Por muitos anos eu e minha família adiávamos Jeri pelo “mito” de que tudo é caro demais, mas aquela pedra furada sempre foi um sonho meu e depois de reservar bastante dinheiro, tomamos coragem e fomos. Sempre digo que quem mora em Brasília não se assusta com os preços de lugar nenhum e dessa vez não foi diferente, achamos os preços super normais para uma vila simples e de difícil acesso. Usei menos da metade do dinheiro que juntei. Como essa viagem foi feita no final de junho do ano passado, com meus pais, final da baixa temporada, não me organizei para mostrar os preços exatos, mas vou tentar fazer uma estimativa.
Importante dizer que não estávamos no perfil mochileiro, então minha intenção é dizer o que realmente achei da cidade e dos passeios.
CHEGADA:
Peguei um Voo LATAM ida e volta BSB -> FOR por volta de R$ 400,00, sem promoção. Saímos rumo à Jeri no ônibus superconfortável da Fretcar (passagens compradas antecipadamente pelo site, pegamos o ônibus semi-leito no aeroporto por 140,00 ida e volta/pessoa sem o transfer para a vila).
Os tranfers apenas de ida em uma Hilux custam entre R$ 450,00-R$500,00 até dentro da vila. Vale a pena? Talvez, se dividir por 4 pessoas e se quiserem chegar logo, já que a diferença para chegar é de umas 3hrs, mas como já tínhamos programado para “perder” o dia, decidimos economizar.
A viagem é tranquila, estrada no estilo “retona”, asfalto bom, o ônibus não vai pelo litoral, mas em compensação passa por parques eólicos bem interessantes! O ônibus faz apenas uma parada para um lanche/almoço rápido e segue até um posto de gasolina, onde fica o estacionamento, para pegar o “pau de arara” e seguir para a vila. Quem não comprou o transfer para a vila, compra lá na hora mesmo sem nenhum problema.
Dica: Fomos à noite e o vento estava forte, para quem não conseguir ou não preferir ficar dentro do carro, recomendo levar uma blusa de frio leve e um lenço para segurar os cabelos. A ida até Jeri a noite é mágica, um céu cheio de estrelas indescritível!
O transfer deixou cada pessoa em seus devidos lugares de hospedagem.
HOSPEDAGEM:
Para economizar, escolhemos Airbnb e demos a sorte de achar a Casa da Lydie (https://goo.gl/Ee8BdA) O total, com as taxas foi de R$1359,42 para 3 pessoas, 6 dias. Não acredito que tenha uma opção melhor para hospedagem, nem mesmo no famigerado Essenza . A casa é muito bem localizada, superequipada, limpa, linda de morrer! 3 quartos (2 suítes), varanda com rede e sofá, cozinha, e vista para o por do sol. Acredito que é importante detalhar estadias em Airbnb, então tirei muitas fotos da experiência. Acho que a casa é um “puxadinho” do hotel La Villa, pois tem o mesmo estilo do hotel. Nossa hospedagem dava direito de aproveitar as dependências e café da manhã do hotel ao lado se houvesse consumo. O café da manhã supercompleto e delicioso custou R$60,00 por pessoa, que aproveitamos uma vez. Os drinks e petiscos bem servidos estavam em torno de R$ 18 – R$20 e R$20 – R$30, respectivamente. Salvou em um dia que voltamos do passeio mortos de cansaço!
Entrada da casa
Dependências do Hotel La Villa:
Café da manhã
PASSEIOS:
PEDRA FURADA: Fomos a pé, de manhã com a maré baixa saindo da praia principal. Não demora muito para chegar, cerca de 40 minutos, e o percurso é lindo, mar quentinho, rochas coloridas, cavernas e piscinas naturais, e é tranquilo.
No caminho, paramos para tomar banho na praia malhada que, na minha opinião, é a melhor da vila, mas infelizmente quase não tem estrutura de barraca, apenas um senhor que aluga guarda sol e vende água/água de coco/refri e cerveja, a preços de quem não tem concorrência. Enfim chegamos na pedra e... LOTADO DE TURISTAS! Estava lotaaaaaaado! Chega bateu um desânimo... Mas logo vimos que era um grupo dos passeios e logo foram embora, deixando o lugar praticamente vazio. Chegaram outros, e também logo foram embora, e assim foi. É só ter paciência.
O cartão postal é bem bonito, a rocha tem coloração rosada, não decepcionou!
Porém na volta... SOCORRO! A maré tinha subido e não havia mais caminho pela praia, então tivemos que subir um morro bem íngreme para voltar por “cima”! Aí sim é difícil de verdade! O sol de matar só piorou a situação! Se for fazer esse passeio a pé, leve muita água e abrigo! Não recomendo para idosos.
Praia de Jeri com a maré baixa.
Caminho para praia malhadaPraia malhadaCaminho de volta
DUNA DO POR DO SOL:
É lindo, apenas!
Dica: Uma boa opção é alugar um cavalo para andar na encosta da duna por R$50,00/1h (preste atenção na condição dos cavalos, caso decida alugar. Verifique se o animal tem machucados e se está bem nutrido, limpo e escovado. Próximo a casa tinha um senhor que cria e vimos que eram bem tratados).
Atenção: venta muito mesmo e é um pouquinho frio. Fica lotado apenas em uma parte da duna, o começo, mais pro final praticamente não tem gente.
LITORAL LESTE, as Lagoas:
Contratamos o passeio com o pessoal da própria associação de bugueiros (fica uma barraquinha na frente do Supermercado Tem Tudo, ao lado do Samba Rock). Custou R$250,00 as 3 pessoas. Acaba que é tudo tabelado e preferimos ajudar a comunidade.
LAGOA PARAÍSO:
Fomos direto para lá, com uma parada em uma pequena lagoa que não sei o nome, só para fotos. É bem bonita. Chegamos no paraíso por volta de 10h e como não fomos primeiro para a Pedra Furada, o lugar estava bem vazio.
O lugar é um Beach Club badalado, ótima estrutura, com comidas e bebidas caríssimas. Porém não paga para sentar nas cadeiras normais e nem para usar os banheiros, pelo menos.Fica tocando uma música meio lounge, meio eletrônica (bem chata e enjoativa para quem não curte). 12hrs é o horário ideal para observar a lagoa, já que o sol está a pino. É realmente belíssima, um verdadeiro oásis e ficar naquelas concorridas redes é maravilhoso .
10hrsR$100,00 para ficar nas espreguiçadeiras
12hrs
LAGOA AZUL:
Fomos depois da Paraíso e sinceramente? Muito sem graça! Talvez por que ela estava com muita água e por que fomos no Paraíso antes! Talvez seja melhor ir nessa antes para manter a expectativa lá em cima, depois da Lagoa do Paraíso todas as outras perdem um pouco da graça. A água é bem parada, funda e cheia de peixes. Em compensação, é notavelmente mais barato do que a Paraíso. Almoce e beba por lá, se preferir, a comida parece boa e bem servida! Cerveja bem gelada, 600 por R$9,00! Não tocou música, então o lugar é bem tranquilo. As mesas e cadeiras ficam dentro da água.
PREÁ:
Vila de pescadores bem simples. Mar agitado e areia cheia de conchas. Almoçamos na Barraca da Mônica por recomendação do guia. O lugar é bonito, mas achei que veio pouca comida para o valor (R$ 70 o prato com camarões pequeníssimos), serve pouco, mas é gostoso. Na vila compramos peixinhos e camarões para abastecer nossa geladeira, o preço é ótimo e é tudo fresco!
ÁRVORE DA PREGUIÇA:
Parada de 5 minutos. Apenas uma árvore seca (apesar de viva) retorcida e deitada. É bem bonita, mas é só um lugar para tirar foto (Se você der sorte de pegar o lugar vazio...). Para falar a verdade, você vê muitas dessas árvores pelo caminho, acredito que essa seja a maior.
LITORAL OESTE:
Também pela associação, R$150 3 pessoas.
Não fomos ver os cavalos marinhos e seguimos direto ver as árvores secas, é um ambiente bem interessante! Nunca tinha visto nada parecido. As fotos ficam lindas.
DUNAS:
O motorista do bugue fez umas voltas bem legais, passeio com emoção! Você pode parar nas lagoas que ficam no caminho para fazer um skibunda.
LAGOA DE TATAJUBA:
É aqui que tem o cardápio vivo. Quando fomos, só tinham 2 famílias além da nossa. A lagoa é uma delícia, existem redes dentro da água também. Comida muito bem servida e muito gostosa, para 3 pessoas sobrou e foi R$ 80,00 o peixe mais guarnições a vontade! Se acabasse era só pedir que traziam mais. Aluguei um SUP por R$40,00 o tempo que eu quisesse. É um lugar para relaxar. A cor da água não se compara com a das outras lagoas, mas é tão paradisíaco quanto! Ficamos até cansar.
CIDADE:
A vila é simples, cheia de areia. Não há asfalto, então nem considere levar salto ou sapatos elaborados, lá só andam de tênis, chinelo ou descalço mesmo. Como estávamos com uma casa, não gastamos muito com comida, apenas no mercado (os preços são bons!). Comemos na excelente hamburgueria EAT On The Street uma noite, preço normal em torno de R$25-30 e na famosa pizza de metro Peperino, também bem gostosa. E pela vila tem em vários barzinhos legais e restaurantes do “PF” ao gourmet.
Nem cogitamos alugar uma cadeira na praia principal, pois é cobrado por hora e a praia não é lá essas coisas, achamos coisa de gringo desavisado. Há várias lojinhas e boutiques, tudo bem caro e nada de especial. Porém, quero chamar atenção para a Associação das Crocheteiras. Nunca na vida achei que iria comprar um vestido de crochê belíssimo por R$40,00. Tudo feito a mão, impecável. Comprei porta guardanapo, vestidos, bolsinhas, tops e lembrancinhas.
CONSIDERAÇÕES:
Há muito hype em cima de Jeri, percebi que transformaram uma simples vila de pescadores em um lugar com desnecessária fama de badalada. Realmente, há uma estrutura meio hippie-chic mas em sua maior parte, Jeri continua sendo uma vila de pescadores, e ainda é tudo muito simples, não há nem necessidade de extravagância, eu só usei biquíni e shorts o tempo inteiro. Há um rebulinho de pessoas ricas que chegam por lá de helicóptero e ficam hospedados no Essenza com suas festas barulhentas, mas fica por isso mesmo. O clima de simplicidade é predominante.
Separe e leve dinheiro em espécie, lá não tem caixa eletrônico (meio impossível para um carro forte chegar lá, né?) e muita coisa só vende no dinheiro mesmo, inclusive o transfer da vila para pegar o ônibus de volta!
Ficamos 6 dias inteiros lá e no final das contas achamos muito. O ideal são 3 a 4 dias inteiros, ou 6 dias com passeio ao delta ou lençóis maranhenses. Acaba que depois de fazer os passeios não tem mais muita coisa para fazer.
Me arrependi de não ter feito o passeio para Barrinha e ter ido no restaurante Komaki. Considerem incluir esse passeio no roteiro!
Com muito planejamento dá pra fazer uma viagem custo-benefício e única!
Por muitos anos eu e minha família adiávamos Jeri pelo “mito” de que tudo é caro demais, mas aquela pedra furada sempre foi um sonho meu e depois de reservar bastante dinheiro, tomamos coragem e fomos. Sempre digo que quem mora em Brasília não se assusta com os preços de lugar nenhum e dessa vez não foi diferente, achamos os preços super normais para uma vila simples e de difícil acesso. Usei menos da metade do dinheiro que juntei. Como essa viagem foi feita no final de junho do ano passado, com meus pais, final da baixa temporada, não me organizei para mostrar os preços exatos, mas vou tentar fazer uma estimativa.
Importante dizer que não estávamos no perfil mochileiro, então minha intenção é dizer o que realmente achei da cidade e dos passeios.
CHEGADA:
Peguei um Voo LATAM ida e volta BSB -> FOR por volta de R$ 400,00, sem promoção. Saímos rumo à Jeri no ônibus superconfortável da Fretcar (passagens compradas antecipadamente pelo site, pegamos o ônibus semi-leito no aeroporto por 140,00 ida e volta/pessoa sem o transfer para a vila).
Os tranfers apenas de ida em uma Hilux custam entre R$ 450,00-R$500,00 até dentro da vila. Vale a pena? Talvez, se dividir por 4 pessoas e se quiserem chegar logo, já que a diferença para chegar é de umas 3hrs, mas como já tínhamos programado para “perder” o dia, decidimos economizar.
A viagem é tranquila, estrada no estilo “retona”, asfalto bom, o ônibus não vai pelo litoral, mas em compensação passa por parques eólicos bem interessantes! O ônibus faz apenas uma parada para um lanche/almoço rápido e segue até um posto de gasolina, onde fica o estacionamento, para pegar o “pau de arara” e seguir para a vila. Quem não comprou o transfer para a vila, compra lá na hora mesmo sem nenhum problema.
Dica: Fomos à noite e o vento estava forte, para quem não conseguir ou não preferir ficar dentro do carro, recomendo levar uma blusa de frio leve e um lenço para segurar os cabelos. A ida até Jeri a noite é mágica, um céu cheio de estrelas indescritível!
O transfer deixou cada pessoa em seus devidos lugares de hospedagem.
HOSPEDAGEM:
Para economizar, escolhemos Airbnb e demos a sorte de achar a Casa da Lydie (https://goo.gl/Ee8BdA) O total, com as taxas foi de R$1359,42 para 3 pessoas, 6 dias. Não acredito que tenha uma opção melhor para hospedagem, nem mesmo no famigerado Essenza
. A casa é muito bem localizada, superequipada, limpa, linda de morrer! 3 quartos (2 suítes), varanda com rede e sofá, cozinha, e vista para o por do sol. Acredito que é importante detalhar estadias em Airbnb, então tirei muitas fotos da experiência. Acho que a casa é um “puxadinho” do hotel La Villa, pois tem o mesmo estilo do hotel. Nossa hospedagem dava direito de aproveitar as dependências e café da manhã do hotel ao lado se houvesse consumo. O café da manhã supercompleto e delicioso custou R$60,00 por pessoa, que aproveitamos uma vez. Os drinks e petiscos bem servidos estavam em torno de R$ 18 – R$20 e R$20 – R$30, respectivamente. Salvou em um dia que voltamos do passeio mortos de cansaço!
Entrada da casa
Dependências do Hotel La Villa:
Café da manhã
PASSEIOS:
No caminho, paramos para tomar banho na praia malhada que, na minha opinião, é a melhor da vila, mas infelizmente quase não tem estrutura de barraca, apenas um senhor que aluga guarda sol e vende água/água de coco/refri e cerveja, a preços de quem não tem concorrência. Enfim chegamos na pedra e... LOTADO DE TURISTAS! Estava lotaaaaaaado! Chega bateu um desânimo... Mas logo vimos que era um grupo dos passeios e logo foram embora, deixando o lugar praticamente vazio. Chegaram outros, e também logo foram embora, e assim foi. É só ter paciência.
O cartão postal é bem bonito, a rocha tem coloração rosada, não decepcionou!
Porém na volta... SOCORRO! A maré tinha subido e não havia mais caminho pela praia, então tivemos que subir um morro bem íngreme para voltar por “cima”! Aí sim é difícil de verdade! O sol de matar só piorou a situação! Se for fazer esse passeio a pé, leve muita água e abrigo! Não recomendo para idosos.
É lindo, apenas!
Dica: Uma boa opção é alugar um cavalo para andar na encosta da duna por R$50,00/1h (preste atenção na condição dos cavalos, caso decida alugar. Verifique se o animal tem machucados e se está bem nutrido, limpo e escovado. Próximo a casa tinha um senhor que cria e vimos que eram bem tratados).
Atenção: venta muito mesmo e é um pouquinho frio. Fica lotado apenas em uma parte da duna, o começo, mais pro final praticamente não tem gente.
LITORAL LESTE, as Lagoas:
Contratamos o passeio com o pessoal da própria associação de bugueiros (fica uma barraquinha na frente do Supermercado Tem Tudo, ao lado do Samba Rock). Custou R$250,00 as 3 pessoas. Acaba que é tudo tabelado e preferimos ajudar a comunidade.
Fomos direto para lá, com uma parada em uma pequena lagoa que não sei o nome, só para fotos. É bem bonita. Chegamos no paraíso por volta de 10h e como não fomos primeiro para a Pedra Furada, o lugar estava bem vazio.
O lugar é um Beach Club badalado, ótima estrutura, com comidas e bebidas caríssimas. Porém não paga para sentar nas cadeiras normais e nem para usar os banheiros, pelo menos. Fica tocando uma música meio lounge, meio eletrônica (bem chata e enjoativa para quem não curte). 12hrs é o horário ideal para observar a lagoa, já que o sol está a pino. É realmente belíssima, um verdadeiro oásis e ficar naquelas concorridas redes é maravilhoso
.
Fomos depois da Paraíso e sinceramente? Muito sem graça! Talvez por que ela estava com muita água e por que fomos no Paraíso antes! Talvez seja melhor ir nessa antes para manter a expectativa lá em cima, depois da Lagoa do Paraíso todas as outras perdem um pouco da graça. A água é bem parada, funda e cheia de peixes. Em compensação, é notavelmente mais barato do que a Paraíso. Almoce e beba por lá, se preferir, a comida parece boa e bem servida! Cerveja bem gelada, 600 por R$9,00! Não tocou música, então o lugar é bem tranquilo. As mesas e cadeiras ficam dentro da água.
Vila de pescadores bem simples. Mar agitado e areia cheia de conchas. Almoçamos na Barraca da Mônica por recomendação do guia. O lugar é bonito, mas achei que veio pouca comida para o valor (R$ 70 o prato com camarões pequeníssimos), serve pouco, mas é gostoso. Na vila compramos peixinhos e camarões para abastecer nossa geladeira, o preço é ótimo e é tudo fresco!
Parada de 5 minutos. Apenas uma árvore seca (apesar de viva) retorcida e deitada. É bem bonita, mas é só um lugar para tirar foto (Se você der sorte de pegar o lugar vazio...). Para falar a verdade, você vê muitas dessas árvores pelo caminho, acredito que essa seja a maior.
LITORAL OESTE:
Também pela associação, R$150 3 pessoas.
Não fomos ver os cavalos marinhos e seguimos direto ver as árvores secas, é um ambiente bem interessante! Nunca tinha visto nada parecido. As fotos ficam lindas.
O motorista do bugue fez umas voltas bem legais, passeio com emoção! Você pode parar nas lagoas que ficam no caminho para fazer um skibunda.
É aqui que tem o cardápio vivo. Quando fomos, só tinham 2 famílias além da nossa. A lagoa é uma delícia, existem redes dentro da água também. Comida muito bem servida e muito gostosa, para 3 pessoas sobrou e foi R$ 80,00 o peixe mais guarnições a vontade! Se acabasse era só pedir que traziam mais. Aluguei um SUP por R$40,00 o tempo que eu quisesse. É um lugar para relaxar. A cor da água não se compara com a das outras lagoas, mas é tão paradisíaco quanto! Ficamos até cansar.
CIDADE:
A vila é simples, cheia de areia. Não há asfalto, então nem considere levar salto ou sapatos elaborados, lá só andam de tênis, chinelo ou descalço mesmo. Como estávamos com uma casa, não gastamos muito com comida, apenas no mercado (os preços são bons!). Comemos na excelente hamburgueria EAT On The Street uma noite, preço normal em torno de R$25-30 e na famosa pizza de metro Peperino, também bem gostosa. E pela vila tem em vários barzinhos legais e restaurantes do “PF” ao gourmet.
Nem cogitamos alugar uma cadeira na praia principal, pois é cobrado por hora e a praia não é lá essas coisas, achamos coisa de gringo desavisado. Há várias lojinhas e boutiques, tudo bem caro e nada de especial. Porém, quero chamar atenção para a Associação das Crocheteiras. Nunca na vida achei que iria comprar um vestido de crochê belíssimo por R$40,00. Tudo feito a mão, impecável. Comprei porta guardanapo, vestidos, bolsinhas, tops e lembrancinhas.
CONSIDERAÇÕES:
Há muito hype em cima de Jeri, percebi que transformaram uma simples vila de pescadores em um lugar com desnecessária fama de badalada. Realmente, há uma estrutura meio hippie-chic mas em sua maior parte, Jeri continua sendo uma vila de pescadores, e ainda é tudo muito simples, não há nem necessidade de extravagância, eu só usei biquíni e shorts o tempo inteiro. Há um rebulinho de pessoas ricas que chegam por lá de helicóptero e ficam hospedados no Essenza com suas festas barulhentas, mas fica por isso mesmo. O clima de simplicidade é predominante.
Separe e leve dinheiro em espécie, lá não tem caixa eletrônico (meio impossível para um carro forte chegar lá, né?) e muita coisa só vende no dinheiro mesmo, inclusive o transfer da vila para pegar o ônibus de volta!
Ficamos 6 dias inteiros lá e no final das contas achamos muito. O ideal são 3 a 4 dias inteiros, ou 6 dias com passeio ao delta ou lençóis maranhenses. Acaba que depois de fazer os passeios não tem mais muita coisa para fazer.
Me arrependi de não ter feito o passeio para Barrinha e ter ido no restaurante Komaki. Considerem incluir esse passeio no roteiro!
Com muito planejamento dá pra fazer uma viagem custo-benefício e única!