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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!

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Índice do Relato:

[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem

[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

[Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

[Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

[Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

[Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.

[Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

[Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

[Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

[Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

[Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]

[Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

[Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

[Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.

[Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

[Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

[Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.

[Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.

[Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.

[Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

[Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.

[Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

[Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

[Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.

[Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.

[Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.

 

::hãã2:: Instagram em que costumo(ava) postar tudo quando viajo:

@queridopassaporte (não o utilizo mais, está bem desatualizado, mas tem umas publicações legais por lá)

Qualquer dúvida, estou à disposição no meu perfil pessoal: @rodrigoalcure

 

Editado:

Baixe o PDF com o relato completo:

relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf

Outra opção de download:

https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)

 

 

Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

 

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

 

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

 

O ROTEIRO:

 

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

 

mapa_roteiro_bolivia_chile_peru.jpg.1842a58fc66de38e4112b07ef866ea59.jpg

 

  • 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

 

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

 

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

 

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof

http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html

 

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

 

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.

http://www.decathlon.com.br/

 

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II

http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html

 

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6

https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html

 

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

 

SOBRE AS MOCHILAS...

 

Usei uma Forclaz 50L Quechua...

http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478

 

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.

http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us

 

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

 

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

 

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

 

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:

  • 7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

 

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NA PASTA DE DOCUMENTOS:

  • Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

 

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

 

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

 

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

 

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

 

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

 

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

 

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

 

NO MONEY BELT:

  • Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

 

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

 

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

 

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

 

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

 

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

 

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

 

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

 

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

 

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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”

Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”

Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”

Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

 

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::

Editado por rodrigovix

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Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

 

12/04/15

 

22028589455_1797dca01a_k.jpg01_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

As 12 horas de viagem que se seguiram até Ica foram tranquilas. Pelo menos eu não me lembro de ter me incomodado com o trajeto, muito embora o Cañon estivesse me deixado cansado demais pra isso (dormi bastante).

 

Já passava das 9h quando nosso ônibus parou no terminal de buses em Ica. Para quem ainda não sabe, Ica é uma cidade obrigatória para quem quer ir à Huacachina, afinal é lá que fica a rodoviária. A cidade em si não costuma ser muito explorada por mochileiros.

 

Imediatamente quando saímos do ônibus e pegamos nossas mochilas, fomos ao guichê da Cruz del Sur garantir nossas passagens a Cusco para a noite do dia seguinte. Pagamos 160 soles pelo bus-cama, saída às 21h50.

 

Huacachina fica bem próximo dali, saindo da cidade é só curvar umas dunas e pronto, chegamos. Não levou mais que 5 minutos do terminal até lá, e o motorista nos cobrou 10 soles pela corrida, 2,50 para cada (Nina e Lukka também estavam com a gente).

 

Tão logo avistamos o local, pudemos perceber seu encanto. É realmente mágico você estar em um legítimo oásis, coisa que só parecia existir em filmes e livros.

 

Paramos logo no hotel Casa de Arena. É o mais famoso e badalado dos mochileiros, e não deixa a desejar. O preço é ótimo considerando o local - que vive inteiramente do turismo - e também a estrutura dos quartos.

 

22016268712_3ab9f06b8c_k.jpg02_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

22028581995_7d1ac85ee3_k.jpg03_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

Pegamos um quarto para duas pessoas com banheiro privado e chuveiro aquecido. Não que você vai precisar, porque, diferentemente da maioria dos lugares pelos quais passamos nesse mochilão, Huacachina é muito, muito quente, bem semelhante ao litoral brasileiro.

 

O dono do hotel que nos atendeu na recepção disse que o preço da diária de 40 soles cada pelo quarto que escolhemos cairia pra 30 se fechássemos o passeio de buggy + sandboard com ele. O preço do passeio era de 40 soles. Como era o preço que já tínhamos previsto, aceitamos. O passeio sairia às 16h. Funciona da seguinte forma: você entra no buggy que geralmente cabe 6 ou 8 passageiros, depende do modelo. Paga-se uma pequena taxa ao motorista (uma espécie de gorjeta), coisa pouca, cerca de 2 soles, se não me engano. Ele nos leva pra umas dunas praqueles passeios bem radicais de subidas e descidas. Aí para numa primeira duna, não muito alta, cada um pega uma prancha, nos passa as instruções, e lá vamos nós pro sandboard (primeiro deitado). Quando todos descem, ele vai lá em baixo e nos pega, aí damos mais umas voltas radicais e depois para numa segunda duna, essa já maior, repete tudo até parar numa terceira e última, bem grande (duas quedas seguidas), e por fim nos deixa próximo ao Oásis pra apreciar um belíssimo por do sol. Só sei que da segunda duna em diante eu já estava descendo em pé mesmo me achando o Medina das areias hahaha.

 

Ainda não tínhamos almoçado, e fomos atrás de comida. Achamos uma promoção de hamburguesa + suco por 15 soles cada. Quando deu a hora do passeio, entramos na parte de trás do buggy, que cabia duas pessoas. Olha, aconselho vocês a não sentarem na parte de trás, porque ela é a que mais balança, naturalmente. Até aí tudo bem, adoro adrenalina, mas o problema é ficar batendo cabeça, joelho e braço em tudo quanto é lugar kkkkkk... dói!

 

Preciso nem dizer que o passeio foi demais, né? Meus passeios preferidos nesse mochilão foram justamente aqueles de maior adrenalina, que a gente mais se diverte.

 

22016260482_d3e1c164e2_k.jpg04_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

21841654059_9e4d14af0b_k.jpg05_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

22016253682_17ca6b9fce_k.jpg06_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

22016248932_9508a17cc6_k.jpg07_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

21840377840_17c38378ae_k.jpg08_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

Na volta, paramos para apreciar o por do sol. É a hora em que esse lugar fica ainda mais mágico.

 

22002341886_2c489b4cd6_k.jpg09_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

Vou deixar as fotos que fiz do oásis pro próximo capítulo do relato, no dia seguinte a esse, que foi quando retornamos do passeio de Islas Ballestas + Reserva de Paracas e eu tive tempo de preparar os equipamentos com calma. Eu fui pro mochilão já com essa foto em mente, e ela sem dúvidas ficou entre as minhas favoritas de toda a viagem. Lindo demais!

 

Era hora de jantar, e decidimos gastar um pouquinho mais comendo hamburguesa numa espécie de pub que tinha ao lado do hotel. O lugar é bem legalzinho e a dona uma simpatia. Hamburguesa 25 soles cada, acompanhada de papas fritas (batatas), e uma Inka Cola (refrigerante) por 5 soles. Foi quando decidimos experimentar o famoso pisco sour, que é para os peruanos o que a caipirinha é pra gente. Foram 15 soles pra 2 copos de pisco sour. Gostamos bastante, e começamos a comer nosso lanche. Não tinha chegado nem na metade do hamburguer quando uma crise de gargalhada começou aleatoriamente. As mãos quentes, os dois com a testa suando, e rindo tanto que mal conseguíamos comer. RAPAZZZZZ, a parada bate igual cachaça hahaha. Não sei que diabos eles colocam naquilo, mas bastou um copo pra gente sair dali trocando as pernas. ::lol4::

 

Voltamos pro hotel e encontramos com o motorista do buggy na entrada. Perguntamos a ele onde seria um bom lugar pra fecharmos o passeio às Islas Ballestas + Reserva Nacional de Paracas pro dia seguinte, e ele nos levou numa agência, ali na mesma rua, onde a moça nos deu um desconto. Saiu por 90 soles cada, sendo que havia mais 17 soles a serem pagos no local (2 soles de taxa de embarque na lancha + 15 soles taxa de entrada na Reserva de Paracas).

 

Passeios fechados, horário de saída marcado, tudo certo, fomos dormir.

 

O dia seguinte seria Oceano Pacífico adentro. Muito mar, muita paisagem, e muito cocô de ave. ::otemo::

 

SALDO DO DIA:

s/160 passagem Cruz del Sur bus-cama Ica x Cusco

s/2,5 táxi Ica x Huacachina

s/40 passeio buggy + sandboard

s/15 hamburguesa + suco (almoço)

s/2 gorjeta motorista buggy

s/25 hamburguesa (jantar)

s/7,5 pisco sour

s/5 inka cola

s/90 passeio Islas Ballestas + Reserva Nacional de Paracas

TOTAL: s/347 (US$ 105)

 

Próximo capítulo: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

Editado por Visitante

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Acho que hoje sai mais um capítulo, hein pessoal?! ::otemo:: Já tá no forno.

Rodrigoooo!!! Chega em Cusco logo!!! Por favor!!! Estou indo na segunda e necessito das suas dicas!!! [sMILING FACE WITH OPEN MOUTH AND TIGHTLY-CLOSED EYES]

 

Poxa, Yane. Acho que até segunda eu não consigo. Mas se tiver alguma dúvida mais urgente é só me perguntar por inbox que eu ajudo no que puder. Abraço! E curta bastante a trip!

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Fala Rodrigo, blz?

 

Cara fiz este mesmo roteiro em Abril/2014 e foi a melhor viagem que fiz na vida, foi muito bom encontrar o seu relato e relembrar os lugares incríveis, está sensacional o seu relato e que fotos são essas?? sou apaixonado por fotos e levei na viagem uma Canon 60D com lente 18-55 e filtro polarizador, mas cara não da para comparar com as suas fotos, qual segredo para deixar a foto assim com mais brilho e tão destacado as cores?? você usa a regulagem da máquina automática ou manual?? Li aqui que você usa o Lightroom na edição, é isso que da brilho nas fotos e deixa as cores mais vivas??

 

Vou continuar acompanhando, grande abraço e parabéns por compartilhar sua experiência. ::otemo::

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Poxa, Yane. Acho que até segunda eu não consigo. Mas se tiver alguma dúvida mais urgente é só me perguntar por inbox que eu ajudo no que puder. Abraço! E curta bastante a trip!

 

Rodrigo, então me contra! Como vc foi de Cusco pra Águas Calientes? Trem ou hidrelétrica? Recomenda?

Valeuuu!!!

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Fala Rodrigo, blz?

 

Cara fiz este mesmo roteiro em Abril/2014 e foi a melhor viagem que fiz na vida, foi muito bom encontrar o seu relato e relembrar os lugares incríveis, está sensacional o seu relato e que fotos são essas?? sou apaixonado por fotos e levei na viagem uma Canon 60D com lente 18-55 e filtro polarizador, mas cara não da para comparar com as suas fotos, qual segredo para deixar a foto assim com mais brilho e tão destacado as cores?? você usa a regulagem da máquina automática ou manual?? Li aqui que você usa o Lightroom na edição, é isso que da brilho nas fotos e deixa as cores mais vivas??

 

Vou continuar acompanhando, grande abraço e parabéns por compartilhar sua experiência. ::otemo::

 

Valeu, Luiz! Roteiro sensacional, né? Achei abril um mês muito bom. Então, nessa viagem eu usei a máquina no automático quando era foto rotineira e não tinha tempo de ficar regulando a máquina, e manual quando era alguma foto específica que eu tinha em mente, que aí dava pra controlar melhor profundidade, velocidade, etc. E no lightroom você consegue uma edição muito boa sim, realça bastante as informações da foto, principalmente se tirar em raw.

 

Espero ter ajudado. Abraço!

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Poxa, Yane. Acho que até segunda eu não consigo. Mas se tiver alguma dúvida mais urgente é só me perguntar por inbox que eu ajudo no que puder. Abraço! E curta bastante a trip!

 

Rodrigo, então me contra! Como vc foi de Cusco pra Águas Calientes? Trem ou hidrelétrica? Recomenda?

Valeuuu!!!

 

Fui pela hidrelétrica. Fechei van ida e volta (com um dia de intervalo porque dormi uma noite em AC) até a hidrelétrica, e de lá fiz a trilha pra Aguas Calientes. Recomendo sim se você busca economia, além de apreciar a trilha que é LINDA. Agora, se você quer praticidade, velocidade e conforto, vá de trem, mas é bem caro. Pela van pagamos 70 soles (ida e volta). É bom dar uma pesquisada e chorar desconto porque os preços variam bem de agência pra agência.

 

Abraço! :D

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Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

 

13/04/15

 

Nosso transporte chegou por volta das 6h30. O passeio de hoje duraria o dia inteiro, com retorno previsto para umas 16h. Estávamos em 5, apenas. Sendo que 2 só fariam o passeio de Islas Ballestas e voltariam em seguida. Ou seja, para a Reserva Nacional de Paracas iríamos apenas eu, Antenor e mais um alemão geólogo muito gente boa que estava com a gente. Antes de sairmos, pagamos nossa estadia (30 soles cada).

 

Chegamos a Paracas, e fomos direto ao porto. Pagamos a taxa de entrada da "Reserva Nacional Sistema de Islas, Islotes y Puntas Guaneras - Islas Ballestas", 15 soles (o próprio motorista recolheu os valores e foi lá pagar pra gente) + 2 soles pela taxa de embarque na lancha.

 

21438008063_7905010de6_k.jpg01_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Porto de Paracas.

 

Seguimos por uma fila e embarcamos na lancha. E aqui vai a minha primeira dica. Fiquem do lado esquerdo da lancha, é melhor. Isso porque, no final das contas, há mais paisagem a se ver pelo lado esquerdo do que direito, e como a lancha vai cheia de turistas, acabam atrapalhando um pouco as fotos. O bom também é a velocidade com que ela anda, bem rápida, o que nos deixou mal acostumados, porque quando fomos pra Isla del Sol em Copacabana foi uma tortura haha. Mas isso é papo pra outro capítulo.

 

21871254388_e657835fc0_k.jpg02_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Partiu Islas Ballestas.

 

Primeira atração, el Candelabro de Paracas. Suas dimensões permitem distingui-lo das linhas de Nazca (não tem a mesma relação). Esse desenho que vocês estão vendo abaixo possui 180m de largura, e mais de 2.500 anos de idade. Sua origem ainda é um mistério, e a explicação para o desenho (que não é tão profundo) nunca ter se desfeito é que justamente nesse local o vento durante o ano é quase inexistente.

 

22046730892_8947cee302_k.jpg03_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr

El Candelabro de Paracas.

 

Logo em seguida, começamos a ver os primeiros sinais das Islas Ballestas. O local é um santuário de aves, leões-marinhos e até pinguins. O cheiro de cocô de pássaro é bem forte haha, por isso que os locais tentam vender chapéus para os gringos lá no porto dizendo que as aves defecam na sua cabeça, mas nós arriscamos ir sem e não fomos bombardeados, não (mas é um risco).

 

Nessa estrutura da foto é onde as embarcações atracam para recolhimento das fezes que se acumulam, pois é um adubo altamente fértil e caro, e o Peru inclusive exporta esse produto. Já foi de muita importância econômica pro país, mas hoje eles vêm para recolher apenas uma vez por ano.

 

21436309894_d5a55880b6_k.jpg04_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Islas Ballestas.

 

22069104011_f4cad52820_k.jpg05_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Aves, muitas delas, o tempo todo.

 

22059066275_5b1762eb1d_k.jpg06_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Islas Ballestas.

 

21871182848_4bebf94022_k.jpg07_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Encontrando alguns leões-marinhos. "Não estou disposto", eles diziam para nossas câmeras.

 

21872171659_d890da1cbc_k.jpg08_islas_ballestas by Rodrigo Alcure, no Flickr

O lugar é realmente lindo.

 

Ficamos cerca de 2 horas no mar (das 8h às 10h), e então voltamos ao porto de Paracas. Por lá nós ficamos cerca de 1 hora conhecendo uma feirinha de artesanato local, e também aproveitamos para tomar nosso café da manhã. Foram 2 desayunos por 14 soles.

 

Seguimos viagem para a segunda parte do passeio, a Reserva Nacional de Paracas. Eu estava bem empolgado pra essa parte porque já tinha visto umas fotos na internet e achei o local lindo demais. Aquele encontro do deserto com o oceano a gente não vê todo dia.

 

21872175959_af7e5bf27e_k.jpg09_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Entrada da Reserva Nacional de Paracas.

 

Vou resumir o passeio da Reserva. Nós conhecemos uma sequência de praias, e o guia nos dá algumas explicações geológicas de formações rochosas e orgânicas do local. É tudo bem bonito. Presenciamos até uma coleta de algas marinhas numa das praias, que também é uma atividade econômica importante pra região. Agora, sem sombra de dúvidas, o que mais me encantou foi a Playa Roja (areia vermelha, proibido pisar) e a Catedral, cuja estrutura foi quase inteiramente destruída após um forte terremoto em 2007.

 

21437956063_a071ce02c3_k.jpg10_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Playa Yumaque.

 

21436249064_1ee499320b_k.jpg11_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Playa Roja, cenário incrível.

 

21437967503_67e4f4055a_k.jpg12_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Dispensa legendas. Sensação indescritível.

 

21437973513_5524a4fd44_k.jpg13_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr

La Catedral, com a estrutura destruída após o terremoto de 2007.

 

Depois disso, o guia nos leva para a Playa Lagunilla, onde podemos almoçar em alguns restaurantes. Preciso dizer a vocês que essa parte é a típica parte pega-turista. O motorista já nos leva pra um restaurante específico, já nos apresenta o garçom, que já nos indica uma mesa, é tudo bem forçado. O nosso amigo geólogo, que não é bobo nem nada, saiu andando sozinho com um pacote de chips na mão e fugiu da lábia deles haha. Já eu e Antenor, bom, a gente tinha noção do que estava acontecendo, sabia que não seria uma comida barata, mas sabe quando você liga um belo f*da-se? Então. Foi aqui a primeira vez que nós realmente "esbanjamos" no mochilão. Queríamos comer bem, comer com conforto e apreciando aquela vista. Afinal, eles nos deram 2 longas horas pra ficar ali, pra vocês verem o quão pega-turista é essa parte do passeio rs.

 

"Se tá no inferno, abraça o capeta", ou "O que é um peido pra quem tá cagado?". Eu não sei qual desses ditados é pior hahaha, mas ambos exemplificam bem a gente ali. Se já estávamos enfiando o pé na jaca, vamos fazer isso com prazer. Pedimos o prato mais completo deles: Ceviche con Chicharrom + maiz torrados + 2 pisco sours + 1 garrafa de Cusqueña. Tudo bem servido pra duas pessoas. Depois de muito pechinchar e inclusive chamar o gerente, o valor ficou por 78 soles.

 

Foi caro pros padrões mochileiros? Sim, foi. Mas, olha, essa comida e essa vista... tô pra te falar que pagamos com um sorriso de satisfação no rosto.

 

22032922716_b54221ce56_k.jpg16_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Ahhh uma máquina do tempo agora.

 

E ainda tínhamos a companhia de alguns pelicanos (me senti no filme do Nemo).

 

21872206989_6a83101cfe_k.jpg15_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Pelicanos em Paracas.

 

Depois, aproveitamos o resto do tempo para explorar o local, que é bem bonito. Achamos até uma caverna.

 

22046690122_66dabf0f9e_k.jpg14_paracas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Reserva Nacional de Paracas.

 

Fim do passeio, hora de voltarmos. Entramos na van e seguimos viagem. Chegamos lá por volta das 16h. Foi o tempo de pegar meus equipamentos e subir as dunas ao redor do oásis. Afinal, eu ainda queria registrar uma boa foto de Huacachina antes de seguir viagem.

 

Equipamento montado, disparador testado, máquina configurada, agora era só curtir o por do sol.

 

21870951930_ff9dd942dc_k.jpg17_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

Bastidores.

 

22059128505_d90f3ba3d0_b.jpg18_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

Por do sol em Huacachina.

 

21437995323_3ee853af66_k.jpg19_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

Aguardando o momento certo da luz e... pronto. Um dos lugares mais lindos que já conheci.

 

Voltamos ao hotel para pegar nossas mochilas. Fomos nos despedir de Nina e Lukka, já que eles ainda continuariam por ali mais uns dias. Decidimos tomar um shot de despedida. Fomos ao bar e pedimos ao barman 4 doses da bebida mais tipicamente peruana que ele tinha. E o resultado foi... Besitos Peruanos Flamejantes (10 soles por 2 shots).

 

22069075361_148e15256e_k.jpg20_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

É bem mentolado, mas é gostoso. Demos um abraço nos dois, sabendo que poderia ser nosso último encontro (mas nessa vida de mochileiro, nunca se sabe). Fomos lá fora pegar um táxi, e dessa vez queríamos um daqueles moto-táxis, bem comuns por aqui. Estrangeiro é assim mesmo, qualquer coisa é motivo de diversão haha. Olha a alegria do menino andando de moto-táxi.

 

21871244938_70b702bab5_k.jpg21_huacachina by Rodrigo Alcure, no Flickr

Certeza que cabe todo mundo aí? rs.

 

E ainda pagamos 2,50 soles cada, é muito barato.

 

Ao chegar no terminal, ainda do lado de fora, compramos uns 20 soles em biscoitos, chocolates e água (como sempre), e ainda pedimos um combo de frango com batatas num restaurante que tinha ali perto (15 soles), que deu pra dividir.

 

Embarcamos para Cusco às 22h. Mais uma noite naquela poltroninha assistindo meus filmes hehe.

 

SALDO DO DIA:

s/30 diária Casa de Arena

s/15 entrada Reserva

s/2 taxa embarque porto

s/7 desayuno

s/39 almoço ostentação

s/5 besitos peruanos

s/2,50 moto-táxi

s/10 biscoitos, chocolates e água

s/7,50 frango com batatas

TOTAL: s/118 (US$ 35)

 

Próximo capítulo: Cusco, a cidade histórica.

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Muito top seu relato, estou há mais de 3 horas lendo ele desde o começo para anotar todas as dicas possíveis ::otemo:: Estou indo ao Atacama e Peru de carro em Dez/Janeiro, a principio não iria parar no oasis de Huacachina e nem a reserva de Paracas, mas vendo os relatos não posso deixar de dar um pulo lá. ::otemo::

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Cara, seu relato poderia ser colocado como tópico fixo dos Mochileiros do Peru, Bolívia e Chile. Além dos detalhes, ainda tem as fotos que você faz que, putz, são muito top. Continuo acompanhando aqui e anotando todas as dicas. Farei o mesmo passeio (com algumas alterações) em Fevereiro/Março de 2016.

 

Abraços!

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Muito top seu relato, estou há mais de 3 horas lendo ele desde o começo para anotar todas as dicas possíveis ::otemo:: Estou indo ao Atacama e Peru de carro em Dez/Janeiro, a principio não iria parar no oasis de Huacachina e nem a reserva de Paracas, mas vendo os relatos não posso deixar de dar um pulo lá. ::otemo::

 

Mais de 3 horas lendo?? Rapaz, acho que tô escrevendo demais kkkkkkk. Sem dúvidas você vai se amarrar naquela região, cara. Cenários fantásticos!

 

Abraço!

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