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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!

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Índice do Relato:

[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem

[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

[Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

[Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

[Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

[Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.

[Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

[Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

[Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

[Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

[Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]

[Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

[Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

[Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.

[Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

[Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

[Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.

[Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.

[Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.

[Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

[Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.

[Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

[Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

[Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.

[Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.

[Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.

 

::hãã2:: Instagram em que costumo(ava) postar tudo quando viajo:

@queridopassaporte (não o utilizo mais, está bem desatualizado, mas tem umas publicações legais por lá)

Qualquer dúvida, estou à disposição no meu perfil pessoal: @rodrigoalcure

 

Editado:

Baixe o PDF com o relato completo:

relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf

Outra opção de download:

https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)

 

 

Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

 

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

 

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

 

O ROTEIRO:

 

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

 

mapa_roteiro_bolivia_chile_peru.jpg.1842a58fc66de38e4112b07ef866ea59.jpg

 

  • 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

 

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

 

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

 

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof

http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html

 

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

 

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.

http://www.decathlon.com.br/

 

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II

http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html

 

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6

https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html

 

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

 

SOBRE AS MOCHILAS...

 

Usei uma Forclaz 50L Quechua...

http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478

 

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.

http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us

 

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

 

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

 

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

 

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:

  • 7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

 

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NA PASTA DE DOCUMENTOS:

  • Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

 

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

 

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

 

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

 

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

 

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

 

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

 

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

 

NO MONEY BELT:

  • Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

 

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

 

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

 

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

 

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

 

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

 

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

 

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

 

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

 

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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”

Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”

Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”

Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

 

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::

Editado por rodrigovix

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Aeeeeeeee.... Shooowww Rodrigo!!!

 

Muitas boas dicas!!! Estou anotando tudo e quando eu voltar conto minha historia.... Os relatos parecem filmes, agente vai vivenciando junto e imaginando as cenas.... Muito legal.

 

Parabens!!!

 

=D

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Rodrigo,

 

Parabéns pelo relato até aqui, mastigado ao extremo!!!

 

Montando meu roteiro, que provavelmente será muito parecido com o teu, pois muita coisa to tirando do seu relato.

 

Aguardando as próximas coordenadas!!!

 

Valeu

 

Valeu, cara. Feliz em saber que estou ajudando. Logo mais tem capítulo novo. ::otemo::

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Rodrigo, sou mais uma inspirada pelo seu relato.

Além das fotos maravilhosas e excelente humor ao contar sua aventura, parabéns!

 

Eba!!! Valeu pelo feedback, Camila. :D

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Aeeeeeeee.... Shooowww Rodrigo!!!

 

Muitas boas dicas!!! Estou anotando tudo e quando eu voltar conto minha historia.... Os relatos parecem filmes, agente vai vivenciando junto e imaginando as cenas.... Muito legal.

 

Parabens!!!

 

=D

 

LiCkA, o mais engraçado é que a gente vai revivendo tudo quando relê as anotações para escrever o relato. E parece um filme na nossa cabeça, mesmo hehe.

 

Fico no aguardo do seu relato também. :D:D

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Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

 

06/04/15

 

2º dia

 

O 2º dia em San Pedro de Atacama começou bem cedo: às 5h30 da manhã, mais precisamente. Era o tempo de encarar um banho rápido e estar pronto para a van da agência, que passaria em nosso hostel às 6h.

 

Uma coisa a se observar sobre o passeio “Piedras Rojas” é que não são todas as agências que o fazem. A grande maioria faz apenas o roteiro “Lagunas Altiplanicas”. O que é de se estranhar, pois, sem dúvidas, é um diferencial inquestionável, cuja fração da beleza vocês poderão conferir nas fotos.

 

O percurso é extenso. Entre idas e vindas, percorre-se cerca de 260 km. O horário previsto é de 6h às 15h30, com desayuno (café da manhã) e almoço inclusos.

 

Outro detalhe importante é que você deve se preparar para temperaturas extremas. Vista-se “à cebola”, de forma a se proteger do frio inicial (próximo a 0º grau) e depois ir tirando as camadas de roupa à medida em que a temperatura vai subindo.

 

Nossa primeira parada, ainda antes do desayuno, foi no povoado de Toconao. É uma pequena vila localizada a 34 km de San Pedro e que conserva um pouco da história atacameña. Lá a guia nos levou para uma praça onde fica uma antiga igreja, cuja torre é datada do século XVIII, e ainda mantém elementos originais de sua construção, como uma porta feita de madeira de cactos. A cidade é bem pacata, ainda mais considerando o horário.

 

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Seguimos viagem rumo à Socaire, um outro povoado da região. Lá seria nosso ponto de parada para o desayuno e, mais tarde, o almoço. Tomamos um bom café da manhã e, depois de uns 30 minutos, seguimos viagem.

 

Ao contrário da maioria das agências, fomos primeiro às Piedras Rojas. Dessa forma, fugindo da ordem mais convencional do percurso, conseguimos aproveitar bem os locais sem outros turistas. Depois de algum tempo percorrendo um asfalto bem cuidado, e mais outro tanto já no meio do deserto, chegamos a um dos lugares mais lindos que já vi.

 

18741748724_ff42e6af79_b.jpg20_atacama_passeio_piedras_rojas by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

18741734504_d359564086_b.jpg21_atacama_passeio_piedras_rojas by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

As pedras desse local possuem uma coloração vermelha (roja) por conta da concentração de ferro oxidado proveniente da lava das erupções dos vulcões ao redor. Somado a isso, um magnífico lago – congelado – dava o toque final de surrealismo ao cenário de 4.000m de altitude. Para um brasileiro de beira-de-praia feito eu, aquilo tudo saltava aos olhos. Enfim, vou deixar as fotos falarem por mim.

 

Obs.: Digo sem hesitar, não deixe de incluir Piedras Rojas no seu roteiro de passeios do Atacama.

 

19176679308_3eac1c1b5e_b.jpg22_atacama_piedras_rojas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Piedras Rojas.

 

19176673908_ec328732d4_b.jpg23_atacama_piedras_rojas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Piedras Rojas.

 

19358142752_8a33db03d6_b.jpg24_atacama_piedras_rojas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Piedras Rojas.

 

19364248105_c0bcb65ba7_b.jpg25_atacama_piedras_rojas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Piedras Rojas.

 

18741701084_07652738dd_b.jpg26_atacama_piedras_rojas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Piedras Rojas.

 

Depois de curtir bastante o lugar, era hora de seguir para as famosas Lagunas Altiplanicas. Tratam-se da Laguna Miscanti e da Laguna Miñique, cujos nomes são os mesmos das montanhas das quais elas foram formadas (degelo).

 

Lá, pagamos a primeira taxa de entrada do dia: 2.500 pesos.

 

Sei que estou sendo repetitivo ao falar do quão lindo são esses lugares, mas é a única verdade a ser dita. A sensação de ver ao vivo as paisagens que você sempre viu por fotos é fora de série.

 

19358121762_7ec00895e4_b.jpg27_atacama_lagunas_altiplanicas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Laguna Miscanti.

 

19358113012_77492bd801_b.jpg28_atacama_lagunas_altiplanicas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Laguna Miscanti.

 

19368246461_d7a36f0061_b.jpg29_atacama_lagunas_altiplanicas by Rodrigo Alcure, no Flickr

Laguna Miñique.

 

A essa altura, já era hora de retornarmos para Socaire, onde nosso almoço nos aguardava. Lá eles nos serviram 3 ou 4 opções de pratos, incluindo um delicioso omelete de quinoa para os vegetarianos. Não tenho do que reclamar em relação à comida que nos foi servida neste passeio, estava muito gostosa.

 

Aqui comprei duas garrafas de 1L de água por 2.000 pesos cada. Depois, já dentro do ônibus, Antenor me alertou pro absurdo que estava pagando por aquelas garrafas (cerca de 10 reais cada), sendo que em San Pedro uma de 6L estava 2.500. Voltei lá correndo e devolvi uma garrafa, todo sem graça rs. Essa coisa de câmbio às vezes confunde a gente, e os comerciantes, sabendo disso, costumam se aproveitar. Fiquem atentos!

 

Depois de um pequeno descanso, seguimos para a última parte do passeio: o Salar de Atacama e a Laguna Chaxa. Ambos fazem parte da Reserva Nacional Los Flamencos (assim como as Lagunas Altiplanicas, o Salar de Tara, o Valle de la Luna, etc), uma área protegida pelo governo chileno. Pagamos uma taxa de 2.500 pesos na entrada.

 

Há quem ache o Salar de Atacama sem graça perto de tudo o que vimos durante o dia. Eu consegui ver perfeitamente a beleza daquele lugar (que em nada se assemelha ao Salar de Uyuni, importante deixar isso claro). As condições geográficas e climáticas dos dois lugares são completamente distintas – logo, o sal se apresenta também de forma distinta. Sem falar que a principal teoria do Salar de Atacama diz que a água marítima presente no interior dos vulcões foi espalhada por toda a região após uma grande erupção, motivo pelo qual o sal se estendeu por cerca de 100 km.

 

19176623608_60dd7c88a8_b.jpg30_atacama_salar by Rodrigo Alcure, no Flickr

Salar de Atacama.

 

Ali mesmo, no Salar, fica a Laguna Chaxa, lar de duas ou três espécies de Flamencos. O interessante é que nesse local há uma casa onde você consegue os detalhes de cada uma das três espécies da região, os motivos pelo qual eles adquirem a cor vermelha (ingestão de um pequeno crustáceo, principal alimento deles), dentre outras informações interessantes.

 

19364208015_6fccb6aa89_b.jpg31_atacama_salar by Rodrigo Alcure, no Flickr

Salar de Atacama.

 

19368226901_793930417b_b.jpg32_atacama_laguna_chaxa by Rodrigo Alcure, no Flickr

Laguna Chaxa.

 

Terminado o passeio, retornamos a San Pedro. Aproveitamos pra tomar um banho e descansar um pouco. Mais tarde, fomos à rodoviária comprar nossas passagens para o dia seguinte. Nosso destino era Arica, cidade obrigatória para quem sai de San Pedro rumo ao Peru via terrestre, pois é onde você passa pela imigração.

 

Como disse anteriormente, nossa prioridade era por poltronas cama (leito) sempre que as viagens fossem noturnas, pois assim dormiríamos melhor. Pagamos 20.000 pesos na passagem, que se refere a um ônibus semi-cama até Calama (3.000 pesos), que sai às 19h30 e chega às 21h, e, depois, em Calama, um ônibus cama até Arica (17.000 pesos), que sai às 22h15.

 

Passagens compradas, saímos para jantar no mesmo local que havíamos jantado no dia anterior. Como o preço tinha ficado bem próximo ao que gastamos no mercado, achamos mais vantagem comer de uma vez por lá mesmo.

 

Ao chegar lá, o restaurante estava fechado. Então fomos num ao lado, e pagamos 3.500 pesos pelo prato, acompanhado de uma bela sopa de entrada, + 2.000 pesos por um suco de 1,5L.

 

Depois de comer, demos mais uma volta por San Pedro. Como é gostosa essa cidade. Aproveitamos para comprar um galão de 6L de água (2.500 pesos), pois a nossa estava acabando.

 

Voltamos para o hostel e fomos dormir. Amanhã seria nosso último dia de Atacama, e faríamos o belíssimo (ó, que novidade) passeio do Salar de Tara.

 

SALDO DO DIA:

$2.500 entrada Lagunas Altiplanicas

$2.000 água 1L superfaturada

$2.500 entrada Salar de Atacama

$20.000 passagens SPA x Arica

$4.500 jantar + suco

$2.500 água 6L

TOTAL: $34.000 (US$ 54)

 

Próximo capítulo: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

Editado por Visitante

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Ei Rodrigo,

Também sou aqui de Vix. Estou adorando seu relato, as fotos são maravilhosas... fiquei super com medo do frio ::Cold:: pq vou fazer esse roteiro em 04/2016. Continuo acompanhando.

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Adorando o seu relato.. é muito bom recordar essa viagem.. fiz em agosto / 2014 com direito a muitos perrengues e acidente muito foda ( tem relato aki ).. o seu roteiro foi bem parecido com o meu.. até o mal estar em Sucre eu tb senti.. e o que eu mais tô gostando é q vc é igual a mim, expõe a realidade pra galera! Expectativa x realidade.. o cemitério de trens pra mim foi muita decepção!! Seu pé tb congelou no ultimo dia do Salar hahahha eu fiquei desesperada achando q ia perder os meus dedos.. As fotos estão maravilhosas!! Acompanhando..

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Hey Rodrigo, muito obrigado pelo seu relato ::otemo:: . Sou Kelvin Maués de Belém do Pará.

Irei fazer o mesmo mochilão do dia 11/07 até dia 31/07. Fazendo no sentido anti-horário. E aqui estou há meses abusando do mochileiros.com e já li vários relatos por meses, já elaborei e refiz

vários roteiros e agora já tenho um definitivo que posso virar de ponta a cabeça e fazer no sentido horário também hehehehe. Você tem a missão de continuar este relato o mais rápido possível, por favor, está me ajudando bastante, e também, ler relatos até o dia da viagem nunca é demais para um mochileiro, convenhamos hahahahaha.

Já tive um problema, não me atentei para comprar os ingressos para Huayna Picchu antes, e os mesmos já estão esgotados até final de agosto. Espero dar sorte em alguma agência quando for comprar o pacote da trilha. E eu como um simples universitário vivendo de estágio (economizei ao máximo), irei levar 1.000 doláres (sem cartão de crédito, pois os mesmos foram dedicados para a viagem dar certo) e mais o nosso tão querido seguro da mondial travel para algum problema, caso ocorra.

E agora você com seus relatos, está me convencendo a começar meu roteiro pelo final como é o seu, pela economia e variação da moeda.

Como você foi câmbiando a moeda de país para país sem passar aquele perrengue (já li), faltando grana para pagar alguma taxa por exemplo. O quanto sabia que iria precisar naquele momento?

E seja rápido por favor com os relatos hahahahaha.

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