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Elder Walker

Roadtrip dos contrastes: 8.000km por Argentina e Chile

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Antes de criar este relato, olhei a lista de tópicos e vi que praticamente todas a viagens de carro da página estavam com Atacama em destaque. Ainda assim, gostaria de compartilhar minha experiência, tanto para retribuir as dicas e informações que consegui em outros relatos lidos quanto para tentar acrescentar com a minha viagem que teve não teve um único objetivo ou foco, percorrendo diferentes regiões e desfrutando de diferentes níveis de conforto ao longo da jornada.

Tentando contextualizar brevemente, eu moro em Presidente Prudente, sudoeste do estado de São Paulo, e minha namorada mora em Cascavel, oeste do Paraná, próximo já de Foz do Iguaçu, terra das Cataratas do Iguaçu e tríplice fronteira com Paraguai e Argentina. Percorro mensalmente essa distância de quase 500km para visitá-la. Também já fiz diversas viagens de carro pelo sul do Brasil. Já fui do Paraná ao Acre numa época em que meus pais moraram por lá. Então, posso dizer que estou habituado com trajetos médios e longos na estrada. Além disso, já aluguei carro em viagens internacionais por EUA, México e Aruba, porém sempre para deslocamentos próximos. Ainda assim, nunca tinha cogitado uma "roadtrip". 

Foi então que, entre o final de 2017 e início de 2018, buscando um roteiro de férias para março/abril de 2018, eu e minha namorada não conseguíamos ficar satisfeitos com destinos muito "manjados", passando, por exemplo, apenas por Buenos Aires ou Santiago. Começamos a aprofundar a ideia de ir até Santiago e alugar um carro lá para conhecer os arredores, mas queríamos algo mais para o lado de natureza e paisagens. Tentamos simular um "multi-trechos" incluindo Buenos Aires e El Calafate ou Ushuaia, mas os valores e a quantidade de atrações que queríamos conhecer não cabiam em nosso orçamento e nos dias que teríamos de férias. Foi então que, após alguns relatos de amigos locais, pensamos: porque não irmos de carro? E para onde conseguimos ir de carro, com um mínimo de conforto (sem precisa acampar e cozinhar), com um orçamento de uns 10mil reais e com 15 dias de férias, que inclua natureza e paisagens legais? Voltamos àquela ideia de Santiago, mas logo adicionamos o deserto do Atacama!

Daí em diante, foram horas, dias e semanas de pesquisa. Consegui muita informação nos tópicos aqui do forum, juntei com algumas coisas de blogs de viagens e finalizei com decisões e escolhas pessoais. Foi aqui que saímos do foco da maioria que concentra a viagem numa região e tentamos colocar alguns contrastes: ver o deserto mais seco do mundo mas ver também o Pacífico pela primeira vez; ficar num povoado com ruas de terra como San Pedro do Atacama e depois numa metrópole como Santiago; se hospedar em hostels ou hotéis baratos na maioria dos lugares mas ostentarmos em hotéis chiques em La Serena e em Mendoza; e por aí vai...

Nosso roteiro ficou assim: (ver imagem anexa)

OBS: Não consegui colocar todas as cidades relevantes (pernoites/passeios) no mapa pois o Google limita. Mas a lista completa ficou assim:

Presidente Prudente/SP, Medianeira/PR, Foz do Iguaçu/PR, Resistencia/ARG, Salta/ARG, San Pedro de Atacama/CHI, Antofagasta/CHI, Copiapó/CHI, La Serena/CHI, Vinã del Mar/CHI, Santiago/CHI, Mendoza/ARG, Santa Fé/ARG

Nos próximos posts, vou relatar cada um dos dias, tentando destacar algo que considerei mais interessante ou que seja uma dica mais valiosa para quem interessar.

Foram quase que exatamente 8.000 km percorridos, somando todos os deslocamentos (tanto estrada entre cidades quanto o que rodamos para os passeios etc), feitos em 19 dias, entre os dias 13/04/2018 e 01/05/2018 (feriado do dia do trabalhador) sendo que dois deles viajei sozinho: o primeiro de Presidente Prudente/SP até Cascavel para buscar minha namorada e irmos até Medianeira/PR dormir na casa dos meus pais, e o último fazendo o inverso.

Roteiro Viagem.jpg

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Olá @Elder Walker, estou acompanhando aqui, me responda uma coisa em relação ao extintor, na minha jornada anterior fui num Cruze sedan que tinha o extintor vindo de fábrica, troquei por um Cruze 2017 que não vem mais com o extintor assim como acredito que o seu tb não vem pois não exigem mais no Brasil, pergunta, vc levou no porta malas mesmo ou colocou dentro do carro? Considerando que o seu assim como o meu tb não vem mais de fábrica. Final do ano parto rumo a Patagônia. Valeu.

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Em 11/05/2018 em 20:25, MARCELO.RV disse:

Olá @Elder Walker, estou acompanhando aqui, me responda uma coisa em relação ao extintor, na minha jornada anterior fui num Cruze sedan que tinha o extintor vindo de fábrica, troquei por um Cruze 2017 que não vem mais com o extintor assim como acredito que o seu tb não vem pois não exigem mais no Brasil, pergunta, vc levou no porta malas mesmo ou colocou dentro do carro? Considerando que o seu assim como o meu tb não vem mais de fábrica. Final do ano parto rumo a Patagônia. Valeu.

Passei exatamente por esse dilema@MARCELO.RV 

O que eu fiz foi exatamente o que você imaginou: coloquei no porta-malas. Ainda tomei o cuidado de sempre carregar tudo primeiro (bagagens, mochilas, etc) e deixar os triângulos e extintor na parte mais externa, de fácil acesso e visível aos olhos de uma eventual inspeção. Quando o policial me parou e solicitou o extintor, mal ele terminava de perguntar e eu já estava com ele em mãos.

 

Em 11/05/2018 em 17:06, antoniocalves disse:

Este percurso é praticamente o mesmo que vou fazer.

Aguardando os próximos relatos.

 

Antonio Carlos

@antoniocalves que legal! Você definiu o roteiro já? Vou começar a relatar cada trecho da minha viagem, mas fiquei curioso pela sua também...

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Dia 01 - 13/04/2018

Trajeto: Presidente Prudente/SP x Medianeira/PR

Distância percorrida: 530km

Na realidade, eu chamaria esse dia como "dia zero", não como primeiro dia de viagem. Digo isso porque este é o mesmo trajeto que faço todo mês, então não parecia ainda que estava saindo para a grande viagem!

As malas já estavam prontas desde quarta-feira. Carreguei, juntei todos os documentos, conferi meu check-list e fui trabalhar nessa sexta-feira treze! Resolvi tudo o que precisava e saí mais cedo, lá pelas 11h00 usando meu banco de horas positivo do trabalho. Rodei 150km até a cidade de Maringá/PR onde precisava buscar umas coisas emprestadas com minha irmã e também passei no shopping comprar um boné que não havia conseguido comprar antes. Almocei por lá e segui mais 280km até Cascavel/PR, passando pela rodovia BR-369 que é o caminho mais rápido, porém pedagiado entre estas cidades.

Já era final da tarde quando cheguei no apartamento da minha namorada, carregamos as malas dela (muitas! haha) e fomos até Medianeira/PR, meus pais moram lá e usamos como nossa última "base" antes da saída para a aventura propriamente dita. O único caminho possível é via BR-277 e é sempre bastante lento, já que várias rodovias se encontram ali em Cascavel e seguem em pista simples até Foz do Iguaçu. Então a dica para quem não conhece e for percorrer este trecho, tenha paciência, pois o movimento é grande e existem poucos pontos de ultrapassagem. A partir de Matelândia a estrada está duplicada até Foz, e aí a coisa vai tranquila...

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Dia 02 - 14/04/2018

Trajeto: Medianeira/PR x Resistencia/ARG

Distância: 700km

Acordei já bastante ansioso. Afinal, agora sim estávamos começando a viagem e eu tinha um certo receio de qualquer problema que pudesse ocorrer. Tomamos café com meus pais, carregamos, vimos os últimos detalhes e partimos. Acabamos não saindo tão cedo quanto gostaríamos. 

Chegamos em Foz do Iguaçu já umas 9h30 eu acho. Passamos numa casa de câmbio para comprar uns pesos Argentinos, vantagens de entrar por Foz que é uma cidade turística e preparada. Consegui 6 pesos para cada real, o que na época estava bom, lembrando ainda que se trata de câmbio paralelo, sem IOF nem nada. Fomos para a aduana argentina e eu já conhecia os trâmites, pois passamos com relativa frequência para Puerto Iguazu fazer compras e/ou jantar na cidade (coisa de morador da região). Como era um sábado normal (sem ser feriado) e ainda era relativamente cedo, não havia fila de carros e passamos rapidamente. Ao invés de dar a costumeira CNH, demos os passaportes. Ao ser questionado, informava como destino sempre a cidade de Salta, que seria a última cidade no país antes de cruzarmos a fronteira com o Chile. Ainda na aduana, após o cadastro no sistema e carimbo dos passaportes, fomos liberados e seguimos pela única rodovia existente, desviando do centro de Puerto Iguazu e indo em direção a alguns hotéis e às cataratas. Alguns km depois, pegamos a saída para Posadas, via RN-12. Logo que entramos nesta rodovia, há um posto do exército onde fomos parados e me foi solicitado o documento do carro e a carta verde (única vez que solicitaram este seguro). Depois o oficial pediu que eu abrisse o porta malas e ficou surpreso pela quantidade de bagagem, me perguntando se era uma viagem de férias! haha! Perguntou o destino e depois começou a conversar com outro oficial sobre o modelo do meu carro, que é uma versão especial no Brasil e que não existe na Argentina. Logo me liberou e seguimos viagem.

O caminho é tranquilo, o asfalto está muito bom. A estrada segue em pista simples e cruza diversas cidades pequenas. Em praticamente todas, os policiais estão presentes e ativos. O procedimento era sempre o mesmo: reduzir (bastante) a velocidade, ligar o pisca-alerta e baixar os vidros. Algumas vezes faziam sinal para seguir adiante sem nem mesmo me parar, outras tantas paravam e perguntavam o destino apenas.

O trecho até Posadas, na província de Missiones, é de longe o mais "travado", tanto pelo número de cidades quanto de paradas policiais. No contorno de Posadas, o policial pediu documentos, depois para abrir o porta-malas e por fim questionou se havia extintor, sendo que este estava por cima de todas as bagagens, de fácil acesso. Entreguei prontamente e ele começou a olhar para o extintor, conferiu a pressão, a data de validade e por fim me liberou. 

Depois de Posadas, entramos na província de Corrientes. As estradas viram longas retas e o espaçamento entre cidades aumenta bastante. Aqui a estrada rende bastante. Fomos assim até chegar a cidade de Corrientes, onde se pega uma rotatória com a saída para a RN-16 rumo a província de Chaco. Após cruzar boa parte da cidade por uma avenida, cruzamos também uma ponte sobre o Rio Paraná e chegamos a cidade de Resistencia, já no entardecer. 

Acabamos não almoçando neste dia, paramos apenas num posto YPF Full e comemos umas empanadas e tomamos um café. Falando em postos, até existem com boa frequência, mas a maioria é mais simples (sem ser full) ou antigo/feio. O mesmo vale para restaurantes. Preparem-se para pagar caro na água mineral, cerca de 30~40 pesos na garrafinha pequena! Por sorte, havíamos levado umas 5 garrafinhas de casa numa bolsa térmica com gelo, e com isso economizamos um pouco.

Nos hospedamos no Gala Hotel & Convenciones, um hotel localizado estrategicamente fora da cidade, às margens da rodovia RN-11. É preciso cruzar praticamente toda a cidade de Resistencia e sair da RN-16 que seria nosso caminho para Salta por uns 2km. A vantagem é que no dia seguinte já deixou toda essa parte para trás e já está "na boca do gol" para seguir viagem. O hotel em si é muito bom, super novo (deve ter uns 2 ou 3 anos desde sua inauguração, eu acho) e é usado para convenções/eventos/shows/etc. Como era fim de semana, não estava muito cheio. Deixei minha avaliação completa sobre ele no Booking, onde fiz a reserva. Outras boas vantagens é que ao lado existe um Walmart (onde compramos água e petiscos para o dia seguinte) e um pouco mais adiante, um posto da YPF.

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Dia 03

Resistencia/ARG x Salta/ARG

821km

Dia de cruzar a província de Chaco. Nas minhas pesquisas, sempre lia algo como "temido Chaco" ou atributos neste sentido. Não achei nada demais!

Dormimos muito bem na noite anterior no Hotel Gala, tomamos um bom café, carregamos as mochilas (as malas maiores não eram necessárias aqui) e, quando estávamos para sair, percebi o pneu traseiro do lado do motorista muito baixo. Fui até o posto próximo ao hotel, abasteci e havia uma "gomeria" (borracharia) ao lado também. Calibrei todos os pneus e vi que este traseiro já havia perdido 3libras ao final da calibragem. Estava furado. Solicitei ao rapaz que fizesse o reparo. Havia um prego cravado nele. Calculem o tamanho da sorte, já que o prego foi o suficiente para furar, mas não o bastante para esvaziar o pneu a ponto de me deixar na estrada. Além disso, era domingo de manhã e o pessoal estava trabalhando nessa borracharia. O que poderia tomar uma eternidade da viagem (trocar o pneu na estrada, tirar bagagens, reparar o pneu) foi feito tudo ali, em poucos minutos, sem stress.

Seguimos viagem pela RN-16. A estrada segue em pista dupla por um bom trecho até o movimento diminuir nos arredores de Resistencia. Pista simples depois, porém com ótimo asfalto, sempre em longas retas. Algumas cidades com postos relativamente estruturados no começo, até a altura de Pampa del Infierno. Daí em diante, cidades cada vez mais pobres e feias, sem muita estrutura. Ao se aproximar de Monte Quemado, começam alguns buracos dispersos, que requerem atenção mas permitem manter uma boa velocidade. Após essa cidade, o único trecho HORRÍVEL a ser superado: não são mais buracos, são crateras misturadas com pequenos resquícios de asfalto, onde você precisa de atenção e habilidade para calcular qual a menor e entrar nela. Devo ter demorado mais de um hora para cruzar uns 30km nestas condições. Não consegui pensar num motivo para este abandono, já que estamos falando da mesma rodovia, na mesma província... toda ela super bem-cuidada e este único trecho destruído! Antes arrancassem todo o asfalto e deixassem uma estrada de terra compactada que seria muito melhor! Aliás, em alguns locais compensava andar pelo acostamento de terra/pedra do que tentar desviar dos buracos, mas nem sempre isso era possível. Após este trecho, as coisas voltam ao normal e a estrada segue sem muitos atrativos até se aproximar da intersecção com a RN-9, onde entramos rumo a Salta. Ali começamos a ver as primeiras montanhas, embora a paisagem ainda não seja exatamente bonita. O fluxo de veículos aumenta MUITO nessa rodovia, e ela é toda duplicada.

Neste dia também não almoçamos. Fomos comendo algumas porcarias que compramos no mercado em Resistência e apenas compramos um saco de gelo num posto para nossa bolsa térmica.

Chegamos em Salta no entardecer e o GPS nos guiou tranquilamente até o Hotel Almería, super bem localizado numa rua charmosa e próxima ao centrinho e praça da catedral. O hotel é antigo mas muito bem cuidado, gostamos bastante e achamos um ótimo custo/benefício. A avaliação dele também foi deixada no Booking com meu nome. Tomamos um banho e saímos caminhar pela cidade. Conhecemos a praça, a catedral e alguns prédios históricos. Era domingo e havia bastante gente na rua. Estavam começando a montar uma espécie de feitinha de artesanato num calçadão. Jantamos no restaurante "Dona Salta" e aqui vale uma indicação extremamente honrosa: foi um dos melhores da viagem! Sério, fomos sem maiores pretensões, mas adoramos! O local é super rústico, os garçons vestidos à caráter, a comida sensacional. Foram as melhores empanadas que comi em toda viagem, e olhe que comi quase todos os dias! Eu peguei um bife de chorizo e minha namorada uma massa fresca, ambos excelentes também!

Depois voltamos para o hotel e dormimos para encarar o trecho de estrada no dia seguinte que viria a ser o mais bonito de toda a viagem...

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Dia 4

Salta/ARG x San Pedro de Atacama/CHI

594km

O dia mais esperado chegou: meu primeiro contato com montanhas deste porte, altitude e estradas de tirar o fôlego!

Acordamos cedo, após mais uma boa noite de sono, tomamos café no hotel, carregamos as mochilas e partimos. Optamos por não pegar a famosa estradinha conhecida como "camino de Cornisa" e retornamos em diração a Gen. Güemes. Abastecemos num YPF bem grande no trevo e seguimos para San Salvador de Jujuy. A estrada é boa, porém bastante movimentada, em especial próximo aos acessos de Jujuy. Após contornar a cidade, as montanhas vão surgindo e vamos margeando um riozinho, começando a compor belas paisagens. Conforme começávamos as primeiras grandes subidas, ainda antes de Purmamarca, um sorriso brotava em meu rosto.

Saímos da RN-9 e entramos na RN-52 em Purmamarca, de onde se vê algumas das montanhas coloridas que viraram cartão postal da região do NOA.

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A estrada continua e começamos a subir a "Cuesta de Lipán" que, para mim, foi talvez o ponto mais marcante da viagem toda e uma das maiores decepções: simplesmente não parei para tirar fotos! Uma hora estava concentrado na direção, noutra estava boquiaberto com todo aquele cenário... fomos indo e indo, apreciando, curtindo... mas não paramos durante toda a subida. Apenas quando chegamos no ponto mais alto, conhecido como "Abra de Potrerillos", é que paramos num mirante onde existem alguns vendedores de artesanato. Ali foi que desci do carro e senti os efeitos da altitude pela primeira vez: uma tontura imediata ao subir poucos metros do barranco com a pedra indicando a altitude, uma leve falta de ar, além do vento gelado da altitude. Mas, novamente, reforço: é inacreditavelmente bonito esse trajeto. Cada curva é uma surpresa. 

Continuamos a descida da Cuesta de Lipán e encontramos o restaurante La Pekana que foi quase um oásis para nós. É meio engraçado porque, mesmo após ter cruzado o Chaco, você não percebe como a civilização vai ficando para trás a cada kilômetro rodado após San Salvador de Jujuy. Nenhum posto, nem nada. Estávamos dois dias "pulando" o almoço, então resolvemos parar para comer mais tranquilos neste dia. O lugar estava lotado de motos, a maioria de brasileiros. Comemos umas "milanesas" e seguimos viagem.

Logo a frente, a estrada vai retomando o esquema de longas retas e é possível ir avistando as "Salinas Grandes". Fomos andando e apreciando a paisagem. Paramos em dois mirantes nas salinas. É possível acessar a planície de sal e curtimos um pouco o local.

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Mais um pouco adiante, tivemos a companhia selvagem mais aguardada da viagem: diversos grupos de lhamas e de burros selvagens. Ainda bem que vimos eles de perto por aqui, pois na região de San Pedro de Atacama, que era onde pensávamos encontrar eles, vimos praticamente apenas vicuñas. Mas nesta região aqui, ainda antes de fronteira com o Chile, elas devem ser muito populosas. Digo isso pois um caminhoneiro passou buzinando e jogando o caminhão no acostamento para assustar um grupo de lhamas que estávamos fotografando, então imagino que devam ter problemas com elas (freadas bruscas, desvios ou acidentes) com relativa frequência. 

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A estrada continua, belíssima. Longas retas e depois mais uma pequena serra próximo a Susques. O movimento nessa altura da estrada já é quase zero. É possível parar para fotos no meio da rodovia por vários minutos sem ninguém aparecer.

E assim fomos, andando e parando para fotos, até chegar no Paso de Jama propriamente dito. O esquema das alfândegas é integrado e demos sorte de chegar antes de um grupo maior de motoqueiros. Não devemos ter perdido mais do que 30min em todos os trâmites (acho que eram 6 cabines separadas, cada uma com seu carimbo! haha). No final, como declaramos ter alimentos no carro, a fiscal nos acompanhou e coletou uma banana e uma maçã que tínhamos sobrando e nos liberou. 

Aqui tive um pequeno susto: na chegada ao Paso de Jama (alguns metros antes de quem vem da Argentina e vai entrar no Chile), existe um posto bem arrumadinho da YPF. Eu havia pesquisado e sabia que era a última chance de abastecer antes de San Pedro. Acontece que, chegando lá, ele estava sem combustível! Minha espinha quase congelou! Eram mais de 150km até San Pedro e cerca de 110km voltando para Susques. A minha sorte foi que, na altitude, o consumo do carro despencou, e a autonomia que eu tinha naquele momento era de mais de 250km, suficiente para seguir viagem. Eu estava preocupado com a perda de potência na altitude (que é uma verdade), mas o fato da menor resistência do ar compensou e até superou esse problema. Nos trechos de reta "normal" onde meu carro faz uma média de 13~14 km/l, meu carro passou a fazer 19~20 km/l nessa altitude elevada. A média desse dia, considerando todas as subidas de serra etc, foi a mais alta de toda a viagem: 15,5km/l. 

Passada a fronteira, já no Chile, as paisagens continuam inacreditavelmente bonitas. É difícil demonstrar em fotos a grandiosidade e as belezas destes locais. A Ruta 27 corta a Reserva Nacional Los Flamencos. Aliás, o passeio para o Salar de Tara está dentro desta reserva, e o acesso é feito por essa estrada até próximo a fronteira, então já pudemos ir apreciando boa parte do visual que retornaríamos alguns dias adiante no passeio com agência.

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A estrada continua subindo e alcança a altitude máxima, não lembro o número exato, mas é na casa dos 4800m s.n.m. Logo após, segue numa descida bastante forte até a cidade de San Pedro. Quando digo descida forte, é forte mesmo: meu carro tem 6 marchas e, mesmo colocando uma terceira para usar freio-motor, o carro ganhava velocidade. Existem várias saídas de emergência para caminhões (caixas de brita). Mas não tem muito mistério, é só controlar a velocidade, usar um pouco de freio-motor para não sobrecarregar os freios e ir contornando as curvas com calma.

Quase no final da descida e já relativamente perto de San Pedro, a estrada passa bem pertinho do vulcão Licancabur, o mais "fotogênico" dos diversos vulcões da região. É aquele todo perfeitinho, com formato bem característico em cone, e que é possível ser avistado de quase todos os passeios e cidades da redondeza.

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Seguimos mais alguns kilômetros e chegamos a cidade de San Pedro. O asfalto acaba, tão logo se entra no vilarejo. Ruas de terra e construções bem rústicas vão dando o clima do local. Fomos direto para o nosso hostel, Illauca de Atacama. Optamos por ele por ser uma construção nova, num bairro novo e mais afastado do centrinho. Justamente por ser mais afastado, ele não é tão caro e oferece um nível de conforto e limpeza um pouco melhor que a maioria dos hostels. Como estávamos de carro, nenhum problema com a localização. Mas para quem quiser encostar o carro, também nada que uns 20 minutos de caminhada não resolvam. 

San Pedro é uma cidade simpática, o pessoal é extremamente receptivo e acolhedor. Existem muitas dicas sobre restaurantes, casas de câmbio, agências de viagem etc. Vou relatar as minhas experiências e indicações nos relatos diários que seguem abaixo.

 

 

 

 

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Muito legal @Elder Walker, as paisagens são incríveis mesmo, e vai uma dica pra quando retornar, imagino vá retornar pois assim que voltei já fiquei louco pra fazer a rota de novo, e realmente está nos planos para um futuro próximo o retorno::hahaha::. Não deixe passar pelo Camino de Cornisa, é fantástico, e também passar uma noite em Purmamarca e fazer o Paseo Colorado, o lugar é mágico.

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    • Por wjsuellen
      Após as férias de 2017 em Fernando de Noronha, decidimos que 2018 seria Cancun e região.
      Fiquei entrando no site "Melhores Destinos" e "Submarino Viagens" todos os dias até que em janeiro consegui passagem por R$ 1,950 por pessoa  para maio. Em pesquisas, cheguei a conclusão que os melhores meses são abril e maio.
                           Próximo da viagem o dólar começou a subir devido as guerras comerciais que Trump estava disposto a iniciar. Então fiz transferência usando o Western Union. Vi explicações na internet e fiz. Compensou bastante. Tem bastante pontos de saque.  Ficou 5,19 pesos para cada 1 real.
                           Não uso agências e dessa vez não foi diferente. Cobram tudo em dólar. Um chip de celular as agências estavam vendendo por 20 dólares. Minha mãe comprou um com 500 Megas de internet por 100 pesos direto na lojinha da Telcel. Tem lojinhas de celular na rua, o próprio vendedor configura tudo e vc já sai da loja conectado.
                          Alugamos um carro. Fiz a reserva em janeiro logo depois de comprar o vôo. Pagamos 179 dólares por 10 dias com o carro, já com os seguros básicos inclusos. Aluguei na Alamo pois ninguém tinha reclamado e era a melhor avaliada nas pesquisas que fiz. A gasolina tem praticamente o mesmo preço que a do Brasil (só para ter noção, o litro custa aproximadamente 1 dólar). Pagamos uma média de 17, 50 pesos por litro. Só vi duas empresas de postos de gasolina: a Pemex, deve ser tipo a Petrobrás, mas com monopólio pois a grande maioria dos postos eram dessa marca. E a La  gás, em bem menos quantidade..
                           Saímos de São Paulo às 09:45 com a Aeroméxico. Não tenho nada a me queixar. Assim que o avião subiu, serviram um café da manhã. Tinha pão com presunto e queijo, salada, bebidas depois serviram café com "crema y azucar". O entretenimento era bom, com filmes e telas individuais. Por volta das 13:00 nos serviram almoço. "Pasta ou Pollo?" Tinha macarrão (que estava maravilhoso) ou arroz com frango. Salada de frutas e bebidas. Serviram até vinho.
      Após 09:30 horas de vôo chegamos na cidade do Mexico. Tinha trocado 200 dólares para usar até que eu sacasse o dinheiro no Western Union, mas esqueci o dinheiro em casa. O marido trocou 100 reais. A cotação do aeroporto foi 4,50 pesos por 1 real.
                            Chegamos!!! Ufaaaaa. Meia noite estávamos com o carro na mão. Baixei dois aplicativos que funcionam offline. Um é o Here we go (meia boca mas quebrou o galho) e o Offline Maps (foi melhor que o outro). Você tem que baixar o mapa do México (não esquece, caso contrário não vai funcionar!) Ou a região de Cancun, que é o Sudeste do México.
      Alugamos um hotel basiquinho só para dormir. O Blue Coconut, pelo booking. Nos custou 506 pesos. Ah, um detalhe, viajamos em 3 adultos e uma criança de 5 anos. O hotel foi ótimo. Com estacionamento, limpinho e chuveiro muito bom.

      Dia 2: fizemos um passeio pela zona hoteleira, tiramos fotos nos letreiros na praia Langosta e Delfines, depois seguimos para Puerto Morelos. Cheia de sargaço. Tirou toda a beleza do lugar.  Depois seguimos para Playa Del Carmem. Ficamos de tarde na Punta Esmeralda. É uma pontinha de praia, onde brota agua doce, muito lindo, frequentado pelos locais. Lugar lindíssimo e não estava afetado pelos sargaços. Depois de um tempão alí fomos sacar a grana. Sacamos dentro da loja "Mega Playa Del Carmem Elektra". Lá dentro tem o Banco Azeteca. A loja tem estacionamento na parte de trás, entrada pela Avenida 30.
      A suite reservada pelo booking furou conosco. Não atenderam a campainha e nem o telefone. Kika Studio.  Cansados, cheios de areia e frustrados, fomos jantar no Walmart. Tem comida por quilo. E tem mesinhas. Jantamos e compramos coisas essenciais, como aguá. Tentamos mais uma vez o Studio. Mas nada! Partimos para Valladolid (se pronuncia Valládôlí). Encontramos uma pousada novinha e bonitinha: Las Mestizas. Calle 39, pertinho da praça principal e mais perto ainda da rodoviária.  Ótima, com estacionamento, chuveiro maravilhoso, cama bacana. Wifi bom tb. Por 600 pesos a diária.

      Dia 3: Seguimos para o sítio arqueológico EK Balam. Custa 211 pesos por pessoa. Lindo. É um lugar que vc "sente", pois pode tocar, pode subir nas construções, se sentir fazendo parte do local. Imaginando a época vivida. De lá rumamos para Las Coloradas de Yucatán. Que lugar inimaginável!!! A lagoa rosa. Antes era tudo livre, mas devido o aumento de turistas, começaram a surgir erosões ( as ruas que dividem as lagoas são de areia), lixo e as pessoas entravam na lagoa (não pode). Agora tem um portão e os guias cobram 50 pesos por pessoa. Assim o lugar não fica mais sujo, não estragam a estrada e ninguém mais entra na água e trás o desenvolvimento sustentável, dando renda aos locais. O preço é pequeno, 10 reais convertidos. Voltamos para Valladolid, fomos ao mercado Super Che, fizemos nossos lanches na pousada e fomos dormir. 
      Na cidade tem Burguer King e Subway.

      Dia 4: Passeamos pela cidade pela manhã. Depois rumamos para o Cenote Suytun, 8 km do centro de Valladolid. Custa 70 pesos com colete salva vidas incluso. Local lindo. Depois demos uma passadinha em Uayma. Uma igreja com arquitetura diferenciada. Linda mas despedaçada. Está sendo restaurada desde 2003 mas está extremamente degavar, acho que eles arrumam um tijolo por ano. Depois fomos para Izamal, a cidade amarela. Quanta lindeza. Me senti na Espanha. Passeamos de charrete por 150 pesos todos. 
      Rumamos para Pisté, para chegarmos cedinho em Chichen no dia seguinte. Dormimos na pousada Dolores Alba, com um quarto bem confortável e piscina aquecida maravilhosa. Por 900 pesos e café da manhã incluído (não alugamos pelo Booking, vacilamos, por isso pagamos mais caro. No Booking estava 30 reais mais barato).

      Dia 5: Depois de 5 minutos na estrada (a pousada é pertinho de Chichen), pagamos 30 pesos pelo estacionamento e 254 pesos por pessoa para o sítio arqueológico de Chichén Itzá. Dispensa comentários. Só indo mesmo. Lugar bacana para comprar lembracinhas, preços muito bons. Não aceite o primeiro preço, eles abaixam mais duas vezes. De lá fomos para o Cenote Ik Kil. Lindo lindo lindo. Custa 80 pesos mais 30 pesos pelo aluguel do colete. Recomendo que aluguem o colete. O cenote tem 50 metros de profundidade. Coloque o colete e curta a paisagem numa boa. Só relex. De lá fomos para Tulum. Ficamos no Hotel Sun Caribbean Divine por 754 pesos a diária. Foi o melhor quarto. Espaçoso, com poltronas, mesinha. Porém, sem estacionamento. O carro ficou na rua. Local tranquilo.

      Dia 6: Acordamos e fomos direto para as ruínas de Tulum. Se vc puder, chegue às 08:00h, quando abre o sítio arqueológico pois chegamos às 09:00h em ponto e já estava movimentado. Saímos exatamente às 10:35h e a rua de acesso parecia a 25 de março em vésperas de Natal!!! Fomos direto para a área de estacionamento. Tem vários estacionamentos, desde 50 a 180 pesos. No estacionamento nos ofereceram passeio de barco para contemplar as ruínas vistas do mar,  snorkelling nos arrecifes e para ver tartarugas. Tudo por 20 dólares ou 400 pesos por pessoa, com colete e snorkel inclusos, ainda ofereceram uma bebida de cortesia (água ou suco) e ducha após o passeio. Claro que fizemos o passeio e valeu SUPER a pena. Vimos tartarugas, as fotos em frente as ruinas ficaram lindas e os arrecifes tinham vários peixinhos. Mas antes, passeamos pelas ruínas. A entrada ao sítio de Tulum custa 70 pesos por pessoa. NÃO ESQUECER DE LEVAR REPELENTE, POIS TEM MUITO MUITO MUITO PERNILONGO.  Depois disso fomos para a Playa Maya, de onde saiu o passeio de barco. Na volta, tiramos umas fotos na Playa Paraíso e fomos embora. A praia está cheia de sargaço e nem dá vontade de ficar na água. O chato desse dia foi que durante o snorkelling a nossa câmera a prova dágua (uma Olympus que muito nos serviu) parou de funcionar. Depois vimos que entrou água, apesar  de estar vedada corretamente. Nem reclamamos. Temos ela por muitos anos, foram muitas fotos lindas, muita água salgada. Ela foi muito boa mesmo, enquanto durou. Então sabia que não teria fotos aquáticas dessa viagem!

      Dia 7: Primeiramente fomos para o Grand Cenote. O mais lindo de todos, vale os 180 pesos pagos para entrar. Tem parte aberta e tem caverna. Tem um túneo que você passa de um lado para o outro por dentro da caverna e não precisar mergulhar. Muito 10. Depois desse, nem quisemos mais conhecer o famoso Cenote dos Ojos. O Grand Cenote, para nós, foi super completo. Depois seguimos para a Laguna Kaan Luum. Um espetáculo da natureza. Ela é rasa porém no meio dela tem um cenote, que é de acesso proibido. O fundo da lagoa é de argila então a água é super azul. Custou 50 pesos para entrar. Não estava vazia como eu esperava. O povo vai para passar o dia, levam lanche e ficam lá. Passeio que super recomendo. De lá seguimos para Bacalar. Duas horas de estrada. Chegando em Bacalar, fomos almoçar no restaurante La Playta, que eu namorei bastante no face. Preço justo, comida ótima, pier com acesso para a lagoa. Imagens maravilhosas. O sol estava forte então a vista para a lagoa estava perfeita. Depois de comermos (gastamos 200 pesos por pessoa, uma bebida e um hambúrguer de camarão que vem acompanhado de fritas) pagamos a conta e fomos para o pier do restaurante nadar. O restaurante em sí é uma graça. O lugar é feito para você comer e ficar lá descansando, sem pressa nenhuma de ir embora. E assim fizemos. Depois fomos conhecer o forte e se hospedar. 
      Gente! Em Bacalar comemos Marquesitas, é tipo crepe. Mas é bom demais. Eles vendem em barraca, tipo barraca de hot dog, na rua. Não deixem de comer!!!

      Dia 8: Fomos procurar pelo passeio de barco pela lagoa. O preço é tabelado, 250 pesos por pessoa. Eles vendem em frente aos restaurante na lagoa. Passeio lindo lindo. Depois do passeio procuramos pelas Marquesitas, mas não encontramos.  Só vendem do final da tarde pela noite. Partimos rumo Cozumel. Atravessamos com o carro pelo ferry Boat Transcaribe, em Cálica (pertinho do Xcaret). Custou 500 pelo carro com todos os ocupantes.
       
      Dia 9: O dia começou com chatiação! Ficamos hospedados na Vila Flores em Cozumel. A estrutura do lugar é boa mas não tem estacionamento. Deixamos o carro na rua e amanheceu maldosamente  riscado. Com um prego ou algo do tipo, riscaram a porta do motorista. Fizeram 9 riscos profundos. Partimos para a Playa Palancar. A forma mais barata de você conhecer El Cielo (o principal atrativo de Cozumel). Na playa Palancar, ao lado do restaurante tem um quiosque que vende o passeio para El cielo e o arrecife Columbia, por 35 dólares por pessoa. Chegamos tinha acabado de partir um barco. O próximo  horário seria às 13:00h. Fomos passear, dar a volta na ilha - Nada de interessante para mim. Voltamos em Palancar às 12:40h mas ainda não tinha completado o mínimo de 6 pessoas para o barco sair. Quando o povo começou a chegar, caiu uma chuva torrencial. Brochei!!! Voltamos para o ferry para sair da ilha (mais 500 pesos). Definitivamente estávamos com azar em Cozumel. Para quem pretende ir, recomendo NÂO pernoitar em Cozumel. Pegue o ferry de passageiros logo cedo e alugue uma motinho - ou melhor, pois a volta a ilha não tem nada demais, compre o passeio assim que descer do barco. Tem o básico por 50 dólares ou um mais completo, que é all inclusive e para na playa Mia, por 70 dólares.

      Dia 10: Voltamos para Cancún. Agora iríamos curtir a zona hoteleira. Alugamos um apartamento no Booking por 3 dias. Chama-se "Departamento como en casa". Muito show. Tem tudo, é um apartamento montadinho, ar condicionado nos dois quartos e na sala, internet super boa, tv a cabo com muitos canais. O ônibus para a zona hoteleira passa em frente (R2-10) e na volta te deixa na porta do apartamento. A diária nos custou R$160,00 reais, uma pexincha por tudo que ofereceu e pela simpatia do proprietário. Tem piscina. Um taxi até a zona hoteleira por 100 a 120 pesos.

      Dia 11: Fomos conhecer o shopping La Isla. Coisas bonitas mas mais caro. É o tipo "pega turista". De lá fomos ao Mercado 28. Outro "pega turista". Eu sabia que o mercado 28 não é bom para compras, mas fomos conhecer.  E de fato. Meu esposo comprou uma camiseta da Seleção do México em Tulum por 170 pesos. Uma igualzinha, no mercado 28 estava 500 pesos (tudo falsa, claro! Porém bem feitas. Uma original estava 1.600 pesos). O vendedor baixou até 300. Meu esposo riu e fomos embora. De lá fomos ao Walmart. Um monte de gente comprando lembranças de Cancún no mercado. Por incrível que pareça, mais barato. Então os melhores lugares para lembrancinhas são: Chichén Itzá (lá dentro vc pode negociar e chegar a bons preços) e no Walmart. Dia de devolver o carro.... os riscos nos custaram R$ 380 reais.

      Dia 12: Playa Caracol. Ficamos curtindo a praia. Estava um sol bacana. Fui andando até o farol para tirar fotos. Os hotéis não podem te barrar, mas você tem que ir beirando a praia, não pode usar a estrutura deles. Em frente ao Hyatt Ziva, o segurança me abordou, perguntou onde eu ia. Disse que ia ao farol. Ele disse para eu ir beirando a praia e pediu para coletar uma foto no tablet. Segui em frente numa boa. 

      Dia 13: Choveu e ficamos de boa descansando pois o corpo pedia uma parada. A Noite fomos na Plaza de las Americas. Tem um shopping - Las Americas Cancun, se não me engano. Fomos de taxi e pagamos 40 pesos. Para voltar a mesma coisa.

      Dia 14: Fomos nos hospedar no Cancun Clipper Club. A 5 minutos a pé para a Playa Gaviotas. Não tinha datas suficientes para o apartamento, portanto tivemos que sair e resolvemos ficar pertinho da praia. Pagamos R$ 286 por dia para 3 adultos e uma criança. Devido à proximidade de tudo, da piscina e da comodidade, achei válido. A internet não vai ao quarto. Tem que ficar no Hall. O Chedraui que tem na esquina da pousada, tem comida no segundo andar.  Choveu de manhã mas a tarde o sol chegou forte. Ficamos na Playa Gaviotas curtindo até quase o sol se pôr.

      Dia 15: Fomos para a praia mas tinha muito sargaço. Voltamos para o Clipper Club e ficamos na piscina. De tarde, fomos comprar mais lembrancinhas no Chedraui. Minha mãe comprou algumas coisas nas lojinhas, mas tem que ter paciência para ficar negociando. Dia de fazer as malas. Tivemos que comprar uma para trazer as coisas que compramos. Praticamente tudo mais barato que o Brasil.  Pagamos R$ 200 reais em uma grandona, no shopping Das Americas. Na loja Del Sol. Foi um achado.  Neste dia, o aplicativo mostrou uma compra que eu não havia feito! Por sorte, foi 0,12 centavos da TelCel... sei lá como arrumaram o número do meu cartão. Na dúvida, e depois de muito custo consegui cancelar. Tive que ligar para o número 018001230 e pedir para fazerem a ligação numero 11 2197-4005. Assim consegui falar com o Santander e bloquear o cartão.
      A volta foi bem tranquila. As bagagens que despachamos chegaram...uffaaaa!
      Se planejada, a viagem não sai cara. Em comparação com Fernando de Noronha, duas semanas em Cancun saiu 2.500, 00 a mais que uma semana em Noronha. 
      Não nos interessou fazer os parques X (xcaret, xplor, xel há) pois o que tem lá, nós vimos tudo de forma natural. De todo o roteiro planejado, não consegui fazer El Cielo por conta da chuva e Isla Mulheres pois dia 13 choveu e dia 15 a praia estava cheia de sargaço, então não deu vontade de atravessar pois imaginamos que a Playa Norte tb deveria estar com sargaço. Mas o custo da travessia é U$ 19 dólares ida e volta por pessoa.
      Nosso gasto, tirando as passagens aéreas, foi em média de 450 reais por dia, incluindo TUDO (alimentação, hospedagens, lembrancinhas, aluguel do carro, gasolina).
      Ainda voltamos com 1000 pesos e 200  dólares.

       




















    • Por Nicollas Rangel
      Sempre quis sair da bolha e explorar um mundo que ia além da minha janela. Assim, embarquei em rumo à uma aventura com a mochila nas costas e fui vagar por um país vizinho, afim de me deliciar com o que a vida prepara pra gente.

      Enquanto me planejava, era questionado diversas vezes do porquê de ir à Bolivia; porque não para outro país “melhor”; o que fazer num país que não havia nada ou até mesmo se não havia outro país mais bacana mesmo com a moeda mais desvalorizadaem relação à nossa. Hoje vejo com mais clareza o preconceito e o estereótipo que ronda sobre a Bolívia, porém, no fundo, nada disso me importava.

      Sem nada reservado nem comprado com antecedência, adquiri a passagem aodesconhecido. Então, o sentimento de liberdade descomunal reinou.

      É libertador sentar ao lado de pessoas que nunca se tenha visto e as ver te ajudar com todo amor e disposição, cuidar de você como se fosse da família e escutar sobre suas histórias, seus romances, suas dificuldades, suas dores e – principalmente – seus sonhos. Entender sua história e sobretudo, deixar as ignorâncias e preconceitos de lado com essas experiências, mostra como, independente do canto do mundo, todo ser humano é igual. Sempre há um trauma, uma dor, uma necessidade de ser amado e de buscar a felicidade, da maneira que te faz bem.

      Ver o humano que existe dentro de cada uma destas pessoas, me fez ter a noção exata do espaço que eu ocupo neste vasto mundo e perceber o que é necessário carregar no peito e o que se deve deixar pra lá. Olhar pra dentro das pessoas é aprender ao mesmo tempo, sobre o outro e sobre si mesmo.

      A Bolívia é o país mais pobre da América do Sul e já seria evidente pelos perrengues e principalmente pelos aprendizados. A singeleza estampada no rosto das pessoas, nas roupas e no modo de viver é um choque de realidade absurdo e o aspecto que torna esse país rico é sem duvidas, a simplicidade com que se leva a vida.

      As barracas de pano, as tendas de sanduiche no meio das ruas, a infraestrutura básica, pessoas comendo sentadas na calçada, os ônibus velhos sem cinto de segurança, os táxis e micros – que se parecem teletransportados dos anos 60 – caindo aos pedaços ou os rostos queimados devido às altitudes elevadas e à falta de condições para comprar protetor solar. Percebi como nesse país se leva as coisas da maneira que se pode levar, sem status exacerbados ou superficialidades desnecessárias; simplesmente de uma forma singela de garantir o básico da vida: a felicidade e o bem estar.

      Uma das sensações que mais me atinge quando bate a saudade desse país e gente que amo, é a insignificância e o anonimato. No nosso microcosmo cotidiano, nos afogamos num pires com frequência. Nos sentimos perseguidos por coisas que, muitas vezes, não possuem sentido ou sem nem
      saber o que realmente nos persegue. Viajar sozinho para outro país, com um idioma que eu não dominava, uma cultura
      completamente oposta e um preparo – quase nulo – de mochileiro de primeira viagem, me fez enxergar melhor esses incômodos e me proporcionou a autopercepção de ser só mais um cara vagando por aí, buscando ser feliz e realizar os sonhos do coração, como todos os outros 7 bilhões.

      Caminhar sem rumo no meio de um deserto onde só se vê vulcões de um lado e mais paisagens surreais do outro; absorver a beleza do céu refletido no Salar; perambular sem destino pelas vielas de Sucre e nas ruas de La Paz; interiorizar o silêncio das montanhas ou a laucura das buzinas desenfreadas de Santa Cruz, além de ficar em uma rodoviária com 27 pessoas por metro quadrado; tudo isso me trouxe uma noção exata do espaço que eu – e meus problemas diários – ocupam nesse mundão: basicamente zero. Nada melhor.

      Essa passagem pela Bolívia me conectou com a essência que se via aprisionada pela padronização de ideias e costumes. Essência essa de viver apenas com o que é essencial, sem se importar tanto com que pensam sobre nós, sabendo que a sua vida é apenas sua.

      A não carregar julgamentos, preconceitos ou ignorâncias nas costas, e entender que todos somos seres humanos buscando as mesmas coisas em todos os lugares do mundo.

      A ser mais simples, porque existem pessoas que nem isso possuem; e tentar levar a vida de uma forma mais leve e simplificada, procurando sempre a melhor versão de mim e ter empatia pelo próximo: pessoas como nós.
      E enxergar que o que há de mais precioso no mundo, é o que existe no coração de cada um.

      Ali eu soube como queria viajar e de que maneira caminhar. A Bolívia foi o começo
      de tudo.
      - se alguém quiser coloco detalhes de roteiro, custos ou dicas















    • Por Denisedella
      Sou do sexo feminino e tenho 50 anos, resolvi ir à Itália, mas não queria ir com excursão, entrei várias vezes aqui nesse site e outros, fiz várias pesquisas de hospedarias e planejei meu roteiro....queria conhecer a Itália inteira. Me dei um prazo para encontrar uma companhia, foi até dezembro de 2009 porque meu projeto era para abril ou maio de 2010.
      Embarcamos dia 26/abril e chegamos dia 27na hora do almoço em Roma, ficamos (04 noites)
      hospedagem: Orsa Maggiore Roma, Via S.Francesco di Sales, nº 01 – com café da manhã – 52, 00 euros por noite
      28/abril – Coliseu – Museu Capitolino – Pathernon – Piazza Navona – Fontana de Trevi
      29 /abril – Vaticano – Basílica de S.Pedro
      30/abril – Via Apia e Catacumbas
      01/maio – manhã trem para Nápoles - Hotel Casanova - Via Venezia n°2 Corso Garibaldi n°333 – 45 euros o quarto com banheiro e duas camas, café da manhã incluido e portaria 24 hs.
      dia 02/maio de manhã pegamos o trem e fomos a Pompéia e Ercolano
      dia 03 Costa Amalfitana e/ou Ilha de Capri ( de barco )
       
      dia 04 de manhã fomos a Sorrento e por volta de 16 horas pegamos o trem a Bari
      Cosy Rox - Via Imbriani, 91 (Residencial) - 44,50 euros o quarto com banheiro e 2 camas, sem café da manhã, que não recomendo, porque o check inn é até as 17 horas em outro endereço, no nosso caso chegamos a Bari por volta de 23 horas, pedimos ajuda ao taxista que foi muito gentil e ligou, conversou com o gerente e finalmente veio nos atender.
      dia 05 pegamos o trem e visitamos Monopóli e Alberobello
      dia 06 pela manhã pegamos o trem em Bari com destino a Ancona
      Casa per Ferie Colle Sereno Via IV Novembre 78 Montemarciano (AN) – 50 euros O QUARTO COM 2 CAMAS E BANHEIRO, café da manhã incluido.
      dia 07 de manhã rumo à Perugia
      Albergo Anna - via dei Priori 48 – 70 euros quarto com 2 camas, café da manhã incluido, localizado no centro histórico de Perugia.
      dia 08 manhã fomos a Assis
      dia 09 pela manhã fomos à Arezzo
      Residence Le Corniole - Viale Michelangelo, 142 – 70 euros quarto com banheiro e duas camas, café da manhã, localizado no centro de Arezzo.
      dia 10 de manhã fomos a Cortona, e a tarde seguimos para Firenze
      Aramis - Via Nazionale 22 – 44,00 euros, quarto com banheiro, 2 camas, localização central de florença, também não recomendo, a gerente uma grossa e pilantra...não recomendo.
      dia 11 de manhã fomos a Pisa e a tarde à Lucca
      dia 12 de manhã fomos a S.Germiniano e a tarde a Sienna, final de tarde visitamos uma vinicola
      dia 13 ficamos andando por Firenze
      dia 14 de manhã seguimos a Bologna - Hotel Due Torri - Via Degli Usberti, 4 – 120 euros o quarto com banheiro e 2 camas , localizado no centro historico, fizemos passeio local
      dia 15 de manhã vamos a Verona - B&B Rigoletto - Via Amatore Sciesa, 9 – 50 euros por quarto c/ duas camas, localização centro histórico.
      dia 16 fomos à Veneza, passamos o dia.
      dia 17 fomos a Vicenza e Pádova
      dia 18 fomos ao Lago de Garda, na cidade Malcesine, fica bem no norte do Lago, tem um teleférico que nos leva ao alto dos Alpes, muita neve.
      dia 19 fomos a Bolzano e Trento.
      dia 20 de manhã seguimos para Genova Hotel Assarotti - Via Assarotti 40c – 75 euros o quarto com banheiro e 2 camas, café da manhã, localização central da cidade
      dia 21 fomos a Cinqueterre o dia inteiro
      dia 22 ficamos em Genova
      dia 23 fomos a Sta.Margherita e Portofino
      dia 24 de manhã seguimos para Milão
      Eurohotel - Via Sirtori, 24 - 70 euros quarto com 2 camas, banheiro, café da manhã, localidade central.
      dias 25 conhecemos Milão
      dia 26 voo às 07hs retorno a São Paulo
    • Por Breno Pessoa
      Tocam os sinos quando subimos a torre. Estamos no alto e apesar de já pisar solos veroneses há 2 dias, é a primeira vez que meus olhos se dão conta da sua magnitude. Difícil não entender o porquê Shakespeare se apaixonou por Verona e nos deu Romeu e Julieta, para nos transformar em românticos anônimos, perdidos pelo mundo.
       
      A Torre de Lamberti fica no centro da área turísitica e por já passar das 7 horas, embora o Sol insista em não se pôr, nos vemos apenas na companhia de dois alemães. Trocamos a gentileza de tirar fotos uns dos outros, me escapole un Danke Scheon, e logo ganhamos de novo as ruas. A memória do tocar dos sinos continuam a agredir os meu ouvidos, mas a beleza da cidade faz os meus olhos sorrirem.
       
      Uma cidade cercada, que teve muralhas levantadas na época da grande guerra e que conserva a sua história em cada detalhe. Encanta-me saber que a Ponte Pietra, destruída pelos alemães durante a guerra, teve os seus materiais originais resgatados do fundo do rio para ser reconstruída em 1957. Quem me conta isso é um senhor italiano, que apesar de saber que não falo a sua língua, insiste em contar-me sobre a cidade.
       
      O italiano é fácil de entender. Porém, é como um conversa sem volta. Troco para o espanhol e pronucio tudo de forma mais lenta e de repente há um papo meio esquisito entre duas pessoas que devem soar insanas para outros, mas nos entendemos e aprendo a usar este idioma na Itália e engaveto o inglês.
       
      Seguimos até a casa de Julieta. Há inúmeras cartas na parede, dos dois lados. O que pedem os apaixonados? Resisto a ler as cartas, tiramos fotos distantes, e sorrimos. Vemos a sacada, a estátua de Julieta e não resisto a tocar um dos seus seios. Dizem que este ato nos traz sorte. Do lado de dentro da casa, as minhas indagações floreiam. Há um escrito que diz que a casa é tida como a casa de Julieta Capuleto. Será real?
       
      Nos arredores, fica a casa de Romeu, que é propriedade privada. Nos limitamos a observá-la de fora e caminhamos para a tumba de Julieta, num belo casarão, decorado com esculturas e quadros. Hoje, requinto de cerimônias de casamentos. O ápice do romantismo, não?
       
      Há um poço repleto de moedas, para fazer pedidos. Pegamos as menores e a deixamos cair. Não falamos sobre os desejos, mas corremos para o hotel e nos vemos de repente prontos para a Ópera.
       
      É a nossa primeira vez. Na Europa, em julho, o Sol banha as cidades até quase as 10 horas da noite. O ar da Arena é quente e as pedras que a compõem, guardam o calor dos dias. Construída antes do Coliseu, é o cenário perfeito para a nossa estréia.
       
      Escolhemos a Ópera mais clássica, Aida, escrita há quase 200 anos e encenada na Arena há quase cem. Os meus olhos e ouvidos se encantam, por fim, em conjunto e deixo as indagações de lado, e assisto a um espetáculo sem igual. Porém, estamos muito cansados para os seus quatro atos e o calor nos faz querer dormir.
       
      O cair da noite torna a Arena um palco ainda mais espetacular e ao final caminhamos leves pelas ruas quase desertas de Verona, para que outro dia possa de novo ter fim.
       
      Breno Pessoa mora em Londres, trabalha como produtor de conteúdo para uma empresa de intercâmbio, e adora viajar.
       
       

      Verona do alto

      A Arena pouco antes do espetáculo

      Amiga fazendo um pedido
    • Por Ettiene
      Pessoal com idéia de retribuir todas as ajudas que recebi desse blog em minhas viagens vou descrever como foi nossa MARAVILHOSA viagem pra Roma de 18 a 22 de novembro de 2010.
       
      Chegamos em Roma no aeroporto de Ciampino, pegamos um ônibus que leva à estação Termini (a maior de metrô e trem), esses ônibus existem aos montes, pois o aeroporto é pequeno e distante do centro, e parece que não existem ônibus municipais por alí. Custou 4,00 por pessoa.
      Bom, chegamos com chuva, conforme a previsão do tempo que era de chuva pra toda nossa estadia na cidade!
      O hotel (Hotel Colors) foi uma ótima surpresa, com preço de hostel (60 euros/dia pro casal), era muito limpo, tudo novinho, quarto bonito, com TV e água mineral a vontade...além de um bom café da manhã incluído na diária (obrigada pela dica Andressa). Fica muito perto do Vaticano, desce na estação Otaviano.
      Largamos as coisas e fomos em busca de comida, já eram 20h.
      Encontramos uma Cantina bem típica, onde comemos a melhor pizza de nossa viagem, com uma jarra de vinho da casa...comparado com a França a preço de banana...!Depois da janta caminhamos até a Basílica de São Pedro, chovia fraco, e a visão da basílica com aquelas fontes iluminadas no silêncio da noite é de emocionar até os não católicos (como eu), foi emocionante mesmo, muita grandiosidade e beleza...e pensar em tudo que já aconteceu alí, pro bem e pro mal...o lugar tem seu "peso".
      Sexta acordamos cedo e partimos pro Foro Romano, Coliseu, Monumento a Vittorio Emanuele, Pantheon, Fontana di Trevi (meu lugar preferido junto com a Basílica de São Pedro) Piazza di Spagna e ufa...hotel!Foram 11h caminhando, porque entramos no Coliseu e no Foro Romano.DICA: comprar os ingressos no Foro romano, lá a fila é bem pequena e dá direito ao Coliseu tb.No Coliseu, pra fazer a rota ao contrário tem uma fila de horas...as pessoas enxergam o Coliseu e vão direto, sem olhar em volta!
      Sábado tinhamos entradas já compradas pela internet pro Museu do Vaticano, as 09h (isso nos fez evitar uma fila de 3 quadras). O Museu é lindo, antiguidades de 3 mil anos atrás, pinturas nos tetos e nas paredes de cair o queixo...e a Capela Sistina (não pode fotografar) que é lindíssima, mas a semi escuridão não permite ver tão bem as pinturas...
      De lá fomos pra fila pra entrar na Basílica de São Pedro, é de graça, mas a fila é tão grande quanto a do museu e do Coliseu, mas anda mais rápido. Ainda bem porque chovia o mundo!!!!
      A Capela é tão grandiosa que tu fica quinem uma formiguinha no meio daquelas obras de arte imensas...vale a pena!Vimos a Pietá de Michelangelo, é linda mesmo!
      Saimos da Capela com céu azul (foi sempre assim, chove/sol, sol/chove) e fomos ao Castel Sant Angelo (uma fortaleza dos papas construída no século II sobre os restos do mausoléo do imperador Adriano).Decidimos não pagar os 8 euros para entrar, pois já tinhamos ido a muitos museus.
      De lá pra Piazza Navona, uma das muitas praças de Roma, que na verdade são alargamentos das ruas com estátuas e fontes no meio, cercadas por restaurantes e lojas.Ainda percorremos toda a Via Veneto, com muitas lojas e restaurantes chiques. Comemos um tremezino com vinho (eu) e cerveja (Dani) e finalmente...hotel!
      Domingo era o dia de ir à Ercolano, mas a possibilidade de chuva e as 6 horas que iamos passar viajando ao todo nos desanimaram, também já estavamos cansados de museus...
      Fomos então ao Mercati de Porta Portense, um mercado de pulgas enorme, no bairro de Trastevere. Compramos quinquilharias e lembracinhas!Funciona todo domingo das 08-14h e é lotado de turistas.Olhem bem a carteira
      De lá pro Campo di Fiori e pro Pantheon novamente, pq quando fomos a primeira vez estava tão lotado que não pegamos a moral do lugar direito e pra Fontana do Trevi dar tchau pra ela tomando um sorvetinho (clássico).
      Um risoto e uma pizza num restaurante perto do Vaticano, e mais uma visita a Praça São Pedro à noite deram nosso até mais à Roma (não foi um adeus pq jogamos a moedinha na Fontana di Trevi)!!!
      Que bom que todos os caminhos levam à Roma!!!!!!!!!!!
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