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  1. Assista em Video no Youtube - Atacama Vou comentar sobre a minha viagem em San Pedro de Atacama e seus perrengues. Pra ser direto ao ponto, tive prejuízo nessa viagem porque não consegui aproveitar quase nada, tampouco realizar os passeios, já que choveu em todos os dias que estive na cidade. O mais importante de tudo, evite vir no verão, entre os meses de Dezembro à Março, pois são épocas de chuvas, mais conhecido como "Inverno Altiplânico". Por mais que o local seja deserto, no verão ele chove muito, a ponto de alagar toda a cidade. Consequentemente as estradas e as pontes ficam destruídas ou alagadas, os parques e os passeios ficam fechados. No pior dos casos você não consegue nem sair da cidade, porque todos os acessos estão fechados e os ônibus não chegam ao local. Isso eu digo também para as pessoas que irão fazer o trajeto do Chile até o Peru, ou vice-versa, entre as cidade de Arica e Tacna, já que as chuvas afetam também essa região, então as estradas ficam fechadas. Isso farei um outro video mais detalhado. Ademais algumas agências de turismo acabam cobrando o dobro do preço, pois alguns de seus veículos são movidos com tração nas 4 rodas. Nesse quesito eu recomendo para que não alimente esse tipo de empresa aproveitadora. Então a pior coisa é você visitar nesse período que comentei, você pode acabar jogando o tempo e o dinheiro no lixo. Por conta das chuvas, ocorrem vários blecautes, com isso você ficam sem eletricidade e internet. Os restaurantes na cidade são caríssimos, então se estiver num hostel com cozinha, aproveite ao máximo para ir ao mercado e preparar a sua própria comida para poder economizar. O período mínimo de estadia na cidade seriam de 5 dias, para realizar com aperto os passeios oferecidos. Lembrando que 1 dia você vai gastar para se acostumar com a altitude, também para pesquisar e fechar os passeios com as agências de turismo. Caso queira um prazo um pouco mais folgado e tranquilo, recomendo 7 dias ou 1 semana. Se for incluir o passeio ao Salar de Uyuni (Bolivia), terá que acrescentar de 3 a 4 dias a mais na viagem. Se o clima não estiver muito legal, ao invés de fechar o pacote todo, feche de 2 em 2 passeios e assim conseguir algum desconto. Terá menos dor de cabeça na hora de ser reembolsado. Tenha em mente que irá gastar só nos passeios em torno de 120.000 a 200.000 pesos chilenos, que dá em torno de R$ 700,00 a R$ 1.200,00 por pessoa. Estou falando de tours (passeios) principais. Ao incluir o Salar de Uyuni, os valores superam os R$ 2.000,00. * Dicas 1. Evite vir para San Pedro de Atacama no verão entre os meses de Dezembro à Março, por conta das chuvas que impossibilitam os passeios. Prefira o Outono ou Primavera. 2. Já efetue o câmbio de moedas, se possível em Santiago, pois as cotações em San Pedro de Atacama é bem desfavorável. 3. Quando for negociar os passeios, negocie ou pague em pesos chilenos, pois em dólares acaba meio que perdendo um pouco na conversão dos valores. 4. Sempre pense em alternativas como por exemplo ir para Bolivia e visitar o Salar de Uyuni. Os veículos que realizam esse passeio são 4x4 (tração nas quatro rodas). 5. Antes de vir para a cidade, veja a previsão do tempo para os próximos 5 a 10 dias. 6. Reserve no mínimo 1 a 2 dias de hospedam, não o período todo, para o caso de ter que alterar os planos tipo sair da cidade ou mudar de hostel. 7. Evite fechar todos os passeios e pagá-los antecipadamente, pois dependendo das condições climáticas, terá dor de cabeça para ser reembolsado. 8. Escolha hostel que esteja mais próximo ao centro da cidade, ou seja, da Praza San Pedro de Atacama ou dos Caracoles. 9. Tenha roupas para o frio e calor. Há uma grande variação de temperaturas, inclusive valores negativos. * Média de preço dos passeios (em peso chileno): Nome do Passeio / Horas / Valor do Passeios / Valor da entrada / Total. Valle de la Luna (meio período): 15.000 / 3.000 = Total: 18.000 pesos Termas Puritama (meio período): 15.000 / 15.000 = Total: 30.000 pesos Geysers del Tatio (meio período manhã, incluso café da manhã): 30.000 / 10.000 = Total: 40.000 pesos Laguna Cejar (meio período tarde): 18.000 / 17.000 = Total: 35.000 pesos Lagunas Altiplânicas (meio período manhã, incluso café da manhã): 28.000 / 5.500 = Total: 33.500 pesos Valle del Arcoiris (meio período manhã, incluso lanche): 25.000 / 3.000 = Total: 28.000 pesos Salar de Tara (integral, incluso café e almoço): 50.000 pesos Stargazing ou Tour astronômico (noite ou madrugada, alguns oferecem lanches): 20.000 pesos Mirador de Piedras Rojas (integral, incluso café e almoço): 50.000 / 5.500 = Total: 55.500 pesos Pukará de Quitor: 3.000 pesos * Bolivia Salar de Uyuni (3 dias, com hospedagem e alimentação): 130.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada) Salar de Uyuni (4 dias, com hospedagem e alimentação): 150.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada) Obs: Não tenho agência ou qualquer patrocínio, apenas peguei as cotações de 3 a 4 agências locais e inseri os valores para simples consulta.
  2. Olá mochileiros(as)! Vim relatar uma roadtrip que eu e meu noivo, Luís, fizemos em dezembro de 2017. Saímos de Jaraguá do Sul/SC de carro (Vectra GT 2.0) e fomos até San Pedro de Atacama. Sei que há bastante relato sobre esse destino, porém, nada mais justo do que colaborarmos com nossa experiência depois de tanto utilizar o site Começarei com alguns tópicos antes de descrever o dia-a-dia, pois as vezes pode ser a dúvida de alguém. DOCUMENTAÇÃO Não temos passaporte, por isso fomos somente com o RG e CNH. O carro é financiado, porém o documento está em meu nome. Mesmo assim, escolhemos pedir ao Banco onde o financiamento foi feito a Autorização para Viagem ao Exterior para garantir. Depois fui ao Cartório para fazer o Apostilamento da Convenção de Haia (válido para os 2 países que passamos, Argentina e Chile). Fizemos Carta Verde pela SulAmérica através de uma seguradora daqui de Jaraguá. Pagamos R$151,38 por 12 dias. Tem a opção de fazer na fronteira, porém, como estávamos com horários apertados, não quisemos correr o risco. E foi ótimo, pois quando passamos de manhã para a Argentina, ainda estava tudo fechado. O SOAPEX, válido para o Chile, nós fizemos pelo site da HDI Seguros https://www.hdi.cl e pagamos $10,13 (dólares) no cartão de crédito. Fizemos também, para cada um, o seguro viagem. É o tipo de coisa que pagamos torcendo para não usar, mas é muito importante tê-lo. Contratamos pela Real Seguro Viagem. Custou R$66,24 cada, válido por 10 dias. A CNH de meu noivo, condutor por toda viagem, não foi pedida. Os policiais estavam mais interessados em saber sobre mim, a proprietária do veículo. Mas não deixa de ser um doc. obrigatório. Confesso que em nenhum momento nos pediram a autorização do carro e seu apostilamento. Mas tê-los em mãos foi uma tranquilidade pra minha cabeça durante a viagem rs. Outra questão foi a propina para policiais. Lemos que isso ocorre muito, e também ouvimos de pessoas próximas. Conosco não aconteceu isso. Na verdade, fomos parados apenas 1 vez na Argentina – na ida – além das fronteiras. E o policial que nos parou foi muito gentil,só pediu documento do carro e meu RG e nos lembrou de manter os faróis acesos lá mesmo durante o dia. Levamos cambão, kit primeiros socorros e os 2 triângulos exigidos, mas que também não foram pedidos. DINHEIRO Não foi nossa primeira viagem na América do Sul. Porém, cometemos um grave erro que não tínhamos feito ainda... Eu troquei na cidade onde moro uma grande quantia em pesos argentinos, o que seria suficiente para ida e volta (gasolina, hotéis, comida). A minha ideia era que só passaríamos por essas cidades, ou seja, não teríamos tempo de percorre-las atrás de casas de câmbio, então essa alternativa seria um ganho de tempo. E foi, mas perdi dinheiro. E muito. Pegamos uma cotação horrível, e cada centavo encarece demais uma conta a pagar na viagem. É muito mais vantajoso trocar na cidade. Se quiser levar alguma quantia na moeda do país, aconselho levar pouco. Resumindo: levamos 400 dólares, 3700 reais, 60.000 pesos chilenos e 9400 pesos argentinos. Também levamos cartão de crédito internacional. Em real, reservamos para tudo isso 8 mil. Mas por causa do “erro” da cotação podemos considerar que perdemos mais de 500 reais do total Os pesos chilenos eram só pra entrar no país, o restante para os dias que ficamos em San Pedro trocamos na rua Toconao, onde tem muitas opções. Os dólares foram o melhor negócio! Quando compramos, pagamos o equivalente a 3,30 reais por dólar. Lá vendemos por 3,42! ROUPAS Fomos no verão, mas por causa da altitude em alguns passeios, sabíamos que pegaríamos muito frio (chegamos a 10 graus negativos!). Por isso levamos casacos, gorro, calça, shorts, vestido, regatas... Mas sobre a temperatura falarei melhor em cada dia. DIA 1 – 23/12/17 (JARAGUÁ DO SUL – SÃO JOSÉ DO CEDRO) Optamos por não andar muito na ida para não cansar demais, e também porque quisemos fazer alguns caminhos de dia por causa da paisagem. Saímos logo após o almoço e percorremos 585km. Fomos sentido Mafra, Porto União, Palmas...Não pegamos pedágio nesse trecho. Nos hospedamos no Hotel Cedro Palace que fica perto da rodovia e pagamos R$110,00 pelo quarto duplo. A entrada da cidade tem o asfalto muito ruim, por isso cuidem com os buracos! Tudo no hotel é novo e bem confortável. O café da manhã estava incluso e era bem servido, com muitas opções! OBS: todas nossas reservas eram feitas pelo Booking e os nosso filtros eram: estacionamento gratuito, wifi e café da manhã incluso. Reservamos cada hotel 1 dia antes de ir para a cidade. Exceto o hotel em San Pedro de Atacama por causa da concorrência da data e dos preços que aumentam no final de ano. DIA 2 – 24/12/17 (SÃO JOSÉ DO CEDRO – RESISTÊNCIA) Após o café, saímos em direção a Dionísio Cerqueira para passar pela fronteira com a Argentina. Foi tudo bem rápido. Passamos por um primeiro guichê (sem sair do carro), onde o rapaz pediu nossos documentos, o do carro e a carta verde. Também tivemos que abaixar os vidros para enxergar que éramos só em 2 e abrir o porta malas. Depois estacionamos mais a frente para fazer a Migração. Descemos até o estabelecimento para entregar os mesmos documentos e dizer para onde estávamos indo. A moça preencheu tudo com nossos dados, nos entregou o papel e pediu para que guardássemos ele para a saída do país. Ali em Bernardo de Irigoyen abastecemos no YPF. No caminho todo abastacemos lá e no Shell. Em ambos os postos pedimos a Nafta Super (equivalente a nossa gasolina aditivada). O litro custava entre 24,99 e 26,36 pesos argentinos. DICA: Já adianto que a conveniência do YPF é mais cara. Chegamos a pagar 430 pesos para comer um lanche lá. A do Shell tem um preço beeem melhor e até mais opções. Pena que não são em todos os trechos que encontramos ele. Cuidado com uma coisa que em vários lugares fazem: não colocam preço nas mercadorias. Eles decidem no caixa o quanto querem te cobrar. Chegamos a pagar o equivalente a 13 reais por 1,5L de água. Se tiverem a oportunidade de entrar nas cidades para comprar essas coisas, aproveitem. Pois sentimos bastante diferença no bolso. No trecho desse dia, pagamos 3 pedágios: dois de 20 pesos cada e um de 15 pesos. No geral as estradas te um bom pavimento e o limite de velocidade chega a 110km/h. Dá pra andar bem por causa das retas, mas tem que cuidar muito com os animais na pista. Desviamos e até tivemos que parar o carro por causa de cachorros, bois, cabras e cavalos. Usamos o app Maps.me para vermos nos mapas off-line onde tinham postos, restaurantes, pedágios e radares no caminho. Foi muito útil para programarmos quando parar para abastecer, principalmente, pois em alguns trechos demora pra encontrar um posto e as vezes ele é sem bandeira ou simplesmente está fechado. No restante do caminho, usávamos os mapas baixados do Google Maps. Em Resistência ficamos no Hotel Del Pomar. Pelas opções do booking, achamos as hospedagens disponíveis pro dia muito caras. Esse estava em “oferta” e saiu por $52 (dólares). É um hotel diferente do que estamos acostumados. Podíamos ter rodado a cidade para procurar outros que não estivessem no booking, mas sempre chegávamos muito cansados e o tempo estava curto. Nos programamos muito mal para passar o dia 24 na estrada. Os estabelecimentos fecham cedo, claro (no máximo até as 18h). Então nossa ceia foi um pacote de batata Lays e 2 cervejas. DIA 3 – 25/12/17 (RESISTÊNCIA – TILCARA) Tivemos que pagar um pedágio no Chaco. Custou 30 pesos – o mais caro que encontramos tanto na ida quanto na volta, mas nada comparado aos pedágios que pagamos nas estradas brasileiras. E outro pedágio perto de Salta. Esse saiu por 5 pesos (o mais barato). Em Monte Quemado, passando a rotatória da entrada, paramos num posto que tinha restaurante, do lado esquerdo da rodovia. Cada um comeu uma milanesa grande (frango) com salada e suco (eles estavam sem batatas, principal acompanhamento dos pratos de lá). Tudo saiu por 270 pesos. A estrada fica muito ruim por uns 30km após passar esse lugar. Muitos buracos, dava até medo pelo carro. Mas assim que passa o posto policial, tudo mudou e voltou a ter uma ótima pista. Foram 932km até chegar em Tilcara. E que cidade linda! Nos apaixonamos pela simplicidade das ruas, das pessoas...e estava bem cheia! Conforme nos aproximamos, a paisagem nos presenteia com lindas montanhas como podem ver nas fotos: Demos entrada no Hostal Antigua Tilcara. Pagamos $99 (dólares) por 2 diárias para casal. O lugar é muito aconchegante, nos sentimos em casa. Algumas coisas poderiam ser melhores: sair mais água no chuveiro e ter opções de salgado no café (um presunto e queijo estaria perfeito!). A internet não é muito boa, oscila bastante, mas deve ser por causa da localização. Descemos a rua do Hostal para dar uma volta a pé e depois jantar. Paramos no restaurante A La Playa para jantar. Dividimos uma cerveja local tipo stout chamada Tilcara. Eu comi Lomo de Lhama com creme de curry e batatas, e meu namorado pediu uma Milanesa com batatas. Tudo saiu por 440 pesos incluindo os 15 pesos da entrada (torradas com uma pasta de berinjela temperada). ALTITUDE: Tilcara encontra-se a 2465m de altitude. Já adianto que nem lá e nem no Paso de Jama (a 4200m) passamos mal. Estávamos preparados para vomitar, ter dores de cabeça, etc. Mas nosso organismo deu uma mãozinha e talvez ter feito o caminho de carro subindo aos poucos deve ter ajudado. O maior problema que enfrentamos foi o tempo seco. Nariz sangrando, olhos ardendo e boca rachada. Mesmo usando soro fisiológico, colírio e manteiga de cacau, foi difícil. De manhã e a noite é friozinho, pegamos 11 graus nesse período. Mas a tarde é quente apesar de ventar bastante. Acho que chegou a 30 graus. DIA 4 – 26/12/17 (PASSEIOS EM TILCARA) Após o café da manhã no Hostal, fomos de carro até Pucará de Tilcara e o Jardim Botânico de Altura (ficam no mesmo lugar). Estrangeiros pagam 100 pesos para entrar e ganhar um folheto/mapa explicativo como guia da visita. Neste dia as refeições foram mais econômicas, almoçamos no próprio Hostal, pois serviam combos individuais. Cada um pediu 4 empanadas + 1 Quilmes long neck, tudo por 100 pesos. A tarde fomos até Purmamarca visitar o famoso Cerro de los Siete Colores. Logo na entrada da cidade tem como estacionar o carro na rua e seguir a pé por 1 ou 2 quarteirões. Para você subir num morro de frente para o Cerro e observá-lo melhor, precisa pagar 5 pesos. É jogo rápido. A montanha é linda, claro, tem que visitar. Mas não precisa separar muito tempo para isso. Quando voltamos a Tilcara fomos passear na Plaza Alvarez Prado, a principal e onde muitos artesãos vendem suas criações. Passamos numa vendinha para comprar aquelas sopas de saquinho e um pouco de pão haha essa foi nossa janta. Aproveitamos que o Hostal tem cozinha compartilhada para dar uma economizada. DIA 5 – 27/12/17 (TILCARA – SAN PEDRO DE ATACAMA) Tchau Tilcara, tchau Argentina. Após o café, abastecemos o carro na saída da cidade (tem um YPF lá) e partimos rumo ao Paso de Jama que nos levaria ao destino principal: San Pedro de Atacama. Passamos por muuitas curvas na RN52, logo após Purmamarca. Dá medinho, mas o caminho é lindo demais! O asfalto está muito bom, o que dá mais segurança para dirigir por lá. O último posto de gasolina antes de subir o Paso de Jama fica na saída de Susques (na rodovia mesmo). Lá completamos o tanque e cada um comeu um lanche e o refri foi dividido. O “almoço” deu 170 pesos. Passamos pelas Salinas Grandes no caminho. Vale muito a pena parar para apreciar. A aduana chilena fica um pouco antes da fronteira em si. No primeiro guichê nos entregaram um papel que seria o controle dos carimbos. Estacionamos o carro e entramos. Lá dentro são 6 tramites, entra na fila do primeiro e conforme vão carimbando, eles te liberam para o próximo. Até o 4º pedem identidades ou passaporte e documento do carro. No 5º cada pessoa preenche a Migração, lá contém seus dados e se você declara estar levando mais de 10 mil dólares (ou o equivalente em outra moeda), produtos de origem animal ou vegetal ou animais de estimação. Depois de entregar a declaração eles perguntam se temos certeza do que declaramos e o último tramite é a revista do carro e das malas. Após a revista é dado o último carimbo e pode prosseguir. Todo o processo é demorado, acho que ficamos 1h lá. Já quaaaase chegando tem a Laguna Pujsa que dá uma prévia das coisas lindas que veríamos nos dias seguintes. Tínhamos reservado 4 noites no Hostal Montepardo 3 meses antes da viagem. Porém, como precisamos antecipar em 1 dia, não conseguimos entrar antes lá, já estavam cheios. Por isso a primeira noite em San Pedro dormimos no Hostal Atacama North. Foram pagos $64,26 (dólares) por um quarto com 2 camas de solteiro e banheiro compartilhado. Achei caro em vista do que estávamos pagando no caminho e do que estavam nos oferecendo. No mais, tudo bem organizado e limpo. Depois de fazer o check-in fomos a Rua Caracoles e suas transversais para fechar os passeios, trocar dinheiro, comprar água e jantar. A rua é demais! Tudo gira em torno dela: restaurantes, mercados, lojas, agências, câmbio... Pesquisamos em 4 agências e fechamos os passeios na Sun Travel (ou Yalcana) Pagamos 130.000 pesos chilenos em 3 tours para 2 pessoas: - Geysers del Tatio (4:30 as 12h com café da manhã) – incluindo Vado de Putana e o povoado Machuca - Piedras Rojas e Lagunas Altiplanicas (7h as 18:30 com café e almoço) – incluindo Salar de Atacama, Laguna Chaxa, Toconao, Socaire, Trópico de Capricórnio. - Laguna Cejar e Tebinquiche (16:30 as 20:30 com snacks e Pisco Sour) – inclui flutuação na Laguna Piedras e uma vista linda do pôr-do-sol na Tebinquiche com Pisco Sour. As entradas nos parques são a parte, nenhuma agência inclui esses valores nos passeios porque o pagamento é individual. Passarei os valores no relato de cada tour. Lá é muito comum o Menú. Geralmente ele compõe uma entrada, um prato principal (fondo ou principale) e as vezes vem bebida ou sobremesa (postre). No restaurante Paatcha (Caracoles, 140) o menu vinha acrescido de taça de vinho. Além disso pedimos 1 cerveja artesanal do tipo IPA e tudo saiu por 20.000 pesos (com 10% de atendimento chamado lá de propina ou “tips” e é opcional). A moça que nos atendeu era brasileira e nos explicou que toda noite lá você escolhe se quer 10% de desconto ou 1 Pisco Sour. Ficamos com a 1ª opção. Água lá preferimos comprar galão de 6 litros e encher nosso cantil. Pagamos 2500 pesos mas encontramos por até 1750 em alguns lugares. Convertendo, isso dá o mesmo do que pagávamos o de 1,5L na Argentina... DIA 6 – 28/12/17 (GEYSERS DEL TATIO / VADO DE PUTANA / MACHUCA) Nosso combinado no Hostal Atacama North foi: deixar paga a diária, deixar o carro estacionado na frente e as malas arrumadas dentro do quarto com a chave em cima. Assim a recepcionista poderia deixar na sala dela até voltarmos do tour e liberar o quarto para outros hóspedes, pois o check-out era 11:30 e só chegaríamos depois das 12h. Ela foi muito atenciosa em nos oferecer um lanche para levar de madrugada, já que não tomaríamos café lá. Mas recusamos, pois sabíamos que essa refeição estava inclusa no passeio também. E nos foi o suficiente. 4h da manhã acordamos, pois entre 4:30 e 5h a van da Sun Travel passaria para nos buscar rumo ao primeiro tour. É muito comum um determinado passeio não fechar número de pessoas o suficiente na agência. Quando isso ocorre, eles realocam as pessoas para ir com outra agência. Foi o que nos aconteceu no primeiro dia. Entrada por pessoa: 10.000 pesos. As 7h descemos do micro ônibus já nos Geysers e estavam deliciosos -10 graus! Fomos bem preparados com casacos, gorros, etc, pois quando fechamos o pacote o Alejandro (vendedor e guia da Sun Travel) nos alertou sobre a temperatura. O lugar é maravilhoso, e todos são avisados das regras que devem ser seguidas, pois já houve casos de pessoas que morreram no local por desatenção e desrespeito a essas regras. O guia Cristobán era muuuito animado e fez todos acordarem e se interessarem pelas explicações que ele dava. Até o momento que nem frio mais sentíamos <3 Ali mesmo, ao lado do micro, foi montada uma mesa com café, chás, pães, frios, bolos e bolachas e todos conversaram um pouco, comeram e apreciaram a vista. Em nosso tour tinham franceses, chilenos, alemães, brasileiros... Voltamos a estrada e paramos no Vado de Putana. Putana é o nome do vulcão que se vê ao fundo na próxima foto e nesse local se encontra uma ave que faz um barulho parecido com uma risada. Mais a frente, paramos no povoado Machuca, onde pudemos ficar 30 minutos livres, sem guia. Comemos um espetinho de lhama e andamos até uma igreja que tem no alto. Ao voltar para San Pedro, fomos almoçar no Sol Inti (Tocopilla, 130). O menu desse dia incluía entrada, prato principal e sobremesa. Além disso, cada um pediu uma cerveja Austral. Tudo saiu por 17.000 pesos. Buscamos nossas malas e o carro no hostal e fomos fazer o check-in no Hostal Montepardo, onde ficamos até o último dia. Eu amei lá! É muito familiar, a decoração é maravilhosa, tem 3 gatos lindos e o quarto é muito confortável. O Rodrigo nos recepcionou e nos apresentou tudo. Também se ofereceu para explicar sobre a região e ajudar nos tours. Tiramos a tarde para descansar, pois eu estava me sentindo um pouco mal. Acredito que por causa da diferença de temperatura da manhã para a tarde. E também porque vacilei em tomar pouca água só porque estava frio. Fim do dia fomos conhecer o La Frachuteria. É uma casa de croissants e pães comandada por um francês. Vale muito a pena tomar um café lá. Não é barato, mas eu mesma adoro esse tipo de comida e nunca tinha experimentado um tão bom! Cada um comeu um croissant salgado e dividimos um doce (de framboesa com chocolate branco). Eu tomei um café preto pequeno, e o Luís um com leite grande. Tudo saiu por 11.200 pesos. Eu já fui com a ideia de comprar umas lembrancinhas simples para familiares e para a gente também. Gostamos de ter em casa objetos que nos lembre constantemente da viagem. Então fomos até a Feira Artesanal ao lado da Iglesia San Pedro de Atacama. Acredito que os artesãos tem um acordo sobre os preços para não geral muita concorrência. Por exemplo, havia os mesmos objetos em todas as barraquinhas pelo mesmo valor. Uma ou outra se destacava por vender algo diferente. Roupas, decoração, acessórios, ervas, etc. Artesanato não é algo barato e acho que nem deve ser. Achei os preços bem justos. Compramos (quase) tudo o que queríamos para nós e para os outros e gastamos o equivalente a R$80,00 Para esta noite eu tinha reservado há meses o tour astronômico. Era o passeio mais esperado por mim. Ao chegar na agência SpaceObs para pagar, fui informada que estavam cancelando devido a quantidade de nuvens e a Lua cheia. Apesar de ficar muito chateada, eu entendi que é um lugar muito sério. Eles não queriam receber por um passeio do qual eu não desfrutaria completamente. Para quem não sabe, a luminosidade da Lua atrapalha a observação do céu, como o que ocorre com a luminosidade artificial que temos nas cidades. Fica para uma próxima DIA 7 – 29/12/17 (LAGUNAS ALTIPANICAS, PIEDRAS ROJAS E SALAR) De novo não conseguimos tomar café no hostal, mas o Rodrigo deixou preparado um lanche de queijo e peito de peru com uma banana e suco de maçã para cada <3 7:30 a van nos buscou. Foi um tour bem menor, com 8 pessoas. As explicações foram dadas pelo Alejandro em espanhol e inglês. Só nós 2 éramos brasileiros, a maioria eram coreanas e havia 1 italiano. Primeiro paramos no povoado de Toconao, onde observamos a igreja principal da cidade e ouvimos sobre os costumes religiosos e como a colonização espanhola influenciou neles. No caminho até a próxima parada, passamos pela marcação do Trópico de Capricórnio. Lá foi explicado como se reconhece onde está o Norte, Sul, Leste e Oeste. Depois viajamos até Socaire. Lá há um restaurante onde muitas excursões param para tomar café e/ou almoçar. Tinha café, chás, ovos mexidos, manteiga, marmelada e pães. De barriga cheia, fomos a pé até uma outra igreja. Ao voltar, seguimos até as Lagunas Altiplanicas (Mistanti e Miñiques). Ali é paga a primeira entrada do dia: 3000 pesos por pessoa. Há delimitações feitas com pedras no chão para não chegar muito perto. Já voltando sentido San Pedro, paramos para almoçar no mesmo local que tomamos café, isso já era 15:30. Estava inclusa a limonada, a entrada e o prato principal. Como em todos os lugares que servem menu do dia, você tem 2 opções de entrada para escolher e de 3 a 5 opções de prato principal. Piedras Rojas acredito ter sido o lugar que mais gostamos de visitar. A paisagem é maravilhosa e o contraste da água clara com as pedras avermelhadas é demais. Nossa última parada foi o Salar de Atacama. Para entrar lá, cada pessoa paga 2500 pesos. Observamos mais de perto os Flamingos Andinos (existem 3 espécies na região e eles explicam como as diferenciar pelas cores) e soubemos um pouco mais sobre a Artemia salina, crustáceo que é o principal alimento para os flamingos manterem sua cor. Chegamos em San Pedro por volta das 18:30. Fomos até o hotel tomar um banho e sair para jantar. Nesta noite comemos no Barros Cafe (Tocopilla, 418). Ali não tinha opção de menu completo, então fomos direto ao prato principal: o meu era um quiche de queijo gouda com cebolas caramelizadas e acompanhava salada. Do Luís era um lanche bem grande, mas não me recordo tudo o que vinha nele. Dividimos uma Pisco Sour com Rica Rica (é uma planta de gosto mentolado) e tudo saiu por 15400 pesos sempre com os 10% incluso. DIA 8 – 30/12/17 (LAGUNA CEJAR, PIEDRAS E TEBINQUICHE) Chegou nosso último dia na cidade Tomamos um café maravilhoso no Montepardo e fomos alugar uma bicicleta. Não me recordo o nome do lugar, mas fica no início da Caracoles (se vc começa-la pela rua Ignacio Carrera Pinto). Se for nesse sentido será o primeiro lugar escrito Rent a Bike a esquerda que verá. Pagamos 8000 pesos para usar as 2 bikes por 6 horas (mas ficamos bem menos que isso). Está incluso o capacete, colete verde de segurança, kit remendo de pneu, bombinha e cadeado. No dia anterior eu machuquei minha perna esquerda e estava com dor muscular. Por isso usamos a bike para ir só até Pucará de Quitor (dá uns 6km ida e volta). A entrada lá custa 3000 pesos e leva 2h aproximadamente para percorrer tudo. Devolvemos as bicicletas e finalmente conseguimos sentar no ChelaCabur (Caracoles, 212). É um pub que só toca rock e vende várias cervejas nacionais muito boas. Sempre que passávamos lá estava muuuito cheio. Acho que só pegamos mesa porque devia ter aberto há poucos minutos. A partir das 12:30 você pode pedir pizza. Eles encomendam da Pizzeria El Charrua e vc come na embalagem mesmo com guardanapos. Lá sai barato pedir garrafa tipo litrão. Tem de 3 marcas e sai por 2500 pesos cada! Mas como queríamos experimentar outras do cardápio, fomos pedindo em tamanhos menores. Tomamos umas 5 (algumas de 500ml e outras de 330ml) e pedimos pizza de mussarela. Tudo saiu por 30100 pesos. Nos empolgamos, mas pelo menos o que sobrou da pizza foi nossa janta para compensar o gasto. Voltamos para hotel para descansar e trocar de roupa, já que as 15:50 tínhamos que estar na agência para visitar a Laguna Cejar e Tebinquiche. Entrada na Cejar: 17000 pesos. É a entrada mais cara e lá nos explicaram o porque. Uma das atrações é você entrar na Laguna Piedras para flutuar, pois ela tem 9x mais sal que o mar. Como estamos sempre com protetor solar e também levamos sujeira do corpo à laguna, o tratamento daquela água sai caro para o Parque. Lá nos perguntamos: mas não era na Cejar que se entra para boiar? Pois é, entramos na Piedras. Há uma proteção em volta da Cejar, um deck de madeira com proteção de ferro para delimitar até onde podemos ir. Eu sinceramente não entendi se nunca pôde entrar lá ou se isso é recente e transferiram o “mergulho” para a Piedras, pois todas as informações e relatos que lemos antes da viagem se referiam a Cejar. Como saímos cheios de sal da laguna, pudemos tomar uma ducha (proibido usar sabonete ou shampoo) e nos trocar antes de seguir até os Ojos del Salar. Lá, em um dos “ojos”, da para mergulhar, mas precisa saber nadar (sua profundidade não é totalmente conhecida, mas estima-se ter mais de 20 metros). Então por este motivo não entramos Por último, chegamos a Tebinquiche e tínhamos uns 15 minutos para percorrer o limite em volta dela até a mesa estar posta. Enquanto apreciávamos o pôr-do-sol, comemos uns snacks (amendoins, bolachas e batatas) e tomamos a famosa Pisco Sour (tinha opção de suco para quem não bebe). De volta para San Pedro levamos esse fim de tarde maravilhoso na memória como uma despedida do dia e de lá. Queremos voltar, não deu pra ver tudo o que queríamos e o legal – ao meu ver, claro - é você realmente aproveitar a cidade. O bom de ficar mais dias seria ter pausas entre os passeios para não se esgotar muito. O sol e a secura do tempo nos deixou mais cansados do que o normal, apesar de não sentirmos os males da altitude. No relato da volta serei mais sucinta, pois as novidades já se foram. DIA 9 – 31/12/17 (ATACAMA – SANTIAGO DEL ESTERO) Antes de partir, abastecemos no posto COPEC que fica na Toconao. No Chile usamos a gasolina 93 que equivale a nossa comum aqui, enquanto a 95 seria uma aditivada (tem a 93, 95 e 97). Saímos as 8:30 e começamos a voltar. Fizemos um caminho um pouco diferente da ida e dormimos em Santiago del Estero. Nesse trecho teve apenas 1 pedágio de 5 pesos. Nos hospedamos no Hotel Ciudad que fica bem no centro. A diária saiu por $61,71 (dólares) com café e estacionamento. Após o check-in e um banho, saímos a pé para procurar um lugar aberto para comer. Quase tudo fechado e os que estavam abertos eram muito longe do hotel – não queríamos entrar no carro de novo – ou só com reserva para a ceia e festa. Até que no quarteirão de cima do hotel encontramos o Alma. É um restaurante muuuito pequeno, uma portinha na verdade com 1 mesa na calçada que faz comida árabe. Pedimos 6 esfihas, 4 blakavas de sobremesa e uma coca e pagamos 150 pesos. Deixamos 50 pesos de gorjeta para o dono, que é Sírio na verdade. E apesar de ser uma prática muito comum na Argentina, ele não queria aceitar. Insistimos e ele ficou bastante feliz. Deu um beijo e abraço em nós 2 e nos acompanhou até a calçada. Não vimos os fogos, na verdade acordamos com eles hehe DIA 10 - 01/01/18 (SANTIAGO DEL ESTERO – POSADAS) Após o café da manhã com muitas meias-luas, seguimos por mais 948km até Posadas. Tivemos 3 pedágios para pagar: dois de 30 pesos e um de 15 pesos. Dormimos no Hotel Maryland, opção mais barata que o booking nos deu para aquele dia ($52). O hotel é bem simples, até por isso achei um pouco caro pelo o que oferecia e pelo o que encontramos nos dias anteriores. Mas era confortável e era só isso que precisávamos, na verdade. De novo começamos a saga de procurar algo para comer. Tudo fechado e não queríamos comer salgado no posto. Rodamos um monte com o carro até acharmos uma pizzaria e lanchonete que nos custou apenas 80 pesos por 2 lanches e 1 coca-cola! DIA 11 - 02/01/18 (POSADAS – JARAGUÁ DO SUL) Tínhamos a opção de passar pela fronteira de Porto Xavier, de balsa. Mas resolvemos subir até Dionísio Cerqueira (mesmo lugar que entramos na Argentina) e de lá voltar pela mesma estrada até Jaraguá do Sul/SC. Tivemos só 1 pedágio de 20 pesos. Foi uma viagem tranquila apesar da chuvinha, da neblina e do trânsito que encontramos no Brasil, totalmente diferente das estradas desertas que já estávamos acostumados. Resumindo: Nosso gasto total foi de 3500 reais por pessoa para 11 dias. Podíamos ter cozinhado mais para não comer tanto fora, dormir em hostel com quarto e banheiro compartilhado, não comprar lembrancinhas, ir com mais pessoas no carro. Enfim, dá pra fazer essa viagem com menos grana ainda! Valeu demais a experiência, com certeza o que vivemos brevemente lá nos deu muitas lições sobre pessoas, valores e prioridades. Desculpem o tamanho do relato e por ter esquecido o nome de alguns lugares. Postamos mais fotos no instagram @mrlaalm e @luizion_ e se quiserem perguntar algo por aqui, ficarei feliz em poder ajudar. Beijos e até um próximo relato!
  3. Olá amigos da comunidade Mochileiros.com. Aqui é o Thiago e a Priscila. Nós moramos na cidade de Blumenau-SC. Em dezembro de 2018 fizemos nossa viagem de carro até San Pedro de Atacama no Chile. A comunidade mochileiros.com nos ajudou bastante, pois no site conseguimos várias dicas e conhecemos outras pessoas que também nos ajudaram com informações. Por esse motivo queremos compartilhar nossa experiência. E quem sabe poder ajudar ou até mesmo encorajar outras pessoas a saírem do sofá e encarar essa aventura. Para realizar esta viagem primeiro nós fizemos algumas pesquisas, como por exemplo: documentos necessários, seguros obrigatórios, melhor roteiro, condição das estradas, hotéis, pontos turísticos, custo com passeios, custo com alimentação, custo com gasolina, custo com pedágios, melhor câmbio, o que levar na bagagem, etc. Juntamos todas essas informações numa planilha e então começamos a trabalhar nela. Então no mês de Setembro/2018 começamos a fazer as contas e preparar tudo o que precisava para viajar. Nessa primeira parte vamos tentar abordar o máximo de informações com relação ao roteiro, situação das estradas, GPS, câmbio, aduanas, seguros, itens obrigatórios, pedágios e combustível. Na segunda parte vamos falar um pouco sobre San Pedro de Atacama e sobre os nossos passeios. Então vamos ao que interessa: Nessa viagem foram 04 pessoas: Eu (Thiago), minha esposa Priscila, meu Pai e a namorada do pai. Saída de Blumenau: 22/12/2018. Chegada em San Pedro de Atacama: 25/12/2018. Saída de San Pedro de Atacama: 31/12/2018. Chegada em Blumenau: 03/01/2019. Carro utilizado: Peugeot 207, ano 2012. Motor 1.4, c/ 04 portas. Roteiro/Condição das estradas/Pedágios: Dia 01 - Blumenau - SC x São Borja - RS. Total: 860 Km. Esse caminho é o mais curto, porém tem muitos trechos com pista ruim (buracos, desníveis, etc.), além disso tem muitos radares e lombadas eletrônicas. O motorista tem que ficar atento. Pedágios: Nenhum. Dia 02 - São Borja-RS x Presidência Roque Sáenz Peña - Argentina. Total: 620 Km. As estradas são boas, pelo menos são melhores que do que as do Brasil. Pedágio 01: logo que passa a Aduana, já tem um guichê de pedágio. Valor pago em moeda brasileira: R$ 50 para veículos de passeio. (na volta ao Brasil, o valor é R$ 65) Pedágio 02: RN-12 aprox. no Km 1262. Valor: 50 Pesos Argentinos. Pedágio 03: RN-16 aprox. no Km 05. Valor: 40 Pesos Argentinos. Pedágio 04: RN-16 aprox. no Km 60. Valor: 65 Pesos Argentinos. Dia 03 - Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina) x Salta (Argentina). Total: 630 Km. As estradas também são muito boas. Observação: na RN-16, entre os KM 410 e 481 a estrada é "horrível". Tem muitos buracos. Buracos gigantes. Você vai perder tempo desviando deles. Pedágios: RN-09 chegando na cidade de Salta. Valor: 25 Pesos Argentinos. Dia 04 - Salta (Argentina) x San Pedro de Atacama (Chile). Total: 580 Km. As estradas também são muito boas. Observação: Nós usamos o caminho Paso de Jama, que é melhor, pois é todo asfaltado até San Pedro de Atacama. Pedágios: Nenhum. *Na volta pra casa fizemos o mesmo trajeto. Hospedagem: Dia 01 - Dormimos na casa de parentes. Não tivemos gastos com hospedagem nesse dia. Dia 02 - Ficamos hospedados no hotel de campo El Rebenque, que fica na cidade de Presidência Roque Sáenz Peña (Argentina). Dia 03 - Ficamos hospedados no hotel Pachá, que fica na cidade de Salta (Argentina). Dia 04 - Ficamos hospedados no hostal Casa Lascar, que fica em San Pedro de Atacama (Chile). Aqui dormimos dia 25, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro/2018. *Na volta pra casa ficamos nos mesmos hotéis. Câmbio: Peso Argentino: nós trocamos todo o dinheiro brasileiro por Peso Argentino na aduana, que fica logo depois da Ponte internacional, saindo de São Borja-RS. Valeu muito a pena trocar o dinheiro na aduana, pois pagamos 0,10 por cada Peso Argentino. Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi 0,15. Comparação de preços Blumenau x Aduana Argentina: R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 6.666 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,15) R$ 1 Mil reais trocados na Aduana valem: 10.000 Pesos Argentinos (sendo: 1000 / 0,10) Peso Chileno: nós trocamos R$ 1 Mil (reais) em Pesos Chilenos aqui em Blumenau, para ter um pouco de dinheiro na chegada à San Pedro de Atacama. O restante do dinheiro brasileiro nós trocamos em San Pedro de Atacama. Trocar o dinheiro em San Pedro valeu muito a pena, pois recebemos 170 Pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Já em Blumenau a melhor taxa que encontramos foi de 154 pesos Chilenos por cada R$ 1,00 (Real). Comparação de preços Blumenau x San Pedro de Atacama: R$ 1 Mil reais trocados em Blumenau valem: 154.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 154) R$ 1 Mil reais trocados em San Pedro de Atacama valem: 170.000 Pesos Chilenos (sendo: 1000 x 170) *Compare antes de trocar seu dinheiro. Combustível / Postos de abastecimento: Na Argentina tem dois tipos de gasolina: a Super (comum) e a Infinia (aditivada). Infinia: variava de 45 a 48 pesos. Super: variava de 41 a 44 pesos. *Abastecemos com gasolina Infinia nos Postos YPF. *No Chile não abastecemos, por isso não informamos os tipos e preços que existem. Na Argentina tem muitos postos de abastecimento durante o trajeto. O último posto fica bem próximo da Aduana, no Paso Jama (divisa entre Argentina e Chile). Depois da Aduana não tem mais posto durante o caminho. Vai ter um posto somente em San Pedro Atacama (distância entre Aduana e San Pedro Atacama: 160 KM aprox.) GPS: Nós utilizamos dois aplicativos de geolocalização: o Google Maps e o Maps.me. Levamos dois Smartphones, em um deles usamos o Maps.me e no outro com Google Maps. Antes de sair nós fazíamos os trajetos pela rede WiFi e depois saíamos para a estrada. Os dois aplicativos funcionaram muito bem no modo off-line. Dica: o aplicativo Maps.me funciona totalmente no modo off-line. Para isso é necessário baixar os mapas off-line da região que você vai passar. Exemplo: nós baixamos todos os mapas da Argentina, do Chile e também dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Seguros obrigatórios para seu carro: Na Argentina: seguro Carta Verde. Você pode fazer em qualquer corretora de seguros. Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes. Nós fizemos o seguro com a Porto Seguro, com a cobertura de até 15 dias. Custo: R$ 125. Débito em conta corrente. No Chile: seguro SOAPEX. Você pode fazer este seguro com a HDI do chile. Só digitar no Google "HDI Chile". Ele cobre danos a terceiros em caso de acidentes. Nós fizemos o seguro direto no site da HDI Chile, com a cobertura de até 10 dias. Custo: R$ 40. Pagamento somente no cartão de crédito. *Veja se o seu cartão está liberado para realizar esta compra. Observação: em nenhum momento a polícia ou aduana nos cobrou esses documentos. Seguros para você: Nós optamos por não fazer nenhum seguro de vida ou de acidente. Mas as empresas de seguro oferecem inúmeras modalidades. Avalie a que melhor se enquadra com seu bolso. Itens obrigatórios para o carro: Na Argentina: Vários blogs e pessoas nos disseram que teríamos que levar um monte de coisas no carro. Então nós entramos em contato com o departamento de trânsito da Argentina e também com o consulado Argentino no Brasil que fica em Florianópolis. Segundo eles, os itens obrigatórios são: - 01 Extintor de incêndio (exceto em motos); - 02 triângulos de segurança; - Além dos demais exigidos no Brasil (pneu estepe, chave de rodas e macaco). E tem também os itens recomendados: (notem que são recomendados, não obrigatórios) - Kit de primeiros socorros; Portanto, não é obrigatório levar o tal do "cambão", que muitos blogs informam ser obrigatórios. No Chile: Considerar todos os itens obrigatórios citados acima. E no Chile todos os motoristas são obrigados a ter no carro um "colete refletivo". Caso o motorista precise sair do carro para alguma manutenção ou emergência ele precisa estar vestindo o colete. Isso é LEI NACIONAL. Na dúvida leve um colete também. Observação: Na Argentina fomos parados diversas vezes pela polícia. Em quase todas as cidades que passamos ao longo do caminho a polícia nos parava para solicitar algum documento. Algumas vezes eles pediam os documentos de identidade e do carro. Em outras eles faziam o teste de bafômetro. Mas em nenhum momento a polícia precisou revistar o nosso carro. No Chile não fomos abordados. Aduana Brasil x Argentina: Muito tranquilo. O atendente solicita os documentos do carro e identidades. Preenche um formulário no computador. Por último entrega um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Argentina x Chile. Não tem custo. Aduana Argentina x Chile: chato/demorado (pode ter fila e os atendentes são malas) A Aduana que nós passamos foi no Paso Jama. Tem 06 guichês. É necessário preencher um formulário em espanhol. Nesse formulário tem uma parte que fala se você está levando algum alimento que é "proibido". Após passar em todos os guichês eles entregam um recibo (parecido com um cupom fiscal de mercado). Este recibo precisa ser bem guardado, pois ele será útil na Aduana Chile x Argentina. Comidas não podem passar. Exemplo: frutas, verduras, carnes, lanches, etc. Tudo que é animal ou vegetal fica na Aduana. Alimentos processados passam. Alegação deles é que pode haver alimentos contaminados ou pragas. Se no formulário estiver a opção NÃO, mas na hora de revistarem o carro eles encontrarem alguma coisa, você leva uma multa. Após sair dos guichês vem um fiscal da vigilância sanitária e inspeciona o carro. Só depois de inspecionar o carro você está livre para seguir viagem. Não tem custo. *Na volta pra casa é necessário fazer tudo de novo, porém a vigilância sanitária não revistou o carro dessa vez. Espero que tenham gostado dessa primeira parte. Se tiverem algum comentário ou dúvidas por favor nos retorne. Um abraço.
  4. Olá pessoal, após a leitura de muitos relatos de viajantes que foram ao Peru de carro ou moto e não tiveram maiores problemas, decidimos encarar uma viagem de carro até lá. Foram alguns meses de preparativos até a definição do roteiro final (que alteramos pouca coisa no decorrer da viagem), no qual pretendíamos visitar os principais pontos turísticos acessíveis com o nosso veículo, procurando realizar uma viagem econômica mas sem passar apertos. Decidimos ir pelo norte da Argentina e norte do Chile, assim passamos novamente por locais já visitados na viagem que fizemos em 2012 ao Atacama http://www.mochileiros.com/atacama-de-carro-video-com-a-filmagem-completa-da-estrada-pelo-paso-de-jama-t75603.html. Dentre os principais objetivos da viagem estavam: Salta, Tilcara, San Pedro de Atacama, Antofagasta, Iquique, Arequipa, Nasca, Lima, Cusco, Machu Picchu e Puno. Irei fazer um relato para cada dia da viagem, com fotos e gastos com hotéis e combustíveis. Filmei toda a viagem com uma câmera no parabrisa do carro, pretendo colocar em cada relato um video com o trecho percorrido. Nesse primeiro post vou colocar o mapa do trajeto percorrido, os documentos que levamos para cada país e algumas dicas. A planilha de gastos está disponível para baixar como anexo Documentos necessários: Argentina: Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro Carta Verde Chile - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes e seguro SOAPEX Peru - Passaporte ou RG, Carteira de motorista, CRLV do veículo em nome de algum dos viajantes, Seguro SOAT Dica: Não é obrigatório, mas recomendo levar a Carteira Internacional de Motorista (PID). Os policiais olham e já percebem que você está mais preparado. Recomendo levar também o passaporte, agiliza os trâmites na fronteira. Levamos também o manual do carro com o carimbo da última revisão para comprovar que revisamos antes da viagem e o CRLV do ano anterior para as abordagens policiais. Assim quando éramos parados entregávamos a PID e CRLV do ano anterior e deixamos o CRLV atual e a carteira de motorista guardadas para mostrar somente nas aduanas. Além dos documentos, levamos os seguintes equipamentos para o veículo: 2º triângulo, cambão e um kit de primeiros socorros. Nenhum desses itens foram solicitados (nessa e nas outras duas viagens que fizemos pela Argentina e Chile), mas como já tínhamos, levamos assim mesmo. Antes da viagem fizemos uma boa revisão no carro, trocamos o óleo, filtro de gasolina, óleo, ar condicionado, fizemos geometria, balanceamento e alinhamento das rodas e pedimos para dar uma olhada geral na suspensão e freios. Também compramos duas lâmpadas reservas para o farol baixo, já que é obrigatório circular com elas ligadas mesmo de dia nas estradas. O seguro Carta Verde adquirimos pela nossa seguradora, Porto Seguros sem custo adicional. Foi solicitado logo na entreda da Argentina, é possível fazer nas cidades fronteiriças também. Já o seguro SOAPEX para o Chile, emitimos online pelo site: http://www.magallanes.cl/magallaneswebneo/index.aspx?channel=8212 e o pagamento pode ser feito pelo Paypal e você escolhe o período de vigência. O seguro SOAT, obrigatório para o Peru, fizemos em Tacna (La Positiva no endereço Calle Apurímac 201 - 209), mas é possível fazer logo após a aduana de Santa Rosa, que faz fronteira com o Chile. Duzentos metros depois da aduana a direita há uma placa indicando o local onde é vendido o seguro. Por 30 dias pagamos o equivalente a 40 soles. É fundamental fazer esse seguro para não ter problemas nas estradas peruanas. No decorrer dos relatos vamos contando sobre as abordagens dos policiais nas estradas do Peru. O seguro do nosso carro só tem extensão de perímetro para os países do Mercosul e Chile, não conseguimos fazer a cobertura para o Peru, acabamos indo sem. Com relação ao dinheiro, preferimos levar dólares para trocar no Chile e Peru. Para a Argentina, levamos reais e fizemos o cambio na fronteira, a cotação estava AR$ 1,00 = R$ 0,27 ao passo que em Tilcara estava AR$ 1,00 = R$ 0,53. O ideal é trocar todo o dinheiro a ser usado na Argentina logo na fronteira. Para o Chile e o Peru íamos trocando conforme a necessidade. O real tem uma boa cotação am Arequipa, Lima, Cusco e Puno, nos demais locais a cotação estava péssima. Pagamos os hotéis em dólares e fazíamos as reservas pelo Booking durante o decorrer da viagem. No Chile e Peru ao efetuar o pagamento em dólares não é necessário pagar o imposto local os viajantes que ficam menos de 60 dias no país. Na Argentina, estava compensando pagar em pesos, por que na conversão ficava mais barato o hotel. Todos os hotéis que ficamos possuem estacionamento e no decorrer dos relatos vamos colocando o nome, localização e preço na data que ficamos. A viagem durou cerca de 30 dias e percorremos em torno de 11500km. Optamos por ir e voltar pelo Atacama e norte da Argentina por ser um trajeto conhecido e relativamente tranquilo, mas é cansativo ir e voltar pelo mesmo caminho. Segue abaixo os mapas com o trajeto da ida e da volta. Indice de postagens: Dia 01 - 25/12/2015 - Mais dicas importantes e primeiro dia da viagem Dia 02 - 26/12/2015 - De Curitiba a San ignacio[AR] Dia 03 - 27/12/2015 - De San ignacio a Salta Dia 04 - 28/12/2015 - De Salta a Tilcara Dia 05 - 29/12/2015 - De Tilcara[AR] a San Pedro de Atacama[CH] Como chegar ao posto Copec em San Pedro Dia 06 - 30/12/2015 - Passeios em San Pedro de Atacama Dia 07 - 31/12/2015 - Passeio nas Lagunas Antiplánicas Dia 08 - 01/01/2016 - De San Pedro de Atacama a Antofagasta Dia 09 - 02/01/2016 - De Antofagasta a Iquique Dia 10 - 03/01/2016 - De Iquique[CH] a Tacna[PE] Dia 11 - 04/01/2016 - De Tacna a Arequipa Dia 12 - 05/01/2016 - Passeios em Arequipa Dia 13 - 06/01/2016 - De Arequipa a Nasca Dia 14 - 07/01/2016 - De Nasca a Lima Dias 15,16 e 17 - 08-09-10/01/2016 - Passeios em Lima Dia 18 - 11/01/2016 - De Lima a Nasca Dia 19 - 12/01/2016 - De Nasca a Abancay Dia 20 - 13/01/2016 - De Abancay a Cusco Dia 21 - 14/01/2016 - Passeios em Cusco Dia 22 - 15/01/2016 - De Cusco a Ollantaytambo - Vale Sagrado Dia 23 - 16/01/2016 - Machu Picchu Dia 24 - 17/01/2016 - De Ollantaytambo a Puno Dia 25 - 18/01/2016 - Passeio as Ilhas de Uros e viagem de Puno a Tacna Dia 26 - 19/01/2016 - De Tacna[Peru] a Calama[Chile] Dia 27 - 20/01/2016 - De Calama[Chile] a General Guemes[Argentina] Dia 28 - 21/01/2016 - De General Guemes a Corrientes Dia 29 - 22/01/2016 - De Corrientes a Foz do Iguaçu Dia 30 - 23/01/2016 - Ida ao Paraguai e viagem de Foz do Iguaçu a Curitiba Trajeto da ida Trajeto da volta Vídeos das estradas percorridas na viagem, 12000km de filmagens: https://www.youtube.com/watch?v=YONvHjLMuvo https://www.youtube.com/watch?v=AQd5D_jPLTI https://www.youtube.com/watch?v=2_Rhrro_UxA https://www.youtube.com/watch?v=VyrmKHBqEyM https://www.youtube.com/watch?v=msWEf08eEK8 https://www.youtube.com/watch?v=SXT08k1E1MQ https://www.youtube.com/watch?v=Rr_F5LcxRuI https://www.youtube.com/watch?v=Bjxx2GfF4rw https://www.youtube.com/watch?v=_wt0e_PNv6g https://www.youtube.com/watch?v=sBM6Wdcmcr4 https://www.youtube.com/watch?v=O4e877RVuq8 https://www.youtube.com/watch?v=k969QIa3xTM https://www.youtube.com/watch?v=Th_ike28o7Q https://www.youtube.com/watch?v=AtL-UCZhvO8 https://www.youtube.com/watch?v=N1SJV43F1v0 https://www.youtube.com/watch?v=XQMlBuwxplw despesas.xls
  5. Boa tarde, pessoal! Segue adiante o meu relato de uma viagem de carro para o Deserto do Atacama, que durou 17 dias. Na minha programação, contei com muita ajuda aqui do pessoal do Mochileiros.com. Sendo assim, agora é hora de retribuir! Se você está planejando uma viagem parecida, ou se a mesma já está marcada, e quer contar com algum tipo de ajuda, pergunte por aqui. Um abração!!!
  6. Olá pessoal! Seguindo a tradição de sempre devolver um pouco que esse fórum lindo ajuda a gente nos nossos roteiros, aqui vai a nossa mochila(dinha) de 15 dias desse ano. Regina (minha namorada) e eu tivemos de férias, juntos, os dias 15-07 a 30-07. ------------- Caso queiram complementar esse roteiro, vejam o dela nesse link, como ela fala em valores, eu vou focar em outros aspectos, bele? -------------- Decidindo aproveitar o máximo, fizemos um roteiro que passamos pelas seguintes cidades: San Pedro de Atacama (3 dias) Uyuni (apenas passagem) Potosí (2 dias) Uyuni (1 dia) Oruro (apenas passagem) Patacamaya (apenas passagem) Sajama (5 dias) Arica (1 dia) Foi mais ou menos assim: [aereo] São Paulo - Santiago (15/07) Saímos daqui de São Paulo de noite, pra pegar aquela maratona de aéreos na madrugada. Nosso voô saiu à meia noite com destino a Santiago e a expectativa era ficar 1 ou 2 horinhas no aeroporto no Chile e já pegar o seguinte pra Calama. [aereo] Santiago - Calama (15/07) Nunca tínhamos pego vôos assim, foi bem cansativo. Além disso, esquecemos de pensar no fuso horário que adicionou uma hora a mais na brincadeira. Mas aguentamos firme, nos ferramos nas comidas de aeroporto que são uns 30% mais caras, mas enfim chegamos em Calama. Calama (15/07) Chegamos em Calama de manhãzinha, lá pelas 7h. Uma das vantagens de viajar nesses horários malucos é pegar o nascer do sol no avião🤩 Vista do avião logo quando chegávamos em Calama [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07) Chegamos em Calama exaustos. Não conseguimos pensar me muita coisa além de ir no banheiro e buscar um transfer pra San Pedro. Na saída do aeroporto tem vários e, até onde saiba, todos confiáveis saindo a cada 15-20min. [transfer] Calama - San Pedro de Atacama (15/07) O transfer dura mais ou menos 1h (100km) numa estrada lindássa que já da pra ter uma ideia do que se vai encontrar pela frente. Obviamente dormimos metade, mas a outra metade apreciamos o rolê rs San Pedro de Atacama (15/07 a 18/07, 3 dias) Dia 1 (15/07) Chegando em San Pedro, pedimos para o motorista nos deixar no Ayllu de Larache. Tínhamos reservado no Airbnb do Jorge, que a indicação era nesse local. Aparentemente era um local facilimo de chegar, seguindo a calle Tocopilla um pouco depois de sair do centro do povoado. Tivemos uma pequena dor de cabeça pra encontrar um lugar que era mais fácil do que parecia. Andamos, andamos, andamos, andamos... Pensamos que Ayllu de Larache era uma espécie de rua ou viela que chegávamos da carretera; TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO Ayllu é como eles chamam os pueblos que foram a cidade de San Pedro (tem o Ayllu de Larache, tem o Ayllu de Quitor, o Ayllu de Sequitor, etc. etc.). Resumindo: era só a gente ter saído da carretera que estávamos na frente da pousada deles. 😑😑😑 Chegando finalmente lá, fomos recebidos pelo Jorge, é um cara muito simpático. Ele e o pai dele, o Don Antonio, construíram as cabanas e administram o lugar. Quando chegamos nosso quarto ainda não tava liberado. Eles nos receberam na propria casa deles, fizeram café/chá e assistimos a final da copa. Quando nosso quarto foi liberado fomos descarregar as coisas, tomar um banho e descansar um pouco. O banheiro é fora do quarto, mas super limpo, grande e confortável; água SUPER quente, o que conta bastante quando se vai tomar banho no fim da tarde (lá faz muito frio tarda pra noite). Nosso humilde jardim de frente na pousada do Jorge ❤️ Mais a noite com as bateria carregadas, fomos pra cidade pra jantar e olhar preços de passeios. O Jorge sempre que está livre, se oferece pra dar caronas pra cidade no carro dele; mas é super perto, da uns 10-15min a pé, e mesmo a noite (apesar de escuro e precisar de uma lanterna) é bem tranquilo o caminho. Como boa parte do dia as pessoas estão fazendo os roteiros, a cidade começa a funcionar mesmo no meio da tarde e todas as agencias ficam abertas até umas 20h. Depois de almoçar e fazer cambio na calle Caraoles (ali tem uma loja atrás da outra pra comparar a cotação), começamos a pesquisar preços de passeios. Fechamos com umas brasileiras no Janaj Pacha o roteiro das Lagunas Altiplanicas e o passeio Astronomico para o dia seguinte. Dia 2 (16/07) No dia seguinte acordamos cedinho e saímos às 6 da matina pra nos arruar pro roteiro que tínhamos programado. Eles saem cedinho pra aproveitar bastante a manhã. O roteiro, além das Lagunas Aliplanicas, ainda passaríamos no Chaxa (aquele dos flamingos!) e nos povoados de Socaire e Toconao. Acho que de todos os rolês, é o que passa por mais lugares. Nossa van chegou britanicamente no horário e, como descobrimos ao longo do caminho, o motorista era competentíssimo e nos fez chegar em todas as atrações antes de um grande volume de turistas/vans se acumularem; ponto de ouro nesses rolês! Pegamos quase todas as atrações vazias e com pouquíssimas pessoas. Apenas uma coisa: podemos até postar várias fotos aqui e vocês podem ver tantas outras: mas na real o bagulho é muito mais doido. Foto raramente da pra se ter escala das coisas, e no Atacama tudo é monumental, principalmente as Lagunas! Vista das Lagunas (não lembro se essa era a Miscanti ou a Miñiques rs) Ah bom lembrar : as Lagunas ficam em local que bate 4.000m+ de altitude, então leve suas ojas de coca. Nesse rolê eu já descobri que meu organismo não se da muito bem quando passa dos 3.500m e comecei a experimentar dores de cabeça bem desagradáveis, principalmente depois da descida. A partir daqui, meu amigo de todos os dias (e noites!) foi uma boa cartela de paracetamol. Na volta nos deixaram na cidade lá pelas 13h. Almoçamos nos famosos trailers do centro da ciadade, melhor local pra conseguir uma comida simples e relativamente barata por San Pedro (infelizmente se gasta muito com comida). Daí passeamos um pouco pelo centro, mas logo voltamos pras cabanas porque minha dor de cabeça estava insuportável. Voltando, o Jorge nos indicou um mercadinho nas cercanias, onde fomos várias vezes fazer compras e economizamos MUITO. No nosso quarto ainda tinha uma mini-cozinha, então pudemos variar entre lanches e umas comidinhas rápidas. Recomendamos! Mais a noite, voltamos pro centro da cidade pra jantar e fechamos o roteiro astronômico com o proprio Janaj Pacha; importante ressaltar que, apesar de termos fechado com eles, por ser um roteiro bastante específico, eles repassam pra outra pessoa Comemos uma pizza de palta/abacate com palmito e azeitonas + cerveja cusqueña no Pachacutec, recomendamos! Dia 3 (17/07) No dia seguinte acordamos bem devagar, sem olhar no relógio e sem despertador. Passamos pela manhã novamente no mercado pra estocar água e comprar mais coisinhas pra viagem. Info importante pra quem quer ir à Uyuni sem ser pelo Salar: Também aproveitamos esse dia pra irmos até o centro novamente pra comprar a passagem de ônibus até Uyuni na Rodoviária.Existem três empresas que fazem o trajeto, mas apenas uma sai de San Pedro de Atacama: a Cruz del Norte, com saídas diárias às 3AM. As outras duas (Atacama 2000 e outra que não me lembro o nome) vendem em San Pedro mas só saem de Calama com saídas diárias às 5 e 6 da manhã, fazendo com que a pessoa vá pra lá um dia antes e pernoite por lá, já que o primeiro busão pra Calama é muito tarde pra conseguir pegar esse vai até Uyuni. Na dúvida, se forem fazer esse trajeto, vão de Cruz del Norte que é bem mais cômodo! De noite fomos para o roteiro Astronômico. Combinamos com as meninas do Janaj Pacha de nos encontrar umas 20:30 pra que elas nos apresentasse a galera que nos levaria. Como tínhamos jantado em caso nesse dia, buscamos um lugar pra tomar um café; mas um café CAFÉ. Toda pessoa que toma café diariamente tem um baque em San Pedro, porque lá eles só servem café instantaneo. Nossa busca nessa noite foi por isso! rs Único lugar que encontramos um foi no Barros Cafe e, olha, recomendamos! O roteiro em si foi ótimo e também recomendamos! Eles nos levam pra uma casa num local afastado da cidade onde estudantes de astronomia fazem essa atividade. Consiste basicamente em aprender a ler o céu estrelado (que em Atacama é BEM visível) e depois focalizar em estrelas, nebulosas, e planetas. Pra quem gosta, é prato cheio! [busão] Uyuni - Potosí (18/07) Jorge novamente foi MUITO solícito e nos ajudou a chegar ao centro da cidade às 3 da madrugada. Não pediu nada em troca da carona, mas fizemos questão de pagá-lo. Chegando lá tinham várias pessoas esperando (cerca de 10-15); o ônibus foi quase cheio. Seu caminho também passa por Calama, fazendo uma pausa longa pra encher o ônibus. A viagem em si é linda e sugiro que façam nesse horário, pois aproveitam a estrada do amanhecer até a tarde, vendo todas as mudanças de vegetação! É lindão! Você acaba nem percebendo as 10 horas de viagem rs Vista da parada na migra -- que frio!! [busão] Uyuni - Potosí (18/07) Chegando a Uyuni, como tínhamos desistido da ideia de ir ao Salar por que$$tões de ordem financeira, usamos a passagem só como pulo pra conhecer Potosí, um sonho antigo de historiador (o/). Chegando por lá, também não tinhamos boletos, mas não foi difícil de conseguir. Tem várias companhias que fazem a cada 15-30 min o caminho pra Potosí. Foram mais 4 horas de viagem, chegando já num limite de corpo/mente hehe Potosí (18/07 - 20/07, 2 dias) Dia 1 (18/07) Chegamos no fim da tarde em Potosí. Alugamos o apartamento do Luís/Anita inteiro pelo Airbnb bem no centro, local perfeito. Mas melhor que a localização é o próprio apê: é um sobradinho antigo, onde eles moram na parte de cima e o apartamento dos fundos fica independente. Tem sala, cozinha equipada, banheir(ão!) e uma cama confortabilisisma. Depois de uma viagem laaaaaaaaarga como fizemos, foi um porto seguro chegar no apartamento deles! No dia saímos só pra jantar e dar uma breve reconhecida no quarteirão. Como estava tarde, não queríamos arriscar, mas pareceu bem tranquilo à noite. Além disso, Potosí fica a quase 4.100m acima do nível do mar, uma das cidades mais altas do mundo. Tive já na chegada problemas com a altitude e não tinha como ficar arriscando. O destino depois do jantar foi paracetamol, chá de coca e cobertor! Nossa peatonal charmosa na noite que chegamos, linda demais! Dia 2 (19/07) Não tínhamos muitos planos pra Potosí. Sabia só que não queria fazer o tour antropologico de conhecer as minas (ainda em funcionamento) nem a praça onde os mineiros vão pra trocar cigarro. Mas Potosí é uma cidade colonial. E o que cidades coloniais tem de melhor? I-gre-jas! Primeiro fomos na base de turismo, que já fica numa antiga Torre de la Compañia de Jesus que os jesuítas construíram no séc. XVIII. Ali você pode já ver suas primeiras vistas panorâmicas da cidade, do alto da torre. Depois rumamos pro Convento de la Iglesia de San Francisco, onde você pode visitar os quartos dos antigos padres residentes, mas o prato principal é o mirador e as criptas! O mirador foi o melhor que visitamos, pois se pode percorrer por uma boa parte do telhado (e se não se segurar bem, o vento te leva!). Vista do mirador da iglesia de San Francisco -- quem aí conhecia a versão Assassins' Creed Bolívia? A parte chata de Potosí, pelo menos pra mim? Dei game over no primeiro rolê. Dor de cabeça constante, não aguentei a altitude de lá. Fomos de lá direto pro apê e recolhemos os hominhos do campo. Sorte que uma baita chuva armou e, de fato, não íamos conseguir aproveitar muito mais. Nisso, valeu muito a pena mais uma vez a escolha do apê do Luís e da Anita! Dia 2 (20/07) No segundo e último dia em Potosí, tínhamos três missões: conhecer mais alguma igreja, trocar dinheiro e voltar a tempo do almoço para partirmos pra Uyuni novamente. Primeiro fomos na Iglesia Catedral que fica bem no centro do centro da cidade. É lindíssima e também possui um mirador do alto de uma das torres. Como Potosí é uma cidade bem alta e o centro não tem quase predio, os mirantes são sempre passeios bem legais rs Mais um mirador pra conta, mais uma vista linda! Agora a missão trocar dinheiro: onde? Nos indicaram a Casa Fernandes, tradicional e segura, mas não vimos nenhum dos dias aberta. Daí indicaram o mercado em uma galeria perto do mercado municipal, que fica em uma praça na parte de trás da calle Junin. É uma galeria bem simples com boxes pequenos e, pelo que entendemos, todas fazem cambio! Missões cumpridas, voltamos pro apê pra almoçar e pegar nossas coisas e ir de volta pra Rodoviaria. [busão] Potosí - Uyuni (20/07) No caminho de volta, nenhuma surpresa. Vários ônibus diários de Potosí a Uyuni e super fácil de comprar. Chegando uma hora antes, é suficiente. Dica: Todos os terminais da Bolívia cobram taxa de embarque separadamente da passagem (alguém sobre no ônibus antes dele sair e vai cobrando). É coisa pouca, 1bob, mas é bom guardar moedas pra isso! Nós não guardamos e passamos vergonha haha Uyuni (20/07 a 21/07, 1 dia) Chegando a Uyuni já no fim da tarde, fomos pro nosso hostel. Alugamos um quarto privativo no Hostal Oro Blanco (https://www.hostaloroblancouyuni.com/). A cidade é bem pequena, e a área turística, então, ocupa uma dúzia de quarteirões no máximo. A cidade em si só existe como dormitório e suporte para os turistas que vão ao Salar. Como nossa intenção principal era chegar no parque Sajama, apenas dormimos no hostel para pegarmos o trem no dia seguinte a Oruro. E realmente, meio dia foi mais que suficiente pra uma cidade que não tem absolutamente nada haha Único destaque, caso passem por aqui, é o restaurante Pachamama. Ele fica logo virando a esquina à direita na peatonal em sentido contrário à estação ferrocarril. É um restaurante muito simples, que só uma vozinha boliviana atende; tenha paciência, pois ela anota os pedidos e faz a comida (e quando dizemos faz, ela FAZ, do começo ao fim). Muita gente entrou e saiu nervosa porque não foi atendido; nós não tínhamos pressa e fomos recompensados com a melhor comida de vó ❤️ Além de comida de vó, tem chazinho de coca vó! Aquece o coração ❤️ [trem] Uyuni - Oruro (21/07) Pegamos o trem noturno. Coloco aqui dia 21 pois compramos o da meia noite. São algo como 4 saídas semanais a Oruro, por duas companhias diferentes. Dica: O valor é muito barato, portanto, não economizem se forem no inverno e no noturno. A classe econômica é um FRIO da porra! Ainda mais o dia que fomos, que nevou. Aí já viu, viramos pinguim no trem haha [van] Oruro - Patacamaya (22/07) Aqui começou a parte incerta do roteiro. De Oruro até Sajama tínhamos apenas indícios de como chegar. Mas no fim é bem simples! Primeiro que a estação de trem não é próxima a de ônibus. Não parece ser tão distante, também, mas no horário que chegamos (7h) o ideal era pegar um táxi. Já no táxi perguntamos como faríamos para chegar até Patacamaya, o ponto médio até Sajama. Na rodoviária o taxista gentilmente nos deixou perto das vans e nos apontou quais pegar. Aparentemente as vans saem com bastante recorrência; chegamos lá e tinha uma pronta pra sair. Esperamos algo como 15-20 min para encher o carro e partimos. A viagem durou cerca de 1h30, no máximo, num caminho bastante tranquilo. [van] Patacamaya - Sajama (22/07) Chegamos a Patacamaya estourando 9 da manhã. Sabíamos, segundo relatos, que uma van saía daqui às 13h. Chegando lá, uma confusão do cacete na rua que servia como terminal de ônibus, vans, mercado e tudo mais (além da lama da neve que tinha caído e tava secando rs), fomos procurar onde saía a tal da van pra Sajama. “Ahí!”, “Allá”, “Más adelante!”, “En frente del mercadito”... nossa referencia era que as vans saíam em frente ao “Restaurante Capitol”; não encontramos o tal restaurante, mas encontramos as vans. Haha Não sei se a quantidade de vans e horários aumentaram, mas quando chegamos já estavam enchendo uma pra partir. Estávamos em dois (Regina e eu) e mais três franceses. Esperamos algo como 30-45 min ali; como não vinha ninguém, o cara da van decidiu partir com 5 mesmo e bem mais cedo que o esperado, às 10h. Dois parêntesis aqui: Tudo na nossa viagem deu certo, tudo. Mas conversando com os franceses, vimos que tivemos foi sorte e estávamos certos em esperar algum contratempo. Eles tiveram. Vieram de Oruro a Patacamaya um dia antes que nós, mas ficaram presos na cidade por conta da nevasca que fez as estradas até a divisa com o Chile fechar. A Regina foi até o banheiro em Patacamaya. Era um dos “baños publicos”, porém dentro da casa de uma pessoa. Ela entrou, a porta trancou e quando foi sair a pessoa estava longe e ela ficou um bom tempo pra conseguir sair; se forem aproveitar a parada pra ir no banheiro, vão em dois rs Chegamos a Sajama depois de umas 3 horas de viagem e, quanto mais avançávamos na estrada mais neve víamos. Parece que a nevasca tinha sido das brabas mesmo; sorte pra nós! Essa era nossa visão na estrada. Achávamos que tínhamos nos ferrado... ...masss nossa sinhora da boa viage ajuda bastante nois, e deu um céu bonito, neve e muitas lhaminhas num cenário pra lá de bucólico! Sajama (22/07 a 27/07, 5 dias) Chegamos exaustos de 7h de viagem de trem + 5 de van, sem contar as paradas. Então a única coisa que queríamos era chegar no hostel. Ficamos no Hostal Osasis (http://hostal-oasis.com/) que fica bem na entrada da cidade. Vista da praça central e igreja ❤️ Sobre hospedagem, importante abrir pequeno-grande um parêntesis: Sajama é uma vila indígena aymara que vive basicamente do turismo de montanhismo de gringos e galera, igual a gente, que quer conhecer um local diferente e ficar entocado na montanha. Apesar das atrações ser bem parecidas às do Atacama (contando com geisers, lagunas altiplanicas, etc., etc., apesar de proporções modestas) é um local bem menos badalado. Quando saímos para a viagem, gostamos de deixar tudo certinho, principalmente as reservas pra não termos surpresa. Os dois únicos hostals que tem site em Sajama são: Oasis e Sajama. Entretanto, cada uma das famílias da cidade tem seu próprio alojamento, muitos inclusive sem nenhuma propaganda, já que o acesso a internet já é bem limitado. Então, podem ir sem medo de não ter reserva, pois além de contribuírem com a uma maior rotatividade da economia local, vocês podem ajudar essas famílias que acabam perdendo clientes pros dois maiores hotéis da vila. Caso ainda sim queiram ir com a estadia garantida e agendada, vou deixar aqui o contato de whatsapp da Reina: +591 74840766. Nós conhecemos por meio da sua mãe, que tem tienda America em uma das praças da cidade. A hospedagem dela é um pouco mais pra dentro na cidade, cabaninhas muito simpáticas e recém-construídas, além de terem um preço mais em conta. Um alerta: se vocês, assim como eu, tiveram problemas de adaptação com a altitude, peguem leve em Sajama! Aqui é ainda mais alto que Potosí, já que a região fica a 4.200+ de altitude. Isso influenciou bastante no nosso ritmo e foi muito bom termos ficado bastante tempo! Quase todos os passeios são longe, não existe um complexo de transporte e roteiros turísticos aqui. A prática é você fechar com moradores que tem carro, e eles em geral apenas levam; dificilmente ficam com você para trazer de volta. Levando em conta que boa parte das atrações ficam a, pelo menos, 6-8km de distância, precisa-se estar bem adaptado à altitude e com bastante preparo! Nossos passeios fora basicamente dois nesses dias: Mirador de Sajama, que fica bem próximo à vila. Por um sendero que começa por uma das ruas do povoado, você segue em direção ao monte mais próximo. É bem fácil de encontrar, apesar de tudo estar bem nevado e ter sido difícil de encontrar o caminho. Pelo mesmo motivo, foi difícil chegar ao topo (além da falta de ar haha ), mas conseguimos ir até a metade do caminho e valeu super a pena! Com o local mais seco, tenho certeza que vocês vão conseguir ir até o topo, não é muito íngreme e até a Regina que tem problemas de joelho foi traquilamente. Mirador a meia altura! Laguna Huañacota, que fica a mais ou menos uns 9km do povoado. Como dissemos, é possível ir de carro e voltar a pé, é o que geralmente as pessoas fazem. No nosso caso, fizemos os mais de 18km de ida-volta à pé, beeem devagar. Foi cansativo mas valeu a pena, tendo inclusive uma companheira por boa parte do caminho, uma perrita chamada Luna que foi nos mordendo o calcanhar até a laguna! rs No mesmo caminho dessa laguna existe algumas termais; a principal fica entrando por uma bifurcação da estrada principal, mais ou menos ha uns 2-3km da cidade. Acabamos não indo, mas vale a pena! Panorâmica da Laguna Huñacota (Luna pode ser vista pro canto direito da foto haha) Os dois passeios são coisa pra metade de um dia; mesmo a laguna e seus muitos km a ser percorridos podem ser feitos em 6 horas tranquilamente. Caso pensem em passar nas termais, saiam mais cedo que conseguem fazer tudo em 8-10h tranquilo. Apesar de ainda existirem outras muitas atrações (pelo menos mais uma laguna e geiseres, além de pueblos próximos) acabamos por optar por descansar e viver um pouco o vilarejo. O esquema é muito familiar e não existem restaurantes; para você almoçar ou jantar, precisa falar em alguma das tiendas com as cholas e marcar um horário que passarão para comer. Fazendo isso em um lugar a cada dia, você conhece diversas famílias e conversa com muitas pessoas. Com isso aprendemos muito sobre o funcionamento da cidade. É literalmente uma comunidade indígena que se urbanizou e semi-modernizou; aqui, todos tem responsabilidade para com o bem público. Todos os meses, no dia 28, as pessoas da cidade se reúnem pra conversar sobre o que tem acontecido, os problemas e as soluções, construções que precisam ser feitas, etc. Também são os proprios moradores que fazem a limpeza das ruas e, pelo que nos foi dito, fazem uma coleta seletiva e o que podem vendem/reciclam em La Paz. Fiz questão de tirar foto da placa de uma das pontes da cidade, por constar essa parada do trabalho popular. O parque, como sabem, tem uma entrada que custa 100bobs por pessoa; infelizmente, pelo que nos foi dito, esse dinheiro não é revertido para a comunidade, apesar do governo entrar com uma parte das obras estruturais, mas ao que parece boa parte é feita pelos próprios moradores. Acho que conhecer mais sobre o pueblo e seus moradores, pra mim, foi um dos pontos altos do rolê e valeu mais que qualquer laguna, geiser ou mirador. Se forem até lá, façam isso! Vista da Tienda America, lugar onde almoçamos algumas boas vezes com a dueña Benigna e conhecemos bastante da cidade. [van] Sajama - Tambo Quemado e [busão] Tambo Quemado - Arica (28/07) Essa foi uma das dificuldades que encontramos, principalmente de encontrar relatos precisos sobre como chegar no Chile a partir de Sajama. Como o lugar é um pueblo e não tem rodoviária nem serviço de transporte que não seja até Patacamaya, o caminho mais fácil e lógico é o de Oruro-La Paz. Se o roteiro de vocês for esse, vão sem medo. Se tiverem como objetivo chegar em Arica, vocês precisam conseguir uma van até Tambo Quemado, que é uma parada de caminhões próxima à divisa Bolivia-Chile. Logo que chegarem na cidade, conversem com alguém da trans-sajama. Demos sorte de conhecer o David, um senhor muito gentil que, por coincidência, iria à Tambo no dia que partiríamos (calhou de ser o dia que tem uma feira de artesanato que eles vão rs). De qualquer forma, não é nada difícil de conseguir uma carona até lá. É preciso chegar cedinho, lá pelas 8h, pois o primeiro busão de La Paz pro Chile começa a passar por ali la pelas 9h30-10h. Pelo que nos disseram são um total de 5 ônibus e, com certeza, um deles vai ter lugar. No nosso caso, o primeiro que passou já tinha exatamente dois lugares vagos e fomos nele mesmo! Por ser internacional, eles aceitam tanto bolivianos quando pesos chilenos; pagamos 100 bolivianos por passagem, se não me engano. Mas é basicamente isso; sem muitos problemas conseguimos chegar no Chile. Ah, importante! 🧐 na fronteira nos pediram a carteirinha de vacinação internacional de febre amarela; não esqueçam de levar! A viagem dura umas 5h e, logo no começo, passa-se pelo parque Lauca (parque irmão do Sajama do lado Chileno); se tiverem o interesse, vale descer e conhecer e depois pegar outro ônibus, apesar de ser um rolê caro, visto que se paga o preço cheio da viagem duas vezes. Pela janela já é uma ótima visão! ❤️ Vista da janela do busão do Parque Lauca ❤️ Enfim, a viagem envolve a descida dos Andes de 4.200m até o nível do mar. Pode se preparar pra bastante sono e vertigem; mas é lindo também e foto nenhuma consegue captar o que se vê com os olhos ali, sem dúvida algo que vale a pena ser feito! Arica (28/07 a 29/07, 1 dia) Chegamos em Arica no meio da tarde. A cidade costaneira do lado do Pacífico fica muito, mas MUITO próxima do Peru. Já no terminal é possível ver ônibus que partem para Tacna, que fica algo como 50km de Arica. Infelizmente não tínhamos tempo, mas nossos planos era ter subido até Cusco, passando por Arequipa, como muitas pessoas fazem. Saímos da rodoviária e estranhamos o asfalto e o trânsito, depois de tanto tempo em Sajama. Ficamos no aribnb do Sebástian e Ricardo, que fica bem pertinho da praia. Coisas que aderimos à dieta quando voltamos: pão com palta (abacate) Arica foi apenas um local pra que a gente voltasse pro Brasil, então nem pensamos muito onde ir ou o que aproveitar. Chegamos de Sajama e só pensamos em cair na cama e dormir. No dia seguinte, arrumamos nossa mala e deixamos tudo pronto pra sairmos à noitinha. Saímos pra explorar a cidade. Arica é uma cidade bem pequena e, ficando onde ficamos, da pra ir e voltar a pé ao centrinho que tem a maior parte das atrações. Dia nublado e na praia, vendo o Pacífico! No fim da noite, combinamos com Sebastian um Uber que nos levaria ao aeroporto e partimos. [aereo] Arica - Santiago (29/07) e Santiago São - Paulo (30/07) De novo passamos a noite no aereo, dessa vez mais cansados ainda. Mas, apesar de tudo isso, voltamos pro Brasil revigorados!
  7. Cibeli v Massier

    San Pedro de Atacama

    Olá pessoal, Vou passar um breve resumo da viagem à San Pedro de Atacama que eu e minha irmã fizemos em agosto/2017. Compramos voo da Avianca saindo de São Paulo para Santiago e de Santiago à Calama compramos com a Sky Airline, quando compramos as passagens compensou comprar trechos separados, mas deixamos um tempo de mais ou menos 4 horas entres os voos, para não correr o risco de perder a conexão, já que compramos separados. Importante: compramos voos separados e deixamos um intervalo de 4h entre a conexão, foi a sorte, porque além do atraso da Avianca ficamos um bom tempo na fila para fazer a migração, então se for comprar trechos separados, deixe um intervalo de 4h a 5h ou compre a passagem daqui do Brasil até Calama, a Latam faz esse trecho e não precisa se preocupar se perder a conexão. Em Calama tem várias empresas que fazem o transfer para San Pedro do Atacama e todas têm praticamente o mesmo valor $12.000 ida ou $20.000 ida e volta, todos os transfer te deixa na frente do hostel e a viagem dura em média 1h20min. Chegamos em San Pedro de Atacama no dia 19/08 por volta das 22h e como estávamos com fome, fomos ao centro para comer e comprar água, pois como o deserto é muito seco seu corpo pede por água. No centro tem muitas opções de restaurantes, é até difícil de escolher. Nosso hostal ficava umas 8 quadras até a praça principal, mas como SPA é uma cidade tranquila, não tem perigo andar tarde da noite pelas ruas. No dia 20/08 pela manhã voltamos ao centro para pesquisar os passeios. Primeiro fomos na Grado 10 que já tínhamos pesquisado aqui pelo Brasil e gostamos, porque os passeios é feito em um caminhão adaptado (tipo safári) e algumas outras vantagens, porém a atendente nos avisou que o caminhão iria entrar em manutenção no outro dia, então acabou o encanto, mas também não escolhemos eles devido terem apenas 4 passeios e o preço não era atraente, por isso desistimos deles. Passamos em outras agências, algumas os preços eram mais baratos, mas a que mais chamou nossa atenção foi a Agência Flamingo, por vários motivos: 1º Atendimento, quem nos atendeu foi a Sandy, ela foi muito atenciosa e fez um roteiro para nós conforme já havíamos planejado. 2º Eles tem o motorista e o guias, geralmente as outras agência tem apenas o motorista. Nosso guia foi o Leonardo, super atencioso, explicava toda parte de geologia e curiosidade do deserto, ele fala espanhol, mas dá para entender perfeitamente. 3º Café da manhã, escolhemos a agência pelo café da manhã rsrsrsrs, acreditem é muito importante ter um pão baguete e crossaint (amo de paixão o Chile e já fui outras vezes, mas o pãozinho deles é difícil...rsrsrsr). No dia 20/08 no período da tarde fizemos o Valle del Luna, não vou entrar a fundo sobre cada passeio, pois todos tem suas particularidades e beleza, cada um tem uma visão diferentes, eu em particular jamais imaginei que um dia veria tamanha beleza. Por isso é importante o guia, ele nos contava cada detalhe dos lugares. O Por do sol no final desse passeio é deslumbrante. Dia 21/08 fizemos Piedra Rojas, o passeio foi o dia todo, portanto tivemos café da manhã e almoço. No mesmo dia no período da noite fizemos o Tour Astronômico, esse passeio não tenho palavras para descrever o quão maravilhoso foi, nunca imaginei ver o céu como eu vi, era tão estrelado e tão magnifico você poder enxergar tudo aquilo. Dia 22/08 fizemos o famoso Geysers Del Tatio, é impressionante o poder da natureza, de como ela consegue te surpreender, o que impressiona também é o frio, nunca senti tanto frio e olha que estávamos com muita roupa, quando chegamos nos Geysers estava -12° sensação térmica de -30°, só posso dizer que era muitoooo frio, mas não demorou muito para o sol nascer e dai deu uma amenizada e não ficou tão ruim assim, mas sem dúvida a natureza viva e respirando a sua frente compensa todo o frio. No dia 22/08 a tarde fomos relaxar nas Termas de Puritana, esse é outro lugar perfeito, com aquela água quente, cachoeiras e uma vista perfeita. Dia 23/08 fizemos o Salar de Tara, esse é mais um dos lugares que você se sente tão pequeno, pois os lugares são tão grandiosos e tão perfeitos que a gente acaba achando que é uma miragem do deserto. Em SPA tem outros passeios, mas infelizmente não podíamos fazer mais nenhum devido ao tempo que planejamos. Tivemos o prazer de conhecer pessoas do bem e poder compartilhar dos mesmos sonhos e que ficamos amigos. Dicas importantes: Compre roupa segunda pele, ela será praticamente sua 1ª pele…rsrsrsrs Leve touca, luva, cachecol, lenço e uma boa jaqueta que corta o vento. A pele resseca muito, então não adianta manteiga de cacau, leve pomada mesmo, nós levamos Bepantol e outras pomadas, foi o que nos salvou. O nariz arde muito devido o tempo seco, então leve alguma coisa para hidratar. Não tenha frescura com pó, é o que mais tem lá. Beba muita água. Alguns passeios o banheiro é ao natural, então carregue papel para se limpar. Hospedagem - Hostal Sol y Viento - Quarto duplo com banheiro privado. De 19/08 a 23/08 pagamos aproximadamente $130.000 (+ ou – R$ 660,00) Quarto sempre limpo e chuveiro a gás, muito bom. Transfer de Calama SPA Calama – Pampa Agência de Turismo – Flamingo. San Pedro de Atacama foi algo surpreendente e inesperado, tínhamos um pouco de noção de como era, mas as característica dos lugares foi surreal. Vale muito a pena conhecer. Espero ter contribuído um pouquinho. Bjos
  8. Dia 01 – 20 de maio de 2017. Essa viagem foi uma daquelas planejadas por mais de ano. Na verdade, chegamos a comprar passagens pra essa aventura em outubro de 2015, mas por questões de trabalho tivemos que cancelar. Na época ficamos na maior dúvida do que fazer: manter as passagens guardadas ou pegar o dinheiro de volta. Acabamos optando por pegar o dinheiro de volta, pois assim poderíamos fazer uma viagem menor aqui no Brasil mesmo. No início de 2017, os planos dessa viagem foram retomados e aí, meus amigos... Vocês sabem como é. Por mais que você leia mil relatos, parece que ainda não sabe de nada. Começamos a ler e reler tudo de novo. Desde já agradeço aos depoimentos aqui dos Mochileiros, que contribuíram intensamente para o nosso planejamento. A primeira grande dúvida que surgiu: “Só” Peru ou o clássico trio (Peru, Bolívia e Chile)? Escolhemos o trio clássico, porque em 2015 já estávamos decididos quanto a isso. Resolvemos manter... A segunda grande dúvida: Avião ou ônibus? Nesse ponto, vários fatores devem ser considerados e os principais são dinheiro e tempo. Nós tínhamos 21 dias. Daria para fazer o percurso tanto de ônibus quanto de avião, mas sempre que tentávamos montar o roteiro de ônibus nos víamos presos na tentação de estender um pouquinho ali e aqui, conhecer mais aqui e ali... Financeiramente, considerando as passagens e hospedagens, a diferença seriam 200 reais (calculados na ponta do lápis, hein?). Outra coisa que pesou muito foi a unânime decisão de fazer a trilha Salkantay no Peru. Então, precisaríamos de mais dias no Peru e acabamos optando por um roteiro um pouco diferente do habitual descrito aqui no site. Começamos a viagem por San Pedro de Atacama, passando por Uyuni, Santiago, Cusco (Salkantay e Machupicchu). Ficamos praticamente 7 meses vigiando o preço as passagens aéreas. Pelo o que a gente viu, até 3 meses antes da data da viagem, o preço varia pouco... Dos 3 meses em diante, varia muito. Passagens compradas, seguro saúde comprado, equipamentos que não estavam bons comprados... Eu sempre digo que o melhor da viagem é esperar por ela e sua programação. Confesso que nessa viagem em especial, a etapa da programação passou muito rápida e logo chegou o momento do embarque. Atualmente, moramos em Juiz de Fora. O nosso voo saía de Belo Horizonte. Talvez muitos já se perguntem o pq de sair por BH ao invés do RJ, que é muito mais perto... Pois bem, além de estar bem mai barato, também temos familiares em BH e aproveitamos para dar aquele abraço. Entretanto, na volta da viagem, arrependemos um pouquinho disso. Viajar tanto tempo e ainda ter que dirigir mais 4 horas para chegar em casa não é brincadeira. Na sexta feira pela manhã partimos para Belo Horizonte. Tentamos descansar um pouco, mas como é que controla a ansiedade? E o medo de perder o voo (que eram 05:45 do sábado)? E a “pequena” família que tem que ver? A sexta voou e já estava na hora de ir para o aeroporto. Então tudo começou... Pegamos um voo para Guarulhos, onde fizemos o controle migratório. Foi tudo bem rápido e tranqüilo. Em seguida, pegamos o voo para Santiago. Nesse voo eu desmaiei de sono. Eu só acordei mesmo porque não podia perder o lanchinho da LATAM, que não verdade era um sanduíche, biscoitinho e uma saladinha de frutas... ahahahah Quando acordei pela segunda vez, já estava aproximando de Santiago e aí veio a primeira emoção da viagem. Linda e gigantesca, a primeira vista da Cordilheira dos Andes... Pra mim foi algo muito emocionante. Não imaginava que seria tão linda e tão grande. Lembro da aeromoça dizendo que estávamos em área de turbulência, devido a cordilheira. Apertei forte a mão do Átila e todo o resto sumiu. Parecia estar só eu e ele. A euforia foi muito grande. Descemos em Santiago (1 hora de diferença) e fomos para o controle migratório. A moça que nos recebeu não perguntou nada. Carimbou os passaportes e pronto. Então tivemos que despachar as mochilas novamente, agora para Calama. Importante ponto a ser dito: Fizemos uma capa para as nossas mochilas cargueiras. Na verdade foram capas simples, mas que mantiveram as alças das mochilas íntegras até o final da viagem. Chegando em Calama, já havíamos fechado o transfer para San Pedro do Atacama com a Licancabur, então lá estava a moça com uma plaquinha e nosso nome. Demorou um pouco até a van da Licancabur chegar e partir para San Pedro. Com todo esse vai e vai de novo de avião e a correria do dia anterior, estávamos muito cansados. Fomos ao Hostel Mamatierra, no qual já tínhamos feito a reserva pelo Booking. O Hostel é uma graça. É bem perto da Caracoles. Muito silencioso. Cozinha muito bem equipada e disponível. Tem café e chá disponível 24 horas por dia. O banheiro é compartido, mas muito limpo. O único problema é que a água quente não era muito constante. Tava quente e do nada, gelava. Depois descobrimos que se mais alguém estivesse tomando banho, dava esse problema... rsrsrs.. Então o lance era esperar quando a galera já tivesse terminado. A maior vantagem desse hostel era que tinha água mineral disponível para os hospedes. Gente, isso no deserto é um luxo. A água é um bem precioso para eles. Lembrando que no Atacama só chove de 3 a 5 dias por ano (mentira!)... Além disso, era uma economia gritante. Não ter que comprar a água todos os dias e simplesmente encher as garrafas era algo muito bom... Quem nos atendeu foi a Anita, uma moça muito simpática e super disposta a ajudar. De cara, já falou onde estavam os pequenos mercadinhos da região. Por sorte, haviam dois bem ao lado do Hostel. Como chegamos tarde e não havíamos almoçado, resolvemos fazer uma comidinha no hostel msm. Compramos batatas desidratadas e salsichas. Fizemos um purê e as salsichas. Delicia! Aí, descobrimos que o vinho era algo muito barato lá! Mais barato do que água . Claro que bebidas alcoólicas em altitude, atenuam os efeitos... Então, compramos um vinho de 1,5 L... Fomos dormir. No outro dia iríamos acordar cedo e escolher uma agência para realizar os passeios. Dia 02 – 21 de maio de 2017 Acordamos cedo e fomos tomar o café no hostel. Muito bom por sinal. Fomos andar pela cidade e conhecer as agências. Como era domingo, as agências abriam só após as 10 horas, então fomos até a Igrejinha da cidade para conhecer. Quando as agências abriram, fomos direto na World White Travel acertar o Uyuni (já havíamos reservado com eles) e acabamos fechando todos os outros passeios com eles mesmo. Quem nos atendeu foi a Melina. Muito simpática e fez um preço especial por estarmos fazendo todos os passeios com eles. Em seguida fomos trocar dinheiro. A taxa varia um pouco, então vale a pena olhar. A melhor que encontramos fica na Gambart, bem perto da esquina da farmácia. Embora tenha levado um kit de primeiros socorros muito bom, acabei esquecendo o soro fisiológico e precisei comprar . É cruel a secura daquele lugar, viu? Então levem o soro e o colírio! Fomos ao hostel e preparamos um hambúrguer caprichado como almoço. Em seguida, fomos para a agência e de lá, para o Valle de La Luna,um vale de formações vulcânicas e sal. O lugar é lindo. É bem perto da cidade e poderíamos ter ficado o dia inteiro lá admirando. Entretanto, o passeio com as agências é muito corrido. Pouco tempo para apreciar o lugar. Então eu deixo uma sugestão: alugue uma bicicleta e vá cedo pra lá. Se não puder ir de bicicleta, vá andando. É perto, sai mais barato, você fica mais tempo e vai onde quiser. Fomos ver o pôr do sol da pedra do Coiote. Eu preferiria ter assistido do próprio Valle de La Luna, mas também foi lindo. Voltamos para o hostel, preparamos mais um lanche e comemos. Nesse dia, ficamos acordamos até muito tarde. Conhecemos alguns brasileiros (Flávia, Raphael, Osvaldo e Thiago) e foi aquela festa... Os meninos iriam para Uyuni no outro dia e a Flavia iria na quarta, então trocamos as expectativas... rsrsrsr... Começamos a nos preparar para o tão esperado próximo dia: Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas. Dia 03 – 22 de maio de 2017. Acordamos cedo e recebemos um café da manhã em saquinho do Hostel para levar. Muito caprichado (pão com queijo e presunto, pêssego em caldas, iogurte e barra de cereais)! 07:00 horas, o pessoal da agência chegou para nos buscar. Fomos de van e paramos em um povoado para tomar café. Simples, mas gostoso... Depois fomos até a Piedras Rojas e para a nossa surpresa, estava congelado. Era possível caminhar sobre o lago. Chovia um pouquinho, mas nada que atrapalhasse. O frio tava tenso. Uma moça do grupo não suportou o frio nas mãos e voltou passando um pouco de mal para a van. Eu já tive problemas sérios com frio nas mãos em outra viagem e aprendi da pior forma que, se está frio, não pare de se movimentar. Eu não queria perder a chance de aproveitar o local. Então já desci da van me movimentando muito.. . Eu e o Átila nos divertimos muito, mas ficamos um pouquinho tristes de não ter aquela vista das Piedras Rojas. Estava com baixa visibilidade... De lá, voltamos para a van e fomos em direção às Lagunas Altiplânicas. Vai subindo, subindo e nunca chega. De uma hora pra outra, começou a nevar. Muita neve e aí já não se via mais nada na frente... Chegando na portaria do parque das Lagunas, Tam Tam!!!!!! As Lagunas Altiplânicas estavam interditadas devido a neve! Como assim????????? O surto foi geral. Tinha gente na van querendo o dinheiro de volta, tinha gente com raiva, tinha gente que sabia o que estava perdendo e tinha a gente! Que descemos da van mesmo assim e fomos aproveitar a neve, já que era a primeira vez que presenciávamos o fenômeno. Hahahaha! Muitas pessoas viajam para ver neve e não presenciam o fenômeno! Até aí decidimos curtir o que tinha, mas no fundo o coração tava num aperto só de não ver as lagunas. Decidimos que repetiríamos o passeio outro dia. Fomos almoçar no mesmo local em que tomamos café da manhã. O almoço não estava muito bom, mas havia mais de uma opção. Eu pedi frango. Mas provei o tal omelete de quinoa e achei melhor... No almoço, já sabíamos que o clima estava estranho, pois estava chovendo. Pensei que seria por causa da altitude... Depois do almoço fomos ao Salar do Atacama. Pra variar, também não tinha visbilidade de fundo que compõe o cenário exuberante do local... Foi batendo a decepção com o passeio e eu já não tava mais achando graça na tal neve. Antes de ir para San Pedro, ainda paramos em Toconao. Lá tinha artesanato e uma lhama. Nada diferente. Voltamos para San Pedro e aí veio a bomba! Chuva. Muita Chuva. As ruas de San Pedro eram lama. Não se via mais aquele tanto de turista andando para lá e para cá. Em todos os sites que eu li falam que o período de chuvas no deserto é de dezembro a março. Estava no final de maio. É o deserto mais árido do mundo! Chove de 3 a 5 dias por ano! Como assim? O que estava acontecendo? “No deserto não chove”. Chove sim! Eu imagino que para algumas pessoas que vivem ali a chuva deve ser mesmo abençoada, porque chove muito pouco. Mas se pensar que é uma cidade turística, imagino que deve ter sido o terror de todos. Vários turistas indignados e querendo o dinheiro de volta... Nós fomos até a World, que já estava atrás de nós para dar a notícia fatal: No dia seguinte, iríamos para o Uyuni e adivinhe só! A fronteira Boliviana estava fechada por causa de neve. Então foram dadas duas opções: Ir para o Uyuni, sem passar pelas Lagunas Verde e Blanca, atravessando por Ollague, ou pegar o dinheiro de volta e ficar em San Pedro. Detalhe: todos os passeios para o outro dia em San Pedro estavam cancelados devido ao mau tempo. Perguntamos ao pessoal da cidade se era comum essa chuva naquela época e pasmem!!!!!!!! Sim! Alguns falaram que nas últimas semanas de maio e primeiras de junho é comum chover um pouco e cair nevascas nos locais mais altos dos tours. Eu nunca tinha lido isso. Nos falaram o seguinte: de dezembro a março, chove. Os tours podem ser cancelados por causa da chuva. De maio a julho, neva! Os tours podem ser cancelados e ficar muito tempo fechados. A melhor época para ir ao deserto é de agosto a outubro... Também nos alertaram que ultimamente o tempo está muito instável na região. Vem ocorrendo alguns fenômenos climáticos fora de época... Então se prepare! Tudo pode acontecer quando você se dispõe a ficar perto da natureza... Depois de muito pensar, decidimos manter o cronograma e ir pro Uyuni . Vimos muitas pessoas desistirem... Deu um frio na barriga, mas a Melina nos garantiu que tudo seria feito com a maior segurança e que o tempo estava bom em Uyuni... Como retornaríamos para San Pedro, teríamos tempo de fazer os outros passeios. Nesse dia experimentamos as famosas empanadas por mil pesos e fomos arrumar tudo para a viagem do Uyuni. Dormimos cedo.
  9. fabianribeiro

    [[Template core/front/global/prefix is throwing an error. This theme may be out of date. Run the support tool in the AdminCP to restore the default theme.]] Deserto de Atacama

    [info]O objetivo deste tópico é trocar informações e reunir depoimentos e dicas sobre a cidade de San Pedro de Atacama e o Deserto do Atacama. Se você está com alguma dúvida em relação à região, coloque-a aqui que sempre um mochileiro de plantão irá ajudar. Se já conhece o Atacama, conte para nós como foi sua experiência, seja ela negativa ou positiva, deixando dicas e demais informações para mochileiros perdidos. Para isso basta clicar no Botão Responder![/info] [linkbox]Guia de Santiago por Mochileiros.com Escreva seu Relato sobre o Atacama Procurando companhia para viajar para o Atacama? Crie seu Tópico aqui! Deserto do Atacama - Tópico de Perguntas e Respostas Dicas - Deserto do Atacama Troque informações sobre Hospedagem em San Pedro de Atacama Deserto do Atacama de Bicicleta Relatos sobre o Atacama: Relato sobre viagem de treze dias ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pelo mochileiro Leo Caetano Relato sobre viagem de vinte dias ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pela mochileira Milena Garcia Relato sobre viagem de dezenove dias ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pelo mochileiro Xunfos Relato sobre viagem de vinte e cinco dias ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pela mochileira Samanthavas Relato sobre viagem de vinte e um dias ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pelo mochileiro FHMartins Relato sobre viagem ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pelo mochileiro Michelschon Relato sobre viagem de treze dias ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pela mochileira Carla Nogueira Relato sobre viagem de sessenta dias ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pelo mochileiro Cmcf Relato sobre viagem de sessenta dias ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pelo mochileiro Dickens Relato sobre viagem ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pelo mochileiro Magno Fugisava Relato sobre viagem ao Chile, incluindo o Deserto do Atacama pelo mochileiro Morenopissedoff[/linkbox] Pretendo conhecer os seguintes lugares: 1. Cidade de San Pedro de Atacama Cidade de onde parte todas as aventuras para o deserto. Dentro da cidade será visitado o Museu Arqueológico de P. Le Paige. 2. Valle de La Luna Fica a mais ou menos 17 km de San Pedro de Atacama. Um lugar único no mundo onde tudo lembra a lua. 3. Toconao e Salar de Atacama Fica mais ou menos 38 km ao sul de San Pedro de Atacama. No caminho é possível ver de longe os vulcões Licancabur e Lascar entre outros. Chegando ao povoado de Toconao segue-se o salar até a Laguna Chaxa (habitada por flamingos) 4. Geysers del Tatio Campo geotérmico que fica a mais de 4.200 metros de altura que a partir das 5 horas da manhã cria um fenômeno incrível. Fica a mais ou menos 89 km. 5. Termas de Puritama O rio Puritama e suas águas quentes (30ºC) administradas pelo Hotel Explora mas de acesso público. Fica mais ou menos 28 km. 6. Pukara de Quitor A cerca de 3 km de San Pedro está o Forte Quitor, construído pelo povo atacamenho para defenderem-se de outros povos. 7. Valle de La Muerte A cerca de 3 km de San Pedro também está o Vale da Morte. Bonitas formações rochosas. 8. Lagunas Altiplánicas Misticanti e Miñique ficam a mais de 4.000 metros sobre o nível do mar e a mais ou menos 90 km de San Pedro de Atacama. A viagem desde San Pedro passa pelo povoado de Toconao e pela beira do Salar de Atacama. 9. Ruínas de Tulor Fica mais ou menos a 10km de San Pedro de Atacama. Vestígios de um antigo povo atacamenho com mais de 3.000 anos sepultado pela areia. 9. Tour Astronômico Uma agência na cidade (Rua Caracoles 174 C) oferece a mais ou menos $ 8.000 por pessoa (transporte e chocolate quente) um de 3 horas. Pode-se ouvir a explicação sobre o espaço e fazer uso dos equipamentos. 10. Vulcão Lascar (5.592 metros) Saída de San Pedro as 5:00h da manhã. Preço $65.000 por pessoa pela Vulcano Desporte Aventura - Dura o dia todo. Transporte até 4.600 metros (passando pelo Lagoa Lejía). Depois são 3 horas de caminhada até a cratera e mais 45 minutos até o cume. Uma hora e meia de descanso e voltamos para San Pedro de Atacama. Tudo leva apenas um dia! 11. Vulcão Licancabour (5.970 metros) Preço de $ 100.000 por pessoa (incluindo: guia especializado, transporte, café da manhã, lunch e equipamento pra camping). O circuito completo leva três dias saindo de San Pedro as 7h da manhã para chegar a base (nas ruínas incas a 5.000 metros). No segundo dia com uma caminhada de mais ou menos 8 horas chega-se ao cume (lá em cima tem uma lagoa). Voltando a San Pedro a noite. 12. Quebrada de Cari Saindo pela estrada que leva a Calama a mais ou menos 10km há um caminho antigo que leva a parte mais alta da Cordilheira de La Sal. Outros possíveis Llullaillaco (6.739 metros) é um dos mais altos mas é complicado de fazer. Levaria mais ou menos 4 dias. Vulcão Sairecabur (6.026 metros) Este leva apenas 11 horas (das 5 as 18) e custa $ 65.000. O veículo vai até uma "azufrera" abandonada (a mais ou menos 5.400 metros) passando os Geysers del Tatio. Um caminhada de 3 horas pra subida. Ojos del Salado Simplesmente o maior vulcão do mundo. Esse é mais complicado pra chegar até ele. Onde ficar? Camping Los Chañares Preço: $ 2.000 por pessoa (para barracas) Preço: $ 3.500 por pessoa (peças ou quartos?) Rua Ckilapana (umas 5 quadras do centro do povoado) Tudo bem simples. Banheiros e Duchas compartilhadas. 5 locais para obter água. Aberto apenas no verão. Casa Adobe Preço: 5 a 8 US$ (depende da tempo da estadia e temporada) Rua Domingo Atienza 582 (3 quadras da Av. Caracoles) Hotal Monyplan Preço: $ 5.000 (mais ou menos 8 dolares?) Rua Lesana 687 Banho compartilhado. Cozinha comum, água quente. Hotal y Camping Puritama Preço: consultar lá. Rua Caracoles. Tem quartos com banheiro particular (se optar). Hotal Katarpe Preço: ???? Parece ser o melhorzinho. Tem quartos simples com banheiro particular. Cafeteria, bar e Internet! Rua Domingo Atienza esquina Caracoles. A idéia é ir em Janeiro. Se mais alguém estiver por lá e quiser trocar uma idéia, estamos ae. Estou coletando mais informações e vou posta-las aqui pra que vocês consultem.
  10. Olá mochileiros Em janeiro de 2017, depois de muitos preparativos, muitos fóruns lidos e muita pesquisa no santo Google Maps , eu e meu companheiro Danilo fizemos um pequeno mochilão pela América do Sul, sendo que nossa primeira parada foi o Chile, onde passamos 9 dias e tivemos algumas das melhores experiências de nossas vidas. Como o Mochileiros.com foi fundamental para a montagem da nossa viagem, resolvi contar um pouquinho de como foi nossa maravilhosa estadia nas terras de Pablo Neruda para vocês. Relato Bolívia: https://www.mochileiros.com/a-impressionante-bolivia-salar-de-uyuni-la-paz-copacabana-lago-titicaca-e-isla-del-sol-com-fotos-e-precos-2017-t141313.html Relato Peru: Chile, o que dizer de você? Um país de extremos, onde você encontra geleiras, grandes lagos e temperaturas abaixo de 20 graus ao sul, uma das cidades mais urbanizadas das Américas no centro e o deserto mais seco do mundo ao norte. Um país com belezas naturais impressionantes, praias, montanhas, ótima infraestrutura e um povo super simpático, educado e hospitaleiro, que ao descobrirem que você é brasileiros, abrem um sorriso de orelha a orelha e demonstram interesse em saber mais sobre nosso dia a dia. Claro que o país inúmeros problemas, assim como qualquer outro país e as marcas da terrível ditadura militar de Pinochet ainda são bem visíveis na sociedade. Para ver mais fotos, acesse meu insta: https://www.instagram.com/rafah.meireles/?hl=pt-br ou face: https://www.facebook.com/rafael.henriquecarter Uma das minhas preocupações (e a de qualquer mochileiro) era o custo de vida do país, pois a maioria dos relatos que encontrei dizia que o Chile era um dos países mais caros da América Latina, que não deixa de ser verdade em alguns pontos, mas que no geral me surpreendeu positivamente, sendo bem mais barato que seus vizinhos Argentina e Peru, por exemplo. Mas claro que isso varia muito do padrão de viagem de cada um. Fiquei hospedado em hostel, dei preferência a comer em lugares baratos e as vezes sobrevivia só com empanadas haha, preferi utilizar o transporte público ou ander a pé do que pegar um táxi e com isso investi o dinheiro com os passeios, esses sim um pouco salgados, mas que super valem a pena. Dos países que visitei, esse foi o que mais encontrei brasileiros. Em todos os principais pontos turísticos sempre encontramos alguém que simplesmente olhava pra gente e falava: Vocês são brasileiros né?! Eu tbm sou haha. E é incrível como a gente se reconhece. Obs: Ao todo, o mochilão saiu por cerca de 5.500 reais por pessoa, sendo que só de passagem foram 2.000 Inclusive, poderia até ter gastado menos do que gastei, então, fica a dica ALIMENTAÇÃO: A alimentação, que é uma das coisas que mais pesa no bolso do viajante, foi uma grata surpresa. É possível comer bem e muito por pouco - sem falar nas diversas opções. Em quase todos os restaurantes e lanchonetes é possível encontrar pratos prontos, inclusive o famoso Lomo a lo Pobre, por cerca de 4 mil pesos (cerca de 19 reais). Nas redes de fast food é vendido kits de lanches para até 3 pessoas por um pouco mais (compramos um combo de 3 cachorros quentes com bebidas e fritas por 6.500 pesos, ou 30 reais na rede Pedro, Juan & Diego do Costanera Center). As tradicionais empanadas custam cerca de 700 pesos (3-4 reais). A culinária chilena não é tão diferente da brasileira, mas tem suas particularidades, sendo que talvez a maior delas seja a La palta (creme de abacate) que é servido em praticamente tudo, inclusive no cachorro quente (chamado de completo). Truta, ceviche e o pastel de choclo também são pratos comuns no país e que tive a oportunidade de experimentar. CÂMBIO: Em Santiago, o melhor lugar para cambiar é na rua Augustinas, no centro, onde existem umas 10 casas especializadas uma do lado da outra e todas com cotações diferentes entre si, então é sempre bom dar uma pesquisada. No dia, a melhor que encontrei foi 1 real > 196 pesos. Para quem precisar trocar dinheiro em um domingo (foi o meu caso), recomendo a casa de cambio situada no subsolo do shopping Costanera Center, que apesar da cotação péssima - 1 real > 180 pesos - me ajudou a não passar fome no dia haha. Para quem vai ao Atacama, recomendo trocar dinheiro em Santiago mesmo, pois a cotação em San Pedro é de morrer 1 real > 160 pesos, foi a melhor cotação que encontrei . Se não tiver outro jeito, as casas de câmbio ficam espalhadas epla região da Calle Caracoles. HOSPEDAGEM: Como já mencionado, optei por ficar em um hostel, o Chile Lindo Hostel - super recomendo, pois 5 diárias saíram por 175 reais com café da manhã, além de sua localização ser no centro, na calle Moneda. Mas existem opções para todos os gostos e bolsos . Uma coisa que acho super importante antes de reservar o hotel é verificar bem sua localização, ver se é de fácil acesso, se é próxima das atrações que você mais se interessa, enfim, porque não adianta nada você pegar um hotel super barato se ele fica afastado de tudo, pq ai vc terá que gastar com locomoção. ROUPAS (o que levar): Nós usamos uma mochila 70 litros + uma bolsa de ataque, o que foi suficiente para toda a viagem. Apesar de ser verão e do clima extremamente seco e quente em Santiago, passamos muito, mas muito frio em Embalse El Yeso, então aconcelho levar pelo menos um casaco corta vento em qualquer aventura que vc for fazer pelas montanhas. Em San Pedro as noites e as manhãs também são bem geladas, assim como alguns passeios onde a altitude é maior (lagunas Altiplânicas e o final da tarde no Valle de la Luna). Algo que foi indispênsavel foi o tênis (dê preferência para tênis de escalada) pois chão é escorregadio e íngreme em vários lugares. Em Vina del Mar, é legal levar roupa de banho, pelo menos para pegar um sol na areia, já que acho meio dificil alguém se arriscar nas águas super geladas do Pacífico SEGURANÇA: Em poucos lugares me senti tão seguro quanto no Chile, principalmente na capital, Santiago. Andei em regiões degradadas a noite, lugares vazios, utilizei minha câmera em grandes aglomerações e em nenhum momento me senti inibido por alguém. Foi sorte? Pode ser, mas se comparado com as grandes cidades brasileiras, Santiago é um paraíso. Os carabineiros (guardas chilenos) estão presentes em todos os principais pontos turísticos da cidade e nas ruas centrais e são super solícitos caso necessite de alguma informação. Vina del Mar e San Pedro de Atacama são mais tranquilas ainda. Em Valparaíso não senti a mesma liberdade e preferi nem utilizar minha câmera, mas também não tive problemas. Mas claro, vale tomar algumas medidas de segurança e não relaxar, já que os furtos são muito comuns, principalmente no metro, então sempre fique de olho nos bolsos e em sua bolsa, evite grandes aglomerações e mantenha a tenção redobrada sempre, pois é no momento do descuido que as coisas acontecem TRANSPORTE: Não tenho o que reclamar das estradas que passei no Chile - são todas asfaltadas, inclusive as que estão no meio do deserto, sem buracos e bem sinalizadas. Em Santiago, o metro é sem dúvidas a melhor opção para locomoção (é limpo e serve boa parte da região metropolitana. Custa cerca de 700 pesos, dependendo do horário). Não peguei ônibus e táxi nenhuma vez (não vi necessidade). Além disso, é bom tomar cuidado com os táxis da capital. No hostel ouvi a história de duas francesas que tomaram um táxi do aeroporto até o hotel no centro e pagaram 150 mil pesos, isso pq o motorista viu que eram turistas e ficou dando voltas com elas Aliás, para fazer esse trajeto, nós pegamos uma transferência da TransVip, que é uma van que leva a pessoa do aeroporto até o hotel e que custa 7 mil pesos por pessoa - super recomendo já que é bem mais barato que um táxi e mais seguro que pegar um ônibus. Ficamos 5 dias em Santiago, sendo que um desses dias visitei Valpo e Viña e 3 dias em San Pedro de Atacama. Abaixo está o roteiro que fiz nessas cidades, incluindo os pontos turísticos que visitei (coloquei os mesmos em negrito para facilitar) e alguns comentários. Espero que meu relato seja útil assim como o Mochileiros.com foi útil para minha viagem Dia 07/01 - Voo Guarulhos/SP > Galeão/Rio Dia 08/01 - Voo Rio > Santiago Transferência Aeroporto > Hostel no centro Dia 12/01 - Ônibus Santiago > Valparaíso Ônibus Viña del Mar > Santiago Dia 13/01 - Ônibus Santiago > San Pedro de Atacama (24 horas de viagem) Dia 1 - Santiago Nós chegamos em Santiago por volta das 12.30 hrs vindo de um vôo de São Paulo com escala no Rio. Foram 5 horas de vôo e apenas a linda vista da Cordilheira dos Andes com alguns picos nevados em pleno verão já são impressionantes (Imagina no inverno!). Peguei uma transferência até meu hostel e depois de fazer o check-in e tomar um banho fomos bater perna. O roteiro do dia foi: Costanera Center: popular shopping situado no bairro de Providencia e que é um dos mais luxuosos da cidade. Tem 5 andares das mais variadas lojas e pros mais diversificados bolsos, sendo que o Wi-fi é liberado em todos os andares. É no subsolo do shopping que existe uma casa de câmbio que funciona aos sábados e domingos (apesar da cotação ruim). Anexado ao shopping fica a Gran Torre Santiago, o edifício mais alto da América Latina - 64 andares e 300 metros de altura. No alto da torre fica o Sky Costanera, o famoso mirante que oferece uma vista 360 graus de Santiago. O valor para subir é de 8 mil pesos durante a semana e 10 mil pesos aos finais de semana - é um preço salgado para um mochileiro mas a vista que o mirante oferece da cidade é de encher os olhos. Fiquei arrepiado. Aproveitamos também para conhecer a Igreja Militar que fica ao lado do shopping Vista do Sky Costanera: Dia 2: Cajon del Maipo, Embalse el Yeso e Palácio de la Moneda Acordamos cedo e fomos para a região de Cajon del Maipo, onde fizemos várias paradas ao longo do trajeto até chegar ao principal destino do dia. Paramos no Rio Mapocho e em vários mirantes em meio a Cordilheira dos Andes que oferecem vistas dignas de cartões postais. Depois de quase 3 horas finalmente chegamos em Embalse El Yeso, um dos luagres mais lindos que visitei na vida! . O lugar nada mais é que uma represa formada pelo degelo dos Andes no verão, mas o grandioso lago de águas azuis emoldurado pelos picos ainda nevados formam uma paisagem deslumbrande. Vale muito a pena!!!. Existem várias agências que fazem esse passeio. Fomos com a Sousas Tour, especializada em brasileiros e não me arrependo, já que os guias são super legais e atenciosos, a van que nos leva pelas montanhas é bem confortável, o almoço servido é muito bom e o preço não é muito diferente do cobrado por outras agências (53 mil pesos por pessoa, mas recebi desconto por fechar dois passeios). Voltando do passeio que dura aproximadamente 9 horas, fomos visitar a região do la Moneda. Eis o roteiro: Igreja de la Glatitud Nacional, na avenida Ricardo Cumming Avenida Bernardo O'Higgins - principal avenida de Santiago, é repleta de construções históricas e imponentes, igrejas, jardins e monumentos. Igreja San Ignacio, na rua Padre Alonso de Ovalle Paseo Bulnes - Um dos lugares mais agradáveis da cidade, é um grandioso boulevard que se inicia em frente ao La Moneda e que é repleto de jardins, cafés e restaurantes Cripta O'Higgins - local onde está os restos mortais do libertador Bernardo O'Higgins. Fica na Plaza Bulnes. Palácio de la Moneda - Residência oficial da presidente do Chile, era a antiga casa da moeda do país, daí seu nome haha:P Centro Cultural La Moneda - Fica localizado no subsolo do palácio. É uma grande área reservada para exposições temporárias (estava tendo uma exposição com obras do Picasso ) e e uma exposição permanente que é gratuíta. Dia 3: Centro Histórico Igreja Santa Helena, na Calle Huérfanos Igreja do Sangue Precioso, na Calle Compañía de Jesus Plaza Brasil Basílica El Salvador Plaza de la Constitución e Troca de Guarda - Conseguimos pegar o finalzinho da famosa troca de guarda que é feita em frente ao La Moneda Paseo Ahumada - Rua transformada em calçadão com inúmeras lojas, cafés, restaurantes e artistas de rua Igreja San Agústin Teatro Municipal Plaza de Armas - marco zero da cidade, é ao redor dessa grandiosa e movimentada praça que estão importantes e belíssimos prédios históricos que ajudam a contar a histórica de Santiago. É aqui que está o famoso Monumento ao Indigena. Catedral Metropolitana Palácio dos Correios Museu Histórico Nacional Congresso Nacional Palácio da Justiça Museu de Arte Pré-Colombiana Mercado Central de Santiago Plaza Part Academia e Museu Nacional de Bellas Artes Parque Florestal - agradável e arborizado parque Plaza Italia Plaza Baquedano Museu Violeta Parra Igreja San Francisco de Borja, na calle Carabineros de Chile Centro Cultural Gabriela Mistral PUC Chile Cerro Santa Lúcia - um dos lugares que mais gostei em Santiago. É um grande morro em meio a selva de pedra e que é repleta de jardins, fontes, monumentos e claro, inúmeros mirantes - o mais famoso e alto é a torre do Castelo Hidalgo. Biblioteca Nacional Paris - Londres - sinceramente, esperava mais Igreja San Francisco - a mais antiga da cidade Uffa, perceberam que eu gosto de visitar igrejas né ?! hahah. Esse foi o dia que mais andamos e tudo sem utilizar transporte - emagreci umas gramas ai . Com exceção do Museu Pré-Colombiano, todas essas atrações saõ gratuitas. Dia 4: Vinícola e San Cristóbal Vinícola Concha Y Toro - fechamos esse passeio com a agência Sousas Tour (27 mil pesos por pessoa, sem o desconto) e durou aproximadamente 4 horas. Acompanhados da guia Macarena (quem não lembra da música? ) visitamos as instalações da vinícola que fica nos arredores de Santiago. Não é um passeio imperdível, mas é interessante (o auge do passeio é o Casillero del Diablo). Páteo Bella Vista - saindo da vinícola fomos até o Bella Vista, que é um grande centro comercial com as mais diversas lojas e restaurantes (caros por sinal) e foi aqui que tivemos umas das cenas mais engraçadas da viagem. No McDonald's, fomos pedir um sorvete Mc flurry Ritter, porém na hora de usar o portunhol, o Danilo pediu um sorvete sabor Hitler ( que isso não volte a acontecer!) Cemitério Geral de Santiago - andamos pra caramba até chegar ao principal cemitério da cidade, onde estão enterradas algumas das personalidades mais famosas do Chile. O cemitério é enorme, tem um urbanismo bem diferente e sem dúvidas vai agradar aos amantes de arte tumular, como eu haha. É necessário ter uma permissão para fotografar dentro do cemitério - pode ser tirado na hora, na secretária. Cerro San Cristóbal e Funicular - Uma das atrações mais famosas de Santiago, o Cerro San Cristóbal é um grandioso morro pertencente ao Parque Metropolitano, o terceiro maior parque urbano do mundo! Para subir até o mirante, a opção mais utilizada é o Funicular (paga-se 2 mil pesos por pessoa) e em poucos minutos chega-se no alto do cerro, mas não em seu topo - o Santuário de la Concepcion é o ponto mais alto do Cerro e para chegar lá é necessário subir um conjunto de escadas. No alto do cerro se existem várias lanchonetes, lojas, capelas, uma igreja, além claro de proporcionar uma linda vista de toda a cidade (mas não é a mais bonita, o do Sky Costanera é mais). Dia 5 - Val e Vina Nesse dia fomos até o Terminal Alameda e compramos uma passagem de ida para Valparaíso pela Turbus (5 mil pesos, mas não me lembro rs)e duas horas depois chegamos a cidade, que parece que parou no tempo. Visitamos: Plaza Victoria Catedral de Valparaíso Biblioteca Municipal Avenida Brasil e seu Arco Plaza Sotomayor Monumento aos Heróis de Iquique Armada do Chile Palácio da Justiça Ascensor El Peral Paseo Yugoslavo Palácio Baburizza Ascensor Artilleria Paseo 21 de Mayo Descemos o mirador e fomos até a e=Estação Central onde pegamos o confortável e moderno metro de Valparaíso (1.200 pesos por pessoa) e fomos até Vina del Mar, onde descemos na estação Miraflores e visitamos: Relógio de Flores Praia de Caleta Abarca Avenida La marina Castelo Wulff Cassino de Vina Plaza Vergara Teatro Municipal Dia 6 - ida a San Pedro Esse foi o dia mais relax em Santiago, onde aproveitamos para trocar mais dinheiro e comprar algumas coisas no supermercado Jumbo do Costanera Center (super recomendo, vende basicamente de tudo e por preços interessantes). A noite fomos até ao Terminal Alameda onde pegamos um ônibus da Turbus até San Pedro de Atacama - compramos a passagem no dia que chegamos em Santiago, pois ficamos com medo de não haver assentos disponiveis para o dia que sugerimos e pagamos 35 mil pesos por pessoa em um bus de dois andares semi leito. Porém, é bom sempre dar uma pesquisada no site da Lan Chile, porque do nada eles lançam promoções de passagens para o Atacama mais baratas que as de ônibus. Dia 7 A viagem dura 24 horas e é extremamente cansativa. Saindo da região metropolitana de Santiago, a paisagem ao longo da rodovia não se altera, é sempre o deserto que nos acompanha. As duas ultimas paradas são em Antofagasta e em Calama, até finalmente chegarmos em San Pedro de Atacama, por volta das 20 hrs. É impressionante vc ver aquele oásis enorme no meio do deserto Ficamos hospedados no Hostel Paso los Toros, que fica próxima a rodoviária e a algumas quadras da praça central. Apesar da ótima localização, o hostel deixou muito a desejar em conforto e comodidade, por ser bem rústico e simples, mas entre todos as opções que encontrei no Booking.com, essa era mais barata (220 reais por pessoa três diárias) - o barato saiu caro para mim . San Pedro a noite é super agitada (me lembrou muito o Centro Histórico de Paraty a noite), cheia de bares e restaurantes que ficam lotados de turistas, principalmente na Calle Caracoles É muito bom! Dia 08 Nesse dia fomos bater perna e conhecer todo o centro da cidade (algo que não demora muito haha, já que San Pedro é um ovo). Fomos na linda Igreja de San Pedro e na Praça central, feira de artesanatos e no Rio San Pedro que estava cheio devido as chuvas dos últimos dias (tivemos muita sorte de pegar ele cheio). As ruas da cidade são em sua maioria de terra e as casas seguem um padrão arquitetônico único, o que deixa tudo mais charmoso e lindo de se ver ! 2017! A tarde fomos visitar o tão famoso Valle de la Luna, que fica a apenas 30 minutos de carro de San Pedro. Fechamos um pacote com a agência Senda Mística (Calle Toconao, 10 mil pesos por pessoa com guia bilingue). O vale é fantástico e é um dos lugares mais mágicos e lindos que já estive - destaque para o Mirante do Coyote. Dia 09 Acordamos cedo e fomos para nosso último passeio no Atacama, Piedras Rojas e as Lagunas Altiplânicas. Para chegar lá, fechamos um pacote novamente com a agência Senda Mística (35 mil pesos por pessoa com café da manhã, almoço e café da tarde) e gostamos bastante do guia e das comidas servidas. O passeio inclui a visita pelo vilarejo de Socaire, Monumento aos Meridianos, Piedras Rojas, Lagunas Miscante e Miniques, vilarejo de Toconao, Salar de Atacama e Laguna Chaxa - Um lugar mais lindo que o outro !!!! Vale muito a pena esse passeio. Dia 10 Acordamos cedo e demos continuidade ao mochilão - o destino do dia era a Bolívia. Fomos com a agência Colque Tours até a imigração e de lá seguimos pela aventura de passar 3 dias no deserto Continua no relato Bolívia: https://www.mochileiros.com/a-impressionante-bolivia-salar-de-uyuni-la-paz-copacabana-lago-titicaca-e-isla-del-sol-com-fotos-e-precos-2017-t141313.html Outros relatos: https://www.mochileiros.com/buenos-aires-e-la-plata-5-dias-com-fotos-roteiro-e-relato-do-golpe-da-tinta-verde-t131086.html https://www.mochileiros.com/visitando-o-centro-historico-de-florianopolis-praia-de-canasvieiras-t138293.html https://www.mochileiros.com/bate-e-volta-em-campos-do-jordao-na-alta-temporada-junho-2016-t131749.html https://www.mochileiros.com/um-dia-em-angra-dos-reis-vindo-de-paraty-com-roteiro-e-fotos-t138227.html post1261123.html#p1261123
  11. Você ama o céu? Você ama admirar a Lua? E as estrelas? Sério! Vocês precisam ir para o Deserto do Atacama e fazer o tour Astronômico, que experiência e momento do caramba!!!! Nunca tinha vivido essa experiência na vida, e posso falar que vale a pena cada momento, cada frio ( ) e cada suspirada. Não é atoa que está entre os 10 mais belos céus do planeta Terra! Quando chegar em San Pedro de Atacama, já se informem do Tour, não deixe para a última hora pois o ideal não é deixá-lo para a última noite da viagem, pois o passeio não é garantido, já que em algumas ocasiões há nuvens no céu do Atacama e não é possível observar as estrelas. E o tour pode ser cancelado, um dos motivos que não é um passeio que se paga com antecedência. Se um dos motivos de ir para o Atacama é o tour astronômico, veja a fase da Lua antes de marcar sua viagem, na Lua cheia o tour não é realizado. Leve seus pedidos, você verá muitas estrelas cadentes!! ( Estrellas Fugaz en español) O tour sai da frente da agência, e a van nos leva até o meio do deserto, quando a luminosidade é zero e só as estrelas nos iluminam!! Ocorrem as explicações, e vamos vendo tudo o que o Guia vai explicando pelos telescópios, para mim foi uma experiência impar. Tudo muito aconchegante, é servido chocolate, chá, vinho e petiscos para nos aquecer. !!Dica - vá muito beeeem agasalhado!! Calma, você estará tão encantadx que o frio não importará. Fechei meu tour direto com o Guia - Que por sinal foi um show a parte. Explicou tudo de forma clara, atenciosa e super divertida, que para quem está tremendo de frio, é uma salvação dar umas gargalhadas. Fazia questão que todo mundo estivesse gostando e entendendo a explicação. Super recomendo!!! ( contato do guia: Caio Fraga - Whatsapp 55 31 8814-0654) Voltei e ainda estou apaixonada, por cada momento que vi esse céu e pensei " Caraca é de verdade, estou aqui vendo tudo isso e é de verdade!" Gentem! ver cada detalhe da Lua? simplesmente um sonho
  12. Pessoal, estive no Deserto do Atacama em agosto de 2016 e queria colocar aqui meu relato para ajudar o pessoal do fórum que está planejando uma trip para lá. Como chegar no Deserto de Atacama Para visitar o Deserto de Atacama você quase certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama, um povoado com 3 mil habitantes instalado no meio do deserto e que serve de base para todos os principais passeios ao Deserto do Atacama. De avião O aeroporto mais próximo fica na cidade de Calama, situada a aproximadamente 1 hora e 20 minutos de carro de San Pedro de Atacama. Calama é o principal ponto de chegada para quem chega de avião ao Deserto do Atacama. Paguei 76 dólares pelo voo de ida e volta pela Sky Airline, saindo de Santiago. No aeroporto mesmo existem umas 5 empresas de transfers que fazem o trajeto Calama – San Pedro de Atacama. Todas cobram um preço tabelado de 12.000 pesos ida e 20.000 ida e volta. Se você chega e sai de Calama, feche ida e volta e informe o dia e horário do seu voo de volta que eles irão pegar você no seu hotel/hostel a tempo do seu voo de volta. Sobre qual empresa escolher, todas parecem sérias e estruturadas, mas a Transfer Vip aparentemente possui mais carros, o que pode ser uma vantagem. De ônibus Você também pode chegar a San Pedro de Atacama de ônibus. A viagem saindo de Santiago leva quase 24 horas, o que certamente é cansativo. Com a Tur Bus você consegue comprar passagens até San Pedro, e com a Pullman Bus você chega até Calama. Quanto gastei no Deserto de Atacama Bom, gastos são sempre importantes, mas cada um sabe o budget que tem e o que pode gastar em uma viagem. Eu anotei absolutamente tudo o que gastei nessa viagem, dos passeios ao chocolate. Usei um app que gosto demais, que é o Travel Pocket (recomendo!). Segundo minhas anotações no app, meus gastos ficaram assim: CLP 339.250,00 (pesos chilenos, aproximadamente 522 dólares); USD 575,00; e BRL 1.386,00 (neste valor está apenas a passagem para o Brasil). Assim, podemos dizer que minha viagem no total saiu por algo como R$ 5.220,00 (considerando 1 real como 3,5 dólares). Quando ir ao Deserto de Atacama O Deserto do Atacama é um destino que pode ser visitado durante todo o ano, sem restrições. O tempo é extremamente seco e raramente chove. Temperaturas. Basicamente, essa é a principal questão envolvendo o clima que você vai se preocupar. A amplitude térmica é muito grande por lá, ou seja, você vai pegar frio à noite e nas primeiras horas da manhã e calor durante o dia. Nos meses de verão (mesmo período do verão no Brasil) você terá temperaturas mais altas durante o dia, e no inverno (período em que eu estive por lá) já não tão altas. Por outro lado, no inverno você terá noites e manhãs mais frias do que no verão. Para você ter ideia, no passeio aos Geysers del Tatio eu peguei -13 graus logo ao amanhecer. Na tarde, já de volta a San Pedro, a temperatura estava um pouco acima de 20 graus, ou seja, uma diferença de 33 graus no mesmo dia! Geysers del Tatio – Temperatura quando estive por lá foi -13 graus! Os períodos com temperaturas mais amenas e uma amplitude térmica não tão grande é de março a maio e de setembro a novembro, portanto esses seriam os melhores meses para visitar o Deserto do Atacama, mas, como falei antes, você tem condições climáticas para visitar o Atacama durante todo o ano. Sobre o tempo ser seco, leve Bepantol e um hidrante e beba bastante água. É que com o tempo seco, sua boca e pele ficarão secas (incrivelmente secas), então você deve passar o Bepantol nos lábios o dia todo ou vai ficar com a boca parecendo a lua cheia de crateras! Onde ficar em San Pedro de Atacama A não ser que você procure algo muito específico, você certamente ficará hospedado em San Pedro de Atacama. É aqui que estão as agências e de onde saem os passeios para visitar o Deserto do Atacama. A cidade é praticamente toda voltada para o turismo, então você encontra opções de hospedagem para todos os bolsos e gostos. Saiba, contudo, que você está no meio do deserto e, em razão disso, recursos são escassos. São comuns relatos de falta de água, falta de água quente, falta de luz, internet, etc. Também em razão disso os preços são relativamente mais caros do que em outros lugares que já visitei. As ruas bucólicas de San Pedro de Atacama. Na foto, a rua Caracoles. Li praticamente todos os reviews de todos os lugares, peguei recomendações de blogueiros que confio que estiveram por lá, e acabei fechando no Booking.com. Certamente não é a opção mais barata, mas longe de ser mais cara. Tinha um café da manhã excelente, um quarto extremamente confortável e limpo, banheiro ótimo com água quente, Wi-Fi que funcionava razoavelmente bem, excelente localização e um igualmente excelente atendimento (em breve um review mais detalhado). O Hotel Pat'ta Hoiri é uma boa opção para quem está disposto a investir um pouco mais em conforto, sem pagar os preços estratosféricos de alguns hotéis de San Pedro de Atacama. Contudo, certamente não é a opção para os mochileiros que querem economizar ao máximo! Além da análise preço, a localização é um fator relevante. A principal rua de San Pedro de Atacama é a Caracoles, onde estão a maioria das agências e serviços que você precisa (farmácia, restaurantes, bares, etc). Grande parte do comércio está na Caracoles ou nas ruas próximas, portanto o mais próximo que você ficar daqui, melhor. De todo modo, San Pedro não é uma cidade muito grande, então com alguns minutos de caminhada você chega à grande maioria das hospedagens. Contudo, quando você está cansado do dia inteiro de passeios, é sempre melhor que o restaurante ou bar que você vai jantar esteja o mais próximo possível de onde você está ficando. Enfim, um ponto a considerar! Um hostel que também é muito bem avaliado e que já bons reviews de blogueiros é o Hostal Lickana. Esse hostel fica muito bem localizado e tem excelente reviews no Booking.com também e tem preços mais em conta que o Hotel Pat'ta Hoiri. Estou escrevendo um post com uma pesquisa bem extensa de preços comparados com as avaliações de outros viajantes e opiniões de blogueiros e logo posto aqui para vocês. Onde comer em San Pedro de Atacama Apesar de ser um povoado pequeno e simples, San Pedro de Atacama oferece opções excelentes de comida. Na Rua Caracoles estão bons restaurantes, mas nas ruas próximas você encontra outras opções interessantes também. Vou relatar aqui os lugares onde comi, o que comi e quanto gastei exatamente em cada refeição, mas fico extremamente feliz se vocês colocarem outras opções nos comentários, assim aumentamos as opções para quem está lendo esse post aqui. Restaurante La Casona, na Rua Caracoles Restaurante muito bom, comida extremamente bem servida (mata a fome e sobra) e de qualidade. Paguei 15.070 pesos pelo menu do dia (foto abaixo) e uma cerveja. Restaurante Blanco, na Rua Caracoles Outro excelente restaurante na Caracoles, talvez um dos melhores da cidade. Paguei 20.405 pesos pelo jantar, com vinho e água. O menu do dia, que saia por 10.000 pesos (o meu saiu mais caro pelo vinho e água), está descrito na foto abaixo, juntamente com as fotos dos pratos que consegui tirar por lá. Restaurante La Pica del Indio, Rua Tocopilla Restaurante um pouco mais em conta, que fica na rua Tocopilla, uma travessa da Caracoles. Gastei 8.140 pesos para comer um ceviche como entrada e peito de frango com batatas de prato principal. O valor do menu, com sobremesa, era 4.500 pesos, mas como bebi duas cervejas o preço subiu! O frango não estava muito bom, mas é uma opção mais em conta para quem quer pagar menos. Restaurante Delicias del Carmen, Rua Caracoles Outro bom restaurante na Caracoles. Paguei 12.100 pesos por uma entrada de salada de quinoa e frango com fritas, e também bebi uma cerveja por lá. Uma outra opção do cardápio, pelo mesmo valor, era uma caesar salad. Fotos abaixo! Restaurante Tierra Natural, Rua Caracoles Aqui, paguei 9.900 pesos por um frango com batatas salteadas e uma Coca-Cola. Comida muito boa, feita com ingredientes orgânicos e naturais e um clima muito legal. Achei o serviço um pouco atrapalhado, mas acredito que isso se deu pois já era mais tarde do que o normal. Restaurante Adobe, Rua Caracoles Outro excelente restaurante de San Pedro. Jantei aqui em duas ocasiões. Na primeira, comi uma pizza muito boa e duas Coca-Colas, que me saíram por 16.830 pesos. A pizza alimenta duas pessoas que não comem muito (vou ficar devendo a foto)! Na segunda vez, um risoto de quinoa e uma Coca, que me saíram por 13.305 pesos. Fora essas opções acima, existem tantas outras na própria Caracoles. E como falei antes, ficaria feliz se outras pessoas pudessem comentar no post outras opções que usaram. Além dos restaurantes acima, também tomei uns chopps e comi uma pizza que eles mesmo fazem no Bar Chelacanbur, que fica também na Caracoles. Por lá, na final do futebol masculino da olimpíada e vendo o Brasil levar o ouro, deixei 12.500 pesos numa pizza que foi dividida em 5 pessoas e em uma quantidade de cerveja que me deixou relativamente bêbado! Agências de Viagem em San Pedro de Atacama Uma das grandes dúvidas na viagem ao Deserto do Atacama diz respeito às agências de viagem, afinal são muitas opções! Outra dúvida é se devemos fechar os passeios com antecedência ou se deixamos para fechar quando estivermos lá. Vou tentar responder essas dúvidas! Qual agência escolher? Como falei, são muitas. E os critérios de escolhas são muitos e muito pessoais também. Antes de qualquer coisa, só queria colocar que usei três agências diferentes e não recebi qualquer apoio delas por ter o blog. Aliás, elas sequer sabiam (e nem devem saber) do blog. Só escrevo isso pois li algumas críticas no TripAdvisor para alguns blogueiros que recomendavam passeios de agências que ofereceram apoio a esses blogueiros e o serviço e preço prestado por essas agências aparentemente não foi tão bom (e não estou fazendo qualquer julgamento aos blogueiros, agências ou a pessoa que escreveu no TripAdvisor). Enfim, vou dizer como eu escolhi a minha agência. No hotel que fiquei, o dono recomendou a agência Latchir. Visitei e verifiquei os preços, que eram bons. Os passeios são quase todos distantes de San Pedro, ou seja, você vai ter que percorrer longas distâncias de carro. É importante pagar barato, mas o barato pode sair caro, pois seu trajeto (seja de ônibus, van, pickup, etc) pode ser um inferno, isso sem falar no carro quebrar ou até algum acidente. Depois, visitei a Ayllu, muito recomendada por blogueiros e brasileiros que visitam o Deserto do Atacama. Achei a Ayllu com um preço alto (por vezes seis vezes mais caras que as demais), mas não fechei nenhum passeio com eles para dizer se o preço compensa ou não. Contudo, dada a grande diferença, acho bem difícil que valha até 6 vezes mais. Depois, visitei a Grado 10, também muito bem falada pelos viajantes brasileiros. Em termos de preço, saiu mais caro que a Latchir, mas bem mais barata que a Ayllu. Acabei fechando com eles. Por que escolhi a Grado 10? Bons reviews no Trip Advisor e em blogs no Brasil e, principalmente, pelo grande diferencial: O caminhão! Todas as demais agências fazem os trajetos em vans, micro ônibus ou pickups. A Grado 10 faz num caminhão overland adaptado para esse tipo de viagem. Eu já conhecia esse tipo de caminhão há muitos anos, pois meu grande sonho de viagem é cruzar a África num desses. Quando bati o olho não teve jeito! Apesar de ser rústico, o caminhão é extremamente confortável por dentro, com bancos reclináveis e janelas grandes. No Valle de la Luna pudemos assistir ao nascer da lua de cima do caminhão e na Laguna Cejar ficamos lá em cima enquanto o caminhão ia para o lugar onde faríamos nosso brinde da tarde! Claro que isso é um pequeno detalhe e que me cativou, mas achei o serviço excelente também. A nossa guia (Camila) era excelente, prestativa, com muito conhecimento e falava espanhol e inglês, mas todos os brasileiros entendiam ela sem problema algum. A Grado 10 só tem 4 passeios, os mais tradicionais: Laguna Cejar, Valle de La Luna, Geysers del Tatio e Lagunas Altiplanicas (sem Piedras Rojas). Fechei os 3 primeiros com eles e paguei 80.000 pesos. Também li bons reviews sobre a agência Atacama Connection e fechei com eles apenas o Lagunas Altiplanicas com Piedras Rojas (pois a Grado 10 não fazia Piedras Rojas). Tudo ocorreu bem, o veículo era um micro ônibus confortável, a guia tinha conhecimento e era muito prestativa, mas não tinha a mesma vibe do caminhão da Grado 10 hehe! De todo modo, nada a reparar quanto ao serviço prestado pela Atacama Connection. O preço que paguei por esse passeio foi 35.000 pesos. Por fim, fiz o Salar de Tara com a agência Crisol(não achei site, por isso estou indicando o Facebook). Honestamente, não pesquisei absolutamente nada sobre essa agência, fechei o passeio um dia antes depois de sentar num bar com uns brasileiros que iam no dia seguinte e recomendaram. O carro e o guia eram muito bons e o passeio foi excelente também, portanto não tenho absolutamente nada a reportar sobre eles. Um post que me ajudou bastante na avaliação de agências foi este aqui, do Viaje na Viagem, além, claro, do Trip Advisor. Geralmente, quando os passeios saem muito cedo da manhã (como é o caso dos Geysers del Tatio, que você sai próximo das 5, dependendo da época do ano) as agências oferecem café da manhã durante o passeio. Nos passeios de longa duração também é oferecido almoço, portanto a inclusão de refeições é um ponto também a ser observado na sua escolha. Devo reservar com antecedência? Sendo bem objetivo, não vejo razões para você reservar com antecedência. São muitas opções de agência e você dificilmente ficará sem poder fazer algum passeio que queira fazer. Ainda, quase todas aceitam uma chorada e concedem um desconto no preço inicial, então minha recomendação é que você feche os passeios apenas quando chegar em San Pedro de Atacama. Passeios no Deserto de Atacama Existem muitas opções do que fazer por lá. Os passeios tradicionais são 4: Valle de la Luna: O mais próximo de San Pedro, fica há uma meia hora do centro da cidade. Nesse passeio você faz uma visita guiada dentro do Valle de La Luna, que tem formações muito lindas. Ao final do dia, você sobe até onde fica a pedra do Coyote para ver o por do sol. Quando estive por lá também era época de lua cheia, e de lá vimos a lua nascer junto com o por do sol, foi lindo! Neste post aqui conto um pouco mais sobre o passeio ao Valle de La Luna e também mostro algumas das fotos que tirei por lá. Geysers del Tatio: Nesse passeio você sairá bem cedo de San Pedro (perto das 4 ou 5 da manhã), pois os geysers são mais ativos antes de o sol nascer. O problema é que faz muito frio por lá, e você deve ir preparadíssimo. Em agosto, quando estive lá, peguei temperaturas de -13 graus. É um passeio que dura o dia todo, você percorrerá uns 200 km de carro e atingirá uma altitude de 4.300 metros. Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio. Lagunas Altiplanicas: Um dos passeios mais distantes de San Pedro. As paisagens do altiplano são espetaculares (as fotos abaixo falam por si só). Este passeio dura o dia todo e você percorrerá uns 270 km de carro ida e volta. Você vai visitar a Laguna Chaxa e o povoado de Socaire, e também as lagunas Miscante e Miñiques. É na laguna Chaxa que você verá inúmeros flamingos e terá a chance de tirar as fotos que tirei abaixo! Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio. Lagunas Cejar e Tebenquiche: Esse passeio tem duração de meio dia e fica a apenas 30 km de San Pedro de Atacama. Aqui você terá a oportunidade de nadar em uma das lagunas, que tem 200 vezes mais sal que o mar. É possível também avistar flamingos, mas eu não tive essa sorte. Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio. Além dos passeios tradicionais mencionados acima, existem outras ótimas opções do que fazer. Algumas eu listo aqui: Salar de Tara: Além dos passeios acima, também visitei o Salar de Tara. É um dos mais distantes de San Pedro e também onde você atingirá uma das maiores altitudes (pouco mais de 4.800 metros). O frio não é tão extremo como nos Geysers, mas é bom ir preparado para temperaturas baixas. É um passeio de dia inteiro e você vai rodar quase 300 km ida e volta. Em breve, colocarei aqui o link para o post que estou escrevendo sobre o passeio. Tour Astronômico: A baixa luminosidade no deserto e a baixa umidade fazem do Atacama um dos melhores lugares do mundo para se observar as estrelas. Apesar de fotografia noturna ser uma das minhas preferidas, quando cheguei em San Pedro era a primeira noite de lua cheia, e a lua cheia, em razão da sua grande luminosidade, faz com que você veja um número menor de estrelas do que o normal. Em razão disso, o tour astronômico mais conhecido do Deserto do Atacama não estava ocorrendo. Esse tour é feito pela empresa Space e você pode encontrar maiores informações no site deles. No último dia, contudo, consegui ir para o meio do deserto tirar fotos noturnas, pois a lua cheia nasceria duas horas depois do anoitecer. Vulcão Lascar: O Lascar é um vulcão ativo que fica acima dos 5.500 metros de altitude. Inúmeras agências em San Pedro oferecem um hiking para subir o vulcão. Infelizmente, meu pouco tempo no Deserto do Atacama não permitiu incluir a subida ao Lascar. Sandboard: Você pode fazer sandboard no Valle de La Muerte. Essa é outra atividade que gostaria, mas que não consegui incluir no tempo que estive por lá. Em dias de lua cheia, o pessoal faz o sandboard à noite, o que deve ser muito legal. Inúmeras agências oferecem esse passeio, então você não terá problemas em encontrar alguém que leve você até lá! Termas de Puritama: Outro que não consegui incluir, as Termas de Puritama são piscinas termais no meio do deserto, localizadas a 30 km de San Pedro. É uma excelente opção para relaxar depois de um dia cansativo no deserto. Inúmeras empresas levam você até lá e o preço é algo em torno de 9.000 pesos. Salar de Uyuni: O Salar de Uyuni fica na Bolívia, mas inúmeras agências em San Pedro fazem travessias até lá pelo deserto, que duram de 3 a 4 dias. O que levar ao Deserto do Atacama Fazer as malas para essa viagem ao Deserto do Atacama não é muito simples. Você tem que considerar que vai pegar temperaturas extremamente frias e temperaturas relativamente quentes, tudo no mesmo dia. Fora os itens básicos de higiene pessoal e vestuário, acredito que a lista abaixo é suficiente: Meias para frio: Se você tiver meias de esqui, ótimo. Você vai usar no passeio dos Geysers del Tatio e pode ser bom para dormir também. Se você não tiver meias de esqui, leve a mais grossa que você tiver. Calçado confortável: Leve sandália e um tênis confortável para fazer os passeios, já que você vai andar com frequência. Não vejo necessidade para uma bota de trekking ou algo mais pesado, a não ser que você vá fazer algum trekking mais pesado, como o Lascar. Eu estava com um tênis goretex da The North Face, que é bem reforçado, mas praticamente todo mundo que vi por lá estava com tênis normal. Se você tiver uma bota ou um tênis mais reforçado, ótimo, caso contrário não vejo necessidade de comprar um. Calça térmica: Se você tiver, será muito útil. Ainda que você não tenha uma calça térmica técnica (aquelas para esqui, frio extremo, etc), uma ceroula ou uma calça justa ao corpo e que retenha o calor já será muito boa. Blusa térmica: Basicamente, o mesmo que da calça térmica, mas para a parte de cima do corpo. Eu tenho várias, porque esquio, e você pode encontrar umas baratinhas na Decathlon e na Centauro. Fleece: O fleece é o que chamamos de segunda camada, um blusão bem quentinho e excelente para reter o calor. Além do fleece, pense em moletons também para usar como segunda camada. Jaqueta: Terceira e última camada, você pode levar um corta vento ou até algo mais pesado (eu andei com minha jaqueta de ski nos dias de muito frio). Luva e touca: Eu usei luva de ski e passei frio nos geysers, mas em todos os outros passeios me virei bem com uma luva de lã e mão no bolso. Para quem sente frio na cabeça, uma touca é bem útil por lá. Roupas leves: Além das roupas acima focadas no frio, leve roupas leve, como camisetas, calça jeans, etc, pois boa parte dos passeios serão feitos em temperatura amena. Um casaquinho não muito pesado também é muito útil para as noites em San Pedro. Filtro solar: É sol o dia todo e sol forte, não economize no FPS! Mochila de ataque: Leve uma mochila de ataque para usar durante o dia, especialmente para guardar as roupas que você for tirando e a água que você precisará carregar com você. Bepantol e hidratante: O tempo é muito seco e seus lábios e pele ficaram muito ressecados, mas ressecados como você nunca viu antes. Sua mão vai ficar áspera e seus lábios vão rachar, então evite isso ao máximo com Bepantol e hidratante. Soro fisiológico ou Sorine: Seu nariz fica desconfortavelmente seco, então use esses produtos para ajudar um pouco. Colírio: O olho também sofre com o tempo seco. Espero que a lista acima ajude vocês! Como falei antes, estou escrevendo uma série de posts sobre o Deserto do Atacama, e aos poucos vou publicando e colocando o link aqui para ajudar todo mundo. Coloquei aqui as informações que relatei no meu blog e o link para o post completo com mais fotos e informações está aqui. Espero que ajude! 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  13. Olá pessoal, Estou procurando esta informação online e esta dificil de achar: Como ir de San Pedro de Atacama para Uyuni. Sei que tem onibus saindo de Calama as 6 da manhã, porém não é diariamente e li alguns relatos não muito bons sobre este trajeto. Aqui no forum, em algum post vi alguem falando que daria para ir para Uyuni com alguma agencia mesmo não estando fazendo um tour, mas não achei mais nada sobre isso na internet. Alguém poderia me ajudar se isso é verdade e qual agencia faz isso? Obrigado
  14. Mochilão San Pedro de Atacama janeiro 2016 Video da viagem em San Pedro de Atacama Gasto total: 140.000 pesos chilenos ( em dollar U$ 200 em real R$ 800,00 ) *valor apenas de 4 diárias sendo, hospedagem + alimentação + 2 passeios Valores separados: Hospedagem: 12.000 pesos chilenos a diária - Hostel Hara Hara Camping: 5.000 pesos chilenos Alimentação: 5.000 pesos chilenos bandejão Água de 1,5L: 900,00 pesos chilenos Passeios: 11.000 pesos chilenos - Vale de la Muerte + Vale de la Luna 30.000 pesos chilenos - Geiseres e Vulcões Outros Passeios que não fiz: 40.000 pesos chilenos - Noche Astronômica no Telescópio 120.000 pesos chilenos - Salar Uyuni já incluso hospedagem, café da manhã e transporte Obs.: Valores no período de 24/01/16 á 30/01/16 dollar em R$ 4,00 na época. Os valores variam dependendo da época, caso queira economizar evitar as épocas de Reveillon / Carnaval e inverno mês de julho, pois são as épocas mais caras em San Pedro de Atacama. Relatos: San Pedro de Atacama não é barato, pois é uma cidade pequena, no meio do deserto, ou seja, água é luxo lá, assim como outros recursos. Mas é uma cidadezinha bonita, bem estruturada e totalmente turística. Se a intenção for economizar, existe opções de hospedagem e camping mais em conta do que eu paguei, basta pesquisar, bater perna, a cidade é pequena e dá pra fazer essa garimpagem de preços em 2 horas de caminhada. Assim como alimentação, basta bater perna e pesquisar os melhores valores. Eu comi num bandejão de 5.000 pesos chilenos ( U$ 6 dolares ) foi um dos mais baratos que eu encontrei, mas no ultimo dia ví uma placa com um valor de 3.000 pesos chilenos. Há a opção de campings e o valor mais em conta que ví foi de 5.000 pesos chilenos a barraca Os Passeios você pode fazer fechando com uma agencia. Mas se você já tiver algum conhecimento da região e quiser fazer alguns passeios por conta própria ( carro, moto, bike ou trekking "caminhada" ) você pode numa boa. Apenas terá que pagar a entrada em cada guarita de acesso aos vales. A entrada custa 3.000 pesos chilenos por pessoa. Sobre bike e trekking: se vc já tem um bom conhecimento da região você pode fazer o Vale de La Muerte e o Vale de la Luna sozinho, mas é sempre bom ter um guia, afinal, trata-se de um deserto e se caso acontecer algo o guia poderá ajudar ou pedir ajuda. Existe a possibilidade de alugar bike na agencia de turismo ou de fechar um guia trekking, esses valores não peguei. Fiquei poucos dias em San Pedro do Atacama, pois eu estava de moto e de passagem apenas, pois meu destino era Cusco no Perú. Mesmo assim consegui fechar 2 passeios indispensáveis, Vale de la Muerte e Vale de la Luna + Geiseres e Vulcões. fechei com uma agencia na rua principal de San pedro, tem muitas agencias e a maioria tem o mesmo valor, todas seguras. Aliás, segurança, ou melhor, honestidade foi o que encontrei em San Pedro do Atacama. Tanto dos moradores locais, quanto dos turistas. Claro que não podemos vacilar. Após ter ido nesses passeios, percebi que eu poderia fazê-los com a minha moto, então no dia seguinte de cada passeio, peguei a moto e segui para os mesmos locais que passei de micro-ônibus da agencia de turismo. De moto consegui parar em alguns pontos de paisagens lindas e fazer algumas imagens. Os Passeios que não fiz, Salar Uyuni e Noche Astronômica, valeria a pena fazer, mas devido a minha programação para chegar a Cusco de moto, optei em não fechar esses passeios porque me custaria 2 ou 3 diárias a mais e também uma grana a mais. Sobre o clima, fui em janeiro, verão. Durante o dia sol intenso e calor de 40º e a noite a temperatura cai drasticamente chegando a 8º ... então, dependendo do passeio a ser feito, é bom levar um moletom ou um casaco, porque se o passeio acabar a noite você pegará o frio congelante.
  15. Pessoal, estou indo a Uyuni agora e depois de conhecer Uyuni vou a San Pedro do Atacama ficar uns dias e depois voltar. Como faz para voltar? Não seria volta de passeio, pois já teria conhecido Uyuni......teria q ser uma volta direto a Uyuni, para poder pegar um outro voo, pois meu voo de volta ao Brasil sai de Santa Cruz de La Sierra Me ajudem por favor !
  16. Olá, pessoal. Sou mochileiro de primeira viagem e estou com uma dúvida no ultimo trajeto de minha viagem. Pretendo fazer o passeio de três dias pelo Salar e pegar um onibus para San Pedro do Atacama no dia que acabar o passeio. Vi na internet que geralmente os passeios retornam as 18:30 para uyuni, minha ideia era pegar um ônibus de noite e viajar durante a madrugada para San pedro do Atacama, porém não estou achando essa alternativa na internet. Alguém que já fez a viagem sabe me dizer se isto é possível? caso não seja, qual seria a alternativa mais viável? Obrigado a Todos!
  17. Santiago - Copiapó - Laguna Verde - Chañaral - Pan de Azúcar - Antofagasta - San Pedro de Atacama - Bahia Inglesa - La Serena - Coquimbó - Vicuña - Pisco Elqui - Valparaíso - Viña del Mar - Santiago 21 dias viajando em agosto de 2008 pelo norte do Chile. Foram mais de 5.000 km desde Santiago até San Pedro e depois de volta. Atravessamos o norte do país pelo mto (mto!!!) seco deserto do Atacama, acompanhados sempre pela cordilheira dos Andes. Várias paisagens espetaculares como o Parque Nevado Tres Cruces, o Pan de Azúcar ou La Portada. San Pedro de Atacama é incrível! O Salar, o Valle de la Luna, os Gaysers del Tatio, as Lagunas Altiplânicas são todos imperdíveis. Mas, existem ainda outros lugares inesquecíveis, mas menos conhecidos, que eu acho que valem mto à pena e vou recomendar a todos os mochileiros. Por exemplo: o Salar de Tara, Pisco Elqui ou a Laguna Verde. LOCOMOÇÃO: Antes de deixar Santiago, alugamos um carro. O custo é alto, o maior da viagem (mais do que hospedagem, alimentação ou qq outra coisa). Mas, é fundamental! As cidades do norte do Chile, como Copiapó, Chañaral ou Antofagasta (pra falar só nas maiores) não têm grandes atrativos. Normalmente, são até meio feias, como uma cara suja por conta da poeira seca do deserto. Ou seja, funcionam mais como pontos de apoio para visitar as verdadeiras atrações no interior do país. E pra mtas dessas atrações, não espere contar com transporte público. Embora no Chile seja mto comum (e relativamente seguro) pegar carona, em alguns dos lugares mais interessantes que fomos não havia uma única alma viva além de nós mesmos. Então, carona, nem com reza brava... OS LUGARES: Para quem não conhece, Santiago é uma ótima cidade. Já tive oportunidade de ir lá algumas vezes e vale uma visita com tempo e calma. Circule a pé, claro, sempre a melhor pedida pra conhecer lugares. Deixamos Valparaíso e Viña del Mar para o final da viagem, mas vou adiantar o relato aqui: são ok, merecem uma visita, mas nem de longe foram um ponto alto da viagem (pelo menos, para nós). Valpo (como os chilenos chamam Valparaíso) tem um ar meio decadente, embora os vários universitários deixem a noite mto boa. Vale pela diversão! Viña del Mar é um balneário que não impressiona a nós brasileiros, acostumados a praias tão lindas por todas as partes. Laguna Verde: simplesmente sensacional!!! Essa imensa lagoa azul (então, pq se chama "Verde"?! Sei lá, talvez seja verde dependendo da época do ano rs...) é um dos lugares mais incríveis que já vi!! Fica quase na fronteira com a Argentina, dentro do Parque Nevado Tres Cruces e ao lado do Ojos del Salado, o maior vulcão do mundo e, não fosse pelo Aconcágua, seria tb o ponto mais alto fora do Himalaia. Mas, chegar e ficar por lá não foi nada fácil... Dormimos em Copiapó e saímos bem cedo. Antes de seguir viagem, peça aos carabineiros para confirmarem com os outros carabineiros do posto da fronteira sobre as condições da estrada. Vc não vai querer ficar atolado no meio do nada! Também compre combustível extra. Nós levamos 30 litros em um galão no porta-malas e rodamos mais de 700km sem cruzar com nenhum posto! O caminho é uma sequidão só, a maior parte do tempo, vc não verá sinal de vida, nem mesmo um matinho na beira da estrada! Mas, lindo, mto lindo! O lugar é tão longe de tudo q o posto da alfândega fica 100km antes da fronteira com a Argentina. Vc vai subir a mais de 5000m de altitude (mtas curvas e mta pirambeira, cuidado!), passar por salares, vulcões ativos, rios congelados, montanhas que tocam o céu etc. A única coisa q vc provavelmente não verá é outro carro ou ser humano no caminho. Fomos acreditando que haveria um refúgio para dormirmos por lá. Como fica próximo do Ojos del Salado, é utilizado como base de apoio para quem vai escalá-lo. Pois é, mas as pessoas não sobem a quase 7000m no inverno e nós fomos em agosto! Ou seja, o refúgio não estava funcionando... A chegada à Laguna é de tirar o fôlego. Uma gigantesca lagoa azul turquesa no meio de uma paisagem desértica, rodeada por vulcões e montanhas nevadas. De quebra, algumas fontes termais formavam pequenas banheiras com a água aquecida (não, não entramos...! vai sair molhado daquilo depois!). Qdo a noite chegou, uma lua cheia indescritível nasceu por trás das montanhas. Mágico! Junto com a noite, veio o frio de verdade. E nós, que tivemos que dormir no carro e já estávamos com enjôos e dor de cabeça pela altitude (uns 4.700m ali), começamos a sofrer com o frio. Não foi pco frio, chegou a fazer -20 graus de madrugada! O galão de combustível no porta-malas permitiu dormir sem medo com o carro ligado e o ar quente no máximo, mas ainda quase insuficiente pra não deixar nossos dedos congelarem (de verdade!). Isso foi um pco perigoso e beeem desconfortável, mas valeu mto à pena pelo sensacional visual da região. Ah, se for lá, aproveite pra voltar direto pra Chañaral, mudando de estrada após o posto da alfândega e passando por Diego de Almagro. Outras belezas vão te surpreender no caminho! Pan de Azúcar: dizem os chilenos que se parece com o Pão de Açúcar do Rio. Isso tá longe de ser verdade, mas ainda assim é bem bonito. Saia de Chañaral e vá visitar o parque. Se estiver mesmo de carro, isso vai te permitir se "perder" pelas bandas de lá, rodar meio que sem destino, interagir com as raposas interessadas na sua comida e aproveitar os contrastes de um deserto que acaba em precipícios a beira-mar. Maravilha! Em Antofagasta foi mais difícil encontrar um lugar barato para dormir. Mas, por lá, vale visitar La Portada, uma ponte de pedra bem bacana no mar. Se sair da estrada com o carro pra ver de mais perto essa blz, atenção pra não cair da falésia. Não há nada sinalizando qdo a duna acaba e o carro vai virar um pastel lá embaixo. Ou seja, é melhor não cair... e não dá pra ver mesmo, cuidado! San Pedro de Atacama: mtos já devem ter falado bastante, então não vou chover no molhado. A única ressalva é que o carro alugado aqui até virou economia. Boa parte dos passeios pode ser feita por conta própria. Além de salvar uma graninha, fica aquela liberdade que não tem preço, né... Ah, mas ande apenas pela estrada! Fomos nos aventurar fora dela e acabamos atolados (até encostar o fundo do carro!) no meio do deserto. Algumas horas tentando tirar o carro dali, outra hora andando meio perdidos pelo deserto de volta até a estrada debaixo de um sol de rachar, mais um horinha esperando passar alguém pra pedir carona até a primeira cidadezinha. E o resto do dia para encontrar e convencer um jeep-reboque (são mto grandes) a entrar no deserto e trazer o carro de volta! Virou experiência, mas foi uma idéia estúpida rs... Mas, vou falar de um lugar específico, próximo a San Pedro que pca gente vai: o Salar de Tara. Talvez, o lugar mais lindo dali! É um pco mais afastado, quase na tríplice fronteira com Bolívia e Argentina, mas a beleza é descomunal!!! Ah, e se tivéssemos tempo, teríamos ido ao Salar de Uyuni, na Bolívia. Se puder, vá! Na volta, já no sentido norte-sul, paramos na Bahia Inglesa. Para os chilenos, praia de cartão postal. Para nós, não dá pra comparar com as melhores praias que temos. Mas, é um lugar legal, de qq forma. Embora, deva ser bem mais animado no verão. Ah, pra quem não sabe, as águas do Pacífico são bem mais frias que do Atlântico. Então, tem q ter mta raça pra querer entrar no mar... Depois, passamos por La Serena e Comquimbó (lugares ok). Saímos da principal na direção de Vicuña e fomos dormir em Pisco Elqui, uns 100km depois. Em todo o norte do Chile o céu é mto límpido (pelo clima seco, ausência de gente - e luz artificial), mas nessa região isso é ainda mais marcante. Tanto que mtos dos maiores observatórios do mundo estão por ali. Para nós, meros mortais, é possível visitar o observatório da prefeitura. O telescópio deles é modesto, mas o céu por lá é luxuoso. Estrelas cadentes, sem exageros, vc conta no mínimo 10 se olhar por 1min para o alto. Mas, para nossa sorte, vimos um bólido entrar na atmosfera. Uma bola incadescente e multi-colorida que cortou lentamente o céu por cerca de 15 segundos. Memorável! San Pedro e Pisco Elqui foram os dois únicos lugares que reservamos um lugar pra dormir com antescedência. San Pedro pq tivemos medo de não encontrar lugar (embora vimos q lá tem várias opções de albergue e certamente não faltaria pelo menos uma caminha pra gente). Mas, em Pisco Elqui pq foi a hospedagem de luxo da viagem: o Elqui Domos. Procure saber... mto legal! Bem, a idéia, mais do que compartilhar o passo a passo da viagem, foi dividir algumas das melhores experiências que tivemos! Boas viagens!
  18. Viagem começou no dia 31/07/2015, saímos de Timbó no dia 31/07 as 19:00 hrs em direção a Palmas PR, eu e meu amigo Cleiton fizemos a viagem. Chegamos em Palmas as 00:20 e nos hospedamos no Hotel Antares, R$ 90,00 quarto para dois, hotel honesto e café da manhã muito bom. 01/08 Palmas PR - Resistencia AR - Acordamos cedo e fomos em direção a Dionisio Cerqueira SC para atravessar a fronteira para Argentina e trocar reais por pesos, a passada pela aduana foi rápida e sem muita burocracia, depois dos procedimentos fomos trocar dinheiro, compensa muito trocar dinheiro na fronteira, tem muitos caras trocando dinheiro na rua e com uma cotação muito boa 4 pesos por 1 real. Depois de trocar dinheiro partimos para Resistencia, logo no primeiro trecho da Ruta 17 passamos pelo primeiro de muitos postos da policia, apenas conferiram os documentos e seguimos em frente, quando chegamos em Eldorado pegamos a Ruta 12, logo após passar por Posadas fomos parados mais uma vez, e olharam todos os equipamento de segurança, revistaram o porta malas e perguntaram se eu estava armado, mas foram educados e cordiais, alguns quilômetros a frente em San Borgira fomos parados novamente, mas desta vez apenas pediram carona para um policial até Ituzaingó uma cidade a 60km a frente, claro que não neguei rsrsrsrs, chegamos a noite em Resistencia e depois de muito procurar encontramos o Hotel Colon R$125,00 com banheiro privado e garagem, hotel ruim, mas para uma noite deu pro gasto. 02/08 Resistencia AR - San Salvador de Jujuy AR - Levantamos, tomamos café e abastecemos o carro, a nafta estava em media R$3,80 o litro. Fomos enfrentar a grande reta do Chaco pela Ruta 16, logo após a saída de Resistencia tem um pedágio e lá fomos parados pela policia, pediram documentos, olharam extintor, triângulos e deram uma olhada superficial nas malas, foram cordiais e seguimos, a minha preocupação com a policia corrupta era tão grande que nem senti o tempo na estrada cruzando o Chaco, no posto famoso pela corrupação passamos direto, não tinha ninguém UFA!!!!!! Esse trecho apesar de grande foi tranquilo, lembrando que é bom abastecer quando chegar a meio tanque, não sofremos com falta de combustível, no final da Ruta 16 o asfalto não é bom, mesmo assim da pra andar legal, estão refazendo o asfalto desse trecho, as obras estavam bem adiantadas. Saímos da Ruta 16 e pegamos a Ruta 9 em direção a General Guemes, e continuamos até San Salvador, antes de chegar mais um posto policial, no final da tarde chegamos na cidade grande e bonita. Novamente a novela de procurar hotel, San Salvador não estava no roteiro como parada, mas como o dia na estrada rendeu fomos até lá, cansados ficamos no Hotel Fenicia R$ 162,00 quarto duplo com garagem e café da manhã, esse foi o melhor e mais cara hotel da viagem e valeu cada centavo, fomos jantar e dar uma volta na praça que estava bem movimentada.
  19. Atacama, norte do Chile. Uma semana de intensas emoções vividas no deserto mais árido do planeta. Ao todo foram nove dias no Chile. Duas noites em Santiago e sete em San Pedro de Atacama, entre final de março e começo de abril de 2014. A época é considerada temporada baixa, más há turistas o ano todo por lá, especialmente entre dezembro a fevereiro e julho a setembro. Comprei as passagens saindo desde Montevidéu (onde moro atualmente) para Santiago. Pela Lan, os voos são diários e a viagem dura aproximadamente duas horas, sem conexões ou escalas. Recomendo pesquisar no site da empresa, pois sempre tem promoção rumo à capital chilena, saindo do Brasil. Em Santiago me hospedei uma noite na ida e outra na volta na casa do Benjamín -meu companheiro de viagem-, mas na cidade existem infinidades de hostels para quem quiser economizar. O bairro Bellavista oferece muitas opções e vale a noite, que costuma ser animada, com vários bares. No dia seguinte, saímos cedo rumo a Calama. O trajeto também foi feito pela Lan. Voo tranquilo de duas horas e com uma linda vista para a Cordilheira dos Andes. As passagens de ida e de volta custaram aproximadamente R$ 260,00. Tudo depende da época em que for, é claro. Outra opção de voo é voar com a empresa chilena Skyairline. Ir de ônibus também é outra alternativa. A desvantagem é o tempo: são quase 24 horas até chegar a Calama. Chegando no aeroporto, a paisagem assusta de tão bela. O azul e o laranja são um contraste perfeito que se desenha no horizonte ao pousar em Calama, ponto de partida para o destino base: San Pedro de Atacama. Cheguei com o sol forte do meio-dia. Ao sair do avião, a sensação de estar em um universo paralelo é latejante e toma conta do corpo. A partir dali, a mais de 2.000 metros de altura, a falta de ar era só o início da viagem. O caminho entre Calama e San Pedro dura aproximadamente uma hora. São várias as empresas que oferecem transporte até o povoado, por isso, sempre é bom pechinchar. Fomos até San Pedro com a empresa Licancabur, com direito a um repertório musical de gosto duvidoso escolhido pelo motorista/DJ, que variava entre as famosas canções interpretadas por flautas andinas e os clássicos de Frank Sinatra. Da para comprar o trecho de ida e de volta de uma vez. Porém, compramos o bilhete só de ida. Cada um saiu por R$ 40. Também há linhas regulares de ônibus que levam até o San Pedro, é questão de se informar no saguão do aeroporto. No trajeto, você começa a ter uma noção da imensidão do lugar. As paisagens mudam a cada curva, entre cordilheiras que contornam a estrada e o belo vulcão Licancabur, o abre-alas de toda a viagem. [creditos]Vulcão Licancabur visto desde as ruínas de Pukará de Quitor. Sabrina Pizzinato[/creditos] Como a viagem não foi muito planejada, chegamos em San Pedro sem nenhuma reserva. Ficamos na rua Caracoles para começar a peregrinação em busca de hospedagem, que variam desde hotéis de luxo a casas de família. Depois de pesquisar valores, nos hospedamos no Hostelling Internacional. A noite em quarto compartilhado, para seis pessoas, saiu em torno de R$ 30,00 com um singelo café-da-manhã incluído. Conseguimos um desconto pelas 7 noites. O hostel é bem simples, com banheiros pequenos, mas com chuveiro bom e água quente. A graça do local fica por conta do ambiente, tomado por bicicletas e um pátio interno para interagir com os outros hóspedes. Mochilas instaladas, era hora de fazer o reconhecimento do local. As ruas do povoado de terra, são tomadas por agências de turismo que oferecem os passeios para as principais atrações da região, locais para aluguel de bicicletas, casas de câmbios, restaurantes para todos os gostos e lojinhas de artesanato. Tudo parece igual. Serviços de cartão de crédito e de internet funcionam em quase todos os estabelecimentos. Há apenas um caixa eletrônico em San Pedro. [creditos]Uma das ruas de San Pedro.Sabrina Pizzinato[/creditos] A alimentação e os passeios vão depender do gosto do cliente. Às vezes fazíamos lanches, outras cozinhávamos no hostel ou então saíamos para jantar. Aproximadamente foram entre dez e trinta reais gastos por dia em refeições e provisões para os passeios. Já os passeios são um quesito à parte. A dica é pesquisar antes de fechar pacotes com alguma empresa -são muitas!- e os preços podem variar, assim como a qualidade do serviço. Se a escolha for fazer mais de dois ou três passeios, é interessante fechar com a mesma agência, pois geralmente tem desconto. Outra possibilidade bem mais legal é alugar bicicletas. Além de economizar em alguns passeios, a sensação de pedalar no deserto é indescritível e vale para testar a resistência física. Acredite, vai precisar! O aluguel por meio dia (5 horas) custa R$ 15,00 e R$ 25, 00 o dia inteiro (9 horas). Escolhemos três tours: Termas de Puritama, Geysers del Tatio e Lagunas Altiplánicas por R$ 200,00 (preço pelos três, com desconto e por pessoa). Vale lembrar que as entradas para os parques são pagas separadamente e à vista. Custam aproximadamente entre R$ 15 (ruínas de Pukará de Quitor, Valle de la Luna, Geysers del Tatio, Lagunas Altiplánicas, Aldea de Tulor, Lagunas Cejar, Laguna Chaxa, Tebinquinche , Valle del Arcoíris) a R$ 40 (Termas de Puritama). O passeio para o Salar de Tara, que dizem ser muito bonito, ficou para uma próxima. Depois de uma pausa para almoçar, chegamos a um consenso e definimos o roteiro da semana: Dia 1 - Bicicleta o dia inteiro: pela manhã, visita a Pukará de Quitor . Pela tarde, Valle de la Muerte. Dia 2 – Bicicleta pela manhã: Garganta del Diablo. À tarde, tour para as Termas de Puritama. Dia 3 – Tour para os Geysers del Tatio (não é recomendável logo de cara e depois entendi o porquê). Dia 4 – Bicicleta (odisseia para encontrar a Aldea de Tulor) Dia 5 – Pela manhã, tour para as Lagunas Altiplánicas, Comunidad de Toconao e Laguna de Chaxa, onde fica a reserva dos flamingos. À tarde, optamos por alugar uma camionete por um dia (compensa se conseguir mais gente para dividir o valor) e fomos à Piedra del Coyote e ao Valle de la Luna. Dia 6 - Com a camionete amanhecemos nos Ojos del Salar de Atacama,Laguna Tebinquinche e Laguna Cejar. À tarde partimos para o Valle del Arcoíris e visitamos os Petroglifos. Na volta, paramos novamente na Piedra del Coyote, a vista para o Valle de la Luna é sensacional e poderia ficar o dia inteiro lá! Dia 7 – Pela manhã e antes de partir para Calama, para pegar o voo de volta, deu tempo de conhecer o Museo Arqueológico R. P. Gustavo Le Paige e alugar bicicletas para conhecer o Cráter del Meteoríto, que fica a 4 km da saída de San Pedro. No mais, é levar muito protetor solar, roupas práticas e leves (ao amanhecer e à noite faz frio e durante o dia muito calor) e câmera fotográfica. Vai por mim, ficará dias depois da viagem olhando cada clique e pensando: estive mesmo lá? Mais dicas sobre San Pedro de Atacama e região: http://www.sanpedrochile.com Com os roteiros mais ou menos definidos, aproveitamos a primeira noite para descansar e perambular pelas ruelas de San Pedro. O clima de que todos se conhecem é bastante acolhedor. Começava a entender porque muitos se apaixonam pelo lugar e resolvem ficar mais um dia e outro e outro… Benjamín e eu resolvemos jantar num dos tantos restaurantes existentes e em vez do vinho, escolhemos a Atacameña, cerveja produzida na região -muito boa por sinal!- para brindar pela nossa chegada ao deserto.Uma curiosidade: nem todos os restaurantes podem vender bebidas alcoólicas. Alguns têm licença, outros apenas oferecem algum drink de boas-vindas, geralmente o famoso pisco sour. Para comprar bebidas há uma que outra bodega em San Pedro. Como a maioria dos passeios começa antes mesmo de amanhecer, os estabelecimentos fecham cedo, mas sempre tem alguma festinha quase clandestina agitando a noite. Preferimos descansar, afinal tínhamos um deserto inteiro pela frente. Ruínas de Pukará de Quitor Logo após o café da manhã, era hora enfim de começar a aventura. Pela facilidade, alugamos bicicletas no hostel mesmo. Compramos algumas provisões essenciais: bolachas, barrinhas de cereal, frutas, água, água e mais água. E mesmo assim nunca é suficiente. Sempre compre mais água! Antes de sair, e a partir dali, começava o ritual de todos os dias: creme hidratante, camadas de protetor solar (FPS 30 para o corpo e FPS 50 para o rosto) e labial, boné e óculos escuros.Todo listo e mapa em mãos, rumo às ruínas. O trajeto é relativamente curto e seguro. São 3 km saindo ao norte de San Pedro. Ao longo do caminho se vê o Río Grande com suas margens cobertas por pastagem verde e a entrada da Garganta del Diablo. É um bom passeio para começar a se ambientar com o lugar e testar a resistência física. Ao chegar, as bicicletas ficam estacionadas na entrada da fortaleza e logo após pagar a entrada, são 70 metros caminhando morro acima com duas trilhas: a das construções da época pré-incaicas e a do mirante. Ao chegar no topo, a beleza do horizonte é tamanha que se perde a noção do tempo. Do alto do mirante, a vista para o deserto é quase de 360º . A sensação de isolamento só aumenta com o vento constante e a imponência do Licancabur, que descansa plácido sob o olhar boquiaberto dos visitantes. O estado é de contemplação. [creditos]Ruínas de Pukará de Quitor. Ao fundo, o vulcão Licancabur. Sabrina Pizzinato[/creditos] Ladeira abaixo, depois de horas submersos pelo encanto do lugar, resolvemos voltar a San Pedro para abastecer. Almoçamos um super sanduíche feito com hallulla, uma espécie de pão plano da região e descansamos um pouco antes de seguir para o Valle de la Muerte. Valle de la Muerte Localizado na Cordillera de la Sal, o vale fica aproximadamente a 2 Km à direita, saindo de San Pedro pela estrada CH-23 rumo a Calama, não é preciso pagar para entrada. Ao entrar no labirinto de rochas, o único barulho que se escuta é dos cristais de sal rompendo-se, devido à baixa temperatura em contato com o sol. Não existe vida no lugar, por isso o nome sugestivo. Lá também se encontram as dunas de areia, destino bastante popular para quem gosta de praticar trekking ou sandboard. A cada instante, as cores da cordilheira variam dependendo da posição do sol. Durante à tarde, o laranja intenso invade os contornos do ambiente à espera do atardecer. Definitivamente estamos em outro planeta! [creditos]Pedalando no Valle de la Muerte. Sabrina Pizzinato[/creditos] Sensação de dever cumprido. Com o cair da tarde, voltamos a San Pedro para descansar e esperar entre uma piscola e outra, as surpresas do próximo dia. O destino do dia seguinte era visitar a Garganta del Diablo, que aliás, não estava previsto inicialmente, e foi indicação da recepcionista do hostel. Garganta del Diablo Alugamos bicicletas pela manhã e fomos em direção a Pukará de Quitor, o caminho utilizado é o mesmo, porém o trajeto que nos esperava era mais longo, ao todo 16 km entre ida e volta e sem muitas sinalizações. Mesmo com mapa, pedimos informações uma e outra vez. Ao passar as ruínas arqueológicas, seguimos margeando o Río Grande(ou Río San Pedro) até um ponto que nos foi indicado onde deveríamos cruzar o rio que, por sorte, não estava cheio. Mesmo assim, a frescura fez com que eu tirasse os tênis e atravessasse a pé a água geladíssima! É preciso atenção, pois o único mapa existente no lugar é uma placa de Bienvenidos a Catarpe com algum vestígio de sinalização, algo confusa. Sem muitos turistas, talvez pelo horário, a sensação de aventura só aumentava. Os únicos companheiros do passeio foram dois cachorros que serviam de guias para um casal de brasileiros que circulava por ali. Para encontrar a Garganta é preciso chegar até uma bifurcação na estrada e seguir os rastros das bicicletas e cavalos pela direita. Aos poucos o caminho se estreita e começa a verdadeira diversão para ciclistas, pois a formação das pedras impede a passagem de carros.Similar ao Valle da Muerte, a Garganta del Diablo é parte da Cordillera de la Sal. Ou seja, enormes paredões rochosos e sem vida. Também não é preciso pagar entrada. [creditos]Garganta del Diablo. Benjamín Vicuña[/creditos] O encanto do local é pedalar entre os túneis dourados e subir e descer pelas pedras estreitas, às vezes com a bicicleta no ombro. O passeio foi uma excelente escolha para começar o dia. Voltamos a San Pedro a tempo de almoçar e esperar pelo próximo passeio. Termas de Puritama Segundo a agência que contratamos, as termas seriam uma espécie de oásis com cachoeiras de águas quentes no meio do deserto, mas não foi bem essa a impressão que tive. Localizadas a uns 30 km de San Pedro, chega-se lá pela mesma estrada que leva aos Geysers del Tatio. O trajeto morro acima é muito bonito, com muitas curvas perigosas e paisagens grandiosas: de um lado os salares no deserto que do alto parecem diminutos e do outro, jardins de cactos gigantes que brotam das pedras. Uma hora depois chegamos à Quebrada de Puritama e em seguida, descemos um belo vale por aproximadamente 10 minutos até o local. A entrada é salgada. Pagamos 9.000 CLP (equivalente a 35 R$) com tarifa reduzida por ser à tarde. [creditos]Termas de Puritama. Sabrina Pizzinato[/creditos] [creditos]Cruz para espantar os maus espíritos. Sabrina Pizzinato[/creditos] Apesar de bonito, a impressão que tive ao entrar era a de estar em um clube. As cachoeiras na verdade eram poços de águas termais entre 30 e 35 graus, um prato cheio para ficar boiando por horas! São mais ou menos 8 piscinas naturais separadas por trapiches. Algumas mais reservadas que outras. Ao passar de um poço a outro, a temperatura da água vai aumentando. O último poço que entramos parecia piscina de clube em dia de verão: muita gente e pouco espaço. [creditos]Trapiche das termas. Sabrina Pizzinato[/creditos] Por ser um lugar para relaxar, o passeio é bastante popular, porém às cinco da tarde o guia avisa que é hora de partir, pois a atração fecha antes das seis. E lá fomos nós correndo trocar de roupa nos vestiários instalados e bater retirada para San Pedro novamente. Dica: Muita gente prefere curtir as Termas de Puritama no último dia de viagem, depois dos passeios mais pesados. Após um fim de tarde submersos nas águas quentinhas das Termas de Puritana e de mais uma noite tranquila em San Pedro, chegou o momento do passeio que mais ansiava: os Geysers del Tatio. Geysers del Tatio Já havia lido algo a respeito dos famosos gêiseres antes da viagem e realmente estava expectante. O que sabia – e que não nos foi informado pela agência contratada – era que deveríamos evitar de comer carne vermelha, tomar bebidas alcoólicas no dia anterior ao passeio e usar camadas de roupas para proteger-se do frio ao amanhecer, já que a temperatura poderia chegar a – 22 graus dependendo da época do ano. Luvas e gorro são imprescindíveis! O passeio começa de madrugada. A van nos apanhou no hostel às quatro e meia da manhã. Logo após buscar os outros passageiros seguimos rumo à região do Tatio que fica a 4.320 metros de altura.O trajeto é sinuoso, escuro e perigoso. São muitas curvas e vans de outras excursões dividindo a mesma estrada. Vamos sacudindo em silêncio num misto de sono e apreensão até a chegada. No caminho o guia nos explica sobre os efeitos da altitude e nos orienta sobre os cuidados que devemos ter ao descer: movimentos lentos, respirar profundo, tomar água o tempo todo, não sair da trilha (muito importante) e sempre estar atento ao grupo. Ele nos contava que, anos atrás, alguns turistas morreram queimados ao pular nos poços, por bancarem os espertinhos. A temperatura da água pode chegar a 86 graus! Ao descer, o frio era cortante. Segundo o guia, tivemos sorte, pois fazia apenas – 7 graus. A entrada do parque é o único local em que há banheiros, então é bom aproveitar a parada para não se apertar depois. O lugar impressiona. A região do Tatio é composta por 80 gêiseres, a maior concentração do hemisfério sul e a terceira maior do mundo. Outra vez a sensação de estar em outro planeta toma conta do ambiente. O vapor dos poços em ebulição, que cortam os primeiros raios de sol. e o rugir da terra fervendo é quase hipnótico. [creditos]A terra ferve. Sabrina Pizzinato[/creditos] Após percorrer o primeiro campo de gêiseres, era hora de tomar o café da manhã preparado ali mesmo pelo guía. Hallulla com manteiga, café e chocolate quente aquecido nas poças de águas ferventes! Alimentados e com o dia mais claro, fomos para outra parte do parque, cujo terreno fora explorado anteriormente por uma empresa geotérmica, para fornecimento de energia. Após um incidente que provocou uma grande fuga de vapor de um dos gêiseres, a empresa foi desativada e hoje o terreno é considerado zona natural protegida pelo governo chileno. [creditos]Campo de gêiseres. Sabrina Pizzinato[/creditos] Terminado o passeio, há uma piscina termal a 36 graus no campo de entrada dos gêiseres para quem quiser nadar. Porém o nosso banho seria em outro lugar mais reservado e muito mais aconchegante, apesar do frio: à beira do lago Putana, rodeados por vulcões que fazem fronteira com a Bolívia. Porém, a essa altura do passeio, já sentia os efeitos da altitude e pela primeira durante a viagem percebi a fragilidade de meu corpo. Enquanto o pessoal do grupo se preparava mergulhar nas águas do Putana, o cansaço físico e a confusão mental, causado pela falta de oxigênio, me abatia, além da secura na garganta, do sangramento no nariz e do coração acelerado. Mal conseguia caminhar e foi preciso mastigar algumas folhas de coca para aliviar os sintomas do soroche. Resultado: nada de banho para mim. [creditos]38 graus a 4.300 metros de altura! Sabrina Pizzinato[/creditos] Devido aos efeitos da altura no organismo, é recomendável fazer passeios em altitude superior a 3.000 metros nos últimos dias da viagem, uma vez que o corpo já está mais adaptado às condições climáticas da região. Mesmo com o mal-estar, o fascínio pelo lugar não diminuía. Em meio aos contrastes de cores, éramos observados de perto pelo ativo vulcão Putana e pelas desconfiadas vicunhas o tempo todo. [creditos]Vicunhas pastando. Ao fundo o vulcão Putana escorrendo enxofre. Sabrina Pizzinato[/creditos] Começava o retorno a San Pedro. Porém uma última uma parada para comer empanadas de queijo de cabra e espetinhos de carne de lhama – para os corações menos sensíveis -, no inóspito vilarejo de Machuca de origem ancestral. Hoje em dia vivem apenas três famílias que sobrevivem da criação de lhamas e do turismo. [creditos]Ouro nas montanhas. Vilarejo de Machuca. Sabrina Pizzinato[/creditos] Novamente em “casa”, aproveitamos a tarde livre para descansar. As emoções do dia mal haviam começado. Passado os efeitos da altura e com as energias repostas, resolvemos nos dar ao luxo de jantar decentemente, depois de dias comendo bolachas, sanduíche e chocolate. O tempo passava entre pisco sour e conversas a fio, quando Benjamín chamou minha atenção para um pequeno quadro na parede que se movia. Sem dar muita atenção, continuei concentrada na conversa. Porém ele insistia para que olhasse novamente. Dessa vez tremia com mais força: estávamos sofrendo um terremoto! Estava excitada e apreensiva pela situação e por não saber ao certo o que estava acontecendo. O chão se movia cada vez com mais intensidade. Nesse instante, Benjamín – que é chileno e está acostumado com os constantes tremores no país – pediu que mantivéssemos a calma e saíssemos do lugar. Foi o tempo de levantar para que as luzes se apagassem. O dono do restaurante pediu que todos fôssemos para o lado de fora do estabelecimento. Alguns turistas mais nervosos começaram a se agitar, enquanto outros mais eufóricos riam da inusitada experiência. Com o povoado às escuras e todos na rua, a impressão era a de estar em um barco que balançava sobre agitadas ondas gigantes de terra que se moviam em um vai e vem tortuoso. Foram dois minutos eternos até que o sismo parasse. Passado o susto e com a energia restabelecida, todos voltamos a jantar. Porém logo veio a notícia que atestava o acontecido. Um forte tremor de 8,2 na escala ritcher, havia afetado uma região próxima a Iquique, cidade a 360 km ao norte de San Pedro. No povoado o terremoto chegou a magnitude 7. Esse seria apenas o primeiro tremor. Nas noites seguintes, sentimos as réplicas do sismo que afetou a região norte do Chile, onde estávamos. Depois das intensas emoções do dia em que a terra demonstrou, uma vez mais, a nossa fragilidade ante as adversidades da natureza, resolvemos dormir. Afinal, o dia seguinte nos esperava um agradável passeio de bicicleta ou pelo menos assim deveria ser. Dica: Chocolate! Para passeios nas alturas, nada melhor do que levar bombons ou barras, pois ajudam a repor as energias. Não dá para ficar apenas no chá de coca.
  20. Olá, pessoal! Vou passar pelo Salar de Uyuni mas NÃO quero fazer o tour de 3 dias, devido ao tempo, dinheiro e pelo que tenho lido das condições de viagem... acontece que vou passar por SPA e depois vou para Nazca, mas surgiu a dúvida: tem como ir de Uyuni até SPA SEM SER pelo tour de 3 dias? Obrigada!
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