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Dicas das estradas - De Curitiba ao Peru e Bolívia.

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Este tópico é para ajudar as pessoas que quiserem fazer o mesmo roteiro que eu fiz nesta minha viagem de 2017/18.

O trajeto todo foi feito por mim e mais 3 amigos no meu carro, um Renault Symbol 1.6 16v 2013 em companhia de um colega e seu filho em um Jeep Liberty 2006. Nó dois não tivemos nenhum problema mecânico nos carros. Apenas o meu de vez em quando acusava alta temperatura, mas era um problema de sensor.

O roteiro que eu fiz foi o seguinte:

1º    26/12/17    Curitiba a Ita-ibate AR                                                 1049
2º    27/12/17    Ita-Ibaté a Salta (Campo Quijano)                             1022
3º    28/12/17    Campo Quijano a SPAtacama Chile (paso Sico)    477
4º    29/12/17    SPAtacama a Tacna - Peru                                         848
5º    30/12/17    Tacna a Copacabana Bolívia                                     484
6º    31/12/17    Isla del Sol - Titicaca    0
7º    01/01/18    Copacabana - Bol a Puno - Peru                               143
8º    02/01/18    Puno ilhas de Uros a Areiquipa                                 294
9º    03/01/18    Arequipa    0
10º    04/01/18    Arequipa a Chivay                                                     162
11º    05/01/18    Chivay e vale do Colca                                             200
12º    06/01/18    Chivay a Cusco                                                          383
13º    07/01/18    Cusco – descanso e aclimatação                          100
14º    08/01/18    Cusco a Ollantaytanbo a Machu Picchu                75
15º    09/01/18    Machu Picchu e retorno a Cusco                            75
16º    10/01/18    Cusco a Desaguadero - Peru                                   534
17º    11/01/18    Desaguadero a Uyuni                                               619
18º    12/01/18    Uyuni – passeios                                                      100
19º    13/01/18    Uyuni a Calama                                                        425
20º    14/01/18    Calama a Atacama e Passeios                             200
21º    15/01/18    SPAtacama a Purmamarca (Paso Jama)            412
22º    16/01/18    Purmamarca a Salta                                               155
23º    17/01/18    Salta descanso                                                        100
24º    18/01/18    Salta a Cafayate (via Cuesta del Obispo)            320
25º    19/01/18    Cafayate – vinicolas                                               100
26º    20/01/18    Cafayate a Charata                                                  718
27º    21/01/18    Quimili a San Ignácio                                             675
28º    22/01/18    San Ignácio a Curitiba                                           834
total                                                                                                        10600 KM


 

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De Curitiba a Ita Ibaté 1052 Km

Eu segui primeiramente até Ponta Grossa para pegar dois outros integrantes do grupo. Neste trecho a estrada está muito boa só que tem dois pedágios até lá. O valor dos pedágios é de R$ 19,70 (preço atual) e o gasto de gasolina considerando o consumo de 13 Km/l que tive de média foi de R$ 29,82.

No trecho seguinte fomos de Ponta Grossa em direção a Barracão PR / Dionísio Cerqueira SC que são cidades gêmeas e fazem divisa com Bernardo de Irigoyen na Argentina. Neste trecho fomos de Ponta Grossa a Guarapuava e alguns quilômetros a frente entramos a esquerda no sentido de Pato Branco e Barracão. O trecho que é da rodovia pedagiada, até entrarmos para Pato Branco é muito bom e sem problemas. O trecho seguinte até a divisa também está bom , mas com algumas poucas imperfeições no caminho. No trecho argentino de Bernardo de Irigoyen até Eldorado a estrada é razoável, entretanto tem muitas curvas.  No trecho de Eldorado a Ita Ibaté a estrada está excelente.

A Passagem na divisa é fácil e rápida pois não tem o movimento de Foz do Iguaçu, recomendo muito. Não tem nem revista dos carros.

Pedágios R$ 36,40 e consumo no Brasil de R$ 121,00, na Argentina R$ 184,00.  Houve dois pedágios neste trecho aregntino a 20 pesos cada.

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De Ita-Ibaté a Salta 991 km

Neste longo trecho de 991 km a estrada até Corrientes está excelente, pena que passa por dentro desta cidade o que faz com que o ritmo caia e o transito é um pouco confuso. 

Depois da ponte sobre o rio Paraná seguimos um looooooongo retão de uns 500 Km de asfalto muito bom, menos um trecho de mais ou menos 40 Km entre Monte Quemado e Toco Pozo que está em péssimas condições e onde se deve trafegar a no máximo 60 km/h. No restante da estrada um piso muito bom e chegando a excelente perto da entrada da cidade. Dois pedágios neste trecho a 30 e 15 pesos e o custo de combustível foi de mais ou menos R$ 396, 00.

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Salta a San Pedro de Atacama via paso Sico (terra) 519 km

A estrada aqui começa a subir a pré cordilheira dos Andes. Seguimos por Campo Quijano até San Antonio de los Cobres a 3770 m com asfalto. Lá abandonamos o asfalto e seguimos pela boa estrada de terra até a divisa com o Chíle, são apenas 132 Km. Passa-se com o carro a 4560 m de altitude. O carro sente a falta de oxigênio e a gente também. Depois da divisa com o Chile tem asfalto excelente até San Pedro de Atacama.  Gasto de gasolina a R$ 205,00.

Em San Antonio de Los Cobres tente comprar folhas de coca, isso vai ajudar na subida dos Andes, pois mascando a folha vc tem menos problemas com a altitude. Se não achar lá, no Atacama vc achará com facilidade.

A fronteira do paso Sico é integrada Chile e Argentina. É demorada mas não muito e tem revista nos carros.

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San Pedro de Atacama a Tacna - Peru - via estrada do Pacífico 848 Km

Neste segmento nós saímos de San Pedro de Atacama até Calama e de lá até Tocopilla, depois Iquique e a seguir Tacna Peru.

Esta rota aumenta quase 100 Km o trajeto, mas acrescenta beleza também.

As estradas do Chile são um espetáculo a parte, todas perfeitas. E o trecho que passa ao lado do oceano Pacífico é de uma grande beleza, pena que é muito travado em virtude das inúmeras curvas e de se ter que passar por dentro de Iquique para depois pegar de volta a ruta Panamericana n° 5. Depois de Iquique na Ruta 5, segue-se pelo deserto e de vez em quando se desce até o vale de um rio para depois subir novamente.

A aduana Chile / Peru é integrada também e se vc levar sorte pode ser rápida. Nós levamos azar e chegamos depois de dois caminhões que iam trabalhar no Raly Dakar e tbm justo na troca de turno dos peruanos, por causa disso demoramos umas quase 3 horas para passar. E tem que passar as bagagens por uma máquina de raios X. Não tem pedágios neste setor e o gasto com gasolina foi mais ou menos R$ 320,00.

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Tacna - Peru a Desaguadero a Yunguyo 501 Km

Tem outras rotas que podem ser feitas neste trecho, mas esta é adequada a carros 4x2 por ser toda asfaltada. Não conheço as outras rotas para dizer se é seguro ou se só passa 4x4.

De Tacna segue-se pela ruta 1s no meio do deserto peruano até Moquegua. Uma estrada boa, mas uma região feia de se ver. Tem até placa dizendo: doa-se terreno, de tão desolado que é o lugar. Após Moquegua a estrada começa a subir os Andes e a vegetação se modifica. Deve-se ter muito cuidado nesta região pois existem desmoronamentos que ocorrem constantemente por ali, eu mesmo apesar de ser avisado pelo pessoal do pedágio passei por cima de umas pedras, porém nada aconteceu com o carro.

Neste trecho a rodovia é a 34D que depois vira a 36A. Na altitude de 4530 m em Chilligua tem uma parada que é o ponto mais alto neste primeiro trecho. No quilômetro 99 vc deve seguir a direita pois a esquerda se segue pela interoceanica sur e se chega a Puno. A partir daqui a estrada sobe mais ainda e chega-se a 4880 m de altitude. Chegamos a encontrar neve caída neste trecho. 

Importante dizer que depois de Torata, cidade que se passa ao lado, não tem mais postos de gasolina. São 271 Km.

Seguindo a excelente ruta 36A, chamada de carretera binacional (pois vai para a Bolívia), chega-se a feia Desaguadero que tem 3 postos de gasolina. Os dois primeiros são muito feios e somente o terceiro, já depois de sair da cidade, tem um aspecto confiável.

Depois de Desaguadero, fomos pela ruta regional PU 130, que contorna o cerro Khapia e chega em Yunguyo por trás. Resista de fazer este caminho, é péssimo, tem muitas curvas e lombadas abundantes. Fora que chega por trás da cidade que tem ruas muito estreitas e é uma confusão só. A estrada que segue em direção a Puno e depois vira a direita após o cerro é muito melhor.

Custo de combustível de mais ou menos R$ 185,00 e dois pedágios de 7,50 soles cada.

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Esta é a rota mais adequada depois de Desaguadero a Yunguyo.

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Yunguyo a Puno 132 Km

Em Yunguyo deixamos o carro no Hostal Kanamarka (não recomendo este lugar) e fomos de van até a divisa fizemos imigração na Bolívia, depois pegamos outra Van até Copacabana, na margem do Titicaca e depois pegamos um barco para  a Isla del Sol. Tem outro hostal chamado Summita que tem estacionamento e parece ser bem melhor. A estrada do lado Boliviano está cheia de buracos. Recomendo aos viajantes que apenas querem ir a Copacabana e a Isla do Sol e que vão voltar ao Peru deixarem seus carros no Peru, assim evita um tramite bem mais demorado de entrada e saída e vice versa. 

De Yunguyo A Puno a estrada passa por diversas cidades. Cuidado ao seguir o GPS, ele as vezes manda entrar nas cidades sem necessidade. A estrada é boa, mas não rende bem por causa das cidades e vilas ao redor que fazem baixar a velocidade média. Por aqui rodamos a 3.800 m de altitude.

O custo de combustível foi de mais ou menos R$ 48,00 no consumo médio de 13 km/l.

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De Puno a Arequipa 310 km

Neste setor eu errei o caminho. Devia ter seguido no sentido de Tiquillaca e Mañazo assim desviaria a péssima Juliaca.

A estrada vai bem até entrar em Juliaca onde o trânsito é caótico e a cidade tem diversas ruas sendo arrumadas. Passando Juliaca a estrada volta a subir um pouco mais a cordilheira para depois descer a partir da região de Patahuasi. A estrada até aqui se mantem muito boa, entretanto com as curvas de uma estrada de serra. Tem umas retas quando entra na reserva nacional Salinas y Aguada Branca. Cuidado com vicunhas nesta região.

A descida da serra até Arequipa é muito bonita até chegar perto da cidade. Porém tem muitos caminhões descendo e por isso a descida tem de ser lenta, ainda mais se tiver neblina como na chegada nossa à cidade. Ao entrar a cidade a ruta se torna uma estrada perigosa pelo fato de os motoristas peruanos não terem amor a vida. É cada barbeiragem que da medo. Dirija em modo defensivo ao quadrado, estilo vovozão.

Gasta-se mais ou menos R$ 114,00 em combustível e tem dois pedágios de 3,90 soles cada.

 

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Caminho que eu fiz.

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Caminho que eu devia ter feito.

 

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Sensacional! Muito rico esse tipo de relato detalhado, certamente ajudará muito quem busca um roteiro semelhante.

Eu farei parte desse caminho, mas vamos sair de Cascavel/PR e ir em direção a San Pedro de Atacama, depois disso desceremos margeando o Pacífico até Santiago, retornando por Mendoza e Santa Fé.

Minha dúvida é exatamente nesse "trecho comum" de nossos roteiros, mais precisamente entre Resistência e Salta: vi pelo seu relato (e de outros colegas) que a estrada é uma retona e está em boas condições (com exceção ao trecho próximo a Monte Queimado), mas gostaria de saber como é a questão de infra-estrutura dos postos, se consegue-se banheiros e um lugar para comer um lanche ou almoçar. Poderia relatar sua experiência nesse trecho? E a questão da polícia na Argentina, foi tranquila? Levou kit de primeiros socorros e tudo o mais?

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3 horas atrás, Elder Walker disse:

Sensacional! Muito rico esse tipo de relato detalhado, certamente ajudará muito quem busca um roteiro semelhante.

Eu farei parte desse caminho, mas vamos sair de Cascavel/PR e ir em direção a San Pedro de Atacama, depois disso desceremos margeando o Pacífico até Santiago, retornando por Mendoza e Santa Fé.

Minha dúvida é exatamente nesse "trecho comum" de nossos roteiros, mais precisamente entre Resistência e Salta: vi pelo seu relato (e de outros colegas) que a estrada é uma retona e está em boas condições (com exceção ao trecho próximo a Monte Queimado), mas gostaria de saber como é a questão de infra-estrutura dos postos, se consegue-se banheiros e um lugar para comer um lanche ou almoçar. Poderia relatar sua experiência nesse trecho? E a questão da polícia na Argentina, foi tranquila? Levou kit de primeiros socorros e tudo o mais?

Ola Elder,

 

Então, este trecho tem postos em várias cidadezinhas. Paramos em alguns para ir ao banheiro. Via de regra os banheiros são precarios, principalmente para as mulheres pois geralmente não tem tampa. Os melhores postos são sempre os da rede YPF. Não posso falar de lugar para comer pq neste trecho compramos sanduíches e refrigerantes para só precisar parar em Salta, já que era uma grande distância.

A questão da polícia foi tranquila, fomos parados, mas só conferiam os documentos, perguntavam aonde iamos e liberavam. A dica é sempre falar apenas a próxima cidade que se vai. Quanto aos equipamentos eles não foram solicitados, entretanto sempre levei todo o equipamento solicitado: caixa de 1os socorros, cambão de ferro, dois triângulos.

Uma dica para vc que vai descer para Santiago é seguir pela ruta 5 depois de Antofagasta até o monumento La mano del desierto depois retornar uns 5 Km e pegar a ruta B-710 com destino a Taltal. Antes de descer até o nível do mar tem um belíssimo mirante. Também antes de descer tem a estrada que leva até o Observatório ESO no cerro Paranal a direita de quem vai a Taltal. Em Taltal tem uma sorveteria cujo o dono é brasileiro. Chama-se Sabores do Brasil e fica na praça central com um quiosque na praia que tem antes de chegar a cidade também. Neste trecho eu só fui até Copiapó.

 

Um abraço.

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    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por MarisaBrugnara
      Destino: Deserto do Atacama. Vontade: dirigir por várias das estradas mais bonitas e inóspitas da nossa América do Sul.  Além disso, a gente só sabia que ia passar pela fronteira por Dionísio Cerqueira e ir seguindo o caminho mais curto que o GPS nos deu até lá. Não reservamos hostel, muito menos passeios. A pesquisa sobre documentação do carro, itens obrigatórios, clima e alguns destinos foi suficiente. O resto, o destino deu conta: uma rota sem roteiro.

      Antes de atravessar a fronteira, decidimos dormir em Francisco Beltrão que fica a 470 km de Curitiba, só pra descansar. Atravessamos a fronteira entre Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen pra fazer o câmbio de reais para pesos e a Carta Verde já no lado argentino. Só é necessário preencher uma ficha de imigração na aduana informando seus dados pessoais e destino. GUARDE ESSA FICHA! Não cobram nenhuma taxa e não revistam o carro. O câmbio paralelo vale muito mais a pena do que o câmbio das casas de câmbio.
      1 real = 12 pesos – paralelo
      1 real = 8,5 pesos – casas de câmbio
      Carta verde: só existem 2 opções: 15 ou 30 dias. Pagamos (em reais mesmo) 100 reais pra 30 dias. Pedem o documento do carro, do motorista e tiram uma foto do carro.
      Os postos de gasolina ali aceitam reais ou pesos (enchemos o tanque em reais, pois valeu mais a pena).
      As estradas são ótimas na Argentina, e os pedágios quase inexistentes são baratos. Foram 4 ao todo, o mais barato 10 pesos e o mais caro 60 pesos.
      Recomendo parar em Ituzaingó pra dormir e abastecer o porta-malas com macarrão e empanadas, pois os mercados e lanchonetes são bem baratos. Além disso, é uma cidadezinha quente e “praiana” no meio do continente. O Rio Paraná passa por lá dividindo a Argentina e o Paraguai, e é usado como praia, muitos gaúchos preferem ir pra lá no verão ao invés de subir pras praias de Santa Catarina.
      Depois de Ituzaingó a viagem realmente começou. Assim que saímos da RN 12 e entramos na reta infinita da RN 16 a cor da bandeira da Argentina começa a fazer sentido. Um céu de azul imenso onde não se consegue enxergar o fim daquela terra encharcada pelos Chacos, tudo ainda a 200m do nível do mar. Vários povoados, algumas cidades grandes, muitas fazendas e várias opções de postos de combustível, ainda. As estradas são lisas e pouco movimentadas. Tivemos que ultrapassar caminhões pouquíssimas vezes, o cuidado maior é com animais atravessando a pista. Ambulantes vendem morangos gigantes e suculentos na estrada por apenas 80 pesos o kg.

      Decidimos parar para dormir em Monte Quemado, ponto de parada quase obrigatória para os motoqueiros. Tem apenas um hotel na beira da estrada que serve almoço e jantar, mas preferimos cozinhar macarrão com nosso fogareiro portátil. Economizamos muitos pesos com isso. A única parte ruim e esburacada da estrada dura uns 20km na saída de Monte Quemado. A partir daqui, já é possível enxergar a silhueta das montanhas que escondem as tão esperadas curvas.
      Depois da ferradura do mapa, começa o trecho mais surreal da viagem. Entramos na RN 9 – sem dúvidas, a rodovia mais bonita do norte da Argentina - e só o que se vê são montanhas. Por todos os lados. Secas, rochosas, com cactos, nevadas, de pedras, coloridas, rachadas, de todos os tipos possíveis. Alpacas, Vicunhas, Lhamas e Guanacos atravessam a rodovia e uma paisagem totalmente diferente aparece a cada km. Foto nenhuma é capaz de registrar essa imensidão.

      San Salvador de Jujuy é uma cidade enorme e barata. Perto dali ficam Purmamarca, Tilcara e Humahuaca: os passeios turísticos oferecidos por eles. Fique esperto com o horário de funcionamento do comércio: tudo fecha antes das 13 e reabre depois das 17.
      Encha o tanque em San Salvador de Jujuy. Depois dali, não há sinal de celular e o próximo posto fica a 200 km, em Susques. Mas não conte com isso! Um posto que fica a 3896 m de altitude nem sempre tem combustível. Não confie em todos os postos que aparecem no gps. Meu gps mostrou um numa cidade a 20 km de Jujuy. Chegamos lá, e era um posto desativado. Decidimos voltar a Jujuy para encher o tanque e garantir a viagem, foi a melhor decisão que tomamos. Dali pra frente, quase não há civilização.
      Então, conte com o trecho Jujuy > Paso de Jama  = 330 km. Não é necessário levar combustível extra.
      No hostel em Jujuy, fizemos o seguro de carro obrigatório para entrar no Chile: o Soapex. É feito pelo site mesmo, custou 12 dólares para 10 dias. Aqui, foi a primeira vez que reservamos um hostel, queríamos garantir pelo menos a primeira noite no Atacama pra decidir o que fazer nos outros dias. Encontramos 3 mineiros que estavam voltando do Atacama de moto. 1 deles, passou por algum objeto na pista e isso quebrou o cárter da moto, ele estava esperando o guincho pra voltar ao Brasil.

      (Não é preciso ir até Humahuaca pra ver montanhas coloridas, elas estão por toda parte. Essa é a estrada entre San Salvador de Jujuy e Purmamarca)
      Perguntamos a eles quanto tempo levaria nesse trecho Jujuy/ Atacama. Eles disseram que não faziam ideia, pois pararam tanto pra tirar foto de estrada, pedrinha verde, pedrinha amarela, plantinhas, nuvem, salares, curvas... que perderam as contas. E é fato, tambem não fazemos ideia de quanto tempo levamos. A cada km, a cada fim de curva, uma surpresa.  Pra esse trecho, saia cedo e aproveite o dia todo. Tínhamos pensado em parar em Susques pra dormir, mas conversando com eles vimos que não valia a pena, é um vilarejo com pouquíssimos hotéis caros e faz muito, muito frio.
      Depois de 2.000m de altitude, pisar no acelerador não é a mesma coisa. O carro vai perder potência, a luz do motor vai acender, o aviso de neve na pista vai aparecer. Mas quem fizer essa viagem vai entender que andar acima de 60km/h não é necessário – e nem é possível com tantas curvas de 180 graus.

      Lagunas e montanhas de cores inexplicáveis por todo caminho. 
       
      Atenção para a fronteira da Argentina com o Chile, o Paso de Jama: como fica a 4800m de altitude, às vezes fecha por condições meteorológicas. Conferir antes de sair nesse site:
      https://pasosfronterizos.com/paso-jama.php
      Ali em Jama, deixamos o carro estacionado e fomos fazer os trâmites aduaneiros. O frio, o vento e a altitude aceleram o coração e nos dão uma falta de ar repentina. Na aduana, pedem apenas nossas identidades, documento do carro, carteira de motorista do condutor e AQUELA FICHA que preenchemos na fronteira do Brasil com a Argentina. Isso acontece várias vezes em vários guichês diferentes. Carros particulares tem preferência na fila J (escapamos das filas enormes dos ônibus de turistas e do raio-x das malas). GUARDE TODOS OS PAPÉIS QUE A ADUANA TE ENTREGAR, eles serão devolvidos na volta. Depois, tivemos que parar o carro debaixo de uma parte coberta no meio da pista na saída da aduana, tirar tudo de dentro e colocar sobre uma mesa para o guarda abrir e apalpar todas as mochilas/sacolas/sacos de dormir e ver se não estávamos levando nada perecível – o controle deles é muito rígido com frutas e legumes, por isso levamos apenas macarrão, molho e enlatados para passar a fronteira. Se precisar, ali tem um posto de combustível, mas tocamos direto até o Atacama ainda com a gasolina de Jujuy.
      Depois de Jama, há uma declive imenso de uns 2500m de altitude durante 150 km até o Atacama, sempre vigiados pelo imponente vulcão Licancabur. Do lado direito, fica a Bolívia, e por todos os lados, cadeias de montanhas e vulcões. O vento forte dificulta a direção e quase tira o carro do chão quando carros passam do outro lado da pista.

      O ATACAMA
      O destino viajante veio a nosso favor mais uma vez. O hostel que havíamos reservado – Valle del Desierto - ficava retirado do centro da cidade (escolhemos assim pra ter um lugar seguro para deixar o carro, pois no centro é tudo muito apertado e não tem estacionamento) e era cuidado por um casal de brasileiros, o Gabriel e a Carol. Foi o melhor lugar que podíamos ter achado, com direito a churrasco brasileiro, fogueira nas noites mais frias e uma vista do Licancabur, que ficava em tons rosados todos os dias na hora do pôr do sol. Haviam várias kombis viajantes estacionadas e gente do mundo todo, pois era véspera do feriado das festas pátrias – do dia 14 ao dia 19 – e vários intercambistas de Santiago sobem para o deserto.
                 
      Ficamos cerca de 10 dias ali, na primeira semana aproveitamos o sossego, nos últimos 2 dias os banhos que eram ótimos já começaram a ficar frios devido ao feriado (o hostel  e a cidade ficaram lotados!).
      A cidade é bem pequena, e só há comércio voltado para o turismo.
      Há várias vendinhas, quitandas e sorveterias espalhadas pela cidade. Usamos várias, pois cozinhamos bastante no hostel. Nas vendinhas não há bebidas alcoólicas, pois elas só podem ser compradas em Botillerías por motivos de legislação. É seguro tomar água da torneira quando a cidade está vazia, quando está cheia, prefira água engarrafada.
      Como nem só de macarrão vive o viajante, comemos muitas empanadas, que são bem grandes, tem quase em todas as vendinhas e custam sempre cerca de 1500 pesos. Também tomamos muito chá de coca, que é um ótimo digestivo. Nem procure restaurantes, vá direto ao Los Carritos. A comida é MUITO boa e é o melhor custo benefício da cidade. Peça os nomes mais esquisitos e se surpreenda com o que vai vir. Pra quem está com fome: 2500 pesos. Pra quem está com muita fome: 3800 pesos. Tem opções vegetarianas também.
      Os sorvetes, a Chicha Cocida (que é uma bebida alcoólica) e o Mote com Huesilhos têm sabores muito diferentes de qualquer coisa que você já tenha comido. As pêras são mais suculentas, os cactos tem frutos e aquelas árvores com florzinhas amarelas deixam cair ao chão castanhas duras e doces. Guarde esses nomes e se surpreenda com os sabores: ayrampo, chañar, rica rica, algarrobo, pomelo rosado, llucuma.
      Como em setembro é o final do inverno, pegamos vários tipos de clima. O sol é a única certeza. Os narizes sangraram nos dias de 4% de umidade e nuvens apareceram no céu quando uma frente fria se aproximou. Nesses dias, já não era possível colocar shorts e camiseta durante o dia sem um corta-vento e as noites eram salvas pelas segundas peles e o saco de dormir usado sob as cobertas. Importante: leve pelo menos um conjunto de segunda pele, 1 par de meias de inverno e um saco de dormir simples, mesmo que seja no verão. Eles salvaram a minha vida. Durante algumas madrugadas, fizeram temperaturas negativas – mesmo não sendo típico da época do ano – e tive que dormir de segunda pele, dentro do saco de dormir, debaixo das cobertas do hostel! Quando esfriava assim durante a madrugada, dava pra perceber quando saíamos de manhã que os vulcões estavam mais brancos de neve que no dia anterior.
      Ir de carro traz liberdade, economia e a certeza de que é o caminho que faz a viagem valer a pena. Os passeios oferecidos pelas agências são bem caros e engessados. Como não tínhamos horário para sair e chegar, íamos pegando dicas com quem conversávamos pra decidir o próximo destino. San Pedro fica no centro do Atacama, e é impressionante como a paisagem muda ao redor, mesmo num raio de poucos quilômetros.

      (Onde está o Uno?)
      Sal encrustado em rochas que parecem lunares e dunas gigantescas brilhando ao pôr do sol no Valle de la Luna, lugares jamais pisados pelo homem no Valle de Marte, uma vista surreal de montanhas intercaladas por outras montanhas na Piedra del Coyote, uma estrada com vento salgado e quente que termina na Laguna Tebinquinche, onde a vida parece não existir, mas existe. De repente, numa estrada que corta uma laguna seca, duas crateras cheias de água não tão salgada assim formam os Ojos del Salar. A surpresa maior fica com Toconao, a cidade vizinha que abriga o Valle de Jere - desconhecido até mesmo por alguns moradores de San Pedro – um oásis em meio ao nada, que foi habitado por alguns dos povos que deram origem a bandeira Wiphala e deixaram suas marcas nas rochas. Esses são os destinos mais bonitos e de estradas mais alucinantes de até 3000 pesos por pessoa para serem visitados ao redor de San Pedro.
        
      Há quem prefira mergulhar literalmente nas atrações naturais desse lugar. Para esses, existe a laguna Cejar por exemplo, onde é possível boiar em suas águas mais salgadas do que as do mar morto, por um preço que é tão salgado quanto ela (apenas a entrada é 15.000 pesos). Dispensamos também o passeio das Lagunas Altiplânicas - que custaria uns 80.000 pesos sem incluir as entradas – pois no caminho passamos por lagunas por toda parte e em todas as altitudes.
      Ah, o céu: não é preciso andar mais do que 2 metros na rua – ou no quintal do hostel mesmo -para conseguir enxergar todas as constelações, planetas, galáxias, estrelas cadentes. Ele faz valer a pena boca e nariz ressecados da baixa umidade, do sal, do sol e do frio. No hostel, um hóspede tinha um telescópio. Conseguimos ver a Lua e vênus em questão de segundos.
      ___________________________________________________
      Voltar pelo mesmo caminho da ida dá uma perspectiva totalmente diferente de todos os lugares que havíamos passado. Leve tudo que quiser, pois na fronteira por Jama do Chile pra Argentina não fazem revista no carro. Pegamos um clima tão diferente que a estrada parecia outra. Mais vento, mais neve. Tivemos o prazer de ver uma raposa chilena e um tatu atravessando a rua. Só ficamos devendo a Vizcacha, que com certeza passamos por várias, mas não conseguimos enxergar nenhuma.
      Na Argentina, há muita polícia rodoviária. Éramos parados em quase todas as saídas das cidades. Em uma das únicas duas vezes que pediram nossos documentos, demos carona a um policial – é bem normal pedirem carona nas estradas argentinas. Procuramos evitar por segurança, mas como era um policial, e íamos tocar direto até perto da fronteira, aceitamos.  Na outra que fomos parados, estava acontecendo um protesto de caminhoneiros: o policial pediu pra verificar os 2 triângulos e o extintor. Não é mito, levem!
      Há muitos relatos de polícia corrupta na Argentina, mas é mais ao sul da RN 14 onde o país se aproxima com o Uruguai. Antes de ir, havia conversado com um amigo Argentino e evitamos a fronteira por Uruguaiana exatamente por causa disso. Como queríamos entrar mais ao sul do Brasil do que na ida, passamos por São Borja. Eles pedem apenas os documentos, não revistam o carro, e cobram uma taxa de 450 pesos ou 57 reais por pessoa.

      IR DE AVIÃO NÃO TERIA A MENOR GRAÇA. VÁ DE CARRO!
       
      Resumo de infos mais importantes:
      Dinheiro na Argentina
      - Trocar reais por pesos na fronteira com a Argentina vale bem mais a pena do que no Brasil;
      - Não troque dinheiro em Jujuy, a cotação é péssima;
      Dinheiro no Chile
      - Em San Pedro de Atacama a cotação de reais para chilenos é ótima (para setembro desse ano: 1 real = 150 pesos chilenos, sendo que em Santiago estavam pagando 1 real = 158 pesos chilenos);
      - Não tem como indicar uma casa de câmbio, tem uma rua só pra elas e todo dia os valores mudam. O jeito é sair perguntando de uma em uma e negociar;
      - Deixar para trocar reais para pesos argentinos (para gastar na volta) no Atacama não é uma boa opção, a cotação é bem ruim;
      Carro
      - Evite estacionar o carro perto das esquinas das ruas. Escapamos de um acidente que teria dado PT no carro por pouco. Como o hostel não tinha estacionamento, deixamos o carro parado na rua ao lado na vaga perto da esquina. Um motorista argentino foi fazer a curva e perdeu o controle, passou raspando por nós e bateu no carro estacionado do outro lado da rua, que ficou com o eixo dianteiro totalmente quebrado e teve que ser guinchado.
      - Os itens obrigatórios são: extintor de incêndio e 2 triângulos. Cambão rígido, mortalha e etc é MITO.
      - A gasolina tanto na Argentina quanto no Chile custa praticamente o mesmo que pagamos no Brasil, as vezes até um pouco mais caro. Mas como é bem mais pura que a daqui rende MUITO mais. Na Argentina, usamos sempre a Super e no Chile, sempre a 93. Essas são as mais baratas.
      Documentos
      - Identidade com menos de 10 anos de expedição ou passaporte, ou um ou outro, tanto faz
      - Se o carro estiver no nome do motorista, apenas o documento do carro.
      - Fizemos a PID (permissão internacional para dirigir), mas em nenhum momento foi solicitada
      - Carta Verde: seguro obrigatório para o carro na Argentina. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      - Soapex: seguro obrigatório para o carro no Chile. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      Água
      - É tirada de poços. Tomamos direto da torneira sem problemas, só recomendamos comprar engarrafada se a cidade estiver cheia – muita gente polui a água -. Custa cerca de 1800 pesos o garrafão de 6l.
       

      Carro: Fiat Uno 1.0 2016/2017
      Km rodados: 5.500
      270 litros de gasolina: R$1.300,00
      Autonomia: 20km/l
      Pneus Furados: 0
      Troca de óleo feita antes da viagem
      Gps usado: Sygic
      Pouso mais caro/barato: 600 pesos por pessoa (Argentina) / 250 pesos por pessoa (Argentina)
      Gasolina mais cara/barata: 862 pesos (Chile) / 38 pesos (Argentina)
      Frase mais dita: “Olha essa estrada!”
      Gasto: aproximadamente R$2200,00 por pessoa. Levamos apenas reais em dinheiro vivo. Usamos cartão de crédito Nubank apenas para reservar hostel e fazer o Soapex.
      Duração: 20 dias

    • Por xexelo
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por Flavius Neves Jr.
      Boa tarde, pessoal!
      Segue adiante o meu relato de uma viagem de carro para o Deserto do Atacama, que durou 17 dias. Na minha programação, contei com muita ajuda aqui do pessoal do Mochileiros.com. Sendo assim, agora é hora de retribuir! Se você está planejando uma viagem parecida, ou se a mesma já está marcada, e quer contar com algum tipo de ajuda, pergunte por aqui.
      Um abração!!!
    • Por xexelo
      Após a minha última aventura quando fui sozinho para a Carretera Austral no Chile eu fiquei sem viajar nas minhas férias seguinte. Sou professor e sempre tenho férias em dezembro/janeiro. Fiquei os 45 dias de férias triste e desanimado.
       
      Eu vendi a minha Ranger pois ela estava com um problema que poderia estragar o motor. Em seguida eu comprei a minha Toyota Hilux SW4 4Runner 2.7 a gasolina em outubro. Fiz a revisão inicial, troquei os pneus e isso tudo deu uns 5 mil.
      Não poderia viajar sozinho naquelas férias. Tentei de todo modo buscar companheiros para a viagem, porém não consegui.
       
      Ainda bem que não consegui... Um mês depois das férias o motor da Toy queimou a junta do cabeçote como que por mágica. Em nenhum momento ele ferveu ou esquentou a ponto de acontecer isso. Arrumei o problema e lá se foram mais $$$$$.
       
      Em julho coloquei um anúncio no grupo de professores do Parana do facebook procurando companheiros para a viagem. Inicialmente várias pessoas se interessaram, mas uma apenas fechou que iria. Depois essa professora, a Beatriz Goes, conseguiu mais um amigo professor para ir junto, o Edmar Lucas, ambos de Ponta Grossa - PR.
       
      A coisa complicou pq em outubro a Toy deu problema de novo. Queimou a junta do cabeçote outra vez. Dai eu ga$$$tei muito mais que da primeira vez para ver se não acontecia novamente. Aproveitei e fiz a embreagem, mandei revisar e limpar o radiador etc. Até o final do ano eu praticamente zerei tudo o que pudesse dar problemas na Toyota.
       
      Em outubro coloquei um anuncio aqui no Mochileiros para achar mais um companheiro de viagem. Em novembro apareceu o santista Adriano Lizieiro e fechamos o grupo. E para melhorar mais ainda, O Glauber e a Érica com sua Chevrolet S-10 a gasolina se juntaram a nós para formarmos um grupo de duas viaturas na viagem. Muito mais seguro. Isso me ajudou muito quando tive um problema na Toy.
       
      Saímos no dia 28/12/2015. Segue o relato.


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