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[info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de Puerto Varas. Se você está com alguma dúvida em relação à cidade, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece Puerto Varas, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info]

 

 

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Puerto Varas - Tópico de Perguntas e Respostas

 

Relatos sobre Puerto Varas:

Relato sobre viagem de dezessete dias ao Chile, incluindo Puerto Varas pelo mochileiro apmontenor

Relato sobre viagem ao Chile, incluindo Puerto Varas pelo mochileiro marcosplf

Relato sobre viagem de ônibus ao Chile, incluindo Puerto Varas pelo mochileiro Robson Cesar

Relato sobre viagem ao Chile, incluindo Puerto Varas pelo mochileiro Sergio Soares

Relato sobre viagem de dezesseis dias ao Chile, incluindo Puerto Varas pelo mochileiro Furuta

Relato sobre viagem de vinte e dois dias ao Chile, incluindo Puerto Varas pelo mochileiro Rafael Xavier

Relato sobre viagem de carro ao Chile, incluindo Puerto Varas pelo mochileiro Serneiva

Relato sobre viagem de uma carioca ao Chile, incluindo Puerto Varas pela mochileira Daniella

Relato sobre viagem ao Chile, incluindo Puerto Varas pelo mochileiro Alex Melo

Relato sobre viagem de vinte e quatro dias ao Chile, incluindo Puerto Varas pelo mochileiro Duke[/linkbox]

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AdrianoFloripa,

 

Se vc puder me ajudar, tenho algumas dúvidas sobre Puerto Varas. Vc tem alguma dica de passeios por lá? Dá para fazer os passeios de maneira independente ou é melhor alugar um carro? Digo isso pois vi uma excursão ao redor do lago Llanquihue que custa USD70.00 e acho bem caro!!

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spbr

 

Passeios legais em Pto. Varas são os Saltos de Petrohue, Lagos Todos os Santos e o Vulcão Osorno,.

Recomendaria a locação de veículo porque a região é muito bonita e assim vc teria mais idependência para fazer os passeios e conhecer ainda a cidade de Frutillar que é muito lindinha

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recomendo acampar na beira do lago llanquiuhe ( corrijam o nome), fiquei 5 dias acampado aos pés do osorno, a beira do lago, de sonho. perto de la ensenada, playa opitz.

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Recomendo alugar um carro em P. Varas, deve estar por 25000 pesos, e fazer a volta ao Lago no sentido horário, pelas estradas mais próximas ao lago (rípio), de modo a chegar próximo a Porto Octay ao meio dia, onde tem um restaurante imperdível Chamado Espanta pássaros (tem um espantalho na frente), onde serve um Javali assado que é uma maravilha.

Custa 7500 pesos por pessoa com bebidas e sobre mesa incluso.

Depois seguindo o Lago, até chegar a estrada que leva ao Vulcão osorno, onde tem uma estação de esqui nas encontas do Vulcão... são 13 km dos quais 7 pavimentados.

Depois siga até Encenada e de lá Vá aos Saltos Petruyhe, com suas águas azuis turquesa cristalinas, uma maravilha!!! tire fotos com o vulcão Osorno ao fundo!

Daí se quiser vá até as margens do Lago Todos Santos, e volte a P. Varas no inicio da noite... ainda tem vários lugares para tirar fotos a margen da estrada.

ahh vai gastar uns 10.000 em combustível.

 

É 10.

 

Abraços!

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tem ônibus de linha muito fácil e barato pra frutillar PCH 500, para petrohué é um pouco mais caro e demorado PCH 2.000 , são 70km, é bom reservar um dia todo no mínimo.

eu não pagaria pra ir com excursão.

com carro alugado, tudo fica mais simples, rápido e caro, é só pesar o custo benefício e decidir.....

 

Adriano

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spbr, vc consegue fazer mais ou menos o percurso do cruce pagando muito menos e por conta própria: no lado chileno, vá até petrohué e lá tem vários barcos do sindicato que percorrem boa parte do lago todos os santos; no lado argentino, desde bariloche, faça o tour a puerto blest com lago frías, que percorre quase todo o lado argentino do cruce.

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Eu fiz essa travessia de ônibus em agosto.

 

Comprei a passagem na própria rodoviária de Bariloche (não tenho o preço de cabeça mas guardei os tickets, depois coloco aqui) e fiz a viagem.

 

Não me arrependo de jeito nenhum porque é um dos percursos mais lindos que já fiz. Os Andes, as montanhas... até no posto fiscal onde vc pega seu passe pro Chile é lindo porque fica parado na beira de um rio cercado de verde e neve.

 

Em Puerto Varas não tem muito o que fazer não mas a cidade é linda. Fiquei no albergue Ellenhaus e é super prático porque a "rodoviária" (que na verdade é apenas uma rua onde os ônibus chegam e partem) fica na frente do albergue - que por sinal é muito bom.

 

O Cassino é legal e ficar lá no 'píer' olhando o movimento e os três vulcões também. É uma cidade bem colonial e se parece a uma vila alemã.

 

Um lugar ótimo pra comer é o Don Gordito (fica ao lado do mercado de peixes e em frente ao posto de gasolina que fica perto do supermercado), o pessoal que atende é bem simpático e os frutos do mar são divinos (é +- caro).

 

Aluga um carro e vai em sentido horário pelo lago que dá pra conhecer outras cidades e também tem as vans que vão diariamente a Puerto Montt que é uma grande cidade comparada a Puerto Varas.

 

É isso [:)]

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Eu fiz esse percurso há duas semanas. Comprei a passagem de ônibus pela Via Bariloche (49,00 pesos)até Puerto Montt e depois peguei um ônibus de linha comum (sai toda hora) pra P.Varas. Eles não tem passagem direto pra P.Varas.

Mas se você resolver voltar pra Bariloche não compre a passagem na Via Bariloche, pois eles nos venderam a passagem saindo de P.Varas, mas quando chegamos pra pegar o ônibus disseram que ele não ia passar na cidade. Resultado, tivemos que pagar um táxi até Osorno pra alcançar o ônibus e eles nem queriam pagar o táxi que custou 48 dólares. Ainda bem que no final, depois de muita discussão, conseguimos que eles pagassem o taxista.

Então, tome cuidado com essa empresa, procure saber exatamente os horários e se certificar de tudo. Aliás,tente chegar na Argentina com o máximo possível de informações, pra ninguém te passar a perna.

Em Bariloche tome cuidado com os passeios, nessa época eles mudam um pouco os roteiros. Ano passado eu fiz o Circuito Chico com o Cerro Otto e Cathedral incluídos. Esse ano fui acompanhar minhas amigas no mesmo passeio e o guia simplesmente excluiu os dois Cerros por conta própria.Eu tive que cobrar pra q ele nos levasse pelo menos no Cerro Otto, mas o Cathedral elas não conheceram.

É bom tomar cuidado com os serviços na Argentina, lá não existe muito respeito com o consumidor como aqui. O nosso vôo até Bariloche, por exemplo, atrasou 2h sem que ninguém nos avisasse de nada. E quando eu fui perguntar o que estava acontecendo eles simplesmente disseram que estavam com problemas e que o atraso poderia ser tanto de 30 min como de 5h.

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Li que existe caminho por terra de Puerto Varas ou Puerto Montt para Bariloche e fiquei muito feliz porque tava preocupado em ter que pagar USD168 de avião ou USD243 no barco da Cruce de Lagos.

 

Só queria saber se esta rota por terra também é feita de ônibus em julho, ou a neve cobre a estrada e nada de ônibus.

 

Quem puder ajudar agradeço

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Pessoal!

Alguém poderia me dar umas dicas do trajeto entre Bariloche e Puerto Varas? Eu e meu marido iremos de carro em fevereiro/07 e gostaria de saber se tem algum site sobre mapas rodoviários e saber também quanto tempo dura a viagem de carro.

As estradas são legais?

 

Grata

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Cascia a estrada entre Bariloche e P.Varas é otima e linda, não me recordo da distância mais vc vai gastar um bom tempo, pois vai parar muito e fotografar muito. Deve ser algo como uns 300 kms. A fronteira é super tranquila e o pessoal da alfândega é muito legal.Visita o site www.ruta0.com onde estão as rodovias da Argentina. Boa viagem

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Aproveitando o tópico, alguém conhece a Hospedaje Patiperros? Estou na dúvida entre ficar nela ou na Casa Azul. Já vi alguém falando que o Casa Azul é um pouco distante do centro, mas que não é tão longe assim também. Alguma sugestão?

 

Abraços!

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Eu fiquei num albergue por 7.500 pesos banho compartilhado, os preços variam de 4000 em diante, rua San Pedro 325, Hospedaje Ellenhaus. http://www.ellenhaus.cl esta dentro dos padrões para bom, a cozinha é grande e tem supermercado perto a entrada é até as duas da manhã, super central.

 

 

 

por Alexmelo em 30 Mai 2008 20:11

 

A ellenhaus é bem decente, viu... do lado de fora é tão feia que assusta, mas por dentro é bem confortável, um belo atendimento, vale a pena!

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Fiquei na pousada Lorelem na rua Maipo, ela não dá acesso a cosinha, mas nesta mesma rua, existem 2 lugares que alugam cabanas, na rua Imperial tem a Cabana Trauco

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Gente, tenho reserva de uma semana no hotel em Puerto Varas mas não pretendo ficar todos os dias lá... Alguém que já foi teria alguma sugestão de lugares bons pra se conhecer ali por perto?

Obrigada!

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Luana,

 

Perto de Puerto Varas tem uns passeios bem legais como os Saltos de Petrohué, Lago Todos os Santos e a estação de ski do Vulcão Osorno. Vc pode ainda dar uma passada na pequena e bela cidade de Frutillar, dar uma esticada até a cidade de Puerto Montt e conhecer o mercado de Angelmó.

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olá. Estarei indo, em agosto, para esta região, também, com minha família. A princípio, eu iria fazer Santiago, Pucon, e Região dos lagos. Eu iria com passagens da Smiles da Varig. Porém, eu demorei para fazer a reserva, e acabaram as passagens Smiles para Santiago. Fiz as contas, e iria ficar um pouco caro o passeio, já que a intenção era levar minhas crianças para neve. Mudei o roteiro para Bariloche, que já conheço, e que é muito bom para criançada, e inclui Pucon, que não conheço. Comprei as passagens aéreas pela PLUNA (Uruguai) do Rio de Janeiro até Bariloche. Em Bariloche, reservamos um carro de aluguel e já reservamos, também, um apart hotel. Iremos para Pucon com este carro alugado, pois não é muito longe, apesar do caminho ser um pouco "radical" devido ao gelo na pista. Devagar a gente chega no lugar. Em pucon, também, já alugamos um apart hotel. Ficaremos 2 dias em Bariloche, 3 dias em Pucon, retornando e ficando mais 2 dias em Bariloche. Programando assim, você fica com os 2 dias finais, como dias de emergência, no caso de estrada fechar devido ao mau tempo. Espero ter ajudado em algo. Marcos

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Tem também a Ilha de Chiloé, que dizem ser interessante, e com certeza bem diferente de todo o restante do Chile...

 

Valdivia dizem que tem um mercadinho no porto que é muito legal também.

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Pode conhecer o início da carretera austral, visitar um criatório de salmão, ir até a colônia de lobos marinhos, tudo perto de Puerto Montt.

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    • Por Amanda Abranches
      Oi, pessoal!! Sou nova por aqui, queria saber se alguém já foi pra Antofagasta no Chile. Têm lugares pra visitar? Como é o lugar?? Valew! 
    • Por Tatiane Juidecce
      Ola Galera,
      Ontem as 22:00 da note fiquei sabendo que por uma atitude idiota do Canal off com seu funcionário e praticante de Kitesurf @renoromeu, fizeram uma matéria em Piedras Rojas, onde é totalmente proibido este tipo de esporte por preservação a natureza.  A comunidade local fechou sem previsão de abertura.
      Para os mochileiros de plantão que estão planejando a viagem ainda este ano, procurem se informar como vai ficar os passeios com as agencias.
      Estou extremamente chocada com esta noticia. a pessoa que fez o esporte ainda matem as fotos em seu instagram.
      Estou embarcando para o meu primeiro mochilão em Abril e isso me deixou muito chateada... 
       
      O que vcs acham desta atitude?
      Vejam a materia nos instagrans: @arayaatacama , @desertodoatacama, principalmente no @atacama_trips
       
       
       
    • Por carlos.alberto1
      Olá a todos, vou relatndando aqui alguns detalhes dessa trip durante a viagem mas quando chegar vou colocar um relato mais detalhado.
       
      Se alguém tiver alguma dúvida sobre esses trechos que passei, dúvidas sobre essas estradas para montar algum roteiro ou quiser trocar uma ideia pode entrar em contato no e-mail [email protected]
       
      1° dia: saímos de Goiânia as 8 horas da manhã e chegamos em Rondonopolis no MT as 17 horas. Em geral as estradas muito boas, depois de Minérios apenas pista simples além de muitos caminhões pesados. Na cidade tivemos dificuldade para achar um hotel na rodovia mas no centro havia muitas opções. Apesar de um dia cansativo, no final da tarde tivemos uma boa surpresa com o mirante da chapada.

    • Por henriquefarage
      Entre julho e novembro de 2017 parti pra uma viagem sem muitos planos, com pouquíssimo dinheiro, sem experiência e com passagem apenas de ida pra Bolívia. Foram quatro meses de viagem com muito aprendizado e muitos perrengues pra contar. Não sou muito adepto ao estilo "mochileiros" de relatar viagens. Nunca pensei em fazer este relato, mas acho que de alguma forma posso contribuir com alguma informação útil para os futuros mochileiros que passarem por onde passei. Sendo assim, não esperem fotos, preços (até porque nunca anotei essas coisas), tantos detalhes minuciosos do que comi, que horas fui no banheiro, qual papel usei. Enfim. Vou tentar ser bem objetivo na medida do possível.
      Destino: eu só queria viajar por algum lugar legal aqui na América do Sul pela proximidade e custos também (era minha primeira viagem assim, e sozinho). Então "joguei a roleta" e vi qual seria a passagem mais barata. Resultado: Santa Cruz de la Sierra, Bolíva. Com o destino definido, pensei no que fazer quando chegasse lá. Me cadastrei no Workaway e procurei um hostel pra trabalhar em qualquer cidade por lá. A primeira que me respondesse eu iria. Deu Cochabamba.

      Preparativos: saí de Vitória/ES com uma Mochila de 50L e uma pequena que usava na faculdade com notebook (jamais levem um notebook em um mochilão) e algumas roupas. Como aqui não faz frio, e nunca usei botas na vida, acabei comprando uma jaqueta impermeável com fleece dentro, um par de botas, uma capa de chuva pra mochila e um cobertor de viagem (tudo na Decathlon). Levei alguns remédios (um monte, porque não sabia quanto tempo ficaria viajando), RG, carteira de vacinação e foi isso.
       
      Bolívia: ainda não tinha muita noção de se locomover de um lugar pro outro, de distâncias e tal, pouco antes da viagem consegui um Couchsurfing em Santa Cruz. Então cheguei, passei uma noite lá, e no dia seguinte peguei o ônibus pra Cochabamba. Em Cocha trabalhei duas semanas no Jaguar House Hostel. Adorei a cidade, o clima, a organização. Aproveitei esse tempo pra pensar no próximo destino. Conheci bastante gente e todos iam pra La Paz. Mantive contato com um pessoal e me falaram que lá tinham party hostels que sempre precisava de voluntários. Escrevi pro LOKI e Wild Rover. O Wild Rover pareceu mais organizado, então acabando meu voluntário em Cochabamba fui direto pra La Paz atrás desse hostel. Cheguei de madrugada, paguei uma diária, e no dia seguinte já fazia parte da equipe. Passei quase 3 semanas trabalhando no Wild Rover La Paz. Experiência incrível, e que ainda me deu direito a fazer a Death Road de graça pela agência que fica na entrada do hostel (Altitude Biking). Pensei em fazer a tour do Uyuni mas eu não estava preparado pra tanto frio então deixei pra quando (se) voltasse. Nesse tempo meu próximo destino já tava definido: Cusco. Fui no terminal comprar passagem e já não tinha mais. Tentei Arequipa, também não tinha. Comprei pra Copacabana onde passaria uma noite e pegaria o ônibus no dia seguinte pra Cusco. Só que em Copacabana conheci um chileno muito gente boa e aí acabei indo com ele pra Isla del Sol acampar lá em cima, onde tem o bosque de eucaliptos e tal. Depois dessa aventura voltei pra Copa e mais tarde peguei o ônibus pra Cusco.
       
      Peru: Em Cusco eu sabia que precisava ganhar dinheiro se quisesse seguir viajando porque já tava ficando sem nada. Como não tinha nada planejado (óbvio), fui direto pro WIld Rover Cusco, falei que tinha trabalhado no de La Paz e pedi uma diária grátis. Usei essa diária apenas pra conversar com os managers e pedir pra trabalhar lá também. Eles pegaram minha referência de La Paz e no dia seguinte já comecei a trabalhar lá também. Enquanto trabalhava no Wild Rover saí pra buscar emprego na cidade, com classificados na mão e tudo. Em uma semana consegui emprego na agência de turismo Wilka Travel, onde fiquei por 40 dias. Neste tempo consegui vivenciar mais a rotina do cidadão cusqueño e me integrar a cultura daquela cidade. Com o salário consegui sair de hostel e alugar um quartinho modesto em San Blas e ainda aproveitar pra fazer alguns tours (pela agência conseguia descontos e gratuidades).
      Ainda em Cusco comecei a pensar nos próximos destinos e decidi que iria subindo ao norte até chegar na Colômbia. Infelizmente isso nunca aconteceu porque descobri que teria de voltar pro Brasil em algum momento antes do ano acabar, então tive que comprar uma passagem de volta com certa urgência. Comprei com saída de Buenos Aires. Eu teria uns 2 meses pra me virar pra chegar em Buenos Aires. Foi uma decisão difícil porque Chile e Argentina a essa altura da viagem já estavam bem distantes dos meus planos por serem países bem caros pra mochileiros. Mas fazer o que?
      Antes de sair do Peru dei uma passada rápida em Arequipa porque havia combinado com uma amiga de assistir um jogo do Peru x Colômbia lá no Wild Rover Arequipa. Passei três dias na cidade e não fiz tour nenhum simplesmente porque machuquei meu dedão na primeira noite (bêbado). De lá decidi que voltaria a La Paz pra trabalhar mais uns dias no Wild Rover, economizar uma grana, e e depois seguir pra Uyuni. Peguei um ônibus de Arequipa até Desaguadero, cruzei a fronteira caminhando, e peguei um trufi até La Paz.
       
      Chile: Mais uns 10 dias em La Paz (já era final de outubro) e eu ainda tinha que cruzar mais algumas fronteiras até chegar em Buenos Aires. Segui pra Uyuni, fiz o tour até a fronteira com o Chile e fui pra San Pedro de Atacama. Foi uma mudança brutal de preços pra quem estava por Peru e Bolívia, e eu certamente não tava preparado pra isso. Passei (acho que) três noites em um hostel lá apenas tentando Couchsurfing. Consegui em Viña del Mar. Assim que confirmei pensei "como chegar em Viña del Mar?". Carona, claro! Já tinha escutado que caronas são relativamente tranquilas no Chile. Então fui de San Pedro de Atacama até La Serena pegando carona atrás de carona. Como não tinha barraca pra dormir na estrada, acabei tendo que pegar um ônibus por 4 horas de um ponto ao outro pra ter onde passar a noite (pagos no cartão de crédito porque já não tinha mais dinheiro em espécie). Passei uns dias em Viña, aproveitei pra conhecer Valparaíso, até que conseguium Couch em Santiago. Consegui fácil. Acabei pegando um ônibus pra lá porque a distância é curta e a passagem barata. Passei mais uns dias em Santiago pensando como faria pra cruzar a fronteira e consegui carona com um Couchsurfer que viajava de carro. Consegui ainda um Couch em Córdoba e precisava dar um jeito de chegar lá.
       
      Argentina: chegando em Mendoza, achamos um hostel barato (já que não consegui Couch) e na manhã seguinte minha carona seguia pro norte enquanto eu ia pra beira da estrada pegar carona. Acho que foi a carona mais difícil de conseguir de toda minha viagem. Era madrugada quando o caminhoneiro me alertou que, apesar de ir pra Córdoba, iria me deixar 100km antes porque era um horário perigoso demais pra chegar no ponto que ele iria parar. Como disse, não tinha barraca e praticamente sem dinheiro em espécie, passei a noite numa loja de conveniência do posto de gasolina que tinha nesse lugar que ele me deixou. Na manhã seguinte, consegui rápido uma carona pra Córdoba. Passei uns dias lá, consegui um Couch em Rosário, então saindo de Córdoba foi pé na estrada mais uma vez até conseguir carona pra Rosário. Em Rosário minha Couch me tratou como um rei, me deu várias dicas e tal. Ali já faltava perto de uma semana pro meu vôo e só precisava de uma última carona pra chegar até Buenos Aires. Conseguindo um Couch, me mandei pra estrada e, outra vez, foi uma carona bem chata de se conseguir. Desci muito longe da cidade, tive que pegar um trem gratuito, achar meu Couch à noite etc. Mas no final deu tudo certo. De lá foi só aproveitar os dias na cidade e voltar pro Brasil.
       
      Dicas aleatórias básicas: Sou totalmente contra o "dá pra se virar bem com português". Dá pra sobreviver, vivenciar experiências não. Então aprenda o máximo de espanhol que puder antes de fazer uma viagem assim. Meu inglês é bom (pra trabalhar em hostel é fundamental) e meu vocabulário de espanhol era muito bom também, entendia tudo mas faltava segurança pra tentar falar. Ao longo da viagem fui me soltando e aí tudo ficou ainda melhor. Conheci muitos brasileiros que não sabiam falar outro idioma e todos se diziam muito arrependidos porque acabaram perdendo muita coisa na viagem (proximidade com locais, negociações, interação com outros viajantes); Respeite a altitude (La Paz, Cusco, etc): você nunca saberá como vai reagir a isso até chegar lá e sentir. Tem gente que não dá nada, outros ficam morrendo dois dias no quarto do hostel com médico atendendo. Na dúvida, melhor não programar nada que requer esforço físico nos primeiros dias; Respeite a cultura local, tente aprender o mínimo de costumes e tradições de onde você estiver visitando; quando for pegar carona saia o mais cedo possível, por volta das 5h, pra estrada; tenha dinheiro trocado se tiver pegando carona pela Argentina porque pra pegar ônibus municipal é necessário ter um cartão (que obviamente você não vai ter), e sem ele o que dá pra fazer é pedir pra alguém passar o cartão pra você e você pagar em dinheiro; pedir desconto é normal no Peru e Bolívia, mas antes de começar a chorar, avalie se o valor do pedido não é justo, e principalmente, se aqueles trocados de desconto vão te fazer falta (quase sempre o vendedor precisa muito mais dessas moedas do que você, viajante); viajar tem seus riscos, mas não se esqueça de onde você vem - o Brasil é um país extremamente perigoso, então acho que há um exagero quando se fala em riscos, assaltos, etc entre viajantes brasileiros. Nunca usei doleira pra nada, minhas coisas ficavam guardadas no locker do hostel, sempre caminhei em todos os horários do dia e noite no Peru e Bolívia e nunca passei por nenhuma situação de perigo; Se puder faça seguro viagem, eu não fiz e não precisei, mas não é raro ver gente com braço quebrado em La Paz por conta da Death Road, ou que passou muito mal com altitude. Em Buenos Aires uma amiga caiu da cama do hostel, precisou ser hospitalizada e essa brincadeira custou em perto de 2 mil reais. Nunca se sabe o que pode acontecer, né? Enfim, se lembrar mais coisas importantes vou complementando.
       
      Bom, minha viagem foi basicamente isso aí. Quem tiver perguntas/dúvidas sobre os lugares/pontos de carona/qualquer coisa assim fique à vontade pra mandar mensagem inbox ou aqui no tópico mesmo que tentarei responder da melhor forma possível.
      Em 15 dias volto pra Cusco pra trabalhar na mesma agência de turismo, então quem tiver planejando ir pra lá nas próximas semanas pode entrar em contato também
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