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21 dias na BA - Costa do Descobrimento - Parte 1: Arraial d'Ajuda

Posts Recomendados

Como eu gosto muito de escrever, o que era para ser um relato acaba virando um "guia". Entretanto como a maioria ou não tem tempo ou não tem paciência para tanto, vou colocar um índice aqui e assim cada um vai direto a parte que lhe interessa ;)

Índice

Apresentação: Costa do Descobrimento

A cidade

Como chegar

Quando ir

Onde ir

Onde ficar

Onde comer

Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)

Sugestão de roteiros

Relato de viagem

Mapas

****************************************
Nanci Naomi
http://nancinaomi.000webhostapp.com/

Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

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21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
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25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

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Período: 30/01 a 19/02/2014

Cidades: Porto Seguro (Porto Seguro, Arraial d'Ajuda, Trancoso, Espelho, Caraíva), Santa Cruz Cabrália (Coroa Vermelha, Santo André), Prado (Ponta do Corumbau)*

A Costa do Descobrimento é considerada o berço da história e da cultura do Brasil. São 150 km de litoral, onde aportaram as primeiras caravelas portuguesas. Abençoada com atrativos naturais, como praias, enseadas, baías, falésias, recifes, rios, coqueirais, restingas, mata atlântica e manguezais, oferece, além da natureza exuberante, história, cultura, arte e entretenimento. Nessa região foi instituído o Museu Aberto do Descobrimento que, com a proposta de ser um museu natural ao ar livre, estende-se por 130 km de litoral, da foz do Rio Caí, no município de Prado, até o Rio João de Tiba, em Santa Cruz Cabrália.

A Costa do Descobrimento inclui outros municípios, mas nessa viagem foram contemplados apenas Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Aproveitei a logística para fazer um passeio bate e volta à Ponta do Corumbau*. Arraial d'Ajuda, Trancoso, Espelho e Caraíva são comumente mencionados como destinos turísticos independentes, mas na realidade são todos pertencentes ao município de Porto Seguro. Nesse relato, usarei a denominação usual identificando separadamente cada destino, dessa forma, quando citado o destino de Porto Seguro, este fará referência apenas à sede do município, mais precisamente, o centro e o litoral da Praia do Cruzeiro à Praia do Mutá.

Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Nas últimas viagens temos diminuído o ritmo, escolhendo mais locais de hospedagens e explorando melhor as regiões. Dessa forma, fugimos do tradicional, que é ficar hospedado unicamente em Porto Seguro e fazer passeios bate e volta para os destinos turísticos da área. Ficamos hospedados em Arraial d'Ajuda, Trancoso e Caraíva, além de Porto Seguro.

* A Ponta do Corumbau, pertecente a Prado, faz parte de outro roteiro, a Costa das Baleias.

Obs.: Além da seção "Dicas" antes do relato, há outras dicas específicas espalhadas pela página. ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Dessa forma, alguns estabelecimentos, bem como alguns dos pontos turísticos, não foram visitados por mim e, portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade se os dados são atualizados e/ou verossímeis.

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Nanci Naomi
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A cidade:

Porto Seguro está localizada no litoral sul do estado e tem área de 2.408,327 km². Tem 126.929 habitantes (dados IBGE 2010) e faz limite com as cidades de Santa Cruz Cabrália, Eunápolis, Itabela, Itamaraju e Prado. Possui clima quente, úmido e subúmido com temperatura média de 24,4ºC.

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Como chegar:

Porto Seguro tem fácil acesso, por meio de transporte rodoviário ou aéreo. Está localizado a 722 km da capital.

De Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália está localizada a 22 km; Santo André a 27 km + 15min de balsa + 2 km; Arraial d'Ajuda, a 10min de balsa + 4 km; Trancoso, a 10min de balsa + 47 km (estrada nova) ou 27 km (estrada velha); Caraíva, a 10min de balsa + 70 km. Entre Trancoso e Caraíva há cerca de 40 km e, no meio do caminho, tem o acesso para a estrada de 6 km (alguns dizem 3 km) que leva à Praia do Espelho. Obs.: são distâncias aproximadas, pois eu não medi e cada lugar fornece um número diferente).

• Aeroporto Internacional de Porto Seguro, Estrada do Aeroporto, 1500, Cidade Alta, 3288-1880

• Terminal Rodoviário, Cidade Alta (em frente à entrada do Centro Histórico), 3288-1039 / 1914

• A empresa de ônibus Águia Branca faz a linha Salvador-Porto Seguro, 0800-725-1211, http://www.aguiabranca.com.br/

Transporte Porto Seguro/Arraial d´Ajuda:

• Arraial d´Ajuda é bastante próxima de Porto Seguro, basta atravessar o Rio Buranhém de balsa e percorrer 4 km até o centrinho

• Linhas de ônibus interligam as principais localidades. É fácil transitar entre rodoviária, aeroporto e a Balsa do Rio Buranhém de transporte coletivo. Porém, como as distâncias são pequenas, táxi não fica muito caro

• Balsa do Rio Buranhém (travessia Porto Seguro-Arraial d´Ajuda), 3288-2516, das 7-22h, de 15 em 15min; das 22-7h, de 1 em 1h; percurso em 10min. A travessia é bem curta e rápida, só é paga no sentido Porto Seguro-Arraial d´Ajuda

• Depois de atravessar de balsa, do outro lado, táxis, ônibus e vans aguardam para percorrer a distância de 4 km até o centro de Arraial d'Ajuda

• Não há rodoviária em Arraial d'Ajuda. Os principais pontos de ônibus são na saída da Balsa do Rio Buranhém e na Pça. da Igreja de N. Sra. d'Ajuda, mas os ônibus param em diversos outros pontos, informe-se com os moradores

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Quando ir:

A alta temporada se dá no período de férias escolares, com picos no ano novo, no carnaval e feriados. Particularmente, a cidade de Porto Seguro tem outro período de alta temporada entre os meses de outubro e novembro, quando recebe excursões de formatura de estudantes de ensino médio, também frequentes nas férias de julho. Quem quer tranquilidade e fugir dos preços altos, deve evitar essas épocas. Na baixa temporada, Porto Seguro sempre tem algum movimento, já Arraial d'Ajuda e Trancoso têm o fluxo de turistas reduzido, bem como Espelho e Caraíva que ficam ainda mais tranquilas. Quanto ao clima, geralmente apresentam um índice pluviométrico maior entre março e maio.

O visual de algumas praias, como a Praia do Espelho, poderá ser mais bem apreciado na maré baixa; na alta a água encobre os recifes e os bancos de areia retirando o diferencial/particularidade da praia. No caso particular da região de Porto Seguro, não sei se há necessidade de a maré estar muito baixa, que ocorre na lua cheia ou nova, quando as marés baixas são mais baixas e as marés altas são mais altas. Confira no site da Marinha a Tábuas das Marés e veja O básico das marés - o que se precisa entender para programar seus passeios pelas praias e piscinas naturais

Eventos:

• São Sebastião: no dia 20 de janeiro, uma procissão com uma estátua de São Sebastião, ao lado da estátua de São Brás, percorre Trancoso e, em frente da Igreja de São João Batista, é feita uma homenagem e a substituição do mastro de madeira

• Nossa Senhora d'Ajuda: no dia 15 de agosto, romaria à fonte de água, localizada próxima à igreja

• Nossa Senhora da Pena: no dia 8 de setembro, precedido por uma novena, a procissão, com saída do centro histórico de Porto Seguro, atrai romeiros de regiões vizinhas, como Eunápolis e Santa Cruz Cabrália

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Onde ir:

Arraial d'Ajuda tem a "rua mais charmosa do Brasil": a Rua Mucugê com pousadas, restaurantes e lojas e para onde o movimento migra à noite, após curtir as belas praias locais. A pequena e charmosa vila de praia dista poucos quilômetros de Porto Seguro, separadas pelo Rio Buranhém.

Vila:

• Rua do Mucugê: pousadas, restaurantes e lojas, como a Terima Kasih (objetos de decoração importados de Bali) e a Bahia pra Todos os Santos (oratórios, escapulários e mandalas). O Beco das Cores tem bares com som ao vivo. Dá acesso à praia homônima

• Rua Broadway: comércio em geral, incluindo lojas de artesanato e suvenires, dá acesso à praça da Igreja de N. Sra. d'Ajuda

• Igreja de N. Sra. d'Ajuda (1549): atrás da igreja, o mirante tem vista panorâmica das praias e mureta colorida, devido as inúmeras fitinhas amarradas

• Espaço Coral Vivo Mucugê, R. do Mucugê, 402, Centro, ter-dom das 17-22h http://www.coralvivo.org.br Colônias centenárias de espécies de corais encontradas na Bahia, painéis informativos, maquete do Centro de Visitantes e Base de Pesquisas do Coral Vivo (do Arraial d'Ajuda Eco Parque), loja de suvenires. Entrada gratuita

• Terima Kasih, R. do Mucugê, 364, 3575-1913, http://www.terimakasih.com.br

Praias:

• Apaga Fogo: a 4 km do centro, águas mais escuras devido à foz do Rio Buranhém, recifes, piscinas naturais na maré baixa, mar calmo, areia fofa, boa para esportes náuticos, movimentada com hotéis, pousadas, barracas. Bela vista de Porto Seguro e seu casario colonial colorido

• Araçaípe: a 2,5 km do centro, recifes, piscinas naturais na maré baixa, mar calmo, areia com conchas, hotéis, pousadas, barracas de praia e restaurantes. No canto esquerdo, a barraca Sting Praia Bar promove shows e competições de regata e caiaque, no lado direito, ampla faixa de areia e área de restinga. De Araçaípe se tem uma bela vista para a Igreja de N. Sra. d'Ajuda

• Pescadores (Delegado ou d'Ajuda ou Nativos): a 1 km do centro, acesso a pé do lado esquerdo de Mucugê ou por uma rua à esquerda da entrada do Arraial d'Ajuda Eco Parque. Mais frequentada por moradores, mar cristalino, calmo, ancoradouro para barcos de pescadores, conta com uma barraca de praia

• Mucugê: a 2 km do centro, ampla faixa de areias brancas, águas cristalinas, recifes, piscinas naturais na maré baixa, mar calmo, boa para esportes náuticos, tem infraestrutura com barracas de praia e abriga o Arraial d'Ajuda Eco Parque. No verão, promove festas, luaus e raves

• Parracho: a 3 km do centro, acesso a pé pela Praia do Mucugê (15min) ou de carro pela Estr. da Pitinga. Recifes, piscinas naturais na maré baixa, barracas de praia, boa para banho e esportes náuticos. Aluguel de pranchas de windsurfe, caiaques e equipamentos de mergulho. Quadras de esportes na areia para a prática de vôlei, futevôlei e futebol. Barraca do Parracho promove festas no verão

• Pitinga: a 4 km do centro, mar esverdeado, falésias, areia fofa, recifes, piscinas naturais na maré baixa, boa para esportes náuticos. Do lado esquerdo, grande movimento com hotéis, pousadas e barracas

• Lagoa Azul: a 6 km do centro, acesso a pé de Taípe (15min) ou da Pitinga (25min). Tem falésias, águas tranquilas e rasas, e a lagoa não existe mais, mas disseram que, na época das chuvas, forma um pequeno poço

• Taípe: a 14 km do centro, acesso de carro pela Estr. Velha de Trancoso ou a pé da Praia da Pitinga (50min). Semi-deserta, falésias, mata nativa, mar transparente, ondas mais fortes, barracas

Passeios:

• Arraial d'ajuda Eco Parque, Estr. do Arraial, km 4,5, Mucugê, 3575-8600, qui e sex das 10-17h, jan diar das 10-17h (fecha maio e junho), [email protected]. Piscinas, toboáguas, rio lento, arvorismo, tirolesa, mini trilha ecológica de quadriciclo, Espaço Coral Vivo. Conta com estacionamento, posto médico (primeiros socorros), fraldário, aluguel de armários e toalhas, restaurante, lanchonete e lojas

• Awaventura, Estr. Arraial-Vale Verde, km 9 (Japara), a 9 km do centro, 3575-2202 / 9126-3696, http://www.awaventura.com.br/ Sítio com Mata Atlântica e enfoque em esportes radicais como arvorismo e tirolesa

• Passeio de Escuna até o Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, sai do píer de Arraial, no Rio Buranhém, e segue até a parte norte do parque, para mergulho livre por 50min, saída na maré baixa, duração de 4h, aluguel de máscara e snorkel no barco. Área pouco preservada com recifes desgastados e poucos peixes. As agências falam para levar tênis para andar sobre os recifes, mas é recomendado NÃO andar sobre os recifes para a sua preservação

• Mergulho de 30min a 8m de profundidade com instrutor + mergulho livre de 45min, na parte sul do Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, área mais preservada

• Passeio de helicóptero

Festas:

• Morocha Club, R. do Mucugê, 290, 3575-2611, http://www.morochaclub.com Festas com bandas e DJs

• Barracas de praia, no verão, promovem festas e luaus - conferir a programação

Compras:

• Em Arraial d'Ajuda, tem muitas opções de compras de suvenires na Rua do Mucugê, na Rua Broadway e na Pça. São Brás, onde rola algumas barraquinhas. Na Espaço Coral Vivo Mucugê, tem artigos que parecem ser de boa qualidade, lembra a loja do Tamar. Nas praias, passam índios vendendo artesanato

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9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul

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Dicas e comentários sobre passeios:

• A Rua do Mucugê e as ruas próximas são de paralelepípedo. A Rua do Mucugê é bem bonitinha, repleta de lojas, restaurantes e pousadas. As fachadas das construções são bonitas e a rua tem enfeites luminosos, formando um conjunto bem charmoso e agradável para passear, principalmente à noite, quando o trânsito fica impedido para carros, mas havia alguns circulando, talvez de hóspedes das pousadas. Durante o dia, apenas alguns restaurantes abrem para o almoço e a grande maioria das lojas está fechada. O comércio abre a partir da tarde quando o movimento se intensifica. Uma das lojas chama a atenção, a Terima Kasih, pois o prédio é muito bonito, parece um templo com um jardim com vitórias-régias e flor de lótus, e os artigos são muito bonitos. Vale estender o passeio à Rua Broadway e aos fundos da Igreja de N. Sra. d'Ajuda, onde há um mirante

• Os passeios das agências têm saída por volta das 8h, mas esse é o horário que a maioria das pousadas começam a servir o café da manhã. Acho que se comprar passeio, o jeito é sair sem café e/ou contar com atrasos nas saídas dos passeios

• Essa região é muito agradável para uma caminhada nas praias. Estando hospedado nas proximidades do Mucugê, pode-se dividir o roteiro em dois. 1) Uma opção é seguir em direção à Praia do Apaga Fogo, retornando pelo mesmo caminho da ida ou ir à balsa e retornar de ônibus ou van. É uma caminhada curta e não lembro ter atravessado rios nesse trecho; se houver, são apenas fios d'água. Não há problema com a maré alta, exceto que na alta a água deve cobrir toda a faixa de areia da Praia do Mucugê. O trecho é movimentado e as praias do percurso possuem infraestrutura com barracas. 2) Outro roteiro é rumar à Praia do Rio da Barra, na divisa com Trancoso. Desconheço se há transporte público nessa área, por isso o retorno teria que ser feito pelo mesmo caminho da ida ou uma alternativa (mais curta) seria atravessar o Rio da Barra e continuar até Trancoso, onde há ônibus e vans para o retorno a Arraial d'Ajuda. É uma caminhada mais longa e há alguns rios estreitos e rasos pelo meio do caminho que não oferecem nenhuma dificuldade de travessia. Entretanto se decidir atravessar o Rio da Barra para ir a Trancoso, atente para a maré. O rio não é largo, mas na maré alta fica profundo e ruim de atravessar, principalmente se estiver com mochila que terá se suspensa. Mais para o lado de dentro (oposto à praia), o rio fica bem mais largo e nem por isso menos profundo, pelo menos não encontrei nenhum ponto melhor para travessia. Quando passei não vi correnteza, mas é bom observar. Outro problema, no pico da maré alta, é que a água cobre quase toda a faixa de areia de algumas praias e, entre a Praia do Taípe e a Praia do Rio da Barra, há dois locais com falésias desbarrancando e pedras, onde a água só não bate na maré bem baixa. O trecho final é menos movimentado e com pouca infraestrutura de barracas

• A Praia do Apaga Fogo é movimentada e tem infraestrutura. Achei mais bonita na foz do Rio Buranhém, onde forma um belo conjunto composto pelo rio com manguezal e pela praia com recifes e de onde se descortina uma pitoresca vista do casario colonial colorido de Porto Seguro na outra margem do rio. Entretanto, essa área não é convidativa ao banho devido às águas escuras do Rio Buranhém

• A Praia do Araçaípe também é movimentada e conta com infraestrutura. Boa para banho, oferece um vista diferente para os fundos da Igreja de N. Sra. d'Ajuda emoldurada pelo verde da região

• A Praia dos Pescadores é mais tranquila e conta apenas com uma barraca, mas que atende bem aos que resolverem passar o dia por ali

• As praias do Mucugê e Parracho são bastante movimentadas, com muitas barracas, o acesso é bem fácil, a partir da Rua Mucugê, basta descer para as praias. A volta é um pouco chata, por causa da subida íngreme. Querendo mais sossego, basta andar para a esquerda ou para a direita que surgem praias menos movimentadas

• Achei as praias mais centrais um pouco sujas. Em uma das manhãs, a água das piscinas naturais estava meio turva, com latas e até cacos de vidros, provavelmente por conta do lixo carregado pelas chuvas fortes da madrugada. Também tinha sargaço na areia, na maré baixa. Perto da foz do Rio Buranhém, a água é bem escura e parece suja

• Uma das praias preferidas é a Pitinga, com pousadas e barracas de praia bem estruturadas, além do visual das falésias, sobre os quais ficam equipes de parapente para voos duplos, mas como as falésias não são muito altas, não sei se os voos conseguem ser longos

• A Praia da Lagoa Azul conta com poucas barracas e é menos movimentada que as praias vizinhas

• Aos que querem mais tranquilidade, Taípe é a mais indicada; mais isolada, tem belíssimas falésias e faz divisa com a Praia do Rio da Barra, já em Trancoso

• Na alta temporada, as noites são animadas. Algumas opções são o Morocha Club e as barracas da Praia do Parracho

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Nanci Naomi
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Onde ficar:

• Coqueiros, Alameda dos Flamboyants, 55, Centro, 3575-1229, [email protected] Pousada agradável, bem arborizada, jeitosa e bem equipada, mas achei a relação custo/benefício ruim, acho que poderia ser melhor pelo preço cobrado, pois as diárias são salgadas, mas por outro lado parece compatível com o padrão de Arraial d'Ajuda que tem o custo bem elevado. Boa infraestrutura, área de lazer com piscina limpa e toalhas à disposição, sauna, fitness, aula de yoga duas vezes por semana, sala de jogos, TV a cabo e DVD, etc. Tem restaurante à la carte e a recepção funciona das 8h às 22h, eu acho, depois disso fica um vigia noturno que é um fator a ser considerado, pois ouvi queixas de outros lugares, onde não ficava ninguém na recepção à noite e no caso de algum problema, não havia ninguém a quem pedir socorro. Boa localização, em rua tranquila, mas perto da Mucugê, que foi um ponto que pesou muito na escolha dessa hospedagem. Vi algumas opções interessantes, mas que ficavam em áreas mais afastadas e pareciam isoladas, fiquei na dúvida se daria para circular à noite, a pé. Wifi funcionava bem, mesmo no nosso quarto que era longe da recepção. Quarto de tamanho médio, com boas instalações, TV LCD, 4 canais a cabo rotativos, AC split silencioso, cofre digital grande. Porém acho que poderiam , por exemplo, ter cama box ou pelo menos trocar o colchão de espuma por um de mola e o banheiro precisa de uma reforma. É bom, com box blindex, ducha boa com aquecimento central, secador de cabelos, mas só as paredes do box eram azulejadas, as outras paredes não e tinha um pouco de umidade. Café da manhã era bom, mas acho que poderia ter mais variedade e ser melhor pelo preço da diária. O chá da tarde era bem simples com chás diversos, café, leite e bolo que era pouco e parecia sobra do café da manhã, quem chegava mais tarde ficava sem. Dica de quarto: Os apartamentos estão distribuídos em alguns chalés pela propriedade. Os primeiros chalés estão mais próximos da piscina, área do café e recepção, os do fundo da propriedade ficam mais distantes, mas ganham em privacidade, já que o barulho e a movimentação de pessoas são menores

Outras opções:

• Estalagem d'Ajuda, Alameda dos Oitis, 20, Centro, 3575-2416, [email protected]. Simples, mas parece agradável, boa localização

• Pousada Flamboyant, R. do Mucugê, 89, Centro, 3575-1025, [email protected]. Simples, mas parece agradável, tem duas alas, a mais nova tem alguns quartos com instalações renovadas, boa localização, mas não sei se é barulhento por ficar na rua principal

• Pousada Bucaneiros, R. do Mucugê, 590, Centro, 3575-1105 / 9985-0080, [email protected]. Simples, mas parece agradável, boa localização, fica mais para o final da rua, a caminho da praia

• Casa Natureza Brasil, R. dos Coqueiros, 27, Bairro São Francisco, 3575-1071 / 9987-9928, [email protected]. Adorei o site, parece agradável, aconchegante e confortável, com decoração caprichada, mas fica um pouco afastada do centro

• Pousada Atlântida, Estrada de Trancoso, 555, Centro, 3575-1747 / 9979-0214, [email protected], http://www.pousadaatlantida.tur.br/ Gostei do site, parece rústico, mas agradável. Fica um pouco afastada, não é longe, mas a estrada margeia um terreno baldio

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Dicas e comentários sobre hospedagem:

• Dá para fazer bate e volta a partir de Porto Seguro, pois é muito próxima, mas achei Arraial bem charmosa e com boa infraestrutura, acho que vale a pena ficar hospedado lá e curtir a noite da Rua Mucugê com calma, além de evitar a fila na balsa, principalmente na alta temporada

• As hospedagens concentram-se no Centro (nas proximidades da R. do Mucugê), ao longo da estrada que liga a balsa à R. do Mucugê e nas praias. Para ficar independente de carro, táxi, ônibus e van, o mais fácil é ficar hospedado perto da R. do Mucugê, de onde é possível sair a pé à noite para curtir o movimento dessa rua e a caminhada às praias é tranquila durante o dia. Ficando em uma hospedagem pé na areia, provavelmente à noite precisará de carro/táxi para subir à Rua Mucugê

• Existem opções em bairros vizinhos ao Centro, que não ficam longe, mas, se estiver sem carro, é bom verificar as condições da área para ver se não é muito deserto para transitar a pé ou se preparar para bancar um táxi

• Tinha velas no quarto da pousada e tivemos algumas quedas de energia, muito rápidas, apenas poucos segundos, mas na alta temporada pode ser que a situação se complique, quando a rede sofre uma sobrecarga

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Onde comer:

• Restaurante Paulo Pescador, Pça. São Brás, 116, Centro, 3575-1242 / 2120 Fax, ter-dom das12-22h, dez-fev diar das 12-22h (fecha maio), [email protected], http://www.paulopescador.com.br O local é bem simples, mas o ambiente é agradável e o Paulo, muito simpático, passa de mesa em mesa conversando com os clientes; o atendimento é muito bom e não é demorado, apesar do movimento. A dica é chegar cedo, pois costuma formar fila de espera na alta temporada. Não aceita cartão. O PF é gostoso e bem servido, vem uma entrada com pãozinho quente e manteiga e vem uma tigela grande de feijão também. Experimentamos o filé de peixe, o filé acebolado, o bobó de camarão e a moqueca de peixe, todos bons. É uma comida simples, não é restaurante turístico, muito menos chique, mas dá para comer bem, sem gastar um absurdo. Achei caro para um PF, mas parece ser o usual dessa região que tem hospedagem e alimentação a preços mais altos. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício boa

• Restaurante Boiteko, R. do Mucugê, 69, 9156-5995. Ambiente simples, mas agradável, atendimento bom, cardápio à la carte. Dizem que a especialidade da casa é a comida mineira e as carnes. Experimentamos a picanha que estava boa e bem servida. Tinha cafezinho com coador de pano individual, um charme, igual ao do Uai Café Bistrô de Boipeba. Disseram que é coisa de MG. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício boa

• Crepe da Miloca, R. do Mucugê, 135, 9984-6664, [email protected], http://www.crepedamiloca.com.br/ Ambiente simples, mas agradável, atendimento bom, cardápio à la carte. Os crepes têm nomes de gêneros musicais. Cada crepe vem dobrado de um jeito diferente, com boa apresentação e acompanha uma manteiga de ervas maravilhosa. É gostoso, bem recheado e com bons ingredientes. É meio caro para um crepe, mas é grande e serve como uma refeição se não comer muito. Voltamos outro dia para comer um crepe doce depois do jantar, é um pouco menor do que o salgado, pois tem menos quantidade de recheio, mas é grande para uma sobremesa, dividimos um crepe doce para 2 pessoas. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício razoável

• Barraca do Nel, Praia dos Pescadores, 3575-2816, das 10-16h, http://barracadonel.50webs.com/home.htm Única barraca da praia, tem vista para os barcos ancorados próximos aos recifes. Barraca de estrutura simples na praia, com mesas e cadeiras de plástico com guarda-sol, não tinha espreguiçadeiras. Tem sombra de coqueiros. Atendimento bom, cardápio à la carte. Não aceita cartão. Recomendam o badejo frito e o arroz de polvo. Experimentamos o arroz de polvo, que é bem servido, gostoso, bem temperado, cremoso, parece cozido no molho da moqueca, sem coentro. É meio caro, mas é na praia, onde os preços costumam ser maiores, por isso achei a relação custo-benefício razoável

• Barraca do Faria, Praia de Pitinga, 3575-3840 / 9979-5824, das 9-17h (fecha em maio e junho), [email protected], http://www.barracadofaria.com.br Barraca simples na praia, mas ajeitada, banheiro limpo, mesas, cadeiras e espreguiçadeiras de plástico. Bom atendimento, rápido, apesar de cheio, cardápio à la carte. Pedimos o pastel, que é do tipo meia lua, com massa crocante e casquinha de queijo, com recheio cremoso de camarão, muito bom. Experimentamos apenas o pastel, então não posso opinar sobre os pratos. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício razoável

• Cabana La Plage, Praia do Mucugê, 12, 9924-2811. Barraca grande, boa estrutura, na frente tem umas espreguiçadeiras grandes com cobertura, parece cama de casal com dossel, mas para usufruí-las acho que tem taxa de consumação mínima, é melhor confirmar antes de se instalar. Atendimento bom, cardápio à la carte. Comemos iscas de peixe bem sequinhas e crocantes. Experimentamos apenas um petisco, então não posso opinar sobre os pratos. Pesando os fatores mencionados, achei a relação custo-benefício razoável

Outras opções:

• Restaurante Portinha, R. do Campo, 1, Centro, 3575-1289, das 12-17h, nov-mar das 12-22h. Variada/bufê por kg. Tem filial em Porto Seguro e Trancoso. É um dos bufês por kg mais conhecidos, mas acabei não experimentando. Disseram que o Aconchego era tão bom quanto e a um custo ligeiramente menor

• Restaurante Rosa dos Ventos, Al. dos Flamboyants, 24, Centro, 3575-1271, qui-ter das 16h à 0h (dom das 13-22h), dez-fev diar das 16h à 0h. Dizem que é muito bom, mas caro. Recomendam o dourado ou badejo na folha de bananeira com camarões, alcaparras e abacaxi

• Restaurante Morena Flor, R. do Mucugê, 200, Centro, 3575-1588, qua-seg das 17-0h. Recomendam acarajés com molho de camarão e moqueca de peixe

• Restaurante Boi nos Aires, R. do Mucugê, 200, Centro, 3575-2554, ter-sáb das 17-0h, dom das 17h30-22h30, jan, fev e jul diar das 15h30-1h. Recomendam a picanha com camada crocante de gordura

• Sorveteria Coelhinho, R. do Mucugê, 135, Centro, das 15h30 à 0h

• Café da Santa, Pça. da Igreja, 3575-1078

• Sting Praia Bar, Praia de Araçaípe, 9982-9991, ter-dom das 9-17h, dez-fev diar das 9-20h. Som das picapes e shows no verão. Aqui uma das atrações é o dono da barraca, que dizem ser a cara do Sting, daí o nome. Recomendam o filé de dourado com legumes na grelha

• Barraca do Parracho, Praia do Parracho, 3575-2801, das 9-17h. Shows ao vivo no verão, festas de Carnaval e Réveillon, agitado

• Cabana Grande, Praia do Parracho, 3575-3044, das 9-17h. Cabana de madeira com música ao vivo durante o dia e shows à noite. Recomendam porções e peixes na telha

• Barraca Flor do Sal, Praia de Pitinga, das 11-17h. Decoração mais sofisticada, comida tailandesa, pescados e moquecas assinados por um chef

Dicas e comentários sobre alimentação:

• No final da Rua do Mucugê e na entrada principal da praia homônima, tem restaurantes com PFs mais em conta, por volta de 12,00. Na vila, vi placa em padaria anunciando PFs a 10,00

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      - 2 cervejas R$10
      - isca de peixe R$23
       
      Dia 2 - De Ibotirama ao Vale do Capão
       
      Pegamos a estrada às 7hs, rumo ao Vale do Capão. Passamos por pequenos vilarejos, à beira da estrada e em meio à paisagem árida, porém bonita. Mais bonito ainda é quando começamos a avistar os picos da Serra do Espinhaço, seus morros e chapadões.
       
      Depois de rodar pouco mais que 200km chegamos em Palmeiras, cidade que preserva algumas construções históricas e coloridas. Paramos, caminhamos um pouco e seguimos viagem.
       
      De Ibotirama até Palmeiras, a estrada estava toda asfaltada e em bom estado de conservação. De Palmeiras até a chamada Vila do Capão (ou Vila Caeté-Açú) são 28km de estrada de terra.
       
      Chegando na Vila do Capão fomos direto para a Pousada Pé no Mato, logo depois da ponte, na rua que dá acesso ao centrinho. A pousada é excelente: ótima localização, muito limpa e café da manhã farto. O local oferece diferentes tipos de acomodação: chalés individuais, suítes com varanda, suítes simples e quartos coletivos com banheiro compartilhado (tipo hostel). Optamos pelo chalé, com direito à rede na varanda e vista para a montanha.
       

       

       
      Tomamos uma cerveja no boteco da praça, experimentamos o delicioso pastel de palmito de jaca da Dona Dalva e jantamos um PF no restaurante da Dona Deli.
       

       
      Site Pé no Mato: http://www.penomato.com.br/
       
      Gastos do dia:
      - hotel Velho Chico R$80
      - gasolina (42L) R$124
      - uma cerveja no boteco capão R$5
      - 2 pastéis dona Dalva R$5
      - 2 PF R$22
       
      Dia 3 - Vale do Capão
       
      O café da manhã da Pé no Mato era servido a partir das 08hs, o que consideramos um ponto negativo. Mas vale a pena esperar, pois é muito bem servido: três tipos de suco, café, leite, frutas, granola, mel, queijo, pão quentinho, ovos mexidos, mingau de aveia, inhame cozido, banana da terra, beiju de tapioca, cuscuz de milho, tudo servido num ambiente super aconchegante.
       
      Partimos a pé para a trilha do Rio Preto e Cachoeira das Rodas, tínhamos algumas referências que encontramos no mochileiros. Caminhamos, caminhamos e eis que descobrimos que estávamos na trilha errada, quando encontramos um grupo que nos avisou que aquela era a trilha para a Serra do Candombá. Demos meia volta e pegamos a trilha “certa”.
       
      Após algumas subidas e descidas chegamos os poços do Rio Preto, que estavam bastante secos, devido à temporada de seca prolongada daquele ano. Demos um tempo e seguimos para a Cachoeira das Rodas. Chegamos num grande “escorregador” de pedra, pocinhos e banheiras naturais, mas com pouca água.
       

       

       

       
      À noite jantamos no café e restaurante natural O Galpão, na primeira rua à esquerda da rua da pousada (em direção ao centro). Comida saudável e gostosa, vale a pena.
       
      Gastos do dia:
      - cartão telefônico R$3,80
      - restaurante O Galpão: suco, tagliarini e crepe R$24,50
       
      Dia 4 - Vale do Capão
       
      Fomos de carro até a cachoeira Conceição dos Gatos, no povoado vizinho à Vila do Capão. Lá tem um poço gostoso, uma pequena queda d’água e bela vista para o vale. Na volta paramos para conversar com Zezão e Zenaide, que moram na entrada da trilha e cuidam do lugar. Batemos um bom papo regado a café, ambrosia e cocadas preparadas por Dona Zenaide.
       
      Jantamos na Pizzaria Integral Capão Grande, famosa por servir apenas dois sabores de pizza, um salgado e um doce. Local agradável e pizza gostosa.
       
      Gastos do dia:
      - 2 entradas cachoeira R$4
      - doces R$10
      - pizza e cerveja R$29
       
      Dia 5 - Vale do Capão
       
      Fomos de carro até a comunidade do Bomba, de lá seguimos caminhando por uma trilha super agradável que leva ao Poço da Angélica e à Cachoeira da Purificação.
       

       
      Mais tarde lanchamos na Toca do Açaí, ao lado do restaurante O Galpão, lugar agradável e atendimento simpático. Comemos sanduíche natural e deliciosos pastéis assados recheados com palmito de jaca.
       
      Gastos do dia:
      - internet R$1
      - cerveja R$3,20
      - 3 pastéis e 1 sanduíche natural R$10
      - cerveja R$5
      - água 5L R$6,50
       
      Dia 6 - Do Vale do Capão a Igatu
       
      Às 9hs45min deixamos a Vila do Capão, preferimos ir pela BR e não seguir por Guiné, pois o tempo estava meio chuvoso no vale. Passamos por Palmeiras, depois pelo Morro do Pai Inácio (estava bem nublado e já conhecíamos, por isso não subimos), pegamos trechos da BR 242 com intenso movimento de caminhões, seguimos por Andaraí e, finalmente, pegamos a estrada de pedra que leva a Igatu (6km).
       

       

       
      Estávamos ansiosos para conhecer Igatu e acabamos ficando lá por mais tempo do que o programado, mas menos tempo do que gostaríamos. A vila guarda histórias, gente e paisagens incríveis.
       
      Nos hospedamos na Pousada Flor de Açucena, bem na entrada da vila. A construção da pousada procurou preservar as características do local, de modo que grandes pedaços de rocha integram os quartos e demais ambientes. A pousada tem um lindo quintal, com muitas plantas e pássaros, sala de TV com aparelho de DVD, piscina, sauna, cozinha comunitária (os hóspedes podem cozinhar ali), área para barracas e acesso privativo ao Poço da Madalena. Recomendamos a Flor de Açucena!
       

       
      Fomos até o restaurante Água Boa e conhecemos o simpático Neo, que há oito anos administra o lugar. Experimentamos o godó de banana (prato regional) e comemos uma porção de carne de sol. Os preços das comidas não são muito amigáveis, mas o ambiente é agradável, o Neo é uma figura, a comida é boa e tem todo tipo de cachaça curtida em ervas e raízes.
       
      Conhecemos o Poço da Madalena e depois fomos até as ruínas da época do garimpo intenso em Igatu, passando pelo cemitério e pela igreja de São Sebastião, toda de pedra. Depois fomos à Galeria de Arte e Memória, próxima a igreja. As ruínas, o casario, as ruas de pedra, a comunidade, tudo faz de Igatu um cenário muito especial.
       

       

       

       

       

       
      Saímos caminhando pelas ruelas de Igatu em direção à praça central, vimos que o bar do Chiquinho estava aberto e fomos até lá. Chiquinho é um dos grandes personagens de Igatu e estávamos ansiosos para conhecê-lo. Durante as várias conversas que tivemos, Chiquinho nos contou que, alem de guia (“o mais famoso de Igatu”), ele é também raizeiro, grande conhecedor de plantas medicinais e seus usos, mestre de obras, “corretor” de imóveis, dono de bar, assistente de pesquisa (colaborou com vários pesquisadores que estudaram a região), caseiro, figurante de filme (aparece no filme O Homem que não Dormia)...enfim, muitas habilidades, mas sobretudo é trilheiro e montanhista!
       
      Seu bar fica na praça central de Igatu e abre apenas quando Chiquinho não está ocupado com seus outros afazeres ou quando dá na telha, pois ele não tem funcionários. Cachaças e infusões de ervas medicinais se misturam a objetos encontrados nas antigas “tocas” de garimpeiros espalhadas pela mata ao redor de Igatu, fotografias, livros, cartazes...
       

       
      Conversando com Chiquinho soubemos da grande queimada que deixou a Rampa do Caim em cinzas e que ele já havia combinado com outro casal de fazer a trilha da cachoeira da “Visagem”. Essa trilha tem partes que antigamente eram utilizadas pelos garimpeiros, mas estava fechada há muitos anos. Toda vez que avistava a Visagem, lá de longe, Chiquinho dizia: "ainda vou lá". Então conversou com um morador antigo da vila, pediu as referências e iniciou o processo de abertura e limpeza da trilha. Foram 31 dias de trabalho duro! Então lá fomos nós encarar essa “nova” empreitada.
       
      Site Pousada Flor de Açucena: https://sites.google.com/site/igatur/
       
      Gastos do dia
      - 4 diárias da pousada no capão R$480
      - taxa serviço pousada R$25
      - gasolina (27L) R$77,55
      - Restaurante Água Boa, almoço: 2 cervejas R$10; dose cachaça R$1; godó R$6; carne de sol R$16. lanche: 2 pasteis, caldo de feijão e cachaça R$10
      - capuccino na galeria de arte R$5
      - cerveja no bar do Chiquinho R$4
       
      Dia 7 - Igatu
       
      Tomamos café da manhã na pousada, observando os pássaros que chegavam para comer as frutas nas árvores ao redor. O local onde é servido o café da manhã é muito agradável, dava vontade de passar horas ali.
       

       
      Conhecemos Alain e Juscilene, os donos da pousada, e logo depois chegou Chiquinho, com um ramo de arruda da serra, boa pra curar rinite e sinusite. Na noite anterior inalamos a infusão preparada por ele com a planta, mas nada se compara à sensação de cheirar a própria folha, após esmagada com os dedos e extraído o seu óleo: passados alguns instantes, os olhos ardem e lacrimejam muito, e ainda sentimos uma dormência se irradiar do topo da cabeça até a nuca. O efeito dura em torno de um minuto.
       
      *Trilha da Visagem
       
      Perto das 9hs iniciamos a “trilha da Visagem”. Valente, o cachorro do Chiquinho, também nos acompanhou. Iniciamos subindo a rua ao lado do bar do Chiquinho, passamos por algumas casas de pedra construídas e alugadas por ele. Logo saindo da vila já tem várias áreas reviradas em busca de diamante.
       
      Seguimos por meio de um dos canais de garimpagem até atingir a vertente da margem direita do Rio dos Pombos. No caminho, alguns pequenos poços, muitas bromélias, orquídeas, cactus e plantas medicinais que Chiquinho foi apresentando: “velame” é planta boa para curar infecção urinária; “pedestre” é bom para dores e “esquecimento”; “arruda da serra” é bom para rinite e sinusite, dentre outras. Também encontramos a “batata da serra”, que colhemos e trouxemos para comer.
       

       

       
      Nesse trajeto ainda há muitas tocas e nestas são encontrados utensílios utilizados antigamente nos garimpos. Continuamos subindo até chegar à toca do Chiquinho, onde descansamos, pois já estávamos caminhando por uma hora. Logo descemos para atravessar o rio e começar uma subida mais íngreme até contornar a primeira vertente na direção noroeste.
       

       

       

       
      Depois de subir e subir, ao atingir a passagem da vertente da margem esquerda, mais uma parada para descanso, onde já avistamos parte da baixada de Andaraí e logo continuamos mais a oeste, quando foi possível também ver um casal de águias.
       

       

       

       
      Mais adiante passamos por um lajedo e encontramos o que, segundo Chiquinho, seriam fezes de onça. Mais subidas íngremes, até chegar ao leito do rio, que estava completamente seco. Caminhamos por ele, contornamos um paredão, escalamos umas pedras ao lado do que seria a queda d'água da cachoeira seca (onde Chiquinho disse que ira colocar cordas, para garantir o acesso na época de chuvas), avistamos parte da “ladeira do império”, de um lado, e Marimbus e praias do Paraguaçu, para as bandas de Andaraí...se forçar bem a vista para o norte – diz ele – o que se vê é parte da crista da Cachoeira da Fumaça. Caminhamos um pouco mais e logo chegamos ao topo da Cachoeira da Visagem.
       

       

       

       
      A volta foi mais rápida, pois não paramos para descansar e já estava ficando tarde. O passeio durou o dia inteiro e terminou no poço das “cadeirinhas”, umas 17hs30, para um banho revigorante e um belo pôr do sol.
       

       
      Chiquinho nos contou que toda vez que percorria a Rampa do Caim avistava a Visagem e dizia que um dia iria até lá. Por ali, já passaram muitos garimpeiros e, no auge da exploração de diamante, comunidades viveram no que hoje são ruínas. Muitos caminhos antigos foram fechados pela mata densa e a idéia de Chiquinho é abrir e limpar alguns desses caminhos, fazer novas trilhas, mas para isso precisaria de mais apoio financeiro, inclusive dos donos de pousadas de Igatu, pois esse trabalho certamente estimularia o turismo no vilarejo.
       
      Fazer a trilha com Chiquinho é um privilégio! Pelas histórias, pelo conhecimento, pelo amor que ele tem pelas montanhas. Segundo Chiquinho, após a reabertura daquela trilha, apenas seis pessoas, contando com nós quatro, foram até lá com ele. Chiquinho é muito doido, se embrenha na mata, não tem medo de nada. Para acompanhá-lo é preciso disposição física e um bocado de cautela. O bom é que, na ida, ele vai parando, explicando tudo, mostrando as plantas, contando causos, sem pressa.
       
      No fim do dia, uma gelada no bar do Chiquinho e janta no restaurante da Edilurdes, o Xique-Xique, onde tem um PF bem servido, gostoso e com ótimo preço. Depois fomos conhecer o Seu Guina, outro “personagem”, dono do Bar Igatu, também na praça central, que funciona há 39 anos e onde vende-se de tudo um pouco.
       

       
      Gastos do dia:
      - guia R$50
      - cerveja R$2
      - 2 PF e 2 cervejas (lata) R$25
       
      Dia 8 – Igatu
       
      O plano inicial era partir para Mucugê, mas era difícil deixar Igatu...Faltava conhecer outro grande personagem da vila: Amarildo dos Santos, que já foi professor, telefonista (quando Igatu tinha um posto telefônico), hoje trabalha no Centro de Atendimento ao Turista (quando está aberto), tem um pequeno comércio na sala de casa (ou “ponto do Amarildo”), é “fã número 1” da Xuxa e do Roberto Carlos e, sobretudo, é o guardião da memória de Igatu.
       
      Amarildo tem um verdadeiro arquivo público em sua casa. Fez, por conta própria, um censo da comunidade, que é atualizado constantemente ou conforme o transcorrer dos fatos em Igatu. Tem os dados exatos da população de Igatu: naquele dia 20 de outubro de 2012 moravam na vila 382 pessoas (até o dia anterior eram 386, mas 4 se mudaram para Mucugê). Os nomes de cada um dos moradores, sua idade e genealogia, estão registrados no caderno de Amarildo, e ele ainda classifica os moradores por gênero e se é nativo ou não-nativo. Há também o registro dos moradores temporários, dos carros e motos, dos turistas que visitam o seu “ponto” (são convidados a anotar o nome e a procedência em um dos cadernos).
       
      Amarildo também tem pastas organizadas por temas: pessoas famosas que visitaram Igatu, artistas que se apresentaram nos festivais de música de Igatu, meios de comunicação em que seu nome foi citado, dentre outros.
       
      Além disso, Amarildo é escritor, tem sete livros, que a cada ano recebem uma nova edição e são vendidos em seu “ponto”, todos manuscritos. As capas das edições de 2013 estavam expostas na parede e sobraram apenas dois exemplares de 2012 para vender, um sobre as atrações turísticas de Igatu e outro sobre a história de Amarildo. Compramos o segundo.
       
      Antes de deixarmos a sua casa, que fica bem próxima à praça, Amarildo ainda nos presenteou com dois lindos colares de semente de eucalipto, confeccionados por sua esposa. Passaríamos horas conversando com ele.
       

       
      Mais tarde encontramos Chiquinho na praça e ele abriu o bar para nós. Tomamos uma cerveja e conversamos um bocado. Chiquinho tem muitos causos pra contar sobre as trilhas, os amigos, os filmes dos quais participou, histórias de Igatu...
       

       

       
      Fazia muito calor e resolvemos tomar um banho no Poço da Madalena. O cenário estava lindo, com o sol batendo nas pedras e refletindo no poço. De lá fomos jantar novamente no restaurante Xique-Xique, na companhia de Valente, o cachorro trilheiro de Chiquinho – segundo ele, Valente “adora turistas”.
       

       
      Chegava a hora das despedidas...fomos até o bar do Seu Guina, trocamos idéia com ele, tomamos a última cerveja da geladeira, compramos um par de chinelos, um pacote de café e um requeijão de Jussiape. Voltamos ao bar do Chiquinho, compramos uma garrafa de infusão de Arruda da Serra e nos despedimos. Passamos no restaurante Água Boa, comemos mousse de limão e nos despedimos do simpático Neo.
       
      Em Igatu, as referências são as pessoas, as personalidades locais são as grandes riquezas daquele lugar. De alguma forma, Igatu nos fez lembrar de Remedios, em Cuba...
       

       

       

       
      Gastos do dia:
      - livro do Amarildo R$20
      - 3 cervejas (lata) R$6
      - 2 PF e uma lata R$22,50
      - compras Bar Igatu: sandália R$10, café chapadinha R$3, requeijão R$15 e cerveja R$5
      - infusão R$15
      - mousse de limão R$4
       
      Dia 9 - De Igatu a Mucugê
       
      Nos despedimos de Igatu. São 22km até Mucugê, 6 deles em estrada de terra. Lá chegando, nos instalamos na Pousada Pé de Serra e saímos para conhecer a cidade. Fomos até o Cemitério Bizantino, mas nem entramos, na verdade o que mais chamou nossa atenção foi a montanha que está atrás do cemitério, um belo paredão. Depois fomos até a Praça do Garimpeiro e ao Museu Histórico Municipal – o museu é bem pequenininho, mas gostamos de ver as fotos dos pioneiros, das pessoas que ajudaram a fazer a história da cidade e da região, boa parte delas descendente de escravos (quatro deles ainda estão vivos e com quase cem anos de idade).
       
      Almoçamos no restaurante da Dona Nena, uma simpática senhora, que serve deliciosa comida caseira no fogão à lenha da sua casa. Depois voltamos para a Pé de Serra e resolvemos subir no mirante, o acesso é privativo pelos fundos da pousada e a vista é linda! Foi muito impactante ver a fumaça provocada por uma grande queimada nas serras...muito fogo e a fumaça densa cobriu Mucugê naquela tarde.
       

       
      Caminhamos por Mucugê, que tem praças muito bem cuidadas, casario bem conservado e é emoldurada por lindas serras. Conhecemos a Pousada Refúgio da Serra e o Restaurante Cascalho, do simpático Zé Rubens. A pousada é muito bonita e os quartos parecem muito confortáveis, mas o preço não nos atraiu: R$160,00 (casal). Porem foi bom trocar uma idéia com o Zé, que nos contou um pouco sobre a história de Mucugê.
       

       

       
      Site Pousada Pé de Serra: http://www.pousadapedeserra.blogspot.com.br/
       
      Gastos do dia
      - 3 diárias pousada R$300
      - água 5L + refrigerante R$7,95
      - restaurante Dona Nena (R$25/kg), duas refeições, cerveja e sobremesa R$33,50
      - restaurante Sabor e Arte (R$34,90/kg) R$22,50
       
      Dia 10 – Mucugê
       
      O café da manhã da Pé de Serra é servido num local aconchegante, com fogão à lenha e é muito gostoso: mandioca e batata doce cozidas, salsicha, cuscuz de milho, mingau de tapioca, ovos mexidos, pão, bolos, frutas, sucos, café e leite. A pousada tem uma área externa agradável, mirante e quartos simples, mas aconchegantes.
       
      Fomos para o Parque Municipal Sempre Viva, que conta com uma pequena exposição sobre as sempre-vivas e a história do garimpo na região. O forte do lugar são os poços e cachoeiras: a primeira, chamada Piabinha, estava bem seca; já o Poço do Tiburtino estava delicioso para um bom banho e formando pequenas quedas d'água com água morna. O lugar é lindo, dá para passar o dia inteiro ali.
       

       
      De volta à cidade, compramos doces e sequilhos na Vovó Ilza, ao lado da Pousada Mucugê e em frente à agência Trilhas e Caminhos, do Roberto Sapucaia, que tem bons mapas da região (envia pelo correio). Jantamos pizza bem fininha e crocante, no simpático Café.com, em frente à praça central. Depois tomamos uma cerveja no Bar, Restaurante e Lanchonete Central, situado num sobrado tombado como patrimônio histórico nacional. Sentamos no balcão, observamos o movimento e trocamos umas idéias com Zeca, o proprietário do bar.
       
      Site Trilhas e Caminhos: http://www.trilhasecaminhos.com.br/
       
      Gastos do dia
      - 2 entradas parque R$10
      - doces e sequilhos R$15
      - pizza grande R$25
      - cerveja R$5
       
      Dia 11 – De Mucugê a Ibicoara
       
      Saímos de Mucugê às 08hs30, até Ibicoara são menos de 100km de distância e a estrada é toda asfaltada. Seguindo a recomendação do Neo, assim quem entramos na cidade fomos direto na agência Bicho do Mato e contratamos um guia, pois não é permitido entrar no Parque Municipal do Rio Espalhado sem estar acompanhado de um guia local.
       
      Para chegar até o Parque, a estrada é de terra e a Pousada Casa da Roça fica no caminho, então aproveitamos para deixar nossas coisas no quarto que havíamos reservado. Depois levamos quase uma hora para chegar até a entrada do parque, pois fomos devagar, conversando com o guia William e observando a paisagem.
       
      Além dos R$60,00 do guia pagamos mais R$3,00 para entrar no parque (cada um). Logo após a guarita atravessamos um rio (estava bem seco e deu para passar de carro) e paramos no ponto aonde começa a trilha (quando o rio está cheio os carros param antes).
       
      A trilha para a Cachoeira do Buracão é bem tranquila: passamos por pequenos poços, cachoeiras secas e cânions. Lá é área de transição entre o Cerrado e a Caatinga e fazia muito calor. Antes de chegar no cânion do Buracão temos duas descidas íngremes pela frente, que são os únicos momentos de trilha mais “puxada”. De repente estamos entre pedras, raízes enormes e árvores maiores ainda, um cenário muito bonito.
       
      Caminhamos até o Poço da Gameleira e ali nos trocamos, deixamos nossas mochilas, vestimos o colete salva-vidas (obrigatório) e nos jogamos na água escura do rio que desce a cachoeira e atravessa o cânion. Há também a opção de atravessar por uma pinguela e ir se agarrando no paredão de pedra até o poço maior, de frente para a queda d'água.
       

       
      Fomos nadando, flutuando por entre os paredões do cânion, não tinha correnteza. E eis que nos deparamos com a magnífica Cachoeira do Buracão, com seus 80 metros de queda d'água. O cenário é deslumbrante, um dos lugares mais lindos que já conhecemos. Nadamos até debaixo da cachoeira e ficamos lá por alguns instantes, depois ficamos sentados numa pedra, simplesmente contemplando tamanha beleza.
       

       

       

       
      Fizemos o percurso de volta e, no fim da trilha, ainda paramos para tomar um banho rápido nas piscinas naturais formadas no lajedo do Rio Espalhado e apreciamos o pôr do sol.
       
      Deixamos o guia na cidade e voltamos para a Casa da Roça. A pousada é super agradável: chalés rústicos e muito aconchegantes, muita área verde, excelente café da manhã e ótimos anfitriões. No momento da reserva combinamos a janta daquela noite e valeu muito a pena! Comemos deliciosas milanesas e tortilhas servidas na cozinha da casa e trocamos ótimas idéias com Bárbara e Daniel, os donos da pousada.
       
      Site Pousada Casa da Roça: http://www.acasadaroca.com/
       
      Gastos do dia
      - 2 diárias pousada Pé de Serra R$160
      - 2 entradas parque R$6
      - guia R$60
       
      Dia 12 – De Ibicoara a Rio de Contas
       
      Bárbara e Daniel cuidam de tudo na pousada, são eles que preparam as refeições e fazem questão de compartilhar bons momentos com os hóspedes. O café da manhã foi um dos melhores da viagem, tudo preparado na hora e servido numa acolhedora casinha de madeira. Éramos os únicos hóspedes naquele dia e tudo era muito farto: café, leite, chá, suco, cuscuz, panqueca, doce de leite, bolo, pão caseiro, bolinho de chuva, presunto, queijo, geléia, frutas...tudo delicioso! Passamos um tempão comendo e conversando com os dois, eles tem muita história pra contar.
       

       

       
      Depois do café conhecemos um pouco mais da pousada: muitas frutíferas, um roçado e um delicioso poço do rio que passa ao fundo. Deu vontade de ficar, mas partimos para Rio de Contas no fim da manhã.
       

       
      O caminho que pegamos para Rio de Contas, passando por Jussiape, é quase todo de terra, passando por uma serra cheia de curvas e que requer atenção, porém é um belo trajeto e vale o empenho, pois chegar ao sul da Chapada Diamantina possibilita avistar a Serra das Almas e os maiores picos da região, como do Barbado, do Itobira e o Pico das Almas.
       

       
      Nos hospedamos na Pousada Rio de Contas, que tem excelente estrutura: piscina, muitas redes, quarto muito limpo e confortável, além da excelente localização. Foi uma ótima pedida pra terminar as férias no maior “relax”.
       

       
      A cidade é uma gracinha, muito bem preservada. Nesse primeiro dia, além de aproveitar a piscina da pousada, caminhamos sem rumo pelas ruas, admirando o casario, as praças e as montanhas que cercam a cidade.
       

       

       
      Site Pousada Rio de Contas: http://www.pousadariodecontas.com.br/
       
      Gastos do dia
      - 1 diária pousada Casa da Roça R$80
      - janta para duas pessoas R$40
      - geléia, banana desidratada, tempero e café orgânico R$24
      - 2 cervejas R$8
      - carne de sol, feijão e mandioca R$14
       
      Dia 13 – Rio de Contas
       
      O café da manhã foi a parte fraca da pousada: pouca variedade e nada caseiro. Conhecemos o Museu do Zofir Brasil, que reúne obras curiosas do artista plástico local Zofir Oliveira Brasil, que transformava sucatas em arte. Depois passamos o resto do dia caminhando, tomamos uma cervejinha, compramos presentes...nada de mais e a idéia era essa.
       

       

       
      Gastos do dia
      - Museu R$4
      - 2 cervejas e porção de mandioca R$19
      - Café Serra das Almas R$8
      - 2 kits de cachaça Serra das Almas (c/ 2 garrafas de 300ml em cada) R$36
      - Sorvetes R$3,90
      - Havaianas R$9
      - Água 5L R$6
      - Sopas, torradas, chá e bolachas R$15
       
      Dia 14 – De Rio de Contas a Brasília
       
      Chegara o último dia de viagem...Pegamos a BR por Brumado, Bom Jesus da Lapa, Correntina e Posse, fomos direto até Brasília, gastamos umas 12hs de viagem.
       

       
      Gastos do dia
      - 2 diárias Pousada Rio das Almas R$220
      - gasolina (Ibitira/BA - 42 litros) R$122
      - lanche R$10
       
      TOTAL (p/duas pessoas) : 2.675,73
       
      Assim terminamos o relato da nossa viagem à Chapada Diamantina, lugar especial e cheio de surpresas...talvez a maior delas, para nós, tenha sido Igatu, não apenas pelas paisagens, mas pela história peculiar e, sobretudo, pelas pessoas especiais que conhecemos lá.
    • Por Caio Vinicius Aleixo
      Dia 01 - Viagem de guarulhos para salvador 
      Voo direto Azul, saída 16h10, Valor Pago: 191,44 (Comprado 27/08)
      Chegamos pegamos uber para um Shopping que fica a caminho da Rodoviaria de salvador (Comida no shopping de lá é mais barato que nos shoppings de Jundiai/São Paulo)
      Pegamos outro Uber para pegar o ônibus (as 23:00) sentido Lençois na Chapada Diamantina. 
      Empresa de onibus: Rapido Federal (https://passagemrapidofederal.com.br/ )
      Preço: 108,00 (compramos antecipado e pagamos alguma taxa de conveniência, tem que ir no guichê para pegar a passagem, se informe sobre o hr de funcionamento)

       
      Dia 02 - Lençois (Gruta da Lapa Doce, Pratinha e Morro do Pai Inácio)
      Chegamos de ônibus em lençóis por volta das 5:30 da manhã, os lugares para tomar café só abriram por volta das 6:30. Após o café fomos deixar as malas no hostel e pegar o carro que havíamos reservado.
       
      Estadia: Viela Hostel (30,00), bem hostelzão, bem localizado, comodidade média. Mas achei que o custoxbeneficio valeu MUITO a pena. Veja como a avaliação do hostel no booking  é boa
      http://bit.ly/vielahostel

       
      Aluguel de carro: Empresa Seabra 75 9901 7946 
      Retirada em lençóis e devolução em Capão (devolução em capão facilitou muito a logística, pra não pagarmos o carro enquanto estávamos no Pati) 
       
      Passeio: Gruta da Lapa Doce, Pratinha e Morro do Pai Inácio. Vá cedo para lapa doce, passe a maior parte de dia na pratinha (tem boa estrutura) e no max 15h30 vá para o por do sol no pai inácio (imperdível). 
      Morro do pai inácio tem hr limite para subir (por isso não pode sair tarde da pratinha. Para nós foi uma aventura chegar a tempo, pq saímos tarde, mas isso nos rendeu algumas amizades rsrs).. Pratinha tem uma flutuação de snorkel em águas cristalinas e dentro de uma gruta. Recomendo!
      *o Horario do por do sol (e hr que deve sair da pratinha) varia de acordo com a epoca do ano, o google mostra o horario do por do sol.

       
      Dia 3 - Ibicoara (Cachoeira do mosquito + Poço azul)
      Saímos de lençóis cedo com tudo no carro, a ideia era fazer os passeios durante o dia e dormir em Ibicoara (a viagem é cansativa).

      Passeio: Cachoeira do mosquito + Poço azul.
      Poço azul tem horários melhores de se fazer a flutuação, se informe e se planeje para chegar pelo menos 2h antes (é comum ter fila)
      Normalmente as pessoas fazem Poço azul+poço encantado, nós decidimos (no dia anterior) fazer cachoeira do mosquito, pqe poço azul é só contemplação.

      Estadia: Hostel Kosmos, 30,00 Reais, acomodação boa com vibe roots. Você encontra essa acomodação no Airbnb (Essa estadia não esta listada no booking). 
      Aproveito e deixo pra vocês um cupom de desconto no air bnb
      https://www.airbnb.com.br/c/caiov277?currency=BRL


       
      Dia 4 - Ibicoara (Cachoeira do Buracão)
      Passeio: Cachoeira do Buracão. Trilha de 3km cada trecho, nada muito pesado. 
      É obrigatório uso de guia

      Cachoeira do buracão é IMPRESSIONANTE, bastante alta e com um visual completamente diferente, tem paredões que cercam a cachoeira e o percurso que o rio faz depois dela. É uma vista imperdível.

      Guia: Nina (77 8111-5477 - @nina__guia são 2 underlines) ou o marido dela, Clayton (77 98153 5697 não fizemos com ele). Ambos São MUITO BONS. Nós fizemos o percurso com a Nina, ela é uma otima guia, sabe manter a cadencia da trilha e tem otimas conversas, explica bastante sobre a região. Em determinados pontos ela mostra exatamente como atravessar obstaculos. Recomendo MUITO.

      Comida: Jantamos TODOS os dias no restaurante “point dos amigos”, a comida é muito barata e gostosa. A comida é preparada de forma caseira pela dona do restaurante, com quem fizemos amizade e no fim parecia nossa tia kkkkk.

       
      Dia 5 - Ibicoara (Cachoeira da Fumacinha por baixo)
      Passeio: Cachoeira da Fumacinha por baixo. Trilha de 9KM cada trecho, caminho PESADO, principalmente por ter que ficar andando nas pedras (leito do rio). Segundo a guia quando o rio enche (que não era o caso) a trilha fica ainda mais difícil. Uso de guia não é obrigatório, mas acho MUITO recomendado, principalmente por que alguns trechos tem escalaminhadas. A trilha é bem bonita e a cachoeira da Fumacinha é um ABSURDO. Linda DE MAIS. a agua é bem gelada (já que quase não bate sol)

      Guia: Nina (77 8111-5477 - @nina__guia são 2 underlines)
       

      Dia 6 - Capão (cachoeira da fumaça por cima)
      Saímos cedo de Ibicoara para ir para o capão e fazer a trilha da cachoeira da fumaça por cima. Viagem é longa e feita em sua maioria por estrada de terra (se for por guiné, que é bem mais rápido).

      Chegando em Capão, fomos para a estadia Sempre viva, algum dos amigos que fizemos na viagem  nos indicou e depois nos encontramos com o nosso guia do Pati (Val - contato vou colocar mais pra baixo, quando for falar do pati). 
      A comunicação no vale do Capão é bastante dificil, já que não tem sinal de celular. Basicamente tem que achar um wifi para se comunicar.

      Passeio: Para chegar na cachoeira da fumaça é preciso fazer uma trilha (cerca de 1h30), antes de subir é necessário assinar um livro de controle (para saberem se todos que foram, realmente voltaram) e se quiser, pode contribuir com qualquer valor para a preservação do lugar.
      O inicio da trilha é bem Ingreme, mas depois a trilha é pana e tranquila. Tente ir pela manhã, para fugir do sol quente.
      Existe um horario limite para iniciar a trilha, 13h. O horário é para dar tempo de subir, apreciar e voltar antes de ecurecer.

      Estadia: Sempre viva (40,00) - Acomodação boa, custo beneficio OTIMO. 40 reais por pessoa por quarto privado. Caso for fazer o vale do pati, a acomodação cobra 10 reais para guardar a bagagem e permite banho na volta.
      Não encontrei a acomodação no booking


       
      Dia 7 - Pati (Cachoeirão por cima)
      Saímos cedo em direção a guiné, por onde dariamos inicio a travessia do Pati (entramos por Guiné, por uma subida chamada Aleixos e saímos por Capão). Passamos em palmeiras para o guia (Val, que recomendo MUITO (075) 99167-6817) fazer as compras dos lanches para os 4 dias, ele carrega tudo no mochilão, e nós só precisamos levar nossos proprios pertences na mochila pequna (usei uma de 30L). 
      Como você vai carregar o peso nos dias em que estiver fazendo o pati, economize no peso, evite coisas desnecessárias.
      Devolvemos o carro em guiné, na entrada da trilha. Isso ajuda DE MAIS na logística e na economia, fazendo desse jeito você não paga transfer para guiné e nem paga o carro durante os dias que estiver no pati. 
      Vai ter que pagar uma taxa de devolução extra por devolver em guiné, mas acaba compensando. 
      Foram 4 dias de trilha que o carro ficaria parado, a diária do carro é 140, ou seja, economizamos 560 reais. Para devolver o carro em guiné, pagamos 130,00 mas isso nos economizou o transfer, então um abateu o outro. (Essa foi uma baita dica p vc economizar uns dins hehe)

      Nosso roteiro esse dia foi: Guiné (aleixos), cachoeirão por cima, descida pela fenda e pernoite na casa do Sr Eduardo. Esse é um roteiro que poucas pessoas fazem, achei a fenda uma trilha perigosa devido aos buracos disfarçados com mato. Andamos cerca de 18Km, subida íngreme no aleixos e descida muito íngreme na fenda (não recomendo fazer o caminho inverso, subindo a fenda).
      A caso do Sr Eduardo é bem simples se comparada com a igrejinha. A comida é deliciosa.

       
      Dia 8 - Pati (Cachoeira dos funis)
      Saímos não tão cedo da casa do Sr Eduardo sentido igrejinha passando pelo poço da árvore e funis. cerca de 15 km percorridos, caminhada tranquila. Foi um dia para tomar banho de cachoeira e relaxar. Não achei as cachoeiras nada MUITO impressionante. Mas foi um dia gostoso pra curtir com calma.
      Neste dia o val (guia) cozinhou o jantar. 
      A igrejinha é uma das estadias mais conhecidas, por ter fácil acesso. E em consequência também é bastante cheia.
      Ali tem alguns banheiros com água quente (o guia só me avisou depois que eu já tinha tomado banho gelado kkk) 

       
      Dia 9 - Pati (Morro do castelo)
      Percurso esse dia foi Igrejinha - Sr Wilson (para deixar o que não iriamos usar. É caminho)  - Morro do castelo - Sr Wilson. Total de +- 14KM, porém subida forte na ida e descida forte na volta. Apesar do percurso íngreme, não foi um dia cansativo.
      Morro do castelo tem 3 mirantes, um deles está sendo estudado e talvez seja fechado (por risco de queda de placas de pedra). 
      Nesse dia é necessário lanterna, pois para acessar os mirantes se passa por dentro do “castelo” através de grutas, a lanterna do celular dá, mas uma de cabeça é o ideal. A caminhada nesse dia é bastante protegida do sol.
      O morro do castelo tem vistas IMPRESSIONANTES, com certeza é um dos lugares imperdíveis do pati.
      A casa do Sr. Wilson tem ótima recepção e tem o que julgamos a melhor comida do vale (não que as outras foram ruins, mas aqui a comida foi espetacular).
       
       
      Dia 10 - Pati (Gerais)
      Percurso: Casa do Sr wilson - capão (saindo pela bomba). Esse dia a caminhada é MUITO exposta ao sol, já saímos do vale e andamos vários KMs por cima. Caminhada total é de 22KM. Dia bastante cansativo. O visual por cima do pati é bastante bonito.
      Ao terminar a trilha na bomba, precisamos contratar um transporte para chegar ao vale do capão, caso contrário seriam mais 7 KM de caminhada. Logo que acaba a trilha tem um bar/lanchonete, o guia pediu para a atendente chamar o responsavel pelo transporte (que aparentemente mora ali perto).
      Chegando no vale, jantamos e fomos rapidamente para a estadia bem estar tomar banho e pegar o restante das malas. Dali pegamos um trasnporte para palmeiras (15,00)  e de palmeiras pegamos o ônibus para salvador.
      Empresa de onibus: Rapido Federal (https://passagemrapidofederal.com.br/ ) Preço: 94,00

       
      Dia 11 - Salvador (Turistando)
      Chegando em salvador, pegamos um uber e fomos para o hostel (que procuramos no onibus). Alguns amigos que fizemos na viagem nos indicaram ficar no bairro Rio Vermelho, um bairro bohemio de salvador (compararam com a vl Madalena em SP).
      Estadia: The Hostel (40,00), fica no bairro Rio vermelho, Hostel é bom, tem piscina e café da manhã. Não deu para avaliar tão bem, já que ficamos só 1 noite.Mas as acomodações no geral são MUITO boas.
      http://bit.ly/TheHostelSalvador

       
      Passeio: Fizemos um tour por conta própria, de uber.
      Saímos do Hostel - Basílica senhor do bonfim - Sorveteria ribeira (não achei que vale a pena, tem uns sabores diferentes mas nada de maaais) - Pelourinho, elevador lacerda, mercado modelo (almoçamos por la, tem 2 restaurantes com visual legal e preço “ok”) - Por do sol no farol da barra (imperdível)
      Durante o dia ficamos em dúvida se iríamos ou não para morro do SP no dia seguinte ou ficar um dia a mais em salvador. Por fim decidimos ir no dia seguinte e fechamos translado para Morro de SP (umas 21h) com a cassi turismo por 90,00 (negocie, pois as vezes cobram mais caro.)
      Comida: Acarajé da dinha, é um ótimo local para experimentar a comida típica. Tem um quiosque pertinho do hostel.

       
      Dia 12 - Morro de SP (Praia de Gamboa)
      A empresa Cassi turismo passou nos buscar cedinho no hostel (6h30, se não me engano. Perdemos o café) com uma van. Fomos levados para um local onde acertamos o valor do transfer e pegamos uma balsa para fazer uma travessia, depois da travessia pegamos um ônibus e então uma lancha rápida (esse percurso é fácil de achar detalhado na internet)
      Esse modo é chamado de semi-terrestre. Julgamos ser a melhor opção para chegar em morro de SP, devido principalmente aos horários. A empresa cassi turismo você encontra por TODO CANTO de salvador. 
      Chegando em morro de SP várias pessoas vão oferecer para levar a sua mala, a primeira subida é MUITO íngreme, depois é mais tranquilo. Vai de cada um julgar a necessidade de pagar ou não (nós não pagamos, até pqe nem sabíamos onde íamos ficar qnd chegamos).
      Depois de passar algum perrengue procurando estadia, fechamos com a pousada tranquila uma indicação de uma amiga que já tinha visitado morro de SP
       
      Estadia: Pousada tranquila 110 o quarto com 4 e 3 lugares (negociado na hora), tivemos que mudar de quarto no meio da estadia. Pousada com ótimo custo x beneficio, fica na frente do mar na terceira praia (da pra ver o nascer do sol do quarto, se ficar no quarto de 4 pessoas). Pousada conta com bom café da manhã (com vista para o mar). Recomendo muito a estadia!
      http://bit.ly/PousadaTranquila

       
      Passeio: Passado algum perrengue para fecharmos a estadia, deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia de Gamboa (praia da argila), fomos de barco e voltamos andando (a caminhada não é longa, mas é necessário ficar atento a tábua das marés). Passamos o restante do dia relaxando na praia de gamboa em um dos quiosques.
      Jantar: Lá tabla. o Nhoque é otimo e bem grande. Vale a pena.
       
       
      Dia 13 - Morro de SP (Caminhada pelas praias)
      Passeio: Andar pelas praias - Fomos até a quarta-praia, a maré estava já bastante alta e mesmo assim a praia é bonita. A quarta praia não oferece tanta estrutura quanto a segunda e primeira. 
      As piscinas naturais ficam logo no comecinho (onde tem umas árvores que dividem a terceira da quarta praia), depois passamos o dia em um quiosque da segunda praia.
      Mais pro fim do dia subimos na tirolesa, o visual é incrível. Vale a subida mesmo para quem não for descer de tirolesa. Eu desci a tirolesa e por mais que digam que é a mais alta do BR, não achei nada de mais (não da muita adrenalina). Não achei que vale os 60,00.
      Próximo da tirolesa existe um mirante do por do sol, vale muito a pena! É de graça e tem o mesmo visual da toca do morcego (onde é pago para entrar).

       
      Dia 14 - Morro de SP (Piscinas naturais de Garapua)
      Passeio: Garapua. O passeio é feito de 4x4, passa também pela quinta praia (na ida ou na volta). O melhor do passeio é curtir as piscinas naturais (onde fica um bar flutuante), o ideal é evitar horário de pico, e ir na maré baixa. Quando tem muita gente, a água fica turva (devido as pessoas revirarem a areia do fundo do mar) e fica uma sensação de superlotação. 
      O acesso as piscinas naturais é feita com um barco bem simples e quando desejar retornar, tem uma ótima estrutura de quiosques para curtir o dia ainda na praia de garapuá.
      Custo do passeio foi de 80,00 Reais

       
      Dia 15 - Morro de SP
      Passeio - Volta a ilha, esse foi o que achei o melhor passeio. É um passeio feito de lancha, passa nas piscinas naturais de garapua (a msm que fomos no dia anterior), nas piscinas naturais de moreré, para por algum tempo na ilha de boipeba e para em um bar flutuante.
       
      *Dica que não encontrei em lugar nenhum: Esse passeio pode ser utilizado como meio de travessia de morro de SP para valença (foi o que fizemos), na última parada tem a possibilidade de tomar um banho e trocar de roupa. É necessário levar as malas para o passeio e o barqueiro guarda em um compartimento do barco. Negocie isso antes de fechar o passeio. O banho é completamente sem luxo, mas pra quem viaja no estilo “mochileiro” deve estar acostumado com isso. 
       
      Nesse dia pegamos um ônibus para porto seguro com duração de 09h de viagem (dormimos no onibus)
      Empresa: https://www.aguiabranca.com.br Custo: 109,36

       
      Dia 16 - Trancoso (Caminhada + Praia dos nativos)
      Chegando na Rodoviária de porto seguro pegamos um Uber para a travessia para Arraial d’ajuda, depois de atravessar pegamos um onibus para trancoso (acredito que a van seja mais rápida). Os horários e preços de van/ônibus é facilmente encontrado em uma pesquisa no google.
      Chegando em trancoso e passado algum perrengue (de novo) para decidirmos onde ficar, deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia. 
      Andamos bastante para o sentido norte e depois voltamos para a praia dos nativos. Surpreendentemente os quiosques lá fecham cedo (começaram a fechar por volta das 15h30).
       
      Estadia: Pousada campestre (150,00) - Café da manha MUITO bom, o melhor da viagem toda. Boa localização (bem perto do quadrado, 5minutos andando). Preço negociado na hora, quarto para 3. O preço para reserva era mais alto. 
      http://bit.ly/pousadaCampestre



       
      Dia 17 - Trancoso
      Passeio: Neste dia fizemos uma caminhada para o lado sul, chegando até itaquena. São cerrca de 8 KM de caminhada cada trecho. Pelo caminho se passa por  itapororoca. Na maré baixa em Itaquena se formam corais MUITO bonitos. Importante falar que nesse trecho não tem quiosques ou ambulantes. Leve água e comida. 

       
      Dia 18 - Caraiva (praia do espelho)
      Passeio: Nesse dia o plano era ir para a praia do espelho, como o taxi custaria 350,00, decidimos alugar um carro (alugamos na Localiza).
      A praia do espelho esta entre as praias mais bonitas de toda a viagem, na maré baixa são formadas piscinas naturais lindas e as faléias dão um visual bem diferente. As águas são cristalinas e calmas. Com certeza é um lugar que não se pode deixar de conhecer se estiver na região. 
       Depois da praia do espelho, nosso destino foi Caraíva, onde não é permitido entrar de carro (até pqe as ruas são de areia). Mesmo assim, pelos nossos calculos acabaria compensando, já que economizaríamos o taxi + o transporte para caraiva.
      Nosso plano era ficar 2 dias em caraíva (1 noite), gostamos tanto que acabamos ficando 3 dias e 3 noites. Quanto mais tempo for ficar em caraíva, menos compensa alugar carro, pois o carro ficará parado. Os transportes de caraíva não tem horários muito bons, acaba perdendo metade do dia. Os horários são facilmente encontrados na internet. Transfers costumam ser bem caros (cerca de 300,00)
      Passamos MUITO perrengue para encontrar estadia em caraíva. Fomos pegos de surpresa, pois estava acontecendo um festival (novo mundo) e estava tudo cheio. No fim, deu td certo
       
      Estadia: Hostel Aruanda (40,00) - Se caraíva tem uma vibe FODA, o hostel aruanda tem ainda mais. Você vai ficar com saudades do hostel.
      É um estilo bem hostelzão mesmo, sem luxo. Fica próximo ao desembarque da travessia de barco. 
      http://bit.ly/Aruanda_Hostel

       
      A noite em Caraíva é um atrativo a parte. Sempre muito animado e pelo que nos falaram, cada dia tem um role, que não costuma acabar tarde. Porém depois que o role acaba, o pessoal faz tipo um luau com voz e violão. MUITO MASSA!
      Caraíva tem uma bebida “típica” chamada Netuno, é uma bebida feita com gengibre, muito famosa por la. A bebida lembra catuaba, porém, de gengibre. Custa 10,00 a garrafa. O que não é tão comum saber, é que existe o netuno preto e um outro branco/transparente, menos famoso. O mais claro tem o gosto de gengibre mais forte.
      A cidade tem o clima roots e jovem. 

       
      Dia 19 - Caraiva (Ponta do corumbau)
       Passeio: Ponta do corumbau. É um passeio feito de buggy (90,00 por pessoa), na maré baixa é formada uma ponta mar adentro. Antes de acessar essa praia você para em um lugar que vende vários artesanatos feitos por índios (colares, pulseiras etc), é muito mais barato aqui do que em trancoso ou Arraial d’ajuda. Nesse passeio você sai cedo e volta no fim da tarde. 
       
      Nós precisamos trocar de estadia, já que não havia vaga no hostel aruanda. Fomos procurar e surpreendentemente encontramos fácil uma pousada (bastante boa)
      Estadia: Pousada da Angélica (170,00) - Preço negociado na hora, boa instalação, bom wifi. Preço de quarto para 3. Praticamente de frente pro muro “sorria, voce esta em caraiva”
      Não encontrei nem no booking e nem no air bnb


       
      Dia 20 - Caraiva (Praia do Satu)
      Passeio: Caminhada praia do Satu. Caminhando para o lado norte da praia (é preciso atravessar o rio), você vai chegar na praia de satu (a caminhada não é tão longa, mas foi cansativa). Na maré baixa se formam piscinas naturais. Existem 2 rios, o primeiro de agua escura e o segundo de água verde. Esse de água verde tem argila que o pessoal passa no corpo como tratamento estético (essa info não achei em lugar nenhum quando pesquisei)

       
      Dia 21 - Arraial D’Ajuda (Praia de mucuge)
      Saímos cedo de Caraíva para devolver o carro em Trancoso e pegar a van para Arraial D’Ajuda.
      Chegando em Arraial d’ajuda fomos para o hostel que pesquisamos na van durante o trajeto Trancoso-Arraial. 
       
      Estadia: Pousada Mikaela. A dona é muito simpática e a pousada muito aconchegante. Fica bem localizada, a 7 minutos andando da rua “Brodway”. O café da manhã é muito bom, com tapiocas feitas na hora :9
      http://bit.ly/Pousada_Mikaela


       
      Passeio: Nesse dia ficamos na praia do mucugê (é a mais próxima). A praia é bem bonita e movimentada. Para ficar no guarda-sol e cadeira dos quiosques é cobrado uma consumação “da cozinha” ou seja, exigem que você almoce no local. Com muito custo conseguimos negociar uma consumação de 30,00 por pessoa independente se fosse um pedido de prato ou não.

       
      Dia 22 - Arraial D’Ajuda (Taipe)
      Passeio: Taipe. Tiramos o dia para relaxar, já que era o ultimo que poderíamos aproveitar da viagem.
      Decidimos não ir andando e pegar um transporte, nos foi falado que por ali era fácil de conseguir transporte, mas não foi assim. Foi bem difícil, pois não é caminho das Vans/onibus. Com algum tempo de espera conseguimos uma van que praticamente nos fez o favor de levar até la.
      A praia não é nada de mais. As falésias dão um visual diferente, mas eu preferi a praia de mucuge (que fica proxima ao centro)
      O retorno fizemos andando e percebemos que foi um erro ter desperdiçado tempo esperando transporte, já que a praia de taípe não é longe do centro.
      Jantar: De noite a ideia era jantar em um lugar legal para nos despedirmos da viagem e voltarmos a vida real de trabalho (fazer o que né). Fomos no restaurante Alecrim dourado e pedimos camarão no abacaxi. Foi uma das melhores refeições da minha vida. Dividimos em 3 e ficamos “ok” (não estávamos com muita fome).
       
      Depois do jantar ainda fomos para o bar “casa mangue neon” é um bar com ambiente despojado, com cadeiras de praia e drinks “diferentoes”, eles nos deram um drink cortesia de caipirinha de netuno (bebida bastante consumida na região), outra bebida curiosa foi caldo de cana com cachaça (bastante boa, por sinal)
      Depois do bar neon fomos para o beco das cores, como se fosse uma galeria onde tem vários bares, começou ficar agitado perto das 23h. Rolou uma banda ao vivo e estava bem animado, aparentemente vão muito locais para o beco das cores, já que a entrada é gratuita.
      Depois do beco das cores finalizamos a noite no   “morocha” é uma balada conhecida da cidade.

       
      Dia 23 - Volta Porto Seguro - São Paulo
      Voo:
      Porto seguro Guarulhos
      192,54 reais , LATAM 14h35, voo direto , Dia 3/11 comprado em 10/09 (Melhor preço que vi durante o tempo que acompanhei. É difícil achar essa tarifa)


      DICAS GERAIS POR LOCALIDADE
      Dicas Gerais Arraial d’ajuda
      Saindo um pouco da praia se compra 3 cocos por 5 reais, enquanto na praia normalmente custa 1 coco 5 reis. 
      Restaurante Alecrim dourado (não é considerado barato, mas é muito bom para quando quiser aproveitar um lugar com uma comida mais sofisticada)
      É muito dificil ter uber disponível
       
      Dicas Gerais Caraíva:
      Se for ficar varios dias, não alugue carro. O carro vai ficar parado
      Netuno: Bebida tipica de lá a base de gegibre
      Os roles noturnos são bons
      Vá de mochilão. As ruas são de areia, o que dificulta transporte da mala
      Sinal de celular, não tem.
      Wifi, tem. Mas a maioria que usamos não era mt bom.
      Achei Caraíva a cidade mais cara (hospedagem, comida, agua, etc)
      Por do sol a beira do rio é MUITO bonito, vale a pena curtir. Nos dias que fiquei la dava pra ver a lua ainda com o céu alaranjado. Um espetáculo
      Não é possível fazer o translado saindo de caraíva de uber 
       
      Dicas Gerais Trancoso:
      Os quiosques fecham muito cedo (cerca de 3h30)
      Os restaurantes no quadrado são MUITO caros. É possível se afastar um pouco e comer mais barato
      Não vi nenhum motorista de aplicativo disponível
       
      Dicas Gerais Morro de SP:
      Ficar na terceira praia é uma otima localização
      Na maré baixa TUDO fica mais bonito, de preferencia para fazer os passeios nesse horário, principalmente os que envolvem piscinas naturais.
      Ir na quarta praia na maré baixa. As piscinas naturais são MUITO bonitas
      Tirolesa não vale os 60,00
      Da para usar o passeio “volta a ilha” para atravessar de Morro de SP para valença

       
      Dicas Gerais chapada
      Vá de mochilão, andar na cidade de mala é ruim.
      Alugue Carro, transfers e passeios fechados são MUITO mais caros
      Use Google maps offline (se não baixar o mapa vai ficar na mão)
      melhor que o Google maps offline é o Maps.me (Usando os 2 vai conseguir chegar nos lugares)
      Ibicoara: Restaurante Point dos amigos
      Antes de entrar no Vale do Pati, deixe as coisas que não for usar em algum lugar (agencia, hostel, conhecido)


       
      RESUMO DE ESTADIAS INDICADAS:
      LENÇOIS, Chapada Diamantina
      Estadia: Viela Hostel (30,00), bem hostelzão, bem localizado, comodidade média. Mas achei que o custoxbeneficio valeu MUITO a pena. Veja como a avaliação do hostel no booking  é boa
      http://bit.ly/vielahostel


       
      IBICOARA, Chapada DiamantinaI
      Estadia: Hostel Kosmos, 30,00 Reais, acomodação boa com vibe roots. Você encontra essa acomodação no Airbnb (Essa estadia não esta listada no booking). 
                 Aproveito e deixo pra vocês um cupom de desconto no air bnb
      https://www.airbnb.com.br/c/caiov277?currency=BRL
       



       
      VALE DO CAPÃO, Chapada Diamantina
      Estadia: Sempre viva (40,00) - Acomodação boa, custo beneficio OTIMO. 40 reais por pessoa por quarto privado. Caso for fazer o vale do pati, a acomodação cobra 10 reais para guardar a bagagem e permite banho na volta.
                 Não encontrei a acomodação no booking


       
      SALVADOR
      Estadia: The Hostel (40,00), fica no bairro Rio vermelho, Hostel é bom, tem piscina e café da manhã. Não deu para avaliar tão bem, já que ficamos só 1 noite.Mas as acomodações no geral são MUITO boas.
      http://bit.ly/TheHostelSalvador


       
      MORRO DE SP
      Estadia: Pousada tranquila 110 o quarto com 4 e 3 lugares (negociado na hora), tivemos que mudar de quarto no meio da estadia. Pousada com ótimo custo x beneficio, fica na frente do mar na terceira praia (da pra ver o nascer do sol do quarto, se ficar no quarto de 4 pessoas). Pousada conta com bom café da manhã (com vista para o mar). Recomendo muito a estadia!
       
      http://bit.ly/PousadaTranquila


       
      TRANCOSO
      Estadia: Pousada campestre (150,00) - Café da manha MUITO bom, o melhor da viagem toda. Boa localização (bem perto do quadrado, 5minutos andando). Preço negociado na hora, quarto para 3. O preço para reserva era mais alto. 
      http://bit.ly/pousadaCampestre



       
      CARAÍVA
      Estadia: Hostel Aruanda (40,00) - Se caraíva tem uma vibe FODA, o hostel aruanda tem ainda mais. Você vai ficar com saudades do hostel.
      É um estilo bem hostelzão mesmo, sem luxo. Fica próximo ao desembarque da travessia de barco. 
      http://bit.ly/Aruanda_Hostel

      Estadia: Pousada da Angélica (170,00) - Preço negociado na hora, boa instalação, bom wifi. Preço de quarto para 3. Praticamente de frente pro muro “sorria, voce esta em caraiva”
      Não encontrei nem no booking e nem no air bnb


       
      ARRAIAL D’AJUDA
      Estadia: Pousada Mikaela. A dona é muito simpática e a pousada muito aconchegante. Fica bem localizada, a 7 minutos andando da rua “Brodway”. O café da manhã é muito bom, com tapiocas feitas na hora :9
      http://bit.ly/Pousada_Mikaela


       
      Quem quiser ver fotos ou tirar duvidas, me chama no instagram @caioviniciusaleixo (lá eu fico mais atento as mensagens)
    • Por David PE
      Bom galera esse relato é na verdade um resumo de uma experiência unica vivida por mim em julho de 2018, é um relato bem pessoal, não vou dar muitos detalhes de custo mas vou tentar ajudar com o que lembrar, então prepara ai que vem textão, e desculpem os erros de português é muita coisa pra revizar e pouco tempo pra isso, já estou adiando esse relato a 1 ano então vai assim mesmo...
      O Inicio
      A chapada sempre me encantou, lembro de assistir Globo Reporter com meus pais na sala de casa e por varias vezes dizer que um dia iria conhecer esse lugar tão lindo e exuberante, a anos vinha tentando me organizar e viajar pra Bahia mas sempre algo dava errada e acabava adiando os planos, sempre tinha um empecilho seja um amigo que adoeçeu e não pode ir ou até mesmo a grana curta, só que esse ano foi diferente, justamente esse ano cheguei aos meus 30 de idade e pra mim foi um fechamento de ciclo notavel, um ano de mudanças e por que não por em pratica planos que ja estavam guardados a algum tempo e por-los em pratica mesmo com toda e qualquer adversidade que viesse a ocorrer. E assim fiz, comecei me programando em fevereiro, consegui marcar minhas ferias do trabalho para o mes de julho assim tive 6 meses para me preparar e organizar toda a viajem, comecei a pesquisar tudo, preço de passagens, hospedagens, preço de guias, agencias de turismo, roteiros e atraçoes isoladas que gostaria de visitar, foram 6 meses assistindo e pesquisando tudo que fosse conteudo sobre a Chapada Diamantina e seus arredores, a principio e ideia era fazer sozinho o percurso sem guia mas com ajuda de amigos fiz contato com alguns profissionais de lá e decidi que pagaria um guia (Praticamente o maior gasto de toda a viajem) mesmo com a grana curta fui me acertando e começando a tornar real o que viria ser a melhor viajem da minha vida até o momento desse texto...
       
      O Roteiro
      A principio a intenção era conhecer as atrações mais turisticas e visitadas por todos, mas quando comecei a pesquisar sobre roteiros e custos fiquei meio desmotivado e preocupado com a grana que tinha disponivel , foi um dos momentos em que pensei em desistir e deixar mais uma vez de lado essa vontade irracional que me arrastava para esse lugar, foi então que em umas das pesquisas no youtube encontrei um video de um Rasta sozinho no meio da chapada, proximo a uma cachoeira linda, no video ele falava sobre O vale do Pati e Vale do Capão, foi meu primeiro contato com esses lugares, então comecei a pesquisar sobre e fiquei maravilhado com tudo que vi, paissagens exuberantes e um povo super simples e acolhedor, dai em diante meus planos mudaram, meu foco se concentrou no vale do pati com suas belas vistas em um trekking cercado de paissagens exuberantes, abri mão dos passeios mais turisticos pra viver uma experiencia mais rustica e transformadora que era o que realmente queria nessa viajem, acho que querer não é a palavra certa no meu caso e sim PRECISAR, eu estava precisando disso, desse contato mais proximo com a natureza e comigo mesmo, precisava de um tempo só pra mim longe de tudo e de todos, então estava decidido eu iria fazer o trekking vale do capão – Vale do pati, um dos trajetos mais longos até o pati, tinha outras opções mais a logistica pra chegar a esses outros pontos de entrada no vale sairiam mais caras e não se encaixavam em meu curto orçamento, mesmo decidido pra onde ir o Pati ainda sim é um lugar gigante e teria que escolher os locais que gostaria de visitar pois não tinha grana pra fazer tudo de uma só vez e com a ajuda de um brother(Guia Douglas – Conexão Chapada) tracei o melhor roteiro pra minha situação e ficou acordado que seriam 5 dias de vale, roteiro decidido o proximo passo foi começar a preparação para viajem... Então meu roteiro geral da viajem ficou assim Recife – salvador – Palmeiras – Vale do Capão – Vale do Pati tudo de onibus totalizando cerca de 22hrs de transporte até o ponto inicial da trilha, e após a chegada os dias de travessia ficaram divididos em 1º dia saida Capão – Mirante do Pati – Igrejinha, 2º dia Seria a conquista ao morro do Castelo e algumas outras cachoeiras até a cachoeira do funil pelo leito do rio Pati, 3º dia Cachoeirão por cima e Mirante do Cruzeiro, 4º Dia a Volta Pati - Capão a Principio seria esse o Roteiro inicial da viajem... voltando do pati passaria mais uns dias no capão até voltar pra salvador e enfim retornar a Recife.
       
      Preparando para viajem
      Depois de decidido sobre viajar começou o segundo ponto, a preparação, pesquisei tudo que viesse a precisar e comecei a me organizar. Aos poucos fui conseguindo tudo que viria a precisar, não foi facil, como era meu primeiro contato com o trekking (esporte pelo qual me apaixonei) não tinha nada de equipamentos ou noções de camping, o preparo fisico não me preocupei muito, não sou nenhum atleta profissional mas sempre estive envolvido com alguns esportes então o fisico não seria um grande problema. Mas equipamento e grana eram meus dois grandes problemas... então comecei a comprar algumas coisas exenciais que viria a precisar e outras coisas fui conseguindo emprestado com amigos a os quais sou bastante grato pela ajuda, mochila, bota, saco de dormir, tensores de joelhos foi tudo emprestado de amigos, a barraca eu ja tinha uma bem simples trans 3 camping que não era a prova dagua nem tinha capa de chuva (passei um perreguezinho no ultimo dia de chapada), pra piorar a situação não comprei isolante termico, comprei algumas bermudas de trilha, umas camisetas de trilha simples, camiseta UV manga longa e um cortavento pra segurar um pouco o frio, sem esquecer da toca rosa presente do meu pai antes de viajar.  O proximo ponto importante foi o contato com guias e agencias de turismo pra saber se teria condições de pagar um guia ou se tentaria a sorte e me aventuraria sozinho nessa empreitada, a verdade é que minha vontade era justamente essa, ir só sem guia, sem correria e sem pressa, curtindo ao maximo tudo que aquele lugar tivesse a me oferecer, ja tinha tentado contato com alguns guias que depois de contar minha situação e vontade de ir simplesmente esnobavam por saber que tava com pouca grana e que iria só,(quanto mais gente em um grupo menor fica o valor pago ao guia por pessoa, assim como quanto menos pessoas maior o valor) ja estava certo de que iria só mesmo de qualquer jeito mais ia, até que uma amiga que ja tinha ido a chapada me indicou um guia local de Mucugê – Douglas Fagundes(Conexão Chapada) o cara foi super atencioso tirou diversas duvidas e mesmo apos eu contar minha situação o tratamento e o interesse não mudou, pelo contrario o brother me insentivou o tempo inteiro a ir e em momento algum pôs obstaculo algum, chegamos a um valor bem abaixo do que todos os outros guias e agencias pediram, a diaria de um guia tava em torno de 300 a 250R$ com ele consegui fechar 5 dias no vale do pati a 600R$, ainda tava pesado no meu orçamento de 1,000R$ pra viajem toda, isso fora a passagem que ja tinha comprado no cartão e dividido em 10x, me sobraram 400R$ para alimentação, camping e custos de transportes adicionais que viesse a precisar e essa grana ainda ia diminuir mais na frente junto com os impevistos que surgiriam no caminho.
       
      A noite anterior a viajem...
      Mesmo com toda dificuldade e contratempos eu fui me preparando e me convencendo do que queria fazer, sim meus amigos o maior processo de preparação foi justamante condicionar minha mente a não pensar nas advercidades e não desistir, e assim foi... juntei tudo que tinha conseguido com os amigos, o que restou da grana das minhas ferias apos pagar algumas contas e me preparei pra viajem, mas confeço que não foi facil, uma noite antes da viajem estava eu sentado na cama com a passagem em mãos tentando arrumar algum motivo pra desistir de ir, pensei milhões de possibilidades de situações que poderiam acontecer, coisas que poderiam dar errado e mas uma serie de desconfortos, uma crise de anciedade gigante, mas dessa vez não! Dessa vez eu iria fazer diferente, como poucas vezes fiz na vida, calei a mente e ouvi o coração ele sim sabia o que queria e onde iriamos chegar, no meu coração não havia duvida alguma do que fazer e que decisão tomar, consegui acalmar um pouco a crise de anciedade e fui descansar já eram quase 6 da manha e iria pegar o onibus na rodoviaria de Recife as 19hrs seria uma viajem cansativa até Salvador e de lá mais um onibus até Palmeiras e em Palmeiras um outro transporte até o vale do capão(Local que escolhi pra começar minha jornada), totalizando quese 20hrs de transporte até o meu primeiro objetivo que era o camping Sempre-Viva nas proximidades do capão, esse seria meu trajeto até o inicil da aventura....
       
       
       
       
    • Por Andreza Rangel
      Galera, estarei chegando em Porto  Seguro no dia 29/02 e ficarei até o dia 03/03. 
       
      Estou com dúvida se fico hospedada em no Centro de Porto de Seguro ou em Arraial D' Ajuda. 
      Obs1: encontrei uma pousada que fica próximo a balsa que leve para Arraial. 
      Obs2: estou indo sozinha e queria ficar em um lugar mais badalado para fazer amizades. 
      O que vocês me aconselham? 


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