Ir para conteúdo

Pesquisar na Comunidade

Mostrando resultados para as tags ''argentina''.



Mais opções de pesquisa

  • Pesquisar por Tags

    Digite tags separadas por vírgulas
  • Pesquisar por Autor

Tipo de Conteúdo


Mochileiros.com

  • Relatos de Viagem
    • Relatos de Viagem
  • Perguntas e Respostas
    • Perguntas Rápidas
    • Perguntas e Respostas & Roteiros
  • Companhia para Viajar
  • Trilhas e Travessias
  • Equipamentos
  • Nomadismo e Mochilão roots
  • Outras Formas de Viajar
  • Outros Fóruns

Encontrar resultados em...

Encontrar resultados que...


Data de Criação

  • Início

    FIM


Data de Atualização

  • Início

    FIM


Filtrar pelo número de...

Data de Registro

  • Início

    FIM


Grupo


Sobre mim


Ocupação


Próximo Destino

Encontrado 87 registros

  1. Olá gente! Nem acredito que chegou a minha hora de deixar um relato de viagem haha eu pesquisei muito aqui nesse fórum e uma das grandes razões da viagem ter saído do papel e eu ter feito o meu primeiro mochilão sozinha foi as informações que encontrei por aqui. Primeiramente, a base da minha viagem foi o relato da @appriim que está completinho nesse link aqui. Encontrei ela aqui no Mochileiros e no fim somos da mesma cidade e temos vários amigos em comum (e em breve espero que saia o encontro pessoalmente né Ana? haha) Fiz algumas alterações porque eu tinha alguns dias a mais que ela, então segue abaixo uma visão geral do meu roteiro e depois nos comentários vou escrevendo dia a dia. 17/12/2019 - Florianópolis > Ushuaia 18/12/2019 - Ushuaia - Carimbei o passaporte, comprei o ônibus para Punta Arenas e fiquei andando na cidade sem rumo 19/12/2019 - Ushuaia - Passeio na Pinguinera + Canal Beagle e trilha no Glaciar Martial 20/12/2019 - Ushuaia - Laguna Esmeralda 21/12/2019 - Ushuaia - descanso e andei pela cidade sem rumo de novo 22/12/2019 - Ushuaia deslocamento > Punta Arenas - 12h de ônibus durante o dia 23/12/2019 - Punta Arenas - fiz o câmbio e andei pela cidade, pela orla, fui ao mirante e cemitério as 17h peguei o ônibus para > Puerto Natales - 3h 24/12/2019 - Puerto Natales - Aluguei um carro com o pessoal do hostel e fomos até o Parque Torres del Paine, fazendo o "Full Day" que vende em agências de forma privada 25/12/2019 - Puerto Natales - Descanso 26/12/2019 - Puerto Natales - Trilha Base de Torres del Paine 27/12/2019 - Puerto Natales deslocamento > El Calafate - 7h de ônibus durante o dia 28/12/2019 - El Calafate - Laguna Niemez, Lago Argentino e andei pela cidade 29/12/2019 - El Calafate - Mini Trekking no Glaciar Perito Moreno 30/12/2019 - El Calafate deslocamento > El Chalten - 3h de ônibus saindo as 8h 31/12/2019 - El Chalten - Laguna de los Três / Fitz Roy 01/01/2020 - El Chalten - Descanso 02/01/2020 - El Chalten - Chorrillo Del Salto 03/01/2020 - El Chalten - Mirador de Los Condores e Las Aguilas 04/01/2020 - El Chalten - Laguna Torres / Cerro Torre 05/01/2020 - El Chalten - Madre e Hija 06/01/2020 - El Chalten - Descanso 07/01/2020 - El Chalten deslocamento > El Calafate - 3h de ônibus, saindo as 8h, andei sem rumo pela cidade 08/01/2020 - El Calafate - Lago Argentino, andei pela cidade e meu voo saiu as 19:30h para Buenos Aires > Florianópolis 09/01/2020 - Chegada em Florianópolis Gastos aproximados: DESLOCAMENTO: R$ 3.000,00 R$ 2.139,00 passagem aérea Aerolíneas Argentinas | Ida: Floripa > Buenos Aires > Ushuaia | Volta: El Calafate > Buenos Aires > Floripa R$ 180,00 entre taxi, uber, transfer aos lugares R$ 530,00 deslocamentos de ônibus R$ 135,00 aluguel de carro por 1 dia em Puerto Natales (o carro foi dividido em 4 pessoas) HOSPEDAGEM: R$ 1.280,00 Ushuaia: ANTARCTICA HOSTEL Punta Arenas: HOSTEL ENTRE VIENTOS Puerto Natales: WE ARE PATAGONIA BACKPACKERS (pagamento em dólar estamos isentos de 19% do imposto) El Calafate: FOLK HOSTEL El Chalten: LO DE TRIVI El Calafate: FOLK SUITS Reservas feitas pelo Booking e HostelWorld PASSEIOS: R$ 1.650,00 Mini Trekking Perito Moreno - R$ 700,00 - comprado no Brasil valor com cartão de crédito e IOF Pinguinera + Canal Beagle - R$ 742,00 - pago no Brasil valor com cartão de crédito e IOF | observação importante: se fazer a caminhada com os Pinguins em Punta Arenas é metade do preço e rola reservar lá mesmo no próprio hostel pro dia seguinte. Entrada Parque Torres del Paine - R$ 185,00 (paguei o preço de 2019 ainda) ALIMENTAÇÃO: R$ 1.200,00 (tem mercado, cerveja, vinho e alfajor nessa conta haha) BAR: R$ 200,00 (isso são os extras dos dias que fui pro bar e só consumi álcool) SEGURO VIAGEM: R$ 215,00 TOTAL GASTO R$ 8.000,00 (contando souvenir, extras que eu possa ter esquecido de anotar e etc) Conversões realizadas: 1 real > 13,60 pesos argentinos (Aeroporto Ezeiza de Buenos Aires) 1 real > 185 pesos chilenos (Casa de Câmbio em Punta Arenas) 1 real > 16 pesos argentinos (Restaurante Casimiro em El Calafate) Fiz umas outras conversões zoadas porque tive perrengue de dinheiro que conto depois hahah mas essas três foram as principais que acho que vale citar. TOTAL QUE GASTEI EFETIVAMENTE: R$ 8.900,00 (perdi R$ 900,00 por um golpe na conversão do câmbio no Banco do Aeroporto Ezeiza, eu dei R$ 3.200,00 e eles me converteram como se eu tivesse trocando R$ 2.300,00, fui perceber só agora que já estava no Brasil, foi falta de atenção minha como recém mochileira que achava que tinha pensado em todos os detalhes, só que não... 💔💔) Aos poucos vou contando aqui sobre a viagem dia-a-dia, ah eu também fui postando tudo no meu Instagram (@anavoando), os stories estão salvos no destaques e fui escrevendo no feed também. Ah, leiam o post da Ana que citei lá no começo, eu li e reli um milhão de vezes e ela dá várias dias ótimas!! Espero que gostem! Continuarei aos poucos, Ana Caroline
  2. Fala galera! Estamos em lockdown no Peru por mais de 2 meses e as coisas por aqui não estão melhorando. O isolamento obrigatório e total fica sendo extendido indeterminadamente a cada duas semanas. Assim, organizamos nossas fotos e vídeos de viagem, como um lazer terapêutico. Uma viagem pelas telas, uma fuga temporária da realidade. Meu marido e eu estamos viajando as Américas por mais de dois anos, quando a pandemia chegou sorrateiramente e suspendeu nossos planos. Mas foram dois anos muito bem vividos e eu gostaria de trazer nossos locais favoritos pra vocês. Temos o sonho e poder retomar a viagem no futuro e assim sabemos que tem muitos mochileiros por aí desenhando seus sonhos também, até como forma de manter a sanidade nesse momento tão difícil. Espero que esse relato lhe ajude a continuar sonhando! Imagens inspiram mais do que palavras, então para mostrar a vibe dos melhores locais, compilamos um vídeo E por escrito aqui vamos mandar os detalhes necessários para você poder fazer acontecer Brasil, destinos mais irados: Lençois Maranhenses (ir no período em que as lagoas estão cheias). Valeu muito a pena cruzar o parque a pé e fazer o passeio aéreo também https://vidaitinerante.wordpress.com/2018/08/06/logistica-para-a-travessia-dos-lencois-maranhenses-a-pe/ Chapada Diamantina - Outro parque nacional que vale a pena cruzar a pé. Indicamos o Guia Cid +55 (75) 99229-0256 Costa dos Corais (Pernambuco à Alagoas), gostamos bastante de São Miguel dos Milagres. É menor, menos turistas, melhor qualidade da água do mar. Para quem estiver de passagem, gostamos de visitar o Canyon do Xingó. Não recomendo dirigir até lá só para isso, mas quem estiver dirigindo pelo litoral Brasileiro, vale muito a pena a parada. Canoa Quebrada, CE Jalapão: fervedouros (nosso favorito foi o fervedouro encontro das águas pois é o mais forte), cachoeira da formiga, lagoa do japonês, nascer do sol Serra do Espírito Santos Fernando de Noronha (caro, porém vale muito a pena) Cânions na divisa de SC e RS. Recomendo a trilha do Rio do Boi *Não conseguimos ir para a Amazônia ainda Vídeo para ajudar no planejamento de quem quer conhecer todo o litoral Brasileiro de carro: Uruguai: Ver o carnaval deles, principalmente os encenarios populares no Teatro de Verano Colonia del Sacramento Cabo Polônio Argentina: Buenos Aires: Palermo Soho, Recoleta, Caminito Bariloche: é possível subir o bondinho até o topo da montanha de ski (Cerro Catedral) sem saber esquiar, caminhando. Melhor mês para curtir a neve é Agosto. Visitar a Colonia Suiza também, um charme Circuito Cafayate, Salta, Purmamarca, Salinas Grandes https://vidaitinerante.wordpress.com/2020/03/05/salta-preciosidade-ainda-nao-descoberta/ *Não adentramos no coração da Patagonia pois não havía boas condições de internet e trabalhamos remoto (somos nômades digitais). Então nossas dicas não estão levando em consideração locais que não fomos Chile: Circuito São Pedro de Atacama à Uyuni (tentar ir em Fev ou Mar para pegar o efeito espelhado) Deserto do Atacama: conhecer as várias lagunas (ex: Baltinache), Valle de la Luna, Valle de Marte/Muerte, Geiser (se não foi no trajeto para Uyuni, se foi, dá para pular) Iquique: duna gigante junto à cidade, sandboarding Paraguai - não achamos nada de especial que valha a pena os problemas estruturais (ex: corrupção policial) Peru (não conseguimos visitar todo o país, fomos interrompidos pelo coronga) Arequipa (com certeza a cidade mais bonita do Peru). Sillar, Misty, centro histórico Puno: fiesta de la candelaria e Ilhas de Uros Colca Canyon Macchu Pichu (ir na período de seca) Quem quiser saber todas as paradas que fizemos nesses dois anos, mapeamos no tripline: https://www.tripline.net/trip/Trecho_j%C3%A1_percorrido-7160000020541014A251C736C09EF5CD Cada estrelinha nesse mapa foram locais que conhecemos. Não apenas de passagem, locais que ficamos um tempo, visitamos. O sonho continua vivo e é isso que nos mantém fortes para superar momentos difíceis. Sigam firme galera! Se cuidem e cuide do próximo, vamos sair dessa juntos! Abraços
  3. Segue o relato de um viagem de moto que fiz poucos dias atrás, juntamente com meu colega Kiko Mais informações no instagram @berdamcavaletti. Informações de gastos, documentos e moeda no final desse post ou no vídeo. Dia 1 - 18/12/2019 Medo e Ansiedade Na noite anterior, dormimos na casa dos pais do @DiPaludo, saímos de São Domingos-SC por volta das 7:40 e fomos em direção a Dionísio Cerqueira, decidimos ir por Campo Erê,péssima ideia, rodovia toda esburacada. Poderíamos ir pela BR282, porém a mesma entre Chapecó e São Miguel do Oeste está em más condições também. Chegando em Dionísio, fizemos o câmbio para pesos argentinos,nos sentimos ricos, com maços de dinheiro, após o câmbio, preencher a papelada na aduana, perdemos uns 40 minutos, após, comprar chips para celular, porém apenas o meu celular funcionava internet, perdemos por volta de 60 minutos e nada do celular do DiPaludo funcionar, abandonamos e fomos almoçar em um restaurante, alta classe argentina almoçando e a gente fedendo suor, cabelo esparramado, mas segue o baile, o restaurante parecia a vila do Chaves, cheio de barris, aqui se foram mais 40 minutos, saímos fomos abastecer e seguir viagem até onde viveu por alguns anos Che Guevara. Che viveu parte da sua infância próximo ao rio Paraná na cidade de Caraguatay, aproveitamos a visita para fazer um café (estava uns 32 graus de calor) e dar uma descansada. Após a visita, íamos visitar as ruínas de San Ignacio, mas já estava tarde, fomos para o Camping Municipal em Ituizangó, passando por Posadas a moto entrou na reserva e fiquei por volta de 20 minutos procurando estacion de servico, mas nada de achar, pedimos ajuda a um policial e encontramos. Novamente pegamos a rodovia e visualizamos um lindo pôr do sol, com o pessoal voando de parapente na marginal, chegamos no camping por volta de umas 21 horas, resultado de todo o atraso anterior. Pagamos por volta de 11 reais/cabeça (banho quente, área cercada e camping) compramos um lanche ali nas redondezas, logo após chega um cidadão estranho com um controle na mão acionava e desacionava o alarme da moto, estranhamos, depois de alguns segundos de conversa, fui entender que ele encontrou o controle no banheiro, resultado do banho que fui tomar e acabei esquecendo a chave da moto e controle por lá, fomos dormir ouvindo cumbia por umas duas horas. 559 kms. Dia 2 - 19/12/2019 Retas, rio e mais retas Levantamos cedo em Ituizangó, desarmamos acampamentos e seguimos em direção a Corrientes, retas, asfalto bom, mais retas e lagoas na beira da rodovia, um certo calor já aparecia e as nádegas já começavam a reclamar. Chegando em Corrientes por volta das 10:30 da manhã, resolvi algumas pendências do trabalho pelo celular na estacion de servico, ficamos até por volta do meio dia, tomamos e compramos muita água. Após estarmos descansados, atravessamos a ponte entre Corrientes e Resistencia, ponte bem grande e bonita, o rio mais ainda, seguimos em direção a Presidencia Roque Sáenz Peña. Chegamos por volta de umas 16 horas, fazia uns 37 graus, dentro da jaqueta com certeza estava uns 47, encontramos o Francisco(Chico tkman no FC) e sua esposa que eram de Ponta Grossa e iam em direção ao Paso Águas Negras, depois de uma hora de conversa decidimos pegar um hotel, nos informamos com o frentista do posto e encontramos ali perto o Hotel Riposo, 35 reais por cabeça, com internet, banho quente, cama e tv e um desayuno meia boca,, era o suficiente para um dia escaldante e retas intermináveis, aliás retas que quase comprovam que a terra é plana kk. Saímos a noite e fomos comer no restaurante El Decano, ele tinha umas churrasqueiras enormes, parecidas com aquelas que se encontram nas comunidades do oeste catarinense. Pedimos uma parrilla e mais outras coisas que não lembro, veio tanta comida que no final não conseguimos comer tudo, gastamos 35 reais por cabeça.. 414 kms. Dia 3 - 20/12/2019 Retas, calor, chuva e frio. Saímos de Presidencia Roque Saenz Penha por volta de umas 7:40 da manhã em direção a Tafi del Valle, ainda no hotel tomamos o desayuno(café da manhã), bolacha seca e café amargo. Neste trecho não existe nada de muito importante para visitar. Decidi desviar da rota mais comum, para pegar a Ruta 40, segundo pesquisas que fiz vale mais a pena que o trajeto reto de Presidencia Roque Saenz Penha até Salta. Quanto mais a oeste íamos, mais umidade, menos calor e mais chance de chuva havia, e foi isso que aconteceu. Faltando uns 200 kms para o destino, pegamos chuva e vento, chuva até que era bom, pelo fato de que estava muito quente, de certa forma deu uma amenizada no calor, e aqui vem uma enganação, lembra quando você vai comprar roupas de moto e dizem para você que é impermeável?, pois é, compre e use junto com a roupa de proteção, aquelas capas plásticas impermeáveis que vendem por 5 reais. Depois de ensopados, o tanque entrou na reserva e logo apareceu um posto na frente, lá entramos, abastecemos e comemos algo, ali encontramos a @MonicaKawasaki, que anda na sua Z-Versys 300, até Ushuaia. Seguimos em direção a Tafi del Valle no pé da cordilheira, mais chuva e menos calor, menos calor, menos calor, até que em certo ponto estávamos todos ensopados e com temperatura ambiente em 10 graus. A cidade é muito bonita, possui um dique, bons hotéis e restaurantes, lembra a cidade de #Gramado-RS, no inverno a temperatura ali vai para uns 10 graus negativos e centímetros de neve. Ali estava marcado um camping, mas com a chuva e o frio mudamos de ideia e decidimos ficar em um hostel, NuestroDestino, 50 reais por cabeça, internet, banho quente, garagem para as motos e um desayuno espetacular. Estacionamos as motos, banho e fomos comer, comer oq ?? parilla de novo, batata frita e além disso sobremesa, passando mal de tanto comer, fomos acertar a conta, 40 reais cada. 665 kms Dia 4 - 21/12/2019 Frio, altitude, deserto, uma arma e susto na moto - parte 1 Amanhecemos dia 21 e fomos comprar luvas,capa e botas de borracha para o @DiPaludo, compramos as luvas e as botas, porém a capa não deu, andamos por alguns metros e pedimos informação para dois homens que passavam de carro, nos auxiliaram mas não entendemos nada, os dois nos ofereceram carona, quando entramos notamos uma pistola no chão do carro na parte traseira, mesmo assim entramos, conversa vai e conversa vem, eles pediram o que nós fazíamos e vice versa, os dois eram policiais, no fim todo mundo riu e eles nos deixaram na frente da ferragem, porém a capa estava muito cara. Voltamos para o hostel e já era umas 9:30, nosso objetivo do dia era ir até San Salvador de #Jujuy, mas a estrada possui partes de chão e também havia chovido na noite anterior, o que ocasionou deslizamentos e pedras na rodovia, atrasando a viagem.Logo que saímos de Tafi del Valle já começamos a subir a Cordilheira dos #Andes, estava 5 graus e 1000 m de altitude, coloca casaco, a paisagem ia mudando, a vegetação já começava a ficar mais rasteira e tendendo a desaparecer. Neblina/nuvens já apareciam de uma forma mais intensa o que indicava que estávamos muito altos. Paramos para tirar umas fotos e conversamos com dois senhores que desciam a montanha de bicicleta, deram várias dicas e também de como evitar o mal da altitude. Parte 2 Dali para frente visualizamos paisagens muito bonitas, mesclando em terrenos secos e úmidos. Já era meio dia e paramos em #AmanchaDelValle para comer algo, estava por volta de uns 25 graus, tira casaco, paramos no único posto da cidade, abastecemos e comemos, na hora de pagar, tentei pagar com meu cartão Nubank, mas a internet no local não funcionava, roteei a internet do meu celular para o aparelho do posto e assim consegui pagar via cartão, isso foi apenas um teste para saber se realmente o cartão funcionava. O @DiPaludo decidiu apertar a corrente numa gomeria (borracharia) que tinha ali perto, que cagada, o cara apertou a corrente e além disso apertou o freio, depois de uns 5 kms o aro da roda estava quase que em chamas, paramos e arrumamos. Na sequência fomos visitar o Museu Pachamama, entrada de 10 reais, vale a visita. Indo em direção a Cafayate várias paisagens são espetaculares, vinhedos, montanhas,retas, o #ElAnfiteatro, a #GargantadelDiablo, o #MiradorTresCruces, #QuebradadeLasConchas e uma festa de aniversário no meio do nada. Andamos um longo trecho e paramos na beira da rodovia para fazer um café (de novo). Fui conferir o óleo da moto, estava baixo, adicionei óleo reserva que tinha e seguimos para Salta, parei no primeiro posto para adicionar óleo e abri a tampa para trocar, fiquei conversando e pedindo auxílio de alguns amigos em relação ao óleo e somente no próximo posto tinha o óleo recomendado, nesse trajeto (12 km) deixei a tampa do óleo aberta, quando cheguei no próximo posto tive dois mini infartos, desci da moto e vi uma enorme mancha de óleo do chão (infarto 1), neste momento já comecei a pensar em como voltar para o Brasil, de carona, avião ou junto com a transportadora da moto, fui comprar o óleo recomendado e na hora de pagar cadê a minha carteira (infarto 2), abri todas as malas e joguei no piso do posto e nada de achar, lembrei que quando tomamos café eu coloquei a carteira dentro da luva de borracha, continua ... Parte 3 Ali mesmo no posto drenei o óleo e troquei, um problema a menos. Ainda faltava ainda fazer um câmbio, nossos pesos argentinos estavam acabando, era umas 19:40, corremos para uma casa de câmbio e o trânsito de #Salta é um caos, chegando na câmbio, estava fechada, decidimos ir ao mercado para comprar comida e acampar, paguei no cartão para evitar gastar os poucos pesos que tínhamos, fomos acampar no camping Xamena, 200 pesos para os dois, o camping possui banho quente e amplo espaço. Ali nesse dia conhecemos o Guilherme Settani (@toto_settanni) a mulher dele, Zuzu e os filhos Kaio com K(10) e Daniel(12). O Guilherme quase que se atirou na frente das motos, acampamos perto dele. Ele tem tem empresa de trabalhos em altura, viajou e subiu todos os picos do planeta e foi muito gente fina com nós. Depois de conhecer a família do Guilherme, tinha que resolver o seguro SOAPEX, já que não tínhamos conseguido fazer antes por problemas no site, o Whesley Santos (@owhesley) fez no site www.hdi.cl e depois realizei a transferência do dinheiro via Caixa, detalhe, nunca vi ele pessoalmente, dias depois ele foi para o Atacama de CG. 307 kms. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 Dia 5 - 22/12/2019 De Salta a Purmamarca Neste dia saímos cedo do camping, demos tchau ao Guilherme(@toto_settanni) e fomos fazer câmbio, era domingo e nada estava aberto, com informações dos policiais nos informaram que na frente da catedral os cambistas faziam. Fomos até lá, trocamos os pilas e seguimos para San Salvador de #Jujuy, no meio do caminho apertamos a corrente das motos e fomos "parados" pelo Renato, sua esposa e filho que eram de #RiodoSul, nos falamos por meia hora e seguimos para Jujuy via estrada cênica, uma estrada entre as montanhas não muito visitada entre #Salta e #Jujuy. Chegando em Jujuy tínhamos que resolver o #Soapex do @DiPaludo, perdemos ali umas duas horas até o seguro ser feito, porém faltava a impressão do documento, onde imprimir em um domingo? Lembrei que tinha um grupos de moto no #Whatsapp e pedi ajuda, apareceu o Furia Noba Furia no FC, nos levou até a casa dele, imprimiu, trocou uns pesos chilenos e nos levou até boa parte da estrada, todo agradecimento para ele. Seguimos para #Purmamarca as motos já perdiam força, chegando lá encontramos o Renato de novo. Fomos procurar um camping e um senhor argentino nós auxiliou, esse senhor já mascava folha de coca, aliás quase todos na região mascam aquilo, e o cheiro lembra uma vaca ruminando. Ainda conversando com o senhorzinho, pedimos onde ficava o pior camping da cidade, isso mesmo, queríamos o pior camping para testar os equipamentos que tínhamos, principalmente em relação ao frio (saco de dormir, segunda pele, colchão e barraca), fazia 8 graus e era 20 horas, achamos o tal camping e realmente superou nossas expectativas, não tinha grama, o banho era na água quente, porém se esquentava a água em um projeto de fogão a lenha e a água era posta em um balde no teto do banheiro, para tomar banho era só "ligar" o balde e a água vinha quentinha. Pagamos por esse luxo todo 10 reais por cabeça. Depois do banho luxuoso e barraca montada fomos comer na cidade, a ideia era fazer um assado, fomos em uma carniceria (açougue), o @Dipaludo entrou lá, mas não achou nada interessante, na saída da carniceria um aviso, "fazemos castrações nos sábados pela manhã" demos uma risada e desistimos porque o camping não tinha churrasqueira. Procuramos algum restaurante e haviam dois, um deles tinha um gaúcho parecido com o Baitaca, mas o restaurante cheirava urina, fomos em outro que aparentava ser melhor, ali ficamos e pedimos um ensopado de lhama e batata, um dupla de cantores e instrumentistas com flautas regionais animava a janta com músicas típicas, jantamos e fomos para o camping dormir. 169 kms #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 Dia 6 - 23/12/2019 De Purmamarca a San Pedro de Atacama Era 7:30, e saímos do camping, logo na saída eu e o @DiPaludo nos perdemos, ele foi para o sul e eu norte, ficamos 30 minutos perdidos. Passei por algumas pessoas que encontrava na rodovia e perguntei se haviam visto uma moto preta, alguns confirmaram que sim, outros que não, decidi seguir em frente. Parei um carro que estava indo na mesma direção que a minha e expliquei toda a situação no meu horrível espanhol, o casal francês nada entendeu, tentei explicar no meu horrível inglês, eles entenderam e iriam avisá-lo caso o encontrasse, parei outro veículo que vinha no sentido contrário, e eles confirmaram que viram meu colega, andei mais alguns quilômetros e acabei o encontrando. As motos já apresentavam baixo desempenho, a próxima atração era a #CuestaDeLipan, a serra é muito bonita cheia de curvas, fotos, encontramos três motoqueiros viajando em família, pai, mãe e filho, de Foz do Iguaçu e iam em direção ao #Peru, a mãe tocava uma moto e o pai outra. Na sequência passamos pelo marco de 4170m de altura, fotos, no horizonte já era possível visualizar as #SalinasGrandes, passamos por lá e realmente elas são enormes, mais fotos, aquela lambida básica para confirmar que realmente é sal e fomos até #Susques para o último abastecimento. Chegando em Susques, completamos o combustível, e ali no posto comemos todos os alimentos que tínhamos, até porque a aduana chilena não permite a entrada de produtos in natura, produtos em madeira, alimentos frescos. Na aduana, os trâmites foram muito rápidos, pois não havia ônibus, algumas pessoas já sentiam os efeitos da altitude, dor de cabeça, tontura. Indo em direção a #SanPedrodeAtacama, cada vez mais alto e frio ficava, em determinado momento a moto alcançou apenas 37 km/h, a 4800m, coloquei uma blusa, estava 8 graus, tirei algumas fotos da fronteira do #Chile com a #Bolívia, quando fui ligar a moto, ela funcionava de maneira muito estranha, sinal da falta de oxigênio. De Susques até SanPedro, nada existe, além de pedra, areia e lago salgado, árvores ou construções muito menos. Começamos a descer os 50 km até #SanPedroDeAtacama em apenas uma reta, na nossa direita estava o vulcão #Licancabur e na esquerda o #CerroToco(Guardem esse nome). Em 30 min, saímos de uma altitude/temperatura de 4800m/8 graus para uma altitude de 2200m/30 graus. Um adendo, existem relatos de pessoas que atravessam o #PasoJama em direção ao Chile pelas 17 hs, vão chegar em San Pedro por volta das 22 hs ou mais, com toda certeza a temperatura vai estar zero ou negativa, adicione altitude, vento e um problema na moto e vocë estará em maus lençóis. A descida desta altitude de forma rápida é bem crítica, pois ocasiona muito sono, perigoso. No único posto em San Pedro, encontramos o @RibasVecchiato, ali conversamos comemos algo e fomos em direção ao camping #AndesNomads, nada fizemos nesse dia além de armar a barraca e encontrar novamente o Guilherme @toto_settanni. 411 kms. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 Dia 7 - 24/12/2019 Vale de la Muerte Acordamos umas 7 da manhã, fazia uns 10 graus, aliás a variação de temperatura no deserto é gigante, de dia 30, de noite 0 graus. Tomamos o nosso baita café, só café, nossa barraca estava bem na entrada do camping, todo mundo passava por lá, inclusive o Guilherme(toto_settanni) passou por ali e nos convidou para ir no #ValedeLaMuerte junto com a família. Alugamos pranchas de sandboard, compramos os ingressos, cerca de 17 reais (3000 pesos chilenos) e fomos mostrar nossas habilidades nas dunas do deserto kkkk, tombos, pé queimado, mão queimada, risada e cansaço. Fomos em outro ponto do Vale de La Muerte para visualizar o pôr do sol que por sinal é muito bonito. Voltamos para a cidade, comemos algo, fomos para o acampamento tomar banho e dormir. Nosso camping era bem hardcore, iluminação era mantida por geradores até as 21 da noite apenas nos pontos “públicos”, o restante do camping possuía iluminação gerada pelos próprios usuários, celulares, powerbank, lanterna, fita de led. A água do banho era esquentada por tubos a vácuo, a regulagem da temperatura do chuveiro era uma novela, como são vários chuveiros, cada pessoa que abria ou fechava os registros, desregulava a temperatura de todos os outros, a água era salobra, resultado, cabelos duros. A porta do banheiro era mais hardcore ainda, ela fechava praticamente a 10 centímetros do vaso, era impossível sentar reto no sanitário, tinha que se sentar de lado, e isso era tanto no banheiro feminino e masculino. O camping não possuía grama, em alguns pontos existia brita. Em certos momentos da tarde começava uma ventania, todo aquele vento com pó invadia as barracas e carros que lá estavam. Para se refrescar, naquele calor todo havia uma piscina, doce ilusão, a piscina por ser no meio do deserto estava cheia de insetos e além disso a água era gelaaaaaada, mesmo assim todos iam, inclusive eu e o @DiPaludo. Depois da piscina, conversamos com o @RibasVecchiato e ele resumiu aquilo tudo em uma frase “Quer luxo, vai pra Disney”. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 Dia 8 - 25/12/2019 Vale da Lua e Lagoas Baltinache Neste dia fomos visitar o #ValledeLaLuna, ficamos toda a manhã observando aquela imensidão, formações, sal, minas de sal. Na parte da tarde fomos a visitar as Lagoas Escondidas de Baltinache. Chegamos lá, era por volta de 16 horas, e logo colocamos trajes de banho para aproveitar aquela água estupidamente gelada. As 7 lagoas são espetaculares, apresentam colorações variando de azul para celeste. É possível mergulhar na primeira e na última. A pior parte é vencer a água gelada, depois disso só alegria. Não é preciso fazer exatamente nada, você boia devido a alta concentração de sal que existe na água, alguns dizem que é mais que o Mar Morto. Logo que saímos das lagos podemos perceber a grande quantidade de sal, todo o corpo ficava praticamente empanado de tanto sal, e as roupas completamente duras. Depois do banho foi a hora de correr, sim, correr para tirar o sal nas duchas que existiam por lá, elas ficavam abertas até as 17 horas. Na volta para a cidade, passamos pelos campos minados na beira da estrada. Sim, existem campos minados em San Pedro de Atacama, resquícios da ditadura chilena. Já na cidade compramos carne e vinho para a janta. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #baltinache Dia 9 - 26/12/2019 Subindo o vulcão #CerroToco - 5600 metros Saímos cedo do acampamento e 1 hora depois estávamos a 5200 metros de altitude, Cerro Toco é o vulcão (estratovulcão) mais rápido para chegar de carro de San Pedro de Atacama. Já neste ponto era possível sentir a altitude fazendo efeito, respiração pesada.. A respiração e batimentos cardíacos são parecidos com uma corrida que você realiza. Demoramos por volta de 1h e 30 minutos para chegar ao cume da montanha, 1200m de caminhada e 400m de elevação. Já no topo, a 5600m, a paisagem é espetacular, via-se a fronteira com a #Bolívia, o projeto #ALMA, toda a planície de San Pedro, o vulcão #Licancabur, #Juriques e o #Láscar. Ficamos ali por 10 minutos e estava uns 0 graus. Logo após chegar ao topo perguntei ao Guilherme (@toto_settanni) se era normal sentir enjoo, ele disse que s..., chamei o HUGO, grande parte disso foi ocasionado por carne, vinho e boa conversa na noite anterior, antes mesmo de subir o vulcão, as 5 da manhã o HUGO tinha me encontrado. A descida do vulcão é rápida, por volta de 30 minutos. Já dentro da camionete, sentei na janela para evitar possíveis encontros com o HUGO, e ele aconteceu novamente. Seguimos de volta para o acampamento e lá chegamos por volta das 12h, até as 19h todos praticamente ficaram de repouso, esperando a chata dor de cabeça passar, alguns com mais(eu) e outros com menos. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #vulcanlascar #cerrotoco Dia 10 - 27/12/2019 San Pedro de Atacama até Antofagasta Saímos cedo do acampamento em direção a Antofagasta, retas e mais retas. Nessa região tudo é gigante, parques eólicos, fazendas de painéis fotovoltaicos(2km) e mineração, muita, muita mineração, montanhas de resíduos. Tínhamos agendado uma visita na mina #Chuquicamata, porém foi cancelada devido aos protestos no Chile, seguimos em direção a #Antofagasta. Já em Antofagasta visitamos La Portada e fomos para um hostel. Era possível visualizar nas ruas de Antofagasta, resquícios de depredações, vidraças cobertas, pneus queimando, asfalto derretido. Hostel encontrado e fomos dar uma passeio na orla, o Oceano Pacífico estava ali, porém a água é o que, gelada !!!, não entramos. Fomos no mercado, compramos comida e na volta, se visualizava nas esquinas uma certa movimentação em relação aos protestos, nada violento, porém a polícia chegou ali e dispersou a multidão. Aqui já começava a bater um certo cansaço por tantos dias de estrada. Detalhe, aqui o sol se põe no mar. 312 kms #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #antofagasta Dia 11 - 28/12/2019 Antofagasta até Playa Cifuncho e o peixe muito salgado. Saímos de #Antofagasta e a ideia era ir até a #MãoDoDeserto, decidimos abortar pelo fato de termos uma visita agendada no #CerroParanal e provavelmente não daria tempo. Chegamos no #ObservatórioParanal as 9:30.. No observatório podemos ver toda a parte técnica, funcionamento dos telescópios, análise de dados e onde os astrônomos vivem, com certeza valeu mais a pena visitar aqui do que a #MãodoDeserto, fica para a próxima. Um agradecimento aqui ao @rmagnops, que tempos atrás foi visitar e achei interessante visitar também, apesar de não entender muita coisa sobre o tema. A direção agora era à #CaletaPaposo, a vista é espetacular, seguindo ao sul pela #Ruta1, praias desertas e estrada de chão batido em excelentes condições, cada curva uma foto. Chegando em #Taltal, uma mulher de um food truck, nos deu dois potes de peixe para comermos, agradecemos, porém era muito salgado, ela ainda nos ofereceu mais sal, não queria jogar no lixo na frente da mulher, guardei aquilo no baú da moto e uma certa parte vazou e ficou aquela catinga, fomos em um restaurante e oferecemos aquilo para o garçom gratuitamente, #ceviche era o nome da iguaria, ali mesmo no restaurante comemos peixe frito e pudemos observar placas de aviso de tsunami, aliás, toda costa do #Chile possui esses avisos. Seguimos em direção a #Cifuncho, uma praia mais ao sul que foi recomendada pelo garçom. A praia era muito bonita, cheia de gaivotas, pelicanos e leões marinhos, porém não existia luz elétrica, somente fotovoltaica e geradores, muito menos internet. Ali acampamos. 272 kms #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #antofagasta Dia 12- 29/12/2019 - Cifuncho até Aduana Chile - Paso San Francisco - O dia mais louco Saímos da praia Cifuncho e fomos em direção à Bahia Inglesa, novamente pela #ruta1 e costeando o Pacífico. Passamos pelo parque #PandeAzucar, cada curva uma foto, praticamente deserto de pessoas, em um lado montanha e 500 metros depois o mar. Chegando na #BahiaInglesa, fomos comer e nada de encontrar um restaurante barato, rodamos e rodamos, cada prato era uns 70 reais, encontramos um food truck, peixe arroz e coca-cola por 30 reais. Almoçamos e fomos em direção à #MinaSanJose. Lá na mina assistimos a história resumida do acontecimento, visualizamos as ferramentas, a cápsula Fênix e também conversamos com o mineiro #Jorge Galleguillos, o décimo primeiro mineiro a ser resgatado. Também pudemos visualizar as pedras de ouro e cobre que são extraídas de lá. Saímos da mina e fomos em direção a #Copiapó, abastecemos as motos, compramos comida e gasolina sobressalente e colocamos no baú, pois sabíamos que iríamos enfrentar 470 kms postos. Através do aplicativo #ioverlander, definimos o nosso ponto de acampamento que era no meio da cordilheira, tínhamos 200 kms para fazer e já eram 17 horas. Começamos a subir a cordilheira 3000, 3500, 4000, 4500m e pegamos 3,5 graus no topo, eram 20 horas. Paramos para ajustar as correntes pois estavam frouxas. Cerca de 40 minutos depois visualizamos algumas construções, era a aduana chilena. Chegando na aduana fomos informados que houve deslizamentos no lado argentino e dali ninguém passava, resultado, dormimos no ambulatório da aduana, tínhamos água para beber, comida e combustível, porém a estrutura da aduana era precária, não tinha água corrente para banheiros, não tinha internet, energia elétrica estava funcionando mas poderia cair em caso de tempestade. Depois de conformados em dormir na aduana, fomos desfazer as malas e dentro do baú havia cheiro de gasolina, somente o cheiro foi suficiente para deixar o pão que tínhamos com um gosto especial. 607 kms #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #copiapó #fiambalá #pasosanfrancisco Dia 13- 30/12/2019 Aduana Chile Paso San Francisco até Fiambala Pela manhã podemos observar melhor onde estávamos, areia de um lado, montanha e sal no outro, nada passava por ali, estávamos literalmente no meio do nada. Nossa espera era pela abertura da aduana, mas a comunicação era precária, estávamos em 8 pessoas, brasileiros e argentinos aguardando a liberação, de tanta espera, todos ficamos amigos. O oficial chileno nos orientou a voltar por outras aduanas, porém elas estavam a 400 e 1000 kms, decidimos esperar. Por volta das 17 horas houve a liberação, fizemos a papelada, embarcamos nas motos, mas elas andavam no máximo a 60 km/h, ocasionado pela baixa oxigenação do ar e vento contra, tínhamos 300 kms até a próxima cidade. Chegamos na aduana argentina era umas 19h, fizemos a papelada e estrada. As motos não andavam, e no horizonte se formava uma tempestade, o medo era acontecer um deslizamento e bloquear a estrada novamente. 20h e escurecendo, vento, frio (8 graus) e chuva, decidimos nos abrigar em um refúgio na beira da rodovia, pois nesses 300kms nada existia. Ficamos ali por 20 minutos esperando o vento e a chuva passar, caso não passasse, ali ia ser o acampamento #CazaderoGrande era o nome do refúgio. Decidimos seguir estrada e para evitar o frio colocamos todas as roupas que tínhamos e mais a capa de chuva. Estávamos com pressa e cuidado ao mesmo tempo, porque na nossa frente havia um deslizamento que não sabíamos onde e nem como era. Faltando 40 kms para a cidade começamos a visualizar uma estrada mais sinuosa, sinal de que ali poderia estar o bloqueio, e foi o que encontramos, areia e pedras de 1 metro de altura estavam no meio da rodovia, alguns avisos luminosos indicavam a posicão da polícia argentina, que estava ali fazendo a sinalização do local e a contagem de veículos, conversamos com eles, foram muito gentis e nos falaram que dali até a cidade a rodovia estava limpa. Chegamos na cidade de Fiambalá, era 22h da noite, estávamos suando de tanta roupa e fazia 28 graus, comer pizza e dormir. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #copiapó #fiambalá #pasosanfrancisco #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful Dia 14- 31/12/2019 - Fiambalá até San Fernando del Valle de Catamarca Termas, retas e mais retas. Amanhecemos no hotel em Fiambalá e as notícias já não eram das melhores, a recepcionista do hotel disse que ele estaria fechado pela noite, pois era dia 31, e que a nossa diária fecharia às 10 horas da manhã, a boa notícia era que poderíamos deixar as bagagens na recepção e retirar ao meio dia. Fizemos isso e fomos até as #TermasdeFiambalá, piscinas naturais entre as montanhas, entre 33 a 45 graus. Ficamos lá até meio dia e pagamos cerca de 300 pesos/22 reais para usufruir, com certeza um preço bem melhor que as #TermasDePuritana. Foi muito bom, as águas relaxam, porém te deixam com uma sensação de sono o dia inteiro. Ao meio dia saímos de lá fomos ao hotel pegar as malas e decidimos procurar uma cidade maior para passar o fim de ano, fomos até #Tinogasta, mas a cidade era menor, seguimos à #SanFernandoDelValleDeCatamarca. Chegando lá, abastecimento e procurar um hostel, achamos um que nem garagem tinha. Já era uma 21 horas da noite, decidimos ir comer e conhecer a praça principal, resultado, tuuuuuudo fechado. Voltando ao hotel encontramos um lugar que vendia sanduíche caseiro e cerveja, essa foi nossa ceia e depois cama. Não ouvi fogos de artifício, talvez seja por causa das termas e do cansaço. 358 kms #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #fiambalá #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful Dia 15- 01/01/2020 - San Fernando del Valle de Catamarca a Presidencia Roque Sáenz Peña Cuesta de Portuzuelo, retas, ferroada da abelha e racha na estrada Saímos de #SanFernandoDelValleDeCatamarca às 7 hs e fomos em direção a #CuestaDePortuzuelo, encontramos uma grande movimentação de pessoas e polícia de choque na rodovia, um pouco de apreensão, no fim era apenas uma festa da virada argentina nas margens do trajeto. Logo a frente subimos a Cuesta de Portuzuelo, uma serrinha asfaltada apenas para trânsito leve, foi ali as últimas fotos que fizemos da #CordilheiradosAndes. Logo na sequência pegamos 30 kms de chão, acabei deixando uma cerveja da noite anterior dentro do baú da moto, com o balanço, ela furou e fez aquela meleca toda. Recapitulando cerveja, óleo de motor, bafo de gasolina e aquele cheiro de ceviche. Passamos por uma localidade chamada #Guayamba, passamos por dentro de um riozinho e logo paramos em um bar para comer algo, ali pedimos um sanduíche e café e conversamos com alguns idosos argentinos. Seguimos viagem e as retas começaram a surgir de novo, sinal de que estávamos próximos a província de #Chaco. Próximo a Presidencia, uma abelha kamikaze fez seu papel, estava a 100km/h e ela veio depositar seu ferrão bem no pescoço, quanta dor. Usar equipamentos de proteção é importante, não queira ser o super homem e muito menos nos ultrapassar com uma biz preparada e além disso sem capacete, foi o que fez um motoqueiro argentino, rimos, demos uma buzinada, aceitamos a derrota e seguimos. Já em Presidencia ficamos no Hotel Presidente, 1000 pesos/70reais um quarto duplo, com ar condicionado, tv, garagem, banho e cama. 679 kms #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #PresidenciaRoqueSáenzPeña #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful Dia 16- 02/01/2020 - Presidencia Roque Sáenz Peña até Ituizangó Problemas na corrente e o taxista imprudente Neste trajeto, nada existe além de muitas retas, retas e pedágios. Os pedágios não precisam ser pagos por motos e foi num desses que tive um susto, logo na entrada de um pedágio, um taxista corta a minha frente, por centímetros não fui ao chão. Logo na nossa frente havia a ponte que liga #Resistência a #Corrientes, no início dela a corrente da minha moto cai da coroa. Estacionamos ali do lado e não havia mais o que fazer, todo o aperto da corrente já tinha sido dado, o jeito era achar uma oficina para trocar ou encurtar. Depois da ponte, pedimos informação para várias pessoas, e um motociclista nos disse que logo a frente havia uma oficina para arrumar la cadena. Chegamos lá a oficina era #Yamaha e o mecânico Facunto arrumou, perguntei o preço e ele disse “pague o quanto quiser”. Paguei 300 pesos, cerca de 20 reais e seguimos para #Ituizangó. Chegando lá fomos procurar lugar para dormir, entrei por uma estrada de areia e ali fui mostrar meus dotes. A moto foi para um lado, foi para outro, corrige aqui, corrige ali e não teve jeito, tombo. Nada estragado e seguimos achar um lugar para dormir. Encontramos um muquifo de um lugar, 70 reais e acredite, estava barato, pelo menos era bem próximo a praia do Rio Iguaçu. #atacama #xre190 #chile #argentina #sanpedrodeatacama #atacamadesert #cb300 #PresidenciaRoqueSáenzPeña #ituizangó #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful Dia 17- 03/01/2020 - Chegando em casa Fronteira, susto e casa. Já saindo de Ituizangó, um susto, olhei para a minha bagagem na moto e cadê minha mochila, parei a moto imediatamente e não vi, fui para o outro lado da moto e lá estava minha mochila pendurada, nela havia alguns dos documentos da aduana, isso se repetiu por mais duas vezes. No dia anterior conversando via #whatsapp com o amigo Darci de São Miguel do Oeste, ofereci os meus 75000 pesos chilenos, na conversão dava uns 400 reais, combinamos de no dia(3) nos encontramos no posto da cidade de Ituizangó. Acontece que toda a cidade estava sem energia elétriica e internet, o que fazer ?. Decidi seguir viagem e ir cuidando quando um Corola Cinza e uma moto passasem juntos. Exatamente às 9 horas da manhã visualizei eles vindo na direção oposta, abri a buzina e lá na beira da rodovia trocamos os pesos e dicas. Segui viagem para #SanPedro na Argentina, lá gastamos os pesos argentinos que tínhamos, vinho, mais vinho e alfajor. Daqui em diante o @DiPaludo foi para #DionísioCerqueira e eu decidi ir para a fronteira em #Paraíso-SC. Chegando na fronteira argentina outro susto, o funcionário exigiu um documento, e entreguei o acreditava ser, segundos de tensão, passei, os trâmites no lado brasileiro foram bem rápidos, fui abordado por uma funcionário da #Cidasc e falei para o mesmo “Como é bom ouvir alguém falando português”, rimos da situação, e segui para #SãoMigueldoOeste, queria chegar em casa rápido e nessa pressa acabei levando uma multa nas “poucas” lombadas eletrônicas que existem na cidade. O trecho entre São Miguel do Oeste e #Xanxerê, foi o mais tenso da viagem, buracos, calombos na rodovia, motoristas ruins, curvas, caminhões e tráfego intenso. Na intenção de descansar as pernas, dei uma leve esticada no meu pé que acabou por chutar um olho de gato. Nunca tive tanta felicidade em ver uma placa escrita #Xanxerê, #Chapecó, #Xaxim e #LajeadoGrande #roadtrip #instagood #picoftheday #happy #instadaily #beautiful Informações Dias de viagem - 17 Quilômetros percorridos - 5900 kms Quantia gasta - 2500 reais por cabeça Dias de camping - 8 dias Cotação de moedas Valor do peso argentino - 1 real = 14,5 pesos argentinos (dez/2019) Valor do peso chileno - 1 real = 175 pesos chileno(dez/2019) Campings e hospedagens Campings Argentina - Entre 10/15 reais por cabeça Chile SPA - 15 kms do centro - 27 reais ou 4800 pesos chilenos/dia No centro um hotel por volta de 100 reais/dia Hotels/hostels Argentina - Entre 35/ 70 reais, 500/1000 pesos argentinos Chile apenas um hostel em Antofagasta, R$ 50,00 reais ou 9000 p. chilenos Combustível Argentina - 3,35 reais/48 pesos/litro Chile - 5 reais/875 pesos chilenos/litro Alimentação Argentina - Uma boa janta, com parrilla, por volta de 35 por cabeça. Chile - San Pedro de Atacama é caro, qualquer comida/lanche é 40 reais. Fora de lá os preços diminuem. Passeios em San Pedro de Atacama (preço aproximado) Você estando a pé em SPA, vai ter que pagar por agências para levar aos passeios, o que sai caro. Indo com carro próprio ou alugado pode sair mais barato. Valores de entradas Valle de la Muerte - 17 reais/3000 pesos chilenos Valle de la Luna - 20 reais/4000 pesos chilenos Baltinache - 30 reais/3000 pesos chilenos Vulcões, pode se subir sem guias, desde que você chegue até lá com carro. Documentos Carta verde(Não foi pedido em nenhum momento) Soapex(Não foi pedido em nenhum momento) Seguro Saúde(opcional) Em nenhum momento foi exigido documentação de seguros. Em nenhum momento da estrada exigiram propina. Em nenhum momento, exceto as aduanas fomos parados para conferir documentação pessoal e das motos. Aduanas Informe-se sobre as situações das aduanas que se localizam na Cordilheira dos Andes, independente de localidade ou estação do ano, elas têm horário de funcionamento e muitas vezes podem fechar sem aviso, muito diferente das fronteiras brasileiras que funcionam 24 horas. O fechamento pode ocorrer por chuva, neve ou deslizamentos. Se acaso você estiver em uma dessas aduanas, o fechamento da mesma exigirá realizar um contorno gigante, 200, 400 ou 1000 kms. Tome cuidado em relação ao combustível na Cordilheira dos Andes, existem lugares onde se faz 500 kms sem posto. Divirta-se
  4. Gente quando acabar esse infeliz episódio do coronavirus eu pretendo ir a Argentina, porém planejei ir de Fortaleza até Foz do Iguaçu e de Foz até Puerto Iguazu e me hospedar por lá, porém reparei agora que não existem linhas de ônibus direto de Fortaleza pra Foz, alguém com mais experiência pode me dar uma força? Uma ideia
  5. Relato de uma viagem feita de carro com um grande amigo entre os dias 12/02 e 22/02 antes da pandemia de coronavírus (espero no futuro ler isso e ver que conseguimos superar a crise). Muitas das informações apresentadas aqui já foram compartilhadas no meu Instagram de viagens: https://instagram.com/viajadon_/ - Antes de chegar à primeira cidade citada no relato - Jujuy - ficamos dois dias em San Pedro de Atacama (há algumas dicas no meu Intagram e posso passar outras caso deseje). Após o último atrativo citado no relato, ficamos dois dias em Córdoba e mais dois inteiros em Buenos Aires (não relatei nada no Instagram, mas posso passar dicas, caso deseje Obs: os preços informados estão em pesos argentinos. PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS (em ordem cronológica): San Salvador de Jujuy (ou apenas "Jujuy"), Maimara, Tilcara, Humahuaca, Iruya, Purmamarca, Salinas Grandes, San Antonio de los Cobres, Tolar Grande + Cono de Arita, Salta, Cachi, Angastaco, Cafayate, Amaicha del Valle (Museo Pachamama), Belén, Campo de Piedra Pomez, Parque Nacional de Talampaya, Baldecitos, Parque Provincial Ischigualasto MAPA GERAL DA ROTA * Está faltando Tolar Grande e Cono de Arita, pois o Google Maps dá uma volta muito grande para chegar até os pontos MAPA INTERATIVO NO GOOGLE MAPS: https://drive.google.com/open?id=1LtTF87I0L1GPBiNd1VGNPVgQESvfSJqs&usp=sharing * Arquivo em kmz: Norte da Argentina.kmz ITINERÁRIO RESUMIDO * Planilha editável: Roteiro norte argentina.docx INFORMAÇÕES BÁSICAS - Aluguel de carro: fizemos quase toda a viagem em carro alugado, exceto a viagem a Iruya em ônibus de linha regular e os tours a Tolar Grande + Cono de Arita e a Campo de Piedra Pomez realizados em carro 4x4 com motorista contratado. Alugamos um carro popular mesmo e ficamos satisfeito. Não era necessário um carro mais potente para a viagem da forma como a realizamos. Alugamos o veículo na Alma Rent a Car. Saiu por $43.900 ($29.900 aluguel por 13 dias + $14.000 taxa de devolução do carro em Córdoba). Gostamos tanto do atendimento, que depois escrevemos comentários positivos no Google. Segue o comentário que escrevi: " Bom preço e ótimo atendimento ao cliente. Foram super atenciosos e solícitos comigo e meu amigo. Nos receberam no terminal rodoviário com sorriso no rosto, mesmo após atraso e ausência de comunicação nossa por estarmos sem celular. Depois ainda nos levaram numa casa de câmbio com cotação ótima para trocarmos o nosso dinheiro. Todas as vezes que precisamos de nos comunicar com eles, nos atenderam prontamente pelo Whatsapp." - Câmbio: conforme citado acima, trocamos dinheiro inicialmente na casa de câmbio que o pessoal da Alma Rent a Car nos levou. Infelizmente demos mole e não anotamos o nome do local. Pelo pesquisei aqui, provavelmente fica do lado da Graffit Turismo. Depois trocamos mais um pouco com cambistas próximo da praça principal de Salta e em um quiosco na Plaza San Martín em Córdoba (caso vc vá passar por esta cidade antes). Em todas essas situações trocamos R$1 por $17 pesos, a mesma cotação da casa de câmbio Mais Brazucas de Buenos Aires, a qual costuma ser a mais recomendada nesta cidade. Em Salta e em Córdoba, não compensava trocar em casas de câmbio oficiais. Nesse período compensava muito mais trocar real por pesos do que trocar dólar. - Hospedagens: de forma geral, ficamos em hospedagens econômicas muito baratas. Demos preferência a hostels com quartos compartilhados, mas em San Antonio de los Cobres e Baldecitos não havia essa opção (mais detalhes no tópico "hospedagens" ao final do relato). O custo da hospedagem girou entre $350 (pouco mais de R$20) e $600 para cada um de nós dois. - Comida: a comida de forma geral é baseada na carne, mas se vc é ovolactovegetariano (eu sou pseudo...hahaha...não como carne no dia a dia, mas eventualmente como em viagem em caso de necessidade ou como um experiência cultural), basta negociar, que geralmente fazem alguma coisa tipo uma omelete. - Bebida: o vinho é super barato na Argentina e em alguns locais por onde passamos, especialmente na parte do roteiro após Salta, havia opções de vinhos da região. O litro da cerveja tinha um custo geralmente em torno de $200 nos restaurantes e $150 em mercados. Vc conseguirá menú (entrada + prato principal + sobremesa) por $300 em vários locais ou então conseguirá bons pratos entre $180 e $250. - Preços: já citei os valores de hospedagem, comida e bebida, vale dizer que o transporte coletivo também parece ser econômico pelo o que li em relatos. Não posso dar muitas informações a respeito, pois o único transporte coletivo que pegamos foi de Humahuaca a Iruya a $300 (cada trecho). Digo ainda que artesanato também é muitooo barato! - Viajando de carro - estradas e combustível: de forma geral, mesmo as estradas de terra, são ótimas. Bastante atenção e velocidade reduzida, pois muitos trechos são muito sinuosos e há bastante depressões nas estradas por onde passa água de rios temporários ou de chuva. É interessante como nessa região muitos vezes não há canalizações d'água ou pontes mesmo nas estradas com ótimo asfalto. A respeito do combustível, pagamos entre $58 e $64 pelo litro de gasolina normal. Não há muita variação de preço entre as cidades. No total, gastamos $7.600 (pouco mais de R$400), incluindo a viagem até Córdoba. Por últimos, há muitas blitz. Sendo assim, esteja com todos os documentos, inclusive o seguro do automóvel a mãos. Fomos parados apenas em uma por sorte. ROTEIRO DIA 1) SAN PEDRO DE ATACAMA - SAN SALVADOR DE JUJUY (JUJUY) Ao chegar na rodoviária às 16h30 aproximadamente e fomos muito bem recebidos por um dos funcionários da Alma Rent Car, onde alugamos um carro para percorrer uma boa parte do noroeste da Argentina. Depois de nos receber, fomos até o escritório da locadora e em seguida à uma casa de câmbio para trocar nosso dinheiro (detalhes sobre câmbio em tópico acima). Posteriormente, fomos até o Hostel Malala, onde relaxamos um pouquinho, tomamos um banho e depois saímos caminhando até a a Plaza Belgrano, onde estão a catedral, a Casa de Gobierno e outras atrações. Como já era noite, estava tudo fechado, mas deve ser um ponto interessante para se visitar durante o dia. Durante a caminhada, é interessante ver como os argentino são noturnos. Sério! Parece que a galera economiza bateria durante o dia para gastar depois das 19h, 20h. 🤣 Depois tivemos um jantar maravilhoso no restaurante Viracocha, recomendado pelo funcionário da locadora de carro. Comemos milanesa de quinua (que trem bom!) e milanesa de quesillo (tbm bem gostoso), um arroz especial delicioso e chuño (batata desidratada, super sem graça). De quebra ainda tomamos uma garrafa do gostoso vinho Alamos por $400. Por acaso, depois descobrimos que o restaurante é o n° 1 do TripAdvisor da cidade (e ainda assim bastante barato). DIA 2) MAIMARA - TILCARA - HUMAHUACA Saímos cedo rumo ao norte com primeiro destino em Maimara (a 75 km de distância de Jujuy). Ao longo do caminho, vamos margeando o RIo Grande e montanhas coloridas que podemos apreciar a partir de mirantes estrategicamente posicionados no acostamento. Maimara é uma cidade bem simples, sem muito para conhecer. Seu maior atrativo para mim, foi o seu cemitério (sim, sou o gótico (nem sou!) que se amarra em cemitérios! 🤪👻). Depois seguimos até a cidadezinha de Tilcara a 7 km de distância. Esta já tem bastante infraestrutura turística, com muitos hostels e restaurantes interessantes. Visitamos o Pucará de Tilcara - comunidade pré-hispânica reconstruída parcialmente por arqueólogos - que teve a sua construção iniciada no séc XVIII e alcançou maior esplendor com a ocupação inca no séc. XV. Bastante interessante, mas achamos a entrada de 350 pesos (cerca de 20 reais) um pouco cara. Por fim, chegamos a Humahuaca (a 45 km de distância de Tilcara). Cidadezinha super agradável, com uma praça central bonita, onde ficam muitos vendedores de artesanato. O seu maior atrativo é o Cerro Hornocal ou Serranias de 14 colores (na verdade fica a alguns km de distância) . Antes ir à Serrania, demos uma volta pela cidade e almoçamos Café e Restaurante Las Glorias. Comemos um menú de $300 que incluía um estofado de llama. Basicamente é uma sopa com carne de lhama e batatas. Não vi muita diferença entre a carne de lhama e a carne de vaca. Tudo bem que não sou a melhor pessoa para degustar carne, mas o Sávio também considerou o mesmo. Ah, e vale dizer que enquanto almoçávamos, fomos agraciados pela apresentação de um cantora e violonista chilena maravilhosa. Depois do almoço, seguimos até a Serranía de Hornocal ou Cerro de 14 Colores está situado a 4760 m de altura, a 25 km da cidade de Humahuaca. O caminho é feito em estrada de chão (no linguajar brasiliense ou de terra, se preferir). Na cidade fazem um terror danado com a qualidade da estrada e oferecem transporte de 4x4 para chegar ao local por 2 mil pesos (um absurdo!). Se estiver na cidade em um carro pequeno, não hesite em ir até o local. A estrada na verdade é bem tranquila, apesar de ser muito sinuosa. Apesar do nome alternativo de Cerro de 14 Colores, muitas fontes dizem que na verdade são 24 cores, enquanto outras dizem que são 33 tonalidades. Eu tentei contar e vou falar que não consegui definir quantas cores são. Isso vai mais da sua interpretação pessoal. hehehe As diferentes cores são resultado de processo de diferentes processos de intemperismo sobre rochas que têm desde 110 milhões a 40 milhões de anos. Há uma entrada de 80 pesos e vale a pena fazer o caminho do mirador até mais perto da serra. Desses lugares que nenhuma foto consegue captar a real beleza. Depois desse rolê, voltamos para Humahuaca e fomos procurar hospedagem. Decidimos ficar no Hostel Humahuaca (detalhes ao final do relato). Depois de relaxar um pouco no hostel, saímos para jantar no La Puerta Verde. Menú também a $300 com muitaaa comida. Comemos umas humitas (a pamonha dos nossos vizinhos) e uma tortilla de papas andinas. Ambos estavam razoáveis, nada de mais. E vale dizer também que mais uma vez tivemos música ao vivo no restaurante. Aqui no caso era um grupo, com alguns bolivianos, que tocava música regional e cantou chacarera e fez o povo dançar. DIA 3) IRUYA Dia de conhecer a cidadezinha de Iruya, situada na Serra de Santa Victoria, a 75 km da cidade de Humahuaca. Há saídas de ônibus diariamente às 8h20, 9h e 10h30, com último retorno garantido às 15h15. O preço de cada trecho é de $300 pesos (cerca de 18 reais) e a viagem dura quase 3h. Iruya teve sua construção iniciada em 1751 e há indícios de que os primeiros habitantes eram descendentes dos incas. A cidadezinha é bem pitoresca e pode ser toda percorrida rapidamente. Primeiro fomos até o cemitério e ao mirante na parte superior. Depois descemos até uma pracinha na parte inferior, onde almoçamos no restaurante Cachis. Eu comi uma tortilla de quinua com papas andinas (espécie de suflê com esses ingredientes), que estava gostosa e caprichada ($230). Retornamos no último ônibus. Antes de ir pro hostel, compramos umas deliciosas (muito...demais mesmo!) tortillas rellena perto do mercado municipal. Essa tortilla é bem diferente da tortilla citada em Iruya, parece mais um calzone. É uma das coisas mais gostosas que comi durante toda a viagem e é encontrada também em Purmamarca e Salinas Grandes. Não achei mais dela na parte mais ao sul da nossa rota. DIA 4) PURMAMARCA - CUESTA DEL LÍPAN (ruta 52) - SALINAS GRANDES - RUTA 40 (Tres Morros e El Mojón) - SAN ANTONIO DE LOS COBRES Saímos de Humahuaca con direção a Purmamarca, uma cidadezinha fotogênica com uma história centenária, tendo assentamentos humanos desde antes da chegada dos espanhóis. Na cidade destacam-se as suas casas de adobe, o centrinho com muitos vendedores de artesanato, uma igrejinha que data de 1648 e o principal: o Cerro de Los Siete Colores como "tela de fundo". Vale super a pena pagar 20 pesos para subir no mirante do Cerro de Los Siete Colores e também recomendo demais fazer uma caminhada pelo Paseo de los Colorados, uma rota circular de cerca de 3 km, que passa por trás do Cerro. Depois da nossa volta pela cidade, pegamos a Cuesta del Lipán ou ruta 52: uma estrada bastante sinuosa e bastante inclinada, de pouco mais de 60 km, com belíssimas vistas. Ao longo do caminho, paramos em acostamento para tirar fotos, No local estava um ciclista parado e para nossa surpresa era um brasileiro, o Vieira, que estava fazendo a subida sinistra com o seu amigo Felipe (galera cascuda da porra!). Eles estavam com um projeto massa de pedalar do Atlântico (mais especificamente de Paranaguá) até o Pacífico (Antofagasta), promovendo a doação de medula óssea (dá para encontrar eles no Instagram: @pedalando_para_vida). Depois de trocar umas ideias com os ciclistas brasileiros, seguimos pela ruta 52 com destino às Salinas Grandes. Localizada a cerca de 3400 m de altitude, na província de Jujuy, as Salinas Grandes ocupam uma superfície de 212 km². Muitos sites a colocam como a segunda maior salina do mundo, mas essa informação é errada já que depois de Uyuni, outras duas (pelos menos) são maiores: a do Atacama e a de Arizaro (mais a frente falarei sobre esta 😆). As salinas possuem acesso super fácil, pois a Ruta 52 atravessa o salar, tendo alguns pontos para se estacionar o carro e descer para curtir a paisagem. Ao pensar em salina, talvez imediatamente vc pense em mar, não é?! Porém, as Salinas Grandes não têm nenhuma relação com o mar. Elas foram formadas a partir da evaporação de água de origem vulcânica entre 5 a 10 milhões de anos atrás. Depois de conhecer as Salinas, seguimos rumo a San Antonio de los Cobres. Aqui vale contar uma história: quando pegamos o carro, a galera da locadora nos disse para não pegar a ruta 40 para ir até San Antonio de los Cobres porque estava em péssimas condições. Olhamos no Maps e vimos que essa ruta era afastada da estrada que pretendíamos pegar, a qual não tinha indicação de nome no app, e assim ficamos tranquilos. Pegamos essa estrada de terra e depois de dirigir um bocado, avistamos uma placa: ruta 40. Lasqueira! Pegamos outro braço dessa ruta danada. hahaha 😂 Realmente a estrada tinha muita costela de vaca e alguns trechos de travessia de rio, mas de boa para quem já teve um Celtinha "off-road", que enfiava em todas trilhas e que foi meu veículo de campos de pesquisas no Cerrado por um bom tempo. 😆 Na verdade, a estrada talvez só não seja viável para carro pequeno em situações de muita chuva quando os rios enchem. No final, valeu a pena demais pegar essa rodovia. Muitas paisagens bonitas, umas ruínas massa em um cenário meio Mad Max, incluindo um fundo com salar e montanhas, e ainda dois povoadinhos super pitorescos: Tres Morros e El Mojón. Este último é meio que um projeto de povoado modelo, com restaurante, museu, igreja e hospedagem. Infelizmente não havia ninguém no local e como as informações na internet são escassas e defasadas, não sabemos dizer a quantas anda o projeto. Por fim, chegamos em San Antonio de los Cobres, uma cidade a 3775 m de altura, baseada principalmente na atividade de mineração e que tem buscado desenvolver o turismo no entorno, no qual se destacam o Viaducto La Polvorilla, o passeio pelo Trem de las Nubes e para Tolar Grande e Cono de Arita (cenas dos próximos capítulos 😆). DIA 5) TOUR TOLAR GRANDE + CONO DE ARITA Segurem-se, que lá vem o tour que talvez seja o mais incrível que já fiz (no mesmo patamar do tour de 3 dias de Uyuni)! Fizemos o tour a Tolar Grande e Cono de Arita partindo de San Antonio de los Cobres com o motorista Jorge Olmos (+54 387 519 9112), uma pessoa super tranquila e atenciosa, que nos cobrou barato pelo passeio ($15 mil no total...daria para colocar mais uma pessoa no veículo para dividir e ainda fazer o passeio com qualidade). O tour é super cansativo. Durou um total de mais de 13 horas dentro de uma Duster para percorrer pouco mais de 500 km. Mas vou te falar que o cansaço foi muito bem recompensado. Cada paisagem que cê tá doido!!! Passamos por montanhas incríveis, ruínas de casas abandonadas, salares de Pocitos e Arizaro, pelas Coloradas e Deserto del Diablo, por olhos de água salina (Ojos del Mar), pela cidadezinha de Tolar Grande e por último pelo incrível Cono de Arita (uma pirâmide natural no meio do Salar de Arizaro). Seguem as principais atrações: Salar de Pocitos O primeiro salar do roteiro. Há poucas informações sobre ele na internet (para não dizer nenhuma boa 🤣). Há uma pequena vila na beirada do salar e há bastante extração de sal no local. Há ainda um trilho de trem de carga que o corta. Las Coloradas e Desierto del Diablo A primeira é um conjunto de formações de rochas metamórficas sedimentares constantemente erodidas pelo vento e por chuvas de verão. Simplesmente incrível! 😍 Já o Desierto del Diablo (está situado a 3700 m de altura e é rodeado por montanhas majestuosas da Serranía de Macón, que degelam e formam pequenos cursos d'água que chegam até o deserto. MAH04445.MP4 Tolar Grande Atualmente a cidade tem mais de 200 habitantes, mas no passado, no auge da atividade ferroviária devido à mineração nos arredores, chegou a ter cerca de 5 mil habitantes. Ojos del Mar Os Ojos del Mar são um conjunto de três pequenas lagoas, situadas pertinho de Tolar Grande, que afloram a partir de um lençol freático bem profundo. Abrigam estromatólitos - rochas fósseis formadas pela atividade de microorganismos - e possuem coloração que variam de azul a verde esmeralda dependendo da luz. Cono de Arita Este com certeza é um dos lugares mais incríveis que já vi em toda a minha vida! 😍 O Cono de Arita se situa a pouco mais de 80 km da cidade de Tolar Grande. É uma formação piramidal com quase 200 m de altura, praticamente perfeita, que está situada no meio do Salar de Arizaro, o terceiro maior do mundo, após o Salar de Uyuni e de San Pedro. Segundo alguns estudos geológicos, o Cono é um vulcão que já chegou a entrar em atividade. Nas suas proximidades foram encontrados alguns artefatos que indicam que o local era usado em cerimônias por povos pré-incas e assim poderia ser considerado um local sagrado para estes. E para não dizer que tudo são flores, que há contratempos que aumentam a aventura (ou te tiram um tampão hahaha), segue algumas fotinhas de perrengues ao longo do caminho. Fiquei com muita pena do motorista que tava no caminhão da terceira foto. Imagina o esporro que levou! E o pior não faço ideia como ele aprontou essa arte. 😂😂 DIA 6) VIADUCTO POLVORILLA (San Antonio de los Cobres) - SALTA Acordamos cedo e fomos conhecer o Viaducto Polvorilla. É um dos maiores viadutos de trem do mundo com 63 m de altura e 223 m de comprimento. É o viaduto mais icônico por onde passa o Trem de las Nubes, um trem turístico que passa por diversos lugares muito bonitos. . Depois seguimos pela belíssima ruta 51 até Salta. Ao longo do caminho, montanhas nevadas e belas paisagens, como a da Quebrada del Toro, e ainda o importante sítio arqueológico de Santa Rosa de Tastil, que acabou nos passando batido. 🤦‍♂️ As estradas que percorremos durante a viagem às vezes eram mais atrativas do que os próprios destinos. Depois de cerca de 3h de belas paisagens na estrada, chegamos a Salta, a capital da província de mesmo nome, fundada em 1582. O nosso maior objetivo na cidade era visitar os Museus de Antropologia e de Arqueologia de Alta Montanha, o qual tem as famosas múmias de Llullailaco. Porém chegamos na cidade na segunda, o dia oficial dos museus fechados em várias cidades do mundo. 😂 Bola para frente. Fomos curtir a cidade que tem belas igrejas, como a grande Catedral e as coloridas Iglesia de la Candelaria e Iglesia San Francisco; uma charmosa e movimentada praça central; e ainda um teleférico que vai até o alto do cerro San Bernardo, de onde se tem uma vista privilegiada da cidade. Nós subimos nele e depois descemos a pé. Depois do rolê pela cidade, ao fim da tarde paramos no Café Van Gogh para almoçar (sim, almoço oficial (ou já seria janta?!) às 17h30 🤣). Comemos um menú por $380 com um crepe de verduras de entrada, filé de merluza de prato principal e ainda um crepe de banana com doce de leite. Tudo muito gostoso! DIA 7) SALTA - CACHI - ANGASTACO - CAFAYATE Dia de um rolezão enorme! Não tanto pela distância percorrida (320 km), mas pelas estradas de chão muito sinuosas e pelas paradas que fizemos em lugares muito lindos. Saímos de Salta, pegando a ruta 33. Depois de alguns quilômetros, passamos pelo Parque Nacional Los Cardones (espécies de cactus). De acordo com as fotos que vimos, o Parque tem vistas de paisagens incríveis. Porém, para o nosso azar pegamos muita neblina neste trecho do Parque, que muitas serras e curvas, e assim pouco conseguimos ver da paisagem. Depois de passarmos por esse trecho nublado, chegamos à bela Recta del Tin Tin, uma retona ladeada por muitos cactus e morros bonitos, onde paramos para tirar umas fotos e apreciar os cardones. Depois seguimos com destino à Cachi: uma cidadezinha branca linda, super agradável, com várias opções de restaurantes. Curtimos demais essa cidade! 😍 Depois de um bom rolê pela cidade, compramos umas empanadas baratas em uma casinha em um rua subindo logo após a praça principal (a de frango estava bem gostosa...a de carne vermelha, o Sávio não curtiu) e seguimos rumo a Angastaco, uma cidadezinha minúscula, super agradável, em que eu poderia facilmente me hospedar por um dia para descansar. Ao longo do caminho até essa cidade, muitas casas de adobe com tetos de barro, que escorrem pelas paredes formando um visual de filme de terror e diversas paisagens lindas, mas o mais incrível de todo esse caminho viria logo após: a belíssima Quebrada de Las Flechas. Paramos em todos os mirantes desse trecho e curtimos uma paisagem mais bonita que a outra. > Quebrada de las Flechas: Por fim, chegamos até Cafayate, uma cidade que muitas pessoas visitam para fazer visitas a vinícolas. Vou ser sincero que esperava um pouquinho mais da cidade em si. Achei bem sem graça e com um aspecto de lugar que na década de 70 e 80 era muito visitado, mas que hj em dia ficou meio defasado. Jantamos no restaurante Chikan na praça principal. Pedi um ravioli de verduras que estava bem fraco e ainda veio com um pedaço de carne cozida horrível, que não constava no cardápio. DIA 8 ) QUEBRADAS DE CAFAYATE (ruta 68) - MUSEO PACHAMAMA - CAFAYATE Começamos o dia conhecendo as quebradas e paisagens próximas da cidade de Cafayate, na ruta 68. No caminho, paramos para dar carona para um casal super gente boa de russos. Acabou que depois eles conheceram todas as quebradas com a gente. hehehe Dar carona é legal, pois é uma oportunidade de contribuir com outros viajantes e ainda conhecer um pouco mais sobre suas culturas, pegar dicas de roteiros e ainda fazer amizades. Sempre quando viajo de carro, dou caronas. Também já peguei muitas! Foi massa ver como a cultura da carona é forte nessa parte da Argentina. Quebradas basicamente são caminhos estreitos que passam entre montanhas ou desfiladeiros. Nesse trecho se destaca a belíssima Quebrada de las Conchas, o mirante de Los Castillos e Las Ventanas. Depois desse rolê pelas quebradas, seguimos no carro com destino a Belén, fazendo um pequeno desvio para conhecer a cidadezinha de Amaicha del Valle e o seu Museo Pachamama. O museu traz informações sobre a geologia da região e faz uma interpretação de como poderia ser a vida dos primeiros habitantes pré-incas da região, além de ter obras de arte do artista que o fundou, Héctor Cruz. A parte de acervo e de informações no museu é meio fraquinha. O que chama atenção mesmo é a arquitetura, as esculturas e ornamentações da área comum que recriam símbolos dos povos originários. Entrada: 200 pesos (cerca de 12 reais na cotação atual do peso). Por fim, seguimos caminho até a cidade de Belén, que seria a nossa base para o passeio ao Campo de Piedra Pómez. Essa cidade, que não é nem um pouco turística, tem três agências de viagem onde se pode contratar o passeio. Depois da contratação (falo sobre a empresa no final do tópico abaixo), jantamos no restaurante Ateneo. Era o que tinha opções mais baratas e onde consegui ver um esquema vegetariano (ovos com batatas fritas 😝). Porém não recomendo, não. Demos o mole de comer duas vezes no lugar. No segundo dia, a comida estava horrível. DIA 9) CAMPO DE PIEDRA POMEZ Segure-se que lá vem mais um passeio pedrada! Saímos rumo ao Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Belén) às 7h30, com o excelente guia e condutor Pierino na sua SW4 (4x4 é obrigatório para entrada no Campo). Ao longo do caminho até o Campo, passamos por formações incríveis, como Puerto Viejo (uma sequência de formações que parecem proas de barcos) e Cuesta de Randolfo (com dunas imersas em montanhas altas...muito louco!), e ainda tivemos o prazer de ver várias vicunhas, inclusive algumas cruzando a estrada. VID_20200220_092737.mp4 O Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Belén) é uma área natural protegida de pouco mais de 75 mil hectares na província de Catamarca. É uma paisagem surreal formada por rochas originárias de eventos vulcânicos (especialmente no Vulcão Blanco) que inundaram a área de magma entre 20 milhões e 10 mil anos atrás. Posteriormente, essas rochas foram esculpidas pelo vento, dando origem a diferentes formas e relevos. Lugar único, incrível!!! Depois de conhecer o Campo, voltamos até a vila de El Peñon, praticamente na base do Campo, e almoçamos no restaurante Comedor La Pomez. Na verdade o restaurante é a casa de um morador da cidade, sendo a comida servida na sua sala. Comi uma tortilla de batata e o Sávio uma carne vermelha. Gostamos bastante da comida! Depois do almoço, já no nosso retorno a Belén, demos uma passadinha na Laguna Blanca. Situada na Reserva de Biosfera de mesmo nome infelizmente estava com pouca água e bastante turva. Segundo o Pierino, de uns anos para cá anda geralmente muito seca, mesmo em períodos de chuva. No local vimos alguns flamingos e vicunhas 😍. No total, o passeio durou 10h30. Fizemos com a empresa Fanayfil por 12 mil pesos (carro para até 4 pessoas, cerca de R$400...facada!). As outras empresas estavam negociando pelo mesmo preço. Há ainda a opção de partir de El Peñón, cidadezinha praticamente na base do Campo (assim deve sair mais em conta...seguem alguns contatos abaixo caso queiram verificar). DIA 10) EL SHINCAL - PARQUE NACIONAL DE TALAMPAYA Saímos de Belén com primeiro destino nas Ruínas de El Shincal e segundo no Parque Nacional de Talampaya. El Shincal, fica a pouco mais de 20 km de Belén, e é o principal sítio arqueológicos dos incas na Argentina. Infelizmente encontramos informações de horário de funcionamento conflitantes na internet e ainda erramos o caminho (não siga o Google Earth; vá pelas placas). Assim, perdemos um dos horários de saída da visita guiada obrigatória e não podíamos aguardar a saída do próximo grupo pq depois a gente poderia perder o passeio em Talampaya. Segue abaixo os horários desde o ano passado para não ter contratempos: Depois de cerca de 4h30 de viagem e pouco mais de 300 km percorridos (mais uma vez com alguns trechos incríveis), avistamos serras altas dos dois lados da estrada em uma região árida e com vegetação composta por arbustos e algumas árvores esparsas, características da ecorregião de Monte de Sierras y Bolsones. Chegamos a um dos patrimônios naturais da humanidade declarados pela UNESCO: o Parque Nacional de Talampaya (declarado em conjunto com o seu vizinho, o Parque Provincial Ischigualasto...ambos considerados uma mesma unidade geográfica). O parque possui cânions e formações geológicas incríveis e abriga cerca de 190 espécies de vertebrados, entre eles guanacos, o condor, serpentes e nandu. No passado, abrigou dinossauros répteis e protomamiferos do Triassico (precursores dos dinossauros dos grandes dinossauros do Jurássico), que podem ser estudados e reconstituídos a partir de fósseis bem conservados encontrados na região (vou falar pouco mais sobre isso no post seguinte sobre o parque vizinho Ischigualasto). 🚩 Passeios: são feitos com empresas concessionárias ou com permissionários da comunidade local. Optamos por fazer um dos mais famosos: o do Cañón de Talampaya ($1490 + $400 de entrada, cerca de R$120...verifique no site oficial do Parque os horários dos passeios). O passeio é feito em um microônibus 4x4, com acompanhamento de guia e tem uma duração de 2h30, com saídas em diferentes horários ao longo do dia. O ônibus sai da entrada do parque e depois de percorrer alguns quilômetros - em parte pelo leito de um rio seco, que se enche apenas temporariamente com enxurradas nos meses dezembro e janeiro -, chega ao primeiro ponto de parada: um sítio com petrogriflos, alguns com cerca de 2500 anos, que trazem representações de animais, pessoas e figuras geométricas. 🖖 Depois percorremos mais uns quilômetros no ônibus e adentramos no incrível Cañón de Talampaya, o ponto alto do parque. Um cânion com paredes serpenteantes e em algumas partes tão retas na sua projeção ao céu, que parecem que foram cortadas por uma grande faca. Maravilhoso! Depois de ouvir explicações do guia, tirar fotos, gritar e escutar o eco, apreciar os loros (papagaios) que fazem festa nas árvores e ainda tomar uns vinhos locais oferecidos pelo guia🥂, seguimos até a formação Catedral Gótica. Bem massa! Por fim, seguimos até a última parada para contemplar a formação o Monge, que fica em uma parte mais aberta do parque, com outras formações geológicas bem interessantes. Que passeio incrível! Sim, é caro, mas vale super a pena. Depois seguimos até a cidadezinha de Baldecitos, uma cidade minúscula com apenas duas ou três opções de hospedagens, onde nos hospedamos em uma hospedagem familiar logo na entrada da cidade, onde há também o Armazém e Restaurante Alba. À noite, jantamos nesse restaurante. Eu comi um macarrão improvisado feito na manteiga e com ovos (não foi uma boa invenção, mas como tava com fome, foi de boa 🤣). p.s : Se tiver mais tempo na região pode valer a pela fazer outros passeios no Parque Talampaya, como o do Cañón Arco Íris e o da Ciudad Perdida. DIA 11) PARQUE PROVINCIAL ISCHIGUALASTO Depois de conhecer o Parque de Talampaya, foi a vez o conhecer o seu vizinho, o igualmente fantástico Parque Provincial Ischigualasto. Famoso mundialmente por ser o local onde foram encontrados 5 das 7 espécies de dinossauros conhecidos mais antigos do mundo, datados do período Triassico (250 a 201 mi anos) entre elas ancestrais dos mamíferos, de crocodilos e dos dinossauros do Jurássico. Ischigualasto é o único lugar do mundo com uma sequência de rochas continentais triassicas completa e contínua, que permite estudar uma das transições de fauna mais importantes da história. O passeio no parque é feito em veículo particular próprio, que deve seguir um comboio em que um guia, funcionário do parque, segue no primeiro veículo. O passeio tem 3h de duração e o custo/ pessoa é de $600 (aprox. 35 reais). As saídas acontecem a cada hora, iniciando às 9h. São cinco pontos de paradas no passeio. O 1º no Valle Pintado, onde é possível ver as três formações do parque com suas características e cores próprias: Coloradas, Los Rastros e Ischigualasto. 2º: Cancha de Bochas: um local com pedras ovaladas, algumas lembram bolas de bocha. Ainda não há uma explicação definida para a origem e processo de formação, mas supõe-se que são provêm de blocos esféricos de rochas arsênicas, que depois foram englobadas por detritos e com o tempo, reveladas pela ação do vento. 3º: um pequeno museu de estrutura metálica, onde se encontra no seu centro fósseis de três espécies ainda presas ao solo. 4º e 5º: duas formações interessantes: Submarino e El Hongo. Curiosidade: o Submarino há 4 anos tinha dois telescópios, mas um foi derrubado por fortes ventos. Isso mostra como o parque está em constante evolução e como o que vemos hoje pode não ser o mesmo do que existirá no futuro. Por fim, voltamos, margeando as belas Coloradas, à entrada do parque, onde visitamos o ótimo museu (não perca!). Depois de conhecer o parque, seguimos até Córdoba, onde ficamos dois dias e entregamos o carro. Como fomos em época de Carnaval, com muitas coisas fechadas, e como a cidade é grande e com várias dicas na internet, prefiro encerrar por aqui o relato dessa viagem incrível! Espero que tenham curtido! >Veja abaixo os meus top 10 e as informações de hospedagens< TOP 10 DA VIAGEM 1 - Cono de Arita (tour de Tolar Grande) 2 - Campo de Piedra Pomez 3 - Coloradas e Desierto del Diablo (tour de Tolar Grande) 4 - Serranía del Hornocal (Humahuaca) 5 - Parque Nacional de Talampaya 6 - Parque Provincial Ischigualasto 7 - Quebrada de las Flechas (Angastaco) 8 - Ojos del Mar (tour de Tolar Grande) 9 - Quebradas de Cafayate 10 - Purmamarca HOSPEDAGENS - San Salvador de Jujuy: Malala Jujuy Hostel - bom. Hostel barato em uma casa antiga com bom ambiente, cama confortável, bom café da manhã (com pães gostosos e frutas) e atendentes atenciosos. O único problema para mim foi o banheiro externo com área de chuveiro muito apertada. A cortina ficava grudando no corpo. $350, quarto para 6 pessoas - Humahuaca: Humahuaca Hostal - satisfatório. Super econômico, com quartos não muito espaçosos no caso de quarto para seis, cama confortável, café simples (pães e geleia), ótima área de convivência (se não estiver chovendo) e banheiro limpo, mas um pouco meio sem privacidade. $300, quarto para 6 pessoas. - San Antonio de los Cobres: Hosteria La Esperanza - satisfatório. Quarto privativo com cama confortável, banheiro privado, boa localização e café simples (pães, geleia, manteiga e doce de leite). $1200 para os dois, quarto para duas pessoas. - Salta: Hostal Namasté - bom. Quarto privativo com cama confortável, excelente atendimento, ótima limpeza. Não tem café da manhã. Um pouquinho distante do centro. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas. - Cafayate: Hostel Esperanto - Fraquinho. Café da manhã simples (pães, geleia e doce de leite), quarto muito quente e com cama estreita, cozinha meio desorganizada. $350, quarto para oito pessoas. - Belén: Hostel Bazetta - muito bom. É uma casa que foi transformada em hostel com três quartos com duas camas cada. Há boa cozinha, banheiro bom e tanque na área externa para lavar roupas. Sem café da manhã. $440 por pessoa pelo quarto duplo. - Baldecitos: infelizmente perdemos o nome da hospedagem, mas é uma familiar que fica logo na entrada da cidade, próximo de um armazém/restaurante. Achamos muito bom! Super limpa e confortável! Sem café da manhã. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas.
  6. Esse é o meu relato de viagem sobre meu mochilão de 17 dias pela patagônia argentina e chilena. Não liguem pro tempo verbal, tem coisa que estou escrevendo ao vivo e tem coisa que estou escrevendo depois que aconteceu. Roteiro: 18/10 - Rio x Santiago (escala de madrugada em Santiago) 19/10 - Santiago x Punta Arenas x Puerto Natales 20/10 - Punta Arenas x Torres del Paine 21/10 - Torres del Paine 22/10 - Torres del Paine 23/10 - Torres del paine x Puerto Natales 24/10 - Puerto Natales x El Calafate 25/10 - El Calafate 26/10 - El Calafate x El Chalten 27/10 - El Chalten 28/10 - El Chalten 29/10 - El Chalten 30/10 - El Chalten x El Calafate 31/10 - El Calafate x ushuaia (avião) 01/11 - Ushuaia 02/11 - Ushuaia 03/11 - Ushuaia x Brasil A escolha do roteiro: Por que vou fazer nessa ordem, já que começar pela Argentina é mais barato? Meu motivo principal da viagem é conhecer Torres del Paine, então minha ideia foi começar por lá, já que eu chegaria com o corpo descansado pra fazer as trilhas do parque. Por que eu não vou direto para El Chalten depois de Torres, daí vou pra El Calafate de uma vez e pego o voo direto? Como calafate não tem trilhas seria o meu descanso entre as duas cidades que mais vou fazer trilhas. Então preferi colocar no meio para descansar (entre torres del Paine e El Chalten). O que eu reservei antes? Quanto paguei? Por que? 1 - Reservei os campings em maio, pq sou ansiosa e fico com medo de não conseguir depois. Reservei no cartão de crédito em única parcela (não lembro se dá pra parcelar), com a cotação pro real de 4,60 aproximadamente. Farei o circuito W, optei por 4 dias e escolhi reservar a barraca com eles. Camping Central - 25 dólares (21 dólares barraca alugada e montada) Camping Francês - 25 dólares (21dólares barraca alugada e montada) Camping Paine Grande - 11 (30 dólares barraca alugada e montada) Total aproximadamente: 611,80 reais. 2 - Paguei o mini trekking com a hielo y aventura no Brasil também: 6500 pesos argentinos, que no cartão de crédito veio por uma cotação de 4,60 e no final paguei 543,83 reais. Esse valor está incluso apenas o transfer e o mini trekking. Chegando no parque tenho que pagar minha entrada: 800 pesos argentinos. 3 - Paguei o passeio que vou fazer em ushuaia com a Piratur. Tá sentado? Total de 746,26 reais. Está incluso o transfer e pelo preço pensei que eu poderia levar um pinguim pra casa. Além do transfer tem a navegação do canal beagle e a entrada na estância. O nome do passeio é: caminhada + navegação. Os passeios 2 e 3 eu reservei com antecedência pelo motivo de eu ter pouco tempo nas cidades e roteiro apertado e eu não queria correr o risco de não ter vaga (apenas essas empresas fazem estes passeios, então não tem a opção de pesquisar preços). 4 - Ônibus que faz o trajeto Punta Arenas Aeroporto - Puerto Natales. Paguei 7400 CLP = 47 reais. Ou seja, se você não pretende ficar em Punta Arenas, faz esse caminho direto, o valor é o mesmo caso você pegasse o ônibus na rodoviária. Quanto estou levando de dinheiro? Troquei meu dinheiro duas vezes: 1 vez = 1684 reais = 400 dólares 2 vez = 1281 reais = 300 dólares O dólar estava super em alta esse ano então eu juntei o dinheiro e fiquei de olho na cotação todo dia, toda hora em desespero mode on. O site que eu uso pra acompanhar a cotação é melhorcambio.com e lá eu faço a proposta de quanto eu quero pagar no dólar. Planejamento Antes de iniciar a viagem eu fiz uma planilha com todos os gastos de hospedagens e transportes que eu achei na internet, fiz o câmbio pra dolar e decidi levar esse valor citado. Início do relato: 18/01 - A caminho Meu vôo tava marcado pra 17:10. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, pois eu tinha que consertar meu nome no bilhete de embarque do voo que eu faria no meio do mochilão (calafate-ushuaia). Separei meu líquidos no zip lock, mas como sempre ninguém viu. Tava na tensão sem saber se conseguiria embarcar com meu bastão de caminhada e meu pau de selfie, segundo as regras é proibido, mas coloquei eles na parte de dentro da minha mochila (50l _quechua) e deu tudo certo. Como meu voo estava cheio a companhia ofereceu despachar as bagagens, eu aceitei, não tava querendo procurar vaga pra ela no avião mesmo. Comi um bolinho Ana Maria na sala de embarque e esperei meu momento. Embarquei. Tô levando comigo alguns itens de comida, dizem que no Chile é um pouco chato a imigração. Então no papelzinho de imigração que a gente ganha no avião eu declarei que estava levando coisas de origem vegetal e/ou animal. O que eu levei de comida: 1 pacotinho de chá mate 1 pacote de cappuccino em sachês 2 pacotes de amendoim grandes 12 barras de proteína com bom valor nutricional 09 snickers 04 latas de atum 02 pacote de cookies integral 12 bananadas 03 pacotes de bolo Ana Maria 02 sopas com bom valor nutricional da essential nutrition (soup lift) 03 barras de cereal 01 pacote traquinas 01 pacote de biscoito de arroz 01 pacote de Club social 01 caixa do chocolate talento versão mini 09 quadradinhos de polenguinho 05 geleinhas estilo cesta de café da manhã 02 pacotinhos equilibri, estilo torradinhas Rolou tudo bem. Passei na parte de itens a declarar, a moça perguntou o que eu levava, eu contei, ela mandou passar no raio x e me liberou. Simples assim. Troquei 150 dólares no aeroporto de Santiago, pq tô com medo da cotação na patagônia ser pior. 150 dólares = 101.574 CLP Gastos do dia (a partir do momento que entrei no aeroporto): "Janta" de Mc donalds: 5640 CLP Dica: Sempre comprar voo com uma conexão grande, pra dar tempo de se alimentar, trocar dinheiro, fazer tudo sem pressa. Meu voo aterrissou as 21:50 e terminei de fazer tudo as 23:40. Agora estou aguardando o próximo voo no aeroporto.
  7. Olá, viajantes 😊 Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance! Espero que gostem 😉 Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui: - O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza. - Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂 - A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. - Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio. - Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa. - Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças. - Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento. - Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir. - Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar). - Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online. - Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito. - Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados. - Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons. Meu cronograma foi o seguinte: 20/12 – Florianópolis – Buenos Aires 21/12 – Buenos Aires - Ushuaia 22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda 23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial 24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião) 25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike 26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking 27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus) 28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine 29/12 – Puerto Natales – Trekking até Base deTorres del Paine 30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chaltén (ônibus) 31/12 – El Chaltén – Cerro Torre 01/01 – El Chaltén – Chorrilo Del Salto 02/01 – El Chaltén – Fitz Roy 03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica 04/01 – El Chaltén – Loma Del Pliegue Tumbabo 05/01 – El Chaltén – El Calafate (ônibus) 06/01- Chegada em Florianópolis Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂 21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto. O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos. Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300. No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo. Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa. Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando. Vista do avião Foto clássica na placa "fin del mundo" Canal Beagle 22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta. A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes. Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para vê-la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta. Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho. Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda 23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179. No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos. Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço. Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos. Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele. Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas. Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados. Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia). Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover, olhamos para trás, o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas. Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO. Patagônia e suas surpresas 😍 Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!
  8. Alguém já fez o curso de idiomas (espanhol) na Faculdade da UBA? Estou planejando minha viajem para América do Sul, começando pela Argenrina e como tenho pouco conhecimento sobre o espanhol estou cogitando fazer o curso de 4 semanas na UBA, alguém já fez? Recomendam? Obs: vou iniciar meu mochilao da Argentina e a última parada México, como pretendo ficar mais tempo na Argentina quero agregar um curso de espanhol para me auxiliar mais
  9. O voo saiu de Guarulhos – São Paulo no dia 29/02/2020 às 7h15, com chegada em Assunção aproximadamente às 09h00. No Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi o processo de migração foi bem tranquilo, até por conta de ser uma simples escala (aproximadamente 8 horas). De lá pegamos um táxi (100.000 guaranis, em torno de R$77) que nos deixou exatamente no Panteão Nacional dos Heróis, de onde iniciamos a visitação na cidade. Além do Panteão, visitamos o Palácio de Los Lopez (apenas a vista externa), Museu Casa da Independência e a Catedral Metropolitana de Assunção (apenas a vista externa). Nota-se a existência de muitas praças nas redondezas. Casas de cambio no local são bem comuns e fáceis de achar. A cerveja Pilsen é a característica da região, a base de Mandioca, muito boa para dar uma degustada. Além dela, tomamos também uma Budweiser 66, mas não chegou nem aos pés da cerveja característica da região. Fato interessante no Panteão é acompanhar a troca de turno dos guardas do local, pois é uma cerimônia muito bonita de ser vista. Após rodar pelas principais praças, ruas (comercio eletrônico é o forte do local) e feiras, decidimos almoçar; encontramos o Carlito's Way Bar & Restó, assemelha-se a um pub, local muito confortável, preço justo e comida boa. Após o almoço pegamos um Uber até o Shopping Del Sol (32.400 guaranis, em torno de R$25) onde demos uma volta, tomamos um bom café e pegamos outro Uber de volta para o Aeroporto (30.000 guaranis, em torno de R$23). Nosso voo partiu rumo à Buenos Aires às 18h25, chegando na capital argentina às 20h15. Após chegar no Aeroporto Internacional Ministro Pistarini (Ezeiza) pegamos um Uber diretamente para o Siga La Vaca (719 pesos, em torno de R$57) que fica nas dependências do Puerto Madero. Jantamos no local e, sinceramente, despensa comentários. O valor do rodízio por pessoa sai por volta de R$100, com diversos cortes de carne, além de um buffet excepcional, uma bebida inclusa e também a sobremesa. Após o jantar caminhamos pelo calçadão do Puerto tomando algumas latas de Quilmes, até então pegarmos um táxi para o Aeroparque Internacional Jorge Newbery, onde passamos a noite aguardando o voo para Salta. Nosso voo partiu rumo à Salta às 05h15, chegando na capital da província às 07h20. A primeira vista ao sair do Aeroporto Internacional Martín Miguel de Guemes é deslumbrante, com toda a cadeia montanhosa cercando sua vista, realmente de deixar abismado. Havíamos realizado uma reserva de um carro através do site Rentcars, mas em específico da locadora Rentar Low Cost, a qual a princípio aponta ter um local nas dependências do aeroporto, mas não tem. Apesar disso o carro foi entregue na hora marcada pelo site (08h), mas graças ao auxílio de um outro profissional que entrou em contato com nossa locadora. Na reserva solicitamos um Renault Logan equipado com GPS (inclusive pagamos as diárias do mesmo), porém na entrega foi nos dado um Ford EcoSport sem a presença do navegador GPS, mas por questões de manter o planejamento decidimos seguir desta maneira. Um vacilo foi termos feito a pré-reserva no Brasil e deixar o pagamento para o local, pois com a subida considerável do valor do dólar acabamos gastando mais no aluguel do carro, mas segue como aprendizado para próximas expedições. Em todo caso, indico que analisem outras locadoras que já tenham guichê no próprio aeroporto. Saímos de lá por volta das 09h e partimos sentido San Miguel da Tucumán, o trajeto todo foi feito pela famosa Ruta 9, em uma totalidade de 311km, levando cerca de 5 horas para chegar. O tempo foi devido algumas paradas em pontos de interesse, postos de combustíveis, mercado e blitz. Neste trajeto paramos em um posto YPF exclusivamente para comprarmos um mapa que abrangesse toda a região do NOA. Isso nos ajudou a tirar algumas dúvidas no trajeto, mas o ponto guia foi o Google Maps, mas somente após Tucumán, onde explicarei mais à frente. Neste trajeto o único incomodo foi durante uma parada em um posto de controle da Gendarmeria Nacional, onde tivemos problema para abrir o porta mala do carro, além de todos os questionamento dos policiais, conferencia de todos os documentos pessoais e do carro e também revista de todas as malas. Mas ao final deu tudo certo. Observa-se que é muito comum a presença destes postos de controle ao longo das estradas, além dos postos fixos (geralmente nas entradas e saídas de algumas cidades maiores) também existem vários postos pontuais ao longo das rotas nacionais. Ao chegarmos em Tucumán, o primeiro passo foi achar um Hotel, escolhemos o Hotel del Jardin, pagamos um preço justo, contando com seu café da manhã, estacionamento e também com uma localização muito boa. Fomos então comer algo, onde achamos um Mostaza a duas quadras do hotel, pedi um Mega Doble Cuarto, e, sinceramente, que lanche! Era um domingo, durante a tarde a região central de Tucumán estava muito vazia, então ao voltarmos ao hotel aproveitamos para tomar banho e descansar, pois a noite no Aeroparque tinha sido bem puxada. Após um bom descanso, resolvemos sair para tomar alguma coisa. Em frente ao Burguer King (também a duas quadras) achamos uma Drugstore, foi onde ficamos por algumas horas, aproveitamos a promoção de Quilmes, Brahma e Stella que ali estava rolando. Após algumas cervejas derrubadas, voltamos para o hotel para descansar para a jornada do dia seguinte. Curiosidade simples, mas interessante, é observar os rótulos da cerveja Quilmes e Brahma, onde a primeira exalta o nacionalismo, a pátria e sua excelência na produção, já a segunda exalta a importância de padrões internacionais de produção, dando um contraste interessante para as mesas de bar. No dia seguinte (02/03/2020) partimos por volta da 09h do Hotel para visitarmos o Museo Casa Histórica de la Independencia, local repleto de aprendizados e que vale a pena visitar. Neste dia estava havendo uma manifestação na região central de Tucuman, devido a isso o transito estava complicado, então paramos em um local proibido para podermos ir ao mercado comprar algumas coisas para comer na estrada, os preços do Carrefour estavam em uma boa média. É legal observar nos mercados algumas etiquetas escritas Precios Cuidados em alguns produtos, isso é uma medida aplicada pelo governo para congelar alguns preços a fim de combater a inflação no bolso do consumidor final. Voltando para o carro foi quando veio a surpresa, uma multa por estacionamento irregular, acontece... Seguindo então o planejado, abastecemos no YPF (média de 60 pesos por litro – Gasolina Super), vale ressaltar que lá a gasolina é chamada de Daft, aprendi isso na prática ao abastecer pela primeira vez. Após encher o tanque partimos sentido Cafayate. A estrada em si é bem tranquila de dirigir, apenas com alguns trechos de serra que exigem maior atenção, ainda mais quando existem caminhões próximos a ti. Neste trecho realizamos uma parada no Mirador del Rio, um ponto estratégico para umas boas fotos nas correntezas do Rio la Angostura. Pouco tempo depois, chegamos em um ponto chamado El Indio, onde há uma escultura muito notória, ponto alta dessa serrania, além disso, há também uma interessante feira de artesanatos e artefatos locais, vale a pena uma parada. Esse ponto faz parte da cidade de Tafí del Valle, por isso encontra muitos artesanatos que referem ao local em questão. O trajeto é muito bonito, interessante notar a diferença existente, onde observa-se trechos uma mata muito densa, e pouco a pouco o clima do deserto vai mostrando sua cara. A mudança ocorre profundamente ao passar pelo Dique la Angostura, um enorme lago que situa-se um pouco antes do centro de Tafí. Mais adiante encontra-se uma bela vista panorâmica da região, situada à 3.042m de altitude, ponto bom para algumas fotos e compra de artesanatos (local onde vimos a primeira Lhama). Dali continuamos pela Ruta Provincial 307 até seu final, que encontra-se diretamente com a Ruta Nacional 40, no chamado Colalao del Valle. Um pouco a frente deste ponto encontra-se a divisa provincial Tucuman – Salta. É certeira a presença de postos de controle policial na saída/entrada de fronteiras das províncias, portanto a parada nestes postos acaba virando rotina. Na entrada da província de Salta fomos parados, mas perguntaram questões de praxe, como solicitação dos passaportes/RGs, questões de destinos e afins. Seguimos pela Ruta 40 até Cafayate, local onde passamos de forma rápida, acessando então a Ruta Nacional 68, palco de locais fantásticos para paradas ao longo do caminho até Salta. O primeiro ponto é a Quebrada de las Conchas. Deixamos o carro na beira da estrada (junto à algumas vans de turismo) e adentramos o local de acesso. Essa parada vale muito a pena, tem uma vista incrível, a caminhada até a beira do rio que cerca essa quebrada é bem tranquila e rápida. Em épocas de seca é possível atravessar o rio sem maiores dificuldades, podendo então adentrar a quebrada e ter uma boa sensação e ponto para fotos. Nessa época de seca observa-se que a maioria dos rios da região encontram-se quase ou totalmente secos, é um cenário espantoso. A próxima parada nessa mesma Ruta 68 foi o Mirador Tres Cruces, com uma notória parada à beira da estrada. O local é um ótimo ponto para boas fotos, pois a vista realmente é de tirar o folego. No dia em questão estava com pouco movimento de pessoas, sendo ainda melhor para captar boas fotos. Mas como um todo é um local muito movimentado na região. Mais adiante chegamos no ponto mais comentado da região, El Anfiteatro; após o mirante comentado anteriormente deve-se ficar atento às placas, pois o Anfiteatro não tem uma boa sinalização de parada, com isso, torna-se fácil passar batido por ele. O local tem uma beleza indescritível, suas formações rochosas geram uma acústica incrível. Ao chegarmos lá tinham dois homens tocando e cantando no local, um com um violão e o outro com o violino, foi uma situação incrível de ser presenciada. Para melhorar ainda mais, chegou um casal e, conversa vai conversa vem, eles acertaram com os dois homens que iriam dançar ao som deles. Novamente, que situação incrível de ter presenciado, tornou-se um espetáculo lindo e emocionante. Após o belo espetáculo, seguimos para o próximo ponto de parada, a Garganta del Diablo, a qual fica à aproximadamente 1km do Anfiteatro. Esse local também tem uma incrível vista, sua formação rochosa gera um ponto afunilado com uma altura estrondosa, muito bela de ser vista e fotografada, daí surgindo seu nome. Ficamos alguns minutos no local observando sua beleza. Seguimos adiante pela Ruta 68, o caminho é super tranquilo, mas deve-se ficar atento à alguns deslizamentos rochosos que ocorrem nestas estradas, existem várias placas que advertem o condutor. Ao longo do trajeto passamos por mais algumas cidades, mas sempre se mantendo na mesma estrada até chegarmos em Salta. Chegando na capital da província por volta das 19h30, decidimos nos hospedar no Hotel Posada del Sol, localizado em uma boa região do centro e a apenas uma quadra da Plaza 9 de Julio. Após um belo banho decidimos sair para jantar, aproximadamente duas quadras da Plaza 9 de Julio fomos em um restaurante chamado La Higuerilla, e sem dúvidas foi um dos melhores de toda a viagem, atendimento excelente, comida e bebida em um ótimo preço, realmente muito bom. A diária neste hotel estava saindo por volta de R$200, vale a pena analisando que são para duas pessoas, com banheira, ar, café da manhã e ótima localização. Partimos do hotel por volta das 09h, completamos o tanque no YPF (estava com ¼, saiu o mesmo valor que antes, por volta de R$177). Seguimos então sentido San Salvador de Jujuy, existem duas rotas principais para chegar até lá, a primeira dela e mais utilizada é a Ruta Nacional 34 juntamente com a Ruta Nacional 66, a segunda é através da Ruta Nacional 9, e foi essa que escolhemos. Ela é mais curta e sem pedágios, porém seu trajeto é muito complicado. O trecho é feito em grande parte por região montanhosa, onde mesmo sendo pavimentada a estrada é muito estreita, com diversas curvas sem visibilidade, deve-se rodar com cautela nesta estrada, que apesar da dificuldade é muito gratificante completar este trecho. Assim que saímos do trecho montanhoso da Ruta 9 (próximo de El Carmen) fomos parados em um posto de controle policial, seguindo o mesmo padrão comentado anteriormente. Pouco tempo depois chegamos na capital da província de Jujuy. Na capital visitamos o Museo Histórico Provincial, existiam outros pontos no roteiro, mas devido horário e reformas não foi possível. Com isso, demos uma volta para registrar fotos de algumas catedrais (em especial a Basílica de Jujuy) e fomos almoçar no Welt, um restobar que fica bem ao lado da basílica, estava com uma boa promoção, por volta de 200 pesos à milanesa + um suco de limao incrível. Após o almoço tiramos mais algumas fotos na Plaza Belgrano, então voltamos ao estacionamento para pegar o carro e partir para a próxima aventura. De Jujuy nos encaminhamos para a Ruta Nacional 9, de onde seguimos passando por todas as cidades até Humahuaca, decidimos parar em alguns pontos na volta. Durante a rota paramos em um mirante muito bonito (Mirador El Monolito), onde há um retrato de Jesus Cristo no alto do palanque, local bonito para algumas fotos. Vale ressaltar que um pouco antes de Huacalera passa o Trópico de Capricórnio, então no local há um Relógio Solar, caso esteja com tempo vale a pena a parada para registro fotográfico. Chegamos então em Humahuaca por volta da 16h50. Fomos diretamente em busca de um Hotel, onde achamos o Hosteria Camino del Inca; um local super agradável, com um belo jardim, quarto aconchegante. Pagamos cerca de R$160 na diária, com café da manhã incluso, estacionamento privativo (muitos não contam com estacionamento) e escolhemos esse lado da ponte em especial, pois já é o lado da estrada que leva ao Hornocal, então por facilidade pegamos um Hotel ao lado da estrada. Após nos acomodarmos no Hotel, saímos para conhecer a cidade. O primeiro ponto que vimos foi o Monumento a los Héroes de la Independencia que fica bem na região central da cidade. É um monumento magnífico, inclusive pode ser visto de diversos pontos da cidade. Ao lado dele existe a Torre de Santa Bárbara, um ponto bonito também. Ao lado destes pontos existe um museu novo, pagamos cerca de 10 pesos para entrar, mas ainda está bem vazio em questão de obras e afins. Na escadaria e na praça são ótimos pontos para comprar de inúmeros tipos de artesanatos. Depois disso resolvemos encostar em uma lanchonete na Plaza Dr. Ernesto Padilla, onde pedimos algumas Empanadas e uma cerveja, foi quando veio a surpresa, nos foi notificado que na província de Jujuy não era permitido beber nas ruas, que se a guarda e/ou polícia turística identificasse nós poderíamos ser autuados. Decidimos então comer algumas empanadas e levar algumas latas para a viagem. Ao lado da lanchonete, com uma senhora que aparentava ter uma idade bem avançada, compramos um saco de folha de coca, pagamos cerca de 10 pesos. Com tudo em mãos partimos rumo ao Hotel. Chegando no quarto arrumamos algumas coisas para beliscar junto com as cervejas. Lá tomamos as cervejas Salta e Norte. O tempo estava frio, por volta de 10ºC, mas a sensação térmica garantia menos devido as rajadas de vento. Ligamos o aquecedor do quarto e resolvemos sair pela cidade. A cidade a noite é uma mescla, existem locais pouco movimentados, mas também existem diversos que tem um movimento constante. Fomos até o terminal, de onde então encontramos uma feira local. Lá observa-se que a situação é muito precária, com alguns locais de alimentação no início e depois repleto de tendas de venda de roupas e acessórios. Bem no meio do caminho passa um pequeno fluxo de esgoto. Foi notório que várias famílias que vendem ali também fazem do local a sua morada, pois praticamente todas as tendas maiores tinham um local atrás com camas e afins. É um local impressionante! Na volta decidimos parar para comer uma Parmegiana de Lhama no Restaurante Tejerina, já bem próximo da ponte. O local estava bem movimentado, ainda mais por ser dia de jogo, foi um bom jantar, bem caprichado, ficou em torno de 500 pesos para cada. Chegando no hotel decidimos descansar para poder seguir tranquilos dia seguinte, foi quando a situação mais complicada da viagem começou. Devido à altitude e também com o aquecedor ligado a horas o ar dentro do quarto acabou ficando muito seco, então realmente foi uma noite complicada para dormir. Além disso, durante a madrugada acordamos com um barulho intermitente de sirene, onde prevaleceu em intervalor por mais de 30 minutos, ouvimos algumas conversas sobre estarem atrás de uma pessoa na região, e nisso acordaram a todos. Apesar das dificuldades o conforto do quarto proporcional uma noite sem frio. Acordamos na manhã seguinte, tomamos um café muito bom e partimos por volta das 08h40 para El Hornocal. Rodamos aproximadamente 24km (40 minutos) para chegar no mirante, fomos os primeiros no local. Lá é cobrada uma taxa por veículo, em nosso caso pagamos 80 pesos para adentrar ao local. Realmente é uma vista deslumbrante, foi o ponto mais alto da viagem (4.350 metros de altitude). O carro fica bem no mirante, mas dá para descer o terreno até uma ponta da montanha, vale a pena para ter uma vista ainda mais privilegiada. Pelo local estar bem vazio pudemos passar próximos de alguns Guanacos. Este ponto também é conhecido por Cerro de 14 Colores, devido coloração da serrania, porém ela pode ser melhor observada em determinadas horas do dia, pois a posição do Sol influencia diretamente a existência de sombras em alguns trechos. Fizemos um mate, tiramos incontáveis fotos e então partimos para o próximo local. Saímos de lá por volta das 11h, sendo que enquanto descíamos a serra diversos carros e vans estavam subindo para visitar o local, observando que realmente é muito movimentado. Partimos para a cidade de La Quiaca, a famosa fronteira com a Bolívia. Chegamos lá entorno das 14h. Decidimos nos hospedar no Hotel Refugio del Sol, um local que já havíamos visto anteriormente, realmente vale a pena, o quarto é muito aconchegante, os donos são bem receptivos, ao lado do hotel tem um restaurante do mesmo dono. Nele nós pagamos R$200 na diária, apesar do valor ser um pouco elevado realmente compensa. O Hotel tem um estacionamento, mas decidimos deixar o carro na frente mesmo, a região aparentava ser bem tranquila. Após um belo banho e alguns minutos de descanso, decidimos ir para Villazón, foi quando nos encaminhamos andando para a Puente Internacional La Quiaca; a passagem para a Bolívia foi bem tranquila, apenas carimbaram a saída sem questionamento, a entrava na Bolívia também, após falarmos que apenas daríamos um volta na cidade e depois voltaríamos para a Argentina eles nem carimbaram a entrada. Lá achamos uma casa de câmbio, então demos uma volta pela região. Realmente é uma cidade totalmente comercial, os preços das malhas, tecidos, roupas e afins é muito atrativo, quem vai no intuito de realizar algumas compras vai se dar bem. Observa-se muitos ônibus vindos de outras regiões da Argentina para realizarem compras. Lá encontramos uma senhora que fazia um Pollo & Papa Cone, pagamos cerca de 15 bolivianos nos dois cones. Uma dica importante para essa região é a questão de fotografia, eles tem a crença de que uma foto pode roubar a alma de uma pessoa, portanto apenas tire fotos específicas de pessoas com devida autorização, caso contrário com certeza será advertido. Demos umas uma volta, compramos algumas coisa básicas e resolvemos voltar. Compramos uma Empanada na ponte, mas apesar do preço atrativo não recomendo. Para passar na migração argentina foi meio chato, nos fizeram diversos questionamentos, mas após comentarmos sobre o Hotel que estávamos hospedados a entrada foi concedida. No raio X passamos sem a verificação, pois o nível de compra que estávamos em mãos era totalmente pequena comparada ao que passa comumente por lá. Demos mais uma volta na cidade, passando pela Cartel La Quiaca – Ushuaia, a famosa placa que indica a distância até Ushuaia, o outro extremo do país. Chegando no hotel demos uma enrolada e decidimos ir jantar no restaurante de lá mesmo. Pedi uma Milanesa com Papas Fritas, interessante de provar o mesmo prato em diferentes lugares é observar a diferença de sabor. Para for lá é legal provar o Lomo a la Frontera, um prato típico dessa região fronteiriça. Tomamos algumas Norte e fomos então dormir. Na manhã seguinte tomamos um bom café da manhã no Hotel e saímos às 09h rumo à Tilcara, descemos então diretamente pela Ruta Nacional 9 até chegarmos na cidade de Tilcara. Neste caminho há um enorme posto de controle da Guendarmería Nacional, por conta de ser a rota de saída da Bolívia. Passamos por ele sem ser parados, mas notou-se que o controle é muito rígido, principalmente para quem está com grandes volumes de carga, onde os policiais verificam todas as malas, mochilas e ônibus. Lá em Tilcara é bem tranquilo de achar um local para estacionar, mas sempre há uma taxa equivalente ao nosso Zona Azul. Visitamos o Museo Arqueológico Eduardo Casanova, depois o Jardín Botánico de Altura e, por fim, o famoso Pucará de Tilcara. O interessante de deixar o Pucará por último é que os outros complementam de alguma forma a experiência que vai viver lá. O Pucará realmente é um local bom para passar um tempo razoável, fazer os dois caminhos, tirar muitas fotos, e na saída há também um local de venda de artesanatos. Saímos de Tilcara pela Ruta Nacional 9 e fomos até seu encontro com a Ruta Nacional 52. Deste ponto chegamos então em Purmamarca¸ uma pequena cidade da província de Jujuy que conta com aproximadamente 2.000 habitantes. Chegamos lá e já pegamos um Hotel, escolhemos o Hosteria El Viejo Algarrobo, quarto bem pequeno mas com tudo que é necessário para passar uma boa noite. Pagamos a diária R$130, preço justo, incluindo o café da manhã. O carro deixamos na frente, na rua mesmo, sem maiores problemas. Bom comentar que o Wi-Fi do local não funcionava, mas na praça ao lado tem Wi-Fi livre, portanto caso ocorra dá para se virar em urgência. Aproveitamos o dia e fomos visitar o Cerro de los 7 Colores, pagamos um valor simbólico para acessar o local. A vista frontal da montanha é realmente linda. Junto a isso saímos e fomos direto ao Paseo de Los Colorados, porém fizemos um caminho alternativo, na caminhada, ou seja, cortamos caminho em alguns momentos do circuito. Caso queira ir de carro é possível pelo caminho convencional. Finalizando o passei no final da tarde, decidimos então ir tomar umas cervejas e, mesmo sendo na província de Jujuy, deu pra tomar umas brejas nas mesas do Café El Algarrobo que estavam na praça. A Plaza 9 de Julio de Purmamarca concentra muitos comerciantes de artesanatos, assim como as ruas que a cercam. Foi o local onde mais comprei, tanto devido às variedades como em relação aos preços, os quais estavam melhores que em outras cidades da região. Fomos então procurar um local para jantar, onde achamos o Sabores del Norte, um restaurante próximo da praça, muito gostoso, com um preço justo, música ao vivo, foi um bom momento, a interação com o público foi bem interessante. Após uma bela milanesa fomos então para o Hostel. Acordamos por volta das 08h para mais uma jornada. Saímos do Hostel às 09h, pegamos a Ruta Nacional 52 e partimos rumo Salinas Grandes (67km). A estrada é bem tranquilo, com muitos Caracoles, com vistas de tirar o folego. Em um ponto da estrada chegamos no Monolito Cuesta de Lipan, um mirante à 4.170 metro de altitude, onde tem algumas bancas de artesanato com materiais muito interessantes, ótimo local para compra de lembranças. Seguimos mais adiante até a Salinas, onde para no segundo acesso (após passarmos por todo o trecho da Ruta cortando o local). Lá encontramos a guia Fabi, a qual nos acompanhou Salinas adentro. O preço do tour foi 400 pesos por pessoa. Durante o passeio ela contou muitos detalhe sobre a Salina e sobre a região como um todo, tirando várias fotos espelhadas, de perspectiva e afins. É um passeio que para quem vai ao local deve ser feito com certeza, vale a pena. Recomendo fortemente usar óculos de sol, pois o branco do sal reflete fortemente a luz solar, parecido com o que ocorre na neve. Após o passeio na Salinas pegamos as Rutas e dirigimos diretamente até Salta, onde seria nossa reta final. Em Salta nos hospedamos no mesmo Hotel que da última vez, o Posada del Sol. Chegamos e fomos diretamente ao Mostaza comer aquele lanche no capricho, depois pegamos algumas cervejas Iguana e Quilmes para tomar no Hotel. Nesse dia estava havendo uma manifestação religiosa contra o aborto, então a Plaza 9 de Julio estava bem cheia de católicos devido à realização da missa. Nesse meio tempo fomos jantar no Resto Bar Madero, ao lado da Plaza, o prato não vale tanto a pena, a cerveja é muito cara, mas como na província de Salta também é proibido beber nas ruas a cerveja acaba sendo encontrada mais em restaurantes mesmo. O jantar saiu por volta de 500 pesos para cada. No dia seguinte acordamos bem cedo e fomos para o passeio do Tren a Las Nubes. A van sai da estação de Salta, no local há algumas vagas na rua, bem na frente da estação, o flanelinha cobra 150 pesos e dá uma autorização válida até às 20h, fiquem ligeiros, pois na volta haverá outro flanelinha querendo cobrar o mesmo valor novamente. A van saiu às 07h, o trajeto até San Antonio de los Cobres é bem cansativo, existem algumas paradas no caminho, onde ocorre um café da manhã e bons pontos para fotos. É um passeio bem histórico, onde os guias contas muitos fatos interessantes ao longo do trajeto. Chegando lá por volta das 11h, onde fomos diretamente ao trem. O passeio do trem dura aproximadamente 1h entre ida e volta. A única parada para descida é no famoso Viaducto La Polvorilla (4.200 metros de altitude), onde ocorre uma cerimônia de canto do hino nacional argentino e hasteamento da bandeira, local onde também há uma série de comerciantes que vendem alguns tipos de artesanatos. Após uma parada de 15 minutos o trem começa a retornar para San Antonio de los Cobres. Na volta almoçamos no Restobar El Malevo, onde comemos e tomamos algumas cervejas para nos preparar para a volta. A parte mais cansativa foi a volta para Salta, o trajeto realmente é muito cansativo. Nesse dia chegamos no Hotel e capotamos. Dia seguinte foi de turismo na região de Salta mesmo, fomos ao Museo Histórico del Norte, Cabildo, algumas catedrais por Salta, e o principal, o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, que sem sombra de dúvidas foi o melhor museu visitado em toda a viagem, conhecer a história por trás do Vulcán Llullaillaco, realmente é imprescindível visita-lo. O jantar desse dia foi uma parrila no Terraza Grill, com um custo de 400 pesos por pessoa, bem caprichado, vale a pena. Nesse dia o Boca ganhou a Super Liga Argentina em uma disputa indireta com o River, dessa maneira as ruas de Salta e a Plaza ficaram totalmente lotadas de torcedores, o clima na capital da província ficou incrível (perdi a conta de quantas pessoas estavam tomando cerveja em garrafas de refrigerante vazias). Na volta para o Hotel entramos em uma cassino para dar uma olhada, mas não foi muito atrativo. No último dia em Salta ficamos mais tranquilos, fomos ao Cerro San Bernardo, subimos com o famoso bondinho da região, um passeio bem tranquilo que vale a pena ser feito. Lá no alto tem uma feira de artesanatos muito boa. Demos uma volta em feiras de rua, comemos um belo Dog na feira próxima ao bondinho e aproveitamos para arrumar as coisas para o retorno. A noite jantamos na Unión Sírio-Libanesa, um jantar muito bom e regado a muitas cervejas. Dia seguinte estávamos de pé bem cedo, entregamos o carro no Aeroporto de Salta às 07h10, nosso voo saiu 09h15, chegando em Buenos Aires aproximadamente às 11h10. Lá perdemos muito tempo tentando pedir um Uber nas redondezas do aeroporto, sendo que no final acabamos utilizando o corriqueiro sistema de táxi do aeroporto. Neste ponto almoçamos, demos uma volta, fizemos algumas compras simples. Visitamos ainda a Casa Rosada, Cabildo e o Obelisco. Fomos ao Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, pegamos o voo às 19h10, chegando em Guarulhos às 22h do dia 10/03/2020. Ao todo foram 1837,2 quilômetros rodados ao longo destes dias. É uma região que com certeza voltarei mais vezes para mais explorações.
  10. Fala Galera, finalmente to tomando coragem pra fazer minha primeira viagem sozinho. Sempre fiquei dependendo de ter alguém pra viajar comigo mas datas, orçamentos e disposição nunca bateram, e nunca consegui viajar. ACHO QUE AGORA VAI, tenho um certo receio de estar por conta própria, mas acho que faz parte da experiência. Sempre quis viajar pra Argentina e há anos tenho pesquisado e feito vááários roteiros que nunca se concretizaram. Agora, pesquisando preços de passagens, achei valores que achei incrivelmente baixos e antes de reservar, queria confirmar com vocês se meu (pouco) planejamento até agora está nos conformes e se os valores realmente valem a pena. Bem, moro em Florinópolis/SC, mas achei as seguinte passagens: Porto Alegre para Buenos Aires FLYBONDI Ida: 14/04 (19:25 - 20:10) Volta: 30/04 (17:05 - 18:40) Total: R$426,91 A Flybondi não tem bagagem incluída, porém eles mencionam isto: A piece of hand luggage of up to 6kg is included. If you are flying to or from Brasil, 10kg are included for hand and cabin luggaged combined. Então eu teria 10kg para levar na cabine. Vocês acham que é possivel passar 16 dias (no possível frio de Bariloche) com 10kg de bagagem só? Eu teria que pagar 110 reais por trecho pra levar mala de 20kg. Buenos Aires para Bariloche AEROLINEAS ARGENTINAS Ida: 17/04 (13:00) Volta: 29/04 (15:25) Total: R$316,43* *Aqui que pega, esse voo não inclui nenhuma bagagem, apenas "mochila que caiba embaixo do assento", não achei peso nem nada, porém para poder levar bagagem adicional, que também não sei ao certo o peso, pelo site da Cia, seria cerca de R$50 por trecho, então o total poderia ficar em R$ 416 +-. O que acham? HOSPEDAGEM: No Booking.com, encontrei o Hostel HOPA-Home Patagonia Hostel & Bar, a 1,1km do centro (no site deles diz 700m). 12 dias - R$371 + R$78 de ISS (Quarto compartilhado com 8 camas) Alguém já se hospedou neste hostel? Parece ser bom e bem completo, porém queria opiniões da galera daqui. O preço está ok também? O QUE FAZER: Bem, aqui eu teria que com tempo reler meus guias, comprar guias novos (o que tenho é de 2013), e meus roteiros antigos, porém tenho uma boa noção do que quero conhecer, até locais mais distantes, como El Bosón, Ventisquero Negro, Rota dos 7 Lagos, etc. O problema é que dessa vez meu planejamento vai ser sem carro, e estou 100% desatualizado em como tá a situação lá pra usar Uber, 99, Bla bla car, etc, qualquer tecnologia que facilite transporte. Ou se ainda devo me focar em tours, passeios contratados pra conhecer certos lugares, tipo fazer o circuito chico, grande, rota dos 7 lagos, e idas pra lugares mais longe. E até mesmo transporte dentro da cidade. Vocês poderiam me dar um help nisso? Eu queria muito conhecer alguém lá e fazer esses passeios juntos. Mas enfim, para conhecer bem Bariloche e região, vocês acham que 11, 12 dias dá com tranquilidade? Não sei que tipo de viajante sou, mas sei que quero apreciar muito o lugar. E também, coloquei uns 3 dias para Buenos Aires, acho que vai ser meio corrido, mas como meu foco é Bariloche mesmo, acham que é suave deixar esse tempo pra capital? Eu queria muito incluir Mendoza e o Aconcágua nessa viagem, mas acho que encareceria muito, mas fazia parte do meu roteiro dos sonhos, mas acho que fica pra uma próxima. Desculpem o post longo, mas tentei organizar o máximo possível! Valeu galera!
  11. Fala galera, depois de 8 anos tentando viajar pra Argentina, FINALMENTE VOU AAAAAA, E SOZINHO!! To quase fechando meu roteiro pra Buenos Aires, mas gostaria da opinião e pitaco de vocês sobre minha distribuição de dias pros bairros. Desculpa pelo post gigante pessoal, mas primeira viagem sozinho, minha cabeça ta a milhão e tem coisa que não to conseguindo pensar sozinho. Meu negócio é fazer tudo com mais calma, absorvendo a atmosfera e querendo aprender tudo que der sobre a cultura e história do lugar, então bastante museu, locais históricos, arquitetura, e sem ficar correndo de um lugar ao outro pra ver tudo num dia. Não estou cheio da grana também, então vou economizar onde der, principalmente alimentação, pra poder esbanjar uma ou duas vezes. A cada dia vou fazendo comentários específicos: 5 de Maio - Terça-feira: 19:25 - Vôo de Porto Alegre 21:10 - Chegada no aeroporto El Palomar Noite - Chegar no Circus Hostel San Telmo, e jantar? Aqui que vou chegar tarde no hostel, largo as coisas e dou uma voltinha pelos arredores até pra comprar coisas de higiene, e já jantar de repente? 6 de Maio - Quarta-feira Manhã: - Cambio no Mais Brazucas e comprar chip de celular na Claro 10:30 - Free Recoleta Tour no Teatro Colón Tarde: Palermo Da tempo de sair cedo do hostel, ir até a Florida, fazer cambio, comprar chip, e ir até o Teatro Colon as 10:30? O Free walk tour da recoleta vale a pena como primeira introdução? Depois do tour, a tarde, eu iria conhecer melhor o Cemitério, a Recoleta e Palermo. Com calma dá pra fazer isso num dia? Ou melhor separar? 7 de Maio - Quinta-feira Manhã: - Dar uma volta em San Telmo e ir a La Boca. 14:30 - Tour histórico/antropológico de 3 horas (P. Lezama, monumento Mendoza, C. Defensa, Dorrego, Mercado San Telmo, CGT, Praça perón, Santo Domingo, Plaza de Mayo) - Show de Tango Aqui vou tirar a manhã pra dar uma voltinha pelas redondezas do hostel em San Telmo, e ir pra La Boca. Dá pra fazer La Boca até o começo da tarde? As 14:30 marquei um tour de 3 horas com um antropólogo e historiador pelo Airbnb, saindo do Parque Lezama e indo até a Plaza de Mayo, onde ele vai explicar sobre as colonizações, a história por tras dos locais, e sobre imigração, etc. É o que mais estou empolgado, pois vou ter um ótimo contexto da cidade. Depois de andar um monte, lá pelas 17:30, não sei se vale a pena fazer algo lá pelo Centro, ou volto pro hostel e me arrumo pro Tango a noite, estou vendo de ir no Esquina Homero Manzi. 8 de Maio - Sexta-feira - Retiro - Congresso - Centro Esse dia vai ser pra turistar pela região do centro. Tudo o que tiver por ali to fazendo uma lista. Mas não sei se vai ficar pesado e corrido tudo isso, parando nos palácios, museus, fazendo tour por dentro dos prédios, etc. (EX: Catedral, Centro cultural Kirchner, Galerias Pacifico, Museu numismatico, Palacio Barolo, Palacio del congresso, Palacio de las aguas corrientes, Palacio Paz, etc) 9 de Maio - Sábado - Tigre 14:00 - Tour histórico de 3 horas caiaque pelo delta. Aqui ta tudo encaminhado. Vou passar o dia em Tigre e a tarde fazer um passeio de caiaque com um antropólogo, ao invés de fazer paseio de catamarã, assim posso aprender melhor sobre a região e conhecer os lugares mais afastados. 10 de Maio - Domingo Manhã: - Puerto Madero - Costanera Sur 15:16 - Vôo para Bariloche (El Palomar) 17:38 - Chegada Aqui penso em conhecer Puerto Madero de manhã e o Costanera Sur. As 15:16 tenho voo para Bariloche, volto pra BsAs dia 23. Porém aqui da pra trocar as atividades com outro dia, como o dia 24 ou 25. 23 de Maio - Sábado 15:55 - Voo de Bariloche para Buenos Aires 17:57 - Chegada em Buenos Aires (El Palomar) Noite: Puerto Madero Chego no fim da tarde em Buenos Aires de novo, e pensei em deixar as coisas no hostel e ir conhecer Puerto Madero a noite, pq dizem que é legal ver tanto de dia quanto a noite. Ou daria pra fazer outra coisa. Sugestões? 24/5 - Domingo San Telmo (+ feira) Feria de Mataderos Mais um dia que envolve São Telmo, dessa vez pra curtir a feira e o bairro, e também a Feria de Mataderos. Vale a pena separar um dia só pra isso? Ou daria pra incluir algo mais? 25/5 - Segunda-feira FERIADO Chacarita Belgrano Balvanera Caballito ou Programação do feriado (existe?) OK, aqui é onde tenho mais dúvidas. Vou estar em Buenos Aires BEM NO FERIADO DA REVOLUÇÃO DE MAIO. Isso me parece ser bem significativo. Esse ano cai numa segunda-feira, quando museus geralmente não abrem. Vocês sabem como será esse ano? Vale a pena eu dedicar o dia pras comemorações/temática da época, ou daria pra turistar normalmente? Pensei em deixar esse dia pra conhecer estes bairros menos visitados, até pra ver o museu de Gardel, o Cemitério onde ele está, etc. Mas também, se as coisas estiverem fechadas, não valeria a pena. O que acham? 26/5 - Terça-feira Talvez revisitar algum lugar ou o que faltou 17:05 - Vôo para Porto Alegre (El Palomar) 18:40 - Chegada em Porto Alegre Último dia, e pensei em deixar em aberto pra voltar pra algum lugar que gostei, ou usar ele pra aliviar algum outro dia que ficaria muito corrido. ________________ Ufa, é isso. Não coloquei os detalhes de pontos turísticos e tal porque não queria estender, e já tenho uma noção do que fazer, só queria acertar os dias, pra já ter um planejamento mais claro, e pra poder ajeitar meu financeiro. De novo, foi mal pelo post gigante, mas to lutando pra reunir o máximo de informação possível, qualquer ajudinha será muitíssimo bem-vinda, e trago uma lembrancinha ainda hahahaha Abração!
  12. Olá pessoal, estou planejando fazer uma viagem com meu Chevette 1981 saindo de Petrópolis RJ indo até a cidade de Quevedo no Equador em Abril de 2020, alguém já fez esse trajeto sabe informar quais documentações preciso para o carro circular nos países que vou passar? (Argentina, Chile, Peru, Equador e talvez Bolívia) Obrigado!
  13. Salta - Cafayate - Purmamarca - Tilcara - Iruya - Humahuaca Algumas fotos da viagem que fizemos em fevereiro pelo norte da argentina, nos estados de Salta e Jujuy. Nossa viagem começou na cidade de Salta, onde alugamos um carro na Hertz. No primeiro dia de viagem conhecemos o incrível Museu de Alta Montanha, que contém 3 múmias de crianças incas sacrificadas há mais de 500 anos e encontradas em 1999 no cume do vulcão Llullallaico, fomos também ao topo do Cerro San Bernardo para ver o pôr-do-sol e ter uma visão panorâmica da cidade. No dia seguinte seguimos de carro para a cidade de Cafayate. O caminho até a cidade, a Ruta 68, é lindo e possui diversas atrações, como a "Puente Morales", famosa por ter sido usada na gravação do incrível filme argentino Relatos Selvagens. Após a ponte, conhecemos a Garganta do Diabo e o Anfiteatro, formações rochosas que lembram cânions. Ao chegarmos em Cafayate, armamos a barraca no camping e fomos explorar a cidade, no dia seguinte fizemos degustação de vinhos na vinícola El Esteco. Cafayate é famosa pelo cultivo da uva Torrontés, que é uma espécie de uva de altitude. Inclusive, para os entusiastas, pode-se fazer várias "Bodegas" em um dia e provar vinhos o dia inteiro, há uma infinidade de opções, porém lembre-se que a Lei Seca na Argentina não possui tolerância! Depois de Cafayate seguimos pela incrível Ruta 40, até a Quebrada de las Flechas, outro tipo de formação rochosa com montanhas "em diagonal". A estrada de rípio (a qual fomos fortemente aconselhados a não seguir por não estarmos com um veículo 4x4), estava em boas condições e não tivemos problemas, porém nosso objetivo final que era a cidade Cáchi não foi alcançado devido às fortes chuvas do dia anterior. No dia seguinte dirigimos pela Ruta 33, estrada cheia de curvas e com ganho de altitude considerável. Além da altitude, o visual estava sempre mudando, desde florestas verdes, montanhas coloridas e até cactos. As atrações nesse caminho são a sensacional "Cuesta del Obispo" (3340m), a "Piedra del Molino" (mirante panorâmico), o Parque Nacional Los Cardones e a Recta del Tin Tin. Após a descida da "Cuesta del Obispo" avançamos até a "Piedra del Molino" (3547m) - mirante panorâmico - no qual fomos deixados na mão pelo nosso carro alugado, a bateria simplesmente morreu. Depois de conseguir ajuda para empurrar, seguimos viagem pela Ruta 33, passamos o Parque Nacional "Los Cardones", com seus cactos gigantes e chegamos à "Recta del Tintin", estrada construída em cima de um caminho utilizado pelos incas séculos atrás, uma reta de aproximadamente 20Km. Estrada linda, com montanhas, flores, cactos e grupos de vicuñas atravessando a rodovia. Voltamos e dormimos na cidade de Purmamarca. Nos dias seguintes conhecemos Salinas Grandes, o terceiro maior deserto de sal do mundo. Para chegar, dirigimos pela Ruta 52, estrada cheia de curvas pela qual se chega à Cuesta de Lipan, que atinge 4170m acima do nível do mar. Depois seguimos para a pitoresca Quebrada de Humahuaca, composta por várias cidades e povoados, entre elas Purmamarca, Tilcara, Maimará e Humahuaca. Na quebrada de Humahuaca nos hospedamos no camping em Tilcara e participamos das festas, sabíamos que estaríamos em meio ao feriado de carnaval, mas não imaginávamos como seriam as comemorações. Nessas cidades a tradição de Carnaval é desenterrar o Diablo e pudemos acompanhar especificamente a descida dos diablos no povoado de Maimará, no qual a população do povoado e das cidades ao redor se reúnem em uma montanha, chamada Cerro Negro para festejar a descida dos diablos com banda, nieve, tempera e talco. Lembre-se de levar um óculos de sol grande (se tiver um com proteção lateral, melhor ainda!) chapéu ou boné e roupas confortáveis para se sujar. A brincadeira de carnaval é sujar quem está limpo e dela participam crianças, jovens e até os idosos! Para descansar do Carnaval, seguimos viagem (desta vez de ônibus) para a cidade de Iruya, um povoado muito pequeno de acesso difícil por estrada de rípio, cheia de precipícios. Por ter uma localização mais isolada, seu povo conservam vivas as tradições dos antepassados. Boa parte da população prefere não ser fotografada. Em Iruya subimos até o "Mirador del Cóndor", uma trilha de pura subida de aproximadamente 1h30 de duração e com o visual dos mais maravilhosos dessa viagem! Vale a subida perto das 17hs para curtir um pôr-do-sol e fotografar durante a "golden hour". Havíamos passado pela cidade de Humahuaca (a caminho de Iruya) e pegamos um tempo nublado, não pudemos ver o Cerro de 14 Colores, na serranía Hornocal. Como somos brasileiros e só desistimos de vez em quando, retornamos de Iruya até Humahuaca e fomos novamente tentar ver o Cerro, desta vez tivemos sorte e o céu azulzinho nos permitiu curtir a paisagem incrível das montanhas coloridas! O mirante do Cerro fica a 4350m acima do nível do mar, algumas pessoas podem sentir os efeitos da altitude, mas fique tranquilo, há uma ambulância para atendimento no local. Retornamos a Salta e pudemos passar um tempo descansando e caminhando pelas ruas da cidade. O apelido da cidade é "Salta, la Linda", com toda a razão! Principalmente no centro da cidade, o centro antigo, as igrejas e construções históricas, a praça 9 de Julho, há muita gente caminhando e a vida noturna de comércio, bares e restaurantes é intensa e vai até tarde da noite. Recomendo tomar uma cerveja Salta rúbia para aplacar o calor e admirar a cidade! Aéreo de Puerto Iguazu a Salta $7.875 (pesos argentinos) Total aproximado de investimento nessa viagem R$2.500,00 por pessoa Informações úteis: · Não há uber nessa região, porém há táxis e Remis (motoristas particulares que fazem corridas); · Custo médio de uma refeição 250 a 350 pesos; · Para esse roteiro em específico, recomendo o aluguel de um veículo, pode ser 1.0 que dá conta; · Custo médio de quarto privado em hostel entre 500 e 600 pesos (com variação para cima devido ao feriado de carnaval); · Se quiser acampar, há muitos campings com ótima infra estrutura (inclusive municipais) ao longo dessas cidades, com custo aproximado de 300 pesos por pessoa; · Levem protetor solar, protetor labial e hidratante. A região é muito seca e venta bastante! · Pegamos variação térmica de 8°C a 35°C, leve fleece e corta vento; · A população sempre foi muito amável e receptiva e dá pra se virar bem no portunhol
  14. Tô passando pra avisar que mês que vem "fevereiro" vou fazer uma trip épica rumo ao Uruguai bem "mão de vaca" pegando caronas, barraca e etc .. Já te adianto que vai ser tri legal Fico pilhado? Ta afim de ir? van bora!!
  15. Mochilão de Mel Sou mochileira há alguns anos, já fiz algumas viagens sozinha que foram muito legais e me proporcionaram um aprendizado enorme. Desde que aprendi que posso ser minha própria agência de viagens e elaborar um roteiro totalmente personalizado ganhei muita liberdade no meu modo de viajar. Enfim... quando chegou a minha hora de juntar as escovas de dentes, não tive dúvidas: queria um mochilão na lua de mel. De fato as pessoas acharam a ideia um tanto bizarra, como assim vocês não vão fazer uma viagem tranquila e romântica na lua de mel? Mas sonho é sonho e meu marido concordou plenamente em executarmos isso. Então não estou aqui nem para dar minúcias de roteiro já que o nosso roteiro é bem popular e com um pouco de pesquisa é possível encontrar várias informações. Vim aqui conversar sobre a ideia do mochilão de mel e dar um estímulo às pessoas que sentem vontade de fazer algo do tipo: só vai! Eu nunca sonhei com um casamento tradicional. Nunca gostei de festa, sempre achei extremamente cansativo e o custo é exorbitante. Mas sonho é sonho, então recomendo que quem sonha com uma big festa que invista nisso. E não recomendo nossa ideia para quem tá atrás de muito conforto. O negócio aqui é economia. Meu pai quase pulou pra trás quando o comuniquei da decisão de não fazer uma festa... Mas o convenci de que endividá-lo e nos endividar com isso seria uma péssima ideia. Como eu queria a cerimônia religiosa, investimos nisso e contratamos todos os serviços só para a igreja (fotos, cerimonial, música...). Depois a ideia era entregar uma lembrancinha e se despedir de todo mundo ali. Maaaasss algumas pessoas acabaram sugerindo uma confraternização em uma pizzaria onde cada um pagaria o seu. Consegui um desconto e coloquei um papel a parte no convite onde dizia que quem quisesse e pudesse poderia ir até lá. A adesão foi bem maior do que a gente imaginava. Fora isso, as coisas foram acontecendo. Ganhei bolo, ganhei docinhos, ganhei mesa decorada na pizzaria. Estava disposta a não decorar a igreja, mas uma pessoa foi lá e decorou. Estava disposta em ir ao mercado e comprar algumas flores para fazer um buquê simples, ganhei dois buquês. Como já tinha uma casa montada, ganhamos muitos presentes em dinheiro (eu nem imaginava que ia ganhar tantos presentes!). Como o euro estava nas alturas, resolvemos fazer um roteiro mais modesto e ficar pela América do Sul mesmo. Eu já conhecia a maioria dos lugares onde fomos, mas meu marido não. Então seria uma boa oportunidade para revisitar alguns lugares. Nosso casamento foi em fevereiro/2019. Comecei o planejamento e decidimos. Que tal atravessarmos do Atlântico ao Pacífico? Compramos uma passagem multidestinos, com chegada em Montevidéu e retorno por Santiago. Pagamos cerca de R$800,00 cada (saindo de Guarulhos), sem despacho de bagagem (fomos de mochila mesmo e levamos as roupas sujas para a lavanderia algumas vezes). Fiquei com a missão de planejar 23 dias de viagem com o compromisso de estar no aeroporto de Santiago no fim de tudo isso, gastando o mínimo possível. Nosso roteiro: Montevideo – Punta del Este – Colônia do Sacramento – Buenos Aires – Mendoza – Santiago – Puerto Varas (Ficamos muito na dúvida entre Puerto Varas e Pucon) – Viña del Mar – Santiago Nosso combinado: Reservar quartos privativos. Em alguns lugares precisamos usar banheiros compartilhados por motivo de verba mesmo kkkk mas não comprometeu a viagem.
  16. Boa tarde. Alguém já levou uma multa nas estradas argentinas, não pagou, retornou ao Brasil e depois de algum tempo foi para Argentina novamente? Tiveram algum problema na aduana? Constataram a multa pendente? Abraços.
  17. Oi, galera! Então, sou aluna intercambista e vou morar na cidade de Rosário por 3 meses e meio, pois estarei estudando na unr por um semestre. Gostaria de dicas de lugares, passeios e até mesmo relatos de vivência (positivos e negativos), estou muito ansiosa e gostaria de ler sobre a vibe e costumes locais. Agradeço desde já a quem dispuser do tempo para ajudar. Ótima viagem para todos!
  18. Olá amigos da comunidade Mochileiros.com. Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC. Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura. Para realizar esta viagem primeiro nós fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. Juntamos todas essas informações numa planilha e então começamos a trabalhar nela. Então no mês de Setembro/2018 começamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar. Nessa primeira parte vamos tentar abordar o máximo de informações com relação ao roteiro, situação das estradas, GPS, câmbio, aduanas, seguros, itens obrigatórios, pedágios e combustível. Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios. Então vamos ao que interessa: Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai. Saída de Blumenau: 22/12/2018. Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018. Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018. Chegada em Blumenau: 03/01/2019. Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas. Roteiro/Condição das estradas/Pedágios: Dia 01 - Blumenau - SC x São Borja - RS. Total: 860 Km. Esse caminho é o mais curto, porém tem muitos trechos com pista ruim (buracos, desníveis, etc.), além disso tem muitos radares e lombadas eletrônicas. O motorista tem que ficar atento. Pedágios: Nenhum. Dia 02 - São Borja-RS x Presidência Roque Sáenz Peña - Argentina. Total: 620 Km. As estradas são boas, pelo menos são melhores que do que as do Brasil. Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65) Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos. Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos. Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos. Dia 03 - Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina) x Salta (Argentina). Total: 630 Km. As estradas também são muito boas. Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles. Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos. Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km. As estradas também são muito boas. Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama. Pedágios: Nenhum. *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. Hospedagem: Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia. Dia 02 - Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina). Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina). Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile). Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018. *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis. Câmbio: Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS. Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15. Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina: R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15) R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10) Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama. O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama: R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154) R$ 1 Mil reais trocados em San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170) *Compare antes de trocar seu dinheiro. Combustível / Postos de abastecimento: Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada). Infinia: variava de 45 a 48 pesos. Super: variava de 41 a 44 pesos. *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF. *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem. Na Argentina tem muitos postos de abastecimento durante o trajeto. O último posto fica bem próximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile). Depois da Aduana não tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (distância entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.) GPS: Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps. Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line. Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Seguros obrigatórios para seu carro: Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros. Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes. Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente. No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile". Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes. Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. *Veja se o seu cartão está liberado para realizar esta compra. Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos. Seguros para você: Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. Mas as empresas de seguro oferecem inúmeras modalidades. Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso. Itens obrigatórios para o carro: Na Argentina: Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro. Então nós entramos em contato com o departamento de trânsito da Argentina e também com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florianópolis. Segundo eles, os itens obrigatórios são: - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos); - 02 triângulos de segurança; - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco). E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios) - Kit de primeiros socorros; Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios. No Chile: Considerar todos os itens obrigatórios citados acima. E no Chile todos os motoristas são obrigados a ter no carro um "colete refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manutenção ou emergência ele precisa estar vestindo o colete. Isso é LEI NACIONAL. Na dúvida leve um colete também. Observação: Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento. Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de bafômetro. Mas em nenhum momento a polícia precisou revistar o nosso carro. No Chile não fomos abordados. Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo. O atendente solicita os documentos do carro e identidades. Preenche um formulário no computador. Por último entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Argentina x Chile. Não tem custo. Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas) A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama. Tem 06 guichês. É necessário preencher um formulário em espanhol. Nesse formulário tem uma parte que fala se você está levando algum alimento que é "proibido". Após passar em todos os guichês eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Chile x Argentina. Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa. Após sair dos guichês vem um fiscal da vigilância sanitária e inspeciona o carro. Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem. Não tem custo. *Na volta pra casa é necessário fazer tudo de novo, porém a vigilância sanitária não revistou o carro dessa vez. Espero que tenham gostado dessa primeira parte. Se tiverem algum comentário ou dúvidas por favor nos retorne. Um abraço.
  19. Patagônia - El Calafate, El Chaltén, Puerto Natales, Punta Arenas, Ushuaia - Fevereiro/2019 - 20 dias Planejamento para viagem Meu planejamento para a Patagônia aconteceu com uma antecedência de uns 6 meses, quando achei promoção de passagem pela Aerolíneas Argentinas. Comprei a chegada por El Calafate e a saída por Ushuaia, mas eu penso que o melhor itinerário para conhecer a região seja fazer o inverso, terminando por El Calafate. Acho interessante a viagem ir surpreendendo a gente cada vez mais de forma crescente, para a gente se encantar por cada lugar, sem achar que é mais do mesmo ou que o anterior tenha sido melhor. As hospedagens eu reservei pelo Booking, mas antes eu comparei com o Airbnb, mas não estavam assim tão vantajosos para compensar ficar em casa dos outros, tendo o trabalho de ter que combinar a chegada. De qualquer forma, achei essa parte de gastos um pouco alta, com diárias um pouco acima da média. E além disso, os lugares com melhor localização ou avaliação já não tinham mais vagas. Penso que a reserva para a região tenha que ser feita com maior antecedência. A melhor forma de se vestir na Patagônia, pelo menos para o período que fui, é usando umas 3 camadas. A primeira camada, com uma camiseta dry fit, porque ela absorve o suor e não fica encharcada, não deixando esfriar ainda mais em contato com a pele. A segunda camada, com uma blusa térmica (a minha preferida é um modelo que não seja tão aderente ao corpo, como a marca Wed’ze que encontrei na Decathlon). A terceira camada, um casaco que proteja por dentro e com material impermeável por fora, de preferência com capuz e que não seja tão volumoso, porque a gente tira em vários momentos e incomoda carregar na mão. Na parte de baixo, eu usava só a calça térmica primeiro e uma outra calça por cima. Não usei calça jeans nos passeios, levei essas com bolsos dos lados (achei uma que gostei demais numa loja de produtos para pesca). Levei também um par de luvas de couro fino, sem ser volumosas, gorro, cachecol, bota tipo tênis para trilha. Em alguns momentos eu pensei em comprar uma proteção para o rosto, estilo balaclava, mas eu fui adiando e depois já não compensava mais no final, mas eu tive muitas oportunidades para usar nos diversos passeios com vento gelado. Como eu faria conexão em Buenos Aires, a maior parte do dinheiro que levei foi o nosso real, para comprar pesos argentinos no banco do aeroporto. Algumas cédulas de reais que estavam com algum risco de caneta ou um leve rasgadinho eles não aceitaram e me devolveram. Eu também levei alguns dólares por precaução, para outros gastos que fossem necessários, que eu só usei para pagar algumas hospedagens (muitas cobravam 5% a mais se fosse pagar no cartão) e também para trocar por alguns pesos chilenos quando mudei de país. Para os passeios, é bom ter uma mochila para carregar lanche e água, além de ter as mãos livres quando a gente precisa se apoiar sempre durante as trilhas cotidianas. Óculos escuros também são essenciais para proteção do reflexo da neve. Quanto aos bastões para trilha, eu particularmente não tinha e não achei assim tão essenciais, mas muita gente que usa gosta, já que eles apoiam em caminhadas mais difíceis, além de diminuir um pouco o esforço dos joelhos. Na primeira cidade que cheguei, uma providência que tomei no primeiro dia foi comprar um chip para celular. Fiz um plano pré-pago para 20 dias na Claro, com 3gb por cerca de 30 reais. No entanto, não usei na viagem toda porque em El Chaltén não havia sinal (disseram que a Movistar poderia funcionar lá) e no Chile teria que pagar roaming. Para diminuir a quantidade de dinheiro que eu levaria, preferi reservar e pagar antecipadamente a maioria dos passeios que faria. Para um ou outro passeio, eu vi recomendação que era bom deixar reservado, podendo haver maior procura durante a alta temporada, correndo o risco de não ter vaga se comprado na véspera. Mas eu vi gente comprando lá mesmo, daí não sei se essa recomendação faz muito sentido. El Calafate Minitrekking Perito Moreno No primeiro dia, eu já havia deixado comprado o passeio do minitrekking ao Perito Moreno diretamente no site da Hielo & Aventura. Pelo que fiquei sabendo, somente esta empresa está autorizada a fazer o trekking no gelo. Quando outras empresas comercializam esse passeio, na verdade elas estão intermediando a venda, que terá a Hielo & Aventura como prestadora de serviços. Portanto, é bom comparar os preços para ver o melhor. No dia do passeio, a van da empresa passou no hotel no horário combinado e passou em alguns outros hotéis para pegar mais alguns turistas. Um tempinho depois, a van foi substituída por um ônibus com maior capacidade de pessoas e assim partimos para o Parque Nacional de Los Glaciares. Um funcionário do Parque entra no ônibus e faz a cobrança da taxa de visitação de todos os visitantes. Caso vá fazer outro passeio dentro do Parque outro dia, é concedido desconto, ficando mais barato comprar, por exemplo, para dois dias na mesma compra do que comprar separadamente a cada dia que for visitar. No dia em que fui no passeio, o grupo fez primeiramente o trekking na geleira e só depois que explorou as passarelas. No entanto, vi outras pessoas que fizeram o inverso, começando pelas passarelas e finalizando pelo trekking. Não sei dizer se é devido às condições climáticas, coisa que pode favorecer uma mudança na ordem das coisas, mas se trata do mesmo passeio e se vê a mesma coisa. Dentro do Parque, o ônibus estacionou e os turistas puderam usar o banheiro antes de pegar o barco para ir ao encontro do Perito Moreno. Enquanto o barco avança, a geleira vai se descortinando à frente e todo mundo quer ir para fora para fotografar de todos os ângulos porque realmente é lindo e não é todo dia que a gente vê esse cenário. Mas o vento gelado do lado de fora realmente é bem intenso. Chegando na outra margem, há uma edificação de madeira, com banheiro e área para se sentar, onde também podemos deixar nossos pertences enquanto dura a caminhada sobre o gelo. Depois de atravessar umas passarelas meio rústicas e andar um pouco nas margens do Lago Argentino, chegamos no lugar onde são colocados os crampones sob nosso calçado e começamos a caminhada na geleira, com algumas instruções do guia sobre a melhor forma de pisar. O circuito que fazemos no minitrekking não é difícil, não é cansativo, levando entre 1h30 e 2h. Todos andam em um ritmo parecido, em fila, com todos praticamente pisando um no rastro do outro. É necessário que todos usem luvas (de qualquer tipo serve) porque, se alguém escorrega e bate a mão no gelo, pode se cortar. Mais uma vez, a gente quer tirar foto de tudo quanto é jeito e a experiência é incrível. Ao final da trilha, os guias oferecem bombom e preparam uma bebida com gelo do glaciar para brindar àquele momento. Após retirar os crampones, retornamos ao local onde deixamos os pertences e ficamos um tempo livres para explorar o lugar e fazer um lanche. É importante frisar que na margem onde se encontra a geleira não são vendidos alimentos e o barco demora um pouco para retornar para o outro lado. Eu havia deixado guardado na geladeira da pousada desde o dia anterior um sanduíche para levar, além de bastante água. É bom levar também outras coisas para petiscar ao longo do dia, tipo barra de cereais, frutas ou biscoitos. No meio da tarde, o barco nos levou de volta para a outra margem para a continuação do passeio. Pegamos o mesmo ônibus do início e rumamos em direção às passarelas de contemplação do Perito Moreno. As passarelas são extensas e há bastante para andar por elas, num sobe e desce de escadas para tirar fotos em vários ângulos. Para quem já caminhou pelas passarelas das Cataratas do Iguaçu, vai ver certa semelhança. Nesses pontos também presenciamos momentos em que pedaços da geleira despencam na água, gerando um espetáculo bem estrondoso. Próximo das passarelas, existe estrutura com banheiro e venda de comida e bebida, mas o monopólio deixa sempre os preços um pouco salgados. No final, todos se reúnem no local e horário estipulados previamente e são levados aos respectivos hotéis ou ficam no centro, como preferirem. Navegação Rios de Gelo Para o segundo dia, eu havia comprado previamente o passeio pela empresa Patagónia Chic. A van passou na pousada e rumamos para o porto para fazer a navegação Rios de Gelo. Recomendo gravar bem a van e o motorista, porque quando a gente volta é uma confusão de vans que fica difícil saber qual é a nossa. Como eu já tinha a entrada do Parque Nacional, comprada no dia anterior para dois dias, não precisei pegar a fila para pagar e já fui direto para a embarcação. Pelo frio e chuva que estava lá fora, achei o interior do catamarã bem aconchegante, e no começo achei até meio monótono. Como é um passeio bem confortável, em que a gente não precisa andar ou se esforçar, achei bem numerosa a quantidade de pessoas idosas. Em alguns momentos, eu me senti numa espécie de cruzeiro da terceira idade, com velhinhos cochilando, enquanto a guia falava num ritmo que embalava feito canção de ninar. Um tempo depois de navegação, a gente começa a passar por icebergs e se aproxima de montanhas nevadas que deixam qualquer um extasiado. Já não havia mais chuva e muita gente já se arriscava a sair do conforto para tirar umas fotos do lado de fora. Como a embarcação diminui a velocidade em vários momentos, apesar do frio no exterior, dá para sair em alguns momentos e gastar espaço no cartão de memória. A navegação também se aproxima das grandes geleiras Upsala e Spegazzini, além de ir contando aspectos sobre a região, deixando o passeio bem informativo. É incrível a dimensão que essas geleiras alcançam e o espetáculo visual que produzem. A todo momento todos querem fotografar e tem hora que fica difícil achar um espaço sem ninguém para gente também levar recordações desse passeio incrível. O catamarã tem serviço de comida e bebida, mas muita gente leva o seu próprio lanche. Como é um passeio que dura a manhã toda e um pedaço da tarde, é bom estar preparado para isso. Glaciarium, Glaciobar, Laguna Nimez Saindo do estacionamento da Secretaria de Turismo Provincial, no Centro da cidade, há vans gratuitas de ida e volta ao Glaciarium com regularidade a cada meia hora a partir das 11h. Como a quantidade de assentos na van é limitada, é bom chegar um pouco antes para conseguir sentar, senão terá que esperar o próximo horário (aconteceu isso com os últimos da fila quando fui). O acesso é rápido e a visão do Lago Argentino pelo caminho é linda. O Glaciarium é um centro de interpretação com exposição de painéis, vídeos e outros recursos sobre as geleiras, com um arsenal de informações sobre o clima daquela região. De modo geral, a maioria das informações sobre o clima e as geleiras está distribuída em painéis e infográficos em espanhol e em inglês ao longo das paredes do lugar. Como vi muita gente falando bem das exposições, eu até achei que fosse gostar mais, mas a verdade é que achei meio monótono e de interesse para quem deseja conhecer de maneira mais a fundo do assunto. Como em alguns passeios a gente acaba ouvindo dos guias algumas informações sobre as geleiras, a ida ao Glaciarium acaba sendo repetitiva e, ouso dizer, até dispensável para quem não tem muito tempo na cidade. O Glaciobar fica no mesmo prédio do Glaciarium, com acesso na portaria do lado por uma pequena escada que leva ao subterrâneo. O ambiente é praticamente todo em gelo internamente, inclusive os copos em que as bebidas são servidas. A temperatura é perto de -10°C e na entrada são oferecidas roupas e luvas térmicas para suportar o frio intenso. O ingresso dá direito a consumir as bebidas disponíveis no local por 25 minutos. É uma experiência curiosa e talvez seja interessante só para fotos, mais do que pelas bebidas, já que eu procurei algumas vezes pelo garçom para repor a bebida e ele estava cuidando de outras coisas, demorando um pouco a reaparecer. Na volta da van do Glaciarium, fui a pé até a Laguna Nimez, que está próxima da região central. Trata-se de uma reserva natural, onde há uma trilha curta para percorrer ao redor da pequena lagoa. Lá se avistam pequenas aves e vegetação típica, com algumas placas informativas pelo caminho. Basicamente é isso e não achei interessante, já que nos outros passeios vi as mesmas coisas, mas em dimensões maiores. Para quem curte mais a contemplação de patos e algumas outras aves, talvez o passeio possa ser melhor proveitoso. El Chaltén Chegada na cidade Peguei o ônibus às 8h da manhã em El Calafate e cheguei a El Chaltén às 11h. Como eu havia feito a compra com antecedência pela internet no site da empresa Chaltén Travel (plim-plim! olha o merchandise), pude escolher a primeira poltrona na parte superior, de onde se tem uma bela e ampla visão. E o cenário quando está perto de chegar na cidade é mesmo de encher os olhos, já que El Chaltén fica cercada por montanhas nevadas. Já na entrada da cidade, antes do ônibus chegar no terminal, ele passa pelo Centro de Visitantes e todos descem para ouvir as instruções sobre as trilhas e a segurança dos visitantes. São separados dois grupos, cada um para um idioma (espanhol ou inglês), pega-se um mapa das trilhas ao final e daí todos estão liberados para voltar ao ônibus para finalmente chegar no terminal. El Chaltén é uma cidade pequena, onde se faz praticamente tudo a pé, então chegar nas hospedagens é rápido. Além disso, as trilhas são muito bem sinalizadas e não dependem de auxílio de guia, podendo qualquer pessoa fazê-las de forma independente. Como eu tinha uma tarde livre pela frente, resolvi fazer duas trilhas curtas, cujo ponto de partida é o Centro de Visitantes, na entrada da cidade. A caminhada mais curta é para o Mirador de los Cóndores, com 1 quilômetro para ser percorrido em cerca de 45 minutos (ida + volta = 2km, 1h30). O início da trilha é plano e fácil, mas depois vira uma subida em uma pequena montanha, que faz a gente se cansar um tantinho. No final, a gente é brindado com uma visão panorâmica da cidade, dos rios que passam por ela e das montanhas ao redor. Como no meio do caminho para o Mirador de los Cóndores havia uma bifurcação com uma placa indicativa para outra trilha, cheguei até esse ponto e daí parti para o Mirador de las Águilas. É uma trilha de 2 quilômetros a serem percorridos em cerca de 1 hora (ida + volta = 4km, 2h). Como sempre, a gente se cansa mais na última parte, subindo um pequeno morro. Lá de cima, a gente tem a visão dos montes mais famosos vizinhos da cidade, Cerro Torre e Fitz Roy, um pouco envolvidos nas nuvens, mas uma vista linda. Laguna Torre/Cerro Torre Para o segundo dia, minha intenção era pegar a van para a Hostería El Pilar e, a partir dali, fazer a trilha para a Laguna de los Tres, na base do Cerro Fitz Roy. Como não havia mais vaga na van, deixei comprado o bilhete para fazer essa trilha no dia seguinte. Então mudei os planos e parti para a trilha rumo à Laguna Torre, aos pés do Cerro Torre. São cerca de 9 quilômetros a serem percorridos em cerca de 3 horas (ida + volta = 18km, 6h). Munido de sanduíche, alguns bilisquetes e água na mochila, parti para o início da trilha no final da Av. Antonio Rojo, lado oposto à entrada da cidade. Depois de subir uma escadaria bem acessível, precisamos vencer uma subida bem íngreme num pequeno monte, de onde se inicia a sinalização para a Laguna Torre. Ao longo do caminho, vi mais turistas europeus do que latinos e muita gente simpática que sempre se cumprimenta quando se cruza. Perto do início da trilha, já precisamos dar a volta em algumas montanhas, passando por um caminho próximo ao despenhadeiro, onde vemos rios correndo lá embaixo. Os momentos mais difíceis são quando as subidas são insistentes, somadas com grande irregularidade do terreno, de forma que precisamos achar a pisada que nos impulsione cada vez mais para cima. Como em vários pontos das trilhas há riachos com água potável, é fácil repor a água que levamos. Quanto a banheiro, só em dois momentos: no Mirador del Torre e quando passamos pelo acampamento D’Agostini, que fica já bem próximo à Laguna Torre. O banheiro nada mais é que uma cabine fechada com um buraco no chão, bem nojentinho mesmo. Uns poucos minutinhos depois do acampamento, a gente já se depara com a Laguna Torre à nossa frente, emoldurada pela geleira que desce até a base das montanhas que a margeiam. Dentro da pequena lagoa, alguns blocos de gelo de vários tamanhos conferem uma maior beleza ao cenário. Ao redor da lagoa, pelo lado direito, a trilha sobre o monte leva ao Mirador Maestri, com mais 2 quilômetros a serem feitos em cerca de 1 hora. É uma caminhada puxada, com subida e bastante pedra de todo tamanho pelo caminho e a gente sua no frio para fazer. A vista nesse ponto é do fundo da lagoa, onde a gente consegue ter uma visão mais ampla da geleira tocando a água. Laguna de los Tres/Cerro Fitz Roy Com o transporte para a Hostería El Pilar já comprado, a van me pegou na pousada cerca de 8h da manhã e mais alguns turistas em outras hospedagens. Eram quase 9h quando desembarcamos no início da trilha, de onde começamos a caminhada rumo à Laguna de los Tres, aos pés do Cerro Fitz Roy, maior montanha de El Chaltén, um grande paredão de granito com inclinação vertical que desafia muitos escaladores. A trilha tradicional de El Chaltén até a Laguna de los Tres é de 10 quilômetros, com tempo estimado de 4 horas (ida + volta = 20km, 8h), sendo levemente abreviada quando partimos da Hostería El Pilar. Além disso, indo por um lugar e voltando pelo outro, o caminho proporciona duas visões diferentes para o passeio. Há mirantes distintos para o Fitz Roy em ambos os caminhos, então certamente haverá também lembranças fotográficas em maior quantidade de ângulos. Ambos os caminhos possuem subidas cansativas em alguns trechos que fazem a gente suar mesmo no frio. O ponto onde as duas trilhas se encontram é no acampamento Poincenot. Logo após o acampamento, identificamos uma placa no pé de uma subida, informando que a partir dali está o último quilômetro para a trilha em um nível difícil, com tempo estimado em 1 hora. À medida que caminhamos, a subida vai exigindo cada vez mais esforço, com degraus, pedras, inclinações variadas, neve, gelo, pequenos arbustos, água derretida da neve, enfim, precisamos tomar fôlego em vários momentos para continuar. Quando olhamos para trás, vemos que a inclinação do morro é bem íngreme, que dá certo medo. Mas ao mesmo tempo, a visão ao redor é linda e bem fotogênica, com toda a vegetação coberta por neve, cercada por montanhas também nevadas ali do lado. Depois de muito esforço e várias paradas, suando um tanto, a chegada ao topo proporciona uma das visões mais lindas que vi na viagem. Se eu fosse escolher apenas uma trilha para fazer, de todas as que fiz, essa é a que eu escolheria como preferida. A Laguna de los Tres tem uma cor linda e estava toda cercada pela neve. Do Mirador Maestri, que é o ponto onde chegamos após a cansativíssima subida, avistamos neve em todo o nosso redor. Adicionalmente, de todas as visões que tive do Fitz Roy dos diversos lugares na cidade, este foi onde consegui enxergá-lo inteiramente, sem o manto de neblina encobrindo parte dele. Após um tempo de deslumbramento, a descida do morro cansa um pouco, mas agora é mais rápido e a gente já sabe o que esperar no fim da caminhada de volta. Em certo ponto no caminho para El Chaltén, haverá uma bifurcação onde a gente pode escolher ir pelo mirador ou pela Laguna Capri. Escolhi a Laguna e achei linda a cor esmeralda de suas águas contrastando com o branco da neve das montanhas ao redor. Bem próximo da Laguna, está o acampamento Capri, onde também existe banheiro. Como não há ônibus saindo direto de El Chaltén para Puerto Natales, no dia seguinte voltei para El Calafate para ficar mais um dia na cidade e pegar o ônibus que saía para o meu próximo destino. Foi um dia perdido, que não quis fazer muito esforço, então me hospedei do lado do terminal para não ter muito trabalho. Puerto Natales Chegada na cidade Com passagem já comprada pela internet com antecedência na empresa Cootra, peguei o ônibus em El Calafate às 7h30 da manhã. Como a viagem atravessa a fronteira da Argentina para entrar no Chile, é necessário apresentar passaporte no guichê da empresa no terminal. A chegada em Puerto Natales estava prevista para às 13h, então levei também alguns belisquetes para não morrer de fome. Na fronteira do lado argentino, todos descem do ônibus para carimbar a saída do país na imigração. Como tem fila e nem todos cabem dentro do pequeno espaço de atendimento, a fila do lado de fora vai sofrendo com o vento gelado até terminar o processo. Com todos de volta ao ônibus, rapidamente chegamos no território chileno, em que todos descem novamente para carimbar o passaporte, mas desta vez a bagagem também é inspecionada. Após o atendimento no guichê, passamos malas e mochilas no raio-x e, se houver produtos in-natura de origem animal ou vegetal, não é autorizado levar. As pessoas têm que jogar fora inclusive frutas, mesmo que seja uma unidade para consumo imediato. Com todos devidamente autorizados, chegamos ao terminal de Puerto Natales no início da tarde. Após me instalar na pousada, saí com uns dólares em mão para trocar por pesos chilenos em alguma casa de câmbio no centro. Um fato que achei curioso na cidade foi que muitos estabelecimentos comerciais fecham para o almoço e só abrem às 15h, como foi o caso das casas de câmbio que me indicaram na hospedagem. E as refeições na cidade eu achei bastante caras, de modo que eu revezava entre pratos e comidas rápidas para ficar dentro do orçamento. Puerto Natales é uma cidade pequena, com um centro cujo ponto de referência é uma praça principal, a Plaza de Armas, e nos seus arredores estão algumas pequenas atrações turísticas, como a catedral, o museu histórico, a região portuária, uma ou outra escultura em pequenas praças ao longo da costa, o mercado de artesanato, que achei minúsculo e com muita pouca opção de produtos. É uma cidade tranquila, basta essa parte da tarde para conhecê-la, não mais que isso. Na verdade, o que me levou até ali foi ter a cidade como base para conhecer o Parque Nacional Torres del Paine, onde estão as famosas montanhas de mesmo nome. Full day Torres del Paine Para o primeiro dia, eu havia reservado pela internet com a empresa Patagonia Adventure o passeio Full day Torres del Paine. A van passou na pousada às 7h30 da manhã, pegou mais alguns turistas e iniciou o passeio com visita ao Monumento Natural Cueva del Milodón. Trata-se de uma grande caverna onde foram encontrados vestígios de um animal pré-histórico de cerca de 3 metros de altura, semelhante a uma preguiça gigante. É um passeio curto, onde recebemos informações sobre a fauna extinta da região, além de entrar na caverna e ver a estátua que reproduz o milodón. Logo após, a van ruma para o parque nacional, onde pagamos entrada e iniciamos a exploração aos principais atrativos naturais. Tivemos a sorte de encontrar um grupo de guanacos (parentes da lhama) e avestruzes na beira da estrada. O passeio passa por alguns mirantes com rios e lagoas emoldurados por belíssimas montanhas nevadas, faz uma parada numa área com mais estrutura, próximo ao Lago Grey, onde há restaurante, em que podemos comprar alimentos e bebidas, claro que um pouco mais caros do que na cidade, então muita gente leva o seu sanduíche. Nessa área do Lago Grey, ficamos livres durante um tempo para ir até a praia de areia grossa ou cascalho, passando por uma ponte de madeira e cordas, que balança um pouco, mas é bem segura e resistente, e podemos avistar o Glaciar Grey um pouco ao longe. Apesar de no dia eu não ter visto, podem aparecer blocos de gelo flutuando na água. Durante essa caminhada na praia de cascalhos, em vários momentos o vento era tão forte que muitas pessoas precisavam firmar os pés no chão para não ser derrubadas. As montanhas principais, que são as torres, com os três “cornos” verticais, a gente vê a uma certa distância, a partir de diversos pontos e mirantes, que eu achei melhor fazer um passeio no dia seguinte para complementar a visão mais de perto, com uma trilha exaustiva de um dia. Trekking mirador base das Torres del Paine No segundo dia na cidade, eu havia reservado com a mesma empresa do dia anterior (Patagonia Adventure) o tour guiado até a base das Torres del Paine. É um passeio de dia inteiro e com muita exigência de vigor para seguir o ritmo dos dois guias que lideram o grupo. Como não há lugar para comprar comida ou bebida pelo caminho, já deixei comprado meu sanduíche desde o dia anterior e guardei na geladeira da hospedagem. Água é bom levar bastante também, além de lanchinhos para aguentar o dia inteiro quase sem parar. Achei ótimo levar frutas secas e castanhas que encontrei no centro da cidade. A van passou na pousada às 6h30, pegou outros passageiros e rumou para o Parque Nacional. O ingresso que pagamos no dia anterior vale para esse dia também, mas é necessário colocar nome e número de documento quando fazemos a compra no primeiro dia, além de solicitar o carimbo na recepção do parque. Algumas pessoas que esqueceram de pegar o carimbo no dia anterior conseguiram mostrar que estiveram lá no dia mostrando fotos, mas é bom não correr o risco de se prejudicar tendo que pagar duas vezes. A van para no estacionamento do parque, onde há banheiros, e os guias oferecem bastões de trekking para quem quiser usar e daí iniciamos a caminhada de cerca de 11 quilômetros (ida + volta = 22km). Para não correr o risco de demorar demais a ir e voltar, eles impõem um ritmo moderado à trilha, indo um na frente e outro atrás do grupo. Em pouco tempo já estamos subindo ladeiras cansativas e praticamente sem parar durante um longo tempo. Ao longo do caminho, paramos no acampamento El Chileno, onde é possível usar o banheiro mediante pagamento (1 dólar/500 pesos chilenos). A caminhada tem momentos de terreno plano, ficando mais fácil seguir o mesmo ritmo da maioria, mas tem também momentos que a subida vai diminuindo nosso ritmo e a gente precisa recuperar o fôlego muitas vezes. A última parte da trilha é mais pesada, onde a gente vai serpenteando montanha acima, passando por muitas pedras de diversas alturas, servindo de degraus pra gente impulsionar a próxima pisada pra vencer os obstáculos. A dificuldade é alta nessa última parte, mas não é tão longa quanto o trekking para a Laguna de los Tres, na base do Fitz Roy. O visual das três torres de perto é muito lindo, e lá na sua base a gente encontra muitos mochileiros que se sacrificaram por dias em acampamentos para fazer os circuitos por todo o seu entorno. Esta é outra opção para conhecer o lugar e vivenciar por mais tempo aquela experiência, mas é bom estar muito bem equipado, porque as condições climáticas não são das mais fáceis de encarar. Em relação ao trekking guiado, comparando com as trilhas que a gente faz por conta própria em El Chaltén, eu achei um pouco mais pesado a que fiz em Torres del Paine, já que eu não ditava o meu ritmo e, por isso, permanecia cansado por mais tempo. Mas como o Parque Nacional fica distante de Puerto Natales, cerca de 2 horas de carro, a gente acaba precisando do transporte muito cedo para chegar até ali. Só por isso que eu achei vantajoso contratar o passeio, mas para quem está em grupo e aluga carro, pode ser interessante fazer a caminhada até a base das torres por conta própria, já que o caminho é sinalizado e a gente encontra muita gente fazendo o trajeto. Punta Arenas Atrações na cidade Peguei o ônibus de 8h30 saindo de Puerto Natales a Punta Arenas, com passagem comprada antecipadamente pela internet na empresa Bus-Sur. São 3 horas de viagem. O terminal da empresa fica no centro da cidade, bem próximo à Plaza de Armas, a principal praça da cidade. Então é fácil ir a pé até a hospedagem se estiver perto dessa região. Punta Arenas é uma cidade bem charmosinha, com um centro muito bem organizado e bonito, com algumas atrações interessantes para visitar. A Plaza de Armas tem uma enorme escultura do português Fernão de Magalhães, responsável pela primeira navegação ao estreito de Magalhães, onde está localizada a cidade. O índio que compõe a escultura no centro da praça é a maior atração entre os turistas, já que se acredita que tocar o seu pé traz sorte. Ao redor da praça, as edificações são muito bonitas, e dentre elas está o Museu Regional de Magalhães, um lugar suntuoso em que o piso original, para ser conservado, precisa que usemos sobre ele protetores de tecidos nos pés, oferecidos na entrada. O que achei muito ruim foi o horário de funcionamento do museu, somente até às 14h, quando tive que sair rapidamente de lá, quase expulso pelos funcionários impacientes em encerrar as atividades do dia. Próximo dali, está o Museu Maggiorino Borgatello, com uma grande quantidade de informações sobre a região e que vale a visita. Um pouco mais adiante, próximo ao cemitério da cidade, há o Monumento al Ovejero, uma obra em tamanho natural a céu aberto, representando um trabalhador rural com suas ovelhas, cavalo e cachorro. Algumas quadras acima da Plaza de Armas, está localizado o Cerro de la Cruz, um ponto mais alto que serve como mirante, acessível por uma grande escadaria. De lá, é possível ter uma vista panorâmica da cidade e do Estreito de Magalhães. Outra atração, mas um pouco mais distante, já na saída da cidade, é o Museo Nao Victoria, a réplica da embarcação usada por Fernão de Magalhães no século 16 para a primeira viagem de circunavegação feita pelo português no Estreito que recebeu seu nome. Achei a chegada ao lugar meio complicada porque a motorista do Uber se perdeu e teve que dar uma volta grande para finalmente conseguir localizar. É possível subir e explorar a embarcação por dentro, assim como outra réplica que está do lado, usada no século 19 para a tomada do Estreito de Magalhães. O vento lá em cima é forte e gelado. Em Punta Arenas, há uma região comercial com zona franca, livre de impostos, com shopping e alguns grandes mercados multidepartamentais. O shopping eu não achei grande coisa, apesar de livre de impostos, os produtos encarecem para chegar à cidade pelo transporte. Achei até interessante um grande mercado que entrei, onde há de tudo um pouco, inclusive souvenirs, mas comprei só umas poucas coisinhas pequenas e baratas para não sofrer com o peso na mala e no orçamento. Islas Marta e Magdalena O principal passeio que me levou à cidade foi a navegação até as ilhas Marta e Magdalena. Reservei o passeio pela internet na empresa Solo Expediciones, mas esse foi o único que o pagamento ficou para ser feito no próprio dia. Às 6h30 da manhã me apresentei no escritório da empresa, bem próximo à Plaza de Armas, fiz o pagamento e entrei no ônibus que levava ao porto, que fica próximo. Todos desembarcamos do ônibus e entramos no catamarã em um dia chuvoso, mas a chuva só estava na cidade e não durante a navegação. Ao longo da navegação pelo Estreito de Magalhães, o guia em espanhol e inglês dá algumas informações, enquanto podemos avistar o espetáculo das barbatanas das baleias subindo até a superfície da água para respirar. Como a água é mais escura, não dá para vê-las abaixo da superfície, então não dava para saber onde elas apareceriam para registrar o momento. Um tempo depois, chegamos próximo da margem da Isla Marta, que é bem pequena, um rochedo com uma enorme quantidade de leões marinhos. Nessa ilha, contemplamos somente à distância, não é autorizado desembarcar nela por razões de proteção do ambiente dos animais. Como a embarcação fica parada por um tempo em frente à ilha, é possível ir para fora, sem o incômodo do vento muito forte, para registrar os leões marinhos em seu descanso matinal. Na ilha os animais estão protegidos das baleias, seus predadores, e podem nadar no seu entorno, protegidos por uma camada de algas que envolve o ambiente. Em seguida, fomos para a ilha Magdalena, onde todos desembarcamos para uma caminhada de cerca de 1 quilômetro no ambiente dos pinguins. O caminho é delimitado por um corredor de cordas, para não ultrapassarmos, que leva até um farol mais adiante na ilha. Como temos 1 hora para explorar o lugar, é bem tranquilo, sobra tempo, além de ser uma caminhada bem leve e sem dificuldades. Há uma grande colônia de pinguins na ilha Magdalena, que passam cerca de 6 meses por ali, durante primavera e verão, a temporada mais quente para troca de penas. Uma ressalva: só é quente no ponto de vista deles. Uma grande quantidade de buracos no chão, usados como ninho pelos pinguins, está espalhada pelo caminho onde andamos. Além de se protegerem do frio com a troca da plumagem, os ninhos também deixam filhotes a salvo dos predadores que rondam a todo momento, pássaros oportunistas, esperando algum descuido de um pai desatento. O passeio termina cerca de 12h e o ônibus nos leva de volta ao ponto de partida, no centro da cidade. Achei muito agradável, além de leve e não durar um dia inteiro, não precisando sacrificar o almoço. Ushuaia Chegada na cidade A saída de Punta Arenas foi às 8h15 da manhã pela Bus-Sur, com bilhete comprado pela internet. Como iria sair da Argentina para entrar no Chile, necessário apresentar passaporte no guichê antes de embarcar no ônibus. A previsão de chegada em Ushuaia era às 20h15, mas chegou cerca de18h30, mesmo assim foi uma viagem muito cansativa. Como não há paradas em lugares onde há comida, é bom levar o arsenal porque é praticamente um dia inteiro na estrada. Cerca de 2 horas depois de sair de Punta Arenas, o ônibus chega na travessia de balsa no Estreito de Magalhães, todos descem e embarcam na balsa, assim como todos os veículos que estão em fila aguardando. A travessia foi tranquila e rápida, menos de 30 minutos, mas já ouvi falar que pode ser mais demorada, dependendo da agitação das águas. Ao embarcar novamente no ônibus, como pode haver vários outros parecidos, é bom saber diferenciar qual o nosso. Eu mesmo quase entrei em outro, imagina onde iria parar. Um bom tempo de viagem depois, chegamos na fronteira, onde recebemos o carimbo de saída do Chile. Um pouco mais adiante, pegamos mais uma vez o carimbo de entrada na Argentina. Diferentemente da imigração no Chile uns dias atrás, na Argentina não pediram para fiscalizar a bagagem, foi um processo burocrático mais rápido. Depois de um longo tempo, finalmente chegando próximo a Ushuaia, o ônibus vai passando por uma região de montanhas, com curvas fechadas, mas com um cenário lindo. Achei que o assento do lado direito é beneficiado com a melhor vista. A melhor localização para se hospedar em Ushuaia é o mais próximo possível da Av. San Martí, que é a rua principal, longa e plana. As ruas que cruzam a San Martí em direção contrária à costa ficam em subidas bem cansativas. Os passeios partem dessas proximidades, onde está a zona portuária, as agências de turismos, pontos de vans e táxis, alguns museus, a placa do “fim do mundo”, a Secretaria de Turismo, onde tem internet gratuita e informações diversas aos turistas, bem útil. Na Secretaria também podemos carimbar o passaporte com dois modelos de estampa, é grátis. Pinguinera e Navegação pelo Canal Beagle Deixei reservado com antecedência pela internet no site da empresa Piratour o passeio desse dia. A Piratour é a única empresa que tem autorização para desembarcar na Isla Martillo, então qualquer outra empresa que também ofereça a caminhada com os pinguins na ilha apenas intermedeia a venda, tendo como responsável pela prestação do serviço a Piratour. O passeio iniciava com os turistas se apresentando no quiosque da empresa às 7h30 no píer. Como dura até o meio da tarde, é bom levar um lanche reforçado. Pegamos o ônibus com guia em inglês e espanhol e tivemos uma parada junto à floresta de árvores que sofrem a ação do vento muito forte e crescem para um lado, por isso sendo chamadas de “árvores bandeiras”. Logo após, chegamos na Estancia Harberton, onde há um pequeno museu de ossos de baleias e outros animais marinhos. O grupo de turistas é dividido em duas partes, enquanto uns vão direto para a Pinguinera, os demais ficam na Estancia na visita guiada; logo depois, revezam os grupos. O bote para a Isla Martillo leva um grupo reduzido de cerca de 20 pessoas, não podendo haver grande quantidade de gente por vez na ilha. É uma travessia curta, logo desembarcamos na Isla Martillo. Como visto na Isla Magdalena, ali também é um lugar onde há grande quantidade de buracos que servem de ninhos para os pinguins e o caminho para os turistas percorrerem é delimitado. Mas diferentemente da Isla Magdalena, na Isla Martillo não há um caminho para seguir por conta própria até o final da visita. Durante todo o tempo, a guia estava com o grupo e sempre chamava atenção quando havia muita proximidade com os animais. Na Isla Martillo, eu vi uma quantidade maior de pinguins concentrados em grupos, seja descansando próximos aos ninhos, seja na beira da água para pescar peixes. Dá para ver mais de uma espécie de pinguins, todos muito simpáticos. O frio era intenso por causa do vento insistente, então depois de uma quantidade de fotos, acho que muita gente já estava pronta para voltar até mesmo antes da 1 hora disponível na ilha. No meu caso, como eu já havia feito a visita na Isla Magdalena anteriormente, comparando com a Isla Martillo, eu preferi a primeira porque tinha maior liberdade para explorar a área maior e usar o tempo andando e vendo um pouco além do que a guia mostrava. Logo que voltamos à Estancia Harberton, os dois pequenos grupos que revezaram na Isla Martillo se juntaram de novo em um só e todos embarcaram num catamarã para a navegação no Canal Beagle. Em alguns pontos do Canal, navegamos em águas que dividem Argentina e Chile, sendo possível enxergar inclusive o povoado mais austral do mundo, Porto Williams, no Chile, o último do hemisfério sul. O passeio guiado é bem informativo, passando por lugares de destaque, como a Isla de los Lobos, um rochedo em forma de ilha com enorme quantidade de lobos marinhos estirados ao sol. Passamos também pelo Farol les Eclaireurs, o “farol do fim do mundo”, em uma pequena ilha com muitos pássaros aquáticos. Nesses pontos, o catamarã fica parado por uns minutos para ser possível ir até o lado de fora sem um vento tão hostil. Parque Nacional Tierra del Fuego Contratei esse passeio em uma agência aleatória que entrei no dia anterior na Av. San Martí. Não me lembro do nome, mas o passeio é bem padrão entre todas as agências que vemos pela cidade. A duração é de apenas meio dia. A van passou na minha pousada às 8h da manhã e levou todos para a estação do “Trem do Fim do Mundo”. Para aqueles que iriam fazer o passeio de trem, esses pagaram algo como 120 reais para um trajeto de cerca 1 hora a uma velocidade de uns 20 km/h. Como eu achei bem desinteressante, segui com os demais que preferiram fazer o trajeto na van, conhecendo alguns recantos do Parque Nacional enquanto o trem não chegava. No passeio do Parque Nacional, fazemos algumas trilhas rápidas e fáceis com um guia com vistas para vários lugares, como lagos, bosques, montanhas, mar. Muitas das vezes, o guia deixa o grupo explorar por um tempo o lugar, até a van nos levar para o próximo. Há lugares bem bonitos, com mirantes para as belezas naturais da região, mas eu acho que eu apreciaria ainda mais se já não tivesse visto tantos outros lugares ainda mais lindos, daí a gente acaba comparando um pouco. É no Parque Nacional onde está o “Correio do Fim do Mundo”, uma casinha charmosa de madeira sobre estacas no Canal Beagle que funciona durante o verão. Lá são vendidos cartões postais, selos e outros souvenirs, sendo possível ao viajante enviar correspondência do correio mais austral do mundo. Pena que os itens vendidos no correio são sempre bem mais caros do que na cidade. Também no correio é possível ser atendido pelo “carteiro do fim do mundo” para levar estampado no passaporte o selo e o carimbo do lugar por 3 dólares. A foto contida no selo é do próprio carteiro que atende ali, mas a gente percebe que já se passaram muitos anos desde quando ele passou a figurar no souvenir que levamos com sua cara no fim do mundo. Trekking Laguna Esmeralda Nesse dia pela manhã, fui até a Secretaria de Turismo me informar sobre as formas de chegar até o início da trilha para a Laguna Esmeralda. Procurei também uma loja de aluguel de roupas e acessórios para os passeios no frio. Escolhi uma bota impermeável cano alto. Depois de ver o estado da trilha, cheia de lama por todos os lados, sem opção de desviar da sujeira, achei um ótimo investimento que salvou meu calçado. Os meios de transporte que considerei para chegar no início da trilha foram táxi ou van. O táxi cobrava um valor equivalente a uns 110 reais (somente ida), enquanto a van cobrava cerca de 45 reais (ida e volta), então fui para o ponto em que as vans saem e esperei por cerca de uma hora, já que o serviço funciona com no mínimo 3 passageiros. O trajeto até o início da trilha é na estrada, cerca de 18 km. Encontrei alguém anteriormente na cidade que havia falado que fez esse percurso inteiro saindo da cidade a pé, mas eu preferi poupar um pouco o esforço. O lugar onde chegamos para iniciar a trilha fica num ponto mais alto e nesse dia fui surpreendido pela neve caindo nesse lugar, um cenário lindo, com uma cobertura branca pelo chão e vegetação, numa temperatura de 2°C. A trilha tem cerca de 4 quilômetros, com tempo estimado de 2 horas (fiz em 1,5 hora). Grande parte da caminhada é feita dentro de um bosque, com marcações em azul nos troncos das árvores, indicando o caminho para que a gente não se perca. Ao longo do caminho, como havia chovido durante a noite anterior, era impossível fugir da lama. Há também alguns pontos de subidas que cansam um pouco, mas não são tão extensos, dá para andar em uma toada bem constante. Quando a gente sai do meio do bosque e começa a andar por um descampado, a marcação do caminho passa a ser por estacas amarelas. Nesse trajeto, a lama e a terra mais fofa estão por todo lado e não dá para contornar o caminho. Em alguns pontos, até afunda um pouco, daí é bom ter cuidado onde se pisa, sendo útil procurar troncos e pedras para dar maior segurança. Mas depois que a gente se livra, segue ao longo de um riacho e já está pertinho da lagoa. A Laguna Esmeralda fica bem no pé de montanhas nevadas e é muito bonita. A cor das águas no dia que fiz o passeio não estavam na cor esmeralda porque o sol não saiu hora nenhuma, mas com sorte de um pouco de sol no dia do passeio, o passeio será ainda mais fotogênico. Saí com a bota muito enlameada, aliviado por não precisar permanecer com ela pelo resto da viagem. Peguei o transporte de volta e fui devolver o calçado na loja e restituir o meu, que havia ficado por lá. Atrações para um dia tranquilo na cidade No último dia em Ushuaia, eu só partiria à noite, então deixei a mala pronta na pousada, fiz check-out e aproveitei para fazer passeios mais leves, que não precisavam de deslocamentos por carro. Fui ao museu do presídio, onde também funciona galeria de arte e museu marítimo, no final da Av. San Martí. O lugar funcionou como prisão, quando os presos argentinos eram enviados para trabalhar e construir a cidade, onde os cidadãos comuns não tinham interesse em morar, dado o seu isolamento e frio constante. Achei meio cara a entrada para o museu, em torno de 60 reais, acaba não sendo um estímulo para todos visitarem. A primeira parte do museu traz uma grande quantidade de maquetes de embarcações de países diversos, muito bem feitas e detalhadas, com suas histórias que as fizeram importantes para a navegação. A segunda ala é maior e lá constam a história do presídio, seus presos mais famosos e uma variedade de artigos que fazia parte daquela realidade. Existe visita guiada, mas não coincidiu com o horário que eu estava lá. Mais adiante, há também o museu de arte, mas essa ala só abriria às 16h, então não visitei. Perto dali, visitei a Galeria Temática de História Fueguina, um prédio bonitinho, onde funciona um bar, a galeria mesmo fica nos andares de cima. É um museu de visita rápida, com reprodução de cenários e pessoas em tamanho natural, numa sequência fácil de percorrer, ao mesmo tempo em que a gente vai ouvindo o audioguia (idioma a escolha, inclusive português). São histórias que envolvem os elementos que estamos visualizando, e sua relação com o mundo da época que o cenário retrata. Acaba sendo um bom resumo de muita coisa que a gente viu nos diversos passeios na região.
  20. Julho/2019 - A rota do Lítio - Argentina, Chile e Bolívia Introdução: Os preparativos - 1º semestre de 2019 Viajar de carro sempre foi algo que amei desde criança, as horas passadas observando a estrada pela janela daquele Fiat Prêmio do meu pai, quando íamos ao litoral norte de São Paulo, eram sempre encantadoras. Com certeza, essas experiências na bela rodovia Rio-Santos me instigaram a planejar as viagens que realizo hoje em dia. A ideia de percorrer a Cordilheira dos Andes de carro era um desejo antigo, muito inspirado no filme Diários de Motocicleta. Subir os Andes, percorrer o altiplano andino, dormir nos vilarejos de mineradores, explorar os vulcões, salares e lagos eram os objetivos de 2019. Para isso, precisávamos de um carro ideal e em 2018 trocamos nosso Renault Sandero em uma Pajero Sport 4x4. Esta foi nossa primeira experiência com carro 4x4 e logo em janeiro fomos testar nossas habilidades em Visconde de Mauá-RJ, atrás de estradas de barro e lama. Muito satisfeitos com a performance do carro em estrada de terra, não poderíamos pensar o mesmo quanto ao consumo de combustível. Infelizmente nossa Pajero era à gasolina e bebia um posto de combustível por mês, o que começou a ser um problemão quando iniciamos o planejamento da viagem e descobrimos longos trajetos sem postos de abastecimento. Precisávamos resolver esse empecilho, a solução era trocar de carro ou carregar vários galões de combustível, o que poderia ser muito perigoso. Decididos, faltando um mês para a viagem, tivemos uma grande sorte de encontrar o carro perfeito para o desafio, uma L200 Triton, equipada Savana e que era carro de suporte da Mit Cup. Sabíamos que este carro não nos deixaria na mão e, mesmo sem as revisões, colocamos-o na estrada sem medo. O trajeto não era fechado, o planejamento do percurso contava com alguns pontos de parada estratégicos, que na verdade, nem foram seguidos. No caminho, todo o trajeto foi redesenhado, dando o título desta aventura off-road: A rota do Lítio. Dia 06/07/2019 - A ansiedade do pré-viagem O dia anterior à viagem era de pura ansiedade, eu e a Carol esperávamos ansiosamente o casal de amigos que iriam nos acompanhar neste trajeto, Jeferson e Patrícia. Compramos umas carnes e faríamos um churrasco para comemorar o início da grande jornada. Já sabíamos que não seria fácil o que estava por vir, ainda mais para mim, que não estava 100% bem de saúde, afinal tive pedra no rim uma semana antes e tive que colocar um duplo jota (cateter entre o rim e bexiga) para preparar para um procedimento cirúrgico que se realizaria depois de um mês. Sim, eu teria que viajar com isto, para lugares onde o atendimento hospitalar inexiste, mas isso não me impediria de tal aventura. Atrás dos últimos preparativos, fomos à loja da Decathlon comprar umas últimas peças de roupas para nossos amigos que tinham acabado de chegar do interior de São Paulo e tinham mais dificuldades de encontrar equipamentos adequados à viagem. Quando voltamos das compras, começamos a preparar a caçamba da L200, era tanta coisa, que achávamos que não caberia, desde dos equipamentos de camping, galões de água e combustível, mantimentos e malas grandes de roupas por conta do frio. Tudo coube milimetricamente. Em cima do rack de teto, colocamos mais um pneu para evitarmos qualquer tipo de perrengue que poderia nos aparecer. E assim, fomos dormir, ou pelo menos tentar, pois a cabeça não parava, o estômago sofria com a ansiedade e nossos cachorros não paravam quietos, parecem que sabiam que ficariam um tempo longe da gente (de fato, esta é a pior parte destas viagens, ficar longe do Marx e do Nietzsche). Dia 07/07/2019 - O início infinito: A longa e entediante rota de São Paulo a Foz do Iguaçu Acordamos cedo, dormimos mal, mas parecia que tínhamos descansado um ano inteiro, pois energia não faltava. Tomamos um café reforçado, arrumamos as últimas coisas e bora pegar a estrada. Saindo de casa - carro preparado. O trajeto deste primeiro dia era longo, cerca de 1.070 quilômetros até Foz do Iguaçu, passaríamos o dia inteiro na estrada e com o mínimo de paradas possível. A Paty trouxe um tupperware com um torta de atum excelente que foi nossa refeição durante vários dias onde priorizamos a quilometragem percorrida em vez das paisagens e lugares. Assim foi o primeiro dia, que teve 60 quilômetros extras, pois tivemos que voltar para casa, já quando estávamos na Régis Bittencourt, pois havia esquecido minha carteira. Voltamos e saímos de casa efetivamente às 8 horas da manhã, seguimos pela Régis até Curitiba e depois atravessamos as estradas de pista simples abarrotadas de caminhões do Paraná até a cidade de Foz do Iguaçu. Chegando próximo à cidade, entramos no booking e escolhemos uma pousada barata. De longe e por incrível que pareça, foi a pior estadia da viagem. O termômetro das ruas marcava 10º C, mas parecia que nosso quarto estava -15 ºC e obviamente o chuveiro era pífio e só esquentava quando caía um fio de água. Dia 08/07/2019 - Percorrendo Missiones: De Foz do Iguaçu a Corrientes (ARG) Logo que levantei da cama já pensei no café da manhã que deveria aproveitar, pois nas minhas últimas experiências fora do Brasil, o café nunca era grande coisa. Após uma noite terrível de frio, nada melhor que um pão na chapa e um café com leite. Arrumamos as coisas e fomos em direção ao Paraguai, a ideia era comprar um mini fogão de camping e uns outros equipamentos para a viagem, porém perdemos tempo à toa, voltamos para Foz do Iguaçú sem comprar nada e ainda precisávamos trocar nosso dinheiro. Depois de uma ampla pesquisa nas casas de câmbio e encontrar a melhor cotação, seguimos à fronteira da Argentina, rumo a Puerto Iguazú. Uma espera de uma hora na fila e passamos tranquilamente. Tinha todos os documentos em ordem e olha que as exigências não são poucas, seguro Carta Verde, dois triângulos, colete refletivo, cambão e selo de velocidade máxima na traseira do carro (que adquiri em um posto de combustível já na Argentina). Esperando para atravessar a fronteira. A ideia era chegar até Corrientes, na entrada do Chaco, iríamos percorrer a rota das Missiones, porém sem nenhuma parada, pois teríamos que vencer mais de 700 quilômetros. Estradas de pista simples e muitas colinas suaves que seguem paralelamente ao leito do rio Paraná. As margens são tomadas pelo pasto com cabeças de gado espalhadas pelos imensos latifúndios. Sabíamos que estávamos deixando de lado o belo roteiro cultural das Missiones, mas nosso objetivo era a Cordilheira. Após cruzar Missiones e entrar na província de Corrientes já ficamos mais espertos, já tinha lido que ali a polícia era extremamente corrupta e fariam de tudo para tirar uns trocados. Dito e feito, logo que avistamos a primeira blitz, já fomos parados. Aquele guarda com cara de poucos amigos já me pediu para descer do carro, abrir a caçamba e por aí foi, várias coisas verificadas até que ele me pede o “apagador de fuego”, vulgo extintor de incêndio. Naquela hora gelei, tinha pensado em tudo, mas esqueci de verificar a validade do extintor de incêndio, tentei dar uma enrolada, mas não deu certo. Com um sorriso maroto ele me informou que me daria uma multa. Tentei desconversar e falar que não sabia disso, pois no Brasil já não era mais necessário e conversa vai e conversa vem, até que ele me pede para entrar no carro e separar 1.000 pesos (100 reais). Pegou meus documentos, foi até a cabine policial e retornou ao carro, e em questão de milissegundos colocou a mão para dentro da janela e tomou os mil pesos da minha mão, liberando-nos. Agora era o momento mais crítico, precisávamos comprar um extintor de incêndio antes de sermos parados novamente pela polícia. Passamos por mais dois comboios, mas não fomos parados, coração a mil. Até que avistamos a entrada da cidade de Ituzaingó, que na verdade mais parece um vilarejo, rodamos e demoramos cerca de uma hora para encontrar uma loja que trabalhasse com extintores. Chegando lá, obviamente ele não tinha o modelo do nosso extintor e disse que demoraria cerca de 3 horas para recarregá-lo, o que nos deixou apreensivos, pois queríamos chegar em Corrientes ainda neste dia. Ele ofereceu um outro modelo de extintor, acabamos aceitando e pagamos mais cerca de 100 reais por ele com validade de 6 meses! Mas pelo menos estávamos liberados. Seguimos viagem e logo antes de chegar em Corrientes paramos para abastecer e percebemos que o combustível era bem mais caro que no Brasil, o litro do diesel comum era cerca de R$4,50 e do diesel S10, R$ 5,20. Mas tudo bem, se tá na chuva é para se molhar, enchemos o tanque e partimos, chegando em Corrientes por volta das 21h. Agora a saga era achar um hotel para ficar e estacionar o carro. Queríamos ficar no centro, pois precisávamos jantar ainda e tinha esperança de encontrar um parceiro meu que conheci em um mochilão para o Atacama em 2015 e que morava em Corrientes, mas sem sucesso. O Hotel era bem ruim, com um banheiro bem peculiar. A descarga era literalmente um buraco na parede. Jeferson e Patrícia ficaram perdidos e não sabiam utilizar o vaso, pediram ajuda para o senhor da recepção, pedindo que desse uma olhada na descarga do vaso sanitário, porém “vaso” em espanhol significa “copo”, e daí começou a confusão. Tudo se resolveu quando o recepcionista perguntou “estás cagando?” e aí caíram todos na gargalhada, mas o problema foi sanado. Dia 09/07/2019 - A travessia do Chaco: Corrientes a San Fernando del Valle de Catamarca Acordamos bem cedo, o trajeto a ser enfrentado seria o mais cansativo, cruzar a planície do Chaco, a ideia inicial era ir até San Miguel de Tucumán. Durante o café da manhã, que praticamente não tivemos, pois o hotel disse que não tinha pão e nem nada, afinal era feriado de independência e nada abriria, entrei na internet para baixar as fotos de satélite dos lugares que iríamos percorrer (esta foi a estratégia utilizada em toda a viagem, baixávamos os mapas e com o sinal do GPS ligado íamos nos orientando). Enquanto o download ia se realizando, aproveitava para estudar um pouco sobre o lugar que visitaríamos, e, quase sempre, estes estudos mudavam nossa rota, ou seja, não iríamos mais para Tucumán e sim para Catamarca. O objetivo seria percorrer a Rota 60 (Ruta de los Seis Miles). Este dia foi só de estradas retilíneas e planas, a paisagem do Chaco era o melhor exemplo do que o agronegócio produz, campos imensos de soja ou pasto, vilarejos super pobres lojas de luxo na beira da pista. Concessionárias da John Deere, Case II, Cartepillar contrastavam com casas mal acabadas de no máximo dois cômodos e que abrigavam famílias grandes. Os postos de gasolina eram lotados de crianças que trocavam suas tardes de brincadeiras pela disputa em lavar os parabrisas dos carros em troca de algumas poucas moedas. Esse era o melhor exemplo daquilo que Denise Elias chama de Cidades do Agronegócio, onde a pobreza é generalizada e contrastante com algumas ruas que concentravam o comércio de luxo para satisfazer uma pequena elite de latifundiários. Depois de cerca de 13 horas de estrada, chegamos em San Fernando del Valle de Catamarca, uma cidade no sopé andino com uma arquitetura muito bonita no estilo neocolonial. Resolvemos ficar em um hotel também próximo ao centro, mas foi difícil achar vaga, pois havia um festival na cidade e a maioria dos quartos já estavam lotados. Saímos para passear na cidade, mas já era mais de 22h, tudo estava fechado, porém não impediu que aproveitássemos um pouco do local, visitamos a Plaza 25 de Mayo e nos deslumbramos com a linda Catedral Basílica de Nossa Señora del Valle. A Catedral de Nossa Señora del Valle. Dia 10/10/2019: Rota 60 - A Ruta de los Seismiles A partir deste dia pode-se dizer que a aventura realmente começa. Tomamos um belo café da manhã, andamos pela cidade para comprar uns últimos equipamentos, antes de desbravar os Andes. Saímos em direção à Ruta 60, mas ainda demoramos cerca de 2 a 3 horas para realmente começar a subir a cordilheira, o interessante é que tudo ali era diferente, a noção de tempo e espaço era outra, e conforme mais próximo dos Andes, mais encantador e misterioso o ambiente era. Ao cruzarmos a primeira cordilheira, chamada de Cordilheira Oriental, uma linha de montanhas mais baixas no sentido norte-sul, vimos a diferença climática. A Cordilheira Oriental barrava os ventos úmidos que vinham de leste, enquantos os Andes barravam os que vinham de oeste, ou seja, estávamos em um vale no sotavento das cordilheiras com clima árido e paisagem arbustiva. As montanhas areníticas ao redor contrastavam com o azul do céu e com as nuvens, desenhando um cenário de tirar o fôlego. Vista da Cordilheira Oriental, as nuvens indicam a direção do vento no sentido sudeste-noroeste. Ao iniciarmos a subida da cordilheira, deixávamos a paisagem de estepes de lado para entrar nas punas altiplânicas, uma formação vegetal herbácea típica das altitudes andinas. A Ruta de los Seismiles tem esse nome pois margeia 19 cumes com altitudes superiores aos 6.000 metros em relação ao nível do mar. Entre eles, o cume mais alto chama-se Ojos del Salar, seguido do Monte Pissis. Ambos são estratovulcões e recebem o título dos vulcões mais elevados do mundo. Ruta 60 e as punas altiplânicas. No canto direito temos o Ojos del Salado, vulcão mais elevado do mundo, ao meio o Incahuasi e no canto esquerdo o San Francisco. Atrás deste monte de areia já é território chileno. A nossa vontade era chegar no sopé destes vulcões, porém eles estão localizados no lado chileno e para nosso azar chegamos 30 minutos depois que a fronteira havia fechado, então sacamos o celular e tiramos fotos de onde podíamos. Apesar do céu limpo, o frio era forte, sobretudo por conta dos ventos que não davam trégua em nenhum minuto. Essa é uma característica do altiplano andino, onde instala-se uma zona de alta pressão que gera ventos que facilmente ultrapassam os 80 km/h. Este dia encerrou-se no vilarejo de Tinogasta, que fica no meio do caminho entre Catamarca e o Paso San Francisco (fronteira Chile-Argentina). Lá, conseguimos um hostel e fomos dormir extasiados com o dia em que passamos. Dia 11/07/2019 - Tinogasta a Antofagasta de la Sierra: O improvável resgate e o sinistro Campo de Pedra Pomes Este dia começou com uma forte indecisão: qual rota seguir?; voltaremos à rota original para Tucumán?; faríamos a linda Ruta 40?; ou “metemos o louco” e vamos ao Campo de Piedra Pomez? Tomamos o café da manhã e seguimos, decidimos pela Ruta 40, por ser a mais turística e com paisagens lindas de tirar o fôlego. Seguimos viagem, passamos por Belén, onde almoçamos um belo frango assado no conforto da calçada e com a caçamba da L200 como mesa (essa refeição foi uma das melhores da viagem). Belén é uma pequena cidade da província de Catamarca com cerca de 12 mil habitantes, mas que serve como base para os turistas que pretendem percorrer a Ruta 40 até San Antonio de Los Cobres. Após o almoço e mais chão pela frente, minha mente não parava, quase não conseguia prestar atenção na estrada, não sabia se estava feliz em percorrer a Ruta 40 e deixar de lado o Campo de Piedra Pomez. Até que passamos por um povoado chamado Las Juntas, sabia que o caminho que levava ao campo era logo após esse vilarejo. Não pensei duas vezes, ao avistar a bifurcação parei imediatamente fora da pista e desliguei o carro. Assustados, a Carol, o Jé e a Paty perguntaram prontamente o que havia acontecido e eu só respondi com o silêncio. Fiquei uns minutos mentalizando e tomei a decisão de enfrentar a Ruta 43, aquela que nos levaria ao Campo de Piedra Pomez. Todos acataram a minha decisão arbitrária e assim seguimos pela péssima estrada de chão que ia em direção às montanhas. Paisagens diversas seriam descobertas neste dia, uma mais incrível que a outra. Dos cactos gigantes a dunas de mais de 400 metros de altura em altitudes que nunca pensei que encontraria tais formações. As dunas invadindo a estrada. Dunas gigantes na beira da Ruta 43, encontradas acima dos 3.500 metros de altitude. Após as incríveis dunas, estávamos percorrendo novamente as punas altiplânicas, um cenário misterioso tomava conta da estrada, ninguém cruzava nosso caminho e os ventos castigavam a lataria do carro, nem abrir uma fresta do vidro era possível, pois fazia um barulho enorme e ainda desestabilizava o carro. Alguns quilômetros à frente e avistamos uma placa com a seguinte inscrição: Salar Laguna Blanca a 18 km. Como iríamos ao Salar de Uyuni, prontamente pensamos em não perder o foco e seguir adiante, mas algo me despertava curiosidade e, mesmo não querendo perder tempo, decidi fazer um desvio e seguir para a Laguna. Alguns minutos depois, avistamos um carro vindo em nossa direção piscando os faróis e acenando incessantemente. Eram duas mulheres desesperadas, dizendo que a caminhonete delas havia atolado no salar. Já fiquei empolgado em ajudar, finalmente testaria os limites do 4x4. Chegando no salar, já percebi que não seria tão fácil como havia pensado. A Nissan Frontier deles estava bem atolada e já havia marcas no chão de outra pessoa que havia tentado ajudar e não conseguiu. Prontamente, coloquei a Triton na frente da Frontier, sacamos o cambão, conectamos em ambos os carros, engatei a reduzida e acelerei, nada! Tentei mais duas vezes, sem sucesso e como resultado, havia atolado também. Enquanto isso, a Carol e a Paty se divertiam tirando fotos na laguna, ainda não tinhamos percebido a gravidade da situação. Foi uma luta para desengatar o cambão para poder desatolar a Triton, mas conseguimos, com a reduzida engatada e uma ajuda para empurrar saímos do atoleiro sem maiores problemas. Todavia, havia muito trabalho pela frente ainda para tirarmos a Frontier daquela situação. Víamos no rosto do motorista o cansaço e o desespero, ele e a família com crianças pequenas já estavam lá havia 4 horas e só uma pessoa tinha aparecido e foi embora sem conseguir ajudá-los. Neste momento já era umas 15h e provavelmente ninguém mais apareceria. Lutávamos contra os fortes ventos altiplânicos e a altitude já nos castigava. Primeira tentativa de resgate no salar. O jeito seria utilizar as pranchas de desatolagem, pela primeira vez elas íam sair do rack de teto. Obviamente os parafusos oxidados deram mais trabalho que o comum, mas conseguimos soltá-las. Agora precisávamos erguer o carro, colocamos o macaco embaixo apoiado em alguns tocos de madeira que a família havia conseguido e levantamos a traseira da Frontier para encaixar a prancha, repetimos do outro lado e pronto. Tudo certo, o motorista acelerou, o carro andou um metro e atolou de novo. Tivemos que repetir este procedimento três vezes até que enfim eles estavam libertos daquele momento terrível. Quando saíram, a alegria deles e a nossa foi tão grande, que posso dizer que este foi o melhor momento da viagem. A família chorou de emoção e nos agradeceu de todas as formas possíveis. Satisfeitos, cumprimentamos-os e seguimos nossa rota e neste momento passou pela nossa cabeça: Qual era a chance que eles tinham de encontrar alguém como nós com duas pranchas de desatolagem no meio do nada? Foi pura sorte ou será o destino. Ainda conseguimos chegar no tão esperado Campo de Piedra Pomez antes de anoitecer, algumas dezenas de quilômetros para frente do Salar Laguna Blanca, avistamos uma placa que dizia solo 4x4 e bem ao horizonte era possível observar uma paisagem diferente, com formas pitorescas e uma cor clara em meio aquela areia escura, típico material vulcânico depositado. Após quase uma hora percorrendo um caminho não demarcado, cheio de costelas de vaca, muita areia e pedras, chegamos nos monumentos de pedra pomes. Esta área natural e protegida é uma bela paisagem originada pela erosão eólica de rochas vulcânicas piroclásticas (pumicita ou pedra pomes.) Sobre mais de 25 Km de extensão, se destacam milhares de facetas ruiniformes, algumas com mais de 50 metros de altura, dando ideia da espessura do depósito. Esta rocha é um produto da atividade dos aproximadamente 200 vulcões que existem na região de Antofagasta de la Sierra, entre os quais se destaca a Caldera del Galán, cuja última erupção ocorreu no final do Plioceno. Este vulcão tem uma das maiores crateras conhecidas no mundo, com 34 Km de norte a sul e 24 Km de leste a oeste. A incrível paisagem do Campo de Piedra Pomez, ao fundo vários vulcões que são os responsáveis pela formação desta paisagem única. Nem o frio intenso e nem a altitude nos impediram de escalar estes incríveis monumentos. Ficamos tão extasiados com este lugar que assistimos ao pôr do sol de lá e encararíamos o trecho final até Antofagasta de la Sierra à noite. E realmente, dirigimos no meio dos Andes, em um lugar nada turístico à noite e a sensação foi um mistura de apreensão e liberdade. E enfim, por volta das 22h horas, chegamos em Antofagasta de la Sierra e rapidamente encontramos uma casa para dormir, típica parada de mineradores da região. Ainda antes de dormir, fomos jantar e experimentamos um pouco da culinária local, o famoso prato Locro, uma espécie de sopa com milho, feijão, batatas andinas e carne de lhama. Não foi muito apetitoso, mas valeu a experiência. Locro, típico prato andino. Dia 12/07/2019 - O ponto austral do Triângulo do Lítio - O Salar de Hombre Muerto Depois de uma noite literalmente congelante, levantamos para encarar mais um trajeto pouco conhecido. E logo nos primeiros momentos do dia já vem a primeira surpresa, não muito boa. Um frio intenso, entrei no carro e dei a partida e nada, mais uma vez e nada, outra vez e nada. Parei, respirei, raciocinei e já sabia o problema, o diesel havia congelado. As garrafas dentro do carro estavam todas com os líquidos congelados. Mas ainda bem que os carros de hoje tem uma válvula de pré-aquecimento do combustível antes de injetá-lo nos cilindros. Deixei a parte elétrica ligada um tempo, dei a partida e finalmente o carro pegou. Segui rapidamente para o único posto de combustível da cidade e logo descobri que lá só vendia diesel aditivado com anticongelante, e bem caro, diga-se de passagem. Coloquei meio tanque e partimos. Mais uma surpresa, agora engraçada, tivemos ao jogar água no parabrisa. Com os vidros muito sujos, jogamos água para limpar e instantaneamente congelou. Fiquei preocupado com a possibilidade de trincar o parabrisa, pois estava muito frio, tudo congelado, ligamos o ar quente e seguimos viagem no forno do interior da Triton. Este dia rodamos cerca de 400 km inteiramente acima dos 4 mil metros de altitude, colinas suaves desenhavam o horizonte da paisagem recheadas de salares que contrastavam com imensos vulcões, ainda ativos. Alguns lagos congelados beiravam a pista e se mostravam como as poucas fontes de água na paisagem árida do altiplano andino. Em alguns locais, nem mesmo era possível observar as punas, pois o ambiente era tão extremo que não havia nenhuma forma de vida. Lagos congelados na beira da Ruta 43. Algumas horas depois chegamos no Salar de Hombre Muerto, o ponto mais ao sul do Triângulo do Lítio. Localizado ainda na província de Catamarca-ARG, o salar é uma das regiões mais ricas em lítio do mundo, a área em que se localiza o Triângulo do Lítio contém mais de 85% das reservas conhecidas do planeta e vale a pena dizer que tal recurso é extremamente estratégico, alguns especialistas até o consideram o novo petróleo, pois o lítio é o recurso chave para a produção de baterias, desde celulares a veículos. No Salar de Hombre Muerto há uma mineradora estadunidense que explora o recurso e o envia até o porto de Antofagasta, no Chile, onde é exportado in natura para a Ásia e Estados Unidos. Na região não há nenhuma indústria que utiliza o lítio, ou seja, ele representa, apesar de muito cobiçado, mais um produto de baixo valor agregado na pauta de exportações latinoamericanas. O Salar de Hombre Muerto - uma das mais importante reservas de lítio do planeta, Após umas paradas para fotos e estudos, seguimos viagem, o objetivo era chegar em San Antonio de los Cobres. Pelo meio do nosso caminho alguns pequenos vilarejos de mineradores se apresentavam no caminho. Ao final da Ruta Provincial 17 (continuação da Ruta 43), pegamos a Ruta 51 que vem do Paso Sico (fronteira Chile-Argentina) e seguimos à San Antonio, e este foi um dos trechos ruins de estrada e um dos pontos mais elevados que passamos por toda a viagem. Ruta 51 - 4560 metros de altitude. A Ruta 51, bastante sinuosa com trecho íngremes e muitas pedras. Com o combustível na reserva e aquele clima de apreensão, enfim chegamos no final da tarde ao nosso destino. Arrumamos uma pousada na hora e enfim fomos lanchar depois de um dia inteiro sem comer absolutamente nada e sem cruzar com uma alma viva na estrada. Aproveitamos também para tomar os vinhos que ganhamos da família que resgatamos no salar e após uns goles notamos o poder da altitude, estávamos todos bêbados em questão de minutos. Foi uma bela noite de sono. Dia 13/07/2019 - As montanhas coloridas de Pumamarca e as sinclinais da Quebrada Humahuaca Acordamos cedo e de ressaca, a Carol não aguentava de dor de cabeça. Realmente não era mito que beber na altitude não é muito bom, descobrimos do pior jeito. Seguimos viagem pela Ruta 40 até a Ruta 52 para descer os Andes em direção ao vilarejo de Pumamarca, um local bem turístico e muito procurado pelas suas belas montanhas coloridas e sua famosa feira de artigos andinos. A Ruta 52 é uma bela estrada, bem sinuosa, porém asfaltada que liga o Paso Jama a Pumamarca. A descida das montanhas requer muito cuidado pois as curvas são bem fechadas e algumas ainda tem buracos no asfalto. Além disso é um trajeto onde circulam muitos caminhões cegonha que precisam invadem a pista contrária quando fazem as curvas. A bela Ruta 51 em direção a Pumamarca. Após a bela descida dos Andes, chegamos finalmente em Pumarmarca, conhecida como “Tierra de Colores”. Já havia estado aqui em 2015 e tinha me apaixonado pelo lugar, a geologia desta região é encantadora, sobretudo, quando avistamos o famoso ”Cerro de Siete Colores”, cartão-postal da cidade. O Cerro de Siete Colores é uma cadeia de montanhas que possui sete diferentes horizontes, cada um com uma cor específica, datada de um período geológico distinto. Resultado da interação de grandes forças de agentes internos de modelação do relevo em contraste com os agentes externos de intemperismo, a variedade de cores resulta da acumulação de sedimentos de origem marinha, lacustre e continental. As cores acinzentadas, verdes escuras e violeta corresponde ao tempo mais antigo, o período Pré-cambriano (600 milhões de anos atrás). Já as cores rosa escuro e branco são do período cambriano (540 milhões de anos atrás), cujos estratos carregam vestígios fósseis da fauna marinha daquele tempo. Já as cores cinza claro ao amarelo são de afloramentos areníticos do período Ordoviciano (505 milhões de anos atrás). Após um longo período de interrupção da sedimentação, no Cretáceo (144-65 milhões de anos atrás) são depositados cascalhos avermelhados e arenitos e finalmente os tons avermelhados e rosa claro são mais recentes, datados do Terciário (65-2,1 milhões de anos atrás), onde o local já se constitui como uma bacia continental e não mais o fundo de mares e lagos. O Cerro de Siete Colores, com os seus diferentes horizontes geológicos. Vista da trilha que contorna o Cerro de Siete Colores. Após nossa parada em Pumamarca, já era hora de seguir a estrada, nosso próximo ponto seria o sítio arqueológico de Tilcara, com vistas ao Jardim Botânico de Cactos e às ruínas de Pukará. Tilcara é o povoado mais turístico da província de Jujuy, o que nos desanimou um pouco pela quantidade de vans turísticas e pessoas na cidade. Contudo ainda é um belo lugar e não pode faltar no roteiro do noroeste argentino. As ruínas de Pukará datam de cerca de mil anos atrás e nos contam muito sobre a vida dos povos pré-colombianos que habitaram a região. Pukará significa fortaleza e pela localização de sua construção, no alto de um morro é possível perceber que se tratava de um local bastante protegido. Grande parte das ruínas foram reconstruídas recentemente para demonstrar como viviam os habitantes daquela época. Os belos dobramentos às margens da Ruta 9, em Maimara, caminho para Tilcara. As ruínas de Pukará em meio a paisagem árida formada pelos belos cactos gigantes. O templo de Pukará reconstruído. Após esta bela parada, seguimos viagem pela Ruta 9 e Quebrada de Humahuaca. Tal local ganhou em 2003 o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e trata-se, realmente, de um belíssimo lugar, com uma cultura ímpar e uma paisagem natural maravilhosa. Já no fim de tarde, a caminho da fronteira Bolívia-Argentina, avistamos as incríveis sinclinais de Humahuaca, formadas pela combinação de diferentes ambientes de sedimentação dobrados pelo choque das placas tectônicas sulamericana e pacífica. Às margens da Ruta 9, a bela paisagem das sinclinais de Humahuaca. Já era noite quando chegamos na cidade argentina fronteiriça, La Quiaca. O pior é que ainda precisávamos achar um lugar que fizesse impressão, pois o Jé e a Paty não haviam conseguido imprimir o certificado internacional de vacinação contra a febre amarelo, um documento obrigatório para a entrada na Bolívia, Percorremos alguns locais e por sorte achamos um escritório aberto, muita sorte por se tratar de um sábado à noite. 14/07/2019 - A rota solitária no sul da Bolívia - La Quiaca a Uyuni. Acordamos com uma primeira missão, precisávamos comprar uma lâmpada para o farol da Triton que havia queimado na noite anterior. Fomos direto à fronteira, fizemos toda a documentação, inclusive a Declaracion Jurada, o documento mais importante para se entrar de carro na Bolívia, se você não o tiver, a polícia pode apreender seu carro e ele se torna propriedade do governo boliviano e, realmente, você perde seu veículo. Diante disto, além de fazer o documento ainda tiramos umas três cópias com medo de entregar a original para um oficial e “sem querer” ele perdê-la. Adentramos Vilazón, a primeira cidade do sul boliviano lembra o cotidiano de Ciudad del Este, ruas abarrotadas de lojas que vendem eletrônicos a preços mais baixos que no Brasil ou Argentina. Fizemos o câmbio e saímos à procura das lâmpadas. Almoçamos um prato bem suspeito numa feira local, custou cerca de cinco reais a refeição e todos sobrevivemos. Após tudo em ordem, seguimos viagem pela rota em direção ao vilarejo de Tupiza, uma rota bem alternativa que praticamente não existiam relatos. A rota mais tradicional é aquela que segue para Potosí e depois para Uyuni, mas é muito mais longa. De fato a rota por Tupiza era meio estranha, apesar de estar passando por um processo de asfaltamento, diversas vezes saímos do trajeto original e avistávamos a estrada asfaltada no horizonte. Seguíamos em direção a ela e logo o asfalto sumia de novo e saíamos da rota, isto se repetiu umas cinco ou seis vezes e não havia ninguém a perguntar também, nessa hora as fotos de satélite nos auxiliavam. Apesar das dificuldades, o trajeto é magnífico, com montanhas belíssimas margeando o caminho que seguia os leitos dos rios. Vista do caminho para Tupiza. Um dos trechos que entrávamos por engano e saímos da rota principal. Ainda na estrada, alguns estupendos inselbergs apareciam em nosso trajeto, demonstrando a força da erosão eólica sobre os monumentos geológicos da região. Um belo inselberg no caminho a Tupiza. Depois de uns 80 quilômetros rodados conseguimos nos manter sempre no caminho correto, pois grande parte da estrada já estava asfaltada, ainda bem, pois as serras que tivemos que vencer eram muito íngremes e exigiram bastante da Triton que não passava dos 40 km/h. Apesar de íngreme a estrada, a Triton aguentou bem e nos fez avistar as belas paisagens montanhosas do sul da Bolívia. No fim de tarde chegamos a Uyuni, já bem cansados e famintos. Imediatamente fomos abastecer o carro e comprovamos aquilo que tínhamos lido sobre a Bolívia, o combustível para estrangeiros é o dobro do preço. Mas fizemos um esquema com o frentista do posto e ele nos vendeu a 1,5 a mais que o preço normal nos vendendo como estivessemos com o carro boliviano. A grana a mais ele embolsou, justo, afinal o salário deles é estupidamente baixo. A noite, eu e Jé nos separamos das nossas esposas afinal queríamos comer especiarias locais, enquanto elas queriam uma refeição mais confiável. Apesar de muito pobre o lugar, não nos preocupamos com a segurança, nada é pior que São Paulo ou Rio de Janeiro. Dia 15/07/2019 - Desbravando o Salar de Uyuni Estávamos ansiosos para este dia, enfim iríamos conhecer o tão famoso Salar de Uyuni, e o melho,r faríamos isto com o nosso próprio carro, sem depender de agências de turismo. Logo cedo fomos em direção a Colchani, o vilarejo de entrada do Salar, observamos o caminho que algumas Toyotas faziam para não termos nenhuma má surpresa e atolarmos em algum lugar. Foi bem tranquilo, como era época de seca, não havia tantos atoleiros na entrada do salar. Seguimos umas vans até a praça das bandeiras, um ponto bem turístico com as bandeiras de diversos países e até mesmo, de times como Corinthians, Palmeiras e Grêmio. Aproveitamos para conhecer o Hotel de Sal ao lado da praça e tirarmos fotos no monumento do Rally Dakar. O monumento do Rally Dakar no meio do Salar de Uyuni. Após isso seguimos algumas marcas de pneu no chão até a ilha Incahuasi, uma ilha de cactos em meio ao Salar de Uyuni. Tal ilha forma uma magnífica paisagem e localiza-se bem próximo ao centro do Salar, tanto que dirigimos mais uns 40 minutos da praça até a ilha. A Ilha Incahuasi próximo ao centro do salar. A formação do salar de Uyuni é explicada pelo soerguimento da plataforma continental no momento de formação da cordilheira andina. A região era um imenso mar que ascendeu e transformou-se com o tempo em uma imenso lago, por conta da elevada evaporação da água. Enquanto a água evaporava, depositava-se em seu fundo imensas quantidades de sais. Ao passo que mais evaporação ocorria o lago foi sumindo e uma imensidão branca de sal tomou conta de uma área de aproximadamente 10.500 km². Tal formação também fez do salar uma importante reserva de lítio, configurando-o como o ponto setentrional do Triângulo do Lítio, região já mencionada anteriormente. Diferentemente da Argentina e Chile, a Bolívia tinha outros planos para tal recurso, Evo Morales havia investido fortemente em indústrias que processariam tal recurso e que, em vez de exportar um produto de baixo valor agregado, poderiam no futuro exportar até mesmo carros elétricos. Dirigir em meio ao salar pode ser uma aventura perigosa, apesar de muitos locais terem marcas de pneu, nem sempre estas te levam a algum lugar, seguimos algumas, dirigimos por horas e não achávamos nada. Por isso é bom ter uma bússola e contar com um gps com as imagens de satélite baixadas para não se perder em meio à imensidão branca. Alguns trechos do Salar não tem marcação, por isso é importante uma bússola e um gps para se guiar. Saímos em busca do espelho d’água. Sabíamos que não era época de encontrá-lo, pois estávamos no período de secas, mas alguns locais nos disseram que na base do vulcão Tunupa era mais fácil de encontrar. Abrimos as imagens de satélite, observamos a localização do vulcão e seguindo a bússola, partimos em direção à sua base. Enfim encontramos água e o famoso espelho que nas fotos dá a sensação de estarmos flutuando em um céu infinito. Esta seria uma das mais belas paisagens que veríamos no roteiro inteiro. O céu infinito no Salar de Uyuni. Ainda tentamos subir de Triton no vulcão Tunupa, mas percebemos que seria inútil a tentativa, pois a estrada acabava bem longe da cratera e não haveria tempo suficiente para escalá-lo durante o dia. Portanto voltamos a Colchani, no mesmo esquema, traçamos a rota nas imagens de satélite e seguimos a bússola. Desta vez iríamos passar a noite em um hotel de sal na entrada do salar. Este hotel de sal era novo e ainda não estava recebendo reservas, mas na noite anterior durante uma conversa com os guias, eles nos ofereceram a estadia neste lugar por um preço bem bacana, então resolvemos arriscar. De fato era um hotel bem bonito, mas com uma estrutura muito aquém do esperado. Tomei uma das piores decisões da vida, quando resolvi encarar um banho. Achei que o frio do salar seria compensado com um banho quente, porém o chuveiro esquentou nos primeiros segundos e depois ficou geladasso. Neste momento a temperatura no próprio quarto já era negativa e nunca passei tanto frio na vida. Até a Carol ficou assustada, ao final do banho, tremia tanto que nem quatro cobertores eram capazes de me esquentar. Necessitei do calor humano dela para parar de tremer, mas isto ocorreu uns 15 minutos depois. Reconstituído, fomos observar o pôr do sol no salar, um espetáculo, apesar do frio congelante. O pôr do sol visto da janela do nosso quarto no hotel de sal. Dia 16/07/2019 - A travessia Bolívia e Chile pela rota do vulcão Ollague Antes de seguirmos viagem neste dia, necessitamos trocar o óleo da Triton, pois já havíamos andado mais de 5 mil quilômetros, e ainda realizar uma lavagem completa para tirar o sal do carro, com o intuito de não estragar as peças por corrosão. Conseguimos deixar Uyuni na hora do almoço e seguimos viagem. Infelizmente o roteiro que gostaríamos de percorrer não seria possível (a rota direta para San pedro de Atacama, passando pelos Gêyseres Sol de la Mañana e Laguna Colorada), pois os guias locais haviam nos informado que o caminho estava praticamente intransitável pela quantidade de neve que havia no local. Decidimos não arriscar e mudar o trajeto, seguiríamos pelo Paso Avaroa, que nos levaria até Calama, capital do deserto do Atacama no Chile. Tal roteiro é menos turístico e pouco movimentado, mas de igual beleza. Nele passamos por várias formações rochosas vulcânicas, grandes afloramentos de basaltos e diabásios, sendo o mais famoso o Valle de las Rocas. Valle de las Rocas - Ruta 701 - Bolívia. O caminho através da Ruta 701 é lindo, inteiramente na altitude e rodeado por grandes e inúmeros vulcões. O maior deles e ativo era próximo a fronteira, o Ollague. Quando chegamos próximo a ele, vimos pequenas fumarolas saindo de dentro de sua cratera, o que me deixou muito empolgado, torcendo para avistar uma erupção, o que não ocorreu. Olhando pelo lado positivo, pelo menos estou vivo. Os vulcões foram nossos únicos companheiros neste dia. Não cruzamos com ninguém nesta estrada. Chegando na fronteira, iniciamos os longos trâmites para ingressar no Chile. A polícia aduaneira do Chile é uma das mais exigentes da América do Sul e mesmo estando numa fronteira pouco movimentada, fizeram-nos esvaziar o caçamba inteira da Triton e abrir as caixas da caçamba, o que foi muito difícil por conta do frio que emperrou as trancas. Depois de cerca de uma hora e meia de trâmite, já era noite. Seguimos a Calama e, infelizmente, perdemos várias lindas paisagens do trajeto. Porém, como era noite de lua cheia, as lagunas altiplânicas espelhavam-a elaborando uma misteriosa e harmoniosa paisagem. Minha vontade era de parar e acampar ali mesmo, porém o frio e os ventos impediram-nos de realizar mais esta aventura. Chegamos por volta das 22h em Calama e resolvemos ficar em um bom hotel depois da trágica e congelante estadia no hotel de sal, precisávamos de um banho decente, pois havia uns três dias que não desfrutávamos deste conforto. E por esta cidade ser bastante turística, demos sorte porque conseguimos fechar um hotel com desconto do IVA para estrangeiros. Dia 17/07/2019 - A aridez do Atacama e a nostalgia do reencontro Depois de tantos dias acima dos 3.500 metros de altitude, descer para 2.500 pareceu que ganhávamos um novo gás. As coisas aparentavam mais leves, o carro também respondia melhor, parecia que tudo seria mais tranquilo agora. De Calama até San Pedro de Atacama ainda é um bom percurso. Demoramos cerca de 2 horas para chegar no nosso destino turístico. Próximo de lá já avistávamos dos mirantes as cordilheiras de sal presentes no Valle de la Luna. Tais cordilheiras delimitavam os limites do salar de atacama, o ponto mais ocidental do Triângulo do Lítio e o ponto mais longe da nossa casa. Até então o odômetro já registrava mais de seis mil quilômetros percorridos e ainda havia toda a volta para encararmos. Ao entrar em San Pedro, a nostalgia tomou conta de mim, afinal havia estado lá em 2015 em uma das minhas maiores aventuras, um mochilão com meu camarada Jonas Risovas, sem destino certo e sem nada fechado. Procurando aproveitar mais este momento nostálgico fui atrás do mesmo hostel que havia me hospedado quatro anos atrás e, rapidamente, encontrei-o logo após o cemitério municipal. O Hostel Lackuntur é um pouco mais afastado da principal rua do vilarejo, a Caracoles que concentra as agências de turismo e as lojas de artesanatos para o consumo turístico. Chegando lá, prontamente me apresentei dizendo que já havia me hospedado lá e, por isso, gostaria de um bom desconto. A resposta foi positiva e então fechamos mais duas noites por lá, afinal queríamos aproveitar mais os atrativos do deserto. Fizemos nosso almoço no próprio hostel e saímos em busca da Laguna Escondida, um circuito de sete lagunas com alta concentração de sal, que impedem seu corpo de afundar. Uma bela experiência na hora, mas terrível quando você sai da água pela quantidade de sal impregnada no seu corpo. A primeira das sete lagunas escondidas. Somente duas são abertas para o banho, o restante é fechado por conta da preservação do frágil ecossistema. Após a escaldante trilha nas lagunas seguimos para o Valle de la Muerte para assistir o pôr do sol. Tal lugar recebe esse nome por conta de um erro de tradução. O local aparenta muito a superfície de marte, o que levou pesquisadores a chamarem de Vale de Marte, porém, num típico telefone sem fio, com o passar do tempo, o lugar ficou conhecido como Valle de la Muerte. A bela vista do Valle de la Muerte. Ao fundo sobressai-se na paisagem o cartão-postal de San Pedro de Atacama: o vulcão Licacanbur. Dia 18/07/2019 - A beleza imensurável das Lagunas Altiplânicas A cordilheira andina é show de beleza natural, sobretudo, quando nos caminhos percorridos, tornam-se visíveis suas lagunas formadas pelo degelo dos cumes elevados. Este foi o objetivo deste dia. Percorremos a rota 23 até quase a fronteira da Argentina no Paso Sico, e, posso dizer com tranquildade, que é o caminho mais lindo do deserto do atacama. Nossa primeira parada foram as Lagunas Miñique e Miscanti, que levam o mesmo nome dos vulcões que as margeiam. Formadas pelo degelo, apresentam diferentes tons de azul, demonstrando a diferença de suas profundidades e da alcalinidade da água que recarregam seus reservatório. A bela Laguna Miñiques e seu vulcão ao lado esquerdo. Seguindo a diante na rota 23, o próximo ponto de parada é a Laguna Salar de Talar e as Piedras Rojas. Infelizmente este local não é mais aberto para visitação. Na primeira vez em que estive aqui, em 2015, eu e Jonas tivemos a oportunidade de caminhar pela laguna congelada e encarar o declive das Piedras Rojas, um grande campo de material piroclástico provindo da erupção do vulcão Miscanti. De qualquer forma, não deixa de ser bela a paisagem na beira da estrada. Momentos espetaculares e inesquecíveis vivenciamos ao longo deste incrível trajeto. A bela laguna do Salar de Tara. Antigamente era possível caminhar sobre suas águas congeladas. O mirante do Salar de Tara costuma ser o último ponto turístico visitado pelas agências de San Pedro de Atacama nesta rota. Uma pena, pois alguns quilômetros a frente é possível observar a imponente Laguna Tuyajto. Também formada pelo degelo das montanhas, suas águas apresentam um tom azul turquesa que contrasta com o amarelado das punas altiplânicas e o cinzento do solo árido. Laguna Tuyajto, parece uma pintura com suas águas azul turquesa. Após esta última parada era hora de voltar para San Pedro de Atacama. Planejamos dar uma volta pelo centro da cidade, a rua Caracoles à noite e fazer uma boa refeição, pois o dia seguinte seria um dos mais puxados da viagem. Dia 19/07/2019 - O poder das forças endógenas: A bacia geotérmica El Tatio Era por volta das 4h30 da manhã, ou melhor da madrugada, quando nosso despertador tocou. Sentimos aquele ímpeto desespero, porque tínhamos que levantar, deixando o calor de nossas cobertas para encarar o frio congelante do deserto. A ideia era ir até um famoso ponto turístico, os Gêyseres del Tatio. Localizado na bacia geotérmica de mesmo nome, esta área contém uma série de fissuras que são preenchidas com a água do degelo e que entra em contato com o magma em subsuperfície, alcançando uma temperatura próxima aos 85ºC e com colunas que podem chegar a alguns metros de altura. O El Tatio é o maior campo de gêiseres do hemisfério sul e terceiro maior do mundo, atrás do Parque Nacional de Yellowstone nos Estados Unidos e do Vale dos Gêyseres na Península de Kamtchaka na Rússia. O local apresenta uma altitude superior aos 4.200 metros em relação ao nível do mar e quase sempre as temperaturas são negativas. Ao nascer do sol, facilmente, as temperaturas podem chegar abaixo dos 15 graus celsius negativos. Contudo, apesar de ser a hora mais fria do dia, também é a mais recomendada para a visitação. Chegamos bem na hora do nascer do sol e, realmente, a temperatura estava muito baixa. As luvas não davam conta e nem nossas botas. Tentamos, inutilmente, acender nosso fogão de camping para fazer um café e não conseguimos sequer uma chama. Acreditamos que seja por conta da combinação do frio com o oxigênio rarefeito no local. Mas o frio não nos venceu, fizemos umas trilhas para ver de perto os gêyseres, um espetáculo à parte. A águas jorravam ao alto e quando caíam no chão, congelavam instantaneamente. A bela paisagem formada pela combinação dos raios solares atravessando as fumarolas dos gêyseres. O campo dos Gêyseres del Tatio tem um boa infraestrutura de visitação com muros que limitam a zona de segurança de observação dos fenômenos. Após a visitação a este magnífico lugar, seguimos a rota para a Reserva Nacional dos Flamencos. Acabamos errando o caminho e percorremos um longo trajeto em meio ao Salar de Atacama. O Salar de Atacama é bem diferente dos demais salares que visitamos ao longo de nossa viagem. Ele não apresenta aquela imensidão lisa e branca, pois o sal está misturado com o barro proveniente das escassas chuvas torrenciais que atingem a região em alguns dias do ano. Neste erro de trajeto, podemos adentrar uma área de uma mineradora que atua no salar, provavelmente retirando lítio, arsênio e outros recursos.Rapidamente, o guarda nos repreendeu dizendo que estávamos um uma zona privada e que a Reservas dos Flamencos era muito antes. Demos meia volta e seguimos a estrada, ou melhor o caminho que corta o Slar pelo meio. Enfim chegamos na tão procurada Reserva, um local de descanso e reprodução de flamingos. Alguns deles estavam próximo à área de observação o que nos rendeu um belo cenário. Contudo, é possível perceber os impactos da atividade mineradora no local, em 2015 eu já tinha visitado a região e a minha percepção era outra. As águas apresentavam um aspecto turvo, muito diferente do espelho cristalino que observei alguns anos atrás. Os flamingos se alimentam dos microorganismos que se desenvolvem nas áreas alagadas do salar. A bela cordilheira andina refletida no Salar de Atacama. E após esta última parada, estávamos praticamente finalizando nossa viagem. Agora era descansar para iniciar o caminho de retorno a nossa casa. Dia 20/07/2019 - A travessia dos Andes pela Rota 52 (Paso Jama) Com o sentimento de dever cumprido, arrumamos nossas malas e nos despedimos do Atacama. Percorreríamos a linda ruta 52, que atravessa os Andes do Chile à Argentina pelo Paso Jama. Assim que deixamos o vilarejo de San Pedro de Atacama uma longa subida , praticamente em linha reta, precisou ser vencida. Sem muitas dificuldades para a Triton, o caminho que se abre é um ponto alto da viagem. Logo alguns quilômetros estrada acima, nos aproximamos dos vulcões Licacanbur e Sairecabur. Os estratovulcões Licacanbur e Sairecabur vistos da janela da Triton. São vários incríveis minutos margeando estes vulcões. A paisagem é espetacular, em meio à aridez do Atacama, o Licacanbur destaca-se com o típico formato cônico recoberto com neve próximo à sua cratera. Seu cume supera os 6 mil metros de altitude, porém ele é só mais um dos vários vulcões que fazem parte do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, que compreende a Cordilheira dos Andes, a América Central, a Sierra Madre mexicana, a falha de San Andreas, as montanhas de leste do Canadá e o Alaska no continente americano. O Círculo de Fogo do Pacífico tem esse nome, pois trata-se de uma região com intensa atividade vulcânica e sísmica. Mais de 80% dos terremotos e erupções no mundo ocorrem nesta região. Isto deve-se ao contato convergente de placas tectônicas, sejam do tipo continental com oceânica, no que diz respeito à América, ou oceânica com oceânica, quando ocorre na Ásia ou Oceania. Alguns quilômetros a frente e deixamos a linha de vulcões para trás e entramos no altiplano andino, uma área com cerca de 4 mil metros de altitude em média. Percorrendo a Ruta 52 não são poucos os salares, lagos congelados ou montanhas que margeiam a estrada, contrastando a bela paisagem com as condições extremas do local. O Salar de Tara, localizado à beira da Rota 52 é um excelente ponto de parada para apreciar a paisagem. Salar de Loyoques, outra bela parada às margens da Rota 52, Algumas horas à frente e já avistamos as Salinas Grandes, outro salar no caminho da Rota 52. Quando a avistamos, já sabíamos que estávamos perto da bela descida para Pumamarca, que havíamos realizado uma semana atrás. Porém desta vez não seguiríamos ao norte e sim iríamos a Salta, pousar e encarar os longos trechos de volta para casa. Dia 21/07/2019 - A travessia do Chaco: pela estrada ou pelo acostamento? Antes de seguirmos viagem, resolvemos aproveitar um pouco a linda cidade de Salta. O meu maior desejo era comer novamente um pancho, o cachorro-quente salteño. Em 2015, eu e Jonas ficamos alguns dias em Salta e todas as nossas refeições foram panchos, pois era a opção de comida mais barata, já que não tínhamos grana. Comi logo três panchos, uma delícia, pois o que o diferencia do nosso cachorro-quente são os molhos, eles oferecem cerca de 15 diferentes tipos de molho, alguns como Salame, Pizza, Roquefort etc. Ainda aproveitamos para ir no mercado comprar vinhos, afinal estávamos na Argentina e voltar ao Brasil sem nenhuma garrafa não era uma opção. Compras realizadas, seguimos viagem, o trajeto era longo, cerca de 700 km iríamos percorrer, mas achávamos que seria rápido, pois a Rota 16 é um reta infinita. Grande engano nosso, depois de umas duas horas de estrada, começou um longo trecho de buracos, ou melhor de crateras. Eram tantos que nossa velocidade média era de 20 km/h. O desespero começou a bater, naquele ritmo demoraríamos muito tempo para chegar. Diante dessa situação, resolvi agir, botei o carro fora da estrada, engatei o 4x4 e segui atravessando as vezes o pasto e plantações de soja. E dessa maneira conseguimos vencer este trecho que tinha uns longos 50 km. Como havíamos saído mais tarde de Salta, não iríamos conseguir chegar em uma hora adequada em Corrientes, por isso resolvemos pousar em uma cidade do Chaco mesmo. Escolhemos Saenz Roque Peña para procurarmos um hotel e demos muita sorte. Depois de pesquisar preços em pousadas e hotéis péssimos, resolvemos nos dar o luxo e ir dar uma olhada no hotel mais luxuoso da cidade o Gualok. E por incrível que pareça, ele tinha o preço parecido com as espeluncas que tínhamos visto antes, isto porque como somos estrangeiros, eles não cobram o IVA. A bela piscina do Hotel Spa Cassino Gualok. Recomendamos a estadia a todos que foram atravessar o Chaco. Ficamos muito animados, afinal o Gualok não era um hotel qualquer, era também um Spa e um Cassino. Logo fomos aos nossos aposentos, tomamos o melhor banho da viagem e já estávamos no saguão cobrando nossos drinks de cortesia. Sentados à beira da piscina, bebemos um pouco e tomamos coragem de ir ao cassino. Ao entrar no cassino, já fomos avisados que não era permitido tirar fotos, infelizmente. Mas o cenário era uma típica cena de filme de Las Vegas, aquelas mesas cheias de velhos apostando e perdendo dinheiro. Tentamos a sorte em umas máquinas caça-níqueis, mas obviamente, perdemos mais do que ganhamos. Mas tudo bem, gastamos menos que vinte reais e nos divertimos um pouco. Dia 22/07/2019 - Mais e mais asfalto - de Saens Roque Peña a Foz do Iguaçu Não tenho muito o que escrever sobre este dia, acordamos cedo e dirigimos até a noite, quando finalmente cruzamos a fronteira argentina e voltamos às terras tupiniquins. O único causo do dia foi que na província de Corrientes e exatamente no mesmo posto policial que havíamos pago propina uma semana atrás, eles nos pararam novamente. Fiquei muito irritado, nem cumprimentei o guarda e já fui falando que tudo estava em ordem e que já tínhamos sido parados aqui alguns dias atrás. Ele me observou com cara de poucos amigos, pediu para eu descer do carro e abri a caçamba. Fiz o que ele mandou e, prontamente, já comecei a tirar as malas sem ele pedir. Ele deve ter percebido minha irritação e falou para eu colocar tudo de volta e nos liberou. Assim, seguimos nosso longo trajeto. Ao chegar em Foz, optamos em ficar em um hotel próximo da fronteira, pois queríamos aproveitar e fazer umas compras no Paraguai. Dia 23/07/2019 - Ciudad del Este - O dilema da oportunidade versus o consumismo Não me alongarei muito sobre este dia, pois o resumo foram compras e mais compras. A Carol super empolgada para comprar apetrechos para nossa casa e o Jé e a Paty ansiosos pelo primeiro dia deles no mais famoso centro de compras da América do Sul. Obviamente aproveitamos algumas oportunidades e compramos o que mais vale a pena, os eletrônicos, lustres para casa, perfumes e bebidas. Todavia, voltamos ao Paraguai mais duas vezes ao longo do dia e resolvemos dormir mais uma noite em Foz para realizar todas as compras possíveis. Algumas das compras do Paraguai, a dificuldade seria caber tudo no carro. Dia 24/07/2019 - A volta é sempre mais demorada. Enfim em casa. Acordamos bem cedo, e a ainda fomos mais uma última vez para o Paraguai, pois a Carol havia esquecido de comprar o perfume para sua prima, a qual ela tinha prometido. De volta ao hotel, o maior desafio foi colocar tudo de volta no carro, além das dezenas de novas compras. Não sei como coube tudo, até dentro do pneu que estava no rack de teto colocamos coisas e assim partimos, torcendo para não sermos parados pela Receita Federal. O caminho de volta foi o pior de todos, muita obra na estrada, muitos caminhões no Paraná. Chegamos em Curitiba já era de noite, mas resolvemos encarar a volta completa sem parar. Chegamos em São Paulo já eram quase 2 horas da manhã e tivemos a melhor recepção de todas. Marx e Nietzsche com seus rabos abanando pareciam dois foguetes indo de uma lado para o outro quando ouviram o barulho do carro. Nos lamberam de ponta a ponta e quase que não deixaram nós descarregarmos o carro. Jeferson e Patrícia ainda encarariam mais duas horas de estrada até a casa deles em São Pedro-SP. Por isso, descarregamos o carro inteiro, arrumamos o porta-malas da Duster e eles seguiram. Nos despedimos com aquele sentimento mesclado de cansaço, dever cumprido e tristeza por ter acabado. E agora era voltar a vida normal com mais uma aventura pela frente. Mapa da rota percorrida
  21. Mochilao rootz, carona, desapego total ao q é material. Sentido descendo pro Sul, Uruguai, Argentina e vai. Estou aberto a opções, roteiros, mindsets, só que temos de partir sem grana. Totalmente legalize. Temos de trocar ideia pra q tudo ocorra da forma mais natural e orgânica possível, demoro? VAMO ai 11 958090689 Eh isso Tmj rapaziada
  22. Beleza?? Em Fevereiro/Março vou mochilar pela famosa Ruta 40! Vou chegar de sp em bus até Mendoza e de lá descer pela 40 até a Patagonia! Gostaria de saber se alguem já fez essa viagem e se tem algum povoado ou lugar que não posso deixar de conhecer!(Fora os já famosos!)...vou em uma viagem sem data marcada de volta...mas tenho que levar em consideração os 3 meses de visto que vão me dar...já que por essas cidades não vou ter extrenjeria para pedir mais 90 dias....(tenho como saída cruzar até o Chile e voltar) Aguardo opniões e dicas! Valeu!!! E espero que todos viagem muito em suas vidas!!
  23. Assista em video no Youtube - Argentina Estarei mostrando os pontos turísticos principais da cidade de Buenos Aires na Argentina, bem como algumas dicas para curtir a cidade. Foi necessário 3 dias para conhecer a cidade, mas creio que de 4 a 5 dias são mais do que o suficiente para visitar com mais tranquilidade. Em relação aos custos, achei os preços em torno de uns 10% mais barato que o Brasil, então realmente valia a pena viajar neste país. Na segurança, posso dizer que havia um ótimo policiamento na cidade, em todos os pontos turísticos, havia 1 policial a menos de 2 quarteirões. Use e abuse do Uber quando for num local que não é coberto pelo metrô ou de noite. O transporte público, existe um cartão chamado Sube, que é altamente recomendado a compra. É possível adquirir em qualquer estação do metro ou bancas de jornal. O cartão custa em torno de 90 pesos argentinos que dá em torno de R$ 8,50. Recarga em qualquer estação do metrô. Quase 80 a 90% dos pontos turísticos estão cobertos pelo metrô e o melhor de tudo isso, o valor de cada trajeto de metrô sai por menos de R$ 2,00. É muito barato! No Teatro Colón, dá para realizar visitar monitaras, mas estavam bem caros, em torno de 500 pesos argentinos, que dá em torno de R$ 45,00. Não vale o preço. Temos o Obelisco com as iniciais da cidade. No Café Tortoni, recomendo fazer um café da manhã. Venha um pouco cedo, senão terá que fazer filas para entrar. É um pouco caro, mas vale a pena a experiência. Na Catedral Metropolitana, tem o mausoléo com os restos do General José de San Martin, responsável pela independência da Argentina, do Chile e do Peru. A Casa Rosada é a sede da presidência da república Argentina. Recomendo visitar o bairro San Telmo de Domingo, já que nesse dia da semana é que acontecem as feiras de antiguidades e artesanato. No final da rua, teremos a escultura ou estátua da Mafalda. É um ponto turístico, mas que achei nada demais. Puerto Madero é um bairro residencial, com belos parques, ruas limpas e arborizadas. É bom para caminhar e conhecer. Mas o melhor está nos restaurantes próximo ao rio. Vale a pena visitar aqui de dia e também de noite, pois cada um tem o seu charme. Os preços dos restaurantes estão na média de 400 a 800 pesos, que dá em torno de R$ 40 a 80 reais. A visita no Museu Fragata, muito barato, tava custando uns 20 pesos, que dá em torno de R$ 2,00. A Puente de la Mujer, à noite tem uma outra iluminação que vale a pena conhecer. El Ateneo, é uma das livraria mais conhecidas em Buenos Aires, posso dizer que seria a mais bonita do mundo. Construído num antigo teatro Gran Splendid inaugurado em 1919. No fundo, onde tem o palco, fica o café, com o qual também recomendo passar. Na parte inferior, tem os livros focado para o público infantil. De todos os locais, o Barrio Chino é um lugar que não recomendo a visita. Seria praticamente que um Chinatown, mas se resumia a uma simples rua com no máximo 3 quarteirões com lojas ou restaurantes chineses. Foi uma perda de tempo. Aqui era o caminho que fiz entre diversos parques, para se chegar no Bosques de Pallermo. É bem bonito, bom pra fazer um piquenique, curtir a paisagem ou andar de pedalinho. Vi que muitos casais utilizavam o local pra fotos de casamento, achei isso interessante. O ponto ruim daqui é que tinha poucas árvores com sombra, então em dia de sol vai ser um pouco cansativo. No El Caminito fica um pouco afastado do centro de Buenos Aires, não tem metrô por perto, dá para chegar de ônibus ou Uber, que foi o meu caso. Recomendo não se afastar muito do ponto principal, pois as ruas ficam um pouco vazias. É ótimo pra fazer o seu almoço aqui, vendo os pequenos shows de tango. Na Faculdad de Derecho foi o caminho pra chegar na Floralis Genérica. Que é uma escultura metálica feita em 1943, localizado acima de um espelho de água, tem 23 metros de altura, a flor é de aço inoxidável com esqueleto de alumínio. Pesa 18 toneladas. Andando um pouco mais temo o Cemiterio de la Reconleta, dizem ser um dos cemitérios mais visitados do mundo e um dos principais pontos turísticos da cidade. Estão enterrados aqui grandes personalidades da história argentina, como presidentes, militares, economistas, poetas, escritores, ministros, artistas e pessoas que tem muito dinheiro. Como não conhecia muito a história da Argentina, fui visitar somente o túmula da Eva Perón a Evita, que foi a primeira dama da Argentina. * Links - App do Metro de Buenos Aires Android https://play.google.com/store/apps/de... IOS https://itunes.apple.com/us/app/bueno... - Cartão Sube https://www.argentina.gob.ar/sube
  24. Pessoal, Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site. O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem. Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00. Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem. Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito. Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá. Canal Voando Alto Abs!
  25. Bom pessoal, há muito tempo venho querendo realizar essa aventura, porém historia normal que se segue, trabalho, dinheiro e tempo, acredito que essas são os principais contra tempos para realizar viagens deste porte. Porém recentemente surgiu a oportunidade de tirar 20 dias de ferias, então realizarei o sonho de viajar até o Ushuaia de carro. (barraca, camping, roots), em 20 dias, sozinho. Venho aqui compartilhar e pedir a vocês dicas de roteiros, viagem, estrada... Como so fiquei sabendo agora que vou conseguir ir (motivo este também de eu ir sozinho), estou montando o roteiro agora, tenho praticamente menos de 2 meses para ver tudo oque preciso e conto com ajuda de vocês. A ideia é sair de Uruguaiana dia 20/12/2019 e chegar sem muitas estadias em 3 ou 4 dias até o Ushuaia (3.700km), de lá ficar alguns dias pela região (creio eu que uns 5 dias), após isso, ir viajando em direção a Santiago no Chile, fazendo estadias nas cidades mais interessantes, de Santiago volto a Uruguaiana. Que são 1700km. Conforme vou atualizando o roteiro e coisas da viagem vou postando aqui.. Agradeço..
×
×
  • Criar Novo...