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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!

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Índice do Relato:

[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem

[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

[Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

[Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

[Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

[Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.

[Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

[Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

[Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

[Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

[Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]

[Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

[Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

[Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.

[Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

[Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

[Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.

[Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.

[Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.

[Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

[Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.

[Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

[Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

[Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.

[Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.

[Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.

 

::hãã2:: Instagram em que costumo(ava) postar tudo quando viajo:

@queridopassaporte (não o utilizo mais, está bem desatualizado, mas tem umas publicações legais por lá)

Qualquer dúvida, estou à disposição no meu perfil pessoal: @rodrigoalcure

 

Editado:

Baixe o PDF com o relato completo:

relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf

Outra opção de download:

https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)

 

 

Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

 

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

 

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

 

O ROTEIRO:

 

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

 

mapa_roteiro_bolivia_chile_peru.jpg.1842a58fc66de38e4112b07ef866ea59.jpg

 

  • 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

 

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

 

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

 

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof

http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html

 

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

 

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.

http://www.decathlon.com.br/

 

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II

http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html

 

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6

https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html

 

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

 

SOBRE AS MOCHILAS...

 

Usei uma Forclaz 50L Quechua...

http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478

 

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.

http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us

 

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

 

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

 

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

 

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:

  • 7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

 

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NA PASTA DE DOCUMENTOS:

  • Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

 

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

 

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

 

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

 

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

 

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

 

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

 

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

 

NO MONEY BELT:

  • Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

 

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

 

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

 

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

 

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

 

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

 

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

 

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

 

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

 

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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”

Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”

Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”

Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

 

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::

Editado por rodrigovix

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Pessoal, desculpa o sumiço rs. Prometo postar logo o novo capítulo e aí respondo com calma todas as novas perguntas, blz? Tenho que terminar esse relato logo senão daqui a pouco a gente tá cantando parabéns de 1 ano pra ele e ainda não acabou kkkkkkk. ::otemo::

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Terminando até maio tá perfeito kkkk...

 

Comecei a desenhar meu roteiro e estou com algumas dúvidas quanto a logística de transporte... postei o roteiro no relato da Barbara, vai ser um mix entre o seu relato e o dela...

 

Valeu!!

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Fala Rodrigo capixaba!!! Estou acompanhando seu relato e estou com planos de fazer essa trip esse ano, só estou aguardando promo de passagens para SCDLS. Sou do ES também e esse está entre um dos melhores relatos que já vi aqui no MC. Parabéns pelos detalhes e paciência em responder toda nação mochileira. Forte abraço. ::otemo::

 

Opa! Fala Victor capixaba hehe. Eu que agradeço pelo feedback, cara. Você vai se amarrar na trip. Qualquer coisa tamo aê. Abraço! ::otemo::

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Rodrigo, quando vc foi pra águas calientes, vc deixou seu mochilão em Cusco e foi só com a de ataque? Onde? E quando foi pra Isla, mesma coisa? Obrigada! :)

 

Ei, Letícia. Sim, deixei em Cusco no próprio hostel que eu tinha me hospedado lá. Eles reservam uma sala pra isso e te dão uma etiqueta pra você pegar a bagagem de volta. Não cobram nada por isso. Na Isla del Sol foi a mesma coisa, deixei o mochilão no hostel que fiquei em Copa. Abraço!!!

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Olá Rodrigo

 

Seu relato é incrível!!! ::otemo:: Se fosse um livro seria um Best Seller dos mochileiros.

Me acabei de rir com a parte do "El Mochilero Cagon de Machupicchu”. ::lol4::

Irei fazer essa rota em agosto/2016 e seu relato está me ajudando muito, alias é o MELHOR QUE ENCONTREI, só fiquei triste com a parte de Puno tinha curiosidade pois também achei a ilha com uma historia interessante mas to vendo geral falar mal dela devida a encenação ::mmm: .

A principio meu mochilão deve durar uns 28 dias mas as passagens de avião para Santa Cruz estão caras e devo ir por Corumba mesmo pelo trem, só vou de avião se conseguir uma promoção.

Valeu cara ótimo trabalho

 

Faaaala, Rômulo!!! Po, valeu mesmo, cara. ::otemo:: Fico feliz em ler isso. A parte do "cagon" pelo menos hoje é engraçada, já que na hora foi um desespero que só kkkk. Uma dica: se tiver tempo, visite as ilhas em Puno, mesmo assim. É a tal da experiência que a gente precisa passar na vida. Muitos não curtem, se frustram, mas alguns outros gostam. Então já que não é caro, e se você tiver tempo, dê uma passada lá e tire suas conclusões.

 

Boa sorte com as passagens! Abraço.

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Comprei hj na promo. Saindo dia 02/04/16 retorno dia 02/05/16. Mais alguém nessa data? Ansiedade nas alturas.

 

Eu bookei de 01/05/16 a 24/05/16!! Ansiedade bate mesmo!! rs ::hahaha::

 

Boa viagem!!

 

Essa é a parte que a gente pensa "caráaaai agora a p*rra é séria!" huahuahua ::hahaha::

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Olá Rodrigo... então queria saber qual trajeto ficaria melhor e mais barato, sair de Uyuni e ir direto pra Cuzco (MP) ou ir de Uyuni e ir até La Paz e ir subindo até MP, estou em dúvida qual caminho é melhor, mais fácil... Dicas de qual melhor ônibus, ou trem que terei que pegar nesse caminho. .. Terei poucos dias de viagem, e meu foco principal é o Salar e MP... ::otemo:::idea:

 

Olá, Luciana. Como vai? Bom, eu não fiz esse caminho, então não saberia te dizer com exatidão o que seria mais rápido. Mas se custo não for um problema, sugiro que faça o Salar com destino final em San Pedro de Atacama, no Chile, siga pra Calama (1 hora de ônibus) e de lá pegue um vôo direto pra Cusco. Acredito ser esse o caminho mais rápido, apesar de não sair muito barato.

 

Agora, em relação a cusco x benefício, acredito que você tenha sim que ir de Uyuni pra La Paz e de lá seguir pra Cusco, ou vice-versa... a questão é que acho que será necessário passar em La Paz. Não sei se tem ônibus que faça Cusco x Uyuni direto.

 

Espero ter ajudado.

Abraço!

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Oi Rodrigo...eu queria uma dica sua de hostel em La Paz...e sobre o downhill, estrada da morte, qual empresa você foi? Você recomendaria a empresa q você foi?

 

Eu fiquei no Loki, e gostei bastante, nada a reclamar. (Exceto uma curiosidade que aconteceu lá que vou deixar pra hora do relato rs, mas em nada teve relação com o hostel em si). A empresa eu não lembro o nome agora, só olhando pelo comprovante depois. Mas foi uma intermediária (nem muito barata, nem a mais top). Achei bem tranquilo. :)

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Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

 

20/04/15

 

Quando disse que passei frio em Puno, eu não estava brincando. A cidade estava naquele clima de doer os ossos, e à noite então... Tivemos a noite mais fria da viagem até aquele momento.

 

Acordamos por volta das 8h. Saímos logo para deixar as roupas na lavanderia, pois precisaríamos delas prontas para o horário do almoço. Conseguimos convencer o dono a fazer isso pra gente, mas custou 22 soles para 3kg de roupa.

 

Na volta, aproveitamos para tomar café da manhã numa cafeteria qualquer, já que não havia no hotel em que ficamos. Pedi um pão maluco lá e um chocolate quente (9 soles). HORRÍVEL. Água quente com nescau, literalmente. Às vezes a gente pede algo pensando que é igual ao que estamos acostumados, e aí nos damos conta de que não estamos em casa kkkkkkk. Larguei tudo na xícara.

 

Voltamos para o hotel, arrumamos nossas coisa e fizemos o check-out. Já eram 12h quando fomos buscar nossas roupas. Aproveitamos para passar na farmácia, comprar uns curativos para a mão de Antenor e mais uns produtos de higiene pessoal (13 soles cada). De lá, pegamos um táxi para a rodoviária (2 soles cada).

 

Sabemos que turistas são geralmente explorados - quem já presenciou ambulantes abordando gringos no Rio, por exemplo, sabe do que estou falando. Mas às vezes a coisa é na cara dura. Chegamos num guichê e perguntamos se havia passagens para Copacabana. O cara disse que sim. Havia um outro cara, amigo dele, do lado de fora do guichê, encostado no balcão, conversando com ele. Quando perguntamos o preço, esse amigo dele disse "15 soles" na mesma hora que ele disse "25 soles". O amigo virou pra ele com cara de espanto dizendo "15, não?" e foi fuzilado pelo cara do guichê, que virou pra gente e disse "25 soles". Fiz uma cara de "#vaitomarnocuseufdpexplorador" e sai dali na mesma hora. Procuramos um outro guichê e a mulher nos cobrou 20. Certos de que ninguém nos venderia pelo preço dos nativos, fechamos as passagens por 20 mesmo (mais a taxa terminal obrigatória de 1,50 cada). Obs.: Copacabana é pertinho de Puno, umas 3 horas, contando com o tempo gasto na fronteira, então não tem essa de ônibus leito ou duplo, é tudo o mesmo assento.

 

Aproveitamos para trocar nossos últimos soles por bolivianos numa lojinha de doces, e fizemos amizade com a dona. Perguntamos para ela onde que poderíamos almoçar por ali, e ela nos indicou um lugar super barato, onde os nativos comiam. Não só indicou, como fez questão de nos levar lá. Fica ali mesmo, na rodoviária, no andar de cima. Ela foi lá com a gente e deixou claro pro pessoal do restaurante que ela estava nos levando pra comer o menu tradicional. Sabe quanto pagamos? 5 soles (salada + prato + suco). 5 míseros soles!!! Claro que você precisa desapegar da higiene, mas cara... 5 soles pro um almoço completo, é muito barato! E o melhor, estava gostoso rs.

 

De barriga cheia, embarcamos na hora marcada (14h). Acredito que seja o último horário disponível de Puno x Copacabana, uma vez que, como falei anteriormente, a fronteira fecha às 17h. Pelo menos foi o que me disseram, não sei se procede.

 

Passamos a viagem olhando o mapinha que tínhamos e tentando adivinhar em que parte estávamos. Mal percebemos quando chegamos à fronteira com o Peru. O motorista disse que todos deveríamos descer, ir até a imigração, carimbar os passaportes e retornar ao ônibus, que já estaria do outro lado nos esperando. Disse que não precisaríamos levar nossas bagagens, que elas estariam do mesmo jeito que a deixamos. Só nos restou confiar.

 

Descemos, fomos logo um dos primeiros da fila e rapidamente nos atenderam, sem qualquer burocracia maior. Estrangeiros pagam uma taxa, mas isso não se aplica aos estrangeiros do Mercosul, como nós. Ficamos lá fora e, antes de passar para o lado boliviano, aproveitamos para fotografar no clássico monumento peruano - apesar do clássico mesmo ficar em Lima. Foi nossa despedida oficial desse incrível país (eu ainda volto lá, até porque necessito conhecer Huaraz!).

 

24959692350_582a7365c8_h.jpgimigracao_peru_bolivia by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

24624650564_4f8f097c66_k.jpgfronteira_peru_bolivia by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

De volta ao ônibus, bagagens ok, sem nenhum sinal de que tivessem sido mexidas. Ficamos nos perguntando se houve alguma vistoria aduaneira, e a resposta lógica é "não". A impressão é a de que nessa parte da fronteira a fiscalização é bem fraca. Mas, enfim. Quem sou eu pra questionar algum procedimento ali?

 

Pouco tempo depois, chegamos em Copacabana. O dia já começava querer trocar de turno com a noite, e nosso motorista nos deixou próximo a um hotel (El Mirador hotel) e disse que poderíamos nos hospedar ali, se quiséssemos. Tava claro que era um tipo de parceria entre eles, mas não nos importamos e fomos lá dentro conhecer a hospedagem. O hotel é bem grande e fica na beira do lago. Os preços estavam aceitáveis (algo como 50 bolivianos por pessoa em quarto duplo com banheiro privado), mas, ao pedirmos pra reservar, o recepcionista nos disse que só aceitavam pagamento adiantado. Não tínhamos tido tempo de trocar dólares, então pedimos a ele que segurasse o quarto pra gente (a fila de gringos atrás da gente estava imensa, todos os passageiros do ônibus, praticamente) enquanto procurávamos uma casa de câmbio.

 

Saímos pela rua atrás de um local pra trocar os dólares, até acharmos a melhor cotação numa pequena agência de passeios. Trocamos a quantia necessária e já aproveitamos para negociar preços da ida à Isla del Sol. Fomos informados de que a ida à Isla se faz em dois horários: de manhã e de tarde.

 

Como essa coisa de lado norte x lado sul gera confusão, vou fazer uma pausa aqui pra tentar explicar melhor.

 

A Isla del Sol não é imensa, mas também não é minúscula. Percorre-se sua extensão por cerca de 3h30 caminhando (média), dependendo do seu ritmo. Ela é dividida popularmente em "lado norte" e "lado sul". A verdade é que ela possui 3 povoados em seu território: o povo do norte (Challapampa), o povo do centro da ilha (Challa) e o povo do sul (Yumani). Cada um deles tem um nome específico e "controlam" aquela parte da ilha. Tanto é que precisamos pagar uma espécie de pedágio sempre que adentramos o território (Bs.10 no lado norte, Bs.15 no centro e Bs.5 no lado sul). O que é compreensível, visto que aquela renda é um dos meios de sobrevivência deles ali.

 

Quanto aos barcos que nos levam à ilha, todos funcionam com horários padronizados, basicamente. A parte sul da ilha é a mais movimentada, cheia de hotéis e tudo mais. Logo, é a única parte em que há saída de Copacabana em dois horários, de manhã e de tarde. A parte norte é menos movimentada, mas é onde ficam alguns sítios arqueológicos interessantes e o pedaço mais bonito da ilha, na minha opinião (vocês verão nas fotos do próximo capítulo). Entretanto, o barco só vai pra lá na parte da manhã. Na parte central eu não creio que ninguém se hospede (nunca ouvi falar). Apenas fazemos uma parada ali para banheiro/lanche enquanto percorremos de barco da parte sul pra parte norte.

 

As saídas funcionam assim:

 

Copacabana x Isla del Sol: 8h30 (destino: lado sul e lado norte) e 13h30 (destino: apenas lado sul).

Isla del Sol x Copacabana: 10h30 e 15h30 (saindo do lado sul) e 13h30 (saindo do lado norte).

 

Como funciona: o barco chega no lado sul por volta das 10h. Desce quem por ali já vai ficar. Segue em direção ao lado norte, contornando a ilha. Antes, faz uma parada para irmos ao banheiro, comprar lanche e coisas do tipo (acredito que é mais uma forma de incentivar o consumo turístico num outro ponto da ilha). Chegamos ao lado norte por volta das 12h, se não me engano. Os que vão fazer a trilha para o lado sul já ficam ali mesmo, nem voltam pro barco. Os que vão apenas visitar o lado norte e querem voltar de barco para o lado sul, devem retornar ao barco às 13h30. Aí o barco volta para o lado sul, chega lá às 14h, deixa quem quer ficar por lá, pega os que estão voltando para Copacabana e, às 15h30, retorna para o continente. Ficou claro? Qualquer dúvida, só perguntarem aqui nos comentários.

 

Abaixo, um mapa da ilha pra facilitar a compreensão:

 

24959674440_35cfc10ab0_b.jpgmapa_isla_del_sol by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

Voltando ao assunto, lembra que fomos na agência pra cambiar alguns dólares? Pois é, pela teoria do poder de barganha, perguntávamos o preço de uma coisa e emendávamos com "e quanto é tal coisa? e se fecharmos as duas coisas, por quanto fica?" e com isso íamos aumentando nossa lista até conseguir um bom preço em tudo. Resultado: fechamos trecho de ida pra Isla del Sol, com destino à parte norte + passagem Copacabana x La Paz para o dia seguinte ao da ida, quando retornaríamos da ilha + hospedagem no hostel dessa própria mulher, que nos levou lá e nos cobrou menos do que pagaríamos no El Mirador. Tudo saiu por 90 bolivianos pra cada (hospedagem em Copa Bs.35, ida à Isla del Sol Bs.25 e passagem Copa x La Paz Bs.30).

 

"Ah, mas por que você comprou só trecho de ida?"

 

Bom, quando dissemos que iríamos dormir na ilha, ela nos disse que então só poderia nos vender o trecho de ida, e que o trecho de volta nós mesmos deveríamos comprar lá no píer da parte sul (que era de onde voltaríamos). Assim o fizemos e foi super tranquilo. Vários barcos saindo no mesmo horário, então é fácil conseguir vaga.

 

Preços devidamente fechados, fomos com ela até o tal hostel. Ele era bem simples, ficamos num quarto da parte alta, com uma vista legal da cidade (mais afastado do lago). Mas era só pra dormir uma noite mesmo. Tomamos uma boa ducha e fomos atrás de comida. Passamos no "mercadinho central" da cidade mas não achamos nada que nos despertasse interesse.

 

24624591304_99ae3e376e_k.jpgcopacabana_bolivia_01 by Rodrigo Alcure, no Flickr

Copacabana, Bolívia.

 

Fomos pras ruas principais próximas ao lago, e achamos um restaurante bem legalzinho, rústico. O dono muito simpático nos confirmou que aquela promoção da "lasanha + bebida por Bs.35" servia bem duas pessoas. Marquem essas palavras: "Serve bem duas pessoas", olhando pra cara de dois marmanjos de 1,84m. Aí quando chegou a lasanha, sério mesmo... kkkkkk. Eu fiquei esperando vir uma outra. Até que não veio. Chamei o cara e perguntei "ISSO serve duas pessoas?" e ele ainda teve a cara de pau de falar "ah, mas é porque ela é fundinha". Gente, era uma cumbuca pouco maior que um cinzeiro. Não matava a fome nem de uma pessoa, quem dirá duas. A gente riu muito da situação e já emendou com "traz logo uma pizza grande pra gente porque isso aqui só vai dar pra beliscar". Resumo da night: Bs.100 no restaurante, incluindo uma mini-lasanha-desgustação que serve bem duas pessoas, só que não, uma pizza grande (tava gostosinha) e bebidas.

 

Na saída, compramos uns biscoitos pra repor nosso estoque de petiscos (Bs.10) e fomos dormir. No dia seguinte finalmente conheceríamos a famosa Isla del Sol.

 

E a ilha realmente faz jus à fama: é linda demais!

 

25136960012_91586f6646_k.jpgcopacabana_bolivia_02 by Rodrigo Alcure, no Flickr

Copacabana, Bolívia.

 

SALDO DO DIA:

s/11 lavanderia

s/9 café da manhã

s/13 itens de higiene pessoal

s/2 táxi para rodoviária

s/20 passagem Puno x Copacabana

s/5 almoço rodoviária Puno

Bs.35 hostel em Copacabana

Bs.25 ida à Isla del Sol

Bs.30 passagem Copacabana x La Paz

Bs.50 jantar lasanha, pizza e bebida

Bs.5 biscoitos

TOTAL: s/90 + Bs.145 (US$ 39)

 

Próximo capítulo: Os encantos da Isla del Sol.

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Show cara!!

 

Uma dúvida: vcs pernoitaram em copacabana, daí no dia seguinte, mochilão nas costas logo cedo novamente, chegou a Isla del Sol e já pode deixar a mala lá nesse hostel pra conhecer a Ilha durante o dia e mais o outro dia?

 

A sugestão então pra quem vai pernoitar em Isla del Sol, é começar pelo lado sul, já achar um lugar pra dormir e no dia seguinte sair pelo lado sul novamente?

 

Dá tempo suficiente pra conhecer ambos os lados sendo que tem q pegar o barco pra vir embora até as 15h?

 

Aguardando o próximo capitulo, suas informações estão muito ricas!! Parabéns!! ::hahaha::

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