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Bolívia, Abril de 2011 (16 dias): La Paz, Copa, Uyuni, Potosí, Sucre e Sta Cruz - dicas e custos
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Olá,
Segue, abaixo, um relato sucinto da viagem que fizemos recentemente à Bolívia. Em anexo envio um roteiro com valores e outras dicas. Todos os valores de hospedagem referem-se a quartos de casal com banheiro privado. O Pedrada postará o arquivo com a planilha de preços consolidada e algumas fotos. Qualquer dúvida, estamos às ordens!
dicas Bolivia - consolidado.doc
La Paz
08/04 (sexta-feira)
- Vôo da Aerosur: Guarulhos – Santa Cruz – La Paz...depois de horas de atraso, chegamos bem!
- Chegada em La Paz à noite (umas 23hs30min...era pra chegar às 20hs).
- Táxi do aeroporto de El Alto ao Hotel Cordillera Real.
- Hotel Cordillera Real (Bs300,00) – Av. Idelfonso de Las Muñecas/América, 494: bom café da manhã incluído (café, leite, chá, suco de laranja, torradas, manteiga, geléia, iogurte e cereais), calefação nos quartos, quarto espaçoso e aconchegante, ducha quente e farta, secador de cabelos, atendimento muito bom, internet livre, boa localização (a uma quadra da Illampu). Apesar de mais caro do que a maioria dos hotéis e hostels indicados aqui, fizemos uma excelente escolha! http://www.hotelcordillerareal.com.bo/
09/04 (sábado)
- Feira de frutas, legumes, verduras, carnes e cereais, dentre outras coisas, na Calle Illampu: um belo festival de cores e cheiros!
- Igreja São Francisco.
- Câmbio no Hotel Glória (Calle Potosi), boa cotação.
- Plaza Murilo (Palácio do Governo, Parlamento, Catedral): muito bonita e agradável. Ponto de encontro de famílias, transeuntes, vendedores ambulantes, namorados, turistas...e pombos, muitos pombos!
- Museu de Etnografia e Folclore (Calle Ingavi, 916): muito interessante, especialmente as alas das máscaras utilizadas em rituais, das artes plumárias e da história da Bolívia, com ênfase na eleição do primeiro Presidente Indígena da Bolívia, Evo Morales!
- Almoço no Fridolin (Calle Comercio, esquina com Genaro Sanjinos): muito bom e barato! O menu executivo do dia custou Bs 25,00, com direito a entrada, segundo prato, prato principal e sobremesa.
- Compra dos passeios para Tiwanaku: Agência Alberth Tours (Calle Illampu).
- Café Banais (Hostel Naira, Calle Sagarnaga): ambiente agradável, sentamos ao lado da janela e pudemos observar o movimento na Sagarnaga, enquanto tomávamos uma cerveja Huari (quente).
- Caminhada pela Avenida Mariscal: larga, com belos canteiros centrais.
- Caminhada pela Calle Socabaya, até chegar ao belo e tradicional Hotel Torino.
- Retorno a Plaza Murilo, no fim da tarde (agora com menos pombos).
- Lanche na Pizzaria Nápole (em frente à Praça): apesar de frias, as empanadas de queijo estavam muito gostosas, além de baratas.
10/04 (domingo)
- Saída para as ruínas de Tiwanaku (pouco depois das 8hs).
- Passamos rapidamente pelo primeiro museu (infelizmente, a conservação do local deixa um pouco a desejar e ficamos decepcionados ao saber que haviam furtado os crânios de alguns Tiwanaku e de civilizações anteriores que ficavam expostos no museu).
- Visita às ruínas, com seus monolitos, pirâmides e a Porta do Sol: vale muito a pena!
- Almoço no restaurante próximo às ruínas: sopa de quinoa, bife de carne de llama, arroz, batata frita e chá de coca.
- Visita a mais um museu, onde está exposto um monolito de 8 metros de altura, que homenageia a Pachamama, muito bonito. As demais alas desse museu estavam fechadas.
- De volta a La Paz (umas 16hs): caminhada pela Calle Linares, onde está o Mercado das Bruxas, e pela Sagarnaga, em ambas há várias tendas de artesanatos belíssimos.
11/04 (segunda-feira)
- Compra das passagens para Copacabana: Agência do Hotel Torino.
- Mais uma visita a Plaza Murilo.
- Café-da-Manhã regional no Fridolin: empanadas de queijo, empanada com massa de arroz, ‘sonso’ (parecido com uma torta de queijo), ‘cuñape’ (quase igual ao nosso pão de queijo), ‘tamal a la olla’ (parece pamonha), café com leite ou chá, tudo por Bs27,50 e muito gostoso!
- Calle Jaen: somente para pedestres, com casario antigo e colorido, muito charmosa! Lá estão quatro museus, mas somente o Museu dos Instrumentos abre às segundas-feiras.
- Museu dos Instrumentos: variado acervo de instrumentos musicais utilizados na Bolívia e que fazem parte da rica diversidade cultural local. O museu é interativo, pudemos tocar alguns instrumentos, muito legal.
- Loja Tatoo (Illampu): variedade de roupas e acessórios esportivos, bons preços.
*OBS: tive problema com o meu cartão e descobri que, na Bolívia, exige-se apenas os quatro primeiros números da senha. O problema é que eu só soube disso depois da terceira tentativa. Vale ficar atento!
- Museu da Coca (Calle Linares, 906): é bem pequeno, mas o que vale a visita é a quantidade de informações sobre a história da relação dos povos bolivianos (dentre outros) com a folha de coca, especialmente marcada por seu uso ritual e conotação sagrada. Igualmente interessante é saber mais sobre o processo de criminalização da coca e sobre a indústria imperialista (dos EUA, em especial) que está por trás da produção e consumo da cocaína, guardando as diferenças óbvias entre o uso cultural da folha de coca (que não é droga) e a conhecida “cocaína”.
- Passeio pelas galerias de artesanato da Linares e Sagarnaga.
- Lanche no Tradicional (Calle Illampu): pequena lanchonete freqüentada por moradores locais, onde comemos empanadas de queijo e uma deliciosa ‘huminta’ (parece um bolo de milho com erva doce, servido embrulhado em folha de milho).
La Paz – Copacabana
12/04 (terça-feira)
- O ônibus da empresa Titicaca Tours, que nos levaria a Copacabana, chegou às 06h50min, sendo que o combinado era sairmos umas 07h30min.
- Havia bloqueios nas estradas, por conta dos protestos de mineiros e professores, e só conseguimos sair de La Paz às 13h45min.
- Enquanto esperávamos, passemos mais uma vez pela Linares e Sagarnaga, e tomamos mais uma cerveja no Café Banais.
- Viagem para Copacabana: tranqüila, com belas paisagens no caminho. Chegada às 17hs.
- Ida para o Hotel Utama (U$ 25,00): o melhor café da manhã da viagem (café, leite, chá, suco de laranja, pães, manteiga, geléia, ovos mexidos, panqueca, salada de frutas, iogurte e sucrilhos), banho quente, quarto amplo e aconchegante, com uma bela vista do Lago Titicaca, pátio interno com sofás, plantas, além de caramelos, pipoca, banana e chá à vontade, atendimento muito bom, internet paga, boa localização (http://www.utamahotel.com/). 'Utama' é uma palavra Aymara que quer dizer 'su casa', e foi assim que nos sentimos lá.
- Jantar no Restaurante Brisas del Titicaca, em frente à praia: cerveja Autêntica, menu composto por sopa, truta, arroz, legumes e sobremesa. Gostoso, mas o melhor foi assistir o espetáculo do pôr-do-sol às margens do Titicaca!
Copacabana
13/04 (quarta-feira)
- Passeio para a Isla del Sol (bilhetes comprados no próprio hotel): o barco deveria sair às 08:30, mas só saiu depois das 09hs. Pagamos 25Bs por pessoa, ida e volta.
- O barco pára no lado sul e segue para o lado norte, onde descemos (pedágio 10Bs). Fizemos a trilha para a parte sul (pedágio 5Bs): 7 km e 3horas de subidas, descidas, ruínas e paisagens deslumbrantes!
- Saída do lado sul, às 15h30min, e chegada em Copacabana no fim da tarde.
- Compra de passagens para La Paz: Titicaca Tours (escritório embaixo do Hostal Colonial, na rua principal).
- Janta na Pizzaria La Posta (na rua principal): pizza boa, ambiente agradável e bom preço.
Copacabana – La Paz
14/04 (quinta-feira)
- Passeio pela cidade: igreja, pracinha, praia.
- Partida para La Paz, às 13h30min, e chegada às 17hs.
- Fomos até o escritório da Todo Turismo (em frente à rodoviária) e deixamos as nossas mochilas (reservamos nossas passagens ainda no Brasil, pelo site - http://www.todoturismo.bo/, e pagamos em La Paz, com uns três dias de antecedência).
- Caminhamos até a Sagarnaga e paramos no Lunas Café para comer um sanduíche e tomar uma cerveja Paceña.
- Saída para Uyuni, às 21hs.
- Janta servida no ônibus (arroz, frango e legumes).
Uyuni - Salar
15/04 (sexta-feira)
- Viagem cansativa, o ônibus vai “trepidando” o tempo inteiro.
- Café da manhã no ônibus (iogurte, 'cereais', chá ou café).
- Chegada em Uyuni umas 08hs da manhã.
- Conhecemos um casal de brasileiros e saímos à procura de uma agência. Depois de alguma pesquisa, optamos pela Wara del Altiplano: fica ao lado do Hotel Avenida. Negociamos tudo com a Fátima, que me pareceu bem correta. O preço para seis passageiros (sem contar o motorista) ficaria a 650 Bs por pessoa ou U$94,00. Já tínhamos um grupo de 5 pessoas (com os dois brasileiros e uma norte-americana que conhecemos na hora) e resolvemos propor sairmos apenas os 5 pelo valor de 720 Bs ou U$104,00. Lembrando que é preciso pagar mais 150Bs para entrar no Parque Nacional. As refeições foram ótimas.
- Saímos umas 11h30min.
- Parada no Cemitério de Trens.
- Parada em Colchani, onde tem um “museu de sal”. Almoçamos por lá mesmo: salada, quinoa cozida, carne de llama e coca-cola para o almoço, muito bom!
- Não visitamos a Isla del Pescado, pois estava com muita água.
- Visita ao Salar.
- Alojamento em Vila Alota: luz elétrica durante todo o tempo e banho quente (um chuveiro apenas, por 10Bs). Chegamos por último e ficamos com o pior quarto (colchões péssimos), mas foi tranquilo e o principal é que não passamos frio, pois as camas tinham vários cobertores, nem precisamos de saco de dormir (uma dica que peguei aqui e foi ótimo: levar um par de lençóis para forrar a cama). O refeitório era um ambiente bastante aconchegante.
- Lanchamos bolachinhas, café e chá (esses lanchinhos foram servidos todos os dias, quando chegávamos aos alojamentos); e jantamos sopa, frango e batata frita.
16/04 (sábado)
- Bolachas, manteiga, geléia, café, leite, nescau e chá para o café da manhã.
- Parada em um sítio com belas e interessantes formações rochosas.
- Visita a belíssimas lagoas: Cañapa, Honda, Hedionda.
- Almoço na Laguna Hedionda: salada, macarrão e milanesa de frango, uma delícia!
- Árbol de Piedra.
- Laguna Colorada: belíssima!!! Mas um vento muito forte e frio!
- O alojamento do segundo dia foi ótimo, em frente à Laguna Colorada! Não tinha banho, mas isso também não foi problema, principalmente pelo frio que fazia (levem uns lencinhos umedecidos, álcool em gel e manda bala!). Ficamos em um quarto que tinha três camas de casal e duas de solteiro com muitos cobertores, não passamos frio. Tinha uma área de refeitório bem bacana e um mercadinho próximo, onde compramos Paceñas e os nossos amigos carregaram a bateria da máquina.
- Bolachinhas, café e chá para o café da tarde; sopa, pão, macarrão ao molho de tomate e vinho para a janta.
17/04 (domingo)
- Despertar às 04hs da manhã.
- Café, leite, chá, nescau, manteiga, geléia e panquecas para o café da manhã.
- Visita aos geisers: a melhor hora do dia para ver os geisers é ao amanhecer.
- Águas termais (não entramos, pois estava muito frio!).
- O nosso motorista/guia disse que a Laguna Verde - que seria o próximo destino, junto com o Vulcão Licancabur - estava praticamente seca e optamos por não ir até lá.
- No caminho de volta a Uyuni passamos por outras belas lagoas.
- Almoço em Vila Alota: salada, arroz e atum.
- Chegada em Uyuni às 17hs. Tomamos uma cervejinha na praça (bar e restaurante mexicano), enquanto aguardávamos o horário de saída do ônibus para Potosí.
- Ida para Potosí às 19hs (compramos as passagens no primeiro dia, antes de ir para o Salar).
*Cabe aqui um comentário sobre o ônibus para Potosi: pagamos Bs30,00 pelo ônibus da Trans Emperador e, quando compramos os bilhetes, nos mostraram um ônibus novo, grande. O problema é que, na hora de embarcar, o ônibus era um daqueles velhos e pequenos, que as bagagens vão em cima...Do outro lado da rua vimos o ônibus do Diana Tours saindo, pelo mesmo preço e muito melhor do que o nosso.
Potosí - Sucre
18/04 (segunda-feira)
- Chegada em Potosi, às 02hs da manhã.
- Hostel Compañia de Jesus (Bs110,00): Calle Chuquisaca, 445 – ducha quente, quarto simples, café bem simples incluído (dois pães, manteiga, geléia, café ou chá), ótima localização. O ponto negativo foi o forte cheiro de cigarro no quarto, inclusive na roupa de cama. Valeu pela excelente localização e pelo preço. Ficamos apenas uma noite e pudemos deixar nossas coisas no depósito, enquanto passeamos pela cidade e esperamos a hora de ir a Sucre (http://www.hostalcompania.galeon.com - não respondem e-mail ou reserva pelo site. Se quiser reservar é bom ligar uns dias antes, principalmente se for chegar de madrugada, pois a dona precisa acordar para abrir a porta).
- Dia caminhando pelas ruas da charmosa Potosi, com seu casario colonial e cercada de cerros.
- Comemos empanadas e tomamos cerveja Potosina.
- Visita guiada à Igreja San Francisco: vale a pena pelo mirador, bela vista da cidade e do Cerro Rico!
- Passeio pelo mercado público e praça principal.
- Às 17h30min embarcamos para Sucre, aonde chegamos umas 21hs.
Sucre
19/04 (terça-feira)
- B&B Casa Verde (U$ 25,00): Calle Potosí, 374 – ducha quente, ótimo café incluído (ovos mexidos ou omelete, pães, suco, cereais, frutas, café, leite, chá), quarto aconchegante e limpo, muito bom atendimento (René, o proprietário, é muito gente-boa), internet livre, boa localização, recomendamos! (http://www.hotelsucrebedandbreakfast.com/)
- Caminhada pelas belas e charmosas ruas e praças de Sucre, tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade: visitamos a Plaza 25 de Mayo, Parque Bolívar, Teatro, Palácio da Justiça...
- O Museu de Arte Indígena estava fechado, o que nos deixou frustrados. Em compensação, conhecemos a Associação Inca Pallay, que congrega artesãs e artesãos de comunidades da região. Assistimos a um vídeo sobre o trabalho realizado pela associação e sobre o processo de confecção dos tecidos. Também apreciamos alguns tecidos e produtos feitos com eles.
- Lanchamos ‘cuñapes’ comprados em uma pequena padaria.
- Compramos chocolate e tomamos chocolate quente na chocolateria “Para Ti”.
20/04 (quarta-feira)
- Caminhamos até o Mirador de La Recoleta, onde tem uma praça e bela vista da cidade.
- Passamos o dia caminhando por Sucre, sem destino certo. É interessante observar as placas das ruas, pois algumas contam um pouco da história da pessoa ou evento homenagado e, portanto, um pouco da história de Sucre.
- Almoço na Pizzaria Napolitana (em frente à Plaza 25 de Mayo): boa pizza, belo ambiente, bom preço.
21/04 (quinta-feira)
- Outro dia caminhando por Sucre...
- Visitamos o belíssimo prédio do Hostal de Su Merced, que tem um terraço com vista para a cidade (a diária de lá é Bs390,00).
- Visitamos o mercado público.
- Visitamos a Plaza Tarija e, novamente, passamos um tempo na Plaza 25 de Mayo.
- Almoçamos no Café Pueblo Chico (em frente à Plaza 25 de Mayo): pedi milanesas e não gostei. O outro prato estava bom (frango, macarrão, batata e cuño, uma batata regional).
Sucre – Santa Cruz de La Sierra
22/04 (sexta-feira)
- Última manhã em Sucre.
- Saída para Santa Cruz de La Sierra às 14h45min, após novo atraso da Aerosur.
- Chegada em Santa Cruz após 25 minutos de vôo.
- Ida para o Residencial Bolívar (U$27,45) – Calle Sucre, 131 – quarto quente, ventilador que não venta, café muito ruim (http://residencialbolivar.com/indexes.html): não recomendamos, pois é muito caro pelo que oferece. A única vantagem é a localização.
- Era feriado de Páscoa, fazia muito calor e nosso maior desejo era tomar uma cerveja gelada...doce ilusão, pois nenhum estabelecimento estava vendendo bebida alcoólica.
- Lanche no Fridolin.
Santa Cruz de La Sierra - Brasil
23/04 (sábado)
- Fomos cedo para o aeroporto e pagamos outro táxi caro.
- Também pagamos U$25,00, cada um, pelas taxas do aeroporto.
- Ida para Guarulhos pela Aerosur, sem atrasos.
Impressões gerais:
A Bolívia nos encantou! Tanto pelas paisagens belíssimas, como por seu povo e cultura. É um país que merece todo o nosso respeito e admiração!
dicas Bolivia - consolidado.doc