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Estradasporaí

RJ x Uruguai, Argentina de carro. 7000 kms. Jul/2018

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Olá, somos Mattheus e Laryssa e viajar é tudo para nós. Temos um blog no Instagram que se chama @estradasporai, quem puder e quiser seguir, lá tem muitos detalhes, preços, dicas sobre essa e outras viagens que fizemos. Quem vos relata é o Mattheus, motorista, fotógrafo etc.. haha

Bom pessoal, sempre entrávamos aqui e viajávamos juntos nos relatos. Sempre esperando chegar nossa vez. E chegou. Fizemos uma viagem saindo do Rio de Janeiro, Sul do Brasil, entrando no Uruguai e indo até Buenos Aires. Foram 18 dias, tivemos muitas experiencias que vamos levar para as próximas, muitos erros etc, mas valeu a pena cada segundo.

Planejamento com gastos

Estávamos contando com 20 dias de viagem. Entao nosso planejamento inicial seria gastar em torno de R$6.000,00 com tudo, divididos igualmente entre hospedagens, combustível e alimentação. Estipulamos uma meta de R$100,00 por dia para alimentação, optamos por reservar a ida toda antes pelo AirBnb (bem em conta) e casas com opção de cozinha, para aproveitarmos e tentar economizar. Somente Punta Del Este não foi pelo AirBnb. Conseguimos ficar dentro do planejado! Corremos um pouquinho além da conta na volta, pois a vontade de chegar logo em casa era grande rsrs. Mas deu  tudo certo.

O veículo

Nosso carro é um Sandero 1.6 8v 2012 com gnv. O gás ajudou muito a gente durante a viagem na economia, mesmo não tendo conseguido abastecer na Argentina. Utilizamos o app GNV Brasil para localizar os postos. Sempre mantive a manutenção em dia, então antes da viagem só antecipei uma preventiva e fiz uma selagem no cárter que estava vazando um pouco de óleo, pois o carro já estava com 135k kms rodados antes da viagem. Troca de óleo, filtros, limpeza do sistema de arrefecimento, alinhamento, balanceamento e pronto para estrada.

A viagem

Dia 1: RJ x Curitiba

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Antes de partir: Ansiedade a mil

No dia 05 de julho acordamos cedo, nossa ideia era partir às 5h da manhã, não conseguimos, mas às 5:55 ja estávamos na estrada. Aproximadamente 820 kms até nosso primeiro destino. Como nosso cilindro de gnv é de 10m³, nós vamos parando para abastecer a cada 130 kms mais ou menos. Aí já dá para descansar e esticar um pouco as pernas. Muitos pedágios ao longo do caminho, o mais caro da viagem foi na Rod Pres Dutra, altura de Seropédica. R$14,40. Também adquirimos antes o "Sem parar", serviço que passa direto no pedágio para evitar filas, recomendo. Chegamos umas 18 hrs em Curitiba, nesse dia não almoçamos, levamos muito lanche e sanduíche no carro e deu para enganar o estômago.  O apt fica bem localizado, na rua Conselheiro Laurindo Ramos, porém não tinha opçao de estacionamento. Deixamos o carro no prédio e o porteiro nos disse que no outro dia pela manha ficava um rapaz vendendo um ticket "Estar" que serve para fixar no parabrisa e vale até duas horas parado naquele local. Como já era 18h, nao tinha problema deixar o carro lá sem o "estar". Estávamos muito cansado, principalmente eu por ter dirigido quase 12 horas, entao só comemos um macarrão rápido e capotamos.

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Chegando em Curitiba

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A estrada

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Dia 2: Curitiba

Acordamos e logo procurei o rapaz do "estar", comprei logo um bloco com 10 tickets, já que ficaríamos até o outro dia em Curitiba.

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Rua do Prédio. Cons laurindo

Fomos para o Jardim Botanico, local muito bonito, muito bem cuidado e gratuito. Queríamos fazer os passeios logo pela manhã, pois às 15h seria o jogo do Brasil e teríamos que procurar ainda um local para assistir. Tiramos muitas fotos, compramos uma pipoca e partimos para Opera do Arame. Tiramos algumas fotos e depois decidimos ir para Arena da Baixada (estádio do CAP) para assistir ao jogo e almoçar por lá mesmo. Muito engarrafamento para chegar.. De longe já vimos que estava lotado. Retornamos e decidimos passar no mercado e comprar algumas coisas para fazer o almoço no apt. Almoçamos e assistimos à derrota na tv pequena do apt mesmo. Infelizmente não deu para nós. Depois do jogo ficamos enrolando no apt e quando chegou a noite decidimos ir andando até o shopping Mueller, bem proximo de onde estávamos hospedados. Demos umas voltas e jantamos no Spolleto.

 

GOPR0120.thumb.JPG.614c798c2d05d425e2fc713c4c0bdaa6.JPGJardim Botanico

GOPR0200.thumb.JPG.693d37f00b642d7ed3ccb4e0de82fa14.JPGGOPR0210.thumb.JPG.a9447ef966c310677e35353276f7e874.JPGOpera do Arame

 

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Dia 3: Curitiba x Balneário Camboriu

Nesse dia nossa ideia era de visitar mais alguns pontos turísticos, almoçar e partir para Balneário. Porém o carro estava com um toc toc incomodo na suspensão, decidi acordar cedo e levar em alguma oficina. Era o terminal de direção direito. Feita a troca e alinhamento, já havíamos perdido toda a manhã. Em Curitiba as auto peças costumam funcionar somente de segunda a sexta. Foi difícil encontrar uma aberta e que fizesse a entrega da peça na oficina. Oficina do Valmir, recomendo, achei pelo Google. Voltei para o apt, almoçamos e partimos para Balneário. Uma parada em São José dos Pinhais para completar o GNV e tome estrada. Uma suíte reservada pelo Air BNB também, muito bem localizado. Logo na chegada, o Preto, cachorro da casa, recepcionou muito bem a gente, já pulando na porta do carro  haha. Deixamos o carro na garagem e fomos passear a pé pela Orla. Nesse dia jantamos no Subway e comemos açaí na sorveteria do Chiquinho. GOPR0231.thumb.JPG.ffea088fe16802a3bc4861c6622001c6.JPG

Balneário Camboriu

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Preto fazendo a segurança

 

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Dia 4: Balneário Camboriu/SC x Canela/RS

Infelizmente ficamos só um dia em Balneário. Lugar maravilhoso. Deveríamos ter reservado mais uns dois dias. Chegou a hora de entrar no último estado antes do Uruguai. Acordamos e fomos passear na Orla. Não entramos na água, pois apesar do sol, estava friozinho. Muitas crianças, ciclistas, famílias passeando por ali num domingo de manhã. Enrolamos até a hora do almoço sem comer nada e depois fomos a um shopping que tem na Av. Atlântica e almoçamos. Fizemos Checkout e partimos para o RS. Estradas e mais estradas, sempre parando a cada 140, 150 kms para completar o gnv. Passamos pela Estrada do Mar no RS já caindo a noite, ventava muito e já estávamos cansado, parecia que não chegava em lugar algum. Último posto com GNV em Igrejinha-RS e depois serra gaúcha para Gramado. Subimos a serra e passando pela cidade de Gramado já vimos o quanto era interessante e tinha um clima diferente.. Mesmo com a chuva, os estabelecimentos estavam lotados. Chegamos por volta de 20hs na residência do Sr. Erich em Canela, mais uma do AirBNB. Excelente custo benefício, há uns 10 minutos de carro do centro de Gramado. Estávamos exaustos, pedimos uma pizza e dormimos. Detalhe para o valor da pizza R$63,00 com refrigerante 2L. GOPR0346.thumb.JPG.c69874cbe67252e48d5aacd6be61b1d5.JPG

Balneário Camboriu

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Em 25/07/2018 em 20:25, hlirajunior disse:

Acompanhando o relato!

Meu amigo, muito obrigado! Acompanhei todos seus relatos aqui, do início ao fim e foram bem inspiradores para nós, rsrs. Mais alguma viagem em mente?rsrs

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Acompanhando. Quero ir ao Uruguai em janeiro, toda dica será bem vinda. Boa viagem.

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6 horas atrás, xexelo disse:

Acompanhando. Quero ir ao Uruguai em janeiro, toda dica será bem vinda. Boa viagem.

Opa, show de bola. Vai de carro amigo? A melhor dica é: tente não abastecer no Uruguai. Pegamos a gasolina por 54,95 pesos, algo em torno de R$6,86 o litro. Levamos dois galões de cinco litros cada abastecidos aqui no Brasil e jogamos no tanque lá. Ainda sim tivemos que completar mais alguns litros. 

O Uruguai é um país bem caro se comparado ao Brasil. Mas punta Del este está de parabéns rsrs. Lá é tudo muito caro. Se estiverem de carro, melhor passar um dia lá só no máximo e partir para Montevideu. Pois lá é pequeno, dá pra fazer tudo em um dia. Boa sorte e obrigado por acompanhar 

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Dia 5: Canela/RS e Gramado/RS.

Dia de fazer passeios na Serra Gaúcha. Acordamos um pouco mais tarde, pois estávamos cansados do dia anterior. Saímos e fomos logo almoçar. Pesquisamos na Internet e fomos no restaurante Aquecee R$48,90 o executivo para duas pessoas com refrigerante. De lá fomos para o Lago Negro, lugar muito bonito, pena que estava chovendo. Minha esposa tinha visto para irmos ao Ice bar, um bar de gelo que a temperatura chega a 20 graus negativos. Pesquisei no Groupon e conseguimos o voucher por R$19,99 cada. Porém funcionava a partir de 19:30 só. Do lago negro fizemos uma pequena visita a uma fortaleza de princesa infantil que tem em frente e partimos para o centro de Gramado. Parada na rua coberta para um excelente chocolate quente e fondue no copo. Estávamos com pouco tempo e nossa intenção também não era gastar dinheiro com os passeios, então deixamos de ir ao minimundo e ao snow land. Quem sabe em uma próxima viagem. No centro mesmo tem a fonte do amor eterno e em frente a igreja um termômetro gigante interessante. O estacionamento nas ruas de Gramado se faz necessário uso de um ticket, adquirido em umas máquinas que ficam praticamente em todas as esquinas. Bem prático. Aceita até moeda de 0,05. Depois, fomos para Canela e tiramos algumas fotos na Catedral de Pedra. Pena que estava com muita neblina no ar. Daí fomos para casa, tomamos um banho e pesquisei alguns cupons no site "Lacador de ofertas" para jantar os um fondue. Dica: veja com dois dias de antecedência no mínimo, pois deixei para ver no dia e a maioria requer agendamento. Pegamos um de R$89,90. Quando deu 19h, partimos para o bar de gelo. Acontece que fomos para o que tem em Gramado, mas o nosso estava reservado para Canela. Nem sabia que tinha os dois. Enfim, demos com a cara na porta. Mas valeu a pena, o de Canela parece ser bem mais estruturado e mais novo. O local é muito interessante e realmente muito frio. Vc usa uma roupa especial e tem direito a dois drinks lá dentro. Tudo é feito de gelo, até o copo rsrs. Em seguida fomos para o fondue, no Le chateau. Sensacional, muita variedade. O melhor que fomos até hoje. 

Assim terminou nosso 5° dia de viagem. 

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14 horas atrás, Estradasporaí disse:

Opa, show de bola. Vai de carro amigo? A melhor dica é: tente não abastecer no Uruguai. Pegamos a gasolina por 54,95 pesos, algo em torno de R$6,86 o litro. Levamos dois galões de cinco litros cada abastecidos aqui no Brasil e jogamos no tanque lá. Ainda sim tivemos que completar mais alguns litros. 

O Uruguai é um país bem caro se comparado ao Brasil. Mas punta Del este está de parabéns rsrs. Lá é tudo muito caro. Se estiverem de carro, melhor passar um dia lá só no máximo e partir para Montevideu. Pois lá é pequeno, dá pra fazer tudo em um dia. Boa sorte e obrigado por acompanhar 

Sim colega, vamos de carro. Obrigado pela dica. Como meu carro é com GNV vou abastecer em Pelotas e usar só no Uruguai, dá uns 200 km de autonomia. Vou levar também um galão de 20 litros que tenho. Assim com um tanque de 50 litros que dá uma autonomia de 600 km + 200 do gnv + 240 do galão dá um total de 1040 Km, mais que o total da quilometragem que queremos fazer por lá.

Eu tinha pensado em ir de Cabo Polonio a Punta (144 KM no dia 31/12) e ainda ficar mais um dia (01/01/19) por lá. Vc acha que devo cortar esse segundo dia?

Obrigado pelas dicas.

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    • Por xexelo
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por Flavius Neves Jr.
      Boa tarde, pessoal!
      Segue adiante o meu relato de uma viagem de carro para o Deserto do Atacama, que durou 17 dias. Na minha programação, contei com muita ajuda aqui do pessoal do Mochileiros.com. Sendo assim, agora é hora de retribuir! Se você está planejando uma viagem parecida, ou se a mesma já está marcada, e quer contar com algum tipo de ajuda, pergunte por aqui.
      Um abração!!!
    • Por xexelo
      Após a minha última aventura quando fui sozinho para a Carretera Austral no Chile eu fiquei sem viajar nas minhas férias seguinte. Sou professor e sempre tenho férias em dezembro/janeiro. Fiquei os 45 dias de férias triste e desanimado.
       
      Eu vendi a minha Ranger pois ela estava com um problema que poderia estragar o motor. Em seguida eu comprei a minha Toyota Hilux SW4 4Runner 2.7 a gasolina em outubro. Fiz a revisão inicial, troquei os pneus e isso tudo deu uns 5 mil.
      Não poderia viajar sozinho naquelas férias. Tentei de todo modo buscar companheiros para a viagem, porém não consegui.
       
      Ainda bem que não consegui... Um mês depois das férias o motor da Toy queimou a junta do cabeçote como que por mágica. Em nenhum momento ele ferveu ou esquentou a ponto de acontecer isso. Arrumei o problema e lá se foram mais $$$$$.
       
      Em julho coloquei um anúncio no grupo de professores do Parana do facebook procurando companheiros para a viagem. Inicialmente várias pessoas se interessaram, mas uma apenas fechou que iria. Depois essa professora, a Beatriz Goes, conseguiu mais um amigo professor para ir junto, o Edmar Lucas, ambos de Ponta Grossa - PR.
       
      A coisa complicou pq em outubro a Toy deu problema de novo. Queimou a junta do cabeçote outra vez. Dai eu ga$$$tei muito mais que da primeira vez para ver se não acontecia novamente. Aproveitei e fiz a embreagem, mandei revisar e limpar o radiador etc. Até o final do ano eu praticamente zerei tudo o que pudesse dar problemas na Toyota.
       
      Em outubro coloquei um anuncio aqui no Mochileiros para achar mais um companheiro de viagem. Em novembro apareceu o santista Adriano Lizieiro e fechamos o grupo. E para melhorar mais ainda, O Glauber e a Érica com sua Chevrolet S-10 a gasolina se juntaram a nós para formarmos um grupo de duas viaturas na viagem. Muito mais seguro. Isso me ajudou muito quando tive um problema na Toy.
       
      Saímos no dia 28/12/2015. Segue o relato.
    • Por vcircelli
      Neste relato vou contar a viagem feita de carro em Fevereiro/2017 com minha namorada Ariadine para Uruguai, Argentina e Chile.
      Nossa vontade de fazer essa viagem de carro surgiu em meados de 2015, mas como nós dois trabalhamos só temos as férias para passar um tempo viajando. O "problema" é que nas férias a gente sempre encontrava uma passagem de avião barata ou um lugar diferente para ir e acabamos postergando essa viagem, que finalmente em 2017 conseguimos fazer.
       
      Países visitados: Brasil - Uruguai - Argentina - Chile
      Distância percorrida aproximada: 9.211,4km
      Duração: 28 dias
      Veículo: Kia Sportage
      Maior distância em um dia: 968,6km (Santa Fé - Carazinho)
      Média geral de consumo: 10,78km/l
      Gasolina mais barata: Bariloche, equivalente a R$2,86/litro
      Gasolina mais cara: Punta del Este, equivalente a R$5,21/litro
       
      Quando se lê relatos de viagem muito se fala em equipamentos obrigatórios do veículo: cambão, dois triângulos, lençol branco, kit de primeiros socorros... Antes da viagem pesquisei muito e encontrei algumas informações para me embasar, incluindo a lei de trânsito argentina. De acordo com a lei, só é obrigatório triângulos (no plural) e extintor de incêndio.
      Levamos apenas dois triângulos e o extintor e em nenhum momento nos pediram.
      Dizem também que no Chile é proibido insulfilm mas não pesquisei a fundo, estava mais preocupado mesmo com a argentina. O carro tem película escura (exceto na frente) e não tivemos nenhum problema, mas no Chile fomos "parados" apenas nas fronteiras.
       
      Como gostamos muito de acampar, priorizamos ficar em campings sempre que possível, unindo o útil ao agradável: acampar e economizar com hotel e refeições. As exceções foram as grandes cidades (Montevidéu, Buenos Aires e Santiago), cidades onde não achamos camping (Santa Fé), quando estávamos muito cansados para armar barraca (Pelotas, Carazinho e Curitiba na volta) e quando tivemos contratempo com o camping (Urubici).
       
      Durante o planejamento foi bastante difícil encontrar informações dos campings, então tentei detalhar ao máximo no relato para outros que queiram fazer a mesma viagem. Antes de sairmos, com algum custo, conseguimos o telefone de todos os campings e ligamos em todos eles pelo menos confirmar que existem e estariam abertos. Além disso pesquisei bastante e consegui a coordenada de todos. Alguns divulgavam as coordenadas, outros peguei pelo endereço com a ajuda do Google Maps e outros mal tem endereço, coisa muito comum de acontecer com camping que comumente estão localizados em locais afastados (exemplo: Sair na saída X, atravessar a ponte Y e seguir placas). Fica muito difícil chegarmos na cidade sem conhecer nada e cansados, encontrar o camping apenas com as poucas indicações que alguns passam. Foi essencial perder um tempo anotando a coordenada de todos, mas no final deu certo e ajudou muito.
       
      Todos os campings, hotéis e motéis que ficamos estão descritos no relato de cada dia.
       
      Dentro do Brasil usávamos sempre o Waze e fora do Brasil para evitar gastos com roaming e com um chip local usávamos bastante o HERE Maps, que permite baixar mapas off-line. Algumas vezes quando tínhamos wifi programávamos o Google Maps com a rota do dia, e mesmo sem conexão ele continua indicando a rota (mas não recalcula).
       
      Nesta primeira viagem de carro tínhamos a vontade de parar nas capitais (Montevidéu, Buenos Aires e Santiago) e também em Santa Fé (Argentina), cidade onde morei entre meus três e seis anos de idade. Depois de termos feito a viagem vimos que o que nós gostamos mesmo é de acampar e cidades pequenas. Em uma próxima viagem vamos tentar evitar ao máximo essas cidades, já que em cidades menores tudo é mais simples, sem trânsito e sem necessidade de reservar hotel, podendo mudar os planos a qualquer hora e ficar mais ou menos dias em algum lugar.
       
      O planejamento original era:
      São Paulo/SP
      Curitiba/PR
      Urubici/SC (para passar pelas serras do Corvo Branco e Rio do Rastro)
      Pelotas/RS
      Punta del Este (Uruguai)
      Montevidéu (Uruguai)
      Buenos Aires (Argentina) via terrestre
      Bahia Blanca (Argentina)
      Neuquén (Argentina)
      Bariloche (Argentina)
      Puerto Octay (Chile)
      Chillan (Chile)
      Santiago (Chile)
      Mendoza (Argentina)
      Santa Fe (Argentina)
      Foz do Iguaçu/PR
      São Paulo/SP
       
      Poucos dias antes da viagem vi que o valor do Buquebus ficou aceitável e decidimos ir de Buquebus (balsa) de Colonia del Sacramento até Buenos Aires, evitando rodar em torno de 500km.
      Durante a viagem percebi ter reservado o Airbnb de Santiago para os dias errados, então acabamos mudando os planos e ficamos um dia a mais em Chillan e Mendoza, reduzindo Santiago.
      No final da viagem, quando saímos de Santa Fé, recebemos uma multa inesperada por uma lâmpada queimada no farol. Acabamos mudando os planos no meio do dia e cortamos Foz do Iguaçu, indo de Santa Fé para Carazinho/RS e de lá para Curitiba/PR.
      Todos esses acontecimentos estão descritos no relato abaixo. Nosso trajeto realizado foi o seguinte:
       

       
      Os gastos ao final de cada relato consideram apenas despesas relacionadas a transporte e hospedagem, já que o resto dos gastos (alimentação e compras) é muito particular. Muitas vezes fizemos comida no nosso fogão e tivemos gastos que outros não teriam, como supermercados e lembranças. De qualquer maneira tentei colocar no texto os restaurantes que comíamos e o valor gasto. Quando indicado "câmbio" é porque fizemos câmbio naquele dia, com a taxa indicada.
      Os valores estão descritos em moeda local ($). Em alguns momentos uso UYU para indicar pesos uruguaios, ARS peso argentino e CLP peso chileno.
      O horário também está descrito em horário local. Quando cruzamos do Brasil para o Uruguai voltamos 1h no relógio (Brasil estava em horário de verão) e quando entramos no Brasil na volta não teve mudança, já que o horário de verão tinha acabado e nenhum dos países que passamos estavam em horário de verão.
       
      =====================================================================================================
       
      28/01/2017 (sábado) - São Paulo/SP para Curitiba/PR
      Saída de SP: 08:13
      Chegada em Curitiba: 13:40
      Km inicial: 0
      Km final: 475,8
      Km rodados: 475,8
       
      Depois de carregar todo o carro saímos, como sempre depois do planejado.
      A estrada não tem muito segredo, sempre duplicada (exceto Serra do Cafezal) e com boas condições.
      Pegamos a serra tranquila, tomamos café no Posto Fazendeiro (altura de Miracatu) e seguimos para Curitiba.
      Almoçamos no BBQ em Casa, que estávamos querendo conhecer faz um tempo. Ficamos no No Sol Camping, que fica a 17km do centro, no caminho para Campo Largo.
      A área da propriedade é muito grande e conta com piscina, campo de futebol e churrasqueira além de um salão grande utilizado para eventos.
      No camping não existe muita sombra para barracas, mas a oferta de tomadas e postes de luz era ok. O banheiro fica um pouco longe da barraca dependendo de onde você decide ficar, mas era muito limpo e grande, com banheiros separados para homens e mulheres.
      Éramos os únicos com barraca e além de nós estavam lá entre 5 a 10 motorhomes e trailers. Tinha wifi mas acabamos não pegando a senha. O sinal de celular dentro do camping era precário, mas na estrada que dá acesso ao camping já funciona bem.
      Depois de montar a barraca reparamos que estava muito quente e seria difícil dormir naquela noite e em outros lugares durante nossa viagem. Depois de perambular pela cidade encontramos ventilador USB para venda na Kalunga. Foi uma ótima aquisição e usamos bastante em toda a viagem.
      Abastecemos, jantamos na La Piazza que é um rodízio de pizza que sempre gostamos muito e voltamos ao camping para dormir.
      Durante a noite choveu e a barraca aguentou sem problemas.
       
      Abastecimento Curitiba/PR: Shell - R. Des. Westphalen x Av. Pres. Getúlio Vargas
      Gasolina comum R$ 3,470/litro
      Média: 10,05 km/l
       
      Hospedagem: Camping No Sol
      R$ 35 por pessoa
      Telefones: (41) 3649-4393 / (41) 99280-9892
      Estrada da Riviera, 12, Campo Largo/PR
      -25.436250, -49.397545
       
      Gastos do dia:
      R$ 19,90 Pedágios
      R$ 157,57 Abastecimento
      R$ 70,00 Camping Curitiba
       
      Início da Serra da Graciosa (parada só para fotos mesmo, já que queríamos chegar logo em Curitiba)

       
      =====================================================================================================
       
      29/01/2017 (domingo) - Curitiba/PR para Urubici/SC
      Saída de Curitiba: 09:50
      Chegada em Urubici: 16:30
      Km inicial: 475,8
      Km final: 940,1
      Km rodados: 464,3
       
      Acordamos com chuva às 07:00 ainda com chuva, que logo parou. Desmontamos a barraca e arrumamos as coisas em uma área com piso coberto, para que pudéssemos secar os panos da barraca. Nesse tempo acabei esquecendo o contato do carro ligado com o farol aceso. Na hora de ir embora a surpresa: o carro ficou sem bateria. Fui até a portaria e conversei com o caseiro, que disse que o dono de um dos motorhome era mecânico e deveria ter cabo de chupeta, mas todos estavam dormindo ainda. Ele conseguiu emprestado o carro de uma mulher que mora lá e fizemos chupeta com um fio rígido. Na hora o carro ligou e finalmente pudemos ir embora.
      Abastecemos na altura de Itajaí em um posto aparentemente confiável e com gasolina barata, almoçamos no Madero que fica em Itapema. Estrada duplicada em todo o caminho e com muito sol.
      Começamos a subida para Urubici em uma estrada com pista simples, pegamos chuva muito pesada por uns 10 minutos e depois melhorou. Passando pela avenida principal da cidade compramos pão em uma padaria, para que pudéssemos sair cedo no dia seguinte. Fomos até o Camping Arroio do Engenho que fica no final de uma estrada de terra com uns 5 km. Ao chegar no camping ele estava fechado com uma corrente, e encontramos um alemão viajando em um Fox (brasileiro) que estava esperando alguém aparecer. Entramos a pé no camping, bati palma em algumas casinhas de madeira dentro da propriedade, mas não encontrei ninguém. Por telefone a dona havia me informado que estaria aberto, e se chegasse de noite o filho dela poderia abrir o portão.
      Enquanto estávamos procurando alguém começou a cair uma chuva forte, corremos para o carro e voltamos ao centro da cidade. Encontramos o Zeca's Hotel inaugurado há 4 meses, com as instalações muito novas, TV a cabo e café da manhã. Fizemos janta no quarto do hotel com nosso fogão portátil e assistimos séries no computador antes de dormir.
       
      Abastecimento Itajaí/SC: BR 101 (Posto Dubai)
      Gasolina comum R$ 3,499/litro
      Média: 11,99 km/l
       
      Hospedagem: Zeca's Hotel
      R$ 140
      Telefones: (49) 3278-4501 / (49) 3016-2445
      Av. Adolfo Konder, 522, Urubici/SC
      -28.011392, -49.591054
       
      Gastos do dia:
      R$ 9,20 Pedágios
      R$ 69,21 Abastecimento
      R$ 140,00 Hotel Urubici
       
      Entrada da cidade de Urubici

       
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      30/01/2017 (segunda) - Urubici/SC para Pelotas/RS
      Saída de Urubici: 11:20
      Chegada em Pelotas: 21:00
      Km inicial: 940,1
      Km final: 1670,3
      Km rodados: 730,2
       
      Tomamos café da manhã no hotel e saímos às 09:00 para passeio na Serra do Corvo Branco. Novamente, mais tarde do que gostaríamos. A serra estava bem vazia e deu para tirar boas fotos. O caminho é por uma estrada de asfalto muito bem conservada e que depois vira estrada de terra. Lugar muito bonito, a "garganta" de pedra que fica na parte de cima da serra impressiona.
      Voltamos às 11:20 para Urubici, abastecemos e pegamos a estrada sentido Serra do Rio do Rastro, seguindo a caminho de Pelotas que seria o destino final.
      Como de costume pegamos muita neblina na Serra do Rio do Rastro, mas sem chuva. Paramos em alguns mirantes para tirar fotos e seguimos em pista simples sentido Criciúma procurando um lugar para almoçar, estava ficando tarde e complicado de encontrar algum lugar com comida (e não lanche) para comer. Paramos às 14:00 um pouco antes de Criciúma em um posto com um restaurante por kg, que estava começando a fechar.
      Depois do almoço seguimos pela BR101 em pista duplicada até Osório onde pegamos a BR290 também duplicada para Porto Alegre, que neste trecho é conhecida como Freeway.
      Depois de Porto Alegre seguimos pela BR290 para Eldorado do Sul, onde abastecemos. A partir daí seguimos pela BR116 em pista simples até Pelotas, mas com muitas retas e boas chances de ultrapassagens.
      Entramos na cidade de Camaquã para jantar, mas não encontramos nenhum lugar aberto, então seguimos até Pelotas onde chegamos às 21:00, comemos no Mc Donalds e seguimos para o Motel Arizona.
      Escolhemos ficar em motel para economizar o dinheiro de um hotel já que seria só para passar a noite. Com o pernoite iniciando às 21:30 e saída até 12:00 ele foi perfeito para nossas necessidades. No final da viagem, em Carazinho, devido a mudança de planos acabamos ficando em outro motel.
       
      Abastecimento Urubici/SC: Ipiranga - Av. Natal Zili x Av. Rodolfo Anderman
      Gasolina comum R$ 3,865/litro
      Média: 9,32 km/l
       
      Abastecimento Guaíba/RS: Shell - BR 116 (Posto Spolier 3)
      Gasolina comum R$ 3,699/litro
      Média: 11,70 km/l
       
      Hospedagem: Motel Arizona
      R$ 108
      Telefones: (53) 3223-1416 / (53) 3223-4142
      Av. 25 de Julho, 101, Pelotas/RS
      -31.728694, -52.345861
       
      Gastos do dia:
      R$ 31,40 Pedágios
      R$ 262,55 Abastecimentos
      R$ 108,00 Motel Pelotas
       
      Serra do Corvo Branco

       
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      31/01/2017 (terça) - Pelotas/RS para Punta del Este/Uruguai
      Saída de Pelotas: 08:50
      Chegada em Punta del Este: 14:50 (-1)
      Km inicial: 1670,3
      Km final: 2170,3
      Km rodados: 500,0
       
      Tomamos um café da manhã simples no motel e pegamos a BR471 sentido Chuí, com parada para abastecimento em Taim, já que talvez não conseguiria chegar até o Chuí.
      A BR471 depois de Rio Grande tem muitas retas com 10, 25 e até 40km de distância e seu trajeto é todo em pista simples, mas com muitas oportunidades de ultrapassagem.
      Entre Rio Grande e Chuí vimos uns três postos de gasolina na estrada, então durante toda a viagem sempre que chegava em meio tanque eu ficava atento para abastecer caso não soubesse que mais à frente teria alguma cidade maior.
      Chegamos no Chuí às 12:00, abastecemos para evitar o abastecimento no Uruguai e procuramos um restaurante para almoçar, acabamos parando em um restaurante por kg simples, mas com uma boa comida (R. Chile, entre R. Bolivia e R. Colombia).
      Já no lado brasileiro do Chuí o celular entrou em roaming pegando sinal da Claro Uruguai e também era possível ver vários estabelecimentos com placas em espanhol e carros com placas uruguaias.
      Depois de algumas fotos nas sinalizações de saída do Brasil e entrada no Uruguai (que pelas placas descobrimos que se chama República Oriental do Uruguai) chegamos na fronteira às 13:00.
      A estrada obrigatoriamente passa por dentro da fronteira brasileira e uruguaia, separadas por uma distância de poucos km. No Brasil não é necessário dar saída das pessoas e nem do veículo, mas no Chuí é necessário estacionar, ir até o guichê e fazer o procedimento de entrada. Foi solicitado o passaporte e documento do carro. O oficial apenas carimbou nossos passaportes, mas não entregou nenhum papel para a entrada do veículo.
       
      Voltamos ao carro e ao passar pela fronteira o oficial que fica na rodovia pediu o documento do carro, perguntou se eu mesmo era o dono (sem conferir meu documento) e estávamos oficialmente dentro do Uruguai. Em nenhum momento nós ou o carro foi revistado e todo o processo levou menos de cinco minutos.
      As estradas que nos levaram até Punta del Este também era em pista simples. Em certo momento choveu bem forte por uns 20 minutos acumulando água no caminho formado pelos carros, fazendo aquaplanar diversas vezes.
      Nosso caminho até o Camping San Rafael foi pelas Rutas 9, 104 (via Manantiales) e 10.
      Chegamos no camping às 14:50. Durante grande parte da viagem o Brasil estava em horário de verão, então ao entrar no Uruguai voltamos os relógios em uma hora.
      Montamos a barraca e saímos para passear. Apesar da garoa que caía, achamos a cidade muito bonita com seus grandes e modernos prédios e o imponente Conrad Casino.
      Fomos até o monumento La Mano (ou Los Dedos) que é uma escultura de cinco dedos gigantes enterrados na areia e conseguimos estacionar uma vaga na orla com certa facilidade. Aproveitamos a proximidade com um centro comercial e trocamos dinheiro, já que entramos no Uruguai com poucos pesos uruguaios trocados no Brasil apenas para pedágio.
      Visitamos também o farol de Punta del Este e a Paróquia La Candelaria que fica em frente. Encontramos um motorhome alemão estacionado em frente ao farol.
      Em torno das 18:00 voltamos ao camping, que é muito bem estruturado com cartão para abrir a cancela, salão de jogos, máquinas de lavar e secar (pagas a parte), tanques e banheiros com inúmeros chuveiros e água quente. O valor do camping é cobrado em dólares, mas eles também aceitavam reais, de acordo com a conversão usada por eles no dia. Preferimos pagar em reais.
      Tomamos banho no camping, e já que estava chovendo fizemos janta embaixo do avanço da barraca e dormimos com a chuva.
      Um fato curioso é que durante o dia pegamos uma via com velocidade máxima de 45 km/h.
       
      Abastecimento Taim/RS: Rodoil - BR 116
      Gasolina comum R$ 4,149/litro
      Média: 11,06 km/l
       
      Abastecimento Chuí/RS: Ipiranga - R. Argentina x R. Chile (Posto Buffon)
      Gasolina comum R$ 4,099/litro
      Média: 12,87 km/l
       
      Hospedagem: Camping San Rafael
      US$ 22 por pessoa, US$ 2 por carro (alta temporada). Consultar outras tarifas no site http://www.campingsanrafael.com.uy
      Telefone: (+598) 4248 6715
      Av. Aparício Saraiva, s/n, Punta del Este/Uruguai
      -34.914690, -54.884503
       
      Gastos do dia:
      R$ 10,70 Pedágios
      R$ 177,38 Abastecimentos
      R$ 84 Camping Punta del Este
      Câmbio: taxa: 8,70 pesos uruguaios por real
       
      Primeira fronteira! E foi aí que descobrimos que o Uruguai se chama República ORIENTAL do Uruguai

       
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      01/02/2017 (quarta) - Punta del Este (Uruguai) para Montevidéu (Uruguai)
      Saída de Punta del Este: 10:00
      Chegada em Montevidéu: 15:00
      Km inicial: 2170,3
      Km final: 2321,4
      Km rodados: 151,1
       
      Acordamos cedo, desmontamos a barraca e arrumamos as coisas, fizemos o pagamento do camping e saímos em direção à Casapueblo, que fica a 20 minutos do centro da cidade. Fiquei com medo de não conseguirmos rodar todo o Uruguai com o combustível abastecido no Chuí e preferi abastecer o quanto antes, ainda no caminho da Casapueblo, para a facada não ser tão grande caso deixasse para abastecer mais a frente. No Uruguai a gasolina é chamada de nafta e a comum se chama Super. Eles também tem a Premium, equivalente da nossa aditivada.
      Apesar de muitos carros parados na estreita rua, não foi difícil encontrar uma vaga para estacionar e visitar a Casapueblo, que cobra 240 pesos uruguaios ou 30 reais por pessoa para visitação. Com a cotação que conseguimos na troca dos reais, valeu mais a pena pagar a entrada em pesos. O lugar tem uma boa vista do mar e sua construção é muito bonita e interessante. Conta com exposição e venda de algumas obras do artista Carlos Páez Vilaró e também mostra a história da Casapueblo.
      Terminamos a visitação às 11:40 e fomos tirar fotos no mirante que fica logo a frente, no término da avenida e tem vista para toda a orla de Punta del Este.
      Ficamos em dúvida sobre comer em Punta del Este (teríamos que procurar algo e provavelmente não seria muito barato) ou em Montevidéu (chegaríamos um pouco tarde para almoçar) e decidimos cozinhar ali mesmo. Tiramos do porta malas nossa mesa, banquinhos, fogão e cozinhamos arroz, feijão e seleta de legumes naquela bela paisagem. Como tinha muito vento, o gás do nosso fogão (que já tinha feito uma refeição em outra viagem além da janta em Urubici) acabou e abrimos um novo (o segundo da viagem).
      Terminamos o almoço às 13:00 e seguimos para Montevidéu pela Ruta Interbalneária que é duplicada. Nela pude reparar que quando o limite de velocidade é baixo para as condições da pista (60, 80 km/h) os locais não costumam respeitá-lo.
      Em Montevidéu pegamos um pouco de trânsito e por fim chegamos ao Hotel Ibis às 15:00. O checkin foi tranquilo e o quarto é padrão Ibis, com bom custo benefício principalmente pelo fato de que precisávamos de um hotel com garagem (custo de 5 USD por dia). Durante a tarde descansamos e pesquisamos onde jantaríamos.
      Encontramos pelo TripAdvisor, que foi muito útil durante toda a viagem, o restaurante La Pulperia que serve carnes assadas na parrilla. O lugar é pequeno e bastante simples, com mesas na rua e balcão dentro. Fica em uma rua de bairro, então é fácil estacionar. Pedimos meio Entrecot e meio Ojo de Bife acompanhados de provolone assado e batatas fritas. A comida é muito boa, muito bem servida e com um ótimo preço comparado à média que vimos na cidade. Importante chegar cedo porque às 20:00 já está com fila de espera. Voltamos ao hotel, assistimos séries e dormimos.
       
      Abastecimento Punta del Este: ANCAP - Zelmar Michelini x Av. Roosevelt
      Nafta Super $ 45,90/litro
      Média: 9,72 km/l
       
      Hospedagem: Ibis Montevidéu
      US$ 52,50 + US$ 5 garagem (por dia)
      Telefone: (+598) 2413 7000
      Calle La Cumparsita 1473, Montevidéu/Uruguai
      -34.914439, -56.182385
       
      Gastos do dia:
      R$ 134,65 Abastecimento (1185 UYU)
      R$ 54,55 Casapueblo (2 pessoas) (480 UYU)
      R$ 18,20 Pedágios (160 UYU)
      US$ 115 Hotel Montevidéu
      Câmbio: taxa: 8,80 pesos uruguaios por real
       
      Camping em Punta del Este

       
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      02/02/2017 (quinta) - Montevidéu (Uruguai)
      Km inicial: 2321,4
      Km final: 2327,1
      Km rodados: 5,7
       
      Saímos do hotel às 10:00 caminhando pela rambla (avenida da orla) até a R. Colón sentido Mercado del Puerto.
      Na esquina com a R. Reconquista compramos empanadas e doces na padaria, já que não costuma valer a pena pagar pelo café da manhã do Ibis.
      Do Mercado del Puerto fomos andando pela R. Sarandí e chegamos até a Catedral Metropolitana de Montevidéu e Plaza Constitución. Algumas ruas para baixo passamos em frente ao Teatro Solis e subimos para a Plaza Independencia, onde fica a Puerta de la Ciudadela, Palácio Esteves e Palácio Salvo.
       
      Sentamos próximo do meio-dia para procurar no TripAdvisor algum lugar para almoçar e encontramos ali perto a lanchonete Futuro, que fica na R. Ciudadela, 1188. Por fora não aparenta ser um lugar bom, e para ajudar ainda não tinha nenhum cliente. Decidimos dar uma chance ao lugar e entramos para ver o cardápio. Eles servem lanches (os famosos chivitos) e hambúrgueres. Pedi um chivito e minha namorada um hambúrguer, ambos acompanhados de batatas assadas com maionese, cebola e ervas. Toda a comida estava ótima e acabamos almoçando por um bom preço.
      Subimos novamente até a Plaza Independencia, seguimos na Av. 18 de Julio, entramos em algumas lojinhas e fomos até a Fonte dos Cadeados, que fica na esquina com a R. Yi. Descemos a R. Santiago de Chile até o hotel, onde chegamos em torno das 15:00.
      Descansamos e saímos para jantar no La Pulperia, de novo, de tão bom que achamos. Desta vez pedimos um Entrecot grande com duas batatas assadas (papas al plomo) e vinho da casa. Como esperado, a comida estava muito boa. Chegamos às 19:30 e já não tinham lugares nas mesas externas, acabamos sentando no balcão do lado de dentro.
      Nesta noite a rambla estava muito congestionada e cheia de pessoas, possivelmente por causa do dia de Iemanjá.
       
      Plaza Independencia

       
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      03/02/2017 (sexta) - Montevidéu (Uruguai) para Buenos Aires (Argentina)
      Saída de Montevidéu: 08:50
      Chegada em Buenos Aires: 22:00
      Km inicial: 2327,1
      Km final: 2527,9
      Km rodados: 200,8
       
      Fizemos checkout logo pela manhã e compramos algumas coisas no mercado ao lado do hotel para comermos durante a travessia no Buquebus e logo pegamos a Ruta 1 para Colonia del Sacramento.
      A cidade de Colonia del Sacramento é bem pequena e lembra muito cidades históricas do Brasil, como Paraty com suas ruas de paralelepípedo.
      Como chegamos perto do horário do almoço, fizemos apenas um passeio de carro mesmo até parar para almoçar no Carrito de Lo Marcos, que achamos no TripAdvisor. É basicamente um trailer adaptado para lanchonete, onde o proprietário construiu em volta um terraço para colocar as mesas e geladeiras. A comida é boa e barata.
      Depois do almoço estacionamos o carro na 18 de Julio esquina com Ituzaingó e saímos a pé para conhecer o centro da cidade. Andamos em praticamente todo o centro e pontos turísticos principais em meia hora, as poucas atrações da cidade estão todas agrupadas no centro facilitando bastante o roteiro.
      Voltamos ao carro e fomos até o Colonia Shopping, que na verdade é mais uma galeria. Passeamos pelo mercado, usamos o wifi e ficamos enrolando aguardando a hora do embarque do Buquebus que nos levaria até Buenos Aires. Às 16:30 fomos ao porto, com certa antecedência, já que não sabíamos direito como funciona o procedimento de entrada no porto com o veículo e embarque.
      Chegando no Terminal Fluviomarítimo (localizado em -34.473014,-57.843714) pedi orientações ao guarda da portaria e seguimos as placas "Embarque de Vehiculos" que fazem você dar a volta no terminal até chegar na parte de trás do prédio, restrita para carros apenas. Estacionamos o carro próximo da entrada da balsa e fomos a pé até o terminal, seguindo as placas "Checkin".
      O processo todo é muito simples e similar ao embarque em um aeroporto: passamos no balcão de checkin e entregamos as documentações, nos dirigimos para a fila do raio X e logo em seguida chegamos na imigração, que conta com oficiais uruguaios para registrar a saída e argentinos, que já registram a entrada na Argentina. Todo este processo não levou mais do que 15 minutos.
      Depois da sala da imigração basta seguir as placas "Embarque de pasajeros y conductores" para subir na sala de embarque e aguardar.
      Os motoristas são chamados mais ou menos 1 hora antes da saída da embarcação, pelo sistema de som, enquanto os outros passageiros e acompanhantes devem aguardar na sala de embarque.
      Os motoristas são encaminhados aos seus veículos e podem entrar no estacionamento da embarcação assim que liberado e orientado pelos funcionários.
       
      Ao estacionar na embarcação é necessário subir pela escada ou elevadores para o piso de passageiros e aguardar a entrada dos acompanhantes.
      A embarcação que nos levou pelo Rio de la Plata até Buenos Aires foi a Eladia Isabel, que tem capacidade oficial para 1200 passageiros, 130 carros, alcança velocidade máxima de 15 nós e foi construída em 1986, sendo a mais antiga da frota da Buquebus. A travessia de Colonia del Sacramento para
       
      Buenos Aires, nesta embarcação, leva pouco mais de 3 horas. O horário de saída da nossa embarcação era 18:41 e foi respeitado, saindo com atraso de 6 minutos apenas.
      No primeiro andar, em cima do estacionamento, está localizado o freeshop e uma área reservada para quem adquiriu bilhetes na classe executiva.
      O segundo andar conta assentos normais em grande parte do andar, além da lanchonete e algumas mesas. Na parte traseira deste andar existe uma área mais reservada, fechada com portas de vidro, destinada aos bilhetes comuns.
      O terceiro andar é apenas o terraço da embarcação, que proporciona um bonito pôr do sol.
      A embarcação não tem nenhuma opção de entretenimento, então recomendo que levem livros, filmes e músicas para passar o tempo. Durante a viagem comecei a ler o livro Sully, que ganhei de presente da minha namorada e conta a história do Comandante Sullenberger que pouso o avião em emergência no Rio Hudson, em NY, depois de perder os dois motores durante a decolagem.
      Enquanto estávamos planejando o roteiro, entre 6 a 8 meses antes da partida, o valor da travessia estava bastante caro (não me lembro ao certo, talvez em torno de R$ 1000) e por isso o planejamento inicial seria fazer a travessia por terra, cruzando a fronteira de Fray Bentos e percorrendo cerca de 470km. 10 dias antes da partida olhei por curiosidade os valores e estavam bem melhores, então mudamos os planos e fizemos a compra dos bilhetes diretamente no site da Buquebus.
      Alguns minutos antes da chegada os donos de veículos, desta vez junto com os acompanhantes, são chamados ao estacionamento para se prepararem para a saída. Ao chegar em Buenos Aires as rampas são abaixadas, os veículos liberados para saírem e entram na fila da aduana argentina. O oficial pediu apenas meu documento, o do veículo e seguro Carta Verde. Olhou rapidamente as malas do banco traseiro, o porta malas e depois de 10 minutos da chegada já estávamos andando nas ruas da capital argentina.
      Em Buenos Aires nos hospedamos em um apartamento alugado via Airbnb, localizado em Palermo e com garagem, que era essencial para nós.
      Durante o caminho para o apartamento conseguimos wifi e avisamos o dono que estávamos chegando. Nos encontramos no local e ele mostrou todo o apartamento, que fica em um prédio antigo (como todos os outros).
       
      Hospedagem: Apartamento reservado pelo Airbnb
      R$ 841 (4 noites)
       
      Gastos do dia:
      R$ 18,20 Pedágios (160 UYU)
      R$ 375,78 Buquebus (2 pessoas + carro) (1679 ARS)
      R$ 841 Apartamento Buenos Aires
       
      Farol em Colonia del Sacramento

       
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      04/02/2017 (sábado) - Buenos Aires (Argentina)
      Km inicial: 2527,9
      Km final: 2549,2
      Km rodados: 21,3
       
      Saímos para passear às 10:00 e fomos caminhando até a estação Scalabrini Ortiz da Linha D. Compramos o cartão SUBE (25 pesos) necessário para usar o transporte público (um cartão pode ser usado por várias pessoas) e já carregamos com crédito para quatro viagens (7,50 pesos cada).
      É importante ficar atento ao entrar nas estações pois a entrada de algumas estações serve apenas um sentido da linha, não tendo passagem interna para o outro lado da plataforma. Durante os dias que ficamos em Buenos Aires não vimos nenhuma escada rolante nas estações, que aparentam ser mais velhas e sujas do que em São Paulo.
      Descemos na estação Catedral, ao lado da Plaza de Mayo, e fomos caminhando até a Casa Rosada para a visitação que havíamos agendado para as 11:00.
      Acabamos conseguindo entrar na turma das 10:45.
      A visitação dura em torno de uma hora, é grátis, em espanhol e muito informativa. Durante a visitação somos levados por diversos salões da Casa Rosada, incluindo o gabinete da presidência, e o guia explica a origem dos lustres, palmeiras, ladrilhos, etc.
      Depois da visita fomos até a Calle Florida fazer câmbio em um local previamente escolhido e pelo TripAdvisor fomos almoçar no Capataz, que fica na Maipu 529. O lugar estava um pouco vazio mas a comida é boa, comemos um Mini Chorizo, nhoque com molho branco e um litro de Quilmes por 360 pesos.
      Depois do almoço continuamos caminhando pelos pontos que tínhamos anotado; fomos ao Obelisco, Teatro Colon, Galerias Pacifico, Falabella e Plaza San Martin.
      Durante o passeio paramos em um dos quiosques 25h e compramos alfajores, gostamos muito dos alfajores da marca Cachafaz.
      Para a janta fomos de carro até um lugar muito bem recomendado no TripAdvisor mas ao passar na frente vimos que estava cheio. Fomos então até a Corrientes e jantamos na Pizzaria La Rey. Pedimos uma promoção, que incluía uma pizza grande napolitana e duas bebidas por 299 pesos. O lugar é muito grande, com atendimento rápido, comida saborosa e preço justo.
       
      Gastos do dia:
      R$ 10,60 Metrô (25 ARS cartão SUBE + 30 ARS quatro passagens)
      Câmbio: taxa: 5,20 pesos argentinos por real
       
      Casa Rosada

       
      Obelisco

       
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      05/02/2017 (domingo) - Buenos Aires (Argentina)
      Km inicial: 2549,2
      Km final: 2549,2
      Km rodados: 0
       
      Saímos para passear às 10:00 e novamente fomos caminhando até a estação Scalabrini Ortiz. Carregamos o cartão SUBE com quatro passagens, fomos mais uma vez até a estação Catedral, a mais próxima do Puerto Madero onde iniciaríamos nosso passeio no dia.
      O metrô serve bem os pontos turísticos, com exceção da feira de San Telmo e Caminito / La Boca, que não tem nenhum metrô por perto.
      Andamos até a Plaza de Mayo, passamos por trás da Casa Rosada e entramos no Puerto Madero. Andamos por um tempo no Puerto Madero em direção ao sul e em certo momento entramos em direção ao centro da cidade para chegar na feira de San Telmo, que acontece todos os domingos na Calle Defensa, no bairro de San Telmo.
      São várias banquinhas na rua que vendem artesanato, camisetas, incensos e petiscos. Na rua algumas lojas e galerias de arte também ficam abertas.
      O planejamento inicial seria andar até o Caminito, evitando andar de ônibus, mas o clima estava muito ruim com vento forte e alternando entre garoa forte e chuva. Acabamos almoçando ali mesmo, no restaurante La Continental e pagamos 218 pesos por duas massas e bebidas.
      Voltamos para o apartamento de Uber (a outra opção seria andar de volta até a estação Catedral), que custou 90 pesos por uma viagem de 20 minutos e 8km.
      Para a janta, mais uma vez por recomendação do TripAdvisor, fomos a pé em uma lanchonete chamada Guimpi V, aberta desde 1984. O lugar trabalha basicamente com delivery de empanadas e pizzas e tem pouquíssimos lugares para comer no balcão. Foi a melhor empanada que comemos durante toda a viagem! Eles tem empanadas de presunto e queijo, espinafre, cebola e queijo, frango, queijo roquefort, carne, entre outas. Todas são ótimas e cada uma, independente do sabor, custa 20 pesos argentinos.
       
      Gastos do dia:
      R$ 5,80 Metrô (30 ARS quatro passagens)
       
      Puerto Madero / Puente de la Mujer

       
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      06/02/2017 (segunda) - Buenos Aires (Argentina)
      Km inicial: 2549,2
      Km final: 2549,2
      Km rodados: 0
       
      Saímos em torno das 11:00 para o último dia de passeios em Buenos Aires. Novamente fomos até a estação Catedral, andamos pela Florida, fizemos câmbio e almoçamos no restaurante Santos Manjares na Calle Paraguay; uma milanesa e um ojo de bife com duas águas nos custou 360 pesos. O ojo de bife estava muito saboroso e o atendimento no geral foi bom.
      Compramos mais alfajores para estocar, fomos andando até o Café Tortoni e voltamos ao apartamento para arrumar as malas para a saída no dia seguinte. Jantamos novamente no Guimpi V, comprando empanadas "reserva" para almoçar no dia seguinte durante a viagem, evitando parar para almoçar.
       
      Gastos do dia:
      R$ 2,90 Metrô (15 ARS duas passagens)
      Câmbio: taxa: 5,20 pesos argentinos por real
       
      Vizinhança do apartamento

       
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      07/02/2017 (terça) - Buenos Aires (Argentina) para Bahia Blanca (Argentina)
      Saída de Buenos Aires: 08:30
      Chegada em Bahia Blanca: 15:30
      Km inicial: 2549,2
      Km final: 3190,9
      Km rodados: 641,7
       
      Saímos do apartamento às 07:50, abastecemos perto de San Telmo e finalmente pegamos a estrada, que já estávamos sentindo falta.
      Assim como a maioria das cidades grandes, a saída de Buenos Aires para a estrada é um pouco confusa e com bastante movimento, tendo que pegar diversas avenidas, elevados e estradas secundárias até estar de fato na estrada. Nossa saída foi pela Auto Pista (AU) 25 de Mayo, que vira AU Luis Dellepiane e AU Tenente General Pablo Richieri. Próximo ao aeroporto de Ezeiza saímos na AU Ezeiza - Cañuelas (que tem limite de 130km/h) até a cidade de Cañuelas, onde pegamos a RN3 até a cidade de Azul, RN226 até Olavarria, RP76 e finalmente a RP51 até chegar em Bahia Blanca.
      Entre a saída de Buenos Aires e a Ezeiza - Cañuelas passamos por três pedágios, sendo que em um deles o atendente mandou passar direto.
      A maior parte da viagem foi em pista simples, mas em boas condições.
      Logo depois da cidade de Azul a pista estava em obras, com muitas pedras soltas. Uma dessas pedras foi levantada pelo pneu do caminhão na nossa frente e voou direto no para-brisa, que trincou na hora. Terminamos a viagem com ele trincado e substituímos depois de voltar, pelo seguro, sem nenhum incômodo das polícias.
      Um fato curioso é que durante a viagem vimos uma placa indicando a distância de 2859km até Ushuaia. Por coincidência o odômetro parcial (total desde a saída de São Paulo) indicava exatamente 2859km rodados!
      Às 15:30 chegamos em Bahia Blanca, uma cidade grande em comparação com as pequenas cidades que passamos pelo caminho, e fomos direto ao camping, que fica próximo à rodovia, já na saída da cidade.
      Chegamos no camping sem problemas, conversamos com a dona para acertar os detalhes e montamos a barraca. Fomos andar nos arredores do camping, que fica na costa e é vizinho de um balneário, aparentemente é um clube da polícia ou algo do gênero. Infelizmente aquela parte da costa não tinha praia e sequer mar, apenas uma grande extensão de terra, como se fosse uma represa seca.
      A região em frente ao camping e ao balneário tem wifi, que aparenta ser do município, mas o funcionamento é muito precário e nas poucas vezes que conseguimos conectar mal conseguíamos enviar mensagens.
      O camping tem uma boa área para barracas, com sombras, tomadas, um banheiro feminino e um masculino.
      Fomos até um mercado atacadista próximo e compramos um engradado de água, já que as trazidas do Brasil acabariam em breve, e também hambúrguer congelado para a janta.
      Enquanto fazíamos a janta chegou uma Ford Ecosport argentina puxando um trailer e se juntaram a nós, outra barraca e um motorhome Ford Transit espanhol.
      O banho foi gelado apesar da dona dizer que o camping tinha água quente. Já que o dia estava agradável não fizemos questão de reclamar, mas dos campings que ficamos este era o que tinha a estrutura mais simples, pecando um pouco na limpeza e manutenção dos banheiros (ralo entupido, pia soltando da parede); em compensação foi o segundo mais barato que ficamos durante toda a viagem.
       
      Abastecimento Buenos Aires: Shell - Calle Paseo Colon, 849 x Calle Estados Unidos
      Nafta Super $ 18,85/litro
      Média: 8,95 km/l
       
      Abastecimento Azul: Esso - Ruta Nacional 3
      Nafta Super $ 20,55/litro
      Média: 10,84 km/l
       
      Hospedagem: Camping Municipal Balneário Maldonado
      $20 por pessoa, $75 barraca, $35 carro
      Telefone: (+54) 291 4551614
      RN3 sul, km 695 x Calle Charlone 4600 (seguir placas Balneário Maldonado), Bahia Blanca/Argentina
      -38.733434, -62.314545
       
      Gastos do dia:
      R$ 22,11 Pedágios (115 ARS)
      R$ 259,60 Abastecimento (1350 ARS)
      R$ 28,85 Camping Bahia Blanca (150 ARS)
       
      Camping em Bahia Blanca

       
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      08/02/2017 (quarta) - Bahia Blanca (Argentina) para Neuquén (Argentina)
      Saída de Bahia Blanca: 09:50
      Chegada em Neuquén: 16:00
      Km inicial: 3190,9
      Km final: 3737,8
      Km rodados: 546,9
       
      Durante a noite acordamos em torno das 03:00 com chuva e ventos muito, muito fortes chegando ao ponto de deformar a barraca, sentíamos que ela estava "dobrando", mas mesmo assim aguentou firme, acordamos bem e o melhor: com a barraca seca! Isso nos economiza minutos preciosos pela manhã, evitando ter que secar o quarto e o teto antes de enrolar para guardar.
      Saímos do camping às 09:00 e entramos na cidade para abastecer e comprar comida em uma padaria para o café da manhã e almoço. Compramos doces ótimos, então vale a pena indicar a padaria que fica na Colon x Tierra del Fuego.
      Pegamos um pequeno trecho da RN3 para sair de Bahia Blanca e depois rodamos durante o dia todo pela RN22 que é praticamente uma reta só. Rodamos em torno de 250km com umas cinco curvas leves apenas.
      O caminho foi praticamente de estradas de mão simples, mas com boas condições. O limite era de 80km/h, mas excepcionalmente nesse dia rodamos a 120, 130km/h para chegar o quanto antes em Neuquén. Neste dia não passamos por nenhum pedágio, apenas uma barreira zoofitosanitária que na teoria serve para impedir a entrada de frutas, vegetais e produtos derivados de animais. Na prática o fiscal apenas olhou as malas no banco traseiro.
      Chegamos na capital da província de Neuquén às 16:00 e fomos em um Carrefour comprar salsicha para a janta e medialunas para o café da manhã e almoço do dia seguinte. Aproveitamos para recarregar nosso estoque de alfajor comprando alguns da própria marca do Carrefour.
      Saindo do Carrefour passamos pela cidade tentando algum wifi para avisarmos as famílias, mas sem sucesso pegamos o caminho do camping e chegamos às 16:40.
      O camping está localizado a 10km do centro da cidade de Neuquén, sendo boa parte do caminho em estrada de terra com pedras soltas. Enquanto estávamos planejando a viagem, ainda no Brasil, fiquei com certo medo pois este foi o camping que nós menos encontramos informações em relação à localização e endereço. Ele fica em uma via de terra, e como a maioria dessas vias, não tem um endereço certo. De acordo com as instruções encontradas na internet consegui encontrar ele no mapa e marcar a coordenada. Felizmente foi fácil de chegar com as coordenadas, apesar do GPS ter nos guiado por um caminho diferente do divulgado pelo camping.
      Ao chegar no camping nos deparamos com uma grande área descampada e uma portaria de madeira. Na portaria alguns avisos pediam para que fossemos até a provedoria, que é um misto de recepção com um minimercado. O caminho é intuitivo e depois de algumas centenas de metros conseguimos chegar. A área de camping é muito grande com bastante verde e sombras. No fundo do camping passa o Rio Limay que tem muita correnteza, mas é ótimo para um banho.
      Depois de chegar, como de costume montamos a barraca e ficamos uma hora no rio descansando, aproveitando a bela paisagem e tirando fotos. Preparamos o jantar, lavamos louça e 21:00 ao anoitecer tentamos tomar banho, mas todos os chuveiros estavam ocupados.
      Os chuveiros são aquecidos (e muito bem aquecidos, por sinal) a lenha então o horário de banho é das 20:00 às 22:00 apenas. Minutos depois conseguimos tomar banho sem problemas.
      Os banheiros são limpos e em grande quantidade.
      No camping estava um grupo de cinco barracas e algumas outras avulsas, mas em nenhum momento fomos incomodados por barulho.
       
      Enquanto escrevia este relato (08/2/2017 22:00), deitado antes de dormir em Neuquén, percebi que fiz a reserva do Airbnb de Santiago para as datas erradas. Nossa passagem por Santiago estava prevista para 14 a 18 de fevereiro, mas acabei fazendo a reserva entre 18 e 22 de fevereiro. Me dei conta quando estava lendo os e-mails que chegaram enquanto estávamos conectados em algum wifi e vi o dono do apartamento dizendo que estava tudo pronto para minha chegada no dia 18. Fiz a confusão porque na nossa planilha de planejamento criei uma coluna para dia de viagem (Dia 1, dia 2, dia 3, etc) e uma coluna para data (28/01, 29/01, etc). O 18º dia de viagem seria dia 14/02, mas na hora da reserva bati o olho na primeira coluna e reservei a data errada.
      Como estávamos sem internet não conseguimos fazer nada. Ficou pendente resolvermos isto no dia seguinte.
       
      Abastecimento Bahia Blanca: YPF - 9 de Julio x Colon
      Nafta Super $ 20,73/litro
      Média: 11,80 km/l
       
      Abastecimento Choele Choel: YPF - Ruta Nacional 22
      Nafta Super $ 14,88/litro
      Média: 9,95 km/l
       
      Abastecimento Cipoletti: Esso - Entroncamento da Ruta Nacional 22 e 151
      Nafta Super $ 14,57/litro
      Média: 10,41 km/l
       
      Hospedagem: Camping Costa Soleada
      $70 por pessoa
      Telefones: (+54) 299 4436887 / (+54) 9 299 4291088
      Ruta Nacional 22 sentido Sul, passando Neuquén virar à esquerda na esquina da Rio Colorado (antena da Claro). Seguir placas amarelas do camping, Neuquén/Argentina
      -38.971851, -68.175774
       
      Gastos do dia:
      R$ 2,88 Barreira Zoofitosanitária (15 ARS)
      R$ 261,54 Abastecimento (1360 ARS)
      R$ 26,92 Camping Neuquén (140 ARS)
       
      Chegada do camping em Neuquén

       
      Rio Limay que passava dentro do camping em Neuquén

       
       
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      09/02/2017 (quinta) - Neuquén (Argentina) para Bariloche (Argentina)
      Saída de Neuquén: 10:50
      Chegada em Bariloche: 16:30
      Km inicial: 3737,8
      Km final: 4186,7
      Km rodados: 448,9
       
      De manhã, como de costume, arrumamos nossas coisas, desmontamos a barraca e antes de sair do camping decidi ir de carro até a beira do rio para filmar com a GoPro todo o caminho até a saída do camping.
       
      Tudo teria dado certo se o caminho até a margem do rio não fosse tão fofo! Como existiam várias pedras médias achei que seria tranquilo, mas quando fiz a travessia das pedras até o rio percebi que o piso segurou bastante o carro e seria difícil voltar. Manobrei o carro colocando de frente para a saída, GoPro filmando, acelera e... atolou nas pedras. Consegui dar ré, voltar até próximo do rio para dar embalo e atolou de novo. Repeti o processo umas cinco vezes, com controle de tração ligado e desligado, tentando pegar embalo, mas era difícil porque não tinha muito espaço com chão firme para acelerar, então desde a saída o carro já ficava patinando.
      Desci do carro, analisei o lugar e vi que o chão estava mais firme indo por outro lado, mas tinha um morrinho que teria que subir. Acabei conseguindo subir e depois de meia hora de tentativas fomos embora do camping às 09:45.
       
      Paramos em um posto YPF ainda em Neuquén para usar o wifi e resolver a questão do Airbnb de Santiago. Tentei fazer a alteração das datas mas infelizmente o apartamento já não estava disponível nas datas que precisávamos, então acabamos cancelando a reserva (reembolso de 50% do valor pago) e alugamos um outro para ficar duas noites a menos (o plano original era ficar quatro) já que durante a viagem descobrimos que gostávamos muito mais de acampar em cidades pequenas do que ficar em grandes centros com avenidas, trânsito, metrô, etc. Precisamos alocar as duas noites que ficaram sobrando em alguma cidade, já que em Santa Fé tínhamos hotel reservado. Decidimos ficar uma noite a mais em Chillan e outra em Mendoza.
      Saímos do YPF para iniciar o dia na estrada às 10:50; tarde para rodar os mais de 400km que teríamos, mas foi essencial para podermos resolver a questão do Airbnb.
       
      O caminho para Bariloche é bastante simples, seguindo pela RN22 saindo de Neuquén e logo pegando a RN237 pelo resto da viagem, sempre margeando o Rio Limay (que era o mesmo que passava no camping). O caminho foi todo feito em pista simples, mas em ótimo estado e com muitas retas e oportunidades para ultrapassagem.
       
      Paramos para abastecer em um posto sem bandeira na cidade de Picún Leufú, com medo de não encontrar postos a frente, mas depois percebi que poderíamos ter parado em Piedras del Aguila 100km a frente, com postos Petrobras e YPF.
      Observamos um fato curioso desde Bahia Blanca e que dia após dia foi se confirmando. Diferente do Brasil, quanto mais ao sul viajamos (e mais distante de Buenos Aires) mais barata ficou a gasolina. O menor valor que pagamos foi no dia anterior, a caminho de Neuquén, mas em todo esse trecho desde Bahia Blanca até Bariloche o litro da gasolina se manteve na faixa de 14 pesos.
       
      Durante a viagem passamos por uma pequena cidade chamada Piedras del Aguila e ao olhar para o lado vi várias formações bonitas. Entramos na cidade, passeamos por uns caminhos e tiramos algumas fotos.
       
      Ainda durante a viagem nos deparamos com paisagens lindas e paramos várias vezes para tirar fotos. Acreditamos que exatamente por causa dessas paisagens lindas acabamos nos decepcionando um pouco com Bariloche. Estávamos bastante empolgados para conhecer Bariloche, que apesar de ter paisagens bonitas também não se comparam ao que vimos na estrada. Acreditamos que no inverno a percepção seria diferente e a cidade ficaria ainda mais bonita.
       
      Chegamos na entrada de Bariloche às 16:30 com bastante trânsito no centrinho, lembrando muito Gramado e Campos do Jordão em épocas de pico (natal e inverno). Passamos pelo centro e chegamos no camping às 17:10, distante 24km do Centro Cívico.
       
      Fizemos nossa rotina de sempre, que é montar barraca, inflar colchão tomar banho e fazer a janta.
       
      O camping é muito bem estruturado, provavelmente o melhor que ficamos durante toda a viagem. Quando chegamos estavam em torno de 15 barracas, além de um trailer e uma Land Rover brasileira com barraca de teto, do André e da Ane do projeto Vem Conosco (http://www.vemconosco.com.br).
      Possui wifi que funcionou bem na maior parte da estadia, alguns chalés para locação, refeitório, banheiros com água bem quente e parrilla para uso dos hóspedes (não sei se é cobrado o uso).
       
      Durante o dia pegamos temperaturas entre 22 e 24 graus e agora a noite, enquanto escrevo este relato, segundo o Google a temperatura está em 14 graus.
       
      Abastecimento Picún Leufú: sem bandeira - Ruta Nacional 237
      Nafta Super $ 15,59/litro
      Média: 8,63 km/l
       
      Hospedagem: Camping SER Bariloche
      $130 por pessoa
      http://www.serbariloche.com.ar / [email protected]
      Telefones: (+54) 294 4448308 / (+54) 9 294 4536006
      Colonia Suiza, esquina das ruas Felix Goye e Beveraggi, Bariloche/Argentina
      -41.096380, -71.507637
       
      Gastos do dia:
      R$ 55,77 Abastecimento (290 ARS)
      R$ 134,60 Camping Bariloche (700 ARS) (deveria ficar 780 pesos, mas na hora de pagar a dona nos cobrou 700)
       
      Amanhecer no camping em Neuquén

       
      Piedras del Aguila

       
      Estrada para Bariloche

       

       

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      10/02/2017 (sexta) - Bariloche (Argentina)
      Km inicial: 4186,7
      Km final: 4284,9
      Km rodados: 98,2
       
      Durante a noite passamos muito frio na barraca, acordando várias vezes e demorando para dormir. Como estávamos no verão acabamos subestimando a temperatura de Bariloche e não nos preparamos. Quando acordamos o termômetro do carro marcava 9 graus às 08:00.
       
      Saímos para percorrer o Circuito Chico, mas sinceramente não gostamos justamente por causa das paisagens que vimos na estrada no dia anterior. De qualquer maneira é um passeio bonito, passando pelos lagos Perito Moreno e Nahuel Huapi com algumas paradas para fotos.
      Fomos ao mercado La Anónima (Bustillo 12964) e compramos algumas coisas que estávamos precisando para as refeições. Vimos um isolante térmico a venda e compramos dois, além de pegar umas caixas de papelão para forrar o piso da barraca nas noites seguintes. Mesmo nos agasalhando, em outros dias sentíamos um frio nas costas, então esperamos que com o isolante e papelão essa percepção melhore.
      Voltamos ao camping em torno das 13:00 e fizemos o almoço. Logo no começo da preparação o nosso segundo gás da viagem acabou, foram quatro refeições feitas com ele (o primeiro havia feito três). Enquanto almoçávamos chegou no camping uma Kombi T3 (modelo não vendido no Brasil) com placas da Suíça. Enquanto lavava a louça tive a oportunidade de conversar com o rapaz da Kombi que viajava com sua esposa. Eles despacharam o carro em Hamburgo (Alemanha) e pegaram em Montevidéu (Uruguai).
       
      Passamos a tarde descansando no camping e em torno das 19:30 saímos para jantar no El Boliche de Alberto, um restaurante muito bem falado com algumas unidades em Bariloche. Fomos na da Av. Exequiel Bustillo 8400.
      Pedimos um ojo de bife e uma porção de batata frita, que é gigante. Como queríamos pontos diferentes da carne, pedimos ao garçom que dividisse em duas partes, cada uma com um ponto diferente, e ele gentilmente o fez. A Carne era simplesmente maravilhosa.
      Com bebidas o jantar saiu por 500 pesos, um ótimo custo benefício para Bariloche.
       
      Depois do jantar passeamos de carro pelo Centro Cívico mas ficamos com medo de estacionar e andar por ali já que todas nossas coisas estavam no carro. Na volta paramos em um mirante na Exequiel Bustillo com vista para o lago Nahuel Huapi, abastecemos e chegamos no camping às 23:00.
       
      Como de costume, abastecemos em um posto YPF com fila de três carros na nossa frente (até que estava pequena).
       
      Abastecimento Bariloche: YPF - Av Exequiel Bustillo (-41.132154, -71.332679)
      Nafta Super $ 14,88/litro
      Média: 10,48 km/l
       
      Gastos do dia:
      R$ 107,70 Abastecimento (560 ARS)
       
      Parada no mirante para fotos

       
      Lago no Circuito Chico

       
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      11/02/2017 (sábado) - Bariloche (Argentina)
      Km inicial: 4284,9
      Km final: 4359,7
      Km rodados: 74,8
       
      Desta vez nos agasalhamos bem para dormir, com meias, calça jeans e blusa. Não passamos frio durante a noite e nos demos ao luxo de dormir até acordar, o que aconteceu 11:30. Fizemos almoço, saímos para passear no Cerro Catedral, mas não achamos nada de interessante durante o verão, apenas umas lojinhas no alto do morro. Acabamos não pegando o teleférico para subir.
       
      Voltamos ao camping e fomos na prainha do Lago Perito Moreno que fica vizinho ao camping. A água estava congelante, muito difícil mesmo de ficar dentro, mas o lugar é muito bonito e ficamos um tempo sentados na praia (que lá é feita de pedras) com os pés na água.
      Fomos ao mercado (Todo, na Av Bustillo 3700) e compramos ingredientes para fazer hambúrguer caseiro na janta.
      Voltamos ao camping, tomamos banho, fizemos o hambúrguer e antes de dormir assistimos o filme Alive (Vivos) que relata a história do voo 571 da Força Aérea Uruguaia, que bateu em uma montanha da Cordilheira dos Andes.
       
      Camping em Bariloche



       
      Lago Perito Moreno, localizado na Colônia Suiza onde fica o camping

       
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      12/02/2017 (domingo) - Bariloche (Argentina) para Puerto Octay (Chile)
      Saída de Bariloche: 11:00
      Chegada em Puerto Octay: 17:45
      Km inicial: 4359,7
      Km final: 4630,0
      Km rodados: 270,3
       
      Saímos do camping às 11:00 depois de desmontar a barraca e arrumar todas as coisas. No caminho para o Chile tivemos que passar novamente por Bariloche e depois fomos pela RN40 e RN231 sentido Vila La Angostura, que se parece mais ainda com Gramado. Seguimos em frente até a fronteira com o Chile, que cruzamos pelo Paso Cardenal Antonio Samoré (atenção: esta fronteira não é 24h. Consultar o horário antes da viagem)
       
      O trajeto é feito em pista simples, em serra e com muitas curvas. Por este motivo a velocidade média acaba ficando bem baixa.
       
      Às 13:20 chegamos na região da fronteira (saída da Argentina) e ficamos parados por uma hora. Enquanto estávamos na fila o oficial nos entregou o papel do controle de barreira com a placa do carro, quantidade de pessoas e os passos que teríamos que fazer na fronteira.
      Às 14:20 fomos liberados para seguir até os escritórios, estacionamos o carro e fomos para a fila, que andava bem rápido.
      O primeiro passo foi no guichê da imigração, onde tivemos que apresentar os passaportes e documento do carro. O segundo passo é na aduana, onde novamente entregamos os documentos e o oficial nos perguntou por onde entramos na Argentina e em quais cidades dormimos.
      No terceiro passo o oficial os documentos do carro foram conferidos, recebemos um papel usado para entrada e saída do carro no Chile e Argentina e por fim foi feita uma simples revista no carro, olhando o compartimento do motor e o porta malas.
      Finalizamos os processos de saída da Argentina às 14:20.
       
      Nos direcionamos para a próxima fronteira onde daríamos a entrada no Chile. As fronteiras estão separadas por uma distância de 30 ~ 50 km e no meio do caminho existe a placa simbólica de divisa de países.
       
      Às 15:30 demos entrada na aduana do Chile, também recebendo um papel com o passo-a-passo. Esta fronteira estava bem mais tranquila, bastou estacionar e nos dirigir até os escritórios. Como na saída da Argentina, são três passos (imigração, aduana e inspeção do carro), com algumas diferenças:
      No primeiro passo eles dão um papel impresso com o número do passaporte. Importante conferir o papel, o meu estava errado e precisei voltar para que o oficial corrigisse.
      No segundo passo é necessário preencher um papel similar ao necessário para entrada nos EUA, informando seus dados, declarando que não está trazendo nenhum bem comercial, itens agropecuários e mais de 10.000 dólares (ou equivalente).
      No terceiro passo a inspeção do carro é muito rigorosa, tendo que colocar todas as bagagens do porta malas em um balcão onde os oficiais revistam tudo, inclusive por dentro. Isto acontece porque é proibida a entrada de produtos de origem animal e vegetal e eles levam isto bem a sério.
       
      Ao entrar no Chile a estrada vira Ruta CH-215. Seguimos por ela até a intersecção com a Ruta U-51.
      O caminho da fronteira até Puerto Octay é muito bonito, com o vulcão Osorno sempre aparecendo na paisagem.
       
      Chegamos na cidade (que é muito pequena) e no camping às 17:45. O camping custava 10.000 pesos por pessoa, mas como chegamos em um domingo e a cidade não tem casa de câmbio não tínhamos o valor completo. Levamos exatamente 10.000 pesos do Brasil para despesas pontuais como um lanche ou pedágio. Teríamos que sair cedo no dia seguinte, ir até Puerto Montt (140km ida e volta), fazer o câmbio e voltar para pagar o camping. Conversei com o dono que aceitou cobrar 30 dólares. Fizemos as conversões na hora e acabou ficando bom para as duas partes. Além disso tínhamos 30 dólares trocados, e acredito que seria difícil casas de câmbio aceitarem notas baixas assim. Ficamos felizes com a negociação.
      O camping não é muito grande, mas tem muitas árvores e um rio passando no fundo. Todas as "vagas" de barraca tem uma mesa de madeira e ponto de energia. A água é aquecida a gás.
       
      Abastecimento Bariloche: Esso - Av Juan Manuel de Rosas (41.1327879, -71.3180786)
      Nafta Super $ 14,88/litro
      Média: 9,62 km/l
       
      Hospedagem: Camping El Molino
      $10.000 por pessoa
      Telefone: (+56) 64 239 1375
      Costanera Pichi Juan 124, Puerto Octay/Chile
      -40.977377, -72.882325
       
      Gastos do dia:
      R$ 33,46 Abastecimento (174 ARS)
      R$ 99 Camping Puerto Octay (30 USD)
       
      Fronteira Argentina/Chile

       
      Vulcão Osorno ao fundo

       
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      13/02/2017 (segunda) - Puerto Octay (Chile) para Chillan (Chile)
      Saída de Puerto Octay: 09:30
      Chegada em Chillan: 16:40
      Km inicial: 4630,0
      Km final: 5222,4
      Km rodados: 592,4
       
      Saindo de Puerto Octay passamos por Osorno e aproveitamos para trocar dinheiro lá, já que é uma cidade bem grande. Não deixem para tirar fotos do vulcão quando passar pela cidade de Osorno, já que o vulcão fica mais ao sul. Sorte a nossa que tiramos algumas fotos no dia anterior.
      No dia anterior conseguimos pagar o camping em dólares, mas mesmo assim ainda precisávamos trocar pesos chilenos.
      Em Osorno trocamos dinheiro e aproveitamos para abastecer e comprar coisas para o café da manhã e almoço no carro.
      Fomos até Osorno pela U-55-V em pista simples com bom estado, e de Osorno até Chillan pela CH-5 que é duplicada, com postos e comércios. A CH-5 conta com bastante pedágios, que também existem nas saídas para as cidades. Pagando um pedágio da CH-5 você ganha isenção no pedágio da saída durante certo trecho da rodovia.
       
      No Chile reparamos que os postos Copec tem muita fila (a exemplo do YPF na Argentina), talvez por algum desconto, parceria com cartão de crédito.
       
      Algumas estradas que passamos tinham placas de velocidade sugerida ao invés de velocidade máxima.
       
      Chegamos na cidade de Chillan às 16:40 e no caminho para o camping paramos no supermercado Unimarc para comprar os itens da janta. Nesta noite fizemos hot-dog. Saímos do mercado às 17:00 e chegamos ao camping em torno de 17:20, já que ele fica a uns 20km da cidade.
       
      O camping se parece com um clube e é muito usado pelos locais para passar o dia, já que tem rio, piscinas, salão de jogos e churrasqueiras. A área para camping é muito, muito grande e o chuveiro é morno, aquecido pelo sol conforme informações recebidas do pessoal do camping.
      O rio não é muito bom para nadar, com muitas pedras, musgo e gravetos.
      O horário de silêncio é a partir das 01:00. É tarde, mas similar a outros campings que já passamos durante a viagem. Como nessa região escurece 21:00, faz sentido já que o pessoal tem o costume de acordar tarde.
      Montamos a barraca, passamos um tempo na piscina, tomamos banho e fizemos a janta. Neste dia nosso terceiro cartucho de gás acabou.
       
      A forma de cobrança do camping é um pouco diferente dos demais. Eles cobram por 3.000 dia e 3.000 por noite (por pessoa), desde que saia até 10:00. Como chegamos segunda de tarde e saímos quarta de manhã, foram cobrados dois dias e duas noites (segunda e terça).
       
      Nesta noite assistimos o filme " Um gato de rua chamado Bob". Minha namorada leu o livro e estava ansiosa pelo filme. É bem legal a história.
       
      Abastecimento Osorno: Shell - Juan Mackenna x Lord Cochrane
      Super 93 $ 766/litro
      Média: 11,68 km/l
       
      Abastecimento Temuco: Petrobras - Rodovia CH-5 km 658
      Especial 93 $ 737/litro
      Média: 12,76 km/l
       
      Hospedagem: Camping Paraiso Chillan
      $3.000 por pessoa por dia / $3.000 por pessoa por noite
      Telefones: (+56) 999 090344 / (+56) 971 407220
      Ruta N-55 km 20 sentido Chillan - Pinto, Chillan/Chile
      -36.679574, -71.923974
       
      Gastos do dia:
      R$ 176,00 Abastecimento (35200 CLP)
      R$ 75,00 Pedágios (15000 CLP)
      R$ 120,00 Camping Chillan (24000 CLP)
      Câmbio: taxa: 620 pesos chilenos por dólar
       
      Camping em Puerto Octay

       
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      14/02/2017 (terça) - Chillan (Chile)
      Km inicial: 5222,4
      Km final: 5269,7
      Km rodados: 47,3
       
      Acordamos tarde já que o dia seria só para descanso. Fomos passear pela cidade e ver algo para incrementarmos no almoço (normalmente hambúrguer ou salsicha). Encontramos o mercado Líder, que é um Walmart apenas com outra marca. Tem o mesmo estilo de comunicação visual e os mesmos produtos de marca própria (Great Value).
      Aproveitamos para almoçar no restaurante Doggis que fica no próprio mercado e tem, principalmente, hot-dog. O restaurante é estilo fast-food, mas o cachorro quente é muito gostoso. Experimentamos a famosa "palta" que é um tipo de pasta de abacate, e mesmo com cachorro quente ficou ótimo.
      Voltamos para o camping e passamos a tarde na piscina que tinha um toboágua bem legal.
      Tomamos banho, assistimos a séries e fizemos a janta. Depois da janta organizamos as malas, o carro, assistimos o filme que conta a história do comandante Sully e dormimos.
       
      Camping em Chillan

       
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      15/02/2017 (quarta) - Chillan (Chile) para Santiago (Chile)
      Saída de Chillan: 10:00
      Chegada em Santiago: 15:00
      Km inicial: 5269,7
      Km final: 5697,3
      Km rodados: 427,6
       
      Saímos do camping às 09:30, fomos para Chillan, abastecemos e pegamos a estrada para Santiago 10:00.
      Fomos para Santiago pela mesma estrada CH-5 do dia anterior, então não tem muito o que falar. Estrada bem conversava, duplicada em toda sua extensão, limite de 120 km/h e pedágios frequentes.
      Desta vez acabamos almoçando snacks em um posto de gasolina.
      Ao chegar em Santiago pegamos algumas vias expressas e diversas placas indicando "Solo Televia o sistema complementario", bem como alguns pórticos, aparentemente tratava-se de cobrança automatizada de pedágio apenas para veículos cadastrados.
      Passamos por alguns deles até eu ficar com medo da leitura de placa nos complicar na saída do Chile e fui pela via lateral, muito mais lenta e com semáforos.
      Chegamos na casa alugada pelo Airbnb às 15:00. Era uma pequena casa que fazia parte da casa principal, com sala e quarto integrados, banheiro, e fogão e frigobar escondidos dentro de um guarda roupa.
      A dona era uma senhora muito simpática e fez o possível para nos auxiliar durante a estadia.
       
      Como o tempo em Santiago seria curto logo saímos para passear. Fomos a pé até a estação Manquehue, compramos dois bilhetes para horário normal e descemos na estação Tobalaba.
      Em Santiago a tarifa do metrô varia conforme o horário.
       

       
      Passeamos no Costanera Center, o shopping center que fica localizado no arranha-céu mais alto da América Latina. Os pisos do shopping são divididos por tipo de lojas, por exemplo, um piso para mulheres, um piso para homens e crianças, um piso para esportes, etc.
      Enquanto passeávamos no Costanera conversei com o gerente da filial da nossa empresa no Chile e fomos até o escritório conversar com ele. Voltamos para o Costanera, andamos pelo resto dele e fizemos algumas compras para nossa futura casa.
      Jantamos no restaurante Elkika Ilmenau, tipicamente alemão, que eu havia ido três anos atrás em uma viagem a trabalho. Dois hot-dogs com bebida nos custou $ 7000.
      Andamos pelo bairro que é bastante arborizado enquanto esperávamos iniciar o horário de menor preço no metrô.
       
      Abastecimento Chillan: Shell - Collin, 788
      Super 93 $ 699/litro
      Média: 11,08 km/l
       
      Abastecimento Rengo: Petrobras - Rodovia CH-5
      Especial 93 $ 746/litro
      Média: 11,79 km/l
       
      Hospedagem: Apartamento reservado pelo Airbnb
      R$ 267 (2 noites)
       
      Gastos do dia:
      R$ 198,70 Abastecimento (39740 CLP)
      R$ 12,70 Metrô (2540 CLP)
      R$ 47,00 Pedágios (9400 CLP)
      R$ 267,00 Airbnb Santiago
       
      Casa alugada pelo Airbnb em Santiago

       
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      16/02/2017 (quinta) - Santiago (Chile)
      Km inicial: 5697,3
      Km final: 5725,4
      Km rodados: 28,1
       
      Neste dia fomos fazer o típico passeio de turista, conhecendo o centro. Pegamos o metrô e fomos até a estação Universidade do Chile. Passamos pelo Palácio de la Moneda, Tribunal de Justiça e Plaza de Armas. Nos sentimos bastante inseguros no centro, com vários moradores de rua olhando nossos pertences e volume no bolso. Compramos um sorvete e logo decidimos ir embora. Passeamos pela Falabella e paramos para almoçar em um pequeno restaurante chamado Poker de Ases (Bandera entre Catedral e Compañia de Jesus). Comemos dois lomo a lo pobre (bife com batata, ovo e cebola refogada) com duas bebidas por $ 13200. Comida simples e saborosa, mas nada de outro mundo.
       
      Ao voltar para casa saímos de carro para passear no Cerro San Cristobal, que tem alguns mirantes, trilhas e zoológico.
      Chegamos sem problemas com as orientações do GPS. O valor da entrada é de $ 3000 por carro, pela rua Pio Nono, com direito a voltar mais uma vez no mesmo dia. Estacionamos em uma das ruas internas e fomos ao zoológico, que cobra mais $ 3000 por pessoa. O zoológico é bastante íngreme, já que fica localizado em um morro. Ele começa na parte baixa do parque e vai até em cima. Algumas jaulas estavam sem animais e o mapa estava um pouco desatualizado, mas foi um passeio bem legal para nós que não íamos em um zoológico há algum tempo. Esse zoológico em específico tem alguns animais diferentes do que estamos acostumados, provavelmente pela região.
       
      Depois do zoológico subimos todo o morro de carro parando em um mirante com vista para a cidade, fomos ao Costanera Center comprar mais algumas coisas e também comida para a janta no supermercado Jumbo.
      Pagamos o estacionamento em uma máquina de autoatendimento sem segredo, bem parecido com o Brasil. O estacionamento custa $ 20 por minuto. O preço assusta pelo valor e pela cobrança por minuto, mas ao fazer a conversão vemos que fica até mais barato que shoppings de grandes metrópoles no Brasil.
       
      Fizemos a janta em casa, assistimos alguns vídeos do Youtube aproveitando o bom wifi, limpamos o cartão das câmeras e deixamos o computador fazendo upload das fotos para o Google Photos, já que estávamos sem um backup das fotos até então. Arrumamos as coisas para deixar tudo pronto para a saída no dia seguinte.
       
      Gastos do dia:
      R$ 13,20 Metrô (2640 CLP)
      R$ 15,00 Cerro San Cristobal (3000 CLP)
      R$ 30,00 Zoológico (6000 CLP)
      R$ 9,00 Estacionamento Costanera (1800 CLP)
       
      Cerro San Cristobal

       
      Selfie com a girafa

       
      Costanera Center visto do Cerro San Cristobal

       
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      17/02/2017 (sexta) - Santiago (Chile) para Mendoza (Argentina)
      Saída de Santiago: 09:00
      Chegada em Mendoza: 18:15
      Km inicial: 5725,4
      Km final: 6101,6
      Km rodados: 376,2
       
      Saímos da casa às 09:00, abastecemos e logo estávamos na estrada para Mendoza, cruzando pela Cordilheira dos Andes. No lado chileno fomos pelas Rutas CH-57 e CH-60. Depois de cruzar para o lado Argentino seguimos pela RN7 e RN40.
      Passamos por três pedágios no lado chileno até a fronteira, o que achamos bastante para uma distância de aproximadamente 150km. O último estava a apenas 30km da fronteira.
      Às 11:45 passamos por uma aduana chilena, mas as placas diziam que não era necessário parar já que a saída do Chile seria feita no lado argentino, integrado com a entrada na Argentina.
      Na estrada passamos por um trecho com muitas curvas, que lembram a Serra do Rio do Rastro e Corvo Branco (-32.855649, -70.140536). Enquanto estávamos parados para tirar fotos encontramos com dois motociclistas de Juiz de Fora/MG, pai e filho, que estavam voltando do Atacama.
      Seguimos viagem e fiquei atento ao GPS pois queria cruzar a cordilheira não pelo túnel, que é o caminho comum, mas pela pequena estrada de terra que nos leva ao Cristo Redentor de Los Andes a 3800m de altitude.
      A saída para a estrada de terra é bem mal sinalizada, mas prestando atenção conseguimos encontrá-la e subimos, passando por várias curvas, mirantes e pequenos rios de água congelante que desce a montanha.
      O caminho até o topo tem 8km. Chegamos lá às 12:35 com 3830m de altitude e 9ºC de temperatura, além do vento. Tiramos algumas fotos e iniciamos nossa descida pelo lado chileno às 13:00, chegando ao asfalto 20 minutos e 9km depois.
       
      Enquanto estávamos na rodovia vimos do lado esquerdo o Aconcágua (a montanha mais alta fora da Ásia) e 12km depois, do lado esquerdo, estava a entrada para a fronteira integrada Chile/Argentina (Control Integrado Complejo Horcones). Em toda a viagem esta foi a única fronteira que não ficava no meio da estrada; ela fica na lateral e nós temos que ter a consciência de entrar na fila. Paramos na fila de carros em torno de 13:30. A fila andava devagar e fomos atendidos apenas 15:15 no estilo drive-thru, sem a necessidade de estacionar o carro e ir até o guichê.
       
      O primeiro passo é na imigração do Chile, com os oficiais da PDI (Policia de Investigaciones). Foi necessário apresentar os passaportes, documento de entrada do carro e controle de barreira, que desta vez não nos foi dado. Tive que ir até o guichê da Gendarmeria e pedir.
      No segundo passo fica a aduana chilena e argentina. Entregamos os documentos para o oficial chileno, ele faz os procedimentos necessários e entrega ao oficial argentino. O oficial argentino veio até o carro, entregou o papel de controle de barreira e ao invés de fazer a revista no carro (como estava fazendo com os outros) perguntou nosso time. Falei que éramos palmeirenses e ele disse que desde que não fossemos corinthianos estava certo e nos liberou. Saímos do complexo fronteiriço às 15:30.
      1,5km depois da saída tem uma pessoa na estrada pedindo o papel do controle de barreira.
       
      Um fato engraçado aconteceu enquanto estávamos na fila. Um adolescente estava com as várias notas de peso chileno na mão quando um vendo forte bateu e levou várias notas. Algumas pessoas ajudaram, mas com certeza ele perdeu alguns milhares de pesos nessa brincadeira.
       
      Em torno de Mendoza a estrada que o GPS nos mandava entrar estava impedida pela polícia por algum motivo. Depois de alguns desvios conseguimos chegar no camping El Mangrullo.
       
      O camping é bem estruturado e preparado, conta com espaço para barracas e cabanas. Wifi funciona apenas próximo da entrada, os banheiros são limpos e com água quente.
      Estavam hospedados alguns veículos europeus e uma Chevrolet S10 brasileira com um camper na caçamba.
       
      Fizemos a janta até mesmo andes de montar a barraca porque esse dia foi bem cansativo. Armamos a barraca, tomamos banho e quando fomos encher o colchão da marca Mor comprado novo para esta viagem vimos que ele estava furado na dobra de um dos gomos da parte superior. Tentamos remendar com o kit que veio com ele, mas por ser na dobra não deu muito certo. Acabamos forrando o chão com cobertor e dormimos assim mesmo.
       
      Abastecimento Santiago: Shell - Santa Maria 888
      Super 93 $ 702/litro
      Média: 10,48 km/l
       
      Hospedagem: Camping El Mangrullo
      $150 por pessoa
      Telefones: (+54) 261 4440271 / (+54) 9 261 5604736
      Avda. Champagnat 3002, Mendoza/Argentina
      -32.855704, -68.894194
       
      Gastos do dia:
      R$ 54,00 Abastecimento (10800 CLP)
      R$ 26,50 Pedágios (5300 CLP)
      R$ 173,08 Camping Mendoza (900 ARS)
       
      Subida da Cordilheira dos Andes

       
      Saída do Chile, início do caminho pela Cordilheira dos Andes

       
      Subida para o Cristo Redentor de los Andes, fora da estrada principal

       
      Rio GELADO que desce dos Andes

       
      Cristo Redentor de los Andes, divisa Chile/Argentina

       
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      18/02/2017 (sábado) - Mendoza (Argentina)
      Km inicial: 6101,6
      Km final: 6205,3
      Km rodados: 103,7
       
      Acordamos e fomos ao Walmart 24h (Moldes 1023) tentar comprar um novo colchão inflável. Compramos um da marca Intex, além de água, pães para café da manhã, milho, macarrão, etc.
      Walmart muito grande, no estilo dos que existem nos EUA, com muita variedade de produtos que não estamos acostumados a encontrar em supermercados.
       
      Voltando ao camping fizemos o almoço e saímos para andar pelo centro. Conhecemos a Plaza Independencia e fomos sentido Maipú para conhecer a vinícola (bodega) El Enemigo. Nós gostamos de vinho, mas não somos conhecedores. Por este motivo acabamos indo em uma vinícola qualquer apenas para ver como funciona. Descobrimos a El Enemigo por algum relato lido na internet.
      Foi um pouco difícil de chegar até lá. Fomos até a rua divulgada (Videla Aranda) mas a maioria dos lugares não tem numeração. Depois de perguntar para uma pessoa conseguimos chegar no lugar.
      A vinícola é bem família e aparentemente o carro chefe é a degustação com almoço.
      Pedimos para fazer o tour e uma funcionária nos acompanhou até os barris de carvalho e nos explicou um pouco sobre as uvas utilizadas e história da vinícola. A degustação mais barata permitia escolher dois vinhos entre quatro (como estávamos em dois conseguimos provar todos os quatro: Malbec, Cabernet Franc, Chardonnay e Bonarda) e incluía pães com patê.
      De volta ao camping ficamos um tempo na piscina, tomamos banho, assistimos séries, fizemos a janta (que por sinal, foi a quinta com o mesmo gás no fogão. A falta de vento ajuda muito) e dormimos no colchão novo.
       
      Gastos do dia:
      R$ 95,96 Colchão Intex casal (499 ARS)
      R$ 75,00 Duas degustações (390 ARS)
       
      Visita na Vinícola El Enemigo

       
      Camping em Mendoza

       
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      19/02/2017 (domingo) - Mendoza (Argentina)
      Km inicial: 6205,3
      Km final: 6231,9
      Km rodados: 26,6
       
      Não há muito para falar, este foi um dia de descanso. Fomos ao mesmo Walmart comprar vinhos, voltamos ao camping, fizemos almoço (desta vez abrimos um novo gás, o quinto da viagem).
      De tarde terminei de ler Sully e assistimos Narcos. Arrumamos o porta malas e banco traseiro, limpamos o pó que estava acumulado, fizemos janta e assistimos The Grand Tour (série automotiva).
       
      Mendoza

       
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      20/02/2017 (segunda) - Mendoza (Argentina) para Santa Fé (Argentina)
      Saída de Mendoza: 10:20
      Chegada em Santa Fé: 21:10
      Km inicial: 6231,9
      Km final: 7151,9
      Km rodados: 920
       
      Apesar de ser uma cidade desconhecida para a maioria de nós e pouco turística, Santa Fé estava no nosso roteiro desde o começo do planejamento da viagem. Foi lá que morei entre meus três e seis anos de idade devido à transferência na empresa que meu pai trabalhava.
       
      Neste dia saímos do camping às 08:50 para o centro no intuito de trocarmos dinheiro. Diferente das outras que passamos pela viagem, a casa de câmbio estava com bastante fila. Depois de abastecer o carro pegamos a estrada RN7 às 10:20.
       
      Na altura de Desaguadero passamos por mais controle sanitário, mas sem surpresas. O fiscal olhou pelos vidros nossas bagagens, perguntou se tínhamos frutas e verduras e por último passamos por um equipamento que pulveriza o carro por baixo, acredito que para desinfetar (ou algo assim).
       
      Às 12:40 chegamos em San Luis e paramos no Sanluis Shopping para almoçar no BK. Saímos de San Luis em torno de 13:30 até a RN148 e logo pegamos a RP10, que começou a ser pista simples.
       
      No posto policial de La Punilla fomos parados e como de praxe o oficial nos perguntou de onde vínhamos, para onde iríamos, pediu carta verde e, pela primeira vez na viagem, a CNH.
       
      Pegamos a RP30 até Rio Cuarto e depois a RN158 que passa por Vila Maria e San Francisco, onde pegamos a RN19, duplicada, até Santa Fé onde chegamos 21:10.
       
      Ficamos no Hostal Santa Fe de la Veracruz, um hotel bem velho, mas limpo e com garagem. Aparenta ter sido um ótimo hotel no passado mas parou no tempo.
       
      Mortos de cansaço, fizemos janta no quarto do hotel mesmo e dormimos.
       
      Abastecimento Mendoza: Red Mercosur - General Lamadrid x Acesso Sur
      Nafta Super $ 17,99/litro
      Média: 10,31 km/l
       
      Abastecimento Rio Cuarto: Axion - Tierra del Fuego 932
      Nafta Super $ 20,88/litro
      Média: 12,15 km/l
       
      Abastecimento Crucellas: Shell - Rodovia RN19
      Nafta Super $ 20,99/litro
      Média: 9,96 km/l
       
      Hospedagem: Hostal Santa Fe de la Veracruz
      $950 por dia / $100 garagem
      Telefones: (+54) 342 455 1740 (41/42/43/44)
      San Martin, 2954 / 25 de Mayo x Gdor. Crespo, Santa Fé/Argentina
      -31.641930, -60.704511
       
      Gastos do dia:
      R$ 462,50 Abastecimento (2405 ARS)
      R$ 35,58 Pedágios (185 ARS)
      R$ 403,85 Hotel Santa Fé (2100 ARS)
      Câmbio: taxa: 5,30 pesos argentinos por real
      Câmbio: taxa: 16 pesos argentinos por dólar
       

       
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      21/02/2017 (terça) - Santa Fé (Argentina)
      Km inicial: 7151,9
      Km final: 7194
      Km rodados: 42,1
       
      Tomamos café da manhã no hotel e fomos até a casa de câmbio trocar o resto dos reais, ficando com o dinheiro exato para combustível e pedágio até Foz do Iguaçu no dia seguinte. O banco estava com bastante fila mas acredito que por sermos estrangeiros nos mandaram direto ao balcão.
       
      Voltamos para o hotel e de carro fomos até a escola que eu estudei na pré-escola. Alguns meses antes da viagem minha mãe encontrou uma carta da minha professora na época, encontrei ela no Facebook e combinamos o encontro.
      Ficamos em torno de uma hora conversando na escola. Depois disso passamos na frente das casas que morei, visitamos a igreja de Nossa Senhora de Guadalupe e almoçamos no restaurante El Quincho del Chiquito, que existe desde quando morei na cidade (mais de 20 anos atrás). O restaurante serve uma sequência de peixes por um preço fixo. Os peixes são pescados no próprio Rio Paraná que passa pela cidade, gostamos muito do almoço. O valor é de 230 pesos por pessoa.
      Fomos passear no Walmart localizado na RN168, assim que sai da cidade. A visita ao Walmart foi na intenção de esperar o consultório do pediatra que me atendia abrir. Passamos lá e entre uma consulta e outra conseguimos conversar com ele, que não esperava a visita. Durante a conversa ele foi lembrando de mim, minha irmã e minha mãe.
       
      De volta ao hotel terminamos de assistir Narcos, tomamos banho, fizemos a janta e deixamos tudo pronto para ir embora no dia seguinte, já que iríamos encarar mais de 1000km até Foz do Iguaçu.
       
      Câmbio: taxa: 5,20 pesos argentinos por real
       
      Igreja Nossa Senhora de Guadalupe

       
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      22/02/2017 (quarta) - Santa Fé (Argentina) para Carazinho/RS
      Saída de Santa Fé: 08:00
      Chegada em Carazinho: 21:30
      Km inicial: 7194
      Km final: 8162,6
      Km rodados: 968,6
       
      Acordamos às 06:30, tomamos café da manhã e fizemos checkout às 07:20. Antes de ir embora de Santa Fé passamos por uma pracinha que eu brincava e também pela Plaza 25 de Mayo, onde aprendi a andar de bicicleta e onde ficam localizados os edifícios do governo.
       
      Pegamos a estrada às 08:00 e logo estávamos na divisa das províncias de Santa Fé e Paraná (Argentina), atravessando o túnel fluvial pela RN12 e em seguida RN127, todas pista simples.
       
      Ainda na RN127, na altura de Sauce de Luna, fomos parados pela polícia, que na província de Entre Rios onde estávamos é conhecida por seus policiais corruptos. O oficial pediu a CNH, documentos do carro, carta verde e pediu para eu acender o farol do carro, que já estava aceso (assim como no Brasil, em todos os países que passamos é obrigatório circular com os faróis baixos acesos nas rodovias). Não consegui entender direito, encostei o carro no acostamento e fui ver o que estava acontecendo. Uma das lâmpadas do farol baixo estava queimada, justo na parte mais corrupta da Argentina.
      Fui guiado até a guarita, mas antes aproveitei para colocar 100 pesos no bolso. Outro policial me atendeu na guarita, com uma tabela em mãos me mostrou que o valor da multa era em torno de 3800 pesos, mas se fosse paga diretamente na guarita em dinheiro eu teria um desconto de 50% e sairia com um papel para apresentar nas próximas barreiras policiais. A princípio desconfiei que fosse um pedido de propina e neguei pagar lá, mas enquanto o oficial preenchia a multa vi um papel colado na parede informando sobre o desconto de acordo com algumas leis. Até hoje não sei se é verdade ou não.
      Tinha o dinheiro exato dos 50% da multa para combustível e pedágios, mas preferi dizer que só tinha 100 pesos e estávamos pagando o combustível no cartão já que seria o último dia na Argentina. Ele não pediu os 100 pesos mas perguntou se não tínhamos reais. Pelo jeito 100 pesos era pouco para ele.
      A outra opção seria, segundo ele, pagar a multa na aduana assim que saísse do país. Concordei e pedi para que a multa fosse feita. O policial preencheu algumas informações no computador, me devolveu os documentos e pediu para assinar quatro vias da multa, sendo que fiquei com uma.
      Nela está escrito o valor da multa, a causa, a placa do carro, meu nome completo e número do RG (que estava na CNH).
       
      O policial que me parou inicialmente pediu para que seguisse com o farol alto ligado já que estava com o baixo queimado. E se me parassem e multassem por estar com o alto ligado? Preferi seguir com o baixo mesmo e qualquer coisa eu apresentava a multa que já havia sido feita.
       
      Depois disso pegamos a RN14, que é duplicada pensando no que poderíamos fazer. Nossa programação era sair por Puerto Iguazu (que faz fronteira com Foz do Iguaçu) para visitar as Cataratas e o Paraguai, mas chegaríamos em torno das 20:00. Com azar a multa estaria no sistema e teríamos que procurar algum lugar para sacar dinheiro e pagar a multa, a noite e fora do nosso país, correndo o risco de o cartão não funcionar mesmo com o aviso viagem.
      Poderíamos tentar sacar o dinheiro em alguma cidade no caminho, mas e se por algum motivo a multa não estivesse no sistema e não fosse cobrada? Ficaríamos com mais de 700 reais em pesos sem utilidade.
       
      Depois de pensar em algumas alternativas a mais racional foi sair na primeira fronteira que encontrasse (Paso de Los Libres, Uruguaiana/RS) e seguir viagem para casa, riscando Foz do Iguaçu do mapa já que estando no Rio Grande do Sul é muito longe ir para Foz sem entrar na Argentina.
      Não gostaríamos de entrar novamente na Argentina correndo o risco de ter a multa cobrada. Querendo ou não, não é nosso país, não conhecemos direito o funcionamento da polícia, suas regras, leis e etc. Concordo que estávamos errados, mas aquela região já é conhecida por abuso dos policiais e além disso é absurda uma multa de mais de 700 reais por circular com uma lâmpada queimada durante o dia, sendo que vários carros argentinos passam diariamente caindo aos pedaços (e com lâmpadas queimadas).
       
      Antes de entrar no Brasil ainda fomos parados em mais uma verificação de rotina. Enquanto um policial me pedia os documentos o outro foi até a frente do carro, ficou olhando, mas nenhum dos dois comentou sobre o farol queimado e mandaram seguir viagem. Vai entender.
       
      Chegamos em Paso de Los Libres e abastecemos pela última vez na Argentina para queimar os pesos que tínhamos na mão. Entramos com o carro na fila da saída da Argentina às 13:20. Ao chegar nossa vez o oficial pediu pelo papel da imigração, que não havíamos recebido. Então ele gentilmente nos instruiu a estacionar o carro e ir até o guichê fazer o processo de saída.
      Fomos ao guichê e entreguei apenas o passaporte, com receio de entregar o documento do carro. Passaporte carimbado, a oficial solicitou o documento do carro, entreguei, ela digitou algumas coisas no computador e fomos liberados. Como estávamos viajando com o passaporte ela informou que não seria necessário apresentar o papel da imigração.
      Voltamos ao carro, mostramos os passaportes ao primeiro oficial e fomos liberados, entrando no Brasil às 13:40 cruzando a ponte sobre o Rio Uruguai e entrando em Uruguaiana/RS.
      Como não demos saída do Brasil no início da viagem, a caminho do Uruguai, não nos preocupamos em registrar a entrada.
       
      Depois de liberados fiquei na dúvida do que aconteceria com a multa. Como estávamos viajando com o passaporte e a multa foi dada com o número do RG, imagino que eu posso voltar outras vezes para a Argentina (com o passaporte) sem problemas. Talvez o carro tenha problemas para retornar em uma suposta nova visita.
       
      Paramos em uma autopeças para comprar a lâmpada H7. Enquanto eu trocava a lâmpada minha namorada foi olhando no mapa nossas alternativas. Decidimos que iríamos passar novamente por Curitiba na volta, já que gostamos muito de lá; mas ainda assim precisávamos de um lugar para passar a noite.
      Decidimos dormir nas imediações de Passo Fundo e acabamos encontrando o motel Casa de Pedra na cidade vizinha de Carazinho/RS. De acordo com os relatos na internet aparentava ser bom e barato; para ajudar ainda pegamos um cupom de 20% no site deles.
       
      Como já era tarde e muito difícil encontrar comida para almoçar, acabamos comendo um tradicional xis gaúcho no Lanche da Praça.
      Saímos de Uruguaiana/RS em torno das 15:15 via BR472 e BR285 até Carazinho/RS, ambas em pista simples. Depois de trechos com chuva muito pesada, onde o limpador mesmo no máximo não dava conta, chegamos às 21:30 no motel. Fizemos a janta no quarto e dormimos.
       
      O motel é muito bom, surpreendente por estar localizado em uma cidade pequena e pelo valor pago.
       
      Abastecimento La Picada: YPF - RN12 km 28,5
      Nafta Super $ 20,83/litro
      Média: 10,65 km/l
       
      Abastecimento Paso de Los Libres: YPF - Fronteira com Brasil
      Nafta Super $ 21,37/litro
      Média: 11,38 km/l
       
      Abastecimento Santo Ângelo/RS: Shell - BR285 x BR392
      Gasolina Comum R$ 4,088/litro
      Média: 10,79 km/l
       
      Hospedagem: Motel Casa de Pedra
      R$87,00
      Telefone: (54) 3329-4457
      BR285, km 216, Carazinho/RS
      -28.315266, -52.780731
       
      Gastos do dia:
      R$ 354,46 Abastecimento (1130 ARS + R$137,15)
      R$ 5,77 Pedágio (30 ARS)
      R$ 87,00 Motel Casa de Pedra
      R$ 35,00 Lâmpada do farol
       
      Fronteira Brasileira em Uruguaiana/RS, finalmente em "casa"!

       
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      23/02/2017 (quinta) - Carazinho/RS para Curitiba/PR
      Saída de Carazinho: 08:30
      Chegada em Curitiba: 18:30
      Km inicial: 8162,6
      Km final: 8782,4
      Km rodados: 619,8
       
      O dia foi praticamente de estradas em pista simples, cortando várias cidadezinhas com radares em trechos urbanos. Fomos pela BR285 até Lagoa Vermelha, onde pegamos a BR470.
       
      Uma hora depois da saída paramos na cidade de Mato Castelhano para café da manhã.
      Almoçamos no Posto Serrano I no entroncamento da BR470 com a BR116 e depois seguimos pela BR116 até Curitiba.
       
      O caminho todo foi com chuva, variando entre garoa e muito forte onde o limpador não dava conta. Muitas aquaplanagens quando a chuva ficava mais forte. Diversas vezes paramos na estrada em obras devido ao trânsito em meia pista, prejudicando ainda mais a duração da viagem.
       
      Chegamos em Curitiba às 18:30 e fomos direto para a pizzaria La Piazza, que gostamos muito (e paramos também na ida). Enquanto jantávamos pesquisamos algum hotel para ficar e encontramos o Ibis Budget. Chegamos no hotel, fizemos checkin sem problemas e dormimos.
       
      Abastecimento Curitibanos/SC: Ipiranga - BR470 km 252
      Gasolina Comum R$ 3,889/litro
      Média: 10,81 km/l
       
      Hospedagem: Ibis Budget
      R$103,95 / R$17,50 Estacionamento
      Telefone: (41) 3218-3838
      R. Mariano Torres, 927, Curitiba/PR
      -25.434290, -49.260721
       
      Gastos do dia:
      R$ 169,12 Abastecimento
      R$ 22,40 Pedágios
      R$ 121,45 Hotel
       
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      24/02/2017 (sexta) - Curitiba/PR para São Paulo/SP
      Saída de Carazinho: 08:30
      Chegada em Curitiba: 18:30
      Km inicial: 8782,4
      Km final: 9211,4
      Km rodados: 429
       
      Acordamos tarde e enrolamos no hotel já que queríamos almoçar em uma churrascaria (Master Grill) que gostamos em Curitiba.
      Depois do almoço saímos de Curitiba em torno das 14:00 e chegamos em São Paulo 19:45, pegando chuva em alguns trechos e muito trânsito no Rodoanel devido ao horário de pico.
       
      Abastecimento Curitiba/PR: Shell - R. Des. Westphalen x Av. Pres. Getúlio Vargas
      Gasolina Comum R$ 3,39/litro
      Média: 10,07 km/l
       
      Abastecimento São Paulo/SP: Ipiranga - Av. Luis Dumont Villares x R. 24 de Dezembro
      Gasolina Comum R$ 3,447/litro
      Média: 11,01 km/l
       
      Gastos do dia:
      R$ 237,76 Abastecimento
      R$ 19,90 Pedágios
    • Por Vinícius Schmitt
      [ESCLARECIMENTO] Este guia contém experiência acumulada em quase 5 anos viajando de Kombi pelo Brasil e América do Sul. Apesar de não ser um carro (porque é muito pouco para descrevê-la e sim uma KOMBI) se encaixa perfeitamente como fonte de informações. NOSSO OBJETIVO É APENAS DE DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÃO, SOMOS UM GRUPO INDEPENDENTE QUE NÃO VISA LUCRO EM NENHUMA DE SUAS ATIVIDADES.
      ADMIN: CASO ESTEJA DESRESPEITANDO ALGUMA REGRA, FAVOR BUSCAR DIALOGAR ANTES DE DELETAR O TÓPICO.
       
      É com muita alegria, humildade e empolgação que o DiFériasNaCombi está liberando esta querida, linda e bela criação ^^
       
      Feita com muito amor, ternura e dedicação, para incentivar todos aqueles que tem este sonho e desejam buscá-lo, todos aqueles que não desistem, que enfrentam as adversidades e seguem indo atrás daquilo que acreditam de verdade, do fundo de suas essências.
       

       
      Este GUIA contém toda nossa experiência adquirida em cinco anos de lida Kombilística, rodando muitos quilômetros, passando por muitos lugares e compartilhando infinitas experiências com muitas pessoas.
       
       
      Conhecemos muitos grupos que viajam ou moram em Kombis, mas nenhum que faça isto com 9 tripulantes (lotação máxima).
       
       
      O que mais fizemos foi aprender, experimentar a bela e incrível vida e então aprender com ela.
       
       
      Já pensaram em poder conhecer mais de 13 estados Brasileiros (RS, SC, PR, MS, MT, GO, DF, TO, BA, ES, MG, RJ e SP), mais de 6 países da América do Sul (Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolívia e Chile) e gastar o mínimo possível?
       
      Já estivemos em todas as Chapadas Brasileiras, Pantanal e diversos outros lugares. Assim como Salar do Uyuni e Deserto do Atacama.
       
      Afinal, QUEM NÃO QUER EMBARCAR EM UMA VIAGEM COM OS AMIGOS E CONHECER O MUNDO ?!?!?!
       
      RODANDO EM UMA KOMBI ENTÃO ?!?!?!
       
      GASTANDO MENOS DE R$900,00 EM 30 DIAS ?!?!?!
       
       
      Se alguém deseja começar uma aventura assim, fica aqui nossa humilde contribuição para ajudar e incentivar a busca por esta incrível experiência.
       
       
      FAÇA aquilo que ACREDITA e ACREDITE naquilo que FIZER!!
       
      Link para acessar o GUIA:
      https://drive.google.com/open?id=0B8yjSVOhAOUWQnJCSEJMd3FSZ1U
       
      Link com o relato da primeira expedição:
      viagem-de-kombi-pelo-brasil-7500-km-do-rs-a-ba-t93182.html
       
       
      ABAIXO SEGUE O CONTEÚDO DO GUIA TRANSCRITO NA ÍNTEGRA (APENAS NÃO POSSUI AS FORMATAÇÕES E IMAGENS)
       
      --| GUIA |-- COMO VIAJAR DE KOMBI COM 9 PESSOAS, PELO BRASIL E AMÉRICA DO SUL, GASTANTO O MÍNIMO.
       
      Viajar está entre os maiores desejos e aspirações das pessoas hoje em dia, e em grande parte deve-se a farta transformação pessoal que ocorre através da vivência de experiências e realidades distintas extremamente enriquecedoras, esta, que vem sendo cada vez mais divulgada e vivida por aqueles que se dão ao “luxo” de experimentar modelos alternativos e fora do padrão elitizado de viajar da indústria do turismo. Um destes movimentos, por exemplo, é o dos “mochileirxs”. Ocorre que existem outras maneiras alternativas tanto práticas quanto e de baixo custo também. SIMMMM ^^
      Um dos objetivos do DiFériasNaCombi, além de ajudar a estimular você, que sonha em viajar de Kombi, mostrando que este sonho pode sim ser realizado e só vai depender da sua fé e força de vontade para fazer isto acontecer! DE VERDADE É derrubar os paradigmas e modelos de turismo criados por esta indústria. Viajar não é coisa de rico, conhecer diferentes lugares não é oportunidade apenas de gente abonada, viver experiências enriquecedoras e transformadoras não é privilégio de “filhinhx de papai/mamãe”. Agora “turistar” de fato é, viajar de avião, ficar em hotéis/resorts, comer em restaurantes sofisticados e estimular a cultura da servência é uma atividade praticamente exclusiva da elite, com exceção de quando se junta uma grana preta.
      Hoje em dia viajar por aí de Kombi não é mais uma novidade/atividade insana somente para malucos inconsequentes, existem muitas pessoas no mundo e no Brasil usufruindo deste modelo com diferentes variações. Tem desde “solos”, casais e até
      grupos fazendo desde comida, artigos de arte, apresentações artísticas, surfando, viajando apenas e até tatuagem. Somente na América Latina são mais de 50 páginas no Facebook com Kombis rodando por aí afora. NOOOSSA!! Pensando bem realmente não parece tão louco assim né?
      Agora, Kombis fazendo viagens longas com lotação máxima (9 tripulantes), NÃO SABEMOS DE NENHUMA OUTRA! Por enquanto! Esta realidade está prestes a mudar e começa com você lendo estas dicas e disseminando elas ^^
       
      Iremos descrever detalhes nos seguintes tópicos (Escolhendo a Kombi | Bagagens | Dormindo | Banho/Banheiro | Comendo | Rota | Rodando | Ferramentas/Reparos | Diário de Bordo | Estimando Custos | Modificações | Buscando Parceirxs | Dividindo | Vantagens | Pensamento Positivo) sobre as três principais grandes expedições já realizadas por esta “Combi”, sendo:
       
      1 – EXPEDIÇÃO UNIVERSO PARALELO (2013/2014):
      IDA: Saída de Porto Alegre, RS, passando por SC, PR, SP, RJ e ES até Ituberá, BA. (A maioria falava que nem chegaria, engraçado não?!?!)
      VOLTA: Saída de Ituberá, BA, passando por MG, RJ, SP, PR e SC até Porto Alegre, RS.
      DURAÇÃO/PERCURSO: 24 dias/7500km;
      CUSTO APROXIMADO POR PESSOA: Não apurado.
       
      2 – EXPEDIÇÃO BRASIL CENTRO-LITORAL (2015):
      IDA: Saída de Porto Alegre, RS, passando por SC, PR, MS, MT, GO, TO até Lençóis, BA.
      VOLTA: Saída de Lençóis, BA, passando por ES, MG, RJ, SP, PR e SC até Porto Alegre, RS. (12 Estados em 30 dias?? Tem certeza disso?? SIMMM)
      DURAÇÃO/PERCURSO: 30 dias/10800km;
      CUSTO APROXIMADO POR PESSOA: R$850,00
       
      3 – EXPEDIÇÃO AMÉRICA DO SUL (2016):
      IDA: Saída de Porto Alegre, RS, Brasil passando por Argentina, Paraguai e Argentina novamente até Uyuni, Bolívia.
      VOLTA: Saída de Uyuni, Bolívia, passando por Chile e Argentina até Porto Alegre, RS, Brasil. (5 países em 30 dias?? SIMMM e tínhamos programado 6...)
      DURAÇÃO/PERCURSO: 30 dias/7000km;
      CUSTO APROXIMADO POR PESSOA: R$800,00
       
      Em todos os lugares que passamos, paramos e conhecemos locais incríveis e indescritíveis que jamais sairão de nossas memórias, mas seria impossível descrever todos neste guia, de qualquer forma, maiores detalhes podem ser vistos na página...
      Para começar, o mais difícil, MAS que não é tanto assim: Ter/comprar/alugar/arranjar uma Kombi. Sem uma vai ser impossível viajar desta maneira, logo é imprescindível e não adianta querer planejar e arrumar parceirxs sem antes ter também um plano para descolar o meio de transporte/casa NÉ
       
       
      ESCOLHENDO A KOMBI: Uma dica que podemos dar para a escolha da Kombi é: Teste! Teste quantas e todas que puder. Aceleração, frenagem, amortecedores, suspensão. Ande em todas que puder e então faça um comparativo entre as que mais lhe agradarem. Se possível leve um mecânico junto para ajudar nesta avaliação.
      No ano de 2013 nós pagamos cerca de R$8000,00 em nossa Kombi Clipper ano 1993/1994 e gastamos cerca de 3 a 4 mil em manutenção, com o foco de fazer viagens longas. No Brasil existem muitas peças para reposição, a preços acessíveis, por se tratar de um veículo muito popular. Pode ser mais em conta comprar uma mais barata, mas que vai precisar ser quase toda refeita em lata e mecânica, ou pagar um pouco mais caro e não precisar gastar tanto. Vai depender de procurar bastante e escolher a melhor opção de custo/benefício.
       
       
      BAGAGENS: Alocamos as bagagens em um bagageiro de teto do tamanho da Kombi, fechado com lonas e cordas, no porta-malas, em baixo e atrás dos bancos e outros cantos que forem surgindo.
      As bagagens coletivas vão no bagageiro de teto, divididas em caixas (papelão ou plástico) por segmentos: Comidas, Itens de cozinha, acampamento, ferramentas e utensílios diversos. Tudo bem preso e posicionado da forma mais prática de acessar.
      As bagagens individuais são uma mala com roupas e acessórios, alocada no bagageiro em cima da Kombi (será acessada uma vez por dia) e uma mochila/bolsa para ficar no porta-malas da Kombi com documentos, dinheiro e demais itens necessários do dia-a-dia. LEMBRE-SE: Menos é mais, somente o necessário, nada além do necessário.
       
       
      DORMINDO: Para dormir utilizamos duas barracas de quatro lugares, mais uma reserva caso alguma quebre ou rasgue (isso já ocorreu) e a Kombi. Também fazemos rodízio para que todos durmam em todas barracas com todos e na Kombi. Normalmente são quatro em cada barraca e um na Kombi ou quatro em uma barraca, três na outra e dois na Kombi. Nada de sair colocando uma barraca em cada canto, sempre montamos tudo junto por questões de segurança e praticidade.
      Travesseiro é um luxo, ocupa muito espaço devido ao volume, imaginem o espaço necessário para armazenar 9 travesseiros? Levamos uma almofadinha ou usamos algum casaco fofinho ^^ Cada um tem apenas um cobertor pessoal, demais cobertores são coletivos e usamos na Kombi quando estamos viajando para forrar os bancos ou nos cobrir e forrar o chão quando dormimos.
      Colchões infláveis não são bem vindos, ocupam espaço demais e poucos podem dormir. Lembram das barracas de quatro lugares? É porque realmente dormimos entre quatro pessoas Isolante térmico é uma boa pedida e quando viajamos para locais frios, como o Salar do Uyuni e Deserto do Atacama, cada um levou um saco de dormir bonzinho, os quais forrávamos com um cobertor e dormíamos com nossas roupas. Houveram duas noites em que a água congelou, sendo que numa dessas nem o óleo de cozinha escapou, então não é brincadeira. Aconselhamos muito chá com folha de coca e especiarias para suportar os efeitos do frio e da altitude
      Tratando-se de custos para dormir, temos a máxima de sempre que possível, não gastar dinheiro, logo, acampamos em praças públicas, parques, postos de gasolina ou qualquer lugar que estivermos com vontade (No meio do Salar de Uyuni por exemplo ^^), o segredo é chegar nos lugares e ir olhando, procurando e perguntando. Como normalmente passamos somente uma noite nesta modalidade, chegando durante a noite e saindo pela manhã, mesmo que seja em uma praça pública movimentada, não haverão problemas. Então quer dizer que todo dia tem que montar e desmontar tudo? Quase todos os dias SIM, mas rapidinho pega-se a prática
      Na viagem de 2015, dos 30 dias de viagem, dormimos em 27 lugares diferentes, então podem ter uma ideia de como é possível manter um ritmo pesado, lembrando que foi no Brasil e mesmo sendo no inverno, como passamos a maior parte fora do sul, era como se fosse verão. No frio é mais difícil manter este ritmo forte, mas o grupo que vai escolher quão longe quer ir e quanto tempo irá ficar em cada lugar. Não esqueçam de deixar a preguiça em casa antes de embarcarem
      Se vamos ficar mais tempo em algum lugar, 2 ou 3 dias, podemos nos estabelecer em algum camping e pagar, mas pensando na praticidade de manter o acampamento montado e aproveitar a estrutura de banheiros e chuveiros.
      Apenas algumas vezes dormimos “ao relento”. Para isso esticamos uma lona no chão e bora nanar ^^ Mas fazemos apenas quando chegamos muito tarde em algum local (durante a madrugada, por exemplo) e não vale a pena montar as barracas, pois sairíamos logo pelo amanhecer. A única vez que dormimos uma noite completa mesmo foi em uma rua, numa praia ao sul de Ilhéus-BA, na frente de um resort. Tudo isso porque a praia não possuía acesso à beira-mar (particular) e não haviam outros lugares na localidade.
      Nós temos o costume de divulgar nossa rota base antes da viagem e perguntar se alguém deseja oferecer pouso, dicas e etc.. Em 2015 fomos recebidos em Goiânia por um grande amigo e sua incrível família ^^
       
       
      BANHO/BANHEIRO: Tomar banho as vezes pode ser um luxo, mas normalmente não existem problemas. No Brasil e na Argentina, devido ao formato de transporte majoritariamente rodoviário (caminhoneiros), a maioria dos postos, tirando os localizados nos centros da cidade, tem banheiros excelentes e completos com preços bem baixos como R$2,00. Muitos não cobram para mulheres, e outros oferecem algumas “fichas” quando se abastece um valor específico. Na Argentina, existe uma estrutura admirável nos parques Nacionais, sendo todos gratuitos, com área de camping e banheiros de livre acesso, muitos ainda com água quente nos chuveiros.
      MAS rio, cachoeira, lago, lagoa e sanga tem pra que? Se não estiver frio, vamos aproveitar e lavar a alma e se purificar com as águas da grande mãe natureza ^^ Lembrando que para tomar banho assim usamos sabonete biodegradável, nada de poluir os cursos de água. Só não tomamos banho quando fazemos uma “mini-excursão” (2~4 dias) dentro da viagem para algum lugar inóspito (Pantanal, Deserto do Atacama, Salar do Uyuni...). Logo, uma excelente dica é sempre ter um kit-limpeza com lenço umedecido para utilizar nestas horas
       
       
      COMENDO: Normalmente comer demanda uma quantia significativa de “dindin” para quem não pode preparar a sua refeição, com exceção de lugares onde é muito barato pagar para comer (Bolívia por exemplo). Quando estamos em viagem, levamos fogareiro de duas bocas e “liquinho” de 5kg (dura tranquilo por 30 dias). É ideal que seja de duas bocas, pois preparar comida para várias pessoas com apenas uma boca fica bem limitante. Compra-se mantimentos pensando nas refeições e lanches a serem feitos e quando estiverem acabando os estoques vamos em um mercado e reabastecemos.
      Somos o que comemos, então que tal buscar formas mais naturais e saudáveis de alimentação? MENOS industrializações, alimentos processados e embalados, açúcares, agrotóxicos e proteína animal, MAIS orgânicos, frutas, legumes, verduras,
      alimentos in natura (crus), grãos e proteína vegetal. A natureza, os animais, o planeta Terra e o seu corpo agradecem
      Fazemos normalmente duas refeições por dia, um café da manhã reforçado quando acordamos para poder rodar durante o dia, lanches e frutas para se manter e uma janta de noite onde formos acampar, a não ser que estejamos em algum local ou rodando direto e paremos para fazer um almoço.
      É importante que cada um tenha seu prato, talheres e caneca, sendo que demais itens de cozinha como panelas, facas, colheres, tábua de corte e temperos devem compor um kit básico que deve estar alocado em uma caixa.
      Pode parecer meio óbvio falar sobre água, mas hidratar-se evita muitas complicações, então vale sempre ter várias garrafas de água. Nos postos de gasolina é comum ter água para repor, então além de lembrar de ter as garrafas é bom lembrar de enchê-las sempre também. Lugares da região desértica da Bolívia e do Chile são muito secas, além da sede, a pele e lábios estão sempre rachando devido a baixíssima umidade, usar hidratantes é essencial. Óleo de coco funciona muito bem tanto para hidratar quanto proteger do sol e é natural.
       
       
      ROTA: É muito importante definir uma “rota-base” antes da viagem. Definir alguns destinos principais e fazer com que todos busquem atrações de comum interesse no caminho que os interliga, pesquisar muito fará toda a diferença. Não adianta criar um roteiro e querer respeitá-lo a todo custo. Muitas informações, dicas e imprevistos irão surgir ao longo do caminho, é sempre bom perguntar aos locais sobre atrações gratuitas ou baratas que não constam na internet ou guias turísticos (podem acreditar que existem muitas coisas e provavelmente serão as mais marcantes). TODOS devem pesquisar e decidir em conjunto os destinos na medida que a viagem for se desenvolvendo.
      Costumamos utilizar o Google Maps, pois tem fácil navegabilidade, visão de satélite e a maioria das estradas cadastradas, inclusive com pontos turísticos, fotos e o recurso de Street View.
      GPS com mapas atualizados é essencial para destinos fora do Brasil onde não haverá cobertura de internet. Para a viagem na América do Sul utilizamos um com as últimas atualizações disponíveis na internet. Nos facilitou muito a vida com informações de postos de gasolina ou mercados e não tivemos praticamente nenhum problema com estradas não cadastradas.
      Também é importante buscar mapas físicos. Durante a viagem no Brasil utilizamos um Guia Rodoviário Brasileiro que facilitava muito definir rotas, trechos e locais para irmos de forma dinâmica. Todos contribuíam e buscavam rotas interessantes e diferentes possibilidades, então falávamos com pessoas das regiões que conheciam as rotas e nos indicavam os melhores caminhos, que normalmente não são os que o GPS irão mostrar. Realmente foi um item de grande diferencial e muito utilizados por todos.
      Outra situação onde mapas físicos irão fazer toda a diferença é em locais mais inóspitos, que não possuem sinalização para rodar e onde é comum haver contratação de guias. Dependendo do local, obter informações turísticas não é tão fácil a$$im. São Pedro do Atacama é extremamente turístico e cheio de agências querendo ganhar dinheiro, então muitos nem queriam falar nada, somente contratando os pacotes. Como havíamos pesquisado bastante antes e trazido mapas com as atrações e suas localizações, era mais fácil obter informações de como chegar perguntando para os locais. Em compensação, no Salar do Uyuni, como os guias são mais humildes e menos gananciosos, todos nos ajudavam sem nem pestanejar e ainda sorrindo devido nossa presença anormal naquele lugar dominado pelos veículos 4x4. Sem a ajuda deles em conjunto com os mapas que levamos, não conseguiríamos rodar através daquela planície infinita de sal e fazer a rota de lá até o Chile pelo vulcão Ollagüe.
      Também não esqueçam de reservar um ou dois dias ao final da viagem para fazer uma limpeza geral na Kombi, agradecendo devidamente por todo esforço que ela fez carregando todos por lugares tão incríveis e realizarem o fechamento da contabilidade.
       
       
      RODANDO: Não tem como fazer uma viagem dessas com somente uma pessoa dirigindo, dessa forma é bom garantir que o grupo possua algumas pessoas habilitadas legalmente para esta tarefa. Então além do rodízio de motoristas, também fazemos dos
      passageiros nos lugares. Velocidade máxima de 80Km/h para não forçar demais o motor e garantir a segurança do grupo e demais pessoas que cruzem pela Kombi.
      Costumamos rodar mais de dia, porque de noite se perdem todas as paisagens exuberantes e é um pouco menos seguro (visibilidade limitada). Apenas o fazemos quando necessitamos ganhar tempo. Para voltar de San Pedro do Atacama, no Chile, até Porto Alegre, no RS, rodamos direto por três dias, revezando os motoristas e dormindo na Kombi em movimento, parando apenas para fazer as refeições.
      Verificar as legislações dos locais onde a caravana passará é importante para evitar complicações com os órgãos competentes de fiscalização. No Brasil a lei é a mesma em todos os estados, mas quando falamos de diferentes países, cada um tem suas diferentes exigências. Informação é poder, saber o que realmente é necessário irá evitar complicações com policias corruptos ou mesmo pessoas má intencionadas.
      Felizmente não enfrentamos nenhum problema com agentes corruptos, mas na fronteira entre o Paraguai e a Argentina fomos abordados por pessoas solicitando nossos documentos pessoais e do veículo, como se fossem trabalhadores da aduana, mas não estavam uniformizados nem nada. Uma companheira já havia passado por situação semelhante e nos alertou se tratar de um golpe, então fomos em direção ao posto aduaneiro, deixando os outros cuidando da Kombi. Depois descobrimos que estas pessoas pegam os documentos e somem com eles, exigindo quantias em dinheiro para devolvê-los. Por isto é importante que todos estejam sempre juntos e atentos para situações como esta. Somente forneça documentos para os oficiais de aduana oficialmente uniformizados e nos locais indicados, sempre perguntando e questionando a respeito dos procedimentos e onde realiza-los.
      A Bolívia é um dos países mais chatinhos referente a documentação, a própria embaixada Brasileira não recomenda realizar viagem com veículos estrangeiros no país. Inclusive obter gasolina é um desafio, pois poucos postos podem vender para estrangeiros e o preço é três vezes o pago por quem vive lá (na Bolívia entradas de parques também sofrem essa diferenciação de precificação). Procurávamos encontrar moradores locais dispostos a levar galões de gasolina para encher, mas cada posto abastece somente um galão no máximo por pessoa e solicita o documento de identificação que fica armazenado em um sistema, também é necessário dar entrada e saída do veículo em cada província (equivalente aos estados brasileiros), através de carimbos que são obtidos nas cidades e não nas fronteiras entre províncias. De qualquer maneira, nada impede que seja feito, tanto que estivemos lá sem problemas e a moeda deles é desvalorizada, então tudo é MUITO barato. A parte principal é se informar bem antes (estamos apenas passando uns detalhes por cima, pesquisar a fundo é crucial antes de se aventurar, quaisquer dúvidas estamos sempre dispostos a ajudar ^^) e realizar todos os procedimentos necessários, pois assim não vão ocorrer problemas.
      Aqui estão dois sites com informações bem completas sobre as legislações de cada país referente a tráfego de veículos e um dedicado para a Bolívia: http://viajandodecarro.com.br/como-planejar-sua-viagem/documentacao/ | http://www.penaestrada.blog.br/bolivia-de-carro/
      Para evitar problemas durante a viagem, sempre busque calibrar os pneus regularmente, assim como o estepe. Outro ponto importante é também verificar os parafusos das rodas, se estão bem apertados e nenhum está soltando. Dependendo do que ocorrer, pode acabar danificando a estrutura de fixação da roda, em especial os pinos e não vai ser possível trocar de pneu ou continuar rodando, criando grandes transtornos. Verificar o nível do óleo regularmente também evita problemas graves, qualquer redução anormal do nível pode indicar algum vazamento e deve ser investigado.
       
       
      FERRAMENTAS/REPAROS: As Kombis tem mecânica e eletrônica extremamente simples, não precisa ser um especialista para fazer pequenos reparos e concertos, mas para isto ferramentas são indispensáveis. Além de um kit bom com ferramentas variadas, buscamos pesquisar na internet sobre como realizar reparos, perguntamos para os mecânicos como arrumar alguns problemas e, sempre que podemos, fazemos nós mesmos os concertos e modificações para aprender mais. Somente problemas internos no motor e na caixa de marchas que poderão exigir indispensavelmente um mecânico com melhor estrutura.
      Levar um kit com partes que podem dar problemas também poderá salvar a viagem, principalmente quando estiverem viajando em locais onde a Kombi não é um veículo comum. Todos os cabos (acelerador, freio e embreagem), pedais, lâmpadas extras para todas as sinaleiras, luzes e faróis, bobina, enfim, pesquisar quais itens costumam dar mais problema e ter uma peça extra de cada poderá salvar a viagem caso algo ocorra.
      Quando a Kombi apresentar algum problema no meio do nada, mesmo sendo difícil, sempre pode e provavelmente, uma hora ou outra, vai acontecer. Serão somente vocês e ela, terão de parar para observar, analisar e tentar entender o que está de errado para então buscar concertar, mas como falamos, ela é simples, então, se tiver alguém com conhecimento médio e bom preparo, irão sair triunfantes deste desafio ^^
      Nas fotos acima, a primeira é na base do vulcão Láscar, em San Pedro do Atacama no Chile, cerca de 4600 metros acima do mar. Muito vento, muito frio e cerca de uma hora para regular os dois carburadores corretamente devido ao ar rarefeito da altitude. A segunda é na divisa entre Tocantins e Bahia, quando o cabo da embreagem arrebentou e tivemos que emendar uma corda para poder fazer os movimentos do pedal com as mãos.
      Um dos itens imprescindíveis são galões de combustível, são úteis tanto para poder rodar em lugares inóspitos, quanto para aproveitar preços baixos de gasolina. Na última expedição levamos três galões de vinte litros e dois de cinco litros. Alguns lugares não tem gasolina ou é muito cara. No pantanal por exemplo, utilizam muito nos barcos e geradores, mas o preço é de cerca de R$9,00 o litro, lá acabamos usando a gasolina extra que tínhamos para abastecer um barco e deixamos o resto de presente para uma família muito querida que nos recebeu.
      Como a viagem tende a superar a marca dos 5000 km rodados, vai haver necessidade de realizar troca do óleo antes e durante a viagem. É melhor comprar aqui no Brasil e levar junto a quantidade de litros necessária e mais um pouco extra para ir completando em possíveis vazamentos. Se a viagem estiver planejada para regiões muito frias, também é válido pensar em ter um óleo que suporte estas temperaturas. Na viagem pela América do Sul, sabíamos que encontraríamos temperaturas abaixo de 0°C, se até o óleo de cozinha congelou, quem dirá que um óleo comum não pode ficar “mais duro” e causar problemas durante a partida do motor? Por isto optamos por utilizar um óleo com amplitude térmica maior que os comuns, visando evitar esta situação. Inclusive adaptamos um aquecedor portátil (utilizado em galinheiros) em uma mangueira para ligar no “liquinho” de gás caso fosse necessário para aquecer o motor antes da partida ou mesmo nos aquecer em situações de frio extremo. Felizmente não foi necessário, pois nenhuma vez tivemos que partir o motor “frio” durante a madruga, onde ocorriam as menores temperaturas. No deserto o sol que dita o ritmo, quando está aparecendo é bem quente, quando não está é congelante.
      Kombis e fogo tem uma longa história juntos, ter no mínimo um extintor de incêndio pode salvá-la de queimar inteira. Muita atenção com o superaquecimento do motor, ele é feito para refrigerar-se com o ar, mas se a Kombi não estiver rodando vai esquentar, cuidado ao deixá-la ligada parada ou quando estiver em congestionamentos. As mangueiras de combustível e conexões elétricas devem receber um cuidado especial para que não ocorram contatos com partes quentes ou curto-circuitos.
      Antes de fazer qualquer uma das expedições, sempre levamos a Kombi em mecânicos de confiança, explicamos o que vamos fazer, por onde vamos passar e pedimos para que realizem um check-up geral nela. Então se avalia o que vale a pena ser trocado ou concertado. Sair viajando sem ter conhecimento de como está o veículo certamente vai acarretar em alguma problema e pode terminar gerando muitos gastos, frustrações e estresses desnecessários.
      Ferramentas para realizar reparos não são necessárias apenas para a Combi, mas também para seus passageiros. Em viagens longas como essas, tanto no Brasil, mas principalmente fora, onde não temos o SUS para eventuais problemas médicos, é imprescindível ter um Kit de Primeiros Socorros (na Argentina e Bolívia são itens obrigatórios). Problemas como enjoos, diarreia, dores, desidratação, febre, infecções, cortes, contusões e até fraturas podem ocorrer, então não podemos deixar de garantir os mínimos materiais necessários para tratar estas possíveis. A saúde e segurança dos tripulantes deve ser sempre a principal prioridade durante a viagem.
       
       
      DIÁRIO DE BORDO: Controlar despesas é importante, utilizamos um diário de bordo (qualquer coisa onde se possa escrever: Agenda, caderneta, bloquinho e etc.) que serve, dentre diversas coisas, para anotar os gastos coletivos (gasolina, supermercado, etc...) de cada um. Quando alguém paga algo coletivo, coloca seu nome, a quantia (se for em outra moeda é bom já colocar a cotação) e uma descrição do gasto. Assim vamos fazendo ao longo da viagem, cada vez alguém paga algo. No final, sentamos todos e fazemos o fechamento, quem tiver que receber, recebe e quem tiver que pagar, paga. Claro que pode ser feito no Excel ou qualquer outra plataforma, mas é importante garantir que sempre seja anotado para não sair do controle.
      Também utilizamos para anotar informações e dicas variadas que surjam durante a viagem e para controlar o rendimento da “Combi” pelos litros abastecidos e quilômetros rodados. Se o rendimento estiver muito abaixo do normal, ou a gasolina é muito ruim, ou a Kombi está com algum problema e deve ser levada ao mecânico, evitando surpresas desagradáveis no meio do nada.
       
       
      ESTIMANDO CUSTOS: Estimar custos serve para saber quanto cada um vai precisar ter aproximadamente, no mínimo, para realizar a viagem. Infelizmente vivemos em um mundo onde o dinheiro manda, MAS NÃO SERÁ ASSIM PARA SEMPRE, então mesmo que gastemos o mínimo possível, ainda vamos precisar dele, ao menos para comprar gasolina e comida.
      Sendo os principais gastos o combustível para mover a Kombi e o combustível para mover nossos corpos, a estimativa de custos está baseada, principalmente, nestas duas variáveis.
      Com a rota base em mãos, é possível ter ideia de quantos quilômetros serão rodados, aconselhamos sempre colocar um fator a mais que vai considerar idas e vindas de lugares, desvios e mudanças de rota. Então pesquisamos o preço médio da gasolina nos estados brasileiros ou países, fazemos uma média e obtemos mais ou menos um valor aproximado que será gasto em combustível para a Kombi. Apenas para comparação, sempre consideramos o rendimento de 9 quilômetros por litro. Podem fazer a estimativa por trechos também para serem mais exatos. O site (http://www.mapeia.com.br/) ajuda neste cálculo de rota e pedágios.
      Para a comida definimos alguns modelos de refeições diárias e vamos ao mercado ver quanto custa comprar os mantimentos necessários para prepara-las, novamente fazemos uma média e consideramos aquele valor pelos trinta dias.
      Juntamos então estes dois valores e acrescentamos mais um fator de segurança (cagaço), multiplicando por 1,1 até 1,3 (para contemplar problemas mecânicos, custo de estadia em campings, entradas de parques e etc.). É assim que chegamos no valor mínimo necessário para realizar as viagens. Nas duas últimas expedições, trabalhamos com a quantia mínima de R$1000,00 e em ambas as vezes finalizamos com folga no orçamento. Lembrando que este valor não considera quaisquer gastos individuais para adquirir presentes, lembranças e etc. Nossas viagens não são para realizar compras, somos apaixonados pela natureza e suas infinitas apresentações, então focamos em conhecer as indescritíveis formações naturais deste belo e incrível planeta.
      Aconselhamos, no mínimo, fazer estas estimativas, pois é um fator preponderante para que possam buscar parceirxs e se preparar. Claro que não existe
      limite para o nível de complexidade e fatores considerados na estimativa, tornando-a a mais correta possível.
      Se tratando de dinheiro, no Brasil é fácil sacar em qualquer lugar nos caixas eletrônicos, mas se tratando de outros países não é tão simples assim, então é mais garantido ter o dinheiro consigo guardado. Outra questão é realizar câmbio, só haverá câmbio de Real, em outros países, nas regiões muito turísticas ou que fazem fronteira com o Brasil, se não, é praticamente certo que não haverá e se houver estará com valores absurdos. Aconselhamos ter alguns dólares guardados para estas situações e também levar um pouco da moeda de cada país, quanto menos trocas fizerem, menos dinheiro irão perder.
      Tivemos uma situação complicada no norte da Argentina, próximo da fronteira com a Bolívia, na cidade de San Ramón de La Nueva Orán, pois não havia câmbio de Real e por muita sorte conseguimos realizar saque em um caixa eletrônico com cartão de crédito internacional desbloqueado, pois já haviam nos avisado que na Bolívia também não haveria câmbio de Real, apenas de Pesos Argentinos. Então sempre é válido ter algumas quantias da moeda de cada país, mais um bocado de dólares e quem tiver cartão, lembrar de desbloqueá-lo para os países do roteiro.
      Simplesmente nem pensem que irão pagar coisas com cartão de crédito, é apenas uma segurança extra para possíveis emergências. Muitos lugares do Brasil e nos outros países que ficam fora das grandes metrópoles e destinos turísticos badalados não trabalham com as maquininhas
       
       
      MODIFICAÇÕES: Conforme a necessidade e intenção de uso, muitas pessoas realizam diferentes modificações em suas Kombis. Transformar em uma “KombiHome” é uma delas, mas isto serve apenas quando se viaja entre poucas pessoas. No nosso caso, nós focamos em transportar o máximo de tripulantes (nove) com um mínimo de conforto e capacidade de suportar situações severas, e como quase mais ninguém faz isso (ao menos que temos conhecimento), praticamente não existe material informativo ou exemplos a respeito.
      Uma das alterações que realizamos na Kombi e melhora muito rodar entre várias pessoas é inverter o banco frontal do salão, fazendo com que fiquem um de frente para o outro. Aumenta o espaço interno e é possível ficar com as pernas esticadas. Nós mesmos recortamos a lata do estepe (foto acima) para encaixar o banco bem colado, aproveitamos metade das furações e refizemos as outras, colocamos parafusos com
      “borboletas” para prender os bancos, assim podemos retirá-los quando queremos, seja para carregar coisas ou aproveitar como bancos externos quando a Kombi está parada e também para limpeza. As furações dos cintos de segurança tiveram que ser refeitas, lembrando que por se tratarem de dispositivos indispensáveis e que garantem a vida dos passageiros, sua fixação deve utilizar parafusos, arruelas e roscas de qualidade. Os buracos que sobraram fechamos soldando umas chapinhas metálicas, porque entra muito vento, apesar de no verão ser bom, no inverno não é nem um pouco, além de entrar água também.
      Colocamos capas nos bancos feitas com tecido mais resistente a água, facilita na limpeza, preserva os bancos e aumenta a resistência dos mesmos para usar de forma mais rústica (barro, areia, terra, etc.). A legislação da Argentina solicita que todos os bancos, inclusive os traseiros, tenham encostos. Já havíamos colocado encostos em alguns assentos porque havíamos achado em carros abandonados e é mais confortável, mas fomos em um ferro velho e nos deram de graça todos que faltavam. Simplesmente furamos os bancos e enfiamos os encostos.
      Pensar na iluminação interna também faz bastante diferença, colocamos uma fita LED RGB (SIM, tem que ter COR!) baratinha percorrendo as laterais do teto do salão. Ilumina extremamente bem, se colocar na cor branca fica como dia e as outras cores são agradáveis para viajar durante a noite e dormir sem se incomodar com claridade excessiva. Sem luz interna, durante a noite, fica muito escuro e acaba dando sono nos passageiros e no motorista. Já utilizamos luzes LED de natal e funcionam bem também, mas precisam ser ligadas em 127 ou 220Vca. Instalamos um conversor de 12Vcc/127Vca com tomada na cabine do motorista e uma extensão para o salão, assim é possível carregar celulares, GPS, câmeras, notebooks e demais acessórios que necessitam de energia elétrica. Naturalmente isto aumenta o consumo da bateria, então, para a última viagem, instalamos uma segunda bateria em paralelo, mas deixamos ligada apenas uma e vamos revezando sempre que paramos, somente ligamos as duas se formos ter um consumo prolongado. Nossa Kombi é carburada, então empurrando ou lomba abaixo ela sempre pega, é bom ir se acostumando a empurrá-la, algo que fazemos muito durante as viagens
      Já que falamos de iluminação, para completar a festinha móvel, pensar em ter um rádio com entrada USB ou P2 e algumas caixinhas de som também aumenta muito o conforto dos passageiros durante a viagem, só não adianta querer ter um super kit automotivo e não sobrar espaço para as malas e passageiros, claro que quanto mais melhor. Uma dica excelente é que TODOS levem um pen drive com MUITAS músicas, afinal são MUITAS horas rodando e ficar escutando as mesmas músicas é enjoativo. Também porque assim todos os gostos poderão ser atendidos
      A Kombi não tem a melhor isolação térmica do mundo, parece um pão de forma enlatado, no calor é quente e no frio é gelada. Viajar grandes distâncias exige um conforto térmico mínimo, nós forramos o teto com isopor e fizemos o acabamento com
      “forrinho” de PVC, bem barato e eficiente, se colocarem caixas de leite junto só irá melhorar. O mesmo vale para as laterais. Nós não colocamos isopor, mas colocamos esponjas acústicas por causa do barulho, o isopor é melhor porque vai servir tanto de isolamento térmico quanto acústico. As laterais tiveram acabamento em chapas finas de madeira forradas com tecido, retiramos as originais e usamos como moldes. Outra parte onde é bem válido realizar forração é no compartimento do motor, tanto por dentro (se um dia retirarem ele), quanto por fora (no salão), o motor esquenta muito e faz bastante barulho, quanto mais forrarem e colocarem malas e coisas no porta-malas, menor será o ruído (que é bem suportável). Outra boa dica é buscar em ferro-velhos janelas do tipo que abrem e substituir pelas de vidro único sem abertura, quanto mais ventilação melhor. Na viagem pelo Brasil em 2015, depois que saímos da região sul, começou a ficar muito quente, então removemos totalmente algumas janelas de vidro para suportar o calor...
      No teto colocamos um rack que vai do começo ao final da Kombi. Não tem como carregar muitas coisas sem esse acessório. O bom é que não é difícil encontrar usados com preços bem acessíveis. Mesmo que não estejam nas melhores condições, podem pegar e reformar lixando, passando convertedor de ferrugem e pintando. Aliás, essa é uma prática válida de se fazer em todos os pontos críticos da lataria da Kombi ^^
      Para viajar grandes distâncias e acessar locais inóspitos, ter pneus mais resistentes irá garantir menos incômodos e maior durabilidade. Sempre colocamos na Kombi os popularmente chamados de pneus 8 lonas. Realmente valem a pena e se pagam pela qualidade, durabilidade e resistência. Tivemos raros casos de pneus furados, sendo que aconteceram com objetos perfurantes grandes, logo qualquer pneu acabaria furando também, mas nunca em estradas de chão, pedra ou coisas similares.
      Apenas para esclarecimento, se forem olhar as fotos, verão várias Combis “diferentes”, mas é sempre a mesma, mudando apenas a pintura. Desde que estamos viajando com esta incrível máquina, ela já está na sua quinta “roupagem”, contando com a que tinha quando a adquirimos. Costumamos fazer as pinturas em eventos ou festivais underground, seja livre para qualquer um ou com amigos artistas.
      Lembramos que estas modificações não foram feitas da noite para o dia, nós temos a Kombi desde 2013 e fomos fazendo cada uma de uma vez, em grupo, na medida que íamos vendo estas necessidades, planejando as modificações e as executando.
       
       
      BUSCANDO PARCEIRXS: Estamos falando em uma viagem longa, em uma Kombi, passando por muitos lugares loucos. Naturalmente vamos precisar de verdadeiros parceirxs para realiza-la e torná-la ainda mais divertida e inesquecível. Para começar o movimento, será necessário ter ao menos duas pessoas comprometidas, que depois irão buscar xs demais passageirxs.
      Geralmente começamos a idealizar, mentalizar e divulgar as viagens cerca de um ano antes e entramos fortemente no planejamento 6 meses antes. Acertar detalhes como férias de trabalho, estudos e demais atividades demanda uma boa organização neste sentido.
      NOVE PESSOA NÃO É DEMAIS? Não fica apertado? Bom, não é desconfortável não viajar em um número grande desses, tanto que nós já fizemos três vezes por trinta dias, sendo que já tivemos diversas outras situações de pequenas viagens com maior número ainda. Acontece que a questão principal da lotação máxima é que quanto mais pessoas forem, mais barato vai sair, e neste caso, cada integrante a mais faz BASTANTE diferença.
      Dinheiro não é tudo, não adianta querer colocar uma pessoa apenas para dividir custos, a sintonia e sincronia dos participantes é bem importante para manter a viagem saudável e feliz. Então é indispensável explicar bem qual a ideia da viagem, como vão fazer, como vai ser, por onde pretendem passar, quanto dinheiro precisa ter e por aí se vai, todos estes detalhes devem estar completamente esclarecidos.
      Nas três viagens, chegando perto da data não havíamos fechado os nove tripulantes e anunciamos as vagas em nossa página do Facebook, abrindo para qualquer interessado. Em nenhuma das vezes estas pessoas “desconhecidas” que surgiram trouxeram prejuízos para a viagem, bem pelo contrário, o universo fez seu trabalho e trouxe grandes amigxs para uma vida inteira. Logo, fica a dica caso estejam com dificuldade de fechar o grupo. Estar aberto para o universo e permitir estas oportunidades aos outros e para si sempre é enriquecedor.
       
       
      DIVIDINDO: Como se trata de um grupo, que vai passar cerca de 30 dias juntos acordando, rodando, conhecendo lugares, comendo, indo dormir e acordando de novo, tudo será dividido por todos. Quanto mais essa prática puder ser exercitada, menos itens necessitarão ser levados, é como se fosse uma família.
      Esta experiência funciona como uma espécie de Big Brother sem câmeras, onde todos terão de buscar conviver pacificamente praticamente 24 horas por dia. Não tem como manter máscaras ou disfarces, ao final todos vão estar conhecendo a verdadeira essência de cada um e caberá ao grupo buscar a harmonia na solução dos conflitos e atendimento das individualidades e características de cada um.
      Como tudo é dividido, os problemas também são de todos e fará toda diferença se o grupo for unido para enfrentar qualquer adversidade que possa surgir. Seja a falta de um lugar para dormir, não achar um posto aberto, FOOOMEE, trocar um pneu, resolver algum problema mecânico ou o problema exclusivo de alguém do grupo. UNIÃO É TUDO!
       
       
      VANTAGENS: Viajar de Kombi, comparado aos modelos tradicionais tem algumas vantagens BEM interessantes, então achamos legal listar algumas das principais:
      - LIBERDADE. Vocês decidem aonde e quando ir, principalmente se tiverem pesquisado bastante antes e levantado informações. Os lugares mais difíceis e inóspitos são os mais legais, mas sempre devemos pensar nos imprevistos e em como sair deles;
      - AMIZADES SINCERAS E VERDADEIRAS. Vocês vão desenvolver fortes amizades, afinal vão ser muitas horas de conversas, descobertas e experiências incríveis vividas e compartilhadas em grupo;
      - PASSE-LIVRE KOMBILÍSTICO. A maioria das pessoas vai recebê-los super bem e sorrir quando vê-los rodando por aí. Então aproveitem esta espécie de “passe–livre” e disseminem muita alegria e amor por onde passarem, afinal, colhemos o que plantamos. Lembrem-se, sempre serão os mais humildes que irão lhes tratar melhor, ajudar mais e discriminar menos;
      - SEGURANÇA. De certa forma É MUITO mais seguro viajar em um grupo de nove pessoas do que sozinho, então vamos aproveitar sem medo!
      - INFINITAS POSSIBILIDADES. Vocês poderão visitar uma quantidade muito maior de lugares do que se estivessem a pé ou de bicicleta. A rota base e o comprometimento do grupo em não se enrolar demais para acordar e arrumar as coisas serão os fatores definitivos neste quesito;
      - É MUITO ECONÔMICO. Não sabemos de que outra forma é possível rodar 10800km, visitar doze estados brasileiros durante trinta dias e gastar somente R$850,00, ou rodar 7000km, visitando cinco países da América do Sul e lugares inóspitos de turismo elitizado (Deserto do Atacama e Salar do Uyuni) e gastar somente R$800,00. Não parece real correto? Muitas pessoas gastam bem mais do que isto somente em passagens de avião ou hospedagem num período bem menor de tempo;
      - VAI MUDAR A VIDA DE VOCÊS. Experiências sempre nos transformam e esta é uma que definitivamente os fará pessoas melhores. Aqueles seres que embarcaram não são, nem de perto, os mesmos que desembarcam. Será um período tão intenso que costumamos dizer que este um mês de viagem (no nosso caso) equivale, no mínimo, a um ano de vida normal. Inclusive processar, compreender e absorver tudo o que foi vivido será um processo que exigirá tempo e reflexão
       
       
      PENSAMENTO POSITIVO: Este é o item mais importante de todos, DE VERDADE! Se tem algo que é real, trata-se do poder de nossos pensamentos, emissão e
      atração são a lei da correspondência vibratória que rege todo o universo, sua energia e matéria.
      Além destas viagens, já fizemos muitas outras e várias loucuras de todos os tipos em muitos lugares, e se tem algo que aprendemos através deste incrível portal que é a “Combi”, foi o poder de nossos pensamentos. Estamos aqui hoje sãos (provavelmente não) e salvos graças a isto. Cansamos de ouvir pessoas falando que a Kombi não passaria nem da metade do caminho, que não chegaria jamais aonde chegou. Este não é um veículo normal, é uma Kombi e elas tem poder, MUITO PODER \o/
      Não podemos nos abalar nunca, ficar de birra, reclamando, reinando, brigando, JAMAIS! Se o grupo mantiver uma alta vibração NADA, NADA MESMO vai acontecer de ruim e todos os problemas serão solucionados sem prejuízos. Lembrem-se: TUDO É COMO TEM QUE SER, NÃO ADIANTA LUTAR CONTRA, MAS NÃO PODEMOS DESISTIR ATÉ QUE TENHAMOS EXPLORADO TODAS AS POSSIBILIDADES.
      Esperamos sinceramente e de coração que com essas dicas possamos ajuda-los a superarem qualquer auto-restrição para irem de vez atrás de seus sonhos e aventuras. Esta é somente uma vida passageira neste pequeno planeta azul, recebemos a dádiva da vida para aprender e evoluir. Então não é ficando parados no mesmo lugar a vida inteira que vamos nos descobrir certo?
       
      ESTÃO ESPERANDO O QUE?!?!?!
       
       
      CONSIDERAÇÕES FINAIS: Gostaríamos de relembrar que este guia contém as informações básicas para sanar dúvidas, ajudar a planejar e estimular a realização destas viagens. Sendo baseado na experiência que adquirimos através das três expedições citadas e demais incursões que já realizamos nestes cinco anos de experiência na lida Kombilística.
      Já se passaram muitos quilômetros, muitas cidades, estados e países, muitas pessoas, muitas histórias, muitas realidades, muitos perrengues, muitas alegrias, muitos momentos que ficarão eternizados apenas em nossas mentes e, principalmente, muitas experiências que se transformaram em aprendizados.
      Não somos donos da verdade, nem estamos definindo como as coisas devem ser feitas. Para cada tópico elencado, podem existir muitas outras formas de fazer, nenhuma mais certa ou errada do que a outra. Nosso foco é economia e aprendizado.
      Humildade é uma virtude louvável e apesar de não nos tornar pessoas “importantes” ou “famosas”, sempre nos abrirá muitas portas e caminhos de sabedoria. O ignorante é aquele que acha que não tem mais nada para aprender. O universo é praticamente infinito, assim como a experiência a ser obtida através de nossa interação com ele.
      Nós não nos responsabilizamos de forma alguma por quaisquer problemas que possam ocorrer advindos da utilização deste guia. Viver se resume em assumir riscos, cabe a nós decidir se estamos dispostos a corrê-los ou não. O que é fácil e garantido qualquer um poder fazer, enquanto o que é difícil e incerto, somente os poucos que estão dispostos e decididos poderão fazê-lo.
      Este material não possui nenhuma proteção de direitos autorais. Propriedades privadas ou particulares são invenções da elite que busca apenas o mantenimento de seus privilégios. Acreditamos na essência de cada um, no respeito, no amor, na consciência e no carma. Ao final do guia está um SELO de REPRODUÇÃO LIVRE, ou seja, tanto a cópia completa, como parcial deste material, além de não ter direitos autorais (como já citamos), é incentivada por nós para que estas informações possam ser disseminadas e difundidas entre aqueles que desejarem ir em busca de seus sonhos. Apenas gostaríamos que, se possível, citassem a fonte. Somente abominamos e condenamos a utilização deste material para benefício e promoção própria.
      Estamos e estaremos sempre disponíveis para sanar qualquer dúvida e fornecer qualquer ajuda através da nossa página no Facebook.
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