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Manueli

Santiago e Carretera Austral em Outubro de 2016

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Olá! Após todo período de preparo da viagem e de muita ajuda encontrada aqui no site finalmente a viagem saiu e foi maravilhosa :D Resolvi então como forma de agradecimento relata-la aqui.

Farei o relato aos poucos

Todo o preparo do roteiro e mudanças nos planos já foram descritos - carretera-austral-em-novembro-algumas-duvidas-t127618.html

Fomos em 5 pessoas sendo 3 idosos.

 

13/10 – Saída pela manhã (infelizmente não temos voo direto para o Chile) parada em São Paulo com troca de aeroporto de Congonhas para Guarulhos. Chegamos à noite em Santiago. Tivemos problema com a mala da minha irmã – não estava na esteira, porém ao procurarmos à funcionária da empresa a mala estava lá no cantinho próximo a ela (não entendemos o que aconteceu, mas dos males o menor – não foi aberta e não estava estragada)

Pegamos o Transvip para o transfer do aeroporto – ótimo custo benefício - Recomendo

Fomos direto para o Apart Hotel que fica no Centro da Cidade para dormir (Apart Hotel Augustinas Plaza Santiago - recomendo, pois fica muito próximo a vários pontos turísticos e metro e o custo-beneficio é excelente. Ruim apenas o fato de ficar próximo a boates de stripers (comuns no centro), mas isso não gerou problema algum – não vimos nada e o ambiente do apart é familiar). Compramos coisas para o café da manhã do outro dia na padaria/mercadinho que fica na esquina. As padarias não abrem cedo (eles acordam tarde – rsss. .. acho que é o frio)

 

14/10 – Pegamos o metro para assistir a troca da guarda. Super pontual e bem bacana (ocorre em dias alternados na Casa da Moeda). Depois saímos a pé pelo centro da cidade olhando as lojinhas e os arredores em direção a Plaza de Armas, prédio dos correios e a Catedral (linda, vale apena) ::cool:::'> :D ; em seguida Mercado Municipal aonde vimos os peixes, lulas, mexilhões, caranguejos a venda. Almoçamos lá (existem restaurantes beeem caros e outros em conta. Nossa opção foi: Flor do Pacífico – uma delicia) :D . No mercado também tem algumas barracas com artesanatos e bugingangas para lembranças. Fechamos o passeio para o litoral e o Bali hai ali no mercado mesmo. Eu já tinha visto pelo centro várias pessoas oferecendo os passeios e peguei os panfletos para avaliar depois, porém no mercado tem um posto de uma agencia turística e ao mostrar os outros panfletos consegui um desconto bom. Pegamos um taxi e fomos para o bairro Patronato. Demos uma voltinha a pé por lá – local com muitas lojas com preços bem baratos. Existem alguns carrinhos e bares que vendem pela rua o Mote con Huesillos ::cool:::'> (bebida típica do Chile - chá bem doce feito com grãos de trigo cozidos e pêssegos desidratados servido bem gelado e com uma colher para pescar os grãos de trigo e o pêssego). Pegamos um taxi e fomos ao Cerro Santa Lúcia – por onde caminhamos até o topo descobrindo cada cantinho: cheio de flores, árvores, plantinhas e estátuas . A vista é maravilhosa e vale muito apena ::love:: . O Cerro Santa Lúcia fica beeem próximo do apart hotel que estávamos então voltamos a pé. Optamos por jantar em um restaurante ao lado da padaria mesmo e descansar depois.

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OBS: Eu me esqueci de dizer que fizemos o cambio ao lado do apart hotel no dia 14/10 antes de pegarmos o metro. Pagamos o transfer no dia da chegada com o cartão de crédito no aeroporto então nem fiz cambio no aero. Podíamos ter feito o pagamento com dólar também.

 

15/10 – Café no apart.

Fomos para o Litoral – A agencia passou para nos buscar e seguimos em um micro ônibus com outras pessoas em direção a Valparaiso e Vina del mar. Na ida paramos em um local aonde fizemos uma degustação de vinho, azeitona e queijo (quantidade bem pequena). O local fazia cambio, tinha lanchonete, loja de vinhos e roupas e banheiro.

Seguindo viagem chegamos às ladeiras e ruas estreitas de Valparaiso aonde fomos à casa de Pablo Neruda (Museu La Sebastiana) de onde vimos uma vista bonita da cidade e o jardim da casa. Ao lado da casa existe uma lojinha que vende livros e souvenirs relacionados ao Pablo Neruda. Tomamos um chocolate quente na lanchonete, pois estava bem frio e com uma garoinha gelada e fina (não foi dos melhores e o atendimento também não). Próxima parada foi no porto aonde pudemos observar os prédios ao redor da Plaza Sotomayor ::cool:::'> e o próprio porto em funcionamento. Existe uma feirinha de artesanato no local. Paramos para ver leões marinhos e pelicanos livres sob uma plataforma no mar.

Vina del Mar é linda cheia de prédios mais modernos e jardinagem ao redor das ruas. Paramos no famoso relógio de flores para fotos. Fomos almoçar com a vista para o pacífico (não lembro o nome do restaurante - ótimo) e seguimos até o Muai original (trazido da Ilha de Pascoa). Retornamos ao apart para aprontar correndo. Achei a ida para o litoral nada de mais.

 

Aaaah Bali hai – ambiente lindo, exótico, bem planejado, comida deliciosa, sucos de chirimoya e framboesa (típicos do Chile), vinho e show de danças típicas, porém bem voltado para turista mesmo. ::otemo:: Recomendo Bali hai (preço um pouco salgado – tente comprar com antecedência, pois o risco de estar lotado é grande).

 

Passeamos pela cidade à noite como se fosse um tour com o motorista da van da agencia (estávamos só nós), nos mostrando os pontos turísticos no caminho de ida. Ele nos levou e ficou aguardando na porta até o final do show para voltarmos ao apart.

 

16/10 – Fomos de metro para o Museu de História Natural do Chile (Museu Nacional que fica no bairro Quinta Normal) ::otemo:: – ótimo, mas abre muito tarde - Recomendo. Passeamos pelo parque (lindo) :D todo antes de abrir o museu e fomos tomar um café da manhã em um mercadinho bem pequeno e simples próximo de lá (nem tão próximo assim - rss..). No museu tem muita coisa interessante sobre a fauna, flora, relevo e vulcões do Chile. Inclusive a replica do “Niño del Cerro el Plomo” - menino Inca que foi sacrificado em oferenda ao DEUS Sol. (Obs: Bem próximo existem vários outros museus).

 

Partimos de metro em sentido a estação Escuela Militar aonde pegamos um taxi até o Centro Comercial Parque Arauco (shopping center - outlet de várias marcas). Almoço super tarde foi pizza hut e Jantar em uma Trattoria lá mesmo (muito boa). Voltamos para o Apart com o transporte fornecido por eles, mas deve ser marcado com antecedência sem custo algum – basta procurar o estande de informações (fizemos a reserva logo que chegamos ao shopping). Pegue cupons de desconto lá também antes de tudo.

 

Encontramos nas esquinas em Santiago, principalmente próximo aos metros, pessoas vendendo frutas inteiras e cortadas em copos, além de sucos espremidos na hora. Para quem gosta de Chumbo o de lá é muito bom (não sou muito fã, mas minha tia, mãe e irmã gostam – lá eles chamam por outro nome que não lembro qual).

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Como informação, o parque arauco e o melhor e maior shopping da América, segundo chileno.Para mim,é o mais caro da cidade.

Nunca comprei nada lá. Rsrs

O que é chumbo?

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Vixe! Eu não sei o nome que vocês chamam ::putz:: Não lembro :? - rss.. .

 

Higos chumbos - tem no Peru também que eu lembro de ter visto. É um fruto de um cactus que parece que a origem é do México.

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17/10 – Café no apart

Fizemos novo cambio – agora em definitivo, pois no outro dia partiríamos para a Patagônia e já sabíamos que o cambio lá não é tão fácil e nem tão compensador.

 

Pegamos o metro até a estação Baquedano e fomos caminhando pela praça aonde visualizamos o obelisco e a estátua do general Manoel Baquedano além dos belíssimos prédios ao fundo. Seguindo a pé atravessamos o rio Mapocho pela ponte Pio NONO - aonde os namorados dependuram os cadeados. Fomos em direção a La Chascona que se encontrava fechada (não abre nenhum museu na segunda) para fotos na frente. Seguimos até o Cerro San Cristobal que infelizmente também estava fechado (só abriria mais tarde e mesmo assim o zoo permaneceria fechado por ser segunda :( ). Optamos então por não esperar (ficou para a próxima ida a Santiago – rss.. ).

 

Voltamos para o metro e seguimos para a estação Los Dominicos aonde existe uma feirinha de artesanatos (tem que andar um pouquinho - é bom perguntar aonde fica) que é considerada a melhor de Santiago e uma Igrejinha com uma praça toda jardinada na frente. O almoço foi ali mesmo (lugar simples e muito agradável).

 

Voltamos de metro até a estação Tobalaba aonde pegamos um taxi para ir ao Sky Costanera – prédio lindo, enorme (300metros de altura), com uma vista 360° espetacular (estava nublado e não conseguimos ver a Cordilheira dos Andes, mas mesmo assim valeu muito, pois a vista da cidade já é maravilhosa ::love::. Nos 4 andares de baixo funciona um shopping center aonde tomamos um chocolate quente (delicioso) ::otemo:: . Em uma das saídas do prédio fica o Hard Rock Café de Santiago (pedimos para entrar e darmos uma olhadinha – estava havendo uma competição de bateria com crianças – um show, elas tocavam melhor que muitos adultos/ muito bonito, como todo Hard Rock, cheio de detalhes).

 

Retornamos para o apart de taxi. O jantar foi no restaurante vizinho à padaria, pois estávamos cansados.

 

OBS: Essa época do ano é raro nevar próximo a Santiago, mesmo nos Andes, porém isso aconteceu no segundo dia que estávamos lá. Algumas pessoas estavam subindo os Andes para ver e brincar na neve. A quantidade não foi lá muito grande, mas as agencias de turismo disseram que dava para brincar. Optamos por manter a nossa programação de visitar a cidade em si e de não subir. A nossa ida para Farellones e Vale Nevado ainda vai acontecer em uma próxima viagem, em um período ideal ::Cold:: para curtir a neve de verdade. (estamos acumulando desculpas para voltar ao Chile – rss.. ::hahaha:: )

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Penso que é tuna,se for de cacto...

O zoo de Santiago é bem fraco,o bom é o Buin Zoo,que se chega de metrotrem.

Vc viu o metrotrem? Sempre indico aqui,para quem nunca foi,é muito interessante passar uma tarde de domingo lá.

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É isso mesmo - Tuna ::otemo::

Não vi não! Você podia dar mais informações sobre esse Zoo que vc falou e o metrotrem - já anoto para a próxima ida

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http://www.buinzoo.cl

 

Lá tem tudo,metrotrem e tipo trem bala vai a San Fernando,Valle de Rancagua e sai da estação terminal Norte .Outro dia poderia ir nele até o final e visitar o museu do vinho seria um dia sensacional.

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    • Por anabaccarinxp
      Buscando o sonho da Carretera Austral estilo Thelma & Louise num Ford Ka 1.0
      Em 24 dias de andança, 03 países, 13 cidades distintas com pernoite, 9603 km percorridos, 576 litros de gasolina, 01 objeto perdido, 100 dólares "roubados", 01 pneu furado, 02 consertos no carro, inúmeras cidades, comidas/pessoas das mais distintas possíveis e paisagens com clima, vegetação e relevo diversificados e fascinantes.
      Hoje escrevo esse relato para guardar, além das lembranças, as histórias para contar.
       
      O início
      A proposta de fazer uma viagem de tal magnitude nem me lembro como surgiu, só sei que aconteceu e o destino sempre foi percorrer a Carretera Austral. Planejei a viagem por dois anos para a Carretera, uma das estradas mais belas do mundo, o caminho para chegar até lá foi só uma consequência. Com o destino traçado, só restava juntar dinheiro e arrumar uma companhia, no caso, minha mãe.
      A princípio o planejamento foi feito com intuito de se chegar ao ponto inicial de avião, mas conforme as idéias surgem, os loucos abraçam e o tempo passa oficializou-se que o trajeto seria feito de carro e o pior, com o meu carro, hahahaha. Só para atualizar um Ford Ka, 1.0, ano/modelo 2010.
      A ideia de se fazer um relato da história sempre existiu, aliás, diariamente escrevia sobre os acontecidos, mas virou uma certeza no dia (25/12/16) quando atravessamos a fronteira entre Argentina e Chile onde recebemos a noticia de um forte terremoto no nosso destino, a ilha de Chiloé, que registrou um tremor de 7,6˚ na escala Richter. Com a preocupação de familiares comecei a dar cara para esse relato e compartilho aqui as informações que podem ser úteis para mais alguém.
       
      21/12/2016
      Saída de Jaboticabal com destino a Foz do Iguaçu.
      Saímos da monocultura canavieira, perpassando brevemente sobre a pecuária extensiva e atingimos uma monótona produção de soja no Paraná. Tais culturas são praticadas nos planaltos Ocidental Paulista e de Guarapuava (bacia do Paraná), que são quebrados com os braços dos grandes rios, como o Tietê, Paranapanema, Ivaí e Iguaçu e marcados pelo solo de origem vulcânica (basáltica), a famosa “Terra Roxa”.
      O inicio do caminho estava chuvoso e escuro mas ao longo do dia o tempo se abriu e nos contemplou no final do dia com um belo pôr-do-sol no solstício de verão.

      A paisagem do interior de SP é sempre a mesma, cana, laranja, boi, e só muda chegando em Assis onde já chamava a atenção as plantações de soja que foram proeminentes até Foz do Iguaçu.
      Chegamos em Foz por volta das 17:00, erramos um acesso e seguimos via ponte da Amizade (fila enorme de caminhões), acabamos entrando na avenida JK, onde se encontrava o hostel (Che Lagarto Hostel - hostel com cara de hotel).
      Chegamos, abastecemos, estacionamos o carro e trocamos dinheiro (0,21 reais - 1 peso argentino). No momento que estava escrevendo já era 20:47 e ainda não havia escurecido, mas vale ressaltar que era solstício de verão.
      Piores trechos: próximo a Marília, divisas dos estados SP e PR e anel viário Maringá.
      Gasto diário: R$ 452,94
      Distância: 921 Km
       
      22/12/2016
      Saída de Foz do Iguaçu com destino a Concordia (Entre Ríos)
      Hoje era dia de embrenharmos na Argentina e foi super tranquilo a passagem na Aduana, mas já percebemos que o espanhol seria uma dificuldadizinha que iríamos enfrentar adelante.
      Pra começar minha mãe perdeu a carteira de motorista ainda dentro do parque Iguazu, hahahaha. Depois de um pequeno momento de desespero descobrimos que estava embaixo do porta treco, por sorte tínhamos uma chave de fenda no carro.
      Passamos pelas províncias de Missiones, área com indígenas, pinheiros, a grande empresa arauco e plantações de mate; a de Corrientes marcada por planície, boi, muita erva mate e com altitude em torno de 80 metros.
      O solo de terra roxa também existe na Argentina, onde é conhecida como tierra colorada(terra vermelha). Está bastante presente nas províncias de Misiones e Corrientes.
      Na província de Entre Rios até a de Buenos Aires, a paisagem se torna única com vastas planícies, ora com gramíneas e ora com arbustos, ora inundada e ora seca.
      A polícia nos parou depois de 700 Km em solo hermano e foi super tranquila conosco, álias em toda a viagem não tivemos nenhum problema com propina.
      Chegamos no fim da tarde ao posto YPF Km 248 de qualidade excelente.

      Gasto diário: R$ 424,14
      Distância: 890 Km
       
      23/12/2016
      Saída de Concordia (Entre Ríos) com destino a Trenque Lauquen (Buenos Aires)
      Acordamos cedo e no próprio posto comemos medialunas e café oferecidos pelo hotel. Calibramos o pneu e acredite, essa não é uma informação desnecessária. Durante o caminho que percorremos pela Argentina e Chile era difícil encontrarmos calibradores nos postos, a maioria dos que encontrávamos não funcionavam ou tínhamos que pagar pelo uso.
      Quanto a produção agrícola começam a surgir cilos, arroz, milho, grãos, presença de gás nas propriedades rurais, granjas e muito gado.

      Próximo a foz do rio Paraná a área é conhecida como Mesopotâmia, com altitude em torno dos 20 metros.
      No fim do dia chegamos ao nosso destino Trenque Lauquen, cidade linda. Indescritível. Todas as ruas são avenidas arborizadas. E a gastronomia? Simplesmente maravilhosa, o melhor chorizo da viagem. Outro fato que nos chamou a atenção é que a cidade, com metade da população da nossa, possuía muitas livrarias de qualidade.
      Hospedagem no hotel Pailla Hue, modesto mas bom.


      Gasto diário: R$ 564,95
      Distância: 786 Km
    • Por Netuno
      Esta foi nossa 2ª viagem para a patagônia. Não repetimos nada. Visitamos apenas lugares diferentes. O relato da 1ª viagem pode ser acessado no link na assinatura.
      Desta vez viajamos de carro. Saímos de Floripa em direção a Mendoza. De lá atravessamos a cordilheira para o Chile, descendo até os lagos chilenos. Cruzamos novamente a fronteira para conhecer o lado argentino da região dos lagos e continuamos para o sul pela Carretera Austral. Retornamos para a Argentina e descemos até El Chalten. De lá iniciamos o retorno pela patagônia atlântica.
      Partimos no final de dezembro de 2013 e retornamos a Floripa 30 dias depois. Eu, minha esposa e meus 2 filhos adolescentes (na época com 15 anos) fizemos a viagem completa. Minha filha viajou conosco até Bariloche de onde seguiu para seu mochilão com amigas pelo Uruguay. A viagem foi feita em uma Grand Vitara 2011. Foi uma grande vantagem fazer a viagem em um carro bem preparado para estrada de chão, mas em nenhum momento precisamos usar o 4x4.
      Fizemos reservas prévias apenas para o Reveillon em Uspallata (aconcagua) e El Chalten. Este último, pois ficaríamos mais dias e li sobre a dificuldade de hospedagem por lá na alta temporada. Ao chegar em cada cidade / vila procurávamos hospedagem. Isto nos rendeu ótimas escolhas. Tivemos dificuldade de hospedagem apenas na região dos lagos argentinos (Bariloche e San Martin). Em Bajo Caracoles, na ruta 40, existe apenas uma hospedagem funcionando e pegamos o último quarto. Ufa! E não existe sinal de civilização por dezenas de kms.
      Levamos um galão de 20 litros para gasolina extra, mas não precisamos enchê-lo em nenhum momento. Não faltou gasolina em nenhum local. Nos lagos argentinos as filas eram muito grandes. No dia em que estávamos saindo de El Chalten tinha combustível, mas as bombas estavam com problema, mas abastecemos em 3 Lagos sem dificuldade.
      A viagem foi fantástica! A patagônia realmente merece várias visitas. Não dá para conhecer tudo em uma única viagem. Nem mesmo em duas.
      Para facilitar a leitura de quem fará apenas parte do roteiro parecida, estou dividindo o relato por regiões, da seguinte forma:
      - viagem de ida
      - Aconcagua (Uspallata / Mendoza)
      - Lagos Chilenos (região de Puerto Varas)
      - Lagos Argentinos (San Martin de los Andes e Bariloche)
      - Carretera Austral
      - Ruta 40 e El Chalten
      - Patagônia Atlântica e viagem de volta
       
      Espero que seja útil.
    • Por xexelo
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por wandredeselva
      Estas são algumas páginas do Guia da Provincia de Aysén sobre a Carretera Austral. Excelente para se planejar e especialmente para encontrar hospedagem. Ao contrário do que li aqui no site, há pouquíssimos pontos de Informação nas cidades da Carretera, em especial nas menores (pode ser pq fui fora de alta temporada também, sei lá). O site oficial da Carretera Austral (site da Província de Aysén) é http://www.recorreaysen.cl/carretera-austral/. Se alguém desejar, tenho o guia escaneado e reduzido e posso enviar por email ([email protected]).
       





       
       
      Postos de Combustível na Carretera (tranquilamente não faltará):

       
      O preço varia conforme a cidade, raciocine que quanto mais ao Sul, mais caro vai ser. Paguei entre Ch$ 799 e Ch$ 917 (gasolina 93, a mais barata, a qual é infinitamente superior à nossa).
       
      Se alguém se interessar por uma planilha de gastos, para ter uma idéia de gastos com hospedagem, alimentação, etc... tbm tenho e posso enviar.
       
      Pontos relevantes:
      1) Dirija com MUITO cuidado, pois em muitos trechos é a largura de um carro mais 1,5m para cada lado, passando dois carros apertado.
      2) Tenha MUITA paciência, pois há MUITA obra no caminho, muitos desvios, etc... Há trechos que se desenvolve tranquilamente 70 Km/h e outros que não dá p passar de 40Km/h. Planeje-se com a velocidade de 40 Km/h como média (já descontadas aí as paradas p foto, etc...). Acho inviável andar mais de 250 Km em um dia, pois é cansativo dirigir naquele rípio, pois requer atenção a todo tempo.
      3) Se vier um caminhão encoste o máximo no canto que puder e PARE! Se vier outros carros, diminua bem e chegue para o canto. Quase sofri um acidente pq ao ver um caminhão eu apenas reduzi, como se faz para os carros. Um senhor me falou que é uma "regra" informal que o caminhão tem TOTAL PREFERÊNCIA ao ponto deles considerarem o maior abuso do mundo vc não parar qdo eles vêm, até mesmo te jogando para fora da estrada ou batendo na sua lateral sem a menor cerimônia. Vai reclamar pra quem?
      4) Cuidado nas curvas muito fechadas... vá beeeem devagar e coladinho na sua mão de direção. Alguns habitantes locais creem fielmente que não vem ninguém e dirigem à toda.
      5) As cidades da Carretera não têm PN para fazer e não são bonitas. A estrada é show! O passeio das Capillas de Mármol e o Ventisquero Colgante são imperdíveis realmente. Os rios são inacreditavelmente azuis!
      6)Tudo na Carretera é em cash, nada de cartões de crédito.
      7) Nas cidades o preço da hospedagem varia absurdamente, pergunte em umas 3 ou 4 antes de fechar.
      Não há muitas opções para comer ao longo da Carretera. Sugestão: leve um sanduíche e um suco e se encontrar algo para comer, coma e deixe o sanduíche para o jantar.
      9) Dá para fazer com carro de passeio sim, o meu é um Corolla. Mas.... judia do carro um pouco. Com todo o respeito, mas um carrinho do tipo Celtinha, Uno Mile, Golzinho, Corsa 1.0, Pegeout 207, etc... vai voltar batendo tudo. Além disto o pneu 13 absorve muito pouco a trepidação (antes que digam: putz, nada a ver, o pneu é responsável pela maioria da absorção de impactos do veículo, depois vem as molas e o amortecedor é apenas um "estabilizador", qdo o carro trepida, trazendo-o de volta à estabilidade; a grosso modo). (OBS: Já tive Celta e Gol rsrsrs).
      10) Acho que o mais relevante é isto. Caso tenham alguma dúvida, sintam-se à vontade para perguntar. Eu não sou muito de ficar fazendo poesia, em meus relatos eu procuro escrever o que alguém pode ter dúvida ou o que eu fui sem saber e que gostaria de ter tido a informação antes.
       
      Um abraço à todos e se decidirem ir, meus parabéns por não serem convencionais!
      OBS: Passei pela Carretera Austral na 1a quinzena de novembro e não cuzei com 1 carro brasileiro sequer, acredite ou não. Seguem algumas fotos:
       

      Paso Internacional Futaleufu
       

       

      Casas destruídas em Chaitén, após a erupção do vulcão Puyehue há 5 anos.
       

       

      La Junta
       

      A emblemática placa da Carretera Austral em La Junta
       

      Obras e mais obras...
       

      Ventisquero Colgante
       

       

       

       

       

      Chegada em Puerto Tranquilo (de onde saem os tours para as Capillas de Marmol). OBS: A foto não tem qualquer edição....
       

       

      Capillas de Marmol
       

       

       

      Paisagens, por vezes, intrigantes
       

      Caleta Tortel. Sendo beeeeeem sincero, interessante são as passarelas e tal, mas a infraestrutura da cidade é abaixo de zero... todos os lugares (4) que faziam alguma refeição fechados, ou atenderam de má vontade dizendo que ia demorar, etc... O esgoto das casas vai direto para o lago e coisas assim...
       

       

       

      Indo em direção ao paso Chile Chico, ao fundo o lago General Carrera
       

      Laguna Azul, poucos quilômetros antes de Chile Chico
       
      Outra coisa... li que na Carretera Austral chove 364 dias por ano... só se for em oura época, pois peguei 8 dias de puro tempo bom e céu azul...É isso aí !!!


    • Por Guilherme Adolf
      Olá amigos!
       
      Inicio agora mais um relato no fórum. Dessa vez a viagem foi para o extremo sul do mundo. Os destinos eram a Ruta dos Siete Lagos na Argentina, a Carretera Austral no Chile, a tentativa de travessia do Paso Rio Mayer, trekkings em El Chaltén, El Calafate e Torres del Paine, e a chegada até o fim da estrada mais austral do mundo, a Ruta 3.
       
      A viagem foi planejada em 15650km, para ser realizada em 28 dias, com 2 reservas. Devido alguns imprevistos e alterações no trajeto, foi realizado 17445km em 33 dias.
       
      O custo total foi de R$ 9.082,63, contando com combustível, alimentação, balsas, pedágios, hospedagem, campings, passeios, dinheiro levado em espécie, saques, compras no crédito, IOF.. Ao longo do relato vou detalhar os principais gastos.
       
      O trajeto, simplificado, foi:
       
      Sair de Vitória-ES e ir até Junin de Los Andes;
      Percorrer a Ruta dos Siete Lagos;
      Atravessar pro Chile e subir o Vulcão Osorno;
      Percorrer toda a Carretera Austral, parando em diversos pontos para realizar trekking;
      Atravessar a fronteira pelo Paso Rio Mayer;
      Fazer trilhas em El Chaltén;
      Realizar o Ice Trekking em El Calafate;
      Fazer trilhas em Torres del Paine;
      Seguir até Ushuaia, no fim da ruta 3;
      Retornar ao Brasil pela ruta 3.
       
      O 'carro', mais uma vez, foi minha Band curta 94. Minha band é original de motor, 14B aspirado, e completa de fábrica, com 5 marchas, ar quente e frio, direção e contagiros. As únicas mudanças são os jumelos dianteiros, que são invertidos, e o eixo traseiro, que é flutuante. Não possui bloqueios e tem relação 9x37. Utilizo pneus 31" BFGoodrich AT.
      Para essa viagem, comprei uma barraca de teto da Camping's World, o modelo de entrada, mais barato.
      Levei fogareiro, gás e comidas fáceis de serem preparadas.
      Algumas peças de reposição pro carro, como correias, fusíveis, tampa do radiador, mangueiras, fitas, abraçadeiras, parafusos e porcas diversas, cabo de chupeta, fluido de radiador, fluido de direção, fluido de freio, militec, filtros de óleo, diesel e ar, lâmpadas de seta e faróis. Além de chaves e ferramentas diversas para manutenção.
      Itens offroad como cinta de reboque, manilhas, pá, picareta, além do guincho instalado na Band.
       
      Durante toda a viagem eu usei o rastreador SPOT Gen3, que marca a sua localização a cada 10min e mostra em um mapa do google maps, em um link público ou privado. Além disso tem funções de mensagens pré programadas para serem enviadas para emails e celulares, e um botão com pedido de SOS que chega em uma central mundial de resgates.
       
      Questão de dinheiro. Levei certa quantia em espécie, real. O resto fiz saques internacionais e alguma coisa no crédito. Dei sorte que o dólar caiu absurdamente durante esse último mês e me ajudou nesses quesitos.
       
      Então é isso. Vou começar nos próximos posts a relatar e mostrar as fotos e experiências de cada lugar.
       
      Abraços


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