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Bora viajar?

Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!

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Mochilao_Bolivia-Chile-Peru_Rodrigo-Alcure.jpg.741e387d178ddd322198652d1343aa71.jpg

 

Índice do Relato:

[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem

[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

[Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

[Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

[Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

[Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.

[Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

[Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

[Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

[Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

[Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]

[Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

[Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

[Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.

[Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

[Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

[Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.

[Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.

[Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.

[Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

[Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.

[Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

[Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

[Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.

[Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.

[Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.

 

::hãã2:: Instagram em que costumo(ava) postar tudo quando viajo:

@queridopassaporte (não o utilizo mais, está bem desatualizado, mas tem umas publicações legais por lá)

Qualquer dúvida, estou à disposição no meu perfil pessoal: @rodrigoalcure

 

Editado:

Baixe o PDF com o relato completo:

relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf

Outra opção de download:

https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)

 

 

Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

 

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

 

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

 

O ROTEIRO:

 

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

 

mapa_roteiro_bolivia_chile_peru.jpg.1842a58fc66de38e4112b07ef866ea59.jpg

 

  • 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

 

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

 

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

 

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof

http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html

 

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

 

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.

http://www.decathlon.com.br/

 

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II

http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html

 

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6

https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html

 

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

 

SOBRE AS MOCHILAS...

 

Usei uma Forclaz 50L Quechua...

http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478

 

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.

http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us

 

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

 

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

 

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

 

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:

  • 7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

 

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NA PASTA DE DOCUMENTOS:

  • Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

 

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

 

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

 

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

 

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

 

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

 

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

 

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

 

NO MONEY BELT:

  • Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

 

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

 

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

 

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

 

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

 

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

 

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

 

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

 

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

 

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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”

Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”

Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”

Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

 

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::

Editado por rodrigovix

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Galerinha, tô aqui montando o próximo capítulo. Quero passar por ele logo porque sei que a maioria tá mais interessada é no Chacaltaya e no Downhill.

 

Nem acredito que já estamos indo pra última cidade do relato. ::ahhhh:: Aleluia, irmãos! ::otemo::

 

 

Aceleraê!

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Galerinha, tô aqui montando o próximo capítulo. Quero passar por ele logo porque sei que a maioria tá mais interessada é no Chacaltaya e no Downhill.

 

Nem acredito que já estamos indo pra última cidade do relato. ::ahhhh:: Aleluia, irmãos! ::otemo::

 

 

Aceleraê!

 

 

acelera mesmo! hahahahaha

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Boa tarde Rodrigo,

Muito bom, o relato, me ajudando muito, espero que finalize antes da minha partida.

Irei dia 7 de maio e volto 7 de junho, tenho em torno de 4mil reais, é um bom valor?

Primeira viagem para fora e sozinha, pouco de medo rsrs, mas esse mochilao é meu sonho desde adolescente.

Qual parte da para economizar ?

Grata.

::ahhhh::::ahhhh::::sos::::sos:::D:):?:shock::?::?::?::?::!::arrow::idea:

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Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

 

22/04/15

 

25568451460_dc4d0dea49_k.jpg01_isla_del_sol by Rodrigo Alcure, no Flickr

Isla del Sol

 

Depois de sobreviver à noite mais fria do mochilão (sente o drama), acordamos, arrumamos nossas coisas e descemos para tomar café. Café simples, gostoso, mas nada diferente do que já estávamos habituados. Nos despedimos da dona e seguimos nosso rumo.

 

Descemos até o píer e lá compramos nossos tickets de retorno a Copacabana (20 bolivianos cada). Aguardamos um pouco até o horário de embarque, que foi pontual às 10h30. A viagem durou o tempo previsto: 1h30. Mas o barco vai tão devagar que faz a viagem ser muito chata, fica aquela impressão de que a gente gasta o triplo do tempo que normalmente gastaria. Acredito que haja opção de barcos mais velozes, mas são mais caros e geralmente fazem passeios fechados ou privados.

 

25568446710_15a0c2e3e8_k.jpg02_isla_del_sol by Rodrigo Alcure, no Flickr

Escadaria para o píer do lado sul, Isla del Sol.

 

Chegamos em Copacabana às 12h. Fomos ao hostel pegar nossos mochilões e saímos pra almoçar em seguida, antes de pegar o ônibus para La Paz. Comemos um sanduíche com batatas fritas + refrigerante por 30 bolivianos cada.

 

Às 13h30, embarcamos no ônibus para La Paz. Um ônibus bem simples, mas uma viagem relativamente rápida e tranquila. Quase uma hora depois, todos tivemos que descer. Era o momento de pegar o barco e atravessar o Estreito de Tiquina, o trecho mais estreito do Lago Titicaca, e que deve ter uns 900 metros. Os passageiros vão de barco (pagamos antes uma taxa de 2 bolivianos) e o ônibus vai em seguida, sozinho, numa balsa. Ao chegarmos do outro lado, na Plaza San Pablo de Tiquina, ficamos aguardando nosso ônibus, para, então, seguir viagem.

 

25774030541_98335495aa_k.jpg03_balsa_titicaca by Rodrigo Alcure, no Flickr

Fila para pagar a taxa da balsa.

 

25869123075_c8f1b9d91e_k.jpg04_balsa_titicaca by Rodrigo Alcure, no Flickr

 

Continuamos o caminho até La Paz. Finalmente chegamos, por volta das 17h30, depois de pegar um belo trânsito na entrada da cidade. Logo na rodoviária, a primeira coisa que fizemos foi procurar as passagens de ônibus para Santa Cruz de la Sierra, para dali a três dias. Os preços variavam entre Bs.160 (semi-cama) e Bs.220 (bus cama). Os horários de partida eram às 17h, 17h30 ou 19h, dependendo da empresa.

 

25242541883_0500d45b55_k.jpg05_horarios_lapaz_santacruz by Rodrigo Alcure, no Flickr

Horários de saída La Paz x Santa Cruz de la Sierra.

 

25238579344_593e36731c_k.jpg06_passagens_lapaz_santacruz by Rodrigo Alcure, no Flickr

Horários e preços, La Paz x Santa Cruz de la Sierra.

 

25774004691_c4d47159dd_k.jpg07_empresa_lapaz_santacruz by Rodrigo Alcure, no Flickr

Uma das empresas que fazem este trajeto - e com a qual viríamos a comprar nossas passagens.

 

Como estávamos com pressa (precisávamos chegar no centro de La Paz antes das agências fecharem), e a confusão de vendedores em cima da gente era muita, decidimos não comprar as passagens naquele momento, e deixar pra comprar no dia seguinte.

 

Pegamos um táxi por Bs.10 até o nosso hostel, o Loki. No caminho, pudemos confirmar o quanto La Paz é caótica e imensa. De alguma forma, eu até sinto saudades daquela confusão toda.

 

Chegamos no Loki e fechamos um quarto compartilhado para 4 pessoas por 65 bolivianos a diária cada um. Em seguida, recebemos nossas pulseirinhas de identificação. Achei o Loki bem legal. Diferente dos outros hostels, esse era mais vertical (um prédio). Demos uma olhada nos preços da agência interna deles, mas achamos bem caro. Então fomos logo pra rua, porque precisávamos fechar os passeios já para o dia seguinte.

 

Chegamos na famosa calle (rua) Sagarnaga, que é uma rua cheia de agências e casas de câmbio. Ela fica próxima à praça da "Igresia de San Francisco", que é uma das principais praças da cidade. Nessa rua, entramos numa galeria chamada Galeria "Doryan" (uma espécie mini shopping) e nos deparamos com várias outras agências. Percorremos umas cinco delas, até achar o melhor custo x benefício.

 

Fechamos um pacote completo por 430 bolivianos cada para os passeios que queríamos. Isso correspondia a 90 bolivianos do passeio Chacaltaya + Valle de la Luna e 340 bolivianos para o Downhill pela Carretera de la Muerte numa bicicleta intermediária. E isso negociando muito.

 

Corri pra fora da galeria até onde tinha visto uma casa de câmbio com uma cotação boa e troquei todos os bolivianos necessários, enquanto Antenor terminava de fechar o passeio com a atendente da agência. Voltei lá e acertamos tudo. Ufa! Fomos os últimos clientes atendidos.

 

Vou fazer um breve parênteses para explicar o que são esses dois passeios:

 

Chacaltaya + Valle de la Luna

 

Trata-se de um já clássico passeio em La Paz. Consiste em, na parte da manhã, conhecer a montanha Chacaltaya, e nela a mais alta estação de esqui do mundo, 5.421m de altitude, hoje desativada pela escassez de neve (climate change is real). Paga-se uma taxa de Bs.30 para acesso à montanha. Na parte da tarde, você volta pra La Paz e segue pro outro lado da cidade, numa região chamada Valle de la Luna, onde poderá observar uma interessante formação geológica que, por sua similaridade com o relevo lunar, recebeu este nome. O retorno do passeio é por volta das 15h. Este passeio sempre é fechado em conjunto, mesmo que você queira só o Chacaltaya, por exemplo. Entretanto, há a opção de você pedir para ficar na cidade quando estiver voltando da montanha, sem a necessidade de ir para o Valle de la Luna.

 

Downhill pela Estrada da Morte

 

O famoso dowhill pela Carretera de la Muerte, por muitos anos considerada a estrada mais perigosa e fatal do mundo. Este passeio (animal!!!) consiste em ir de van até um certo ponto, pegar sua bike, vestir seu equipamento, ouvir as instruções dos instrutores, treinar um pouco numa área aberta e iniciar a decida - primeiro, pelo asfalto, depois, na estrada da morte propriamente dita, cheia de pedras, cascalhos e até cachoeiras. É adrenalina pura!!!

 

Mais detalhes eu contarei nos dois capítulos seguintes.

 

Passeios fechados, fomos pra rua comer. Como na Bolívia a comida é muito barata, não faltavam opções. Entramos num restaurante de uma mulher de aparência séria e oriental e vimos que os preços estavam bons pra fartura dos pratos. Comemos arroz, frango, salada e mais alguns elementos não identificados por 13 bolivianos cada (uma pechincha!!!).

 

Na volta pro hostel, paramos numa dessas barraquinhas de rua para renovar nosso estoque de biscoitos, chocolates, água e afins. Afinal, teríamos um passeio a fazer no dia seguinte. Ah, e um detalhe: no passeio Chacaltaya + Valle de la Luna, não está incluso almoço, e não há nenhuma parada para tal. Portanto, é na base do lanchinho o dia todo.

 

Gastamos uns 30 bolivianos com petiscos, doces e água. Agora era voltar para o Loki e descansar.

 

Chegando lá, fui até o tal "sky bar" que tem no último andar, junto com salas de jogos e de acesso a computadores. Achei bem interessante, mas nosso orçamento de fim de viagem não estava permitindo gastos extras com bebida. De lá de cima fiquei admirando a vista daquela cidade maluca.

 

25242586373_ce16c48cc4_k.jpg08_vista_skybar_loki by Rodrigo Alcure, no Flickr

Sky Bar, Loki - La Paz.

 

Se apenas eu pudesse prever as desagradáveis surpresas que esta noite e o dia seguinte nos reservariam...

 

É o que eu digo, não pode vacilar. No único e inocente momento, de toda essa viagem, que a gente se descuidou, pronto! Aconteceu o pior. ::grr::::putz::

 

Mas isso é papo pro capítulo seguinte.

 

SALDO DO DIA:

Bs.20 passagem barco retorno a Copacabana

Bs.30 almoço sanduíche

Bs.2 taxa balsa

Bs.5 táxi rodoviária x hostel

Bs.65 primeira diária no Loki

Bs.90 Chacaltaya + Valle de la Luna

Bs.340 Downhill Carretera de la Muerte

Bs.13 jantar

Bs.15 biscoitos, chocolates e água

TOTAL: Bs.580 (US$ 84)

 

Próximo capítulo: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

Editado por Visitante

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Observei que num comentário anterior que estão pensando em fazer o mochilão a parti de Lima, eu penso em começar o meu por Lima também pois as passagens estão mas baratas que para Santa Cruz de La Sierra.

Irei fazer o mochilão em agosto e vou pagar a passagens com pontos do Km de vantagens do Ypiranga, ao transferi meus pontos do Km para Multiplus irei desembolsar uma certa quantia que ficara mas barato do que ir de trem por Corumba que era meu plano inicial

 

Fica a dica ai pessoal valeu ::otemo::

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Boa tarde Rodrigo,

Muito bom, o relato, me ajudando muito, espero que finalize antes da minha partida.

Irei dia 7 de maio e volto 7 de junho, tenho em torno de 4mil reais, é um bom valor?

Primeira viagem para fora e sozinha, pouco de medo rsrs, mas esse mochilao é meu sonho desde adolescente.

Qual parte da para economizar ?

Grata.

::ahhhh::::ahhhh::::sos::::sos:::D:):?:shock::?::?::?::?::!::arrow::idea:

 

Valeu, Karla. Se eu não finalizar até 7 de maio, tô merecendo uns cascudos, mesmo haha.

 

Então, eu não sei calcular o valor em reais, porque a cotação flutua muito. Mais fácil prever em dólares. Acredito que uns 50 dólares por dia seja uma média básica para um mochilão sem muitos gastos e sem muito aperto. Por segurança, para 30 dias, uns 1.500 dólares seria bom.

 

Espero ter ajudado. Abraços!

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Ansiosa desde já pelo proximo capítulo!

To me sentindo nos tempos de novela em HQ!

 

Hahaha novela em HQ foi ótima, Vanessa. Vou começar a rabiscar o próximo capítulo logo. Abraço!

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Show!! Que venha o relato do DOWNHILL ::hãã2::

 

Tem q terminar o relato até o fim de abril kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 

Rodrigo, deixa eu te perguntar, vc chegou a avaliar se tinha o ingresso em alguma agencia pra subir na montanha de tras do MP?

 

Estou com meu roteiro bem aberto e estou com medo de comprar o ingresso adiantado.

 

Abs!!

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Finaliza até 30 de abril!!! hahahaha

Ansiosa pelos próximos capítulos... Também ficarei no Loki, em La Paz. Espero não ter "inocentes momentos" na viagem (tudo no melhor dos sentidos... kkkkkk #medodeserfurtada)

 

Valeu pelo compartilhamento!

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