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nnaomi

3 dias em Monte Verde - dez/2014

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Como eu gosto muito de escrever, o que era para ser um relato acaba virando um "guia". Entretanto como a maioria ou não tem tempo ou não tem paciência para tanto, vou colocar um índice aqui e assim cada um vai direto a parte que lhe interessa ;)

Índice

A cidade

Como chegar

Quando ir

Onde ir

Onde ficar

Onde comer

Dicas (Contatos úteis, Postos de Informações Turísticas, Links úteis, Receptivos Turísticos e Dicas)

Mapas

Relato de viagem

****************************************
Nanci Naomi
http://nancinaomi.000webhostapp.com/

Trilhas:
Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté

Relatos:
15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes

9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul

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Período: 21 a 23/12/2014

Cidades: Monte Verde

Monte Verde (MV), conhecida como Suiça Mineira, é um distrito da cidade de Camanducaia. Situada no alto da Serra da Mantiqueira, devido às altitudes elevadas, apresenta clima mais frio e no inverno é comum alcançar temperaturas negativas com formação de geadas e neblina compondo uma paisagem típica com a presença de araucárias. O relevo montanhoso e o clima frio tornam MV um destino com enfoque em romance, voltado para casais especialmente em lua de mel. Também tem vocação para o ecoturismo. Está inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) Fernão Dias.

Possui infraestrutura com pousadas e chalés, onde lareira e hidromassagem são comumente encontradas, além de restaurantes com gastronomia diversificada com destaque pra fondues, trutas e comida mineira

Obs.: "Outras opções" referem-se às indicações que recebi de colegas, mas que não experimentei por não ter tido tempo ou por ter tomado conhecimento delas tarde demais. ATENÇÃO: não possuo nenhum vínculo com pousada, hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram pesquisadas em guias. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade, se os dados são atualizados e/ou verossímeis.

A cidade

Camanducaia está localizada no sul do estado e tem 528,688 km². Tem 21.080 (dados IBGE 2010) e faz limite com as cidades de Cambuí, Córrego do Bom Jesus, Paraisópolis, Gonçalves, Sapucaí-Mirim, São José dos Campos, Joanópolis, Extrema e Itapeva. Possui clima Tropical de altitude.

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Nanci Naomi
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Como chegar:

Camanducaia está localizada a cerca de 480 km da capital Belo horizonte. Está mais próxima, a cerca de 160 km, de São Paulo e Campinas.

Em MV há um aeroporto, mas não opera voos comerciais. Os aeroportos mais próximos estão em Guarulhos, São Paulo, Campinas e São José dos Campos.

O acesso rodoviário é feito pela Rodovia Fernão Dias (BR-381) até a cidade de Camanducaia. Depois são mais 30 km de estrada atualmente asfaltada até o distrito. Há vários outros acessos pelas cidades vizinhas, mas por estradas de terra, por vezes em estado precário.

Entre Camanducaia e MV, há uma linha de ônibus regular com cerca de 8 horários por dia, no meio da semana. Aos domingos e feriados há menos horários.

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Quando ir:

Quanto mais frio, mais movimentada e cara fica a cidade. Os meses mais frios do ano são alta temporada, com julho atingindo o pico e representando a altíssima temporada. Quanto mais calor, melhores são os preços, exceto nos feriados e férias escolares. O verão é uma época agradável, com temperaturas amenas, mas costuma chover bastante, o que dificulta os passeios ao ar livre.

Os principais eventos do local são o Festival de Inverno e o Natal Cultural.

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Onde ir:

• Pequenos shoppings (na realidade, galerias de lojas) ao longo da Av. Monte Verde oferecem artigos de vestuário, artesanato, guloseimas, etc. Shopping Celeiro, Shopping Inverness, Shopping Boulevard Gressoney, Shopping Oak Plaza

• Geleias Tia Nata, R. Bem-te-vi, 84, 3438-1641, das 10-17h. O local é uma gracinha, vale a visita, mesmo que não tenha a intenção de fazer compras

• Roda D'Água, na Av. da Fazenda. Queda d'água, lago, bosque com vista para as pedras, acesso pela Av. da Fazenda. Indicado como ponto turístico em alguns guias antigos da cidade, mas hoje é uma propriedade particular cercada

• Lago, Av. Monte Verde. Cercado por lojas e restaurantes

• Trilha do Pinheiro Velho: fica entre o centro e o aeroporto, trilha fácil, sinalizada, com 1850 m e 1h de duração, passa por vegetação nativa, árvores centenárias e o pinheiro mais antigo da cidade com mais de 500 anos. Tem 5 entradas - Entrada 1: Av. Monte Verde (em frente à antiga máquina a vapor); Entrada 2: Alameda dos Pinheirais; Entrada 3: R. do Aeroporto; Entrada 4: R. do Aeroporto; Entrada 5: Av. Sol Nascente (próximo ao posto de combustível). Cada entrada conta com uma placa com o mapa da trilha.

• Mirante do Aeroporto, R. do Aeroporto. Andando por essa rua, tem alguns pontos que oferecem bela vista panorâmica da cidade com as montanhas ao fundo. Do outro lado da rua fica a pista de pouso do aeroporto

• Passeios de jipe são oferecidos em vários quiosques/agências na Av. Monte Verde com preços e roteiros bem parecidos

• Trilhas: Chapéu do Bispo, Mirante, Platô e Pico do Selado: acesso pela R. da Mantiqueira

• Trilhas: Pedra Redonda, Pedra Partida e Chapéu do Bispo: acesso pela Av. das Montanhas

• Pedra Redonda (altitude de 1990m), trilha fácil com percurso de 900m e 20min. Vi uma bica pouco antes de se chegar à base da Pedra Redonda (10min). A trilha tem bifurcações, mas é demarcada e sinalizada. A primeira parada é em um mirante com plataforma de madeira. Escadas de madeira facilitam a subida no trecho final. O cume é amplo e relativamente plano com vista de Monte Verde, de São José dos Campos e da Serra da Mantiqueira

Outras opções:

• Queda D'Água Gato de Botas, trilha de nível fácil, bosques com cascatinhas e pontes de madeira, acesso pela Av. da Fazenda, próximo à Roda D´Água

• Cascata Siriema, entre (de carro) na Av. da Fazenda, 2.a à esquerda, siga até o final da R. do Paiol

• Queda D'Água da Pedreira, acesso pela Av. da Fazenda

• Subida da Baiana, no final da Av. Monte Verde. Curva íngreme e fechada com visual da região

• Parque do Cadete

• Parque do Estado

• Chopp do Fritz; é um restaurante, porém tem a fábrica de cerveja ao lado, onde é possível agendar uma visita

• Unger´s Pottery House, R. da Represa, 1307, 3438-1470 / (11) 5561-5707, das 10-17h, fecha às quartas. Espaço cultural com exposição de esculturas de cerâmica e outras peças

• Patinação no Gelo, Av. Monte Verde, 1463, 3438-1440. Estava fechado em dezembro, talvez só opere na alta temporada

• PaintBall

• Voos panorâmicos e táxi aéreo, Aeroporto, 9931-1784

• Passeio de Trenzinho, City Tour, Av. Monte Verde, s/n (a 200m do Bradesco), 3438-2713 / 9927-6666

• Fazenda Radical, Estr. Camanducaia-Monte Verde, 3438-2640 / 8817-2645, [email protected], http://fazendaradical.com.br/ A Mega Tirolesa fica no km 5 (5km antes do portal) e o quadriciclo fica no km 4 (4km antes do portal)

• Aluguel de Cavalos, Av. Monte Verde, s/n, próximo ao posto de gasolina, 3438-2211 / 9905-3271

• Passeios a cavalo, Pousada dos Marchadores, R. Virgo, 203, Jardim das Montanhas, 3438-2243 / 2279 / (11) 4063-0794, [email protected]

• Aluguel de Bicicleta, Al. Pinheral, 43, Centro, 3438-2538

• Bóia cross, praticado de dezembro a março no Rio Jaguari, a 15 km de MV

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Dicas e comentários sobre passeios:

• Basicamente o entretenimento local é curtir a charmosa Av. Monte Verde repleta de lojas com artesanato e quitures mineiros e de restaurantes com gastronomia variada; praticar ecoturismo. Para famílias, ficar em uma boa hospedagem com pensão completa e lazer. Para casal, ficar em um chalé romântico com lareira, hidromassagem, etc

• A Av. Monte Verde é repleta de lojas e restaurantes, com fachadas típicas, tudo muito decorado. Tem várias galerias de lojas. Ao longo da avenida, plantas floridas, muitos enfeites e objetos estão dispostos para turista tirar foto. Também há bancos de madeira, tipo banco de praça

• A Trilha do Pinheiro Velho é fácil e fica bem no centro, entre a Av. Monte Verde e a Rua do Aeroporto. O percurso mais interessante é o que fica entre a Entrada 1 e a Entrada 3, que passa pelo pinheiro velho. Saindo na Rua do Aeroporto aproveite para ter admirar a vista que se descortina da cidade com as montanhas ao fundo, é bacana. O aeroporto fica perto, se quiser visitá-lo. Os outros percursos são basicamente trilhas no meio da mata com poucos atrativos e parte desses percursos está bloqueada por cercas de arame farpado. Parece que estão reivindicando a área como particular e tentando proibir o acesso às trilhas. Por enquanto a trilha que vai até o pinheiro está liberada. Tentei fazer outros percursos e dei de cara com uma cerca nova de arame farpado e tive que retornar

• Alguns guias da cidade se referem ao número 740 como o Mirante do Aeroporto. Entretanto nesse local funciona um restaurante que deve ter uma bela vista, mas a porta fica fechada e tem vários avisos inibindo a entrada. Não me lembro dos dizeres exatos, mas o aviso é que a entrada é apenas de clientes que vão consumir no local. Disseram que só pode entrar quem vai fazer uma refeição completa, que não vale entrar para pedir apenas uma bebida, mas não sei se essa informação procede. Se não for o caso, dá para tirar fotos ao longo da R. do Aeroporto, há vários "mirantes" por ali com vista para MV com as pedras ao fundo

• A ordem do roteiro do passeio de jipe varia conforme o clima/tempo. Roteiro: Pedra Redonda, Paulo das Trutas, Unger's Pottery House, lojinha de guloseimas mineiras na Av. Sol Nascente. Mirante do Aeroporto, Bosque do Gato de Botas. Segundo a propaganda, passaria por cachoeiras também, mas não fomos a nenhuma, talvez porque começou a chover. A Unger's Pottery House estava fechada, sem aviso. Achei a parada para compras dispensável. Reservamos com 20% de sinal e ganhamos um pacote com sabonete artesanal e 2 cupons de desconto

• Disseram que no geral as trilhas são de fácil orientação, mas algumas têm várias bifurcações feitas por cavalos que ficam soltos por lá pisoteando a mata e podem confundir. Parece que o problema é pior na trilha da Pedra Partida

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Onde ficar:

• Chalés Tucano, R. Tucano, 43, Centro, 3438-1258 / 8893-4382, [email protected], http://www.chalestucano.com.br/ Chalés bem simples, mas grandes com quarto, banheiro, sala, cozinha e lareira. Café da manhã é simples, mas tem o necessário e conta com geleias e doces caseiros. Bem localizada, próxima o suficiente para ir a pé ao centro, mas fica em uma rua tranquila. É simples, não tem frescuras e o valor da diária é honesto. Ficamos no Chalé Tucaninho, cuja cozinha contava com pia, fogão com 2 bocas e forno, algumas panelas, louças e talheres. Bom para um lanche rápido, mas para cozinhar mesmo, acho que precisava de um fogão melhor e de um microondas; tinha sala/copa com mesa, 4 cadeiras e geladeira; o quarto tinha cama de casal confortável, muitos cobertores, edredom branquinho e lareira, mas a TV era de tubo antiga e não tinha armário nem cômoda para guardar roupas; banheiro bem simples, chuveiro elétrico e descarga de caixa. Pé direito baixo, pode incomodar se o hóspede for alto. Tem outro chalé em cima, mas estava desocupado, não sei se o barulho do vizinho de cima incomoda. Também não sei se o barulho de trânsito de hóspedes entrando e saindo chega a incomodar se a pousada estiver cheia, pois fica em frente à recepção, logo na entrada. A limpeza do chalé é cobrada à parte, mas não usamos, pois ficamos apenas 2 noites. Parece que é o único chalé que não conta com aquecimento à gás, mas disseram que é quente no inverno, o que faz sentido, pois é bem fresco no verão. Recepção fica aberta apenas no período da manhã, mas é só tocar o sino ou interfonar (ramal 20) que aparece alguém para te atender. Estacionamento com 3 vagas cobertas. TV a cabo e wifi com sinal fraco

Outras opções:

• Chalés do Parque, R. do Moinho, 170, 3438-2258 / 9114-3657 / 8705-3315, [email protected], http://www.chalesdoparque.com.br/ Parece simples e simpática, opções de chalés com ou sem cozinha e hidromassagem, mas fica um pouco longe do centro para sair a pé, principalmente à noite. Não que seja tão longe, mas parece que as ruas mais afastadas são um pouco escuras

• P. Oliveri, Av. da fazenda, 285, 3438-1568, [email protected], [email protected], http://www.pousadaoliveri.com.br/ Parece simples, mas agradável e charmosa, opções de chalés com ou sem cozinha e hidromassagem, dá para ir a pé ao centro

• H. Porthal das Videiras, Av. Sol Nascente, 1284, 3438-1520 / 1322 / (11) 4063-2583 / (19) 4062-9510, [email protected], http://www.hotelportaldasvideiras.com.br/ Opções de bangalôs e casa equipada. Parece ter uma área de lazer razoável. Talvez seja bom para levar as crianças e/ou os vovós. Acho que não dá para ir a pé ao centro, pois fica do outro lado do aeroporto

• H. Cabeça de Boi, R. da Mantiqueira, 1237, 3438-1311 / 8461-2500 (Claro) / 9993-1311 (Vivo) / 9249-5400 (Tim) / 8707-1311 (Oi) (seg-sex das 9-18h, sáb das 9-12), [email protected], http://www.hcboi.com.br Opções de aptos com lareira ou aquecedor. Parece ter uma área de lazer grande, com opções de entretenimento e monitores. Por isso, parece indicado às crianças e/ou aos vovós, ainda mais que opera sob o esquema de pensão completa na alta temporada. Fica um pouco afastado do centro

• Essências de Minas Chalés, Av. Monte Verde, 381, 3438-1826 / 9153-0135 / 9126-5833, [email protected], http://essenciasdeminas.com.br/ Chalés em plena avenida principal

• P. Banyvas, Av. Monte Verde, 867, 3438-1754 (sex-dom) / 9939-1353 / (11) 2277-3130, [email protected], http://www.chalesbanyvas.com/ Opções de aptos e chalés em plena avenida principal

• P. Marjoan, Av. Monte Verde, 1057, 3438-1200 / 8855-0728, http://www.pousadamarjoan.com.br/ Suítes em plena avenida principal

• Pousada Labrador, R. da Mantiqueira, 198 - (35) 3438-1675 [email protected], http://www.monteverde.art.br/labrador/ Bem localizada, dá para ir a pé ao centro

• Pousada Regina, Av. das Montanhas, 1055, 3438-1380 / 8705-9040, [email protected], http://pousadaregina.com.br/ Chalés simpáticos. Fica um pouco afastado do centro

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Nanci Naomi
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Trilhas:
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Relatos:
15 dias em SC: - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha

Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas

3 dias em Monte Verde - dez/2014
21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro

11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi

21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est

25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina

Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010

Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal

10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008

Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes

9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul

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Dicas e comentários sobre hospedagem:

• Tem opções para todos os gostos e bolsos, mas no geral as diárias são elevadas. É um destino de charme para casais, principalmente em lua de mel. Há várias opções bem sofisticadas e românticas. Com o clima frio, as pousadas geralmente contam com lareira e hidromassagem. Várias hospedagens ficam afastadas da cidade, no meio das montanhas, oferecendo vista panorâmica da região. Algumas não aceitam crianças

• Há algumas pousadas na Av. Monte Verde e não sei se o barulho da rua incomoda na alta temporada. Nas ruas perpendiculares, há algumas opções certamente mais tranquilas e ainda bem localizadas, possibilitando sair à noite a pé. A maioria das pousadas fica afastada, sendo necessário carro para ir ao centrinho. Disseram que, na alta temporada, as poucas vagas nas ruas são concorridíssimas e os estacionamentos caros

• A Av. Sol Nascente tem várias pousadas, alguns restaurantes e lojas, mas parece uma rua normal, não tem o charme da Av. Monte Verde

• Tem opções mais em conta, principalmente aluguel de casas no bairro mais ao fundo, onde a população mora

• Se for na época do frio, convém checar se há ducha com aquecimento central de água, calefação e/ou lareira nos quartos. Algumas pousadas oferecem apenas um feixe de lenha por dia, cobrando uma tarifa por feixe adicional

• Parece-me que normalmente a internet não está inclusa na diária, sendo cobrada à parte

• Geralmente, o café da manhã começa a ser servido tarde, por volta das 9h

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Onde comer:

• Ribas, Av. Monte Verde 810, 3438-1987. Bufê por kg e à la carte variado com comida mineira, trutas, massas, filés, sopas, fondues, etc. O ambiente é simples, mas é agradável. Fica bem no centrinho da cidade, no piso superior. As mesas perto da janela permitem assistir de camarote a movimentação da principal avenida da cidade e são concorridas. Estava bem cheio na hora do almoço. Tem opção de bufê por kg que é bem simples, com poucas opções de saladas e pratos quentes, mas a comida é boa. Também tem pratos à la carte. Pedimos um prato de truta individual, muito bem servida, daria até para duas pessoas. Veio uma travessa com 2 filés de truta, brocólis e batata sautee + travessa de arroz. Espiamos o prato de comida mineira da mesa vizinha e vimos que era muito bem servida também. Os valores variam conforme o prato pedido e estão na média dos restaurantes da cidade. Bom atendimento. Aceita apenas cartão de débito. Cobra 10%, inclusive no bufê self service

• A Galinha da Roça, Av. da Fazenda, 37, 3438-1509. Cardápio à la carte variado com comida mineira, frango caipira, trutas, filés, sopas, foundues, etc. O ambiente é simples, mas agradável. Pedimos tutu à mineira com bisteca suína, torresmo, linguiça, ovo, couve, banana à milanesa e arroz. Bem saboroso e bem servido. Os valores variam conforme o prato pedido e estão na média dos restaurantes da cidade

• Mont Vert - A Casa do Fondue, R. Rolinha, 71, 3438-2083, [email protected], [email protected] Apesar do nome, tem cardápio à la carte variado com, além do fondue, comida mineira, picanha, filés, trutas, etc. O fondue pode ser frito ou na pedra e tem várias opções, inclusive de queijo suiço. O ambiente é agradável, com vela e música ao vivo (cobra couvert artístico). A maioria das pessoas estava pedindo fondue, mas como já tínhamos comido rodízio de fondue na noite anterior, resolvemos pedir uma truta com batata, brocólis, couve-flor, cenoura, creme de milho e arroz. O prato veio bem preparado, com a truta sequinha. Pedimos uma banana flambada que veio bem servida com 3 bolas de sorvete. Os valores variam conforme o prato pedido e estão na média dos restaurantes da cidade

• Villa Amarela, Av. da Fazenda 10, 3438-2460 / 8832-9598. Cardápio à la carte variado com porções, refeições caseiras, comida mineira, trutas, fondues, etc. O ambiente é agradável. Pedimos rodízio de fondue na chapa. Seguindo o padrão, primeiro o fondue de queijo com pão e batata. Depois o fondue de carne (carne vermelha, frango e truta) com vários molhos. E por último o fondue de chocolate com abacaxi, kiwi, morango e banana. Pode repetir se quiser, mas é pouco provável que consiga, pois vem bastante. Os valores variam conforme o prato pedido e estão na média dos restaurantes da cidade

Outras opções:

• Portale di Napoli, Av. Monte Verde, 215, 3438-1956. Apesar do nome, disseram que, além da comida italiana, também seve uma boa comida mineira, alemã e fondue. Porém não conseguimos experimentar, pois estivemos na cidade em dezembro e só abria de quinta a domingo

• Casa da Pizza, R. Pau Brasil, 218

• Sabor Mineiro, Av. Sol Nascente, 1945, Jardim Aeroporto. Comida mineira

• Sabor da Montanha, Av. Monte Verde 1.139, 3438-1469

• Capricho, R. das Chácaras, 6, 3438-1341. Comida caseira

• O Caipira, Av. Sol Nascente, 1370, 3438-1561

• Minas Zen, Av. Monte Verde, 858, 9972-1334. Japonesa

• Chopp do Fritz, R. Rolinha, 40, 3438-2414. Tem uma unidade desse restaurante na cidade onde moro e o cardápio é igual, por isso não experimentamos. A fábrica de cerveja fica ao lado e é possível agendar uma visita

• Paulo das Trutas, R. da Floresta, 810, 3438-1214, [email protected] Acesso por estrada de terra. O local é bem bonito, afastado da cidade, se for no final de ano, irá entrar por um corredor de hortênsias floridas. O local normalmente está incluído nos roteiros dos passeios de 4x4. É um restaurante, mas o diferencial está nos tanques de criação de trutas. Se estiver de passagem, apenas visitando o local, sem consumir, um aviso diz que será cobrado taxa para utilização dos sanitários. O local é bem turístico e os pratos de trutas são individuais com preços um pouco acima dos encontrados da cidade

• Chocolateria Monte Verde, Av. Monte Verde, 772, Galeria Primavera, 3438-2844

• Starbar é bem simples, oferece alguns sucos medicinais diferentes, hospedagem e guia para as trilhas

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Dicas e comentários sobre alimentação:

• Tem opções para todos os gostos e bolsos e a maioria dos restaurante tem cardápio bem eclético, dá para encontrar um pouco de tudo em um único local, mas o enfoque está na comida mineira, truta e fondue

• Fondue pode ser encontrado na versão frito ou na chapa, em qualquer época do ano, em quase todo restaurante da cidade. Há opções variadas com tipos diferentes de queijo e pão, vários tipos de carnes (normalmente além da carne vermelha, vem frango e truta), chocolate branco, etc

• Alguns (poucos) restaurantes fecham no meio da semana na baixa temporada, mas mesmo assim sobram muitas opções

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    • Por marcelobaptista
      Já tinha ouvido falar bastante na travessia de São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos/SP) e Monte Verde (tb um distrito, mas da cidade mineira de Camanducaia) nesses dez anos de trekking que eu completo em 2009, mas por essas contigências da vida, nunca havia conseguido planejar essa trip anteriormente. Com dois dias de folga, finalmente tive a oportunidade de seguir em frente e fazer essa travessia famosa, talvez uma das mais clássicas da Mantiqueira.
       
      Acordei ás 5h da manhã, afim de poder fazer as conexões em SJC o mais cedo possível. A passagem custou $ 17,30 e eu embarquei no ônibus das 6h15, com sono, mas empolgado com a oportunidade.
       
      Desembarquei ás 7h45 na nova rodoviária de SJC, com o tempo fechado. Fiquei um pouco apreensivo quanto á possibilidade de belos visuais. O ônibus para S. Fco. Xavier sai da plataforma 16 da rodoviária; saímos ás 8h em ponto, um ônibus simples da viação Oito Irmãos. Paguei $4,60. São mais 1h40 de viagem subindo a serra da Mantiqueira, passando por Monteiro Lobato (SP), antes de chegar ao ponto inicial da travessia.
       
      Cheguei a S. Fco. Xavier ás 9h36. Fui até uma padaria, um café com leite e um pão na chapa, um papo rápido com um cara que quis me empurrar um guia, e depois passei no CAT, o centro de informação turística de São Francisco Xavier. Depois de um papo com a simpática Ana, peguei um mapa e segui em direção á fazenda Monte Verde, onde de fato se inicia a trilha para Monte Verde: eram 10h.
       
      Da cidade até o inicio da trilha tem cerca de cinco km, numa subida dura e sem trégua. O tempo abriu, e o sol pegou forte; junto com a subida impiedosa, causa no caminhante um desgaste muito forte. Um ponto de água, junto a uma espécie de altar para Nsa. Sra. Aparecida. E subida, subida...cheguei na porteira da fazenda Monte Verde por volta das 11h20, e cruzei com dois caras de SJC (Leonardo e Anderson) que tb estavam subindo, mas tinham como destino final o mirante (é como a galera da região chama o Pico da Onça). Como nossos ritmos estavam parecidos, fomos juntos papeando. Os caras já haviam feito a trilha algumas vezes, e passaram uns toques legais da região. Gente boa os dois.
       
      A subida não pára até chegar a uma bifurcação, exatamente a que separa a trilha que leva ao mirante (Pico da Onça...) e a continuidade da trilha até Monte Verde. Até chegar ali, passei por três pontos de água muito bons. Como eu havia me distanciado dos dois colegas num determinado momento, e chegado antes na bifurcação, esperei a chegada de ambos para me despedir, e assim aproveitei para descansar um pouco. Quinze minutos depois, Leonardo e Anderson chegaram. Me despedi dos dois, e segui para Monte Verde. Eram 14h07.
       
      A partir da bifurcação, o caminho aplaina e começa uma descida suave e constante. A trilha está em muitos pontos tomada pelos bambus que caíram com a recentes chuvas (afinal, é verão). Um momento interessante é quando se chega ao chamado Bosque dos Duendes, uma área dificil de descrever; parece mais com umas imagens que vi da Nova Zelândia. É bem interessante. Árvores que se espalham, o chão coberto de folhas, os raios de sol que vazam por entre a copa das árvores...paisagem agradável.
       
      Caminha-se sempre em suave declive, até chegarmos ao fim da trilha, junto a uma propriedade da Horizontes América Latina, uma missão católica. Dali tomamos á esquerda e seguinos por uma estradinha de terra, cheia de belas casas, até as proximidades do centro de Monte Verde (a rua termina ao lado do banco Bradesco). Seguindo as indicações do relato de uns colegas montanhistas (Ronald e Rafael), segui para a Vila Operária, em busca de hospedagem barata. Já bem cansado, entrei na primeira que eu vi...fiquei na Pousada Dona Ana (R.da Represa, 215 tel.: 35 3438 1142 / 3438 2007), $70, com lareira. Para ficar um dia, foi uma boa escolha...além do mais, estava bem feliz e com o objetivo cumprido: a travessia de S. Fco. Xavier a Monte Verde. A noite caiu, a chuva tb caiu forte, e depois de provar uma truta muito boa no restaurante Capricho (mais uma indicação do relato Ronald/Rafael), fui para a pousada dormir um pouco e descansar para fazer uma caminhada até alguns picos ao redor de Monte Verde. Infelizmente, o tempo na manhã seguinte não estava muito confiável, então resolvi voltar para São Paulo. Mas já fazendo planos de voltar e fazer os picos cercanos a Monte Verde.
       
      Dicas: Se vc for e ônibus, planeje-se para chegar o mais cedo possível a S. Fco. Xavier. Os horários dos ônibus que saem de SJC para SFX vc encontra no site http://www.guiamonteverde.com.br . No que se refere á trilha propriamente, prepare-se para os sete primeiros kms, que são os mais puxados da trip:vc começa a caminhar na cota 730m e chega á bifurcação na cota 1830m, ou seja, um desnível de 1100m!Acredite, é bem forte a subida...Água existe em bastante quantidade. Em Monte Verde, procure pela Vila Operária para conseguir hospedagem mais barata. E programe-se para conhecer os picos perto de Monte Verde, como a Pedra Partida, Pedra Redonda e o Chapéu do Bispo.
    • Por Cris*Negrabela
      ♫ Nem tão longe que eu não possa ver
      Nem tão perto que eu possa tocar
      Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá.. ♪ - A montanha, Engenheiros do Hawaii
       
      Foi em Monte Verde que fiz minha primeira trilha com pernoite selvagem, a primeira vez que eu entendi no corpo a diferença entre uma cargueira e o mochilão de lona que eu costumava usar há muitos anos atrás. Foi lá também que eu aprendi o que era acampar em meio a ventania e chuva, descobrindo o que era uma noite mal dormida com medo de o vento levar o sobreteto, a barraca e - porque nao? - eu...
       
      Mas já fazia mais de um ano que eu nao voltava para aquelas bandas, fazia tempo que eu nao me jogava numa trip - alias, fazia tempo que eu não fazia era nada mesmo... Tempo parada o suficiente pra receber o carinhoso apelido de "Pantufão" pelos mui queridos amigos, devido as minhas constantes fugas a qualquer convite pra me "mover" ... e com direito a musiquinha até:
       
      [align=center]♫ Pantufa maldita, pantufa maldita, venha com a gente pantufar
      Odeio barro, odeio lama... não vou sair do sofá ♪
      [/align]
       
       
      Só que esse fim de semana, movida pela viagem das férias (que ta chegando !!!) e pela vontade de estrear minha barraca nova (uma Marmot Earlylight) , eu resolvi guardar a "pantufa maldita" no armário. Xeretei entre os amigos o que rolava no findi... escalada pra alguns, pedalada pra outros, compromisso pra terceiros. Andar a pé ninguem queria kkk pra fazer alguma coisa esse findi, eu dependia simplesmente de... MIM. E se era pra sair por ai sozinha, precisava de um local conhecido, pra me sentir mais segura... E porque não, ir pra Monte Verde mais uma vez?
       
      Acho que a parte mais dificil da jornada foi me convencer a sair da cama no sábado de manha
      Depois de me auto-atrasar em mais de 1h, as 7h45 eu estava saindo da rodoviaria do tiete. Cheguei na rodô de São José dos Campos a tempo de perder o bus das 9h... o próximo bus pra São Francisco Xavier só as 10h... acabei chegando lá quase meio dia. Tempo de almoçar e arranjar transporte até o inicio da trilha.
       
      Paguei R$ 20,00 pro único taxista da cidade me levar até o inicio da "Trilha do Jorge" ... 13h30 e lá fui eu pelos 800m de desnivel serra a cima, embaixo de um sol que me torrarrava. Literalmente, era um anda - para na proxima sombra - anda....rs 2h30 depois, eu estava lá na bifurcação que marca a descida pra MV ou continua a subida até a Pedra da Onça (ou Mirante). Já eram quase 16h e eu tava bem cansadinha, morrendo de calor... nem subi até a Pedra da Onça, só fui até o marco da divisa SPxMG e voltei, descansei uns 15 minutos e toquei pela bifurcação a baixo, rumo a MV.
       
      Depois de muito pula tronco, desvia de galho, se enrosca em taquarinha, 18h10 eu cheguei no final da trilha, na rua Taurus. Como da primeira vez que tinha feito essa trilha, caminhei pela avenida toda até chegar ao Bradesco, na esquina da Av. Monte Verde com a Rua Mantiqueira, que dá acesso ao Platô (carona, nem pensar... nego passa e ainda joga poeira na sua cara rs). De lá, apela novamente pro taxi (R$ 15,00, tabelado) pra me levar os quase 3km de subida até o começo da trilha para o Platô de Monte Verde. Já eram quase 19h quando comecei a, literalmente, me arrastar trilha a cima... junto do ponto de água encontrei um casal que descia; enquanto eu enchia o camelbak e a garrafa conversamos um pouco ("Cê não tá preocupada em ficar lá em cima sozinha?"... "Nããããõ!" kkk ). Devo ter levado mais de uma hora até chegar lá em cima, cansada pra caramba.
       
      A previsão do tempo indicava que ia chover no domingo, mas a noite tinha poucas nuvens, sem vento, dava ate pra ver a lua ... entao eu escolhi ficar num cantinho mais plano ali no platô mesmo, pensando se deveria procurar uma clareira mais lá pra dentro entre as arvores... mas e a preguiça? kkk Fui caxias o suficiente pra achar um lugarzinho mais ou menos protegido, na borda da mata, que era plano o suficiente e dava pra especar e esticar a barraca direito. Antes das 21h, com a barriguinha cheia (hmmm capeletti de frango \o/ e tá la o corpo estendido na barraca....
       
      As 23h30 eu acordei com o barulho da chuva. Uma chuvinha mesmo, passou na mesma velocidade que veio. Voltei a dormir, mas inquieta... sabe quando voce fica com aquela sensação de que aquilo foi só um aviso? Ainda dei risada lembrando dos filmes do Zé do Caixão..." À meia-noite, levarei a sua alma"...
       
      Pois é... eu nao devia zombar do destino: Meia-noite e pouco o tempo virou de vez.
       
      A tempestade chegou com tudo. O vento jogava a chuva contra a barraca parecendo uma metralhadora. E o pior: começou a trovejar. A earlylight tem duas janelinhas (superindiscretas ) no teto... parecia um show de flashes sobre a minha cabeça.
       
      Naquela hora eu fiquei com medo, por estar ali sozinha, a ponto de apelar pra infantil proteção de esconder a cabeça embaixo do travesseiro (ou melhor, dentro do saco de dormir kkk ). Passou um monte de coisa pela cabeça, principalmente a culpa por ter cedido a preguiça e nao ter ido montar a barraca lá no miolo da mata, entre as arvores. O principal medo era um possivel raio; mas eu não estava num local tão exposto assim, e (GRAZADEEEEEUS!!!) logo parou de trovejar. A outra preocupaçao era o vento: a chuva forte parou, mas as rajadas pegavam a barraca na lateral, ela envergava praticamente até quase tocar no meu rosto em algumas vezes.
       
      Demorou um pouco pra cair a ficha de que eu não estava com a barraquinha da Nautica de sempre. Da outra vez que tinha vindo a Monte Verde, acampei num platô proximo ao Pico do Selado e a ventania foi suficiente pra rachar de vez as varetas da kapta, mas mesmo assim ela sobreviveu. Agora eu estava numa barraca com vareta de alumínio, entao me obriguei a não me preocupar demais. Juntei todas as coisas espalhadas na barraca dentro da mochila e sai pra conferir os espeques: nem se abalaram com o vendaval... Sopra pra lá, pra cá, enverga de lá, enverga de cá... quando eu me dei conta (lá pelas 2h kkk) que, realmente, a barraca não sairia do lugar, virei pro lado e dormi! rs Pois é... eu tava doida pra saber como essa barraca se comportaria em meio ao vento patagônico... bom... agora eu já tenho uma idéia kkkk
       
      Tive coragem de levantar mesmo lá pelas 8h30. Tinha parado de chover, estava tudo nublado, mas o vento forte estava ajudando a abrir um pouco. Tomei café, arrumei as coisas, apanhando pra desmontar a barraca naquele vendaval, e fui pro Pico do Selado. Deixei a mochila escondidinha no mesmo plato onde acampei da outra vez e subi o restante da crista. Passei direito da pedra do cume... ao chegar na outra ponta do morro que me dei conta, tive que ir voltando pela trilha a sua caça, mas ainda não sabia por onde subir kkk
       
      Achei um caminho, subir escalaminhando por um lugar que achei dificil de passar, pensando que ia ter problemas na hora de descer... foi chegar em cima da primeira pedra, olhar pro outro lado e me sentir imbecil: outro lado, junto da fenda, era absurdamente mais fácil... Agora entre mim e o livro do cume tinha só a bendita da fenda pra pular.
      Olhava pra caixa do livro cume. Olhava pra fenda. Sentava. Me convencia. Levantava. Ameaçava. Olhava pra caixa de novo e começava o processo outra vez kkkk Sabia que nao era um troço impossivel, mas era alto o suficiente pra dar um cagaço real. O fato de a pedra ainda estar meio molhada só aumentava o medinho. Olhei de novo pra caixa e pensei "dane-se, vou voltar". Já tava me virando pra descer e pensei de novo "vou voltar o !!!" e num embalo só, pulei
       
      Adrenalina a mil... berrei um palavrão, chorei, assinei o livro, tirei umas fotos e fui "despular" a fenda. Provando que auto-confiança demais é uma merda, quase eu me ferrei: me desequilibrei na aterrissagem. Com medo de sair escorregando, usei a tecnica de bebado (" se é pra cair, então deita!") e pro meu azar, praticamente me joguei em cima do bolso onde estava minha camera... rachou o lcd... já era... =/
       
      Descendo de volta para onde estava minha mochila, encontrei o mesmo casal com quem trombei na noite anterior. Os dois disseram que ficaram preocupados comigo a noite, porque lá embaixo, na cidade, o vento estava muito forte... Mas que estavam felizes por ver que eu estava bem e inteira rs... Fui seguindo em direcao ao Platô e peguei a trilha sentido Chapeu do Bispo. Já eram quase 13h quando sai na avenida no fim da trilha, e segui em direção ao inicio da trilha pras Pedras Redonda e Partida. Subi a Pedra Redonda, triste por ter detonado minha camera, porque achei a vista dali animal rs. Perguntei pra um grupo que estava lá quanto tempo ia até a Pedra Partida, me responderam cerca de 1h20... desisti - eu pretendia pegar o ônibus das 16h pra Camanducaia.
       
      Desci rapidinho... agora só faltava descer toooodos os 4km da avenida das Montanhas e refazer parte do caminho que fiz ontem, até o Bradesco. De lá, voltar até o posto de gasolina na entrada da cidade, onde passa o ônibus - era mais perto do que ir até a parada de ônibus lá no centrinho da cidade...
       
      Obvio que, uma vez que a mente assimilou que a missao estava cumprida, as forças se esvaíram no mesmo instante kkk, entao mesmo sendo descida, o passo era lentíssimo rs ... Cheguei no posto as 15h45... só pra descobrir que o bus das 16h00 nao passa de domingo; saiu um as 15h30 e agora só o das 19h ou um microonibus, que passava por volta das 18h15! Usei o banheiro do posto pra me trocar, deixei a mochila guardada lá e caminhei de volta até o bar mais proximo, pra tomar umas brejas "enquanto Seu onibus nao vem". Peguei o microônibus ali ao lado do posto as 18h (ele estava subindo até a parada de ônibus ainda, depois voltaria por aquele mesmo caminho) e depois de baldear em Camanducaia, desmaiei no bus ate em casa.
       
       
      Gastos
      Bus Sp x SJC ( Passaro Marrom) R$ 21,70
      Bus SJC x São Francisco Xavier (Sai da mesma rodoviaria, na parte de Onibus Urbano) R$ 4,80
      Almoço (Filé de truta grelhada + suco ) R$ 18,00
      Taxi ate o inicio da trilha (Rithi, o unico taxista da cidade, tem o telefone dele afixado no posto da guarda municipal, junto do ponto final ) R$ 20,00
      Taxi do Bradesco até o Café Plato (Monte verde, rua Mantiqueira, tem um ponto de taxi com o telefone) R$ 15,00
      Microônibus Monte Verde x Camanducaia (o onibus, viação Cambuí, é o mesmo valor... a van passa cerca de meia hora antes do horario do Onibus) R$ 5,80
      Bus Camanducaia x SP (viação Cambui, sai de Camanducaia as 20h30) R$ 19,15
    • Por marcioomoraiss
      Depois de caçar algumas dicas e baseado em um relato de 2012, então, meio que desatualizado, mas mesmo assim, SIMbora?! FOMOS.
      Convidamos alguns amigos que toparam fazer, mas na hora do SIMbora?! Me pergunto: CadêAmizade? kkk
      Com esse relato e um tracklog o celular (que também não estava lá essas coisas mas nos pontuou onde encontraríamos água) partimos, Lenon e eu.
      Enfim, vamos ao relato.
       
      Lenon estava em Pindamonhangaba e eu em São Paulo-Penha.
      Combinamos de nos encontrar na Rodoviária de São José dos Campos as 7:00.
       
      Dia 26-11-2016 - Sábado
       
      Fui até o Terminal Rodoviário Tietê e embarquei as 5:30 pela empresa Pássaro Marrom.
      Cheguei em SJC lá pelas 7:10 e Lenon chegou uns minutos após.
      Seguimos para ver os horários do ônibus que ia para São Francisco Xavier.
      Há uma placa na rodoviária que indicavam um bus as 9:30 e outro as 11:30. Que sairia dali do terminal urbano (colado com o terminal rodoviário).
      Como não tínhamos comprado nada de alimento passamos na feira e depois no supermercado Semar, uns 10 min da rodoviária. Alimentos comprados voltamos a rodoviária e aproveitamos pra fazer um lanche no Subway.
      Decidimos então esperar nos bancos em frente ao bus que iria para SFX e para nossa surpresa ele já estava de saída, eram 9:10 (logo a plaquinha já estava errada).
      Há 3 tarifas no bus, para quem vai descer por ali mesmo em SJC, quem vai para Monteiro Lobato (R$ 4,75) e quem vai descer em SFX (R$7,90), tu paga e recebe um ticket do seu destino. Por isso diga seu destino ao cobrador. Um rapaz que não disse ao chegar na catraca o cobrador só gritou: VAI PRA ONDE? kkk
      E se prepara porque a estrada é tortuosa, sinuosa e tudo de osa.. é um chega pra direita, pra esquerda, se segura e SIMbora....No caminho TODAS as pessoas que embarcavam diziam TÁ SÓ UM POUQUINHO ATRASADO HEIN, TIPO 1 HORA (viu, a plaquinha estava errada e muito errada na rodoviária).
       
      Chegamos em Monteiro Lobato lá pelas 10:30. O ônibus faz uma parada na mega hiper e super pequena rodoviária e o cobrador grita: QUEM FOR PARA SÃO FRANCISCO XAVIER, FAVOR EMBARCAR NO ÔNIBUS AO LADO.
      Vai nós procurar o ticket que ele nos deu pra poder entrar no outro ônibus.
      Precisou? Não, porque uma moça disse para entrarmos pela porta de trás.
      Daí embarcou as pessoas que iam de ML para SFX, praticamente lotou o ônibus, de acordo com a cidade claro, não é como estamos acostumados em São Paulo, lota que chega ter gente saindo pelo ladrão...kkk
       
      E dá-lhe mais estrada osa (sinuosa, tortuosa...) até que chegamos ao Portal BEM VINDO A SFX.
      Mas aqui não há rodoviária, o ônibus para ao lado de uma praça, todos desembarcam e depois ele retorna. #SimplesAssim
      Atravessamos a praça e eu tinha lido que havia um Centro de Informação ao Turista, mas na verdade era uma empresa de passeios CAT (centro de aventuras turísticas)...kkkk
      Não paramos lá mas pegamos informação à um casal de idosos que tinham uma barraca de doces e estavam montando na praça, estava rolando um evento lá.
      Lenon perguntou já sobre a travessia para a Senhora eu pensei PUTZ ELA NUNCA VAI SABER, mas dei de cara no chão, ela explicou e o marido dela ainda deu detalhe da ponte que tínhamos que passar.... vai tirar os tiozinhos...vai...
      Com o relato e o tracklog em mãos e a indicação do casal na memória seguimos.
      Depois do CAT dobramos a direita, seguimos e já demos com o cemitério a esquerda.
      Mais a frente ja encontramos outra placa que indicava o B. dos Ferreiras.
      Pelo relato tinamos que seguir a Estrada dos Ferreiras, mas confesso que durante todo o caminho não encontramos placa que indicava realmente qual era essa estrada, a gente suspeitava que estava nela porque víamos as travessas numeradas, 1a travessa dos ferreiras, 2a travessa dos ferreiras... pela lógica tínhamos que estar na Estrada dos Ferreiras.
      Daí só fomos seguindo, pedimos informação a um hippie que fez um AHNNnn antes de responder que preferimos nem registrar o que ele nos orientou..kkk
      Andamos por uns 15 minutos e encontramos uma placa de uma cachoeira seguindo para a esquerda, estava um puta sol, mas decidimos não ir, eram mais 4 km afinal, 2 de ida e 2 de volta.
       
      No relato dizia que a placa da Fazenda Monte Verde não existia mais, mas já recolocaram, há várias delas e da Pousada ITAKI (até enraçado esse nome porque tem muita placa desse ITAKI, mas nunca TÀ kkk, parece que nunca chega)
      Seguindo essas placas, encontramos a Fonte de Nossa Senhora, ali nos abastecemos de água, pedimos proteção e tomamos um banho de gato pra refrescar porque TAVAFODA
       

       

       
      Logo a frente havia uma bifurcação, mas a placa da Fazenda MV dizia para ir a esquerda, mas sabe quando bate ainda aquela dúvida?
      No relato que eu tinha dizia que não tinha muitos pontos de água, e tem.
       
      Dizia que as placas da Fazenda não existiam mais, mas estavam lá. Logo comecei a desconfiar do relato. kkk
      Ficamos parado eu tentando abrir o tracklog e passa 2 carros, cheio de mochilas com 2 grupos, e subiram a esquerda. Viu, pedir proteção a Nossa Senhora foi bom, ela nos mandou um sinal. Amém.
      Seguimos então no sol escaldante do meio dia, fazendo algumas várias paradas até que reencontramos o grupo, estavam em treinamento, deveriam ser guardas florestais.
       
      Ali perto o bicho pegou, fui conferir o relato e havia uma foto do cara entrando depois de uma placa de PROPRIEDADE PARTICULAR, essa placa estava a nossa esquerda. E vimos a Fazenda Monte Verde, que estava a nossa direita. Abri o tracklog e dizia para seguir em frente, o relato dizia outra coisa, mas como ele já perdeu moral seguimos, até dar com uma porteira FECHADA e cheio de mato, pronto, e agora?
      Havia uma casa ali e Lenon foi perguntar e a senhora disse que era pela porteira mesmo, que o trajeto levaria o mesmo tempo da cidade até ali....pensei... TOMANUCU né, nesse sol...kkkk
       
      Mas seguimos, passamos a porteira e demos de cara logo, atrás de um matagal a placa da TRILHA DOS MURIQUIS.

       
      Estávamos no caminho certo e o mato só estava ali, na entrada. Será proposital para quem ver já desistir? Vai saber...

       
      Seguimos e 2 minutos depois vimos uma porteira a direita como se fosse uma passagem e ouvíamos barulho de água. Como não dizia ser de propriedade particular fomos averiguar, e sim PONTO DE ÁGUA e mais um banho de gato.

       

       
      Daí é só trilha, só subida e SIMbora, algumas várias paradas.
       

       
      Tinhamos que encontrar a Bifurcação que a esquerda iria dar no Pico da Onça e a esquerda era Monte Verde.
      E parece que essa tal bifurcação tão aguardada nunca chegava.
       
      Enfim, ela. Comemoração.
       

       
      Dali para a Pedra da Onça seriam 20 minutos, segundo o relato. É, resolvi dar uma chance ao relato, ainda tenho fé nas pessoas e nos relatos..kkkk mas me decepcionei novamente, ele errou por 10 minutos... Pode não parecer muito mas do tanto que já andamos, subimos, 10 minutos é uma eternidade ainda mais quando umas nuvens iam se formando, daí a ansiedade se transformava em cagaço.
       
      Enfim, 30 minutos depois da bifurcação: PICO DA ONÇA.

       

       
      á deixamos as mochilas e fomos fazer o reconhecimento do local. Depois montar a barraca e depois apreciar as vistas. SHOW DE BOLA.
      Minutos depois aquele grupo de guardas, que achamos que eram porque não conseguimos ler o emblema deles apareceram por lá. Eles iriam para a Pedra Furada e nos orientou a não fazer essa trilha sem guia ou conhecimento porque ali passa gente, passa boi, passa cavalo, passa barata e sempre tem trilha nova aberta e fica fácil se perder.
      Na verdade acho que OU ele queria dar emprego pra algum guia OU não queria ter trabalho com 2 perdidos no meio da mata (tipo nós).kkk
      Bom, com as nuvens formando, com as aves indo e vindo, voando rápido, tipo apocalipse, parecia que vinha um temporal, resolvemos então... ficar na barraca, tirar um cochilo. Eu queria ver o céu estrelado mas com essa ameaça de chuva e uma tentativa frustada de fazer fogueira em meio a neblina das 22:00 nem saíamos da barraca.
       
      As 2:00 horas ouvimos vozes. Eu, corajoso que sou, já fiquei no cagaço, mas deu pra notar pelas vozes que eram um casal. Ouvi o rapaz dizer: OLHA ESSA PEDRA, PORQUE TEM NOME DE PEDRA DA ONÇA SE PARECE MAIS UM OVO. DEVERIA SER PEDRA DO OVO. Eu então fiquei imaginando as pedras que estavam lá, qual se parecia com um ovo, não fiz menção a nenhuma mas na manhã conversamos com ele e ele disse que tinha visto nossa barraca e confundido com uma pedra, nossa barraca era a "PEDRA DO OVO".
       

       
      Esse final de semana foi mesmo abençoado. Fez sol e afinal aquela noite não choveu, o casal nos disse que o céu estava bem estrelado de até ver estrela cadente. E nós o que estávamos fazendo na barraca que não vimos?
      Mas assistimos a um espetáculo que eles perderam, o nascer do sol, chupa casal....
      Meu que maravilha isso, ver o sol surgindo, aquele pontinho laranja até virar aquela bola de fogo enorme, e como é rápido também. Se eu tivesse piscado tinha perdido.
       
      Seguindo uma trilha a esquerda, contornando a 2a Rocha há o livro de registros. Na verdade não havia mais LIVRO, eram pedaços de papel higiênico. Então, quem for lá, pufavô, leva um caderno? ahhhh e uma caneta. Aquela que estava lá já está no fim. Obrigado
       

       
      Depois do café da manhã, esperamos o casal Wesley GOTO e Daiana, para descermos, reencontramos a bifurcação e fazer a trilha para Monte Verde. Eles, como chegaram ao Pico da Onça as 2:00 nem repararam na bifurcação e ainda disseram que quase que acampam por ali mesmo.
      A trilha dali para Monte Verde é bem tranquila. Só complica um pouco quando chega ao Bosque dos Duendes. Porque né, é um bosque, mais aberto e te deixa muito na dúvida por onde seguir.
      Nós seguimos a terra batida e as marcas dos cavalos, porque no dia anterior havia um senhor e um garoto galopando e vimos que seguiram para Monte Verde.

       
      Bom, deixa eu finalizar que a coisa tá ficando grande....
       
      Saímos do Pico da Onça lá pelas 9:30. Chegamos em Monte Verde, no fim da trilha, ao lado de uma lindíssima pousada as 11:30. Seguimos a estrada, perguntamos para uma senhora como pegar um ônibus para Camanducaia e ela disse que saía de frente do Posto de Gasolina Ipiranga. É, Monte Verde não tem rodoviária.
      Encontramos o tal posto, confirmamos a informação e disseram que além de ônibus há vans que fazem o trajeto MV x Camanducaia. Mas os horários são incertos. Ficamos na esquina do lado oposto ao Ipiranga, um lugar onde alugar quadriciclo.
      Nos disseram que o ônibus passaria ali as 12:30. Esperamos, esperamos, deu horário e cadê, nada.
      O próximo só iria passar as 15:00. Resolvemos pedir carona, mais por brincadeira, porque era cada olhar que recebíamos que virou um passatempo, uma senhora até foi engolida pelo banco quando viu a gente pedindo carona.. kk
      Daí resolvemos pegar um papelão com a mulher do quadriciclo e escrever CAMANDUCAIA.
      Wesleu ficou segurando uma escrito CAMANDUCA (não coube o IA na placa dele). Eu estava escrevendo outro, quando cheguei no CAMA parou uma S10 branca e não acreditamos, deu certo.
      O motorista perguntou onde seria nosso destino final, dissemos São Paulo, e ele disse EU DEIXO VOCÊS EM SÃO PAULO ENTÃO. E acreditamos? NÃO. Eram 4 pessoas incrédulas de boca aberta, sorriso no rosto e querendo que alguém nos beliscasse.
      Essa pessoa se chama Gustavo. Não darei muito detalhes mas ele foi contando histórias do lugar, de empresas, do ônibus incendiado na estrada, como conheceu sua esposa, falou dos seus bichos, de política e de sua mãe internada, ligou para sua esposa e sua mãe pelo viva voz, uma pessoa de bom coração, nos ofereceu bolinhos e água, era melhor que UBER e com uma trilha sonora fantástica das antigas. Ele é empresário e dono de hotel em Monte Verde. Disse que quando voltássemos que ligasse para sua secretária no Hotel que o café seria na faixa.
      E assim foi que terminou essa travessia fantástica, histórias que se cruzam, Wesley e Daiana que iriam começar a trilha por Monte Verde mas que perdeu o ônibus em SJC e resolveu ir para SFX e fez a trilha a noite e ainda mora aqui próximo de casa.
       
       
      Sobre essa trilha
       
      Foi fácil encontrá-la, os relatos que tínhamos que estavam lá sem muitas informações.
      Em SFX ela é feita toda na estrada de terra e um trecho que agora estão asfaltando.

      Depois que passar a fazenda Monte Verde siga o caminho, dará numa porteira, tem acesso pela direita, e só seguir, vai dar na bifurcação. Esquerda Pico da Onça, direta Monte Verde. Se for para Monte Verde, só seguir a terra batida e prestar atenção no Bosque dos Duentes, vai chegar num riacho, há um tronco fazendo uma mini barragem. A direita há outro tronco que você pode utilizar como ponte. E continuar seguindo. Vai sair nos fundos de uma pousada. Contorne a esquerda beirando a certa e saíra em Monte Verde, seguindo em frente vai dar uma Portaria. É a entrada do 'condomínio´.
      Monte Verde é em geral, restaurante e pousadas, você fica se perguntando se tem cliente pra tanto. Segundo Augusto, tem. Em temporada, lota a chegar fazer fila nos restaurantes. E no Hotel dele já tá lotado para o Carnaval. Disse que tínhamos que voltar na temporada, no frio. Disse que em MV faz sempre 1 grau a menos que Campos do Jordão. Pra quem gosta de frio #FicaDica
       

       

       

       

       

       

       

       

       

    • Por Fábio Borges
      Este relato será um pouco diferente dos que eu fazia, pois não discorrerei sobre bifurcações, ponto de referências e todas essas coisas que transformam o relato em um guia de trilha, contudo quem quiser o tracklog, basta entrar em contato.
      fotos: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.138019539617218.37906.100002275186328
       
      Fazia mais de um mês que tínhamos programado a subida do Pico do Paraná para o ultimo final de semana, porém mais uma vez uma frente fria acabou com nossas expectativas e tivemos que alterar nosso roteiro. Dentre as muitas opções, escolhemos a travessia da Serra do Poncianos, que liga o distrito de São Francisco Xavier à Monte Verde pela crista da serra.
      Dos que estavam confirmados para o Pico do Paraná mais da metade não foi, então seguimos eu, a minha companheira para tudo Vivi, Leo, André, Carol, Diana e o Brunão, que já tinha realizado essa travessia a poucos finais de semana atrás.
       
      Eu e a Vivi despertamos no sábado às 05h30min e logo ligamos para o Leo para saber se alguma Carol, ops..., se alguém se atrasou. Como desta vez ninguém perdeu a hora, tomamos o nosso café da manhã e partimos para São José onde encontraríamos o Brunão. A viagem foi tranqüila e pouco depois das 07h30min já estávamos na casa do Brunão. Estacionei o meu carro e partimos para São Francisco no carro do nosso amigo joseense.
      Ao chegar a São Chico, fomos logo à padaria para um café da manhã mais reforçado, já alguns não tinham comido nada antes de sair de casa. Todos alimentados e seguimos para a fazenda Monte Verde de onde iniciava nossa pernada.
      Ao chegar ao ponto inicial, uma ultima ajustada em nossas cargueiras e “bora” caminhar. Eram 10h40. A trilha, na verdade a antiga estrada, que leva até a Pedra da Onça não tem erro basta atravessar a porteira e tocar para cima.
      Esse primeiro trecho é o mais chato. Estradinha longa e sem visual até o topo do Morro, ou seja, nosso maior desafio era vencer o considerável desnível de mais de 800 metros até a Pedra da Onça.
      A subida, apesar de chata, foi tranqüila. Devido ao grupo estar praticamente andando no mesmo ritmo, não demorou muito para chegar à bifurcação da trilha do Jorge. Fazia uma hora e quarenta minutos que tínhamos iniciado a caminhada. Ao olhar esse tempo, fiquei espantado como demoramos a chegar neste local da outra vez que estive por essas bandas.
      Mais meia hora de pernada e chegamos ao cume da Pedra da Onça. Lá encontramos um grupo de conhecidos que também pretendiam realizar essa travessia, porém fomos surpreendidos com a notícia que estavam desistindo.
      Como já passava do meio-dia resolvemos almoçar por aqui. Ficamos parados por uma hora e neste tempo além das trocas de informações com o outro grupo, tentamos sem sucesso convencê-los a seguir conosco.
      Todos de barriga cheia e chegou hora da parte divertida. Seguimos a picada nítida que sai a direita da clareira. Não tardou muito para ela se fechar, finalmente começou a ralação.
      Apesar de contarmos com o tracklog fornecido pelo nosso amigo Mamute, não sei o que eu e o Brunão fizemos de errado ao transformar o arquivo do trackmaker para o compatível com o Garmin, pois não constava a trilha, mas somente os pontos de referência.
      A fina garoa e a neblina não davam trégua. Não tínhamos visibilidade alguma e só contávamos com o GPS e nosso senso de direção. Dentre as muitas vezes que perdemos a trilha, resolvemos fazer o nosso próprio caminho.
      Até a pedra partida fizemos poucas paradas, mais para reagrupar do que para descansar. Finalmente depois de 3 horas de árduo vara-mato chegamos à Pedra Partida. Para chegar ao seu cume escalamos um pequeno trecho e lá estávamos no seu topo a 2000 metros de altura. O frio e a baixa visibilidade impediram que ficássemos mais tempo e logo procuramos um abrigo para descansar e seguir a caminhada até o StarBars.
      Após uma pequena parada, iniciamos a descida até o Starbars. Devido ao horário e o cansaço do grupo, decidimos que acamparíamos no platô ou em qualquer clareira que encontrássemos pelo caminho.
      Não demoramos meia hora e já estávamos sentados no bar. O Brunão pediu uma caipirinha e o Leo um suco de limão. A noite não demorou a cair e teríamos que andar a noite até o platô, porém o Brunão perguntou para a dona do starbars se ela não conhecia um lugar próximo que poderíamos armar nossas barracas.
      Sorte! Sorte e Sorte! Essa palavra estaria conosco a noite toda. A conversa com a dona do starbars rendeu muito mais que o esperado, pois ela tem uma área de camping, ou seja, era tudo o que queríamos. Preços e informações tratar diretamente através do email [email protected] ou procurar o perfil no facebook.
      Dormimos em um galpão que já tinha duas barracas montadas, porém decidimos esticar apenas nossos isolantes. Acampamento montado, quer dizer, isolantes esticados e era hora de fazer nossos respectivos jantares.
      O meu jantar e da Vivi foi capeletti de presunto e queijo (cozinha em 2 minutos) ao molho de tomate com ervas finas. Prato simples, barato e muito mais gostoso que miojo e aquela ração para cachorro chamada liofoods.
      O Brunão mandou um arroz com peito de frango desfiado da vapza temperado com cebola e, se não me falhe o paladar, orégano. As meninas foram de arroz, purê de batatas e lingüiça frita com cebola.
      Após o jantar tomamos nossos vinhos e aos poucos a roda foi diminuindo.
      Nem bem o dia clareou e já comecei a dar muita risada. O Brunão me contou que no meio da noite a Diana e a Carol o acordaram jurando que tinham dois homens altos rondando a casa com um facão na mão. Ele me disse que saiu e não tinha nada.
      Ao vê-las encolhidas em uma das barracas que já estavam montadas perguntei se era por isso que estavam dormindo ali. Elas responderam que sim. Como tirador de sarro que sou já logo falei: “vixe manuuu barraca a prova de balas, quero uma dessas” rs. Essas meninas só me dão alegria.
      Ao sair do galpão, tive uma ótima visão. O tempo tinha mudado completamente e fazia sol. Aproveitei para colocar minhas coisas molhadas para secar, já que sabia que cedo não sairíamos dali.
      Depois das maravilhosas tapiocas preparadas pela Carol, seguimos para o pico do Selado, eram pouco mais que 10 da manhã.
      A trilha, ou melhor, avenida, que leva ao Selado não trás maiores dificuldades sendo impossível de ser perder devido ao grande fluxo de turistas. Creio que em uma hora e meia estávamos no selado.
      O André foi o primeiro a dar um pulo do gato para alcançar o cume final do selado, o resto da galera ficou na pedra antes da fenda. Quando cheguei ali, fiquei analisando, olhando, olhando e me bateu uma insegurança de pular aquela fenda e decidi por bem não arriscar. Mas não pense que pular essa fenda seja uma coisa do outro mundo, mas como fiquei com medo, melhor não arriscar e agüentar as brincadeiras da galera. Nossa como fui aloprado, mas faz parte.
      Ficamos contemplando a paisagem por meia hora e voltamos em 40 minutos até o starbars. Fizemos um rápido almoço e seguimos pelas entediantes ruas de Monte Verde até o início da trilha do Jorge.
      Como estávamos com o tempo apertado tocamos direto até o carro, fazendo somente uma pausa no segundo ponto d’água. Saímos da trilha do Jorge exatamente às 17h e mais uma hora de descida estávamos em nossos carros. O trecho da descida foi um festival de tombos proporcionado pelo André e pela Diana.
    • Por Luciano Lima#30
      Olá pessoal,vou fazer um breve relato da trilha e acampamento que fiz juntamente com meu parceiro de aventuras meu filho Jean de 11 anos.
      Saímos de Mauá-Sp na quinta dia 4 de Junho,feriado de Corphus Cristh por volta das 04:30 para deixarmos minha esposa no aeroporto de Cumbica e pegamos a Rod.Fernão Dias com destino a Itapeva-Mg onde deixamos minha outra filha Graziella de 7 anos na casa da minha mãe.
       
      Subimos de carro até a cidade de Monte Verde e deixamos o carro na entrada da trilha do Chapéu Platô por volta das 15:00.
      Depois de aproximadamente 1 hr de trilha de subida intensa chegamos ao local do acampamento.
       

       
      Quando o sol estava se pondo encontramos um grupo formado por 3 trilheiros que armaram acampamento junto conosco.Foram companhias muito boas.Jantamos e caiu a noite junto com ela caiu a temperatura!!
      Lá pelas 21:00 passou por nós um grupo de jovens que tentariam acampar no pico do selado mas mais tarde devido a problemas voltaram e acamparam conosco.

       
      Pela manhã,levantamos antes do sol nascer e o frio era extremo e a ventania que nos assolou a noite toda continuava.
      Levantamos acampamento e partimos sentido ao Pico do Selado que chegamos depois de mais de 1 hr de caminhada.Encontramos com um corajoso casal que passou a noite pelo nosso acampamento e dormiram no alto do Selado.
      Alcançamos o Pico do Selado que fica há 2.080 mts de altitude no 2° dia e depois de apreciarmos a paisagem e curtir momentos muito agradáveis retornamos felizes por mais uma trilha de sucesso e com experiências maravilhosas na bagagem.


       
      Abraços e até a próxima.


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