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DaniloDassi

Pico Agudo - Primeira visita a este maravilhoso lugar!

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Você já ouviu falar da cidade de Sapopema, no norte paranaense?

E do Pico Agudo?

 

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O Pico Agudo de Cima é o ponto culminante da Serra dos Agudos com 1.224 metros s.n.m. (C.f. Geografia Física do Paraná / Reinhard Maack, p. 336). Está localizado no Distrito de Lambari - Município de Sapopema - Norte do Paraná, nas margens do Rio Tibagi. Situa-se em uma região geológica peculiar - na transição entre o Segundo e o Terceiro Planalto Paranaense. (Paulo Farina)

 

Nossa jornada começou no dia 10/10/2009, quando saímos de Maringá - PR rumo a Sapopema.

 

Éramos em quatro, Gabrielle, minha namorada e o casal Andréia e Eduardo.

Nesse relato vou contar apenas nossa primeira visita ao Pico Agudo, nos dias 11 e 12/10/2009.

 

Aproximadamente 5 km antes de chegar à cidade de Sapopema fica a estrada para o bairro Lambari.

 

Em 6 km estávamos cruzando um pequeno vilarejo com simpáticas casas, um pequeno bar e como sempre, igrejas.

Essa estrada possuí algumas bifurcações, basta seguir a principal (visualmente dá para identificá-la), exceto quando houver 3 caminhos: Siga o central. Em poucos metros encontramos outra "vila", esta com uma escola à esquerda e uma quadra poli-esportiva à direita.

 

Em seguida um riacho cruza nosso caminho. Como não sabíamos a profundidade, nem se havia muitas pedras, passei lentamente com o carro. Primeiro momento tenso da viagem.

 

Poucos metros chegamos ao final da estrada, aproximadamente 22 km percorridos e estávamos na porteira da fazenda. Abrimos e seguimos. Na primeira bifurcação paramos o carro e seguimos á pé pelo caminho a esquerda, onde chegamos à casa do gerente da fazenda. Pedimos informações e retornamos para o carro.

 

A estrada que leva até o pico passava atrás da casa do gerente, porém essa primeira estrada a esquerda é bem íngreme. Resolvemos seguir até a segunda difurcação a esquerda, mais longe, porém mais amena.

Passamos atrás da casa do gerente e seguimos, por meio de pinos, hora pasto.

 

Depois de alguns kilometros encontramos uma porteira, logo seguida por um casebre bem rústico e uma bifurcação. Nessa hora uma surpresa: Dois Jipes de Arapongas - PR chegam logo atrás de nós. Perguntamos se eles tinham alguma informação e, assim como nós, era a primeira vez deles também.

Havia outra casa, bem próxima, seguindo pela direita. Assim o fizemos. Chegando lá conversamos com o caseiro que disse que o caminho não era aquele, tinha que retornar e pegar a esquerda na bifurcação. Os jipes seguiram dali mesmo, mas como nós estávamos com carro baixo, tivemos que retornar (nem 200 metros) e pegar a estradinha correta.

 

Talvez 500 metros e chegamos à famosa mangueira, onde carros normais são deixados e o resto é feito a pé. Para nossa alegria, os jipes nos esperaram e então ganhamos uma caroninha. Pegamos nossas tralhas e nos dividimos entre os 4x4. Antes éramos quatro, agora nós tornamos oito caminhantes, porém nós iríamos acampar e eles apenas “bate-volta”, logo bem mais leves!

 

Pouco tempo já pude perceber porque só passar carros traçados por ali. A estrada é realmente OFF-ROAD, sem chance para carro baixo. Houve momentos que até os jipes tiveram certa dificuldade em cruzar alguns obstáculos.

Dois kilometros de jipe e chegamos ao ponto final da trilha motorizada. Na realidade tivemos que parar um pouco antes do final da trilha devido um enorme buraco causado pela chuva.

Já era perto do meio dia, então resolvemos fazer um lanche rápido antes de começar a caminhada.

 

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Poucos minutos chegamos onde seria o final da trilha 4x4, um casebre no sopé do Pico Agudo. Cruzamos mais uma porteira e o caminho segue por trilhas de gado.

Logo encontramos outra porteira, onde observamos que a trilha seguia a direita, bem ao pé da porteira. Neste ponto a trilha segue por uma breve mata e depois volta para o pasto.

 

Ao encontrar a última porteira nossos problemas começaram. Cruzamos esta e ao procurar a trilha nos deparamos com “n” caminhos. Com o Pico visualmente ao fundo, optamos por seguir mais a esquerda. Um erro! Logo chegamos num charco!

Rodamos, rodamos e rodamos e nada de trilha. Os dois motoristas (que não lembro o nome) se dividiram, cara um “abrindo no peito” uma trilha procurando por alguma trilha.

 

Depois de uns 20 minutos um deles grita informando que encontrou a trilha. Na verdade ele encontrou com dois peões que estavam voltando do cume á cavalo (foram com os animais até bem próximo a base) que nos informaram o caminho correto.

Resolvemos parar um pouco para tomar fôlego e comer alguma coisinha rápida.

 

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Prosseguimos pela mata que logo nos deu adeus e seguimos através de uma grama alta (conhecido na região por colonhão) beirando sempre uma cerca a direita. Nessa hora o facão nos deu uma grande ajuda!

 

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Alguns metros e chegamos bem na base do Agudo, onde a trilha se inclina. Muito! Para piorar, a região é constituída por arenito, logo, a trilha fica escorregadia, as pedras quase sempre soltas e a vegetação têm quase não tem raiz. Em resumo, qualquer ponto de apoio pode não ser um bom ponto de apoio!

A subida vai se inclinando cada vez mais, obrigando quase sempre recorrer as mãos.

 

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Para a felicidade dos cansados, a subida é curta! Não mais que meia hora de “escalaminha” e conseguimos ver o outro lado da montanha. Nesse ponto o chão é forrado por pedras e é possível observar, e ouvir, o rio Tibagi cortando o vale. Nosso grupo fez uma pequena pausa para água, o pessoal dos jipes seguiram direto ao cume.

 

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Dali para o cume não foi mais que 5 minutos! Retiramos as bolsas e as gurias sentaram para descansar e tomar água. Eduardo e eu fomos logo fazer um reconhecimento do lugar, procurar pelo livro de cume e um bom lugar para acampar.

Encontramos a caixa do livro, mas ao abrir, rolou aquela decepção. Cadê o livro? Pois é, havia apenas uma folha de papel A4 e uma caneta. Ao examinar o papel lemos que o pessoal retirou o livro e logo iria repor, mas não até aquele momento. Para piorar, não havia mais espaço em branco para nossas assinaturas. Uma pena!

 

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Voltamos para onde as gurias estavam e verificamos que só havia uma área de acampamento. Esta era mínima, teríamos que espremer nossas barracas ali.

Enquanto a patroa tirava um cochilo, Andréia e Eduardo preparavam nosso almoço/janta e eu estava preparando minha barraca. Montei-a de forma que fosse a primeira a receber o vento, pensando que de noite sopraria de dentro do vale, passando por nós e depois em direção a cidade. Assim a barraca mais alta do Eduardo não sofreria o primeiro impacto.

 

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Feito isso, o Eduardo acabou a janta e foi arrumar suas tralhas. Minha patroa já tinha preparado nossa bóia e eu fui engoli-la.

 

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A partir daí foi só curtição. Exploramos o cume, tiramos fotos e logo pudemos dar adeus a luz do sol e boas vindas a uma noite estrelada.

Passamos algum tempo olhando as estrelas, inclusive 3 ou 4 estrelas cadentes.

 

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Era 20hs e partimos pras barracas para uma ótima noite de sono. Será?

Por volta da meia noite sou acordado por uma rajada de vento, que vinha “uivando” desde o vale e logo socava nossa barraca, sacolejando-a forte! Pensei: “Se a minha está assim, imagine as deles!”. Ouvi algumas risadas e resolvi perguntar como as coisas estavam. “Hahahaha ta massa!!!”

Precisei sair da barraca para “molhar as plantas” e fui surpreendido por nuvens carregadas, raios e trovões. Quando disse que o tempo estava feio, o Eduardo saiu para conferir. Resolvemos então reforçar alguns grampos e puxar algumas cordas do sobreteto da barraca deles. Feito isso, cama!

 

Começou então uma chuva leve, garoa fina que começou a uma da manhã e seguiu noite adentro.

 

Acordei um pouco antes do combinado, 05hs e já estava de pé olhando o tempo. Nada bom! Estava tudo branco, nuvens carregadissimas , raios e trovões! Acordei todo mundo e disse para arrumarmos tudo antes que a chuva pegasse a gente no meio da descida.

Não deu tempo! Quando só faltava a barraca, o céu desabou! Muita chuva e vento! Tinha horas que achei que a barraca fosse decolar!

 

Já era 9hs da manhã e nada da chuva parar. Avisei pra galera que se não partíssemos naquela hora ficaria tarde para pegar a estrada. Dei meu anorak para a patroa e fui desmontar a barraca com roupa de algodão. Quanto frio!!! A chuva gelada era suportável, mas quando o vento pegada, os dentes rangiam!

Rapidamente pusemos a barraca abaixo, taquei tudo na mochila e começamos a decida.

 

Lembram que a região é constituída de arenito? Agora molha tudo. Pois é, muita água na trilha, muita lava montanha abaixo. Resultado: Geral marrom! Da cabeça aos pés.

 

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Logo estávamos no colonhão rente a cerca. Esta cerca era um ponto chave da trilha, onde bastaríamos segui-la e chegaríamos ao casebre no sopé do Pico. Porém, depois de um tempo de caminhada topamos com a mata alta.

No início existia trilha, mas logo desapareceu. Resolvemos seguir a cerca. Novamente o facão voltou a cantar! Urtigas enormes por todos os lados e muito cipó.

 

Depois de muito esforço e calos na mão nos deparamos com um riacho. Seguir a cerca ou contorná-lo a direita? Resolvemos contorná-lo. Nem 50 passos foram dados e encontramos a trilha! Daí então foi só segui-la até a casa.

 

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Deste ponto, estávamos a 2 km de onde estava o carro. Não chovia mais e era 11hs, então tentamos caminhar o mais rápido possível para logo chegar no carro e tirar aquela roupa molhada. No meio do caminho o sol resolve dar as caras e nos torturar. Restava 100ml de água para cada casal.

Sobe e desce constante e a lama grossa foi minando nossas energias! O humor da galera não existia mais. Caras fechadas e caminhada ritmada.

 

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Felizmente avistamos o carro! O Eduardo já começou a falar que ia passar talco nos pés e colocar uma roupa quentinha. Eu já imaginava isso também! Foi a primeira coisa que fizemos.

 

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Todos prontos? Vamos embora!!! Andamos nem 300 metros e a chuva de ontem nos deu uma lembrança: Lama! Resultado: Carro atolado.

Tentamos algumas vezes em vão empurrar o carro.

 

Eduardo e eu resolvemos ir até a casa que estava bem próxima pedir ajuda. Dois senhores vieram nos ajudar. A idéia era puxar o carro com uma pickup, mas a SpaceFox não tem reboque na frente e a corda que tínhamos não passava de 3 metros. Felizmente os dois senhores ajudaram a empurrar e isso foi suficiente para nos fazer mover.... por mais 100 metros até outro lamaçal.

Novamente os senhores nos ajudaram. Além disso, eles nos informaram que existiam mais dois pontos críticos pela frente e que seria melhor esperar o sol secar um pouco a estrada.

 

Então pegamos um pouco d’água com eles e fizemos nosso almoço/janta, às 16hs.

 

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Às 17hs eu dei duas garfadas em meu almoço e notei que nuvens carregadas vinham em nossa direção. Alertei todos , pegamos nossas coisas e partimos.

 

Adivinhem?! Nem 200 metros e atolamos novamente! Mas essa foi mais fácil, nós mesmos conseguimos resolver o problema.

Então seguimos um bom tempo sem problemas. Ficamos extasiados pois pensamos que o pior já tinha ficado pra trás.

Eis então que surge um vale, onde a água que escorria dos dois lados (por onde estávamos descendo e por onde iríamos subir) formava um lamaçal. Tentei procurar as vias mais secas, mas foi em vão.

Dessa vez a coisa foi muito pior! Muita lama e no meio do nada!

 

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Deixamos as meninas no carro e partimos em direção a casa do gerente da fazenda para pedir ajuda. Encontramos ele no meio do caminho, andando a cavalo.

Ele disse que não havia nenhum carro/trator por ali, mas que poderia tentar puxar com o cavalo ou procurar ajuda no vilarejo. Dissemos então que iríamos atrás do trator e que se não desse certo, usaríamos o cavalo dele. Ele concordou e então seguimos até a vila.

 

Chegamos na vila, cansados e... o trator não estava lá! Voltamos.

 

Conversamos com o gerente e seguimos para o carro enquanto ele iria selar outro cavalo, mais manso. Isso já passava das 18hs e o sol já tinha ido embora.

Chegamos no carro ao mesmo tempo que o gerente. Ele colocou a corda no reboque traseiro e antes que eu começasse a acelerar o cavalo já começou a arrastar o carro! Fiquei impressionado com a força do bicho.

Informei a ele que o carro não tinha reboque na frente, mas ele deu um jeitinho. Lá vamos nós! Todos segurando nos “PQP” e novamente o cavalo começou a puxar o carro antes mesmo do meu pé alcançar o acelerador. Dessa vez havia uma subida e muito barro, mas mesmo assim o bicho foi bravo e puxou o carro como se fosse um brinquedo!

 

Desatamos a corda e seguimos até a casa do gerente. Lá, agradeci muito a ajuda que ele tinha nos dado. Já era noite, o cara se enfiou na lama e nos salvou de um perrengue ainda pior.

 

Daí então seguimos numa estrada cascalhada, mais segura. A chuva começou a cair e eu tive que pisar. Teve horas que fiquei com um pouco de dó do carro, mas não tínhamos outra escolha.

 

Alcançamos a rodovia e já passava das 20hs! Todos incrivelmente sujos e cansados! Comemoramos e rimos lembrando das coisas, dos perrengues e do que poderia ter acontecido se não voltássemos a tempo.

 

 

É isso ai meus caros! Esse foi nosso perrengue na primeira visita ao Pico Agudo.

Espero voltar lá mais vezes, mas sem lama!

 

 

Abraços,

Danilo D. Guilherme

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Bacana o morro Danilo! O vale do Tibagi é show!!

Uma sugestão: compre um 4x4 e não passe mais perrengue.

Quando parei de escalaminhar comprei um jipe e comecei a fazer trilhas. Sempre gostei de mato, e era uma maneira de continuar trilhando...

Mas off road é uma brincadeira cara, e eu como reles assalariado larguei mão, mas mantive meu 4x4 (na verdade troquei o Jeep por um Niva).

Agora que aos poucos estou voltando as montanhas ele me tem levado sem problemas por estas estradinhas de acesso.

Acho que foi meu subcosciente que me fez gostar das viaturas 4x4... :mrgreen:

Se não gostas de jipes um Fusca te leva e trás das quebradas também. Mas vendendo o VW dá pra comprar uma Tracker ::cool:::'> ... o bom do Niva é que posso largá-lo em qualquer canto que ninguém mexe, só ouvi falar de um Niva roubado até hoje, e o ladrão largou a viatura duas quadras depois... ::putz::

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Pô Otávio, estou namorando um Niva já tem algum tempo!

Sempre que vou fazer minhas caminhadas num parque daqui de Maringá vejo um Niva branco, bem conservado... bate aquela vontade de abraçar um. ::mmm:

 

Infelizmente a Space não é minha, é do patroa. ::hãã2:: Por enquanto tenho minha Yamaha Fazer 250 e o "Baga", Passatão LS 1976 2.0 turbo (que está a venda).

Estou louco pra trocar tudo numa XT660, mas ainda me falta muuuuuuuuuuuito $$.

 

Você pode ter certeza que vou ter um OFF futuramente, seja de quatro ou duas rodas ::otemo::

 

 

Abraços

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Aê Bill...maneira a trip heim... ::cool:::'>

E a senhora Microsoft? Se acostumando com essas "loucuras"?

Abraço

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Belíssima fotos, que lugar legal...

 

Não li o relato ainda, mas agora vai ficar marcado e eu vou acompahar!!!

 

Não sabia que tinha uma "lambari" paranaense...

 

Cruel é que são quase 600km de são paulo... longe bagarai!

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Valeu Haole!

Aos poucos a patroa vai se acostumando ::mmm:

Estamos planejando outra para o feriado, mas só conseguirei ir se fechar um carro. A grana apertou! ::hãã2::

 

edubisan,

Valeu! O lugar é muito bacana mesmo.

Lambari, neste caso, é apenas um bairro do município de Sapopema.

 

Pra você realmente é longe, mas para nós daqui de Maringá foi uma alegria enorme encontrar esse lugar.

Normalmente tenho que me deslocar até Curitiba (e região) para fazer meus trekkings, agora são apenas 190km ::otemo::

 

 

Abraços

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Puxa, lugar bem bacana este. E pelo visto o acesso não é hard.. típica trilha pra levar quem está começando. Muito lindo o lugar, já imaginei empotrar uns móveis naquelas fendas e fazer uns top ropes. hehehe...

Agora, vc saiu da estrada com o carro, hein, bração? ::lol4::

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Dannnn, que irado! mas isso que o Cacius falou é verdade! vc é mó braço, heinnnn!

Depois fala de mulher... hahahaha

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Cacius,

É bem por ai mesmo! A trilha realmente não é difícil, mas a parte da "escalaminhada" é puxada!!! Tem que se fazer com muito cuidado para não despencar.

Na descida a patroa levou um capote que deu um susto na galera, por sorte nada de grave.

 

Quanto a você e a Mi fazer piadinha com o meu "braço"... ::toma::::toma::::toma::

O rolé "fora da estrada" foi proposital. A esquerda a lama estava muito pior! Andando na grama o carro tinha melhor aderência e afundava menos na lama ::tchann::

Vocês dois ficam andando só no asfaltinho e ainda tem a cara de pau de me aporrinhar! Xá vocês comigo!!! ::quilpish::::lol3::::lol3::

 

Abraços ::bruuu::

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ahahaahah Bração é froids hein ::prestessao::

 

Pelo amor de Deus danilo.. compre roupas DRY... pare de usar esses algodões rs.... não me vá para patagonia de algodão hein rs...

 

as fotos ficaram muito boas.. parabens ::otemo:: ... o lugar me pareceu muito bonito, estou tentando levar a patroa para essas loucuras.. mas ela ta relutante rs..

 

abração e parabens pela Trip

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Vocês dois ficam andando só no asfaltinho e ainda tem a cara de pau de me aporrinhar! Xá vocês comigo!!! ::quilpish::::lol3::::lol3::

Sai pra lá, pirata do braço de pau! Me criei dirigindo willys caixa seca em lodo de terra vermelha! Um dia te mostro as fotos do Corcelão cruzando por dentro d'água. Estradinha estilo Fazenda PP e tranquilo perto das rotas dos canions aqui...

Abraço, ô profissional da barbearia! ::lol4::

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Bacana seu treking, e bem pertinho de casa, moro em Telemaco Borba, uns 70 km no maximo do Pico, e nunca fui la, ja o vi de perto varias vezes pelo outro lado do rio...

Tenho varios amigos q ja dormiram la em cima no inverno, é d lascar.

Qdo vier novamente e quser mais um companheiro me avisa, gostaria muito de conhecer o Pico.

Abraços,

 

Robson

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Pois é Robson, moro "perto" e nem sabia da existência do lugar. Vale a pena ir lá para conhecer!

 

Do outro lado do rio, segundo Paulo Farina, é a Serra Grande. Parece ser um lugar bem bacana também, deve render boas fotos do Agúdo ::hãã2::

 

Espero ir para lá mais vezes, porém o carro vai ficar lá na Fazenda ::lol4::

 

 

 

Abraços

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Olá Danilo, Gabrielle, Andréia e Eduardo meu nome é Wesley e junto do Marcelo, Ludmilla e Claudineia encontramos o seu relato sobre o pico agudo, somos nós quem estavamos com o jipes e que demos a carona para voces até a base do pico, fico muito feliz em saber que conseguiram terminar a aventura, logo ao acordar e ver aquela chuva lembramos imediatamente de voces e ficamos muito preocupados, cogitando até a possibilidade de voltar para busca-los, mas pelo horario nao iriamos chegar a tempo, de Arapongas até Sapopema é um pouco longe. Quanto ao Pico, ele é realmente maravilhoso, inesquecivel e o sacrificio é válido.

Só mais uma coisa, na segunda feira a Claudineia foi fazer alguns exames medicos e descobriu que estava gravida!!!!

Nao esquecemos da ideia do ir ao Pico Paraná, apenas adiamos para daqui alguns anos pois minha patroa tbm está gravida e acho que logo teremos mais companheiros para as aventuras.

Abraços a todos e boas aventuras em 2010.

Segue meu msn

[email protected]

 

20100103124351.JPG

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Salve salve Wesley,

Estão grávidas? Que maravilha!!!! Parabéns aos casais ::otemo::

 

Manteremos contato então para marcarmos outras trilhas e/ou conversa fora.

 

 

Grande abraço!

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EeEeE Parabéns as meninas!!

Agora vão ter que adaptar uma cadeirinha no Troller ahuehaeuaheuhae

 

Muitas felicidades pra vcs!

 

Bjão e obrigada por se preocuparem, mas graças a Deus deu tudo certo! ::otemo::

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Bons Ventos à Todos!

 

Parabéns Danilo pelo belo relato.

 

O Pico Agudo é o Templo do Montanhismo Norte Paranaense!

 

Até bem pouco tempo, não se encontrava NADA sobre ele na net...

 

Assim, seu relato ajudará a tornar nossa Montanha mais conhecida e valorizada!

 

Para quem usa orkut, e deseja participar da Comunidade, segue o link:

 

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=34821066

 

DETALHE: As chuvas destruíram completamente as vias de acesso ao PA...

 

De Lambari para frente, a situação está catastrófica!

 

SERRA GRANDE: O visual é alucinante, caminhada pura e simples:

 

Algumas imagens: http://www.panoramio.com/user/1146346/tags/Serra%20Grande

 

MORRO DO TAFF: Visual alucinante, caminhada pura e simples, de moto ou jipe chega-se ao cume:

 

Algumas imagens: http://www.panoramio.com/user/1146346/tags/Morro%20do%20Taff

 

Bom galera, é isso aí. Espero ter contribuído com esse tópico sobre a SERRA DOS AGUDOS.

 

ALERTA: A Serra dos Agudos está sendo ameaçada pela construção de Usinas Hidrelétricas no Rio Tibagi...

 

Ainda não há previsão do tamanho do impacto!

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Danilo e Paulo, estou indo para o PP, Guartelá e vendo sua trilha para o Pico Agudo, irei até lá. Vou passar em Castro e Sapopemba. Como faço para encontrar a vila e depois as estradas de chão até a casa do gerente da fazenda ?

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      A cidade de Prudentópolis fica perto da Capital, são 200km em estrada pedagiada e é muito tranqüila e bem cuidada, mas com poucos km de pista dupla.(são 3 pedágios no caminho  totalizando R$ 32,50) Saímos de Curitiba cedinho, e perto das 9h00 da manhã já chegávamos na cidade. Como a reserva no hotel (Mayná) tinha check-in apenas ás 12h00 nem paramos fomos direto para a primeira cachoeira.
      Foram 12km do centro da cidade sendo 8,5km em estrada asfaltada e 3,5km em estrada de chão.
      Sobre as estrada, um comentário a parte. Tínhamos muito medo da estrada ser ruim, nosso carro é ótimo, mas não é um 4x4. Porém todos os trechos de estrada de chão que pegamos na viagem inteira estava ótimos (para estrada de terra). Há bastante cascalho na pista então creio que mesmo com chuva a estrada não fique escorregadia. A informação que recebemos é de que a prefeitura esta investindo e que pretende melhorar ainda mais os acessos com mais asfaltamento e pedra irregular. Então não se preocupem quanto a isso.. vão na fé! A estrada também é bem sinalizada, então não tem erro de se perder (e se precisar o GPS de celular te leva certinho em todos os lugares!)
      Chegamos no Recanto Rickli e havia 1 único funcionário. Sinceramente, se não tivéssemos perguntado se tinha taxa de entrada provavelmente ele não teria nos cobrado. Foram R$ 5,00 por pessoa. Ainda compramos 2 garrafinhas de água por R$ 2,00 cada. O recando possui piscina (suja e desativada) e uma área com churrasqueiras onde havia 1 família. Andando uns 50 metros de onde estacionamos o carro já chegamos na vista para cachoeira; o Salto Manduri. Não existe acesso para a água, é uma queda só contemplativa mas já vai dando uma idéia do que teríamos para os próximos dias. São 100 metros de largura e 34 metros de altura! Ficamos lá um tempinho andando e tentando achar qual o lugar mais próximo da queda d´água que conseguiríamos ir. Tiramos mais algumas foto e seguimos para a segunda parada do dia! Ahhhhhhhh.. em todo o tempo que ficamos lá só encontramos com essa família que estava se organizando para fazer um churrasco e creio que iriam passar o dia inteiro lá, mas na área de cachoeira só estávamos eu e meu esposo.

      1º Dia - 2ª Parada Salto Barão do Rio Branco.
      Nessa mesma estrada de terra, 1 km pra frente do Recanto Rickli fica o Salto Barão do Rio Branco. Essa é a cachoeira com maior volume de água da região e possui 64 metros de queda, por isso lá havia sido instalada uma pequena usina hidroelétrica que atualmente está desativada. O salto fica em uma propriedade privada, mas não encontramos ninguém cobrando entrada para a visitação. Com a existência da hidroelétrica o acesso para o salto é muito tranqüilo. De onde estacionamos o carro já vemos a escadaria que leva até a base da cachoeira. Segundo o que encontrei na internet são 478 degraus, eu contei 456, mas posso ter me perdido! A escada é de ferro e me pareceu bastante firme em quase toda sua totalidade, há uma parte apenas que está solta mas nada que nos impediria de chegar até a base. Depois de descer a escadaria chegamos na hidrelétrica, caminhando pelas pedras na beira do rio fomos o mais perto que conseguimos da queda d’água. Existem placas informando que o rio chega até 40 metros de profundidade e a correnteza é forte por ali, não fomos bobos de tentar tomar banho de rio não! Haha Ficamos um bom tempo tomando aquela “chuva” da cachoeira e decidimos encarar a subida das escadas. Em todo o tempo que ficamos lá em baixo só havia mais um casal com duas crianças, e enquanto subíamos cruzamos com 4 pessoas que estavam descendo. Super tranquilo para poder aproveitar a paisagem. Chegando lá em cima vimos um homem seguindo por outro caminho e decidimos seguir.. tava com cara de ser uma outra trilha haha. O caminho dava para o mirante na parte alta da queda. Lá, há uma grade de proteção que impede de nos aproximarmos muito do salto, obviamente por segurança.
      Depois de mais um tempo e mais muitas fotos pegamos a estrada e voltamos para a cidade para fazer check-in no hotel. O Mayná fica bem no centro de Prudentópolis e de super fácil acesso para a saída da cidade que nos leva para as cachoeiras. Na cidade pelo que encontrei na internet possui 4 hotéis. Não sei como são os outros mas pagamos 140 reais por dia para um quarto de casal com café da manhã incluso. Preço justo. O colchão e o chuveiro eram ótimos, os recepcionistas muito solícitos, estacionamento gratuito e um café da manhã bem bonzinho! Nesse dia não saímos para almoçar. Na noite anterior preparei 6 sanduiches de atum, maionese e milho para levarmos, como não sabia a condição das estradas de terra achei melhor estar preparada com uma comidinha – gordo tá sempre preocupado com comida haha - Almoçamos 2 sanduíches cada um com as bebidas que também trouxemos na viagem.



      1º Dia - 3ª Parada Salto São Francisco.
      Ainda no primeiro dia nos programamos para ir no Salto São Francisco. Esse é o mais distante de todos e também o maior e mais famoso. Em teoria seriam 50km de estrada, sendo 35km em entrada de chão. O que a gente não previa, entretanto, é que com o aniversário da N. S. Aparecida a estrada estaria fechada para as festas em homenagem a santa. Haviam 2 caminhões atravessados na pista impedindo que seguíssemos pela estrada de acesso. Perguntamos para as pessoas que estavam lá na festa como faríamos para ir para o cachoeira e nos falaram “lá por cima”. Na nossa cabeça “lá por cima” era via Guarapuava, a cidade vizinha que também tem estrada para o Salto. Colocamos no GPS e de 50km o caminho dobrava para 108km, mas o tempo alterava em pouco mais de 20 minutos pois seriam muito menos km em estrada de terra. Não pensamos duas vezes e pegamos a estrada. Depois,  descobrimos que “lá por cima” era menos de 1km de distância de onde estávamos.. um desvio de nada, enfim.. acontece! Chegamos na entrada do Salto eram 16h00. E aqui já sentimos a diferença em função da popularidade dessa queda. Haviam muitos carros, vários com som alto e um pessoal bebendo, fazendo festa mesmo. A trilha da área do estacionamento até o mirante do salto é bem demarcada e bem estruturada, são não mais que 500 metros de distância quase sem desnível. De lá sai outra trilha de também uns 500 metros e também sem desnível para a beirada do Salto de onde pode ser feito Rapel (não cheguei a perguntar o valor). Seguindo mais um pouquinho essa trilha, talvez uns 200 metros chegamos a mais um salto: o Salto dos Cavalheiros, aqui sentamos e finalmente molhamos o pé na água. Esse salto deve ter uns 15 ou 20 metros mais ou menos.
      O local estava cheio de gente, barulho, bebida alcoólica e várias pessoas fumando.. estragava um pouco o clima, tinha um grupo inclusive com um narguilé haha. Entendam que não sou uma pessoa chata, gosto de um fervo, mas não era o que estávamos buscando nesse feriado com um passeio nas cachoeiras.
      Existe uma trilha que vai até a base do Salto São Francisco, são 8km em nível médio-difícil. A recomendação é não descer depois das 14h00 para que dê tempo de subir ainda com a luz do dia. Também é solicitado que, antes de descer informem na entrada do parque para que, havendo necessidade, sejam feitos os resgates.  Essa descida não estava nos nossos planos e, de qualquer forma não daria tempo de fazer naquele dia.
      Tiramos mais alguma fotos e voltamos para a área de estacionamento. Compramos 1 Coca e 1 Gatorade na lanchonete por R$ 9,00 e foi ali que nos explicaram que daria para vir pela estrada de Prudentópolis e então voltamos por lá.
      Na volta, ficamos atentos para encontrar o Mirante dos Saltos Gêmeos, (Salto Barra Grande e Salto Fazenda Velha) para esses dois saltos não existe trilha ou estrada para chegar. Pelo que pesquisei dá para ir de Motocross.. e leva 10 horas entre ida e volta. Encontramos o "mirante" mas vou falar para vocês que essa vista é BEEEEEEEEEEEEEEEEM de longe. Tem que se esforçar para conseguir ver as duas cacheiras lado a lado, tanto que nem fotografei.

       
      Chegamos no hotel perto das 19h00 tomamos banho, comemos o ultimo sanduiche que eu havia feito e não saímos mais. O dia foi longo e no dia seguinte teríamos varias outras trilhas para fazer!
      Saldo do dia valores  para 2 pessoas.
      Pedágios:            R$ 32,50
      Rickli:                   R$ 10,00
      Bebidas:              R$ 13,00
      Hospedagem:   R$ 420,00 (3 diárias)
      Total:                    R$ 475,50
       
      2º Dia - 1ª Parada Salto São Sebastião.
       
      Acordamos cedo, tomamos café da manhã e um Dorflex pras pernas (hahaha sedentários!) e fomos para a primeira cachoeira do dia, o Salto São Sebastião. Ele fica a 30km do hotel, sendo 15km em entrada de chão. Essa estrada, assim como as duas que pegamos ontem também é muito boa e bem sinalizada. Também em propriedade privada, essa trilha dá vista para duas cachoeiras, a São Sebastião e a Mlot. As quedas ficam uma de frente para a outra, literalmente. Há uma trilha que desce até a base das cachoeiras mas não fizemos. O dono do local falou que ela estava muito lisa em função das chuvas e que ele, particularmente, não recomendava a descida. A gente tinha a intensão de descer nessa mas não somos o tipo de pessoas que nos arriscaríamos e se o dono do lugar diz que é melhor não, a gente escuta! Além dessa trilha para a base existem mais três trilhas, uma que leva para uma área tranqüila do rio, boa para banho,  uma segunda trilha que leva para uma gruta e uma cachoeira menor, que também possui espaço para banho e a terceira trilha que leva para o topo da cachoeira. Conhecemos os 3 lugares e optamos por entrar na água na terceira, na cabeceira do São Sebastião. Ali o chão tem mais pedras deixando a água menos barrenta. A maior parte do tempo estávamos só eu e o Vini, depois apareceram mais 2 casais. Como a nossa intensão era fazer a trilha e acabamos não fazendo ficamos bastante tempo curtindo o banho de rio. Na volta compramos 2 águas (3 reais cada), pagamos a entrada (10 cada) e seguimos para o próximo destino, mas não sem antes de pegar mais uma trilhazinha para ir até o mirante do São Sebastião e vermos a cachoeira de frente!

      2º Dia - 2ª Parada Recanto Perehouski.
       
      Seguindo na mesma estrada de chão no sentido Prudentópolis em 5km paramos no Recanto Perehouski para almoçar. Diferente do Rickli o Perehouski estava impecavelmente bem cuidado. O atendimento era de uma simpatia sem fim, e a comida maravilhosa. A região de Prudentópolis é de colônia Ucraniana então tivemos um almoço típico e caseiro! É importante ligar e reservar o almoço pois eles fazem sob demanda. Nós não ligamos e tivemos sorte, por ser feriado eles estava servindo e puderam nos atender. Além do almoço (que vou falar de novo, tava ótimo!) o recanto possui uma trilha circular tem várias quedas D’águas propícias para o banho, o trajeto todo tem um pouco menos de 1km. A entrada é de R$ 10,00 e o almoço é R$ 25,00, com bebidas a parte por R$ 5,00 a lata. Ficamos lá cerca de duas horas mas logo depois do almoço saímos para a terceira parada do dia! Ahhh, para que interessar lá existe área de camping!

      2º Dia - 3ª Parada RPPN Ninho do Corvo.
       
      A RPNN Ninho do Corvo é uma propriedade que faz divisa com o Recanto Perehouski, a entrada de uma para a outra dista menos que meio km. No Ninho do Corvo são oferecidas atividades de turismo de aventura. Optamos pelo pacote completo com Tirolesa seca com 170 metros de extensão (realizada duas vezes) a Rapelesa um rapel de 70 metros sobre o Cânion Barra Bonita e a Cachoeira da Divisa e a Corvolesa, uma tirolesa de velocidade controlada feita dentro do Cânion com banho de cachoeira na decida e que termina com uma bundada daquelas na água haha Para essa atividade deixamos a câmera no carro e como ainda não compre uma Gopro =( não tenho registro pois não tinha como levar a câmera só para metade do trajeto para não molhar no final. Ao meu ver Ninho do Corvo é a propriedade privada mais bem estruturada das que visitamos, o pacote com as três atividades ficou R$ 180,00 por pessoa e do início até a volta (que é feita por uma trilha de nível fácil, com não mais que 1 km) dura aproximadamente 2 horas. A experiência é incrível, e super segura, recomendo! Ainda demos sorte de conhecer uma família sensacional que estava hospedada no Ninho do Corvo e que fez as atividades conosco, que já fariam valer o passeio!
       
      Do Ninho do Corvo voltamos para Prudentópolis. Paramos em um posto de gasolina e compramos besteiras para comer (tipo amendoim e sorvete) e voltamos para o hotel. Não sei se era o cansaço ou o que mas não estávamos com fome então só beliscamos esses salgadinhos e fomos dormir.
       
      Saldo do dia valores  para 2 pessoas.
      São Sebastião:                 R$ 26,00 (2 entradas + 2 águas)
      Perehouski:                       R$ 85,00 (2 entradas + 2 almoços + 3 bebidas)
      Ninho do Corvo:              R$ 360,00 (2 circuitos completos com as três atividades)
      Besteiras posto:              R$ 23,00
      Total:                                    R$ 494,00
       
       
      3º Dia - 1ª Parada Mirante Salto São João.
       
      Acordamos no terceiro dia com mais dores na panturrilha e mais vontade de conhecer cachoeiras! A primeira parada nesse dia foi no Mirante Salto São João. Aqui é o lugar onde a prefeitura está investindo mais, (ou primeiro). Está sendo montado uma estrutura digna de Foz do Iguaçu (dada obviamente as proporções) uma grande entrada, com estacionamento com vagas preferenciais, uma lanchonete e loja de conveniência, banheiros e um auditório para palestras. A trilha para o mirante é super curta, tem em torno de 100 metros e é toda feita em passarela elevada, novinha. Linda de se ver. Os funcionários que estavam lá, e me perdoem eu não lembrar os nomes, nos explicaram que está sendo concluído o acesso até a parte de cima do Salto São João, (inclusive que vai ser um a trilha com acessibilidade para cadeirantes e larga o suficiente para passar uma ambulância) e que nos próximos 1 ou 2 meses já deve estar pronta. Achei sensacional esse cuidado e atenção para tornar os atrativos acessíveis! Falaram também que existe um projeto que está sendo terminado para também ser feita uma trilha de passarela até a parte baixa do salto, permitindo a entrada na água. Eles nos explicaram que, até pouco tempo o acessa a parte de cima do salto São João era feita por uma propriedade privada, mas que a queda não faz parte dessa propriedade, nos contaram que o IAP proibiu a exploração por essa fazenda particular pois eles estavam cobrando entrada e que, no projeto inicial, a trilha se iniciaria ali no mirante e sairia por essa propriedade mas que o dono não gostou, queria continuar com a entrada e como quem muito quer nada tem ficou sem nada. As trilhas serão ida e volta e não mais circulares e não permitirão que ele explore o turismo na propriedade dele com uma lanchonete, por exemplo. Mas enfim, a questão é que, com a proibição do IAP não era permito chegar até o salto então tivemos que nos contentar com o Mirante, que tem uma vista maravilhosa, diga-se de passagem! Talvez essa seja a cachoeira mais bonita de todas, por sinal pena não estar tudo pronto ainda.
      Por indicação dos funcionários pegamos uma estrada de terra secundária para chegarmos ao Salto Sete, a ultima cachoeira que visitamos!

      3º Dia - 2ª Parada Salto Sete
       
      Rodamos 10km e chegamos a propriedade Salto Sete. Lá também é propriedade privada e cobram 10 reais de entrada. A trilha, com 1 km leva até a parte alta da queda. Nessa local também pode-se praticar rapel. (Não perguntamos o preço)
      Atravessando o rio e seguimos pela continuação de trilha, com mais 1 km que leva até a base da cachoeira onde existe um fosso para mergulho. O salto possui 77 metros de queda livre, então a trilha é puxadinha e íngreme, mas nada impossível de ser feita. Descemos e quando chegamos fomos surpreendidos com um visual sensacional! Novamente demos muita sorte pois encontramos pessoas na trilha mas lá em baixo não havia ninguém, a cachoeira era todinha nossa! Ficamos um bom tempo lá curtindo o visual, tomando sol na pedra e nos refrescando na água do salto e só quando as nuvens começaram a dar sinal de chuva no céu foi que decidimos encarar a subida.
      Lá estávamos nós, talvez a 5 minutos na trilha quando uma vespa (?) amarela horrível e sedenta de sangue me picou no joelho esquerdo, por cima da calça. A dor meus amigos, é insuportável.. aí o que que a espertona aqui fez? Bateu na vespa (?) que saiu de uma perna e fincou na outra hahaha é muito azar não? Dizem que assim como as abelhas as vespas - se é que aquele monstro horrível (hahahaha) era um vespa -morrem depois que picam alguém pois o ferrão fica na pessoa. Acho que, do jeito que eu bati nela e do jeito que sou sortuda consegui fazer com que o ferrão não soltasse e desse tempo de ela me ferroar uma segunda vez! Cara, queima até alma, e eu sou uma pessoa meio urbana demais para essas coisas. Já rola um medo do veneno ir por coração e eu morrer, do veneno maligno mutante mortal.. Enfim, meu marido, que sempre ia na frente na trilha fez com que eu passasse na frente e fosse ditando o ritmo da subida, porque afinal não tinha muito o que fazer. Era subir com dor, ou ficar ali com dor também. Dei uma chorada no caminho mas sobrevivi haha. Não bom o bastante, nos talvez últimos 10 metros de trilha apareceu uma cobra, que jamais saberemos se era verdadeira ou falsa coral. Mas é aquilo, 3 dias de trilha e nenhum tombo? Tinha que pelo menos ter uma picada de bicho estranho pra parecer que tínhamos saído da cidade. haha
      No fim, compramos 2 águas e 1 coca (10 dinheiros) e voltamos para a cidade encerrando assim o ciclo de cachoeiras de Prudentópolis.


      Na volta paramos para comer no Chalé Costenaro e aproveitamos para comprar Cracóvias para levar para Curitiba, uma espécie de Salame produzida na região. Passamos em uma farmácia que a minha perna ainda tava doendo, compramos anti-alérgico e pomada e voltamos para o hotel. Banho tomado, demos uma dormida de tarde e saímos para jantar na cidade. Na quadra do hotel tinha uma pizzaria e foi ali mesmo que entramos, não tava conseguindo andar direito. Pegamos uma pizza grande uma coca de 1,5 litro, comemos até não poder mais, e voltamos para o hotel dormir.
       
      Saldo do dia valores  para 2 pessoas.
      Salto Sete:                          R$ 30,00 (2 entradas + 3 bebidas)
      Chalé:                                  R$ 130,00 (2 almoços + 2 bebidas + 2 Cracóvias e 1 saquinho de doce de leite)
      Farmácia:                            R$ 40,00 (antialérgicos + dorflex + bebidas)
      Pizarria                                R$ 45,00 (pizza grande + bebida)
      Total:                                    R$245,00
       
       
      4º Dia – Volta para Curitiba
       
      No dia seguinte só acordamos, tomamos café e pegamos a estrada para Curitiba. Se quiséssemos economizar poderíamos ter dormido um dia a menos na cidade, mas teríamos que pegar 3 horas de estrada depois de fazer as cachoeiras pela manhã e achamos que seria muito cansativo.
       
      Saldo do dia valores  para 2 pessoas.
      Pedágios:            R$ 32,50
       
       
      Total da viagem R$ 1.247,00 gastos para duas pessoas.
       
      Espero que esse meu relato incentive vocês a conhecer a região. É lindo demais e vale super a pena! Tirando uma ou outro atividade é tudo super barato então dá tranqüilo pra se programar e ir!

    • Por Otávio Luiz
      Este morro fica bem próximo a Curitiba, de fácil acesso e com pequena infra-estrutura, sendo muito procurado por aventureiros p/ passeios curtos.
      Chegando em Piraquara, no triângulo que inicia a avenida principal pegar a direita e seguir p/ a represa. Chegando lá peça permissão p/ atravessá-la e siga adiante.
      Logo em seguida, na segunda bifurcação pegar a direita, vai ter uma placa p/ o Morro do Canal e a chácara do Seu Zézinho.
      Chegando lá é cobrada uma pequena taxa de estacionamento. O local tem lanchonete, churrasqueiras e área p/ camping. De lá também é possível ir a nascente do Rio Iguaçú e fazer a travessia Vigia-Canal.
      A subida do Canal leva +/- 2 horas indo tranquilo. Tem várias correntes e escadas nos locais mais difíceis. É uma subida bem fácil.
      No Canal existem algumas vias grampeadas p/ escaladores.
      Fica aí a dica de um belo passeio. :'>
       

      A esquerda Vigia e a direita Canal.

      Corrente.

      Vigia visto da subida do Canal.

      Chegando no pico.

      Pastel na lanchonete do Seu Zézinho.
  • [email protected] ao Mochileiros.com!

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