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Olá viajante!

Bora viajar?

Salta e arredores, sem carro (mais ou menos...)

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Fala galera mochileira! Mais um relato saindo, dessa vez no Noroeste Argentino, províncias de Salta e Jujuy em maio/23.

Todos os relatos que eu li sobre essa região eram de pessoas que viajavam de carro ou moto e rodavam tudo por lá. E eu, como bom viajante solitário, ia fazer os passeios com agência já que pra mim sozinho não valeria a pena alugar um carro. Bem, foi um pouco das duas coisas no final das contas, mais pra frente vocês vão entender…

Meu interesse pela região veio por algumas fotos de montanhas coloridas e paisagens deslumbrantes margeadas pela Cordilheira dos Andes. Eu já devo ter falado umas 752 vezes nos meus relatos anteriores que eu AMO os Andes...Então, aproveitando também que a Argentina tá barata, partiu!


Sobre dinheiro, a situação cambial na Argentina anda bem confusa, tem o câmbio oficial, tem o blue, tem o câmbio pra quem usa cartão que é mais próximo do blue, enfim... no momento da minha viagem 1 real comprava 60 pesos em Salta e 85 pesos na Calle Florida em Buenos Aires. Já o dólar comprava 470 pesos em Buenos Aires, em Salta não me lembro. Levei poucos reais e concentrei meus gastos no cartão de débito da Nomad (Mastercard) que no momento da compra utiliza o dólar oficial que tava em torno de 225 pesos mas uns 3 ou 4 dias depois entra um reembolso da diferença pro dólar tarjeta que tá em torno de 410 pesos. Deu tudo certinho, meus reembolsos já caíram e com o dólar a 5 reais, sai 82 pesos por real, bem perto do negociado na calle Florida e um valor que em Salta não seria possível conseguir. E ainda não precisa andar com aquele paçoco surreal de dinheiro, já que a maior nota hoje na Argentina é de 1000 pesos e ela não compra quase nada, no máximo 2 tortillas. Vi muita gente usando Western Union, mas vi essa turma perdendo muito tempo em filas, as vezes o dinheiro acaba e a pessoa não consegue retirar naquele momento, enfim, é um rolê meio embaçado...Não arrependo de ter concentrado meus gastos no cartão. No aeroporto de Salta não tem casa de cambio nem nada, só uns caixas eletrônicos. Quando desembarquei, saquei uns pesos no aeroporto só pra ter um pouquinho de grana. Sacar é a pior das opções pois tinha uma taxa do banco de 1374 pesos e para o saque a cotação é a do dólar oficial, não reembolsa o valor do dólar tarjeta como acontece quando você faz compras no débito. Mas daí pra frente não saquei mais nada. Conheci muita gente nessa viagem e nas mesas de bar e almoço, quando todo mundo ia pagar em dinheiro, eu pegava o dinheiro pra mim e pagava no cartão. As vantagens do dinheiro vivo é o poder de negociação e os descontos que eles dão pra pagamento em dinheiro. Além de ser com ele que se pagam essas coisinhas bobas como uma tortilla do vendedor de rua. Os valores que eu vou relatar vão ser mais pra ter uma noção dos meus gastos, pois num país onde a inflação no último ano chegou a 100%, os valores muito em breve já não serão mais esses. Pra ter noção em real, é só dividir o que eu colocar em peso por 80. Explicado (mais ou menos 😅) essa confusão do câmbio argentino, vamos ao relato!

Eu tinha comprado só os voos, Guarulhos-Salta pela Aerolineas, Salta-Buenos Aires pela Jetsmart no dia 8 de maio e Buenos Aires-RJ dia 11 de maio. O resto, tava mais ou menos em mente, mas em aberto.

 

Sábado, 29 de abril de 2023

Cheguei em Salta no voo semanal da Aerolineas, Guarulhos-Salta direto, que só tem aos sábados. Voo de 3h naqueles aviões Embraer de 2 poltronas de cada lado, iguais os da Azul, esses ônibus voadores… Desembarquei pouco antes das 14h, imigração tranquila só pro nosso voo, aliás parece que são poucos voos internacionais que chegam direto em Salta. Minha decepção ficou pela inexistência de carimbo no passaporte. Já até ouvi falar que esses carimbos devem entrar em extinção em breve, uma pena pra nós, colecionadores de carimbos...Pediram meu e-mail e pouco depois recebi um arquivo PDF da Migraciones com um comprovante eletrônico de ingresso no país. Acho que é esse o futuro que nos espera. Adeus carimbos, foi bom enquanto durou…

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O aeroporto de Salta é pequeno, como disse acima não tem casa de câmbio, apenas 2 caixas eletrônicos onde fiz um saque só pra ter um dinheirinho pra pagar o busão. Como cheguei cedo, no meio da tarde, optei por ir pro centro de busão. O ônibus não vai no aeroporto, ele passa lá na frente na avenida, uma caminhadinha rápida de uns 8 minutos andando devagar. Deve dar uns 700 metros só. Chegando no ponto, tinha uma mocinha lá e eu pedi pra ela pagar pra mim, pois em Salta se usa o cartão SAETA, que não vende no aeroporto. A passagem é só 65 pesos mas dei 100 pra mocinha com prazer, isso é pouco mais de 1 real!! A linha que passa lá pro centro é a 8A e levou uns 40 minutos. Desci na Av. San Martin (sim, toda cidade argentina tem uma!) e andei só 2 quadras até o hostel que ia ficar, o Ferienhaus, com diária de 3000 pesos.

Só deixei minhas coisas no quarto e já tratei de ir resolver os passeios. Procurei algumas agências que eu já tinha pesquisado (Parada Norte, Milenials, Artay, Uquía) e os preços variavam entre 8 e 10 mil pesos. Fechei na mais barata porque já suspeitava que no fim das contas as agências não completam sozinhas as suas vans e juntam a galera com outras agências e foi exatamente isso que aconteceu pois fechei com a Milenials e no outro dia a van que me buscou foi da Parada Norte. Fechei o passeio para Cachí no domingo e para Cafayate na segunda, por 8 mil pesos cada, um preço que considero bom, cerca de 100 reais cada um e são passeios que rodam pelo menos 300km ida e volta.

Já com os passeios resolvidos, parei num bar chamado Barrett, no calçadão da Calle Caseros, bem ao lado da Plaza 9 de Julho, e pedi uma cerveja artesanal e umas empanadas pra comemorar o início de mais um mochilão. Paguei em dólares $3,66 (1490 pesos). Passei no supermercado pra comprar uns biscoitos e lanchinhos e na hora de pagar com cartão me pediram documento. Observei que toda compra com cartão em supermercados eles pediam documento. Conta do mercado $3,10 (1258 pesos). Voltei no hostel pra enfim tomar um banho, socializar com a galera, mas na hora não tinha ninguém por lá, então saí pra reconhecer o terreno. Não sabia, mas essa seria minha única noite sozinho em Salta...

Perambulei pela praça, tinha uma banda de música apresentando, segui pela Calle Balcarce, famosa pelas suas tradicionais peñas, resolvi entrar na Panaderia del Chuña onde ia começar um show. A entrada é 1500 pesos, pedi uma cerveja e umas humitas (que é tipo uma pamonha) e curti um pouco das apresentações que lembram um pouquinho as danças gaúchas. Depois começa a apresentação de um trio e é bastante animado. Curti. Minha conta ficou em 3700 pesos, que não deu nem 50 reais, um padrão de lugar que se fosse aqui no Brasil teria sido uns 200 conto fácil, fácil. Saí de lá pouco depois de meia-noite porque tinha passeio cedo no dia seguinte e ainda nem tinha descansado da viagem, mas...o clima de mochilão é esse mesmo.

 

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Em 17/05/2023 em 01:43, D FABIANO disse:

A Panaderia de Chuño continua com show bom?

Eu curti lá. Tem muitas peñas na Calle Balcarce, opção não falta, mas fui na Panaderia del Chuña duas vezes.

8 horas atrás, D FABIANO disse:

Também vai ter do viaduto do Trem a las Nubes?

Não. Eu tinha olhado sobre o passeio, achei caro, o tour saindo de Salta tava mais de 30 mil pesos. Era muito tempo de ônibus, pouco tempo de trem, basicamente pra tirar fotos no viaduto. Imagino que deve ser sim muito bonito mas já tive oportunidade de passear em outros trens turísticos e optei por não fazer esse passeio.

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@Rezzende Para mim esse show é o melhor. Fui a outro uma veze não gostei. Tem igual ou melhor em Tucumán,mas é outra cidade.

Nunca fui ao trem.Ele só andava no inverno e era muito cansativo. Nem pensei em ir por causa disso.Saia as 7h da manhã e voltava as 21h.Mas o viaduto, dizem ser o mais alto do mundo, é ponto turístico da região. 

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Sexta, 05 de maio de 2023

Sem madrugar dessa vez, tomamos o café do hostel, bem simplesinho também, o diferencial ficava com o dono do hostel que ia tocar flauta andina pro pessoal do café da manhã. Ficamos de bobeira lá na cozinha pois o Gabriel trabalha numa empresa com o pai dele e tá viajando por 2 meses mas não é bem férias, então vez ou outra ele precisava fazer umas reuniões virtuais e tinha que fazer uma videochamada do trabalho e ia precisar ficar sozinho no quarto de 9h às 10h. Por isso nesse dia marcamos de sair pro rolê depois de 11h.

Saindo de Tilcara passamos no posto pra completar o tanque e deu 7500 pesos (1500 pra cada). Seguimos rumo ao norte e paramos em Uquía. Uma cidade muito pequeninha, tem uma pracinha com uns artesanatos, uma igrejinha e o caminho pra Quebrada de Las Señoritas. Deixamos o carro lá na pracinha mesmo e fomos a pé. Pra entrar na Quebrada se paga 300 pesos. O lugar lembra um pouco o anfiteatro do caminho de Cafayate mas como o dia tava bem ensolarado o visual tava muito mais legal.

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La Banda...ou como a gente já se chamava...Salta Gang

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Na volta paramos numa lanchonete chamada Lo de Charí, a dona, a Charí, era muito simpática, quis saber como nos conhecemos, como nos juntamos pra chegar ali, conversava em italiano com o Gabriel, me dizia que eu tinha que tomar conta dos europeus na América do Sul :lol: fez maior festa com a gente e adoramos a parada ali.

Por fim, as meninas pararam nas barraquinhas da pracinha de Uquía e garraram um tempinho ali. Meninas em compras são meninas em compras, não importa se são alemãs ou brasileiras ::tchann:: A cidade tava bem vazia, imagino que os tours devem parar lá mas definitivamente não era naquele horário. Saímos de lá já era mais de 15h e fomos direto pro Hornocal. Confesso que eu estava um pouco tenso com esse trecho pois falavam que a estrada era só pra 4x4, mas isso é papo de vendedor de passeio, fomos no nosso Cronos cheio e subimos de boa. A estrada é de terra (ou rípio como falam na Argentina) mas é trafegável, é só manter entre 30km/h a 40km/h que vai de boa, várias curvas mas tem as guardas de proteção e lá em cima tinha Toyota Etios, nosso Cronos e vários outros carros comuns. Na entrada do Hornocal se cobra uma entrada de 200 pesos. Estacionamos lá, a 4350m de altitude e descemos até o mirante que tem lá embaixo. O bom de ir sem tour é que não tem ninguém cronometrando o tempo que você fica no lugar. Sentamos lá embaixo e ficamos mais de uma hora olhando aquelas montanhas coloridas que mesmo com o tempo mais nublado eram fascinantes. Ficamos ali conversando e imaginando como deveria ser quando os incas passaram por ali e viram aquelas montanhas, os quantos rituais eles não deviam ter feito por ali. Contamos as cores, uns viam 12, outros 14, outros viam 20 cores :D

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Serranias del hornocal é um dos lugares mais lindos que eu já vi. Sem dúvida!

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A tarde caía e o frio começa a cortar ainda mais. Voltamos. A subida é complicada nessa altitude. Eu nunca senti nada em altitude, em nenhum lugar. Me sentia um pouco ofegante na subida, mas até aqui na subida do morro daqui de casa eu me sinto, afinal subir qq morro já é um bom exercício ::mmm: Só a Eva que ficou mais baqueada e voltou passando um pouco mal mas quando chegamos em Humahuaca já se sentia melhor.

Chegamos em Humahuaca começando a anoitecer. O termômetro do carro marcava 6 graus ::Cold:: Demos uma voltinha pelo centrinho, tinha bastante gente na rua, a cidade tava bem agitada.

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Fomos caçar comida, paramos no Restaurante Las Glorias e escolhemos nossos pratos. Eu pedi um Pique Macho, típico boliviano, e quando chegou aquela panelinha com carne, batata, ovo, tomate e não sei mais o quê abarrotada até a boca, todos caíram na gargalhada :lol: sim, deviam estar pensando: antes de meia-noite a gente não vai embora ::lol4:: Todos terminaram seus pratos e eu ainda estava na metade da panelinha. Como era um menu executivo, já liberei a galera pra pedir a sobremesa enquanto eu terminava. A essa altura o Lee já estava na terceira taça de vinho e tinha virado outra pessoa, falante, brincalhão, reclamando quando todo mundo tava no celular, acho que faltava era álcool pra ele xD Eu e as alemãs estávamos curtindo uma cerveja artesanal Noa. Aliás, na Argentina só artesanal mesmo porque a Quilmes não me desce!

Saindo do restaurante, um frio de cortar os ossos, nem andamos mais de bobeira em Humahuaca, fomos direto pro carro e tomamos rumo de volta a Tilcara.

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Sábado, 06 de maio de 2023

Saímos cedo, 7h da manhã deixamos o hostel pois tínhamos que devolver o carro em Salta às 15h e saindo cedo podíamos ver alguma coisa no caminho. Fomos de fora do Pukara de Tilcara mas ainda estava fechado, só abria às 9h. Ok, vimos de longe e seguimos. Gostamos do café de Purmamarca e da cidade também então fomos lá pra tomar café e dar uma última olhadinha na cidade. Seguimos e vimos no mapa um lugar chamado Tumbaya Grande onde tinha uma montanha chamada El Acordeón, meio verde meio vermelha, mas não achamos e acabamos entrando numa estradinha de terra e parando num lugar chamado Raya Raya, que não tinha ninguém, acho que nenhum tour vai lá, mas foi interessante ir num lugar assim desconhecido. Era bonito também.

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Depois entramos pras Termas de Reyes, achamos que tinha um mirante mas não achamos. Também não animamos de entrar nas termas. Acabamos saindo um pouco da rota principal pra no final das contas só gastar gasosa ::putz:: Paramos pra lanche e seguimos.

Nosso Cronos guerreirinho

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Tivemos a brilhante (má) ideia de voltar pra Salta passando por La Cornisa (Ruta 9), uma estradinha cabulosa, asfaltada mas muito estreita, com cavalos soltos, bichos saindo da mata e atravessando na frente, curvas muito fechadas e estreitas sem visibilidade, carros vindo a mil na direção contrária parecendo que iam bater na gente, não tinha nenhum mirante ou vista legal, enfim, não recomendo, não valeu pelo sufoco, passamos mais aperto do que tudo ::mmm:

Chegamos em Salta 14:30, passamos no hostel pra deixar nossas mochilas e fomos no posto completar o tanque pra devolver o carro. Deu de novo 7500 pesos. Junto com o abastecimento de Tilcara gastamos ao todo 15mil pesos de gasolina (3000 pra cada). Devolvemos o carro e acho que o rolê valeu demais, ficou 13200 pra cada pros 3 dias (mais ou menos 160 reais) e fizemos coisas que jamais faríamos se dependêssemos de tour. Foram dias inesquecíveis!

Nesse momento, Eva, Julia e Lee foram pro terminal de ônibus olhar passagens e eu e Gabriel fomos comer. Já tinha ido no Barrett no dia que cheguei e fui com o Gabriel pra lá tomar uma cerveja e comer um sanduba. Enquanto a gente tava lá a Karol passou na rua. Ela tinha voltado pra Salta pois não tinha adaptado bem em dormir com a altitude e tava procurando passeio pras Salinas. Ela também tinha voltado pro Ferienhaus e marcamos de sair mais tarde. O Gabriel ainda não tinha ido nos museus, então ele foi pro museu e eu voltei pro hostel.

Mais tarde, nos juntamos pra nossa despedida no Café Martinez. Chamei a Karol pra ir também. O Lee tava anti-social de novo e não foi ::hãã2:: Ali combinamos que um dia nos veremos de novo, seja em Minas, na Paraíba, na Itália ou na Alemanha!! Eu já fiz amigos de viagem há 10 anos que mantemos contato até hoje, então eu digo que sim, amizades de viagem a gente leva pra vida!!

Gabriel, Eva, Julia, eu e Karol com nosso aperol derradeiro no Café Martinez de Salta

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Voltamos pro hostel e quando chegamos no quarto conhecemos mais uma brasileira, nossa colega de Mochileiros @francigd Nos apresentamos e contamos nossas histórias dos últimos dias. Depois descemos pra recepção porque o momento derradeiro da dispersão ia chegando. Julia e Lee tinham comprado passagem de ônibus pro Atacama pra 1h da manhã. E nós 5 ficamos na recepção do hostel até meia-noite, quando eles pediram um táxi pro terminal. Foi doido ver que a Julia, uma alemã, considerado um povo frio, se despediu com os olhos marejados. Enfim, hostel lifestyle, quem já passou por isso sabe!

 

Domingo, 07 de maio de 2023

O Gabriel ia seguir pra Montevideo, tinha um voo às 8h e ia sair do hostel antes das 7h. Tentou se despedir de mim antes de ir dormir, mas não é assim que se faz! Levantei assim que ele começou a se arrumar e desci pra recepção pra uma despedida digna. Logo a Eva veio também e ficamos com ele esperando o táxi chegar. Despedidas não são fáceis, mas hoje em dia a internet existe é pra isso e qualquer dia nos encontramos pelo mundo! Ele já sabe que ano que vem pretendo ir pra Itália e acho que vou ter onde ficar em Milão :D Ele também não conhece o Brasil e quando vier vai ter que vir em Minas. Voltamos pro quarto porque ainda era bem cedo. Depois descemos pro café e em seguida fomos dar umas voltas por Salta.

Salta é arborizada com laranjeiras. Até então só tinha visto isso em Sevilla.

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A Eva ainda não tinha ido no teleférico então fui com ela até o parque e enquanto ela subiu eu fiquei rodando a feirinha de artesanato. Depois que ela desceu fomos ao Museu Explora Salta, que a Karol já tinha ido e achou muito legal. A entrada era 1000 pesos e é sim muito legal, é interativo, pode tocar nas coisas, tirar foto, enfim...ficamos quase 2 horas lá e se quiséssemos ainda dava pra ficar mais. Fomos almoçar no Café Van Gogh, pedimos o menu executivo por 2200 pesos, com entrada e sobremesa. Voltamos pro hostel e chegou a hora de me despedir da Eva, que ia pegar um ônibus pra Córdoba. A essa altura eu já tava igual manteiga derretida :neutral: me envolvi muito com a Eva todos esses dias. Vida que segue! Fiquei na recepção do hostel assistindo BocaxRiver com uns argentinos, a Franciane chegou e combinei com ela de irmos pra uma peña à noite. Esperamos a Karol voltar do passeio e fomos pra Panaderia del Chuña, que eu já conhecia. Elas também curtiram muito a noite, foi muito animada e foi minha despedida de Salta. Valeu pela companhia @francigd e Karol, nos vemos pelo mundo!

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Segunda, 08 de maio de 2023

Depois de despedir de tanta gente, era a minha vez. Mas meu voo era só 1h da tarde então pela manhã ainda andei pelas ruas de Salta com a Karol e a Fran, acompanhei elas na saga da Western Union e pesquisamos algumas agências de aluguel de carro pois elas tavam afim de alugar um também. Quando deu 11h fui pro ponto pegar o 8A, paguei 100 pesos pro motorista e ele passou o cartão SAETA pra mim. Do centro até a entrada do aeroporto foram 25min. E só mais 8 minutinhos a pé até o aeroporto.

Fui pra Buenos Aires de Jetsmart, sem bagagem despachada, mas nem mediram minha mochila (45 litros) nem nada, mas mochila é de boa, se não passar a gente veste umas roupas, dá uma apertada e vamos simbora!

Voo de 1h40min, sem entretenimento e o serviço de bordo é vendido. Mas peguei minhas revistinhas do Condorito e fui lendo e a argentina ao meu lado pediu pra ler a outra porque ela tinha boas lembranças da infância. Condorito é sucesso ::otemo:: Descendo no Aeroparque perguntei se ela sabia se vendia o cartão SUBE no aeroporto mas ela disse que ia pegar o ônibus 45 também e passava o cartão pra mim.

Já era minha segunda vez em Buenos Aires, ia ficar de novo no Milhouse, então já me sentia em casa. Dessa vez meu foco em BsAs era andar de bobeira e ir em alguns lugares que não tinha ido da outra vez. Uma delas era a Plaza del Congreso que é pertinho do hostel e da outra vez eu não tinha passado. Depois passei ali perto no restaurante Plaza del Carmen e pedi o menu del dia por 2690 pesos. Fiquei meio deprê ali pois lembrei da galera, e não ia ter ninguém pra me zoar que eu tava demorando a comer :sad:

Passei na estação do metrô Lima e comprei a Tarjeta SUBE por 490 pesos e coloquei mais 510 de crédito pra arredondar 1000. Só pra constar, eu coleciono cartões de transporte :grin: Fui pro hostel e notei que o Brasil tá inteiro lá. Enquanto em Salta só conheci a Fran e a Karol de brasileiras, só ali no Milhouse tinham mais de 20. Combinamos de ir numa festa mais tarde. Fomos num tal de Severino que tem uma festa famosa nas segundas, mas achei muito aleatório, não curti muito não.

 

Terça, 09 de maio de 2023

Nada muito relevante, tirei o dia pra andar aleatoriamente por BsAs, fui na Calle Florida, troquei uns reais nas cuevas, passei na Galerías Pacífico, fiz um lanche, fui de metrô ao Parque Rivadavia onde me disseram que tinha uma feira de livros e comprei mais umas revistinhas do Condorito e também do Patoruzito que são quadrinhos argentinos. Segui de metrô pra Floralis Generica e fui caminhando até o MALBA mas descobri que ele não abre nas terças. Voltei andando, passei pela Recoleta, confirmei que agora se paga pra visitar o cemitério, se não me engano a moça disse 2338 pesos e só paga no cartão. Mas eu já tinha ido da outra vez. Passei num Freddo e pedi uma casquinha de dulce de leche por 1150 pesos e fui comendo pela rua até voltar pro hostel. Descansei um pouco e já tinha anoitecido. Fui andar mais um pouco, passei pela Plaza de Mayo com a Casa Rosada iluminada, andei por Puerto Madero mas não fui em nenhum restaurante, só andando de bobeira mesmo.

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Note-se que foi um dia bem aleatório xD mas a intenção era essa mesma. No hostel era noite de beer pong e tava bem animado, fiquei por ali mesmo. Recebi uma msg da Eva dizendo que tinha visto o suficiente em Cordoba e tava seguindo de bus pra Buenos Aires. Disse pra ela vir para o Milhouse!!!
 

Quarta, 10 de maio de 2023

Eu estava no café da manhã quando a Eva chegou ::love:: Pensa na alegria! Logo saímos pra andar de bobeira. Fomos no mercado de San Telmo. Da outra vez que estive em BsAs era domingo e tinha a feira, dessa vez não, então a rua estava tranquila. Demos até a sorte de chegar no banco da Mafalda e não ter ninguém!

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Chegamos muito cedo no mercado de antiguidades, era 11h e muitas lojas ainda estavam fechadas. Pegamos um sorvete na Freddo e seguimos pela rua. Como estava perto, passamos em Puerto Madero mas de dia não é tão legal. Voltamos pra Plaza de Mayo, passamos na Catedral, almoçamos, fomos ao MALBA (hoje sim aberto) e curtimos um fim de tarde legal no Jardin Japones ::kiss:: Voltamos pro hostel e descobri que, depois de passarmos uma semana juntos em Salta, agora num hostel de 6 andares e quase 50 quartos, a Eva ia ficar justamente no mesmo quarto que eu! Conexão é pouco pra definir tudo isso. A brasileirada do hostel tava juntando pra ir numa balada mas a Eva tava cansada de ter passado a noite anterior no busão então preferi ficar no bar do hostel curtindo a companhia dela ::love::

 

Quinta, 11 de maio de 2023

Era dia de voltar. Tinha voo pro Rio 11:30 e depois do café, pouco depois das 9h, estava de saída do hostel. Eva me acompanhou até o ponto de ônibus. A Alemanha definitivamente já entrou na minha lista de desejos de viagem. O ônibus 45 veio e então nos despedimos. Ou demos um até breve…

Cheguei no Rio 14h, aproveitei que já tinham uns 6 anos que não ia no Rio e fiquei 2 dias lá, voltando só sábado pra Minas, mas sem nenhum plano específico no Rio, apenas matar saudades da cidade, pegar uma bike e pedalar na orla da Lagoa e das praias, dar um rolê nos barzinhos da Lapa, essas trivialidades…

 

Esse foi meu rolê, muita história boa pra contar, muita memória pra guardar e é o que eu sempre digo: viaje, experimente, conheça, porque isso ninguém vai roubar de você!

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Já estou aqui com saudade do seu ótimo relato, fiz até parte do grupo...kkk

Noroeste da Argentina é show de bola mesmo!

Certa vez passei por La Cornisa, realmente é muito complicado esse trecho. 

Como está a crise na Argentina?

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Valeu por acompanhar @casal100

Eu adoro ler relatos de viagem que a gente se sente viajando junto e tento escrever nessa linha tb. Acho que consegui rsrsrs

A situação econômica que notei na Argentina era mais crítica em BsAs onde percebi mta gente dormindo nas ruas, coisa que em 2017 não tinha notado. Em Salta não vi nada mto escancarado. Os supermercados tem tudo que se precisa (só não sei se os argentinos estão conseguindo comprar) mas não é a primeira crise deles nem será a última, já deve ter uns 30 anos que eles convivem com essa gangorra de crise, as vezes piora, as vezes melhora, mas me parece que eles sempre buscam contornar, tanto que eles fazem suas economias com o dólar. No momento eu acho que precisa de uma nota maior que 1000 pesos pois a quantidade de dinheiro que se usa é surreal, mas as pessoas com quem eu conversei tbm tem medo de vir uma nota maior e o dinheiro continuar a cada dia perdendo mais valor. Por outro lado o turismo tá bombando, se tá barato pros brasileiros, pros europeus tá uma pechincha e de toda forma esse fluxo de turista ajuda na economia tbm. De forma geral torço pra que melhore 

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@Rezzende ganhou a loura.kkkkkkk

Falando serio:Você não passou pelo Cerro de Siete Colores?Considero junto com Homorcal e Salinas Grandes os lugares mais bonitos que visitou. 

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Adorei o relato!! Tem tempo q estou planejando ir pra essa região. Só pra constar, meu filho ganhou de uns amigos nossos que moravam no Chile um livro de quadrinhos do Condorito!! Muito legal!!

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Que relato f@da! 

Me senti viajando com vc, os detalhes, as fotos, até os emojis kkkk muito bom!

Não era uma região que eu desejava conhecer na Argentina, mas agora vou incluir no roteiro. 

 

Parabéns pelo relato!

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