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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!

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Índice do Relato:

[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem

[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

[Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

[Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

[Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

[Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.

[Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

[Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

[Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

[Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

[Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]

[Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

[Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

[Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.

[Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

[Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

[Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.

[Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.

[Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.

[Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

[Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.

[Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

[Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

[Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.

[Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.

[Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.

 

::hãã2:: Instagram em que costumo(ava) postar tudo quando viajo:

@queridopassaporte (não o utilizo mais, está bem desatualizado, mas tem umas publicações legais por lá)

Qualquer dúvida, estou à disposição no meu perfil pessoal: @rodrigoalcure

 

Editado:

Baixe o PDF com o relato completo:

relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf

Outra opção de download:

https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)

 

 

Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

 

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

 

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

 

O ROTEIRO:

 

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

 

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  • 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

 

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

 

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

 

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof

http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html

 

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

 

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.

http://www.decathlon.com.br/

 

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II

http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html

 

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6

https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html

 

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

 

SOBRE AS MOCHILAS...

 

Usei uma Forclaz 50L Quechua...

http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478

 

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.

http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us

 

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

 

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

 

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

 

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:

  • 7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

 

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NA PASTA DE DOCUMENTOS:

  • Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

 

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

 

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

 

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

 

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

 

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

 

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

 

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

 

NO MONEY BELT:

  • Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

 

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

 

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

 

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

 

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

 

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

 

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

 

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

 

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

 

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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”

Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”

Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”

Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

 

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::

Editado por rodrigovix

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Vidrado aqui, muito bom relato! Decidi que vai ser meu destino do ano que vem :lol:

Estou a 3 meses do meu mochilão pelo sul do Chile e já não tenho mais unha pra roer de tanta ansiedade! realmente é f*da.

 

Aguardando o restante ansiosamente ::otemo::

Postado
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Homem, termina de postar isso logoo! kkkkkk Relato tá muito bem escrito, parabéns!

Vou em agosto e é sempre bom anotar as dicas que vocês enviam!!

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Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

04/04/15

 

Uyuni - 2º dia

 

Acordamos para o café da manhã, que foi servido por volta das 7h30. Tem sempre um pão-de-chola (uns pães redondos bem típicos), uma espécie de margarina, geleia de morango, saquinhos de chá, café solúvel e coisas desse tipo. Você perceberá que esse menu se repetirá muitas vezes nessa viagem.

 

Às 8h, partimos rumo ao 2º dia do tour. A expectativa era grande, já que seria o dia mais longo do passeio, e também o dia em que conheceríamos belas lagunas, vulcões, desertos e todas aquelas paisagens deslumbrantes.

 

A primeira parada foi num mirante onde pudemos observar o Volcán Ollague. É um vulcão ainda ativo, que fica o tempo todo fumegando, bem interessante de ver. A região é um tanto quanto desértica, e as paisagens são bem bonitas. Lembre-se que você está a mais de 4.000m de altitude antes de ficar querendo pular de pedra em pedra, como eu – é capaz de ficar tonto e sem ar. Vá devagar.

 

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Depois do mirante, seguimos para as famosas Lagunas Altiplânicas, nome dado às lagoas que se localizam em planos de altitude elevada (dã, juuuura?). Essas lagunas são utilizadas pelos flamingos como pontos de alimentação e descanso durante os movimentos migratórios.

 

Sabe aqueles cenários tipo fundo de tela do Windows, que você acha que não existe, de tão bonitos? Pois é, eles existem. As paisagens aqui são espetaculares e diferentes de tudo o que estamos acostumados.

 

Seguimos nessa ordem: Laguna Cañapa, depois Laguna Hedionda (onde nos foi servido o almoço) e Laguna Honda, que na verdade não sei se chama Honda ou Ramadita, porque cada mochileiro/site/pessoa chama por um nome diferente.

 

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Laguna Cañapa.

 

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Laguna Hedionda - Tão linda que chega a ser um crime... Um crime hediondo. Hã, hã, entendeu o trocadilho?! ::hahaha::

 

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Flamingos na Laguna Hedionda.

 

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Laguna Honda (ou Laguna Ramadita, vai saber).

 

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Eu e a Laguna Honda. (aquelas legendas do Orkut)

 

O esquema de visita a essas lagunas é basicamente chegar, ficar uns minutos, partir pra outra, que costuma ficar a menos de uma hora de distância, ficar mais uns minutos, almoçar, partir pra outra, ficar mais uns minutos, e depois segue viagem.

 

Depois de curtir aquelas maravilhosas paisagens, seguimos viagem rumo à próxima parada: o Deserto de Siloli. Trata-se de um dos desertos mais áridos do mundo, conhecido por suas curiosas formações rochosas resultantes da ação do vento. Dentre essas formações, está a mais famosa, a Árbol de Piedra, que tem esse nome por se parecer com uma árvore de pedra (dã, juuuura de novo?).

 

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Deserto de Siloli.

 

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El Árbol de Piedra - Deserto de Siloli

 

A essa altura, estamos praticamente na porta de entrada da Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Avaroa. É lá que pagamos a entrada de BS.150 (preço fixo para estrangeiros). Já de cara, avistamos a laguna mais linda de todas: a Laguna Colorada, lar daqueles trilhões de flamingos. E, ali mesmo, próximo à laguna, estava o hotel em que passaríamos nossa 2ª e última noite desse passeio.

 

Chegando lá, o motorista nos deixou no hotel e começou a retirar nossa bagagem. O jantar seria servido mais à noite, então teríamos tempo para conhecer os arredores, andar pelo lago e inclusive ir até um belo mirante que avistávamos mais a frente.

 

Aqui devo fazer uma observação. Muitos motoristas levam os viajantes até esse mirante e, depois de mais ou menos meia hora, vão para o hotel. Há os prós e os contras. O contra é que com isso você fica limitado à meia hora do motorista. A vantagem é que tem o conforto de ir e vir de carro. Já pra quem tem que ir andando, como nós, tem a vantagem de ficar lá o tempo que quiser e curtir mais o visual na caminhada. Em contrapartida, você tem que ANDAR até lá, e depois subir o mirante, e a distância é maior do que nossos olhos nos dão ideia, o vento é forte, o frio é cortante, e o cansaço é real.

 

Aí você me pergunta: se pudesse voltar lá e decidir por qual forma ir, escolheria o carro? Não, escolheria ir andando, mesmo. É mais cansativo, mas você vivencia melhor o lugar, e ainda fica o tempo que quiser no mirante, sem pressa. Mas isso vai de cada um.

 

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O mirante na Laguna Colorada.

 

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Laguna Colorada - ao fundo, muitos Flamingos, mas era proibido se aproximar.

 

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Laguna Colorada.

 

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Laguna Colorada.

 

Depois, com o frio e o vento já consumindo nossa alma, voltamos para o hotel e fomos descansar um pouco, aguardando servirem o jantar. Esse hotel é mais simples que o da noite anterior, e cada quarto possui 6 camas, onde ficamos com nossos companheiros de viagem. Não há chuveiro para banho, e o banheiro é de uso coletivo. Mas não é nenhum fim do mundo, basta apenas desapegar de frescuras e ir se preparado para os perrengues comuns desse tipo de viagem. Assim você nunca se frustra.

 

E, convenhamos, quem quer luxo e vida boa que vá fazer um cruzeiro. ::lol4::

 

Dica: lenços umedecidos, no melhor estilo banho de gato. É ótimo pra dar aquela limpada na pele e ainda deixa com cheirinho de bunda de neném. Acaba que você usa bastante esses lenços durante viagem, porque higiene não é o forte dos estabelecimentos por essas bandas rs.

 

Mais tarde, decidimos brincar de adedonha, e as gargalhadas foram certas. Imaginem dois brasileiros, dois eslovenhos, um alemão e uma boliviana brincando de adedonha, em inglês. Hilário. Altas confusões do tipo fazer o jogo todo com a letra “e” quando na verdade era com a letra “i”, porque a Nina se confundiu na pronuncia da letra hahaha. Fala sério, deu até saudade desse povo. :lol:

 

Jantar servido, enchemos o bucho e fomos dormir cedo. Até arriscamos uma saidinha do hotel pra ver como estava a noite, mas não duramos mais que 5 minutos. O céu estava lindo, estrelado, mas o frio maltratava. Mal sabíamos nós o que nos aguardava no dia seguinte. Levantar de madrugada e enfrentar o pior frio que já senti na minha vida. ::Cold::

 

SALDO DO DIA:

BS.150 Entrada na Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa

TOTAL: Bs.150 (US$ 21)

 

No próximo capítulo: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

Editado por Visitante

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Quando vc começou a fazer as pastagens e avisou que seria extenso pensei em esperar o resumo ao qual vc disse que faria no final, mas o fato é que é impossível não ficar apaixonado pelo seu relato e ainda com essas imagens sensacionais. Parabéns e não demore com o próximo capítulo.

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Parabéns pelo relato e pelas fotos, Rodrigo! Mandou mt bem! Moro na Serra- ES, e pretendo fazer meu mochilão p/ Bolívia e Peru em Abril/ 2016 (o Chile, infelizmente, ficará de fora). Estou na fase das pesquisas - muitas pesquisas, muitas dúvidas-, pensando no roteiro, acompanhando valores das passagens, enfim.. fase inicial. (Ah, eu como também moradora do litoral, estou preocupada com esse tal mal da altitude!) Aguardando próximos capítulos!

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Cara, suas fotos estão fantásticas. Como amador de fotografia estou aqui babando.

 

Só aumenta mais minha ansiedade pra viajar. Estou aqui na expectativa de saber mais, pois seu relato é um dos mais recentes e vai me ajudar bastante, sobretudo em relação aos locais aonde se hospedou, agências, valores, transporte, etc.

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Rodrigo, os US$ 1.600,00 que vc levou, deu??? Vc teve que fazer algum saque/ compras no crédito internacional? Sabe dizer se lá aceita o AMEX? Obrigada pelas dicas!

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Quando vc começou a fazer as pastagens e avisou que seria extenso pensei em esperar o resumo ao qual vc disse que faria no final, mas o fato é que é impossível não ficar apaixonado pelo seu relato e ainda com essas imagens sensacionais. Parabéns e não demore com o próximo capítulo.

 

Obrigado pelas palavras, Vinicius. Esse feedback de vocês dá mais gás pra gente continuar o relato. Valeu! ::otemo::

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Nossa que fotos mais surreais essa ::dãã2::ãã2::'> ::hein:::essa::

Nunca vi fotos tão lindas!

Ansioso para o resto do relato!

 

Valeu, Alan! Tem muita foto por vir ainda, vou tentar apressar o relato. :D

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