Relatos de Viagens por 2 ou mais países da América do Sul
#1098343 por rodrigovix
16 Jun 2015, 23:14
Mochilao_Bolivia-Chile-Peru_Rodrigo-Alcure.jpg
Viagem dos Sonhos! (Foto: Isla del Sol - Bolívia)
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Índice do Relato:
[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem
[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.
[Pag. 3] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.
[Pag. 4] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.
[Pag. 6] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.
[Pag. 7] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.
[Pag. 8] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.
[Pag. 8] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.
[Pag. 10] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.
[Pag. 11] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!
[Pag. 12] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.
[Pag. 13] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]
[Pag. 14] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]
[Pag. 15] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.
[Pag. 15] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.
[Pag. 16] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.
[Pag. 17] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.
[Pag. 20] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.
[Pag. 23] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.
[Pag. 25] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.
[Pag. 26] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.
[Pag. 30] Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.
[Pag. 31] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.
[Pag. 33] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.
[Pag. 34] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.
[Pag. 38] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.
[Pag. 41] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.
[Pag. 41] Capítulo 27: Agradecimentos.

::hãã2:: Pessoal, criei recentemente um instagram só de viagens. Então se você também ama carimbar seu passaporte, segue lá:
@queridopassaporte.
Aproveita pra comentar que veio pelo Mochileiros hehe. ::otemo::

Editado:
Baixe o PDF com o relato completo:

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)


Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

O ROTEIRO:

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

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Roteiro 26 dias - Bolívia, Chile e Peru
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    01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof
http://www.centauro.com.br/bota-timberl ... 77831.html

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.
http://www.decathlon.com.br/

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II
http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/ ... D5300.html

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6
https://www.detonashop.com.br/lente-gra ... nikon.html

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

SOBRE AS MOCHILAS...

Usei uma Forclaz 50L Quechua...
http://www.decathlon.com.br/montanha-av ... hua_167478

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.
http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosma ... k-tbb013us

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:
    7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

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Com jeitinho, cabe tudo.
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NA PASTA DE DOCUMENTOS:
    Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

NO MONEY BELT:
    Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

fim_do_mundo.jpg
É o Apocalipse ou o quê? ¬¬
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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”
Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”
Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”
Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::
Editado pela última vez por rodrigovix em 05 Jan 2017, 21:57, em um total de 18 vezes.
#1098363 por juliad
17 Jun 2015, 00:49
bora! acompanhando =)
#1098924 por rodrigovix
18 Jun 2015, 20:35
Valeu, pessoal!!! :D :D

Pode deixar que vou tentar não demorar muito para postar os capítulos seguintes! ::otemo:: Também ficava desesperado quando a viagem estava se aproximando e as pessoas demoravam a dar sequência nos relatos, sei bem como é hahaha.
#1098930 por rodrigovix
18 Jun 2015, 20:39
billy jones escreveu:muito massa seu roteiro, deve ter sido uma experiência inesquecível

por gentileza, quanto gastou para ir de san p do atacama até arica? qual foi o meio utilizado?


Incrível é pouco, Billy Jones. Foi sensacional demais!!!

De San Pedro de Atacama até Arica você vai de ônibus mesmo. Na verdade, você pega um ônibus de SPA até Calama, e de Calama você embarca em outro para Arica. Porém, de SPA mesmo você já compra as duas passagens. Paguei 20.000 pesos na passagem leito, sendo 3.000 de SPA até Calama (poltrona normal) e 17.000 de Calama até Arica (leito). No capítulo de Atacama dou mais detalhes. ::cool:: :wink:
#1098954 por rodrigovix
18 Jun 2015, 21:39
Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

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Sucre, a capital constitucional da Bolívia
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01/04/15
Santa Cruz de la Sierra / Sucre


Eis que chega o dia da viagem. Mochilão pronto, férias devidamente iniciadas e ansiedade a mil. Acordamos cedo, pois o nosso roteiro para o 1º dia era bem puxado: sairíamos de Vitória (VIX) às 8h e chegaríamos a São Paulo (GRU) às 9h45. De lá, partiríamos para Santa Cruz de la Sierra (VVI) às 11h, com previsão de chegada às 13h. Em Santa Cruz, pegaríamos um voo de meia hora para Sucre, cujo embarque estava previsto para as 16h. Já em Sucre, embarcaríamos no ônibus noturno que seguiria direto para Uyuni, onde chegaríamos bem cedo no dia seguinte. Ufa! Cansei só de digitar.

Essa correria toda era pra aproveitar o gás de começo de viagem e ganhar um precioso tempo no roteiro, chegando em Uyuni já no 2º dia. Isso se corresse tudo dentro do planejado, é claro. Mas sabemos que, numa viagem dessas, é difícil sair tudo conforme o planejado. Sempre acontece algum imprevisto, por menor que seja. E, bom, foi exatamente isso o que aconteceu.

Embarcamos pra São Paulo com tranquilidade. Sabíamos, porém, que o tempo entre os voos seria curto, então tínhamos que nos apressar ao máximo depois de aterrissar. Como Murphy é meu brother de infância, ficamos uns 15 minutos parados pacientemente (sóquenão) aguardando nossas malas surgirem na esteira. Depois de finalmente pegá-las, fomos pro embarque internacional. Chegando lá, a atendente olha o nosso bilhete e diz “Voo pra Santa Cruz?”, olha para um relógio no alto do balcão de check-in que marcava precisamente “9:58:07s” e nos diz “o despacho de bagagens se encerra em 2 minutos, senhor”.

VÉÉÉÉIII!!! Pensa em dois bocós olhando pra mulher com cara de “Oi???????”. Saímos correndo e despachamos as malas no último microssegundo permitido. Isso que dá ser noob (iniciante, na gíria nerd) em viagens internacionais. Fica aqui então a dica pra todo mundo:

O despacho de bagagens em viagens internacionais é feito até no máximo 1 hora antes do voo. Por isso, é altamente recomendado chegar com 2 horas de antecedência. Não marquem bobeira!

Por pouco não ferramos com a viagem toda antes mesmo de sair do Brasil. Mas seguimos em frente, e a empolgação de chegar à Bolívia logo nos fez esquecer o cagaço que tínhamos acabado de passar (e da bela sorte que tivemos).

No voo para Santa Cruz, os comissários nos entregaram 2 formulários. Um para a Aduana, onde você declara os bens e valores que está levando, e o outro para a imigração (cuidado com as folhas carbono atrás dos formulários, não tire uma via de cima da outra). Preencha com calma. Se errar, eles te fazem preencher tudo de novo.

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Formulários "Aduana Nacional" e "Imigração"
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O voo seguiu tranquilo e teve 3h30 de duração. Saímos às 11h e chegamos às 13h30 do horário local (o fuso na Bolívia está 1h atrás do horário de Brasília).

A primeira passagem é pela imigração. Os estrangeiros enfrentam uma fila, e os nativos enfrentam outra. Eles recolhem nosso formulário, costumam fazer uma ou duas perguntas e carimbam o passaporte, sem maiores problemas. Não pude fazer fotos porque era proibido, e quis evitar qualquer problema.

Em seguida, fomos à Aduana. Lá entregamos nosso formulário de declaração de bens e valores, e fui informado que deveria preencher novamente. Isso porque os bens que declarei (máquina, equipamentos, celular, etc) são considerados bem de uso individual/turístico, e não precisavam ser declarados. Depois disso, passamos por uma espécie de detector de sei lá o que que acende uma luz verde ou vermelha. Se você passar e acender a luz verde, tá liberado. Se acender a vermelha, eles revistam sua mala. Vai entender... Minhas malas foram revistadas antes mesmo de eu passar nesse detector, já que tive que parar para preencher o novo formulário. Na hora que passei, deu luz verde e segui normalmente.

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Foto tremida, tirei rápido porque não sabia se era permitido rs.
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O aeroporto de Viru-Viru em Santa Cruz é bem pequeno. Paramos na cafeteria para comer alguma coisa, olhamos para o cardápio e desistimos. “Café Brasileiro” sendo vendido a 30 bolivianos!!! Na cotação do aeroporto, isso dava uns 16 reais. Fora de cogitação para mochileiros em modo econômico.

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O brazilian "coffe" inflacionado.
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Falando em cotação, o câmbio do aeroporto de Santa Cruz estava ó... uma bosta. Como em qualquer lugar do mundo, evitem ao máximo cambiar em aeroportos, shoppings ou zonas muito turísticas. Optem pelas regiões centrais, sempre que possível. Mais comércio, mais concorrência, melhores preços.

Cotação aeroporto Viru-Viru, Santa Cruz de la Sierra, dia 01/04/2015:
$1 = Bs.6,85
R$1 = Bs.1,85

Vi que tinha wi-fi liberado no aeroporto e decidi dar uma checada nas mensagens, já que meu celular estava desligado desde a saída do Brasil. Quando entro no e-mail, uma mensagem da Amaszonas enviada há 3 horas dizendo que o voo tinha sido antecipado para as 15h10. Tá de brincadeira, né??? Saímos correndo para o guichê e a atendente nos confirmou a mudança de horários. Deu para embarcar normalmente, mas serviu como mais uma lição.

Dica: Fiquem atentos para as mudanças de horários e itinerários nos transportes fora do país. Nem sempre eles seguem a mesma política a qual estamos acostumados. Estar preparado para imprevistos é sempre a melhor estratégia.

Embarcamos rumo à Sucre, e agora os passageiros bolivianos obviamente eram maioria disparada no avião. Em meia hora chegamos àquela que é a capital constitucional da Bolívia (La Paz é a capital administrativa, sede do governo). Um detalhe importante: diferente de Santa Cruz de la Sierra, que está a apenas 416m acima do nível do mar, a altitude em Sucre é de 2.810m.

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Rumo à Sucre. Relevo cada vez mais alto.
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Chegando lá, logo senti a diferença no ar (literalmente). Respirar exige um esforço um pouco maior, mas nada que tenha me incomodado. Já no aeroporto, ainda menor que o de Santa Cruz, fomos procurar uma casa de câmbio para trocar apenas o suficiente para o táxi, e nos surpreendemos ao sermos informados de que ali não havia nenhuma casa de câmbio. “Agora ferrou!”, pensamos.

Saímos perguntando aos comerciantes se eles poderiam cambiar alguns dólares para nós. Encontramos uma única mulher que aceitava, porém a cotação era péssima: 6,50 bolivianos por dólar. Nos juntamos a um brasileiro de São Paulo que também iria para a rodoviária e topamos rachar um táxi, já que o taxista nos cobrou Bs.30 (Bs.10 de cada um) para nos levar até lá dizendo que pararia antes no centro para que pudéssemos fazer um câmbio melhor.

Na saída, o paulista quis fazer fotos com umas Cholas que estavam pedindo dinheiro lá fora. Depois da foto, elas voaram pra cima dele pedindo dinheiro, e inclusive impediram o táxi de sair do lugar. Acabou que o próprio taxista pegou umas moedas e deu pra elas.

No caminho, paramos no centro para fazer o câmbio, e estava com uma cotação bem melhor. Bs.6,94 para cada dólar. Cambiamos uns 100 dólares e seguimos viagem até a rodoviária. Chegando lá, recebemos o belo e infame cartão de visitas dos taxistas bolivianos: la passada de pierna.

Sim, estereótipos são chatos, mas não podemos ignorar o que é quase uma questão cultural naquele país. A maioria dos taxistas tentará tirar vantagem dos turistas, e foi o que aquele fez. Disse que a corrida custaria Bs.15 a mais que o combinado porque ele parou no centro para fazermos câmbio e ainda deu dinheiro para as cholas. Reclamamos com ele e dissemos que aquilo não tinha sido o combinado e que ele tinha dado dinheiro por conta própria. Resultado, dei mais Bs.5 para ele e o paulista deu outros Bs.5 e o cara nos deixou em paz. Fiquem atentos a isso, é comum turistas serem feitos de besta (e isso em qualquer lugar do mundo).

A rodoviária e Sucre é bem feia e mal encarada. Um povo estranho te olhando meio desconfiado, até porque estrangeiros com mochilas imensas nas costas chamam mesmo a atenção. De toda forma, tudo ia seguindo dentro do roteiro planejado até ali. Fomos informados que apenas uma empresa fazia o percurso Sucre x Uyuni (sem ter que parar em Potosí, como faz a maioria). Essa empresa fica no final do corredor, é bem fácil localizá-la, só perguntar em qualquer guichê. Chegando lá, vimos que os ônibus partem diariamente em 2 horários: 9h30 e 20h30. Queríamos o de 20h30, pra passar a noite no ônibus, mas aí veio a primeira surpresa que bagunçou nosso roteiro: passagens esgotadas para aquele dia!!! Só tinha disponível pro dia seguinte.

Que merda! Tava tudo dando certo demais pra ser verdade. Decidimos então ficar aquela noite em Sucre, “conhecer” o que desse da cidade e pegar o ônibus das 20h30 do dia seguinte, assim pouparíamos um dia de hospedagem. As passagens custavam Bs.100 o bus-cama (cadeiras mais largas que deitam até 160º) e Bs.80 o semi-leito (cadeiras normais com inclinação mais reduzida). Optamos pelo bus-cama, porque já tínhamos combinado que nessa viagem, sempre que precisássemos dormir em ônibus, pegaríamos as poltronas mais confortáveis. Afinal, dois marmanjos de 1,84m não dormiriam bem em qualquer poltrona.

Já que teríamos que passar uma noite em Sucre, fomos atrás de algum hotel ali perto da rodoviária. Achamos o Hostelling International a uma quadra de distância, cuja diária estava Bs.45 para um quarto de 6 camas, wi-fi, banheiro compartilhado externo e sem café da manhã. Para nós estava de bom tamanho, até porque a cozinha era legal e a intenção era fazermos nossa própria comida ali. E foi o que fizemos. Cozinhar em hostel, sempre que possível, sai mais em conta do que comer fora, mas é sempre bom fazer as contas pra ver se de fato compensa.

Decidimos aproveitar aquela noite para dar uma volta na cidade e passar num mercado central ou supermercado que fosse para comprar comida. Afinal, faríamos também o café da manhã e o almoço do dia seguinte no hostel. Eis que saímos caminhando pelas ruas, aquela empolgação de estar num país diferente, ouvir uma língua diferente, presenciar uma cultura diferente... fica nítido que somos turistas ali.

Depois de andar bastante, fazendo um esforço além do normal, chegamos a um supermercado. Porém, eu estava me sentindo muito cansado. Decidimos então sentar numa lanchonete para que eu pudesse descansar e ali mesmo pedimos um lanche. Foram Bs.12 por um sanduíche com batatas fritas e uma coca-cola quente.

Nem precisava, porque sequer deu pra encostar na comida.

Sucre fica a quase 3.000 metros de altitude, e o bonitão morador do litoral brasileiro aqui se esqueceu disso por um momento. A caminhada rápida e o esforço constante subindo e descendo ruas se juntou com o fato de meu organismo não estar aclimatado e POW! Senti o baque do “soroche”, o mal da altitude. Foi eu sentar naquela lanchonete que todos os sintomas vieram de uma só vez. Tontura, queda de pressão, náusea, falta de ar... foi um pacote completo. Quando Antenor olhou pra mim, eu estava mais branco que vela. Só deu pra falar “eu não tô bem”. Foi o tempo de pedir pra embalar a comida e pegar um táxi de volta pro hotel. Chegando lá, ele saiu atrás da tal folha de coca e só voltou meia hora depois, pois foi quase impossível encontrar quem vendesse tão tarde da noite. Nesse meio tempo, a dona do hotel me deu chá de coca, e os sintomas foram aos poucos se amenizando.

DICA: Vá devagar. Os sintomas se manifestam de forma diferente em organismos diferentes. Não adianta achar que por ser uma pessoa que pratica exercícios regularmente, tem uma alimentação legal e a saúde em dia, como eu, que estará imune dos efeitos do soroche. Evite esforço nos primeiros dias. Deixe o organismo se aclimatar aos poucos. Não cometa o mesmo erro que eu.

Cotação: US$1 = Bs.6,93

SALDO DO DIA:
Bs.10 (cada passageiro) – táxi Aeroporto Sucre x Rodoviária
Bs.5 – pagamento extra pro taxista malandro
Bs.100 – passagem bus-cama Sucre x Uyuni
Bs.12 – sanduíche com batatas fritas + coca-cola
Bs.4 – táxi de volta ao hotel
Bs.5 – pacote de folhas de coca
TOTAL: Bs.136 (US$ 19,6)


02/04/15
Sucre


Acordei um pouco melhor no dia seguinte, mas ainda não estava 100%. Saímos para comprar os ingredientes do café da manhã e do almoço, e cada refeição saiu por míseros Bs.12 (cerca de R$5,75). Muito barato.

Aproveitamos para dar uma volta pela cidade e conhecer melhor o comércio, mas dessa fez não saímos caminhando feito loucos. Pegamos um daqueles ônibus de condições duvidosas, porém altamente divertidos pra turistas como nós, e pagamos míseros Bs.1,50. Ahhh, e sabe todo aquele papo de que o trânsito na Bolívia é caótico? Tudo verdade. Saca só um cruzamento habitual por lá.

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Cruzamento tá tranquilo. sqn
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Chegando no centro, que não era muito longe, cambiamos mais 150 dólares cada, pois iríamos precisar em Uyuni e sabíamos que a cotação lá não era das melhores. Aproveitamos para comprar 2 cachecóis de alpaca a Bs.40 cada (depois da pechincha, porque era Bs.50), pois sabíamos do frio que estava por vir no Salar.

Aqui cabe uma observação. Todos os relatos falam pra pechinchar bastante nessa viagem, principalmente na Bolívia. E, de fato, é verdade, você consegue descontos. Mas não é sempre, e não é tão fácil como fazem parecer. Na maioria das vezes, é nítido que eles falam um preço absurdo só pra dizer que deram um desconto depois (o mesmo cachecol nos foi oferecido por Bs.120 na esquina seguinte). E teve momentos em que o vendedor não se mostrava nem um pouco disposto a negociar – e olha que a gente argumenta bem. De toda forma, pechinche, mas não espere milagres.

Usamos o banheiro público a Bs.1 por pessoa, e depois aproveitamos para comprar papel higiênico no supermercado por Bs.2,70. Importante destacar que 99% dos banheiros nesses países são pagos, e a maioria está longe de ser um exemplo de limpeza rs. Ah, e papel higiênico é essencial, carregue o seu próprio rolo na mochila.

Pegamos um táxi de volta ao hotel (Bs.5 cada). Aproveitamos para passar no mercadinho e comprar os ingredientes do jantar (a dona gentilmente nos permitiu permanecer usando a cozinha mesmo já tendo passado o horário do check-out), além de 2 litros de água e algumas frutas para a viagem. Saiu tudo por Bs.25 cada.

Depois de comer, pagamos a diária (Bs.45 cada) e fomos para a rodoviária. Lá nos compramos o ticket da taxa terminal (Bs.1,50), obrigatório para embarcar. Essas taxas são bem comuns nas rodoviárias desses 3 países, fiquem sempre atentos a elas.

Faltavam 20 minutos para a partida quando descemos para a plataforma, e lá observamos 2 ônibus encostados que partiriam para Uyuni. Verificamos qual seria o nosso e embarcamos. Um detalhe importante: notamos alguns “cambistas” vendendo a passagem ali na última hora. Não sei se por ter um ônibus extra ou se por ser uma prática comum. De toda forma, se soubéssemos disso teríamos vindo à noite anterior para quem sabe conseguir passagens de última hora. Fica a dica para quem quiser tentar. (Apesar de que, pelo tanto que eu passei mal, foi até bom ficar um dia quieto na cidade).

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Ônibus Sucre x Uyuni
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Poltronas bus-cama no ônibus para Uyuni
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SALDO DO DIA:
Bs.12 – ingredientes para o café da manhã
Bs.12 – ingredientes para o almoço
Bs.1,50 – ônibus dentro da cidade
Bs.40 – cachecol de pelo de alpaca
Bs.1 – banheiro público
Bs.2,70 – rolo de papel higiênico
Bs.5 – táxi de volta ao hotel
Bs.25 – ingredientes para o jantar + água 2L e frutas para a viagem
Bs.45 – diária hotel
Bs.1,50 – taxa terminal
TOTAL: Bs.145,70 (US$ 21)

No próximo capítulo: Enfim, Uyuni! Três dias inesquecíveis.
Editado pela última vez por rodrigovix em 20 Jun 2015, 18:30, em um total de 4 vezes.

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