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Juliana Champi

UMA HISTÓRIA DE VIAGEM NA BAHIA, UM RELATO DE VIAGEM NAS MINAS GERAIS: 4520km de carro!

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Olás amigos mochileiros! Esse meu texto tá diferente! Tá dividido em 2 mesmo! Pela Bahia, uma história, pelas Minas Gerais, um relato. E digo isso pq não fomos pra Bahia conhecer seu belo litoral, não visitamos nenhum “lugar turístico”... fomos pro sertão! E se vc quiser saber logo abaixo vou contar pq! Já em MG percorremos um pedaço do circuito histórico, cachoeiras lindas e terminamos com uma relaxadinha em Poços de Caldas. MARA!!

No total foram 4520km rodados por 4 estados: Paraná (de onde saímos), São Paulo (que só atravessamos), Minas Gerais e Bahia! Fomos de Nissan Versa relativamente novo (5.000km rodados) e só abastecemos com álcool, que manteve média de consumo a 10km/L.

A equipe foi meu marido Gui, o motorista principal, eu, a navegadora e co-pilota, tb responsável pela comida e bebida a bordo, e nosso filho João (10 anos), que dormiu praticamente o tempo todo!

Foi nossa primeira viagem em carro grande e a maior em extensão que já fizemos. Antes desta a maior tinha sido para as serras gaúcha e catarinense de UNO. Foi quando pegamos gosto pela estrada em si e não paramos mais. Eu era bem feliz com o UNO, mas viajar com carro mais espaçoso é imensamente mais confortável, sem contar que o porta-malas tb não fica cheio nunca, rs!

A vantagem de viajar de carro neste tipo de viagem é ir conhecendo tudo pelo caminho, e tb pq passagens áreas estão meio salgadas ultimamente não??

Para hospedagens, ao contrário da regra geral, peguei só um airbnb desta vez, em São João Del Rei, e nos demais locais hotéis pelo Booking, com cancelamento gratuito até perto da viagem, com exceção de Poços de Calda que pegamos um melhorzinho sem direito a cancelamento, mas pago na hora. Vou descrever cada hospedagem no relato por cidades, mas já adianto que todas as opções foram ótimas e eu sigo apaixonada pelo airbnb! Se vc quiser experimentar faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima viagem!

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Mas vamos começar! Segue o relato dia a dia dividido entre os dois estados!

 

BAHIA – UMA HISTÓRIA

(pq nem só de conhecer lugares vive o viajante)

 

29 de dezembro de 2018 (sáb) – trecho 1: Londrina/PR > Pirapora/MG (1100km)

Saímos de Londrina com 1h de atraso em relação ao horário planejado, mas tudo bem. As 7h da manhã estávamos rumo ao nosso primeiro destino (apenas pra dormir): Pirapora em MG.

As estradas do Paraná têm os pedágios mais caros do Brasil, e penso que do mundo. E as estradas não correspondem ao que custam, uma vergonha! Não que sejam ruins, mas estão muito aquém do que se paga. Como estamos próximos a fronteira do PR com SP, depois de pagar um pedágio de 13,80 para andar em pista simples, cruzamos o Paranapanema (rio que marca a divisa dos estados) com apenas 1h20 de viagem!

Em São Paulo seguimos por boas estradas, mas tb com MUITOS pedágios! Até chegarmos em MG foram 8 pedágios somando aproximadamente 66 reais!

No carro, muito ecletismo musical, acabava Pixies e tocava Leonardo, acabava David Bowie e tocava pagode, e assim íamos!

Não paramos pra almoçar pq estávamos cheios de lanches e porcarias no carro, mas íamos parando a cada 2-3 horas pra esticar as pernas! João tinha virado a noite jogando vídeo game então dormiu a viagem toda, rs!

Passamos sobre o Rio Tietê numa ponte que achei legalzinha, e às 14hs cruzamos a divisa de SP com MG (divisa feita pelo Rio Grande), aí que beleza: acabaram os pedágios, mas tb acabou a estrada, kk! Pegamos trechos até que bons (sempre pista simples) na BR-146 e na BR-365, mas os últimos 100km chegando em Pirapora foram MUITOOO ruins, buraqueira, pista simples, caminhões, nenhuma sinalização... péssimo. Fotos 1 a 3

 1.thumb.jpg.b79809ce49120145dabde9aa7e9e843c.jpg

1: Ponte sobre o Rio Tietê!

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2: Divisa de Estados!

 

3: Chegamos em Minas, adeus estradas!

 

No total foram 1100km, 194 músicas, álcool variando de 2,59 (SP) a 3,31 (MG), e consumo de 10km/L, chegamos em Pirapora umas 20h! Foram 13h de estrada! Foto 4

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4: o caminho do primeiro dia!

 

O hotel que pegamos em Pirapora (Cariris) era bem simples e bem próximo à “orla” do Rio São Francisco. Fizemos check-in, tomamos banho e saímos pra dar uma volta e comer! Ia ter uma mega balada na cidade, tava tudo bem lotado e policiado! Demos só uma voltinha, comemos bem num restaurante bonitinho (Casa Benjamin) e fomos dormir! A música da balada tinha começado e não agradava em nada, rs!

 

30 de dezembro de 2018 (dom) – trecho 2: Pirapora/MG > Caetité/BA (570km)

Acordamos cedinho, tomamos café no hotel e saímos dar uma voltinha pra ver o Rio São Francisco com luz, rs! A “orla” estava imunda graças aos bons costumes dos seres humanos na balada da noite anterior, mas já tinha bastante gente limpando! O Velho Chico tava bem sequinho... mas por ali tinha uma ponte férrea de 1922 desativada que era bem legal. Fotos 5 e 6

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5: Velho Chico!

 

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6: Ponte férrea de 1922!

 

Saímos de Pirapora às 8h45 e a estrada seguiu razoável, com o cerrado e plantações de eucalipto nos acompanhando, além de gente vendendo pequi, umbu e seriguela! Compramos tudo, inclusive pequi! As frutas comemos no caminho!

A medida que nos aproximamos de Montes Claros em MG o tráfego de caminhões aumentou bastante, e depois desta a estrada vai ficando ruim (trepida muito) e não tem mais nada...

É engraçado pq aqui no Paraná as cidades são perto umas das outras, mas MG é um estado imenso e dirigíamos por 100km sem ver nada! Nem posto, rs! Chegando na fronteira com a Bahia a estrada fica horrorosa, cheia de quebra-mola... padrão minas!

Às 15h15 cruzamos a fronteira com a Bahia e a estrada ficou linda, simples, mas bonita e boa. Fotos 7 e 8

 7.thumb.jpg.2e3fe91dc0391360fe5922f13b1887f1.jpg8.thumb.jpg.4c42fb08ad72506a77721d34b0f37889.jpg

7 e 8: divisa de estados e estradas bonitas!

 

Não me lembro exatamente que horas chegamos em Caetité! Mas era de tarde, tava bastante sol! Foram cerca de 600km, 120 músicas e nenhum pedágio. Fizemos check-in no fofíssimo hotel Vila Nova do Príncipe, que era um casario do século XIX restaurado por um arquiteto suíço. O hotel ficava na praça da catedral, ou seja, no umbigo do centro de Caetité. Fotos 9 a 12

 9.thumb.jpg.1af0c43bcc0e789d0f3c2a74ac7fe580.jpg

9: entrada de Caetité!

 

10.thumb.jpg.e94001fc65c1543d0beb1df69e8f3ed0.jpg11.thumb.jpg.392ea7528c3a5509b7a810addbce1e42.jpg12.thumb.jpg.8cf55c6abc477390267c067730a36891.jpg

10, 11 e 12: Hotel em Caetité!

Deixamos as malas e saímos pra ver a cidadinha com cerca de 50 mil habitantes e mais de 200 anos! Era bem bonitinha ali no centro e muito bem preservada historicamente. Uns 10 minutos depois de termos saído deu uma pancada de chuva e nos molhamos muito, rs! Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos de carro! Vimos mais casarões históricos, e com o fim da chuva voltamos pro hotel e saímos novamente a pé! Já era noite e preferimos comer ali por perto, no ótimo “Frank’s Burger”, com a melhor batata frita do mundo e chopp geladíssimo! Fotos 13 a 15

 13.thumb.JPG.6db4e0ce1a20d69dc9dd11ae0d08f2a9.JPG

13: amo mesmo!

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14: Caetité tem casa rosada tb!

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15: Igreja matriz da cidade!

Com a pansa muito cheia demos mais uma voltinha voltamos pro hotel, onde a preço de ouro tomamos um vinho sensacional! Estava animada e feliz por finalmente ter chegado no sertão! Fotos 16 e 17

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16 e 17: Igrejinha a noite e vinho foda no hotel!

 

31 de dezembro de 2018 (seg) – o grande dia: Igaporã e Riacho de Santana

Eu sinceramente queria conhecer este “fim de mundo” chamado sertão baiano, mas não trazendo as cinzas do meu pai. Queria tê-lo trazido vivo. Ele manifestou vontade voltar já no fim, e eu disse pra ele sarar que eu o traria! Acabei trazendo as cinzas pq ele não sarou! Meu pai estava num pote azul! Ele lutou contra duas doenças crônicas no final da vida e faleceu em 16 de março de 2018, aos 67 anos, após um transplante de fígado mal sucedido realizado em Curitiba em 3 de março do mesmo ano. Apesar do estado adoentado dele há pelo menos 3 anos, o transplante significava uma nova vida, e não perdê-lo. A morte dele não passou pela minha cabeça em nenhum instante até poucos dias (poucos mesmo, menos de uma semana) antes de acontecer. Eu sinceramente ainda não entendo pq e como tudo isso aconteceu tão rápido. Eu não estava preparada, se é que alguém está!

Mas segue a história deste dia fantástico!

Meu pai nasceu em Igaporã (1950) e viveu parte da vida na zona rural de Riacho de Santana e outra parte em Caetité. É por isso que viemos! 💗

Eu não tinha muitas informações, apesar de seus 3 irmãos já terem voltado desde quando foram... pq era tudo meio perdido... memórias de muitos anos atrás... e eu estava um tanto receosa! Quando botamos meu pai e seu pote azul no carro só sabia que ia levá-lo de volta pro seu sertão, mas não fazia ideia do que ia fazer, onde ia deixa-lo, como... mas isto o meu marido definiu bem: não foi o acaso, foram intercessões.

Acordamos cedo em Caetité, tomamos nosso café no hotel e eu estava decidida: antes de visitar Igaporã em si (a ideia era deixar meu pai em sua cidade natal), ia a Riacho de Santana pra ver se achava uma prima-irmã do meu pai que ainda morava por lá... meus tios disseram que a tal da Lourdes era gente muito fina! Eu tinha mandado whatsapp pra ela na noite anterior mas não obtive resposta... arrisquei ir mesmo assim.

Entre Caetité e Riacho de Santana são cerca de 70km percorridos em 1h, pois a estrada obviamente é simples, não tem acostamento e em muitos trechos beira precipícios ou corta formações rochosas estreitas! A mesma estrada que leva à Riacho corta Igaporã ao meio, que eu achei bem esquisita ali na rodovia! Feia é a palavra! Mas seguimos viagem e chegamos em Riacho perto das 10h da manhã!

Cidadezinha ajeitada, muita gente na rua... pracinhas fofas, igrejinha, e aquelas coisas de cidadinhas pequenas! Onde eu começaria a procurar pela “Lourdes dos correios”? Bah, nos correios...

Depois de um mini rolê na cidade a escaldantes 30 e muitos quase 40 graus, chegamos nos correios, que estava fechado, óbvio! Um sujeito ligeiramente alcoolizado por perto, vendo nossa cara de “oncotô” olhando frustrados pros correios fechados nos perguntou se precisávamos mandar alguma carta, rs! Dissemos que não, que na verdade estávamos procurando uma pessoa que morava na cidade e que tinha, no passado, trabalhado ali, e que era conhecida como a “Lourdes dos correios”! Ele e mais uns dois por perto se apressaram em nos explicar onde ela morava, que era ali perto, e mais um BILHÃO de informações que não faziam sentido nem eram necessárias... ele estava meio gorozado lembram? Hahahauaha... educadamente fomos nos afastando e despedindo do senhorzinho que tinha nos ajudado e uns 10 minutos depois estávamos a caminho da casa da Lourdes! Mais umas 2 perguntadas e chegamos na porta da casa dela! Que coisa estranha... ia bater lá e dizer “oi, vc não me conhece mas sou sua prima”. Estava com frio na barriga!

Tinha um senhor de cabeça branca perto da porta que em teoria era a casa da Lourdes, mas ao perguntar ele disse que não era não. Uns 3 segundos de “comassim” depois ele entra na casa e diz “filha, os meninos chegaram”. Surge de lá de dentro uma senhorinha que era a cara da minha avó paterna e eu sem sombra de dúvidas estava na casa certa!

Não há palavras pra descrever a simpatia, fofura, amor, sensibilidade e todos os demais adjetivos queridos do mundo pra esta família! Lourdes e seu marido “Fone” (ele tem um nome diferentão, se tratam por filha e filho, uns cute cute) que ali moravam, e suas duas filhas, Dione e Cynthya (nos explicaram pq de tanto y e h, haha) e suas 3 netas, Gabi (20) e as gêmeas Allice e Alline (16)!

E como eles sabiam que a gente tava indo se a Lourdes nem tinha visualizado minha mensagem? Pq uma tia minha, de Curitiba, tinha conseguido falar com ela e portanto a família toda estava nos esperando!

Contamos para eles pq tínhamos vindo: deixar as cinzas do meu pai num pequizeiro que ele tanto amava! Este “insight” tinha me ocorrido quando passamos por Montes Claros, norte de MG, e na estrada tinha um montão de pequizeiros... e gente vendendo pequi. A família do meu pai (além dele, pai, mãe e 3 irmãos) veio inteira pro Paraná na década de 70 e todos se estabeleceram em Curitiba, com exceção do meu pai, que ficou no interior do estado. Esses baianos quase se matavam por causa de pequi (os que sobraram ainda se matam), que não tem aqui no Paraná... só chega quando alguém vem lá de cima trazendo! Então um pequizeiro com certeza seria a sua melhor morada final, e pra mim, botânica, ele ficar numa árvore tb tem mil significados! A família da Lourdes nos deu dicas de onde tinha na estrada alguns pés!

Conversa vai conversa vem... Teve lágrimas nos olhos... a Lourdes tb contou que sua mãe havia falecido há seis meses, e esta, Dona Rosinha, era irmã da minha avó! Tb teve muita história! Ela me contou que era bem amiga do meu pai, brincavam juntos... e tb contou da doidera que eu já sabia: minha avó e duas irmãs (entre elas a mãe da Lourdes) se casaram com meu avô e dois irmãos... eram 3 irmãs casadas com 3 irmãos! Casamento arranjado... os Batista e os Carneiro! Tb me contou do gênio e peculiaridades de cada um dos sobrenomes! Foi muita conversa e muita comida! MUITA mesmo! Quanta saudade eu tinha da comida da minha avó! Xiringa, Chimango, bolo frito, bolo de colher, beiju com manteiga de garrafa... meodeos! Fotos 18 a 20

 18.thumb.jpg.2521574f43ce19b14a09c324ea1889d9.jpg19.thumb.jpg.4d699cd54fce3c61e83c3883220e550d.jpg

18 e 19: beiju com manteiga de garrafa, bolo de colher!

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20: comendo pequi num restaurante de Caetité!

E quando Lourdes e família ficaram sabendo que a gente estava sem malas no carro e que estávamos hospedados em Caetité foi como se tivessem tomado um remédio amargo! Torceram a cara e exigiram, hahahahauahaauha, que a gente fosse lá buscar as coisas e voltasse pra Riacho passar o resto dos dias com eles! Mas já era dia 31 de dezembro e dia 2 de janeiro seguiríamos para MG, então ponderamos que iríamos sim a Caetité buscar roupas pra passar dia 31 e 1 com eles, mas que no fim do dia 1 voltaríamos pro hotel arrumar malas e seguir viagem dia seguinte! A gente mal sabia que tinha essa família quando começamos a viagem e agora íamos passar o ano novo com eles!

Voltamos pra Caetité! Passamos lentamente por Igaporã, que de fato era bem feinha! Foto 21 Fomos reparando na estrada e avistamos alguns pés de pequi! Em Caetité fui atrás de comprar requeijão de comer com café (pra quem não sabe não tem nada a ver com o do mercado, é duro, corta e põe no café quente) e fomos pro hotel tomar banho, descansar um pouco (João queria nadar) e nos arrumar para voltar. Eu queria passar pela estrada ainda claro.

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21: Igaporã, pórtico de entrada!

E assim fomos: entre Caetité e Riacho, exatamente em Igaporã, tinha um mini cemitério na beira da estrada. Ajeitadinho, mas com cara de ninguém é enterrado ali há tempos. Perto do cemitério, em uma área particular (pulamos cerca de arames farpados) tinha um pé de pequi... lá dentro da mata! Arranhei as pernas pra chegar lá pq estava de saia (ano novo né!)... e neste pé de pequi, cheio de pequi, ficaram as cinzas do meu pai! Ela estava de volta no seu sertão!

Eu tb havia escrito uma carta bem resumida sobre sua história... escrevi no hotel minutos antes de sair pq o que devia ser feito ia clareando só na hora. Enquanto escrevia meu filho chorou bastante... esta carta foi posta dentro do pote azul (se chama urna na verdade) e deixada no cruzeiro do cemitério! Ele era católico e temos um ponto de referência para voltar, se um dia calhar!

Foi sensacional, emocionante, um momento só nosso! Foi LINDO! Fotos 22 a 28

 22.thumb.jpg.6ff02252f286f0f86f2d85a212e14593.jpg23.thumb.jpg.1b3adf3f2c6443e450ce3b5a75fd9748.jpg

22 e 23: O pequizeiro onde agora jaz meu papis!

 

24.thumb.jpg.32cdfbd84a396e1887bf1b44ba952107.jpg

24: a carta!

25.thumb.jpg.564d77c6ecc49e0e7e150fb4bf9c379e.jpg

25: a carta no pote!

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26: o cemitério na beira da estrada!

 

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27 e 28: emoção!

Chegamos em Riacho de alma lavada, espírito elevado... como a gente deve chegar pra um ano novo afinal!

 

01 de janeiro de 2019 (ter) – feliz ano novo: Riacho de Santana e Caetité

Passamos a noite do ano novo na casa de mais parentes que conheci por lá, outras primas e primos, e durante o dia ficamos só nós na Lourdes conversando muito e comendo muito muito! Que pouco tempo tivemos com eles... Me contaram da seca, do sofrimento da falta de água... que distante está minha realidade! Na despedida mais choro! Vim me despedir do meu pai e ganhei tanta gente nova e maravilhosa! Promessas de reencontros e lágrimas depois, voltamos pra Caetité!

Arrumar as malas foi fácil, difícil foi ficar transportando o pequi que estava levando, pq segundo os baianos de Curitiba, se eu não levasse nem precisava voltar pro Paraná, hahahaha! No dia seguinte nos despedimos daquela terra onde falta água mas sobra amor com nossa primeira promessa de ano novo: até logo, sertão! Foto 29

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29: eu volto!

“O sertão é do tamanho do mundo”

“O sertão é dentro da gente”

Guimarães Rosa sabe o que diz! 💙

CONTINUA com Minas Gerais, num relato normal, prometo!

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No dia 2 de janeiro deixamos a nossa querida Caetité logo pela manhã e seguimos rumo a Ouro Preto. Foi um trecho bem cansativo de 920 km que durou 12 horas por conta das péssimas condições das estradas de MG! Chegamos em Ouro Preto já de noite!

Em Minas Gerais ficamos no total de 2 a 13 de janeiro com hospedagens em Ouro Preto, São João del Rei e Poços de Caldas, mas entre estas cidades andamos muito, conhecendo tb Mariana, Congonhas, Belo Horizonte, Carrancas, Bichinho e Tiradentes.

Vou seguir o relato por cidades e não por dia, pois acho que fica mais organizado e mais fácil de entender!

CONTINUA

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Gostei do relato/história. Ano passado passei várias vezes por Araxá, Pirapora, Montes Claros, Guanambi e Caetité a caminho de Salvador. Já dormimos uma vez no hotel Cariris em Pirapora, mas atualmente mudamos para o hotel Mundial. 

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MINAS GERAIS – UM RELATO

(pq a gente tb gosta de passear afinal)

 

Ouro Preto

Ficamos hospedados em Ouro Preto de 2 a 6 de janeiro de 2019, mas não ficamos de fato este tempo todo na cidade, passeamos bastante nas redondezas! Aficionados por história e arte sacra com certeza acham o que fazer por 4 dias na cidade, mas não era o nosso caso, então conseguimos curtir a cidade e os arredores nestes 4 dias que estivemos por lá!

A hospedagem escolhida por nós foi a Hospedaria Mineira (Hostel/Pousada), e pagamos 870 reais em 4 diárias por um quarto triplo com café da manhã (booking)! O pessoal do hostel, tanto o dono que ficava durante o dia, quanto um funcionário (Anderson) que ficava durante a noite era muito gente fina! O café da manhã era gostoso e a cozinha coletiva não deixava a desejar. A vista da área de refeição era linda, somente alerto que o acesso era extremamente íngreme, como quase tudo em OP, haha! E o carro ficava estacionado em uma via próxima já que o hostel em si ficava numa viela somente acessível para pedestres!

Chegamos em Ouro Preto dia 2 a noite, MUITO cansados, pois a estrada foi pesada, quase 1000km, e chegando em OP era uma serra estreita e perigosa! No caminho pro hostel pegamos uma rua na contra-mão e um bêbado ficou xingando a gente, rs... e um outro cara quis encher o saco vendendo passeio e tour e os escambau, foi bem chato!

Ainda bem que foi a única vez que tivemos este tipo de problema! Detesto muito aquele assédio de gente vendendo coisa, passeio, ando fugindo de lugares assim! Mas no resto da viagem tivemos boas experiências com os mineiros! Eles ofereciam uma vez um passeio ou guiar algo, e se falávamos não tava ok! Devia ser assim em toda parte!

Mas seguindo, chegamos tarde, deixamos as coisas e fomos pras imediações da Praça Tiradentes, onde tudo acontece, pra comer alguma coisa! Acho que acabamos pegando sanduíches numa padaria por lá, vinho e fomos comer no hostel!

Já adianto que não fizemos refeições espetaculares em OP, sempre optamos por comer mais barato em casa mesmo ou em locais simples!

A partir de Ouro Preto visitamos Mariana (dia 3, metade do dia), Belo Horizonte (dia 4) e Congonhas (dia 5, metade do dia), mas vou descrever o que fizemos em cada cidade separadamente, relatando a seguir o que fizemos em Ouro Preto mesmo!

São kilos de Igrejas! Entramos somente na São Francisco de Assis, que é bem perto da feira de artesanato, e na Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, que é inteira de ouro por dentro! Eu já havia visto todas elas por dentro há uns 15 anos atrás, mas agora fizemos esta opção pq todas elas são pagas, variando de 3 a 10 reais por pessoa!

Todo mundo tb sabe que tem muita coisa do Aleijadinho na cidade, e toda a história da mineração, do Brasil colônia, império, da inconfidência... mas estas questões históricas fica  a cargo de cada um!

Visitamos o museu da Inconfidência que fica na Praça Tiradentes, muito bacana, e tb a casa dos contos, que recomendo muito! É gratuito e conta a história da moeda no Brasil, super legal!

Queríamos ter visitado a casa dos inconfidentes, mas no dia que nos propusemos a ir lá estava fechada!

No mais andamos muito pelas ladeiras simplesmente contemplando a história esculpida nas paredes, entramos em lojinhas, visitamos a feira de artesanato em pedra sabão e comemos bastante sanduíche com vinho no hostel, haha!

Achamos que o período que estivemos pela cidade foi o suficiente para conhecermos o que nos interessava, mas isto é muito pessoal. Eu só deixo aqui como alerta, rsrsrs, as ladeiras e pedras soltas judiam... teve um dia que eu estava com uma sandalinha bem vagabunda e torci o pé! Doeu muitão! Melhor estar com um calçado firme! Tênis não dava pq tava muito calor, mas pelo menos um calçado que proteja um pouco o pé!

Segue algumas fotos!

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Vista do hostel!

 

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Ladeiras de Ouro Preto!

 

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Vista da cidade de dentro da casa dos contos!

 

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Vinho no hostel que a gente é chique demais!

 

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Vista da cidade!

 

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Coloridinha!

 

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João apreciando a vista!

 

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Rua do lado da Praça Tiradentes!

 

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Praça Tiradentes e Museu da Inconfidência!

 

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Guarda chuva multi-uso, pra chuva e pro sol!

 

Mariana

Em Mariana passamos uma manhã! É muito perto de Ouro Preto, coisa de alguns minutos! Fomos primeiro visitar “A mina da Passagem”, que é uma mina de ouro desativada que se pode visitar. O diferente desta mina em relação a outras é que ela é bem grande e se desce de carrinho! Gostamos bastante, mas é uma visita rápida (menos de 1h), guiada de leve (desce uma pessoa no carrinho e dá algumas informações lá embaixo). O problema é o preço, bem carinho (acho que foi 80 reais ou pouco mais que isso por pessoa, estudante paga meia), mas é legal!

De lá fomos visitar o centro histórico de Mariana, que é bem bonitinho! Tem igrejas e a paisagem é bonita. Tb visitamos a Fundação Renova, que é responsável por gerenciar o dinheiro da Vale, Samarco e etc com relação a mitigação dos danos causados pelo rompimento da barragem. Apesar de haver controversas com relação a administração deste dinheiro, a visita ao local é bacana pq mostra de maneira bem interativa o rompimento da barragem e o percurso da lama, quando foi atingindo cada cidade e tals, interessante! No dia que estávamos lá, nem vi, mas tinha uma equipe de reportagem fazendo matéria e acabamos aparecendo no Bom Dia Brasil, hahahauaha, chique demais!

Não sei preços de hospedagens em Mariana, mas pode ser uma alternativa a Ouro Preto, é bem fofa e muito perto! O tempo que passeamos por lá deu pra curtir um pouquinho e não senti necessidade de ficar mais! Fotos!

 

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Mina da passagem em Mariana!

 

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Esperando o carrinho!

 

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Lá embaixo, 120 metros abaixo do chão!

 

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Praça de Mariana!

 

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Igrejas lado a lado em Mariana!

 

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Ruazinha de Mariana!

 

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Fundação renova, andar de cima!

 

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Cervejinha esperando a chuva passar!

 

Belo Horizonte

Não estava nos planos ir pra BH, distante 100km de OP. Saímos MUITO cedo dia 4 de janeiro de 2019 de Ouro Preto rumo ao Museu/Parque Inhotim, mas o mundo estava acabando em chuva e resolvemos para no meio do caminho, que era BH! E se serve de dica, pelamor, totalmente inviável ir e voltar de Inhotim a partir de OP, super cansativo! É que a gente olha a distância em km e acha que dá, mas MG não se mede em Km, e sim em horas. Qualquer 40km pode durar uma hora na estrada, hahaha!! Prometemos um dia voltar e ficar hospedado lá em Brumadinho só pra ir pro Inhotim, e neste dia curtimos BH tranquilamente.

Fomos primeiro ao mercado central onde ficamos umas 3 horas comprando muito queijo, kkk, e doces e bugigangas. Como tava muita chuva acabamos estacionando no próprio mercado, mas é uma fortuna! Pagamos quase 50 reais de estacionamento. De maneira geral perdemos muito a noção de dinheiro e gastamos além da conta no mercado, rs! E por incrível que pareça não há muitas opções pra comer no mercado, tivemos que esperar um restaurante melhorzinho e maior abrir, o “Casa Cheia”, e apesar de eles terem umas frescuras sobre onde vc pode sentar, a comida é MUITOOO boa. Pedi um prato chamado “mexidoido” vegetariano que estava divino. Meu marido pediu um com carne que tb estava ótimo, mas não lembro qual era o nome. Não era baratinho mas valeu a pena!

Saímos de lá já com o tempo abrindo no começo da tarde e fomos pra “Praça da Liberdade”, onde ao redor encontram-se muitas atrações culturais, que não por acaso, fazem parte do circuito cultural de BH. Visitamos o CCBB, sempre muito legal, o Memorial Minas Gerais Vale, bacanérrimo, e o que mais gostamos, Museu das Minas e do Metal. Se não me engano todos foram gratuitos e muito interessantes, valeu muito a pena este bate-e-volta em BH. Curtimos demais, especialmente meu filho que pirou no das minas e metais!

Voltamos pra casa já com a noite caindo e pegamos de novo a serra que chega em OP no escuro, um porre. Mas valeu, compramos comidinhas na padaria e fomos tomar vinho em casa! Fotos!

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Comida do marido no mercado de BH!

 

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Minha comida no mercado de BH!

 

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João bem animado quando o papi acha uma loja de discos, hahahaha

 

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Praça da Liberdade- circuito cultural!

 

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Quem será que é o arquiteto??

 

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Lixeira maior fofa falaí!

 

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Exposição do CCBB mara!

 

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Adoramos muito!

 

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Eu e João na pose!

 

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Fofuuura de baobá!

 

Congonhas

Nosso último bate-e-volta de OP, meu marido que sugeriu irmos pra Congonhas, 55km distante de Ouro Preto, cerca de 1h. Lá se encontra a famosa Igreja “Santuário Bom Jesus de Matosinhos”, uma das maiores obras do barroco brasileiro com inúmeras esculturas do Aleijadinho ao ar livre! Muito bonita e gratuita! Nas imediações do Santuário tem muitas lojinhas de artesanato com preços bacanas, especialmente tapetes e coisas do tipo. Vale a pena dar uma garimpada pq os preços variam de loja pra loja! Pra itens de tapeçaria não vi preço mais baixo em lugar nenhum.

Passamos apenas uma manhã na cidade e achei que foi o suficiente pra conhecer o básico, que é a Igreja em si! Mas deve ter mais coisa a explorar. O acesso à Igreja é fácil e uns caras logo te abordam pra estacionar num bom local, mas vale a pena dar uma volta na quadra da Igreja pq em sua lateral sobram vagas, pelo menos chegando cedo. É que todo mundo acaba estacionando antes, haha!

Lá tb tem bastante gente querendo “guiar” a sua visita. Pode ser interessante, mas não achamos necessário, puxamos informações pela internet mesmo e pra nós foi o suficiente! Cidadinha bonitinha que se estiver no seu caminho vale a pena! Fotos abaixo!

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Igreja Bom Jesus de Matosinhos!

 

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Iai galera? rssssss

 

CONTINUA

 

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Oi Juliana. Realmente, as estradas de Minas deixam a desejar.  Estrada boa só a 146, de Araxá à Br 365 em direção a Patos de Minas. Asfalto novo e bom com pouco movimento. Fui visitar as cidades históricas de Minas faz muitos anos.  Em 2017 passei por Mariana e Ouro Preto, mas não entrei, na volta do Caminho dos Diamantes. Também gosto muito de viajar de carro.

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São João del Rei

Dia 6 de janeiro de 2019 acordamos mais tarde um pouco, tomamos café, demos mais um rolezinho em OP e partimos em direção a São João del Rei, nosso próximo destino! No caminho paramos de novo em Congonhas, rs, pq eu tinha visto um caminho de mesa que tinha ficado com dúvida em comprar ou não, mas decidi comprar, era lindo, haha!

Chegamos em SJDR pouco depois do almoço e fomos recebidos pela irmã da nossa anfitriã que era nossa vizinha, dona Mercês, uma senhorinha fofa! Como era bom ter uma casinha só pra mim, amo muito! Ficamos aqui de 6 a 10 de janeiro (4 noites) por cerca de 700 reais! Adoramos nossa casinha:

https://www.airbnb.com.br/rooms/13449729?guests=1&adults=1

Como estava muito calor pra sair andando, deixamos malas e fomos procurar um mercado de carro, pq os da redondeza estavam fechados (domingo). Voltamos pra casa e ficamos morgando um pouco, tava mesmo muito quente! Coloquei roupas pra lavar na casa da mãe da Dona Mercês, que tb era vizinha, haha, e saímos dar uma volta!

São João del Rei é muito fofa e bem mais plana que OP kkkkk! A localização da nossa casa tb era ótima, a maioria das igrejas, museus e monumentos eram acessíveis a pé. Era dia de folia de reis e todas as igrejas estavam com programação festiva, estava tendo procissões, então já demos uma espiada em todas e no centro! Paramos na praça que fica em frente a Igreja de São Francisco de Assis, que é linda, e tomamos umas cervejas num dos botecos dali. Preços caros, mas a vista compensa!

Voltamos pra casa pq o tempo ameaçava chover, a dona Mercês tinha estendido minha roupa no varal, hahahahauaha... ela disse que tinha se preocupado pq eu estava com criança, vai que fico sem roupas! Fofaaaaaa! Tomamos um banho e saímos de novo pra jantar nas redondezas, não lembro onde comemos, rs! Acho que foi num subway!

No dia seguinte, dia 7, ficamos andando mais e mais pela cidade! Entramos em algumas Igrejas, lojinhas... mas infelizmente os museus só abrem de 5ª a dom, como a estação de trem com museu e demais atrações! Inclusive o passeio de trem entre SJDR e Tiradentes só funciona nestas datas! Mas este tudo bem pq não iríamos fazer mesmo... só que foi uma pena os museus estarem fechados!

Batemos bastante perna e no fim do dia fomos jantar em um restaurante que fica na avenida que dá acesso à Igreja São Francisco de Assis, chamado “Scenario”, muito gostoso e bonitinho! Estávamos tb comemorando a notícia de que tínhamos um sobrinho a caminho! Meu irmão e cunhada anunciaram estarem grávidos! Era a notícia que faltava pro meu ano ter começado mais que perfeito!!!!

Nos dois dias seguintes fizemos bate-e-volta de SJDR, que vou descrever a seguir! Então seguem algumas fotos desta simpática cidade!

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Uma das pontes de transposição do Rio dos Mortos, infelizmente canalizado neste trecho.

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Ponte sobre Rio dos Mortos

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Travessia de pedestres!

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Tancredão do céu, se eu te contar vc não acredita!

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Cidade colorida! SJDR

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São Francisco de Assis lindona!

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Igreja das Mercês

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Cemitério diferentão que tinha por perto! De gavetas verticais!

Carrancas

Temos uma amiga que mora em Lavras durante a semana e em Carrancas nos fds, e eu a entendo perfeitamente, que paraíso essa tal de Carrancas! Ela mantém uma casinha em uma área rural mas pertinho da cidade, num campo rupestre, que são aquelas formações rochosas com vegetação esparsa e herbácea, riquíssima e linda! Da casa dela acessamos a pé em menos de 10 minutos duas cachoeiras sensacionais, e a cidade conta com quase 70 nas proximidades! Com certeza voltarei pra lá pra passar uns diaaaaasss, e não um dia só!

Passamos a manhã conversando, matando a saudade e tomando café, almoçamos no centrinho charmoso da cidade e tarde curtimos as cachu perto da casa da Mari... que ela disse que nem são as mais bonitas... imagine “as foda”. Segundo a Mari tem até novela da grande irmã (=Globo) que foi filmada por lá!

Segue algumas fotos e tendo alguma possibilidade, VÁ!!

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Igreja matriz fofinha de Carrancas

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Jardins do restaurante onde almoçamos - delícia, mas não me lembro o nome!

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Indo pras cachus! Esse dog preto acompanhou a gente o tempo todo e a gente não sabia de quem era, rs

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Tomar banho de cachoeira uma vez por semana devia ser um direito constitucional!

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Eu já tinha pulado, agora foi a vez do Gui! A gente avistou uma molecada nativa pulando e ficou olhando... eu disse pro Gui "se tivesse uns 10 anos a menos eu pulava tb"... 1 minuto depois eu convidei "vamos more"? hahahahaha CLARO!

 

 

Bichinho e Tiradentes

O povoado de Bichinho é distrito de Prados e tem aglutinado, com os anos, artesãos, escultores, pintores e todo tipo de gente ligada às artes plásticas! O acesso é em parte feito por estrada de rípio (=pedra), mas bem tranquilo. Passamos toda a manhã por lá visitando ateliês e lojinhas!

O forte do artesanato local é com ferro, MUITO legal, mas tb tem bastante coisa feita com madeira de demolição, móveis rústicos, enfim, queria decorar minha casa inteira lá! Os preços são muito bons e se vc tiver dinheiro é muito vantajoso em relação ao cartão de crédito, aceito em poucos locais!

Em Bichinho visitamos tb uma destilaria/alambique de cachaça e a “casa torta”, super fofa. Ela é de brincar, mas não atrai só pais com crianças, gente de toda idade passa um tempinho lá (15 reais por hora). Além da decoração sensacional e arquitetura... torta, lá dentro é uma viagem no tempo aos brinquedos antigos, vale super a pena!

Saindo de lá paramos pra petiscar umas bobeiras num bar em Tiradentes e demos uma volta pelo centro histórico. Eu já conhecia a cidade e ela me lembra um pouco um cenário... não sou muito fã, e meu marido tb teve a mesma sensação. Tem lugares legais e históricos, mas é tanta forçada de barra que me lembra Gramado, hahahaha... então demos só uma volta mesmo. Debaixo de uma ameaça de temporal (que logo desabou) pegamos uma estrada bem maluca graças ao querido google maps, hahahahaha, mas chegamos sãos e salvos em SJDR a tempo de curtir mais um pouquinho a cidade!

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Vila fofíssima de Bichinho!

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Saúde! rs... nos até fizemos a degustação, mas não gostamos disso não, kk

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Decoração de um restaurante de Bichinho!

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Casa torta!

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Tica mooooito!

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Deu ruim, rs

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Ainda seeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiii

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Joguinhos das antigas!

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João divando 1!

E fotos de Tiradentes!

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O tempo tá fechando em Tiradentes...

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Tempo fechando mesmo!

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Eitaaaaaaaaaaaa

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Igreja estranhamente branca e o temporal chegando em Tiradentes!

 

Poços de Caldas

Por fim a última cidade, Poços de Caldas, de 10 a 13 de janeiro! Ouvi falar muito bem da cidade e pelo pouco que andei nela me pareceu de fato bem simpática e bonita, da paz, mas tb percebi que o alvo do turismo parece ser a terceira idade, acho que por conta nas inúmeras termas que tem por lá.

Como era nossa última cidade em uma viagem predominantemente de cunho histórico, quisemos dar uma trégua nas andanças e hostels e pegamos um “all inclusive” pela primeira vez na vida! Pagamos cerca de 1200 reais por 3 diárias, carésimo pro meu padrão!

O hotel escolhido foi o Village Inn! Chegando lá meu filho disse que se sentia no paraíso, já eu e Gui olhamos um pro outro vendo aquele hotel imenso cheio de gente e nos perguntamos: que que tamo fazendo aqui! Hahahahaha

Passamos 3 dias comendo e bebendo que nem uns boi véio, revezando piscina com cama. Sinceramente acho isso cansativo e monótono, de verdade. O que salvou foi que juntamos com uns doido lá do hotel e acabamos rindo bastante. João tb fez uma gangue de amigos e ficava o dia inteiro correndo e brincando, a noite ele desmaiava!

Saímos apenas uma vez do hotel e ainda com uma vã dessas que faz um rápido city tour! Bem podre, hahauaha, leva pra uns pontos turísticos inventados... pedra balão, que é só uma pedra mesmo sem nada de especial... uma fonte do amor que é só uma escultura numa cachoeira... tem uma cachoeira bonita, a “Véu da Noiva”... levaram tb numa loja de cristal LINDA, mas não era pro meu bico, no Cristo, que não dá pra ver direito, numa loja carésima de queijo e doce (Casa do Turista, com esse nome tb quer o que, haha) – no mercado central da cidade é bem mais barato, e numa loja de produtos “naturais”, sabonetes e estas coisas. Totalmente dispensável mas deu pra ter uma panorâmica da cidade, se um dia passar por lá novamente vou explorar melhor!

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Pedra balão sem graça!

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Pé de lata de cerveja, pontos turísticos inventados!

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Véu da noiva!

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Siriema linda no "Cristo"

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João divando 2 - no hotel!

 

Antes de terminar, pausa para pérolas de quem tem criança: na loja de produtos naturais – LOTADA – quente e apertada, eu dava uma espiada nos produtos a venda quando meu filho grita lá do meião da galera “OLHA MAMÃE, ESSE SABONETE É PRA CELULITE!

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, aaaaaiiiiii, adoro!

Me aproximei dele e disse calmamente: meu bem, a mamãe tá de roupa aqui, não precisa falar tão alto que pareço um queijo suíço, e em segundo lugar, isso não funciona querido... senão a gente não teria visto aquela buraqueira toda nas bundas que desfilaram pelas piscinas do hotel, kkkkkkk! RIMOS MUITO!

No domingo cedo, dia 13 de janeiro, partimos de volta pra casa! Eram cerca de 500km mas foi cansativo... paramos numa loja que uma amiga indicou em Águas da Prata pra comprar doces que de fato eram bem bons, paramos num Graal já meio perto de casa pra comer, e no meio da tarde chegamos em casa! Lar doce Lar!

 

Adoramos muito mais esta aventurinha em família, 4520km! Agradeço quem leu e acompanhou este relato/história! Nossa próxima grande jornada vai começar dia 6 de julho, mal posso esperar! Mas até lá tb espero dar umas escapadas de fim de semana! Meu insta é @juliana.champi caso alguém queira me achar por lá! Abs

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    • Por MauriVirissimo
      Olá pessoal, farei um breve relato da viagem.

      Resumo da viagem:
      30 dias, entre janeiro e fevereiro de 2019
      13 mil quilômetros

       
      Combustivel: 13 mil km
      1400 litros gasolina, R$ 5700 reais para CARRO (Jeep - Grand cherokee 3.6)
      520 litros gasolina, R$ 2000 reais para MOTO (Honda - CB 500x)

      Partimos de Florianópolis em direção a Bariloche nosso principal destino inicial, onde ficamos 2 dias inteiros fazendo alguns passeios na cidade.


      Depois disso continuamos para Sul descendo Ruta 40 ate Esquel para então entrar no chile por Futaleufu e descer Carretera Austral ate Puerto Rio Tranquilo onde fizemos passeio nas Capilas de Marmol (catedral marmore). Neste trecho pegamos Aproximadamente 300 km  de Rípio que para carro tava tranquilo porem pra moto tava um pouco sofrido devido a "brita" solta nova que colocaram pois estão pavimentando a Carretera e essa rípio solto fica complicado para pilotar.


      Bom, para quem conhece Carretera sabe muito bem que vale cada quilometro percorrido nela, porem voltamos para ruta 40 para chegar a El chaiten, El calafate e no decorrer dos dias ir descendo ate torres del paine, e neste porto da viagem, por motivos de Doença na família minha madrasta teve que voltar ao Brasil de Avião e junto meu irmão por parte de pai também voltou, onde infelizmente mãe dela, avo dele veio a falecer infelizmente.


      Detalhe, meu pai estava com Moto em nome de minha madrasta e estava sem procuração dando os devidos direitos dele poder passar aduana com moto em nome dela, ai então em Puerto Natales fomos ate NOTARIA (tipo nosso Cartório no brasil) e la fizemos o documento.
      Outra observação, é que passamos as aduanas por varias vezes durante o restante da viagem e não entregávamos o documento para ver se iriam questionar algo, e nada pediam, passávamos tudo ok.

      Bom, Continuando então descemos ate Ushuaia onde ficamos 3 dias inteiros e depois fomos subindo ruta 3 com destino ate Puerto Madryn e la fazer passeio ate pinguinheira e também para conhecer Península Valdes.


      Apos isso tínhamos ainda tempo suficiente para passar em Buenos Aires, mas decidimos voltar para casa e dar apoio psicológico a família que voltara antes.

      Não tivemos nenhum contra tempo, nem com carro nem com moto, temperatura era na maioria das vezes boa para andar de moto, exceto em algumas regiões pela parte da manha quando cedo, porem no trexo da ruta 40 entre Gobernador Gregores e Tres Lagos, o ripio muito solto pior que na carretera e o FORTISSIMO VENTO LATERAL fez com que meu pai chegasse a chorar ao conseguir passar, neste dia 3 motos que la estavam passando pela mesma situacao desistiram e um reboque grande levou 3 motos e seus respectivos pilotos para trecho onde asfalta começava novamente. meu pai foi guerreiro antava pela antiga rodovia paralela a atual que esta para ser pavimentada por isso ripio (brita) solta.


      Bom meus amigos tenho videos curtos no youtube vou deixar link abaixo, esta dividido em 5 videos curtinhos!
       


      Grande abraços a Todos e em Março Abril de 2020 pretendo ir ao Atacama, BORA!?!?!?!
       

       

    • Por Guh030912
      Bom dia, eu e meu marido estamos planejando em agosto sair de Imbituba de carro para conhecer o Brasil ( Agosto 2020) gostaria de saber se é tranquilo ( temos um sambeiro 2015 1.0)temos 25 dias para viagem  e quais lugares visitar nunca viajamos de carro e é um grande desejo nosso! 
       
      desde já agradeço! 
    • Por rafael.gomes.3975
      Ola a todos.
      Estarei na Bahia entre os dias 12 e 25 de outubro, e viajarei entre Salvador e Itacaré, passando por Morro de São Paulo e Maraú. Gostaria de saber se alguém conhece algum grupo de canoagem ou caiaque nestas cidades. Se souberem, teriam como me enviar contatos.
      Obrigado.
    • Por Débora Soares Coutinho
      Olá, pessoal!
      Quem aí vai pra Caraíva no final de setembro, avisa aqui nos comentários!
      Outra coisa, queria saber se nos arredores tem alguma trilha pra fazer? 
      Abraços! 
       
    • Por Cah Machado
      Essa é uma das poucas trilhas que já fiz, porém foi a mais linda e mística para mim. Feita no início de 2018 um tempo após o Réveillon.
      Foi feita com meu ex companheiro na época, que já tinha feito outras vezes e possui bastante experiência em trekking.
      Para quem não conhece, essa trilha era uma passagem feita antigamente pelos tropeiros com seus animais levando alimentos e outras coisas ao povo das comunidades próximas.
      Cheguei cedo em Lençóis por volta das 5:40, e então comecei a fazer a trilha seguindo pelo Hotel Portal de Lençóis onde se inicia uma subida para a trilha, distanciando do barulho da cidade já se notava o silêncio e o som dos pássaros.
      O início da trilha você ainda vai passar por umas casas até ver apenas a natureza e mais nada.
      É uma trilha de muita subida no início e em sua maioria por Lençóis ficar em nível abaixo do Vale do Capão. Levem bastante água pois essa parte da trilha é cansativa.
      Nessa primeira foto mostra a primeira subida e Lençóis ao fundo, uma paisagem sensacional.
      Essa trilha é composta por muitos paredões, o que deixa um pouco cansativa no início pelas subidas. O lindo é que no meio dessas rochas podemos contemplar a beleza da vegetação nativa, com bromélias brotando entre as pedras, cactos exóticos com total exuberância, lindos de ver.
      Após um tempo de subida vem um córrego onde fizemos o primeiro cafezinho e nos abastecemos com água. E foi um café com um lanchinho espetacular, no meio do nada, distante de toda forma de barulho e stresse, podendo contemplar apenas o barulhinho da água e som dos pássaros. Tem coisa melhor que isso?
      Após mais um bom tempo de caminhada avistamos uma pequenina queda d'água onde pude me banhar e relaxar um pouco.(não cito os nomes do locais pois não gravei nada).
      Por mais um pouco de andança já entramos em mata fechada e úmida (Rain Forest) onde tem várias nascentes e córregos, com pedras e limo e plantinhas bonitinhas parecendo aqueles filmes místicos onde se tem duendes, fadas, druidas, elfos. E foi nesse local que decidimos montar acampamento pois o dia já estava se fechando, o cansaço já tomava conta dos nossos corpos e já caia a tarde, era por volta das 15h se não me engano.
      Montamos a barraca de frente a um dos vários córregos existentes, e ficamos explorando um pouco a área ao redor. Era muito encantador aquela floresta lindinha. Fomos pegar algumas palhas secas para acender uma fogueira, já que a noite seria fria. 
      A noite cai e podemos ouvir sapinhos cantando muito próximo a nós. Noite melhor não teve, som de água caindo e vários frogs.
      Pela manhã após o café levantamos nossa barraca e seguimos adiante, quase nos perdemos em um momento da trilha pois estávamos seguindo pelo Wikiloc e nossos celulares acabaram as baterias. Tivemos que seguir pelo mapa de bolso e por percepção de trilhas batidas. Nessa parte já contava com muitas descidas e paredões onde se passava um rio muito bonito. Lembro-me muito bem de ver o lindo morro Branco.
      Após essas descidas passamos pelo Morrão e Conceição dos Gatos e a trilha fica bem batida e já avistamos muitas pessoas. Andando um pouco mais já se chega às casas do Vale.














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