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Olá viajante!

Bora viajar?

Carretera Austral, Paso Mayer, Chaltén, Calafate, TDP e Ushuaia - 17445km de Bandeirante

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Olá amigos!

 

Inicio agora mais um relato no fórum. Dessa vez a viagem foi para o extremo sul do mundo. Os destinos eram a Ruta dos Siete Lagos na Argentina, a Carretera Austral no Chile, a tentativa de travessia do Paso Rio Mayer, trekkings em El Chaltén, El Calafate e Torres del Paine, e a chegada até o fim da estrada mais austral do mundo, a Ruta 3.

 

A viagem foi planejada em 15650km, para ser realizada em 28 dias, com 2 reservas. Devido alguns imprevistos e alterações no trajeto, foi realizado 17445km em 33 dias.

 

O custo total foi de R$ 9.082,63, contando com combustível, alimentação, balsas, pedágios, hospedagem, campings, passeios, dinheiro levado em espécie, saques, compras no crédito, IOF.. Ao longo do relato vou detalhar os principais gastos.

 

O trajeto, simplificado, foi:

 

Sair de Vitória-ES e ir até Junin de Los Andes;

Percorrer a Ruta dos Siete Lagos;

Atravessar pro Chile e subir o Vulcão Osorno;

Percorrer toda a Carretera Austral, parando em diversos pontos para realizar trekking;

Atravessar a fronteira pelo Paso Rio Mayer;

Fazer trilhas em El Chaltén;

Realizar o Ice Trekking em El Calafate;

Fazer trilhas em Torres del Paine;

Seguir até Ushuaia, no fim da ruta 3;

Retornar ao Brasil pela ruta 3.

 

O 'carro', mais uma vez, foi minha Band curta 94. Minha band é original de motor, 14B aspirado, e completa de fábrica, com 5 marchas, ar quente e frio, direção e contagiros. As únicas mudanças são os jumelos dianteiros, que são invertidos, e o eixo traseiro, que é flutuante. Não possui bloqueios e tem relação 9x37. Utilizo pneus 31" BFGoodrich AT.

Para essa viagem, comprei uma barraca de teto da Camping's World, o modelo de entrada, mais barato.

Levei fogareiro, gás e comidas fáceis de serem preparadas.

Algumas peças de reposição pro carro, como correias, fusíveis, tampa do radiador, mangueiras, fitas, abraçadeiras, parafusos e porcas diversas, cabo de chupeta, fluido de radiador, fluido de direção, fluido de freio, militec, filtros de óleo, diesel e ar, lâmpadas de seta e faróis. Além de chaves e ferramentas diversas para manutenção.

Itens offroad como cinta de reboque, manilhas, pá, picareta, além do guincho instalado na Band.

 

Durante toda a viagem eu usei o rastreador SPOT Gen3, que marca a sua localização a cada 10min e mostra em um mapa do google maps, em um link público ou privado. Além disso tem funções de mensagens pré programadas para serem enviadas para emails e celulares, e um botão com pedido de SOS que chega em uma central mundial de resgates.

 

Questão de dinheiro. Levei certa quantia em espécie, real. O resto fiz saques internacionais e alguma coisa no crédito. Dei sorte que o dólar caiu absurdamente durante esse último mês e me ajudou nesses quesitos.

 

Então é isso. Vou começar nos próximos posts a relatar e mostrar as fotos e experiências de cada lugar.

 

Abraços

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  • 3 semanas depois...
  • 3 semanas depois...
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Levantamos mais tarde do que eu planejava, porém o frio era cada vez mais doloroso. Mesmo dormindo no hostel, saber que íamos encarar um dia de tempo ruim com chance de neve, já dava aquela desestimulada.. kkkkk

 

O vento cortava frio, e uma leve garoa caía. Arrumamos a band e embarcamos.

 

Saímos cerca de 09:50 de El Calafate e tínhamos como destino o Parque Torres del Paine, no Chile. Porém, íamos tomar um desvio da ruta 40, passando por Esperanza. Esse desvio ia nos tirar de um trecho de rípio muito ruim da ruta 40 e nos levar ainda a um ponto de abastecimento.

 

A estrada mais uma vez era pra se aplaudir de pé, o asfalto da melhor qualidade.

 

Após tomar novamente a 40 e andar uns 20km, vi ao longe que a paisagem estava com um aspecto estranho, como se tivesse uma neblina, uma chuva fina.

 

Mais alguns km e a ruta 40 começa a subir uma pequena serra e logo a chuva fina começou a cair mais devagar, foi virando um gelo derretido e logo em seguida os flocos de neve começaram a cair no para brisa.

 

A band sem ar quente estava como uma geladeira, e com a neve caindo, o frio estava de doer.. dirigir era complicado, as luvas não me agradavam pra segurar o volante, e sem ela, os dedos congelavam.. difícil escolha kkkkk

 

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Mesmo com a neve caindo, alguns motoristas insistiam em andar como se nada acontecesse. Eu reduzi a velocidade da band e fui cauteloso, afinal, a neve estava engrossando, e antes a pista já estava molhada, podendo formar gelo.

 

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Subimos até bastante, deu quase 850 metros de altitude. Ficamos em torno de uns 25km pegando neve e um vento lateral forte, vindo de oeste/sudoeste. O limpador sofria pra tirar a neve.

 

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Após descer a serra, continuamos até o encontro das RN 40 e RP 5. Tomando o sentido da RP 5, segue-se pra Esperanza, pela RN 40 para Tapi Aike.

 

Alguns km a frente, fomos parados por uma dupla de policiais. Pediram documentos e anotaram os passaportes numa prancheta que não devia ter mais que 5 carros até o momento.. e já eram quase meio dia kkkk

 

Esperanza nada mais é que um local que nasceu do entroncamento das rutas. Tem um hotel, um posto de gasolina e meia dúzia de casas. Serve de apoio para a operação de extração de petróleo que é bem presente na região patagônica sul.

 

Ali havia um YPF. Paramos para abastecer e comer algo.

 

Foram 30,454 litros, 13,13 pesos por litro, 400 pesos e o odômetro marcava 12406,7km.

 

Encontramos ali um grupo de motociclistas brasileiros que tinham como destino El Calafate. Alertei-os sobre a condição de neve na estrada e do forte vento lateral. Ficaram preocupados. e até sairmos do posto, não tinham decidido se continuavam a viagem naquele dia.

 

Comi alguns sanduíches e comprei adesivos pro carro na loja de conveniência.

 

Seguimos em ótima estrada de asfalto, tomando novo desvio da ruta 40(-51.132640, -71.9373190), seguindo sempre pelo asfalto, com destino a Estancia Cancha Carrera.

 

Quando encontramos novamente a 40, retornamos por ela alguns kms em rípio, e depois pegamos a bifurcação -51.256370, -72.226046 para chegar na aduana argentina.

 

Na aduana nos questionaram apenas se o carimbo de entrada era realmente do Paso Mayer, uma vez que não tinham vistos veículos de lá ainda hehehe

 

Seguimos pelo rípio e mais alguns km encontramos a aduana chilena, Paso Rio Don Guillermo. Como de praxe no Chile, formulários de alimentos. Sempre marque que você TEM algum item, se possível, até mostre, pois se disser que não possui e eles acharem, dá problema..

 

Trâmites feitos, seguimos. A ideia do dia era ir até o Mirador Cuernos, que fica do outro lado do Lago Nordenskjold. Porém o tempo estava péssimo, muito feio, um vento frio quase insuportável e ao longe víamos a neve chegando novamente, deixando o rastro branco pelas montanhas da região.

 

A estrada era um asfalto bem esburacado. Acho que é até pior, pois dá aquela vontade de andar mais, porém toda hora tem que frear pra um buraco.. se for terra, melhor que vai devagar direto.. kkk

 

Paramos em um mirador onde era possível observar os Cuernos, ou o que estava aparecendo entre as escuras nuvens..

 

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Na foto dá pra perceber o salpicado de neve nas partes mais baixas...

 

E é isso galera, essa foi a única foto que consegui de TODO o Parque.. o que veio pela frente só foi piorando e piorando..

 

Seguindo.

 

Tomamos a ruta Y-150, onde encontraríamos uma das portaria do Parque, podendo fazer o pagamento da taxa e pegar maiores informações. Esse trecho é rípio, porém havia um grande movimento de máquinas de terraplanagem e pavimentação, pis estão asfaltando as principais vias do Parque. Portanto, corram pra lá, aproveitem o rípio onde ele nos faz bem!

 

Nesse trecho, demos de cara, literalmente, com a tempestade. Ventava forte contra o carro, rajadas de areia, com chuva e neve. Dava pra assustar. O tempo estava preto.

 

Chegamos na portaria, entramos e conversamos com o guardaparque, ele nos dissse que não era seguro continuar por ali, que o melhor era seguirmos para a portaria Laguna Amarga, onde havia camping e refúgio. Nos disse que os próximos dias tinham péssima previsão.

 

Então voltamos pro carro, o qual era difícil até abrir a porta por conta do vento. Voltamos e seguimos para a outra portaria.

 

Chegamos lá debaixo de neve e já escurecendo. Eram 18:00.

 

Havia uma SUV com pneu furado parado e o dono trocando. Como estavam em dois, não oferecemos ajuda.

 

Fomos pra portaria e pagamos nossa entrada, custou algo próximo de 33 mil pesos chilenos. Pedimos a previsão do tempo e era +/- assim:

 

Amanhã, Neve e Ventos de 80 km/h

Depois, Chuva e Ventos de 120 km/h

Depois de Amanhã, Neve e Ventos de 100km/h

 

 

 

Desanimador heim? Parece previsão do fim do mundo!!!! kkkkkkkkkkk

 

Dali pro camping, eram 20 min. Mesmo com a previsão, tínhamos que dormir em algum lugar.

 

Voltando pro carro, vimos que ainda não haviam trocado o pneu.. perguntamos e percebemos que um dos homens era guardaparque e o outro, o dono do veículo. Este, estava com família e filho recém nascido.. Que lugar pra passear com a família heim?

 

Estavam tendo muita dificuldade, pois o estepe estava preso por um cabo de aço. Tiveram que cortar com serrinha. Começamos a ajudar então.

 

Após tirar o estepe, veio o desafio: tirar o pneu furado. Acredito que o cara andou tanto tempo com o pneu furado, que deve ter, ou esquentado a roda, fazendo uma quase solda no tambor de freio, ou empenado os parafusos, pois a bendita não saía por nada! OU OS DOIS!

 

Tentamos de tudo, martelada, corda, alavanca, spray... isso já estava de noite, neve caindo, as mãos congelando. Nada funcionava! E dava realmente dó vê-los naquela situação! Estava muito frio pra uma criança de colo..

 

Ficamos mais de 1:40 tentando.

 

Por fim o chileno me pediu pra tentar puxar a roda uma cinta presa na band.. disse que não ia fazer, pois podia danificar o veículo dele. Insistiu, pediu e disse que precisava tentar. Ok..

 

Amarrei a cinta na roda, puxei na band e o carro apenas caiu do macaco.. aquela roda não ia sair ali. Sem chance.

 

O frio doía as juntas dos dedos, o nariz, as orelhas. Até o corrimento do nariz tava congelando no bigode.. tava feia a situação!

 

Pedimos desculpas pra ele e tivemos que seguir. Eles ficaram a noite dentro do refúgio dos guardas.. situação muito difícil..

 

Seguimos pro camping. Muito escuro, muita neve, muito vento, muito frio. Demoramos até encontrar o local, mesmo com GPS. Lá também existe um hostel, grande, e de longe, me parecia estar muito quente lá dentro! Dava pra ver o pessoal com blusas!!! EITA INVEJA!

 

Pedi Jean pra descer e verificar a disponibilidade. Porém não era permitido sem reservas!!!!!!!!!!! O POVO RUIM!!!!!

 

Não tinha jeito, era barraca mesmo!

 

Encontramos o camping, fizemos o pagamento de 5000 pesos por pessoa. Havia ducha quente! Mas era tomar um banho quente e pegar uma pneumonia! Não dava!

 

Paramos o carro entre alguns pequenos arbustos. Cobri o capô da band com a lona da barraca pra evitar o frio extremo. Abrimos a barraca e montamos as coisas e preparamos uma janta super rápida, um miojo com sardinha pra esquentar a barriga.

 

Essa noite foi FODA. Usei meia-calça, segunda pele, dois moletons e calça de neve nas pernas, em cima eram duas segunda pele, moletom e jaqueta de neve.. luvas, gorros e um protetor pro rosto. Isso tudo somado aos dois cobertores mais o saco de dormir.. dormi confortável em questão de temperatura, mas o volume de roupas incomodava.

 

O ar dentro da barraca estava IDÊNTICO àquele que sai de dentro do freezer da sua casa quando você o abre pra pegar uma cerveja.. o mesmo cheiro, o mesmo gelar do rosto!

 

O dia foi complicado! E os próximos não davam sinal nenhum de melhora!

  • 2 semanas depois...
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Muito massa seu relato cara, estou acompanhando aqui desde o inicio e ansioso por mais detalhes. Parabéns pela Trip, com certeza ficará na memória de vcs pra sempre.

 

 

Grande abraço

  • 2 semanas depois...
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A neve cortou a noite.. e o frio foi intenso. MESMO.

 

O pior foi ter que acordar de noite pra ir mijar.. pensa numa situação incômoda! Sair debaixo dos cobertores, procurar a bota pra calçar, descer escada.. juro que a vontade era de mijar do segundo andar, mas convenhamos, o prejudicado com isso sou eu, você, todos nós. Portanto, fui no banheiro.

 

Volta e meia dava uma soprada de vento que fazia cair uns pingos de água gelada dentro da barraca. Na verdade, a barraca estava semi congelada por dentro. O pior ponto era o de onde vinha o vento, estava totalmente branco.

 

Acordei com o barulho de pessoas conversando. Dei uma espiada pra fora e estava nevando ainda. O chão, as árvores, a band, tudo estava coberto de neve. A visibilidade era baixíssima, e como a atividade do dia seria subir até o mirador das torres, por enquanto não estava valendo a pena começar a trilha.

 

Voltei a deitar.

 

Mais pessoas conversando, agora meninas. Pensei, só pode ser brincadeira. Saí da barraca de novo e vi umas 20, 30, 40 andando em meio a neve que estava virando chuva. Pareciam todas chinesas, falavam alguma língua asiática.

 

Pensei: 'minha nossa, as torres devem ser mais lindas do que eu estou imaginando.. pra essa mulecada estar indo debaixo de chuva e neve!'

 

Dei mais um tempinho e desci da barraca. Já eram quase 9h. Agitamos um café da manhã com biscoitos, pão, barrinhas de ceral(no ponto de quebrar o dente), capuccino.. deu pra iniciar o dia.

 

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Mas infelizmente a previsão do tempo estava certeira. A chuva era incessante, ventos fortes e a visibilidade das montanhas era zero.

 

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Enquanto o tempo não melhorasse, não íamos arriscar a saída.

 

Aproveitei pra arrumar a band, pois com a tentativa de ajuda do rapaz com o pneu furado, tirei várias coisas de dentro da caixa de ferramentas. Tentei também amarrar a seta da band. A base quebrou com a vibração. Consegui um pedaço de árvore em formato de forquilha, dei uma passada de silver tape, com durepoxi.. e travou.

 

A forquilha veio até aqui em Vitória. Minha mãe pegou e guardou na cristaleira junto com outros itens da família e disse: 'isso daqui vou mostrar pro seu filho pra ele entender o quão doido foi o pai dele!!'

 

kkkkkkkkkkkk

 

E as horas foram passando, nada melhorando.

 

Fui até a cabana do guarda parque para verificar como estava a previsão pros outros dias. A mesma coisa, neve/chuva, ventos fortes e chances remotas de tempo aberto. Ali na cabana vende alguns itens, como biscoitos, leite, água, itens de higiene.. até cerveja.. e falando em cerveja, já tava meio puto pela situação, acabei comprando uma. O rapaz só pegou ela da prateleira e me entregou, já estava trincando de gelada kkkk

 

Voltando pro carro, encontrei toda a garotada retornando da trilha.. todos molhados, resmungando.. era previsível né? Irresponsável foi o guia que mesmo com a situação quis tentar ir..

 

Enfiei minha cerveja num montinho de neve, enquanto fui procurar um amendoim pra petiscar.. afinal, já tava na merda, melhor ficar na merda tomando uma cerveja kkk

 

Gastamos mais um tempo ali.. já eram quase 2h da tarde. A decisão foi difícil, mas infelizmente, não havia chance de conseguirmos fazer o previsto ali.. decidimos ir embora de Torres del Paine. Tínhamos planejado 3 dias ali e fomos embora sem ver absolutamente nada.

 

Liguei a band, com aquele jeito manhoso dela, o gps, e voltamos pela mesma estrada até encontrarmos a ruta 9 novamente.

 

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Era perceptível que a região de Torres del Paine tinha um clima diferenciado, tanto que em alguns trechos mais ao leste, não havia um tempo tão fechado quanto lá.

 

Mas por conta do uso contínuo do limpador do para brisa, o danado do fusível queimou. Coisa simples né? Não quando tu tem que trocá-lo com um vento forte o suficiente pra fechar a porta em você.. vento gelado, carregado de chuva.. mas troquei. Seguimos viagem.

 

Encontramos a ruta 9, asfalto, congelado o suficiente pra soltar na banguela e ir no embalo com a band kkk

 

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Realmente, a neve é linda demais. Qualquer paisagem fica estonteante com o branco.

 

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O objetivo do dia era seguir até onde desse, se possível, até Punta Arenas, onde passaríamos a noite e no outro dia esticaríamos até Ushuaia.

 

A estrada estava linda, toda nevada, porém demandava muita atenção.

 

Fomos seguindo e chegamos em Puerto Natales, doidos pra almoçar alguma coisa. Porém estava tudo fechado, tudo! O máximo que conseguimos foi um COPEC com loja de conveniência.. compramos sanduíches, café e aproveitamos o wifi pra atualizar os parentes.

 

Puerto Natales é bem grande, tem muitas lojas e infraestrutura. Porém preferimos ir pra Punta Arenas.

 

Na saída da cidade, tive que parar a band para ajustar os limpadores, que estavam caindo e não voltando mais. Nisso começava mais uma das tempestades de neve. Quando fui sair, a band caiu num puta buraco, na verdade, na vala de escoamento de água. Não tinha visto ela! Bateu até o diferencial!

 

Só consegui sair com a tração ligada..

 

Passado o susto, seguimos.

 

Saímos no fim da tarde, eram umas 5h e o GPS indicava cerca de 3h de viagem. Seria fácil cumprir, visto que é só asfalto de qualidade. Porém fomos de encontro com uma grande nevasca. Essa era uma violenta! O vento soprava do sul com muita neve! O limpador quase não dava conta! Sabe aquela chuva torrencial na qual o limpador simplesmente parece que não faz diferença?? Era assim com a neve nessa ocasião!

 

Sério.. pensei em diversas vezes em parar o carro, mas seria até pior.. afinal, não havia nada na beira da pista. Iríamos parar e ficar congelando dentro do carro.

 

A situação estava terrível, visibilidade de menos de 20 metros, velocidade reduzida, uma escuridão tremenda e a pista escorregadia. A temperatura do motor não passava nem da metade do que deveria ficar..

 

A viagem que demoraria cerca de 3h se desenrolou em 4:30! Depois de muita, muita, muita neve, chegamos em Punta Arenas.

 

Estava tudo coberto de neve, as ruas, praças, casas.

 

Busquei pelo GPS alguma opção de hostel e nas primeiras tentativas, não achamos os locais. Depois encontramos um na beira-mar, Hostel Entre-Vientos, -53.147923, -70.885046. Guardem essas coordenadas se forem pra lá! É o MELHOR HOSTEL que já fiquei!!

 

Jean conferiu que tinham vagas, o preço foi surreal, se me lembro bem, 20 dólares com café da manhã!!

 

Estacionei a band na rua, em frente ao hostel e levamos as coisas pra dentro.

 

Vejam o estado da band! CONGELADA!

 

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Lá dentro estava quente e agradável.. tudo de bom.

 

Antes de ir tomar banho, o rapaz do hostel nos ajudou pedir uma pizza. Muito atencioso. O hostel era sensacional, muito novo, com vestiários limpos, quartos limpos, cozinha completa e muito organizada e uma sala de estar de frente pro mar com uma parede de vidro gigante! Parecia casa de cinema!! Me senti um rei depois de tantos perrengues na viagem!!

 

Tomei aquele banho.. depois de uns 2 ou 3 dias sem hehehe o cabelo estava até duro já kkkkkk

 

Rapidamente a pizza chegou. Levamos pra cozinha e comemos quase toda em dois.

 

Aproveitei o wifi e tomadas pra fazer uma geral nas fotos e atualizações.

 

Em Punta Arenas pegamos a temperatura mais baixa de toda a viagem: - 10ºC, não sei quanto de sensação, mas acredito pelo menos -15ºC..

 

No final do dia, ainda estava muito chateado por ter ido embora de Torres del Paine.. mas sempre ficava verificando a condição do tempo lá e nenhuma melhora. Ou seja, se ficássemos lá, só íamos passar frio..

 

 

Tracklog do último trecho em anexo!

12 - Torres del Paine - Puerto Natales - Punta Arenas.rar

Editado por Visitante

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Cara, que viagem sensacional, pretendo fazer algo parecido no ano que vem e gostei que você conseguiu unir ushuaia e carretera austral em 30 dias.

 

Que época do ano que vc foi? Eu vou de moto e não pretendo pegar neve assim não rs.

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