano próspero. As histórias dos sítios arqueológicos são inúmeras, algumas com a probabilidade comprovada pela ciência e pelos anos de estudos de arqueólogos, outras com tamanha força do imaginário coletivo que acaba dando sentido ao, muitas vezes, inexplicável. Q’enqo pertence ao Vale Sagrado dos Incas. Um labirinto, um observatório do céu, um anfiteatro, um templo. A genialidade inca surpreende a cada segundo. A incidência de sol sobre uma rocha em determinada época do ano indica tempo de colheita. Uma pedra imensa lapidada dentro de uma caverna com a temperatura bem abaixo da externa, com passagens de ar e calhas de água nos cantos, minuciosamente planejadas, explicaria o local onde eram realizadas as cerimônias de mumificação, o sacrifício de homens e animais, e até, alguns acreditam, as primeiras tentativas de cirurgia na Terra. A facilidade com que se une espiritualidade e a lógica da natureza é das lições mais preciosas, tão óbvia para os povos indígenas e tão brutalmente ignorada pela modernidade. Pukapukara, a Fortaleza Vermelha. Uma espécie de forte militar, com vista panorâmica das entradas para Cusco. Conta-se que, devido às divisões de salas, o local teria sido uma alfândega, por onde pessoas e produtos passavam e eram taxados. A altura, os arredores com muito verde e a luz do sol ali são tão grandiosos quanto a precisão das pedras. Um instante de olhos fechados e o transporte para outra era é imediato. O inevitável é pensar que a necessidade burocrática e a hierarquia resultante dela são, de fato, intrínsecas ao homem. Algo triste, pois o caminho para a selvageria do capitalismo é evidente. É pura realidade que “a vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente”. Mas, quando a história já foi vivida e contada, qual é a nossa desculpa? Tambomachay é conhecido como o templo das águas. Um sistema sofisticado de aquedutos canaliza águas que correm há mais de 25km de distância, com tantas perguntas sem respostas que só resta ao povo a crença na obviedade do milagre. Embora a água da fonte, proibida ao toque, fique próxima às mãos, a promessa de juventude eterna desagua diante dos olhos e segue seu curso, na tentativa de eternizar, assim, uma natureza que tanto clama pela sobrevivência. E jamais aquele que, incansável, a dilacera. Fato é que a sagacidade inca transformou um povo numa civilização moderna. Água em abundância, plantio inteligente, precisão arquitetônica, leitura apurada da natureza, crença na ancestralidade, certeza de que não estamos sozinhos por aqui. O Condor, animal sagrado que fazia a conexão com o mundo dos deuses, acima de nós; a Puma, símbolo de força e sabedoria do mundo dos vivos, tal qual o próprio formato da cidade de Cusco; e a Serpente, representação do infinito e, portanto, do mundo dos mortos, fazem da trilogia inca, encontrada em quase todos os sítios, a compreensão humana do indecifrável aos olhos. PS: Ao chegarmos em Cusco, a primeira coisa que fizemos foi comprar o Boleto Turístico del Cusco, entrada para os sítios arqueológicos, algo completamente essencial. Não há como comprar na entrada dos sítios. Em alguns, é possível adquirir a entrada unitária, que é muito mais cara. Mas a maioria exige o Boleto (ou pelo menos exigia em 2018). instagram.com/trip_se_ 6 Citar
Membros D FABIANO Postado Maio 19, 2020 Membros Postado Maio 19, 2020 @Trip-se! Entrei em Quoricancha e decepcionei-me.Acho que lá não tem nada interessante, fui porque estava no famigerado boleto turístico, como em outros pontos "turísticos" que para mim são caça níquel, como a estátua de Pachacutec na entrada da Avenida del Sol. 1 Citar
Membros Daniela Alvares Postado Maio 19, 2020 Autor Membros Postado Maio 19, 2020 @D FABIANO Não nos aventuramos. Tinha uma espera de 40 minutos e pessoas saiam descontentes demais. Fomos só ao Museu, mas sem estrutura e muito simples. Tem até muita informação interessante, mas não é um museu convidativo. Pequeno, claustro. Que pena. A estátua de Pachacutec nós não fomos visitar. Achamos que não era o caso. A da Plaza de Armas já estava ali fazendo as honras. 1 Citar
Membros D FABIANO Postado Maio 19, 2020 Membros Postado Maio 19, 2020 @Trip-se! Se acharam ruim aquele museu abaixo do Qoricancha,imagine se tivessem ido na estátua,lá também tem museu que conta a história dele.Não sei como descobriram,pois os inkas não sabiam escrever,dizem que foi através daquele ultimo inka,mas... 1 Citar
Membros Daniela Alvares Postado Maio 19, 2020 Autor Membros Postado Maio 19, 2020 @D FABIANO É uma cultura cheia de crenças e mistérios. O que mais nos atrai são as questões com o tempo, com a cosmologia, com Pachamama. Também a organização com plantio e colheita e a impressionante arquitetura. Mas tem muita coisa que não é dita. O império inca também foi um "colonizador", exerceu uma dominação sob outros povos, cobrando impostos, dominando territórios, tinham uma pegada capitalista selvagem e escravocrata. Em Cusco vimos muitos guias contando só a parte boa da história, os inegáveis avanços para a época, os cultos, a beleza, os hábitos, as vestes, os rituais. Tudo muito lindo. Mas sempre tem o outro lado. 2 Citar
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