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Patagônia COLOSSAL! Ushuaia, Torres del Paine ("W"), El Chaltén, Calafate e Buenos Aires! Gastos, dicas, fotos e video!

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Olá pessoal,

 

Antes de começar o relato quero explicar o título: Uma das coisas que mais me impressionou durante a viagem foi o tamanho dos locais que visitei! Tudo é muito maior do que se ve nas fotos. Em segundo lugar gostaria de agradecer imensamente a São Pedro por dias incrivelmente ensolarados e de vento praticamente nulo! kkkkkk. Sério! Foram apenas 2 dias de chuva, o que é totalmente inesperado! Até a dona da padaria em El Chaltén falou que eu estava com muita sorte com o clima. :D

 

E para resumir a viagem em poucos minutos, fiz esse vídeo com alguns dos pontos altos desse mochilão. Não se esqueçam de mudar a configuração para assistir em HD! hehe

 

 

Roteiro:

 

Dia 1: (07/04/14) – Rio de Janeiro - Ushuaia

Dia 2: (08/04/14) – Ushuaia (Farol do fim do mundo e Pinguineira)

Dia 3: (09/04/14) – Ushuaia – Punta Arenas

Dia 4: (10/04/14) – Punta Arenas – Puerto Natales

Dia 5: (11/04/14) – Puerto Natales – Torres del Paine (1º dia do “W”: Hosteria Torres – Acampamento Las Torres)

Dia 6: (12/04/14) – Torres del Paine (2º dia do “W”: Acampamento Las Torres – Los Cuernos)

Dia 7: (13/04/14) – Torres del Paine (3º dia do “W”: Los Cuernos – Italiano)

Dia 8: (14/04/14) – Torres del Paine (4º dia do “W”: Italiano – Grey)

Dia 9: (15/04/14) – Torres del Paine (5º dia do “W”: Grey – Paine Grande) – Puerto Natales

Dia 10: (16/04/14) – Puerto Natales – Calafate – El Chalten

Dia 11: (17/04/14) – El Chalten

Dia 12: (18/04/14) – El Chalten (Chorrillo del Salto, Mirador de los Condores, Mirador de las Aguilas)

Dia 13: (19/04/14) – El Chalten (Laguna de los Tres)

Dia 14: (20/04/14) – El Chalten (Loma del Pliegue Tumbado)

Dia 15: (21/04/14) – El Chalten (Laguna Torre)

Dia 16: (22/04/14) – El Chalten (Segunda vez em Chorrillo del Salto)

Dia 17: (23/04/14) – El Chalten – Calafate (Laguna Nimez)

Dia 18: (24/04/14) – Calafate (Big Ice)

Dia 19: (25/04/14) – Calafate – Buenos Aires

Dia 20: (26/04/14) – Buenos Aires (Obelisco, Casa Rosada e Puerto Madero)

Dia 21: (27/04/14) – Buenos Aires (Caminito, San Telmo, Recoleta e Floralis generica)

Dia 22: (28/04/14) – Buenos Aires – Rio de Janeiro

 

Considerações gerais:

 

Hospedagem: Geralmente não gosto de reservar hostel antes, pois “engessa” o roteiro, mas fechei o hostel de Ushuaia porque chegaria na cidade cansado para procurar. E como fui em final de temporada sempre tinha vaga. Não se esqueçam de perguntar se tem calefação... Um amigo ficou em Calafate em um hostel de apenas 60 pesos que não tinha. Passou frio!

 

Dinheiro: Não troque pesos no Brasil. Leve reais e faça o “cambio negro” que será bem mais vantajoso. Entrei em contato com o Andre Dyniewicz pelo Facebook e combinamos 1 real por 3,9 pesos. Cotação um pouco mais baixa do que o convencional porque ele foi até o aeroporto Ezeiza (que fica muito longe do centro da cidade) para fazermos a troca, mas se você trocar com ele no centro fica mais vantajoso. Na verdade ele não pode ir e mandou um amigo no lugar. O cara é super confiável! Resolvi arriscar e levar todo o dinheiro em espécie, pois não queria pagar as exorbitantes taxas de cartão. Antes de ir comprei uma caneta para identificar notas falsas que é vendida em papelarias (paguei cerca de 10 reais). A Patagônia é realmente cara, mas mesmo assim ainda é mais barata que algumas partes do Brasil. De maneira geral achei os preços justos, mas comia em restaurantes e lanchonetes fora das principais zonas turísticas e ficava sempre e quartos compartilhados.

 

Clima: O clima na Patagônia é imprevisível, instável e extremo! Pode fazer sol, chover e nevar no mesmo dia. Por isto se você tiver mais flexibilidade eu recomendo alguns dias extras no roteiro, pois certamente você ficará preso no hostel sem poder sair por conta do clima ruim. Felizmente dei MUITA sorte... O clima estava perfeito na época que fui!

 

Roupa: Por conta do clima imprevisível eu recomendo levar roupas técnicas que são mais leves e seguram bem o frio, embora já tenha visto aqui gente que foi de moletom e ficou de boa. O que eu considero o básico: Anorak (impermeável e transpirável), fleece, segunda pele (calça e blusa) e bota de trekking (impermeável) e blusas dryfit que tiram o suor da pele e joga para fora, deixando sua pele seca (mas isso se vc for fazer trekking, caso contrário qualquer blusa serve). Para entender melhor como funciona o esquema sugiro que leiam aqui. Comprei algumas coisas na zona franca de Punta Arenas que realmente tem um preço melhor que no Brasil. Do Brasil levei um anorak impermeável (mas não transpirável) da The North Face e uma calça impermeável da Columbia. Ambos comprados em La Paz na Bolívia e com 99% de chance de serem falsificados, mas deram conta do recado!

 

Passeios: Uma vantagem da Patagônia em relação a outros mochilões que fiz é que dá para conhecer grande parte dos lugares a pé (com exceção do Big Ice, Farol do fim do mundo e Pinguineira), o que deixa a viagem mais barata. Diferente por exemplo do Atacama onde tudo depende de passeios fechados com empresas.

 

Transporte: Não há viagens noturnas de curta duração na Patagônia (pelo menos eu não vi). A não ser que você vá de Calafate para Bariloche, por exemplo, que aí são mais de 24 horas de viagem. A grande maioria dos ônibus tem calefação, mas é sempre bom perguntar antes de comprar as passagens. Outro ponto importante: Os horários e preços variam de empresa para empresa. Portanto pesquise!

 

Comida: Acho que vai ser difícil algum país superar a comida brasileira. Mais um país e mais uma vez achei a comida sem sal. Comi o bife de chorizo que é um pouco mais duro em relação ao “lomo” (filé). Mas a carne argentina é realmente mais macia e suculenta. Já as empanadas tem em qualquer lanchonete e nada mais é que uma espécie de pastel assado, embora a massa seja diferente.

 

Segurança: A Patagônia é super tranquila. Em nenhum momento me senti inseguro. Já em Buenos Aires a coisa muda de figura. Não recomendo andar sozinho à noite por alguns lugares. O bairro La Bocca, por exemplo, é muito perigoso. Se for ao Caminito fique apenas naquele quarteirão.

 

Seguro viagem: É sempre bom fazer! Fechei com a Porto Seguro Viagem e paguei R$89,26

 

Alfajores e doce de leite: Como vocês irão perceber aqui no meu relato eu sou louco com doces, então resolvi escrever esse tópico especial sobre o que a Argentina faz de melhor. Quanto aos alfajores experimentei de 3 marcas que já havia pesquisado antes da viagem: Koonek (alfajor artesanal que só tem em Calafate), Cachafaz e Abuela Goye. Os da marca Koonek eu achei a massa um pouco seca, e o chocolate não é tão gostoso. Experimentei também o de sabor calafate que não tem nada de mais. Não recomendo! O da marca Cachafaz é muito boa! Não achei com tanta frequência em Buenos Aires, então assim que encontrar compre! Experimente um recheado de doce de leite sem cobertura de chocolate... O melhor! Já o da marca Abuela Goye também está entre os meus preferidos! Além de doce de leite, tem também sabores diferentes como nozes e amêndoas. Aprovado! E por fim aqui vai uma dica: Fuja do alfajor Havana! Não que ele seja ruim, mas é que existem outras marcas muito melhores. O Havana é mais pra pegar turista que acha que a marca é a melhor por ser a mais famosa (tem loja em toda esquina de Buenos Aires).

Já em relação aos doces de leite só experimentei uma marca que a dona da padaria em El Chalten me indicou: La Serenisima (Estilo Colonial). Anote este nome! Sem dúvida o melhor doce de leite que já comi! Tem um sabor que lembra vagamente um caramelo... Bom demais! Muito melhor que o famoso Viçosa aqui no Brasil. E custa muito barato. No Carrefour em Buenos Aires paguei 12 pesos (aproximadamente 3 reais) em um pote de 400g. Mas lembre-se que tem que ser o “Estilo Colonial”.

 

Vejo muita gente aqui no Mochileiros em busca de dicas, então se você não quer ler o relato todo, eu separei algumas dicas que escrevi ao longo do texto para facilitar. Aqui estão elas:

 

- Na Patagônia, as coisas começam a funcionar quando nasce o sol, ou seja, na época que fui era lá pelas 8-9h da manhã (não sei como é em alta temporada)! E na parte da tarde todo o comercio também fecha e só vai abrir por volta das 15h.

- Indo de El Chalten para Calafate de onibus, o motorista faz uma parada no aeroporto, assim, não é necessário ir até Calafate e depois pegar outro transporte até o aeroporto... O que já economiza tempo e dinheiro!

- Para ir até a Laguna de los Tres pegue um transfer até a Hosteria Pilar. A trilha é bem mais rápida e plana na ida e você ainda vê o Glaciar pedras blancas.

- Experimente o chocolate Sahne Nuss da Nestlé. Um dos melhores que já comi! Muito bom mesmo, mas é carinho e só tem no Chile.

- Todos os dias às 15h um cara que conhece Torres del Paine como ninguém dá uma palestra com dicas e informações atuais sobre as trilhas do Parque. Recomento muito assistir.

- Para o W, leve apenas uma garrafinha de água de 500 ml. O tempo todo haverá um rio onde você poderá enchê-la e assim não precisa ficar carregando peso. A água é proveniente do derretimento das geleiras e é potável.

- Antes de começar uma trilha em Torres del Paine, embale tudo que não pode molhar de jeito nenhum (roupas e saco de dormir) em sacos plásticos grandes. Não confie apenas na capa de chuva da mochila!

- Quando estiver acampando, antes de dormir esquente um pouco de água, coloque dentro da sua garrafinha e jogue dentro do saco de dormir. Assim, ela vai liberando calor aos poucos e esquentará seus pés!

- As baterias das câmeras em lugares frios descarregam muito rápido. Coloque-as dentro do saco de dormir para dormirem com você... Assim elas duram mais.

- Entregue suas baterias na recepção dos refúgios assim que chegar, pois na alta temporada você pode ficar sem tomada! A tomada do refugio é de pinos redondos desse tipo aqui. Por via das dúvidas leve adaptador!

- Leve baby whipes para “tomar banho” nos acampamentos que não tem chuveiro. Também serve para limpar as mãos caso você esteja com preguiça de sair da barraca ou molhar a mão na água fria. hehe

- Fique atento na trilha do acampamento Las Torres para Los Cuernos! Depois do refúgio Chileno, assim que você avistar os lagos lá em baixo (deixando o Valle do rio Ascencio para trás) e logo que iniciar a descida, você encontrará uma plaquinha pequena do lado direito escrito “shortcut”, que é um atalho que te poupará aproximadamente 1h de caminhada. Este atalho também serve para quem for de Los Cuernos para o acampamento Las Torres ou Refúgio Chileno.

- Devido as recentes infestações de ratos nos campings, recomendo levar uma corda para pendurar a comida nas árvores.

- Nada de ir a pé ou transporte público para o Caminito. Vá de taxi, pois o bairro La Boca é um dos mais perigosos de Buenos Aires.

 

Um resumo dos hostel de que fiquei em cada cidade, lembrando que sempre ficava em quartos compartilhados com 4 ou 6 camas:

 

- Ushuaia: Antarctica Hostel (Antártida Argentina, 270)

Hostel excelente! Boa localização, quarto com calefação e com o chão feito de um material que não esfria, ou seja, dava pra nadar descalço dentro do quarto. Tem cozinha compartida e locker nos quartos. Café da manha muito bom com pão, manteiga, doce de leite, suco, cereal, leite, café e ovo cozido. O banheiro é no estilo vestiário e bem limpo, o ruim é que fica no primeiro piso enquanto que os quartos ficam no segundo andar. Recomendo!

 

- Punta Arenas: Hostal Doña Anita (Av Independencia, 512)

Gostei apesar de não ter café da manhã e ser um pouco afastado do centro. Os quartos ficam nos fundos da casa da dona do hostel, ou seja, esqueça badalação, pois o clima é bem familiar. Tem calefação e a cama é confortável. Não tem cozinha para os hóspedes (pelo menos não vi). Recomendo se você está apenas de passagem pela cidade.

 

- Puerto Natales: Yagan House (O'Higgins 584)

Foi o melhor hostel da viagem. Bem localizado e todo feito de madeira, ele tem uma área de convivência bem legal com uma lareira. Tanto os quartos quanto os banheiros são limpos e cheirosos. Tudo é muito bem cuidado e com cheiro de limpeza. Não me lembro se tem locker, mas acho que não. O café da manhã é muito bom com iogurte, pão, leite, café, manteiga, ovos mexidos e cereal. Recomendadíssimo!

 

- El Chalten: Hostel Pioneros Del Valle (Av. San Martin, 451)

Hostel novo, inaugurado a poucos anos atrás. O hostel é bem grande com dezenas de quartos e uma área de convivência bem ampla no primeiro piso com sinuca e totó. O banheiro fica dentro do quarto e é limpo. Os lockers são enormes e cabem a cargueira inteira. Cozinha compartilhada bem equipada. O staff também é atencioso. A parte ruim é o péssimo wi-fi (me falaram que é assim em todos os lugares de El Chalten) e o café da manhã não está incluso na diária. Recomendo!

 

- Calafate: America del Sur (Puerto Deseado, 153)

Hostel muito bom e com uma bela vista para o lago argentino, apesar de um pouco distante do centro. O café da manhã é ótimo com cereais, pães, manteiga, doce de leite, suco, leite e café. O ruim é o tamanho do banheiro onde fica o box de tomar banho: minúsculo. Possui cozinha compartida, locker nos quartos, internet boa e staff atencioso. Recomendo!

 

- Buenos Aires: Hostel Suites Florida (Florida, 328)

Hostel bem localizado, bem no centro de Buenos Aires e com muitos brasileiros (o que é bom para algumas pessoas que querem socializar mas não falam inglês). O café da manhã é normal, com pão, manteiga, leite, café, frutas (banana ou maça) e mais algumas coisas que não me lembro. Internet péssima nos quartos, mas boa na recepção. Banheiro bom. Possui um barzinho legal com música no subsolo que não atrapalha o sono. Staff péssimo, com má vontade de resolver problemas ou te explicar alguma dúvida. Apesar do povo que trabalha lá, eu acabo recomendando o hostel.

 

Bom, agora vamos ao relato dia a dia. Me desculpem pelo tamanho, mas é porque gosto de deixar tudo bem explicado para evitar dúvidas. Vamos lá...Meus gastos antes da viagem foram: R$1.370,00 da passagem aérea, R$89,26 com o seguro viagem e R$50,00 com a passagem de ônibus de Juiz de Fora até o Rio de Janeiro.

 

Dia 1 (07/04/14) – Chegada a Ushuaia

 

Peguei o avião da Aerolineas Argentinas as 1:40 da manhã no Galeão e segui para Buenos Aires onde fiz uma conexão para Ushuaia. Paguei 1.370 reais pelos trechos: Rio – Ushuaia, Calafate – Buenos Aires e Buenos Aires – Rio de Janeiro. Gostei da Aerolineas. Sem atrasos, lanche simples, mas OK e o avião que fui de Buenos Aires para Ushuaia era um boing enorme... Parecia que estava indo para Nova York. A chegada em Ushuaia foi um show. Fazia sol e dava para ver as montanhas nevadas, os lagos e a vegetação avermelhada. Cheguei aproximadamente as 12:45 e fui no guichê de informações para pegar um mapa da cidade e perguntei se era melhor pegar um taxi ou um transfer até o centro da cidade. Disseram-me que o taxi era mais barato. Desci no Antarctica Hostel (Antártida Argentina, 270). Hostel excelente! Fiz o check in e fui sair para comer algo.

A principal rua é a Avenida San Martin. Fui direto à agência da Pira Tour (Av. San Martín 847) para reservar o passeio pela Pinguineira e pelo Farol do fim do mundo (Faro Les Éclaireurs, que fica no Canal do Beagle) para o dia seguinte. Existem 2 tipos de passeios pela Pinguineira: Um que você fica dentro do barco e outro que você desce na ilha e anda entre os pinguins. Até onde eu sei, a Pira Tour é a única empresa com autorização para andar na ilha. Apesar de caro, achei que valeu mais a pena caminhar pela ilha. É uma oportunidade única de vê-los mais de perto. Apesar de que, em abril é a época que eles deixam a ilha fugindo do inverno que se aproxima. Lembrando que o passeio vai até final de abril (mas pode terminar antes se os pinguins foram embora mais cedo). Fechei o passeio pelo farol do fim do mundo na parte da manha e a Pinguineira a tarde. Do lado da agencia da Pira Tour tem uma padaria bem pequena, bem simples, mas com coisas muito gostosas. Comprei algo para despistar a fome e segui para a agencia Tolkar (Roca, 157) e comprei a passagem para Punta Arenas. Depois resolvi almoçar de verdade aí surgiu um problema: Praticamente todo os restaurantes estavam fechados! Fui procurar saber e descobri que o comercio fecha as portas a tarde. Encontrei os seguintes horários no site do Antarctica Hostel:

 

Lojas: Segunda a Sexta das 10:00 as 12:30 e das 15:30 as 20:30

Restaurantes: Segunda a Domingo das 12:00 as 14:30 e 19:00 as 23:30

 

Passei na Secretaria de Turismo da cidade (San Martin, 674) e peguei o carimbo no passaporte (é grátis) e um folheto com todos os passeios possíveis de serem feitos na cidade (foto abaixo). Fui no supermercado e voltei pro hostel para esperar os restaurantes abrirem. Comi na Pizzaria Dona Lupita (25 de Mayo, 325). Pizza beeeem fraca, mas o preço é aceitável.

 

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Gastos do dia:

 

- 140 pesos de diária em quarto compartilhado com 6 camas no Antarctica Hostel

- 65 pesos de taxi do aeroporto de Ushuaia até o Antarctica Hostel

- 83 pesos em compras (águas, bananas, alfajor, iogurte e achocolatado)

- 20 pesos em uma padaria (churros, pão de creme e rosquinhas)

- 60 pesos em uma pizza na Pizzaria Dona Lupita

- 78 pesos em um imã

- 880 pesos pelo passeio com caminhada na Isla Martillo (Pinguineira)

- 400 pesos pelo passeio pelo farol do fim do mundo (Faro Les Éclaireurs)

- 550 pesos na passagem de Ushuaia para Punta Arenas

 

Total: 2.276 pesos argentinos = 583 reais

 

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Dia 2 (08/04/14) – Farol do fim do mundo e Pinguineira

 

O dia amanheceu com sol, mas com algumas nuvens. As 9:15 já estava no porto para pagar a taxa de embarque e as 9:30 partiu o passeio para o farol que também passa na Isla dos lobos. Conheci o Paulo, um brasileiro de 68 anos que estava em Ushuaia para fazer a maratona do fim do mundo que havia acontecido dias alguns dias atrás. Ele comentou comigo que iria para Calafate no dia seguinte, mas que não iria fazer nem o Minitrekking nem o Big Ice. O por quê? O limite de idade para fazer o passeio é de 65. Agora como um senhor que correu uma maratona não pode andar 1 hora e meia no gelo? Enfim...

Durante o passeio dá pra ficar do lado de fora do catamarã para tirar fotos. Apesar do frio, dentro do barco tem calefação. Paramos em uma pequena ilha para fazer uma caminhada de uns 20 minutos e voltamos para o barco. Depois passamos pela ilha dos pássaros onde dá pra ver dezenas de biguás-das-shetland que se parecem muito com pinguins, depois seguimos para a ilha de los lobos aonde vimos os lobos marinos, para finalmente seguirmos para o farol do fim do mundo. O farol é o símbolo da cidade e foi construído em 1919, mas nada mais é do que um farol! rs.

Voltamos para Ushuaia chegando no porto próximo ao meio dia. Durante a volta o Paulo comentou comigo que no Hotel Antartida (Rivadavia 172) eles faziam cambio e que a cotação estava muito boa, mas não me lembro de quanto era. Chegando fui procurar algum lugar para almoçar e encontrei o Trattoria Martina (San Martin 237). Pedi o menu do dia que era um spaghetti de espinafre ao molho a bolonhesa e suco. Estava bom, mas não voltaria lá. Andei pela San Martin até a hora do passeio para a Pinguineira (14:30). Os pinguins ficam na Isla Martillo que fica bem longe da cidade. Primeiro pegamos um ônibus onde ficamos 1:15 até a primeira parada: Um local onde tem algumas árvores que crescem tortas por causa do ventos fortes na região. Mais alguns minutos no ônibus e o grupo é dividido em 2: Uma parte vai para a Pinguineira e outra fica no museu, depois troca. Fui primeiro para o museu e achei bem interessante. Depois pegamos um barco por uns 15 minutos até a ilha. Nessa hora a guia pede que todos andem juntos e que não façam movimentos bruscos. Um coreano ficou louco e queria andar sozinho! Com direito a uma pequena discussão com a guia... Momento constrangedor! kkkkkk

Dava para ver muitos ninhos (buracos no chão) e segundo a guia em janeiro e fevereiro é possível ver centenas de pinguins com seus filhotes. Nessa época tinha poucos pinguins de Magalhães e mais pinguins Gentoo. Apesar de que, a guia disse que os pinguins Gentoo nunca vão embora da ilha. No final do passeio pudemos tirar a típica foto com um grupo de pinguins que estavam na praia. Gostei bastante do passeio. Apesar de mais caro recomendo fazer a caminha na ilha, pois podemos ver muito melhor os pinguins do que apenas no barco.

Voltando pra Ushuaia jantei no Banana Bar e Restaurante (San Martín, 273). Comi um supremo de frango com batata frita. Mais uma vez não gostei muito da comida... E olha que não sou chato para comer.

 

Gastos do dia:

 

- 140 pesos de diária em quarto compartilhado com 6 camas no Antarctica Hostel

- 10 pesos de taxa de embarque no porto

- 76 pesos por um spaghetti e suco no restaurante Trattoria Martina

- 18 pesos por 3 postais

- 83 pesos por um supremo de frango com batata frita no Banana Bar e Restaurante

 

Total: 327 pesos argentinos = 84 reais

 

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Dia 3 (09/04/14) – Ushuaia – Punta Arenas

 

O ônibus (sem calefação) para Punta Arenas partiu às 5 da manhã. Paramos em Rio Grande para fazer baldeação e seguimos para atravessar o Estreito de Magalhães. Durante a travessia vi vários Golfinhos-de-commerson que eram muito rápidos. Depois entramos de novo no ônibus para finalmente seguir para Punta Arenas, onde cheguei as 17h (12 horas de viagem no total).

Punta Arenas não tem rodoviária, o ônibus te deixa no centro da cidade. Troquei alguns reais por pesos chilenos só para pegar um taxi e segui para o Hospedaje Independencia (Av Independencia, 374) que tinha visto indicação em algum lugar na internet. A entrada do hostel é pelos fundos da casa, passando por um monte de entulhos e pela “área de camping”. O cara que me atendeu estava vendo um jogo de futebol na televisão com um amigo e ficou claramente incomodado por estar interrompendo a partida. Não gostei do clima do lugar... Tudo bagunçado, um homem com cara de drogado estava na cozinha e chegando no quarto me disserram que não tinha locker. Fui embora e por sorte na mesma rua encontrei o Hostal Doña Anita (Av Independencia, 512). Gostei bastante. O clima era bem familiar apesar de não ter café da manhã. Deixei minhas coisas e peguei um coletivo em direção a Zona Franca. Os coletivos aqui são carros que possuem um trajeto definido e vão pegando os passageiros durante o percurso.

Na Zona Franca troquei reais por pesos em um cotação ruim (1 real por 220 pesos) e segui direto para a Balfer com a intenção de comprar todas as roupas que faltavam para o “W”. Algumas coisas eu já tinha e levei do Brasil. A loja é realmente muito boa, tem praticamente de tudo, mas falta funcionário para te atender. Comprei um anorak (22.990 pesos), uma blusa polartec (33.990 pesos), uma calça de fleece (24.990 pesos), 1 camisa dryfit (9.990 pesos), dois pares de meia térmica para trekking (4.990 pesos cada) e uma balaclava (3.990 pesos). Total: 105.930 pesos!

Voltando para o hostel conheci o marido da dona, que me levou para comer um hambúrguer gigantesco e muito bom em um mercado/lanchonete frequentado apenas pelo povo local chamado La Central (Av. España, 1163).

 

Gastos do dia:

 

- 2.000 pesos em taxi do centro até o hostel

- 8.000 pesos no hostel Doña Anita

- 1.000 pesos de coletivo do hostel até a zona franca

- 800 pesos em um pastel em uma lanchonete da zona franca

- 105.930 pesos em compras na loja Balfer da zona franca

- 3.450 pesos no hambúrguer e uma água

 

Total: 121.180 pesos chilenos = 539 reais

 

Dia 4 (10/04/14) – Punta Arenas – Puerto Natales

 

Acordei às 8h, tomei um café na rua e fui andando até a Bus Sur para pegar o ônibus para Puerto Natales as 10h. Existem várias empresas que fazem o trajeto, variando os horários como, por exemplo, a Buses Pacheco e a Buses Fernandez. Confira os horários de cada uma na foto abaixo.

 

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Cheguei em Puerto Natales as 13h. Um frio e um vento fora do normal!!! Segui até o Yagan House (O'Higgins 584) que tinha visto boas indicações. Realmente o hostel é muito bom! Lugar familiar, chão feito de madeira, bem legal. Não tinha vaga em quarto compartilhado, paguei mais caro e fiquei num quarto privado sem banheiro, o que acabou sendo uma boa, pois descansei melhor e espalhei todas as minhas coisas no chão para me organizar para o W. Comprei toda a comida em um mercado em frente ao hostel, mas depois percebi que o lugar é bem carinho. Existem outros supermercados na cidade mais em conta. Dica: Experimente o chocolate Sahne Nuss da Nestlé, mas que só tem no Chile! Um dos melhores que já comi! A barra é grossa e vem com amêndoas inteiras! Muito bom mesmo, mas é carinho.

Comprei um pacote de ziplocks que foi muito útil para armazenar o restante da comida que não era utilizada e evitava que ela molhasse. Depois fui até o Erratic Rock Base Camp (Baquedano 731) que é um hostel e que também aluga equipamentos. Dica: Todos os dias às 15h um cara que conhece o Parque como ninguém dá uma palestra com dicas e informações atuais. Recomento muito assistir. Aluguei tudo que precisava, mas a barraca, por exemplo, só tinha para 2 pessoas, a vantagem é que dá para colocar todas suas coisas dentro, mas a desvantagem é o peso a mais. Não estava com tempo de procurar em outros lugares então foi de 2 pessoas mesmo.

Passei em uma loja e comprei uma headlamp que foi muito útil, pois não ocupa a mão como a lanterna comum. A passagem de ida e volta para o Parque você pode comprar no hostel mesmo. À noite cozinhei no hostel e fui arrumar minha mochila. Aqui vai a lista de tudo que levei, lembrando que fui sozinho, então tudo é para 1 pessoa:

 

Equipamentos:

 

- 1 Anorak (impermeável e transpirável)

- 1 Calça impermeável

- 1 Calça segunda pele (térmica)

- 1 Calça de fleece (usava para dormir)

- 1 Blusa de manga comprida de polartec

- 1 Bermuda (não usei)

- 5 Blusas (sendo 2 dryfit e 3 de algodão)

- 5 Cuecas box (evita o atrito entre as pernas)

- 5 Meias (especiais para trekking, que sejam quentes e grossas, pois evitam o atrito do calcanhar com a bota)

- 1 Balaclava

- 1 Bota de trekking (não era impermeável, mas recomendo que seja)

- 1 Barraca para 2 pessoas

- 1 Saco de dormir (-9ºC)

- 1 Isolante térmico

- 1 Par de bastões de tekking (no meu caso ajudou muito nas subidas e para dar estabilidade principalmente quando bate as rajadas de vento)

- 1 Toalha seca rápido pequena

- Kit cozinha (fogareiro, gás, panela, copo, garfo e prato de plástico)

- Câmeras (Nikon D5100 com lentes 18-55mm e 55-200mm e uma GoPro Hero 2 com alguns acessórios)

- Um netbook (Sim, me julguem! haha... Um peso extra, mas era a única maneira de carregar a GoPro e descarregar os cartões de memória).

- Kit higiene (Baby whipes, xampu, sabonete, pasta e escova de dente)

- Protetores auriculares (Muito bom! Tenho o sono leve e pra mim foi de muita utilidade. O vento nas árvores, o barulho dos glaciares... Nada me acordava. Apesar disso ocorreu um fato engraçado que vou relatar mais a frente.)

 

Comida:

 

- 2 Porções de macarrão (tirei da embalagem e coloquei no ziplock)

- 2 Pacotes de molho pronto à bolonhesa

- 1 Pacote de arroz com legumes (deu para comer 2 vezes)

- 4 Pacotinhos de queijo ralado (colocava no macarrão e no arroz. Ficava muito bom)

- 1 Pacotinho de purê de batata desidratada (não usei)

- 3 Cup noodles

- 1 Pacote com 8 pães

- Queijo e salame fatiados

- Leite e café em pó (usei 1 vez apenas)

- Coisas para comer na trilha (1 pacote de biscoito, 4 barrinhas de cereal, 2 barras de chocolate)

 

O restante das roupas e equipamentos que não iria usar no W deixei no depósito do hostel. Calculei bem a comida e não sobrou nem faltou. Não precisa comprar nada no Brasil para levar. Lá tem de tudo e muita variedade. E lembre-se: Menos é mais!!! No final a minha cargueira de 70 litros ficou lotada e juntamente com a mochila de ataque devia pesar uns 15 kg (mesmo assim estava pesado para mim). Dica: Leve apenas uma garrafinha de água de 500 ml. O tempo todo haverá um rio onde você poderá encher e assim não tem que ficar carregando peso. A água é proveniente do derretimento das geleiras e é potável. Outra dica: Embale tudo que não pode molhar de jeito nenhum (roupas e saco de dormir) em sacos plásticos grandes. Não confie apenas na capa de chuva da mochila!

 

Quanto ao frio só passei um pouco a noite no acampamento Las Torres e Los Cuernos. Dica: Antes de dormir esquente um pouco de água e coloque dentro da sua garrafinha e jogue dentro do saco de dormir. Assim, ela vai ficar liberando calor por um bom tempo e esquentará seus pés! hehe. Mais uma dica: As baterias das câmeras em lugares frios descarregam muito rápido. Coloque-as dentro do saco de dormir para dormirem com vc... Assim elas duram mais. Levei celular só para funcionar como despertador. Coloquei no modo avião e reduzi o máximo o brilho da tela... A bateria durou os 5 dias!

No Parque não pega celular e não possui wi-fi, portanto qualquer acidente ou emergência deve ser avisado aos guardas parques que ficam nos refúgios e campings.

 

Pode parecer redundante falar sobre isso, mas eu fiquei um pouco confuso quando fui pesquisar sobre o W em Torres del Paine, então vou tentar explicar direitinho aqui a diferença entre refúgio e camping (apenas aqueles que fazem parte do circuito W):

Bom, os refúgios são uma espécie de hotel que ficam em pontos estratégicos do Parque. Neles você encontra restaurante, quartos com calefação e lugares onde dá para comprar biscoitos, sucos, chocolates, etc. Mas tudo isso tem um preço alto... Se não me engano, o quarto compartilhado custa cerca de 50 dólares. Também é possível alugar equipamentos de camping como barracas, sacos de dormir e isolante por um preço mais caro do que em Puerto Natales. É possível carregar as baterias da máquina na recepção dos refúgios, mesmo que você esteja acampando. Basta pedir aos funcionários da recepção que eles colocam para carregar para você! Para a alta temporada é recomendado reservar os refúgios com bastante antecedência. Existem 2 empresas que administram estes refúgios: A Fantástico Sur e a Vertice Patagonia. Todos os refúgios tem uma área de camping, mas nem todos os campings tem refúgios.

Já os campings existem de dois tipos: Os pagos e os grátis. Os pagos ficam próximos aos refúgios e o preço inclui o direito de acampar, carregar suas baterias, tomar um banho quente e usar a área de cozinha (cozinhando com seus próprios equipamentos obviamente). Já os grátis não tem banho, apenas um banheiro com vaso sanitário. Apesar de grátis, tem um guarda-parque em todos eles que podem ajudar em algum caso de emergência. Outra coisa: Os acampamentos grátis não possuem tomadas para carregar as baterias das câmeras!!

 

A Fantástico Sur administra os seguintes refúgios e acampamentos:

- Refúgio e acampamento Torres (não confundir com acampamento Las Torres!)

- Refúgio e acampamento Chileno

- Refúgio e acampamento Los Cuernos

 

A Vertice Patagonia administra os seguintes refúgios e acampamentos:

- Refúgio e acampamento Paine Grande

- Refúgio e acampamento Grey

 

Os acampamentos grátis são:

- Acampamento Las Torres

- Acampamento Itlaiano

 

Atenção: Os refúgios e campings funcionam normalmente durante a alta temporada (verão)! Mas alguns deles fecham durante as temporadas intermediárias. Portanto pesquise antes de planejar algo. Para mais informações sobre Torres Del Paine e sobre o circuito W, de uma olhada nos sites oficiais do Parque neste link e neste outro. E em algumas explicações aqui no Mochileiros. Ou se não mande um email para a Fantástico Sur ([email protected]) ou para a Vertice Patagonia ([email protected]) que eles respondem rapidamente.

 

ATUALIZAÇÃO: A partir de agora é necessário fazer reserva para acampar no Parque! Mais informações em http://www.parquetorresdelpaine.cl/es

 

Gastos do dia:

 

- 1.000 pesos em um café e uma água

- 5.000 pesos na passagem de Punta Arenas para Puerto Natales

- 15.000 pesos no quarto privado sem banheiro no Yagan House

- 6.500 pesos em uma headlamp

- 650 pesos em um cadeado

- 18.970 pesos no supermercado

- 75.000 pesos em aluguel de equipamentos (Preços da diária de cada equipamento: 3.500 pesos na barraca (para 2 pessoas), 3.000 pesos do saco de dormir, 1.000 pesos no isolante, 4.000 pesos no kit cozinha e 3.000 pesos no par de bastões de trekking) e 2.500 pesos no gás.

- 15.000 pesos na passagem de ida e volta de Puerto Natales para Torres del Paine

 

Total: 137.125 pesos chilenos = 623 reais

 

Dia 5 (11/04/14) – Puerto Natales – Torres del Paine (1º dia do “W”: Hosteria Torres – Acampamento Las Torres)

 

Hosteria Las Torres > Acampamento Las Torres: 9 km (3.5 hrs)

Acampamento Las Torres > Mirador Base Las Torres (ida e volta): 1.6 km (1.5 hrs.)

 

Dificuldade: Alta

Distância total: 10.6 km

Tempo total: 5 hrs.

 

Acordei cedo, tomei o café do hostel que era muito bom (torrada, geleia, iogurte, cereal, café e ovos mexidos) e segui para a rodoviária. As 7:30 o ônibus da Buses Gomez partiu para o Parque. Vou confessar que durante a viagem eu fiquei tenso. A ficha caiu e fiquei com muito receio de estar ali sozinho... O maior medo era de pegar uma chuva forte, nevasca. E detalhe: Nunca tinha acampado na vida! ::hein:

Por volta das 10h chegamos à Administração na Laguna Amarga para pagar a taxa de entrada, pegar um mapa e assistir a um pequeno vídeo com informações sobre o Parque. Nesta hora você deve decidir se vai ficar ali e começar pelas Torres ou se continua no ônibus que irá te deixar em Pudeto para pegar o catamarã e, assim, começar pelo Grey. Como o dia estava perfeito, com sol e sem nuvens decidi começar pelas Torres. Assim, o meu roteiro ficou dessa maneira:

 

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Peguei minha mochila e fui de van (paga na hora) até a Hosteria Torres de onde comecei a trilha. Dá pra ir a pé até a Hosteria em 1:30 de caminhada, mas o caminho é sem graça. Comecei a trilha com muita subida até chegar ao Vale do Rio Ascencio. E no primeiro dia você não está muito acostumado com o peso da cargueira nas costas então dá pra sofrer um pouco, mas nos outros dias foi mais tranquilo. Fiquei bobo com o tamanho e com a beleza do vale! No meio do caminho fiz amizade com dois americanos: Ryan e Nate. Durante o trajeto vimos muitas pessoas que não querem fazer a caminhada e sobem no lombo de cavalos. O ruim são as fezes que ficam no meio da trilha. Passamos pelo Refugio Chileno (que em abril está fechado) e seguimos a trilha pelo bosque de lengas e, de vez em quando, avistamos alguns glaciares e a “pontinha” das torres! Por volta das 16h chegamos ao acampamento Las Torres. O acampamento é grátis, portanto nada de banho! Só um vaso sanitário. Dica: Leve Baby whipes para “tomar banho” nos acampamentos que não tem chuveiro... Também serve para limpar as mãos caso você esteja com preguiça de sair da barraca ou molhar a mão na água fria. Montamos a nossa barraca e fomos ver as torres já que o tempo estava ótimo. A trilha dura 1 hora e é de subida o tempo todo, mas só de não estar com a cargueira é um alívio! Nos primeiros 30 minutos a trilha é dentro do bosque, depois o terreno se torna basicamente feito de pedras. Repare no tamanho de algumas pedras pelo caminho! Durante o trajeto começou a cair alguns flocos de neve esporádicos... Achei estranho, pois apesar do frio o sol estava de rachar e não tinha nuvens no céu. Finalmente as torres!!! Gigantes e lindas! A iluminação das torres varia de acordo com o horário do dia. Descansamos e ficamos um tempo sob o sol na beira do lago. Descemos e fui preparar meu jantar. Comi macarrão a bolonhesa com queijo ralado. Apesar de ser molho pronto, estava bom demais! Fui pra barraca e fiquei ouvindo musica até escurecer. Fui dormir cedo por conta do cansaço. Coloquei o relógio para despertar as 6:15 para ver o nascer do sol nas torres se o tempo estivesse bom. Não tive uma boa noite... Passei um pouco de frio nos pés.

 

Gastos do dia:

 

- 18.000 pesos pela taxa de entrada no Parque

- 2.500 pesos pela van da administração (Laguna Amarga) até a Hosteria Torres

 

Total: 20.500 pesos chilenos = 93 reais

 

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Dia 6 (12/04/14) – Torres del Paine (2º dia do “W”: Acampamento Las Torres – Los Cuernos)

 

Acampamento Las Torres > Mirador Base Las Torres (ida e volta): 1.6 km (1.5 hrs.)

Acampamento Las Torres > Refúgio Los Cuernos: 12 km (4.5 hrs.)

 

Dificuldade: Média

Distância total: 13.6 km

Tempo total: 6 hrs.

 

Acordei às 6:15, comi alguma coisa na barraca mesmo e às 6:30, ainda no escuro e sozinho, já estava na trilha. A headlamp ajudou muito, pois deixa as mãos livres. Chegando na parte pedregosa encontrei um casal que tinham perdido a trilha. Realmente nessa parte é mais complicada no escuro... A marcação é feita com tinta nas pedras ou com bastões presos entre elas, mas no escuro fica mais difícil achar. Encontramos juntos e seguimos em frente. Sentei em uma pedra bem no alto com uma visão bem ampla das torres e do lago e esperei. Um frio de rachar! Mas valeu todo o esforço. Aos poucos tudo mais mudando de cor até que finalmente os primeiros raios de sol tingem as torres de laranja! Um daqueles momentos que ficam eternamente na memória...

Desci para o acampamento, desmontei a barraca arrumei minhas coisas. Por volta das 10h comecei a trilha em direção a Los Cuernos. Aqui vai uma dica preciosa: Depois de passar pelo refúgio Chileno, assim que você avistar os lagos lá em baixo (deixando o Valle do rio Ascencio para trás) e logo no inicio da descida você encontrará uma plaquinha pequena do lado direito escrito “shortcut”, que é um atalho que te poupará aproximadamente 1h de caminhada. Assim, você não precisa ir até a Hosteria Torres. Já ia passando direto mais um cara me mostrou esse atalho... Agradeci ele demais! kkkkkkk. (Observação: Este atalho também serve para quem for de Los Cuernos para o acampamento Las Torres ou Refúgio Chileno). A trilha não tem nada de muito interessante, a não ser pelo lago Nordenskjöld que tem uma coloração azul leitosa. A trilha foi mais tranquila que no dia anterior, ou seja, como mais descidas que subidas. O ruim foi que em algumas partes temos que passar em lugares de brejos.

Chegamos no Los Cuernos, pagamos a taxa de camping, armamos a barraca (aqui você não monta a barraca diretamente no chão frio, existe um tablado de madeira para montar) e fui entregar minhas baterias na recepção do refúgio para que carregassem para mim. Dica: Leve as baterias para carregar assim que chegar, pois na alta temporada você pode ficar sem tomada! Outra dica: A tomada do refugio é de pinos redondos desse tipo aqui. Por via das dúvidas leve adaptador!

Tomei um banho quente excelente e fui pra cozinha fazer meu jantar. Encontrei duas coreanas que conheci no hostel em Puerto Natales e jantamos juntos. Depois fui para minha barraca descansar um pouco. Deitei com os pés para fora e estava escrevendo no meu cadernos de anotações quando ouvi alguma coisa vindo do lado de fora... Quando olhei para meus pés, um rato estava entrando na minha barraca!! Sai e fui falar com os americanos... Eles comentaram que estava havendo uma infestação de ratos no acampamento que buscam por comida!!! Resultado: Passei a noite inteira espantando os ratos que tentavam entrar na barraca. Tive uma péssima noite. Teve uma hora que estava ouvindo musica de olhos fechados e quando abri tinha um rato entre a barraca e a capa de chuva! Durante a noite choveu um pouco, mas sem vento.

 

Gastos do dia:

 

- 6.000 pesos pelo acampamento Los Cuernos

 

Total: 6.000 pesos chilenos = 27 reais

 

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Dia 7 (13/04/14) – Torres del Paine (3º dia do “W”: Los Cuernos – Italiano)

 

Refúgio Los Cuernos > Acampamento Italiano: 5.3 km (2.5 hrs.)

Acampamento Italiano > Mirador do Valle del Frances (ida e volta): 7.5 km (3 hrs.)

 

Dificuldade: Média

Distância: 13 km

Tempo total: 5.5 hrs.

 

Acordei por volta das 8:30, comi alguma coisa, desmontei a barraca que estava molhada por conta da chuva durante a madrugada. Comecei a trilha até o acampamento Italiano. Uma hora depois passei pelo refúgio e camping Francés que foi inaugurado a pouco tempo. Aos poucos o tempo nublado foi abrindo e o sol foi chegando, formando um belo arco-íris quando passamos na “praia” do lago Nordenskjöld. Mais algumas horinhas de subidas e descidas e chegamos ao acampamento Italiano. Armei a barraca, comi um macarrão instantâneo e, sem a cargueira, comecei a subida para o mirador do Valle del Francés. A trilha é de subida tranquila, e segue próxima ao rio francés. No mirador ventava bastante, mas a vista é animal! De um lado as formações rochosas, do outro o glaciar del francés e lá em baixo o lago Nordenskjöld coroado com um arco-íris. Show!!! Fiquei um tempo lá e depois percebi que tinha a continuação da trilha até o mirador britânico. Sozinho, segui pela trilha por mais ou menos 1 hora e de repente a sinalização começou a ficar péssima! A trilha sumia e aparecia mais a frente, até que em uma hora eu me perdi. Sim, por alguns segundos eu andei sem rumo já imaginando como seria meu resgate! kkkkkkkkkkk... Sério, eu fiquei puto com a má sinalização. Encontrei a trilha de novo e resolvi voltar. Devia faltar uns 40 minutos até o mirador britânico, mas já estava cansado, meu calcanhar direito já estava doendo e estava com receio de demorar e escurecer. Voltei e fiz meu jantar. Fiquei na barraca até a hora de dormir. Nesse dia o barulho do vento forte nas árvores e dos estrondos vindos do desprendimento do gelo nos glaciares não me deixavam dormir. O que eu fiz? Coloquei meus protetores auriculares e apaguei!

 

Gastos do dia:

 

- Nenhum!

 

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Dia 8 (14/04/14) – Torres del Paine (4º dia do “W”: Italiano – Grey)

 

Acampamento Italiano > Refúgio Grey: 18 km (6 hrs.)

 

Dificuldade: Fácil (Italiano – Paine Grande); Média (Paine Grande – Grey)

Distância total percorrida no dia: 18 km

Tempo total: 6 hrs.

 

Acordei por volta das 8:30 e fui pegar alguma coisa para comer quando reparei que a sacola de comida estava furada! Comecei a tirar as coisas da barraca e descobri 2 buracos! Os ratos roeram minha barraca e fizeram a festa enquanto eu dormia! ::hahaha:: Com estava com os protetores não ouvi nada! A sorte foi que eles entram apenas na parte que estava o queijo e o salame. Joguei fora e passei a comer pão puro. :roll:

O dia estava nublado e sem vento. Comecei a trilha em direção ao Grey passando por Paine Grande. O caminho até Paine Grande é na maior parte plano e o mais fácil de todo o circuito, mas a paisagem é basicamente formada por árvores carbonizadas devido ao incêndio de grandes proporções que atingiu o Parque em 2011 causado por um turista israelense.

Chegando em Paine Grande parei para descansar um pouco e fazer um lanche antes de começar a trilha para o Grey. O caminho para o Grey é bem puxado com muita subida e descida. Passei pela Laguna de los Patos e no meio do caminho tem o mirador com uma boa visão do glaciar Grey e de alguns icebergs flutuando no lago Grey. É bem bonito, mas nada que supere o Valle Del Francés e Las Torres. Percebi que algumas pessoas chegam até o mirador e voltam para Paine Grande... Realmente o mirador é o ponto alto desta parte do W, não existe muita coisa interessante na trilha até o refugio Grey, então se você está com o tempo apertado sugiro que vá até o mirador e volte, a não ser que você queira ver o glaciar mais de perto.

Mais algumas horinhas e finalmente o refúgio Grey. Achei o Grey pior que Los Cuernos. As barracas são montadas no chão (no Los Cuernos é em um tablado), é preciso tirar os sapatos para entrar no banheiro e na cozinha (o que é ruim, pois inevitavelmente as pessoas deixam cair comida e água no chão e você tem que ficar pisando naquilo), não tem água quente na torneira e o Box onde se toma banho é mais aberto que em Los Cuernos, o que deixa passar um pouco de vento. Tomei banho e fui preparar o jantar junto com o Nate e o Ryan. Conhecemos outros americanos e ficamos conversando sobre viagens. Antes de dormir pendurei minha sacola de comida em uma corda estendida na árvore pelo Ryan e assim, evitamos que os ratos invadissem as barracas. Portanto fica a dica: Leve uma corda para pendurar a comida. A noite choveu bem fraquinho, mas nada para se preocupar.

 

Gastos do dia:

 

- 4.000 pesos pelo acampamento Grey

 

Total: 4.000 pesos chilenos = 18 reais

 

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Dia 9 (15/04/14) – Torres del Paine (5º dia do “W”: Grey – Paine Grande) – Puerto Natales

 

Refúgio Grey > Paine Grande: 11 km (3.5 hrs.)

 

Dificuldade: Média

Distância total percorrida no dia: 11 km

Tempo total: 3.5 hrs.

 

Hoje dia seria corrido, pois as 12:30 tinha que estar em Paine Grande para pegar o catamarã. Acordei ainda estava escuro e comecei a trilha as 8:20. Fiz a trilha apertando o passo, tirando poucas fotos e descansando pouco. Próximo ao mirador experimentei a tão famosa fúria dos ventos patagônicos... Se não tivesse os bastões de trekking para dar estabilidade teria que me arrastar no chão!! Faltando 1 hora para terminar a trilha cai feio numa decida de pedras que me deixou um roxo enorme na perna. Terminei a trilha em 3h sendo que o normal é em 3:30. Nos últimos metros, quando vamos nos aproximando da recepção do Paine Grande a emoção é forte. Especialmente para mim que nunca tinha acampado, que planejei e fiz tudo praticamente sozinho, correndo o risco de pegar nevascas, chuvas... Sem falar no privilégio de ficar 5 dias naquele lugar com paisagens de filme! A sensação de ter conseguido é indescritível.

Descansei até a hora do catamarã. Chovia um pouco na hora do embarque. O bilhete do catamarã é pago dentro da própria embarcação em dinheiro vivo apenas. Chegamos em Pudeto e pegamos o ônibus para Puerto Natales (com o bilhete que já tinha sido comprado no hostel em Natales).

Depois de terminado o circuito, tenho algumas considerações a fazer: Hoje, analisando o que eu fiz, eu percebo que foi um risco grande ter feito o circuito W sozinho e sem nunca ter acampado antes. Por mais que eu tenha lido dezenas de relatos e me informado ao máximo, na prática a coisa muda de figura. Por muita sorte eu peguei tempo bom, mas poderia ter pegado nevasca, chuvas fortes ou até mesmo me machucado feio, o que poderia ter estragado meu passeio. Portanto se você pretende acampar, eu recomendo muito fazer o circuito acompanhado. O peso da mochila é destruidor, e com outra pessoa você pode dividir o peso dos equipamentos (levando uma barraca para 2 pessoas, por exemplo, ao invés de uma para cada um). Se fosse hoje, indo sozinho, eu teria ficado nos refúgios e levado apenas a comida e os equipamentos para cozinhar. Por diversas vezes pouco aproveitava as paisagens, pois estava morto de cansado. Mas valeu MUITO a pena todo o esforço! Torres del Paine deve ser visitado de qualquer forma!!

Chegando em Puerto Natales, voltei para o Yagan House e fiquei em um quarto compartido. Fui devolver os equipamentos no Camp Base (o cara nem olhou os buracos feito pelos ratos na barraca) e passei no supermercado para comprar alguma coisa para cozinhar no hostel. Depois voltei na rodoviária para comprar a passagem para Calafate. Só tinha uma empresa que tinha vaga para o dia seguinte, todas as outras já estavam lotadas, portanto recomendo comprar com certa antecedência se você for na alta temporada. Comprei pela empresa Zaahj no ônibus das 8:00.

 

Gastos do dia:

 

- 12.000 pesos no bilhete do catamarã

- 11.000 pesos no quarto compartilhado com 4 pessoas no hostel Yagan House

- 10.000 pesos em supermercado

- 14.000 na passagem de Puerto Natales até Calafate

 

Total: 47.000 pesos chilenos = 214 reais

 

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Dia 10: (16/04/14) – Puerto Natales – Calafate – El Chalten

 

Acordei cedo tomei o ótimo café do hostel e fui para a rodoviária que fica uns 20 minutos a pé. As 8:00 o ônibus partiu. Cruzamos a fronteira e em certo ponto o ônibus para em uma lanchonete. Cheguei em Calafate as 14:00 (6 horas de viagem) e a idéia era ir direto na Hielo y Aventura para fechar o Big Ice no Perito Moreno para o dia seguinte. O problema foi que não havia mais vagas, então tive que recorrer ao plano B: Ir para El Chalten no mesmo dia e reservar o Big Ice para quando retornar. Deixei reservado para o dia 24/04/14 e fui procurar alguma coisa para comer na cidade. Tudo na Avenida San Martin é caro, portanto andei um pouco nas ruas perpendiculares e encontrei a lanchonete Dona Mecha (Comandante Espora 35). Ótima lanchonete e com preços baratos, fica a dica! O ruim é que existem apenas 2 mesas para comer do lado de dentro que se estiverem cheias vai ter que pedir para levar (ou comer do lado de fora). Pedi um hambúrguer com batata frita e segui para a rodoviária. Comprei a passagem para El Chalten as 16:30 na empresa TAQSA. Dica: Já disse, mas vou repetir: O preço e os horários das passagens mudam de empresa para empresa, portanto faça uma pesquisa antes de comprar. Cheguei em El Chalten as 19:30 e segui direto para o Hostel Pioneros Del Valle (Av. San Martin, 451) que já tinha visto boas indicações. Fiz o check in em um quarto compartilhado com 6 camas e com banheiro. Comi uma batata frita de pacote mesmo e fui dormir.

 

Gastos do dia:

 

- 1.200 pesos pelo Big Ice (trekking e transporte até o Parque, não inclui a entrada)

- 65 pesos no sanduiche e batata frita na lanchonete Dona Mecha

- 190 pesos na passagem de Calafate até El Chalten

- 100 pesos na diária do quarto compartido com 6 camas no hostel Pioneros Del Valle

 

Total: 1555 pesos argentinos = 398 reais

 

Dia 11 (17/04/14) – El Chalten

 

O dia amanheceu com chuva e vento, ou seja, um dia perdido, mas tinha reservado alguns dias extras esperando por isso. Então vai a dica: Se quiser conhecer bem El Chalten recomendo ficar no mínimo 5 dias. Assim, as chances de você pegar algum dia com tempo bom aumentam. E outra: Vi algumas pessoas em Calafate que fizeram um bate-volta para El Chalten em 1 dia! Saíram de madrugada, chegaram no inicio da manhã e foram fazer alguma trilha (que por conta do tempo curto só dá para ir a Laguna Torre ou Chorrillo Del Salto) e retornaram a noite. Não faça isso! Você vai perder muita coisa linda! Mais uma dica importante: Se no seu primeiro dia em El Chalten o dia amanhecer bonito, corra para fazer A Laguna de los tres ou Loma del Pliegue Tumbado! Não deixe eles por último porque você pode correr o risco de não pegar mais dias bonitos, e para aproveitar bem essas duas trilhas é essencial que o céu esteja sem nuvens.

Bem, como o hostel não tem café da manhã (se quiser custa 40 pesos), fui a uma padaria na San Martin que se não me falha a memória se chama simplesmente Panaderia... Muito boa, com vários tipos de lanches prontos para levar para as trilhas. Eu gostei mesmo foi dos folhados e dos pães de creme. O ruim é que não se pode comer no lugar, mas fiz amizade com a dona que todos os dias me deixava comer em um cantinho no balcão. Depois fui até o supermercado El Gringuito (Cerro Solo, 108) que é mais barato que os supermercados da Av. San Martin, mas tem pouquíssima variedade. Uma dica: Assim como em Ushuaia, aqui as coisas começam a funcionar quando nasce o sol, ou seja, nesta época do ano lá pelas 8-9h da manhã! E na parte da tarde todo o comercio também fecha e só vai abrir lá pelas 15h. Voltei para o hostel e como estava chovendo o dia foi de descanso. Aproveitei para lavar roupa e mandar notícias para o Brasil. Fui almoçar no restaurante Ahonikenk (Martin Miguel de Guemes, 23). Guarde o nome desse restaurante, pois a comida é boa e o preço é justo. Comi uma carne (steak) com batatas que estava excelente! Carne macia e suculenta apenar de não muito temperada. Voltei para o hostel e dormi a tarde inteira. A noite cozinhei no hostel e fiquei na internet (muito ruim). Conheci meu colega de quarto Cameron, um americano que estava começando sua viagem de 6 meses pela América do Sul e ficamos conversando até tarde.

 

Gastos do dia:

 

- 100 pesos na diária do quarto compartido com 6 camas no hostel Pioneros Del Valle

- 25 pesos pelo café da manhã na padaria

- 60 pesos pelo serviço de lavanderia

- 65 pesos no supermercado

- 110 pesos no almoço no restaurante Ahonikenk

 

Total: 360 pesos argentinos = 92 reais

 

Dia 12 (18/04/14) – El Chalten (Chorrillo del Salto, Mirador de los Condores, Mirador de las Aguilas)

 

Acordei as 8h e fui ver como estava o clima. Sol com algumas nuvens, então decidi ir até Chorrillo del Salto. Tomei café na padaria e segui para a trilha (bem fácil, bem plana) que durou 1h até a cachoeira. A trilha estava bem bonita pois tinha nevado um pouco durante a noite. Vale a pena ir, é bem bonita a cascata. Fiquei um tempinho lá e mais 1h para voltar para Chalten. Fui de novo no Ahonikenk e desta vez pedi um sorrentino de truta com molho de tomate que estava muito bom! Um cara do meu lado pediu uma truta empanada com purê de batatas que parece deliciosa!

Depois do almoço decidir ir até os miradores. Mais 40 minutos de trilha e estava no mirador de los condores... Nada de mais, apenas uma visão da cidade. Até vi 2 condores mas bem de longe. Dali resolvi ir até o mirador de las aguilas, e mais 20 minutinhos até lá. Deu para ver o lago Viedma e algumas montanhas nevadas. Recomendo ir aos miradores apenas se você tiver tempo sobrando na cidade, caso contrário não tem nada de mais. Voltei para Chalten e passei na ótima sorveteria artesanal Domo Blanco (Av. San Martin, 164) e em uma loja de aluguel de equipamentos onde aluguei um par de bastões de trekking por 3 dias. Chegando ao hostel decidi que no dia seguinte iria fazer até a laguna de los tres, então pedi na recepção que fizessem a reserva (por telefone) do transfer até a hosteria Pilar. Na verdade eu teria que ir até a agência para pagar, mas como já estava quase na hora deles fecharem, eles deixaram que eu pagasse para o motorista.

A noite no hostel fui preparar um macarrão na cozinha e encontrei o Cameron com um grupo de alemãs que ele havia conhecido em Ushuaia e que, sem querer, também estavam hospedadas no Pioneros Del Valle. Sentei com eles e jantamos juntos. Depois do jantar o Cameron pegou uma garrafa de rum e coca-cola e começou a tomar. Dei uns goles, mas não queria beber muito, pois no dia seguinte tinha trilha puxada. Eu e as alemãs fomos dormir e o Cameron ficou bebendo e conversando com uma delas sozinhos na cozinha. Lá pelas tantas da madrugada, os 2 entram no quarto numa pregação desenfreada!! Levei um susto na hora, mas fingi que estava dormindo. Eles falavam baixo tentando não me acordar e começaram a transar bem do meu lado!!! ::hahaha::::sos:: Nesta hora eu desejei MUITO estar com meus protetores auriculares! hahahahahaha. A minha sorte é que estava virado para o lado oposto! Mas fiquei puto com aquela situação constrangedora. Depois, na hora que ela foi sair do quarto, ela chutou 2 vezes alguma coisa que estava no chão que bateu na porta e fez um barulho tremendo! kkkkkkkkkkk. Finalmente consegui dormir.

 

Gastos do dia:

 

- 100 pesos na diária do quarto compartido com 6 camas no hostel Pioneros Del Valle

- 25 pesos no café da manhã na padaria

- 86 pesos no almoço no Ahonikenk

- 30 pesos no sorvete de 2 bolas na sorveteria Domo Blanco

- 28 pesos no supermercado

 

Total: 269 pesos argentinos = 69 reais

 

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Dia 13 (19/04/14) – El Chalten (Laguna de los Tres)

 

Acordei às 7h, pois às 8h o transfer passaria para me pegar. Lembre-se de comprar o seu lanche para levar no dia antes, pois as coisas só abrem às 8h. Não comprei e dei sorte que o transfer atrasou 15 minutos se não iria só com um chocolate que tinha na mochila! Atenção: Recomendo levar a água, pois não vi muitos rios pelo caminho... Quando encontrava a água tinha um gosto estranho.

O tempo amanheceu perfeito... Vento nulo e sem nem uma nuvem no céu! As 8:45 a van chegou na Hosteria Pilar e começamos a trilha. Recomendo muito pagar pelo transfer por 2 motivos: A trilha é bem mais plana que no caminho convencional (evitando a subida pesada do inicio da trilha) e possui o mirador para o glaciar Piedras Blancas que eu achei muito bonito! Achei que valeu a pena. Vi também alguns pica-paus e muitas árvores (lengas) caídas, que na verdade não vi apenas em Chalten, mas em toda a Patagônia. O que acontece é que o solo é raso, não permitindo uma boa fixação das raízes. Somado a isto, tem a presença dos ventos fortíssimos na região que derrubam as árvores facilmente. Sem falar nos castores (que foram trazidos do Canadá e acabaram virando uma praga, pois não possuem predadores naturais) que derrubam as árvores para construírem seus diques.

Na trilha, próximo ao acampamento Poincenot, encontrei um casal de alemães que conheci no W e que estavam acampando ali. Eles me alertaram que a subida final para a laguna de los tres estava muito escorregadia devido à neve, e que escaladores experientes tinham caído diversas vezes no dia anterior. Segui em frente e, logo depois de ter passando pelo acampamento Poincenot, comecei a observar bastante neve pela trilha. Foi uma das trilhas mais bonitas que fiz pelo conjunto.

A última hora antes de chegar à laguna é de subida, mas naquele dia tinha um agravante: Como eu disse, a neve que tinha caído no dia anterior começou a derreter e junto com o pisoteio formou uma camada de gelo extremamente escorregadia!! Subi bem devagar com a ajuda dos bastões de trekking e sempre procurando pisar em alguma pedra. A subida é bem puxadinha, mas nada que eu já nãos estivesse acostumado. Subi imaginando o desastre que seria a descida! kkkkkkkkk. Finalmente a laguna. Olha, vou te falar que foi um dos pontos altos da viagem! Não tenho adjetivos suficientes para descrever a beleza daquilo... Não só da laguna de los tres, mas do conjunto do lugar: Tudo coberto de neve, o céu azul, o Fitz Roy, as florestas junto com as lagunas lá em baixo... Sensacional!! Como tinha muita neve no caminho, poucas pessoas animavam a descer até a beira da laguna. Desci e fiquei alguns minutos lá em silêncio junto com uma inglesa, só ouvindo o barulho da água. Sensação de paz...

Depois resolvi ir até a laguna Sucia que pouca gente sabe que existe, pois ela fica escondida na parte esquerda. Lá encontrei um casal de americanos que estavam dando comida a um passarinho selvagem que vinha comer na mão! Conversamos um pouco e decidi voltar pra cidade. Como era de se esperar foi complicada a descida... Geral caindo. Eu mesmo cai 3 vezes, sendo uma delas mico total: Cai deitado e fui escorregando morro a baixo estirado no chão! kkkkkkkkkkkkk. Durante a descida encontrei o Cameron e as alemãs subindo, mas estavam quase desistindo de chegar à laguna, mas encorajei-os a continuar. Desci para Chalten usando a trilha convencional. Mais uma vantagem de começar pela Hosteria Pilar: As paisagens da ida serão diferentes da volta. Passei pela laguna Capri e achei muito bonita. Quase chegando em Chalten parei um pouco no Mirador Rio de las Vueltas. De volta a cidade fui de novo no Ahonikenk. Pedi uma pizza de cordeiro que, apesar de um pouco cara, estava deliciosa! A melhor de toda a viagem! Comi metade e pedi para levar o que sobrou. Voltei para o hostel e fiquei a noite na internet.

 

Gastos do dia:

 

- 100 pesos na diária do quarto compartido com 6 camas no hostel Pioneros Del Valle

- 80 pesos no transfer até a Hosteria Pilar

- 35 pesos pelo café da manha e lanche na padaria

- 30 pesos no supermercado

- 135 pesos pela pizza de cordeiro no Ahonikenk

 

Total: 380 pesos argentinos = 97 reais

 

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Dia 14 (20/04/14) – El Chalten (Loma del Pliegue Tumbado)

 

Acordei as 7h, tomei café na padaria e as 7:30 comecei a trilha apara Loma del Pliegue Tumbado que no inicio é bem tranquila, passando por um campo aberto até chegar em um floresta com bastante neve. Observei muitas fezes de um animal de grande porte pelo caminho. Creio que deve ser dos huemuls que são muito comuns na região. Saindo da floresta a trilha segue por uma montanha em uma subida pouco inclinada, com algumas partes planas. Até chegar ao mirador. Sol rachando! Recomendo passar protetor solar. Do mirador já dá pra ter uma boa visão de tudo! Muito bonito, como já esperava.

Resolvi subir mais uma meia hora por um caminho entre a neve para chegar no topo! Aí sim era trilha inclinada. Uma hora tive que deixar os bastões de treeking de lado e usar as mãos para me apoiar nas pedras. Quase uma escalada! rsrs. Lá de cima dá pra ter uma visão 360º de tudo: do Lago viedma, das montanhas nevadas, do Cerro Torre... Show!! Encontrei um americano no topo que disse que a dois dias atrás ele tentou subir mas desistiu, pois o vento estava tão forte que ele quase foi derrubado diversas vezes. Então fica a dica: Vá a Loma del Pliegue Tumbado somente se o clima estiver bom! Fiquei quase 1 hora lá em cima curtindo o visual... Não estava frio nem tinha vento então aproveitei. Conheci também duas brasileiras muito legais que me acompanharam na descida de volta a cidade. Passei na rodoviária, comprei minha passagem para Calafate daqui a 3 dias na empresa TAQSA e acabei encontrando o casal de americanos que tinha conhecido na laguna Sucia no dia anterior. Eles me convidaram para tomar um café até a hora de partida do ônibus deles.

De volta ao hostel comi o resto da pizza do dia anterior e passei o resto da noite conversando com o Cameron que inclusive me pediu muitas desculpas pela noite fatídica. Combinamos de ir juntos a Laguna Torre no dia seguinte. Ele já tinha ido com as alemãs, mas como ele não tinha programação para o dia seguinte ele resolveu me acompanhar.

 

Gastos do dia:

 

- 100 pesos na diária do quarto compartido com 6 camas no hostel Pioneros Del Valle

- 35 pesos no café da manhã e lanche na padaria

- 190 pesos na passagem de El Chalten para Calafate

- 20 pesos no café

- 40 pesos no supermercado

 

Total: 385 pesos argentinos = 99 reais

 

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Dia 15 (21/04/14) – El Chalten (Laguna Torre)

 

Combinei com o Cameron de sair as 9:30. Tomamos o café, compramos nossos lanches e iniciamos a trilha as 10:15. O tempo estava bom, com sol, mas com algumas nuvens. A trilha é bem tranquila e em sua maior parte plana. Passamos pelo bosque de lengas mais bonito de toda a viagem! Cores incríveis! A laguna é realmente muito linda, com vários icebergs vindos do Glaciar Torre. Lanchamos e decidimos ir até o mirador Maestri que pouca gente sabe que existe e que está a aproximadamente 40 minutos da laguna. Para chegar lá é só pegar uma trilha do lado direito. No caminho preste atenção no som de uma cachoeira e procure por uma pequena trilha escondida em direção à floresta... Uma pequena queda d’água muito bonita está escondida ali. Do mirador dá para se ter uma boa visão do Glaciar Torre, descansamos um pouco e retornamos para a cidade. Passamos no supermercado e compramos algumas coisas para fazer um hambúrguer bem estilo americano com batata frita que ficou muito bom! Depois de comer ficamos tomando Quilmes e conversando até tarde. O Cameron realmente era um cara legal. Marcamos de ir até Chorrillo Del Salto no dia seguinte mesmo já tendo ido.

 

Gastos do dia:

 

- 100 pesos na diária do quarto compartido com 6 camas no hostel Pioneros Del Valle

- 35 pesos no café e lanche na padaria

- 60 pesos nas compras para fazer o hambúrguer

- 60 pesos no aluguel dos bastões de trekking (20 pesos por dia)

 

Total: 255 pesos argentinos = 65 reais

 

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Dia 16 (22/04/14) – El Chalten (Segunda vez em Chorrillo del Salto)

 

Acordamos tarde e seguimos rumo a Chorrillo logo depois de tomarmos café. Lá chegando o Cameron tinha ouvido falar que tinha uma trilha “não oficial” subindo as rochas que levava até a parte de cima da cachoeira. Lá em cima não tem nada de espetacular a não ser por uma cachoeira menor, mas já que estávamos lá valeu a pena. Na descida fomos por outro caminho e saímos na parte de trás dos banheiros químicos que existem alguns metros antes de chegar a Chorrillo. Aí vimos que a trilha na verdade começava ali.

Voltamos para a cidade e passamos no supermercado para comprar os ingredientes para fazermos um macarrão a bolonhesa a noite. Fomos até a padaria La Nieve (Av. San Martín, 21. Esquina com Av. Lago del Desierto) e comi duas empanadas, um pão de queijo (tão bom quanto os daqui de Minas Gerais) e um folhado com doce de leite. Tudo estava muito gostoso, recomendo! Depois passamos na rodoviária, pois o Cameron decidiu ir para Calafate comigo no dia seguinte e de lá ele iria para Puerto Natales para se preparar para o W. Passei o resto da tarde descansando no hostel e a noite fizemos o macarrão que ficou péssimo, mas como estávamos com muita fome comemos assim mesmo. Na cozinha conhecemos um americano surdo e mudo (nos comunicávamos escrevendo no celular) que já tinha escalado algumas das maiores montanhas dos EUA.

 

Gastos do dia:

 

- 100 pesos na diária do quarto compartido com 6 camas no hostel Pioneros Del Valle

- 35 pesos no café da manhã na padaria

- 28 pesos no lanche da tarde na padaria

- 88 pesos em compras

 

Total: 251 pesos argentinos = 64 reais

 

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Dia 17 (23/04/14) – El Chalten – Calafate (Laguna Nimez)

 

O ônibus partiu as 10:30 de El Chalten. Dica: No caminho o ônibus faz uma parada no aeroporto, assim, não é necessário ir até Calafate... O que já economiza tempo e dinheiro! Chegando à rodoviária, Cameron pretendia ir no mesmo dia para Puerto Natales, mas como não havia mais ônibus, ele comprou a passagem para o dia seguinte. Ele seguiu para um hostel que ficava próximo à rodoviária que cobrava 60 pesos a diária (mas que não tem calefação). Eu fui para o America del Sur (Puerto Deseado, 153), pois já havia feito reserva com antecedência. Marcamos de nos encontrar dali a 2 horas na Av. San Martin para irmos à laguna Nimez. Segui a pé para o hostel.

Gostei bem do America del Sul. Limpo, café da manhã gostoso, ambiente legal, o único problema é o tamanho do banheiro onde fica o box... Mal dá para abrir os braços de tão pequeno. Arrumei minhas coisas e segui de volta para o centro da cidade. Encontrei o Cameron e seguimos para a laguna. Para entrar e ver os flamingos de perto é preciso pagar uma taxa de conservação. Já que não tínhamos mais nada a fazer, resolvemos entrar. Seguimos por uma trilha demarcada e paramos em pontos específicos de onde dava para ver algumas aves. Os flamingos ficam próximo a “praia” do lago... Mas não me impressionou, pois já tinha visto centenas deles na Bolívia. Voltamos para o centro da cidade e resolvemos comer algo no Pietro’s Café (Av. San Martin, 1002). Péssima escolha! Só tinha 1 garçom par atender todas as mesas!! Pedi uma pizza de calabresa (aquilo estava mais para salaminho do que calabresa) e o Cameron um hambúrguer de carne a milanesa. Os dois estavam muito ruins, parecia que era tudo congelado e ainda pagamos caro por aquilo. Depois andamos um pouco pelas lojas de materiais de trekking, pois o Cameron queria pesquisar os preços de alguns equipamentos. Passamos no supermercado La Anonima (Av. San Martin, 902) e compramos algumas coisas. Me despedi do Cameron e voltei para o hostel.

Conheci 3 ingleses que estavam no mesmo quartos que eu. Eles estavam viajando pela América Latina e, no Brasil, pretendiam ir a Fernando de Noronha. Joguei a real e disse que era um dos lugares mais caros de se conhecer por aqui... Acho que desanimei eles um pouco. Fui dormir cedo, pois no dia seguinte tinha Big Ice!!

 

Gastos do dia:

 

- 30 pesos pelo café da manhã

- 50 pesos pela entrada na laguna Nimez

- 90 pesos em uma pizza no Pietro’s

- 41 pesos em compras

- 130 pesos na diária do quarto compartido com 4 camas e banheiro no hostel América Del Sur

 

Total: 341 pesos argentinos = 87 reais

 

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Dia 18 (24/04/14) – Calafate (Big Ice)

 

Acordei cedo, tomei o café e fiquei na recepção esperando a van da empresa passar as 7h. A viagem até o Perito Moreno dura 1:15. Certa hora um cara do Parque entra no ônibus para cobrar a entrada que deve ser paga em dinheiro. Seguimos em direção as passarelas. Ficamos ali por aproximadamente 1h batendo fotos e esperando a oportunidade de ver o gelo se desprender do glaciar. Voltamos para o ônibus e depois de 15 minutos descemos para pegar o barco onde cruzamos o canal até ao refúgio da Hielo y Aventura do outro lado. Recebemos as instruções e os grupos foram divididos em “inglês” e “espanhol”. Antes de seguir em frente não se esqueça de pegar um par de luvas que a empresa te empresta, pois é obrigatório usa-las uma vez que o gelo pode cortar suas mãos. Seguimos pela floresta até outro ponto onde recebemos os grampones e colocamos uma espécie de cinto de segurança que serve para te puxar de dentro de um buraco caso aconteça algum acidente. Fomos até a borda do glaciar onde são colocados os grampones e onde o guia ensina como se deve andar no gelo.

No inicio do trekking andamos próximo a borda do glaciar até chegar em um ponto que começamos a ir mais pro seu interior. Conheci a Madhu, uma australiana que nasceu na Índia, fez seu mestrado na França e que trabalha na Microsoft em Paris :shock: ! No nosso grupo também tinha um brasileiro muito gente boa, mas também uma perua da Bélgica chata ao extremo! Ela gostava de chamar atenção e ficava reclamando que não queria fazer isso nem aquilo! Quase que falei que ela devia ter feito o Mini Trekking! ::grr:: Aliás, a diferença entre o Big Ice e o Mini Trekking é basicamente o tempo de caminhada, mas no Big Ice existe uma chance maior de ver cavernas de gelo já que entramos um pouco mais para o interior do glaciar. Aliás, as cavernas e “piscinas” formadas pelo derretimento mudam de tempos em tempo, pois o glaciar está em constante avanço e nunca é o mesmo sempre.

Passamos por algumas fendas no gelo cheias de água azul, mas o ponto alto do passeio foi sem dúvida quando atravessamos uma caverna de gelo... Demais!! Paramos alguns minutos para almoçar nosso lanche (que trouxemos de Calafate) e o guia ofereceu um pedaço de bolo. A partir daí seguimos de volta por onde começamos. Tiramos os grampones e o cinto de segurança e seguimos para o refúgio. Chegando próximo a borda do glaciar um pedaço enorme de gelo se desprendeu. Pegamos o barco e durante o percurso foi servido whisky e alfajor. Também ganhamos um pequeno frasco de liquor e um chaveiro. No ônibus voltando para Calafate descobri que a Madhu também estava no America Del Sur e que também estava no mesmo voo que eu para Buenos Aires no dia seguinte. Combinamos de dividir um taxi até o aeroporto que sairia o mesmo preço que o transfer. Chegando a cidade no início da noite segui direto para o centro para comer alguma coisa. Fui ao Restaurante Dona Mecha que fica exatamente em frente a lanchonete de mesmo nome (endereço da lanchonete: Comandante Espora, 35). Pedi um bife de boi com batata frita. A batata estava um pouco encharcada, mas o bife estava macio. Gostei!

 

Gastos do dia:

 

- 130 pesos na diária do quarto compartido com 4 camas e banheiro no hostel América Del Sur

- 60 pesos no serviço de lavanderia

- 150 pesos na entrado Parque Nacional Los Glaciares

- 35 pesos em um imã

- 37 pesos em compras

- 80 pesos no jantar no Restaurante Dona Mecha

 

Total: 492 pesos argentinos = 126 reais

 

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Dia 19 (25/04/14) – Calafate – Buenos Aires

 

Acordei tarde nesse dia, pois meu voo era só às 17h. Fui para o centro da cidade sacar um pouco de dinheiro e acabei comendo empanadas na lanchonete Dona Mecha (que acabou sendo meu almoço) e tomando um sorvete na Ovejitas de La Patagonia (Av. San Martin, 1197). Experimentei 2 sabores: Chocolate patagônico e de banana com doce de leite... O melhor sorvete de toda a viagem! Recomendo! Lá também vende chocolates que parecem ser muito bons. No caminho de volta ao hostel acabei encontrando a casa de alfajores Koonek (Coronel Rosales, 28) que já tinha visto indicações na internet. Comprei alguns, mas não gostei muito. Fiquei no hostel descansando até o horário que tinha combinado de encontrar com a Madhu na recepção. Enquanto esperava, o telefone do hostel tocou... Era ela dizendo que estava no Hotel Alto Calafate e pedindo que eu pegasse sua mala no depósito e fosse de taxi até lá! Ela tinha ido até o hotel para usar a piscina aquecida e fazer uma massagem pelo preço de 400 pesos por 2 horas... Então fica a dica se você tiver tanto dinheiro quanto ela... rs. Pagamos a taxa de embarque no aeroporto (76 pesos) e depois de três horinhas de avião chegamos ao Aeroparque. Me despedi da Madhu (ela iria pegar um avião para Salta) e peguei um taxi até o Hostel Suites Florida (Florida, 328) que já havia reservado. Ai foi quando dei um mole legal: Entrei no taxi e pedi que me levasse até a rua Florida. Aí o taxista perguntou qual endereço especificamente e eu não tinha!! Achei que todos os taxistas soubessem onde fica esse hostel. E o que aconteceu? Ele deu voltas e voltas comigo! E no final ainda me cobrou pela mala! Fiquei puto! E o pior, li muitas coisas sobre os golpes de taxistas em Buenos Aires e já sabia que devia tomar cuidado.

 

Aqui vão algumas dicas para evitar problemas com os taxistas:

 

- Certifique-se que o taxímetro está ligado.

- Pergunte se ele cobra pela mala. Se sim, pergunte quanto é.

- Tenha o endereço certo em mãos e de preferência com pontos de referência.

- Tenha sempre notas baixas para pagar o taxi.

- Evite conversar muito com o taxista nunca diga, por exemplo, que está viajando sozinho por mais que seja verdade. Sempre diga que você marcou com seus amigos de se encontrarem no lugar de destino.

- Fique de olho na nota que você entregou, pois eles costumam virar para frente e trocar por uma nota falsa e dizer que não podem receber. Em alguns casos recomenda-se até bater uma foto do número de série das notas de 100 pesos antes de entregá-las para comprovar depois que a sua nota era diferente da nota falsa. Em outros casos você pode entregar uma nota de 100 pesos, eles viram para frente e trocam por uma de 10 e dizem que você se enganou. Portanto quando for pagar pare tudo que está fazendo e preste bastante atenção. Muita gente entrega o dinheiro e começa a pegar as coisas dentro do carro ou sai pra pegar a mala enquanto espera o troco. Para vocês terem uma idéia de como funciona o golpe, vejam nesse link uma reportagem sobre o esquema feita pela National Geographic.

- Nunca aceite sugestão do taxista para ir a determinado restaurante ou hostel. Eles tem acordos com estes lugares e recebem uma comissão para levar os turistas. E geralmente são lugares horríveis. Se você não pediu a opinião dele mantenha o seu destino inicial.

- Caso você perceba que caiu em um golpe diga que você não vai descer do carro e que vai chamar a polícia... Costuma funcionar.

 

Bom, fiz o check in no hostel, deixei minhas coisas e voltei pra rua pra comer alguma coisa. Fui de Burger King mesmo. Quanto ao hostel eu gostei. Boa localização, café da manhã bom... O único problema é o povo pouco prestativo que trabalha na recepção. Eles não fazem questão nenhuma de ajudar e se você pergunta como fazer determinado passeio eles vão falar que é melhor fechar o tour com eles do que ir por conta própria. Uma brasileira que estava no meu quarto perdeu a carteira com todos os documentos dentro do taxi no dia que ela chegou... Eles não moveram uma palha para tentar ajudá-la.

 

Gastos do dia:

 

- 18 pesos em 2 empanadas na lanchonete Dona Mecha

- 35 pesos em um sorvete de 2 bolas na Ovejitas de La Patagonia

- 80 pesos no taxi até o aeroporto (160 pesos dividido para dois)

- 20 pesos em compras

- 76 pesos de taxa de embarque no aeroporto em Calafate

- 150 pesos de taxi do Aeroparque até o hostel

- 75 pesos no Burger King

- 15 dólares a diária no quarto compartido com 4 camas e banheiro no Hostel Suites Florida

 

Total: 454 pesos argentinos + 15 dólares = 152 reais

 

Dia 20 (26/04/14) – Buenos Aires (Obelisco, Casa Rosada e Puerto Madero)

 

Acordei tarde e perdi o café da manha do hostel. Comi um biscoito e uma banana que tinha na mochila e sai em direção a Casa Rosada. Nos finais de semana é permitido visitar o seu interior e não precisa pagar nada. Lá dentro tem uma exposição de quadros com os grandes heróis da América do Sul. Tinha até Getulio Vargas e Tiradentes. Se quiser também tem como conhecer os outros cômodos com um guia, mas a fila estava grande então desisti. De lá segui a pé para Puerto Madero. Achei bonito e organizado. Andei um pouco e voltei para o hostel. No caminho de volta passei no restaurante La Junta de 1810 (Av. De Mayo, 639) e comi as melhores empanadas da viagem. Aproveitei e passei no Carrefour onde comprei alguns potes de doce de leite da marca La Serenisima (Estilo Colonial). O Obelisco também estava no caminho do hostel e não tem nada de mais é apenas aquilo mesmo. Voltei para o hostel e descansei. No final da tarde fui até a Pizzaria Guerrin (Av. Corrientes, 1368), lanchonete famosa entre o povo local, e pedi uma fatia da pizza de mussarela que estava excelente. Vale muito a pena ir até lá. A noite os brasileiros que estavam comigo no quarto resolveram tomar uma cerveja no bar. Desci com eles.

 

Gastos do dia:

 

- 15 dólares a diária no quarto compartido com 4 camas e banheiro no Hostel Suites Florida

- 100 pesos em compras

- 35 pesos em um imã

- 45 pesos em 2 empanadas e 1 refrigerante no restaurante La Junta de 1810

- 12 pesos no pedaço de pizza na Pizzaria Guerrin

- 125 pesos em cervejas e porção de batata frita no bar do hostel

 

Total: 317 pesos argentinos + 15 dólares = 117 reais

 

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Dia 21 (27/04/14) – Buenos Aires (Caminito, San Telmo, Recoleta e Floralis generica)

 

Acordei cedo, tomei café no hostel e fui para o Caminito de taxi. O bairro La Bocca é um dos mais perigosos de Buenos Aires! Um brasileiro que estava no hostel em Buenos Aires contou que saiu da região do Caminito para pegar um taxi em outro lugar e foi assaltado! Levaram a mochila dele com iPad, câmera e documentos. Então fica a dica: Nada de ir a pé ou transporte público... Vá de taxi! E não saia do quarteirão turístico do Caminito! Desça do taxi, dê a volta no quarteirão e volte pro mesmo lugar para pegar o taxi de volta. De todas as atrações de Buenos Aires o Caminito foi a que eu mais gostei, apesar de muita coisa ser só para turista ver. De lá peguei outro taxi para a feira de rua de San Telmo que ocorre todos os domingos. A feira tem de tudo e não é muito diferente das que tem aqui no Brasil. Andei um pouco por lá até encontrar a estátua da boneca Mafalda. Tirei fotos e peguei outro taxi de volta para o hostel. Descansei um pouco e segui para o Restaurante El Palacio de la Papa Frita (Lavalle, 735) que os brasileiros me indicaram. Pedi um combo: Bife de chorizo com batata frita e ovo, refrigerante e sobremesa. A comida é muito boa por um preço aceitável. O melhor é a batata frita deles que tem ar por dentro formando uma espécie de almofadinha. Depois do almoço peguei um taxi até a Recoleta. O cemitério não tem nada de mais, apenas algumas estátuas bonitas e só! De lá segui a pé até a Floralis generica que fica próxima à faculdade de direito. Também não achei nada de mais. Na verdade depois de ter visto tanta paisagem de cair o queixo na Patagônia é impossível se surpreender com alguma coisa em Buenos Aires. Apesar de tudo, gostei de Buenos Aires... Esperava bem menos. Com certeza vou voltar pra visitar com mais calma.

Da Floralis generica resolvi ir a pé até a sorveteria Jauja (Av. Cerviño, 3901), considerada uma das melhores sorveterias da cidade! Levei uns 40 minutos pra chegar (para vocês verem como gosto de sorvete! kkkkkk), mas tinha acabado de fechar! Mas valeu por ter conhecido o bairro de Palermo, que em alguns pontos achei bem parecido com a zona sul do Rio de Janeiro. Passei então na famosa sorveteria Freddo e pedi um combo que vinha com 3 sabores: Creme, chocolate e doce de leite. Decepção total!!! Não é ruim, mas esperava beeem mais... Assim como os alfajores Havana, a sorveteria tem mais fama que sabor! Peguei outro taxi e voltei para o hostel. Encontrei os brasileiros que estavam no mesmo quarto e eles me indicaram os alfajores da marca Abuela Goye. Fui até a loja próxima ao hostel e comprei alguns para dar de presente. A noite sai com eles e fomos até a Casa Rosada para ver ela iluminada. De lá fui mais uma vez até a Pizzaria Guerrin e pedi uma empanada frita (sim, frita!) e uma fatia de pizza sabor molho de tomate e cebola. A pizza estava boa, mas a de mussarela é doidera! A empanada frita também estava gostosa, vale a pena experimentar. Dormi cedo, pois meu voo era às 6h do dia seguinte.

 

Gastos do dia:

 

- 15 dólares a diária no quarto compartido com 4 camas e banheiro no Hostel Suites Florida

- 47 pesos de taxi do hostel até o Caminito

- 35 pesos de taxi do Caminito até San Telmo

- 30 pesos de taxi de San Telmo até o hostel

- 115 pesos no almoço no El Palacio de la Papa Frita

- 77 pesos em alfajores Abuela Goye (11 pesos cada um)

- 26 pesos na sorveteria Freddo (3 sabores)

- 43 pesos de taxi do hostel até a Recoleta

- 41 pesos de taxi do bairro Palermo até o hostel

 

Total: 414 pesos argentinos + 15 dólares = 142 reais

 

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Dia 22 (28/04/14) – Buenos Aires – Rio de Janeiro

 

Acordei de madrugada, fiz o check out e pedi que chamassem um taxi até o Aeroparque (quando se pede o taxi pelo telefone o taxista cobra uma taxa de 6 pesos). O taxi ficou em apenas 80 pesos. Pra vocês terem uma ideia, quando cheguei na cidade o desgraçado do taxista rodou tanto comigo que o taxi ficou em 150 pesos... Praticamente o dobro!

Bem, chegando ao Galeão estava sem nenhum real e precisava tirar dinheiro em um caixa do Banco do Brasil. Tive que ir andando para outro terminal carregando minha mochila pesada nas costas até encontrar um caixa. Só esse fato já me deixou estressado, pois o básico a oferecer pra um turista que chega de viagem é um banheiro, uma lanchonete e um caixa eletrônico. Bom, depois de tirar o dinheiro desci até a área de desembarque onde avistei vários taxistas e fui para pegar um taxi até a rodoviária. Nenhum deles aceitava fazer a corrida pelo taxímetro... Só preço fechado de 70 reais até a rodoviária! Um absurdo!! E ainda, eles me perguntavam para onde eu queria ir e quando falava que era pra rodoviária ninguém aceitava... Eles não podem rejeitar a corrida! Esse lance do preço tabelado eu já conhecia, pois o mesmo acontece na rodoviária. Voltei puto pra dentro do aeroporto e foi quando caiu a ficha. Eu estava na área de desembarque, então era óbvio que eles iriam se aproveitar dos desavisados que estavam chegando de viagem. Subi para o segundo andar, fui pra área de embarque e peguei um taxi que estava chegando para deixar um passageiro. Entrei no taxi e alguns metros à frente o taxista parou um colega e perguntou se ele não me levava até a rodoviária. Tive que descer do taxi, pegar minha mochila no porta-malas e mudar de carro. No caminho até a rodoviária obras para todos os lados e um congestionamento sinistro! Quando o trânsito fluía, o taxista fazia barbeiragens no transito, foi quando ele me propôs de me deixar do outro lado da avenida e assim eu atravessaria a rua, andava alguns metros até a rodoviária, evitando de dar uma volta que demoraria mais tempo. E assim foi! ::grr::

Peguei o ônibus na rodoviária até a minha cidade e assim terminou o mochilão!

 

Gastos do dia:

 

- 45 reais de taxi do Galeão até a rodoviária

- 50 reais na passagem do Rio até Juiz de Fora

 

Total: 95 reais

 

O melhor e o pior:

 

Observação: Exclui Buenos Aires das comparações, pois seria covardia comparar as belezas da Patagônia com a capital.

 

O lugar mais bonito: Amanhecer nas Torres (Torres del Paine)

Difícil escolha, mas fico com o amanhecer nas Torres. Por pouco não fui ver por preguiça de acordar cedo! À medida que o sol vai nascendo as Torres vão mudando de cor e formando um reflexo no lago que resultam em uma composição perfeita! Mas a Laguna de los Tres ganha pelo conjunto: A laguna com o Fitz Roy, aquela neve toda, as florestas e os lagos lá embaixo... Show!

Menção honrosa: Laguna de los tres (El Chalten).

 

O lugar mais feio: ?

Na Patagônia não vi nada que considerasse feio então fica sem resposta.

 

A maior surpresa: Valle Del Frances (Torres del Paine)

Li muito sobre o parque e minhas expectativas eram altas apenas para ver as Torres, mas o vale surpreendeu! É tudo o que falam e muito mais! Pra qualquer lado que você olha é bonito: De um lado o glaciar, do outro as formações rochosas, no meio o rio e lá em baixo o lago Nordenskjöld!

 

Um must go: El Chalten

Apesar de toda a fama (mais que merecida) de Torres del Paine eu fico com Chalten pelo conjunto. Em um dia de trekking, por exemplo, é possível ver paisagens absurdas como geleiras, lagos, cachoeiras e florestas de lengas sem precisar acampar. Os lugares que você deve ir se for a El Chalten (por ordem de beleza): Laguna de los Tres, Loma del Pliegue Tumbado e Laguna Torre.

Menção honrosa: Circuito W (Torres del Paine)

 

Considerações finais:

 

Recomendo fortemente a ida na época do ano em que fui. O outono deixa a paisagem realmente mais bonita, além de ser temporada intermediária e assim os lugares estão mais vazios. Muitas pessoas podem dizer que as paisagens são repetitivas. De fato, tudo se resume a geleiras, lagos, montanhas nevadas e florestas, mas como tudo é tão bonito, é difícil reclamar! Não vou mentir, se você pretende ver todas essas paisagens, esteja preparado para horas de caminhada com muita subida e descida, mas não se preocupem... Não precisa ser um atleta para fazer as trilhas.

 

A patagônia é cara... Prepare o bolso! Meus gastos totais com a viagem ficaram em R$5.293,26

 

E assim termina mais uma viagem incrível! Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida estou aqui pra responder com maior prazer! ::tchann::

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Editado por Visitante

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Parabéns pelo relato e pelo vídeo!! As fotos ficaram lindas!

Realmente você teve muita sorte com o tempo!! ::otemo:: Eu peguei MUITO vento, principalmente em TDP! Mas mesmo assim, vale a pena ver de perto todas essas paisagens tão lindas!!

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DSS    1
Parabéns pelo relato e pelo vídeo!! As fotos ficaram lindas!

Realmente você teve muita sorte com o tempo!! ::otemo:: Eu peguei MUITO vento, principalmente em TDP! Mas mesmo assim, vale a pena ver de perto todas essas paisagens tão lindas!!

Valeu Carla! O seu relalo foi um dos ultimos que li antes de viajar! Peguei várias dicas. ::otemo::

 

Abracos!

 

Daniel... Que viagem!

 

Relato detalhado, fotos muito boas e vídeo incrível!

 

Parabéns e bora planejar a próxima trip agora! ::otemo::

Valeu Rafael! Esperando seu relato do Mexico em Novembro! Haha

 

Abracos!

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gabib    0

Parabens pela viagem e pelas fotos maravilhosas!

 

Desculpe a pergunta chata, mas qual é a câmera que vc usou? As fotos ficaram realmente sensacionais!

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DSS    1
Muito bom o relato!! Parabéns!! e o vídeo ficou topíssimo também...hehehe ::otemo::

 

Valeu Thiago! Esse vídeo deu um cadim de trabalho... levou 3 dias para ser editado... ::hahaha::

 

Parabens pela viagem e pelas fotos maravilhosas!

 

Desculpe a pergunta chata, mas qual é a câmera que vc usou? As fotos ficaram realmente sensacionais!

Que isso, fique a vontade para perguntar. Então, usei uma Nikon D5100 com 2 lentes: uma de 18-55mm e outra de 55-200mm. Sempre tiro as fotos no modo manual e em formato "RAW" (que depois eu converto para JPEG no Lightroom).

 

:D

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Parabéns pelo relato!

 

Fotos sensacionais e muitas dicas. Pretendo ir à Patagônia em novembro, mas sozinha não teria ainda a coragem de fazer certas trilhas autônoma com acampamento!

 

Show! :D

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DSS    1
Parabéns pelo relato!

 

Fotos sensacionais e muitas dicas. Pretendo ir à Patagônia em novembro, mas sozinha não teria ainda a coragem de fazer certas trilhas autônoma com acampamento!

 

Show! :D

Obrigado Bruna. Realmente eu não aconselhor acampar lá sozinha, a não ser que vc já tenha experiencia. Eu nunca tinha acampado na vida, mas dei muita sorte de pegar tempo bom, pq se não acho que teria desistido.

 

abraços

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DSS    1
Parabéns pelo vídeo!

Que fotos incríveis! Qual a máquina você usou?

Ótimo relato, super detalhado, adorei!

Oi Rosa. Usei uma Nikon D5100 com 2 lentes (18-55mm e 55-200mm).

 

abraços

Carambaaaaaaa que relato bacana, parabéns pelas fotos e vídeo ficou perfeito

só aumentou minha vontade de ir pra lá. ::otemo::

 

abraços.

Brigaduuu! ::tchann::

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betodbf    0

Daniel,

 

parabéns pelo relato! Bem detalhado e ainda com as fotos ficou excelente. Vou acrescentar várias dicas na viagem de dezembro pra patagônia (tô impressionado como a paisagem do outono fica massa nas fotos, vou ter q marcar uma segunda ida nessa época, rs), só que no meu caso vou deixar TDP para uma ocasião à parte, acho q o local merece um preparo especial (nunca acampei na minha vida).

Destinei 2 dias inteiros p/ Chaltén (Laguna Torre e los Tres) e 1 e meio (Big Ice e Laguna Nimez) p/ Calafate. Agora, depois do seu relato, tô meio tentado de reprogramar meu roteiro e ficar mais dias em Chaltén.

Quantos dias tu recomenda ficar por lá? (Vi que vc fez Chorillo del Salto 2 vezes, mas não gostaria de repetir nenhum passeio, pra otimizar meu tempo)

 

Parabéns novamente!

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DSS    1
Daniel,

 

parabéns pelo relato! Bem detalhado e ainda com as fotos ficou excelente. Vou acrescentar várias dicas na viagem de dezembro pra patagônia (tô impressionado como a paisagem do outono fica massa nas fotos, vou ter q marcar uma segunda ida nessa época, rs), só que no meu caso vou deixar TDP para uma ocasião à parte, acho q o local merece um preparo especial (nunca acampei na minha vida).

Destinei 2 dias inteiros p/ Chaltén (Laguna Torre e los Tres) e 1 e meio (Big Ice e Laguna Nimez) p/ Calafate. Agora, depois do seu relato, tô meio tentado de reprogramar meu roteiro e ficar mais dias em Chaltén.

Quantos dias tu recomenda ficar por lá? (Vi que vc fez Chorillo del Salto 2 vezes, mas não gostaria de repetir nenhum passeio, pra otimizar meu tempo)

 

Parabéns novamente!

Oi Beto!

 

Realmente a paisagem no outono é doidera! hehe

Bem, se eu fosse vc colocaria mais dias para Chalten sem dúvidas! Se vc ficar 3 dias eu sugiro ir a Laguna de los tres, Loma del Pliegue e Laguna Torre (nessa ordem). E se vc sair cedo para as trilha, ainda dá tempo de ir até Chorrillo del Salto no final do dia, já que a cachoeira está a 1h da cidade e em Dezembro o sol vai se pôr bem tarde.

 

Uma pergunta: Vai ficar quantos dias em Ushuaia? Acho que 2 dias em Ushuaia já dá pra fazer o basicão: Canal Beagle e pinguineira em 1 dia e no outro fazer um passeio qualquer... Me disseram que a Laguna Esmeralda vale muito a pena! Dá uma pesquisada!! E outra, recomendo ir primeiro para Ushuaia pq as paisagens são, digamos, "menos bonitas" que Chalten... se fizer o contrário (comecar por Chalten) quando chegar em Ushuaia vc não vai ficar impressionado.

 

abraços e qq dúvida estamos ae!

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betodbf    0

Daniel,

 

meu pré-roteiro tá assim (já paguei vôos e reservei hospedagem)

Ushuaia - chegarei à noite dia 08/12, então creio que não terei tempo de fechar passeio em agência neste dia

09/12: Pq Nacional Terra do Fogo

10/12: Pq Nacional Terra do Fogo

11/12: Pinguineira + Cerro Martial

12/12: esse dia tá meio curinga, verei a possibilidade de antecipar meu vôo pra Calafate; ou Laguna Esmeralda

13/12: vôo Ushuaia/El Calafate. Aqui vai ser só deslocamento... bus p/ El Chalten que sai às 17h (segundo relatos daqui, vc confirma essa informação?)

14/12 - trilha até a Laguna Torre/cerro Torre

15/12 - trilha até a Laguna de Los Tres

16/12 - bus p/ El Calafate às 8h da manhã. De tarde, passeio na Laguna Nimez (pra fotografar as aves)

17/12 - Big Ice

18/12 - 2h da manhã vôo Calafate/Bs As/Guarulhos/Teresina

 

Coloquei mais dias para Ushuaia pra passar mais tempo no Pq Nacional, mas depois do seu relato tentarei esticar mais em Chalten.

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DSS    1

Beto, 2 dias para p PN Tera do Fogo? Acho que em 1 dia vc conhece bem... e como disse Chalten dá de 10 a 0! Outra coisa: Vc nao pretende fazer o passeio pelo Farol do fin do mundo?

 

Tando uns pitacos eu sugiro que o seu roteiro assim (em vermelho o que eu modifiquei). Isso pensando que vc vai transferir seu voo para Calafate para o dia 12/12:

 

09/12: Pq Nacional Terra do Fogo

10/12: Cerro Martial + Laguna Esmeralda (acho que em meio dia dá pra conhecer a laguna, de uma pesquisada)

11/12: Canal do Beagle + Pinguineira

12/12: Voo para Calafate com ida para Chalten - Tem um onibus que sai as 16:30 pela empresa TAQSA (http://www.taqsa.com.ar/)

13/12: Aqui vc pode acrescentar outro trekking em Chalten... Talvez Loma del Pliegue.

14/12 - trilha até a Laguna Torre/cerro Torre (Se o dia amnhacer com sol sugiro fazer a Laguna de los 3 que é a mais bonita! Nao deixe para o dia seguinte pois o tempo pode estar ruim!)

15/12 - trilha até a Laguna de Los Tres

16/12 - bus p/ El Calafate às 8h da manhã. De tarde, passeio na Laguna Nimez (pra fotografar as aves) (Nesse dia dá pra vc ir no Chorrillo del Salto na parte da manhã e pegar o bus para Calafate na hr do almoço... Vai dar tempo tranquilo de ir na Laguna Nimez)

17/12 - Big Ice

18/12 - 2h da manhã vôo Calafate/Bs As/Guarulhos/Teresina

 

O que acha?

 

Abraços

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betodbf    0

Cara, taí, achei interessante a sugestão. E a laguna Esmeralda tem imagens bem bacanas.

Vou tentar a mudança da passagem!

Valeu!

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Ótimo relato!! Super detalhado e muito bem ilustrado.

Em outubro farei El Chaltén, El Calafate, Puerto Natales-TDP e Ushuaia. Farei o W sozinha e apesar de eu não ter qualquer dúvida sobre ficar nos refúgios, ler a sua opinião sobre acampar sem experiência me fez ainda mais segura da minha decisão, sem contar que seu relato foi valiosíssimo, não só para eu montar o orçamento da viagem mas pelas fotos lindas... se é que é possível, após ler seu relato fiquei ainda mais ansiosa.

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      O Parque Nacional Torres del Paine está localizado na Região de Magalhães ao sul da Patagônia chilena. É considerado um dos mais belos parques nacionais da América do Sul. Tem uma área de aproximadamente 242.000 hectares, na qual se encontra a cadeia montanhosa Del Paine, com as mundialmente famosas Torres del Paine e os não menos conhecidos Cuernos del Paine. Lagos, rios, cascatas e glaciares estão em perfeita harmonia no parque.
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      Opaa, tudo bem??
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      O francês que fui junto era maior animado e isso bastante pra mudar de ideia e ir fazer o circuito inteiro.
       
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      Dia 3 – Durante a manha fizemos o ataque ao vale francês. O mirador francês esta fechado, os últimos 30 min não pode mais ir. O vale francês pra mim foi o vale mais bonito, sensacional mesmo. O subida, pausa e descida no vale durou cerca de 5 horas. Almoçamos no camping e tomamos rumo para o camping Grey. Logo depois da Hostelaria PAine Grande tem uma lagoa muito bonita, quande você chega nessa lagoa a sua esquerda, se olhar meio que mais pra esquerda meio que pra tras tem um morro de rocha que você sobe e tem uma vista muito bonita lago pehoe, lago grey e da lagoa. É legal pra ver a diferença da cor da agua de cada agua. Chegamos no Grey já era quase 19h. No grey faz muito frio, acho que por ser perto do glaciar. Deixei uma camiseta para fora secando, e demanha tava congelada.
       
      Dia 4 – Dia pesado, fomos do Grey até o camping Perros. Do grey ate o Paso foi bem tranquilo, mais do que esperava. Na carta falava 5 horas e fizemos em 3 horas e meia ou menos. Tem algumas pontes e escadas no caminho mas que deixam o passeio mais divertido. Almoçamos no camping Paso e fomos para o Perros, o Paso John Gardner é bem bonito, a subida é bem intensa e fizemos em 3 horas. De passo para o camping perros pegamos muita lama pq tinha nevado uns dias antes. Chegamos nos Perros umas 19h30~20h, tínhamos saído do Grey umas 8h. Mas bom lembrar que paramos mais que 2 horas no Paso pra almoçar e fazer umas ciesta.
       
      Dia 5 – Dia mais tranquilo, fizemos do Perros para o Dickson. Deu entre 3 e 4 horas. Foi bem tranquilo e bom pq tivemos tempo para curtir o lago e tudo bem. O dickson é bem bonito, acho que o camping mais bonito.
       
      Dia 6 – Queriamos chegar ate 13h na portaria para pegar o ônibus do começo da tarde para Natales. São dois horários, um tipo 14h e outro só umas 19h. Como nesse dia íamos caminhas um pouco mais de 30 km levantamos ainda de noite, tipo 4 da manha. Saimos as 5 da manha e caminhamos bem rápido e almoçamos meio rápido. No final como vimos que o tempo tava tranquilo tiramos um pouco o pé e fomos mais devagar. Chegamos la um pouco antes das 13.
       
      Acho que é isso, no post seguinte vou dar umas dicas gerais do parque. Do que aprendi e acho que pode ajudar a galera. Espero ter ajudado
    • Por thiago gentil
      Salve Salve Mochileiros!!
       
      É com grande felicidade que venho compartilhar com vocês o roteiro da minha segunda investida na Patagônia!
       
      A minha primeira viagem está relatada aqui http://www.mochileiros.com/ushuaia-el-calafate-el-chalten-full-day-a-torres-del-paine-novembro-2012-t76633.html
       
      A viagem está programada para Outubro de 2014, mais precisamente dia 20. Desta vez a viagem será mais "técnica" digamos, estou priorizando as trilhas em El Chaltén e em Torres del Paine onde farei ou Faremos o Circuito Completo a partir do dia 01/11/14.
       
      Busco Cia para fazer essa viagem, não vou mentir.. esse negócio de viajar sozinho não é comigo..rs, segue abaixo o roteiro que pretendo fazer, já com toda as especificações (Custo de passeios, valores de hospedagem, gastos com transporte, etc.)
       
      Qualquer dúvida sobre o roteiro é só perguntar aqui ou via face, que segue subscrito. A distribuição dos dias ficou bem legal, (eu acho), distribuí conforme os passeios ou trilhas em cada cidade. Todos os horários descritos no roteiro estão de acordo com os oferecidos pelas empresas de transporte da patagônia, qualquer dúvida é só checar nos endereços "site" das empresas que segue também no roteiro.
       
      Logo adiante, postarei um outro arquivo contendo a descrição das Roupas & Equipamentos que acho necessário para a viagem.
       
       
      Trip Patagônia Out-14.xls
       
       
       
      Alterei a data da viagem para Abril/15, em breve posto aqui o roteiro atualizado.
      qualquer coisa, sigo a disposição!
    • Por rafael_santiago
      Torres: Torre Sul, Torre Central, Torre Norte e Cerro Ninho de Condor
       
      Depois de um circuito básico de trilhas em El Chaltén, Argentina (relato em circuito-de-trilhas-em-el-chalten-fitz-roy-e-cerro-torre-argentina-fev-16-t126172.html), era hora de conhecer o parque mais badalado do Chile: Torres del Paine. E, claro, não iria até quase o fim do continente para fazer a caminhada mais curta, chamada de Circuito W. Fui decidido a conhecer o máximo possível do parque, ou seja, fazer o circuito O ou Maciço Paine, como é chamado pelo parque. O parque chama essa caminhada de Maciço Paine pois ela contorna integralmente o grande maciço rochoso (e nevado) do qual as famosas Torres fazem parte. Também são parte do maciço os Cuernos del Paine, outra linda montanha que é igualmente cartão postal do parque.
       
      A imagem do Google Earth no final do relato mostra o percurso do Circuito O e ajuda bastante a se localizar nos lugares que vou citar abaixo.
       
      Eu completei o Circuito em O em nove dias de caminhada. Tem gente que faz em mais tempo, tem gente que faz em menos tempo, depende do ritmo e do estilo de cada um. Eu podia ter iniciado, assim como a maioria faz, pelo trajeto do Refúgio Torre Central ao acampamento Serón. Esse é o clássico primeiro dia de caminhada do Circuito O. Porém montei uma logística que colocava as famosas Torres no início e no fim do circuito. Explico: se o tempo estivesse perfeito na minha chegada ao parque subiria diretamente às Torres para registrá-las com tempo aberto (e quem sabe um céu azul de fundo). Se o tempo estivesse fechado, daria início ao circuito O (indo diretamente ao acampamento Serón) e subiria às Torres no final. E por sorte o tempo estava muito bom na minha chegada e melhor ainda na manhã seguinte, quando registrei a foto de abertura deste relato. Com essa subida às Torres no início acrescentei 3,9km ao circuito (ida e volta do Refúgio Torre Central até a bifurcação para as Torres) e tive de subir com a mochila muito pesada (com comida para nove dias), porém não podia perder a chance de fotografar as famosas Torres com tempo bom.
       
      Outro roteiro seria estender o Circuito O começando a caminhar na administração/centro de visitantes, como vi algumas pessoas fazerem. Esse prolongamento do O iniciando na administração teria como primeiro acampamento o Paine Grande ou o Italiano, e o último acampamento o próprio Paine Grande. Dali eu poderia retornar a pé à administração ou pegar o catamarã para Pudeto. Tanto da administração quanto de Pudeto saem ônibus para Puerto Natales. Mas essa extensão, como deu para perceber, iria quebrar o meu esquema de ter as Torres no início e no final da caminhada (e diminuir a minha chance de ter boas fotos delas).
       
      A cidade base para conhecer o Parque Nacional Torres del Paine é Puerto Natales, uma cidade de 19 mil habitantes (2002) bastante pacata mas com um movimento de trilheiros e montanhistas do mundo inteiro. Ela fica a 250km de Punta Arenas (Chile) e 270km de El Calafate (Argentina), os dois aeroportos mais próximos. Eu iniciei a minha viagem pela Patagônia por Punta Arenas pois o preço das passagens aéreas era bem mais em conta do que para El Calafate.
       
      Ao longo do relato vou fornecer todos os preços em peso chileno (sigla CLP) e convertidos para real pela cotação média que encontrei nas casas de câmbio de Puerto Natales naqueles dias, ou seja, R$ 1 = CLP 165.
       
      Rio Ascencio
       
      24/02/16 - 1º DIA: DE PUERTO NATALES AO ACAMPAMENTO TORRES E MIRANTE BASE DAS TORRES
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/photos/116531899108747189520/albums/6261388583859334785.
       
      Sete empresas de ônibus fazem o trajeto de Puerto Natales ao Parque Torres del Paine, todas com saídas e retornos no mesmo horário (veja mais informações no final deste relato). Eu peguei o ônibus da empresa Buses Gómez. Aqui já dou uma dica. Na hora de embarcar entrei no primeiro ônibus da Gómez que vi na plataforma, o motorista não estava na porta para conferir as passagens de quem entrava. Logo depois das 7h30 todos os outros ônibus partiram e nós ficamos lá parados por um bom tempo. Quando alguns passageiros foram reclamar, o motorista disse que aquele ônibus era das 8h, que o das 7h30 da Gómez já havia partido. Ninguém foi avisado de que havia dois ônibus. Fique esperto e pergunte!
       
      A viagem durou apenas 1h34 e na chegada à portaria Laguna Amarga às 9h34 outro contratempo. Nosso ônibus parou e o motorista disse que ninguém podia descer. Lá fora a fila da recepção crescia cada vez mais e nós parados ali. Depois de bastante reclamação entrou uma funcionária do parque no ônibus para nos passar as regras do parque e só então pudemos ir para a fila.
       
      A fila andou rápido. Primeiro deve-se preencher uma declaração de ingresso informando que lugares vai visitar. No meu caso assinalei "Circuito Macizo Paine", que é o circuito O, como disse. Depois paga-se a entrada de CLP18000 (R$109) e deve-se assistir ao vídeo de normas do parque. Depois do vídeo a guardaparque repete o mantra: é proibido fazer fogo, é proibido fazer fogo. Essa é a preocupação primeira de todos os funcionários e deve ser de todos que visitam também, visto que vários incêndios (mais de 18 desde 1980) já devastaram áreas enormes do parque.
       
      Além da proibição de fazer fogo, outras regras devem ser seguidas à risca, sob risco de expulsão do parque: só acampar nas áreas estabelecidas, só cozinhar nas áreas designadas pelos guardaparques dentro dos acampamentos, não sair das trilhas demarcadas, levar todo o lixo até o fim do trekking (como exceção alguns poucos acampamentos têm lixeiras), respeitar o horário de fechamento das trilhas (sim, existe isso também).
       
      Mais uma dica aqui, um alerta: se você for fazer o Circuito O verifique se o funcionário da portaria lhe entregou um tíquete com seu nome e a trilha que você vai fazer. No meu caso, ele não entregou e eu não sabia desse tíquete. Quando cheguei ao posto de controle Coirón o guardaparque me pediu o tíquete para eu poder continuar a caminhada. Eu procurei e não encontrei. Mostrei-lhe a cópia da declaração de ingresso com o Circuito Macizo Paine assinalado e ele me liberou. Mas tive a sorte de pegar um funcionário bem humorado, se pegasse um casca-grossa talvez tivesse problemas. Fique atento e peça esse tíquete! No caso do Circuito O ele tem uma tarja verde. Veja o motivo desse tíquete nas informações adicionais, ao final do relato.
       
      Rio Ascencio e Cerro Ninho de Condor
       
      Passados os trâmites da portaria, há várias opções dependendo do que você for fazer. Os ônibus de Puerto Natales continuam parados ali esperando quem vai seguir para Pudeto (catamarã para o Paine Grande) e para a administração/centro de visitantes. Um outro ônibus, de circulação interna, leva dali até o Hotel Las Torres em horários sincronizados com o ônibus de Puerto Natales e custa CLP2800 (R$17). Ou pode-se começar a caminhar ali mesmo pelas estradas poeirentas para onde se quiser.
       
      Atualização em nov/2016: Importante! para a temporada de 2017 o parque tornou obrigatória a reserva em TODOS os acampamentos, tanto os das empresas concessionárias quanto os administrados pelo próprio parque, que agora passam a contar com reserva online (http://www.parquetorresdelpaine.cl/es/sistema-de-reserva-de-campamentos-1). Lembrando que nos acampamentos gratuitos do parque não se pode dormir duas noites seguidas.
       
      Como o tempo estava bom e a visibilidade das Torres era perfeita, decidi seguir diretamente para lá. Havia feito reserva do acampamento Torres no escritório da Conaf em Puerto Natales. Tomei então às 10h22 o ônibus interno (na verdade foi uma van) para o Hotel Las Torres, que foi somente até o Refúgio Torre Central, 1km antes do hotel, em 10 minutos. Segui a pé esse trecho de estrada de rípio, que passa pelo acampamento Las Torres e termina no estacionamento do hotel. Dali em diante só a pé. Caminhei mais 900m por uma trilha larga que foi se estreitando até chegar às 11h14, após a ponte sobre o Rio Ascencio, à bifurcação que vai à esquerda ao acampamento Los Cuernos e à direita aos acampamentos Chileno e Torres (não confunda: o acampamento Las Torres fica próximo ao Hotel Las Torres e dá para chegar de carro e ônibus; o acampamento Torres fica próximo às famosas Torres e só é acessível por 2h45 de trilha).
       
      Fui para a direita e aí começou uma longa subida. Altitude de 129m. Tinha na mochila comida para nove ou dez dias e estava bem mais pesada que o habitual. À medida que subo vai se ampliando às minhas costas o grande vale do Rio Paine, com a extremidade leste do Lago Nordenskjold, onde o Paine deságua. Às 12h17, na altitude de 468m, sou surpreendido pela linda visão do profundo vale do Rio Ascencio espremido entre encostas bastante íngremes. Bem distante no vale o telhado do Refúgio Chileno. A trilha segue pela encosta da margem direita do rio, que é a encosta do majestoso Monte Almirante Nieto, e desce bastante.
       
      Às 12h38 cruzei a primeira ponte sobre o Rio Ascencio e cheguei ao Refúgio e Acampamento Chileno (altitude de 408m). Hora do almoço. Aproveitei as mesas de picnic para fazer o meu lanche e conversar com outros trilheiros que davam também uma pausa na caminhada. Por indicação do pessoal do refúgio peguei água nas torneiras do banheiro e não no Rio Ascencio. A área de acampamento é grande e parte dela fica sobre plataformas já que o terreno é bem inclinado. Um papel colado na parede do refúgio diz que desde o dia 19 daquele mês a reserva no acampamento tornou-se obrigatória devido ao aumento "explosivo" de visitantes no parque nos últimos meses.
       
      Cachoeira exuberante
       
      Às 13h13 dei continuidade à caminhada. Cruzei um riacho sobre tábuas e depois a segunda ponte sobre o Rio Ascencio. Do Chileno em diante o caminho se torna bastante agradável, com menos inclinação, mergulhado no aprazível bosque de Magalhães e com vários pontos de água. O bosque de Magalhães é uma imagem que vai ficar na mente depois de nove dias de caminhada pois é uma floresta bastante homogênea, formada basicamente por três espécies de árvores, a lenga, a ñirre e a coigüe, todas extremamente parecidas, ou seja, é uma repetição visual (bastante agradável, diga-se) que marca toda a caminhada.
       
      Às 14h15 saio do bosque e a paisagem se abre para a moraina das Torres. Caminho mais 30m e chego à bifurcação do acampamento Torres, onde desço à direita. Mais 50m entro no bosque e lá está o acampamento. Altitude de 588m. Sou recebido pelo simpático e atencioso guardaparque, que me pede o registro no livro e a confirmação da reserva. Novamente as instruções de não fazer fogo, levar todo o lixo embora e somente cozinhar na área coberta ao lado da casa dos guardaparques. Cheguei num bom horário para escolher um ótimo local para montar a barraca.
       
      Os acampamentos do parque são gratuitos e têm estrutura bastante básica, por vezes até rudimentar, em comparação com os acampamentos pagos administrados pelas empresas Fantástico Sur e Vértice Patagônia. O acampamento Torres, apesar disso, tem uma casinha com dois banheiros com vaso sanitário e descarga acoplada, além de um lavatório. Não há duchas. Água para beber e cozinhar pode ser pega numa caixa-d'água na parte mais alta do terreno.
       
      Montei rapidamente a barraca e segui para as Torres às 15h. A trilha atravessa um trecho de bosque e depois sai numa enorme moraina. Daí a subida se dá a céu aberto e depois por trilha entre pedras até a altitude de 872m, onde fica o lago em frente às famosas Torres, o chamado Mirante Base das Torres. No meio de tanta pedra de todos os tamanhos a sinalização se dá por estacas cor de laranja. Cheguei às 15h46 (parei 5 minutos num riacho) e o vento lá em cima era forte. Mais tarde se tornou bastante frio também. Como já mencionei no relato de El Chaltén, é importante sempre ter na mochila uma roupa de frio a mais e uma roupa impermeável já que o tempo é bastante instável na Patagônia. E ficar molhado num local frio e exposto ao vento como esse é um passo para a hipotermia. Não basta ter uma jaqueta corta-vento, é preciso ter uma impermeável mesmo, como segurança.
       
      Mesmo com a jaqueta impermeável que serve como ótimo corta-vento, tive de me esconder atrás de grandes blocos de pedra para fugir do vento gelado e poder admirar as Torres sem tremer de frio. Fiquei ali até 17h06, quando comecei o retorno ao acampamento pelo mesmo caminho, chegando às 18h10 (com muitas paradas para fotos).
       
      Acampamento Torres
       
      Como havia ainda algumas horas de luz natural segui a indicação do guardaparque e fui até um local 260m ao norte, já fora do bosque e às margens do Rio Ascencio, que dava visão das Torres. Ali deve ser o caminho para o acampamento Japonês, que estava fechado e a trilha interditada a partir do mirante onde parei.
       
      Aqui vale comentar que assim como as trilhas de El Chaltén as trilhas do Torres del Paine também estavam lotadas! É gente demais subindo, descendo e se trombando nas trilhas. E isso vai se repetir em todo o percurso do Circuito W, na segunda metade do Circuito O.
       
      Nesse dia caminhei 12,2km (mais 520m do mirante às margens do Rio Ascencio).
       
      25/02/16 - 2º DIA: DO ACAMPAMENTO TORRES AO ACAMPAMENTO SERÓN: INICIANDO O CIRCUITO O
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/u/0/photos/116531899108747189520/albums/6261389638671753681.
       
      A temperatura mínima durante a noite foi de 6,0ºC fora da barraca (levei dois termômetros externos com memória para fazer os registros). Às 8h20 fazia 7,1ºC.
       
      No horário de sair do acampamento para ver as Torres iluminadas pelo nascer do sol fazia 6ºC fora da barraca e caíam alguns pingos de chuva. Isso somado à ventania gelada que devia estar na moraina me fez desistir de subir de madrugada. Ficou para a próxima...
       
      Mas ao ver o dia lindo que estava quando saí da barraca tratei de subir novamente às Torres para fotos melhores do que as do dia anterior. Saí do acampamento às 9h e subi em 37 minutos até o Mirante Base das Torres. A primeira surpresa foi encontrar a trilha vazia naquele horário, muito diferente do dia anterior. Algumas pessoas voltavam do nascer do sol nas Torres, para me matar de arrependimento. Mas felizmente consegui o que mais queria: fotos das famosas Torres com um céu azul espetacular de fundo. Sonho realizado! (porém 15 minutos depois das minhas fotos já não havia mais céu azul, estava tudo cinzento de novo).
       
      Às 10h40 estava de volta ao acampamento Torres e conheci o zorro que deve frequentar o local em busca de comida fácil. Ele passeia entre as barracas sem o menor embaraço e não se importa com a proximidade das pessoas.
       
      Bosque de Magalhães
       
      Desmontei a minha barraca e me despedi do local às 12h10, sendo um dos últimos a sair. Realizada a etapa das Torres, agora era hora de começar o circuito O para valer. Desci pelo mesmo caminho do dia anterior passando pelo Refúgio Chileno às 13h08, pelo Hotel Las Torres às 14h37 (onde há lixeiras recicláveis - me livrei do último lixo que tinha) e chegando à bifurcação do Refúgio Torre Central às 14h50, onde iniciaria o Circuito O. Altitude de 134m. Caminhei 190m à esquerda (norte) na bifurcação e aproveitei a mesa de picnic do Refúgio Torre Norte para o meu almoço tardio. Às 15h18 voltei a caminhar, ainda no sentido norte, pela estradinha de rípio.
       
      Em 150m fui à direita na bifurcação (Ecocamp a esquerda) e topei com as primeiras placas de indicação de distância e altitude do circuito. Subi, em 10 minutos cruzei outra estrada e passei por um mata-burro de ferro. Uns 20m depois uma placa à esquerda indica o início da trilha para o acampamento Serón, o primeiro do Circuito O. A sinalização com estacas laranja continua, e permanecerá por todo o circuito. Estava sozinho ali e por quase toda a trilha (mas depois encontrei muita gente no acampamento Serón). À medida que subo a paisagem vai se ampliando para trás e depois à direita, mostrando a planície por onde corre o Rio Paine. Esse rio estará por perto até a chegada ao acampamento Dickson, no final do dia seguinte. O caminho até o Serón será em sua maior parte a céu aberto, com alguns trechos de bosque para dar sombra.
       
      A trilha volta a virar uma estradinha após uma porteira à direita. Às 16h46 a primeira visão do local onde está situado o acampamento, no vale plano do Rio Paine e cercado de montanhas. Uma placa indica que estou na maior altitude do percurso, 387m (porém o gps mediu como maior altitude 377m uns 200m antes). Desço suavemente com visão cada vez mais próxima e ampla do vale do Rio Paine. Às 17h30 a estradinha continua à direita e eu vou pela trilha da esquerda seguindo as estacas laranja, mas reencontro a estradinha 20 minutos depois (com marcas de pneu). Desço à esquerda seguindo a sinalização. Passo um quebra-corpo na cerca e ganho enfim o vasto campo avistado durante a descida.
       
      Segundo o mapa oficial do parque aqui estou entrando novamente em propriedade privada, assim como aconteceu no trecho entre o Hotel Las Torres e o Refúgio Chileno. Mas essas entradas e saídas entre o parque e as terras particulares são transparentes para quem caminha, praticamente não há placas que indiquem.
       
      A trilha se aproxima do Rio Paine à direita e é possível contemplá-lo bem de perto. Às 19h20 chego ao acampamento Serón, com muitas barracas para minha surpresa, mas bastante espaço para montar a minha. Depois soube que cerca de 70 pessoas estavam fazendo o Circuito O junto comigo. Altitude de 162m.
       
      O local do acampamento Serón é muito bonito, no vale do Rio Paine porém a uma certa distância dele. Fica todo a céu aberto, sem proteção de árvores. Mas o problema mesmo é a quantidade de mosquitos vorazes, o que obriga a usar um repelente ou ficar enclausurado na barraca. Aliás já no caminho os mosquitos não estavam dando sossego. Deve ser pela ausência total de vento, coisa raríssima na Patagônia.
       
      O Serón tem dois banheiros (com papel higiênico), duas duchas quentes, varanda para cozinhar, apenas um tanque para lavar pratos e lixeiras recicláveis pois chega camionete até ali. É administrado pela Fantástico Sur e o preço para estrangeiros é CLP8500 (R$51). É possível alugar equipamentos, porém é recomendável fazer a reserva antecipada pelo site http://www.fantasticosur.com.'>http://www.fantasticosur.com. Não tinham refeições prontas naquela noite mas há uma cozinha industrial.
       
      Nesse dia caminhei 22,1km (mais 3,6km de ida e volta para subir pela segunda vez às Torres).
       
      Vista do acampamento Serón
       
      26/02/16 - 3º DIA: DO ACAMPAMENTO SERÓN AO ACAMPAMENTO DICKSON, UM DIA DE BELAS PAISAGENS
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/u/0/photos/116531899108747189520/albums/6261390348881682561.
       
      A temperatura mínima durante a noite foi de -4,3ºC fora da barraca, uma noite muito fria e atípica já que todas as outras tiveram mínima acima de 4ºC. Às 8h30 fazia 1,2ºC, mas felizmente amanheceu um dia radiante de sol e céu azul sem nenhuma nuvem.
       
      A caminhada de hoje se dará toda a céu aberto, sem bosques e sem sombra.
       
      Nesse acampamento conheci o Edward, um americano que estava fazendo o circuito sozinho também e com quem pude praticar um pouco do meu inglês enferrujado. Ele reclamou do frio da noite já que alugou o equipamento em Puerto Natales e o saco de dormir não era para temperatura tão baixa. Eu levei o meu saco Marmot Alpha, de pluma de ganso, de especificação: conforto 2,6ºC, limite -2,8ºC e extremo -19ºC. Em alguns momentos senti um pouco de frio, mas dormi bem.
       
      Fui um dos últimos a sair do acampamento Serón, às 11h15. A trilha segue ainda pela planície do Rio Paine, se aproxima dele novamente e por volta de 12h começa a subir a encosta a noroeste (esquerda). Uma lagoa no meio dessa subida rouba a cena e faz esquecer o cansaço da ladeira cada vez mais íngreme. Às 12h56 enfim se atinge o topo, na altitude de 353m, e novamente o queixo cai com a visão maravilhosa das montanhas nevadas refletidas no grande Lago Paine. Parada para contemplação e fotos!
       
      A trilha segue pela encosta da montanha à esquerda, descendo suavemente. Às 13h25 passo pela porteira que marca o limite Serón-Coirón, ou seja, estava entrando na área do parque nacional de novo. Em três minutos alcanço a primeira fonte de água do dia (mas diversas outras vão se seguir). A trilha margeia toda a face sul do Lago Paine e depois volta a acompanhar o Rio Paine a distância, sempre subindo-o. Às 14h30 chego à Guarderia Coirón, onde ficam os guardaparques que controlam a passagem dos trilheiros que estão fazendo o Circuito O. Foi aqui que ocorreu o probleminha do tíquete que descrevi acima.
       
      Assim como a maioria, fiz uma pausa para um lanche e segui às 15h10. A trilha do Coirón em diante é bastante plana e tem visão à direita de um glaciar distante e à esquerda do Maciço Paine. Às 17h06 alcanço uma área alagada onde foram instaladas passarelas. Picos pontiagudos podem ser avistados na direção sul e se parecem muito com as Torres. E finalmente às 17h44, após uma curta subida, avisto o local cênico onde está o acampamento Dickson, às margens do enorme Lago Dickson e com as montanhas nevadas ao fundo - para fechar com chave de ouro esse lindo dia de caminhada! A chegada se dá por uma descida muito íngreme com terra solta em que é preciso ter bom freio para não despencar morro abaixo.
       

      Cheguei ao acampamento às 18h mas não fui um dos últimos, havia muita gente na trilha ainda. Algumas pessoas subestimam o grau de dificuldade da caminhada e acabam sofrendo pelo cansaço, bolhas nos pés, dor nos joelhos, etc. Não é uma caminhada difícil, mas é preciso ter algum condicionamento e equipamentos leves e apropriados para não se tornar um sofrimento.
       
      O acampamento Dickson fica a céu aberto também, e exposto ao vento. Como não havia vento algum, podia-se montar a barraca em qualquer lugar sem problema. Algumas pessoas montam a barraca junto às árvores laterais ou mesmo no meio delas, mas nesse dia não havia necessidade. Mas havia o outro lado dessa ausência de vento: o inferno dos pernilongos! Como eu não levei repelente acabei ficando mais tempo dentro da barraca do que fora, era difícil aguentar a nuvem desses insetos enroscando no cabelo, entrando pelo ouvido...
       
      O Dickson tem dois banheiros (com papel higiênico), duas duchas quentes, não há casa ou varanda para cozinhar mas deve-se acender o fogareiro apenas sobre as mesas de picnic, dois tanques para lavar panelas e não há lixeiras. É administrado pela Vértice Patagônia e o preço para chilenos e estrangeiros é CLP6000 (R$36). É possível alugar equipamentos, porém é recomendável fazer a reserva antecipada pelo site http://www.verticepatagonia.com.'>http://www.verticepatagonia.com. Altitude de 205m.
       
      Uma novidade aqui é o minimercado com enlatados, biscoitos, etc, com preços nada atrativos. Perguntei se tinha pão mas não tinha (aliás não encontrei pão para vender em lugar nenhum e tive de racionar o meu). Como ali há o Refúgio Dickson há possibilidade de ter refeições quentes, porém o funcionário disse para verificar a disponibilidade. O preço da refeição, como em todos os outros refúgios, era bem salgado: CLP7500 (R$45) o café, CLP9500 (R$57) o almoço e CLP12500 (R$75) o jantar.
       
      Uma dica na hora do banho é verificar se há outra pessoa na ducha ao lado. Se houver, provavelmente a água vai esfriar nas duas duchas se você abrir a sua. Aconteceu comigo, estava tomando um delicioso banho quente até o momento em que uma pessoa abriu a ducha ao lado...
       
      Nesse dia caminhei 18,2km.
       
      Lago Paine
       
      27/02/16 - 4º DIA: DO ACAMPAMENTO DICKSON AO ACAMPAMENTO LOS PERROS, UM DIA PELOS LINDOS BOSQUES DE MAGALHÃES
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/u/0/photos/116531899108747189520/albums/6261406180869174769.
       
      A temperatura mínima durante a noite foi de 4,8ºC fora da barraca. Às 8h30 fazia 7,5ºC.
       
      Nesse acampamento não vi o Edward, o americano. Só o encontrei no fim do dia e ele me contou que passou bastante mal, provavelmente por causa da água, assim como aconteceu com outros americanos com quem ele conversou. Mas não são só os gringos que sofrem. Conheci em El Chaltén duas garotas de São Paulo que haviam feito o W e tiveram vômito e diarréia numa das noites.
       
      Saí do acampamento Dickson às 11h05 e logo a trilha se embrenha no bosque de Magalhães, voltando àquele visual verdejante e repleto de troncos caídos tal qual na subida às Torres no primeiro dia. Além do bosque, uma visão recursiva será do belo Rio de Los Perros, formado pelo degelo do glaciar de mesmo nome. Dentro do bosque logo inicia a subida até o Mirante Vale de Los Perros, de onde avisto o "mar" verde por onde caminharei nesse dia.
       
      Imperceptivelmente vou subindo o Rio de Los Perros, sempre dentro do bosque. Às 12h14, após o Mirador Vale de Los Perros, a trilha se afasta um pouco desse rio e sobe o Rio Cabeça de Índio, um afluente, para cruzá-lo por uma ponte de madeira às 12h31. Em seguida me aproximo de novo do Rio de Los Perros e junto a um riacho faço uma pausa de 30 minutos para um lanche. Apesar de a trilha percorrer o vale de vários rios neste dia, água de fácil coleta só é encontrada em dois pontos no meio do bosque.
       
      Continuo subindo pelo vale florestado do Los Perros até cruzá-lo às 14h39. Ainda tenho visão de seu bonito curso por aberturas na mata à esquerda, mas logo ele se afasta na direção do Glaciar Los Perros, onde se origina. A próxima ponte será sobre o Rio Passo, às 15h06, e 20 minutos depois saio do bosque e tenho a primeira visão do Glaciar Los Perros. Em mais 17 minutos subo uma de suas morainas e posso fotografá-lo de frente, porém com um vento tão forte que me arranca lágrimas dos olhos. Essa é a maior altitude do dia, 584m. Na direção oeste já avisto o famoso Passo John Gardner, ponto de maior altitude do circuito (1200m) e sujeito a ventos tão fortes que os guardaparques podem fechar a trilha de acesso por segurança. Na direção dele, porém bem mais próximo, há uma moraina seguida por um bosque, exatamente o local em que se situa o acampamento Los Perros.
       
      Dali foi só seguir (a céu aberto agora, e com bastante vento) o caminho marcado entre as pedras e chegar às 16h13 ao acampamento. Altitude de 544m. Primeiro fiz o registro com os guardaparques, recebi as instruções e fui encaminhado ao guichê da Vértice Patagônia para pagamento da taxa de CLP6000 (R$36).
       
      Como havia muito tempo de luz ainda, fui ver de perto o Lago do Glaciar Los Perros e nessa hora caiu a única chuva (fraca e passageira) que peguei nos nove dias de caminhada. Felizmente o inferno dos pernilongos das duas noites anteriores ficou para trás.
       
      O Los Perros tem dois banheiros (sem papel higiênico), duas duchas frias (sim, frias!), uma casa fechada e aquecida para cozinhar, dois tanques para lavar pratos, não tem refeições prontas e não há lixeiras. É possível alugar equipamentos, porém é recomendável fazer a reserva antecipada pelo site http://www.verticepatagonia.com.'>http://www.verticepatagonia.com.
       
      Nesse dia caminhei 12km (descontada a ida ao Lago do Glaciar Los Perros).
       
      Glaciar Los Perros
       
      28/02/16 - 5º DIA: DO ACAMPAMENTO LOS PERROS AO ACAMPAMENTO PASO E A EXPECTATIVA DO PASSO JOHN GARDNER
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/u/0/photos/116531899108747189520/albums/6261407630308018129.
       
      A temperatura mínima durante a noite foi de 5,4ºC fora da barraca. Às 8h30 fazia 7,2ºC.
       
      Quando saí da barraca por volta de 8h30 ou 9h o acampamento estava deserto! Um dos poucos que ainda estavam era o Edward e nos perguntamos por que todos saíram tão cedo já que o acampamento Paso ficava a no máximo 6 horas de caminhada, nada além do tempo dos dias anteriores de caminhada. Seria a expectativa de dificuldades no Passo John Gardner? A resposta viria mais tarde...
       
      Saímos do acampamento às 11h e o guardaparque já estava nos apressando pois éramos os últimos. A trilha ainda percorre um trecho de 1,5km à sombra do bosque e já inicia com subida. Mas o pior mesmo são os vários lamaçais de terra preta que devem ser cruzados com muito equilíbrio. Às 11h50 saímos do bosque e tivemos a visão do Passo bem à nossa frente e bem no alto ainda, com o Rio Passo correndo abaixo à direita. Mas logo reentramos no bosque, e assim sucessivamente vamos caminhando pela encosta de pedras e pelos trechos de bosque até que às 12h30 saímos do último bosque e passamos a subir pelo caminho de pedras a céu aberto. Daí em diante é uma subida constante com um ou outro trecho um pouco mais íngreme (tudo sinalizado com a cor laranja) até o Passo John Gardner, aonde cheguei às 13h52. Altitude de 1175m segundo o gps. O vento estava moderado, não atrapalhava o caminhar. Para trás ainda era possível ver entre as montanhas o lago do Glaciar Los Perros. E para a frente a visão estonteante do imenso Glaciar Grey! Comecei a descer devagar e sozinho (o Edward se adiantou) e parei por 20 minutos para um lanche num local com menos vento. Ali fui ultrapassado por um casal que estava vindo direto do acampamento Dickson. Disseram que o guardaparque fechou a trilha assim que eles passaram por causa do horário. Então aqui fica uma dica: se você pretende passar direto por algum acampamento e se adiantar, consulte os horários de fechamento das trilhas, informação que consta no mapa oficial fornecido pelo parque.
       
      A descida do Passo John Gardner se dá por uma trilha ainda na moraina, ou seja, entre pedras, até a altitude de 917m, quando reentra no bosque, seguindo dentro dele até o acampamento Paso. Às 16h26, já na altitude de 447m, uma clareira se abre justamente no leito por onde corre um riacho (com uma cachoeira à esquerda) e permite visão espetacular do Glaciar Grey à direita. Um ótimo local para uma pausa.
       
      Continuando às 17h11, cheguei ao acampamento Paso em apenas 10 minutos e aí entendi a pressa dos outros trilheiros em sair cedo do Los Perros. Esse acampamento é bem pequeno e tem instalações bastante precárias, por isso a maioria se adianta e vai direto para o acampamento Grey. Mas mesmo quem passa direto deve se registrar com o guardaparque, para segurança.
       
      O Paso é administrado pelo parque e portanto é gratuito. Tem apenas uma cabine com buraco no chão como banheiro e não há ducha. O local de cozinhar é coberto e há dois tanques. Os lugares para armar a barraca são pequenas clareiras no meio do bosque. Das muitas barracas que havia nos outros acampamentos ali contei apenas nove nesta noite. Não há aluguel de equipamento e muito menos minimercado. Altitude de 456m.
       
      O acampamento fica dentro do bosque mas ali próximo há ótimos mirantes para o Glaciar Grey, é só entrar pelas trilhazinhas e curtir o visual. Um riacho atravessa o local e fornece água fresca e limpa.
       
      Nesse dia caminhei 8,5km.
       
      Glaciar Grey
       
      29/02/16 - 6º DIA: DO ACAMPAMENTO PASO AO ACAMPAMENTO GREY AINDA COM A INCRÍVEL VISÃO DO ENORME GLACIAR GREY
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/u/0/photos/116531899108747189520/albums/6261409203645481761.
       
      A temperatura mínima durante a noite foi de 4,2ºC fora da barraca. Às 8h30 fazia 4,8ºC.
       
      Próximo da casa do guardaparque uma placa indica a trilha para o acampamento Grey. Deixei o acampamento Paso às 11h32. Em apenas 3 minutos a trilha sai do bosque e a vista do Glaciar Grey é magnífica a partir de um mirante. Esse foi o ponto mais alto desse dia, 487m. O dia estava esplêndido, sem uma nuvem. Percorro mais um trecho de bosque e ao sair a céu aberto avisto o Lago Grey, formado pelo degelo do glaciar. Atravesso uma área de árvores mortas, resultado de algum dos vários incêndios ocorridos, e às 12h24 começam as travessias de vales profundos de rios que se formam nas montanhas nevadas que estamos contornando. O primeiro dos vales não é tão fundo, há uma trilha de descida ao riacho, o qual se cruza com a ajuda de um cabo de aço. Na subida há uma escada de ferro como apoio.
       
      A trilha continua pela encosta bastante inclinada a céu aberto e num trecho de subida há corrimão como apoio. A visão do glaciar Grey continua incrível e o Lago Grey cada vez mais próximo. Às 13h10 a trilha entra no bosque de novo, desce e anda para trás uns 150m para subir novamente e se abrir para um novo mirante do glaciar. Apenas 200m depois desse mirante, às 13h51, surge o segundo vale profundo, esse o mais fundo de todos, com uma ponte pênsil que causou uma certa tensão pois era muito alta e muito longa. Ao final dela a belíssima vista do Mirador Los Guardas para relaxar e apreciar a paisagem. Logo depois a trilha reentra na sombra do bosque e às 15h10 me deparo com o terceiro vale profundo, este também com uma ponte pênsil, porém não tão alta nem tão longa - ufa!
       
      Às 15h25 saio do bosque e já avisto o Glaciar Grey um pouco distante a partir de um mirante. Blocos de gelo que se desprendem dele ficam represados numa enseada formada por uma ponta rochosa. Aliás é possível chegar a essa ponta rochosa a partir do acampamento Grey, que já está próximo.
       
      Na chegada ao acampamento Grey às 16h21, ainda com um dia radiante, a boa surpresa foi encontrar uma grande área gramada para montar a barraca, coisa rara no Paine. Com muitas horas de luz ainda, fui explorar os arredores. Primeiro fui conhecer a praia de pedrinhas com icebergs em frente à casa dos guardaparques de onde sai o barco que cruza todo o Lago Grey, depois a praia de onde saem os caiaques e por fim o Mirador Grey, justamente naquela ponta rochosa avistada da trilha. Porém chegar à extremidade não é tão fácil quanto eu supunha e a virada repentina no tempo trouxe um vento muito forte. Me contentei em subir ao ponto mais alto e contemplar a paisagem enquanto o vento deixou. Um grupo saía para remar no Lago Grey com os caiaques e devem ter passado um aperto com aquele vento todo.
       
      O acampamento Grey é administrado pela empresa Vértice Patagônia e custa CLP6000 (R$36). Tem uma casa com banheiros separados (masculino e feminino), minimercado e sala para cozinhar. O banheiro masculino tem dois vasos sanitários (com papel higiênico) e duas duchas com água quente apenas das 18h30 às 21h. Mas vale a mesma regra: abriu duas duchas ao mesmo tempo, água fria para todos. O minimercado tem biscoitos doces e salgados, chocolates, cup noodles, atum, leite, refrigerante, pasta de dente. Os preços? O biscoito que em Puerto Natales custa CLP600 ali custa CLP3000... No refúgio é possível ter refeições quentes, mas nem olhei os preços. Há aluguel de equipamentos, porém é recomendável fazer a reserva antecipada pelo site http://www.verticepatagonia.com.'>http://www.verticepatagonia.com. A área de acampamento é bem grande, com o gramado a céu aberto e a parte do bosque com chão de terra batida. Altitude de 64m.
       
      A qualquer momento ouve-se o estrondo do Glaciar Grey como um trovão.
       
      Nesse dia caminhei 7,2km (mais 3km de ida e volta às prainhas e ao Mirador Grey).
       
      Glaciar e Lago Grey
       
      01/03/16 - 7º DIA: DO ACAMPAMENTO GREY AO ACAMPAMENTO ITALIANO COM UMA VISITA AO PAINE GRANDE
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/u/0/photos/116531899108747189520/albums/6261414189150127841.
       
      A temperatura mínima durante a noite foi de 9,6ºC fora da barraca. Às 8h16 fazia 11,6ºC.
       
      Uma coisa estava me deixando bastante preocupado: apesar de não ter molhado a bota ou os pés durante todo o percurso, meus dedos estavam cheios de pequenos ferimentos. Estava usando uma bota Vento Finisterre, que passou a ser fabricada com um material chamado pelo fabricante de Nanox, em substituição ao couro natural usado antes. A bota continua muito confortável mas não sei por que motivo apareceram esses ferimentos, que foram aumentando com o passar dos dias. Meu medo era de que o esparadrapo que levei não durasse até o fim do circuito, o que me impediria de continuar caminhando.
       
      Vale comentar aqui que a partir desse dia entrei no percurso do Circuito W, cuja extremidade mais distante é justamente o acampamento Grey. E isso ficou evidente pela quantidade muito grande de pessoas na trilha.
       
      A caminhada de hoje se dará completamente a céu aberto, reencontrando sombra apenas na chegada ao acampamento Italiano.
       
      Às 10h20 saí do acampamento, passei ao lado do grande refúgio e segui a placa de Guarderia Pehoé, que é um posto dos guardaparques a 150m do Refúgio Paine Grande. Em menos de meia hora avisto uma grande cachoeira na parede à esquerda e com mais 10 minutos cruzo por uma ponte o rio que vem dela, o Rio Olguin, formado pelo degelo do Glaciar Olguin. Às 12h05 chego ao Mirador Lago Grey, saindo uns 60m à direita da trilha, mas a visão aqui não é tão impressionante em comparação com o dia anterior. Continuando a caminhada logo atinjo o ponto mais alto do dia, 266m.
       
      Às 13h alcanço as margens de um lago realmente bonito, a Laguna Los Patos, um lugar que merece uma parada para contemplação. Após uma longa descida em que cruzei com centenas de pessoas (deu para notar que estava mesmo no Circuito W), chego enfim às 13h53 à bifurcação onde fica a Guarderia Pehoé. Para a direita o Refúgio/Acampamento Paine Grande e à esquerda o acampamento Italiano e a continuação do Circuito O e W.
       
      Laguna Los Patos
       
      Como ainda era cedo e o Italiano não estava longe, fui conhecer o Paine Grande, administrado pela Vértice Patagônia. O refúgio é enorme e a área de acampamento idem, com preço de CLP7000 (R$42) por pessoa. Há aluguel de equipamento, minimercado, restaurante, duchas quentes de manhã e à noite, banheiros feminino e masculino (com quatro vasos sanitários sem papel higiênico). Os preços das refeições eram: CLP7500 (R$45) o café, CLP9500 (R$57) o almoço e CLP12500 (R$75) o jantar. Um funcionário do refúgio aconselhou não beber da água das torneiras. A altitude ali é de 41m.
       
      Descansei e fiz meu lanche nas mesas de picnic do refúgio, assim como tantas outras pessoas fazem, e conheci um casal americano que estava iniciando o Circuito O. Tinham começado a caminhar no dia anterior desde a administração/centro de visitantes e no acampamento Las Carretas tiveram algumas coisas roídas pelos ratos.
       
      Dali avistei pela primeira vez os belíssimos Cuernos del Paine, formação rochosa que é uma marca registrada do parque junto com as Torres. À esquerda deles o não menos imponente Cerro Paine Grande.
       
      Do Paine Grande sai o catamarã para o Pudeto às 10h, 12h30, 17h e 18h30.
       
      Voltei a caminhar às 15h42, retornando à bifurcação da guarderia e tomando a direita. A trilha contorna por pouco tempo o belo Lago Pehoé e logo toma o rumo direto dos Cuernos. Mas havia um excesso de pessoas vindo na direção contrária e quando cansei de trombar com tanta gente parei no primeiro mirante do Lago Skottsberg. Havia um grupo grande de americanos fazendo trabalho voluntário e congestionando ainda mais o caminho. Fiquei ali até a trilha ficar mais vazia (das 16h32 às 17h18) e prossegui. Por mais algum tempo tenho o belo Lago Skottsberg à minha direita e durante o restante do dia a visão dos Cuernos se torna cada vez mais próxima e impressionante.
       
      Cerca de 500m depois de entrar no bosque encontro duas pontes em sequência para cruzar o largo Rio do Francês e chegar ao acampamento Italiano, às 19h25. Altitude de 181m.
       
      A reserva para o acampamento Italiano foi motivo de algum desencontro de informação. O site do parque (http://www.parquetorresdelpaine.cl/es/avisos) diz que para a "atual temporada" é obrigatória a reserva para os acampamentos Torres e Italiano, só que não diz qual o período exato da temporada. Quando fui ao escritório da Conaf em Puerto Natales reservar esses dois acampamentos o funcionário disse que para o dia 1 de março não era necessário fazer reserva. Porém ao chegar ao acampamento Italiano a reserva me foi cobrada. Tive de explicar o ocorrido em Puerto Natales e pelo horário avançado o guardaparque aceitou que eu ficasse.
       
      Por ser administrado pelo parque esse acampamento é gratuito e tem banheiros problemáticos. Sempre havia fila pois quase todos os cinco vasos sanitários estavam com problema. Há um local coberto para cozinhar mas é pequeno para o grande número de pessoas e a maioria cozinha ao lado (já que não se pode cozinhar perto da barraca). Não há duchas e não vi tanque para lavar as panelas. Não há aluguel de equipamento e nem refeições prontas. Água costuma ser coletada no próprio Rio do Francês, com cuidado pois a correnteza é violenta.
       
      Nesse dia caminhei 18,5km.
       
      Cuernos del Paine e Lago Skottsberg
       
      02/03/16 - 8º DIA: DO ACAMPAMENTO ITALIANO AO ACAMPAMENTO LOS CUERNOS: DIA DO MARAVILHOSO VALE DO FRANCÊS
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/u/0/photos/116531899108747189520/albums/6261417721408953169.
       
      A temperatura mínima durante a noite foi de 8,9ºC fora da barraca. Às 8h42 fazia 9,3ºC.
       
      O acampamento Italiano é a base para o bate-e-volta ao Vale do Francês, famoso pela grande beleza de seus mirantes. Como nos acampamentos gratuitos do parque não se pode dormir duas noites seguidas, o guardaparque pede que todos desmontem a barraca antes do passeio. E assim todos fazem, deixando a cargueira encostada na casa dos guardaparques e levando apenas uma mochila de ataque (alguns não levam nada).
       
      Eu parti para a subida do Vale do Francês às 9h56. Das imediações do acampamento ainda se tem uma vista espetacular do Cerro Paine Grande. A trilha sai do bosque e o caminho passa a ser de pedras, numa moraina, mas depois adentra outro bosque. O primeiro mirante alcançado é o Mirador Francês (ou El Plateau, segundo a placa), na altitude de 496m, às 10h51, com bonita vista para os lagos Nordenskjold e Pehoé mais ao fundo. Adentro outro bosque e assim se vai subindo suavemente, ora por bosques ora a céu aberto com a visão cada vez mais impressionante das montanhas rochosas e tendo o Rio do Francês à esquerda. Ao final de uma subida íngreme de pedras maiores cheguei ao Mirador Britânico, às 12h31. Altitude de 767m. Já havia bastante gente ali admirando o incrível visual. O mirante se situa no meio de um círculo de montanhas rochosas com o vale do Rio do Francês forrado de extenso bosque que quase galga as montanhas. Um lugar de uma beleza indescritível! E o dia novamente estava magnífico, sem uma nuvem.
       
      Lá pelas 13h43, quando estava ensaiando o retorno, ouvi barulho de água muito próxima. Entrei no bosque ao lado do mirante e lá estava um riachinho de água límpida. Com água fresca no cantil, aproveitei para fazer o meu lanche ali mesmo e curtir um pouco mais aquele lugar. Comecei a descer de volta mesmo às 14h29 e às 16h54 estava no acampamento Italiano. Descansei um pouco e parti para o acampamento Los Cuernos às 17h27. Em 11 minutos saio do bosque.
       
      A trilha até o acampamento Los Cuernos corre quase toda a céu aberto e muito próxima à montanha Cuernos del Paine. À medida que se avança é possível ver essa montanha por vários ângulos. Às 18h02, atravessando um dos raros bosques desse trecho, cheguei ao cruzamento do acampamento Francês, administrado pela Fantástico Sur. Eu deveria seguir em frente mas subi à esquerda para conhecer a área das barracas e depois desci à direita para ver outras instalações do local, bastante organizado e com pouca gente. As barracas são montadas todas sobre plataformas e o banheiros foram os mais limpos e bonitos que vi em todo o circuito. Esse acampamento é bem mais novo que os outros, pena que não fiquei aí pois o Los Cuernos é o oposto...
       
      Continuando, a trilha sobe e ao sair no aberto proporciona bonita vista do Lago Nordenskjold, de águas esverdeadas. O caminho atinge o ponto mais alto às 18h27 (206m de altitude), com uma vista bem ampla do lago, e logo inicia uma longa descida até as margens dele, com uma surpreendente praia de pedrinhas, às 19h16. O caminho continua pela própria praia e ao final dela reaparece a trilha. Às 19h35 cruzo um riacho com uma bonita cachoeira no paredão à esquerda, águas que vêm diretamente dos Cuernos. Às 20h cheguei ao acampamento Los Cuernos e... acho que não merecia terminar um dia tão lindo num lugar tão deprimente. Aquilo parecia uma favela, com barraca montada em tudo quanto é buraco e barranco... gente pra todo lado, muita gente mesmo. Dei muita sorte de encontrar um espaço plano e seco pois até no charco estavam armando barraca. Mas os banheiros felizmente estavam limpos. Reencontrei o casal americano e a garota já estava com bolhas nos pés, mal começado o circuito O. Mau sinal...
       
      O acampamento Los Cuernos é administrado pela Fantástico Sur e custa CLP8500 (R$51) por pessoa. No banheiro masculino há cinco vasos sanitários (sem papel) e cinco duchas quentes. Há refúgio, restaurante e uma sala grande para cozinhar, com dois tanques para lavar os pratos. Há lixeiras também, algo que eu não encontrava desde o acampamento Serón. Pode-se alugar equipamentos, porém é recomendável fazer a reserva antecipada pelo site http://www.fantasticosur.com.'>http://www.fantasticosur.com. Altitude de 73m.
       
      Nesse dia caminhei 16,2km (11,1km de ida e volta do Mirador Britânico mais 5,1km do Italiano ao Los Cuernos)
       
      Mirador Britânico
       
      03/03/16 - 9º DIA: DO ACAMPAMENTO LOS CUERNOS DE VOLTA À LAGUNA AMARGA, ENCERRANDO O CIRCUITO MAS NÃO A MINHA ESTADA NO PARQUE
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/u/0/photos/116531899108747189520/albums/6261420595284731713.
       
      A temperatura mínima durante a noite foi de 9,4ºC fora da barraca. Às 6h45 fazia 10,3ºC.
       
      Desmontei acampamento e saí às 7h40 do Los Cuernos para aproveitar o dia de sol e tirar fotos mais bonitas dos Cuernos. Voltei portanto pela trilha até o local da travessia do riacho com a cachoeira e fiz meu café da manhã ali, longe daquela confusão. Tiradas as fotos passei no acampamento para ir ao banheiro e às 9h54 iniciei o último dia de caminhada do Circuito O, que será todo com sol na cabeça, sem nenhum bosque no caminho. Na saída do Cuernos cruzei a ponte sobre o Rio Bader.
       
      Além dos Cuernos, a linda vista do Lago Nordenskjold ainda me acompanha. E é ao longo desse lago que passarei boa parte do dia caminhando. Às 10h56 alcanço a maior altitude do dia, 253m.
       
      Às 11h47 paro para um descanso de 13 minutos e em seguida cruzo a ponte pênsil sobre o Rio do Arriero. E foi aí que encontrei os primeiros brasileiros nesses nove dias de caminhada, um de São José dos Campos e o outro de Parati. Conversamos um pouco, eles estavam fazendo o Circuito W. Às 12h55 uma bifurcação: à direita para o Hotel Las Torres (meu destino) e para a esquerda um atalho para o acampamento Chileno, a caminho das famosas Torres. Já estou aos pés do Monte Almirante Nieto (lembra-se dele?). Peguei água de um riacho e parei para um lanche por 18 minutos. Na continuação caminhei próximo a um lago com a visão cada vez mais imponente do Almirante Nieto do outro lado. Podia ver pessoas caminhando no atalho para o Chileno, bem junto ao monte.
       
      Às 13h43 avistei finalmente o Hotel Las Torres. Mesmo distante ainda, essa visão significava muito, era a confirmação do sucesso da minha missão. Seguiu-se uma longa descida, uma travessia de rio pelas pedras e às 14h14 reencontrei a trilha pela qual subi ao acampamento Torres no primeiro dia. Cruzei a ponte sobre o Rio Ascencio e passei pelo Hotel Las Torres às 14h31. Não sabia mas podia ter esperado o ônibus ali mesmo. Como na minha chegada a van foi só até o Refúgio Torre Central, então caminhei mais 15 minutos até ele. Altitude de 137m.
       
      Cuernos del Paine
       
      O ônibus só chegaria às 16h, então tentei uma carona para a portaria Laguna Amarga, mas foi em vão. O ônibus chegou no horário, entrei nele e para minha surpresa ele foi até o hotel. Deu um tempo ali e partiu para a Laguna Amarga às 16h11, chegando às 16h25. A passagem custou CLP2800 (R$17).
       
      Na portaria Laguna Amarga havia vários ônibus vindos de Puerto Natales e aproveitei minha passagem para ir até o acampamento Pehoé a fim de passar mais uma noite dentro do parque. Minha passagem era da Buses Gómez mas me direcionaram para um ônibus de outra empresa pois somente ele iria além da parada Pudeto. O ônibus partiu às 16h37 e às 17h28 eu descia em frente à recepção do acampamento Pehoé. Fui recebido pelo funcionário que me deu a má notícia de que o acampamento custava CLP10000 (R$60), mas era "o mais caro porque era o melhor do parque". E realmente é um local muito agradável e tranquilo, com vista magnífica do Maciço Paine, com destaque para os Cuernos. Ventava bastante ali e tratei de montar minha barraca num lugar bem protegido entre as árvores.
       
      Montei-a rapidamente e aproveitei o restante da tarde para conhecer um ótimo mirante próximo, o Mirador Condor. O rapaz me ensinou o caminho a partir do quiosque 37 ou 38 do próprio acampamento, mas depois descobri que há outra trilha partindo da estrada. Às 18h saí da recepção, na altitude de 41m, cruzei a estrada e caminhei entre os quiosques numerados até encontrar o início da trilha. A subida não é difícil, apesar de se tornar cada vez mais íngreme. O único porém naquele dia foi o vento forte ao chegar a uma área mais exposta no alto, quase no topo. Depois de uma ladeira de pedras soltas cheguei ao cume às 18h25. Altitude de 283m. Ventava demais, a ponto de perder o equilíbrio, mas a vista era espetacular do Maciço Paine com o Lago Pehoé abaixo. O Maciço visto dali abrange o Cerro Paine Grande, o Vale do Francês, os Cuernos del Paine e o Monte Almirante Nieto. Dá até para ver a pontinha das Torres! Comecei a descer às 18h56 e tomei a direita numa bifurcação que havia percebido na ida. Esta outra trilha tinha as estacas laranja de sinalização do parque, devendo ser o caminho "oficial", o que foi comprovado quando cheguei à estrada às 19h19 e vi a placa de indicação do início da trilha do Mirador Condor.
       
      Nas imediações havia ainda o Salto Chico para visitar, mas meus pés estavam doendo bastante, com muitas feridas e muitos esparadrapos, então deixei para o dia seguinte. Circulei pelos arredores do acampamento e pelas margens do Lago Pehoé para mais algumas fotos.
       
      O acampamento Pehoé é um lugar completamente diferente dos acampamentos dos circuitos O e W. Ali as pessoas vão para descansar, curtir a paisagem, tirar fotos dos mirantes. É administrado pela empresa francesa Sodexo. O espaço é muito amplo e dividido em 50 quiosques numerados, cada um com uma mesa de picnic onde se pode cozinhar e uma churrasqueira de alvenaria. Felizmente ninguém estava assando carne por ali porque não gosto do cheiro. A recepção fica do lado direito da estrada para quem vai para a administração/centro de visitantes, junto com uma parte dos quiosques e um banheiro. Do lado esquerdo da estrada fica o restante dos quiosques e outro banheiro. No banheiro do lado da recepção há três duchas quentes 24 horas e três vasos sanitários (com papel higiênico). Do lado de fora há quatro pias para lavar os pratos. Há diversas lixeiras espalhadas. Na recepção há minimercado com guloseimas caras à venda e ao lado um restaurante que não sei se estava servindo refeições devido ao número reduzido de pessoas acampadas. Existe também a Hosteria Pehoé, mas fica a 1,6km dali.
       
      Nesse dia caminhei 12,4km para terminar o Circuito O, o que totalizou 127,3km já descontados os percursos que fiz como passeios no início e final de cada dia (inclusive a segunda subida às Torres).
       
      Lago Nordenskjold e Cerro Paine Grande
       
      04/03/16 - SALTO CHICO, CENTRO DE VISITANTES E O RETORNO A PUERTO NATALES
       
      As fotos estão em https://plus.google.com/u/0/photos/116531899108747189520/albums/6261421068899590369.
       
      A temperatura mínima durante a noite foi de 10ºC fora da barraca. Às 8h25 fazia 11,1ºC.
       
      O dia amanheceu com muitas nuvens mas tive a sorte de pegar o sol nascente batendo nos paredões do Maciço Paine, um espetáculo digno de muitas fotos.
       
      Deixei a barraca montada e fui conhecer o Salto Chico, a apenas 1,4km do acampamento. Saí às 8h52. Caminhei 800m pela estrada no sentido da administração e entrei na primeira bifurcação à direita, local do estacionamento para visitantes da cachoeira e acesso ao Hotel Explora. Mais 170m e entrei à esquerda na trilha, na verdade um caminho em forma de passarela suspensa de madeira. Dali vejo o Hotel Explora acima à direita. O caminho de madeira desce e se aproxima do lago formado abaixo do Salto Chico, o qual alcanço às 9h15. Não é nenhuma cachoeira impressionante mas as águas esverdeadas do Lago Pehoé com o Maciço Paine ao fundo formam um bonito cenário (muito mais se tivesse sol). Continuei caminhando pela passarela, que terminou bem ao lado do hotel. Dali foi só voltar ao estacionamento e ao acampamento.
       
      Desmontei a barraca e fiquei esperando bastante tempo pelo ônibus. Minha intenção era terminar a minha estada no parque conhecendo o centro de visitantes, como sempre gosto de fazer. O ônibus enfim passou às 11h44 e após 16 minutos desembarquei em seu ponto final na administração/centro de visitantes. Dali há visão mais limitada das montanhas do parque mas o Lago Toro é um belo atrativo. O centro de visitantes vale a visita pois tem bastante informação sobre a história, fauna, flora e geologia do parque, além de uma maquete e um mapa bem detalhado.
       
      O ônibus para Puerto Natales partiu do centro de visitantes às 13h, chegou ao Pudeto (catamarã para o Paine Grande) às 13h26 (onde muita gente embarcou), saiu às 13h34, chegou à portaria Laguna Amarga às 14h05 e deixou o parque às 14h30. Com uma parada de 30 minutos em Cerro Castillo, às 16h47 eu estava de volta a Puerto Natales.
       
      Lago Pehoé, Cuernos del Paine e Monte Almirante Nieto vistos do acampamento Pehoé ao amanhecer
       
      Informações adicionais:
       
      O site oficial do Parque Nacional Torres del Paine é http://www.parquetorresdelpaine.cl.
       
      É importante acompanhar o informe diário no link http://www.parquetorresdelpaine.cl/es/avisos para saber sobre a condição atual das trilhas e acampamentos, que podem ser fechados e reabertos de acordo com as condições de tempo e outros fatores.
       
      Atualização em nov/2016: Importante! para a temporada de 2017 o parque tornou obrigatória a reserva em TODOS os acampamentos, tanto os das empresas concessionárias quanto os administrados pelo próprio parque, que agora passam a contar com reserva online (http://www.parquetorresdelpaine.cl/es/sistema-de-reserva-de-campamentos-1). Lembrando que nos acampamentos gratuitos do parque não se pode dormir duas noites seguidas.
       
      Outra norma implementada pelo parque este ano (desde 15/02/16) é a restrição do número de pessoas a no máximo 80 por dia no Circuito O "com o objetivo de regular o alto fluxo de visitantes à área de montanha". Na mesma data o parque estabeleceu para o Circuito O o sentido anti-horário como o único permitido, como eu fiz. Mais detalhes em http://www.parquetorresdelpaine.cl/es/noticias/conaf-limita-acceso-diario-a-circuito-macizo-paine.
       
      A empresa Fantástico Sur (http://www.fantasticosur.com) administra os acampamentos Chileno, Serón, Francês, Los Cuernos e Las Torres. A empresa Vértice Patagônia (http://www.verticepatagonia.com) administra os acampamentos Dickson, Los Perros, Grey e Paine Grande. No site delas é possível fazer reserva de vagas e refeições (quando houver), bem como alugar equipamentos (barraca, saco de dormir e isolante).
       
      O parque administra os acampamentos Torres, Paso e Italiano. Não há aluguel de equipamentos nos acampamentos administrados pelo parque, mas pode-se alugar em Puerto Natales ou mesmo comprar a bons preços nas lojas ou na zona franca em Punta Arenas.
       
      As empresas de ônibus que fazem o trajeto de Puerto Natales ao Parque Torres del Paine são:
      . Bus-Sur (http://www.bussur.com)
      . Maria José (http://www.busesmariajose.com)
      . Gómez (http://www.busesgomez.com)
      . Pacheco (http://www.busespacheco.com)
      . JB
      . Magallanes
      . Juan Ojeda
       
      Todos os ônibus partem de Puerto Natales às 7h30 e 14h30, e retornam:
      . às 13h e 18h a partir da administração/centro de visitantes
      . às 13h30 e 19h a partir do Pudeto
      . às 14h30 e 19h45 a partir da portaria Laguna Amarga
      Preço de CLP8000 (R$48) só ida e CLP15000 (R$90) ida e volta.
       
      Com a passagem de ida e volta na mão, pode-se circular dentro do parque à vontade, embarcando e desembarcando em qualquer ponto da estrada entre a portaria Laguna Amarga, o Pudeto e a administração/centro de visitantes. O Hotel Las Torres não está incluído pois não faz parte do trajeto dos ônibus de Puerto Natales.
       
      O Circuito W tem um percurso de 73,7km, medidos no meu gps e considerados desde o Hotel Las Torres até o acampamento Grey com retorno ao Paine Grande. Incluído aí o trajeto de ida e volta até o Mirador Base de las Torres e até o Mirador Britânico (na medição descontei percursos pequenos que fiz como passeio).
       
      O Circuito O tem um percurso de 123,4km, medidos no meu gps e considerados desde o Hotel Las Torres, ponto final do ônibus interno do parque, e incluindo os miradores Torres e Britânico (e descontados os pequenos passeios que fiz). Como expliquei no início do relato, na minha logística caminhei 3,9km a mais.
       
      Apesar de bem longo, o Circuito O é bem sinalizado por estacas pintadas de laranja, o que torna quase impossível se perder. Todas as bifurcações são sinalizadas e as trilhas secundárias são fechadas para evitar dúvidas. As pontes são bem conservadas, geralmente há passarelas suspensas sobre os alagados e há corrimão nos trechos mais íngremes. A entrada no parque custa um pouco caro, mas a boa manutenção é o retorno que se tem.
       
      Como relatei, a temperatura mínima durante a noite e madrugada oscilava entre 4,2ºC e 10ºC (com exceção dos -4,3ºC no acampamento Serón). Um saco de dormir nessa faixa de temperatura-limite (com alguns graus para baixo para ter mais conforto) dá conta do recado. Eu levei um saco de dormir Marmot Alpha, de pluma de ganso, de especificação: conforto 2,6ºC, limite -2,8ºC e extremo -19ºC, que foi mais do que suficiente.
       
      Água não é problema no Circuito. Como há bastante água em todos os dias, dei destaque no relato apenas para o trecho que tem poucas fontes de água fáceis (entre os acampamentos Dickson e Los Perros). Nos acampamentos a recomendação é de pegar água nas torneiras ou em algum riacho próximo, quanto mais acima melhor. Eu bebi sempre da água das torneiras (exceto no Paine Grande) e dos riachos sem nenhum tratamento e não tive nenhum problema.
       
      Para caminhar eu usava uma camiseta de lã de merino light de manga longa. Só usava o fleece da Quechua por cima se na sombra do bosque estivesse um pouco mais frio. Gorro só usava à noite. Luvas levei mas não usei. Jaqueta de pluma de ganso também não usei. Mas veja que peguei dias bem quentes, talvez uma semana antes ou depois a temperatura estivesse mais baixa e precisasse usar toda essa roupa quente que levei.
       
      Importante repetir: roupa impermeável é um item essencial e deve estar sempre na mochila, mesmo para um passeio curto com mochila de ataque. O tempo pode mudar rapidamente e o vento pode trazer chuva. E ficar molhado e exposto ao vento frio é um primeiro passo para a hipotermia.
       
      Como na maioria dos acampamentos o chão é de terra batida, sem grama ou capim, é bastante recomendável levar um isolante inflável, caso contrário depois de nove dias de chão duro sobre um isolante de EVA seus quadris vão reclamar bastante. Há um isolante inflável da marca Camp que pesa apenas 315g.
       
      Pelo mesmo motivo, um forro sob a barraca (um plástico grande, um footprint ou até um cobertor térmico) também vão bem para evitar sujar demais o piso da barraca. É muito mais fácil limpar o forro do que a barraca.
       
      Para a compra dos mantimentos Puerto Natales tem pelo menos três bons mercados. Num deles, o Don Bosco (Rua Baquedano, 358), encontrei um gostoso pão integral. Na loja Itahue pode-se comprar castanhas e frutas desidratadas com grande variedade (Rua Esmeralda, 455B).
       
      Rafael Santiago
      abril/2016
      http://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
       
      Circuito O na imagem do Google Earth
       
      As Torres na imagem do Google Earth
       
      Mirador Britânico na imagem do Google Earth
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