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Santiago e Carretera Austral em Outubro de 2016


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Puerto Montt não tem nada de Turismo,é uma cidade industrial e gelada,simplesmente isso,agora Chiloe sensacional para se perder em suas pequenas cidades.Chove muito,nunca vi com tempo bom,também só fui a partir de Março, quando começa a esfriar.

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Juamz:

Ficamos 8 dias andando pelas cidades ao redor da Carretera Austral. Acho que para fazer tudo o que eu realmente queria o ideal seria uns 10 a 12 dias.

No inicio pensei em fazer a Carretera Austral inteira, iniciando por Puerto Montt mas tive várias dificuldades no planejamento como: tempo suficiente (precisaria de uns 15 dias), empresa que concordasse com alugar o carro em Puerto Montt e devolver em Balmaceda. Dai fui avaliar o que tinha para ver e fazer nos lugares e cheguei a conclusão que o trecho mais interessante ficava mais próximo de Balmaceda então mudei tudo. E assim reduzimos a quantidade de balsa (o que como você viu pode ser um problema)

Você pode dar uma olhada no meu roteiro pré viagem: carretera-austral-em-novembro-algumas-duvidas-t127618.html

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19/10/16 – Café da manhã na Cabana (tinha café e açúcar na cozinha que utilizamos, comemos o que restava das guloseimas que tínhamos comprado) e saímos para conhecer Puerto Rio Tranquilo. Local lindo, tranquilo (todos ainda dormiam – rss..). Passeamos pela praça, pela praia :D tirando várias fotos até abrir um mercadinho e um posto de gasolina aonde reabastecemos o Andino Patagonico de água, guloseimas, frutas e combustível.

 

Partimos em sentido sul, e 4km depois, na Baia Mansa, do lado esquerdo da Carretera Austral ou Ruta 7 (conforme informação daqui do site) tinha uma placa indicando passeio para as Capillas de Marmol. (iniciar o passeio apartir desse local é melhor que do centro de Puerto Rio Tranquilo, pois é mais próximo das Capillas, não demorando muito de barco para chegar lá – economia de tempo no deslocamento). É uma estradinha que desce muuuito (da medo), até a beira do gigante e esplendoroso Lago General Carrera. Pegamos um barco sem necessidade de reserva prévia e o pagamento foi feito no local. O dia estava perfeito: céu claro, bem azul sem nuvens. Esse passeio foi incrível! ::love::::love:: Muito melhor que o esperado. Duração de 1 hora. A cor do lago é maravilhosa (às vezes esmeralda, às vezes turquesa, às vezes azul marinho), as Capillas são lindas e a gente entra nas reentrâncias com o barco. Ao redor do lago haviam vários picos nevados que refletiam e deixavam a paisagem ainda mais perfeita. Super-recomendo.

 

Seguimos beiradeando o Lago pela Carretera Austral parando para tirar fotos sempre que dava vontade. Tentamos almoçar em uma vila muito pequena (Puerto Bertrand), porém não havia nada aberto (restaurantes 2 rss.. ) são familiares e funcionam com pré-agendamento. Alegaram que não tinham como nos receber). :( As guloseimas e frutas nos salvaram da fome – rss..

 

A Carretera começou a ficar estreita em alguns trechos e com maior quantidade de pedregulhos pequenos (o tal do rípio não é mole não). Alguns momentos você olha para o lado e vê um desfiladeiro tenebroso (de dar medo mesmo), mas com uma paisagem maravilhosa. Você fica ao mesmo tempo maravilhado e apavorado. Os locais andam pela estrada sem medo algum, correm mesmo. Vimos várias caminhonetes fazerem curvas a toda velocidade – e como tem caminhonete vermelha por lá heim!? Minha mãe ficou apavorada em vários momentos pelo risco da estrada. Chegamos a um trecho da Ruta 7 com obras, mas eles abriram passagem para nós.

 

O rio Baker – aaah como descrever – Lindo, um primor.. . caldaloso, correntoso e de cor também incrível (parte esmeralda, parte turquesa ). Paramos em uma subida na lateral da Carretera (quase como um acostamento natural – sei lá, havia outro carro parado ali também) e caminhamos alguns poucos metros para dentro da vegetação e vimos uma imagem do rio, de tirar o folego.

 

Dali para frente à paisagem muda. Poucos picos nevados, muitas fazendinhas (vimos uma Alpaca no meio das ovelhas), arvoredos diferentes.. . Na ida apenas passamos por Cochrane sem parada. Uma ponte, uma mata.. . outros lagos pelo caminho..

 

Saímos da Carretera virando a direita para ir a Caleta Tortel. Depois de andarmos um pouco alguns picos nevados voltaram a aparecer, e de uma hora para a outra um vale enorme se abriu a nossa frente. Já era tarde quando chegamos, estava começando a escurecer. Fizemos uma pequena malinha cada um, com coisas bem básicas, para uma noite, e entramos nas palafitas e escadarias da cidade. Super diferente. Achei meio sujo. Alguns lixos jogados ao redor das palafitas. As pessoas do local são muito educadas com os turistas incluindo as crianças. Ao encontrar com elas pelas escadarias todos te cumprimentam. Foi muito difícil achar uma cabana para ficarmos, logo na entrada da cidade estavam todas cheias. Depois de muito procurar encontramos (não recomendo). O jantar foi em um restaurante familiar em que a senhora era muito rabujenta (rss.. ) e o senhor super simples, simpático mas não entendia nada do que falávamos. O prato era feito sem opção de escolha: Arroz com pollo e guisante - que nem sabíamos o que era e quando chegou - ervilhas ( rss..) . Foi o melhor jantar da viagem!!!!!!!! Delicioso! Suculento! Tempero top! ::otemo:: (e eu nem gosto de ervilhas) Não sei se isso foi pela fome ou se era muito bom mesmo. ::lol3::

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Juamz:

Ficamos 8 dias andando pelas cidades ao redor da Carretera Austral. Acho que para fazer tudo o que eu realmente queria o ideal seria uns 10 a 12 dias.

No inicio pensei em fazer a Carretera Austral inteira, iniciando por Puerto Montt mas tive várias dificuldades no planejamento como: tempo suficiente (precisaria de uns 15 dias), empresa que concordasse com alugar o carro em Puerto Montt e devolver em Balmaceda. Dai fui avaliar o que tinha para ver e fazer nos lugares e cheguei a conclusão que o trecho mais interessante ficava mais próximo de Balmaceda então mudei tudo. E assim reduzimos a quantidade de balsa (o que como você viu pode ser um problema)

Você pode dar uma olhada no meu roteiro pré viagem: carretera-austral-em-novembro-algumas-duvidas-t127618.html

 

Bom, não conheço essa parte mais ao sul. Porém visitei Cochamó, não muito longe de Puerto Montt, e a região é lindíssima. De qq forma, como vc disse, por não haver muito tempo, teria de priorizar. Vi que seu plano original era essa balsa. Mas pelo visto o problema do horário acabou privilegiando sua viagem e te dando oportunidade de conhecer outra parte do Chile. A balsa era para Chile Chico e dps Argentina?

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Jaumz

 

A idéia sempre foi o Chile mesmo.

A balsa era para Chile Chico, mas depois iriamos direto para Caleta Tortel e em seguida Villa O'Higgins para depois voltarmos pelo caminho que acabamos fazendo primeiro, quer dizer por Puerto Rio Tranquilo e Villa Castillo. Nós iríamos para as mesmas cidades, porém em uma ordem diferente e em sentido contrário.

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20/10/16 – Saímos cedo para passear pela palafita costanera observando o Oceano Pacífico e as casas de madeira locais. Ao abrir a porta demos de cara com um cachorro que tinha ficado amigo do meu pai no dia anterior à noite (rss..). Vários outros surgiram, também mansos, e foram nos seguindo pelo trajeto pulando, correndo, brincando. Existem diversas placas de aviso sobre o risco de Tsuname e em caso de terremoto todos os locais já sabem que devem subir correndo toda a escadaria e ir para a região mais distante e alta possível :shock:::mmm: . Muitas fotos depois resolvemos pegar a estrada novamente.

O café da manhã foi no carro com o que sobrou das guloseimas. Decidimos não chegar ao final da Carretera Austral (Villa O’Higgins – já que não iríamos ao glacial existente ali, tínhamos um tempo curto e gostaríamos de ir mais para o norte). Voltamos a Carretera e pegamos sentido norte (pequeno trecho já percorrido anteriormente no sentido contrário para depois sair novamente da Carretera virando a direita, ruta 265 – como se fossemos para a Argentina, mas ao invés disso pegamos a balsa em Chile Chico).

Aconteceu um acidente :( com uma caminhonete, que ia bem a nossa frente, com outra que vinha em sentido contrário e que surgiu do nada ao fazer uma curva correndo. Foi um susto enorme, pois vimos acontecer o impacto a poucos metros a nossa frente. Paramos para ver se estavam todos bem e acalma-los. Ajudamos a tirar os carros do meio da Carretera, ainda bem que ali era mais largo. Os carros não tinham condições de andar então eles pegaram carona com outro carro em sentido a Caleta Tortel e nós seguimos nosso caminho.

Derrepente nos deparamos, na margem da ruta, com um imponente Huemul. :) Parecia estar fazendo pose, superelegante. Ficou paradinho até chegarmos beeem perto com o carro para só então sumir correndo. Eles estão entrando em extinção naquela região e por isso existem campanhas de proteção aos mesmos. Lindo.

Chegamos a Cochrane, demos uma voltinha na cidade de carro e paramos na praça e igreja para fotos. Fomos a pé até um restaurante próximo aonde almoçamos. Abastecemos o Andino Patagonico e partimos em sentido norte da Carretera Austral. Saímos dela novamente em sentido a Puerto Guadal (ruta 265) e na sequencia Chile Chico.

Puerto Guadal parece uma cidadezinha de filme de faroeste, muito bonitinha (só passamos). Logo depois iniciamos um trecho de subida e lá no topo um mirante belíssimo. Vale muito parar o carro no acostamento à direita e atravessar a ruta para observar a paisagem à beira do desfiladeiro que fica a esquerda. (lá em baixo: um riozinho, uma fazenda e o Lago General Carrera rodeado de picos nevados) ::love:: .

Continuamos na ruta com muito sobe e desce, picos nevados, Lago General Carrera com toda a sua beleza, cataventos produtores de energia eólica, uma mineradora, mirantes e chegamos a Chile Chico. A cidade é maiorzinha e com mais estrutura. Demoramos um pouco para encontrar onde passar a noite, paramos para avaliar o custo em um hotel e 2 cabanas. Ficamos em uma cabana ótima a beira da praia do gigantesco lago (linda, rústica, nova, o mesmo custo da cabana em Caleta Tortel e dez milhões de vezes melhor, o quarto dos meus pais ficava no segundo andar com uma janela enorme voltada para o lago e o nosso embaixo também com vista) ao lado do restaurante do mesmo dono (gerente supersimpático e nos informou sobre a saída da balsa do dia seguinte, porém a necessidade de comprar o ticket bem cedo). Jantamos ali mesmo.

 

21/10/16 – Vista linda da cabana ao amanhecer. ::otemo:: Saímos cedo para comprar o ticket no porto e depois fomos abastecer o Andino. Passamos no mercado para comprar coisas para o café da manhã e guloseimas para a viagem. Depois do café passeamos de carro pela cidade toda e fomos ao mirante da entrada da cidade (vista da cidade toda e do lago, lá também funciona uma rosa dos ventos - estrutura que avalia a direção dos ventos) para tirar fotos. Paramos na rua principal da cidade e andamos a pé observando as lojinhas e artesanatos. Gostei de Chile Chico.

Almoçamos em um restaurante e seguimos para o porto para o embarque. Os carros ficaram em um local próprio na balsa e nós fomos conduzidos a um local coberto, no segundo andar, com poltronas, janelinhas para observar a paisagem e cafeteria. Foram mais ou menos 2h e 30min de viagem para atravessarmos o Lago General Carrera (também chamado de Buenos Aires pelos Argentinos) que estava com uma coloração de um azul profundo quase negro.

Chegamos a Puerto Ibanez (já conhecido anteriormente) e partimos direto para Coyhaique. O por do sol no caminho foi lindo. A vegetação vai ficando bem diferente próximo a Coyhaique e isso se modifica ainda mais em direção ao norte da Carretera Austral.

Chegamos já estava escuro e a cidade estava lotada. Estavam ocorrendo vários eventos na cidade, que é a capital da XI região chilena de mesmo nome, e as eleições ocorreriam 2 dias depois (o voto não é obrigatório no Chile mas todos que querem votar nessa região devem ir a capital para faze-lo :( ). Rodamos por todo lado e nada de achar vaga. Já estávamos achando que teríamos que dormir no carro :cry: quando um senhor muito educado de um hotel caríssimo (que só tinha vaga em quartos para 1 pessoa)nos ajudou ligando para todos os outros hotéis, pousadas, albergues, aparts cadastrados procurando uma vaga (na 8° ligação, nossa última chance, é sério 8°, surgiu uma vaga em um apart – muuito caro para o nosso planejamento, mas estávamos mortos e queríamos cair em uma cama macia quanto antes, então ficamos lá mesmo, compensando o valor mais em conta (que o planejado das demais cabanas). Apart top de linha, conforto total.

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Vento beeem gelado. Precisa se agasalhar bem. Usei as roupas em camadas mas muitas vezes tirei a de cima principalmente dentro do carro e em poucas outras vezes tirei a segunda também. Tivemos muita sorte pois os dias foram lindos. Sol radiante. A chuva ocorreu somente a noite e bem pouca o que não é comum nesta região.

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    • Por Marcelo Manente
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por Marcelo Manente
      Pessoal vou fazer uma relato das minhas impressões sobre as estradas que eu trafeguei no caminho de ida e volta até Ushuaia e Carretera Austral em dezembro 2019 a Janeiro 2020.

    • Por Marcelo Manente
      Em breve iniciarei o relato da aventura que está acontecendo neste momento.
      Estou hoje em Chile Chico, Chile. Seguindo para a Carretera Austral.
      Muitos perrengues, problemas da viatura, mas lugares maravilhosos para compensar tudo isso.
      Vou tentar fazer um relato com os custos de quase tudo que eu lembrar.

    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por anabaccarinxp
      Buscando o sonho da Carretera Austral estilo Thelma & Louise num Ford Ka 1.0
      Em 24 dias de andança, 03 países, 13 cidades distintas com pernoite, 9603 km percorridos, 576 litros de gasolina, 01 objeto perdido, 100 dólares "roubados", 01 pneu furado, 02 consertos no carro, inúmeras cidades, comidas/pessoas das mais distintas possíveis e paisagens com clima, vegetação e relevo diversificados e fascinantes.
      Hoje escrevo esse relato para guardar, além das lembranças, as histórias para contar.
       
      O início
      A proposta de fazer uma viagem de tal magnitude nem me lembro como surgiu, só sei que aconteceu e o destino sempre foi percorrer a Carretera Austral. Planejei a viagem por dois anos para a Carretera, uma das estradas mais belas do mundo, o caminho para chegar até lá foi só uma consequência. Com o destino traçado, só restava juntar dinheiro e arrumar uma companhia, no caso, minha mãe.
      A princípio o planejamento foi feito com intuito de se chegar ao ponto inicial de avião, mas conforme as idéias surgem, os loucos abraçam e o tempo passa oficializou-se que o trajeto seria feito de carro e o pior, com o meu carro, hahahaha. Só para atualizar um Ford Ka, 1.0, ano/modelo 2010.
      A ideia de se fazer um relato da história sempre existiu, aliás, diariamente escrevia sobre os acontecidos, mas virou uma certeza no dia (25/12/16) quando atravessamos a fronteira entre Argentina e Chile onde recebemos a noticia de um forte terremoto no nosso destino, a ilha de Chiloé, que registrou um tremor de 7,6˚ na escala Richter. Com a preocupação de familiares comecei a dar cara para esse relato e compartilho aqui as informações que podem ser úteis para mais alguém.
       
      21/12/2016
      Saída de Jaboticabal com destino a Foz do Iguaçu.
      Saímos da monocultura canavieira, perpassando brevemente sobre a pecuária extensiva e atingimos uma monótona produção de soja no Paraná. Tais culturas são praticadas nos planaltos Ocidental Paulista e de Guarapuava (bacia do Paraná), que são quebrados com os braços dos grandes rios, como o Tietê, Paranapanema, Ivaí e Iguaçu e marcados pelo solo de origem vulcânica (basáltica), a famosa “Terra Roxa”.
      O inicio do caminho estava chuvoso e escuro mas ao longo do dia o tempo se abriu e nos contemplou no final do dia com um belo pôr-do-sol no solstício de verão.

      A paisagem do interior de SP é sempre a mesma, cana, laranja, boi, e só muda chegando em Assis onde já chamava a atenção as plantações de soja que foram proeminentes até Foz do Iguaçu.
      Chegamos em Foz por volta das 17:00, erramos um acesso e seguimos via ponte da Amizade (fila enorme de caminhões), acabamos entrando na avenida JK, onde se encontrava o hostel (Che Lagarto Hostel - hostel com cara de hotel).
      Chegamos, abastecemos, estacionamos o carro e trocamos dinheiro (0,21 reais - 1 peso argentino). No momento que estava escrevendo já era 20:47 e ainda não havia escurecido, mas vale ressaltar que era solstício de verão.
      Piores trechos: próximo a Marília, divisas dos estados SP e PR e anel viário Maringá.
      Gasto diário: R$ 452,94
      Distância: 921 Km
       
      22/12/2016
      Saída de Foz do Iguaçu com destino a Concordia (Entre Ríos)
      Hoje era dia de embrenharmos na Argentina e foi super tranquilo a passagem na Aduana, mas já percebemos que o espanhol seria uma dificuldadizinha que iríamos enfrentar adelante.
      Pra começar minha mãe perdeu a carteira de motorista ainda dentro do parque Iguazu, hahahaha. Depois de um pequeno momento de desespero descobrimos que estava embaixo do porta treco, por sorte tínhamos uma chave de fenda no carro.
      Passamos pelas províncias de Missiones, área com indígenas, pinheiros, a grande empresa arauco e plantações de mate; a de Corrientes marcada por planície, boi, muita erva mate e com altitude em torno de 80 metros.
      O solo de terra roxa também existe na Argentina, onde é conhecida como tierra colorada(terra vermelha). Está bastante presente nas províncias de Misiones e Corrientes.
      Na província de Entre Rios até a de Buenos Aires, a paisagem se torna única com vastas planícies, ora com gramíneas e ora com arbustos, ora inundada e ora seca.
      A polícia nos parou depois de 700 Km em solo hermano e foi super tranquila conosco, álias em toda a viagem não tivemos nenhum problema com propina.
      Chegamos no fim da tarde ao posto YPF Km 248 de qualidade excelente.

      Gasto diário: R$ 424,14
      Distância: 890 Km
       
      23/12/2016
      Saída de Concordia (Entre Ríos) com destino a Trenque Lauquen (Buenos Aires)
      Acordamos cedo e no próprio posto comemos medialunas e café oferecidos pelo hotel. Calibramos o pneu e acredite, essa não é uma informação desnecessária. Durante o caminho que percorremos pela Argentina e Chile era difícil encontrarmos calibradores nos postos, a maioria dos que encontrávamos não funcionavam ou tínhamos que pagar pelo uso.
      Quanto a produção agrícola começam a surgir cilos, arroz, milho, grãos, presença de gás nas propriedades rurais, granjas e muito gado.

      Próximo a foz do rio Paraná a área é conhecida como Mesopotâmia, com altitude em torno dos 20 metros.
      No fim do dia chegamos ao nosso destino Trenque Lauquen, cidade linda. Indescritível. Todas as ruas são avenidas arborizadas. E a gastronomia? Simplesmente maravilhosa, o melhor chorizo da viagem. Outro fato que nos chamou a atenção é que a cidade, com metade da população da nossa, possuía muitas livrarias de qualidade.
      Hospedagem no hotel Pailla Hue, modesto mas bom.


      Gasto diário: R$ 564,95
      Distância: 786 Km

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