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Feriado no litoral do Piauí (Barra Grande, Luís Correia, Parnaíba)

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De volta ao Piauí. Um ano antes, no mesmo feriado de 12 de Outubro, conhecemos um dos maiores tesouros nacionais que é a Serra da Capivara. Este ano conseguimos novamente preços aceitáveis para curtir o feriado no Piauí, e dessa vez escolhemos o litoral. Conhecer o Delta do Parnaíba, percorrer o menor litoral brasileiro, conhecer a vibe de Barra Grande (do Piauí, para não confundir com o homônimo da Bahia), As praias de Luis Correia, etc. Era o que estava nos planos. E, novamente, além de uma viagem de avião (Rio-Brasília-Teresina), teríamos uma longa viagem terrestre pela frente.

Chegamos em Teresina de madrugada e apenas fomos dormir mais algumas horas num hotel nos arredores. Partimos para o litoral logo cedo no dia seguinte. O fluxo de carros era grande dessa vez, bem maior que na direção sul que pegamos no ano anterior. Ok, é sabido que muito mais gente visita o litoral que a Serra da Capivara. A viagem terrestre até Barra Grande do Piauí levou pouco mais de 5hs. São 400 km.

Escolhemos Barra Grande como base por ter lido que era tida como a “Jeri do passado”, com ruas de areia e boa vibe. Acho que foi ótima escolha, é bem agradável passear pelo centrinho de noite. E bem badalado. A praia é ótima, e linda. Pousadas são relativamente caras – depois soube que a elite de Teresina adotou a região, daí os preços mais elevados.

Nesse dia da chegada ficamos de relax na praia de Barra Grande por toda a tarde. Conseguimos uma barraca bacana (kyte), depois fomos curtir um pouco o mar (maré estava alta) e o espetacular pôr do sol numa barraca (capucho) um pouco mais afastada (menos gente!), em frente às pousadas de luxo de beira de praia que tem por lá. Vale repetir: o pôr do sol de lá é um momento sublime.

Ah, e o vento. Constante, forte. Por isso as dezenas de kytes na água, o que dá uma beleza especial ao pôr do sol. Parecem pássaros ao longe. Não tem muito o que falar e descrever. Vale sentir e apreciar.

Curtimos ainda uma piscininha noturna. De noite batemos perna no centrinho, esbanjamos num jantar finesse (restaurantes tinham longa filas por lá!) e fomos dormir. Vida boa.

Sábado era dia de explorar o litoral. Usei como referência o ótimo relato da Érica Martins (https://www.mochileiros.com/topic/74878-relato-delta-do-parna%C3%ADba-litoral-do-piau%C3%AD-jericoacoara-7-dias/) e partimos no sentido inverso ao dela.

Na viagem que fizemos para a Capivara encontrávamos sempre animais na estrada. As estradas são geralmente muito boas (para o litoral pareciam um pouco piores que para o sul), perigo maior são mesmo os bichos que de vez em quando cruzam. Entre as estradas do litoral, sobretudo em Cajueiro da Praia (Barra Grande), tinha muito bicho. Era galinha, porco, cachorro, gato, burro, bode, pato... praticamente um safari.

Nesse dia (sábado) nossa primeira parada foi na Praia de Macapá, em Luis Correia. Praia de rio que desemboca no mar. Fomos seguindo a estradinha até nos depararmos com ônibus de turismo estacionados e carros fazendo manobras. Sinal de que é melhor voltar dali! Lotado de gente. Como a região é bem grande, recuamos para o primeiro bar de praia que vimos e fomos curtir a praia. Sublime.

A Praia de Macapá, sobretudo naquela hora de maré baixa, é daquelas que eu posso estacionar e curtir durante longas horas. Vasta, cheia de curvas que são formadas pela combinação entre vento e maré baixa, belíssima. Muito pouca gente na região onde estávamos. Logo do lado tinha a maior galera num dos bares – aquele dos ônibus parados. Sempre tinha alguém curtindo um kyte também.

 

Ficamos lá por um tempo e partimos. Nossa meta era explorar o litoral. Olhando para trás, eu teria ficado mais tempo por lá. Antes de partirmos vimos dois carros atolados na areia sendo resgatados. Areia onipresente em região de dunas e muito vento. Havia pontos na estrada com avanço das dunas (e máquinas trabalhando para retirar).

Parada seguinte foi na árvore penteada, que lembra a árvore da preguiça de Jericoacoara (que, aliás, soube que tombou recentemente). É bacana, um ponto fácil para fotos. Acesso fácil e sinalizado.

Dali em diante enfileiramos algumas praias para conhecer, mas acabamos apenas passando por elas. Praia do Farol (vazia, sem qualquer infra), as praias seguintes à do farol (algumas tem infra), a famosa Praia do Atalaia, urbanizada, e naquele dia beeeeeem cheia. Muita gente, muitos ônibus, flanelinhas, etc. Digo bem cheia, mas a praia também é bem ampla. Tem espaço de sobra para todos. Decidimos não parar. Ainda estiquei até a Praia do Farol Velho, mas que ficava numa região bem largada, parecia fantasma. Logo voltamos e seguimos viagem.

Próxima parada foi a Lagoa do Portinho. No caminho, a duna literalmente tomou conta da estrada. Chegando lá... ainda bem que eu já tinha lido o relato da Érica. A Lagoa praticamente morreu, parece estar secando. É um lugar ainda bonito, eu diria, mas bem largado. Muita coisa abandonada. Tinha praticamente ninguém por lá. Um barqueiro veio oferecer passeio de barco, mas recusamos. Enfim, logo partimos.

Fomos para Parnaíba, na zona do porto, para fechar um passeio ao Delta. Minha ideia era fechar com algum barqueiro para o dia todo, mas Katia vetou solenemente a ideia, ainda traumatizada com o barco pulante de Alter do Chão (não é nada terrível, ela que tem medo mesmo). De modo que, então, nos rendemos ao passeio habitual com a galera. Fechamos o nosso (70 pp) para 2ª feira. Naquela região tem a Sorveteria do Araújo, que é MUITO saborosa. Simples, e saborosa. Aliás, se tivéssemos nos hospedado por lá, acho que ali era o ponto de curtir a noite. Naquela hora, com o sol a pino, não tinha praticamente ninguém.

Partimos para a Praia Pedra do sal, a única de Parnaíba. Galera diz que o pôr do sol de lá é bem bacana. A praia é bem grande, e dividida pelo farol. Embora houvesse bastante gente, havia espaço de sobra para todos. Ficamos um tempo por lá, mas não até o pôr do sol, que era o plano original. A praia é interessante, mas Barra Grande é melhor! (Macapá também – e aí me dei conta de que poderíamos ter ficado mais tempo por lá).

Disparamos de volta para curtir ainda o pôr do sol em Barra Grande. O litoral piauiense é relativamente curto, mas a viagem da Pedra do Sol até Barra Grande leva coisa de 1,5 hora. Não é pouco.

Chegamos em Barra Grande a tempo de curtir o pôr do sol, mais um. E mais um espetacular. Na mesma Barraca do Capucho, que se tornou nosso ponto final obrigatório de cada tarde. Tal qual o Restaurante o Nain, em Canoa Quebrada, semanas antes.

 

De noite fomos compensar a esbanjada de ontem e fomos num restaurante mais guerreiro, no centrinho mesmo. Pagamos nada menos que ¼ do valor da conta anterior. Excelente custo-benefício! De resto ficamos batendo perna no centrinho, comendo tapioca doce e uma limonada com rapadura que era uma delícia.

 

Domingo tiramos para ser um dia mais relax. Para curtir Barra Grande mesmo. Pouco carro. Amanheceu meio nublado. Partimos para Cajueiro da Praia, para conhecer o (outro?) Maior Cajueiro do Mundo, que (também?) fica lá. Tem mais estrutura do que eu imaginava. Não tinha ninguém, mas vc pode entrar numa boa. É interessante. 

Cajueiro é uma cidade bem menor que as outras (Parnaíba, Luis Correia), e mais pobrezinha. Rodamos rapidamente, ainda era cedo de manhã e havia pouca gente. Tem um projeto Peixe Boi por lá, mas estava fechado.

Conhecemos a praia local de Cajueiro da Praia, que é bacana. Mar calmo. Mas havia bares, já de manhã, com aquelas aparelhagens de som nas alturas. Isso espanta. Fomos retornando em direção à Barrinha, parando nos mirantes pelo caminho. 

Passamos o resto da manhã na Praia da Barrinha, de relax. Aproveitamos para caminhar até a foz do rio que divide a Barrinha de Barra Grande. Se tem foz de rio, eu quero conhecer. Mais um belo lugar. Na verdade, no google maps consta como Lago da Santana. Seja o que for, belo lugar. Aliás, é possível (e fácil, na maré baixa, cruzar da Barrinha para Barra Grande.

De tarde fomos para Barra Grande. Fazia aquele calor sinistro que faz na região quando não tem nuvem para proteger. Logo arrumamos um bar para estacionar e curtir a praia, a sombra, a cerva, e tudo o mais. A maré estava baixa, o que permitir entrar MUITO mar adentro. Vegetações e pedras cravejadas de mariscos surgem centenas de metros adentro. Fui lá conferir e curtir. Quando voltei a maré já estava em pleno trabalho crescente, o que requer atenção redobrada (para não esfolar o pé numa das pedras cheias de mariscos!).

Curtimos nosso fim de tarde no mesmo lugar de sempre. Mas dessa vez uma nuvem fechou o tempo e não rolou pôr do sol. Chegou até mesmo a pingar. Coisa rara na região em outubro. Jantamos muito bem no Manga Rosa, repetimos as tapiocas e limão com rapadura, e fomos dormir mais cedo. Nossa última noite na área.

No nosso último dia partimos logo cedo. A viagem até Parnaíba leva cerca de 1 hora. O passeio sai pouco antes das 9hs, do município vizinho de Ilha Grande. 

O barco segue o rio, passa por um igarapé, mostra caranguejos (e faz uma encenação de um tal homem lama...). E chega num braço de areia que na verdade é uma praia no delta. Ou uma ilha: Poldros. É onde param os barcos de passeios organizados. Curtimos um tempo por lá, com céu fechado.

Na volta, o barco para numa área de dunas belíssimas, onde também serve caranguejo para a galera. Subi as dunas e fui entrando por elas. Na minha frente tinha um cara ainda mais explorador. Visual extraordinário. Tudo seco, tal qual quando visitamos os Lençóis Maranhenses. Andei por uma lagoa seca, mas ainda relativamente úmida. A natureza é bela de diversas formas. Depois de um tempo, voltei e fui curtir um pouco de banho de rio. Sempre uma delícia.

O passeio leva +- umas 6hs e acaba no mesmo ponto. Pegamos o carro e partimos direto para Teresina. Mais 4,5hs dirigindo. Como era 2af, a o São João Carne de Sol estava fechado. Paramos numa pizzaria guerreira logo adiante para matar a fome antes de devolver o carro e dormir algumas horas. Nosso caminho de volta ao Rio começaria de madrugada e dia seguinte era novamente dia de batente.

Mais um feriado desbravando algum canto do Brasil!

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    • Por eog1978
      Cheguei no aeroporto JJD as 03:30 da manha de domingo para segunda e o aeroporto fica deserto minutos apos o desembarque deste unico voo da madrugada. Fui ao banheiro trocar de roupa pois o calor está sempre presente e tambem por que notei que nao havia chance de eu ir para meu destino que nao era a vila de jericoacoara... Ja estive em Jeri 3x e em Parnaiba somente 1x e apostei no Piaui novamente... Fiquei sentado aguardando amanhecer e um  rapaz que trabalha no aeroporto (acho que na lanchonete) me ofereceu uma "carona" ao custo de 30,00 para 13,5km ate Jijoca, coisa que os taxistas queriam de 80,00 a 100,00 !!!
      No posto 24h de Jijoca (o unico da cidade rsrs) aguardei amanhecer e com sorte havia uma canja, alem de paes, bolos etc etc porem de comida eram duas opcoes.
      As 7h quando abriu o posto de atendimento da Fretcar eu que era o primeiro ja tinha que enfrentar uma fila pois fica desnecessario explicar rs quando foi minha vez a resposta era de que o onibus de Jijoca para Camocim partiria as 11:45 ! La fui eu na av seguir de van ate camocim por 17,00 2h de viagem. Chegando em Camocim descobri que o onibus que vai para Parnaiba sairia as 15h e ainda eram 09:30..... 11:40 partiu um microonibus ao custo de 26,00 com tempo de viagem 2:30.
      Em Parnaiba fiquei em hostel que tem um ano de funcionamento e estrutura bem simples ao custo de 38,00 reais a diaria pelo booking (conversei com outras pessoas hospedadas la e estavam pagando 25,00 sem o tal cafe (que era pao frances margarina e cafe c leite)
      Para se locomover utilizei de microonibus que os locais chamam de van ao custo de R$ 2,40 que me deixava perto da ponte (ponto banco bradesco) que dava acesso a Praia Pedra do Sal e Porto dos Tatus de onde parte o passeio de barco pelo Delta do Parnaiba com lencois piauienses por 70,00 podendo ser pago com cartao de credito na agencia que fica abaixo da ponte ainda do lado da cidade creio que seja possivel pelo fone +5586994648589 Humberto.
      Conheci varios locais etc porem o melhor para almoco e jantar era o Flavao (fica de esquina na av principal que os locais chamam de pistao) com 12,00 incluso a bebida voce come muito bem!
      Na volta eu utilizei o transporte da Yvone Tur +558633231541 (nao sei se tem telefone celular, tenho somente este fixo) sai de Parnaiba passa por varios municipios parando em jijoca para almoço (faça sua refeiçao aqui pois no aeroporto JJD so ha uma lanchonete rs) e seguindo para Fortaleza passando pela entrada do aeroporto de Jeri (caminhei menos de 350 metros) o trajeto Parnaiba ate o acesso aeroporto Jeri custou 40,00 !
      Os onibus desta empresa sao confortaveis porem pontualidade não é o forte deles! Cheguei na garagem da empresa que fica atras da rodoviaria faltando 5 minuto para as 6:00 por que me foi dito que haveria onibus das 06:00 e das 07:00 entretanto saiu somente o das 07:00 com quae 50min de atraso kkkkk
      A estadia na Praia Pedra do Sal é muito caro se comparado a Parnaiba (pedem 100,00 a diaria com cafe da manha -- cafe com pao e vento) recomendo ir pela manha e voltar no onibus das 19h pois ficar la nao compensa. (depende pois eu fiquei uma noite para dormir escutando as ondas)
      Creio que valha a pena passar uma ou duas noites em Ilha Grande (de onde sai passeios ao Delta) pois é possivel percorrer as dunas que tem acesso muito facil mesmo que va no bate e volta de onibus R$ 3,00 a partir de 01/02/2020 (antes era 2,50)
      Pra mim o maximo do passeio é os lencois piauienses e certamente ficaria hospedado em Ilha Grande cujos locais se oferecem para nos guiar pelas dunas (serviço pago porem creio que 20 a 40 reais no maximo - combinar ANTES)
      Este foi um breve resumo de 01 semana e minha 2a vez nos cofins do Piaui :.)))
       
       
       
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl.
       
      1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00 Reais
           Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente.
       
       
      2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina
           Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque.  
       
      3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi ฿1.000 Baht, Chip ฿600,00 Baht, Hostel ฿340,00 Baht)
           Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares  no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = ฿31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por ฿600,00 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por ฿400,00 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias ฿340,00 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização.
       

           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        
       


       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média ฿100,00 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de ฿80,00 baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por ฿200,00 baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por ฿400,00 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 Reais
       
      (((((Continua no próximo post)))))
       
       
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    • Por RafaMM
      Nossa aventura começou no início de junho. Estava grávida de 6 meses e minha filha estava completand 3 anos. Foi uma aventura incrível conhecer o Piauí. O período foi de seca, não pegamos nenhum dia de chuva. O interiorzão do Piauí e o litoral são incríveis, muito a ser explorado. A Serra da Capivara é uma beleza à parte, com bastante estrutura. Como estávamos de carro, compramos bastante artNos apaixonamos pelo estado!
      Mambaí (08 a 11/06) - saímos de Brasília cedo. Resolvemos ir por Mambaí e de quebra ficar uns dias lá. A nossa situação é a seguinte: somos um casal com uma filha de 3 anos e na época da viagem eu estava grávida. Uma aventura e tanto. Marcamos pelo booking.com o Mambaí Inn, que são alguns chalés. visitamos a Cachoeira do Funil, a Caverna Lapa das Dores, a Cachoeira do Alemão e a Cachoeira Paraíso do Cerrado, sendo que esta última foi a única que não precisava de guia. Para acessá-la, tem que ir até a cidade de Damianópolis, tem no maps. Lá os donos cobram e levam você até a cachoeira. As cachoeiras de Mambaí precisam de guia que você consegue na cidade. Essas que fomos são acessíveis para grávida (eu) e criança de 3 anos.
      Barreiras (11/06) - marcamos no Ventura hotel. Simples e ok, valeu a pena. Só dormimos para ir em direção ao Piauí, Na volta para Brasília dormimos lá também.
      Bom Jesus do Piauí (12/06) - marcamos no Hotel Brasão, o que foi um vacilo dormir lá. Em uma cidade do lado chamada Cristino Castro, dá para dormir em um lugar chamado Gurgueia Park Hotel, que tem piscina de água natural, além do fato de que se você tiver de 4x4, dá para fazer um passeio incrível, como os cânyons do Viana. Muito a ser explorado no Piauí!
      Coronel José Dias (Serra da Capivara) (13 a 15/06) - marcamos pelo airbnb uma casa incrível, com o visual lindo para o parque. Ficamos encantados com a Serra da Capivara. Visitamos o Museu da Natureza, construído por Niède Guidon, incrível. Marcamos um guia para um dia, que nos levou para o parque (pinturas rupestres) e para o pôr do sol no Vale das Andorinhas (que tmb tem pinturas rupestres). Pena que não vimos as andorinhas, pois elas não apareceram, mas quando elas aparecem dizem que é um espetáculo à parte.
      Teresina (15 a 17/06) - marcamos pelo booking.com um flat em um condomínio. Tomamos café em  um dia no mercado Mafoá e fizemos um passeio pelo encontro dos rios Poti e Parnaíba. À noite fomos na festa junina do shopping Rio Poti. 
      Pedro II (17 a 19/06) - ficamos em uma pousada muito legal chamada Pousada Rústica, bem rústica mesmo. Passeamos pela área central onde ficam várias lojas de opala. Aproveitamos e marcamos um passeio com uma guia, por dois dias, que nos levou para o morro do Gritador, uma mina de opala e algumas pinturas rupestres que estão bem danificadas (Torres). Também conhecemos um lugar incrível chamado Parque Nacional de Sete Cidades, que fica entre Piripiri e Piracuruca, com pinturas rupestres e formações rochosas incríeis. Além disso tem um banho de cachoeira no final.
      Barra Grande (20 a 24/06) - ficamos na pousada Eolos, bem gostosa. Fomos para Barrinhas, fizemos alguns passeios locais na região de mangue para ver cavalo marinho, fomos conhecer o maior cajueiro do mundo em Cajueiro da Praia. Em um dos dias passamos o dia em Coqueiro, no Aimberê Eco Resort. Conhecemos a praia de Carnaubinha. Fizemos um dia no Delta do Parnaíba.
      Atins, Lençóis Maranhenses (24 a 28/06) -  ficamos pelo Air BNB, foi bem legal. Saímos de Barra Grande para Barreirinhas, no Maranhão. Estrada no Maranhão está precária, mas tivemos a sorte de conhecer os Pequenos lençóis maranhenses. Lindo! A estrada que vem do Piauí passa bem no meio. Tem lugar para estacionar e tomar banho nas águas formadas entre as dunas. Chegando em Barreirinhas, deixamos nosso carro e pegamos um barco pelo rio Preguiças (tem que ficar de olho nos horários). Demais! Em Atins fizemos dois dias de passeio no parque. Vimos o por do sol maravilhoso no parque. Posso dizer que foi um dos lugares mais incríveis que conheci! Também fizemos o passeio dos guarás, mas vimos poucos. Foi bem legal.             
      Castelo do Piauí (28 a 30/06) - valia uns dias a mais. Tem um único hotel bem ruim, mas era o que tinha. Fizemos o passeio dos canyons do rio Poty, lindo! Tem o passeio na formação rochosa que dá nome à cidade e um outro passeio que só faz de 4x4, que dá para fazer um passeio pelo rio e ver artes em rupestres em relevo. Nesses últimos não fomos. Essa região vale mais tempo!!! Muito pouca explorada!
      Serra da Capivara (01 a 03/07) - passamos o aniversário do Dani por lá. Voltamos para lá porque gostamos muito. Nos hospedamos na fábrica de cerâmica e fizemos umas comprinhas. Fizemos alguns outros passeios e rumamos de volta para Brasília.
      Cristino Castro (03/07) - ficamos no hotel Gurguéia. Delícia com piscina de água natural. A região tem lugares interessantes na serra. Vale a pena conhecer melhor.
      Barreiras (04/07) - dormimos no mesmo hotel
      Posse (05/07) - dormimos em uma pousada bem gostosa e dia 06 estávamos em BSB
       
    • Por Anderson Paz
      O Parque Estadual de Monte Alegre - PEMA pode ser facilmente incluído em uma viagem por Santarém e Alter do Chão. Para chegar no município de Monte Alegre, é necessário pegar uma balsa no porto do DER em Santarém, com saídas diárias conforme a escala abaixo (desconsiderem a frase e a seta indicativa hehehe) e duração de aproximadamente 2h de viagem até Santana do Tapará, de onde saem carros (transporte alternativo) ou ônibus regulares com destino a Monte Alegre (R$30, 1h15 de viagem).


      O parque se situa a cerca de 35km do centro de Monte Alegre. Criado em 2001, abrange uma área de 3.678 ha com vegetação de Cerrado, formações geológicas super interessantes, grutas e ainda pinturas rupestres com cerca de 12 mil anos de idade. Vale a pena reparar na paisagem ao longo do caminho entre a cidade e o parque, na qual se verá os campos de Monte Alegre: formações de campo sujo em que o capim natural parece que foi roçado por alguém.

      Para conhecer o parque é recomendável ir com carro traçado, pois há alguns trechos com areia fofa e alta. O guia atualmente é obrigatório. Fomos com o agente de turismo Natio (NW Transfer - 92-991810506) e com o guia Ilivaldo, ambos super atenciosos e com muito conhecimento sobre a região.

      As paisagens de Cerrado imersas na Amazônia são maravilhosas! E digo isso como um "calango do Cerrado do Planalto Central". 😂

      O PEMA é um campo cheio para quem curte pinturas rupestres e de viajar na imaginação sobre os povos originários. Logo na entrada do Parque, nos deparamos com a Serra da Lua, um paredão com pinturas de 11.200 - 12.000 anos que se estendem por mais de 200 m. Entre as figuras, alusões ao sol e lua, figuras zoomórficas, outras antropológicas, outras que cada um pode interpretar da maneira mais conveniente para si, deixando a imaginação fluir. Interessante ver como algumas pinturas foram feitas em locais mais altos. Será que usavam escadas, andaimes ou em alguns locais subiam uns nos outros, como os pichadores dos nossos dias? Ainda não se sabe a resposta e provavelmente nunca saberemos exatamente.
       
       
       
       
      Do alto da Serra, é possível ver melhor o design do centro de visitantes/complexo de musealização, que foi construído inspirado nas pinturas rupestres e tem banheiro e espaço para loja, lanchonete, museu e biblioteca, mas que por enquanto ainda não está em pleno funcionamento. Ô, Governo do Pará, vamos dar mais atenção para este lugar incrível!

      Seguindo pela estrada, chegamos à Pedra do Mirante. O nome por si só já define o local. Um dos melhores pontos para se ter uma vista em 360° da paisagem e se deslumbrar com o rio Tapajós ao longe, encontrando uma faixa de floresta amazônica que depois se entremeia na vegetação de Cerrado.
       

      VID_20191208_101547.mp4 Mais adiante na estrada, chegamos à Gruta de Itatupaoca, com 56m de comprimento e uma bela entrada de cerca de 9,5m de altura. Dentro da gruta, infelizmente há traços de vandalismo de um pastor doido (segundo o guia) que pendurou uma garrafa de plástico no teto e escreveu uma frase em referência a Deus no teto da entrada. 
       
      Seguindo o caminho, chegamos à Pedra do Cogumelo, uma formação bem interessante, que fica isolada, bem no meio do Cerrado. E um pouco mais adiante, avistamos a Pedra da Tartaruga, que fica na parte alta da serra. De longe parece mais um pato pra mim (hahaha!), mas olhando melhor se vê a tartaruga em cima da base de rocha. 
       
      Mais adiante no parque, encontramos o Painel do Calendário, com mais figuras de animais, outras geométricas abstratas e as que motivam o seu nome que consistem quadradinhos marcados, como se indicassem a contagem de dias. Ou seria de pessoas, de animais ou de qualquer outra coisa?!
        




      A partir do Painel iniciamos uma caminhada um pouquinho cansativa de cerca de 20 min até a Pedra do Pilão. Com cerca de 8m de altura e uma bela visão da paisagem,  é um dos atrativos de maior destaque no parque.



       
      No nosso percurso acabamos não visitando a Gruta do Pilão (caverna da Pedra Pintada), a qual tem mais mais algumas pinturas rupestres, pois estava fechada por conta de infestação de marimbondos (ou "cabás" em bom paraense hehehe).

       Realmente valeu muito a pena incluir Monte Alegre na viagem pela região de Santarém e Alter do Chão. Se quiser ver algumas dicas de Alter do Chão, acesse o meu Instagram de viagem: https://www.instagram.com/viajadon_/


      Outras informações:
      - O nosso condutor Natio levou frutas, água, suco e biscoitos no passeio, então não tivemos que nos preocupar com comida e água previamente.
      - O passeio tem uma duração total de 5h30, 6h com saída às 7h30 da sua hospedagem.
      - Ficamos no Hostel Itatupaoca. O local é uma grande casa com posição e vista privilegiadas. O preço era bom, o café da manhã simples, mas bastante satisfatório, porém ficamos decepcionados com a limpeza do local e com o conforto das camas. Para reservar hospedagens, acesse o link https://join.booking.com/r/d/8065942d?lang=pt-pt&p=4
       
       
    • Por mcm
      Estivemos outras duas vezes pelo Leste Europeu. Os relatos podem ser vistos nos links abaixo:
      De Helsinque a Lubljana
      Leste Europeu II - Romênia, Sérvia e Bósnia
      A escolha dos três países foi circunstancial. Eram países que ainda não conhecíamos. Nos arredores da região também estavam na lista Montenegro, Albânia e a costa croata, que acabaram excluídos por questões logísticas. Encontramos passagens promocionais pela Norwegian para Londres, e aqueles saudáveis preços baixos com as low cost locais para o Leste. Ideia inicial era começar em Dubrovnik, mas acabei gostando mais da logística que prevaleceu.
      Foram duas semanas de férias, partindo num sábado e voltando num domingo. 
      Cidades e países
      Pristina, Prziren (Kosovo)
      Ohrid, Skopje (Macedônia)
      Sofia, Veliko Tarnovo, Plovdiv (Bulgária)
      Além disso, passamos um dia inteiro em Londres na volta. 
      Gastos
      Menos de 50 euros/dia por pessoa no Leste. Exclusive passagens aéreas somente. Incluindo algumas esbanjadas nas jantas (nos permitimos, sobretudo pq não almoçamos).
      Em Londres, mais de 100 euros/dia por pessoa. Londres é cara demais.
      Hospedagens
      Nome – Onde - $$ dia    
      Ibis budget Luton - Londres – 35 GBP
      Sleep Inn Prishtina   - Pristina - 21,25 EUR
      Guesthouse Hotel My Home - Prziren – 23 EUR
      Ivanoski Studios and Guest Rooms - Ohrid – 23 EUR
      Hotel Old Konak - Skopje – 28 EUR
      Rooms43 - Sofia – 51 BGN
      Hostel Pashov - Veliko Tarnovo - 35,7 BGN
      Gramophone Hostel - Plovdiv – 50 BGN
      ibis budget London Whitechapel - Londres - 80,75 GBP
      Passagens
      Rio – Londres – Rio (Norwegian) = 2,8 KBRL cada
      Londres – Pristina (Wizz) = 51 USD cada
      Plovdiv – Londres (Ryanair) = 78 EUR cada
      Em todos os voos apenas compramos o assento, além da passagem. Dispensamos refeições e não despachamos bagagem, viajamos com mochila de mão.
      Os ônibus internos custavam em média 10 euros por cabeça, salvo engano. Não anotei cada um. Exceto de Skopje para Sofia que, salvo engano, custaram quase o dobro. 

      Relato
      Chapei de sono durante quase todo o voo da Norwegian. Galera reclama de ser tudo cobrado e de ter poucas opções de entretenimento. Na boa, eles avisam que é *tudo* cobrado. Inclusive água. Não tem travesseiro, cobertor, essas coisas. E nem me fez falta. Compramos água no aeroporto e foi tudo numa boa. Viva a Norwegian (enquanto mantiver esses bons preços)!
       
      Dia 1 - Londres
      Nosso dia 1 resumiu-se a chegar em Londres no Gatwick e pegar um trem até Luton, onde dormiríamos perto do aeroporto para no dia seguinte seguir viagem para Pristina, Kosovo. Houve algum contratempo com o trem, parece que houve um acidente na linha que pegaríamos. Sem galho, fomos redirecionados a outra e seguimos viagem. Como o vôo chega às 16hs em Londres, chegamos a Luton já de noite. Sob chuva. Ainda me meti a tentar ir andando da estação até o Ibis Budget, mas isso revelou-se um erro. Não é área afeita a pedestres. Logo voltamos e identificamos que o ônibus que conecta a estação com o aeroporto para perto dos hotéis, e a ida está inclusa no bilhete de trem. Simples assim. Enfim, ibis budget, janta e dormir. 
       
      Dia 2 – Pristina, Kosovo
      Acordamos de madrugada 3am e fomos andando para o aeroporto (sempre acho um luxo ir andando para o aeroporto!). Coisa de 15 minutos. Novamente chuvinha, que não deve ter parado desde nossa chegada. Nosso voo partiu às 6 e levou umas 3,5 horas até Pristina.
      O Kosovo é o país mais recente da Europa e um dos mais recentes do mundo. Tornou-se independente em 2008, com grande apoio dos EUA. Mas diversos países (Brasil entre eles) ainda não reconhecem a independência. Sobretudo o país de quem o Kosovo se libertou, a Sérvia.  As reverências aos EUA aparecem em algumas homenagens: estátua do Bill Clinton, rua George Bush, estátua da Madeleine Albright. Foi o que vimos. O Kosovo tem forte influência albanesa (é a língua do país), e viveu história semelhante à da Bósnia em relação aos sérvios (isso para simplificar MUITO a coisa). É um país com forte cultura islâmica, com diversas mesquitas. Desde minha ida à Turquia em 2012 que passei a adorar o azham, a chamada para a oração. Adoro toda vez que ouço a chamada pelos minaretes das mesquitas. No Kosovo ouvimos muito.
       
      Tempo completamente diferente no Kosovo. Céu azul, aberto. Chegamos, perguntei nas informações sobre preço de taxi para o centro (15 euros fixos), e partimos.  Tinha lido sobre motoristas que tentavam cobrar 20 ou 30. Taxi nos deixou na avenida principal de pedestres, nossa pousada era em algum canto paralelo a ela. Encontramos rapidamente. Não havia comunicação em inglês, mas nos entendíamos. Foi a melhor hospedagem da viagem, tudo novo e ótima localização. Largamos mochilas e saímos para explorar a cidade.
       
       
       
       
      Em poucas horas já havíamos percorrido os principais pontos turísticos da pequena capital kosovar. Eu sabia que, para nosso ritmo, um dia seria suficiente. Mas queria evitar de já começar viagem saltando de lugar em lugar, então optamos por esticar nossa estadia em Pristina.
       
       
       
       
      Nesse dia demos longos rolês, chegamos até a repetir algumas áreas. Foi bem bacana. Curtimos um ótimo pôr do sol do alto da torre (campanário) ao lado da igreja moderna.
       
       
       
      E jantamos no badalado (e muito bom!) Liburnia, com direito a uma taça de vinho muito guerreiro local. Meu prato foi um lamb tradicional, que estava ótimo. Dormimos mais cedo nesse dia.

      Dia 3 – Pristina, Kosovo
      Dormimos muito, mas merecidamente. No dia anterior estávamos acordados direto desde às 3am de Londres. Dentro do conceito de slow travel desses primeiros dias, fomos tomar café na rua principal e rodar mais pela área. 
      Em Pristina vi que os carros estacionam em qualquer canto disponível, tal qual vi na Rússia em 2012. Mas em geral param na faixa para os pedestres. Outra coisa que reparamos foi o cumprimento entre pessoas: são 3 beijos no rosto.
      Às 11am fomos fazer o free walking tour, que foi bacana. Bem informativo. Passou pelos lugares que já havíamos visitado antes, ahahaha, mas agora com mais contexto. Era uma 2ª feira, dia de museus fechados. No domingo estivéramos num museu nacional, que achei meio decepcionante. Belo externamente (vale passar para vê-lo de noite também), mas sem muito interessante o que ver dentro.
       
      Depois do tour, pegamos um taxi para Gracanica (7eur). Patrimônio Unesco, lugar lindo. Afrescos sensacionais, que não podem ser fotografados. Admiramos muito o lugar. Voltamos de busum. Havia alguma troca no meio do caminho, e não conseguimos nos comunicar em inglês, mas a galera simpática nos ajudou com mímica. Entendemos que era para esperar com eles e seguirmos o mesmo caminho. De busum era beeeem mais em conta, 0,5 eur.
      Nesse dia rolaria um jogo importante para o Kosovo contra Montenegro, uma qualificatória para a Eurocopa. Era no estádio local, bem perto de onde estávamos. Mas o guia do walking tour avisou que já estava esgotado (alguém do grupo confirmou que não conseguiu encontrar ingressos), e sugeriu de irmos um local perto do estádio cheio de bares e alguns com telões para a galera assistir. Fomos num de cervas artesanais e curtimos o Kosovo vencer por 2 x 0, com a galera local (ao que me pareceu) celebrando. Bem bacana. No bar vimos diversos vendedores ambulantes entrando para vender coisas (amendoim, cigarros). E vimos pedintes entrando também. Coisas a que não estamos acostumados no Rio.
      Jogo acabou tarde, e havia poucos restaurantes ainda abertos. Felizmente caímos num que foi muito bom.
       
       

      Dia 4 – Prizren, Kosovo
      Acordamos e saímos cedo, fomos andando até a rodoviária. Prizren. Galera orientou a esperar no box 5, que é de onde partem os ônibus para Prizren. Não precisava comprar antes, paga no próprio ônibus. O nosso saiu às 8:20. Nada de cinto de segurança. Nem mesmo p motorista usava, ou tinha. Viagem saiu por 4 euros cada. 
      Chegamos em Prizern, e optei por garantir logo nosso busum que sairia às 5 da matina no dia seguinte para Skopje. 10 Euros. Depois fomos andando até o centro histórico para nossa pousada. O cara da pousada falava português, muito simpático. Ele tinha morado em Moçambique. 
       
       
       
       
      Prizren é muito charmosa no centrinho histórico. A ponte lembra Mostar, mas beeem menor. Era outro lindo dia. Eu tinha um roteiro de caminhada que percorria os pontos turísticos da cidade, e que esticava por uma trilha mais longa até a fortaleza, que foi o que fizemos. Passamos por igrejas sérvias destruídas pelos albaneses em 2004, e que até hoje estão fechadas para a visitação. Cercadas com arame farpado. Em frente a uma delas, que é patrimônio Unesco, um simpático menino veio falar conosco. Aquela coisa, Brasil, futebol, etc. Ainda o nosso melhor embaixador, o futebol.
       
       
       
      A longa trilha é bem bacana, passando por bonitos lugares no caminho. Até o belo visual da Fortaleza. Curtimos bastante. Depois ficamos de relax pela cidade, fazendo café crawl, e depois cerva crawl. Ainda subi novamente a Fortaleza, pela trilha mais rápida, para o pôr do sol. Jantamos, demos nosso rolê noturno, e fomos dormir um pouco mais cedo. Madrugaríamos novamente.
       
      Uma coisa que me recordo do Kosovo é que raramente via bebidas (e respectivos preços!) no cardápio. Era meio que na base da confiança, e os preços eram meio que uniformes mesmo.
       


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