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  1. Oi gente, ano que vem irei pra India pela primeira vez. Norte da índia; por 25 dias. Meu plano é pegar alguns dias pra fazer um trekking no Nepal; mas não faço de ideia de por onde começar a me planejar pra isso! Alguém teria uma dica de trajeto; por onde começar, qual trilha fazer, valores, quem eu busco pra isso? Precisa de guia ou dá pra fazer sozinho? Me deem uma mãozinha, por favorzinho!
  2. Salve, galera! Esse é o resumo de um mochilão radical que fiz há alguns meses, espero que gostem. Caso queiram mais informações, podem acessar meu blog Rediscovering the World ou o livro que acabei de lançar (Trekking Extremo no Himalaia: Acampamento Base do Everest + Gokyo). Dia 1 Em 17 de março de 2019, ao chegar ao aeroporto de Guarulhos, tomei uma sequência de voos pela Air China, cujo destino final seria Mumbai, na Índia. Compradas quase 5 meses antes, as passagens de ida e volta custaram 734 dólares. Dia 2 Após breve conexão em Madri, o avião grande seguiu até Pequim. Ambos voos foram bem-sucedidos. Como a espera até o voo final levaria o dia todo, decidi aproveitar que o visto não é necessário para permanecer até 144 horas na capital chinesa. Dessa forma, passei pela fila da imigração em uma hora, saquei yuans (1 real = 1,75 yuans) num dos caixas automáticos e deixei o aeroporto no metrô que me levou até o centro da cidade. O trajeto de meia hora custou 25 yuans. Deixei a linha do aeroporto para pegar outra, ao custo de 4 yuans. Logo me impressionei pelo desenvolvimento e pela limpeza de Pequim, tirando a névoa permanente que quase esconde o sol. Só a falta de educação dos chineses que seguiu conforme o esperado. O primeiro monumento visitado foi o do conjunto Templo do Céu (28 yuans). Numa área grande, fica um parque com as estruturas erguidas em 1420 para orar em busca de uma boa colheita. A construção principal é o maior templo redondo de madeira da China. Depois de uma boa caminhada, comprei 4 bolinhos (dumpling) de carne por 2,5 yuans cada, mesmo sem saber antecipadamente o que viria dentro. Segui então caminhando até chegar à sequência de postos de controle policial de onde ficam as principais atrações de Pequim. Primeiramente, o museu nacional. É em sua maioria gratuito, num prédio bastante amplo, mas com conteúdo quase todo em mandarim e poucas exposições realmente interessantes. Entre essas, os presentes recebidos pela China de todo o mundo. Em seguida, caminhei ao redor da Praça Tian'nanmen, a Praça Celestial. É famosa por um massacre que aqui ocorreu durante protesto da população. Também não se paga e há espaço de sobra, com um memorial a Mao Tse-tung e um monumento aos heróis chineses. Por fim, entrei na Cidade Proibida. Como estava faminto e o corpo já se entregando de cansaço, tive que almoçar ali mesmo, pagando 32 yuans num prato raso. Mais uma atração enorme: são dezenas de palácios, muralhas e portais. Para visitar em baixa temporada (agora), custou 40 yuans. Mesmo assim, é difícil conseguir uma foto boa, tamanha a quantidade de chineses que visitam o complexo. Na saída, tentaram me aplicar o golpe de bater um papo num bar e ser extorquido, mas como eu já sabia dessa, escapei. Esgotado, retornei ao aeroporto no final da tarde. À noite, voei num avião menos novo pra Mumbai, tirando um belo cochilo a bordo. Dia 3 Desembarquei já na madrugada seguinte. Passei pela imigração com o eVisa feito antecipadamente na internet e troquei dólares por rúpias (1 dólar = 66 rúpias) logo após a imigração. Por fim, pedi pra chamarem um Uber pra mim, pois o táxi até o hotel próximo custava 500 rúpias, enquanto o Uber saiu por 210. O problema foi achar o danado, escondido numa viela. Somente às 3 e meia eu entrei no Ahlan Dormitory. Pra ficar num quarto coletivo, gastei 250 rúpias por noite. Só que o lugar não era muito agradável, pois era barulhento, fedia, estava sujo e quase sem água. Algo me picou na cama e me deixou com marcas por semanas. Pelo menos o wi-fi, o ar e o guarda-volumes funcionavam. Pra piorar, fui acordado antes das 8h pelos hóspedes e funcionários, não conseguindo mais dormir - o que já tinha dado bastante trabalho antes, vide o jet lag. Levantei, tomei o “chai” (na Índia, o chá é misturado com leite) e parti pra luta. Caminhando um pouco já notei a diferença colossal na (falta de) limpeza, em relação a Pequim. Peguei o metrô recém inaugurado, com ar condicionado, a partir de 10 rúpias. Para começar a preparar meu estômago, tomei um suco natural por 40. Em seguida, entrei na estação de trem suburbano. Que caos! Gente correndo e se empurrando por tudo que é lado, pendurada nas portas dos vagões como nos filmes, e tal. Para vivenciar um pouco disso, e porque eu queria economizar, comprei um bilhete da 2ª classe de Andheri a Churchgate. Apenas 10 rúpias até ponto final, 22 km adiante! Ainda que estivesse bem quente, os indianos vestiam quase todos roupa social, nenhum (além de mim) de bermuda. Da estação, fui até o principal museu da cidade, de nome complicado: Chhatrapati Shivaji Maharaj Vastu Sangrahalaya. Construído pra homenagear o príncipe do País de Gales, hospeda hoje num edifício de arquitetura indo-sarracena uma porção de artefatos relacionados a Índia e além, contando sua história. Pena que o ingresso seja meio salgado: 500 rúpias + 100 pra usar câmera. Nessa hora, começaram a pedir pra tirar foto comigo, como se eu fosse famoso. O almoço foi no renomado Delhi Darbar. Fiquei com um picante mas apreciável prato de “angara chicken” por 550 rúpias. Saí cheio. Acabei optando por fazer um city tour de 3h por 3500 rúpias, bem mais do que eu deveria pagar. Nele, passei por vários locais interessantes, como uma lavanderia a céu aberto, diversos prédios públicos e privados com arquitetura colonial britânica, o museu-casa do Gandhi (Mani Bhavan), a orla de Marine Drive, a colina de alto padrão Malabar e o templo da religião jainismo. Depois, fiquei no mercado de rua, onde não consegui caminhar em paz, indo então de volta pro hotel através de outra linha de trem da estação central. Retornei pendurado na porta aberta do trem. Comi um negócio, antes de conhecer dois jovens ucranianos no dormitório. Fiquei papeando e dei uma volta com eles, pra conferir o movimento das ruas poluídas. Aproveitei para provar a sobremesa quase sem gosto chamada “falooda” (40 rúpias) e levar umas bananas (6 por 1 real). Dia 4 Com o feriado do Holi, o qual me gerou uma pintura facial, o transporte público ficou bem menos cheio, ainda que sua frequência também tenha diminuído. Peguei os mesmos 2 transportes da manhã anterior, mas quando cheguei à estação final, pedi um Uber até o monumento Gateway of India, de onde partem os barcos até Elephanta Island, por 200 rúpias ida e volta. A baía até a ilhota é entulhada de estruturas. O translado leva cerca de uma hora; no total da minha hospedagem até a ilha eu levei quase 4 horas de deslocamento! Ao chegar, peguei um trenzinho da alegria (10 rúpias). Almocei no restaurante Elephanta Port, escolhendo um prato de “biryani” por 275 rúpias. O “biryani” de frango viria a se tornar meu prato preferido no país. Depois, subi o morro em meio a inúmeras barracas de souvenires. Para acessar as cavernas de Elephanta, patrimônio da UNESCO, paga-se atualmente 600 rúpias. São 5 delas, entalhadas diretamente na rocha durante 1300 anos do século 6 até a invasão e destruição parcial pelos portugueses. Há colunas, santuários e muitas estátuas em homenagem à deusa Shiva. Pena que com a quantidade de visitantes, praticamente todos indianos, fica difícil sacar boas fotos. O guia local Krishna me encheu tanto o saco que acabei aceitando uma explicação de meia hora por 500 rúpias. Quando ele me chamou pra ir num bar depois, meu sensor de golpe apitou. E eu estava correto, pois ele tentou fazer com que eu pagasse a cerveja dele e ainda tomar meu dinheiro com a desculpa de que iria pagar minha parte, mas não teve sucesso quando eu o peguei fugindo… Essa cerveja Kingfisher, a mais popular da Índia, não é boa. Só poderia ser assim, já que leva açúcar e xarope de arroz e milho na fórmula. Depois desse fato lastimável, subi as escadarias até o topo do morro, com vista para o mar e cheio de macacos fofos (Macaca radiata) - até eles roubarem sua comida. Ali fiquei famoso de novo, visto a quantidade de gente que pediu foto comigo. Retornei à hospedagem, chegando após escurecer. Só comi algo salgado e repousei. Dia 5 Acordei cedo pra pegar uma condução até o terminal 1 do aeroporto (110 rúpias), onde voei de SpiceJet até Bangalore. Que bom que mesmo as companhias de baixo custo da Índia permitem despachar até 15 kg gratuitamente, já que meu mochilão cheio dificilmente passaria por bagagem de mão. Em Bangalore, embarquei logo num segundo voo da GoAir até Port Blair, a capital maior cidade do arquipélago isolado de Andaman e Nicobar. Como se já não estivesse quente o suficiente em Mumbai, a temperatura de Port Blair na chegada estava em escaldantes 34 graus. Peguei um tuk-tuk (100 rúpias) até a estação de ônibus principal. Como perdi o ônibus das 15h e o próximo partiria quase 2 horas depois (somente mais tarde eu descobri que havia mais ônibus no outro terminal chamado Aberdeen), aproveitei pra fazer um lanche ali e comprar mantimentos no supermercado Mubarak. O ônibus saiu cheio. Levou cerca de uma hora e 24 rúpias para chegar ao vilarejo de Wandoor. Lá me hospedei no Anugama Resort, numa suíte privada bem razoável. Só que de resort o lugar não tem nada, nem sequer uma piscina, bar ou internet funcionando. Ao menos, os funcionários são gentis. Na hora do jantar, em que fiquei com um curry de peixe (190 rúpias) no restaurante da hospedagem, conheci uma família de belgas e holandês, com quem bati um bom papo. Dia 6 Acordei várias vezes durante a noite e levantei pelas 6, sendo que já havia sol um bom tempo antes. Eu e um dos companheiros da noite anterior fomos a pé cedo ao escritório do Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi para tentar conseguir a permissão para adentrá-lo, mais especificamente na ilhota de Jolly Buoy. Lá, descobrimos que os barcos já estavam cheios, e que precisaríamos tanto agendar o passeio quanto conseguir a permissão no escritório de turismo em Port Blair. Sendo assim, barganhamos um táxi para nos levar, esperar e trazer de volta por 2 mil rúpias. Emiti a permissão (mil rúpias) e o bilhete do barco para Jolly Buoy (885 rúpias) na mesma hora. Detalhe é que é necessária uma fotocópia do passaporte - mas há um xerox próximo que o faz por míseras 2 rúpias! Depois, fomos ao píer de Phoenix Bay, fechado aos domingos, para comprar nossas passagens à ilha Neil (510 rúpias). Regressamos a Wandoor e eu almocei no próprio hotel. Meu prato de “biryani” de frango (240 rúpias) demorou pra ficar pronto, mas foi uma baita refeição. Em seguida, caminhei até a praia. No caminho, topei com algumas aves, como o martim-pescador. A praia de Wandoor é peculiar por um motivo ruim; não é permitido entrar na água devido à presença esporádica do crocodilo de água salgada (Crocodylus porosus), o maior do mundo. Há inclusive uma tela de proteção. Alguns quiosques vendem souvenires, alimentos e bebidas. Fiquei ali com o pessoal por umas horas, até que eles partiram enquanto eu esperava o pôr do sol. Logo depois, caminhei os poucos quilômetros de volta ao Anugama Resort. Banho, janta e cama. Dia 7 Às 7 e meia embarquei rumo a Jolly Buoy, no Parque Nacional Marinho Mahatma Gandhi. A duração do translado foi de pouco mais de uma hora, em meio a ilhotas desabitadas com floresta nativa intocada. Chegando em Jolly Buoy, tive um grande desapontamento. Não é mais permitido praticar snorkeling! Dá pra acreditar nisso? Se tivessem dito antes eu já estaria a caminho da ilha Neil, e não num lugar minúsculo onde você só pode se banhar num cercado minúsculo. Fiquei lá conversando com a única outra gringa do barco, uma húngara. A única atividade extra é um passeio de 1h num barco sujo e desconfortável, com vidro no fundo para ver os corais e peixes, a um custo extra de mil rúpias… Ao regressar pelas 13h, almocei e parti para Port Blair num ônibus musical. Ao chegar, fui atrás de algum hotel, já que minha reserva para essa noite seria para a outra ilha. Usando a internet de uma acomodação já cheia, encontrei um tal de Lalaji Bayview, com um quarto individual por 800 rúpias. Então fui até lá caminhando, pelo meio de uma comunidade. A internet é paga (60 a hora), mas ao menos existente. Já a suíte é a mais básica possível, enquanto que o restaurante no topo da edificação é bacana. Jantei um enroladão de camarão (250 rúpias) e fui pra cama. Dia 8 Seguindo a tradição de acordar cada vez mais cedo, peguei a balsa das 6:30h para a ilha Neil. Duas horas depois, aportei. Deixei a mochila na acomodação Kingfisher Hotel e fui caminhando até a praia do norte, chamada Bharatpur. Com um bocado de gente, um tanto suja e cheio de barracas vendendo conchas, passeio aquáticos e etc, não é bem o que eu pensava. Atravessei e tive que nadar certo tempo até localizar os recifes de coral. Aqui vi alguma qualidade, até mesmo havia corais que nunca havia observado antes. O ruim foi voltar desviando dos barcos e motos aquáticas. Para almoçar, tentei achar um restaurante que fosse um meio termo entre os dos hotéis chiques e os pés sujos. Acabei parando no Port Canteen, onde fiquei com um arroz frito com camarão (220 rúpias). Com o dinheiro acabando, precisei sacar no único ATM da ilha, que para variar estava indisponível no momento. Contando com que a máquina estaria operando novamente dentro de algumas horas, o próprio funcionário do banco me emprestou seu dinheiro para que eu pudesse pagar o depósito do aluguel da bicicleta! A respeito disso, escolhi uma magrela para me deslocar por essa pequena ilha. A velha bike era pequena demais pra mim, mas por apenas 100 rúpias a diária eu não podia querer muito. Uma scooter custava um pouco a mais (400 rúpias + combustível). Pedalando, cruzei o interior cultivável de Neil até a bonita praia Sitapur, famosa pelo nascer do sol. Ali eu mergulhei novamente, mas no ponto onde fui a visibilidade estava ruim, devido às ondas. Vi menos do que no snorkeling anterior. Consegui sacar grana ao retornar. Assim, segui para outra beleza natural, um arco de rocha que fica no oeste da ilha. Cheio de turistas indianos, para se chegar nele há de passar por cima de poças de maré. Vi o sol se pôr neste lugar e retornei. Peguei dois dos salgados fritos picantes “samosas” (20 pila) e um caldo de cana (30) na parte mais central, onde havia movimento naquela hora. De volta ao hotel, meio velho e sem internet, para dormir. Dia 9 Mesmo que quisesse, não poderia demorar muito a acordar, pois o check-out é às 7:30h! E esse parece ser um horário normal dos hotéis das ilhas Andamã. Definitivamente, não entendem de turismo para estrangeiros. Ainda com a bicicleta, toquei para a praia Lakshmanpur, onde também mergulhei. Só que nessa praia só havia dois pescadores, que logo foram embora, e mais ninguém. Fiquei quase 2 horas e meia me deliciando com a vida nos corais. De especial, vi o maior peixe não cartilaginoso que já presenciei na vida. O peixe-papagaio (Bolbometopon muricatum) era tão grande que pude até tocá-lo. Na volta, fui comprar o bilhete da balsa a Havelock, vendido só no mesmo dia e de forma presencial, tudo para dificultar sua vida. Almocei o prato típico indiano thali (180 rúpias) e peguei a balsa. Em Havelock, pensei em andar apenas de ônibus, mas a frequência é tão baixa (1 a 1:30h cada) que decidi alugar uma scooter (500 rúpias a diária) pela segunda vez na vida. Meio cambaleando, fui até o Emerald Gecko, hospedagem na praia nº5 onde eu fiquei. Paguei 1600 rúpias numa cabana rústica de frente pra praia. Aqui finalmente tive contato com vários estrangeiros, todos europeus. Saí para dar uma corrida na praia, de maré baixa durante o pôr do sol. Só que essa praia não é boa pra nadar. Jantei no restaurante da própria acomodação, um pouco mais caro do que estava pagando. Então fiquei com uma pizza de frutos do mar (300 rúpias). Para variar, a internet não estava funcionando, então depois de um papo fui dormir, em mais um colchão finíssimo padrão Andamã. Dia 10 Tive que esperar o café da manhã incluído pra depois pegar a estrada. Dirigi até o começo da trilha para a praia Elephant, assim nomeada devido aos bichões acorrentados na praia para satisfazer a vontade de turistas que querem passear neles. Só que não foi dessa vez que a conheci, pois ela estava fechada devido a um óbito no dia anterior! Assim sendo, continuei na estrada até a praia Radhanagar. Seguindo a dica de um indiano, parei em frente ao Hotel Taj, onde ficaria um belo ponto de mergulho. Com o tempo fechado, não havia ninguém na praia quando cheguei pelas 8 e meia. Caí na água calma e clara, sobre um fundo exclusivamente arenoso. Nadei mais de 200 metros, sem ver nada. Eis que quando pensava em mudar a localização, comecei a vislumbrar uma maravilha atrás da outra. Cansei de ir atrás de arraias, de contar quantos cardumes e corais enormes diferentes apareciam, assim como polvos e muitas outras criaturas. No final, ainda tive o prazer de ver algumas tartarugas-marinhas e de sofrer comensalismo por uma rêmora! No total, fiquei nadando por 3 horas! Parei na entrada principal da praia, cheia de indianos, para almoçar num dos diversos restaurantes. Fiquei com um “thali” de camarão a conta gotas, por 300 rúpias. Depois, caminhei pela praia no sentido contrário ao anterior, encontrando nesse caminho separadamente os dois casais que eu havia conhecido nessa ilha. Ê mundo pequeno. Com a chuva, a pista estreita ficou um sabão só. Voltei devagar pra não deslizar na moto como um cara que estava à minha frente. Guiei até Kalapathar, a praia mais ao sul acessível por estrada. Legal ela, mas nada de excepcional. Regressei e parei no restaurante Golden Spoon, para comer um prato de peixe e usar a internet. Depois disso, voltei a minha hospedagem. Dia 11 Um bando de infelizes começou a bater panela pelas 5 e pouco. Dormi mais uma hora, tomei o café e segui pro início da trilha da praia Elephant - que ainda estava fechada… Só me restou voltar ao ponto de mergulho do dia anterior. Só que dessa vez não vi nada de novo, além de estar me borrando de medo, agora que eu estava ciente que ali é território do maior crocodilo do mundo. Almocei em Vijay Nagar, no restaurante vegetariano Biswas. Pedi um “paneer butter masala” por 200 rúpias. “Paneer” é o tradicional queijo coalho indiano, enquanto que “masala” é uma mistura de temperos. Depois, devolvi a moto e fiquei matando tempo até a saída do barco para Port Blair. Acabei embarcando no navio errado, e só me dei conta quando ele tinha partido - ainda bem que o destino de ambos era o mesmo. Só que esse estava infestado de baratas. Ao desembarcar já era noite, então só me restou ir pro hotel Sunnyvale, pedir uma janta a tele-entrega, lavar minhas coisas e dormir. Exceto pela barata no banheiro, foi a melhor suíte até então. Dia 12 Café da manhã, seguido pelo voo da IndiGo a Chennai. O voo atrasou, então pude conferir todas as atrações do aeroporto: banheiro, bebedouro, caixa eletrônico, lanchonetes e 3 checagens de segurança obrigatórias. Fazia um inferno de 36 graus quando aterrissei. Do alto e pelas ruas se vê que o forte aqui é a arquitetura. Além de muitos prédios em estilo colonial britânico, as moradias são coloridas com diferentes cores, e há uma infinidade de templos de hinduísmo. Mas também se vê muita sujeira e pobreza no meio. Peguei o metrô até a estação central (50 rúpias). Já na estação de trem, provei o suco de um fruto novo pra mim, o marrom arredondado sapoti. Depois, embarquei no trem (5 rúpias!) para o famoso templo hinduísta Kapaleeswarar, cultuado a Shiva. Não se paga nada pra entrar, mas além de uma torre cheia de ídolos do hinduísmo, não há mais muito o que ver. Na saída do templo, um motorista me abordou com o intuito do famoso golpe do tour barato de tuk-tuk, conhecido em Bangkok. Aceitei a carona de 100 rúpias que me levou primeiro à Basílica de São Tomé, uma das 3 únicas no mundo erguidas sobre a tumba de um dos apóstolos de Jesus. Depois ele me levou a duas lojas caríssimas onde ele ganharia combustível grátis por me levar. Obviamente eu não comprei nada. Por fim, me deixou na Marina Beach, a maior e mais movimentada de Chennai, onde eu caminhei um pouco e tomei um caldo de cana (20 rúpias) naquele final de tarde. A seguir, tomei outro trem e tuk-tuk para chegar ao albergue Elliot's 11 Beach. Um leito no dormitório coletivo me custou 610 rúpias incluindo café da manhã. Dei uma volta na rua cheia que leva à praia. Curiosamente, estava ocorrendo uma missa católica em tâmil (idioma do estado) a céu aberto. Parei para jantar num restaurante barato, Classy - de classe não tinha nada. Provei o tal de frango “tandoori”, assado, marinado, apimentado e avermelhado (160 rúpias). Caminhada noturna breve no calçadão da praia. Ali me desfiz dos meus chinelos que não tinham mais conserto e comprei um par por 150 rúpias. Depois fui pro albergue relaxar. Dia 13 Acordei pro café e o recepcionista estava vestindo uma camiseta de Floripa! Dá pra acreditar que o indiano já morou em minha terra, e adorou? Uber até o terminal, e lá próximo peguei o ônibus #588 até Mamallapuram (43 rúpias), onde fica o conjunto monumental de Mahabalipuram, que é um Patrimônio da Humanidade. Aqui eu finalmente vi turistas estrangeiros. Me esquivei dos guias e vendedores e entrei no complexo, sob um sol de rachar. São diversos monumentos com motivos hinduístas entalhados em granito, como baixos relevos, cavernas, mirantes e templos. Almocei no Moonrakers uma porção de lulas fritas (350 rúpias) e um camarão-tigre (300 rúpias) que foi desnecessário, como eu já estava satisfeito. Saí de lá explodindo - e acho que foi esse almoço que me deixou mal depois. Caminhei até os dois templos pagos, sob um único bilhete de 600 rúpias. O que fica na praia se chama Shore Temple, enquanto o outro é o Five Rathas. Ambos interessantes. Prossegui pelo Sea Shell Museum, uma coleção de 40 mil conchas! Há de diversas espécies, formas, tamanhos e cores de várias partes do mundo. Pelo ingresso que combina uma seção especial das pérolas e outra com aquários (alguns pequenos demais pros peixes que os habitam), paguei 150. Continuando, vi o restante das ruínas na colina cheia de rochas do conjunto central de Mahabalipuram. Cansado, retornei de ônibus no final da tarde. Tomei um milk shake premium no Shakos e me retirei ao albergue. Dia 14 Já estava me acostumando com o tumulto na Índia, mas se tem uma coisa que me tira do sério é a falta de educação deles, tanto a respeito de jogarem lixo no chão e na água, dirigirem como loucos, atravessando em qualquer lugar e buzinando o tempo todo, e também furarem filas descaradamente. Voos de turbo-hélice da SpiceJet a Kochi e de lá a Malé, capital do arquipélago das Maldivas. Estavam me negando o embarque internacional porque eu não tinha como mostrar as reservas dos hotéis de cada dia que eu ficasse nas Maldivas. Só fui salvo porque um funcionário compartilhou sua conexão, já que meu chip estava sem sinal. Imigração tranquila, troquei a grana na parte de fora do aeroporto (15 rufias por dólar), bati um rango superfaturado e peguei o ônibus (10 rufias) que passa pela nova ponte que liga à ilha de Malé. Do ponto final, caminhei meio km até o terminal de balsas de Villingili, onde comprei meu bilhete pra Rasdhoo (53 rufias). De lá, caminhei mais meio km até a hospedagem Nap Corner. Paguei 28 dólares para dormir numa cápsula tecnológica futurista! Como estava me sentindo meio enjoado, não saí mais. Dia 15 Às 9h encontrei meu amigo Vinícius no terminal de balsas. Junto com outros poucos gringos, pegamos a barulhenta até Rasdhoo. Como leva 3 horas e ela foi quase vazia (assim como as seguintes), tiramos um cochilo no caminho até o atol. Fomos recebidos por um representante do Ras Village, hotel onde ficamos. Logo saímos para almoçar no Coffee Ole. Pedimos miojo de frango (fried chicken noodles), o prato mais em conta (55 rufias). À tarde, mergulhamos na praia ao sul da ilhota, destinada aos turistas. Só ali é permitido usar roupa de praia, já que Maldivas é um país islâmico e Rasdhoo é habitada. Com a maré baixa, tivemos certa dificuldade em atravessar o recife interno muito raso, até chegar ao externo, onde a beleza se fez presente. Não tanto pelos corais, pois eles estavam um tanto descoloridos, mas os peixes que os cercavam eram abundantes. Além de grandes cardumes, vimos alguns tubarões-de-ponta-negra-do-recife, uma arraia-chita, uma lula, dois peixes-leão e mais uns extras. Deixamos a água quase 3 horas depois, quando o sol já se punha. Uma pena que, saindo do lado oposto, descobrimos um depósito de lixo que termina no mar, bem desagradável. Vimos o belo pôr do sol no Oceano Índico. Depois, caímos na água novamente pra um mergulho noturno, coisa que nunca havia feito antes. Com lanternas à prova d'água, mergulhamos na escuridão completa. Dá um certo medo, pois é nessa hora que os tubarões saem pra caçar - e nós vimos vários deles! Para completar, também avistamos uma tartaruga e uma sépia, que evadiu com um poderoso jato de tinta. Os lírios do mar também ficam mais bonitos à noite, pois se abrem totalmente para captar os nutrientes. Uma das vantagens de se mergulhar à noite é que, letárgicos pelo sono ou ofuscados pela lanterna, os peixes te deixam chegar bem mais próximo que durante o dia. Curti a experiência. Finalmente, jantamos no mesmo lugar, que tocava umas músicas de reggaeton animadas. Mas nada de álcool, já que fora das ilhas privadas dos resorts é proibido. Dia 16 Após café da manhã razoável, meu amigo foi fazer um passeio de 30 dólares para um banco de areia próximo, enquanto eu fui nadar até o recife Giri, mais afastado do que do dia anterior. O caminho até lá são 300 metros de profundidade inalcançável. De novo, vi os tubarões-de-ponta-branca-do-recife. Também avistei um cardume de peixes-anjo. Almoçamos em outro restaurante, o Lemon Drop. O cardápio é parecido com o anterior, sendo alguns itens mais caros e outros mais baratos. Aqui não tem som, mas há um terraço pra compensar. À tarde, praticamos mais snorkeling ao redor do lado sudoeste de Rasdhoo. Uma arraia diferente, alguns tubarões, cardumes e um peixe-leão no raso foi o que vimos. De vez em quando se misturavam correntes extremamente quentes com as um pouco frias, gerando turbulência na visibilidade. Após, assistimos o pôr do sol, com peixes saltando e morcegos sobrevoando a área. Depois da janta, meu mal estar provavelmente adquirido na Índia revelou-se uma diarreia. Duas semanas de comidas típicas super condimentadas e pouco higiênicas não tiveram um bom resultado. Ainda bem que não durou mais de um dia, talvez devido às leveduras (Floratil) que tomei. Dia 17 Na manhã seguinte, tomamos a balsa de uma hora de duração para a ilha de Ukulhas (22 rufias). Ukulhas é mais limpa e sua praia tem uma areia tão branca que ofusca a vista e o mar tão claro que a visibilidade atinge dezenas de metros! Logo ao cairmos na água, percebemos o quanto esse lugar é especial. O recife externo, junto com o da ilha seguinte, é o melhor que presenciei nessa viagem. Cardumes variados, corais em melhor estado, tubarões, arraia e 3 tartarugas dóceis, das espécies de pente e verde. Nem se preocuparam conosco enquanto comiam as algas dos recifes. Mas como já estava com o sol a pino, fomos nos abrigar. Almoçamos na hospedagem em que dormiríamos, a Olhumati View Inn (55 dólares), com a suíte mais bacana. Para comer, escolhi um espaguete com peixe em estilo das Maldivas (6 dólares) e um suco natural de maracujá (2 dólares). Tirei umas fotos da praia enquanto o Vinícius dormia. Às 3h, mergulhamos uma vez mais, pelo resto da extensão do recife externo da ilha. Os corais na direção noroeste estão em melhor estado. Cansamos de ver tartarugas por lá. Trinta-réis pescavam os infinitos peixinhos que abundam. De espécies novas, vimos uma ou outra. Pena que o lado menos frequentado por turistas tenha sua parcela de lixo. Depois do pôr do sol, partimos pro terceiro snorkeling do dia, ou melhor, já era noite. Só que dessa vez foi curto, pois minha lanterna entrou em colapso, então ficamos usando só a do meu amigo. O mais interessante que vimos foram diversos tipos de plâncton. Quando desligamos as luzes, descobrimos que eram aqueles tais bioluminescentes, que brilhavam ao nosso toque! Um tempo depois, fomos jantar no SeaLaVie, restaurante um pouco menos em conta, mas com um som legal. Pagamos 8 dólares cada num prato razoável. Dia 18 Após o café de panquecas e suco, seguimos ao último mergulho nessa ilha. Na tentativa de vermos as gigantescas arraias-jamanta, voltamos ao ponto da manhã anterior. Não conseguimos, mas em compensação, vimos o dócil tubarão-enfermeiro-fulvo tirando um cochilo sob um recife. Escolhi um prato da comida típica “kotthu roshi” (6 dólares) de almoço, feito com pedaços de chapati. Em seguida, por 22 rufias, subimos na balsa até Rasdhoo e até Thoddoo, a ilha final. Essa é caracterizada por produzir a maior parte dos vegetais do país, principalmente mamão. Só a faixa central é ocupada pela área urbana. Fomos caminhando à praia do pôr do sol, para em meio a muitos turistas russos, observar o fenômeno. No caminho vimos as plantações e alguns dos animais nativos, como os morcegos gigantes, os lagartinhos coloridos e as aves terrestres. Há uma mesquita no centro que fica bonita iluminada à noite. Jantamos próximo a ela, no Maracuya. Mas não recomendo, pois os preços não são os melhores, não há música, a iluminação é fraca e eles ainda tentaram nos passar a perna na hora de pagar a conta. Antes de voltarmos ao hotel, demos uma volta para tirar fotos. Dormimos no Amazing View Guesthouse, um nível abaixo dos outros. Mas ao menos também conta com wi-fi e ar condicionado. Dia 19 Tomamos o café da manhã e saímos a mergulhar na praia do nascer do sol. Em Thoddoo o recife externo é mais distante, então é preciso nadar um pouco mais para atingi-lo. Mas vale a pena, pois os corais aqui são os melhores que vimos nas Maldivas. Começando por um pequeno nudibrânquio, atravessamos cardumes enormes de peixes-papagaio, um polvo, um grupo de arraias-chita, além do que já havíamos visto antes. Não tivemos sorte em encontrar um lugar aberto pra almoçar. Depois de uma bela pernada, é que sacamos que era sexta-feira, o dia sagrado do islã, então os restaurantes só abririam depois das 13:30h. Ficamos pelo Coffee Moon, onde nos deixaram assistindo TV trancados no restaurante, enquanto os atendentes iam rezar. Na hora marcada, pedimos o rango, aqui mais barato. Cinquenta mangos por um pratão de miojo com frango e a partir de 20 pelo suco natural. Só que não tenha pressa, porque aqui o negócio é meio devagar. À tarde, largamos do mesmo ponto inicial, mas seguimos mergulhando no sentido inverso. Só que não foi proveitoso, pois já fomos um tanto tarde e um temporal estragou o mar. Para compensar, vimos o melhor pôr do sol. Surgindo entre as nuvens, o círculo desceu até ser absorvido pelo mar. Jantamos no restaurante e café Seli Poeli, bem próximo da hospedagem. Com luzinhas de natal, toca um som legal, mas os preços não são tão bons - apesar de não cobrarem os impostos que chegam a 16% (e você só sabe se são cobrados na hora que vai pagar a conta). Dia 20 Ficamos boiando na linda praia pela manhã. Para o almoço, escolhemos outro restaurante, o Mint Garden. O ambiente é agradável e os preços também, mas (sempre tem um mas) os peixes que pedimos levaram mais de uma hora para ficarem prontos! À tarde, fizemos o último mergulho. Contando os que fiz nas Ilhas Andamã, totalizei 16 mergulhos! Dessa vez, fomos ao lado oeste de Thoddoo. Tivemos que nadar por quase meia hora para chegar ao fim do recife externo. Nesse caminho, vimos coisas novas, como camarões, outras espécies de arraias, além de espécies incomuns, como moreias marrons e poliquetas. Foi bem proveitoso, mas teve que se encerrar com o sol se pondo. À noite, voltamos ao Seli Poeli pra rangar. Depois, finalmente encontramos a loja de souvenir Ufaa aberta, já que os horários são meio bizarros nessas ilhas - essa fica disponível só das 20 às 21:30h! Dia 21 Acordamos bem cedo pra pegar a balsa das 6 e meia para Rasdhoo. A hospedagem nos fez a gentileza de adiantar o café da manhã e nos conseguir uma carona até o porto. Tivemos que aguardar umas horas até a seguinte de volta a Malé. Ficamos no café e restaurante Palm Shadow. Ao chegar à capital, almoçamos na praça de alimentação que fica bem em frente ao terminal de balsas. Em seguida, pegamos um ônibus até o aeroporto (10 rufias) e outro até Hulhumalé (20 rufias). Para pegar um ônibus direto custaria 20 pelo cartão não retornável + 20 pelo transporte (e não poderia levar bagagem). Hulhumalé é uma ilha mais nova onde mora a população de Malé - há inúmeros blocos de condomínio padrão. Demos uma volta por lá, incluindo o parque central, mas não vimos nada de tão interessante para turistas. Antes de ir para o hotel, tomamos um suco no Juice Corner (a partir de 20 rufias) e uns salgados. Nos hospedamos no Loona Hotel, em frente à praia urbana. Pagamos 50 dólares por um quarto com café e ficamos vendo TV. Tomamos o pequeno-almoço na correria e dividimos um táxi (100 rufias) com um indiano até o aeroporto. Vinícius trocou suas rufias restantes na mesma cotação da compra (15 por dólar). Voamos com a IndiGo até Bangalore, onde tivemos que aguardar mais umas tantas horas para o voo consequente de AirAsia a Jaipur. De volta à burrocracia indiana. Mesmo com o visto dentro do prazo de validade, vou precisar pedir um novo pra minha terceira entrada na Índia, ainda que seja pra ficar menos de 1 dia e não sair do aeroporto. Outra coisa, em Bangalore (e possivelmente nos demais aeroportos) não é possível sair depois que entrar nele, mesmo sendo no saguão do check-in. Meia hora, muita desinformação e uma permissão especial depois, conseguimos nos ver livres; caso contrário, passaríamos fome, já que havia onde almoçar lá dentro… Depois desse rolo, almoçamos na praça que fica bem na saída da área coberta do aeroporto. Escolhemos o Wok Shop Para a refeição principal e o Frozen Bottle para a sobremesa (249 rúpias por meio litro de milk shake). Depois de certa turbulência, descemos em Jaipur já com a noite surgindo. Seguimos diretamente ao albergue Jaipur Jantar Hostel de Uber por 190 rúpias, devido ao trânsito. No Uber daqui há opção até de moto ou tuk-tuk. No caminho, vi o quarto acidente de moto na Índia em 10 dias. O albergue é bacana, num prédio de arquitetura interessante. Largamos a mochila no guarda-volume do dormitório com triliches e fomos diretamente ao restaurante da hospedagem comer um prato variado de “thali”. Dia 22 Por 250 contos comemos e bebemos à vontade no café da manhã; valeu a pena. Depois, seguimos de Uber (190 rúpias) ao Forte de Amber, nas colinas áridas ao norte da cidade. A entrada individual para estrangeiro adulto é de 500 rúpias, mas escolhemos o ingresso combinado de 1000 para incluir outras atrações. É um baita complexo palaciano, cercado de muralhas longínquas que mais parecem as da China. No interior, pátios, mirantes e cômodos. Altamente turístico. Ao retornar de tuk-tuk, seguimos ao Museu Albert Hall. É um prédio de 2 andares em estilo indo-sarraceno, com arte indiana nas mais variadas formas, como estátuas, pinturas, moedas e armas. Almoçamos num lugar meio caído, o restaurante Ganesh, já dentro dos portões da rosada cidade velha. Pedi um “paneer butter masala” (190 rúpias) e um “onion naan” (95 rúpias). Continuando, caminhamos no sol infernal até o palácio Hawa Mahal. Famoso por sua fachada, também é permitida a visita em seu edifício de 5 andares. Em sequência, Jantar Mantar. Patrimônio da UNESCO, é uma série de instrumentos astronômicos antigos e grandes, incluindo o maior relógio de sol do mundo. Às 18h, na avenida do portão Tripoli, começou o desfile do Festival Gangaur, que tivemos sorte em presenciar com vista panorâmica da laje de uma loja. O desfile religioso foi composto por pessoas fantasiadas tocando instrumentos e dançando, bem como animais, incluindo um elefante. No caminho de volta, tomei na rua o caldo de cana mais barato do universo (10 rúpias, ou seja, 55 centavos de real!). À noite, jantei e fiquei conhecendo gente no albergue. Dia 23 Nos levantamos tranquilamente para pegar o trem das 11h. Compramos os bilhetes (75 rúpias cada) alguns minutos antes na confusa estação, e nos empurramos pra dentro do vagão do Ranthambore Express na hora em que ele chegou. Cerca de duas horas depois, descemos em Sawai Madhopur. Pegamos um tuk-tuk (150 rúpias) até a C. L. Saini Guesthouse, mas acabamos sendo despachados pra outra hospedagem, a Paridhi Niwas. Neste lugar, ficamos num quarto sem ar condicionado e com internet intermitente. Almoçamos lá mesmo, o melhor “thali” da viagem, por 250 rúpias. Depois, fomos conhecer o Forte de Ranthambore, que fica dentro do Parque Nacional Ranthambore, onde faríamos safáris no dia posterior. Pelo transporte até o forte, com a espera, tivemos que desembolsar mil rúpias. Só havia indianos lá, além de muitos macacos do tipo langur. Passamos mais tempo os fotografando do que as ruínas do forte em si, que em conjunto com os demais do estado de Rajastão, formam um Patrimônio da Humanidade. À noite fomos dormir cedo, pois teríamos que estar de pé às 5h da madruga! Dia 24 Apesar da reserva paga pela na internet (~1800 rúpias) afirmar a necessidade de se obter o bilhete no escritório do parque na noite anterior, ele fica fechado, então às 5 e meia já estávamos lá, os únicos estrangeiros entre várias dezenas de guias e motoristas, pois os turistas pagam pros hotéis fazerem essa função. Com mais 4 belgas de meia idade, fomos de jipe até a zona 10 do parque, bem distante. O caminho até lá exige uma máscara contra poeira. O ambiente é semidecidual, com morros e matas baixas, bastante seco nessa época. Vimos diversos langures, veados-sambar, veados-manchados, antílopes-azuis e aves, como pavões (nativos da Índia), no trajeto irregular. Estávamos chegando ao fim do safári de 3 horas e meia, quando atingimos o objetivo máximo, um tigre! Mais precisamente uma tigresa de 2 anos, estava deitada pegando um solzinho ardente. No máximo ela deu umas lambidas e fez umas caretas, mas mesmo assim foi muito legal ver. Almoçamos no próprio hotel mais um gostoso “thali”. A única coisa que não conseguimos comer/beber é a amarga coalhada. À tarde, mais um safári, das 3 às 6 e meia, desta vez na zona 4, mas em um veículo de 20 lugares. Essa zona possui paisagens mais belas que a outra. Quanto aos animais, vimos tanto quanto antes e até mais: chacais, outras aves, crocodilos. E no finzinho já com o sol se pondo, outra tigresa! Jantamos em nosso hotel. Depois, ficamos assistindo vídeo-clipes na MTV indiana até dormir. Dia 25 Café da manhã meio esquisito. Depois, seguimos à estação de trem. Para variar, só conseguimos comprar pra segunda classe (a pior), por 100 rúpias para um trecho de 4 horas e meia até Agra Fort. Como os compartimentos dessa classe estavam entupidos, seguimos caminhando em direção aos vagões posteriores, que são melhores. Passamos por vários com camas e ar condicionado, todas lotadas, até que chegamos à classe superior dos assentos, também sem uma vaga sequer. Como resultado, só nos restou ficar no limbo, no espaço apertado e fedido do banheiro entre vagões, numa mistura de ar quente de fora e frio de dentro. No fim, apareceu um fiscal querendo nos cobrar a diferença dos bilhetes, como se estivéssemos na classe 3AC, que custava 815 rúpias a mais cada! O cara não falava muito inglês, então foi bem difícil argumentar com ele. O melhor que conseguimos foi pagar metade desse valor cada, já que não estávamos em assentos adequados… Ao chegar em Agra, combinamos com um tuk-tuk para nos transportar até a hospedagem e de lá até o forte, depois ver o pôr do Taj Mahal e retornar, por 700 rúpias. O Forte de Agra, patrimônio UNESCO do século 16, ocupa uma área grande, só que há poucas construções no interior, pois os britânicos as destruíram. Mesmo assim, os detalhes e o tamanho da obra de arenito vermelho são impressionantes. Entrada de 600 rúpias. Alguns sikh pediram pra tirar foto, então aproveitei para aprender um pouco sobre essa religião. Para o pôr do sol, ficamos num jardim bem atrás do Taj Mahal, mas do outro lado do rio que corta a cidade. Há que se pagar 300 rúpias para essa vista, mas se você gosta de amoras e vier nessa época, dá pra recuperar a grana catando as infinitas frutas que estão nos pés do jardim. Jantamos no Bob Marley Café. É tão autêntico que, além da decoração e das músicas, a bebida deles vem aditivada com aquele ingrediente que vocês devem estar pensando. O Special Bob Marley Lassi ("lassi" é um tipo de iogurte indiano) custou 180 rúpias. Umas duas horas depois, começamos a sentir os efeitos da bebida. Foi uma comédia só. Dormimos no Yoga Guesthouse, só no ventilador e cercado de mosquitos, por 350 rúpias cada. O ambiente não é tão limpo, mas a pessoa que cuida não poderia ser mais solícita, visto que até levou os tênis do meu amigo para costurar sem cobrar. Dia 26 Taj Mahal pela manhã. Quanto mais cedo melhor, mas não fomos tanto. Pra chegar lá, só caminhando ou de riquixá. A entrada pra estrangeiros é abusiva: 1300 rúpias. Dentro, plantas, águas, mesquita, muita gente e o imponente mausoléu de mármore com a tumba da mulher preferida que foi presenteada pelo rei mugal. Na saída, compramos um souvenir, tomamos o café da manhã e corremos pro ônibus refrigerado da Ashok Travels, que nos levaria a Délhi por 400 rúpias cada. Três horas depois, desembarcamos na estação de metrô Akshardham, onde fica o maior templo hindu do país. Almoçamos umas misturas boas num restaurante da estação, seguindo então para a do albergue [email protected], por 30 rúpias. Deixamos as coisas lá, e como já era tarde e as atrações estavam fechadas, fomos às compras. Primeiro descemos no shopping Moments Mall, entrando no hipermercado More Mega Store. Lá eu pude comprar barras de proteína pro trekking no Nepal e o meu amigo alimentos típicos indianos (como a "chana") pra levar pro Brasil. Em seguida, o shopping Pacific Mall, para acessar a Decathlon (onde comprei meu calçado pra trilha) e jantar na praça de alimentação. Ao retornar pra dormir no quarto coletivo refrigerado de 635 rúpias cada, tive a maior ré da viagem. Meu voo para o Nepal com a porcaria da Jet Airways havia sido cancelado há alguns dias (falência da companhia) e eu nem tinha sido notificado! Para piorar, todos os voos de outras cias para os dias seguintes estavam absurdamente caros e não havia vaga nos ônibus que levam mais de um dia pra chegar! Acabei tendo que pagar uma fortuna no voo da IndiGo, caso contrário meu trekking no Everest ficaria comprometido... Dia 27 Havia levado minhas roupas na noite anterior pra lavanderia, ao custo de 30 rúpias por peça. Quase que fiquei sem elas, pois ficaram prontas no momento em que eu estava saindo, ainda que a lavagem tenha sido bem mal-feita. Para ir ao aeroporto eu fui de metrô, na linha expressa que custa 50. Na hora do check-in, conheci dois brasileiros (Lucas e Amanda) que fariam o mesmo trajeto que eu no Everest. Ao chegar em Catmandu, preenchi o formulário eletrônico, paguei o visto para um mês (40 dólares), passei a imigração e fiz o câmbio na cotação de 1 dólar pra 107 rúpias nepalesas. Estava chovendo ao deixar o terminal, mas isso não impediu que eu viesse caminhando até o hotel Sunaulo Inn, onde fiquei num quarto meia-boca por 1200 rúpias (doravante nepalesas). Jantei no próprio lugar, escolhendo um "biryani" de ovo por 280 rúpias. Apesar de ser mais barato que a Índia, cobraram sobre esse valor 23% de taxas! Depois das últimas pesquisas na internet, arrumei o mochilão pro dia seguinte e fui dormir cedo. Dia 28 Fui empolgado ao aeroporto, só pra descobrir que meu voo não sairia tão cedo. Cheguei às 9h e esperei… esperei… esperei, até que às 17h finalmente os voos para Lukla foram cancelados pelo tempo adverso e por um acidente fatal no dia anterior! Um dia inteiro perdido coçando o saco no saguão… Ao menos no final do dia consegui conhecer o complexo do templo hinduísta de Pashupatinath (mil rúpias). A arquitetura é interessante, com várias estupas e teto dourado. Ao longo de um rio, aqui ocorrem rituais de cremação como em Varanasi, na Índia. Tive sorte de presenciar uma dessas cremações, que começam com a cobertura do defunto com flores e o som de uma banda ao vivo. Em seguida, cobre-se de madeira e material inflamável e acende-se uma fogueira, que transforma o corpo em cinzas, que vão parar no rio. Meio macabro. Jantei um "chowmein" de frango, que é um macarrão chinês (250 rúpias), e repousei no mesmo hotel sujinho da noite anterior. Dia 29 Achei que não iria de novo, mas depois de 3 horas de tráfego aéreo (pra desafogar os atrasos dos dias anteriores), nos enviaram pro aviãozinho que recém havia pousado. E pensar que eu quase troquei por um caro helicóptero, como alguns dos turistas fizeram. Logo estávamos no ar, chacoalhando entre montanhas e terraços agrícolas. Pousamos uns 45 minutos depois, na pista minúscula e assustadora do aeroporto de Lukla. Dali já se vê um monte nevado. Comecei a caminhada às 13:40h pela cidade de Lukla a 2900 metros de altitude, onde se pode obter o que lhe faltou, como o dinheiro, que consegui sacar (ao contrário do aeroporto de Katmandu). Paguei as 2 mil rúpias pra entrar no parque rural de Khumbu, primeira etapa da trilha para o acampamento base do Everest. No começo, há muitos vilarejos, muitos turistas e carregadores (sherpas). E descidas, ao contrário do que se imagina. Essa região segue o budismo tibetano, então há muitos monumentos, como estupas, rochas com mantras e rodas "mani", além de alguns monastérios. Parei após duas horas, na metade do caminho que faria no dia, para pegar água duma bica e descansar por uns 10 minutos. Depois, foi só subida e descida. Suei um bocado. Algumas pontes pênseis cruzam um rio glacial turquesa lindo. Uma dessas, fica em Phakding, vilarejo badalado onde repousaram os demais trilheiros que largaram comigo. Eu prossegui até Monjo, onde cheguei no final da tarde, 4 horas depois do começo, e um tanto cansado. Fiquei com um quarto com banheiro, chuveiro quente e wi-fi por 500 rúpias, no Monjo Guesthouse. Estava vazio, então só encontrei um senhor francês pra conversar, enquanto esperava a janta vegetariana de "dal bhat", o prato mais típico nepalês, que consiste em arroz, lentilha, curry de vegetais aleatórios e um pedaço de algo salgado. É muito bem-servido, pois se pode repetir (500 rúpias). Após, continuei na sala comum com calefação, ouvindo músicas nepalesas e tomando "raksi", uma bebida alcoólica caseira de arroz e maçã, que o pessoal da pousada me ofereceu. Dia 30 Dormi relativamente bem. Comi uma barra de proteína e parti. Logo fica a entrada do Parque Nacional Sagarmatha. Mais 3 mil rúpias de pagamento. Depois de uma breve descida em Jorsalle, cercada por florestas de coníferas e cachoeiras, começa uma subida violenta até Namche Bazaar. Não há nenhum vilarejo no caminho. Quase 3 horas mais tarde, cheguei cansado da ascensão de 600 metros. Ao menos o tempo até então estava bom, tanto que eu ainda usava roupa de corrida - exceto pelo calçado. Namche Bazaar é a última cidade da trilha. No seu semicírculo de construções cravadas na montanha, há uma infinidade de hospedagens, restaurantes e lojas, onde se encontra de tudo para compra, a um certo preço. Entrei em 3 pousadas até encontrar uma que não estivesse cheia ou que cobrasse até para respirar. Fiquei na Pumori Guesthouse, por 500 rúpias, com banheiro compartilhado, recarga de aparelhos gratuita, bem como a internet. Só o banho é cobrado, mas nesse dia tomei na pia mesmo. Almocei ali uma pizza broto de cogumelo (550 dinheiros) e saí pra reconhecer a área. Só foi eu botar o pé pra fora que começou a chover e não parou mais. Rolou um fenômeno climático incomum também, uma precipitação monstruosa de granizo com neve! Enquanto isso, passei um tempo no bar The Hungry Yak, onde são transmitidos documentários sobre a montanha. Assisti a impressionante primeira ascensão do Everest, no filme "The Wildest Dream". Enquanto isso, tomei uma Nepal Ice, cerveja forte nepalesa, mas que chega aqui num preço salgado: 600 rúpias pelo latão de meio litro. Em seguida, passei por quase todas ruas, pelo Monastério Gomba, e, já escuro, voltei pra hospedagem para jantar. Ao comer meu bife de iaque (750 com acompanhamentos), gostoso mas meio fibroso, conheci um russo que quase chegou ao final da trilha com duas crianças de 8 e 6 anos! Fui dormir sob temperatura negativa, o que se repetiria até o retorno a Namche. Dia 31 Comi um omelete com pão tibetano (sem graça) e parti pra rua, para aproveitar o lindo dia ensolarado que fazia. Para ajudar na aclimatação, subi a íngreme rota que leva ao mirante do Monte Everest, mais de 400 metros acima de Namche. Lá em cima, coincidentemente, encontrei um grupo de trilheiros de Floripa, que estavam sendo guiados por nada menos que Waldemar Niclevicz, o maior montanhista brasileiro! Fiquei um tempo apreciando a vista do vale de Khumbu, por onde eu vim e para onde irei. Também estavam visíveis alguns dos picos mais elevados, como Ama Dablam e Lhotse. Infelizmente o Everest estava coberto por nuvens constantes. A temperatura não estava tão baixa, mas o vento estava de matar, então tive que descer. Visitei o Sherpa Cultural Museum & Mount Everest Documentation Center (250 rúpias). Há um modelo de residência Sherpa com seus utensílios típicos. Também há uma galeria com fotos, equipamentos e jornais a respeito das expedições ao Everest e sobre o povo das montanhas. Almocei lá mesmo um "dal bhat" (600 rúpias). A seguir, conheci o gratuito centro de visitantes do Parque Nacional Sagarmatha, onde fica essa trilha que estou seguindo. No centro há diversas informações a respeito do meio ambiente do parque. No final da tarde, fui em outro bar (Everest Burger & Steakhouse) para assistir outro filme, dessa vez "Everest". Também aproveitei pra provar outro prato típico, o "thukpa", que é uma sopa de macarrão com vegetais (450 rúpias). Jantei "momos" (bolinhos de massa fritos ou cozidos com recheio de vegetais ou carne em formato de meia-lua) em minha acomodação, agora cheia de chineses. Tomei um banho quente (400 rúpias), carreguei meus eletrônicos e fui dormir. Dia 32 Noite boa de sono, sinal da aclimatação funcionando. Café da manhã pago básico. Me livrei de 1 kg de roupa que não usaria adiante, deixando na hospedagem para pegar na volta. Às 9 e meia, comecei a leve subida e o contorno plano do vale de Khumbu, com vista pro Everest, Lhotse e picos vizinhos. Até aí tudo bem, mas quando o caminho desceu num bosque até a altura do rio no povoado de Phunki Thanga, começou uma subida chata de 550 metros em 2,4 km até Tengboche, onde pernoitei. Do final da subida, dá para ver uma morena, que são os detritos deixados por uma geleira que retrocedeu pelo aquecimento global. Já no topo, fica o pequeno povoado, centrado em um monastério interessante, que visitei. Lá reencontrei o grupo de Floripa, e troquei umas ideias com o Waldemar Niclevicz, um cara bem simpático e inspirador. Passei por 3 hospedagens até achar uma boa opção, pois a mais popular estava lotada, a que conta com uma padaria queria cobrar 1000 rúpias, mas a "teahouse" Tashi Delek cobrou 500 e até que era bacana. Para a internet, eu comprei um tal de Everest Link (2500 rúpias), que lhe dá direito a 10 GB em todas as hospedagens do caminho - e daqui pra frente o sinal do celular não pega. Dei um rolê pra passar o dia durante uma leve nevasca, e no final da tarde quando iria jantar em minha acomodação, encontrei um trio de brasileiros (Danniel, Samir e Felipe) descendo a montanha. Passei o resto do dia conversando com eles. Dia 33 Tomei o café junto, e logo nos despedimos, seguindo para lados diferentes. Às 9 e meia, desci um pouco dos 3860 metros até os povoados seguintes, ao redor do rio glacial Imja Khola. Fazia um baita frio, e às vezes o vento castigava. Botei um pano na cara para resolver essa questão. Ao passar Pangboche, que possui o monastério mais antigo da região, comi uma barra de proteína e recarreguei de água em Shomare, o vilarejo onde a maioria dos grupos almoçava. Com a diminuição de oxigênio disponível, meu ritmo de caminhada também decaiu. Outra coisa que decaiu foram as árvores. Ao passar dos 4 mil metros de altitude, só restaram arbustos. Passei por alguns campos só com plantas herbáceas e arbustivas até a bifurcação Pheriche-Dingboche, bem em frente aos restos de rochas brancas de uma geleira não mais visível. Após um esforço final de subida, cheguei 3 horas e 45 minutos depois na entrada de Dingboche, a mais de 4300 metros de elevação. Esse povoado é maior do que eu esperava. Novamente, minha hospedagem pretendida estava lotada, então acabei ficando com a Tashi Delek. Só que ao contrário desse hotel no vilarejo anterior, aqui não havia nem vaso sanitário… Paguei 500 mangos num quartinho duplo. Ainda bem que era duplo, pois precisei dos dois colchões, cobertores e travesseiros. Escolhi um restaurante aleatório para almoçar, e acabei me dando bem, pois os preços do Himalayan Culture Home Lodge, também hotel, são comparáveis com os de Namche Bazaar, um quilômetro abaixo em altitude. Tomei um chá de limão com gengibre e comi "momos" vegetarianos por 580 no total. Posteriormente, caminhei por Dingboche, só pra ver os campos marrons de plantação serem adubados com fezes. Tomei um banho quente no Tashi Delek (500 rúpias) e fiquei relaxando, já que a rua estava fria, com um neblina que impedia a visão de qualquer montanha, além do cheiro da bosta usada na calefação dos interiores já estar forte. Ao sol se pôr, jantei em meu hotel o clássico "dal bhat". Por fim fiquei debaixo das cobertas lendo um pouco em meu Kindle. Dia 34 Depois do café da manhã de pão, ovo e chá, usei meu dia de folga/aclimatação para subir o primeiro pico da viagem, o mais alto da minha vida. Sobre Dingboche, reina o árido Nangkartshang, com 5083 metros. Saí às 9 e meia como usual. O tempo estava bom, com algumas nuvens, mas não se via o cume por causa de uma névoa. A parte inicial é uma estupa, seguida de um mirante, numa altitude ainda não tão elevada. Depois, a inclinação fica severa. Entre rochas, poucas plantas miúdas, musgos e líquens. O vento aumentou a força, mas não incomodou tanto porque batia nas costas protegidas. Mais além, a fadiga muscular começou a bater, mas não pior que a respiração, já que o oxigênio estava bastante escasso. Conforme o gelo surgia no caminho, eu ia quase cambaleando para chegar logo ao topo. Duas horas e 15 depois, finalmente conquistei o cume! Só que meio atordoado pela falta de ar, acabei atirando minha GoPro ladeira abaixo! Ela bateu numa pedra e foi parar num banco de gelo em outro nível. E agora, perder todo registro da viagem ou arriscar minha vida? Ponderei o risco, e desci em direção à câmera, conseguindo recuperá-la. Ufa! Fiquei um tempo em cima tirando fotos, mas a névoa não deu muita trégua, então desci, faminto e sedento. Parei no Café 4410, que permite a recarga gratuita de aparelhos eletrônicos. Pedi um hambúrguer vegetariano, fritas e milk shake por 1200 rúpias. Enquanto aguardava a recarga, reencontrei um grupo de colombianos que havia conhecido no cume. Passei o resto da tarde conversando com eles; foram tão gentis que até me pagaram um lanche. Quem diria que eu comeria torta de maçã num vilarejo remoto desses! À noite, jantei "thukpa" (450 rúpias) no hotel, e relaxei. Dia 35 Café da manhã repetido. Parti para Lobuche. O início é um vale desolado e ventoso, cercado pela montanha que escalei e por outra nevada. Quando chegara o momento de cruzar o Rio Lobuche e começar uma inclinação foda, parei pra um lanche. Acontece que quando fui trocar o cartão de memória da GoPro, que estava cheio, ele se partiu no meio! Perdi a maioria dos vídeos e fotos que havia feito com ela, pois não havia feito backup. Parece que o que ocorreu na montanha no dia anterior foi uma premonição. Que lástima! Meio abatido, subi o caminho pedregoso com o fôlego no limite. Em cima, fica o memorial para os alpinistas mortos no Everest. Há dezenas de monumentos. Logo depois, já é possível ver um campo coberto de gelo. Mais além, fica o pequeno vilarejo de Lobuche. Aqui o preço mínimo é 700 rúpias. Consegui um quarto duplo e banheiro com privada, mas nada de pia (nessa altitude já não há encanamento), no Above the Clouds Lodge. Começou a nevar bastante, então parei na padaria mais alta do mundo para fazer outro lanche (doce+chá=550 rúpias). Em seguida, fui ao ar livre fotografar o cenário lindo que se formou com a neve acumulada. Até passarinhos estavam por lá. Com o tempo, a neve cessou e a névoa dissipou. Com isso, subi um morro para ter uma vista ainda melhor do vilarejo e do Glaciar de Khumbu, do outro lado. Com o fim do dia, o tempo piorou novamente, então voltei pra hospedagem, onde fiquei esperando um tempão pelo jantar, "dal bhat" (800 rúpias). O bom é que o refil tava incluído, então fiquei satisfeito. Banho de lenço umedecido e cama. Dia 36 Levantei mais cedo e tomei o café da manhã (omelete e chá - 750). Em seguida, subi até Gorak Shep, o assentamento mais elevado do mundo (5100 metros). O caminho estava com bastante trânsito e não foi tão fácil quanto pensei, pois há subidas e descidas sobre rochas. Quase na chegada, se vê o Glaciar de Khumbu, o pico Kala Patthar e o acampamento base do Everest. Em Gorak Shep, tive ainda mais dificuldade em achar um lugar pra ficar. Precisei dividir um quarto no Snow Land Highest Inn (500 rúpias pra cada). Deixei minhas coisas e parti pro acampamento base. O caminho é rochoso e passa ao lado da geleira. Entre as atrações, vi um casal da ave terrestre chamada de galo da neve tibetano, além de uma avalanche na montanha do lado oposto da geleira. Parecia um trovão o estrondo. Peguei ainda um tráfego de iaques carregadores. Ao chegar, há um marco com bandeiras onde todo mundo comemora. Mais uma etapa concluída com sucesso. Desci até a parte interior, lotada de barracas, onde os alpinistas ficam até um mês se aclimatando. Pisei no gelo e retornei, já que o tempo começava a piorar. Bati um rango violento quando voltei. O "dal bhat" da hospedagem veio com repetição, então fiquei cheio até a hora de dormir, a ponto de me deixar meio mal. Enquanto tentava fazer a digestão, um pessoal da Venezuela e Espanha sentou ao meu lado. Comecei a falar com eles; acabamos jogando cartas até a hora de se retirar - sem banho novamente, já que aqui custa mil rúpias! Também tive que recarregar o celular por 400 rúpias pra uma hora... Dia 37 Dormi mais ou menos, mesmo usando o saco de dormir pela primeira vez. Às 7 me levantei com leves sintomas de Mal de Altitude, mas isso não me deteve. Fui escalar o monte Kala Patthar. O começo é sobre terra, bem inclinado, cansa bastante. Depois que se contorna essa parte, percebe-se que o cume na verdade é mais distante e alto do que o que parecia ser visto de Gorak Shep. Continuei lentamente, agora sobre neve e rochas. Uma hora e meia depois, cheguei ao topo do ponto mais alto em minha jornada: 5650 metros! A vista do topo é sensacional. Ali fica o melhor mirante do imponente Monte Everest, bem como do Glaciar de Khumbu e diversas outras montanhas altas da região. Havia umas 10 pessoas essa hora no cume. Desci, almocei "momos" e, um pouco depois, segui o caminho de volta. A parte repetida até a bifurcação em Dughla foi meio monótona. De diferente, apenas um grupo que seguia na direção inversa em bicicletas! Quando atravessei o campo de gelo do acampamento base do Lobuche, não cruzei com mais ninguém. O trecho até Dzonghla é meio arriscado, pois segue à beira do precipício na maior parte do tempo. De vista compensa, pois passa em frente à baita montanha Cholatse e seu lago parcialmente congelado. Também vi uns tantos passarinhos. Quase na chegada, ultrapassei novamente o grupo de Cingapura cujo líder Saravanan foi até o EBC usando calçado minimalista. Na terceira tentativa, fiquei hospedado no Himalayan Lodge. Quinhentas rúpias pelo quarto duplo e banheiro com vaso, mas nada de pia. No mesmo lugar, ficaram os singapurenses e o espanhol Claudi, que eu havia conhecido em Gorak Shep. Jantei uma macarronada e passei o resto do tempo conversando com ambos. Todos foram dormir cedo para a travessia do dia seguinte. Dia 38 Pelas 5 da madruga os demais já estavam tomando café da manhã, enquanto eu pedi meu omelete e chá pras 6 e meia. Na primeira longuíssima subida, já passei um dos grupos. Tanto no dia anterior quanto nesse, alguns conhecidos tiveram que desistir da trilha pelos sintomas do Mal de Altitude. Um deles precisou até mesmo ser levado de helicóptero de volta. Estava com receio que tivesse que fazer essa travessia perigosa sozinho, já que a maioria vai cedo, mas acabei encontrando gente suficiente. Já cansou bastante a primeira elevação, que culminou em uma escalada entre rochas e neve. A paisagem, bem como as seguintes, fez valer a pena o esforço. O passo seguinte foi mais técnico do que cansativo - atravessar uma parede de neve sem proteção alguma contra o abismo que se seguia. Dei graças que Claudi me emprestou cravos para o tênis (crampons) na noite anterior, pois sem eles eu teria chance de despencar nessa etapa ou na seguinte. Passado o trecho sujeito a avalanches a nada menos que 5420 metros de altitude, veio a descida nesse meio escorregadio. Venci, chegando no vale seguinte, uma tundra alpina. Nova subida, seguida de nova descida, mais fáceis dessa vez. Por fim, seguindo o riacho originado numa dessas geleiras, cheguei no pequeno Dragnag, composto apenas de uns 7 alojamentos e nada mais. Desesperado por um banho, usei o próprio riacho para satisfazer meu desejo. Como eu estava aquecido da longa trilha de 6 horas, a temperatura não foi um grande problema. Aproveitei para lavar minhas roupas suadas também. Fiquei hospedado no Khumbi-la Hotel (500 rúpias). Tão básico quanto os demais. Almocei tardiamente "momos" fritos de batata (650 rúpias), botei minha GoPro para carregar (350 rúpias), e passei o resto da tarde entre conversas com os colegas e à toa. Jantei sopa, li um pouco e capotei. Antes, pedi quanto custava 1 mísero rolo de papel higiênico, já que o meu havia acabado: 550 contos! Dessa forma, peguei os guardanapos da sala de jantar pra resolver o problema... Dia 39 Comi e vazei em direção a Gokyo. O caminho é sobre a morena da maior geleira do Himalaia, a Ngozumpa, com 36 km! A caminhada dentro da geleira segue em ziguezague pra cima e pra baixo entre pedaços de rochas soltas, manchas de gelo e laguinhos congelados. Com uma subida final, chega-se a Gokyo. Meu corpo estava tão cansado que levei mais de duas horas para essa travessia, quando deveria levar menos. O povoado de Gokyo é único entre os da rota do trekking, pois fica na beira de um lago semicongelado lindo, cheio de aves e com montanhas nevadas próximas. Deixei minha mochila na Fitzroy Inn. São 500 rúpias, sendo que o banheiro possui vaso e pia, e o quarto é um pouco melhor. Comecei então a ascensão da última montanha da rota, a Gokyo Ri, com 5360 metros. Devido a meu estado precário, fui subindo a passos de tartaruga. Essa montanha é inclinada demais, pois possui 600 metros acima do lago, onde inicia. A paisagem do meio do caminho é sensacional, mas conforme eu subia o tempo ia fechando, pois já era o começo da tarde. De fato, fui o último a subir. Uma hora e 45 minutos depois, usando somente a força de vontade, cheguei ao cume. Lá em cima estavam uma argentina e meu colega Claudi. Descemos e fomos tomar um chá e conversar. Em seguida, jantei "dal bhat" em meu alojamento, com vista para o lago. Não estava me sentindo muito bem do estômago essa hora. Carreguei o celular (300 rúpias), comprei um rolo de papel higiênico (250 rúpias), um pão doce grande (600 rúpias), li um pouco e fui dormir cedo. Dia 40 Acordei com dor de garganta - também, todo esse tempo respirando ar frio e seco pela boca, só poderia acabar assim. Gastei minha última rúpia no check-out, mas pelo menos ganhei uns chocolates de brinde. Esse foi o dia mais longo de caminhada, pois tive que percorrer 24 km até Namche Bazaar. Ainda bem que em sua maioria, o trecho foi de descida. O começo foi passado ao lado dos lagos cênicos de Gokyo. Depois, acompanhando o rio glacial. Passei por alguns vilarejos, descansando, me hidratando e consumindo meus alimentos energéticos a cada cerca de 2 horas, sempre à beira de algum riacho. Encontrei meu colega Claudi nesse caminho, mas ele ficou em Dole, metade do trajeto que eu percorreria. Além desse povoado, as florestas começaram a ressurgir. Junto delas, uma parte lotada de cachoeiras. Já estava cansado, quando em frente a Phortse, uma elevação grande surgiu. Subi a passos lentos. Dali em diante, acelerei o possível no terreno irregular, quase torcendo meu tornozelo algumas vezes. Quase solitário, cheguei à bifurcação em Sanasa, quando entrei na trilha que já havia percorrido no quarto dia. Exausto, com dor nas costas, cheguei em Namche Bazaar às 16 horas, exatamente 8 horas depois de iniciar. Saquei dinheiro e fui pra hospedagem onde havia deixado uma pilha de roupas, a Pumori Guesthouse. Morrendo de fome, devorei uma macarronada (550 rúpias) enquanto carregava meus dispositivos. Por fim, apaguei. Dia 41 Acordei pior do que no dia anterior, dessa vez à dor de garganta, somou-se um resfriado. Não tive escolha; comi um omelete de queijo e tomate (400 rúpias) e vazei. O percurso inicial é de pura descida, mas isso não quer dizer que tenha sido rápido, já que há trânsito e o terreno é irregular. Em sequência, descidas e subidas intermináveis, enquanto atravessava de um lado do rio pro outro nas pontes pênseis. E o corpo reclamando. Mais além, passei pela vila de Phakding. Dali pra frente, foi o maior sofrimento: dor nas costas, nos ombros e nos pés. Eu ia cada vez mais devagar. O trecho final, majoritariamente de subida, foi um martírio, mas 6 horas e meia depois, cheguei ao portal de Lukla. Finalmente, 150 km de trilhas depois do começo, missão cumprida! Comemorei e fui pra alguma hospedagem, no caso a Alpine Lodge (500 rúpias). Tomei um banho (250 rúpias) e me joguei na cama, imprestável. Jantei outra macarronada e fui dormir. Dia 42 Comi uma panqueca com mel de manhã (400 rúpias) e fui cedo pro aeroporto. Precisei chegar lá às 7 e meia, mas não embarquei antes das 11… Me livrei dum dos aeroportos mais perigosos do mundo, descendo em Catmandu. Por 900 rúpias, tomei um táxi até o lar Laughing Buddha Home & Villa (5 dólares cada noite). No caminho pude constatar que o trânsito de Catmandu é do nível das cidades grandes indianas. E bem empoeirada. Desci pra conhecer as atrações recomendadas pela anfitriã, a começar pelo almoço na Army Canteen, lugar onde o exército vem rangar. Como o menu é em nepali, precisei apontar para o que havia na bancada: escolhi feijão, batata e cebola. Na hora de pagar a conta, fiquei de queixo caído… 50 rúpias (R$1,75)! O almoço mais barato da minha vida! Para a sobremesa, fui na padaria Best Choice. Realmente a melhor escolha, pois comi deliciosos doces a partir de 25 rúpias! Até levei uns pro café da manhã. Em seguida, entrei no museu de história natural (100 rúpias). É basicamente o depósito da seção biológica de uma universidade, contando centenas de animais empalhados, insetos, plantas e outros seres viventes no Nepal, com breves descrições. Prosseguindo, o templo do macaco (Swayambhunath). É um templo budista tibetano com algumas estupas, relíquias e muitos macacos sagrados. Entrei pela escadaria de acesso gratuito que os turistas desconhecem. Lá em cima há vendas de souvenires, mirante pra cidade toda e, na mata ao redor, bastante vida. Ao descer, mesmo sem muita fome, parei pra jantar no Chuden Shelzey. Optei por um "chowmein" de frango (120 rúpias). Para minha surpresa, um grupo de monges budistas estava ali jogando videogame! Retornei à tranquila hospedagem, onde fiquei à noite. Dia 43 Comecei o longo dia ingerindo meus doces da padaria. À continuação, pedi para que me chamassem um moto-táxi via Pathao, aplicativo tipo Uber. Até Bauddhanath custou apenas 170 rúpias. Já para a entrada desse Patrimônio da Humanidade, 400. Há uma grande estupa central, reconstruída após o terremoto de 2015, cercada de monastérios, templos, relíquias e lojas meio superfaturadas. Ao deixar o complexo budista que é o principal da capital, tomei um ônibus de 25 rúpias até Ratna Park, onde ficam as estações dos coletivos. Não quis pagar para entrar no parque, pois não me pareceu interessante, então segui até Ason, um bairro antigo central onde se vende de tudo a preços em conta. Aqui tentaram me aplicar o golpe do jovem aprendiz de inglês que quer treinar o idioma e o leva a um templo para benzê-lo e depois a uma loja de pinturas que só está aberta no dia do festival fictício que ocorria justamente naquele dia - não tiraram uma rúpia de mim. Almocei num muquifo um prato de "chowmein" vegetariano por somente 80 rúpias. Pensei em entrar na tradicional praça Durbar em seguida, mas o estado dos edifícios pós-terremoto e a exigência de que estrangeiros pagassem mil rúpias enquanto os nativos não pagavam nada, me fez mudar o rumo. Com o preço tão barato da comida, acabei tomando um caldo de cana por 30 rúpias e depois um "lassi" de banana por 100. Rapidamente adentrei o jardim Garden of Dreams, que cobra 200 pratas, mas é pequeno. Dessa forma, me embrenhei nas ruas apertadas e lotadas de comerciantes e turistas de Thamel. Procurava alguns equipamentos eletrônicos e pra trilhas, mas não encontrei nada de qualidade, já que aqui é quase tudo pirateado. Tomei um sorvete de Ferrero, que não era de Ferrero, e comprei em Ason dois souvenires (roda mani - 1500 rúpias e placa Namastê - 400). Me encontrei com Danniel, um dos brasileiros gente boa que conheci no caminho do Everest. Batemos um papo bom e tomamos um balde da cerveja artesanal Sherpa Red no bar Phat Khat. Depois jantamos "kebab" (225 cada) e eu peguei um táxi pra voltar à hospedagem (600 rúpias). Antes de dormir, conversei um pouco com o pessoal que se encontrava no Laughing Buddha. Dia 44 Acordei com os cães latindo e pessoas falando. Fui em direção aos museus, parando para ter um café da manhã no Vajra Café, já que o Chuden Shelzey não tinha nem ovo e nem vitamina naquela manhã. Acontece que esse café deixa bastante a desejar em comparação com a padaria de 2 dias atrás, além de estar cheio de moscas… Para meu desgosto, hoje era feriado do dia do trabalhador, então tanto o Military Museum quanto o National Museum estavam fechados! Não queria ir até a distante Bhaktapur, então caminhei até uma avenida onde pude pegar um ônibus à região central. Em Ason, fui às compras: relógio minimalista à prova d'água (3000 NPR=rúpias), carteira minimalista (375 NPR), boné minimalista c/ pescoceira (1000 NPR). Como os restaurantes turísticos de Thamel são meio caros, almocei numa birosca chamada Ravi Panipuri Chaat Shop. Fiquei com um tal de "papadi chaat" 70 NPR + "chicken egg roll" 100 NPR + Fanta amarela 40 NPR. Há uma infinidade de casas de câmbio em Thamel, mas como as raras que possuíam rial do Catar não tinham cotação boa, troquei o resto das minhas rúpias pelo famoso livro Into Thin Air na livraria Tibet Book Store (700 NPR). Enquanto procurava um transporte barato para retornar ao alojamento, tomei um suco de abacaxi grande (200 NPR). Depois, embarquei numa van (20 NPR). Me despedi e embarquei no voo da Nepal Airlines com destino a Doha. Havia lido que essa companhia era uma das piores do mundo, então fui sem expectativas, mas me surpreendi: avião grande e novo, entretenimento de bordo e alimentação decente - talvez eu tenha tido uma baita sorte, ou a companhia realmente melhorou. Dia 45 Com um pouco de atraso, desembarquei. A imigração sem visto foi ridiculamente rápida. Saquei dinheiro (1 rial do Catar = 1,07 reais), chamei um Uber até a hospedagem da vez (24 rials). O albergue Q Hostel, localizado num condomínio de casas de alto padrão, refrigerado, me custou 180 rials por 3 noites. Todos meus colegas de quarto eram de países islâmicos. Ao acordar, chamei um Uber pra me levar ao museu nacional (13 rials). A entrada individual custa 50 rials, mas o passe para 3 museus é 100, então o comprei no cartão de crédito. O Qatar National Museum já impressiona no exterior, inspirado na rosa do deserto. Por dentro, ainda mais. Com tecnologia de ponta, conta sobre a biodiversidade do país, bem como sua história, do passado remoto, passando pela conquista árabe, a era de ouro da coleta de pérolas e a atual do petróleo, que superdesenvolveu o Catar. Fiquei mais de 3 horas aqui. Almocei "chicken biryani" no Al Jazeera Kabab, bem em frente ao museu, por 12 rials. Há um ônibus gratuito rosa que passa uma vez a cada hora e leva aos dois outros museus. Peguei ele e desci no de arte islâmica. A construção é bem bacana também, mas por dentro não há tanto conteúdo. As obras de arte de várias localidades islâmicas são belas, mas nada excepcionais. Esperava um pouco mais. Uma hora depois, fui pro Mathaf, de arte moderna, que fica afastado dos demais. No caminho, pude notar as obras de infraestrutura e lazer pra Copa do Mundo de 2022. Havia apenas mais duas visitantes além de mim. Não consegui ficar nem uma hora vendo essas coisas estranhas que chamam de arte. Peguei o transporte de volta e fui passear pela Corniche, a avenida beira-mar. Ainda fazia calor pelas 5 e pouco, mas o sol já estava baixo no horizonte. Atravessei metade do semicírculo a lentos passos, admirando a arquitetura dos arranha-céus, que, assim como o resto da cidade, perdem pouco para Dubai. Tomei um "smoothie" meio caro de 25 rials no Costa Café, e segui por entre os prédios, que agora estavam com iluminação noturna variada. Entrei no shopping center City Center pra jantar (no Subway mesmo - 29 rials no Sabrina de 30 cm) e comprar mantimentos no completíssimo Carrefour, que só não tem cerveja com álcool. Gostei do preço do kiwi, 2,75 o kg. Voltei de ônibus #76 até o terminal de Al-Ghanim, onde pegaria outro busão até próximo da minha hospedagem. Um cartão para 2 viagens na cidade custa 10 rials e pode ser comprado com o próprio motorista. Pegaria, pois quando cheguei lá quase às 23h, já não havia mais linhas disponíveis para onde eu iria. Como não consegui sinal para chamar um Uber, convenci um táxi a aceitar a corrida por 15 rials. Dia 46 Como fui dormir tarde, acordei assim também. Tomei meu café da manhã de brownie + suco natural + frutas e tomei um Uber à estação de ônibus (12 rials). Chegando lá, fiquei sabendo que para embarcar no ônibus para fora de Doha, precisaria de um cartão ilimitado para 24 horas, ao custo de 20 rials. Então aproveitei para dar um rolê bom. Primeiro desci em Al Wakra. Como era o dia sagrado do islã, os "souqs" (mercados antigos) estavam fechados. Com isso, dei uma conferida na praia de água turquesa. Almocei logo no Alfanar Restaurant Yemeni Food, onde pedi um tal de "mandi chicken" por 25 rials, mesmo sem saber o que era - mas gostei. Caminhei mais um pouco e retornei à avenida, onde há uma estátua de ostra, uma mesquita bonita e um forte fechado ao público. A intenção era continuar pro sul até Mesaieed, mas eu acabei indo parar no ponto errado e só percebi quando o ônibus de volta estava passando, então decidi retornar ao centro. Fui então ao Souq Waqif, onde ficam as lojas tradicionais. Tentei comprar um souvenir decente, mas os feitos no Catar são caros demais. Ali também ocorria a feira internacional de tâmaras. Entrei e saí, pois eu nem gosto dessa fruta típica de países desérticos. Essa área revitalizada é a mais antiga da cidade. Visitei os museus Msheireb, que contam um pouco dessa história. Gratuitos, são 4 casarios antigos que também falam da escravidão na região e o desenvolvimento com a descoberta do petróleo. Fiquei algumas horas em seus interiores. Quando saí, já era noite. Fui à orla, um tanto escura, para admirar os arranha-céus coloridos do outro lado da baía. Ao retornar, parei num dos restaurantes/lanchonetes baratos ao lado da estação de ônibus para jantar. Comi um "biryani" de frango por somente 10 pilas no Taxi Land Restaurant. Depois, voltei à acomodação de ônibus. Doha tem um problema sério de trânsito no centro, mesmo a altas horas. Dia 47 Acordei uma vez às 4 e meia com o anúncio de Allah nos alto-falantes da mesquita mais próxima. Voltei a dormir. Fiz o check-out e deixei minha mochila na recepção enquanto passeava. Fui até a rodoviária, comprei outro cartão ilimitado e com o #104A através do deserto até Dukhan, o princípio da exploração petrolífera no país. O baita ônibus confortável é uma mudança e tanto pra caminhonete que levava os operários na caçamba. Em Zekreet, há umas formações geológicas tabulares interessantes. Pena eu não haver meio de explorá-las. Duas horas e meia depois, o ônibus parou na entrada de Dukhan, ao lado de uma refinaria. Almocei pizza na Domino's (29 rials pelo combo) enquanto aguardava o ônibus de retorno. Ao retornar, parei no Mall of Qatar, um shopping grandão e ligado à linha de metrô quase pronta. Aproveitei para a assistir o lançamento dos Vingadores. Acreditam que o ingresso mais barato pro cinema era de 45 reais o inteiro? Voltei com os ônibus. À noite, fui até o aeroporto, onde aguardei um bocado de horas até o voo das 4:40 com a IndiGo até Mumbai. Dia 48 Desembarquei sonolento, passei a imigração e peguei um Uber (180 rúpias) até a cápsula bacana onde eu passaria o dia, no Hotel Astropods Airport, por mil rúpias. De volta ao aeroporto, lanchei e embarquei na Air China para Pequim. Dia 49 Depois de umas 5 horas em voo, passei o resto do dia no aeroporto da capital chinesa, entre cochilos e eletrônicos. A comida é meio cara e há poucas opções de refeição, então fiquei à base de KFC e Costa Café. Dia 50 Na madrugada seguinte, fui com a mesma companhia para Frankfurt, onde desci para dar uma volta na cidade. Comprei um passe diário ilimitado pro transporte público (9,65 euros) e peguei o trem até a estação central. Como já conhecia a cidade, não mirei exatamente os pontos turísticos. Caminhei aleatoriamente, mas parei para fotografar a arquitetônica Römerplatz. Aproveitei o dia para ingerir algumas das delícias culinárias europeias, como queijos, cerveja, bagas e salsichão - a maioria comprado em supermercados. Fiz compras também: eletrônicos na Saturn, chocolates e outras comidas nos supermercados econômicos Penny e Aldi, e roupas na Primark. Final da tarde retornei e aguardei o bom voo da Lufthansa, que, junto com o trecho final da Gol até Floripa, concluiu a viagem, 3 dias depois!
  3. Ktrek

    Índia

    Dicas de viajantes sobre India (imperdível! sobre quase tudo) www.indiamike.com Dicas de trekking no Nepal: www.trekinfo.com www.yetizone.com
  4. nunes.rpa

    Ásia - 6 meses (ou mais)

    Mochileirxs, bom dia. Como estão? Estou começando a desenhar "a viagem dos sonhos" pela Ásia de 6 meses (ou um pouco mais) a partir de outubro/2020. Tirei algumas dúvidas em tópicos aqui no fórum, mas quanto mais leio mais questionamentos surgem. Pode me ajudar com algumas dicas? A propósito, já olhei em alguns lugares a época de monções de cada país e tô construindo o caminho com base nisso. Também vi os países e locais de meu interesse (a princípio nessa ordem por questões geográficas), mas não fiz a distribuição de dias pois comecei a organizar isso há menos de uma semana. O que acham? Alguma sugestão em relação aos lugares que já inclui? E sobre Butão, Filipinas e Indonésia... Acham que dá para incluir nessa vez ou o tempo vai ficar curto? Vocês têm sugestões de trekking em algum desses países? Nepal: Kathmandu, Everest Base Camp Trek, Bakhtapur, Pokhara, Chitwan e Lumbini (aprox. 30 dias); Índia: Varanasi, Khajuraho, Agra, Jaipur, Udaipur, Jodhpur, Jaisalmer, Bikamer, Amritsar, Dharamshala, Haridwar, Rishikesh, Nova Delhi, Kerala, Goa e Ajanta Caves (aprox. 45/50 dias); Butão: ainda pensando sobre a ida, sobretudo em razão do custo pela obrigatoriedade de guia; Myanmar: Mandalay, Bagan, Pindaya, Ngapali Beach e Yangon; Tailândia: Bangkok, Koh Lipe, Railey Beach, Koh Yao Noi, Koh Phi Phi, Chiang Mai e Pai; Laos: Luang Prabang, Nong Khiaw, Muang Khua, Vientiane e Thakhek; Camboja: Siem Reap, Battambang, Phnom Pehn, Koh Rong, Koh Rong Samloen e Sianoukville; Filipinas: ainda pensando pelo tempo que terei disponível e custos; Indonésia: ainda pensando pelo tempo que terei disponível e custos; Vietnã: Ho Chi Minh, Mui Ne, Da Lat, Nha Trang, Hoi An, Hanoi, Halong Bay, Sa Pa e Ha Giang. Grande abraço a todos e muito obrigado.
  5. "Essa história não começa aqui..." Confúcio 😜 Fala meus queridos padawans, resolvi dividir o relato em 2, a parte 1 que conta os percalços do Everest estava ficando muito grande. Então eis-me aqui para dar continuidade a viagem de 33 dias que fiz em março e abril de 2019. O foco aqui é a Índia! Quem quiser saber o que rolou antes, vou deixar o link no final procês. Luz, câmera, ação" Índia foi um acidente na minha jornada. Meu foco era chegar ao Acampamento Base do Everest, e os voos para o Nepal estavam absurdamente caros, então resolvi comprar um com destino a Deli sem nem ao menos pensar nas dificuldades que isso poderia me ocasionar. Comprei o voo pela Emirates, com stop over em Dubai de 4 dias e 29 dias na Índia. Resolvi reservar 12 dias para conhecer um pouquinho da índia. Pesquisa vai, pesquisa vem! Me dei conta que seria impossível fazer o tour da minha forma convencional. A índia me parecia ser um local perigoso demais para uma mochileira solitária. Era notícia de violência contra a mulher, relatos de extremo assédio sexual contra as estrangeiras, indicações de não se hospedar em hostel por lá, dentre outras cozitas...Então comecei a busca atrás de guias e/ou agências que me desses suporte nessa jornada. Ahhhh e não vão achando que sou fresquinha não. Sou mochileira raiz kkkkkkkk. Nas minhas buscas encontrei apenas um guia falante de português que me pareceu prepotente demais além de dispendioso. Por questões éticas prefiro não citá-lo, mas quem quiser experimentar me chama no privado. O jeito era partir para o espanhol. Que na maior parte das vezes é compreensível aos ouvidos brazucas. Um pequeno leque se abriu, fiz alguns orçamentos mas nenhum era acessível ao meu bolso. Resolvi buscar companhia. Coloquei "anúncio" aqui e no Facebook. Várias pessoas entraram em contato, mas a maioria eram de curiosos, que me faziam repetir inúmeras vezes as informações necessárias para embarcar nessa viagem. Já estava cansada disso! Até que um belo dia uma mulher entrou em contato e disse já fazer parte de um grupo de 4 pessoas que havia viajado juntos para o Egito e que sonhavam com a Índia há algum tempo. Fui apresentada ao grupo, todos com idade que variavam de 55 a 69 anos, mas logo percebi que eram todos joviais com mais energia que eu hj com 32 anos kkkkkkk. Apresentei toda a minha pesquisa aos membros, com valores, vantagens e desvantagens. Depois de árdua análise resolvemos optar pelo RAJ. Quem é o Raj?? Não, não é aquele que vc está pensando, do Caminho das Índias. Raj foi um achado! Estava eu serelepe e pimpona assistindo um vídeo no youtube de um brasileiro em Varanasi, ao fundo ouvi uma voz de guia em espanhol. Entrei em contato com o Afonso, dono do canal e perguntei quem era o guia. Ele me falou super bem e me deu o contato do Raj. Daí foi amor a primeira vista 🤩. Ele foi muito solicito, fez um roteiro que me agradou bastante, o espanhol dele era bastante compreensível e o preço era acessível se for levar em conta o tipo de serviço oferecido. Só havia um problema na escolha do Rajest Awasthi, ele não trabalhava para nenhuma agência e não encontrei referências dele aqui no mochileiros. Era apenas a palavra do Afonso, deveria confiar? Até em site gringo procurei, achei um equatoriano que havia viajado com ele e poucos brasileiros que ele próprio havia dado como referência. Além disso procurei o nome dele como guia e de fato havia registro na cidade de origem dele Khajuraho. Mirian, uma das integrantes do grupo resolveu ir em Búzios conversar pessoalmente com o Afonso, e finalmente se sentiu segura para fechar contrato com ele. obs.: Para a felicidade de todos, nesse interstício, o Raj acabou abrindo a agência dele. A VOCES INDIA - http://www.vocesindiatours.com/ . Vcs podem encontrá-lo tb no facebook e caso queiram o whatsapp fala comigo no privado ou manda um oi no meu zap 75 98874-5299, podem dizer que Aline e Grelhado que indicaram e peçam desconto (só não sei se ele vai dá kkkkk). Ops, lá vou eu falando desse mocinho que está nos braços do Raj, sem nem ao menos apresentá-lo: _ Grelhado - Leitores, Leitores - Grelhado. Nosso roteiro ficou assim: Dia 1 - Holi Festival em Delhi Dia 2 - Delhi - Jaipur Dia 3 - Jaipur Dia 4 - Jaipur - Agra via Fatehpur Sikri Dia 5 - Agra Dia 6 - Agra - Orchha Dia 7 - Orchha - Khajuraho Dia 8 - Khajuraho - Varanasi Dia 9 - Varanasi Dia 10 - Varanasi - Delhi Dia 11 - Delhi Dia 12 - Delhi - Dubai Dia 1 Então... saí de Kathmandu enquanto o restante do grupo estava vindo do Brasil. E casou direitinho a hora de chegada. Depois de 7 abraços e 7 "prazeres em conheceres" seguimos para a imigração. Foi tudo super rápida, afinal já havíamos emitido o visto eletronicamente. Então foi só apresentar o passaporte com mais de 6 meses de validade, o visto impresso e colocar os dedinhos no sensor. DicAline: O Visto pode ser tirado eletronicamente (e-visa). Basta entrar nesse site https://indianvisaonline.gov.in/ e seguir as instruções desse outro aqui https://casalwanderlust.com.br/como-solicitar-o-visto-para-a-india-atraves-da-internet-passo-a-passo/ , escrito pela Camila e que está bastante didático! Já reserve uma foto com fundo branco e uma cópia do passaporte em PDF. Hora de conhecer o Raj. Foi bem fácil encontrá-lo na multidão na saída do aeroporto de Delhi, ele é bem estiloso e usa um chapéu 🤠 que o difere dos demais. Depois de mais 8 abraços e 8 "prazeres em conheceres", seguimos para o veículo. O plano era ir direto para o hotel e do hotel já sair para comemorar o Holi Festival. DicAline: O Holi é um festival que acontece todos os anos na Índia. Sua data varia, mas está sempre situada entre os meses de fevereiro e março. A festa das cores, como também é conhecida, comemora o início da primavera. Então as pessoas festejam com música, bebida e comida além de tacar tinta coloridas umas nas outras. Quem leu a 1º parte do relato sabe que esse foi meu segundo dia de festival. E acreditem, o segundo superou o primeiro. Principalmente pela surpresa, não imaginei que fossemos comemorar a festa numa comunidade, o que deixou tudo mais autêntico e encantador. Quem não gosta de ser recebido com alegria? Aquele povo transbordava alegria. Foi incrível! Olha a carinha deles de curiosidade com a nossa chegada. Essa roupa branca foi um presentinho do Raj, usamos ela para que as cores ficassem mais evidentes e também para não perder nossa roupa "usual", pq algumas dessas tintas são difíceis de sair. Ahhh outra coisa que usamos foi óleo de coco na pele e até no cabelo, tb com objetivo de facilitar a retirada durante o banho. Ahhhh2 protejam as câmeras e tudo que vc não queria/possa sujar, geralmente a tinta é em pó, ela é tão fina que parece talco, ou seja, invade todos os orifícios (até esse que vc acabou de pensar 😅). Visitamos algumas casas, conhecemos o estilo de vida deles, tudo regado à cerveja (quente, parece ser costume lá). E foi assim que cheguei ao hotel. To be Continued
  6. Olá, viajantes! Estou terminando a faculdade e tenho economizado dinheiro há algum tempo para realizar o sonho de desbravar o mundo. Para tanto, estou engatinhando nos primeiros passos de planejamento de uma viagem. A ideia, de início, seria tirar de quatro a seis meses para mochilar pelo menor custo possível (até porque não tenho muita grana) por países como Índia, Nepal, Tailândia, Indonésia, Austrália e Nova Zelândia. Vocês teriam algum buscador de passagens para buscar meios de transportes mais baratos na Ásia e na Oceania? A exemplo do GoEuro e da Rome2Rio... Qualquer dica é muito bem vinda.
  7. Olá, boa noite! Gostaria de saber se é possível ir para o Myanmar, saindo da Índia, atravessando pela fronteira de Moreh...?
  8. Eu e meu marido fomos para Índia em outubro de 2018, ficamos por lá cerca de 34 dias. Vou escrever algumas coisas que acho que podem ser úteis para quem está se preparando para conhecer o país e que eu só aprendi passando por lá. A chegada Chegamos em Nova Deli pela companhia Emirates, saindo de São Paulo e com parada em Dubai foi o voo mais curto que encontramos. Do aeroporto para o hotel tem algumas opções: - Fechar táxi direto com o hotel que estiver hospedado: essa opção costuma ser mais cara, mas também mais tranquila, apenas certifique-se que, caso o voo atrase, você não será cobrado pelas horas extras de espera. (o hotel que ficamos nos ofereceu o serviço por 1500 rúpias, mas não contratamos o serviço) - Pedir um táxi pré-pago na saída do aeroporto: ficamos hospedados na região de Jasola Vihar, pagamos 650 rúpias, esta foi a nossa escolha. O guichê do táxi pré pago fica bem na frente da saída do aeroporto.Cuidado com pessoas que do nada pegam suas malas/mochilas para carregar, dando a entender que trabalham ali, você chega e um cara praticamente tira suas mochilas das costas e depois te cobra por isso. - Metrô: pode ser uma boa opção para quem já conhece a localidade, eu não recomendo que alguém inexperiente se aventure pelo metro com mochila no primeiro dia, mas é de cada um, sem dúvida é bem mais barato, deve custar coisa de 40 rúpias em média. - Uber: pode ser uma boa opção para quem já conhece a cidade e já tem chip com internet, mas fique esperto, no aeroporto é comum ao final da viagem tentarem te cobrar taxa de estacionamento, o que é errado, pois assim como aqui no Brasil, a tarifa é fixa. Onde ficar: Lemos alguns relatos aqui falando da região de Paharganj e como ela pode ser meio 'traumática' num primeiro momento, por isso optamos em não ficar lá, ficamos no Meditation Palace. O hotel é comandado pelo Abhi e fica meio fora do centro turístico, é uma área mais residencial e foi a melhor coisa que poderíamos ter feito. O hotel foi o mais limpo de toda nossa estadia pela Índia e o mais confortável. O Abhi inclusive fala português pois já veio bastante ao Brasil, o que pode ser um facilitador para quem tem dificuldade no inglês. O hotel está perto de 2 estações de metrô (inclusive uma das linhas de metrô vem direto do aeroporto, mas para voos internos) e uma galeria/shopping onde você pode comer algo ou comprar algumas coisas básicas para o seu dia a dia. O local é muito calmo e tranquilo e além de ser bem limpo, ter quartos grandes e bem iluminados. Aqui o link do hotel https://www.booking.com/hotel/in/meditation-palace.pt-br.html Como se locomover Ainda planejando nossa viagem, lemos sempre muitas pessoas fando sobre a dificuldade em comprar as passagens de trens e em como elas se esgotam com rapidez, isso nos preocupou bastante e vimos a dica aqui do @vitor.chaves sobre o Raj Yadav que vendia passagens e o pagamento podia ser feito fia Paypal, ele foi muito atencioso e extremamente paciente conosco, porque mudamos o roteiro várias vezes! Obviamente que ele cobra uma taxa pelo serviço, mas eu achei os valores bem justos. Para terem uma ideia, compramos os seguintes trechos: Delhi para Varanasi Varanasi para Agra Agra para Jaipur Foram 2 passagens (minha e do meu marido) todas em terceira classe (tem cama, lençol, travesseiro e ar condicionado), pagamos o equivalente à 7250 rupias (-+ 390 reais) O e-mail dele é [email protected] e a dica foi do Vitor Chaves, como disse lá em cima, aliás, muito obrigada! Agora quero só falar sobre esse lance de que as passagens esgotarem... assim, eu entendo que normalmente temos receio de ficar sem e comprometer a viagem, mas por outro lado odiamos engessar a viagem, então demos uma olhada aqui https://www.irctc.co.in/nget/ neste site você consegue ver a disponibilidade de passagens e QUASE SEMPRE há passagens disponíveis em até 2 dias antes das datas para muitos lugares. Ousaria dizer que os destinos mais chatinhos são Delhi e Varanasi, esses trechos esgotam realmente rápidos, mas os demais não acontece muito isso. Dito tuuuudo isso, conto que chegando em Delhi MUDAMOS TODOS NOSSOS PLANOS ahaha Sim, na Índia tudo leva o triplo do tempo, tudo é mais enrolado do que parece e as chances de darem merdas são sempre potencializadas. Não me considero uma viajante inexperiente, meu marido certamente é mais experiente do que eu, mas ambos tivemos dificuldades grandes por lá. Quando planejamos nossa viagem, ainda no Brasil, tentamos encaixar alguns destinos, como Bundi, Chittogarth e Ranakpur, mas não conseguimos pela logística dos trens, a locomoção demora demais por lá e teríamos que fazer essas cidades contratando alguém para nos levar ou de ônibus, o que demora bastante, então tínhamos riscado esses destinos, mas como falei, mudamos os planos chegando em Delhi. Fechamos um carro com motorista para viajar pelo Rajastão, foram 14 dias e 50 dólares por dia. Caro? Talvez para realidade indiana, talvez para quem tem muito tempo por lá e pode fazer tudo num ritmo mais devagar, mas como viajamos com tempo fechado, fizemos essa opção e não nos arrependemos em nada, pelo contrário, foi a melhor escolha, conseguimos ver tudo o que queríamos no Rajastão. A contratação foi feita pelo Abhi, o dono do hotel que citei lá em cima, ele foi super cuidadoso, prestativo e correto conosco, foi super transparante e não tivemos problema algum, nem com ele e nem com o nosso motorista, ele chamava Malkit. Não paramos em lojinhas, escolhemos nossos hostels, mudamos de roteiro algumas várias vezes no meio do caminho e foi tudo muito bem. O contato do Abhi (whatsapp) é +91 98181 71586 Acabamos entrando em contato com o Raj que nos vendeu as passagens, cancelamos algumas e mudamos o roteiro todo como falei, foram 14 dias pelo Rajastão, com destino final em Khajuharo e de lá seguimos de trem para Varanasi, depois voltamos para Delhi, fomos para Amritsar e McLeod Ganj de carro (dividimos com um casal de alemães e o preço ficou bom), voltamos a Delhi novamente, então fomos para Kathmandu e ficamos 5 dias lá. Depois de volta a Delhi e então, casa, São Paulo. (se alguém tiver dúvida sobre roteiro, me fala, não detalhei aqui porque é sempre muito pessoal) Dicas gerais: - Em Nova Delhi o Uber funciona muito bem, você pode pagar em dinheiro ou cartão, apenas evite ir para Old Delhi de Uber, é tudo caótico demais, muito trânsito, o melhor para esta região é metro, que funciona super bem. - Chip de internet móvel: eu recomendo fortemente que compre um, se locomover pela Índia pode ser muito maluco, ter internet e GPS pode te salvar. Cuidado para compra de chip no aeroporto, pois se você tiver algum problema com a ativação possivelmente não consegue entrar no aeroporto para reclamar, eles tem uma lei que só entra no aeroporto quem tem passagem para o dia. Compramos nosso chip em Delhi num local que o Abhi nos recomendou, chama Deepak Comunication, na região de Jasola Vihar, mas não recomendo. Normalmente demora 24 horas para ativar, mas tivemos problemas na ativação, o chip demorou cerca de 5 dias para funcionar e além disso, o preço cobrado por ele foi BEM alto do que o preço oficial. Para comprar chip você precisa de uma foto e cópia do passaporte, é lei na Índia e por isso que a ativação não é na hora. Compramos um chip da Airtel, tínhamos 1,4gb por dia, num pacote por 28 dias, o 3g de lá funciona super bem. Se não for comprar chip, sugiro então que faça download dos mapas das cidades que irá passar, dessa forma pode usar offline e não ficar tão vendido por lá. - Papel higiênico: sempre, sempre, sempre tenha papel higiênico contigo e tenha em mente que muitos dos banheiros lá não são os ocidentais que conhecemos. - Para quem está em São Paulo, no Instituto de Infectologia Emílio Ribas existe o serviço de Médico do Viajante. É gratuito e excelente! A médica te dá recomendações de vacinas, remédios necessários e dicas importantes, o agendamento é feito por e-mail [email protected] - Várias cidades do Rajastão têm as ruas muito estreitas (Jodhpur, Udaipur, Varanasi) então talvez a melhor forma seja chegar de Tuk Tuk ou (foi o nosso caso) o taxi nos deixava numa área próxima e entrávamos a pé na cidade com as mochilas. - Evite planejar sua viagem muito certinha, as coisas atrasam bastante lá, inclusive os voos. Nosso trem, por exemplo, para Varanasi tinha previsão de 10 horas de viagem, demorou quase 16 horas. - A Índia surpreende, pode acreditar! Eu li vários relatos falando que a Índia era difícil e achei que daria conta, fui meio arrogante achando que era exagero das pessoas, não é. Realmente nada é parecido com a Índia, se engana quem acha isso, por isso, tenha paciência consigo mesmo, demora uns dias para se adaptar as coisas por lá. A Índia te cansa bastante, é o calor, são as pessoas te abordando o tempo todo, querendo te vender algo, fingindo puxar papo e no fim apenas oferecendo coisas. Indianos são pessoas ótimas, mas os comerciantes normalmente são absurdamente cansativos, se tiver a chance de conversar com pessoas que não estejam apenas querendo te vender coisas, faça isso, é muito bacana. - Comida: eu adoro pimenta, como em tudo o que posso e lá eu tive problemas com pimenta, eles comem MUITA, MAS MUITA pimenta, num nível que não consegui suportar. A alimentação lá pode ser meio chatinha. Li falando que comem frango, mas a bem da verdade não é bem assim, não é tão facilmente encontrado e quando tem, vem com uma aparência meio estranha, assim como o cordeiro, são essas as duas carnes teoricamente permitidas lá, mas não espere nada muito bom, é mais garantido ficar nos vegetais mesmo. Tem bastante fast food lá (Burger King, Mc Donalds, Dominos, Pizza hut, Subway) e todos são apimentados, o menos apimentado foi o Subway e o Dominos. - Indianos olham MUITO para as mulheres, muito mesmo, por isso evite o óbvio, roupas curtas ou decotadas, não precisa se cobrir toda, mas leve em conta os hábitos e costumes deles. Não tive problemas com homens, viajei com meu marido e o único momento tenso foi em Delhi, quando pegamos metro em horário de pico e eu não fui no vagão das mulheres (eles têm um vagão reservado para mulheres). - Cuidado com água, beba sempre de garrafa e dê uma olhadinha se tá bem lacrada. Evite comer alimentos crus e frutas, se for comer, prefira você mesmo higienizar. - Preços! Praticamente TODOS os produtos lá tem preço tabelado, água, refri, salgadinho, fica sempre impresso junto com a validade, que aliás lá é diferente, eles colocam a data de envasamento e quanto tempo dura. Por isso, fiquem espertos, é bem comum nos cobrarem mais nesses processos, por exemplo, a água custa 20 rúpias, mas nos cobram 40. Enfim, vá de coração aberto, é verdade que ou você ama ou odeia a Índia, mas seja como for, não tem como ficar indiferente ao país. Voltei tem pouco mais de mês e tenho um grande impulso de retornar, o país é gigante e incrível, para o bom e para o ruim, a Índia é inacreditável, não diria que é apenas um destino, lá é mais que isso.
  9. Atualmente, 1 em cada 6 pessoas no mundo está dentro das fronteiras da Índia. É o segundo país mais populoso, atrás apenas da China. Tem mais gente que todos os 35 países das Américas juntos. Conheça agora as famosas cidades da Índia e seus principais Pontos Turísticos.
  10. I visited India last November. India is spectacular. Not just because of the Taj Mahal, its monasteries or forts. India is spectacular, too, for its history, its culture, its inspiring religious tolerance, and especially for Indian people. At this point, I highly recommend the services of Mr. Sanjay. First, for being a person of my extreme confidence. I had the opportunity to be at your house and meet your wife, and your children, Warum and Honey. Secondly, he is highly capable both as a driver and as a tour guide. It manages to take his tourists safely and professionally to their destinations. Third, for your honesty. The Sanjay only made indications of purchases, hotels and other services in reliable places of good quality, besides the fair price. Fourth, Sanjay has wifi in the car, which is one of the biggest differentials of his work, since the open WIFI is not always accessible in restaurants in India. Fifth, Sanjay is a good-humored and cheerful person, and did everything he could to get me to know India, its culture and its beauties to the fullest. To Mr. Sanjay, I only have one expression to portray my gratitude: Thank you very much, bhai (friend in Hindi). You are an extraordinary person. I miss India and you very much. I hope you can visit India again. Rinaldo Segundo I visited Bhutan recently. It is a fantastic country both for its monasteries, for its culture, and for its people. Bhutan is the happiest country in the world, and Bhutanese do everything to make us feel that way. The food is wonderful, and the Bird's Nest Temple is not only beautiful for the scenery but also the energy of the place is amazing. At this point, I highly recommend the services of Mr. Dorjhi. He is a spectacular person and extremely trustworthy. He is highly skilled as a tour guide, and does everything possible so that we can have the best experience as a tourist. In addition, he is a person who cares about details to make us happy and is extremely honest and responsible. To Mr. Dorjhi, I just have to thank him very much, friend. You are an extraordinary person. Rinaldo Segundo Sanjay: +91 9971473761 Dorjhi: +97517819468 Eu visitei a Índia em novembro passado. A Índia é espetacular. Não apenas por causa do Taj Mahal, seus mosteiros ou fortalezas. A Índia é espetacular também por sua história, sua cultura, sua tolerância religiosa inspiradora e, especialmente, pelo povo indiano. Neste ponto, eu recomendo os serviços do Sr. Sanjay. Primeiro, por ser uma pessoa da minha extrema confiança. Tive a oportunidade de estar em sua casa e conhecer sua esposa e seus filhos, Warum e Honey. Em segundo lugar, ele é altamente capaz, tanto como motorista e como guia turístico. Consegue levar os turistas com segurança e profissionalidade aos seus destinos. Em terceiro lugar, por sua honestidade. A Sanjay só fez indicações de compras, hotéis e outros serviços em locais confiáveis e de boa qualidade, além do preço justo. Em quarto lugar, Sanjay tem wifi no carro, que é um dos maiores diferenciais de seu trabalho, já que o WIFI aberto nem sempre é acessível em restaurantes na Índia. Quinto, Sanjay é uma pessoa bem-humorada e alegre, e fez tudo o que pôde para me levar a conhecer a Índia, sua cultura e suas belezas ao máximo. Para o Sr. Sanjay, tenho apenas uma expressão para retratar minha gratidão: Muito obrigado, bhai (amigo em hindi). Você é uma pessoa extraordinária. Eu sinto muita falta da Índia e de você. Espero que você possa visitar a Índia novamente. Rinaldo Segundo Eu visitei o Butão recentemente. É um país fantástico tanto por seus mosteiros, por sua cultura e por seu povo. O Butão é o país mais feliz do mundo, e os butaneses fazem de tudo para nos fazer sentir assim. A comida é maravilhosa, eo Ninho do Pássaro Templo não é apenas bonito para a paisagem, mas também a energia do lugar é incrível. Neste ponto, eu recomendo os serviços do Sr. Dorjhi. Ele é uma pessoa espetacular e extremamente confiável. Ele é altamente qualificado como guia turístico e faz todo o possível para que possamos ter a melhor experiência como turista. Além disso, ele é uma pessoa que se preocupa com detalhes para nos fazer feliz e é extremamente honesto e responsável. Para o Sr. Dorjhi, tenho apenas que lhe agradecer muito, amigo. Você é uma pessoa extraordinária. Rinaldo Segundo
  11. Visitar a Índia sempre foi um grande sonho, pois sempre me interessei por Yoga, meditação e pela cultura Hindu. Porém sempre ouvi muitas coisas negativas sobre viajar para a Índia, coisas do tipo “é muito sujo”, “você vai passar mal”, “é perigoso para as mulheres”. Como eu já tinha ido viajar sozinha para outros países da Ásia (Tailândia e Vietnan) e eu simplesmente AMEI, decidi encarar essa aventura pela Índia. Esta acabou sendo uma viagem mais bem planejada que as anteriores, mas também com algumas surpresas devido a sincronicidades que foram acontecendo. Nunca tinha fechado pacotes com agência, mas todos que foram para a Índia me recomendaram esta opção para evitar ficar perdida por lá. Acabei fechando os serviços locais (transfers/guia/carro) com uma agência indiana e não me arrependo. Me senti bem segura e adorei a experiência de ter guias incríveis explicando TUDO sobre o local e a cultura. Também acabei optando por fazer um curso próximo a Chennai, este fechei tudo sozinha (apesar de ter a opção de uma assessoria no Brasil). Mais detalhes no BLOG www.mochilandosozinha.com.br Mais fotos no Instagram @MochilandoSozinha Visto na mão, vacina OK. Bora acompanhar a aventura? Seguindo viagem (Dia 1) Sai de casa com uma única mochila pesando 8 kilos apenas, o que me permitiria voar sem despachar nada. Já havia voado com a Ethiopian Airlines quando fui para Tailândia e Vietnam e gostei muito, então decidi repetir a dose, já que o preço compensa bastante. Além disso, consegui taxas mais baratas por embarcar no dia de Natal. Exatamente a meia noite do dia 25 de dezembro de 2017 estava na fila do Raio X do aeroporto e me preparava para uma viagem beeeeeem longa, de quase 25 horas contando a conexão na Etiópia. Desembarcando em Delhi (Dia 2) A minha chegada na Índia foi através do aeroporto de Delhi. Aeroporto bem simpático cheio de Mudras (Símbolos com as mãos) me dando as boas vindas. Como já havia tirado o Visto no Brasil (optei pelo Visto no passaporte e não o e-Visa), a minha liberação foi bem tranquila e rapidamente já estava fora do aeroporto, sendo recepcionada por uma pessoa que segurava uma plaquinha com o meu nome (Esse é o lado bom de fechar uma agência) No dia da chegada ainda deu para fazer um city tour com o carro da agência, com um motorista super querido e um guia, que me levou a Old Delhi, onde pude vivenciar o trânsito caótico típico da Índia. Também visitei um templo muçulmano bem conhecido em Delhi, o Jama Masjid, onde não é permitido entrar com celular, ao menos que você pague (ou tenha uma guia esperto hehe) Ainda passamos em uma loja de roupas onde comprei os primeiros trajes indianos. A receptividade dos lojistas é incrível, sempre oferecendo chás e garrafinhas de água mineral (Aceitava tudo, sem problemas). Depois do passeio, estava esgotada por causa da viagem e do Jet Lag. Finalizei o primeiro dia com um jantar indiano incrível no próprio Hotel (Fiquei hospedada no Novotel Aerocity – um conforto pós viagem cai bem) Partiu Taj Mahal (dia 3) Já no dia seguinte da minha chegada acordei bem cedo rumo à estação de trem de Delhi e parti com destino a Agra, cidade onde fica uma das maravilhas do mundo, o Taj Mahal. Confesso que fiquei um pouco perdidinha na estação de trem, cheia de plataformas e pouca informação. Mas mais uma vez a comodidade da agência me salvou: ticket impresso e um guia que acompanhou até a minha poltrona dentro do trem hehe. Adorei a viagem de trem, super tranquila, confortável e com um ótimo café da manhã a bordo. O preço bem acessível (em torno de 30 reais, convertido – se não me engano). Chegando em Agra, mais um guia me recepcionava com uma plaquinha escrito meu nome (gente, isso é vida !!! Ainda mais na Ìndia, com aquele tanto de gente ) Foi o guia mais incrível de toda a viagem, pois além de super gente boa, ele que tirou todas as minhas fotos e sempre procurava o melhor ângulo hehe O Taj Mahal é realmente fantástico e toda a história envolvida é fascinante! Conseguimos entrar para visualizar de perto toda a estrutura e seus detalhes. Lá no Taj Mahal foi a minha primeira (de váaaaaaarias) abordagens me pedindo para tirar uma selfie. Eles achavam engraçado uma loira toda vestida com os trajes deles e eu tentei atender todas as fotos que me pediam e tirava com meu celular também (tenho um álbum só com as pessoas que me pediram fotos hehe) Informação Importante: O Taj Mahal fica fechado às sextas-feiras. Durante os outros dias, você poderá visita-lo ao longo do dia e também ao pôr do sol. O interessante é que dependendo do horário ele vai sair de uma cor diferente nas fotos, conforme o sol reflete no mármore. Acabei indo perto do horário do almoço. Saindo do Taj Mahal almocei em um restaurante muito bom, e segui o meu protocolo: Pedir recomendação ao guia ou ao garçom do prato mais pedido. Aceitar a recomendação e confirmar que sim, quero apimentado! Comi comida indiana em todos os dias da viagem, com toda a pimenta que tinha direito e não passei mal. muito pelo contrário, eu amava!!! Depois do almoço, segui para conhecer o Forte de Agra, a 2,5 kms de distância do Taj Mahal. O forte constitui-se numa cidade-palácio fortificada, e na mais importante fortificação do país. É um dos Patrimônios da Unesco e foi habitado por importantes personalidades e imperadores. De lá é possível ainda visualizar a beleza do incrível Taj Mahal. Depois dos passeios, fui para um Hotel em Agra, onde fiquei hospedada por uma noite (Hotel Four Points by Sheraton). Mais uma vez o jantar foi no próprio hotel, pela comodidade e por evitar sair sozinha a noite (o guia nos deixava por volta das 18-19hs). Mas as comidas dos hotéis foram todas incríveis ! Os templos de Delhi (dia 4) Mais uma vez acordei beeeem cedo e peguei 3 horas e meia de estrada com o querido motorista de cabelo laranja que conheci no primeiro dia e voltei para Delhi. Fomos direto conhecer o templo Akshardham e infelizmente não é possível levar câmera e celular. Infelizmente pois foi um dos lugares mais incríveis que visitei !!!! Ele é o maior templo Hindu do mundo, cheio de imagens, detalhes e foi construído em tempo recorde. Segue uma foto que peguei na Internet para ter uma noção da grandeza. Vale MUITO a pena a visita. Depois deste passeio, seguimos a outra parte de Delhi (mais trânsito) e conheci o Templo de Lótus,que recebe este nome pois a sua construção forma uma flor de lótus, tão famosa na India e um dos símbolos do Hinduísmo. Este templo é aberto à todos, independente da religião e serve como um lugar para meditação, além de ter um parque. Estava bem cheio, mas valeu a pena! Neste dia também conheci um templo Sikh (Outra religião da Índia, bem menos popular que a religião Hindu, que corresponde a mais de 80% da população) Fui muito bem recebida no templo Bangla Sahib em Delhi, com cantos de mantras e doce que te dão na mão na hora da saída. Como todos os templos, você entra descalço e neste ainda tem que lavar os pés antes de entrar, demonstrando respeito. Nós também temos que vestir lenço na cabeça para poder visitar o templo. Os Sikh’s são reconhecidos pelos turbantes na cabeça e longas barbas. Rumo à Rishikesh (dia 5) Mais um dia madrugando pela India, para mais uma viagem de trem, desta vez para Haridwar (cerca de 4 horas e meia de viagem). A viagem foi novamente muito boa e confortável, com café da manhã e almoço no trem. As estações que são meio bagunçadas, mas a facilidade de ter alguém da agência me acompanhando no embarque e no desembarque deixa tudo mais tranquilo. Depois do trem, mais 1 hora de carro por paisagens incríveis até chegar na cidadezinha que é a terra do Yoga na Índia. Estava super animada para conhecer o lugar mais esperado da viagem e sem dúvida foi amor à primeira vista! A cidadezinha é pacata, cheia de vacas pelas ruas e sem aquele trânsito caótico. No final do dia, fui acompanhar a cerimônia mais tradicional da cidade, que é um ritual do fogo na beira do Rio Ganges ao pôr do sol, acompanhado de cantos de mantras. Nesta cerimônia você pode fazer um Puja (oferenda) ao Rio Ganges (Ganga River, como é chamado na India). O ritual foi incrível e eu amei ter participado, fechando o primeiro dia nesta cidade com chave de ouro! Nascer do Sol nos Himalaias e Beatles (dia 6) Rishikesh me aguardava com uma dose extra de aventura e no dia seguinte após a minha chegada acordei às 4hs da manhã para me preparar para chegar ao templo mais alto da cidade (Templo Kunjapuri), localizado em cima de uma montanha a mais de 1500 mts de altitude. Próximo das 6hs da manhã, a luz do sol já começava a dar o ar da graça e da sua encantadora beleza. Foi uma experiência incrível ver o nascer do Sol em meio aos Himalaias, cantando mantras e vibrando tanta energia boa. Depois do espetáculo, uma celebração no templo e depois preparar as pernas para a descida! Foram mais de 5 horas de trekking descendo, descendo, descendo por quase 10 kms montanha abaixo. Tudo acompanhado por um guia incrível que contava com detalhes as histórias do local, dos deuses, da cultura e de toda a India. o guia ainda providenciou lanchinhos, bebidas e muitaaaa atenção! Passamos por vilarejos, povoados e vacas, muitas vacas. Até chegarmos em uma exuberante queda d’água onde era possível nadar. Cheguei no fim desta jornada quase sem sentir as minhas pernas, direto para o Ashram onde fiquei hospedada (falarei sobre esta experiência mais adiante). Tomei um banho, me troquei e já parti para mais uma parte do passeio, conhecer o Ashram onde os Beatles ficaram hospedados e que serviu de inspiração para a fase mais “zen” deles. Ashram é uma espécie de colônia espiritual onde as pessoas que ali se hospedam buscam algum tipo de evolução espiritual. Este tipo de hospedagem é mais simples, com atividades que podem incluir yoga e meditação, além de refeições comunitárias. Em 1968 os integrantes do Beatles se hospedaram no Ashram Chaurasi Kutiya, ficando em uma caverna de pedras onde buscavam os conhecimentos da Meditação Transcendental. Hoje o Ashram está em ruínas, mas ainda é um passeio bem interessante, pois tem inúmeras pinturas de artistas locais e a energia ainda permanece no local, que é lindo. Eis que acaba o ano (dia 7) Último dia do ano, aproveitando para curtir as atividades do Ashram onde fiquei hospedada. Já expliquei anteriormente do que se trata um Ashram e foi uma experiência incrível. Me hospedei no Parmarth Niketan, que é um dos principais de Rishikesh e fica com uma localização privilegiada bem em frente ao Ganges, onde ocorre a cerimônia ao pôr do sol. A experiência foi tão mágica que vai merecer um post dedicado à isso, até mesmo para explicar as diferenças entre um hotel, que são muitas (O Ashram é uma hospedagem mais simples, sem muito conforto) Acordei 5 e pouco da manhã para praticar Yoga às 6hs e depois apreciar um café da manhã no refeitório comunitário, onde tem pessoas do mundo inteiro com o mesmo propósito: evolução espiritual. Às 9hs o guia já me aguardava para irmos de moto cruzar a famosa ponte de Rishikesh e depois pegar um carro até uma caverna que também é um Ashram e onde se praticava meditação. Meditar nesta caverna (Vashishta cave) foi uma experiência e tanto e ao finalizar pudemos apreciar a beleza do Rio Ganges bem no “quintal” do Ashram. Foi ai que entrei no rio mais abençoado do mundo e fiquei horas contemplando toda a beleza!!! Nesta parte (norte) da Índia o Rio Ganges é bem limpo e cristalino, nada daquela poluição que se vê na televisão, conforme ele vai descendo para áreas mais populosas. E também não é nesta região onde tem as cremações dos corpos (isso ocorre em Varanasi, lugar que não conheci). Dá para entrar no rio sem medo de ser feliz e pedir toda a benção à ele!!! Se você ainda curte aventuras radicais, dá até para fazer rafting nesta parte do rio. Depois de tanta benção, segui para o centro da cidade, onde tem vários comércios e um estúdio de tatuagem que eu já estava paquerando pelo instagram, o Kalka Tattoo. Para fechar o ano com chave de ouro, fiz uma tatuagem no braço que tem tudo a ver com esta viagem: o símbolo do OM formando uma tromba de elefante, representando o Deus Hindu Ganesha. ANO NOVO !!! (dia Nada melhor do que começar o Ano Novo em Rishikesh, hospedada em um Ashram. No fim do dia de ontem ainda participei de um ritual do fogo lindo, cantos de mantra e uma “balada de Reveillon” para Krishna super animada! Porém dormi muto cedo, pois os dias estão sendo intensos e novamente acordei bem cedo para aproveitar o primeiro dia do ano. Segui para o Rio Ganges, que é de frente ao Ashram e levei comigo todos os meus Japamalas (uma espécie de terço indiano) para “benzer” no rio sagrado no primeiro dia do ano. Como se não bastasse tanta benção, ainda fui convidada para presenciar mais um ritual do fogo, bem menor do que os turísticos que havia presenciado nos dias anteriores. Ganhei um potinho de coisas para ir jogando na fogueira e fui mentalizando tudo aquilo que não queria mais comigo neste ano e fui queimando. Foi sensacional ! Depois começa a correria para o aeroporto, pois eu já tinha passagem confirmada para Chennai, sul da Índia. Este voo atrasou pra caramba e não pude aproveitar praticamente nada o primeiro dia em Chennai, só descansar no Hotel, onde fiz uma massagem sensacional e tive um jantar incrível. (Fiquei hospedada no Courtyard by Marriott – um hotel bem confortável – Confesso que estava merecendo isso, pois estava esgotada de tanto acordar cedo e pelo trekking que fiz. Já era também um preparo para a próxima etapa da viagem – a do curso – pois não teria luxo NENHUM – vai ter um post a parte depois sobre a estadia no Campus Universitário) Chennai (dia 9) O dia começou cedo desbravando Chennai, cidade ao sul da Índia. A princípio bem mais bonita e organizada que as visitadas anteriormente, mas sem grandes atrativos que me fizeram brilhar os olhos como as outras cidades. Também foi o lugar onde tive a guia (aqui foi uma mulher) menos simpática de toda a viagem. Juntando tudo isso, não gostei tanto de Chennai e nem tirei tantas fotos assim. Basicamente visitei: Basílica de São Tomé – Igreja católica onde São Tomé está enterrado. Umas galerias que são museus – O mais interessante foi a galeria de bronze, com várias estátuas das representações dos deuses Hindus. Templo de Shiva (Este nem estava na programação da guia meio sem graça). Fui por conta e foi o lugar que mais adorei. cada detalhe do templo é impressionante. Detalhe que dentro do templo não é permitida a entrada de pessoas “não hindus”. Pausa para um curso (dia 10 ao dia 19) Embarquei em um ônibus para uma Universidade a cerca de 2 horas de distância de Chennai. Nos próximos 10 dias ficaria hospedada em um dos Campus desta Universidade para um curso chamado “Jornada da Abundância”, que foi uma experiência única! Foram tantas vivências, emoções e acontecimentos nesta parte da viagem que merece um relato a parte. Acompanhe o próximo post “Relato de 10 dias na Oneness University – Jornada da Abundância” Fechando com chave de ouro (dia 20) Já havia comprado as minhas passagens antes mesmo de saber que iria fazer o curso e como a volta estava programada por Mumbai, foi lá que passei o último dia da viagem e eu AMEI a cidade. A “cidade que não dorme” me encantou demais, apesar do pouco tempo que tive para visita-la, conhecendo apenas os pontos principais, como: Portal da India, que é um monumento criado no período colonial britânico, onde desembarcavam as personalidades que chegavam ao país. Em frente ao portal, tem um hotel super luxuoso e centenário, o Taj Mahal Palace & Tower. Também fiz um passeio de carro bem legal com o guia, que foi fantástico! Notei grande influência britânica nos prédios e construções de Mumbai, como mostra a foto da estação de trem da cidade. (O show de luzes é um espetáculo a parte) Já tinha o voo programado para as 5hs da manhã no aeroporto de Mumbai, então aproveitei as últimas horas da viagem fazendo uma massagem incrível com direito a um banho delicioso em um hotel (Não precisei me hospedar para poder contratar estes serviços, então foi ótimo) e apreciei o meu último jantar indiano na Índia (essa parte vai fazer muita falta!!!) Revigorada para mais um voo de mais de 20 horas. Resumo da viagem A Índia que eu conheci foi uma Índia bem diferente daquela Índia negativa que me falavam antes da viagem. Desde o primeiro dia me alimentei 100% com comida indiana e vegetariana e não tive nenhum “piriri”. Aceitei chá de várias lojas, templos e de onde mais me ofereciam e também não tive nenhum contratempo. Dá para usar qualquer banheiro tranquilamente desde que você tenha em mãos um “kit higiene”, com papel higiênico, lencinho ou álcool gel. Não vi nenhum rato na rua nem fui atropelada. Muito menos violentada. Optei por me vestir com roupas indianas, mais folgadas e que não marcam tanto o corpo. Também tinha sempre comigo um guia local, o que me fez sentir segura 100% do tempo. Optei por andar de trem e não de avião quando era possível, para absorver mais os costumes locais. Entrei no clima em diversas situações, andava de “pin” na testa, dava beijo em vaca e entrei no Ganges. O meu objetivo nesta viagem era de crescimento pessoal, auto conhecimento e imersão na cultura. Cumpri todos os meus objetivos e sai de lá muito melhor do que cheguei. Se eu recomendo a Índia? Sem sombra de dúvidas, SIM Se eu voltaria? Não vejo a hora! Principalmente para Rishikesh, que eu amei. Precisa de agência? Se você é mulher e está indo sozinha, talvez isto te faça se sentir mais segura como eu me senti. Foi a minha primeira experiência contratando agências e confesso que isso me passou uma certa tranquilidade. Não sei se seria tão tranquilo embarcar nas estações de trem sozinha ou percorrer alguns trajetos que percorri. Em uma situação estava sem o guia e sem o carro e tive que recorrer sozinha a um Tuk Tuk e foi bem mais difícil do que foi na Tailândia, por exemplo. Também foi minha primeira experiência com guias locais e foi incrível. Eles me passaram conhecimentos riquíssimos sobre o país, a cultura, o povo, os costumes. Informações que eu jamais teria obtido sem nenhum auxílio nesta parte. Quem quiser informações sobre a agência, ficarei honrada em responder através dos seguintes canais: www.mochilandosozinha.com.br www.facebook.com/mochilandosozinha Instagram @mochilandosozinha
  12. Olá pessoal! Vou viajar para a India do dia 29.01.2019 ate o dia 22.3.2019. Vou passar o mes de Fevereiro inteiro estudando yoga em Rishikesh. Apartir do dia 3.03.2019 vou viajar Varanasi por alguns dias, Nova Deli (passar uns dois dias), Agra para visitar o Taj Mahal (tour de 1 dia) e talvez Jaipur. Tambem irei passar 1 semana e meia em Kathmandu. Se alguem tiver interesse no roteiro, so mandar uma mensage. Beijos
  13. Conheça Nova Deli, Capital da Índia! Uma das cidades mais antigas do mundo e capital do segundo País mais populoso do mundo! Está dividida em duas partes: A Old Delhi (Velha Deli) com urbanização caótica, velhos templos e monumentos e a Nova Deli, com avenidas largas e belas mansões coloniais. Saiba o que visitar em >>>> Nova Deli, Capital da Índia
  14. A tradição milenar da Índia está inserida no seu dia a dia até os dias de hoje. Tentar entender esta cultura a partir dos nossos próprios paradigmas não é uma tarefa muito simples. É importante ter respeito as tradições e viver essa experiencia cultural enriquecedora. Mas para isso é preciso conhecer um pouco mais do país antes de embarcar. >>> Segue: Dicas de viagem para Índia que você deve ler antes de viajar! <<<
  15. Como não foram feitos muitos relatos da Índia, estou escrevendo um relato da viagem que eu fiz ano passado, entre os dias 14 de maio e 24 de junho. Essa época é a de pré-monção (muito quente na maior parte da Índia). Qualquer foto postada aqui foi tirada por mim. Todas as fotos de terceiros eu colocarei o link. Os nomes das atrações que eu colocar em negrito foram as atrações que eu mais achei interessante no local. É capaz de eu editar esse relato no futuro ainda, pois estou escrevendo o que eu lembro. Minhas anotações estão todas no meu guia que estão em Vitória. Antes de viajar: - Vacinas Antes de viajar é recomendável tomar algumas vacinas. No lonely planet tem uma lista de vacinas recomendadas (devem ser mais de 10, são tantas que até assusta). Eu fui na Anvisa e pedi uma lista de recomendações para a Índia e fui para um posto de saúde. Tomei as que o posto fornecia(se não me engano duas ou três). Parece que dependendo da época do ano e do local, algumas são importantíssimas. - Trem O sistema de trem indiano é, em minha opinião, excelente. Apesar de ser meio lento, é o melhor jeito de se viajar pela Índia pois é barato, relativamente confortável (recomendo viajar de pelo menos AC3 ou, no mínimo, sleeper) e te permite conhecer muitos indianos. Por isso, antes de viajar é importante conhecer o sistema de trens indianos, pois ele é meio confuso. Eu demorei a aprender a fazer a reserva pela internet e para entender o esquema de fila de espera. Acho importante aprender o básico antes de viajar e já fazer a reserva dos primeiros trens que você for utilizar, pois os trens sempre estão lotados (mesmo em off-season, já que os turistas não são os principais usuários). - Quando/Onde ir/Por quanto tempo Eu acho mais fácil pensar na Índia não como um país, mas sim como um continente que pode ser dividido em 5 regiões (extremo norte, noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste). Assim como você não tenta conhecer um continente em 1 mês, não se deve ter a pretensão de conhecer a Índia em apenas um mês. Acredito que o recomendado é pelo menos 1 mês por região e não ficar dividindo seu tempo entre vários regiões, pois se perde muito tempo na Índia com o transporte, e porque tem tanta coisa em cada região que não faz muito sentido ficar indo de uma região para outra (você vai deixar de ver muita coisa para ver outra). A região que atrai mais turista inicialmente é o noroeste (já que tem Delhi, Agra, Varanasi, Rajasthan...), mas te garanto que todas as regiões tem muitos atrativos e que é bom pesquisar pq, dependendo do seu interesse, você pode se inclinar a ir para alguma região. Minha preferência foi pelo extremo norte. Outra coisa importante a ser comentado é que cada região possui um clima diferente (as vezes BEM diferente), e que, enquanto em alguns meses do ano é horrível viajar pro noroeste, pode ser a melhor época para ir para o extremo norte por exemplo. Por isso, você tem duas opções: * Se você tem liberdade da época do ano em que pode viajar, escolha sua região de destino e viaje na época do ano recomendada pra essa região. * Se você não tem liberdade quanto a época, viaje para a região em que for recomendado na época que você for. O mais importante é, não viaje para regiões na época que não for recomendado, isso pode desgraçar sua viagem , pois o clima da Índia tem muitos extremos. Um bom site para consultar quando é a melhor época para cada cidade e quais atrativos de cada cidade é: http://www.mustseeindia.com - Visto Antes de viajar é imprescindível que você tenha o visto antes de viajar. No meu avião tinha um gringo sem o visto que estava crente que conseguiria o visto na hora e que foi mandando de volta. O visto é bem tranquilo de ser feito, apesar de um pouco caro. Houve uma mudança nas regras do visto ano passado. Devido a gringos que praticamente viviam na Índia com visto de turismo (sempre indo para o Nepal renová-lo assim que o visto estava expirando), agora toda vez que você sair da Índia você deve permanecer pelo menos 2 meses fora antes de retornar. Eu consultei a embaixada na época (pois eu estava pensando em dar um pulo no Nepal e voltar para a Índia) e eles me informaram que essa regra só existia para impedir a renovação dos vistos e não para atrapalhar o turismo "honesto". No entanto, já ouvi muitos relatos negativos no sentido (nem todo mundo da fronteira está preparado e eles acabam levando a regra ao pé da letra). Por isso, tome cuidado e evite sair da Índia para depois retornar rápido. - Seguro saúde A questão de fazer ou não o seguro saúde na Índia é um tema polêmico. Se você vai se manter sempre em grandes centros urbanos ou próximo deles talvez valha a pena fazer, fora isso acredito que não. Na maioria das cidades o atendimento vai ser muito muito barato de qualquer forma, e se for um caso de um acidente grave o problema maior não vai ser pagar, vai ser encontrar alguém preparado para te atender. A situação da saúde nas vilas é muito precária, chega a dar pena. O mais importante é se prevenir antes de viajar (fazer check up, se vacinar etc). - Remédios Não espere muito das farmácias indianas (a maioria são comércios informais de rua, assim como 99% de todas as lojas da Índia), leve tudo que você for precisar de casa. É recomendável levar medicamentos para intoxicação alimentar (eu chutaria que 90% dos viajantes tem problemas com comida nas primeiras semanas). - Papel Higienico/Higiene/Outros Sempre leve na sua mochila um rolo de papel higiênico, itens básicos de higiene (álcool gel, pasta de dente,toalha, as meninas levar absorvente etc). É possível encontrar esses itens nas cidades para comprar, mas não espere encontrar nada dos hotéis, restaurantes e banheiros da Índia. Tenha sempre o seu contigo. Toda vez que for viajar para vilas, abasteça com tudo na cidade antes de ir, porque você não vai encontrar nada disso nas vilas. É hilário (e trágico) ver mochileiros desesperados atrás de preservativos, rolos de papel higiênicos etc... -Prepara-te para a comida Eu adorei a comida indiana, mas na Índia tudo que você for comer provavelmente vai vir apimentada. Muitas vezes vão te perguntar se você quer ou não apimentada e , mesmo que você peça sem pimenta, a comida vai vir apimentada do mesmo jeito (inclusive café da manhã indiano pode ser apimentado também). Além disso, muitos restaurantes não tem opção de carne alguma. Dependendo da cidade, é inteligente só comer comida vegetariana (já que algumas cidades tem cortes frequentes e diários de energia e a maioria dos restaurantes não possui gerador... então me pergunto como eles fazem para conservar a carne...). Por isso, se você tem o estômago sensível, é bom já ir apimentando aos poucos sua comida antes de ir e já vai se preparando para perder alguns kilos na Índia (eu perdi uns 5). - Experiência prévia Acho inocência daqueles que citam a Índia no mesmo patamar do Brasil. Perto da gente eles parecem estar ainda na idade das cavernas... por isso eu recomendo que todos que queiram viajar indepedente lá tenham alguma experiência em um país mais pobre (se for fazer um mochilão maior pela Ásia, deixe a Índia mais pro final por ex). Acredito eu que minha viagem na Índia teria sido muito pior se eu não tivesse viajado pela Bolívia antes. Além disso, o choque cultural na Índia é inevitável. Quase todo mundo com quem conversei odiou a Índia nos primeiros dias. Sempre acham muito loucura, muito suja, precária e irritante. Por isso, é importante ter calma e paciência, e planejar uma viagem longa. Depois de uns dias você já vai estar adorando toda a loucura que antes achava insuportável. - Passagem Por motivos que não sei explicar, eu comprando minha passagem separadamente (SP - Londres e Londres - Delhi) a passagem me custou 1700 dólares. Se eu procurasse direto SP - Delhi através de sites como decolar ou travelocity, saia pelo menos 2200 dólares. De quebra ainda fiz um stop de alguns dias em Londres na volta. Fica a dica para checarem isso quando forem comprar a passagem. Meu roteiro: Meu planejamento inicial deve estar por algum canto aqui do fórum. Eu estava planejando 20 dias pelo noroeste e 20 dias pelo extremo norte. Durante a viagem, devido ao calor absurdo que fazia no noroeste (que eu já esperava mas, em minha inocência, imaginava que por ser brasileiro não iria ser problema), eu acabei mudando totalmente minha viagem ficando 8 dias no noroeste e 32 no extremo norte. Olhando para trás, tenho a certeza absoluta que a alteração foi a escolha certa, já que o clima no extremo norte estava muito agradável e eu adorei a região. Segue abaixo um pequeno relato de cada lugar. Delhi Delhi é uma das maiores cidades da Índia e ela tem bastante atrativos. No entanto, é uma cidade difícil... MUITO difícil. Em minutos na cidade você vai se deparar com tudo o que há de pior na Índia, toda a loucura, pobreza, poluição, sujeira... todas as injustiças sociais e esquisitices e você vai ser muito asseiado por indianos querendo te vender algo ou te passar a perna com alguma coisa. Dica: Olhando para trás, se eu fosse refazer meu roteiro eu iria deixar para rodar por Delhi no final da viagem em vez de no começo, iria direto para Agra ou outra cidade menor. Fazendo dessa forma, você irá reduzir consideravelmente seu choque com a Índia. Além disso, é muito difícil aprender como funciona a Índia por aqui (você não vai ter noção de preços, de como se locomover nem nada... vai ser fácil de te enganarem aqui). Logo que cheguei no aeroporto de Delhi, eu peguei um táxi pré-pago para o Paharganj (main bazaar) onde eu iria procurar um hotel. O táxi foi meio caro (se não me engano entre 200 e 250 rúpias). A vantagem de usar o pré-pago e a certeza de que vão te deixar onde você pediu e que você irá pagar um preço tabelado. Só mais tarde que eu percebi que é tabelado, mas é caro. Dica:Novamente faria diferente aqui. Na segunda vez que cheguei em Delhi (já no fim da viagem), eu saí andando do aeroporto até a rua e peguei um tuc-tuc. Eles são proibidos de entrarem no aeroporto mas você encontra alguns fora e saem menos de 1/3 do preço do táxi. Não vai ser tão confortável quanto ao táxi, mas você vai ter que abandonar qualquer ilusão de conforto cedo ou tarde (na verdade cedo mesmo) enquanto mochilar por aqui. Mas antes de qualquer coisa, confira se existe ou não metrô no aeroporto, em Delhi o metrô é sempre a melhor opção. O táxi me deixou na entrada de Paharganj. Nessa hora eu já estava suando e passando mal de tanto calor (uns 45ºC), uma das desvantagens de viajar pelo noroeste nessa época do ano (em todos guias falavam para ir pro extremo norte nessa época). Nada que eu vi antes me preparou para o que estava por vir. O Paharganj é muito pior do que qualquer coisa que ja tinha visto, parece mais uma favela. Ainda por cima pareciam que tinham jogado uma bomba, pois estavam destruindo tudo devido aos jogos em Delhi (estavam reformando toda a Delhi devido ao XIX Commonwealth Games). Fiquei perambulando procurando hotel e toda hora era abordado por indianos querendo vender de tudo (vai ser assim enquanto você ficar com cara de perdido carregando sua mochila rs...). A maioria não me informava de nada ou davam informação errada querendo me levar para outro local. Perguntei para um gringo onde era o hotel que eu procurava (recomendação do Lonely Planet), e ele me apontou. Aquelas ruas são um labirinto e, como não existe endereço na Índia, eu perdi um tempinho para achar o hotel Namaskar. No hotel, não havia mais o quarto single (mais barato, 150 rúpias) e só havia o quarto de casal com Ar Condicionado. Naquela altura do campeonato eu já não queria saber mais de economizar e dava graças a deus por ter um quarto com AC. O problema é que o quarto era relativamente caro e não tinha banheiro dentro, o banheiro coletivo era uma coisa muito suja dividida com os funcionários (que por sinal não eram nem um pouco limpos nem higiênicos). Eu só fiquei por lá porque eu n tava com saco para continuar andando com minha mochila naquele calor. Fiquei meia hora deitado com o AC ligado e me xingando pela situação de merda em que eu havia me colocado. Confesso que mais tarde naquela noite eu gastei um tempo na Lan House procurando viagens para a Tailândia ou outro destino próximo e só desisti por que estava caro e também porque não era uma boa estação para esses países. Hoje eu rio de tudo isso... se tivesse desistido tão cedo não iria ter curtido a melhor viagem que já tive até hoje. Dica: Paharganj tem uma localização excelente e é onde se encontra as acomodações mais baratas, mas eu não recomendo a ninguém ficar por lá. Vale a pena dar um pulo lá mais tarde e conhecer, mas ficar por lá logo de cara foi "meio" desagradável. O problema do transporte já está resolvido com as novas linhas de metrô (vou comentar abaixo). Logo atualmente não se justifica ficar mais por lá, a não ser que você queira viajar de forma MUITO econômica. Depois de descansar, eu fui almoçar em um restaurante próximo, gostei de cara da comida indiana, e em seguida fui procurar um tuc-tuc para ir para uns lugares que tinha escolhido no guia. Eu negociei um pouco, mas acabei pagando um pouco caro pela corrida (comparado com o que eu paguei mais pra frente), mas no dia eu achei tão barato que tava achando que tinha barganhado bem. Fica o aviso, as coisas aqui são muito mais baratas do que a gente pensa inicialmente, mais barato que na Bolívia por exemplo. Só para efeito de comparação, em Delhi você consegue uma corrida de 15 km por 50 rúpias sem pechinchar muito. Se for pelo taxímetro sai mais barato ainda, só que é difícil achar um tuc-tuc que liga o taxímetro e você também corre o risco dele ficar dando volta para encarecer a viagem. Melhor ainda, você pode utilizar o metrô. Dica: Utilize sempre que possível o metrô de Delhi. Eles são muito mais rápidos, pois de tuc tuc você sempre vai devagar devido ao trânsito (e porque o bixo é lento mesmo). Além disso, os metrôs são baratos, limpos e tem AC (melhor que muito metrô de 1º mundo). Acredito que hoje em dia já tem metrô para as principais atrações, até as que eram mais distantes (como o lotus temple), pois eles estavam abrindo muitas linhas novas devido aos jogos. Eu só fui descobrir que o metrô prestava no 3º dia em Delhi, um achado tardio infelizmente. Falaram-me inclusive que iria ter metrô até o aeroporto, mas isso eu já não sei confirmar. Aviso: Por favor gente, em alguns lugares da Índia você encontra pessoas ganhando dinheiro com maus tratos com animais, não deem grana a eles. Alguns os maus tratos são evidentes, como os que que fazem ursos dançarem, mas outros nem tanto. Eu cometi esse erro pois paguei 20 rúpias para um encantador de cobras. Foi uma experiência muito legal (muita adrenalina), mas mais tarde eu descobri que eles arrancam a glândula de veneno da cobra e por isso as cobras têm uma morte lenta. Repito o pedido, não sustentem esse povinho. Locais que eu visitei em Delhi: -Humayun’s Tomb É uma construção bem linda, feita pelos Mughal que depois inspirou o design do Taj Mahal. Apesar de não ter muita coisa para ver aqui, vale muito a pena a visita. Aqui também aconteceu uma coisa engraçada. Uma menina indiana veio até mim e pediu para o pai tirar uma foto de nós dois. Depois tirou outra. Depois chamou a mãe e tirou uma foto nós três, depois com o irmão. Fui perguntar para o pai o que tava havendo (pois já achava que eu era parecido com alguém que eles conheciam). O pai veio me explicar que é porque a filha me achava bonito ! Pois é, já deu para perceber que o diferente ali era eu e que, por mais turistas que tenha na Índia, muito dificilmente você vai encontrar outro andando pelas ruas (a não ser em locais mais turísticos). De qualquer forma, a maioria das atrações turísticas está cheias de indianos, pois eles pagam MUITO menos que nós para entrar lá (coisa de 5 a 10 rúpias sempre). -Jama Masjid Uma das maiores mesquitas da Índia. É bem bonita e grande, se você nunca viu uma mesquita vai achar essa visita bem legal. De quebra fica em Old Delhi, uma região que você vai querer dar uma volta de qualquer forma. -Red Fort Esse na verdade eu nem entrei. Eu conversei com uns gringos e eles falaram que era menos interessante dos que eu veria em Agra e em Rajhastan (que eu acabei não indo rs). Eu fui na frente e estava uma fila absurda, acabei não indo. Fica para a próxima. -Birla Mandir Esse é um templo hindu. Ele não é muito grande, mas é bonitinho e... bem diferente dos templos ocidentais. A visita valeu a pena. Se for passear aqui, não perca o jardim nos fundos onde famílias indianas acampam. Infelizmente não pude tirar fotos dentro (era proibido), por isso só tenho fotos do lado de fora. -Gandhi Museum e Gandhi Memorial Fui visitar o museu dedicado a Gandhi e também o jardim onde está o memorial de Gandhi (onde ele foi cremado). O memorial fica num jardim simples, sem muitas coisas para se ver. A visita ali foi de caráter apenas sentimental. O museu vale a pena se você tiver algum interesse em Gandhi. -Orfanato Em Paharganj, tem um orfanato. Uma das formas deles arrecadarem dinheiro foi um tour diário conduzidos por algum menino do orfanato. Ele te conduz pelo slum (favelas indianas) e conta um pouco de como era a vida. Infelizmente não pude fazer o tour pois só acontecia de manhã e eu visitei o orfanato a tarde no último dia em Delhi. A situação lá no orfanato também não era muito boa, mas só posso imaginar quão ruim era a vida das crianças. Acho interessante o tour para conhecer um pouco a realidade indiana e para contribuir um pouco para a causa. Acabei não indo em várias atrações famosas de Delhi (como o Lotus Temple, Red Fort e Qutub Minar). Mas meu único arrependimento foi não ter ido ao templo Akshardham. Pelas fotos e comentários, deve ser o templo hindu mais interessante de Delhi. O dia em que descobri ele, o mesmo estava fechado. Uma pena. Agra Peguei um trem de Delhi - Agra. O trem era classe AC3 (3 camas de cada lado). Só viajei em trens nessa classe e gostei bastante. Os trens são relativamente confortáveis e a maioria dos indianos que conheci nos trens dessa classe falam inglês e são pessoas interessantes. Nesse trem passou um funcionário perguntando o que eu queria jantar. Perguntei o que tinha e ele falou uns 20 nomes (em indiano, desnecessário dizer que não entendi nada). Preferi não comer, mas a cara da comida estava boa (chegou depois pros que pediram). Fiz amizade com um indiano que era do exército, depois fui com ele jantar na estação (20 rúpias numa veg thali, muito barato; para quem não sabe o que é thali: http://2.bp.blogspot.com/-PWdpGxD6n7o/TZYKpsq-LLI/AAAAAAAABDY/rfNbIQC1r7E/s1600/thali.jpg ; é composto de vários pratos típicos vegetarianos, geralmente é a opção mais barata do cardápio). Em seguida peguei um tuc-tuc para o hotel que eu fiquei. Golpe: Aqui tentaram me dar um golpe, quando saí tinha uma cabine la fora escrito "pre-paid rickshaw". A cabine era muito tosca (totalmente diferente da cabine do aeroporto de Delhi) feita de madeira e escrito em tinta do lado os preços. Os preços estavam absurdos (até o meu hotel era coisa de 200 rúpias). Ficaram tentando me convencer a pagar essa valor mas eu ignorei até que um tuc-tuc aceitou me levar por um preço justo. Eu fiquei no hotel Shanti Lodge, também recomendado pelo Lonely Planet. Não tinha quartos com AC , só com ventilador e Air Cooler, que não servia para muita coisa. Já estava extremamente desconfortável, e para piorar a luz acabou no meio da noite. Desnecessário dizer que eu acordei segundos depois que o ventilador parou. Olhei pela janela e vi luz fora, então pensei que o corte foi problemas no hotel. Fui descer as escadas para avisar o funcionário. Na descida um rato passou do meu lado ! Encontrei todos funcionários deitados no chão, cena que se repetiu em vários locais da Índia. Eu sinceramente não entendo porque eles dormem no chão quando tem sofás próximo. Acordei um deles que resolveu a situação. A única vantagem desse hotel é o restaurante. A comida é OK e tem uma visão magnífica para o Taj Mahal. Não recomendo o hotel mas o restaurante do hotel recomendo de olhos fechados. Passei apenas um dia inteiro em Agra. Foi uma pena pois Agra merece muito mais. Infelizmente só tinha trem para Khajuraho 2 x pro semana , e se eu n pegasse naquela noite iria ter que esperar bastante para ir para lá (ou pular Khajuraho). O que eu vi em Agra: -Taj Mahal Eu fui visitar o Taj Mahal logo em que abriu. O hotel era bem pertinho do Taj, deu para ir andando tranquilamente. O ingresso é absurdamente caro para os padrões indianos (850 rúpias). O Taj realmente é absurdamente bonito. Acho que em termos arquitetônicos foi o mais belo monumento que eu vi. Mas não é necessário muitas horas para vê-lo pois o Taj é praticamente só o que vemos na foto, dentro dele só há o túmulo. Um problema também é que as vezes você precisa esperar horas para tirar uma foto boa, pois Agra as vezes fica coberto em névoa (pelo que eu vi no dia e em foto de outras pessoas outros dias). Dica:Quem ta sem dinheiro ou só quer ver o Taj de um ângulo diferente, pode pegar um tuc-tuc e ir para o rio que fica atrás do Taj. Acho que é uma volta grande, mas de lá você consegue ter uma vista quase tão boa (aliás, alguns consideram até melhor) do que a vista de quem paga. Eu tava sem tempo então nem fui lá, mas fica a dica. -Agra Fort Depois do Taj eu fui caminhando até o Agra Fort. Eu recomendo ir caminhando mesmo (só não recomendo caminhar no calor de 45ºC como eu fiz). O forte é legal mas nesse caso eu recomendaria pagar um guia (tem vários guias na frente), acho que ficou faltando um pouco disso na minha visita ao forte. Lembrar que quem entrou no Taj Mahal tem um desconto bem grande no Agra Fort e no Fatephur, então guarde o ingresso que eles te dão no Taj. Voltei de Cycle-Rickshaw pro hotel (foi minha 1ª vez no cycle). Apesar de ser muito barato, eu fiquei com pena do cara pedalando e acabou que eu paguei mais a ele (contando a gorjeta que eu acabei dando) do que eu pagaria num tuctuc. Além disso é muito mais devagar. Então não usei muito cycle-rickshaw depois desse (a não ser em casos em que era necessário, já que o cycle passa por lugares que o tuc tuc não passa). -Fatehpur Sikri Depois do almoço eu fui para a estação de ônibus local e peguei um bus para o Fatephur Sikri. De estrangeiro só tinha eu e mais uma mulher no ônibus todo (que por sinal foi baratíssimo). Fui conversar com ela e para minha surpresa era brasileira (só conheci 2 brasileiros na viagem toda). Passamos andando pela feira em Fatehpur e depois visitamos a parte de graça do local. É bem bonito mesmo, mas dizem que a parte paga é bem melhor. A gente só descobriu a entrada para a parte paga mais tarde (estava muito mal sinalizada e tinham poucos estrangeiros no local). Recomendo muito a visita ao local com mais tempo, é bem bonito. Bem mais a noite eu fui pegar o trem para Khajuraho. Fiquei um tempão na estação de trem e quando o trem chegou, não encontrei o número do meu vagão na área de AC3. Fui perguntando para todo mundo e depois me informaram que os vagões ficavam lá atrás pois o trem iria se separar no percurso. Quando descobri onde era o trem já tava andando. Tive que correr atrás do trem com minhas mochilas e pular no vagão. Minha sorte é que tinham indianos na porta que me agarraram e puxaram para dentro. Khajuraho No trem eu conheci um guia indiano que acabou me contando toda a história dos templos. Cheguei em Khajuraho e queriam me cobrar uma fortuna para chegar na região próxima aos templos. Fui olhando como os indianos faziam e descobri que eles dividem o tuc tuc (na verdade em algumas regiões existem tuc-tuc maiores que levam uma porrada de gente). Peguei um desses e paguei 20 rúpias. Dica: Em alguns lugares existem tuc-tuc compartilhados que passam sempre pelas rotas mais populares. É algo parecido com os ônibus locais da gente (apesar de ser extremamente apertado e lerdo). Eu vi mais em Varanasi e posteriormente em Rishkesh (onde eu usava direto). Os preços variam de 5 a 10 rúpias, ou seja... quase de graça. Como meu hotel ficava distante do centro turístico em Rishkesh, esse "serviço" foi uma economia boa. Em Khajuraho eu iria passar um dia inteiro e iria pegar o trem no mesmo dia para Varanasi (na verdade iria ter que fazer baldeação para chegar lá). Novamente, tive que fazer isso pois se não fizesse desse jeito iria ter que passar muitos dias na cidade. Fui num hotel e paguei 50 rúpias para deixar minhas coisas num quarto e depois usar o chuveiro. Em Khajuraho eu visitei apenas os templos. Nesse dia deu pico de 47ºC, tava um inferno. Nesse momento eu já estava cogitando mudar o roteiro depois de Varanasi rs. -Templos de Khajuraho Eu visitei primeiramente os templos do conjunto de templos (é cercado e precisa pagar). Os templos, que tem mais de 1000 anos, são lindíssimos e escondido pelas paredes dele estão as famosas esculturas inspiradas no Kama Sutra. Eu fiz Day trip em Khajuraho só para ver esses templos e digo que sem dúvidas valeu a pena. Após ver os templos do complexo, eu almocei num restaurante bem a frente do complexo, foi muito bom (tinha AC!!! Para vocês verem como tava triste a situação, eu lembro de cabeça todos os pontos que tinham AC daquela semana haha). Em seguida fui caminhando até os outros templos (tem um bem do lado do complexo e outros mais pra dentro da cidade. É uma caminhadinha boa e os templos de lá são bem mais fraquinhos que o do complexo. Se tiver tempo é uma boa, mas não precisa ficar triste se não vê-los. Mais a noite eu fui pegar o trem para Varanasi. Conheci uma família koreana que tinham fechado a passagem com uma agência e estavam indo com um guia. Um deles me disse que, além dos hotéis terem sido horríveis, eles viajaram todas as vezes na classe sleeper (tem camas mas n tem AC). Deviam estar muito putos pois pagaram caro numa agência e estavam viajando com menos conforto do que eu (viajar de sleeper não deve ser tão ruim em outra situação, mas naquele calor devia estar o inferno). Varanasi Novamente cheguei na cidade e fui em busca de um hotel recomendado pelo LP. Chegando lá, o cidadão me fala que eu deveria esperar 8 horas para ver se ele arrumava um local para mim. Já tava puto com os hotéis recomendados pelo LP e resolvi perambular atrás de um hotel melhor. Encontrei um bem perto do Burning Ghat por 400 rúpias com AC. Não lembro o nome, mas é na ladeira subindo o Manikarnika Ghat, o maior Ghat onde eles queimam os corpos. O lugar não é dos mais glamorosos rs, mas fica bem localizado em relação aos outros ghats. E se vc n for muito a fundo no ghat não é obrigado a ver os corpos queimando. Aviso: Em Varanasi há quedas de energia programadas durante o dia. Elas existem para que a cidade possa transmitir energia para outras cidades vizinhas. Por isso, recomendo não comerem nada que possa estragar com facilidade na região e também ficarem Das atrações de Varanasi as mais memoráveis são os Ghats. Assim que eu cheguei, fiquei andando ao lado do Ganghes. Ao entardecer, notei um barco cheio de indianos saindo do Main Ghat e fui ver o que era. Iam dar uma volta no Ganghes e me cobraram apenas 10 rúpias (depois perguntei e os indianos só pagaram 5 rs)! Foi bem legal porque no momento que estávamos saindo tinham barcos com tambores e outros instrumentos tocando e no momento que voltamos estava bem no começo do ritual diário que acontece no main ghat. No outro dia cedo novamente fiz um passeio pelo Ganghes (dessa vez antes do nascer do sol e sozinho). Custou-me um pouco mais que 100 rúpias. Esse passeio vale muito a pena, recomendo ficar sempre o mais perto do Ganghes possível durante sua estadia em Varanasi, lá sempre tem algo acontecendo. Fui visitar uns templos hindus mas eram bem medíocres. Dizem que o golden temple de Varanasi é bem bonito, mas me impediram de entrar (não sei porque motivo). Tem um castelo mais pro fundo que eu acabei não indo também. No segundo dia a tarde eu fui num shopping indiano em Varanasi. Os shoppings lá não são muito diferentes dos daqui, é realmente uma coisa bizarra a desigualdade (um shopping lindo no meio daquela pobreza toda). Dentro do shopping tinha AC e tudo mais, lojas de grife famosas internacionalmente e lojas locais. Fui procurar uma saia indiana para comprar para minha mãe mas para minha surpresa, a maioria das roupas de lá eram ocidentais com estampas indianas. As classes ricas indianas estão se ocidentalizando pelo visto. Fui a um cinema nesse shopping (fui outra vez no fim da viagem em Delhi). Vale muito à pena ir! Esse primeiro filme era bem medíocre, um filme cópia de Hollywood que metade dos diálogos eram em inglês. Mas mesmo assim da para ver como são as produções atuais indianas. Por incrível que pareça, em termos de fotografia, os filmes indianos estão melhores que os Hollywoodianos!!! Os filmes estão muito lindos... mas o roteiro continuam uma porcaria (a maioria parece uma coletânea de videoclipes). Os filmes também são bem longos, a maioria em torno de 3 horas com um intervalo no meio. E é bem legal também para ver a reação do público. É bom lembrar que em cinemas indianos não se pode entrar com mochila, bolsa nem máquina fotográfica. Se forem no cinema, não levem nada disso pois vão ser barrados. Por fim fui no Mc Donalds indiano comer um Big Maharaja (o big Mac indiano que tem 2 hamburgues de frango e molho de pimenta em vez do molho do Big Mac). Mc Donalds na Índia é uma grande porcaria para falar verdade e são muito caros (se não me engano 150 rúpias um combo, bem mais barato que no Brasil, mas ainda muito caro em relação a comer em restaurante). Não me deixaram tirar foto do aviso de que não vendem comida com porco ou boi . Uma outra dica em Varanasi é jantar no Ganga Fuji. É um restaurante perto dos Ghats que a noite tem musica instrumental indiana ao vivo. Vale muito a pena, e a comida também é boa. Eu sinceramente já tava cansado de viajar com tanto calor e eu resolvi viajar para o norte a partir daqui. Fui procurar todos os trens e não haviam vagas para nenhum lugar do norte. Já estava cogitando fazer tudo de ônibus (ia demorar uns 2~3 dias). Decidi ir para a estação de trem, pois tinha ouvido falar que em alguns lugares tinham cotas. E foi exatamente o que aconteceu, tinha cotas para turista no trem Varanasi-Haridwar e eu consegui comprar com tranqüilidade. Dica:Se você quer viajar entre duas cidades turísticas e todos os trens estão lotados, confira no centro turístico da estação de trem se não há cotas. Essa viagem saiu cedo e durou 18 horas! Foi uma eternidade. A única coisa legal é que eu conheci bastante gente no trem e pude conhecer um pouco da cultura local. O mais memorável foi uma conversa com uma jovem indiana recém-casada. Ela me contou que já havia concluído o mestrado e que tinha casado recentemente. Disse-me que o casamento foi arranjando pelos pais dela e do esposo, e que somente conheceu o esposo no dia do casamento (e disse nunca ter namorado nenhum homem antes!). Disse que conheceu e já viajou com ele na Lua de Mel. Depois também me disse que ela não sabia dirigir porque a família era classe média e, portanto não possuía carro, e que quando voltasse do doutorado que irá fazer em Madrid provavelmente iria ter um salário bom, em torno de 20 mil rúpias (coisa de 1000 reais por mês)... é gente, infelizmente a situação lá não é das melhores para a maioria das pessoas. Golpe: Aqui tentaram me dar outro golpe, e dessa vez conseguiram. Como o trem não tinha restaurante, eu tive que pular em uma parada para comprar alguma coisa para comer. Comprei um salgado e dei uma nota de 100 rúpias. O cara todo enrolado atendia os outros e não me dava o troco, quando pedi o troco ele olhou e apontou para trás e me disse que meu trem estava indo... desnecessário dizer que corri igual um louco para pegar o trem e deixei o troco com ele. Não foi muito dinheiro, mas fica o aviso rs. Assim que possível eu continuo com os outros 33 dias da viagem no extremo norte da Índia.
  16. [t3]The Great Himalaya Trail - A mais alta e longa trilha do mundo[/t3] [align=justify]Escritores de guias de viagem e montanhistas experientes estão fazendo de tudo para criar a mais alta e longa trilha do mundo: a The Great Himalaya Trail (Grande Trilha do Himalaia). Com 4.500 quilômetros, ela passará por China, Butão, Nepal, Índia e Paquistão. O Himalaia – casa do Everest, do K2 e de mais de cem picos com altura superior a 6.000 metros – é, sem dúvida, o mais conhecido e imponente conjunto de montanhas no mundo. Mas como um destino de trekking, o majestoso e sempre nevado cenário tem um longo caminho a percorrer. Dos seis países que atravessam a cadeia montanhosa, só o Nepal conseguiu até agora suprir o crescente interesse do turismo de aventura pela região. Enquanto isso, nações como Afeganistão, Butão, China e Paquistão ainda não aproveitam o seu potencial devido à regulamentação rigorosa e aos conflitos internos. Nem mesmo a Índia tem feito muito progresso apesar de representar a maior parte da faixa principal dos Himalaias e de oferecer uma experiência mais ou menos segura e amigável – se não livre de problemas – para os turistas. Aproveitando a campanha de marketing “Visite o Nepal” que o governo daquele país pretende lançar em 2011, um grupo de montanhistas e escritores está lutando para promover a indústria do trekking nos Himalaias. Reunindo a bagagem de milhares de quilômetros e centenas de milhares de palavras, autores de guias de viagem e experientes trekkeiros como o nepalês Depi Chaudhry, o britânico baseado na Austrália Robin Boustead, o australiano Gary Weare (autor de vários Lonely Planet sobre a região) e o neozeolandês Jamie McGuinness (que já escalou o Everest várias vezes) estão mapeando e promovendo uma rota comercial de trekking que atravessa os Himalaias de ponta a ponta. Batizada como The Great Himalaya Trail ou GHT, a travessia vai costurar centenas de trilhas da região para absorver, por exemplo, parte dos mais de 30 mil turistas que fazem a popular caminhada até o campo base do Everest e o circuito de trekking do Annapurna, ambos no Nepal. O sonho dos “organizadores” da GHT é que um dia a travessia de toda a rota possa ser a meta de vida dos trekkeiros que prezem esse nome. “Passei muito tempo pensando em como fazê-lo”, diz Robin Boustead, que terminou recentemente um guia para a seção do Nepal da GHT. “Tenho toda a intenção de fazer a primeira caminhada contínua, sem parar no inverno e nas monções, que é o que tem acontecido com as duas únicas travessias já abertas. Existe muita vontade de criar uma trilha permanente que possa ser executada ao longo de um ano ou talvez 14 meses.” As trilhas de longa distância já são populares em muitos outros países. A Trilha dos Apalaches, que atravessa o leste dos Estados Unidos por 4.368 quilômetros, do Estado da Geórgia ao Maine, vê milhares de trilheiros que escolhem apenas um trecho para percorrer todos os anos. – fora os cerca de 10 mil heróis caminhantes que completaram todo o percurso em uma única temporada desde os anos 1930. Os 354 quilômetros da travessia Coast to Coast, no norte da Inglaterra, possuem uma estrutura semelhante, assim como a menorzinha Tour du Mont Blanc, que circunda o pico famoso em uma rota que passa por partes da Suíça, Itália e França. Só que nenhuma trilha de caminhada de longa distância no mundo teve que superar os obstáculos políticos e logísticos que a GHT enfrenta agora. Passagens muito caras, clima inclemente, inacessibilidade por estradas de rodagem em grande parte do percurso e centenas de quilômetros do aeroporto mais próximo fazem essa travessia ser quase impossível em uma única temporada. Mas a geografia não é nada em comparação às barreiras políticas para estabelecer um monitoramento terrestre que atravesse seis países em desacordo sobre territórios, com casos comprovados de violações dos direitos humanos, assédio moral diplomático e até terrorismo entre fronteiras. Mesmo na quase pacífica Índia, porções significativas da travessia estão fechadas para caminhantes estrangeiros porque passam por áreas sensíveis de fronteira em disputa com a China e o Paquistão. No entanto, Robin acredita que o momento é propício para a criação da GHT. Apesar de muitas rotas permanecerem fechadas ou acessíveis somente “sob permissão”, a Índia tem explorado comercialmente o trekking e o montanhismo como uma forma de solidificar sua posição em territórios disputados. Em janeiro deste ano, por exemplo, o governo anunciou que estava retirando restrições aos escaladores e abriu 104 montanhas nas regiões de Leh e Ladakh, ao longo da fronteira com a China e o Paquistão. “Se você vai fazer valer a sua autoridade sobre uma região, a melhor maneira de conseguir isso é pelo controle de acesso ao local, permitindo às pessoas irem até lá”, afirma o escritor, que lamenta as restrições de trekking em algumas das montanhas mais impressionantes da Índia. “Por que não há um circuito de Nanda Devi? É a mais conhecida montanha na Índia”, questiona ele. Até agora, apenas o segmento nepalês da GHT está oficialmente aberto para o turismo de aventura, com um mapa da rota estabelecida e nove trechos bem definidos. Mas a equipe está trabalhando para fazer o resto da trilha funcionar. De acordo com Depi Chaudhry, o mapa da rota na Índia está “quase completo”. Tendo andado cerca de 60% das trilhas para escrever o livro Trekking Guide to the Western Himalayas (Guia de Trekking para os Himalaias Ocidentais), ele prevê a divisão da GHT na Índia em cerca de oito partes adequadas para trekkings comerciais e acha que a trilha pode estar pronta e funcionando ainda em 2010. “A maioria dessas trilhas já existe e é usada pelos pastores para andar e uma aldeia para outra, ou para negociação, ou para fins de casamento. Apenas ainda não foram popularizadas”, conta Depi. Em março, o Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD) realizaria uma conferência em Katmandu pra reunir todas as partes interessadas na GHT. A organização sem fins lucrativos vê a travessia como um meio “para atrair visitantes para a região do Himalaia e desvia-los para visitar rotas menores nas zonas rurais de montanha como uma ferramenta para redução da pobreza”. Reunindo os interessados, não só do Nepal e da Índia, mas também do Butão, da China e do Paquistão, a conferência tem como objetivo explorar a viabilidade de promover a GHT como um projeto de abrangência regional. Robin acredita que a GHT representa uma oportunidade crucial. “É um divisor de águas para o turismo de aventura na Ásia”, diz ele. “Há trilhas para caminhada de longa distância na África, na América do Sul, na América do Norte, na Europa e na Austrália. Mas não na Ásia.” A GHT pode se tornar não apenas a primeira rota da Ásia – ela tem tudo para ser também a trilha de longa distância mais famosa do mundo. [creditos]Piti Vieira - Revista GoOutside - Edição 59 - Abril/2010[/creditos][/align]
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