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Júnia Pimenta

Valparaíso e Viña del Mar

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Pessoal, parece óbvio, mas qd eu fui a Valpa e Viña eu esqueci: não vá em uma segunda-feira pq as principais atrações fecham neste dia. Eu e dei mal com isso. ::putz::

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Estou fazendo uma trip pela América do Sul e um dos lugeres mais feios e horríveis que passei foi por Valparaíso, são vários morros como se fossem grandes favelas, com casas velhas e sujas, na rua também muito lixo, vários cachorros na rua, maior tensão andar por aqui, tem muito cachorro perdigueiro na rua, consequência disso, merda para todos os lados, animais se reproduzindo aos montes, teve o 21 de Maio aqui que e o comunicado oficial do presidente e uma data de comemoração das cruzadas navais, onde várias pessoas foram atacadas por esses animais, idosos mordidos por cães e tal, horrível, Valparaíso e um terror de local, o que vale a pena e só Viña del mar, lugar limpo, maravilhosa praia e castelinhos, muito poucos cachorros nas ruas, outra coisa, lá vale ficar agora em Valparaíso não volto nunca mais, fiquei em um hotel também chamado Hotel Ultramar, bem simples, até que limpo e tal, mas o café da manhã e ruim, um pingo de cada coisa e longe pra caramba de tudo, e do lado do Cerro Concepción, que é um cerro com vários restaurantes, mas uma porcaria de lugar também comida ruim e mal feita... Não recomendo Valparaíso, se for e só para dar um oi e tchau, fique em Viña del Mar que e outra coisa...

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É... cada pessoa tem um gosto mesmo. Já devo ter comentado aqui, mas vamos novamente:

Em Valpo, quando fui na primeira vez, ia no mesmo dia para Viña, mas acabei me empolgando tanto na cidade que passei ali o dia todo e só no dia seguinte fui para Viña.

 

Sim, há um pedaço bastante feio e sujo, principalmente na caminhada entre a rodoviária e o porto - mas o passeo 21(ou 25) de mayo tem uma vista linda (e ainda tem o museu naval, que é bastante legal). Tem um passeiozinho que dá prá fazer no porto que é razoável também e ainda tem La Sebastiana, a casa de Neruda, com uma vista linda da cidade.

 

Já Viña, apesar der ser bonita, é uma cidade praiana como qualquer outra (ok, tem o Museu Fonck com um moai de Ilha de Páscoa que não se acha em todo lugar, não...). Por outro lado, o fato de ter sido roubado em Vina (ainda bem que so uns 40 dólares) afetou um pouco minha opinião sobre a cidade, mas....como sempre digo: o melhor é ir lá e ver por conta própria mesmo ;)

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e ai pessoal,

eu to indo para Santiago dia 16 de julho, vou ficar 6 dias sendo que 2 dias vou esquiar.

Ai um dia devo ir a Valparaíso e Viña del Mar, vale a pena ir nas duas cidades,ou so

em uma, e um dia num é muito pouco não, vale a pena sacrificar mais um dia em santiago

para conhecer cada cidade em um dia.

Vlw pessoal, abraço

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Pedro... fui pro Chile no final de fevereiro, ou seja, em pleno verão...

Peguei 1 dia nublado em Viña com 13°C de dia e 9°C a noite... imagina agora no inverno como será... ::Cold::

No dia seguinte, fui pra Valparaíso, apesar do sol e céu azul... estava bem frio, não conseguimos entrar no mar...

Se vc quiser só dar uma olhada... conhecer os pontos principais, faça como fizeram um casal do nosso grupo: contrataram um serviço na rodoviária em Viña (tipo taxi) que leva para todos os passeios nas duas cidades... não me recordo o preço, mas não foi muito caro... eles viram até mais lugares que nós q fomos "com a cara e a coragem".

Agora, se vale a pena? Difícil dizer... =)

boa viagem e aproveite muito o Chile!!!

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Pedro Rocha

 

Eu sou um dos fãs de Valparaíso.

Cheguei em Santiago com 1 dia reservado para conhecer Valparaíso e Viña del Mar. A menina do meu hostel disse que seria melhor conhecer Valparaíso andando, sem fazer o tour que te oferecem na rodoviária.

 

Quando cheguei lá vi que era impossível. Decidi fazer o tour e valeu muito a pena.

Eles te levam a todos os pontos importantes da cidade e também a Viña del Mar, que é bem pequena e não precisa de mais de um dia para conhecer não.

 

O único porém foi a hora do almoço que eles te levam a um restaurante bastante caro, mas é só você escolher outro que nao tem erro.

 

Agora uma super dica a todos:

 

Descobri numa comunidade do orkut uma brasileira que mora lá e e trabalha como guia em Santiago. Ela tem passeios para Valparaiso, Valle Nevado, reserva restaurantes concorridos etc.

O preço é muuuito em conta e o principal: o serviço foi ótimo. Se derem sorte vcs ainda vão conhecer o Cristován, um senhor muito gente boa que conhece muito a cidade.

Ele me levou até o Valle Nevado e me deu total assistencia em tudo! Me surpreendi

 

Aos que interessar o nome é Sousa's Tour

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=91648270

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Rodrigo,

qual o valor do passeio em Vina e Valpo? Estou orçando tour com empresas de Santiago, mas queria saber se indo de ônibus e contratando o tour já em Viña ou Valpo ficaria mais em conta.

Obrigada,

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Jaqueline

 

Eu fui ano passado e paguei os seguintes valores:

 

8,400 pesos ida e volta de ônibus + 13,500 pelo tour que tinha lá na rodoviária (a mulher me deu um descontinho pq eu tentei negociar)

 

Eu não sei pela Sousa's tour mas as vezes sai mais barato.

 

O ruim é que eles me levaram para almoçar num restaurante muito caro em Viña del Mar (que eh mais caro que Valparaiso) mas eu escolhi outro restaurante.

 

Boa sorte e qq coisa dá um grito rs

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Oi gente,

 

Estou indo para Santiago com as duas amigas, vamos ficar 10 dias, e pelo que eu vi aqui, basta só um dia para conhecer as duas cidades, é isso? Vi também que é bom ficar em repúblicas ("estilo Ouro Preto"), mas alguém pode me indicar uma, ou algum hostel? Estávamos pensando em ficar 2 noites, não vale a pena?

Como são as Nigths de la? Quais as melhores?

 

Há alguma (s) outra(s) cidade(s) que vocês recomendam? Vale a pena ir pra Mendoza?

 

São muitas perguntas, eu sei. rs Mas obrigada a quem responder!

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Pessoal, estou indo para o Chile em Agosto e estava dando uma olhada em todo esse tópico mas nao consegui esclarecer completamente algumas dúvidas, la vai:

 

1º Existe algum problema em fazer esse tour pelas duas cidades em um Domingo, está tudo funcionando?

2º Que horas começam as viagens para essas cidades e os tours? Queria ir o mais cedo possível. e pelo que li vou pegar pela RODOTUR.

3º Eh melhor ir pra qual das cidades primeiro? Começar por Valparaiso e terminar em Viña, ou ao contrario?

 

 

Obrigado pela atenção e pela ajuda galera.

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    • Por Trip-se!
      Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru.
      Roteiro - 24 dias
      São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima.
       
      Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo:
       
       
      No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo.
      Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização.
      Ao chegarmos na rodoviária internacional, que mais parecia o ponto final de uma linha de ônibus bem acabada em uma cidade quase fora do mapa, uma mulher sentada numa mesa nos informou que o ônibus para Tacna só sairia a partir das 8:30 da manhã. Eram 4:30 da madrugada. A outra opção, como ela sugeriu, era atravessar a fronteira com um dos muitos motoristas de carro que faziam ofertas de assentos pelo mesmo valor dos ônibus. Não, só se fôssemos loucas de aceitar. Assistimos demais "Presos no Estrangeiro" para arriscarmos uma prisão por tráfico de drogas com um estranho que diria que era tudo nosso, das gringas. Nunca. Resolvemos dar uma volta na rodoviária para despistar a mulher que nos alucinava com essa ideia, quando ouvimos sem muita certeza, o motorista de um ônibus gritar "Tacnabus, Tacnabus" e corremos para confirmar a informação. O ônibus ia para a Bolívia, mas primeiro pararia no Peru, em Tacna, para onde estávamos indo. Com o dinheiro guardado na calcinha, entramos no ônibus e seguimos para o nosso próximo destino.
      Na fronteira: sai do ônibus, carimba passaporte de entrada no Peru, passa as mochilas no raio X, tira o vinho da mochila, mostra que é vinho, guarda a garrafa, volta as mochilas para o bagageiro, sobe no ônibus. E em 40 minutos, chegávamos em Tacna.
      *ATENÇÃO! Ao desembarcar no aeroporto em Santiago do Chile, na entrada no país, além do passaporte carimbado, também entregam um papelzinho, aparentemente sem nenhum valor e sem nenhuma explicação. GUARDE-O DENTRO DO PASSAPORTE! Na travessia da fronteira, esse papel é exigido.
       
      TACNA
      Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. 
      O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. 
      As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. 
      Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade.
      Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade.
      Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. 
      Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa.
       







       
       
      - Onde ficamos:
      Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. 
      Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos:
      Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos:
      Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru  
       Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. 
      https://www.instagram.com/trip_se_/
    • Por Trip-se!
      Estivemos em Valparaíso em setembro de 2018, em uma viagem pelo Chile, que também contemplava as cidades de Santiago e San Pedro do Atacama, com seu espetacular deserto. Tudo isso relatado em posts descritivos de cada cidade.
      Nos hospedamos na parte baixa da cidade. Ficamos 2 noites no hostel Casa Plan, um charmosíssimo prédio que funciona como hostel, café, galeria de arte e espaço cultural. Excelentes quartos, banheiros e áreas comuns. Tudo bonito, espaçoso e muito confortável. E ainda tem a simpatia e atenção do Gabriel, idealizador desse lugar múltiplo. Teríamos ficado uma noite a mais. Saímos com a sensação de não termos conhecido tudo.
      Valparaíso é uma cidade que requer tempo. É pequenina, mas tão adorável e que desperta tantos sorrisos, que te deixa pensando por que os amigos recomendam ir, mas ninguém fala que você vai embora com muita vontade de ficar.
      Nas ruas da parte baixa vende-se de tudo: fruta, comida pronta, papel higiênico, cigarro, remédio fora da caixa, desinfetante, roupa, tudo. Pessoas dançando no meio da calçada, de alegria ou embriaguez, também chamaram nossos olhares, em meio àquela oferta de tudo e qualquer coisa, que não tem como não nos vidrar.
      E antes de conhecermos a cidade, conhecemos os cachorros. Já tínhamos reparado que os cães de rua em Santiago eram bem cuidados, mas em Valpo, como eles a chamam, os cachorros são parte não só da cidade, como da vida das pessoas, que espalham potes de água e até casinhas por todos os cantos. Eles caminham pela cidade como pessoas e dormem no sol da praça como idosos aposentados.
      A cidade baixa é conectada à cidade alta por funiculares, que levam a diferentes paisagens dos inúmeros miradouros que nos permitem não só admirar a vista, mas também entender a construção da primeira cidade portuária do Chile e fuga de muitos presos políticos durante a ditadura de Pinochet.
      A parte alta é dividida em cerros, que são como bairros. Cerro Alegre e Cerro Concepcion são os mais charmosos. São repletos de casas coloridas de zinco e de casarões transformados em hotéis, lojinhas e restaurantes, grafite e arte por todo lado. Lemos em algum lugar que Valparaíso é uma mistura de Santa Teresa, Bairro Alto, Olinda e Caminito. É mesmo. Mas é muito além.
       

       

       

       

       

       
       
      Cerro Cárcel
      Um pouco fora do circuito turístico de Valparaíso fica o Cerro Cárcel, local onde funcionava uma prisão de tortura para presos políticos e que, mantendo-se toda a estrutura para que detalhes da história do país jamais fossem esquecidos, ignorados e tampouco modificados, foi transformado em parque e centro cultural. As salas são exatamente do tamanho das celas, com suas micro janelas no alto com barras de ferro, lembrando a todo tempo onde estamos. Fotografias de mulheres presas se espalham pelas paredes, com seus nomes e um sensível relato das roupas que vestiam e do local em que estavam no exato instante em que foram capturadas.
      Uma homenagem forte a um jovem militante assassinado ali, com um testemunho duro e detalhado de um amigo que assistiu à crueldade sem nada poder fazer. Gonzalo Muñoz Aravena.
      O coração doeu ao lermos e, de certa forma, revivermos toda aquela história entre aquelas mesmas paredes, onde quanto à energia que ali paira não há arte que acalente.

       

       

       

       
      O edifício faz parte do Parque Cultural de Val Paraíso, que é ao mesmo tempo centro cultural e parque aberto para a  comunidade.
      O parque abre de quarta a domingo, das 10h às 18h no inverno e das 10h às 21h, no verão.
      Endereço: Calle Cárcel, 471
       

       
       

       

       

       
      Saímos do Parque Cultural de Valparaíso e, enquanto olhávamos o mapa e pensávamos no que faríamos no pouco tempo que ainda nos restava ali, um senhor se aproximou perguntando se estávamos perdidas e queríamos ajuda. Iniciamos uma conversa longa com aquela figura que tanto tinha para contar.
      Aquele senhor, hoje reciclador de lixo, era apaixonado pela sua cidade. Tinha sido preso naquela prisão, junto com militantes de esquerda. Não que fosse um, ele disse, pois não tinha estudos e nem coligações com partidos, mas gostava de fumar maconha, e um dia foi pego e jogado naquele pequeno inferno, em celas de 8 m2 com 12 pessoas, que não tinham sequer como ir ao banheiro. Faziam cocô num saco e quando juntavam uma quantidade cujo cheiro não dava mais para suportar, subiam na janela da cela e lançavam-no do lado de fora, ato que gerava consequências desumanas de tortura.
      Ele fugiu. Numa fuga em que escaparam muitas pessoas, já exaustas e inconformadas com tanta maldade naquele lugar onde a extrema tortura era revoltantemente comum, ele foi junto, por um pequeno túnel que levava à uma possível liberdade. Não para todos, pois muitos foram capturados na tentativa de deixar o Chile, denunciados por argentinos nas fronteiras ou pelos próprios traços cansados, machucados e desnutridos. Mas para ele, sim. Finalmente. E ali na sua cidade ele permaneceu, e fez questão de ficar para ver os anos passarem, o governo mudar, e a vida poder ser de outra forma.
      Casou-se com uma mulher que tinha 4 filhos de outro homem, e ele quis criar todos, ser pai. Não está mais casado com ela. Tem netos já grandes. Ouviu uma filha dizer que tem 2 pais e ficou muito magoado, afinal o pai foi ele a vida inteira. Mas hoje entende, acha que no fundo ela tem razão. E os dois são amigos, o que fez e o que criou.
      Fala dos filhos, dos netos e da vida com brilho nos olhos e sorriso no rosto. Além de reciclar lixo numa tentativa de ajudar a manter a cidade, é também guia no centro cultural, contando aos jovens a história da cidade, da prisão e a sua própria, para que saibam onde estão.
       
      Frequenta o centro sempre que pode, gosta muito das peças de teatro e lamenta não ter assistido à sessão de cinema em que passou Carandiru, pois todos os seus amigos disseram que ele tinha que ver esse filme, que ia adorar.
      Apertou as nossas mãos, despediu-se de nós, nos desejou um bom passeio e desapareceu antes que pudéssemos saber seu nome ou eternizar seu rosto em algum lugar além da memória, que tem por costume se esvair com o tempo.
      E assim, como que com o coração em suspensão, à espera de um final, do laço de fita no presente, deixamos aquela cidade portuária, colorida, prisioneira, alta e baixa, simples e nobre, cultural e carente, olhando para trás e querendo voltar.
       
      O que faltou fazer?
      - Não visitamos a La Sebastiana, casa museu do Neruda em Valpo. Ela fica mais distante, em um cerro mais alto. Nos arrependemos imenso, mas não tivemos tempo.
      - Walking Tour para saber mais da história da cidade. 
       
      Dicas
      - Tours 4 Tips - caminhadas guiadas de cerca de 3 horas em que você paga o quanto quiser para o guia. 
      - Pan de Magia - uma pequena casinha roxa e amarela na cidade alta que serve empanadas deliciosas e baratas. Fica na Calle Almirante Montt, 738. 
       
      https://www.instagram.com/trip_se_/
       
       
    • Por Jeffersonwbds
      Nossa primeira viagem ao Chile foi incrível! 
      A primeira vez na neve a gente nunca esquece, né!? 
      Como recordação produzi um vídeo contendo trechos de diversas partes do chile, espero que gostem! ♥
       
       
    • Por guilherme.hotz
      Olá Mochileiros! Irei em agosto para o Chile e uma das minhas tantas dúvidas era quanto me custaria estar por lá durante uma semana.
      Para tanto fiz um esboço de roteiro que irá contemplar uma diversidade de atividades, que serão alteradas ainda devido à proximidade da viagem, clima na semana e disponibilização do calendário do Campeonato Chileno de Futebol (pois quero ver um jogo).
      Todavia, segue o esboço de forma que outros viajantes tenham uma noção de preços, e o que fazer.
      Fico à disposição para discutir possibilidades, sanar dúvidas e ouvir sugestões.
       
       
      CRONOGRAMA CHILE-1.pdf


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