Olá viajante!
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Dia 23, sexta – Barcelona Com a Sagrada Família fora da jogada, comecei o dia indo noutro ponto famoso do Gaudí que é o Parque Guell. Como meu hostel ficava no bairro de Gracia, não era muito lon
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Dia 18, domingo – Madrid Viagem de ônibus noturna, tranquila como todas as outras viagens de ônibus que fiz nessa trip, as estradas são uns tapetes, o busão nem balança. Foram 8h de Porto a Madri
E aeeee galera mochileira! Saudades de escrever um relato!
Essa foi uma viagem muito planejada e muito esperada, afinal seria minha primeira viagem à Europa. Era pra ter ocorrido em maio de 2020, o que não ocorreu por motivos óbvios. Enfim, novamente planejada pra setembro de 2022. E setembro foi uma ótima escolha, fim de verão, início de outono, peguei clima favorável em 19 dos 20 dias da minha viagem, com exceção do segundo dia de viagem com chuva fina e muito nevoeiro em Sintra. No mais, sol e temperatura agradável, máximas em torno de 25 graus nos meus dias de Portugal, 28° a 30° nos dias de Madrid, de 22° a 25° em Barcelona e 29° em Sevilha.
Esse é meu estilo de viagem, ando muito, faço muitas coisas no mesmo dia e meu ritmo é um pouco acelerado pois sou um viajante solitário que anda muito rápido e às vezes nem eu mesmo dou conta de me acompanhar
Meus relatos sempre são nesse estilo diário de bordo pois acho que facilita a noção de espaço, tempo e deslocamento pra quem lê e pra mim mesmo como forma de recordar minha viagem no futuro. Comentários e sugestões são sempre bem-vindos!
Os preços relatados são só pra vocês terem uma base, já que se lerem daqui a 10 anos tudo já vai ser diferente. E um adendo, talvez meu maior equívoco nessa viagem fosse pensar que o custo das coisas era equivalente ao Brasil. Exemplo: eu achava que, se aqui um café com leite é 3 reais e o Euro tá 5 reais, então encontraria lá café com leite de padaria por €0,60…Que tonteria!! NADA É MENOS DE 1 EURO. NÃO SE COMPRA NADA POR MENOS DE 1 EURO! O café com leite era em torno de €1,30, o dobro do que eu esperava encontrar. Daí já supõem que eu tive que apelar muito mais pro cartão do que esperava. Eu levei 1000 euros pois eu já os tinha desde 2019 (afinal essa viagem era pra sair em 2020) então levei a maior parte do que eu ia gastar em espécie. Mas tenho um cartão internacional da Nomad, desses que a conta é em dólar e você só paga o IOF de 0,38% quando deposita seus reais na conta investimento, depois passa seu dinheiro pra conta corrente e lá quando você paga no débito ele faz a conversão do euro pro dólar na cotação do dia sem nenhuma taxa extra, então é ótimo. Mesmo esquema do Wise e outros por aí. Ao menos pra economizar, a água da torneira é potável👍 então pelo menos com água não precisei gastar 1 centavo.
Vamos ao relato!!!
Dia 11, domingo – Lisboa
Meu voo chegou em Lisboa às 8 da manhã. Imigração rápida, uns 15 minutos de fila, o cara só me perguntou o motivo da viagem, se eu conhecia alguém lá, se eu tinha as reservas das hospedagens, se eu tinha passagem de volta… só perguntou, não pediu pra ver nada!
A primeira coisa que eu fiz foi comprar o LisboaCard de 72 horas que custa €44 e comprei no balcão de turismo do aeroporto, bem visível quando você sai no desembarque. Com o LisboaCard você tem acesso liberado a TODOS os transportes (metrô, ônibus, elétricos, trem de Sintra, aqueles elevadores que turistas adoram… tudo!) e libera entrada também na Torre de Belém, Mosteiro dos Jerônimos, Arco da Rua Augusta e desconto em outros lugares. Ou seja, se você fosse pagar tudo isso em 3 dias de Lisboa, ia gastar bem mais que 44 euros, logo, sim! Lisboa Card compensa muito!
Já estreei meu Lisboa Card (e consequentemente comecei a contagem das 72h nele) pegando o metrô até a estação Restauradores que fica colada na estação do Rossio onde está o hostel que me hospedei, o Lisbon Destination, que fica dentro mesmo da estação do Rossio. Achei uma localização fantástica pra explorar a cidade.
Ainda nem eram 11 da manhã e eu já comecei a bater perna. Saí do hostel, atravessei a Praça do Rossio onde tem a estátua de Dom Pedro IV que aqui é conhecido como Dom Pedro I e cheguei na Praça da Figueira de onde sai o elétrico 15 e mesmo do ponto inicial já sai muito cheio.
Desci na parada do Largo da Princesa que é a mais próxima da Torre de Belém, datada de 1515. A bilheteria é bem antes da torre, numa beirada da praça e a fila pra validar o LisboaCard só tinha 4 pessoas. Quem não tem LisboaCard tem que pagar €8 e ainda enfrentar uma fila enorme pra comprar. Ponto pro LisboaCard!
Depois de subir na Torre, fui andando pelo calçadão à beira do Tejo até o Padrão dos Descobrimentos, um monumento de 50m de altura construído em formato de caravela. O LisboaCard não dá acesso livre a ele mas dá um desconto. O preço da entrada é de 6 euros mas com o LisboaCard fica em 4,80. Mas eu não paguei!😁 Tinha uma fila bem grande, fiquei mais de meia hora na fila. Na hora que cheguei na bilheteria, o cara me agradeceu por ter esperado e me deu uma entrada de criança! Grátis!❤️Achei muito legal essa empatia dele pela minha espera, nem sei se ele tava liberando a entrada pra geral ou se era porque viu que eu tava sozinho ou falava português, enfim...entrei na faixa!
E gostei demais da vista lá de cima, acho que a mais linda de Lisboa, você vê a Rosa dos Ventos lindona lá embaixo, mesmo que você tiver que pagar a entrada eu acho que vale demais, vista muito melhor que a da Torre de Belém. Depois que desci ainda passei pela rosa dos ventos no centro da praça mas nem parei muito por causa da horda de turistas ocupando o espaço.
Segui caminho atravessando a avenida por uma passagem subterrânea até o outro lado onde está o Mosteiro dos Jerônimos que é grátis com LisboaCard ou paga €10. É uma construção muito bonita, com seus arcos, o jardim interno e obras de arte.
Ao lado do mosteiro tem a catedral que tem entrada livre com um órgão muito bonito, belos vitrais e onde está o túmulo de Vasco da Gama.
Fechando o roteiro, ali pertinho tem a famosa loja dos Pastéis de Belém. Tem uma porta só para quem quiser comprar pra levar e outra pra quem quiser entrar pra comer. Eu resolvi que queria entrar pra comer e aí tem uma fila pra esperar liberar uma mesa. Não demorou muito, mas eu me senti incomodado por ocupar sozinho uma mesa de 4 lugares. Acho que falta ali um espaço com mesas para menos pessoas ou mesmo um balcão onde alguém sozinho possa se sentar sem ocupar tanto espaço. Cada pastel custa €1,20. Eu comi 4. Apesar de não ser fã de doces, eu gostei da casquinha crocante e o recheio quente e cremoso. Uma delícia
Ainda era cedo, umas 16h, e já tinha visitado o que queria ali e peguei de novo o elétrico 15, dessa vez mais vazio e desci no Mercado da Ribeira, que achei um mercado comum de cidade grande, mas era domingo a tarde então a galera tava toda na área de alimentação, as bancas de peixe e etc. já tinham fechado.
Depois fui pra Praça do Comércio, onde fiquei um tempo curtindo o momento. Eu ainda estava em êxtase, ainda processando a ideia que enfim eu estava pisando pela primeira vez em terras europeias!
Aproveitei o acesso do LisboaCard e subi o Arco da Rua Augusta, que custa €3 pra quem não tem LisboaCard. A vista ali é bacana demais, o formigueiro das pessoas na Praça do Comércio e na Rua Augusta e uma visão do casario da Alfama.
Segui depois pela rua Augusta, super movimentada no fim da tarde de domingo. E ouvia todas as línguas do mundo! Percebi que o mundo está em Lisboa! Sei que a Europa é um ovo mas desde a Plaza de Armas de Cusco não sentia a vibe de um lugar onde o mundo parecia estar reunido como senti ali em Lisboa. Uma energia muito boa!
Já era hora de comer e parei no Buffet do Leão, que fica perto do hostel, e que tem self service livre por €9,90 e um dos poucos lugares onde se pode comer feijão. Ali já percebi que além do mundo estar em Lisboa, quem te atende nos restaurantes é brasileiro ou angolano…
Enfim fui fazer check-in no hostel, tomar um banho e apesar de ter virado a noite acordado no voo, não estava cansado e ainda fui subir ao Bairro Alto, o point da noite lisboeta. Parei num bar e pedi um gim de €5. Ao menos era uma taça bem grande. Precisava celebrar meu primeiro dia de mochilão.
Dia 12, segunda – Sintra
Peguei o trem 08:40 para Sintra. O trem está incluído no LisboaCard.
O tempo virou, o dia estava nublado e ameaçando chuva. Mas mesmo assim Sintra é muito fotogênica e cinematográfica. Com uma bruma envolvente se acercando então, fica ainda mais mística.
Cheguei em Sintra e fui tomar café. Passei de fora da famosa Piriquita e não estava muito cheia, pedi um café com leite €1,60, um pastel de bacalhau €1,30, outro de nata €1,30 e o famoso Travesseiro de Sintra €1,60, que é recheado de doce de leite. Tudo deu €5,80. Pela fama do lugar eu até achei o preço razoável e o atendimento muito bom.
Depois fui andando até a Quinta da Regaleira que custa €8 com o desconto do LisboaCard. O tempo deu uma piorada, vez ou outra vinha uma chuva mas eu tava de boa com guarda-chuva e a chuva não atrapalha muito a visita na Regaleira. O primeiro lugar que eu fui foi no Poço Iniciático, o ponto mais emblemático de lá. Desci a torre em espiral e lá embaixo tem um túnel pra saída que leva até a parte de trás de uma cascata maravilhosa. Depois fiquei andando pelo imenso jardim, entrei no Palácio da Regaleira mas o top mesmo é o espaço aberto onde tem muita coisa bonita pra ver e mesmo com tempo nublado ou chuva fraca, não atrapalha.
Depois da visita na Regaleira, voltei pro centro também a pé e aí cometi o maior erro de toda viagem
O tempo estava bem fechado, com muito nevoeiro lá pra cima, mesmo assim arrisquei pegar a linha 434 faz a rota Castelo dos Mouros e Palácio da Pena. Paga o motorista €7 e vale pro dia todo. O jeito é ir de ônibus mesmo, é um pouco longe e só subida, acho que não rola ir andando. Essa foi a maior burrada que eu fiz na viagem. Você iria ao alto do Cristo Redentor num dia nublado, com nevoeiro lá em cima tapando tudo? Você sabe que chegando lá não vai ver nada né...Chegando lá em cima, o tonto aqui viu que tava uma baita cerração, não dava pra ver quase nada, mesmo assim ainda paguei €7,50 da entrada aos jardins do Palácio da Pena. Se quiser entrar dentro do palácio aí a entrada sobe pra €14 mas eu tinha lido alguns relatos que diziam não ser assim tão surpreendente lá dentro. Mas devido às péssimas condições climáticas talvez tivesse sido mais inteligente e aproveitável de minha parte fazer a visita interna, já que lá dentro não ia ter nevoeiro... Resultado, fiz umas caminhadas no meio da bruma envolvente, tirei umas fotos borradas, escondi da chuva que começou do nada e ainda veio um vendaval repentino destruindo o guarda-chuva de todo mundo...Maior rolê errado!😝 Castelo dos Mouros nem perdi meu tempo de ir por causa do tempo péssimo. Peguei o próximo ônibus e desci. Perdi tempo e dinheiro! Não sejam idiotas como eu! Castelo dos Mouros e Palácio da Pena, só se o tempo estiver bom, senão nem arrisque!
No meio da bruma envolvente...
Voltei pro centrinho de Sintra, só nublado, sem nevoeiro, almocei num buffet livre com bebida por 12 euros. Andei um pouco olhando a cidade, vi uma loja do Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, que também tem em Lisboa e que nem dá pra descrever, quem já viu sabe como é engraçada e bonita, colorida e clássica, arrumadinha e atraente e vale muito entrar numa quando você se deparar com elas por lá.
Depois fui ao Palácio Nacional de Sintra que com desconto do LisboaCard custa €9. Gostei da visita principalmente quando cheguei na cozinha e descobri que o que eu pensava que eram as torres do palácio, na verdade são as chaminés da cozinha!
Já passava um pouco das 18h, o sol até ameaçou aparecer e a cerração deixou ao menos por uns minutos eu ver as muralhas do Castelo dos Mouros lá em cima, mas logo tudo ficou tapado de novo. Por volta de 19h resolvi encerrar meu rolê por Sintra, que foi bom pela Quinta da Regaleira mas no geral foi zuado pelo péssimo tempo num lugar que era muito esperado por mim pelas vistas bonitas que esperava encontrar no alto do Castelo dos Mouros e do Palácio da Pena.
Cheguei no hostel por volta de 20h e mais tarde subi de novo ao Bairro Alto, o movimento tava até grande pra uma noite de segunda-feira nos bares. Parei num Irish Pub pra tomar umas Guinness e depois numa baladinha ao lado que tava bombando no reggaeton. Repito, noite de segunda-feira...Eu amei a noite do Bairro Alto
Dia 13, terça – Lisboa
O dia era pra conhecer e andar a esmo por Lisboa. Comecei indo ao Parque Eduardo VII. Era só 2 estações do metrô de onde eu estava mas fui de metrô aproveitando o LisboaCard. Subi até a parte mais alta do parque e depois fui descendo pelo parque que estava cheio de barraquinhas armadas pra uma feira de livros.
Segui pela Avenida da Liberdade, cheia de árvores e lojas de marcas famosas, com uma cara mais “europeia” assim digamos. E logo estava de volta na Praça dos Restauradores. Peguei o Ascensor da Glória já que tava incluso no LisboaCard e subi naquele troço que todo turista adora em direção ao Bairro Alto. Fui descendo a pé e passei pela Praça de Camões e depois pra esquerda em direção ao Chiado, passando pela estátua de Fernando Pessoa de fora do Café A Brasileira
Seguindo a rua Garrett, entrei na Livraria Bertrand só pra ver e depois no Armazéns do Chiado que é uma construção histórica por fora e um shopping por dentro. Dali peguei a Rua Nova do Almada, passei de fora do Museu do Dinheiro que é grátis mas só abre de quarta a domingo e logo já estava de novo na Praça do Comércio. Como já tinha aproveitado a praça um bom tempo no domingo, só passei reto e segui andando até a Casa dos Bicos que é a Fundação José Saramago na Rua dos Bacalhoeiros e é uma construção cheia de detalhes pontiagudos. Ela tem uma parte gratuita onde dá pra ver escavações do período romano. Depois fui até a igreja onde nasceu Santo Antônio, que tem um museu do santo ao lado e atrás dela a Catedral da Sé de Lisboa.
Essa foto é muito clássica!
Em frente a Sé, peguei o eléctrico 28 na hora que passou um mais vazio. Eles vem quase que um atrás do outro, tipo a cada 2 ou 3 minutos e como são pequenos e mega turísticos, estão sempre cheios. Estão incluídos no LisboaCard, só validar o cartão e pronto. Subi todo o bairro da Alfama e desci no Largo da Graça de onde fui a pé pro Miradouro da Senhora do Monte, o mirante mais alto da cidade. Tava uma ventania absurda mas a vista era super legal. Tinham várias pessoas lá, mas me parece que não é um ponto muito frequentado pelos turistas em geral.
Voltando passei pelo Largo da Graça, um bar chamado Desgraça
e depois na igreja de São Vicente de Fora. Entrei na igreja e ao lado tem um museu mas que não está incluído no LisboaCard, então não entrei.
Ao lado da igreja de São Vicente de Fora, atravessando um arco, cheguei no Campo de Santa Clara, e como era terça tava tendo a Feira da Ladra, mas achei bem fraquinha, não eram muitas barracas e as coisas não eram muito atrativas
Depois de atravessar a feira, pra baixo na praça, está o Panteão Nacional (incluso no Lisboa Card ou 4 euros se for pagar). É um prédio bonito, sua finalidade é homenagear portugueses ilustres, tem uma parte onde estão os túmulos do jogador Eusébio, Amália Rodrigues e outros portugueses importantes além de túmulos fictícios de outras personalidades como Vasco da Gama, que está enterrado lá na igreja ao lado do Mosteiro dos Jerônimos. O mais legal é o terraço que tem uma vista muito bonita e vale a pena.
Uma boa pernada e fui até de fora do Castelo de São Jorge mas eu não estava com intenção de entrar. Ele não está incluso no LisboaCard e não me animei a pagar 10 euros pra vê-lo por dentro. Gosto mais de vistas panorâmicas e achei que ali não teria nada muito animador, e teria oportunidade de ver outros castelos pela frente. Só dei uma olhada no movimento das pessoas pra entrar e desci pro Miradouro das Portas do Sol, que tem uma vista muito bacana dos telhados das casas portuguesas da Alfama.
Pouquinho mais pra frente tem o Miradouro de Santa Luzia mas não é tão legal quanto o anterior. Descendo a pé, cheguei de volta na Sé de Lisboa, que é grátis pra entrar na parte da igreja, a bilheteria que tem ali na entrada é só se você quiser subir na torre. Mais uma parada pra fotos com os clássicos bondinhos e depois fui comprar quinquilharias nas lojinhas do centro. Tal minha surpresa ao ver que toda loja que eu entrava os funcionários tinham cara de indianos. Quando enfim resolvi comprar, perguntei pro vendedor de onde ele era e ele disse ser de Bangladesh. Parece que todos os imigrantes de lá vieram pra Lisboa trabalhar nas lojinhas de lembrancinhas. Juntando isso aos brasileiros e angolanos nos bares e restaurantes e turistas falando tudo que é língua pelas ruas, acaba que português de Portugal é o que menos se escuta em Lisboa
Já quase fim de tarde, barriga nas costas, passei de novo no Buffet do Leão pra fazer jus aos meus quase 10 euros e comer tudo que aguentava e mais um pouco
Depois andei ali por perto, fui até a praça de Martim Moniz que tem uns chafarizes bonitos e passei no hostel pra deixar umas coisas e subi pro Bairro Alto à procura de um por do sol mas o tempo tava meio nublado. Parei num quiosque do Largo do Carmo pra provar uma Sagres. A Super Bock já tinha provado. São as 2 cervejas mais populares de Portugal mas a mais consumida é a Super Bock. Eu também elegi a Super Bock como a melhor. Depois passei pela lateral do Convento do Carmo e peguei o Elevador de Santa Justa pra descer. Pra subir a fila sempre era grande mas pra descer era de boa...estranho...E só peguei o elevador porque ele tá no LisboaCard senão nunca que eu ia pagar 5 euros pra descer nem 20 segundos num elevador turístico
Mais tarde, mais uma volta pra curtir a noite e me despedir do Bairro Alto
Ah como eu amei aquele lugar!
Dia 14, quarta – Fátima
Já com saudades e um gostinho de quero mais, me despedia de Lisboa. O bom é que como a maioria dos voos do Brasil pra Europa são pra Lisboa é fácil numa viagem futura pra outro país europeu comprar uma passagem com stopover e curtir mais uns dias de Lisboa! Pode ser pela impressão de primeira vista/começo de viagem e aquele encantamento todo, mas Lisboa me conquistou. Eu curti demais a cidade, senti uma vibração e energia muito boa. Lisboa tá bombando!
Fiz checkout, juntei minhas tralhas, meu LisboaCard já estava quase vencendo as 72h, mas ainda em tempo suficiente de pegar o metrô. Desci na estação Jardim Botânico que é integrada com a Rodoviária de Lisboa (Terminal 7 Rios) e fui ao guichê da Rede Expressos comprar a próxima saída pra Fátima que era às 09:15 e paguei 13 euros. Se comprar bem antecipado no site consegue até por 5 euros mas como tem vários horários e eu não queria esse compromisso amarrado, preferi comprar na hora na rodoviária.
Com 1h30 de viagem cheguei na rodoviária de Fátima e fui deixar minha mochila grande no bagageiro que custa €2,50. Vc paga no mesmo guichê da Rede Expressos onde já aproveitei e comprei a passagem pro Porto às 18h por €18.
Sem o peso do mochilão, fui andar em Fátima, que é bem pequena e a rodoviária bem pertinho da praça da igreja. Assisti a missa das 12:30, visitei as igrejas, a antiga que é menor e a nova que fica no lado oposto da praça e é enorme. Depois andei nas ruas comerciais que ficam ao lado do Santuário e onde estão as lojinhas de lembrancinhas religiosas que muito lembram o que vemos em Aparecida (SP). Almocei um bacalhau a Brás por 8 euros e já eram 16h. Não tinha mais nada pra fazer lá. Fátima é muito pequena e tem bem menos atrações se compararmos com Aparecida que nós brasileiros estamos acostumados. Tem um trenzinho turístico que leva o povo pela cidade e vai até a vila onde nasceram os pastorinhos, mas preferi não ir. Fiquei ali naquela esplanada enorme olhando o movimento, achei interessante os vários grupos de turistas estrangeiros, grupos de franceses, ingleses, japoneses, coisa que em Aparecida não vemos. E no mais eu queria mesmo era agradecer o momento. Desde pequeno frequento Aparecida todos os anos, já fui em Guadalupe no México e Fátima não poderia ficar de fora, ainda mais que é caminho do Porto.
17:30 fui pra rodoviária, peguei minha mochila e embarquei pro Porto onde cheguei às 20h no Terminal Campo 24 de Agosto e fui a pé mesmo, uns 10 ou 15 minutos até o Porto Spot Hostel, onde ia ficar.
Editado por Rezzende