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_Paulera_

Sul da África - 30 dias

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Paulera,

Parabéns! fotos devidamente apreciadas!

Chega logo Outubro, chega!!

Abs.

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Fala Paulera,

 

To tendente a fazer:

 

- Cape Town (África do Sul)

- Victoria Falls (Zimbábue)

- Chobe (Botsuana)

- Sossusvlei (Namíbia)

 

Sendo que achei o Kruger maneiro! mas ae teria q avaliar se iria para Chobe... mas indo ao assunto... Quantos dias precisa mais ou menos para cada cidade!?!

 

Tem alguma night, festa, mulher nesses lugares?! Achou-os seguro!?

 

Vc recomenda os lugares q ficou ?!

 

Forte Abraço!!!

 

- Pra Cape Town no mínimo uma semana (7 dias), tem muito o que visitar e muita balada pra curtir em Long Street.

- Victoria Falls uns 3 dias é o suficiente.

- O Kruger, pelo que ouvi falar, acho que uns 4 dias.

- O Chobe tem a opção de fazer o passeio em uma dia mas se você vai fazer o kruger acho que perde um pouco a graça. Se for cruzar toda a Botsuana para chegar até a Namíbia você pode fazer o Delta Okavango que é bem mais rico.

- Sossusvlei 2 dias.

 

 

Os locais que fiquei recomendo sim, estão entre os melhores da linha mochileiro!

No Shoestrings em Vic falls sempre rola DJ a noite, em Cape town tem muiiiita opção de hostel.

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Paulera,

 

 

o Bungee é bem seguro? Que q achou? E o que seriam o Bridge Slide e Bridge Swing?

 

Quanto ao rafting no rio Zambeze, sabe de algo?

 

Abraço,

 

Lenon

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Lenon,

 

Eu nem sei como avaliar o bungee mas penso que eles seguem os procedimentos internacionais. Eles tiveram um acidente em 2012, tem o video na internet.

 

Dos 3, o que eu mais gostei de fazer foi o Bridge Swing:

 

- No Bridge Slide você desliza numa carretilha de um lado da montanha até chegar à ponte, é meio sem graça.

- No Bridge Swing você se joga da ponte e, conforme vai caindo, o cabo estica e você começa a fazer o movimento de pêndulo. Nesse caso você fica sentado o tempo todo e é muito melhor para ver o visual, o rio, o arco-íris...Você pode se jogar sozinho ou pode se jogar com outra pessoa.

 

Eu queria muito ter feito o rafting mas como choveu bastante no início do ano o rio estava muito cheio. Não é possível fazer rafting quando o nível de água está muito alto.

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Paulera,

 

Massa o post!

 

Como vc fez para ir de Maputo para Tofo? Vc se lembra o preço e duração da viagem? Muito trash?

 

Sou certificado e pretendo ir para mergulhar com os tubarões baleia e raias manta no início do mês de novembro. Vc fez snorkel ou mergulho? Se lembra do preço?

 

Valeu!

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Renato,

 

De Maputo pro Tofo eu fiz a reserva do translado com o pessoal do Fatimas backpackers, custa 700 meticais, e são 9h de viagem.

A viagem é muito foda, durante o caminho vai entrando mais gente e a chapa vai ficando lotada.

 

Para ver tubarões baleia e raias manta tem que fazer o "Ocean Safari".

Não precisa ser certificado, custa US45,00, e o mergulho é sem cilindro.

 

Mergulhos com cilindro também custam U$45,00. As saídas geralmente são as 7h e às 13h.

Se houver gente pra formar grupo também rola saída noturna.

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Olá pessoal!!

 

Em dezembro deste ano estou indo para o sul da Africa, a viagem começa pela Africa do Sul, de Cape Town planejo percorrer toda a costa e depois Joanesburgo, daí irei para Suazilândia e Moçambique, então retorno para Joanesburgo para ir até Gaborone capital de Botswana, vou percorrer este país até a fronteira com a Namíbia aonde entro em direção a capital Windhoek, depois seguindo ao sul volto a Africa do Sul aonde tenho o voo de volta para o Brasil.

 

Minha duvidas são:

 

-Vou entrar 3 vezes na Africa do Sul, uma na chegada do Brasil, outra voltando de Moçambique e outra voltando da Namíbia, preciso de um visto de múltiplas entradas?

-Todo trajeto sera feito por via terrestre, existe algum problema em cruzar a fronteira destes países?

 

Obs: A viagem vai durar 6 meses, serão 3 meses na Africa do Sul e mais 3 meses nos outros países.

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    • Por José Luiz Gonzalez
      Introdução
      Fala galera!
      No fim de 2018 fiz uma viagem incrível pela África do Sul que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
      Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!
      Roteiro Resumido
      1 dia na Rota Panorâmica
      3 dias de Safári no Kruger
      9 dias na Garden Route
      5 dias na Cidade do Cabo
      Roteiro Detalhado
      15/11/2018 - Voo São Paulo > Joanesburgo
      16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
      17/11/2018 - Sabie > Graskop
      18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
      19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
      20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park
      21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo > Port Elizabeth > Jeffrey's Bay
      22/11/2018 - Jeffrey's Bay
      23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Stormsrivier
      24/11/2018 - Stormsrivier > Plettenberg
      25/11/2018 - Plettenberg
      26/11/2018 - Plettenberg > Mossel Bay
      27/11/2018 - Mossel Bay
      28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus
      29/11/2018 - Hermanus
      30/11/2018 - Hermanus > Cidade do Cabo
      01/12/2018 - Cidade do Cabo
      02/12/2018 - Cidade do Cabo
      03/12/2018 - Cidade do Cabo
      04/12/2018 - Cidade do Cabo
      05/12/2018 - Cidade do Cabo > Joanesburgo
      06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
      É difícil não colocar uma noite sob o estrelado céu do Deserto do Saara como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo Marrocos!
      Várias empresas, hotéis e hostels oferecem roteiros até o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do Marrocos, mas como estávamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um ônibus turístico não agradava a nenhum de nós, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.
      Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!
      Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.
      A solução foi inusitada, mas não poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simpático funcionário do Riad Dar Outeba, onde estávamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no Deserto do Saara, nunca pensei que seria possível ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra “luxo” não combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experiência, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.
      O valor oficial do acampamento onde ficamos é de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo dá por volta de 60€ e inclui: Transporte ida e volta de 4×4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, café da manhã, garrafinhas de água gelada, chá de boas vindas e estacionamento em Merzouga.
      Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.
      Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando chá de menta num calor de 40º) até que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!
      Há algumas formas de chegar até os acampamentos; de 4×4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromedários. Eu estava decidida a não ir com a última opção, pois acho que é uma forma de exploração animal e apesar de saber que o corpo deles é preparado para esse tipo de clima e de “função”, não acho certo e não quis apoiar a prática. Como o quadriciclo era a opção mais cara, decidimos ir de 4×4.
      Ficamos sabendo que atualmente, para a segurança dos turistas, não é mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do Deserto do Saara, então todos eles agora ficam a uma curta distância da cidade. De 4×4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emoção de um rali pelas dunas! De dromedário o tempo é em média 1h30.
      O acampamento fica em um vale em meio às dunas e é encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e até tomadas e entradas USB! São 8 tendas e mais um espaço comum para as refeições. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme àquele lugar que parecia cenário de filme!
      Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!
      Caminhamos até o topo de uma duna, de onde a vista é de tirar o fôlego, e arriscamos algumas descidas de sandboard. Lá de cima vimos um pôr do sol tão lindo que entrou para o top 5 da minha lista imaginária!
      Mesmo não sendo tão afastado da civilização, a sensação é de estar no meio do nada. É uma emoção incrível caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um grãozinho de areia! Naquele momento estávamos animados demais para apreciar o silêncio do Deserto, mas não imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.
      Na volta para o acampamento passamos pelo “estacionamento de dromedários” e obviamente não resisti àquelas carinhas sorridentes! Eles são dóceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de não ter ido até lá sobre suas corcovas. Não é que eles não sejam bem tratados, mas vê-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados não me pareceu certo.
      Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!
      Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.
      Quando já estávamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresentação de música berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos típicos.
      De forma bastante simplificada, os berberes são o povo do deserto. Há diferentes ramificações e diferentes línguas (que são no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles é de ser um povo livre. Talvez por seu passado nômade, tenham se tornado mais abertos em relação à várias ideias, e essa foi uma das mais agradáveis surpresas da viagem.
      Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.
      E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.
      Eu sei que a essa altura você deve estar se perguntando, e os escorpiões? Nós não vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. Não fiquei descalça e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais não é muito comum vê-los durante o dia, eles preferem sair à noite quando o clima está mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpiões enormes e até cobras. Lá eles estão preparados caso avistem um, mas é sempre bom ficar atento.
      No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
       
      O Marrocos foi o destino mais diferente que já visitei até hoje! Apesar de ter sido pouco tempo, conseguimos conhecer bastante coisa em 7 dias. Estar de carro nos deu mais liberdade para explorar do nosso jeito esse maravilhoso país de paisagens, costumes e sabores tão diferentes!
      É importante entender que a cultura marroquina é muito diferente da ocidental e, assim como em qualquer outro país, é preciso respeitar suas regras e tradições, concordando ou não com elas.
       
      Como passar uma noite no Deserto do Saara?
       
      Informações básicas
      Capital: Rabat
      Moeda: Dirham Marroquino (1€ = 10DH aproximadamente)
      Língua: A língua oficial é o árabe, mas o francês também é muito falado. Há também o berbere, que é a língua do povo do deserto. Dá pra se virar bem com inglês e em alguns casos espanhol.
      Religião: O islamismo é a religião predominante. Cerca de 99% da população é muçulmana.
      Fuso horário: O Marrocos está 4 horas adiantado em relação ao Brasil (horário de Brasília) e é o mesmo horário de Portugal continental.
       
      Glossário
      Medina: Parte mais antiga da cidade, geralmente composta por uma praça central e um labirinto de ruas e becos cercados por uma muralha.
      Souks: Mercados de rua onde se vende de tudo: Temperos, roupas, artesanato, itens de decoração etc. Eles ficam sempre dentro da medina.
      Riad: Casa típica marroquina transformada em alojamento para hóspedes. Geralmente há um pátio central e os quartos são dispostos ao redor dele, espalhados pelos andares do pequeno prédio. Há desde opções mais simples, como hostels, até os riads de luxo.
      Mesquita: Local de culto religioso dos muçulmanos.
      Sukran: Obrigado
      Salaam Aleikum: Expressão usada para cumprimentar ao chegar em um lugar. Literalmente traduzido como “que a paz esteja convosco”.
       
      Como se vestir no Marrocos?
      Tanto mulheres quanto homens marroquinos usam muito o djellaba, uma espécie de túnica longa de manga comprida, com ou sem capuz, geralmente usada com calças por baixo. As mulheres geralmente usam o véu na cabeça e os homens costumam usar o babouche, uma sandália de bico pontudo aberta no calcanhar. As cores e estampas são as mais diversas possíveis.
      As mulheres de uma das vertentes do islã usam a burca, peça única que cobre todo o corpo, deixando só os olhos descobertos (as vezes cobertos com uma rede). As mãos ficam cobertas por luvas. Essa vestimenta é mais comum nas pequenas vilas do interior do país do que nas cidades maiores como Casablanca e Marraquexe.
      Para os turistas não há muitas regras. É recomendável usar roupas mais discretas como calças, saias ou vestidos longos, preferir blusas sem decotes ou alças e evitar peças muito justas. O lenço não é obrigatório para as mulheres, mas é um bom item para cobrir ombros ou pernas caso esteja se sentindo desconfortável com os olhares. É só usar o bom senso e respeitar a cultura deles que estará tudo certo!
       
      Quando viajar para o Marrocos?
      O clima no Marrocos é bem variado, até porque é um país que tem uma geografia que vai da praia ao deserto, da cidade à montanha. A minha experiência foi no começo de Junho, quase Verão. Já estava bem quente, pelos 30º, mas nada impossível de lidar. Tanto nas cidades quanto no deserto fazia muito calor durante o dia e uma brisa bem leve à noite. Nos meses de inverno a temperatura cai um pouco, há mais umidade e até neve nas montanhas do Médio e Alto Atlas.
      De modo geral as épocas mais recomendadas para visitar o Marrocos são a Primavera e o Outono, quando o clima está mais equilibrado. Se o destino for de praia, o Verão pode ser uma boa opção, assim como o Inverno, caso queira esquiar na neve.
       
      Como dirigir no Marrocos?
      Para dirigir no Marrocos não é preciso carteira de habilitação internacional. Tanto a brasileira quanto a europeia são válidas. É muito recomendado reservar o carro com antecedência.
      Há muitas blitz nas estradas, especialmente nas entradas e saídas das cidades, por isso esteja sempre atento à velocidade, cinto de segurança na frente e atrás e documentos em dia, claro! Caso leve multa, o pagamento é feito na hora. A maioria dos policiais foram simpáticos, mas eles claramente buscam algo de errado para poderem aplicar uma multa.
      As estradas são boas e tem sinalização em árabe e (geralmente) francês, mas nas cidades o trânsito é completamente caótico! Em muitos lugares há “flanelinhas” para estacionar na rua, se for o caso, negocie o preço.
      Os trajetos costumam ser longos e as vezes muito sinuosos, então o ideal é ter mais de uma pessoa para revezar na direção. Se for no verão ou mesmo um pouco antes, certifique-se de que o carro tem ar condicionado!
       
      Segurança no Marrocos
      No geral, eu me senti bastante segura no Marrocos, mas estávamos em um grupo de dois homens e duas mulheres. Talvez para uma mulher sozinha seja preciso um pouco mais de cuidado.
      Por ter lido muitos relatos preocupantes em relação à isso, estávamos atentos à possibilidade de golpes, mas com o tempo relaxamos e percebemos que apesar de existir esse tipo de perigo, a maioria dos marroquinos está realmente só querendo ajudar e ser atencioso.
      O tempo todo há pessoas oferecendo insistentemente de tudo: produtos das suas lojas nos souks, passeios, restaurantes e até drogas! Mas se não der atenção por algum tempo eles param, não há violência.
      O que existe de fato, assim como no Brasil e na Europa, são batedores de carteira. Mas é só ter atenção com seus pertences, especialmente nas Medinas, que estará tudo bem.
      Casablanca foi o lugar onde me senti mais intimidada, tanto com os olhares quanto com a dinâmica da cidade, caótica e muito suja. Mas ainda assim não houve nenhum perigo real.
      Uma coisa a ter atenção para não criar problemas é com o registro em fotos e vídeos. Se você pedir autorização prévia, eles geralmente aceitam aparecer ou deixam que fotografe seus produtos, caso contrário eles podem pedir que apague e muito provavelmente vão te dar uma bronca!
       
       
      Alimentação no Marrocos
      A gastronomia marroquina é muito rica em sabores! Ao andar pelas medinas a fome é constante, já que é impossível não se embriagar com o aroma dos temperos das mais variadas cores e paladares, sempre empilhados em formato de pirâmide.
      Os pratos mais famosos são o tajine e o cuzcuz. O primeiro é como um cozido, preparado em um recipiente que também se chama tajine e é geralmente feito de barro. A receita pode variar muito, geralmente as opções são carne, frango ou vegetariano. O cuzcuz marroquino também tem opções carnívoras e vegetarianas, sendo que a “mistura” fica por cima de uma base de cuzcuz.
      Outros itens na lista de iguarias maroquinas são o shoarma, espécie de sanduíche de carnes variadas enroladas no pão pita, entradinhas como o baba ganoush e o hummus, e ingredientes como azeitonas, tâmaras e frutos secos. Pela manhã é comum ter uma espécie de panqueca, sempre acompanhada de geléias e mel.
      No Marrocos praticamente não há bebida alcoolica. Em geral só é possível encontrar vinho, cerveja ou qualquer outra bebida em mercados grandes e afastados do centro ou em hóteis e restaurantes internacionais. O que se bebe frequentemente no país é chá de menta, faça frio ou calor!
      Não tivemos nenhum problema em relação à alimentação, mas é importante ficar atento pois nas barracas de rua não há muita higiene. Também não é recomendado consumir água da torneira.
       
      Roteiro 7 dias no Marrocos
      Nosso roteiro foi de 7 dias, ida e volta de Lisboa para Casablanca em Junho de 2019. Todo o trajeto foi feito de carro.
      Dia 1 – Lisboa -> Casablanca -> Marraquexe
      Chegada em Marraquexe no fim da tarde. Janta e passeio pela Medina.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 03:00
       
      Dia 2 – Marraquexe
      Dia inteiro em Marraquexe. Passeio pela Medina, compras no souk, visita ao Palais Bahia.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 3 – Marraquexe -> Ouarzazate -> Garganta de Dades
      Saída de Marraquexe de manhã, parada para almoço em Ouarzazate, passeio pela Garganta de Dadès e pernoite em Boumalne.
      Hospedagem: Dar Outeba
      Tempo aproximado dirigindo: 06:00
       
      Dia 4 – Garganta de Dades -> Garganta de Todra -> Merzouga (noite no deserto)
      Saída de Boumalne de manhã, passagem pela Garganta de Todra, chegada em Merzouga no meio da tarde e saída para a noite no deserto pelas 17:00.
      Leia aqui como é passar uma noite no Deserto do Saara!
      Hospedagem: Tenda no Deserto
      Tempo aproximado dirigindo: 04:00
       
      Dia 5 – Merzouga -> Casablanca
      Saída de Merzouga de manhã e chegada à Casablanca no final da tarde.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 09:00
       
      Dia 6 – Casablanca
      Visita à Mesquita Hassam II, passeio pela Medina e o Souk, caminhada na beira do mar.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 7 – Casablanca -> Lisboa
      Entrega do apartamento e saída para o aeroporto.
      Hospedagem: –
      Tempo aproximado dirigindo: 00:30
       
      A única coisa que eu mudaria desse roteiro seria o trecho de Casablanca. Só há uma atração que realmente vale a pena na cidade, a Mesquita Hassan II, então meio dia é suficiente. Acho que teria sido mais interessante conhecer Fez ou Chefchaouen.
       
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
    • Por zervelis
      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!
    • Por ederfortunato
      Em dezembro de 2017, passei 3 dias no Zimbábue (relato aqui) e 15 dias na África do Sul, e devo agradecer a galera daqui do fórum que me ajudou muito através dos relatos, por isso, resolvi fazer um também!
      Eu vou focar nas dicas de passeios e trajetos para chegar nos lugares, e menos nos detalhes do que eu fiz no dia-a-dia(até porque tenho péssima memória).
      Pra quem gostou das fotos, eu posto muito mais no meu instagran, segue lá: http://instagram.com/ederfortunato
      África do sul
      Roteiro: Foram 8 dias na Cidade do cabo, 2 dias em Joanesburgo e 4 dias no Kruger.
      Ficou boa essa quantidade de dias para cada lugar, não mudaria, mas caso dispusesse de mais tempo, ficaria uns 14 dias na Cidade do Cabo(queria morar lá pra falar a verdade rs).
      Uma coisa que compensou fazer, foi passar 4 dias no bairro de WaterFront e 4 dias na Long Street, fiz isso pra conhecer bem cada canto da Cidade do Cabo.
      E porque não conseguia me decidir onde ficar rs.
      Depois passei 2 dias em Joanesburgo, e acredito que foram suficientes(me lembrou muito São Paulo, e como sou daqui, não curtir rs).
      Finalmente, fui para o kruger, de van, caso você também vá via terrestre, reserve 3 dias no mínimo, pois de Joanesburgo pra lá, são umas 6 horas na estrada, por isso os dias de ida/volta acabam sendo quase perdidos. Tem um aeroporto mais
      próximo do parque, o Nelspruit, mas a passagem estava cara.
      Tirei a Garden Route do roteiro, pelo que vi precisa no mínimo uns 5 dias pra aproveitar bem.
       
      Passagens: Voei com a South African Airways, que é muito boa. Já que a ideia era conhecer mais um lugar além da África do Sul, escolhi ir para o Zimbábue.
      Pesquisando, percebi que se comprasse 3 trechos de uma fez, 1º São Paulo > Victoria Fall, 2º Victoria Fall > Cape Town e 3º Joanesburgo > São Paulo,
      acabou ficando mais barato do que se comprasse a ida/volta da África do Sul para o Zimbábue, recomendo usar a ferramenta do google para fazer essas pesquisa de preço por várias cidades.
      O trecho Cape Town > Joanesburgo, comprei pela FlySafair, só $250 Reais a passagem, tem muitas outras companhias de low-cost por lá, valeu a pena.
       
      Gastos: Com hospedagem, passeios, comida e transporte gastei $1.350 dólares pelos 15 dias(fora a passagem ida/volta do Brasil).
      Vou separar por cidade, assim ajuda a ter uma ideia melhor:
      8 dias na Cidade do Cabo: $600 dólares.
      2 dias em Joanesburgo: $100 dólares.
      4 dias no Kruger: $650 dólares.
      O lugar onde gastei mais do que deveria, foi o safári no Kruger, como eu estava sozinho, acabei tendo que apelar para uma agência, que cobrou $600 dólares o pacote de 4 dias, o valor compensou, pois estava tudo incluso, mas tenho certeza que se fizesse por conta, ou se estivesse com mais pessoas, gastaria bem menos.    
      No geral, o custo lá não é alto, é possível encontrar hospedagem a menos de R$50 Reais(em hostel) e refeições de R$15 a R$50 Reais, mas os passeios acabam sendo bem caros. Fiz vários day-tour que custavam em média R$200 Reais.
      Um dica que posso dar é fazer os passeios por conta própria, alugando carro e tentar ir em mais pessoas.
       
      Dinheiro: A moeda usada na África do sul, é o Rand, ele vale mais ou menos ¼ de 1 real, então 4 Rand = 1 Real, fiz esse calculo na hora de fazer as contas.
       
      Dólar/Rand/Real, o que levar? O melhor é comprar dólar aqui e trocar lá por Rand, talvez você tenha lido que não vale a pena, pois vai fazer o cambio duas vezes, e perde nas duas, bem... a verdade é que depende. Depende o quanto você perde, é possível perder mais fazendo apenas um câmbio, o que determina isso é se a moeda trocada é forte ou fraca.
      Nesse caso, você vai perder bem mais trocando diretamente Reais por Rand, do que se fizer Real > Dólar > Rand.
      Isso porque o Real é considerado uma moeda fraca por lá, quer dizer que ninguém, na áfrica, quer comprar Reais, isso faz com que o cambio dele seja baixo, diferente do dólar, que é uma moeda forte, e faz com que as casas de câmbio queiram comprá-la(mais do que real).
      Além disso, tenha em mente que levando dólares, você consegue um cambio melhor, mas tem o inconveniente de ter que andar com muito dinheiro, então leve uma doleira pra carregar a grana embaixo da roupa, e não ande com tudo, deixe uma quantia no cofre do hostel/hotel.
       
      Câmbio: Use sites como Melhor Câmbio para achar a melhor cotação, um outro que recomendo pra quem é de SP, é o Câmbio Store(é onde geralmente compro).
      Chegando na África do Sul, troque uma pequena quantia no aeroporto, que normalmente têm taxas ruins, e deixe pra trocar o resto do dinheiro num lugar que faça "câmbio alternativo"(casas de câmbio clandestinas, onde pagam melhor e não cobram taxas), tem um que achei por indicação, que fica na 39 Strand Street, o lugar parece meio "suspeito",
      tem portões com grade, o pessoal parece mafioso, mas vai sossegado que é de boas lá rs.
       
      Cartão de crédito: Você pode optar por usar apenas cartão, é aceito na maioria dos lugares em Cape Town e Johannesburg, de várias bandeiras, seja cartão de credito ou debito, inclusive você pode sacar Rand no caixa automático, e é bem fácil achar um caixa 24.
      Além desse ser o modo mais seguro, já que não precisará andar com muito dinheiro, mas é o pior pelas taxas do banco, como IOF por transação, além da cotação de dólar que o banco usa ser bem desfavorável.
       
      Idioma: A África do Sul tem 11 línguas oficiais. Quase todo mundo fala inglês, alguns com um sotaque que eu achei bem difícil no começo(sério, no primeiro dia eu fiquei perdidão, não entendia nada).
       
      Insetos: Era uma preocupação minha antes de viajar, acho que de muita gente também, até pesquisei um repelente bem forte, mas quando cheguei lá, não usei.
      Durante o safári, que foi o lugar onde mais estive em áreas selvagens, dormi num chalé que tinha aquelas mosquiteira na cama, então não foi problema, e durante as saídas, fiquei o tempo todo dentro do carro, e em momento algum vi mosquitos nele.
      Sobre o medo de malária, o perigo existem em algumas regiões do país, mas nenhuma das que eu passei, então não me preocupei em correr atrás de vacina, mas o que pesquisei é que é bem cara é não tão eficaz.
       
      Segurança: Na Cidade do Cabo, era bem tranquilo andar durante o dia, mas a noite a recomendação era de sempre pegar táxi e não caminhar, embora eu tenha achado que não parecia tão perigoso(e olha que eu sou de São Paulo).
      Já em Joanesburgo, até de dia é complicado andar por lá, e era recomendado nunca andar sozinho.
       
      Transporte: Vale muito a pena alugar um carro, pelo que pesquisei é bem barato. Porém não tão barato que compensasse pra mim que estava sozinho, o que fez a viagem ficar um pouco mais cara, já que para chegar em muitos lugares, tive que recorrer às agências turísticas.
      Outra coisa a se levar em conta, é que muitos lugares, como Cape Point, são bem melhor aproveitados de carro próprio do que passeios de agências.
       
      Uber: boa alternativa caso não alugue um carro, em alguns casos, deve compensar bem mais. O custo é realmente muito baixo(pude perceber que a maioria dos motoristas de Uber, são de outros países vizinhos, mais pobres que a África do Sul, e que foram pra lá conseguir um trabalho melhor).
      Recomendo que compre um CHIP de celular quando chegar, para poder chamá-los de qualquer lugar, eu não comprei pois sempre conseguia Wi-FI free, mas nem sempre era garantido, e as vezes tive que apelar para o táxi.
       
      Cidade do cabo
      Ponto importante para quem pretende ir esse ano, a Cidade do Cabo está com um problema sério de falta de água, existem avisos em todos os lugares para economizar, nos hostel que fiquei, pedia para tomar banho de menos de 2 minutos!  
      o problema só deve se agravar pelo resto do ano.
      Do aeroporto para o centro da cidade, teve ter uns 25 km de distância, eu usei o My City Bus, é o sistema de transporte público da cidade, funciona como o bilhete único aqui de SP, você precisa comprar um cartão e colocar credito nele, os ônibus são ótimos.
      No aeroporto me deram um mapa com todos os pontos de parada, por isso foi fácil chegar ao meu destino, o ônibus foi direto até um terminal no centro da cidade, e de lá eu peguei outro para o meu hostel, custou $100 Rand. Caso fosse de Uber ficaria uns $300 Rand, então preferi ir de ônibus, pra já ir sentindo a vibe da cidade.
       
      Hospedagem
      Fiquei em 2 hostel nessa cidade, no Atlantic Point Backpackers, ele é muito topzera, tem ótima estrutura, quarto espaçoso(coisa rara em hostel), um banheiro por quarto, ar-condicionado, locker grande no quarto, o café da manhã é bem completo, e eles organizam muitas atividades entre os hospedes, todo dia havia algo pra fazer, além de estar bem localizado, uns 10 minutos á pé do WaterFront, preço um pouco acima da média, mas vale totalmente.
      O outro hostel foi o Cape Town Backpackers(cuidado pra não confundir com outro bem próximo chamado The Backpackers), a equipe é bem solícita e me ajudaram muito. O hostel é OK, tem um estrutura bem mais simples, como um banheiro para vários quartos, apesar de ser mais barato que o outro, acabou ficando caro, por ele não oferece café da manhã. A localização, até que é boa, mas fica distante demais da Long Street,  tipo uns 15 minutos de caminhada. Os quartos não eram limpos todos os dias. O ponto positivo era o bar dentro dele, bom lugar pra socializar, mas acho que não voltaria lá, tem outras opções melhores.
       
      O ônibus vermelho
      Você vai vê-los em todos lugar em Cape Town, são os ônibus turísticos de dois andares, que tem a parte de cima aberta, o site oficial é o City Sightseeing.
      Vale a pena dar uma olhada no site, seja para planejar e comprar o ingresso, ou para ver os pontos turísticos mais famosos e ir para lá por conta própria. Eu usei esse ônibus por uns 4 dias seguidos, e me quebrou muito o galho, pra ir de um canto para o outro da cidade, recomendo bastante.
      Um bom roteiro de um dia, nesse ônibus, é pegar o ingresso de $400 Rand, que inclui a entrada pra Montanha da Mesa. Então passar pela Long Street, depois a Montanha da Mesa, almoçar na Camps Bay e final do dia no WaterFront.
      Outra dica, eu fui comprar o ingresso no ponto 5, que fica na Long Street, um vendedor de lá me fez uma promoção muito boa, eu paguei $1120 Rand, pelo day-tour em Cape Point + o pacote Deluxe(3 dias pra andar no ônibus) + 
      O Attractions City Pass(que dá uma entrada gratuita na maioria das atrações de Cape Town, veja aqui no site o preço de cada uma delas, e calcule se vale a pena pra você comprar).
      No final, compensou bastante, se eu somar as entradas das atrações que fui, davam bem mais do que paguei, mas só por causa do pacote que o vendedor me fez, então vá lá, e se não tiver cara de pobre sem grana igual eu, tente dar uma chorada no preço rs.
       
      Lions Head
      O melhor horário para ir é no final do dia, para ver o pôr-do-sol lá de cima, pois é muito bonito. Para chegar, chamei um Uber, que me deixou no portão, não precisa pagar nada para entrar.
      A subida leva apenas 1 hora, não chega a ser difícil, apenas algumas partes mais complicadas, onde existem umas escadas e correntes pra te ajudar a subir,tirando isso é bem tranquilo. Se for mesmo no final da tarde, lembre-se de descer logo, ou pelo menos tenha uma lanterna(do celular mesmo), o caminho fica bem escuro na volta. Também vale a pena procurar pela Wally's Cave, é um caminho alternativo e um pouco mais difícil, onde se tem uma vista pra Montanha da Mesa, recomendo buscar algum vídeo no YouTube mostrando como chegar lá, não vou explicar aqui porque fica complicado(e também porque eu não lembro rs).

      Montanha da Mesa
      Uma dica importante sobre lá: É possível vê-la de várias partes da cidade, e se você perceber que o tempo está aberto, suba! 
      O clima lá é muito imprevisível e muda muito rápido, tem este site que você pode ver a condição do tempo, e se o teleférico está aberto ou fechado por causa do vento(me fudi 2 vezes indo lá a toa até descobri o site).
       
      Signal Hill
      Passeio padrão e muito bom, o ideal é ir para ver o pôr-do-sol, vale muito a pena, tem a opção de ir com ônibus vermelho, táxi, ou Uber.
      E não esqueça uma blusa pois faz bastante frio lá em cima, e leve vinho e um pouco de comida para um piquenique (ou muita pra uma farofada mesmo, ninguém vai te julgar por isso rs)
       
      Cape Point
      Ou Península do Cabo, passeio quase que obrigatório, fica a 70km da Cidade do Cabo, recomendo ir de carro para poder parar onde quiser, principalmente se fizer a rota pela costa oeste, tem muitos pontos cuja paisagem é muito bonita. Caso esteja sem carro, a maioria das agências/hostel/hotel e até o ônibus vermelho vendem esse passeio, a média de preço é a mesma, $800 Rand, incluindo uma parada em Boulders Beach, onde você pode conhecer a praia de pinguins(eu não esperava ver pinguins! na África, foi surreal), por $80 Rand a entrada. Já em Cape Point, é possível subir/descer pelo bondinho($50 Rand), ou a pé, só 20 minutos no máximo. A vista lá de cima é bem legal, além de ter uma trilha que circula por baixo pra chegar mais perto do final da rocha.
      Depois disso, é possível ir andando até o Cape of Good Hope(Cabo da Boa Esperança), deve levar uns 40 minutos numa trilha bem tranquila (caso esteja de carro, talvez seja melhor ir até lá pela estrada), para chegar lá, vá andando até uma praia que você com certeza viu lá de cima, que está à esquerda, ela se chama Dias Beach, e não é própria para banho, pois as ondas ali são bem fortes, mas dá pra andar pelo rochedo por cima dela.
      O final da trilha, no Cabo da Boa Esperança, é outro lugar obrigatório para visitar.
       
      Vinícolas
      Outro tour bem famoso, é o da rota de vinhos, é possível conseguir em qualquer agência/hostel e também no ônibus vermelho, não sei se todas fazem as paradas nas mesmas vinícolas, mas não deve ser muito diferente.
      O passeio é um bate e volta no mesmo dia, passando por várias vinícolas, e fazendo degustação de vinho em todas, além disso, a paisagem é muito bonita. Também é possível fazer por conta própria, indo diretamente nas cidades.
      A melhor e mais conhecida é Stellenbosch.
       
      Free walking tour
      Eu fiz o free walking tour deste site, eu gosto de fazer esses passeios, sempre que visito uma cidade nova, já procuro se tem algum, é a melhor forma pra conhecer a história da cidade e ainda ter algumas dicas de lugares pra visitar.
      Nesse em específico, as caminhas eram mais curtas, umas 2 horas, e havia 3 diferentes para escolher. Fiz o do centro histórico, e um outro chamado Apartheid to Freedom, valeu muito a pena esse segundo, é uma aula de história, mostrando sobre como era a vida das pessoas em Cape Town no período do Apartheid, e ver alguns objetos daquela época que ainda estão na cidade, mantidos como registro histórico(como um banco de praça escrito "apenas para brancos", é impactante).
      Não fiz o tour para o Bo-Kaap, que é o antigo bairro apenas para muçulmanos, onde as casas são coloridas, eu apenas dei uma passada por lá num outro dia, mas acredito que vale a pena conhecer mais detalhes históricos dali.
       
      Outros passeios e lugares que gostei:
       
      Two Oceans Aquarium: Fica do WaterFront, o melhor é ir às 14h00, que é quando eles alimentam os peixes, e tem um pequena palestra. Às 14h30 vá para parte de cima, para ver a alimentação dos pinguins.

      Museo do Rugby (The Springbok Experience Rugby Museum): Fica no WaterFront, ali dá pra ter uma ideia do porque o rugby é tão importante para os sul africanos, e como ele foi usado para unir a nação, fiquei com vontade de ir num jogo, mas não achei nenhum que iria acontecer enquanto estivesse lá.

      Mama Africa: Restaurante muito bom, voltado para turistas, fica na 178 Long Street, tem banda ao vivo, que toca músicas típicas.
      Se você quiser experimentar carnes exóticas, tem um prato chamado Wild Game, nele vem carne de Kudu (a melhor que comi), avestruz, javali, crocodilo e outros, custa $320 Rand, um pouco caro mas valeu muito a pena.

      Galbi Restaurant: Fica numa galeria na 210 Long Street, outro lugar com carnes exóticas, só que mais barato, o legal aqui é que você pode escolher a carne e cozinhar você mesmo! tem uma grelha em cada mesa, achei bem legal esse esquema.

      African Tradin Port: Fica no WaterFront, é uma loja gigante, uns 3 andares, vale a visita só pra ver os itens a venda, o preço é um pouco salgado, se gostar de algo, procure o mesmo item em outra lojinha, como as várias da Long Street, onde você pode negociar o preço.
       





       

       





      Hout bay
      Uma cidade costeira, próxima de Cape Town, com vários passeios interessantes,  é tranquilo ir de carro ou ir com o ônibus vermelho(a rota Mini Peninsula):

      Parque Kirstenbosch Botanical Garden, é um parque bem grande e bonito, caso você tenha vários dias disponíveis, vale fazer a visita e ficar um pouco por ali, talvez fazer um piquenique, pois é bem tranquilo e seguro pelo que percebi, no mais, é só um parque.
       
      World of Birds/Monkey Park, é um zoológico, que possui muitas aves, muitas mesmo! é quase um labirinto, e você vai passando de uma jaula pra outra, podendo chegar bem perto deles, é um ótimo lugar pra fotografar por causa disso. O único ponto ruim, é que dá uma certa dó de vê-los presos, eu li que as aves ali são resgatadas, e não poderiam ser re-inseridas na natureza, porque não sobreviveriam, mas ainda assim, dá uma dó deles.
      Existe também uma parte dedicada aos macaquinho, e é bem legal pois é possível chegar perto deles.
       
      Imizamo Yethu, é um tipo de povoado, bem pobre, e oferece visitas guiadas para conhecer aquela comunidade, a história dela, e ajudar com as instituições de caridade dali.
       
      Mariner's Wharf, é um cais, ótimo lugar para almoçar, muitos pratos de frutos do mar, e depois dá pra fazer o passeio de barco para a Seal Island, uma ilha cheia de lobos marinhos.







      Joanesburgo e Soweto

      Fiz o tour do Soweto, com uma agência chamada MoAfrika, mas acho que não foi tão bom, pelo que ouvi de outras pessoas, que fizeram outros tours, eles visitaram algumas instituições/ONG de ajuda aos moradores da região, no tour que eu fiz, não passamos por uma, e eu gostaria muito de ter conhecido.
      O passeio foi por algumas vielas de uma parte do Soweto, e entramos em uma das casas, no final teve uma apresentação de uma dança típica local, com alguns jovens, muito legal. Fizemos outras paradas, uma no museu do Hector Pieterson, que conta a história de uma revolta da população contra o governo, e da importância dos movimentos que nasceram do Soweto na luta contra o Apartheid, e a última parada foi no museu do Apartheid/museu do Nelson Mandela, os dois ficam juntos, e vale muito a visita, o tanto de informação que tem ali, é impossível ver apenas em uma dia, a maioria do material são vídeos, jornais e fotos da época, algumas partes são bem impactantes, mas sem duvida vale a visita.
       
      Minha opinião sobre esses tours do Soweto.(sinta-se livre pra pular essa parte se quiser rs). Sobre o tour em si, acho que ele é mais impactante pra quem mora em países desenvolvidos(europeus, americanos), pra quem mora aqui na América Latina, e mesmo em grandes cidades do Brasil, é possível achar pessoas em situações bem parecidas(ok, provavelmente não tão precárias como lá, devo dizer), não que deixe de ser uma boa experiência, conheço muitas pessoas que precisam de um "choque de realidade" daqueles, principalmente para lembrar que aquela é a realidade de boa parte do mundo, incluindo talvez o bairro onde elas moram. Ao mesmo tempo, me incomodou um pouco fazer esse tipo de "tour de miséria", perguntei para o guia, que era morador dali, o que os outros moradores achavam de ver vários turistas visitando o lugar, e tirando fotos deles.
      Ele explicou que, desde que as coisas por ali melhorarem, os moradores não se importariam, desde que aquela movimentação de turistas, também trouxesse uma melhora na vida deles, mesmo que pequena, eles aceitariam.
      Por isso, achei que faltou a visita em alguma instituição beneficente, no tour que fiz. E caso você vá visitar o lugar, não deixe de ajudar, da forma que conseguir, você vai sair levando algo dali, seja uma alegria pelas crianças que correm e pulam pra te abraçar, seja uma inquietação pela situação que aquelas pessoas vivem. E por levar essa lembrança, nada mais justo que deixar alguma ajuda em troca para eles.
       




      Safári
      Essa parte me deixou bem confuso antes da viagem, vários nomes e termos, vários parques, onde ir, como ir.
      Vou colocar aqui o que eu aprendi pra te ajudar a decidir.
      Existem muitas opções de safári para fazer em vários lugares da África do Sul, a maioria dos parques você pode chegar por conta, e dirigir por eles, ou contratando agência para te levar.
      Se você estiver em Cape Town, tem poucas opções, o mais perto o é Aquila Private Game Reserve, que mais parece um zoológico aberto.
      Entre os parques que merecem destaque, pelo tamanho e quantidade de animais, estão o Addo Elephant National Park, bem próximo de Port Elizabeth. O outro, e pode-se dizer o maior e melhor, é o Kruger National Park, fica a 6 horas decarro de Joanesburgo, ou pegando um voo para a cidade Nelspruit.
       
      Game drive: Você deve ter lido isso se já pesquisou, esse é o nome que as agências dão aos passeios de carro 4X4 para ver os animais dentro do parque. Esses game drive duram umas 4 horas, e são feitas ou bem no inicio ou no final do dia, num carro alto e aberto, para que os passageiros possam ver os animais e fotografar.
       
      Walk game: é uma caminhada dentro da área selvagem, juntos com dois guias armados para te acompanhar, um deles vai mostrando o lugar, ensinando sobre algumas plantas, animais que passagem por ali, muitas pegadas ou cocôs(no que eu fiz aprendi muito sobre isso rs).
      É possível ver alguns bichos, mas sempre mantendo distância, gostei mais desse passeio do que o de carro, isso porque eu gosto de andar na natureza, é mais empolgante do que andar de carro.
       
      Hospedagem: Existem várias opções, camping, tendas grandes, chalés e até casas.
      Caso você resolva ficar numa Private Reserve, algumas delas tem acomodações bem luxuosa-topzera(como a   Sabi Sand Game Reserve que eu queria ter ido, mas não deu por motivos de:$$$) e outras mais humildes que oferecem tendas em áreas mais afastadas, com banheiro compartilhado, uma espécie de camping, para quem quer uma experiência mais root's.
       
      Private Reserve ou Game Reserve: Em volta do Kruger, existem algumas áreas que são privadas, porém não possuem cercas de separação, então os animais acabam transitando para lá, e é possível ver nelas, a maioria dos animais que estão no Kruger. A vantagem aqui, é que os carros podem entrar em áreas mais difíceis, além de ter menos veículos circulando.
      Dentro dessas reservas, existem os Lodge, que são os lugares que oferecem pacotes com hospedagem/game drive/refeições.
      Da mesma forma que o Kruger, existem pra todos os bolsos.
       
      Dica de fotografia: Esqueça Go-Pro ou similares, com celular até que dá pra tirar dos animais que estejam mais próximos.
      O ideal é ter uma câmera com um bom zoom, prefira uma lente Teleobjetivas com no mínimo 200mm, pois muitos animais ficam distantes da estradas.







      Safári no Kruger
      Se o objetivo é economizar, o melhor é alugar um carro e ir por conta, reservando sua hospedagem pela internet (esse é o site oficial para escolher).
      A outra opção é fechar com uma agência, que vende pacotes all-inclusive, podendo escolher o tipo de acomodação (chalé, tenda, cabana), e o preço varia pra cada tipo.
      Eu escolhi a Viva Safaris, na ocasião ficou em $600 dólares o pacote de 4 dias, o que inclui: Transporte ida/volta de Johannesburgo para o Kruger; uma parada para os cânions Blyde River na volta; 3 noites num tipo de chalé bem confortável(eu escolhi tenda, mas deu "overbooking" e acabei ficando em chalé!); 3 jantares, 3 cafés da manhã; e um almoço(os outros almoços foram na estrada ou dentro do Kruger, mas que não ficaram caros); além dos passeios: 
      e 1 Walk Game, 3 Game Drive de 4 horas na reserva privada, e mais 1 de dia inteiro dentro do Kruger.
      Até que compensou pois foi tudo organizados por eles, recomendo pra quem não quiser pesquisar muito pra fechar cada coisa em separado, dentre as agências que pesquisei, acho que foi a de melhor custo/benefício.

      Hospedagem: Quando reservar acomodação no Kruger, jogue no google o lugar, e veja no mapa, pois algumas dizer ser dentro do Kruger, mas não são. Não que isso seja ruim, muitas dessas reservas são ótimas, eu fiquei numa delas, mas só pra você ter certeza do que tá comprando.
      Game drive: Um conselho importante: tenha paciência quando fizer os safáris! pois é possível que você fique até uma hora inteira sem ver muitos animais, o parque é muito grande mesmo. Caso você esteja dirigindo por si, se vir muitos carros parados, chegue perto pois teve ter algum animal interessante alia

      Rota: Caso resolva dirigir por conta própria, no caminho para lá, faça uma parada no cânions Blyde River, tem uma vista belíssima.







       
       


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