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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!

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Índice do Relato:

[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem

[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

[Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

[Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

[Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

[Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.

[Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

[Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

[Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

[Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

[Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]

[Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

[Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

[Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.

[Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

[Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

[Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.

[Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.

[Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.

[Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

[Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.

[Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

[Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

[Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.

[Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.

[Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.

 

::hãã2:: Instagram em que costumo(ava) postar tudo quando viajo:

@queridopassaporte (não o utilizo mais, está bem desatualizado, mas tem umas publicações legais por lá)

Qualquer dúvida, estou à disposição no meu perfil pessoal: @rodrigoalcure

 

Editado:

Baixe o PDF com o relato completo:

relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf

Outra opção de download:

https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)

 

 

Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

 

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

 

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

 

O ROTEIRO:

 

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

 

mapa_roteiro_bolivia_chile_peru.jpg.1842a58fc66de38e4112b07ef866ea59.jpg

 

  • 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

 

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

 

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

 

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof

http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html

 

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

 

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.

http://www.decathlon.com.br/

 

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II

http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html

 

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6

https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html

 

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

 

SOBRE AS MOCHILAS...

 

Usei uma Forclaz 50L Quechua...

http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478

 

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.

http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us

 

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

 

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

 

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

 

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:

  • 7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

 

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NA PASTA DE DOCUMENTOS:

  • Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

 

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

 

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

 

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

 

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

 

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

 

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

 

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

 

NO MONEY BELT:

  • Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

 

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

 

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

 

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

 

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

 

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

 

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

 

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

 

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

 

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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”

Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”

Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”

Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

 

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::

Editado por rodrigovix

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Relato tá excelente e bem informativo.

Parto dia 06/07 para este mochilão com roteiro idêntico ao seu.O que der pra aproveitar até o dia da ida já será muito válido.

 

Valeu pela ajuda ::otemo::

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Cara, quanto tava a cotação do real? Ou você só acompanhou o dólar, sabe informar?

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Olha, não usei nenhum app específico não. No máximo um google maps quando queria dar uma pesquisada em algum endereço, mas muito raro. O roteiro já estava bem específico. Existem alguns apps de cotação, mas nada que eu tenha usado.

Postado
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Cara, quanto tava a cotação do real? Ou você só acompanhou o dólar, sabe informar?

 

Eu acompanhei mais pelo dólar mesmo. Só lembro da cotação do real nos lugares que fazíamos as contas e víamos que compensava mais trocar em real, como em Arequipa, no Peru, por exemplo. Mas isso foi uma questão beeeem específica, porque nós pegamos o dólar num momento muito caro (R$3,32). Então vai sempre do momento, já que as casas de câmbio mudam a cotação diariamente.

 

Só lembro que anotei que o real no aeroporto de Santa Cruz estava sendo trocado por Bs.1,85, e em Uyuni pior ainda Bs.1,60. Acho que em Sucre estava melhor, entre Bs.1,90 e Bs.2,00.

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Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

03/04/15

 

Uyuni – 1º dia

 

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A vantagem de aproveitar os ônibus noturnos nas longas viagens que encaramos num mochilão como esse, nos deslocando entre as cidades, é que primeiro você economiza uma grana com hospedagem, já que passa a noite no ônibus, e segundo que você ganha um precioso tempo no seu roteiro, pois dorme numa cidade e acorda em outra. Portanto, se você não tem problemas com dormir em ônibus, programe seu roteiro para isso sempre que possível.

 

A viagem para Uyuni foi tranquila, considerando que eu ainda me recuperava do Soroche dos dias anteriores. Entre um cochilo e outro, seguíamos por paisagens misteriosas, de certa forma empolgados por aqueles cenários desconhecidos.

 

O ônibus não tem banheiro, acostume-se com isso. É muito comum a ausência de banheiro nos ônibus da Bolívia, independentemente da distância ou do preço da passagem. O motorista parou algumas vezes no caminho para que os passageiros pudessem fazer suas necessidades lá fora. Numa dessas paradas, decidi descer.

 

Que inocência a minha. Fui do jeito que estava. Apenas duas camadas de roupa. Imagina você, numa região bem alta, numa madrugada bem escura, num lugar bem deserto, decidindo fazer um xixi de boa? FRIOOOO DO CAP*TA! Na hora que eu saí do ônibus eu já percebi a merda que fizera ao subestimar o clima. Eu devo ter levado no máximo uns 20 segundos, mas foi tempo mais que suficiente pra sentir dor nos ouvidos, nos joelhos e meu nariz entupir. Sério, tava MUITO frio. Quando voltei pro ônibus fiquei me sentindo aquele povo hipocondríaco criado com Yakult e chinelinho do homem-aranha, sabe? Só passar um vento que gripa. Logo eu, criado na roça. Tenso!!!

 

Superei o choque térmico e seguimos viagem. Quando menos esperávamos, fim da linha. A viagem não é rápida, mas levou bem menos tempo do que o esperado. Chegamos a Uyuni às 4h40 da matina, quando o programado era chegar por volta das 7h.

 

Uyuni de madrugada é frio, bem frio. Saímos do ônibus, pegamos nossas mochilas e começamos a pensar que não conseguiríamos dar mais que 30 passos sem congelar e virar estátua turística. O pior era ver todo mundo pegando suas mochilas e partindo rumo a uma direção qualquer como se tivesse a máxima noção do que estava fazendo. Quanto a nós, estávamos mais perdidos que filho da puta em dia dos pais. Não havia uma placa, uma direção, um apontamento, nada. A “rodoviária” (lê-se “canto onde o ônibus para”) não fica perto da muvuca das agências (e mesmo que ficasse, àquela hora da madrugada não teria nada aberto), então estávamos meio sem saber o que fazer.

 

Decidimos sair andando rumo a qualquer lugar e pedir informações. Encontramos uma daquelas placas com o mapa da cidade, e decidimos ir pra onde tivesse aquele “i” de informações turísticas. Acabamos parando numa pracinha para ajeitar nossas mochilas, e foi nessa hora que surgiram Luka e Nina, dois eslovenos gente finíssima e que nos acompanhariam por muitos momentos durante essa viagem. Eles estavam tão perdidos quanto nós, então decidimos nos unir. Aí juntou duas pessoas perdidas com mais duas pessoas perdidas e tcharammm... deu quatro pessoas perdidas. Porque né, não adiantou nada. Mas pelo menos serviu pra criar uma bela amizade de mochilão!

 

Mas eis que em nossas andadas sem rumo, tentando espantar aquele frio glacial, surge um anjo enviado pelos céus. Uma senhorinha sai do meio de uma neblina (mentira, nem tinha neblina, mas é que não vimos de onde ela surgiu), parecendo aquelas cenas de Harry Potter, e nos aborda, dizendo que era dona de um hostel e um restaurante, e que tinha saído atrás de viajantes que chegam nos ônibus da madrugada e ficam congelando perdidos pela cidade (senti uma pequena indireta), e que no restaurante dela poderíamos nos aquecer e tomar seu delicioso café da manhã.

 

Pude ouvir as trombetas dos anjos celestiais. Foi como música para nossos ouvidos. Fomos então ao Snack Nonis, restaurante da senhorinha. Éramos os primeiros a entrar. Ela já foi logo ligando o aquecedor. Aproveitamos para colocar nossos celulares para carregar e pedir um saboroso desayuno por Bs.15 (pão, manteiga, geleia, café e chá de coca).

 

Ficamos lá um bom tempo até as agências começarem a abrir, por volta das 7h30. Decidimos ir os quatro juntos pechinchar valores para o passeio de 3 dias e 2 noites pelo Salar (eu e Antenor faríamos o transfer para Atacama, Luka e Nina voltariam para Uyuni). Visitamos muitas agências, e todas estavam com um preço bem acima do que o que tínhamos inicialmente pesquisado. As agências mais famosas, como a Andrea Tours e a Cordillera, estavam cobrando no mínimo Bs.950. Até soubemos de algumas que estavam cobrando Bs.700, mas eram as agências menos confiáveis, mais afastadas da rua principal, e agências não muito confiáveis era algo que queríamos evitar num passeio de 3 dias pelo deserto.

 

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Acabamos fechando com a Esmeralda Tours. Primeiro porque o atendimento foi muito bom (quem nos atendeu foi a Eva). Segundo porque a agência tinha boas referências. E terceiro porque era o melhor preço médio que havíamos encontrado. Estava saindo por Bs.800 para quem fosse retornar para Uyuni e Bs.850 para que os fossem seguir para San Pedro de Atacama (cobra-se Bs.50 pelo transfer, isso em qualquer agência). Depois de muito, mas muito, mas muuuuito chorar desconto, sair da agência, voltar, sair, voltar novamente... ajoelhar, implorar e cantar "Ai Se Eu Te Pego" do Michel Teló, conseguimos baixar o preço para Bs.750 e Bs.800, respectivamente.

 

Uma outra coisa que me atraiu muito na Esmeralda Tours era o fato de ser uma das poucas agências (só vimos essa e mais uma outra) que incluía no roteiro uma parada no Salar para contemplar o por do sol. Eu sou apaixonado pelo por do sol. E olha, vou dizer uma coisa pra vocês com toda a sinceridade do mundo. Curtir o por do sol no Salar foi uma das experiências mais surreais e incríveis da minha vida. É fora de série. Aconselho totalmente essa experiência. Foi, pra mim, o ápice da viagem, e olha que foi uma viagem repleta de momentos sensacionais.

 

Pagamos o passeio, recebemos as últimas orientações, conhecemos o nosso guia (que, apesar de não ser muito brincalhão, pudemos perceber durante a viagem que ele era muito experiente, inclusive sendo a referência da maioria dos motoristas das outras agências, que sempre vinham consultá-lo), guardamos nossas malas no alto do 4x4 e fomos ao mercado central comprar alguns mantimentos, como água e biscoitos. Aproveitei também para comprar um daqueles gorros típicos de alpaca.

 

Obs.: Lembram que eu disse que pechinchar nem sempre era fácil? Pois é, fui tentar pechinchar esse gorro em Uyuni (de Bs.30, cheguei a oferecer Bs.27), e a """"""simpática"""""" chola-proprietária delicadamente arrancou o gorro da minha mão dizendo algo como um "NÃOOOOOOOO!" (tradução livre) e me deu as costas. Engoli meu orgulho e fui lá com os Bs.30 pegar meu gorro – afinal, era o único lugar pra comprar antes de encarar a friaca que me esperava no Salar.

 

Obs.2: Lembram que eu disse que o câmbio em Uyuni não era muito bom? Pois bem, o dólar tava sendo trocado por Bs.6,80 (em Sucre estava Bs.6,94).

 

Na volta à agência, conhecemos os outros dois companheiros de viagem, um também simpaticíssimo casal (Fabian, alemão, e Amparo, boliviana, ambos moravam na Alemanha). O que a gente lê nos relatos é verdade sobre a questão dos companheiros de viagem. Muitas vezes o passeio ser bom ou não é uma questão de sorte. Se você pega um motorista chato e companheiros de viagem cheios de frescura, o passeio será uma bosta. Nesse quesito, demos muita sorte. A sintonia da galera foi ótima. Muitas risadas!

 

Algumas dicas para o passeio do Salar:

  • - Deixe reservado Bs.30 para o ingresso à Isla del Pescado (opcional) e Bs.150 para entrada da Reserva Nacional Eduardo Avaroa (obrigatório);
    - Levem um galão de 5 litros de água por pessoa (leve-o dentro do carro, pois o que vai em cima do carro só poderá ser retirado à noite, quando paramos para dormir);
    - Leve alguns lanches como frutas e biscoitos, mas não precisa levar um banquete, porque o café da manhã, almoço e jantar estão inclusos no pacote da agência;
    - Usem os óculos escuros se não quiserem queimar as retinas;
    - Usem protetor solar se não quiserem queimar todo o resto;
    - Usem protetor labial se não quiserem ficar com lábios defumados tipo calabresa;
    - Preparem-se para muito sol, muito vento e muito frio.
    - Ah, e eu já falei protetor solar? Usem. O sol é forte, a radiação em lugares altos é mais intensa, o branco do salar intensifica mais ainda, e o vento frio faz você achar que está tudo bem. Ou seja, se não usar protetor, você literalmente torra sem perceber.

 

#PartiuSalar

 

Partimos às 11h. A primeira parada é bem perto, cerca de 5 minutos da cidade. É o famoso Cemitério de Trens, cujos vagões, depois da linha ser desativada, ficaram ali, abandonados à ferrugem.

 

Confesso que essa primeira atração foi também a primeira frustração. Não sei se por estar com a expectativa muito alta, mas o que vi foi um oceano de turistas (a maioria das agências tinha saído primeiro que a gente, então o local estava LOTADO) preocupados em fazer aquelas fotos clichês (quem nunca?) e de impressionante mesmo não vi muita coisa. É legal? É. Mas perto do que esse tour tem a oferecer, o Cemitério de Trens foi, pra mim, uma parte sem muita graça. Fizemos algumas fotos e partimos pra próxima parada.

 

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Algum tempo depois, chegamos a Colchani. Lá fica uma feirinha de artesanato e também um museu de sal. Mais uma vez, um lugar completamente lotado de turistas e nada que me interessasse muito. Comecei a achar que o que estava me incomodando mesmo era a quantidade de turistas, e não os locais em si, que eram muito bonitos. Enfim, depois de alguns minutos, seguimos viagem.

 

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A parada seguinte seria nos pequenos montes de sal daquele processo de extração. SERIA, do verbo NÃO FOI. Já estávamos desanimados em ver aquela manada de turistas em cima dos montinhos e com bracinhos abertos tirando foto pro instagram quando nosso motorista, ciente do desânimo geral, perguntou se queríamos passar direto e seguir a viagem na frente das demais agências.

 

O “SIM” foi unânime, e, olha, FOI A MELHOR COISA QUE FIZEMOS. Dali pra frente, o passeio foi outro, e a cada parada a gente ficava mais empolgado. Sem dúvidas, visitar os lugares sem aquela quantidade absurda de gente faz toda a diferença.

 

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Seguimos viagem na frente do comboio e nossa próxima parada era também a parada pro almoço. Não chega a ser um restaurante, mas é uma área coberta com mesinhas feitas de sal e onde todas as agências se reúnem pra servir o almoço para os viajantes. É ali também que fica o monumento do Dakar Bolívia e aquelas bandeiras de diversos países. Nosso motorista nos deixou tirando fotos enquanto foi preparar nosso almoço.

 

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O cardápio foi de boa. A carne, segundo o motorista, era de “res” (vaca), mas depois fomos descobrir que era de... lhama. Enfim, melhor pular essa parte, não quero traumatizar ninguém hahaha. Ah, também há opção pra galera vegetariana. Na verdade, é só a ausência da carne, mas tem salada, macarrão, quinoa, arroz, etc. Enquanto terminávamos nosso almoço e saboreávamos nossa coca-cola quente, as demais agências estavam ainda começando. Depois de uns minutos de descanso, partimos rumo à imensidão do salar.

 

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A próxima parada foi no meio do Salar para que pudéssemos fazer as fotos de perspectiva. Confesso que não estava muuuuuito empolgado por essas fotos, até porque eu queria mesmo era o Salar alagado e espelhado, e sabia que não seria possível nessa época, então fizemos umas brincadeirinhas ou outra e depois seguimos viagem.

 

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Continuamos pela imensidão branca enquanto aproveitávamos para conversar e conhecer melhor a vida de cada um ali. É incrível como a gente se afeiçoa pelos amigos que fazemos nas viagens. Teoricamente ficamos tão pouco tempo com eles, mas o fato de estarmos “sozinhos” num ambiente desconhecido, e vivendo uma experiência tão única, cria uma união muito forte, de parceria mesmo. A gente realmente sente falta deles depois.

 

De longe, começamos a avistar a próxima atração. Incahuasi – ou, como mais conhecida, a Isla del Pescado. Ela tem esse nome por seu formato se parecer com um peixe. É famosa por seus cactos gigantes centenários. A primeira percepção que tive foi de que a ilha é mil vezes maior do que parece nas fotos que a gente vê. Você dá uma caminhada boa (e cansativa) pra chegar até o topo. Aliás, qualquer coisa a trocentos mil metros de altitude se torna cansativo.

 

Aqui, os viajantes que optam por visitar a ilha pagam os Bs.30 na entrada. Quem não quer, fica ali por baixo mesmo. Nós optamos por conhecer. Afinal, o mundo é muito grande, e é provável que nunca mais voltemos lá, então estávamos decididos a não perder nenhuma oportunidade nessa viagem.

 

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Uma curiosidade sobre esses cactos é que eles crescem a uma velocidade de 1cm a 2cm por ano. Alguns deles chegam a ter 12m de altura. Façam as contas. ::hein:

 

Continuamos viagem e fomos praquele que seria o momento mais marcante para mim. Depois de um tempo, com a tarde começando a cair, paramos num local em que no horizonte avistávamos algumas montanhas. Ali, segundo o nosso motorista, seria onde veríamos o por do sol. Pediu para que nos agasalhássemos, pois a temperatura cairia rápido.

 

Foi uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida. Não só aquele sol descia por trás das montanhas, colorindo metade do céu com um alaranjado vivo, como, do outro lado, incrivelmente, subia uma lua cheia brilhante, trazendo a noite numa cor púrpura que deixava as nuvens ao fundo parecendo uma pintura em aquarela. Sério, foi um momento quase poético. As cores se encontravam no meio. Era como se o sol e a lua estivessem brigando pelo direito de colorir o céu. Foi fantástico. As fotos não fazem jus a 10% do que foi estar lá vivenciando aquilo.

 

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Depois do êxtase que foi presenciar aquele por do sol, era hora de seguir viagem para o hotel de sal onde passaríamos a nossa primeira noite. A temperatura despenca no Salar quando anoitece, e pudemos sentir isso no vidro do carro, que começou a congelar. Depois de sair do Salar e andar durante um tempo por uma estrada de terra, enfim, chegamos ao hotel.

 

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O hotel é mais confortável do que muitos podem esperar. Cada quarto tem duas camas, e há a opção de banho quente por Bs.10. Você paga às pessoas que tomam conta do local, e eles ligam o gás do chuveiro para você.

 

Aqui vai uma dica: seja um dos primeiros a tomar banho, pois pode ser que o gás acabe e você tenha que tomar banho frio, ou ficar sem banho. E você não vai querer ficar sem banho na primeira noite, porque a segunda noite já será obrigatoriamente sem banho.

 

Depois de nos acomodarmos, o pessoal serviu nosso jantar. Aqui nos unimos a outros viajantes de outras agências, e a farra foi muito boa. Gente de todo o mundo, muitas línguas, muitas risadas, muitas amizades novas, muitas curiosidades sobre cada país e, claro, cerveja haha! O melhor era que nem precisava de congelador. O pessoal deixava as latinhas lá fora uns 15 minutos e depois buscava. Se deixasse mais do que isso ela congelava hahaha. ::Cold::::otemo::

 

Depois de um delicioso jantar, uns belos copos de cerveja e um chá bem quente, fomos dormir. O outro dia nos reservava uma Reserva (péssimo trocadilho) cheia de surpresas e paisagens maravilhosas.

 

Ah, como é lindo esse passeio!

 

SALDO DO DIA:

Bs.15 café da manhã

Bs.800 Tour 3 dias 2 noites + transfer para Atacama

Bs.30 gorro da chola simpática

Bs.15 lanches + água no mercadinho

Bs.30 entrada Isla del Pescado

Bs.10 banho quente

TOTAL: Bs.900 (US$ 130)

 

No próximo capítulo: Uyuni – 2º dia

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Continua!!!!!!!! :D

 

Brother, uma outra ajudinha, chego em Santa Cruz às 13:10, tem voo para Sucre pela Boliviana às 14:10, será que dá tempo? Contando que é o mesmo aeroporto, eu acredito que sim, assim eu economizaria uma estadia, como você fez... Meu medo são os trâmites de entrada, revista, etc.

 

O que você acha? Não temos nenhum interesse em ficar em Santa Cruz...

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Brother, uma outra ajudinha, chego em Santa Cruz às 13:10, tem voo para Sucre pela Boliviana às 14:10, será que dá tempo? Contando que é o mesmo aeroporto, eu acredito que sim, assim eu economizaria uma estadia, como você fez... Meu medo são os trâmites de entrada, revista, etc.

 

O que você acha? Não temos nenhum interesse em ficar em Santa Cruz...

 

Cara, acho que não dá não. Fica muito em cima. Lembre que você terá que pegar bagagem na esteira, passar pela imigração, aduaneira, etc. Tem um voo pela Amaszonas que sai umas 16h. Foi o que eu peguei. Só fique atento aos e-mails, porque o meu anteciparam pras 15h faltando 5 horas pro embarque.

 

Abraço!

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Muito bom e divertido, rsss

Adorei as fotos e anotando as dicas.

Muitíssimo obrigada!

 

Valeu, Sueli. ::otemo::

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Rodrigo já estava com esse destino em mente, mas depois de ler os seus relatos até aqui já não tenho dúvidas: é meu próximo destino. Muito bom seu relato. Dicas valiosas para o meu planejamento. A respeito disso vc tem ele em doc?

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