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21 dias na BA - Costa do Descobrimento - Parte 1: Arraial d'Ajuda


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Como eu gosto muito de escrever, o que era para ser um relato acaba virando um "guia". Entretanto como a maioria ou não tem tempo ou não tem paciência para tanto, vou colocar um índice aqui e assim cada um vai direto a parte que lhe interessa ;)

Índice

Apresentação: Costa do Descobrimento

A cidade

Como chegar

Quando ir

Onde ir

Onde ficar

Onde comer

Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)

Sugestão de roteiros

Relato de viagem

Mapas

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Nanci Naomi
http://nancinaomi.000webhostapp.com/

Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
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25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
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Período: 30/01 a 19/02/2014

Cidades: Porto Seguro (Porto Seguro, Arraial d'Ajuda, Trancoso, Espelho, Caraíva), Santa Cruz Cabrália (Coroa Vermelha, Santo André), Prado (Ponta do Corumbau)*

A Costa do Descobrimento é considerada o berço da história e da cultura do Brasil. São 150 km de litoral, onde aportaram as primeiras caravelas portuguesas. Abençoada com atrativos naturais, como praias, enseadas, baías, falésias, recifes, rios, coqueirais, restingas, mata atlântica e manguezais, oferece, além da natureza exuberante, história, cultura, arte e entretenimento. Nessa região foi instituído o Museu Aberto do Descobrimento que, com a proposta de ser um museu natural ao ar livre, estende-se por 130 km de litoral, da foz do Rio Caí, no município de Prado, até o Rio João de Tiba, em Santa Cruz Cabrália.

A Costa do Descobrimento inclui outros municípios, mas nessa viagem foram contemplados apenas Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Aproveitei a logística para fazer um passeio bate e volta à Ponta do Corumbau*. Arraial d'Ajuda, Trancoso, Espelho e Caraíva são comumente mencionados como destinos turísticos independentes, mas na realidade são todos pertencentes ao município de Porto Seguro. Nesse relato, usarei a denominação usual identificando separadamente cada destino, dessa forma, quando citado o destino de Porto Seguro, este fará referência apenas à sede do município, mais precisamente, o centro e o litoral da Praia do Cruzeiro à Praia do Mutá.

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Nas últimas viagens temos diminuído o ritmo, escolhendo mais locais de hospedagens e explorando melhor as regiões. Dessa forma, fugimos do tradicional, que é ficar hospedado unicamente em Porto Seguro e fazer passeios bate e volta para os destinos turísticos da área. Ficamos hospedados em Arraial d'Ajuda, Trancoso e Caraíva, além de Porto Seguro.

* A Ponta do Corumbau, pertecente a Prado, faz parte de outro roteiro, a Costa das Baleias.

Obs.: Além da seção "Dicas" antes do relato, há outras dicas específicas espalhadas pela página. ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Dessa forma, alguns estabelecimentos, bem como alguns dos pontos turísticos, não foram visitados por mim e, portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade se os dados são atualizados e/ou verossímeis.

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Nanci Naomi
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A cidade:

Porto Seguro está localizada no litoral sul do estado e tem área de 2.408,327 km². Tem 126.929 habitantes (dados IBGE 2010) e faz limite com as cidades de Santa Cruz Cabrália, Eunápolis, Itabela, Itamaraju e Prado. Possui clima quente, úmido e subúmido com temperatura média de 24,4ºC.

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Como chegar:

Porto Seguro tem fácil acesso, por meio de transporte rodoviário ou aéreo. Está localizado a 722 km da capital.

De Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália está localizada a 22 km; Santo André a 27 km + 15min de balsa + 2 km; Arraial d'Ajuda, a 10min de balsa + 4 km; Trancoso, a 10min de balsa + 47 km (estrada nova) ou 27 km (estrada velha); Caraíva, a 10min de balsa + 70 km. Entre Trancoso e Caraíva há cerca de 40 km e, no meio do caminho, tem o acesso para a estrada de 6 km (alguns dizem 3 km) que leva à Praia do Espelho. Obs.: são distâncias aproximadas, pois eu não medi e cada lugar fornece um número diferente).

• Aeroporto Internacional de Porto Seguro, Estrada do Aeroporto, 1500, Cidade Alta, 3288-1880

• Terminal Rodoviário, Cidade Alta (em frente à entrada do Centro Histórico), 3288-1039 / 1914

• A empresa de ônibus Águia Branca faz a linha Salvador-Porto Seguro, 0800-725-1211, http://www.aguiabranca.com.br/

Transporte Porto Seguro/Arraial d´Ajuda:

• Arraial d´Ajuda é bastante próxima de Porto Seguro, basta atravessar o Rio Buranhém de balsa e percorrer 4 km até o centrinho

• Linhas de ônibus interligam as principais localidades. É fácil transitar entre rodoviária, aeroporto e a Balsa do Rio Buranhém de transporte coletivo. Porém, como as distâncias são pequenas, táxi não fica muito caro

• Balsa do Rio Buranhém (travessia Porto Seguro-Arraial d´Ajuda), 3288-2516, das 7-22h, de 15 em 15min; das 22-7h, de 1 em 1h; percurso em 10min. A travessia é bem curta e rápida, só é paga no sentido Porto Seguro-Arraial d´Ajuda

• Depois de atravessar de balsa, do outro lado, táxis, ônibus e vans aguardam para percorrer a distância de 4 km até o centro de Arraial d'Ajuda

• Não há rodoviária em Arraial d'Ajuda. Os principais pontos de ônibus são na saída da Balsa do Rio Buranhém e na Pça. da Igreja de N. Sra. d'Ajuda, mas os ônibus param em diversos outros pontos, informe-se com os moradores

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Nanci Naomi
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Quando ir:

A alta temporada se dá no período de férias escolares, com picos no ano novo, no carnaval e feriados. Particularmente, a cidade de Porto Seguro tem outro período de alta temporada entre os meses de outubro e novembro, quando recebe excursões de formatura de estudantes de ensino médio, também frequentes nas férias de julho. Quem quer tranquilidade e fugir dos preços altos, deve evitar essas épocas. Na baixa temporada, Porto Seguro sempre tem algum movimento, já Arraial d'Ajuda e Trancoso têm o fluxo de turistas reduzido, bem como Espelho e Caraíva que ficam ainda mais tranquilas. Quanto ao clima, geralmente apresentam um índice pluviométrico maior entre março e maio.

O visual de algumas praias, como a Praia do Espelho, poderá ser mais bem apreciado na maré baixa; na alta a água encobre os recifes e os bancos de areia retirando o diferencial/particularidade da praia. No caso particular da região de Porto Seguro, não sei se há necessidade de a maré estar muito baixa, que ocorre na lua cheia ou nova, quando as marés baixas são mais baixas e as marés altas são mais altas. Confira no site da Marinha a Tábuas das Marés e veja O básico das marés - o que se precisa entender para programar seus passeios pelas praias e piscinas naturais

Eventos:

• São Sebastião: no dia 20 de janeiro, uma procissão com uma estátua de São Sebastião, ao lado da estátua de São Brás, percorre Trancoso e, em frente da Igreja de São João Batista, é feita uma homenagem e a substituição do mastro de madeira

• Nossa Senhora d'Ajuda: no dia 15 de agosto, romaria à fonte de água, localizada próxima à igreja

• Nossa Senhora da Pena: no dia 8 de setembro, precedido por uma novena, a procissão, com saída do centro histórico de Porto Seguro, atrai romeiros de regiões vizinhas, como Eunápolis e Santa Cruz Cabrália

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Onde ir:

Arraial d'Ajuda tem a "rua mais charmosa do Brasil": a Rua Mucugê com pousadas, restaurantes e lojas e para onde o movimento migra à noite, após curtir as belas praias locais. A pequena e charmosa vila de praia dista poucos quilômetros de Porto Seguro, separadas pelo Rio Buranhém.

Vila:

• Rua do Mucugê: pousadas, restaurantes e lojas, como a Terima Kasih (objetos de decoração importados de Bali) e a Bahia pra Todos os Santos (oratórios, escapulários e mandalas). O Beco das Cores tem bares com som ao vivo. Dá acesso à praia homônima

• Rua Broadway: comércio em geral, incluindo lojas de artesanato e suvenires, dá acesso à praça da Igreja de N. Sra. d'Ajuda

• Igreja de N. Sra. d'Ajuda (1549): atrás da igreja, o mirante tem vista panorâmica das praias e mureta colorida, devido as inúmeras fitinhas amarradas

• Espaço Coral Vivo Mucugê, R. do Mucugê, 402, Centro, ter-dom das 17-22h http://www.coralvivo.org.br Colônias centenárias de espécies de corais encontradas na Bahia, painéis informativos, maquete do Centro de Visitantes e Base de Pesquisas do Coral Vivo (do Arraial d'Ajuda Eco Parque), loja de suvenires. Entrada gratuita

• Terima Kasih, R. do Mucugê, 364, 3575-1913, http://www.terimakasih.com.br

Praias:

• Apaga Fogo: a 4 km do centro, águas mais escuras devido à foz do Rio Buranhém, recifes, piscinas naturais na maré baixa, mar calmo, areia fofa, boa para esportes náuticos, movimentada com hotéis, pousadas, barracas. Bela vista de Porto Seguro e seu casario colonial colorido

• Araçaípe: a 2,5 km do centro, recifes, piscinas naturais na maré baixa, mar calmo, areia com conchas, hotéis, pousadas, barracas de praia e restaurantes. No canto esquerdo, a barraca Sting Praia Bar promove shows e competições de regata e caiaque, no lado direito, ampla faixa de areia e área de restinga. De Araçaípe se tem uma bela vista para a Igreja de N. Sra. d'Ajuda

• Pescadores (Delegado ou d'Ajuda ou Nativos): a 1 km do centro, acesso a pé do lado esquerdo de Mucugê ou por uma rua à esquerda da entrada do Arraial d'Ajuda Eco Parque. Mais frequentada por moradores, mar cristalino, calmo, ancoradouro para barcos de pescadores, conta com uma barraca de praia

• Mucugê: a 2 km do centro, ampla faixa de areias brancas, águas cristalinas, recifes, piscinas naturais na maré baixa, mar calmo, boa para esportes náuticos, tem infraestrutura com barracas de praia e abriga o Arraial d'Ajuda Eco Parque. No verão, promove festas, luaus e raves

• Parracho: a 3 km do centro, acesso a pé pela Praia do Mucugê (15min) ou de carro pela Estr. da Pitinga. Recifes, piscinas naturais na maré baixa, barracas de praia, boa para banho e esportes náuticos. Aluguel de pranchas de windsurfe, caiaques e equipamentos de mergulho. Quadras de esportes na areia para a prática de vôlei, futevôlei e futebol. Barraca do Parracho promove festas no verão

• Pitinga: a 4 km do centro, mar esverdeado, falésias, areia fofa, recifes, piscinas naturais na maré baixa, boa para esportes náuticos. Do lado esquerdo, grande movimento com hotéis, pousadas e barracas

• Lagoa Azul: a 6 km do centro, acesso a pé de Taípe (15min) ou da Pitinga (25min). Tem falésias, águas tranquilas e rasas, e a lagoa não existe mais, mas disseram que, na época das chuvas, forma um pequeno poço

• Taípe: a 14 km do centro, acesso de carro pela Estr. Velha de Trancoso ou a pé da Praia da Pitinga (50min). Semi-deserta, falésias, mata nativa, mar transparente, ondas mais fortes, barracas

Passeios:

• Arraial d'ajuda Eco Parque, Estr. do Arraial, km 4,5, Mucugê, 3575-8600, qui e sex das 10-17h, jan diar das 10-17h (fecha maio e junho), [email protected]. Piscinas, toboáguas, rio lento, arvorismo, tirolesa, mini trilha ecológica de quadriciclo, Espaço Coral Vivo. Conta com estacionamento, posto médico (primeiros socorros), fraldário, aluguel de armários e toalhas, restaurante, lanchonete e lojas

• Awaventura, Estr. Arraial-Vale Verde, km 9 (Japara), a 9 km do centro, 3575-2202 / 9126-3696, http://www.awaventura.com.br/ Sítio com Mata Atlântica e enfoque em esportes radicais como arvorismo e tirolesa

• Passeio de Escuna até o Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, sai do píer de Arraial, no Rio Buranhém, e segue até a parte norte do parque, para mergulho livre por 50min, saída na maré baixa, duração de 4h, aluguel de máscara e snorkel no barco. Área pouco preservada com recifes desgastados e poucos peixes. As agências falam para levar tênis para andar sobre os recifes, mas é recomendado NÃO andar sobre os recifes para a sua preservação

• Mergulho de 30min a 8m de profundidade com instrutor + mergulho livre de 45min, na parte sul do Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, área mais preservada

• Passeio de helicóptero

Festas:

• Morocha Club, R. do Mucugê, 290, 3575-2611, http://www.morochaclub.com Festas com bandas e DJs

• Barracas de praia, no verão, promovem festas e luaus - conferir a programação

Compras:

• Em Arraial d'Ajuda, tem muitas opções de compras de suvenires na Rua do Mucugê, na Rua Broadway e na Pça. São Brás, onde rola algumas barraquinhas. Na Espaço Coral Vivo Mucugê, tem artigos que parecem ser de boa qualidade, lembra a loja do Tamar. Nas praias, passam índios vendendo artesanato

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Nanci Naomi
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9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul

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Dicas e comentários sobre passeios:

• A Rua do Mucugê e as ruas próximas são de paralelepípedo. A Rua do Mucugê é bem bonitinha, repleta de lojas, restaurantes e pousadas. As fachadas das construções são bonitas e a rua tem enfeites luminosos, formando um conjunto bem charmoso e agradável para passear, principalmente à noite, quando o trânsito fica impedido para carros, mas havia alguns circulando, talvez de hóspedes das pousadas. Durante o dia, apenas alguns restaurantes abrem para o almoço e a grande maioria das lojas está fechada. O comércio abre a partir da tarde quando o movimento se intensifica. Uma das lojas chama a atenção, a Terima Kasih, pois o prédio é muito bonito, parece um templo com um jardim com vitórias-régias e flor de lótus, e os artigos são muito bonitos. Vale estender o passeio à Rua Broadway e aos fundos da Igreja de N. Sra. d'Ajuda, onde há um mirante

• Os passeios das agências têm saída por volta das 8h, mas esse é o horário que a maioria das pousadas começam a servir o café da manhã. Acho que se comprar passeio, o jeito é sair sem café e/ou contar com atrasos nas saídas dos passeios

• Essa região é muito agradável para uma caminhada nas praias. Estando hospedado nas proximidades do Mucugê, pode-se dividir o roteiro em dois. 1) Uma opção é seguir em direção à Praia do Apaga Fogo, retornando pelo mesmo caminho da ida ou ir à balsa e retornar de ônibus ou van. É uma caminhada curta e não lembro ter atravessado rios nesse trecho; se houver, são apenas fios d'água. Não há problema com a maré alta, exceto que na alta a água deve cobrir toda a faixa de areia da Praia do Mucugê. O trecho é movimentado e as praias do percurso possuem infraestrutura com barracas. 2) Outro roteiro é rumar à Praia do Rio da Barra, na divisa com Trancoso. Desconheço se há transporte público nessa área, por isso o retorno teria que ser feito pelo mesmo caminho da ida ou uma alternativa (mais curta) seria atravessar o Rio da Barra e continuar até Trancoso, onde há ônibus e vans para o retorno a Arraial d'Ajuda. É uma caminhada mais longa e há alguns rios estreitos e rasos pelo meio do caminho que não oferecem nenhuma dificuldade de travessia. Entretanto se decidir atravessar o Rio da Barra para ir a Trancoso, atente para a maré. O rio não é largo, mas na maré alta fica profundo e ruim de atravessar, principalmente se estiver com mochila que terá se suspensa. Mais para o lado de dentro (oposto à praia), o rio fica bem mais largo e nem por isso menos profundo, pelo menos não encontrei nenhum ponto melhor para travessia. Quando passei não vi correnteza, mas é bom observar. Outro problema, no pico da maré alta, é que a água cobre quase toda a faixa de areia de algumas praias e, entre a Praia do Taípe e a Praia do Rio da Barra, há dois locais com falésias desbarrancando e pedras, onde a água só não bate na maré bem baixa. O trecho final é menos movimentado e com pouca infraestrutura de barracas

• A Praia do Apaga Fogo é movimentada e tem infraestrutura. Achei mais bonita na foz do Rio Buranhém, onde forma um belo conjunto composto pelo rio com manguezal e pela praia com recifes e de onde se descortina uma pitoresca vista do casario colonial colorido de Porto Seguro na outra margem do rio. Entretanto, essa área não é convidativa ao banho devido às águas escuras do Rio Buranhém

• A Praia do Araçaípe também é movimentada e conta com infraestrutura. Boa para banho, oferece um vista diferente para os fundos da Igreja de N. Sra. d'Ajuda emoldurada pelo verde da região

• A Praia dos Pescadores é mais tranquila e conta apenas com uma barraca, mas que atende bem aos que resolverem passar o dia por ali

• As praias do Mucugê e Parracho são bastante movimentadas, com muitas barracas, o acesso é bem fácil, a partir da Rua Mucugê, basta descer para as praias. A volta é um pouco chata, por causa da subida íngreme. Querendo mais sossego, basta andar para a esquerda ou para a direita que surgem praias menos movimentadas

• Achei as praias mais centrais um pouco sujas. Em uma das manhãs, a água das piscinas naturais estava meio turva, com latas e até cacos de vidros, provavelmente por conta do lixo carregado pelas chuvas fortes da madrugada. Também tinha sargaço na areia, na maré baixa. Perto da foz do Rio Buranhém, a água é bem escura e parece suja

• Uma das praias preferidas é a Pitinga, com pousadas e barracas de praia bem estruturadas, além do visual das falésias, sobre os quais ficam equipes de parapente para voos duplos, mas como as falésias não são muito altas, não sei se os voos conseguem ser longos

• A Praia da Lagoa Azul conta com poucas barracas e é menos movimentada que as praias vizinhas

• Aos que querem mais tranquilidade, Taípe é a mais indicada; mais isolada, tem belíssimas falésias e faz divisa com a Praia do Rio da Barra, já em Trancoso

• Na alta temporada, as noites são animadas. Algumas opções são o Morocha Club e as barracas da Praia do Parracho

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Nanci Naomi
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15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

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Onde ficar:

• Coqueiros, Alameda dos Flamboyants, 55, Centro, 3575-1229, [email protected] Pousada agradável, bem arborizada, jeitosa e bem equipada, mas achei a relação custo/benefício ruim, acho que poderia ser melhor pelo preço cobrado, pois as diárias são salgadas, mas por outro lado parece compatível com o padrão de Arraial d'Ajuda que tem o custo bem elevado. Boa infraestrutura, área de lazer com piscina limpa e toalhas à disposição, sauna, fitness, aula de yoga duas vezes por semana, sala de jogos, TV a cabo e DVD, etc. Tem restaurante à la carte e a recepção funciona das 8h às 22h, eu acho, depois disso fica um vigia noturno que é um fator a ser considerado, pois ouvi queixas de outros lugares, onde não ficava ninguém na recepção à noite e no caso de algum problema, não havia ninguém a quem pedir socorro. Boa localização, em rua tranquila, mas perto da Mucugê, que foi um ponto que pesou muito na escolha dessa hospedagem. Vi algumas opções interessantes, mas que ficavam em áreas mais afastadas e pareciam isoladas, fiquei na dúvida se daria para circular à noite, a pé. Wifi funcionava bem, mesmo no nosso quarto que era longe da recepção. Quarto de tamanho médio, com boas instalações, TV LCD, 4 canais a cabo rotativos, AC split silencioso, cofre digital grande. Porém acho que poderiam , por exemplo, ter cama box ou pelo menos trocar o colchão de espuma por um de mola e o banheiro precisa de uma reforma. É bom, com box blindex, ducha boa com aquecimento central, secador de cabelos, mas só as paredes do box eram azulejadas, as outras paredes não e tinha um pouco de umidade. Café da manhã era bom, mas acho que poderia ter mais variedade e ser melhor pelo preço da diária. O chá da tarde era bem simples com chás diversos, café, leite e bolo que era pouco e parecia sobra do café da manhã, quem chegava mais tarde ficava sem. Dica de quarto: Os apartamentos estão distribuídos em alguns chalés pela propriedade. Os primeiros chalés estão mais próximos da piscina, área do café e recepção, os do fundo da propriedade ficam mais distantes, mas ganham em privacidade, já que o barulho e a movimentação de pessoas são menores

Outras opções:

• Estalagem d'Ajuda, Alameda dos Oitis, 20, Centro, 3575-2416, [email protected]. Simples, mas parece agradável, boa localização

• Pousada Flamboyant, R. do Mucugê, 89, Centro, 3575-1025, [email protected]. Simples, mas parece agradável, tem duas alas, a mais nova tem alguns quartos com instalações renovadas, boa localização, mas não sei se é barulhento por ficar na rua principal

• Pousada Bucaneiros, R. do Mucugê, 590, Centro, 3575-1105 / 9985-0080, [email protected]. Simples, mas parece agradável, boa localização, fica mais para o final da rua, a caminho da praia

• Casa Natureza Brasil, R. dos Coqueiros, 27, Bairro São Francisco, 3575-1071 / 9987-9928, [email protected]. Adorei o site, parece agradável, aconchegante e confortável, com decoração caprichada, mas fica um pouco afastada do centro

• Pousada Atlântida, Estrada de Trancoso, 555, Centro, 3575-1747 / 9979-0214, [email protected], http://www.pousadaatlantida.tur.br/ Gostei do site, parece rústico, mas agradável. Fica um pouco afastada, não é longe, mas a estrada margeia um terreno baldio

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Dicas e comentários sobre hospedagem:

• Dá para fazer bate e volta a partir de Porto Seguro, pois é muito próxima, mas achei Arraial bem charmosa e com boa infraestrutura, acho que vale a pena ficar hospedado lá e curtir a noite da Rua Mucugê com calma, além de evitar a fila na balsa, principalmente na alta temporada

• As hospedagens concentram-se no Centro (nas proximidades da R. do Mucugê), ao longo da estrada que liga a balsa à R. do Mucugê e nas praias. Para ficar independente de carro, táxi, ônibus e van, o mais fácil é ficar hospedado perto da R. do Mucugê, de onde é possível sair a pé à noite para curtir o movimento dessa rua e a caminhada às praias é tranquila durante o dia. Ficando em uma hospedagem pé na areia, provavelmente à noite precisará de carro/táxi para subir à Rua Mucugê

• Existem opções em bairros vizinhos ao Centro, que não ficam longe, mas, se estiver sem carro, é bom verificar as condições da área para ver se não é muito deserto para transitar a pé ou se preparar para bancar um táxi

• Tinha velas no quarto da pousada e tivemos algumas quedas de energia, muito rápidas, apenas poucos segundos, mas na alta temporada pode ser que a situação se complique, quando a rede sofre uma sobrecarga

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Onde comer:

• Restaurante Paulo Pescador, Pça. São Brás, 116, Centro, 3575-1242 / 2120 Fax, ter-dom das12-22h, dez-fev diar das 12-22h (fecha maio), [email protected], http://www.paulopescador.com.br O local é bem simples, mas o ambiente é agradável e o Paulo, muito simpático, passa de mesa em mesa conversando com os clientes; o atendimento é muito bom e não é demorado, apesar do movimento. A dica é chegar cedo, pois costuma formar fila de espera na alta temporada. Não aceita cartão. O PF é gostoso e bem servido, vem uma entrada com pãozinho quente e manteiga e vem uma tigela grande de feijão também. Experimentamos o filé de peixe, o filé acebolado, o bobó de camarão e a moqueca de peixe, todos bons. É uma comida simples, não é restaurante turístico, muito menos chique, mas dá para comer bem, sem gastar um absurdo. Achei caro para um PF, mas parece ser o usual dessa região que tem hospedagem e alimentação a preços mais altos. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício boa

• Restaurante Boiteko, R. do Mucugê, 69, 9156-5995. Ambiente simples, mas agradável, atendimento bom, cardápio à la carte. Dizem que a especialidade da casa é a comida mineira e as carnes. Experimentamos a picanha que estava boa e bem servida. Tinha cafezinho com coador de pano individual, um charme, igual ao do Uai Café Bistrô de Boipeba. Disseram que é coisa de MG. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício boa

• Crepe da Miloca, R. do Mucugê, 135, 9984-6664, [email protected], http://www.crepedamiloca.com.br/ Ambiente simples, mas agradável, atendimento bom, cardápio à la carte. Os crepes têm nomes de gêneros musicais. Cada crepe vem dobrado de um jeito diferente, com boa apresentação e acompanha uma manteiga de ervas maravilhosa. É gostoso, bem recheado e com bons ingredientes. É meio caro para um crepe, mas é grande e serve como uma refeição se não comer muito. Voltamos outro dia para comer um crepe doce depois do jantar, é um pouco menor do que o salgado, pois tem menos quantidade de recheio, mas é grande para uma sobremesa, dividimos um crepe doce para 2 pessoas. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício razoável

• Barraca do Nel, Praia dos Pescadores, 3575-2816, das 10-16h, http://barracadonel.50webs.com/home.htm Única barraca da praia, tem vista para os barcos ancorados próximos aos recifes. Barraca de estrutura simples na praia, com mesas e cadeiras de plástico com guarda-sol, não tinha espreguiçadeiras. Tem sombra de coqueiros. Atendimento bom, cardápio à la carte. Não aceita cartão. Recomendam o badejo frito e o arroz de polvo. Experimentamos o arroz de polvo, que é bem servido, gostoso, bem temperado, cremoso, parece cozido no molho da moqueca, sem coentro. É meio caro, mas é na praia, onde os preços costumam ser maiores, por isso achei a relação custo-benefício razoável

• Barraca do Faria, Praia de Pitinga, 3575-3840 / 9979-5824, das 9-17h (fecha em maio e junho), [email protected], http://www.barracadofaria.com.br Barraca simples na praia, mas ajeitada, banheiro limpo, mesas, cadeiras e espreguiçadeiras de plástico. Bom atendimento, rápido, apesar de cheio, cardápio à la carte. Pedimos o pastel, que é do tipo meia lua, com massa crocante e casquinha de queijo, com recheio cremoso de camarão, muito bom. Experimentamos apenas o pastel, então não posso opinar sobre os pratos. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício razoável

• Cabana La Plage, Praia do Mucugê, 12, 9924-2811. Barraca grande, boa estrutura, na frente tem umas espreguiçadeiras grandes com cobertura, parece cama de casal com dossel, mas para usufruí-las acho que tem taxa de consumação mínima, é melhor confirmar antes de se instalar. Atendimento bom, cardápio à la carte. Comemos iscas de peixe bem sequinhas e crocantes. Experimentamos apenas um petisco, então não posso opinar sobre os pratos. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício razoável

Outras opções:

• Restaurante Portinha, R. do Campo, 1, Centro, 3575-1289, das 12-17h, nov-mar das 12-22h. Variada/bufê por kg. Tem filial em Porto Seguro e Trancoso. É um dos bufês por kg mais conhecidos, mas acabei não experimentando. Disseram que o Aconchego era tão bom quanto e a um custo ligeiramente menor

• Restaurante Rosa dos Ventos, Al. dos Flamboyants, 24, Centro, 3575-1271, qui-ter das 16h à 0h (dom das 13-22h), dez-fev diar das 16h à 0h. Dizem que é muito bom, mas caro. Recomendam o dourado ou badejo na folha de bananeira com camarões, alcaparras e abacaxi

• Restaurante Morena Flor, R. do Mucugê, 200, Centro, 3575-1588, qua-seg das 17-0h. Recomendam acarajés com molho de camarão e moqueca de peixe

• Restaurante Boi nos Aires, R. do Mucugê, 200, Centro, 3575-2554, ter-sáb das 17-0h, dom das 17h30-22h30, jan, fev e jul diar das 15h30-1h. Recomendam a picanha com camada crocante de gordura

• Sorveteria Coelhinho, R. do Mucugê, 135, Centro, das 15h30 à 0h

• Café da Santa, Pça. da Igreja, 3575-1078

• Sting Praia Bar, Praia de Araçaípe, 9982-9991, ter-dom das 9-17h, dez-fev diar das 9-20h. Som das picapes e shows no verão. Aqui uma das atrações é o dono da barraca, que dizem ser a cara do Sting, daí o nome. Recomendam o filé de dourado com legumes na grelha

• Barraca do Parracho, Praia do Parracho, 3575-2801, das 9-17h. Shows ao vivo no verão, festas de Carnaval e Réveillon, agitado

• Cabana Grande, Praia do Parracho, 3575-3044, das 9-17h. Cabana de madeira com música ao vivo durante o dia e shows à noite. Recomendam porções e peixes na telha

• Barraca Flor do Sal, Praia de Pitinga, das 11-17h. Decoração mais sofisticada, comida tailandesa, pescados e moquecas assinados por um chef

Dicas e comentários sobre alimentação:

• No final da Rua do Mucugê e na entrada principal da praia homônima, tem restaurantes com PFs mais em conta, por volta de 12,00. Na vila, vi placa em padaria anunciando PFs a 10,00

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    • Por Felipao86
      Olá pessoal,
      Agosto de 2020, ano pandêmico, férias marcadas, estresse total. Com ou sem pandemia teria um mês inteiro de férias e começamos a analisar opções de viagens em que houvesse o mínimo de risco para nós, um casal com duas crianças (uma de 2 anos e meio e um bebê de 5 meses). Lemos e analisamos algumas opções e decidimos fazer uma viagem de carro, sem um percurso muito definido, mas tentando percorrer algumas praias do litoral baiano, sabidamente de densidade demografica baixa e com ótimo distanciamento social. Acabou sendo uma das melhores viagens da vida, sem dúvida alguma.
      No fim das contas, o roteiro ficou:
      Dia 1 – BH-Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teofilo Otoni/MG – Santa Cruz Cabralia/Ba
      Dia 3-5-Santa Cruz Cabralia/Ba-Porto Seguro/Ba
      Dia 5 – Santa Cruz Cabralia/Ba – Ilheus/Ba
      Dia 6-7--Ilheus/Ba
      Dia 8 – Ilheus/Ba-Salvador/Ba
      Dia 9--Salvador/Ba
      Dia 10-Salvador/Ba-Praia do Forte/Ba
      Dia 11-12-Praia do Forte/Ba
      Dia 13-Praia do Forte/Ba-Aracaju/Se
      Dia 14--Aracaju/Se-Maceio/Al
      Dia 15-16 Maceio/Al
      Dia 17-Maceio/Al-Itatim/Ba
      Dia 18-Itatim/Ba-Itacaré/Ba
      Dia 19-Itacare/Ba
      Dia 20 – Itacaré/Ba-Prado/Ba
      Dia 21- Prado-São Mateus/ES
      Dia 22 – São Mateus/Es
      Dia 23 – São Mateus/ES
      Dia 24-São Mateus/ES-BH/MG
      Viajar com crianças:  exige cuidados extras, ainda mais com um bebê pequeno, o que significa ritmo mais lento, respeitar o cansaço delas, fazer várias paradas de carro, entreter a criança maior durante os trajetos mais longos. Um coisa que nos ajudou muito era colocar música de ninar quando o bebê começava a chorar muito e não era possível fazer uma parada. Mas, seguindo um pouco mais lentamente e parando sempre que possível, as crianças aguentaram muito bem uma viagem de  5600km de carro.
      Questões relacionadas à Covid-19: Bem, os cuidados básicos de sempre: evitar ao máximo aglomerações, uso de mascara sempre, procurávamos hotéis/pousadas com selo de turismo (vimos que na prática alguns lugares eram bem rígidos e outro nem um pouco). Evitamos comer em restaurantes também, principalmente a noite preferíamos pedir delivery e comer no hotel/pousada. Em relação ao impacto no roteiro foi pouco, porque apesar de alguns lugares que gostaríamos de visitar estarem fechados, fomos substituindo por outros. O destino que gostaria mesmo de visitar era Peninsula de Maraú e Morro de São Paulo/Boipeba, mas em agosto de 2020 estava fechado. Por outro lado, devido a isso esticamos a viagem até Maceio (minha ideia inicial seria terminar em Aracaju) o que foi ótimo porque Maceió se provou um destino maravilhoso e com o mar mais bonito que já vi! Algumas cidades estavam parcialmente abertas/funcionando e irei relatando ao longo do post.
      Clima: Pegamos dias ótimos, ensolarados, e dias frios, com muita chuva! Ilheus particularmente choveu todos os dias que estivemos lá.
      Meu carro: Renault Logan 1.6  automatico 2012,  já meu há cerca de 5 anos, na época da viagem com 131mil km rodados. Carro ótimo, alto, robusto, porta malas gigantesco. Somente beberrão por ser automático 4 marchas. Não faz mais do que 8km/l no álcool e 9 na gasolina na estrada. Anda muito bem em estrada de terra por ser um pouco mais alto. Havia revisado a pouco tempo. Já viajei muito com esse carro, e é uma ótima opção de carro popular para família. Em 2018 fomos até Prado/Ponta do Corumbau com ele. 
      Hospedagem: 
      Santa Cruz Cabrália: 197/dia (Porto Bali);
      Ilhéus: 180/dia (Hotel Praia do Sol);
      Salvador 140/dia (Pousada da Mangueira);
      Praia do Forte: 140/dia (Recanto dos Pássaros);
      Aracaju: 200/dia (Simas Praia Hotel);
      Maceio: 205/dia (Ritz Suítes);
      Itacaré: 250/dia (Terra Boa Hotel Boutique);
      Prado: 150/dia.
      Em Itatim/Ba o pernoite foi 120 reais. 
      Combustível: aproximadamente 2750 reais para percorrer 5655km considerando um veículo fazendo 8km/l de etanol. Pagamos entre 2,69 a 3,79 no litro de álcool dependendo da cidade. 
      Estradas: de modo geral estradas honestas, padrão brasileiro. Vou descrever algumas que rodamos mais km:
      ·         BR 381 Norte: Rodovia que liga Belo Horizonte a São Mateus/ES, o trecho de 200km entre BH e Ipatinga é conhecido como rodovia da morte, infelizmente por ser extremamente perigosa, muitas curvas, muito fluxo de caminhão. E está em eternas obras de duplicação (até o momento não tem nem 50km duplicado), então é preciso extrema atenção e principalmente paciência. Não recomendo rodar nela a noite. O trecho entre Ipatinga e São Mateus é totalmente em pista simples porém muito mais tranquilo, pois são menos curvas e o transito é muito menor.
      ·         BR 101 – a rodovia que rodamos a maior parte do tempo da viagem, percorremos todo o trecho baiano, sergipano e uma boa parte do alagoano. O trecho baiano é totalmente em pista simples mas com bom asfalto e fluxo menor de carros e caminhões. O trecho sergipano está em obras de duplicação, o asfalto é muito ruim e muitos trechos em esquema pare/siga. O trecho alagoano é totalmente duplicado e é um tapete. Melhor trecho de estrada de toda a viagem.
      ·         BR 116 – Percorrremos essa rodovia desde Feira de Santana até Jequié/Ba. É uma pista privatizada, mas cerca de 50km depois de Feira não é mais duplicada, tem muitos buracos e fluxo inacreditável de caminhões.  Ficamos tão assustados que decidimos sair dela e pegar uma transversal até voltarmos a BR 101 (ao longo do relato explico exatamente qual trajeto foi feito).
      ·         Ba001- Rodovia estadual que liga diversas cidades do litoral baiano. Infelizmente em péssimo estado, com muitos buracos e falta de infraestrutura. A percorremos no trecho Ilheus-Valença.
      ·         Ba099-Rodovia estadual que liga Salvador ao litoral norte e até a divisa com Sergipe. Privatizada, duplicada, ótimo estado de conservação.
      ·         Se-100 – Rodovia estadual que liga a divisa Ba/Se à Capital Aracaju via litoral. Pista simples, porém asfalto em boa conservação. Tem algumas pontes por cima de rios belissima para fotos.
      Vamos ao relato dia a dia:
      Dia 1 – BH a Teófilo Otoni/MG

      Nada de especial a relatar nesse dia, exceto que é preciso muita paciência para percorrer os 200km até Ipatinga/MG, que passa fácil de 5 horas. Muitas obras, pare/siga, trânsito. De Ipatinga em diante viagem muito tranquila, poderia até ter estendido mais e percorrido até Nanuque/MG mas ficamos com receito de cansar muito as crianças.

      Praca de Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 – Teófilo Otoni a Santa Cruz Cabralia/Ba

      Chegamos a Santa Cruz no final da tarde. Ficamos hospedados no hotel Porto Bali, que é muito bonito, tem uma ótima sauna com hidromassagem. O dono queria impor uma regra de só consumir agua mineral vendida no estabelecimento, coisa com a qual não concordamos e consideramos falta de sensibilidade, vendo que estávamos com criança  pequena e bebê. Parece que  ali na região vários hotéis tem essa prática ruim. Nesse dia só curtimos a piscina do hotel e saímos para comer numa lanchonete a noite (lanchonete da Tania, faz um pastel de caranguejo delicioso).

       
      Dia 3 – Praia Coroa Vermelha
      Primeiro dia efetivamente de praia. Fomos para a praia de Coroa Vermelha, absolutamente vazia, linda e sossegada. Nenhum quiosque aberto mas levamos lanche para o dia. Após a praia ainda curtimos um pouco a pracinha onde relata ter sido rezada a primeira missa no Brasil, tem várias lojinhas de artesanato. No meio da tarde voltamos para o hotel e a noite voltamos na lanchonete da Tania.

       
      Dia 4 – Centro Historico Porto Seguro
      Fomos conhecer um pouco do centro histórico de Porto Seguro, tem um lindo mirante, a passarela com diversos bares e restaurantes. O museu e catedral estavam fechados. Fomos até o local onde sai a bolsa para Arraial D´Ajuda (que não fomos porque já havíamos conhecido em outra viagem). Tentamos também ir fazer uma visita na reserva indígena mas estava fechada. Terminamos o dia na praia da Coroa Vermelha novamente.
      Em agosto/2020 Porto Seguro estava com as praias fechadas para banho e restaurantes apenas delivery.


      Dia 5 – Praia de Santo Andre/Mogiquicaba
      Dia de conhecer a praia de Santo André, que ficou muito famosa por ter sido sede da seleção alemã na copa de 2014. Pega-se uma balsa de santa cruz cabralia (se não me engano 18 reais) e o trajeto não dura nem 15 min). A praia é linda e absolutamente deserta, com mar de aguas claras e transparentes. A vila em si achei meio sem graça, na verdade é uma rua com alguns restaurantes e as diversas pousadas para pessoas bem abastadas, rs. De lá seguimos de carro até Mogiquicaba, alguns km a frente, que tem uma praia de encontro com rio maravilhosa, muito gostoso para ficar. Depois seguimos 50km a frente para Belmonte, mas não foi possível entrar na cidade devido a barreira sanitária do COVID-19 (nem me atentei a isso).
      Retornamos a Cabralia a tempo de subir no seu centrinho histórico que tem uma vista panorâmica da cidade e da balsa que vai pra Santo André.  A noite novamente Lanchonete da Tania (acho que era o único lugar aberto lá, rs).

      Dia 6 – Santa Cruz Cabralia/Ba-Ilheus/Ba

      Partimos de Cabralia e subimos até Iheus. O GPS deu um caminho ruim, porque pega um trecho de estrada de terra com muitos buracos. O melhor caminho totalmente asfaltado é via Porto Seguro-Eunapolis-BR-101.
      Chegamos em Ilheus debaixo de muita chuva e assim foi por 3 dias seguidos.
      Ficamos hospedados no Hotel Praia do Sol, na praia dos Milionários, muito bonito, beira mar (apesar que o mar ali é meio sujo), atendimento ótimo.
      Em agosto 2020 Ilheus estava com hotéis e restaurantes funcionando com capacidade reduzida. As fazendas produtoras de Cacau fechadas a visitação.
      Nesse dia pedimos um lanche e dormimos no hotel.

      Dia 7 – Ilheus/Ba
      De manhã até fez um solzinho, então fomos explorar um pouco as praias da região Sul e paramos na praia do Cururupe, muito agradável, estava bem vazia. Mas cerca de 1 hora depois começou a chover e tivemos que voltar pro hotel. Quando parou de chover fomos explorar um pouco o centro histórico. O Vesúvio estava aberto, mas não comemos lá e todos os demais locais importantes estavam fechados, estão ficaram somente as fotos externas.  Paramos numa sorveteria ao lado da Catedral e também compramos chocolate.

      Dia 8 – Ilheus/Ba
      Chouveu o dia inteiro...hotel e Netflix, rs. Saímos apenas para almocar num local proximo ao hotel que serve caranguejo, minha filha achou uma delícia, rs.

       
      Dia 9 – Ilheus-Salvador/Ba

      Dia de estrada. Gastamos em torno de 9 horas para fazer esse trajeto pois choveu  praticamente o dia inteiro, a estrada estava muito ruim e esburacada. Fomos pela Ba001 até Valenca/Ba, alguns trechos simplesmente péssimos, é necessário rodar muito lentamente. De lá pegamos a Ba 542, que já tem o asfalto bem melhor e cerca de 30km a frente termina na Br 101. Está, por sua vez, logo a frente faz entrocamento com a BR 324,  que é privatizada e duplicada até Salvador. 
      Chegamos em Salvador no inicio da noite e ficamos na Pousada da Mangueira, atrás do Pelourinho. Pousada ótima, vista bacana da cidade, quarto limpo e confortável, bom café da manhã e ótima piscina.

      Dia 10 – Salvador/Ba
      Em agosto 2020 Salvador estava praticamente fechada. Praias não estavam abertas para banho, restaurantes fechados e pelourinho absolutamente fechado. Fiz até um vídeo porque achei tão surreal, duvido muito que em outra época da história pelourinho tenha ficado vazio assim. Já conhecíamos Salvador de outras viagens, então na verdade, nessa viagem, Salvador foi mais como um ponto de pernoite até o próximo destino que era praia do Forte. Mas gostamos tanto da pousada que ficamos um dia a mais.
      Fizemos passeio pela orla do farol da barra (que estava bem cheio mas todos de máscara). E curtíamos a piscina da pousada.
      No dia seguinte fomos até a comunidade Solar do Unhão comer a moqueca da Dona Suzana, do Rérestaurante. Para quem não conhece, a Dona Suzana é uma das personagens de uma série da Netflix chamada Street Food: Latin America. Ela faz uma moqueca de peixe, de camarão e de arraia deliciosa. É tudo feito na casa dela mesmo, ela simplesmente coloca uma mesa na frente e serve os clientes. Muita, mas muita gente mesmo come lá, a maioria pedindo marmitex. E o lugar tem uma vista maravilhosa da Baia de todos os Santos.


      VID_20200809_160345.mp4 VID_20200809_160345.mp4 Dia 11- Salvador – Praia do Forte/Ba

      Viagem curta, menos de 1 hora e meia entre Salvador e Praia do forte por pista duplicada e privatizada (não lembro valor do pedágio). No trajeto você acompanhada o metrô de salvador que é muito melhor ao nosso aqui de BH. Chegamos e fomos direto ao trecho de praia chamado de praia do Lord, que na maré baixa faz diversas piscinas naturais deliciosas. Lugar muito gostoso para passar o dia. Infelizmente minha esposa foi queimada por uma água viva, precisamos dar uma passada no Posto de Saúde da vila após a praia. A médica nos atendeu super bem e prescreveu uma pomada, problema resolvido.
      Em praia do forte ficamos hospedados na pousada Recanto dos Pássaros, chalezinho bem simples. Tinha um cozinha, então aproveitamos para fazer algumas refeições a noite lá mesmo.

      Dia 12 – Praia do Forte
      Na parte da manhã fomos conhecer as praias de Pojuca e Itamicirim, e a tarde o famoso projeto Tamar e Instituto da Baleia Jubarte. Também tentamos conhecer o Castelo Garcia D´Avila mas estava fechado a visitação.


      Dia 13 – Praia do Forte/Ba – Aracaju/SE

      Esse trecho é percorrido em cerca de 4 horas numa ótima pista no lado baiano e pista honesta no lado sergipano. O perrengue que passei nesse dia foi ter esquecido de abastecer antes de sairmos da praia do forte e ficamos um bom tempo rodando na reserva sem nenhum tipo de estrutura na estrada. Por fim, cerca de 2 horas depois da praia do forte chegamos em Indiaroba, já no Sergipe, e conseguimos abastecer no posto logo na entradinha da cidade.
      Fizemos uma parada na praia do saco, já em Sergipe, mas estava absolutamente deserto. Ficou só a foto no letreiro.
      (Curiosidade, no dia seguinte, já em Aracaju, vimos no jornal uma noticia de funcionarios retirando o letreiro da praia do Saco por decisão judicial no mesmo dia em que estávamos lá; achamos de uma coincidencia tao grande, provavelmente fomos os últimos a tirar foto lá, rs)
      Em Aracaju ficamos hospedados no Simas Praia Hotel na orla do Atalaia. Nesse dia conseguimos curtir um pouco de praia.
      Aliás, um adendo: essa orla é uma coisa espetacular. Tem ciclovia, parquinho para crianças, pista caminhada, ate´um laguinho. Nunca vi uma orla de praia tão bem estruturada.


      Dia 14 – Aracaju – Maceio /AL

      Antes de pegarmos estrada em direção a Maceió, fomos conhecer o mercado municipal de Aracaju, mas estava muito cheio de gente então foi uma visita rápida, fomos também até a Colina de Santo Antonio, onde tem-se a melhor vista da cidade. Passamos em frente ao Museu da Gente Sergipana, que estava fechado.
      Tinhamos também a intenção de conhecer os Canions do Xingo no Sergipe, mas estava fechado na época devido a pandemia.
      O trajeto de Aracaju a Maceió dura umas 4 horas de carro em boa pista do lado sergipano e pista excelente no lado alagoano. A Br 101 em alagoas é totalmente duplicada e a Al 101 que vai até Maceió também.
      No trajeto passamos por cima do Rio São Francisco, que tem um mirante muito  bacana, mas deixamos para tirar fotos na volta.
      Chegamos em Maceió no final da tarde, apenas para dormir.
      Ficamos hospedados no Ritz Suitz, na praia Cruz das Almas, que foi nossa melhor hospedagem da viagem inteira. Otima piscina, quartos amplos e espaçosos e ótimo café da manhã.

       
      Dia 15 – Maceió/Al
      Dia de curtir as praias centrais de MAceió, ficamos num trecho próximo ao letreiro “Eu amo Maceió”.
      O que é a cor da agua de lá? Um azul claro quase transparente, nunca tinha visto antes. Mar calmo, de aguas mornas, tranquilo demais de nadar e passar o dia.
      Em agosto/2020 Maceió já estava em pleno funcionamento, barracas de praia, restaurantes e pousadas.

      Dia 16 – Maceió/Al.
      Fomos conhecer Barra de São Miguel, 30 minutos ao sul de Maceió. Lugar lindo, o recife de corais forma uma gigantesca piscina natural. Pena que pouco tempo depois que chegamos começou a chover, então tivemos que voltar para MAceió. No caminho paramos num lugar chamado Bar do Pato, que como o nome diz, fazem patos de tudo quanto é jeito. Não podia comer no local então levamos marmitex para comer no hotel. Comemos um pato ensopado delicioso.
      Ao final da tarde fomos à feirinha da Pajucara passear e comprar mais um chaveirinho pra minha coleção.

       
      Dia 17 – Maceió – Itatim/Ba

      Dia crucial para definição de roteiro da viagem. Maceió originalmente não estava no roteiro, mas pelo fato de alguns lugares na Bahia estarem fechados fomos subindo e foi uma grata surpresa. Estavamos decidindo se ficaríamos mais dias em Maceió, se subiríamos mais (Maragogi ou até mesmo Natal) ou comecariamos a descer pensando em adiantar o retorno pra casa. Como viajamos sem roteiro nenhum totalmente definido, nem sabíamos quantos dias iriamos ficar viajando, rsrs.
      Tinhamos uma amiga que mora em Natal e estava nos oferecendo hospedagem. Maragogi acabamos descartando porque achamos passeio a piscinas naturais complicados com criança pequena. Recife e Joao Pessoa que estavam mais próximas nós já conhecíamos de outras viagens.
      Um fator pesou na decisão: percebemos que as crianças já estavam ficando cansadas dessa rotina. Isso nos motivou na decisão de começarmos a voltar pra casa.
      Planejamento inicial seria de 3 dias até chegarmos em BH, de modo que no primeiro dia descemos até uma cidade poucos km a frente de Feira de Santana, chamada Itatim, as margens da Br 116, onde achamos um hotel para pernoitar.
      No meio do caminho paramos no mirante para admirar o Rio São Francisco, que nasce aqui em MG, na Serra da Canastra. Local belíssimo. rio de fundamental importância para integração nacional e fonte de sustento de muitas pessoas ao longo do seu percurso.

       
      Dia 18 – Itatim/Ba – Itacaré/Ba

      O planejamento do dia seria seguir de Itatim/Ba até Padre Paraíso/MG. No entanto, enquanto íamos descendo pela Br-116 fomos tomados por um aperto no perto, uma sensação de que estávamos indo embora pra casa cedo demais. Além disso, estávamos assustados com o fluxo de caminhão na Br, que apesar de privatizada, era pista simples e com muitos buracos.
      Nesse meio tempo vimos que Itacaré tinha reaberto (quando estávamos subindo de Ilheus a Salvador ainda estava fechada). Então, na altura de Jequié saímos da Br 116 e pegamos a Br 330 em direção ao entroncamento com a Br 101 e de lá seguimos a Ilheus e Itacaré.
      Chegamos no final da tarde, ficamos hospedados na Terra Boa Hotel Boutique, muito bonita, ótimo café da manhã, mas quarto pequeno. Deu tempo de conhecer a praia da Concha, que é bem próxima a pousada.

      Dia 19 – Itacaré/Ba
      Adivinha? Choveu o dia inteiro. O dia inteirinho, não fizemos nada a não ser assistir filme e pedir comida, rs.
      Dia 20 – Itacaré/Ba – Prado/Ba

      Antes de sairmos de Itacaré, fomos conhecer algumas praias já que o sol tinha saído. Todas muito belas, porque Itacaré tem paisagens diferentes do restante da Bahia, lembra mais a costa verde, com praias em serras junto a cachoeiras.  São umas 4 ou 5, que esqueci o nome agora.
      Após o almoço pegamos estrada em direção a Prado/Ba, onde iriamos pernoitar. Essa viagem foi um pouco tensa primeiro porque o GPS nos mandou por um péssima estrada de terra na saída de Itacaré até o entroncamento com a BR 101, gastamos mais de 2 horas somente nesse trajeto, de cerca de 50 km.
      Depois pegamos um bom trecho a noite da BR 101, e eu não gosto de pegar estrada a noite, acho perigoso. Mas chegamos por volta das 22:00 em Prado, onde pernoitamos em uma pousada local.

      Dia 21 – Prado/Ba – São Mateus

      Já conhecíamos Prado de outras  viagens, mas somos apaixonados com uma praia de lá, chamada Japara Grande. Fica no caminho para Cumuruxatiba e é absolutamente rustica e belíssima. Passamos o dia lá. Vimos até alguns patinhos nadando no rio que desemboca no mar.
      Ao final do dia chegamos em São Mateus, que é onde reside minha cunhada, motivo pelo qual fomos até lá. Ficamos hospedados em sua casa.

      Dia 22 e 23 – São Mateus/ES
      Já em clima de fim de viagem, num dia fomos passear na Vila de Itaunas, que também já havíamos visitado previamente. Estava bem vazia e o mar muito agitado. No ultimo dia choveu muito então ficamos em casa mesmo, saindo apenas para visitar a ultima atração de São Mateus/Es que é a casa invertida. Mas ficaram só as fotos externas porque estava fechada para visitação.

      Dia 24 – São Mateus/Es a Belo Horizonte/MG

      Dia de retorno a casa, num trajeto feito completamente na BR 381 em cerca de 11 horas.
       
      Consideraçoes finais: hoje eu vejo as fotos dessa viagem e nem acredito, parece uma loucura viajar com criança pequena e bebê e ir tão longe nesse nosso Brasil, no meio de uma pandemia. Mas sem dúvida foi uma das melhores viagens da vida e com certeza memorias afetivas importantes foram criadas ao longo desses 24 dias. Em todos os lugares fomos sempre muito bem recebidos e acolhidos, nós brasileiros somos muito acolhedores.
      É isso pessoal, estou aberto caso tenham alguma duvida. Até o próximo relato!
       




    • Por Rezzende
      Escrever um relato de viagem em 2020 é, sem dúvida, algo desafiador. É polêmico. Os debates entre a turma do fique em casa e a turma do siga a vida foram muito acalorados e ainda rendem demais até hoje. Cada um tem sua consciência, sabe muito bem o que deve fazer depois de tantos meses de pandemia, visões opostas sempre vão ocorrer nesse tema e o respeito em um bom debate deve sempre prevalecer. Não vou entrar nessa discussão, como o tema aqui são os relatos de viagem vou registrar a viagem que fiz na primeira quinzena de novembro de 2020 e ficam as informações a quem interessar em conhecer esses lugares, seja ainda em 2020 ou em 2050.
      Desde julho já pensava no que poderia fazer nessas minhas 2 semanas de férias em novembro. Pra começar, não tinha segurança em pesquisar uma viagem que envolvesse compra de passagem aérea. O cenário instável que prevalecia no meio do ano (e até hoje) faz com que a gente fique com um pé atrás na hora de comprar uma passagem com antecedência que pode vir a ser cancelada com qualquer mudança nesse cenário caótico do mundo.
      Por isso, resolvi que faria uma viagem diferente. Seria minha primeira "road trip". Nunca tinha viajado longe de carro, mas era a melhor opção no momento. Afinal o carro é meu, e eu posso planejar a viagem tranquilamente que quando chegasse o dia da viagem se a situação estivesse favorável eu ia viajar, se não estivesse, eu não iria, e o carro ia continuar sendo meu, sem nenhum prejuízo, sem ter que preocupar com cancelamentos. E no final das contas achei que super valeu a pena. Gastei em torno de 550 reais com combustível e rodei ao todo 2017 km. Uma passagem aérea não sairia apenas isso. Ainda tive a flexibilidade de visitar vários lugares. E sozinho. Se fosse com o carro cheio então, seria baratíssimo pra todos.
      A escolha do destino teve que ser de acordo com o meio de transporte. Como ia de carro, não podia ser muito longe pra não dirigir demais e ser cansativo. Não conhecia o Sul da Bahia e era um destino interessante pois dava pra fazer com 2 dias de viagem, viajando só de dia e parando pelo caminho onde achasse que tinha algo interessante, aproveitando a estrada, curtindo sem pressa o prazer de dirigir.
      Quando se pensa no sul da Bahia, se pensa em Porto Seguro. Mas o forte da cidade são as baladas e não tá tendo. Pesquisando lugares tranquilos e bonitos, me apareceu um nome grande e difícil de falar: descobri Cumuruxatiba, distrito de Prado. Falésias, coqueiros, praias desertas...tudo que eu precisava. Na volta, ir parando pelo Espírito Santo, em Itaúnas e na Pedra Azul.

      Definido o roteiro, tinha que pensar em outro ponto bastante afetado pela crise: a hospedagem. Sempre fico em hostel quando viajo e nessa região quase não tinha hostel. Os poucos que tinham estavam fechando os quartos coletivos só para grupos completos. Então, seguindo as pesquisas, descobri algo que tem bastante naquela região: campings. Porém...eu nunca tinha acampado na vida!!! Bem, pra tudo tem uma primeira vez. Seria minha primeira road trip e seria também a primeira vez que eu ia acampar. Comecei a pesquisar sobre barracas e comprei uma Vênus Guepardo. Ótima! Aguentou muita chuva em Cumuruxatiba, resistiu bravamente.
       
      Carro revisado e barraca comprada, saí de casa em Conselheiro Lafaiete/MG no domingo, 1° de novembro, bem no meio do feriadão. Ótimo viajar no meio do feriadão, estradas vazias e muito tranquilo. Nesse primeiro dia, dirigi 400km até Governador Valadares, onde cheguei por volta de 17h e procurei um hotelzinho pra passar a noite. No dia seguinte, feriado de Finados, fiz o trecho restante, mais uns 400 e poucos km até Prado/BA. Pelo caminho, essa maravilha na estrada pouco depois de Teófilo Otoni. Entre as vantagens de viajar de carro: parar e aproveitar a paisagem quando quiser.

      Parei pra almoçar num beira de estrada em Nanuque e pouco depois das 16h cheguei em Prado debaixo de muita chuva. Como sabia que até Cumuruxatiba eram mais de 30km de estrada de terra, resolvi ficar em Prado pois estava chegando no fim da tarde e com tanta chuva não me animei a seguir. Como nunca tinha acampado, fiquei com medo de procurar um camping debaixo daquele aguaceiro e isso transformar minha primeira experiência num camping em algo meio traumático, então decidi procurar alguma pousadinha em Prado. Como era final de feriadão, a cidade estava esvaziando e todas as pousadas tinham vagas. Os preços mais em conta que achei no centrinho foram entre 100 e 120 reais. Por causa da chuva e do fim do feriado, o tradicional Beco das Garrafas no Prado estava deserto. Apenas procurei algo pra comer e voltei pra pousada.

      Terça, 3 de novembro. O dia começou apenas nublado, tomei o café da manhã da pousada e já saí pra Cumuruxatiba. A estrada de terra (na verdade me pareceu mais arenosa do que de terra) estava bem molhada e em alguns pontos com poças enormes cobrindo toda a estrada. Realmente tinha chovido muito nas últimas horas. Mas deu pra passar sem nenhum perigo de atolar. Porém a estrada não é nada boa. Foram pouco mais de 30km que eu levei mais de uma hora pra fazer 

      Chegando em Cumuru, já por indicações aqui do site, escolhi ficar na Hospedaria Cumuruxatiba, mais conhecida como camping do Jef, o suíço que mora há 25 anos em Cumuru, em frente a represa de água do rio onde toma seus banhos.
      Fui recebido por sua esposa, Isabel, que me passou os preços: 25 reais pra acampar ou 60 no quarto privado. Como estava só nublado e eu já louco pra estrear no mundo do camping, resolvi montar a barraca e deixar o quarto só pro caso de eu encher o saco com a barraca.
      Terminando de montar a barraca, já começou a chover. Só estávamos eu, o Jef e a Isabel e 4 jovens que estavam fazendo voluntariado lá. Ficamos a tarde toda na mesa que tem na área coberta da pousada, conversando, depois jogando Uno.
      Por volta de 7 da noite que a chuva parou. Saí pra reconhecer o território. O camping fica bem no começo da vila, o centrinho mais movimentado fica uns 600m a 1km dali. Tava tudo bem deserto, tinham uns 3 ou 4 butecos, 2 padarias, 2 mercadinhos, movimento zero, interior mesmo, nada que lembrasse turismo, completamente isolado num pós feriadão chuvoso.
      Passei minha primeira noite dormindo numa barraca. Choveu demais de madrugada mas a barraca ficou sequinha. Adorei a experiência, não tinha nenhuma diferença assim tão gritante de dormir num quarto. Já tinha a sensação que eu ia gostar de acampar. Agora tenho certeza.
       
      Na quarta-feira, aproveitei a manhã nublada mas com um certo mormacinho pra ir caminhando pela praia. Fui até a Praia do Moreira, uns 3 km ao norte da vila. Não deu pra aproveitar, logo começou a chover. Voltei pra Cumuru, pedi um super e farto PF de 18 reais no restaurante Ema, onde segui almoçando nos próximos dias, e voltei pro camping porque o tempo tava uma merda E assim o tempo ficou na quinta também, chuva fina, temperatura de 20 graus, até o pessoal que mora lá tava estranhando tantos dias de chuva e vento frio em novembro.


      Na sexta ainda amanheceu chovendo, mas finalmente o tempo começou a firmar a partir da tarde. Fui caminhando pelas praias um pouco ao sul, acompanhando as falésias.


      Depois fui pra praia do centro onde um tumulto já acompanhava a cena mais bizarra do dia: um playboy doidão resolveu entrar com a sua Land Rover pela areia pra deixar o jetski mais perto da água. A maré subiu, ele não conseguiu sair e foram umas 2 horas de odisseia pra resgatar o carro do maluco  Foi o assunto da vila.

      Segui pra umas barraquinhas pra comer tapioca. A maioria delas estava fechada mas o tiozinho da tapioca disse que era porque o tempo tinha estado muito ruim e a turma tava desanimada. Ali em frente funcionava o mais gourmet dos restaurantes de Cumuru, o Samburá Duzé, onde a turma vai gastar um pouquinho mais de grana…
      E no sábado, enfim solzão da Bahia. Dia de enfim ir na Barra do Caí. Minha intenção era alugar uma bike. Cheguei na borracharia onde aluga, estava fechada, me disseram que o dono morava ao lado, chamei lá mas uma mulher me disse que ele tinha saído e só ia chegar lá pras 10 horas. Ainda era 8 e pouco e resolvi que ia andando. Dá uma boa caminhada, acho que uns 12 km, mas eu adoro caminhar então fui tranquilo pelas praias que eu já tinha passado na quarta, praia do Rio do Peixe, Peixe Grande e Peixe Pequeno até as falésias da Praia do Moreira que é o meio do caminho e onde precisa subir o barranco e seguir pela estradinha que vai até uma bela fazenda, uns cavalos pastando, aparentemente sem morador, mas com uma bela churrasqueira, cercada de coqueiros no alto da falésia e descer pra praia de Imbassuaba.

      Praia do Moreira

      Uma fazendinha dessas bicho...

      Praia de Imbassuaba

      Depois continuei pela areia seguindo até a Barra do Caí. Foram 2 horas e meia de caminhada. Fui andando rápido e sem parar muito. Se for devagar e parando mais pode botar bem mais tempo nessa conta. Dizem que foi na Barra do Caí que os portugueses chegaram no Brasil pois vindo pelo mar é onde dá pra ver o Monte Pascoal e descrição do local bate com a carta do Pero Vaz. Tem uma cruz e uma placa lá falando que foi ali que o Brasil começou.

      Só tem uma barraca de praia lá, o Restaurante Glória. Pelo isolamento do local, por ser a única opção, não é barato, uma garrafa de cerveja 600ml tava 16 reais mas com o sol do meio-dia chegando e depois de uma bela caminhada decidi que eu merecia esse presente e fiquei tomando umas brejas, curtindo o bom som MPB e pop rock nacional da barraca até umas 14:30.


      Voltei andando pelo mesmo caminho, dessa vez um pouco mais devagar e levei 3 horas até Cumuru. O resto do pessoal que tava lá tinha ido de carro. Encontrei algumas pessoas de bike pela areia mas não sei que caminho eles tomaram pra desviar do penhasco na Praia do Moreira, creio que devem ter seguido pela estrada dos carros.
      No domingo o sol continuou, 5 da manhã já está claro e eu já estava caminhando pela praia. Aproveitei a manhã de sol e por volta das 10h levantei acampamento e segui meu caminho antes que o Jef começasse a pensar que eu ia morar pra sempre no gramado dele 😆
      Só por informação, não tem posto de combustível em Cumuru. Eu estava com meio tanque e o ideal é que você vá abastecido, mas em caso de emergência, na loja de material de construção o cara vende gasolina na garrafa pet, vi várias motos abastecendo lá, então fica a dica num caso de emergência.

      Ao contrário da vinda, que eu passei pela estrada mais ao interior que é mais plana e estava com muita chuva, a volta foi com tempo seco, sol e fui parando nas praias. A maioria delas parei apenas pra uma foto. Comecei na Praia de Japara Mirim que estava deserta e tem uma estradinha bem estreita pra chegar. Depois fui na de Japara Grande que é mais famosa e tinha uns 4 carros lá. Essas duas precisa sair da estrada principal, já as próximas ficam na beira da estrada pra Prado mesmo, é só parar e aproveitar. Parei na Praia das Ostras, deserta. Depois na Praia do Tororão que é mais famosa e tem até uma cachoeirinha que cai na praia e tinha vários carros lá. Tinha um restaurante (ou barraca grande, sei lá) mas não parecia muito atraente.

      Depois parei na Praia da Paixão onde aí sim tem várias barracas de praia. Pedi uma cerveja lá que era 15 reais a garrafa de 600ml mas não gostei do atendimento e segui rumo. Parei na Praia do Farol que já é quase chegando em Prado. Lá tem a Barraca do Jorge que ali sim eu gostei, som bacana, carros estacionados debaixo dos coqueiros, galinhas passeando 😀, cerveja a 10 reais e PF por 20. Fiquei um bom tempo por lá.
      Antes de chegar em Prado ainda dei uma passadinha pra conferir a Praia da Lagoa Grande e segui pro camping que tinham me indicado, Camping Vista pro Mar. O nome já fala tudo, beira mar, gramado bem cuidado, tem área coberta (não precisava ter ficado em pousada naquele dia que cheguei debaixo de chuva 😏) o dono é um goiano chamado Marcelo super gente fina, tava lá tomando umas brejas com um casal que tava num motorhome e já me chamaram pra juntar com eles. Tinham outros 2 casais viajando em trailer lá também. Tem uma escadinha pra descer do camping direto pra praia, foi o melhor lugar que fiquei na viagem, só faltou mesmo uma cozinha pra quem gosta de cozinhar e um filtro de água. Depois que anoiteceu fui no centro do Prado pra ver o movimento. Tava bem sossegado num final de domingo mas melhor que naquele dia chuvoso que cheguei. Fiz um lanche no Lampião Burguer e voltei pro camping. Nessa hora todos os 3 casais estavam lá e foi o único momento na viagem que eu socializei mais com uma turma viajante, conversei sobre viagens e tal. Como era minha primeira viagem em camping notei essa diferença pra mim que tô acostumado a ficar em hostel. Embora sempre tenham exceções, camping dá mais família, casal, poucos viajantes solitários, pessoal dorme e acorda cedo. Hostel já é o oposto. Mas o espírito viajante e a interação da galera é a mesma.
      Segundou e acordei com o sol das 5 da matina invadindo a barraca. Fiquei lá estirado no gramado do hostel curtindo o sol da manhã. Depois desci pra praia. A praia de Prado é mais brava, muita onda, bem diferente das praias mansas e rasas de Cumuruxatiba. Fiquei até umas 10 da manhã, paguei os 35 reais da diária e aproveitei a hora mais quente do dia pra seguir viagem. Foram 5 horas de viagem, contando com 1 hora de parada pra almoçar, até Itaúnas/ES. Tem uns atalhos por estrada de terra pra quem vem da Bahia, mas não compensa. Uma coisa que eu não sabia é que a rodovia de Conceição da Barra até Itaúnas já está quase toda asfaltada, tem apenas alguns poucos trechos de terra em obras e no geral um asfalto novo de boa qualidade até chegar em Itaúnas.
      Fui pro Tribo de Gaia, que é hostel, pousada e camping. O quarto coletivo era 60 reais e estava vazio. Era segunda-feira e a dona me disse que nos fins de semana tem dado sorte de fechar os quartos coletivos apenas para grupos. Seu quarto tem capacidade pra 5 pessoas e se não fosse fechar pra grupo poderia hospedar apenas 2 pessoas o que seria inviável, por isso prefere não trabalhar com hostel no momento. Se eu quisesse poderia ficar porque estava vazio mas eu preferi montar a barraca na parte de baixo da pousada onde tem um espaço pra camping em que ela cobra 35 reais. A área comum de cozinha e banheiros pode ser usada por todos. Dei uma volta rápida pela vila ao cair da noite, dava pra ver que tinha um pouco mais de movimento turístico que Cumuruxatiba, mas tava bem sossegado, provavelmente por ser segunda-feira, já que a dona da pousada disse que o fds tava bem agitado, tendo até os tradicionais forrós de Itaúnas.
      Na terça, dia 10 de novembro, tirei o dia todo pra curtir as Dunas de Itaúnas. Fui pela trilha do Tamandaré, que passa pela única casa que sobrou da antiga vila de Itaúnas e chega bem no começo da praia. Fui andando pela praia até onde ficam as barracas. São 6 barracas de praia mas no meio da semana apenas 3 funcionam. Fiquei na Barraca Sal da Terra. Todas tem basicamente os mesmos preços e a cerveja é latão. Foi um dia só de praia mesmo, relaxar tomando uma cerveja e olhando as ondas…

      Sobre as Dunas de Itaúnas, passei por elas na hora de ir embora. Pra quem já conhece Genipabu/RN ou Huacachina/Peru, Itaúnas não empolga. As dunas são bonitas mas são bem modestas. Era uma vontade que eu tinha de conhecer mas não achei nada de excepcional. Como tava meio que no caminho da volta e pelo dia bonito de sol na praia, valeu a pena, mas as dunas não me empolgaram.


      No dia seguinte segui cedo pra Linhares, fiquei na casa de uma amiga que me levou pra conhecer uma praia a 50km de Linhares, Pontal do Ipiranga, praia larga, comprida e deserta (meio de semana né)

      Na quinta-feira segui caminho, subi a serra, parei na cidade de Santa Teresa apenas pra almoçar mas pude ver que é uma cidade bacana, arquitetura bonita, colonização italiana, vale a pena uma visita com mais tempo. Seguindo pela estrada, passei pela cidade de Santa Maria de Jetibá cuja placa dizia ser a cidade mais pomerana do Brasil. Fato que a serra capixaba tem muita tradição de imigrantes. Cheguei de tarde na Pedra Azul, com uma chuvinha ameaçando. Parei na lanchonete da Pousada Peterle que fica no trevo da BR-262 com a Rota do Lagarto onde tem o letreiro da Pedra Azul e uma vista bacana.


      Depois segui pela Rota do Lagarto até depois da entrada do parque onde fica, no km3, o Ecoparque Pedra Azul, onde tem o camping. Tem uma área coberta também, água de nascente, um pessegueiro carregado e uma vista magnífica da pedra.

      Na sexta-feira 13 fui logo de manhã pro Parque Estadual da Pedra Azul, a pé mesmo, fica a uns 2 km do camping. Por causa da pandemia, tinha mandado um e-mail 2 dias antes pra agendar minha visita já que estão entrando apenas 50 pessoas por turno com agendamento. Mas tava bem vazio, na hora que eu fui estava sozinho e deu pra ver na lista do guardinha que não tinham nem 15 pessoas agendadas pra aquela manhã nublada.
      A trilha no parque é normal na mata, bem suave, a mais difícil é a que vai pras Piscinas Naturais mas como tinha chovido bastante à noite, estava bem molhado e escorregadio, além de friozinho e nublado, me desaconselharam a fazer.

      O diferencial de fazer a trilha no parque é que dá pra você por a mão na pedra. Pra fotos não é interessante, o ideal pra fotos é lá embaixo na estrada onde tem a portaria do parque.

      Meu plano era ficar o dia todo por ali, mas as opções eram restaurantes aparentemente caros, passeios com cavalos escandinavos, coisas que não eram bem o meu estilo. A parte de trilha e a linda vista da pedra eu já tinha curtido, então resolvi levantar acampamento, aproveitar a flexibilidade que o carro proporciona e caçar caminho de casa, pois na segunda-feira já estaria de volta ao batente. Depois de 7 horas de estrada e algumas paradas pra lanche, cheguei em casa à noite.
      Esse foi o resumo do rolê, Cumuruxatiba é linda, tem praias maravilhosas e pra esse povo que pensa que ES é só praia, se passar na rodovia perto da Pedra Azul não perca a oportunidade de explorar aquela região espetacular.
      Até a próxima mochileiros!!
    • Por Andrey E Breguedo
      Queria saber se alguem fez a rota de São José de Rio Preto até Porto seguro para dar algumas dicas sobre pontos turisticos que podia conhecer, como: chachoeiras, algumas praias, e tals...
    • Por dnmiura
      Eu e meu marido estamos indo para Trancoso - BA esse fim de ano para trabalhar e conseguir juntar dinheiro para comprar uma casa para nós. Porem queremos algum local simples (pode ser somente o quarto) que possamos passar esse final de ano, ajudando com despesas e trocando a hospedagem por trabalhos.

      Somos simples e estamos buscando ganhar a vida ariscando em outras possibilidades, se alguém puder nos dar essa oportunidade serei grata.
      Entrar em contato por WhatsApp (11) 96525-5815 - Daniella
    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
      Valor em dinheiro que levei: R$ 550,00.
      Duração da viagem: 54 dias.
      Quantidade de estados: 3 Estados e uma pequena parada em Brasília.
       
      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
      Jantei em um Restaurante que o PF custava R$ 10,00.
      No outro dia peguei mais duas caronas Alagoas-Sergipe Sergipe-Bahia e cheguei na Bahia, finalmente.  Passei uma semana em Salvador, consegui hospedagem no Couchsurfing, alimentação por minha conta, fazendo compras e preparando minha própria comida, de transporte usei o mangueio kk pedindo pra subir e tocar. Depois de uma semana, saí da bahia e voltei à br para pegar carona. Consegui diversas caronas no mesmo dia e cheguei na Chapada Diamantinaa. 
      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
      ALIMENTAÇÃO: Comprava minha comida e preparava. 
      GUIA: É necessário guia apenas em algumas trilhas em outras tem como fazer de boas usando o gps. 
      DICA DE APP: MAPS ME Nele tem como usar o gps da localidade que tu se encontra sem internet. 
      SAINDO DA BAHIA RUMO GOIÂNIA: Saí da Chapada Diamantina de carona com inumeráveis pessoas, carona com caminhoneiro e carro particular, e passei perrengues, porque a Bahia é imensa. Levei 4 dias pra chegar em Goiânia.
      Nesse percurso nem sei quantas caronas peguei, foram muitas. Em nenhum momento precisei pagar pousada, até porquê nem tinha como, pois a grana já tava curta. Na primeira noite dormi na casa da família de um rapaz que me deu carona quando ainda estava indo para Chapada, Na segunda passei a noite em um posto de gasolina, Na terceira noite dormi na casa de um amigo que conheci com a experiência de carona também, isso em Brasília. (aproveitei pra comprar logo minha passagem de volta pra belém quando eu estava em Brasília) E por fim, no quarto dia consegui a carona para Goiânia. Em Goiânia passei quase algumas semanas, fiquei na casa de um amigo, apenas ajudando com a alimentação, no trasporte também não gastei nada.
      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

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