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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!

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Índice do Relato:

[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem

[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

[Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

[Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

[Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

[Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.

[Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

[Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

[Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

[Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

[Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]

[Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

[Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

[Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.

[Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

[Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

[Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.

[Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.

[Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.

[Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

[Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.

[Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

[Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

[Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.

[Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.

[Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.

 

::hãã2:: Instagram em que costumo(ava) postar tudo quando viajo:

@queridopassaporte (não o utilizo mais, está bem desatualizado, mas tem umas publicações legais por lá)

Qualquer dúvida, estou à disposição no meu perfil pessoal: @rodrigoalcure

 

Editado:

Baixe o PDF com o relato completo:

relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf

Outra opção de download:

https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)

 

 

Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

 

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

 

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

 

O ROTEIRO:

 

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

 

mapa_roteiro_bolivia_chile_peru.jpg.1842a58fc66de38e4112b07ef866ea59.jpg

 

  • 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

 

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

 

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

 

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof

http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html

 

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

 

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.

http://www.decathlon.com.br/

 

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II

http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html

 

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6

https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html

 

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

 

SOBRE AS MOCHILAS...

 

Usei uma Forclaz 50L Quechua...

http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478

 

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.

http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us

 

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

 

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

 

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

 

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:

  • 7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

 

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NA PASTA DE DOCUMENTOS:

  • Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

 

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

 

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

 

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

 

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

 

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

 

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

 

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

 

NO MONEY BELT:

  • Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

 

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

 

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

 

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

 

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

 

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

 

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

 

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

 

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

 

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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”

Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”

Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”

Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

 

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::

Editado por rodrigovix

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Muito bom!!!

 

Acompanhando, e adorando! Fiquei das 10:00 da manhã até agora lendo tudo.

 

É um dos melhores relatos que já li, da até pra publicar um livro. Parabéns!!! ::otemo::::otemo::::otemo::

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Após ler tudo até aqui só tenho uma palavra pra dizer: magnífico. Na espera dos próximos capítulos.

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Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

 

15/04/15

 

No capítulo de hoje, falaremos sobre o passeio do Valle Sagrado de los Incas, e também sobre uma pequena escolha minha que acabou trazendo consequências marcantes nessa viagem.

 

Acordamos cedo (ó, que novidade) e tomamos o desayuno (falar “desayuno” é mais legal que "café da manhã" rs) no próprio hostel. Aquela coisa de sempre: “pão de chola”, mantequilla, geleia e café solúvel. No Pariwana, há a opção de comprar coisas extras pro café da manhã, e eu estava de olho numa bela salada de frutas que tinha lá, mas acabei desistindo.

 

O mini ônibus passaria para nos pegar às 8h, então deu tempo de deixar uns 2 quilos de roupas na lavanderia (3 soles/kg). No horário marcado, duas mulheres vieram nos pegar. Na verdade, fomos andando com elas até onde o ônibus estava. Pegamos nossos lugares e a partir daí o motorista ficou dando milhares de voltas na praça e parando no mesmo lugar pra pegar mais pessoas. Depois fomos saber que não podia estacionar ali, então ele tinha que ficar rodando e parando apenas para que o pessoal entrasse até que todos já tivessem chegado.

 

Nossa primeira parada seria a cidade de Pisaq. Antes da cidade propriamente dita, paramos numa pequena feirinha de artesanato (bem simpática, mas pequena). Logo em seguida, paramos para apreciar a vista do vale que deu origem ao nome da região.

 

22535900910_519f7db6fe_k.jpg01_Valle_Sagrado by Rodrigo Alcure, no Flickr

Feirinha de artesanatos.

 

22102664493_6ef80d95da_k.jpg03_Valle_Sagrado by Rodrigo Alcure, no Flickr

El Valle Sagrado.

 

Aqui cabe uma observação. No nosso passeio ao Salar de Tara, no Atacama, conhecemos um grupo de brasileiros que já tinha passado por Cusco e nos alertado do que aconteceria aqui. Os guias poderão te falar que essa feirinha é a tal “Feira de Pisaq”, mas na verdade não é. Eles param ali com você por quase uma hora, depois te levam pra Pisaq, onde, de fato, há a feira, mas não te levam nela, e sim numa fábrica de prata, e dão apenas 15 minutos para isso.

 

Enfim, voltando ao passeio, demos uma olhada nos artesanatos daquela feirinha. Não quis comprar nada, a não ser uma foto com uma Lhama simpática (ou entediada) que tinha por lá (2 soles).

 

22102674843_312ad8a3fc_k.jpg02_Valle_Sagrado by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sorria, lhaminha.

 

Seguimos rumo à cidade de Pisaq, propriamente dita, e paramos em frente à tal fábrica de prata. Eu não tinha o menor interesse em conhecer essa fábrica, tava na cara que era o típico momento pega-turísta-compre-minha-prata, mas quem tiver interesse, nada contra.

 

Ao invés de entrarmos com o grupo, saímos de fininho e fomos atrás da tal feira de Pisaq (só tínhamos 15 minutos e o motorista realmente deixa pra trás aqueles que se atrasam). Logo na primeira virada, achamos a tal feira. Dizem que ela só acontece nas terças, quintas e domingos, e nós estávamos ali numa quarta, então não sei se ela é a feirinha de Pisaq de fato ou se apenas uma versão mais “light” dela. Só sei que era bem maior do que a que tínhamos parado anteriormente. Os próprios locais nos informaram que ela seguia por muitas ruas, mas não tínhamos tempo pra isso. Demos uma olhada rápida e voltamos pro ônibus.

 

22734982361_14c89791dd_k.jpg04_Valle_Sagrado_Pisaq by Rodrigo Alcure, no Flickr

Feira de Artesanato de Pisaq - a legítima, recuse imitações rs.

 

Quem opta pagar mais caro por tours privados aproveita melhor os lugares, sem dúvidas. Essa é a parte chata de passeios econômicos com agências, estamos sempre submetidos ao roteiro deles.

 

Depois disso, seguimos para o sítio arqueológico de Pisaq. Eu não vou ficar aqui contando a história desses lugares porque acho que vocês devem ter essa experiência por conta própria, senão perde toda a graça. Mas adianto que essas visitas (ruínas de Pisaq e Ollantaytambo) levam cerca de 1 hora a 1 hora e meia, o guia vai explicando tudo pelo caminho e depois nos dá um tempo para explorarmos o local por conta própria.

 

22535854370_fee7223e34_k.jpg05_Valle_Sagrado_Pisaq by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sítio Arqueológico de Pisaq.

 

22102630203_8e84925d7f_k.jpg06_Valle_Sagrado_Pisaq by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sítio Arqueológico de Pisaq.

 

22734949251_439341661a_k.jpg07_Valle_Sagrado_Pisaq by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sítio Arqueológico de Pisaq.

 

22710179232_86f32c88bd_k.jpg08_Valle_Sagrado_Pisaq by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sítio Arqueológico de Pisaq.

 

A próxima parada foi o povoado de Urubanda, onde teríamos nosso almoço. O guia nos dividiu em grupos que ele lia numa lista, e cada grupo ficaria em um restaurante diferente. Disse ele que foi porque cada grupo tinha fechado o passeio numa agência diferente, mas eu achei que era uma forma de auxiliar todo o comércio local de forma mais igualitária, distribuindo os turistas. Nada mais justo.

 

Pagamos 25 soles pelo buffet (comida à vontade) mais 6 soles por um refrigerante. Identificamos uns brasileiros no grupo conosco porque a primeira coisa que ouvimos quando entramos no restaurante foi um “MEU DEUS, TEM FEIJÃO! FEIJÃO!!!”. Compartilhei da emoção e logo fiz contato. A saudade do feijão é capaz de criar novos laços de amizade hahaha. Não era óóóóó que feijão carioquinha maravilhoso da minha mãe, mas cara, sério, era feijão, eu tava com muita saudade de feijão.

 

Depois da comilança, seguimos viagem para o povoado de Ollantaytambo. Chegando lá, nosso guia nos explicou como seria a visita. Ele nos acompanharia pelas ruínas fazendo as devidas explicações, como de costume. Uma coisa bem organizada. Depois, nos daria a outra metade do tempo para explorarmos o local. Antes mesmo de descermos ele disse que aqueles que continuariam viagem para Chinchero deveriam retornar ao ônibus na hora marcada. Já aqueles que ficariam em Ollantaytambo para embarcar no trem rumo a Aguas Calientes deveriam ficar atentos ao seu horário de embarque e se dirigirem rumo à estação depois de conhecer as ruínas.

 

22710168692_ddaa611975_k.jpg09_Valle_Sagrado_Ollantaytambo by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sítio Arqueológico de Ollantaytambo.

 

22734909941_9ccad1f81a_k.jpg10_Valle_Sagrado_Ollantaytambo by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sítio Arqueológico de Ollantaytambo.

 

22723708815_4232fda87f_k.jpg11_Valle_Sagrado_Ollantaytambo by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sítio Arqueológico de Ollantaytambo.

 

22734885651_7ef9254fbd_k.jpg12_Valle_Sagrado_Ollantaytambo by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sítio Arqueológico de Ollantaytambo.

 

22710121442_04a8a51981_k.jpg13_Valle_Sagrado_Ollantaytambo by Rodrigo Alcure, no Flickr

Povoado de Ollantaytambo (com direito a arco-íris).

 

Seguimos para Chinchero, já anoitecendo. Lá a principal atração foi conhecer um grupo de mulheres quéchua que nos ensinou todo o processo de extração, limpeza e pintura das lãs das alpacas, vicuñas, etc. Tudo natural: sabonete, tintura, TUDO. Foi realmente muito interessante de ver. A menininha (adolescente) que dava as instruções era muito simpática e cheia de piadinhas prontas hehe. Depois, o nosso guia falou da realidade do turismo peruano, de como toda a renda ia pra Lima ou para os hotéis estrangeiros que dominavam o país, e que os locais sofriam para conseguir tirar algum sustento daquilo tudo.

 

Se foi um momento pega-turista, eu não sei (acredito que não tenha sido), mas foi bem marcante. Afinal, aquelas mulheres ali eram as verdadeiras descendentes dos quéchuas que ergueram Machu Picchu, e valorizar sua arte, trabalhosa e centenária, não era jogar dinheiro nenhum fora - muito pelo contrário, era contribuir com o turismo responsável, verdadeiro e sustentável.

 

Comprei uma cachecol de alpaca para minha mãe (20 soles) e, quando todos já tínhamos saído, voltei lá com mais 10 soles em moedas e pedi apenas uma foto com todas, que me atenderam prontamente. Foi bem legal!

 

22734863681_640d7a54a6_k.jpg14_Valle_Sagrado_Chinchero by Rodrigo Alcure, no Flickr

Mulheres Quéchuas em Chinchero.

 

22710101592_372c58c4ea_k.jpg15_Valle_Sagrado_Chinchero by Rodrigo Alcure, no Flickr

Mulheres Quéchuas em Chinchero.

 

22710085662_5130fdac69_k.jpg16_Valle_Sagrado_Chinchero by Rodrigo Alcure, no Flickr

Mulheres Quéchuas em Chinchero.

 

Já estava bem frio nessa hora, até porque Chinchero fica numa parte bem elevada. Nosso retorno a Cusco, tirando o trânsito na entrada da cidade, foi tranquilo. Chegamos por volta das 19h.

 

Decidimos parar em algum lugar pra jantar e voltar logo para o hostel. Afinal, o dia seguinte seria o grande dia, o dia de partir rumo a uma das sete maravilhas do mundo moderno: Machu Picchu. ::otemo::

 

Entramos numa dessas mil lanchonetes que vendiam o de sempre: pollo (frango) con papas (batatas) (13 soles com refrigerante). O cheiro já me enjoou na entrada, aquele ar gorduroso. Mas estávamos cansados e acabei concordando em comer aquilo mesmo.

 

Começamos a comer e até que estava gostosinho, mas nada demais. Já no final, eu tomei uma decisão, numa fração de segundo. Decidi comer um pouquinho de um molho que estava ali em cima da mesa, e que todos ao redor estavam comendo com tanto vigor. "Deve ser muito gostoso", pensei.

 

Sabe aqueles momentos na vida que alteram o rumo dos acontecimentos? Pois é, esse foi um deles. Aquele pollo con papas, depois de tantos outros na viagem. Aquele molho, depois de tantos outros na viagem. Aquele momento final, no último pedaço.

 

No próximo capítulo, contarei sobre como nossa ida de 7 horas numa van por estradas sinuosas rumo a Machupicchu Pueblo (Aguas Calientes) se transformou na pior, mais traumatizante e aterrorizante viagem da minha vida kkkkkk.

 

Ô, sofrência! ::xiu::

 

SALDO DO DIA:

s/2 foto com Lhama

s/25 buffet almoço

s/6 refrigerante

s/13 pollo, papas e refrigerante.

TOTAL: s/46 (US$ 14)

 

Próximo capítulo: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

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Imagino o estrago do molho, rsrs ::ahhhh::

 

Realmente tem esse lado ruim dos passeios das agências, ficamos as vezes mais tempo nas feirinhas do que nas atrações. Lembro que ficamos mais de uma hora nessa feira perto de Pisac e quase duas horas pro almoço em Urubamba e nas ruinas de ollantaytambo, ficamos apenas 15 min ::bad:::?:(

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Cara muito bom o relato parabéns, trip show, vou adicionar como um dos possíveis próximos roteiros.

Abraços. ::otemo::

 

Valeu, cara. Pode adicionar sem erro, vai se amarrar! :D

 

 

Muito bom!!!

 

Acompanhando, e adorando! Fiquei das 10:00 da manhã até agora lendo tudo.

 

É um dos melhores relatos que já li, da até pra publicar um livro. Parabéns!!! ::otemo::::otemo::::otemo::

 

Rapaz, isso que é elogio, ein?! hahaha Valeu mesmo.

 

 

Após ler tudo até aqui só tenho uma palavra pra dizer: magnífico. Na espera dos próximos capítulos.

 

Obrigado mesmo. Tô tentando acelerar ao máximo, mas nem sempre é possível rs.

 

 

Imagino o estrago do molho, rsrs ::ahhhh::

 

Realmente tem esse lado ruim dos passeios das agências, ficamos as vezes mais tempo nas feirinhas do que nas atrações. Lembro que ficamos mais de uma hora nessa feira perto de Pisac e quase duas horas pro almoço em Urubamba e nas ruinas de ollantaytambo, ficamos apenas 15 min ::bad:::?:(

 

Putz, 15 minutos é foda hein?! Dá pra fazer nada com esse tempo, nem pra subir direito. :/

 

Nem me fala desse molho... só de lembrar. ::xiu::

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Cadê o novo capítulo, xará?

 

Abraços!

 

Postei um anteontem, Rodrigo. Dá um confere na página anterior.

Abraço!

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Cadê o novo capítulo, xará?

 

Abraços!

 

Postei um anteontem, Rodrigo. Dá um confere na página anterior.

Abraço!

 

Eita, foi mal, nem tinha visto. Que massa esse passeio. Quero fazer ele a cavalo. Vocês visitaram 3 ruínas? Quanto custou o passeio todo?

 

Abraços!

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Lindo, lindo, lindo!

Tô adorando tudo, farei algo parecido em maio.

Tens alguma planilha de custos?

Quanto, em média, se gasta com alimentação na viagem toda? (Considerando que alguns passeios já possuem alimentação)

 

Obg!

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Cadê o novo capítulo, xará?

 

Abraços!

 

Postei um anteontem, Rodrigo. Dá um confere na página anterior.

Abraço!

 

Eita, foi mal, nem tinha visto. Que massa esse passeio. Quero fazer ele a cavalo. Vocês visitaram 3 ruínas? Quanto custou o passeio todo?

 

Abraços!

 

Sim, são na verdade duas ruínas (Pisaq e Ollantaytambo) e uma visita ao local daquelas mulheres que mencionei no post, em Chinchero. O passeio não custou muito, não lembro de cabeça, mas informei no capítulo do primeiro dia em Cusco, dá uma olhadinha lá.

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