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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!

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Índice do Relato:

[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem

[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

[Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

[Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

[Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

[Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.

[Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

[Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

[Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

[Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

[Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]

[Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

[Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

[Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.

[Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

[Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

[Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.

[Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.

[Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.

[Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

[Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.

[Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

[Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

[Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.

[Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.

[Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.

 

::hãã2:: Instagram em que costumo(ava) postar tudo quando viajo:

@queridopassaporte (não o utilizo mais, está bem desatualizado, mas tem umas publicações legais por lá)

Qualquer dúvida, estou à disposição no meu perfil pessoal: @rodrigoalcure

 

Editado:

Baixe o PDF com o relato completo:

relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf

Outra opção de download:

https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)

 

 

Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

 

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

 

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

 

O ROTEIRO:

 

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

 

mapa_roteiro_bolivia_chile_peru.jpg.1842a58fc66de38e4112b07ef866ea59.jpg

 

  • 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

 

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

 

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

 

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof

http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html

 

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

 

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.

http://www.decathlon.com.br/

 

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II

http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html

 

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6

https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html

 

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

 

SOBRE AS MOCHILAS...

 

Usei uma Forclaz 50L Quechua...

http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478

 

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.

http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us

 

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

 

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

 

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

 

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:

  • 7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

 

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NA PASTA DE DOCUMENTOS:

  • Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

 

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

 

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

 

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

 

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

 

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

 

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

 

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

 

NO MONEY BELT:

  • Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

 

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

 

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

 

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

 

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

 

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

 

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

 

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

 

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

 

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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”

Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”

Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”

Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

 

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::

Editado por rodrigovix

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Rodrigo, seu relato esta simplesmente demais!! lindas fotos ::love::

 

Será que vc poderia me mandar como foi a parte de Ica e o deslocamento para Cusco por favor?? ::sos::

 

parto agora em 01/08 ansiedade a milhoes! ::hahaha::

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Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

08/04/15

 

A viagem para Arica foi bem tranquila, até porque dormimos a viagem toda. O problema é que foi tranquila até demais. A previsão, segundo nos informaram, era chegar às 7h, e acabamos chegando um “pouquinho” mais cedo. Pouquinho tipo 2h30!!!!!!!!!!! Pois é, eram 4h30 da madruga quando o ônibus parou numa rodoviária e todo mundo desceu.

 

Aqui cabe um parênteses. No planejamento dessa viagem, pensamos em tentar um desvio de roteiro tradicional nesta parte, mas não tivemos muito sucesso por conta da ausência de informações. A ideia era tentar ir para uma região mais ao sul onde há uma linda praia chamada Caleta Vítor. Até fiz um tópico aqui no mochileiros perguntando se alguém tinha ideia de como chegar lá (acesse aqui), mas não houve respostas. A intenção era ir até lá pra conhecer e depois retornar a tempo de pegar um transporte em Arica rumo a Tacna e, lá, um ônibus noturno pra Arequipa. Enfim, não rolou. Se alguém se arriscar e conseguir, por favor, poste aqui o relato. :D

 

Como chegamos muito mais cedo que o previsto, tivemos que ficar no terminal aguardando o dia amanhecer, ou mesmo as lanchonetes abrirem para tomarmos nosso desayuno. Era preciso nos desfazer dos últimos pesos chilenos restantes, pois não retornaríamos ao Chile. Por volta das 7h40, tomamos um café da manhã (2 sanduíches completos + 1 coca 591ml por 6.400 pesos no total) e usamos o banheiro (250 pesos cada).

 

Como nosso plano de ir à Caleta Vítor tinha sido abortado, tínhamos um tempo para conhecer Arica. Confesso que não estava tão empolgado por isso, mas, já que a praia estava a 15 minutos de caminhada do terminal, decidimos dar uma conferida. Tirando a experiência de ver o oceano pacífico pela primeira vez, e testemunhar um belo nascer do sol, a cidade não pareceu muito convidativa ao turismo. Até tem o tal “Morro de Arica” com um mirante pra cidade, mas não era nossa prioridade, então fica a dica pra quem quiser gastar um tempo maior por lá.

 

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Voltamos para o terminal e fomos informados de que o transporte para Tacna era feito na estação de táxis Internacionais (autorizados), que ficava ao lado. Lá encontramos duas opções: ônibus, por 2.000 pesos, ou táxi com 5 passageiros, 3.000 pesos cada, ambos com uma taxa terminal de 300 pesos cada. Optamos pelo táxi por dois motivos: pouca diferença no preço, e, como estaríamos em menos pessoas, a passagem na fronteira seria feita mais rapidamente. E a motorista nos ajudou bastante, preenchendo os formulários, organizando os documentos pra gente e nos apontando os caminhos. Foi bem tranquilo.

 

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Obs.: na entrada do estação de táxis, muitos taxistas irão te abordar do lado de fora oferecendo a viagem. Eu não quis arriscar e passei direto, porque os lá de dentro eu sei que são autorizados. Fica a critério de cada um.

 

Primeiro, passamos pela imigração do Chile. Depois, a do Peru. Chegamos em Tacna exatamente 1 hora depois de sair de Arica, e a motorista nos deixou no terminal de lá. Ao chegar, lembre-se de ajustar o relógio para 2 horas a menos em relação ao Chile.

 

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Ainda havia restado 9.000 pesos, mas foi tranquilo porque no terminal de Tacna eles fizeram o câmbio pra nós. Trocamos por uns 39 soles, claro que numa cotação pior do que normal, dadas as circunstâncias.

 

Ah, importante dizer que, ao chegar no terminal de Tacna, um trilhão de vendedores enjoados irão te abordar vendendo passagens para todos os lugares do planeta, dando “descontos imperdíveis”. Cabe a você aceitar ou não. Um deles nos abordou e nós ficamos resistentes no começo. Mas ele insistiu tanto, e depois até nos ajudou a conseguir cambiar alguns reais em soles, que decidimos ajuda-lo também. Choramos desconto com ele e de 30 soles a passagem ônibus semi-cama, banheiro, ar-condicionado e vista panorâmica (aquelas da frente no segundo andar) pra Arequipa caiu pra 22 soles (mais 1 nuevo sol da taxa terminal). Ainda demos 1 nuevo sol de “propina” (gorjeta), o que o fez pular de alegria, nos abraçar e começar a gritar "Brasil, Brasil, Brasil". Valeu só pelo show haha! Se fossemos direto no guichê, sairia por 20 soles, então pra gente não foi muito problema.

 

Comemos um outro desayuno disfarçado de almoço (afinal, chegamos no Peru e era mais cedo do que quando saímos do Chile hehe, coisas do fuso) por 15 soles para duas pessoas. Aproveitamos para pagar a taxa terminal de 1 nuevo sol.

 

Antes de embarcar (horário previsto de saída às 9:20h), eles filmaram nosso rosto. Isso é bem normal por essas bandas, principalmente para os casos de acidente em que precisarem reconhecer os passageiros. “Imagina a beleza dessa estrada”, pensamos na hora hahaha. É rir pra não chorar. ::lol4::

 

Eram 9:35h quando o ônibus finalmente saiu. Depois disso, foram 6h30 até Arequipa, numa viagem que, aparentemente rápida, pareceu interminável pra mim. Mas tudo seria recompensado à primeira vista do El Misti. Arequipa, sem dúvidas, foi uma das boas surpresas dessa viagem. Mas isso é papo pro próximo capítulo.

 

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SALDO DO DIA:

$3.200 desayuno em Arica

$250 banheiro

$3.000 passagem táxi Arica x Tacna

$300 taxa terminal

s/23 passagem ônibus Tacna x Arequipa + gorjeta

s/7,50 desayuno em Tacna

s/1 taxa terminal

TOTAL: $6.750 + s/31,50 (US$ 24)

 

Próximo capítulo: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

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Pessoal, desculpa a demora no relato, o tempo tá realmente corrido demais.

 

Vou tentar responder as dúvidas de cada um, belê? Valeu pelos comments!

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Rodrigo, parabéns pelo post. Estava planejando fazer o mochilão no início do ano, porem com o roteiro inverso. Mas, com todos esses detalhes que você postou, já estou considerando fazer o mesmo roteiro que voce.

 

Aguardando os próximos capítulos.

 

Obrigado, Lucas. Pode seguir por esse roteiro que é sucesso na certa! Bom demais.

 

Rodrigooo, o F5 já está virando meu amigo de tanto vir atrás do próximo relato haha vou no final de Agosto, então pelo amor do amor termina isso antes ::otemo:: a propósito, além das fotos lindas (teu amigo é fotógrafo profissional ou é milagre da câmera/lightroom msm?kk) também estou rindo muito com todas essas histórias. A velhinha surgindo da neblina foi a melhor ::lol4:: aguardando mega ansiosa pela continuação. Bj

 

haha blz Carol, vou tentar acelerar o máximo que der. Quanto às fotos, é uma mistura disso tudo aí, mas somos todos amadores de "primeira viagem" rs. Abraço!

 

Estou com uma dúvida Rodrigo, você levou a mochila de 50litros e uma de ataque, no começo da viagem vc prendia uma na outra, senão como vc fazia? E nos passeios aonde ficava sua mochila de 50l ?

 

Legal essa pergunta, Pedro. A gente fica preocupado com essa questão das mochilas, mas são raros os momentos em que você tem que ficar carregando tudo por muito tempo. As mochilas, principalmente o mochilão de maior litragem, passam a maior parte do tempo ou guardado no hostel, ou em cima de um carro, ou no bagageiro de um ônibus, ou dentro de um táxi. Quando precisavamos carregar tudo, colocava o mochilão atrás, a de ataque na frente, e tava tudo certo.

 

Nos passeios, levava apenas a de ataque. A de 50L ficava sempre nos hostels (lockers ou salas reservadas).

 

Oi Rodrigo, Você consegue se lembrar do nome da empresa de ônibus que vai de Sucre para Uyuno direto? Esse onibus verde que vc colocou a foto?

 

Hmmm não lembro, Rachel. Mas não tem erro, é só perguntar em qualquer guichê lá que eles te apontam onde fica. Acredito que só tenha uma que faça o trajeto direto.

 

Lindas fotos e acompanhando... ::otemo::

 

Valeu! ::otemo::

 

Lindas fotos, até parece que estamos lá com você. Realmente incrível. Os relatos de viagem nos fazem viajar junto e estão muito bem escritos. Esperando ansioso o desenrolar do restante da trip. Com certeza servirá de inspiração para futura ida para este lugar magnifico.

 

Po, Leo, que comentário bacana. Valeu mesmo! É um prazer poder ajudar a galera aqui.

 

Rodrigo, seu relato esta simplesmente demais!! lindas fotos ::love::

 

Será que vc poderia me mandar como foi a parte de Ica e o deslocamento para Cusco por favor?? ::sos::

 

parto agora em 01/08 ansiedade a milhoes! ::hahaha::

 

Putz, pior que tá tudo bagunçado no caderninho, Lyra. O que necessariamente você precisa saber? Bom, basicamente você chega em Ica só porque é lá que fica a rodoviária, mesmo. De lá pegamos táxi pra Huacachina (menos de 10 minutos), nos hospedamos na Casa de Arena, fechamos passeios, compramos passagem pra Cusco pro dia seguinte, no dia seguinte fizemos Islas Ballestas + Paracas, e foi isso. A viagem Ica x Cusco é cansativa e demorada, então aconselho pegar um ônibus bem confortável.

 

Seu relato está animal Rodrigo! Parabéns!!

Voltei há alguns dias de viagem com roteiro semelhante.. E como não paro de lembrar das experiências destes dias incríveis, resolvi ler seus textos! Contar para quem não viveu, não tem a mesma graça. Parece que só quem já viveu tais momentos pode compartilhar da mesma empolgação!!! Emilio também foi meu guia em Uyuni e não me serviu lhama, foi overdose de pollo na verdade!

Esperando os próximos posts!.. ::otemo::

 

Que legal, Joyce! Overdose de pollo foi demais haha. O salar é coisa de outro mundo, né? Realmente, só quem passa por essas experiências que tem noção do quanto é f***da!!!

 

Rodrigo, tem como detalhar a logística de Arequipa-Canyon-Cusco? Vou fazer o trek de 2 dias, mas estou com dúvida sobre como ir para Cusco depois. Como vc fez? Levou só mochila de ataque? Voltou para Arequipa e depois foi para Cusco? Quando chegou a Arequipa e que hora sai o ônibus para Cusco? Qual empresa e custo?

 

Valeu?

 

Eu não fiz Arequipa x Cusco, Marcus. Fiz Arequipa x Ica e depois Ica x Cusco. Mas independentemente se quiser ir pra Ica ou Cusco, a logística é a mesma. Você fecha o trekking de 2 dias pro Canyon, eles te pegam de manhã bem cedo, te levam pro mirante dos Condores, depois te levam pro ponto onde você começará a descer até o rio, depois subir um pouquinho até a parada pro almoço. Depois do almoço você continua andando até o Oasis Sangalle, onde jantará e dormirá. No outro dia de madrugada você acorda e já começa a subida, que dura umas 3 ou 4 horas, dependendo do ritmo. Chegando lá no topo você caminha um pouco até a vila onde servirão seu almoço, aí a van te leva de volta pra Arequipa. Chegando em Arequipa você já vai pra rodoviária onde pegará o ônibus noturno pra Ica ou Cusco, ou qualquer lugar que quiser. Só lembre de já ter comprado as passagens no mesmo dia que fechar o passeio pro Canyon. Ah, não quero adiantar muito pra não estragar a surpresa do relato, mas prepare-se pro trekking hahaha. Né moleza não. Abraço!

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Fala Rodrigão! Parabéns pelo relato, um dos mais completos e detalhados do fórum...Agora uma dúvida cruel: como é a meteorologia da América do Sul, no roteiro que você fez, na época entre dezembro e janeiro? Será que posso correr o risco de perder a viagem por conta da chuva? Abração!

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Emilio,

 

Viajei em 19 de dezembro, roteiro igual, até 19 de janeiro, e não perdi a viagem por causa de chuva não cara!

O começo da viagem na Bolivia, não vimos nada de chuva!

Só começamos a pegar chuva lá pelo dia 5 de janeiro em cusco. Fizemos a Salkantay e tudo o que estava planejado, e deu tudo certo! Dizem que as piores chuvas são as de fevereiro!

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Fala, conterrâneo! Estou acompanhando tudo desde o primeiro capítulo. Parabéns pela riqueza de detalhes no relato, muito bom mesmo! Parece até que estou lendo um ótimo livro.

 

No aguardo do próximo capítulo! ::otemo::

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Fala, conterrâneo! Estou acompanhando tudo desde o primeiro capítulo. Parabéns pela riqueza de detalhes no relato, muito bom mesmo! Parece até que estou lendo um ótimo livro.

 

No aguardo do próximo capítulo! ::otemo::

 

Valeu, Tito!!! ::otemo:: Vitorinha representando aqui no mochileiros rs.

 

Fala Rodrigão! Parabéns pelo relato, um dos mais completos e detalhados do fórum...Agora uma dúvida cruel: como é a meteorologia da América do Sul, no roteiro que você fez, na época entre dezembro e janeiro? Será que posso correr o risco de perder a viagem por conta da chuva? Abração!

 

Emilio,

 

Viajei em 19 de dezembro, roteiro igual, até 19 de janeiro, e não perdi a viagem por causa de chuva não cara!

O começo da viagem na Bolivia, não vimos nada de chuva!

Só começamos a pegar chuva lá pelo dia 5 de janeiro em cusco. Fizemos a Salkantay e tudo o que estava planejado, e deu tudo certo! Dizem que as piores chuvas são as de fevereiro!

 

Fala, Emílio. Valeu pelo comment. Bom, eu ia dizer que não sei muito da meteorologia pra essa época, mas a Juliana já deu uma esclarecida na sua dúvida aí. Em abril posso dizer que não peguei chuva em nenhum momento, por sorte. Aliás, o único momento de chuva foi uma chuva leve no dia seguinte a Machu Picchu, quando estávamos voltando pra hidrelétrica pela trilha do trem. Tirando isso, tempo bom sempre.

 

Abraço!

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Sensacional seus relatos, vou com meu irmão em maio de 2016, pensando em fazer o seu roteiro. Com certeza vc contribuirá mto pra nossa viagem.

Obgada

Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama

05/04/15

 

1º dia: Valle de la Luna, Valle de la Muerte e o por do sol na Piedra del Coyote.

 

IMG_20170806_135123126.thumb.jpg.3fd6adee03e168a086db7ea838c59550.jpgObs.:[/b] Não é permitido levar qualquer tipo de alimento não industrial de um país para o outro, principalmente por questões sanitárias e ambientais. Eles têm uma grande preocupação com uma tal “mosca da fruta”.

 

Depois desse procedimento, entramos na cidade. O motorista nos deixou na área de estacionamento, já que não é permitido veículos na região central de San Pedro. Fica bem próximo à rua principal, a Calle Caracoles.

 

A impressão que tive de San Pedro de Atacama é que é uma Búzios do deserto. Quem já foi a Búzios conhece bem aquele charme bucólico, e eu tive a mesma impressão, porém de uma forma mais rústica, mais “Atacama”, digamos assim. A cidade é quase um vilarejo, vive do turismo, e transmite uma energia muito boa. É claro que tudo isso tem um precinho salgado rs.

 

18716086664_682ba12a17_b.jpg02_Atacama by Rodrigo Alcure, no Flickr

Calle Caracoles.

 

19342567621_9d50570544_b.jpg03_Atacama_Artesanato by Rodrigo Alcure, no Flickr

Feira de artesanatos.

 

19338573825_bd4141df72_b.jpg04_Atacama by Rodrigo Alcure, no Flickr

Calle Caracoles.

 

Como aqui precisaríamos economizar, seguimos uma sugestão que li aqui no mochileiros (agora me fugiu à memória quem foi a pessoa que deu esse sugestão – se estiver lendo, por favor, se apresente hehe) e fomos para um hostel mais econômico chamado Towanda.

 

Não tínhamos ideia de onde ele ficava, então saímos perguntando pela rua. Até que encontramos uma agência de nome Towanda, e lá perguntamos se havia um hotel de mesmo nome. Eles nos disseram que sim e nos passaram a direção. O hostel fica afastado das ruas centrais (uns 10 minutos de caminhada), localizado logo acima do terminal de buses (rodoviária). Então lá fomos nós andando.

 

O engraçado é que San Pedro de Atacama é muito, mas muito quente. E nós tínhamos acabado de sair de uma região altíssima, onde estava fazendo muito frio. Em questão de 1 hora ou menos, o clima mudou completamente. Então lá estávamos nós com camadas e mais camadas de roupas, gorros, cachecóis, andando feito alienígenas por uma cidade em que todos estavam de regatas, bermudas e chinelos hahaha. Só o trabalho que daria pra gente se despir daquilo tudo seria muito maior que ir até o hostel de uma vez, tomar um banho e trocar de roupa.

 

Depois de uma caminhada, achamos o hostel. Ele tem uma estrutura beeem simples, quase familiar, então não espere aquela mega estrutura dos grandes hostels. Não há lockers nos quartos, por exemplo, apenas uns lockers externos para pertences pessoais ou mochilas não muito cheias. Só isso já bastaria para muitos optarem por não se hospedar lá.

 

Entretanto, nosso objetivo era a economia, e o Towanda tinha seus atrativos nesse sentido. A diária estava 8.000 pesos chilenos, três vezes mais barata que boa parte dos hostels que vimos nas ruas centrais. E tinha uma bela vista pro vulcão Licancabur também.

 

Mas talvez a principal vantagem de termos nos hospedado aqui foi o fato de que a dona do Towanda, Maria, por ser muito conhecida na região e trabalhar lá há muitos anos, conseguiu nos vender os passeios a preços muito mais em conta. Nós pesquisamos em diversas agências do centro e, mesmo com todos os descontos elas nos ofereceram, ainda ficavam mais caros que os preços que conseguimos com a dona Maria por estarmos hospedados no Towanda. Detalhe: é o mesmo passeio, inclusive íamos juntos com as mesmas pessoas que fecharam com diversas outras agências pagando bem mais que nós.

 

Como teríamos apenas 3 dias na cidade (sendo que um deles já estava na metade), decidimos pelos passeios que eram prioridade para nós: Valle de la Luna + Valle de la Muerte no primeiro dia, Lagunas Altiplanicas + Piedras Rojas no segundo dia, e Salar de Tara no terceiro dia.

 

Quanto aos preços, pagamos 6.000 pesos pelo Valle de la Luna + Valle de la Muerte (+ 3.000 que se paga na entrada), 35.000 pesos pelas Lagunas Altiplanicas + Piedras Rojas (+ 2.500 que se paga na entrada da Reserva Nacional Los Flamencos e + 2.500 na entrada do Salar de Atacama), e 35.000 pesos pelo Salar de Tara (nesse dia não há taxas de entrada). Para terem uma ideia, no lugar mais barato que achamos, e isso chorando muito desconto e ainda fazendo um pacote de passeios que saia por 100.000 pesos no total, Piedras Rojas e o Salar de Tara estavam saindo por 40.000 cada.

 

Ah, perguntamos à Maria quanto ela cobraria em alguns outros passeios, e ela nos disse 15.000 pesos pela Laguna Cejar (acredito que agora tenha que pagar uma entrada de 15.000 também), 15.000 pelos Geisers del Tatio, 20.000 pelo Valle del Arcoiris, e 90.000 para Uyuni (3 dias e 2 noites).

 

Obs.: Viu como fazer o tour do Salar saindo de Atacama é bem mais caro que saindo de Uyuni? Com um preço já promocional pra região estava saindo por 90.000 pesos (não sei quanto as agências do centro estavam cobrando), o que, convertendo pra bolivianos, seria uns Bs.1000, Bs.200 a mais que o que pagamos em Uyuni.

 

Quanto às casas de câmbio, há uma rua cheia delas no centro de SPA. É a Calle Toconao. Pesquisamos em quase todas as casas, e a cotação chegou a variar em 20 pesos (o que não é graaaandes coisas, mas qualquer economia era válida rs).

 

18717944183_03c41f0858_b.jpg05_Atacama_Calle_Toconao by Rodrigo Alcure, no Flickr

Calle Toconao, a rua com várias casas de câmbio.

 

A melhor cotação que achamos foi assim:

1 dólar = 620 pesos

1 real = 180 pesos

 

Já tinha passado a hora do almoço e estávamos com muita fome. Como o passeio para o Valle de la Luna + Valle de la Muerte só sairia umas 16h, decidimos ir ao mercado que havia próximo ao nosso hostel e comprar alguma coisa para cozinhar nosso almoço. Compramos macarrão, umas carnes de hambúrguer, molho, óleo, fósforos e suco e saiu 2.250 pesos pra cada. Fomos pro hostel, preparamos o rango e enchemos a barriga. Depois aproveitamos pra comprar água (muito necessário, compre no mínimo 1L por pessoa pra esse passeio) e chocolate (também somos filhos de Deus), e saiu por uns 750 pesos pra cada.

 

No horário e local marcado, nos juntamos aos demais turistas e fomos para o ônibus que nos levaria para o passeio. O roteiro dura de umas 16h até o por do sol, e é mais ou menos assim:

 

- Primeiro, vamos até o Valle de la Luna e subimos umas dunas, onde nos é explicado a formação do lugar, os motivos de como o Atacama, mesmo sendo o deserto mais seco do mundo, apresenta aquela diversidade geográfica, e ficamos com uns minutos livre para explorar o local e fazer fotos.

 

- Depois, seguiríamos por umas minas – porém, com as fortes chuvas que atipicamente caíram na região semanas antes, não estava sendo permitido visitar o local por risco de desabamento.

 

- Então seguimos direto para a pedra das Três Marias, onde nos foi explicado o porquê daquelas formações rochosas.

 

- E aí então seguimos para o Valle de la Muerte, onde demos uma caminhada muito curta (curta até demais) porque tivemos que voltar correndo pro ônibus e seguir rumo à Piedra do Coyote, senão perderíamos o horário do por do sol.

 

19342525751_ff34d91cfc_b.jpg06_Atacama_Valle_de_la_Luna by Rodrigo Alcure, no Flickr

Valle de la Luna.

 

18717929123_315f2d13c5_b.jpg07_Atacama_Valle_de_la_Luna by Rodrigo Alcure, no Flickr

Valle de la Luna.

 

19342509781_64047d8514_b.jpg08_Atacama_Valle_de_la_Luna by Rodrigo Alcure, no Flickr

Valle de la Luna.

 

19152374569_5b5490e8ff_b.jpg09_Atacama_Valle_de_la_Luna by Rodrigo Alcure, no Flickr

Cachorro aventureiro hehe.

 

19338516585_a0a6dd5202_b.jpg10_Atacama_Las_Tres_Marias by Rodrigo Alcure, no Flickr

Las Tres Marias.

 

19150866010_6d1d012831_b.jpg11_Atacama_Valle_de_la_Muerte by Rodrigo Alcure, no Flickr

Valle de la Muerte.

 

18715976474_6a193abd9e_b.jpg12_Atacama_Valle_de_la_Muerte by Rodrigo Alcure, no Flickr

Piedra del Coyote - Valle de la Muerte.

 

19150851450_7d54b0cfde_b.jpg13_Atacama_Valle_de_la_Muerte_Pedra_del_Coyote by Rodrigo Alcure, no Flickr

Piedra del Coyote - Valle de la Muerte.

 

19342459061_49ba906f8b_b.jpg14_Atacama_Valle_de_la_Muerte_Pedra_del_Coyote by Rodrigo Alcure, no Flickr

Turistas na Piedra del Coyote.

 

19152325459_582b0997c0_b.jpg15_Atacama_Valle_de_la_Muerte by Rodrigo Alcure, no Flickr

Piedra del Coyote - Valle de la Muerte.

 

DICA: Esse lugar é realmente lindo. Quando você chega lá no alto e vê toda aquela imensidão, é difícil até descrever. A dica que eu quero dar é: APROVEITE o momento. VIVA a experiência. O que eu percebi foi uma imensidãoooo de turistas fazendo fila para tirar foto na pedra e preocupado apenas se tinha ficado legal pra postar nas redes sociais, e com isso estavam perdendo o principal, que era aquele magnífico espetáculo do sol colorindo aquela imensidão toda do deserto. Então, tire as fotos que você quiser, mas reserve um bom momento para ficar ali parado, respirar fundo e admirar aquela beleza toda. Dificilmente você terá outra oportunidade dessas na sua vida, então não a desperdice preocupado com selfies.

 

Quando voltamos para a cidade, já estava de noite. San Pedro é linda de dia, e ainda mais à noite. Aquelas ruas de terra batida iluminada por lamparinas, os bares rústicos, gente de todo o lugar do mundo caminhando pra lá e pra cá, e muito, mas MUITO cachorro. Há quem chame SPA de San “Perro” de Atacama, de tanto cachorro que tem na rua. Eu sou suspeito pra falar, porque sou completamente apaixonado por animais, então brincava com cada um que passava. E o melhor é ver como eles são respeitados e bem cuidados por todos. Alguns deles até entram nas lojas e ficam lá deitados tirando um cochilo. É bonito de se ver.

 

19150833350_a800b7b225_b.jpg16_Atacama_Noite by Rodrigo Alcure, no Flickr

Calle Caracoles.

 

18715939774_c5f2cbcb6e_b.jpg17_Atacama_Noite by Rodrigo Alcure, no Flickr

Restaurante na Calle Caracoles.

 

19312354646_b8b852aacc_b.jpg18_Atacama_Noite by Rodrigo Alcure, no Flickr

Mercadinho.

 

18715924734_5b65ea1893_b.jpg19_Atacama_Noite by Rodrigo Alcure, no Flickr

Cachorros, muitos deles. :)

 

Era hora de jantar e, por mais que estivéssemos tentados a entrar num daqueles restaurantes belíssimos, sabíamos que não seria o mais prudente a se fazer (ê, pobreza). Então fomos pras ruas mais afastadas do centro, pensando “onde que os moradores locais comem?”. Encontramos uma região chamada “Los Carritos”, com alguns trailers que serviam uns pratos bem econômicos. Pagamos 2.500 pesos por um prato bem farto de arroz, carne apimentada (cuidado ao pedir pimenta, a nossa veio bem forte rs) e salada + 500 pesos por uma garrafinha de refrigerante.

 

 

$16.000 duas diárias no hostel Towanda

$6.000 passeio Valle de la Luna + Valle de la Muerte

$3.000 taxa de entrada do Valle

$35.000 passeio Lagunas Altiplanicas + Piedras Rojas

$35.000 passeio Salar de Tara

$3.000 mercado (almoço + água para o passeio)

$3.000 jantar

TOTAL: $101.000 (US$ 162)

 

Próximo capítulo: As Lagunas Altiplânicas, as Piedras Rojas e o Salar de Atacama.

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