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Patagônia Norte Argentina no verão: Bariloche, El Bolsón, Villa La Angostura e San Martin de los Andes sem neve (só nos picos das montanhas)
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Continuando mais um pouco... Dia 5 - Acordamos cedo, fomos tomar o desayuno no albergue, 1500 pesos o café com duas tostadas, mermelada e manteca. Já arrumamos as malas e deixamos no carro (o que
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Mais um pouquinho... Dia 6: Acordamos mais tarde nesse dia, cansados do batidão dos dois dias anteriores, aproveitei pra lavar roupa (a dona dos chalés disponibiliza a máquina de lavar) de manhã.
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Dia 8: Voltamos a pegar a Ruta 40, agora pro norte, até San Martin de los Andes, fazendo a Ruta de los 7 lagos. Fizemos sanduíches para comer na estrada e bora. Já disse que a estrada tem paisagens li
Olá mochilers!! Acabei de voltar de viagem de uma região muito visitada pelos brasileiros no inverno, mas bem pouco no verão, a Patagônia Norte Argentina. A viagem foi focada em trilhas, mas também rolou bike e praias de rios e lagos. Teve também alguns dias em Buenos Aires antes e depois, porque comprei meu voo "quebrado": São Paulo - Buenos Aires- São Paulo, pela Air Canadá (melhor preço, considerando que incluía uma mala despachada),e Buenos Aires - Bariloche - Buenos Aires pela Aerolíneas Argentinas, tb com mala despachada. Compras assim ficou mais barato que pela opção multidestinos, e pra mim sempre é um prazer passar por Buenos Aires. Em relação ao câmbio, trocamos um pouco e mandamos um pouco por western union. Em ambos pegamos a cotação 1 real para 68 pesos, só que o wester union cobra uma taxa, proporcional ao quanto vc mandou, e onde eu saquei tb cobrarm comissão de 1%. Pra mim não foi muito vantajoso, pq peguei fila de 1 hora e o local me deu tudo em notas de 100 e 200 pesos. Um calhamaço de dinheiro. Troquei no pagfacil da praça de El Bolsón.
Vou concentrar aqui o relato da Patagônia:, de 10 a 19 de janeiro.
Dia 1 - voo para Bariloche, retirada do carro alugado - alugamos com a empresa Fit Car Rental, diretamente com eles por whatsapp, pagamento via wester union (cotação blue) antecipado - tudo bem com o carro, muito mais barato que alugando pela rentcars, total com seguro full por 9 diárias e umas horas a mais 1900 reais. Em Bariloche nos hospedamos em um airbnb na altura do km 13 da Avenida Bustillo. Achamos ótimo se hospedar por lá, tem mercado bem perto e está próximo das principais atrações da cidade. Deixamos as malas e fomos almoçar num espaço de foodtruks chamado Manduka, ali comemos um sanduíche de cordero braseado no forno a lenha e as primeiras pintas de cerveza artesanal local. O lanche 2000 pesos, a pinta 700 pesos. Dali fomos para o Cerro Campanário, subimos pelas aerosillas (teleférico) , valor 2200 pesos. estava um dia lindo mas com muito vento. A vista lá é incrível, sem palavras. Descemos e fomos tomar mais umas cervezas no Manduka (é quase do lado da entrada do Cerro). Depois mercado (o La Anonima tem em todas as cidades da Patagônia e tem bastante variedade em padaria, queijos, vinhos e carnes; o Todo achamos muito básico, embora um pouco mais barato). Preço de mercado muito bom, vinhos bons a partir de 9 reais!!!! Gasolina cerca de R$ 2,50 o litro!!! Isso mesmo!
Dia 2 - Fizemos o Circuito Chico de bike! Deixei previamente reservado 3 bikes (fui com marido e filho de 13 anos) por whatsapp, mas o pagamento foi só lá mesmo, no Circuito Chico Adventure. Mountain bikes novas, aro 29. Valor do dia 5400 pesos. Vale muito a pena o rolê, mas é pesado. São aproximadamente 30 km com muitas subidas. O circuito passa por lagos, arroyos e cerros, além do Parque Municipal Llao Llao, que tem trilhas curtas e médias, tudo gratuito. Passamos o dia fazendo o circuito. Ao lado do arroyo Lopes tem um parador bem charmoso pra tomar um café, comer um pancho (cachorro quente, 700 pesos) ou sanduíches frios, como de presunto cru e queijo (foi minha escolha), pelo mesmo preço. Na entrada do parque municpal, onde tem a casinha do guardaparque, tem um mini trailer de café que é imperdível para tomar um chocolate caliente, o qual na Argentina sempre é chocolate de verdade derretido em leite quente, e não achocolatado. Nesse dia conseguimos fazer a pequena trilha Sendero de los Arrayanes, onde uma passarela de madeira abraça alguns exemplares dessa árvore de casca cor de canela, crescimento lento e tortuoso, bem rara mas que possui um bosque na região (acessado por passeio de barco, não fizemos). Pegamos a bike as 11 e devolvemos as 17h. Mortos. Fomos pra casa descansar e a noite fomos conhecer o centro de Bariloche. Pra mim vale a pena só pra comprar chocolates. Recomendo a Rapanui, na Av. Mitre, onde vende o incrível FRANUI, framboesas banhadas em chocolate branco e em chocolate amargo, 890 pesos. Das melhores comidas da viagem. Nesse dia também comi uma pasta incrível, raviolone (um ravióli grande) de espinafre com recheio de abóbora (calabaza, sempre presente nos pratos deles) e molho de cogumelos nativos. Esse foi uns 1600 pesos também numa praça com foodtruks na avenida mitre.
Día 3 - Voltamos pro Circuito Chico pra fazer algumas coisas que a bike não deixou. Fizemos a trilha do Cerro Llao Llao, no parque municipal. Subida de uns 45 minutos com uma vista linda, aliás a vista é linda ao longo da trilha inteira. Descemos e fomos até às prainhas de Villa Tacul. Esse dia estava mais quente, mas ainda bastante vento, então não teve vemos coragem de entrar na água, só tomamos um sol patagónico, que queima muito mais que eu imaginava e molhar os pés. Essas praias são do Lago Nahuel.Huapi, mas por estarem mais abrigadas pelo relevo, nelas venta menos e a água tende a ser menos gelada. Lembrando que quase todos os lagos da região são formados por degelo. Às prainhas tem vista maravilhosa, água incrivelmente transparente ,mas são de pedra, como a maioria da região, então não é fácil ficar entrando e saindo da água, o pessoal entra de crocs. Ali entre às prainhas também tem as ruínas de uma casa que dizem que o Hitler passou por lá. Dali fomos para a Colônia Suiza (tudo isso no Circuito Chico), lugar delícia para passear, comer, e ver artesanato. Recomendo o sorvete Jauja, que depois voltei a tomar em El Bolsón (a sorveteria é de lá), tomei o de arándano (mirtilo, ou Blueberry, é nativo da região) nesse dia, preços a partir de 600 pesos. Dali fomos pra casa e fizemos nosso asado, compramos uns bifes de chorizo e provoleta no mercado Lá anônima, um vino tinto, e nós sentimos os verdadeiros patacóns. Vantagens de alugar uma casinha, aliás, essa super recomendada, posso mandar o link.
Dia 4- Deixamos nossa casinha e fomos para o Cerro Tronador. Fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, entrada 3500 pesos. 40 km de estrada de rípio, como horários para ir e para voltar. Ida das 10:30 as 13:30. Entramos logo que abriu. A paisagem até lá é espetacular, a estrada bem ruim, perigosa, cheia de curvas e precipícios. Destaque para a área "Los rápidos", um ponto do Rio Manso, para o Lago Mascardi, que tem um tom verde azulado absurdo e para o Mirador Isla Corazón, uma ilha no lago Mascardi com esse formato. Incrível. Depois de quase duas horas, chegamos em Pampa Linda, um micro centrinho onde está o guardaparque, um camping, um albergue e uma pousada. Todos servem desayuno, almuerzo e cena. A maioria das pessoas que vai pra lá vai de van dessas de passeio, só para passar o dia. Nós dormimos uma noite no Albergue para aproveitar melhor tudo o que queríamos fazer ali e pegar os pontos mais vazios. Chegamos, deixamos as malas no albergue (quartos e banheiros compartilhados, 5500 pesos por pessoa sem café da manhã), fomos comer ali, hamburguesa com papa frita por volta de 1800 pesos. Fomos fazer a primeira trilha do dia , Saltillo de las Nalcas, trilha curtinha para uma cachoeira bem bonitinha. O caminho é lindo, destaque para a ponte com vista pro Tronador. Dali , de carro, uns 7 km acima, fomos para o Ventisquero Negro, um dos 7 glaciares do Cerro Tronador, cujo degelo arrasta sedimentos e deixa uma coloração escura, e forma um lago verde água leitoso, onde bóiam icebergs bebês. Chorei. Desse lago forma o Rio Manso, que citei acima, que mantém a mesma cor , cruza a cordilheira e vai desaguar no Pacífico. Por fim , um quilometro acima, chegamos até a base do Cerro Tronador, um paredão de onde se vê o Glaciar Alerce, e algumas cachoeiras. Alifizemos a trilha Garganta do Diabo, também curta, mas com bastante subida, onde adentramos neste paredão e vemos as cachoeiras mais de perto. Ali também tinha vários lugares com neve. Lindo demais. Pegamos esses dois lugares, que costumam ter bastante turista, totalmente vazios, pois subimos a hora que as vans de passeio já estão voltando. Voltamos com o sol começando a descer (por do sol na região no verão é entre 21:30 e 22h). Banho e fomos tomar uma sopinha no restaurante do camping. 2000 pesos a sopa de abóbora com cenoura, deliciosa mas pequena. As coisas no cerro tronador são caras, mas dá pra entender pelo isolamento total do lugar. Tínhamos levado um vinho, e tomamos com a sopa, e depois no saguão do albergue, onde tinha uma galera comendo, bebendo e conversando sobre as aventuras do dia.
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Editado por JanaCometti