Olá viajante!
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Fala galera mochileira! Mais um relato saindo, dessa vez no Noroeste Argentino, províncias de Salta e Jujuy em maio/23.
Todos os relatos que eu li sobre essa região eram de pessoas que viajavam de carro ou moto e rodavam tudo por lá. E eu, como bom viajante solitário, ia fazer os passeios com agência já que pra mim sozinho não valeria a pena alugar um carro. Bem, foi um pouco das duas coisas no final das contas, mais pra frente vocês vão entender…
Meu interesse pela região veio por algumas fotos de montanhas coloridas e paisagens deslumbrantes margeadas pela Cordilheira dos Andes. Eu já devo ter falado umas 752 vezes nos meus relatos anteriores que eu AMO os Andes...Então, aproveitando também que a Argentina tá barata, partiu!
Sobre dinheiro, a situação cambial na Argentina anda bem confusa, tem o câmbio oficial, tem o blue, tem o câmbio pra quem usa cartão que é mais próximo do blue, enfim... no momento da minha viagem 1 real comprava 60 pesos em Salta e 85 pesos na Calle Florida em Buenos Aires. Já o dólar comprava 470 pesos em Buenos Aires, em Salta não me lembro. Levei poucos reais e concentrei meus gastos no cartão de débito da Nomad (Mastercard) que no momento da compra utiliza o dólar oficial que tava em torno de 225 pesos mas uns 3 ou 4 dias depois entra um reembolso da diferença pro dólar tarjeta que tá em torno de 410 pesos. Deu tudo certinho, meus reembolsos já caíram e com o dólar a 5 reais, sai 82 pesos por real, bem perto do negociado na calle Florida e um valor que em Salta não seria possível conseguir. E ainda não precisa andar com aquele paçoco surreal de dinheiro, já que a maior nota hoje na Argentina é de 1000 pesos e ela não compra quase nada, no máximo 2 tortillas. Vi muita gente usando Western Union, mas vi essa turma perdendo muito tempo em filas, as vezes o dinheiro acaba e a pessoa não consegue retirar naquele momento, enfim, é um rolê meio embaçado...Não arrependo de ter concentrado meus gastos no cartão. No aeroporto de Salta não tem casa de cambio nem nada, só uns caixas eletrônicos. Quando desembarquei, saquei uns pesos no aeroporto só pra ter um pouquinho de grana. Sacar é a pior das opções pois tinha uma taxa do banco de 1374 pesos e para o saque a cotação é a do dólar oficial, não reembolsa o valor do dólar tarjeta como acontece quando você faz compras no débito. Mas daí pra frente não saquei mais nada. Conheci muita gente nessa viagem e nas mesas de bar e almoço, quando todo mundo ia pagar em dinheiro, eu pegava o dinheiro pra mim e pagava no cartão. As vantagens do dinheiro vivo é o poder de negociação e os descontos que eles dão pra pagamento em dinheiro. Além de ser com ele que se pagam essas coisinhas bobas como uma tortilla do vendedor de rua. Os valores que eu vou relatar vão ser mais pra ter uma noção dos meus gastos, pois num país onde a inflação no último ano chegou a 100%, os valores muito em breve já não serão mais esses. Pra ter noção em real, é só dividir o que eu colocar em peso por 80. Explicado (mais ou menos 😅) essa confusão do câmbio argentino, vamos ao relato!
Eu tinha comprado só os voos, Guarulhos-Salta pela Aerolineas, Salta-Buenos Aires pela Jetsmart no dia 8 de maio e Buenos Aires-RJ dia 11 de maio. O resto, tava mais ou menos em mente, mas em aberto.
Sábado, 29 de abril de 2023
Cheguei em Salta no voo semanal da Aerolineas, Guarulhos-Salta direto, que só tem aos sábados. Voo de 3h naqueles aviões Embraer de 2 poltronas de cada lado, iguais os da Azul, esses ônibus voadores… Desembarquei pouco antes das 14h, imigração tranquila só pro nosso voo, aliás parece que são poucos voos internacionais que chegam direto em Salta. Minha decepção ficou pela inexistência de carimbo no passaporte. Já até ouvi falar que esses carimbos devem entrar em extinção em breve, uma pena pra nós, colecionadores de carimbos...Pediram meu e-mail e pouco depois recebi um arquivo PDF da Migraciones com um comprovante eletrônico de ingresso no país. Acho que é esse o futuro que nos espera. Adeus carimbos, foi bom enquanto durou…
O aeroporto de Salta é pequeno, como disse acima não tem casa de câmbio, apenas 2 caixas eletrônicos onde fiz um saque só pra ter um dinheirinho pra pagar o busão. Como cheguei cedo, no meio da tarde, optei por ir pro centro de busão. O ônibus não vai no aeroporto, ele passa lá na frente na avenida, uma caminhadinha rápida de uns 8 minutos andando devagar. Deve dar uns 700 metros só. Chegando no ponto, tinha uma mocinha lá e eu pedi pra ela pagar pra mim, pois em Salta se usa o cartão SAETA, que não vende no aeroporto. A passagem é só 65 pesos mas dei 100 pra mocinha com prazer, isso é pouco mais de 1 real!! A linha que passa lá pro centro é a 8A e levou uns 40 minutos. Desci na Av. San Martin (sim, toda cidade argentina tem uma!) e andei só 2 quadras até o hostel que ia ficar, o Ferienhaus, com diária de 3000 pesos.
Só deixei minhas coisas no quarto e já tratei de ir resolver os passeios. Procurei algumas agências que eu já tinha pesquisado (Parada Norte, Milenials, Artay, Uquía) e os preços variavam entre 8 e 10 mil pesos. Fechei na mais barata porque já suspeitava que no fim das contas as agências não completam sozinhas as suas vans e juntam a galera com outras agências e foi exatamente isso que aconteceu pois fechei com a Milenials e no outro dia a van que me buscou foi da Parada Norte. Fechei o passeio para Cachí no domingo e para Cafayate na segunda, por 8 mil pesos cada, um preço que considero bom, cerca de 100 reais cada um e são passeios que rodam pelo menos 300km ida e volta.
Já com os passeios resolvidos, parei num bar chamado Barrett, no calçadão da Calle Caseros, bem ao lado da Plaza 9 de Julho, e pedi uma cerveja artesanal e umas empanadas pra comemorar o início de mais um mochilão. Paguei em dólares $3,66 (1490 pesos). Passei no supermercado pra comprar uns biscoitos e lanchinhos e na hora de pagar com cartão me pediram documento. Observei que toda compra com cartão em supermercados eles pediam documento. Conta do mercado $3,10 (1258 pesos). Voltei no hostel pra enfim tomar um banho, socializar com a galera, mas na hora não tinha ninguém por lá, então saí pra reconhecer o terreno. Não sabia, mas essa seria minha única noite sozinho em Salta...
Perambulei pela praça, tinha uma banda de música apresentando, segui pela Calle Balcarce, famosa pelas suas tradicionais peñas, resolvi entrar na Panaderia del Chuña onde ia começar um show. A entrada é 1500 pesos, pedi uma cerveja e umas humitas (que é tipo uma pamonha) e curti um pouco das apresentações que lembram um pouquinho as danças gaúchas. Depois começa a apresentação de um trio e é bastante animado. Curti. Minha conta ficou em 3700 pesos, que não deu nem 50 reais, um padrão de lugar que se fosse aqui no Brasil teria sido uns 200 conto fácil, fácil. Saí de lá pouco depois de meia-noite porque tinha passeio cedo no dia seguinte e ainda nem tinha descansado da viagem, mas...o clima de mochilão é esse mesmo.