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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia + Chile + Peru (26 dias - abril/2015) TUDO por 1.600 dólares!

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Índice do Relato:

[Pag. 1] Capítulo 1: Preparativos para a viagem

[Pag. 1] Capítulo 2: Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude.

[Pag. 4] Capítulo 3: Enfim Uyuni! Três dias inesquecíveis.

[Pag. 6] Capítulo 4: Vulcões, desertos e as Lagunas Altiplânicas.

[Pag. 8] Capítulo 5: ¡Adiós, Uyuni! A beleza dos Geisers e o sofrimento dos -10ºC.

[Pag. 10] Capítulo 6: Os encantos de San Pedro de Atacama.

[Pag. 11] Capítulo 7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplanicas e o Salar de Atacama.

[Pag. 12] Capítulo 8: O Salar de Tara e o adeus a Atacama.

[Pag. 15] Capítulo 9: De Arica para Tacna: cruzando a fronteira com o Peru.

[Pag. 16] Capítulo 10: Ô Maria esta suruba me excita... Arequipa! Arequipa! Arequipa!

[Pag. 17] Capítulo 11: De um luxuoso ceviche à muvuca do Mercado San Camilo.

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [1ª Parte]

[Pag. 20] Capítulo 12: Dois dias de calotes, perrengues e superação pelo magnífico Cañon del Colca. [2ª Parte]

[Pag. 22] Capítulo 13: Oásis são reais! Um dia de muita diversão pelas dunas de Huacachina.

[Pag. 22] Capítulo 14: As Islas Ballestas e a Reserva Nacional de Paracas: um passeio pelo Oceano Pacífico.

[Pag. 24] Capítulo 15: Cusco, a cidade histórica.

[Pag. 26] Capítulo 16: O Vale Sagrado dos Incas.

[Pag. 29] Capítulo 17: O lindo – e traumatizante – caminho até Aguas Calientes.

[Pag. 34] Capítulo 18: Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas... e uma noite no hospital.

[Pag. 38] Capítulo 19: Até a próxima, Machu Picchu! É hora de seguir para Puno.

[Pag. 39] Capítulo 20: Puno e o passeio pelas Islas Flotantes de Uros e Isla Taquile.

[Pag. 44]Capítulo 21: Cruzando a fronteira com a Bolívia rumo a Copacabana.

[Pag. 46] Capítulo 22: Os encantos da Isla del Sol.

[Pag. 49] Capítulo 23: O adeus à Isla del Sol. É chegada a hora de conhecer a caótica La Paz.

[Pag. 51] Capítulo 24: Chacaltaya, Valle de la Luna... e o dia em que fomos furtados.

[Pag. 57] Capítulo 25: O eletrizante downhill pela Carretera de la Muerte.

[Pag. 62] Capítulo 26: ¡Hasta la vista, baby! É hora de voltar pra casa.

[Pag. 62] Capítulo 27: Agradecimentos.

 

::hãã2:: Instagram em que costumo(ava) postar tudo quando viajo:

@queridopassaporte (não o utilizo mais, está bem desatualizado, mas tem umas publicações legais por lá)

Qualquer dúvida, estou à disposição no meu perfil pessoal: @rodrigoalcure

 

Editado:

Baixe o PDF com o relato completo:

relato_rodrigovix_mochilao_bolivia_chile_peru.pdf

Outra opção de download:

https://drive.google.com/file/d/1ttiGF8sYfNmXsc2HU72XfwKKePhJ4jiY/view

(Agradecimentos à Fernanda Arruda por ter compilado o relato em pdf pra gente - página 47)

 

 

Salve, salve, mochileiros deste Brasil varonil!

 

Cá estou eu prazerosamente cumprindo minha obrigação de compartilhar o relato da viagem que fiz em abril deste ano. Digo “obrigação” mesmo, porque me sinto moralmente obrigado a ajudar o mínimo que seja no planejamento da viagem dos próximos mochileiros, uma vez que 99%, se não 199%, se não 27.569%, se não 6,02x10²³% (aulas de química? alguém lembra? hehedeusmelivrehehe) do meu planejamento se devem aos relatos e informações presentes aqui neste fórum. Por isso, já vou logo deixando o meu MUITO OBRIGADO, CAMBADA!!!

 

Antes de mais nada, devo informar que este relato será cheio de texto, informações e fotos (muitas fotos). Portanto, praquela galera menos paciente que gosta de ir direto ao assunto, farei, ao final, uma versão resumida com as principais informações, belê?

 

O ROTEIRO:

 

O roteiro já é um clássico aqui no mochileiros. A chegada por Santa Cruz de la Sierra, seguindo pra Uyuni, depois Atacama, subindo pro Peru e fechando a volta até La Paz é um bom caminho para irmos nos aclimatando gradativamente. Muitos optam pelo caminho inverso e sofrem muito com a brusca mudança de altitude ao chegar em La Paz.

 

mapa_roteiro_bolivia_chile_peru.jpg.1842a58fc66de38e4112b07ef866ea59.jpg

 

  • 01/04 Vitória x São Paulo x Santa Cruz de la Sierra x Sucre
    02/04 Sucre x Uyuni
    03/04 Salar de Uyuni
    04/04 Salar de Uyuni
    05/04 Salar de Uyuni
    05/04 San Pedro de Atacama
    06/04 San Pedro de Atacama
    07/04 San Pedro de Atacama x Arica
    08/04 Arica x Tacna x Arequipa
    09/04 Arequipa
    10/04 Cañon del Colca
    11/04 Cañon del Colca x Arequipa x Ica
    12/04 Huacachina
    13/04 Islas Ballestas + Paracas
    13/04 Ica x Cusco
    14/04 Cusco
    15/04 Cusco (Vale Sagrado)
    16/04 Cusco x Aguas Calientes
    17/04 Machu Picchu
    18/04 Aguas Calientes x Cusco x Puno
    19/04 Puno (Uros + Taquile)
    20/04 Puno x Copacabana
    21/04 Isla del Sol
    22/04 Isla del Sol x Copacabana x La Paz
    23/04 La Paz (Chacaltaya + Valle de la Luna)
    24/04 La Paz (Downhill)
    25/04 La Paz
    26/04 Santa Cruz de la Sierra x São Paulo

 

Quanto ao valor no título (1.600 dólares), ele se refere a PASSAGENS AÉREAS + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGENS + PASSEIOS durante esses 26 dias. Só não inclui aqui os gastos prévios que tive com vestuário, bota impermeável, mochilas, câmera e equipamentos fotográficos, passaporte, etc., porque isso varia muito de pessoa pra pessoa. E como o custo em reais depende muito do preço do dólar à época, decidi manter em dólar.

 

De toda forma, a quem interessar possa, ficam aqui algumas coisas que comprei:

 

- Bota Timberland Flume Mid Waterproof

http://www.centauro.com.br/bota-timberland-masculina-flume-mid-waterproof-777831.html

 

Pra quem quer investir numa bota impermeável, é uma ótima opção, além de ser esteticamente bonita. Pisei em diversas poças d'água, peguei chuva, e os pés continuaram secos. Ela é até confortável, mas isso não costuma ser a principal característica de botas de trekking, então não espere o conforto de um tênis. Foi o único sapato que usei durante toda a viagem (além do par de chinelos, claro).

 

- Blusa e calça segunda pele (1ª camada), fleece (2ª camada) e casaco corta-vento-e-chuva (3ª camada), money belt, saco de dormir (lençol), mochila, capa para mochila, meias, toalha de secagem rápida e mais uma porrada de coisas eu comprei na Decathlon. É o lugar mais completo e barato para se comprar essas coisas. Deixei uma grana boa por lá. Dá uma olhada no site e, se tiver uma loja perto de você, melhor ainda, dê uma passada lá.

http://www.decathlon.com.br/

 

- Câmera Nikon D5300 kit de lente 18-55mm VR II

http://www.nikon.com.br/Nikon-Products/Product/dslr-cameras/1522/D5300.html

 

- Lente Wide Angle Sigma 10-20mm f4-5.6

https://www.detonashop.com.br/lente-grande-angular-sigma-10-20mm-f-4-5-6-ex-dc-hsm-para-nikon.html

 

- Tripé, filtro polarizador, disparador remoto, etc. eu comprei pelo Mercado Livre.

 

SOBRE AS MOCHILAS...

 

Usei uma Forclaz 50L Quechua...

http://www.decathlon.com.br/montanha-aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-50-litros-quechua_167478

 

E uma Targus Spruce EcoSmart de mochila de ataque.

http://targus.com/us/15_6-spruce-ecosmart-backpack-tbb013us

 

Essa da Targus eu já tinha há bastante tempo. É uma mochila mais voltada para notebook, mas como eu não queria gastar com uma mochila de ataque, optei por essa mesmo. Foi nela que carreguei meus equipamentos fotográficos durante todo o tempo.

 

Obs.: É MUITO importante uma mochila de ataque (mochila de menor tamanho) nesse tipo de viagem. Isso evita carregar peso desnecessário em diversos momentos. Não deixe de levar uma.

 

Quanto à mochila de 50L, muitos me questionaram se não era pequena demais pra 26 dias. Minha resposta é: depende. Se você não quiser lavar muita roupa, tem que levar uma maior. Agora, se você busca praticidade, 50L bastam. Levei roupa pra uma semana, mais ou menos, e usava o serviço das lavanderias sempre que necessário. É barato e você acha fácil em qualquer lugar por onde passa.

 

Aqui vai uma relação completa do que levei nessa viagem:

  • 7 camisetas
    1 camisa manga longa segunda pele (1ª camada)
    1 calça segunda pele (1ª camada)
    1 casaco fleece (2ª camada)
    1 casaco impermeável (3ª camada)
    1 calça-bermuda
    3 bermudas
    8 cuecas
    6 pares de meias grossas cano alto
    1 toca
    1 par de luvas
    1 toalha microfibra (secagem rápida)
    1 saco-lençol de dormir
    1 money belt (doleira)
    1 relógio
    1 sabonete
    1 shampoo médio
    1 protetor solar grande
    1 protetor labial
    1 repelente
    2 cadeados
    1 escova de dentes
    1 creme dental
    1 barbeador elétrico
    1 desodorante aerossol
    1 perfume
    1 cortador de unhas
    1 canivete suíço
    1 kit remédios (enjoo, dormir, dores e gripe)
    1 bepantol creme
    1 par de óculos de sol
    1 pacote de lenços umedecidos
    1 celular
    1 carregador
    1 par de fones de ouvido
    1 máquina fotográfica
    1 lente 18-55mm
    1 lente 10-20mm
    2 cartões de memória 32GB
    1 tripé grande
    1 mini-tripé
    1 kit limpeza para câmera
    1 caneta
    1 bloco de anotações
    1 capa de chuva para a mochila
    1 pasta plástica para documentos
    1 carteira com Identidade e Cartão de Crédito Internacional

 

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NA PASTA DE DOCUMENTOS:

  • Cartões de embarque
    Ingresso de Machu Picchu + Huaynapicchu
    Cartão internacional de vacina (ANVISA)
    Certificado do Seguro Viagem
    Nota fiscal dos equipamentos fotográficos
    Todos, eu disse TODOS os papeis que você receber durante a viagem

 

É importante levarmos uma pasta para documentos. Levei uma dessas de plástico maleável, que permite dobrar ao meio e guardar facilmente na mochila. É ali que você vai carregar muita coisa importante, como:

 

- Cartões de embarque: Guarde-os sempre, mesmo quando já tiver realizado o voo. Nunca se sabe.

 

- Ingresso para Machu Picchu: Compramos pelo site oficial, e não por agências. Tentamos com o meu cartão e não consegui, mesmo com a liberação da VISA para compras internacionais. Tentamos com o cartão da minha cunhada, e deu certo. A dúvida então seria quanto à exigência de que o titular do cartão seja um dos que ingressarão no parque. Levamos cópia do cartão e da identidade dela, com medo de sermos barrado na entrada. Quando chegamos lá, nem olharam pra nossa cara direito. Olharam o ingresso, carimbaram a entrada e pronto.

 

- Cartão Internacional de Vacina: A vacina contra febre-amarela, por lei, é obrigatória para ingressar na Bolívia. Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, basta ir direto a um posto da ANVISA retirar o seu Certificado Internacional. No meu caso, precisei tomar de novo, porque já não tinha mais a minha carteirinha. Fui a um posto de saúde e me vacinaram na hora. Verifique antes os dias e horários de vacinação do seu posto, pois eles costumam destinar um período específico da semana pra certos tipos de vacina. Depois de vacinado, fui à ANVISA (já tendo feito previamente o cadastro no site deles, que eles pedem mais pra adiantar o atendimento) e lá emitiram o Cartão Internacional de Vacina. Aí você me pergunta, em algum momento pela Bolívia as autoridades nos cobraram este Cartão? A resposta é NÃO, como você pode ler em todos os relatos aqui do fórum. Massss, lei é lei, e você não quer dar sorte ao azar numa viagem dessas, certo? Pois é.

 

- Certificado do Seguro Viagem: Faça um Seguro Viagem. Não chore miséria e nem cogite não fazer numa viagem desse tipo. Eu fiz e foi o que me salvou, pois precisei acioná-lo. É um valor relativamente pequeno (menos de R$200) perto da segurança que é contar com o amparo médico em terras estranhas. Há relatos de pessoas que gastaram fortunas com hospitais por não terem feito o Seguro, portanto não dê essa bobeira. Eu fiz pela Mondial Travel, apenas porque foi o que mais li nas indicações aqui no fórum. Faça sua pesquisa e escolha a empresa que achar melhor, mas não deixe de se assegurar.

 

- Notas fiscais de equipamentos eletrônicos: É uma forma de comprovar que você os comprou no Brasil ou em outro local cujos impostos já foram devidamente pagos. Eu não quis arriscar e levei as notas dos equipamentos fotográficos que estava carregando. Se você estiver levando notebook, máquinas de maior valor e afins, não custa nada levar as notas, caso ainda as tenha. Não ocupa espaço e te dá mais tranquilidade. Mas eu precisei usar? Não. Nem mesmo na declaração aduaneira eu precisei registrar, porque era considerado “uso turístico”. Então é quase uma questão opcional, vai de cada um.

 

- Todos os papeis que você receber: Guarde TODOS. Muitos deles você irá precisar quando estiver retornando ou saindo daquele país, e perde-los é uma dor de cabeça que você quer evitar. Nós já aproveitamos a pastinha pra ir guardando tudo, de documentos de imigração até recibo carimbado de passeio. Sem falar que é a melhor forma de você se recordar dos lugares que visitou, os nomes, a ordem das coisas que viu, etc.

 

NO MONEY BELT:

  • Dólares
    Reais
    Passaporte
    Chave reserva do cadeado

 

O uso do money belt (uma espécie de cinto onde se guarda documentos e dinheiro e que se usa por baixo da roupa) é altamente recomendável. Deixar essas coisas na mochila pode ser muito arriscado, porque o principal problema do turismo são os altos índices de furto. Mantenha seu dinheiro e o seu passaporte com você o tempo todo, e só tire para tomar banho. Durante o único e pequeno momento em que nos afastamos do nosso money belt na viagem, deu merda. Então não se arrisquem.

 

Ah, outra dica é não deixar o cartão de crédito junto com o dinheiro e o passaporte. Por segurança, é melhor que ele esteja em um local separado. Se você for furtado ou perder seu money belt, terá o cartão para emergência. No nosso caso, deixávamos o dinheiro e o passaporte no money belt e o cartão de crédito guardado na mochila. O mesmo vale para as chaves do cadeado. Mantenha a chave reserva guardada em um local separado.

 

PREPARATIVOS PARA A VIAGEM:

 

Bom, a preparação pra essa viagem começou lá em agosto de 2014, mais ou menos. Quando digo “preparação” leia-se “- Bora viajar pela América do Sul ano que vem? - Bora! - Então fechou!”. De lá pra cá, muita pesquisa, muito rabisco, muita mudança de planos e muito obstáculo. Isso é normal, não se assustem. Se querem atingir o grande objetivo de viajar pelo mundo, estejam preparados para enfrentar de tudo um pouco.

 

As únicas coisas que compramos com antecedência foram as passagens aéreas BRA x BOL, o aéreo Santa Cruz x Sucre, o Seguro Viagem e os ingressos para Machu Picchu + Huaynapicchu, pois, se você deseja subir este último, é necessário comprar com meses de antecedência (a subida ao Huaynapicchu é limitada a dois grupos de 200 turistas por dia). Pegamos uma promoção da GOL e pagamos R$ 574,77 no trecho ida e volta SP/Guarulhos (GRU) x (VVI) Santa Cruz de la Sierra/Viru-Viru (fiquem atentos aos grandes feirões de promoção que costumam acontecer a cada dois meses em média). O trecho VVI x SRE/Sucre optamos por fazer de avião, e pagamos US$ 55. Já o Seguro Viagem, pagamos R$ 140 para cobertura Mochilão / 26 dias / Bolívia, Chile e Peru.

 

Tudo ia dando certo, dinheirinho na poupança todo mês, 13º dando aquele help, planejamento seguindo nos conformes. Masssss a calmaria antecede a tempestade, meus jovens. E foi só chegar nos últimos dois meses antes da viagem que o Universo começou a dizer “Tá achando que vai ser fácil assim, cara pálida? Negativo”.

 

Pra começar, o dólar, que já não parava de subir, decidiu entrar num foguete e decolar rumo à estratosfera. E como só compraríamos os dólares na véspera da viagem... nos F*DEMOS bonito. Só em março foi um aumento de R$ 0,35 (trinta e cinco f*cking centavos). E isso só nos deixou com duas opções: injetar mais dinheiro pra compensar a subida ou economizar ainda mais pra compensar a queda. Acabamos optando por um pouco de cada.

 

Ok, alta do dólar devidamente “digerida”, seguíamos com os preparativos finais. Mas aí o Universo deu aquela risada de deboche e disse “Pensam que acabou? Então peraí...”, e resolveu mandar o que parecia ser algo bem simples tipo O FIM DO MUNDO:

 

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Vulcões em erupção no Chile. “-Beleza, acontece.”

Dilúvio no Atacama. “-Oi??? Dilúvio na p*rra do deserto mais seco do mundo?!”

Terremoto de 5,8 com alerta de tsunami. “-Véi, na boa...”

Crise política se agrava no Peru. “-MAIS GRAVE VAI FICAR QUANDO EU CHEGAR AÍ!!!1”

 

Sacomé, a gente é mochileiro, e mochileiro brasileiro não desiste nunca. Ignoramos todo o caos, a zica e as 14 velas acesas por nossas mães e partimos rumo ao Apocalipse. Afinal, se é pra curtir o fim do mundo, que pelo menos seja de mochila nas costas batendo perna por aí, né não?

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Partiu Mochilão!!! Santa Cruz de la Sierra, Sucre e... o mal da altitude. ::dãã2::

Editado por rodrigovix

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Oii Rodrigo, tudo bem? Olha eu aqui de novo ::mmm: hahaha

Sei que na Bolívia tem 3 horas de diferença do Brasil, e por isso estão surgindo algumas dúvidas aqui porque eu nunca saí do Brasil haha

Estou comprando as passagens de Santa Cruz x Sucre pelo site da companhia Amaszonas, eu devo sempre considerar a hora da Bolívia? (vou chegar em santa cruz 11h)

Sempre surgem essas dúvidas idiotas ::putz::

 

Obrigada!!!

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  • Membros

Parabéns pelo relato Rodrigo!

Certamente você e a Maryanna são as referências do roteiro! ::otemo::

Estou planejando o primeiro mochilão família - eu, esposa e filho de 13 anos, não achei relatos de alguém que fez o caminho da Hidrelétrica com criança, é tranquilo ou tem muita subida?

Algum hostel que vocês ficaram fazia restrição ou não hospedava crianças/ adolescentes?

Obrigado pela ajuda!

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  • Membros

Olá RegisCordilheira, boa noite!

 

Me metendo aqui na sua pergunta.

Quando você diz "caminho da hidrelétrica", você quis dizer o caminho da Hidrelétrica até MP e vice-versa ou a Salkantay? Fiquei na dúvida.

 

Bom, aproveitando, eu fiz de Cusco até a Hidrelétrica de Van e o resto foi todo andando.

Se for o Caminho da Hidrelétrica até MP, da pra fazer andando na boa, porém não para SUBIR à MP.

Inclusive, em um dos trechos (não lembro se na ida ou na volta) encontrei um menino de uns 15 anos fazendo com os pais. Essa caminhada tem uma subida minúscula no inicio que é super tranquila e depois é uma reta "sem fim".

São em torno de 2h de trilha fazendo normal. Mas, fiz em 1:30 sem correr, claro. E volto a dizer, é uma caminhada super tranquila com o rio Urubamba te acompanhando em alguns trechos.

 

Existe um ônibus que se compra antecipado nas agências ou paga-se na hora (nunca acaba) por 12 dólares para subir MP e 12 dólares para descer. A dica que eu dou é, se acha que não tem preparo físico, pague 12 dólares para subir pelo menos. Porque a subida mata só de olhar! HAHA

O Guia informou que seriam em torno de 1h de subida e é MUITA subida.

São escadas intermináveis. Ah, detalhe, você leva 1h só descendo haha..

 

Como disse, para descer, também é bastante cansativo.

E você tem "hora" para voltar até a Hidrelétrica...nada grave.

Mas, se não está disposto a descer milhões de escadas horríveis e andar mais 2h, pague os 12 dólares para subir e para descer e só faça a caminhada de 2h que é muito tranquilo.

 

Sobre restrições, com certeza não tem.

Se tiver restrições, seriam nos passeios das trilhas de Salkantay ou subir Wayna Pikchu, que não é leve.

Mas, quanto a Águas Calientes todos serão super aceitos em qualquer Hostel.

 

Qualquer dúvida, só falar!

Até;

Editado por Visitante

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  • Membros
hahaha, tem muita razão @marcioomoraiss

 

Mas, como sou completamente detalhista em tudo que faço.

Teria que ter um tempinho para organizar tudo e lembrar todos os preços dos hostels e restaurantes que passei para fazer o meu relato.

E agora está meio complicado.

 

Por enquanto vou ajudando com algumas dúvidas mesmo.

Vou ficar devendo, mas vai sair.

 

Abraço!

 

Cá estou eu importunando novamente...rs]

Se não for pedir muito, gostaria que dessem uma olhada no meu roteiro (tu e o rodrigo).

Planilhei a 1916,00 US$ + o Seguro R$ 200,00

Alimentação, botei lá uns 10 US$ / dia. Como estaremos em 2 (por enquanto) 20/dia, acho que tá uma boa média. Tirando os furtos que pudermos fazer nos cafés da manhã dos hostels kkkkk

 

http://marcioomoraiss.wixsite.com/simbora/single-post/2016/11/14/MOCHIL%C3%83O-2017---BOL%C3%8DVIA---PERU---CHILE-em-breve---claaaaaro

 

Sendo que, Salkantay e Montanha Vinicunca não farei por agência, será por conta e risco..heheh

Postado
  • Membros

Opa Marcio, boa tarde!

 

Importunando o que? QUE NADA!

Pode apostar que é um prazer conversarmos sobre viagens.

 

Então, estava dando uma olhada no seu roteiro.

Achei interessante querer conhecer Campo Grande.

Quanto aos gastos, esses 1.900,00 dólares são com todas as passagens incluídas, correto? (aérea e terrestre).

 

Para te tranquilizar, fiz uns 80% do seu roteiro (com algumas mudanças, claro) e com a minha esposa.

O valor total, para nós 2, com TUDO incluso ficou em 2.300,00 dólares.

Na época o dólar estava assustadores R$ 3,58!

 

E, para piorar, tivemos que comprar a "primeira" passagem em conta para Santa Cruz de La Sierra.

O único trajeto que encontramos foi entrando por Santa Cruz e saindo por Lima. A passagem não foi barata, pagamos em torno de R$ 2.100,00 e olha que durante 1 mês de pesquisa, foi a melhor.

Enfim, como a volta seria por Lima, tivemos que adequar o roteiro e por conta dos dias, pegamos mais um avião (Cusco - Lima). Logo, por isso o valor total de 2.300,00 US$.

 

Então, Márcio, pode ficar relaxado (até demais) quanto ao valor que está levando.

Se não fizer uma viagem de luxo com Hostel caro, comida em restaurantes caros e procurar passeios em agências mais baratas, você vai ficar SUPER tranquilo.

 

10,00 US$ por dia para comida está até alto demais.

A comida pela Bolívia é assustadoramente barata.

Nos Mercados Centrais você costuma pagar 8 bolivianos em um prato bastante cheio. Isso daria uns R$ 4,00.

Hostel, existem taaaaaaaantos por todos os lugares...pesquise lá mesmo e pechinche!

 

No Chile, seu gasto será um pouquinho maior.

Bem próximo aos gastos do Brasil (SP e RJ no caso).

Comida por 5.000,00 pesos, o que daria em torno de R$ 25,00.

E Hostels na média dos R$ 20,00 à 60,00. Pesquise e pechinche também. haha

 

No Peru, o preço volta a cair.

Não tão absurdamente como na Bolívia, mas cai.

McDonalds custa em torno R$ 17,00 a promoção em Cusco.

Hostel tem muuuuuuuitos baratos.

Para você ter uma ideia, o Loki, cujo é bastante conhecido pela galera que faz mochilão, custa em torno de 15 Soles. Tipo R$ 14,00.

 

Sobre a Salkantay, ia dar essa dica também.

É totalmente possível fazer por conta própria.

 

Enfim, qualquer outra dúvida é só falar!

Quanto ao dinheiro, relaxa que você vai ficar bem tranquilo por lá. (caso não procure luxo)

 

Abraços.

Até;

Postado
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Oii Rodrigo, tudo bem? Olha eu aqui de novo ::mmm: hahaha

Sei que na Bolívia tem 3 horas de diferença do Brasil, e por isso estão surgindo algumas dúvidas aqui porque eu nunca saí do Brasil haha

Estou comprando as passagens de Santa Cruz x Sucre pelo site da companhia Amaszonas, eu devo sempre considerar a hora da Bolívia? (vou chegar em santa cruz 11h)

Sempre surgem essas dúvidas idiotas ::putz::

 

Obrigada!!!

 

Ei, Jessi. Tem nada disso de "dúvida idiota" não, toda dúvida é válida, eu tbm já tive as mesmas dúvidas rs. E a resposta é sim, você deve considerar o horário local para ter noção da chegada. Geralmente as cias aéreas trabalham com os horários locais. Mas se quiser ter certeza e ficar mais tranquila, a dica que dou é observar o tempo de duração da sua viagem. Provavelmente, por conta do fuso, haverá uma inconstância entre o tempo de duração e a relação saída x chegada, o que te dará a prova de que eles já estão considerando o ajuste de fuso. Espero ter ajudado. Abraços!

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Parabéns pelo relato Rodrigo!

Certamente você e a Maryanna são as referências do roteiro! ::otemo::

Estou planejando o primeiro mochilão família - eu, esposa e filho de 13 anos, não achei relatos de alguém que fez o caminho da Hidrelétrica com criança, é tranquilo ou tem muita subida?

Algum hostel que vocês ficaram fazia restrição ou não hospedava crianças/ adolescentes?

Obrigado pela ajuda!

 

Fala, Regis. Olha, o Lucas já deu um show na resposta, tudo bem explicado. É bem tranquilo pra um garoto de 13 anos fazer a trilha da hidrelétrica até Aguas Calientes, 95% do trajeto é plano, sombra e ar puro. Importante lembrarmos que podemos estar falando de vários tipos de "trilha": 1) a da hidrelétrica até a cidade de aguas calientes (cidade base pra subir à Machu Picchu), que é tranquila; 2) a trilha de subida de Aguas Calientes até Machu Picchu, que é bastante escadaria, mais cansativa; 3) e a subida de Machu Picchu até o topo do Huaynapicchu (aquele monte que a gente vê nas fotos clássicas de Machu Picchu), que também é bastante escadaria íngreme. Se seu plano for subir o Huaynapicchu (ou mesmo La Montaña, que é outra opção lá em cima), minha dica é pegar o ônibus de 12 dólares pra poupar energias na subida até Machu Picchu. Encarar trilha da hidrelétrica + trilha de subida a Machu Picchu + trilha de subida a Huaynapicchu/La Montaña não seria pra qualquer um, tem que ter muito preparo e disposição. Espero ter ajudado um pouco, abraços!

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Oi Rodrigo, tudo certo? Viu, vc podia me responder uma perguntinha sobre o dinheiro? Eu estava lendo o relato do Tanaguchi, e fiquei com essa pergunta na cabeça: por que o seu roteiro deu tão mais caro que o dele?

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Oi Rodrigo, tudo certo? Viu, vc podia me responder uma perguntinha sobre o dinheiro? Eu estava lendo o relato do Tanaguchi, e fiquei com essa pergunta na cabeça: por que o seu roteiro deu tão mais caro que o dele?

 

Ei, Leo Heise. Então, quando o Tanaguchi foi, o dólar estava custando cerca de R$ 2,30, se não me engano. Quando eu fui, um ano depois, já tinha subido pra R$ 3,32. Por isso essa diferença. Os 1.600 dólares que eu gastei, tivesse sido naquela época dos R$ 2,30, teria resultado nos mesmos R$ 3.600. Abraços!

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Ei, Leo Heise. Então, quando o Tanaguchi foi, o dólar estava custando cerca de R$ 2,30, se não me engano. Quando eu fui, um ano depois, já tinha subido pra R$ 3,32. Por isso essa diferença. Os 1.600 dólares que eu gastei, tivesse sido naquela época dos R$ 2,30, teria resultado nos mesmos R$ 3.600. Abraços!

 

Ahh, entendi.... faz sentido mesmo. Que merda hein! Mas valeu pela resposta ::otemo::

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