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Olá viajante!

Bora viajar?

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O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre as cidades de Puente del Inca e Uspallata, assim como da principal atração próxima às cidades, o Parque Provincial Aconcágua. Se você está com alguma dúvida em relação às cidades ou ao parque e seu principal pico, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se você já conhece alguma destas localidades, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. 

 

 

Guia de Mendoza por Mochileiros.com

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Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata - Tópico de Perguntas e Respostas

 

Relatos sobre Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata:

Relato sobre viagem de quinze dias à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Leo Caetano

Relato sobre viagem de vinte e dois dias à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Rafael Xavier

Relato sobre viagem de carro à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Serneiva

Relato sobre viagem à Argentina, incluindo Aconcágua, Puente del Inca e Uspallata pelo mochileiro Alex Melo[/linkbox]

 

Segue um pequeno roteiro de viagem para quem busca fazer um trekking para o acampamento base da face sul do Aconcágua, conhecido como Plaza Francia.

Sobre o Aconcágua

O Aconcágua é o pico mais alto do hemisfério sul com 6.959 m de altitude. Fica localizado na fronteira entre a Argentina e Chile e se tornou ponto para escalada por diversos alpinistas. O clima é desértico e caracterizado pela brupta alternância de temperaturas ao longo do dia, causadas pelos ventos gelados da cordilheira.

 

Parque Provincial Aconcágua

O parque foi criado em 1983 com o objetivo de preservar a fauna, flora e sítios arqueológicos presentes na região do Aconcágua sobre uma área correspondente a 71.000 hectares. A partir de 1990, o Depto. de Recursos Naturais Renováveis estabeleceu a regulamentação e estrutura de controle e assistência aos visitantes que praticam atividades de passeio, trekking ou escalada. O Aconcágua tem uma importância relevante no ecossistema da região andina. O abastecimento de água para consumo e irrigação nas cidade próximas da cordilheira dependem do degelo e da conservação dos recursos naturais.

 

Como Chegar

Para se chegar ao Parque Nacional do Aconcágua, é preciso viajar até Mendoza (1.000km de Buenos Aires). De Mendoza até a entrada do parque deve-se tomar a RN-7 (Ruta Nacional 7) até os arredores da Puente del Inca, cuja distância é de 180km e requer 3 horas de carro/ônibus. A RN-7 é a estrada que liga Mendoza ao Chile. No caminho, há diversos pontos de parada para abastecimento e restaurantes.

 

 

Primeiro Dia

Saímos de Mendoza pela manhã com um grupo de excursão organizado pelo pessoal do Campo Base. A viagem de Mendoza até a entrada do parque demorou 4h. Fizemos o check-in no Parque Aconcáagua (2.700m) e iniciamos a trilha. Cerca de 20min de caminhada, chegamos a Laguna de Horcones.

 

A paisagem é surpreendente. A vegetação é rala e se limita até 3.500m de altitude. Além disto, somente pedra e areia. Após 4h de caminhada, finalmente chegamos a Confluencia (3.300m). É o local do acampamento e aclimatação dos trekkers que ora se destinam a Plaza Francia ou a Plaza de Mulas.

 

As empresas que organizam excursões mantém uma infraestrutura básica para receber os viajantes: (i) barracas, (ii) banheiros (com privada!), (iii) água potável e (iv) chuveiro. Neste local, as pessoas se reúnem ao fim das caminhadas para fazer refeições e se confraternizarem. A turma do Campo Base mantém um cozinheiro em tempo integral que prepara todas as refeições do dia (café da manhã, almoço, café da tarde e jantar). A primeira noite no Aconcagua é inesquecível. O céu límpido permite visualizar estrelas e constelações como se estivéssemos em órbita.

 

 

Segundo Dia

Após o café iniciamos a marcha rumo a Plaza Francia. O caminho é demarcado por uma trilha com indicações de distância até o local. Alguns trechos exigem cuidado, pois são próximos de declives e qualquer tombo estragaria a caminhada. A medida que ganhamos altitude, o corpo começa a sentir falta de oxigênio e é preciso diminuir o ritmo para evitar as paradas.

 

Durante o caminho, percebe-se como a natureza no Aconcágua é traiçoeira. Todos estavam vestidos de camiseta devido ao sol forte daquela manhã. Ao passarmos por um corredor, o vento deixou uma sensação térmica de 5C e tivemos que colocar as jaquetas de volta.

 

Após 5h de caminhada, chegamos a Plaza Francia (4.200m). O local também é conhecido como acampamento base da Face Sul e pode ser descrito como uma área plana e desértica onde os alpinistas montam o acampamento para se aclimatarem antes de subir ao cume. Recebeu este nome em homenagem aos franceses que foram pioneiros na escalada pela Face Sul. Os guias comentam que Plaza Francia é o ponto onde se pode ter a visão mais bela do Aconcágua. A vista do cume é surpreendente. Nesta região também podemos observar pequenos glaciares que se formam sobre as rochas. Engana-se quem pensa encontrar um local repleto de alpinistas prontos para se aventurarem pela face mais difícil do Aconcágua. Em geral, fica vazio o ano inteiro, pois somente pessoas muito experientes (ou loucas) correm o risco de subir por esta rota. Não se assuste: chegar a Plaza Francia é fácil e o caminho não apresenta dificuldades.

 

A visão da parede sul é inspiradora. Paramos para o almoço sob o mirador do Plaza Francia. Tivemos que nos esconder detrás de algumas rochas, pois o forte vento impedia a refeição tranqüila. Algumas pessoas do grupo sentiram muito o efeito da altitude e falta de oxigênio. Foi duro lutar contra a sonolência. Retornamos a Confluencia depois do descanso.

 

 

Terceiro Dia

Deixamos o acampamento pela manhã para retorno a entrada do parque. O retorno é muito mais rápido e leva apenas 1h30 em um bom ritmo. Uma van nos levou até a Puente del Inca e almoço nos arredores. Chegamos em Mendoza no final da tarde.

 

 

Custo da entrada (permiso) e fiscalização

A fiscalização na entrada do parque é rigorosa e exige a apresentação de documentos, pagamento de licença (permiso) e a declaração da rota que se pretende seguir. Os permisos devem ser carimbados na entrada, no destino e na saída. Para trekkings a Plaza Francia (Face Sul) ou Plaza de Mulas (Face Norte), o permiso custa US$ 20 (baixa temporada) e US$ 30 (alta temporada). Cidadãos argentinos, chilenos ou residentes pagam apenas Ar$ 20 para o trekking e podem ficar isentos conforme a época.

 

Quanto dias reservar para o trekking?

O trekking a Plaza Francia dura de três a quatro dias conforme a empresa que organiza. Algumas reservam a primeira noite em um hotel/albergue próximo a Penitentes.

 

Excursão organizada x Excursão sem guia?

Se você imaginou que pode economizar alguns trocados viajando sozinho até Plaza Francia, pode esquecer. O custo/tempo para organizar seu trekking e montar sua infra-estrutura de sobrevivência a 4.000m de altitude é muito maior. O pacote com preço mais acessível nos custou Ar$ 350/pessoa. Seguem dicas de empresas que organizam trekkings até a Plaza Francia:

 

- Campo Base Travel Adventure - http://www.cerroaconcagua.com

- Trekking Travel - http://www.trekking-travel.com.ar

- Fernando Grajales - http://www.grajales.net

- Aconcagua Spirit - http://www.aconcaguaspirit.com.ar

 

O que levar durante o trekking?

- Jaqueta contra vento/frio (impermeável)

- Blusa Polar

- Camisa de polipropileno (secagem rápida)

- Gorro de lã

- Boné/Chapéu para sol

- Par de meias de lã

- Par de meias finas

- Bota para caminhada

- Roupas íntimas

- Óculos para sol

- Mochila (65lts)

- Mochila de ataque (20-35lts)

- Saco de dormir (-15C a -30C)

- Isolante

- Par de Bastão para trekking

- Protetor solar

- Protetor labial

- Máquina fotográfica

- Lanterna

- Cantil

 

Aluguel e Compra de Equipamentos

É possível alugar todo tipo de equipamento para caminhada ou escalada em Mendoza. Para aqueles que não querem ter o trabalho de carregar isolantes e saco de dormir pelos aeroportos, pode-se obtê-los em Mendoza ao redor de Ar$ 20/dia para cada item. Se vc realmente quer comprar e trazer de volta ao Brasil, sugiro comprá-los em Mendoza, pois a oferta e os preços são melhores do que B.Aires. Seguem dicas de lojas que alugam e vendem equipamentos:

 

- Campo Base Adventures - Tel: (261) 429-0707

- Orviz - http://www.orviz.com

 

Posso dispensar algum dos itens listados?

Nenhum dos itens descritos é frescura. A sensação térmica durante as caminhadas podem variar de 5C a 29C em poucos segundos. A falta de uma jaqueta contra o vento pode ser fatal. A noite em Confluencia, a temperatura (no verão) pode chegar a -5C. Um saco de dormir inadequado pode comprometer sua noite de sono. Os bastões são fundamentais para sustentar o equilíbrio e o peso do corpo (+ mochila) nas subidas/descidas. Durante o dia, é impensável deixar de passar protetores na pele e nos lábios, que ficam rachados pela aridez do deserto.

 

Dicas para aclimatação

É muito comum a sensação de cansaço, sono ou dor-de-cabeça para quem não está acostumado a grandes altitudes. É bom lembrar que Mendoza tem altitude próxima de S.Paulo e, no mesmo dia, chega-se a 3.500m após a caminhada. Valem as dicas:

 

- Tome muito líquido a todo instante

- Não deixe de fazer nenhuma das refeições

- Leve power bars durante as caminhadas

- Respire pelo nariz

- Caminhe pausadamente (passos curtos), pois a falta de oxigênio é perceptível

 

Espero que aproveitem as dicas e possam curtir o Aconcágua.

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Pessoal, eu estou pensando em fazer o cume do Aconcágua lá pra fevereiro do ano que vem, se der tempo de me preparar. Interessante é que sou 100% mochileiro de primeira viagem, e pra mim a graça está justamente nesse detalhe. A empreitada não me parece um grande desafio pra quem já tem muita experiência em escalada, mas pra mim com certeza é, e desafios me agradam.

 

Li e reli este tópico e muitos outros textos espalhados pela net mas algumas dúvidas ainda permanecem:

 

1. Tenho 41 anos de idade, 1,84m de altura, 81Kg e aproximadamente 17% de gordura corporal (IMC = 24). Pratico academia regularmente há mais de 15 anos mas com ênfase em musculação, tenho uma capacidade pulmonar bem acima da média mas preciso melhorar minha capacidade cardiovascular. Alguém saberia me dizer o quanto eu preciso investir em treino aeróbico pra atingir o condicionamento necessário? Corro por 30 minutos a 9Km/h sem grandes dificuldades.

 

2. Alguém que já fez essa escalada pode dar uma referência do condicionamento físico que tinha na época, do tipo "eu fiz o cume com relativa facilidade e meu limite na esteira era de 1 hora a 10Km/h" ?

 

3. Pretendo conseguir mais uma pessoa pra ir comigo. Barraca e saco de dormir é melhor levar daqui ou alugar? Alguém tem ideia dos valores? Se for pra comprar prefiro investir em coisa boa, provavelmente uma TNF VE25 e um saco de dormir Deuter + um bom liner, alguma recomendação?

 

4. Fogareiro é imprescindível? De novo se tiver que comprar prefiro comprar algo de boa qualidade, estou considerando o Primus Gravity || MF, dá conta do recado ou é melhor considerar outras opções?

 

5. Comprei uma mochila Deuter Aircontact Pro 70 + 15, essa de ataque de 15 é suficiente ou tenho que levar outra maior?

 

6. O sistema de hidratação da Deuter presta? Vale a pena comprar os isolantes térmicos pra bolsa e pro cano, é suficiente pra evitar o congelamento durante o ataque ao cume? Ou é melhor manter garrafinhas junto ao corpo em bolsos internos ou penduradas no pescoço?

 

7. Em termos de vestimenta tenho o seguinte:

- Base layer (camisa) Solo X-Thermo

- Base layer (calça) Solo X-Power (Polartec Power Stretch)

- Jaqueta Solo Nordic (Polartec Thermal Pro)

- TNF Bionic Jacket (corta-vento com fleece por dentro, talvez seja exagero levar)

- TNF Resolve Jacket (anorak impermeavel e respiravel)

- Sobre calça impermeavel Quechua Forclaz 100M

- Bota ASolo Fugitive

- Meias: Quechua Diosaz 100 (liner) + Quechua Forclaz 400

- Gorro microfleece Solo

- Balaclava Solo X-Power (Polartec Power Stretch)

- Luvas Solo X-Power (Polartec Power Stretch)

- Luvas Quechua Forclaz 600 membrana (corta-vento)

 

É suficiente, estou esquecendo alguma coisa? Preciso mesmo de mittens? E goggles, precisa?

 

Ainda não comprei os bastões de caminhada, alguma recomendação? Estou pensando em um par de black diamonds de fibra de carbono com amortecimento, é uma boa?

 

8. Depois de ler que um guia morreu porque pegou nevasca na descida e errou a rota normal indo parar na face sul, fiquei meio preocupado com navegação em baixa visibilidade. Alguém saberia me dizer se os GPS eTrex da Garmin (estou pensando em um Vista hCx) funcionam bem em altitude e baixas temperaturas? Considerando baterias de litio pra funcionamento até -40 graus, que eu terei que arrumar em algum lugar.

 

Valeu!

 

Fala Deny, beleza???

Sobre o Aconcágua sei que encontramos textos praticamente heroicos e que transpassa tal facilidade que parece que o povo esta indo passear no Ibirapuera, porem o que leva a pessoa culminar uma montanha montanha como essa não é só ter os equipos e estar em dia com a academia, oque vai contar muito é o conhecimento que a pessoa tem em montanhismo e estar com o psicológico para saber lhe dar com qualquer que seja o problema que venha a aparecer, seja ele uma nevasca, tomar a rota errada e conseguir superar o problema com calma e sem que se machuque, e isso uma pessoa só vai ter com a prática do montanhismo. Um exemplo que temos aqui no mochileiros é esse relato:

aconcagua-sozinho-e-sem-mulas-confluencia-face-sul-e-plaza-de-mulas-t41897.html

Por mais mais que tenha sido elogiado pelos amigos aqui do site, e por mim tbm, com todo o respeito no meu ponto de vista a falta de conhecimento em montanhismo falou mais alto, ocorrendo que o nosso amigo chegou apenas em plaza de mulas e não conseguiu subir nem o Cerro Bonet que é utilizado para aclimatação... alem de que os equipos tbm não foram muito apropriados pois quem vai para o Aconcágua sem Mulas pode se preparar para carregar nas costas no mínimo 40kg de carga, sei que agiu corretamente em abortar a subida reconhecendo suas limitações e problemas q o cercava.

Temos outro exemplo aqui de uma pessoa que ja tinha uma pequena vivencia em trilhas aqui no brasil:

http://altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=943

E não precisamos nem ir ao aconcágua para vermos pessoas passar um perrengue na montanha, um exemplo que eu pude vivenciar de um amigo que estava se preparando (a base de academia) para fazer o trekking ao Acampamento Base do Everest, abriu o bico no Marins, (uma bela montanha aqui na Mantiqueira), passaram um puta de um perrengue por falta de aquipos e roupas adequadas.

Gostaria que vc não levasse pelo lado pessoal e nem que eu queira jogar água na sua fogueira, apenas acho que seria arriscado uma pessoa sem conhecimentos (como vc mesmo falou que é mochileiro de primeira viagem, e o Aconcágua não se trata de uma mochilada por mais que se suba pela rota normal) ja partir para uma empreitada como essa e poder passar sufoco ou fazer parte das estatisticas dos que ficaram no Aconcágua. alem de que seria no mínimo muito frustrante vc se preparar, gastar um puta de um dinheiro pois o Aconcágua é a montanha mais cara dos Andes e chegar lá e falar não consigo processeguir, ou Ferrou não sei oque fazer. Más mesmo que vc queira tentar o Aconcágua vc tem esse total direito, porem não te apoio!!! a minha Dica seria de vc começar a fazer lgumas montanhas aqui no Brasil e posteriormente ir para o Cordon Plata como eu disse anterirmente e ver como vc se sai em alta montanha, para posteriormente tentar a Sentinela de Pedra.

E repito não me entenda mal por favor, só não quero que entre em perigo ou que gaste dinheiro de besteira...

ABÇ ::cool:::'>

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Fala Deny, beleza???

Sobre o Aconcágua sei que encontramos textos praticamente heroicos e que transpassa tal facilidade que parece que o povo esta indo passear no Ibirapuera, porem o que leva a pessoa culminar uma montanha montanha como essa não é só ter os equipos e estar em dia com a academia, oque vai contar muito é o conhecimento que a pessoa tem em montanhismo e estar com o psicológico para saber lhe dar com qualquer que seja o problema que venha a aparecer, seja ele uma nevasca, tomar a rota errada e conseguir superar o problema com calma e sem que se machuque, e isso uma pessoa só vai ter com a prática do montanhismo. Um exemplo que temos aqui no mochileiros é esse relato:

aconcagua-sozinho-e-sem-mulas-confluencia-face-sul-e-plaza-de-mulas-t41897.html

Por mais mais que tenha sido elogiado pelos amigos aqui do site, e por mim tbm, com todo o respeito no meu ponto de vista a falta de conhecimento em montanhismo falou mais alto, ocorrendo que o nosso amigo chegou apenas em plaza de mulas e não conseguiu subir nem o Cerro Bonet que é utilizado para aclimatação... alem de que os equipos tbm não foram muito apropriados pois quem vai para o Aconcágua sem Mulas pode se preparar para carregar nas costas no mínimo 40kg de carga, sei que agiu corretamente em abortar a subida reconhecendo suas limitações e problemas q o cercava.

Temos outro exemplo aqui de uma pessoa que ja tinha uma pequena vivencia em trilhas aqui no brasil:

http://altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=943

E não precisamos nem ir ao aconcágua para vermos pessoas passar um perrengue na montanha, um exemplo que eu pude vivenciar de um amigo que estava se preparando (a base de academia) para fazer o trekking ao Acampamento Base do Everest, abriu o bico no Marins, (uma bela montanha aqui na Mantiqueira), passaram um puta de um perrengue por falta de aquipos e roupas adequadas.

Gostaria que vc não levasse pelo lado pessoal e nem que eu queira jogar água na sua fogueira, apenas acho que seria arriscado uma pessoa sem conhecimentos (como vc mesmo falou que é mochileiro de primeira viagem, e o Aconcágua não se trata de uma mochilada por mais que se suba pela rota normal) ja partir para uma empreitada como essa e poder passar sufoco ou fazer parte das estatisticas dos que ficaram no Aconcágua. alem de que seria no mínimo muito frustrante vc se preparar, gastar um puta de um dinheiro pois o Aconcágua é a montanha mais cara dos Andes e chegar lá e falar não consigo processeguir, ou Ferrou não sei oque fazer. Más mesmo que vc queira tentar o Aconcágua vc tem esse total direito, porem não te apoio!!! a minha Dica seria de vc começar a fazer lgumas montanhas aqui no Brasil e posteriormente ir para o Cordon Plata como eu disse anterirmente e ver como vc se sai em alta montanha, para posteriormente tentar a Sentinela de Pedra.

E repito não me entenda mal por favor, só não quero que entre em perigo ou que gaste dinheiro de besteira...

ABÇ ::cool:::'>

 

Grande Wéll!

 

Eu já tinha lido o relato do Renato e considerei como um excelente aprendizado. De fato minha maior preocupação é e aclimatação, que pretendo seguir à risca, mas mesmo assim tenho consciência que a adaptação varia de organismo para organismo e existe uma possibilidade real de que eu seja obrigado a voltar como ele, porém pretendo ter condições pra maximizar meu aproveitamento, o que significa contratar as mulas sempre que possível. Não tiro o mérito do Renato mas como meu objetivo é o cume, pra mim faz sentido conservar o máximo de energias pra atingí-lo. E não descarto a possibilidade de fazer uma outra escalada mais barata, curta e em menor altitude antes a título de teste de adaptação. Eu não estou nem um pouco afim de ir ao Aconcágua na alta temporada, não só pelo preço mas também porque vou achar insuportável se estiver muito lotado de gente pra lá e pra cá. Nunca fui muito montanhista mas pra mim quando tiver que ser, tem que ter paz, não zona. Por isso comentei que quero fazer a viagem em fevereiro, mas estou considerando postergar pra outubro e fazer uma ambientação em outro lugar antes.

 

Quanto aos riscos, tenho plena ciência deles e honestamente não tenho medo de não voltar. Se tiver que acontecer, vai acontecer. Posso até escorregar no banheiro, bater a cabeça e já era, acho que se acontecer no Aconcágua pelo menos vai ser uma desculpa melhorzinha hahahaha. Não que eu vá ser idiota e irresponsável (bom talvez um pouco), vou planejar meticulosamente a viagem e a escalada, tentar arrumar um(a) parceiro(a) preparado(a) e se possível experiente, respeitar meus limites e as condições da montanha e ir muito bem equipado, incluindo mesmo intens de segurança como rádio UHF/VHF dual band e GPS. Aliás uma prova desses cuidados todos é o fato de que estou procurando métricas e referências de performance para medir os resultados da minha preparação, já tenho um instrutor na academia que se prontificou a montar um treino específico pra escalada (por sinal ele é instrutor dessa modalidade) e vou fazer medições periódicas do meu índice VO2. Engraçado mesmo vai ser se eu tomar coragem de levar a mochila recheada pra academia pra fazer aquele aparelho de escada no meio das patricinhas hahahahaha

 

Pra finalizar, eu não levo a mal, entendo sua preocupação com eu me por em uma situação de perigo mas, feitas as devidas ressalvas, no fundo o que nós - malucos de espírito aventureiro - procuramos não é justamente ir de encontro ao perigo e superá-lo? ;)

 

Abraço!

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Grande Wéll!

 

Eu já tinha lido o relato do Renato e considerei como um excelente aprendizado. De fato minha maior preocupação é e aclimatação, que pretendo seguir à risca, mas mesmo assim tenho consciência que a adaptação varia de organismo para organismo e existe uma possibilidade real de que eu seja obrigado a voltar como ele, porém pretendo ter condições pra maximizar meu aproveitamento, o que significa contratar as mulas sempre que possível. Não tiro o mérito do Renato mas como meu objetivo é o cume, pra mim faz sentido conservar o máximo de energias pra atingí-lo. E não descarto a possibilidade de fazer uma outra escalada mais barata, curta e em menor altitude antes a título de teste de adaptação. Eu não estou nem um pouco afim de ir ao Aconcágua na alta temporada, não só pelo preço mas também porque vou achar insuportável se estiver muito lotado de gente pra lá e pra cá. Nunca fui muito montanhista mas pra mim quando tiver que ser, tem que ter paz, não zona. Por isso comentei que quero fazer a viagem em fevereiro, mas estou considerando postergar pra outubro e fazer uma ambientação em outro lugar antes.

 

Quanto aos riscos, tenho plena ciência deles e honestamente não tenho medo de não voltar. Se tiver que acontecer, vai acontecer. Posso até escorregar no banheiro, bater a cabeça e já era, acho que se acontecer no Aconcágua pelo menos vai ser uma desculpa melhorzinha hahahaha. Não que eu vá ser idiota e irresponsável (bom talvez um pouco), vou planejar meticulosamente a viagem e a escalada, tentar arrumar um(a) parceiro(a) preparado(a) e se possível experiente, respeitar meus limites e as condições da montanha e ir muito bem equipado, incluindo mesmo intens de segurança como rádio UHF/VHF dual band e GPS. Aliás uma prova desses cuidados todos é o fato de que estou procurando métricas e referências de performance para medir os resultados da minha preparação, já tenho um instrutor na academia que se prontificou a montar um treino específico pra escalada (por sinal ele é instrutor dessa modalidade) e vou fazer medições periódicas do meu índice VO2. Engraçado mesmo vai ser se eu tomar coragem de levar a mochila recheada pra academia pra fazer aquele aparelho de escada no meio das patricinhas hahahahaha

 

Pra finalizar, eu não levo a mal, entendo sua preocupação com eu me por em uma situação de perigo mas, feitas as devidas ressalvas, no fundo o que nós - malucos de espírito aventureiro - procuramos não é justamente ir de encontro ao perigo e superá-lo? ;)

 

Abraço!

 

Então vá na Fé, e depois nos relata aqui no forum como foi...

Abç ::cool:::'>

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Sincaramente, a UNICA forma que eu vejo de alguem fazer cume no Aconcagua sem uma experiencia prévia em montanhismo (ou no minimo travessias longas) é contratando agência. Caminhar com 40 kg nas costas já nao é muito facil, some-se a isso a altitude já vira tortura. Só que esse é apenas o começo, ainda tem que montar/desmontar barraca, derreter neve, cozinhar, etc, etc ,etc. Pode parecer fácil daqui de baixo, mas quando se pensa em montar barraca com ventos de 100 km/h e a mão praticamente congelando, ficar no minimo 10 dias chegando exausto em acampamento e ainda ter que fazer varias coisas pra no minimo sobreviver, ficar o mesmo periodo comendo uma comida que está mais para ração e sem saber o que é um vaso sanitario.

 

Eu tive uma experiencia no Huayna Potosi e me vi em situações que me caguei de medo. Fiquei alguns dias em Torres del Paine e chegou num ponto que já nao aguentava mais. Eu adoro frio, gosto de cozinhar minha propria comida, gosto de dormir em barraca, mas acredite que chega um ponto em que aquilo deixa de ser diferente e vira rotina, aí haja cabeça para continuar. E olha que essa minha parca experiencia é fichinha perto do Aconcagua...

 

Enquanto estamos planejando aqui de baixo tudo parece fácil e superável, mas quando vem uma greta pela frente pra pular (na rota normal não tem esse risco), uma tempestade ou um belo penhasco pela frente vemos que não é bem assim, e aí já pode ser tarde demais.

 

Contratando uma agência o peso fica muito menor, o pessoal praticamente te leva nas costas até o cume e mesmo assim acredite que vai ser MUITO dificil.

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Só mais uma coisa, montanhistas experientes procuram a alta temporada para aumentar as chances de cume e você com pouca experiência ainda cogita tentar fora de temporada...

 

Sugiro que se informe bastante para poder dimensionar os riscos e as suas chances, porque do jeito que vai...

Postado
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Paulo, eu tenho plena consciência das dificuldades, e como já disse antes, estou totalmente preparado pra voltar sem chegar ao cume ou nem voltar se for o caso. Lembrando que eu disse BAIXA temporada, e não FORA de temporada - há uma grande diferença. A baixa temporada no Aconcágua ainda é dentro ou próxima do verão no hemisfério sul. Outra coisa, minha mochila vai subir até Plaza de Mulas de... mula.

 

Não vou dar chance pro azar no que diz respeito a equipamento, preparo físico e aclimatação, portanto no meu caso as variáveis serão nevasca e mal de altitude. Em caso de azar eu dou meia volta, e se isso não for possível... paciência.

 

Agora será que alguém poderia tentar responder às minhas humildes perguntas?

Postado
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Cara, a temporada começa em meados de novembro e termina e janeiro, você falou de ir em outurbro ou fevereiro, portanto fora da temporada.

 

Mas vamos a algumas perguntas:

 

Condicionamento fisico: não existem parametros muito menos formula mágica. Cada corpo reage de uma forma à altitude, o unico conselho que pode ser dado é o de evitar extremos. Pessoas magras têm baixa resistencia ao frio e menos "estoque" de energia. Pessoas musculosas são as que sofrem mais, quanto mais musculo maior a demanda de oxigenio, então muito musculo = problema.

 

Equipamentos: é indispensável botas duplas e um casaco de pluma ou fibra, meia de lã, bastão de trekking, saco de dormir de pluma e etc também são muito bem vindos. Piolet é dispensável. Crampon é a grande questão tem gente que prefere carregar o peso pra se prevenir, outros preferem correr o risco de não leva-los. Sugiro olhar um post do LeoRJ que tem uma lista completa do que levar, esta na segunda ou terceira pagina.

 

Fogareiro: Indispensável, melhor combustível para elevadas altitudes é benzina.

 

Mochila: Tudo vai depender do seu planejamento, o Aconcagua pode ser feito desde 7 dias até os 20 do permiso. Obviamente que você tem que ver comida e combustivel compativeis com a quantidade de dias que vai passar. Se fizer nos 7 a sua provavelmente da conta, em 20 com certeza não.

 

Navegação: Por mais que um GPS ajude se você pegar vento branco pela frente ele não vai ajudar muito, não conheço a precisão de um GPS mas ele provavelmente não vai te alertar sobre possiveis penhascos à sua frente.

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Opa, obrigado pelas respostas Paulo!

 

Realmente outubro está fora, desculpem a nossa falha. Mas fevereiro (e até uns dias de março) é dentro da baixa temporada:

 

Baixa Temporada:

De 15 a 30 de novembro e de 21 de fevereiro a 15 de março

Ascensão: 600 Pesos = 162,00 USD

Trekking Longo: 264 Pesos = 71,00 USD

 

Média Temporada:

De 1 a 14 de dezembro e de 1 a 20 de fevereiro

Ascensão: 1200 Pesos = 324,00 USD

Trekking Longo: 264 Pesos = 71,00 USD

 

Alta Temporada:

De 15 de dezembro a 31 de janeiro

Ascensão: 1800 Pesos = 486,00 USD

Trekking Longo: 396 = 107,00 USD

 

Fonte: http://altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=1839

 

Agora é um pouco preocupante essa história de músculos causarem sofrimento porque sou magro e tenho uma quantidade razoável de massa magra. Entretanto esse livreto de uma fundação médica especializada em alta montanha não menciona nada a respeito, será que não foram uma ou outra coincidências? Eu sempre achei que força física fosse um fator facilitador, não debilitante.

 

http://medex.org.uk/v26%20booklet%20hires.pdf

 

Eu li o post do Leo com a lista de equipamentos e fiquei pensando, será que na Plaza de Mulas não tem carmpons pra alugar? As botas duplas eu já sabia que tinha que alugar, estava mesmo na duvida quanto aos crampons. O casaco de pluma ou fibra, ai ai lá vai mais uma bela porção do meu suado dindin... Imagino que uma calça de fleece sobre o base layer e por baixo da impermeável também seja recomendada, vou providenciar.

 

E aproveitando aqui vai mais uma perguntinha, reservei pra ir buscar sábado agora esse saco de dormir:

 

Marmot Never Summer

Duvet 600+

Conforto -17,8ºC (homem)

Extremo -37,1ºC

 

http://marmot.com/products/never_summer?p=117,173,74

 

O que você acha, é suficiente, exagero, ... ?

 

E quanto ao fogareiro, estou pensando em um Primus Gravity II MF combo, vem com reservatório de benzina de 600ml, é suficiente ou tem que levar mais pra 2 pessoas?

 

Abraço!

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Cara, eu falei de EXTREMOS. Uma pessoa muito bombada vai ter problemas com o oxigenio porque musculo exige muito para funcionar. Assim como falei de extremos para uma pessoa magra, o problema é que em alta montanha o organismo sempre trabalha em deficit de energia, principalmente acima dos 5.500 m onde você gasta mais calorias digerindo do que a propria comida te oferece. Quando o corpo trabalha com deficit de calorias ele procura fontes de energia alternativa, primeiro a gordura e depois os musculos, logo, quanto mais magra for a pessoa menor será o seu "estoque" de energia e menos o corpo vai resistir em trabalhar dia apos dia no com deficit de energia.

 

Essa é uma explcicação grosseira de um leigo em fisiologia. Por isso é interessante você conversar com os médicos daqui do forum e principalmente procurar alguém especialista em medicina esportiva. Só um profissional pra te dizer mais precisamente os niveis ideiais de gordura no corpo e quem sabe até te receitar algo para ajudar o metabolismo e até mesmo a aclimatação.

 

Quando fui pela primeira pra Bolivia com planos de escalar procurei um médico que me ajudou muito em todos os aspectos (inclusive o que estou te falando é o pouco que me lembro da conversa que tive com ele). Por isso mesmo acho que você deveria começar o seu planejamento por ai.

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Olá Deny,

 

Estive no aconcagua entre 2009/2010.

Pesquisei bastante, li dezenadas de relatos, etc...

Achamos (eu e meus amigos) que planejamos tudo, mas sempre falta alguma coisa.

 

Falando sobre os equipamentos.

Barraca, crampon, botas, jaqueta de pluma de ganso, fogareiro e combustivel alugamos na loja aconcagua 6962. Fomos muito bem atendido, o dono dal loja até nos deu cerveja e coca cola...

 

Sobre o fogareiro a benzina, leve um kit para manutenção. Pois esses fogareiros podem entupir. No momento não lembro a quantidade de benzina por pessoa, mas lembre que tem que derreter bastante gelo, e isso vai benzina.. é bom levar um pouco a mais.

 

[]s

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